Fórum dos Leitores

TRABALHO NO BRASIL

O Estado de S.Paulo

26 Dezembro 2013 | 02h03

Armadilha

Recentes dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) jogam um balde de água fria sobre as expectativas de crescimento da economia brasileira nos próximos anos. Com uma taxa de desemprego no mais baixo nível desde 2002, 4,6%; com 50 milhões de beneficiários do Bolsa Família; com 16,85 milhões de jovens nem-nem (nem trabalham nem estudam); e sem contar os aposentados e outros beneficiários do INSS, de onde é que este paraíso petista do ócio remunerado tirará força de trabalho para ir além dos ridículos pibinhos atuais? Considerando que apenas os 4,6% estão procurando emprego e são profissionais de baixa qualificação, o futuro nos parece realmente sombrio. Só podemos concluir que o Brasil está colhendo os resultados do populismo eleitoreiro e irresponsável implantado pelo Partido dos Trabalhadores (PT) com o objetivo de perpetuar-se no poder. Alguém terá de desmontar essa armadilha, e não serão os petistas. Basta saber se conseguirão empurrar com a barriga até a eleição de 2014 ou se o edifício sem fundações que construíram começará a desabar sobre as suas - e as nossas - cabeças ainda antes disso.

JORGE MANUEL DE OLIVEIRA

jmoliv11@hotmail.com

Guarulhos

Sufocados e 'folgados'

De um total de 200 milhões de brasileiros, 20 milhões são aposentados e muito provavelmente 30 milhões são menores e estudantes, ou seja, 150 milhões deveriam estar trabalhando. Destes, 17 milhões são "nem-nem" e 50 milhões são beneficiados pelo Bolsa Família. Ou seja, apenas pouco mais da metade dos brasileiros aptos a trabalhar (sufocados) trabalha para sustentar também os 67 milhões de "folgados". Essa não é exatamente uma situação de "pleno emprego".

CARLOS H.W. FLECHTMANN

chwflech@usp.br

Piracicaba

Brasil bolsista

O artigo As entranhas do bolsismo (Estado, 25/12, A2), do sociólogo Zander Navarro, mostra a triste realidade brasileira dos que vivem de bolsas e não querem abrir mão dos benefícios recebidos. O que deveria ser apenas uma situação emergencial tornou-se bandeira de partidos políticos para receber os votos necessários para a próxima eleição. Resta saber quanto atraso e indignos o País terá. É hora de os que pagam as contas acordarem.

MANOEL E. F. MODESTO

manoefa@gmail.com

São Paulo

CONCESSÕES

Antes tarde que nunca

A matéria de capa do Estado de 24/12 BR-040 atrai 8 grupos; governo já analisa novas concessões diz que, animado com o "sucesso das licitações", o governo já procura novos trechos para oferecer à iniciativa privada em 2014. Enfim parece ter caído a ficha do governo do PT sobre o concurso da iniciativa privada em projetos de infraestrutura. No período Lula, a ordem era no sentido oposto: demonizar as "privatizações de FHC". Com esse discurso jurássico, o governo de então ficou anos em luta contra os fatos. Tivessem feito o dever de casa, hoje não estaríamos carregando o colossal passivo logístico que só faz emperrar a economia e atrasar nosso desenvolvimento. Antes tarde do que nunca.

SILVIO NATAL

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

Tempo perdido

De concessão em concessão, o governo petista vai tentando recuperar mais de uma década de incompetência.

VICTOR GERMANO PEREIRA

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

TRANSPORTE PÚBLICO

Até quando?

Quando é que os demagogos de plantão terão competência e coragem para enfrentar corretamente o problema de transporte público em São Paulo? Essa discussão sobre as faixas exclusivas de ônibus e seu uso pelos táxis, por exemplo, já ficou muito chata. Qualquer habitante da cidade já percebeu que os ônibus usam sua faixa e todas as outras que julgam oportuno usarem. É comum ver duas ou três faixas, além da exclusiva, sendo atravancadas por ônibus, geralmente vazios. Outro dia subi a pé a Avenida Brigadeiro Luís Antonio, da altura da Alameda Lorena até a Avenida Paulista, às 10 horas. Enquanto fazia minha caminhada, observei 11 ônibus subindo aquela via, praticamente vazios. Quando alguém terá coragem de redefinir trajetos e percursos das linhas de ônibus? Quando é que esta máfia das empresas de ônibus será enfrentada?

NELSON PENTEADO DE CASTRO

pentecas@uol.com.br

São Paulo

Compensação

Uma dica ao prefeito de São Paulo: a ampliação da extensão dos corredores e faixas exclusivas de ônibus deve estar causando grande redução dos custos de operação das empresas de ônibus. Assim, pode providenciar reduzir os subsídios pagos a elas ou o preço das passagens, à sua escolha. Será muito suspeito se isso não for feito.

WILSON SCARPELLI

wiscar@terra.com.br

Cotia

Exclusividade

Já temos a faixa exclusiva para ônibus e a Prefeitura de São Paulo estuda criar a faixa exclusiva para táxi. Sugiro criar a exclusiva para motos, a exclusiva para bicicletas e a exclusiva para charretes e carroças. O que sobrar fica para os carros particulares e os veículos oficiais, que têm de dar o exemplo.

GUSTAVO GUIMARÃES DA VEIGA

ggveiga@outlook.com

São Paulo

BOAS-FESTAS

O Estado agradece e retribui os votos de boas-festas e próspero ano-novo de Abram Erlich, Accesso, Amanda Turano Angelieri - Unica/Projeto Agora, Andreas de Souza Fein, Aurélio Franco Guimarães - UDPR, Avanttishop, BL Assessoria e Agenciamento, BS Almeida Informática, Carlos E. Barros Rodrigues, Carlos Iunes e família, Clóvis Miler Cardoso - Proflora, Daniel Bruin - SPGA Consultoria de Comunicação, Ensino a Distância Rio Branco, Equilibrius, Equipe Aceti Netimóveis, Equipe Enago, Família Prime Clean, Floriano Pesaro, Fuad Maluf, Helena Cristina Coelho - Sindipeças e Abipeças, Humberto de Luna Freire Filho, J.Murillo Valle Mendes e Lúcia Andrade Mendes, João Baptista Herkenhoff, José Pastore, Luciana Leite - Corporate Affairs Head, LatAm, Marcel M. Muscat, Maria Izildinha Pilli, Marinei Cestari, Marcia Saad e Maria José Araújo - Shopping Higienópolis, Mercedes-Benz, Mistral Importadora, Oficina da Comunicação Integrada, Partido dos Trabalhadores, Pedro Nastri, Pluricom e Roberto Canavezzi - conselheiro municipal de Saúde de São Caetano do Sul.  

 

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CHUVAS NO ESPÍRITO SANTO

Na véspera de Natal, a presidente Dilma Rousseff sobrevoou as áreas devastadas pelas chuvas no Estado do Espírito Santo. Ela disse que salvar vidas é prioridade. Presumo que salvar as urnas também...

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

 

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SOBREVOOS QUE NÃO RESOLVEM

Chuvas extremamente fortes sempre causarão estragos e nada pode ser feito para impedir a sua ocorrência. Porém, muito poderia ser feito para minimizar a sua devastação na vida das pessoas atingidas por elas. Esses sobrevoos inócuos que já se tornaram rotina pela presidente da República e governadores de Estados em nada melhoram essa situação. São meras propagandas políticas, recheadas de promessas nunca cumpridas e que ficarão esquecidas até a próxima enchente, quando serão renovadas para, de novo, permanecerem apenas como intenções. Felizmente, o povo brasileiro sempre forma uma rede de voluntários para ajudar as vítimas desse descaso dos nossos governantes, com muita dedicação e solidariedade, isso sem receber nenhum voto por esse ato de amor ao próximo.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

 

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NÃO BASTA SE EMOCIONAR

A presidente Dilma Rousseff ficou impressionada com o cenário das enchentes no Espírito Santo e se emocionou com a solidariedade às vítimas das chuvas. Impressionada, presidente? É, só devem ter faltado as lágrimas... de crocodilo. Mas o que esperava ver, com os desastres dos (des)governos petistas? O dinheiro público está indo nestas enchentes. Liberam dinheiro e nada é feito. Os governadores e prefeitos dos Estados e cidades onde aconteceram essas enchentes deveriam ser processados. Quanto à solidariedade, sei que vão me recriminar, nada contra quem ajuda, até aplaudo, mas meu imposto, que o governo arrecada, é para que isso não seja necessário, isso sem falar que muitas das doações acabam indo para onde não deveriam ir, como já foi mostrado e já aconteceu com doações minhas.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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CAFÉ REQUENTADO

A presidente Dilma sobrevoou por 30 minutos algumas áreas seriamente afetadas pelas chuvas no Estado do Espírito Santo, após o que se reuniu por horas com autoridades. Depois da reunião, medidas e providências foram anunciadas. Mais do mesmo ou café requentado. Repete-se o filme a que se assiste a cada tragédia desse tipo. Pobre e sofrido povo brasileiro, sempre ludibriado em sua boa-fé. Constata-se que foi a primeira visita da presidente ao Estado, já ao final do terceiro ano do mandato. Será que foi por que ela perdeu a eleição ali para o outro candidato? Constata-se, também, mais uma vez que a gerente fiscalizou mal a sua equipe, permitindo que o ex-ministro da Integração Nacional irrigasse de verbas o Estado onde tem domicílio eleitoral e o Espírito Santo ficasse ao Deus-dará. Bom, agora presidente só demonstrando, pelo ar, a solidariedade. O povo capixaba e o brasileiro precisam de algo mais.

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

 

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O NATAL DE DILMA

Neste terceiro ano de mandato da presidente Dilma, fica cada vez mais difícil a família brasileira comemorar o Natal. A inflação acumulada no período é de pouco mais de 18%. Mas no item alimentação e bebidas, os desastrosos 32% de alta. E se os trabalhadores deste país, na sua maioria, não ganham o suficiente até para se alimentarem com dignidade, que distribuição de renda é esta que a presidente Dilma afirma ter melhorado?! O peru e as frutas natalinas estão cada vez mais distantes da mesa do brasileiro. Dilma deveria ter dado um bom exemplo de humildade e realidade, aliás, como muito bem faz o papa Francisco, fazendo a ceia de Natal deste ano na casa de uma família pobre, para ver como que a inflação e a falta de crescimento econômico interferem na qualidade de vida da maioria dos trabalhadores deste país.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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‘AS ENTRANHAS DO BOLSISMO’

O professor e sociólogo Zander Navarro ("Estado", 25/12, A2) precisou ir fazer pesquisa no Maranhão dos Sarneys e no Piauí para descobrir o óbvio? Que as bolsas são meros "currais eleitorais" sustentados pelos impostos escorchantes, em que a peãozada petista deita e rola? As bolsas não têm a finalidade de "eliminar" a pobreza, porque sem pobreza 90% desses partidecos que existem por aí não sobreviveriam. É possível imaginar um PT de Lula numa Suíça ou numa Suécia?

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

 

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A CABELEIRA DE RENAN CALHEIROS

Após viagem do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) ao Recife, num avião da Força Aérea Brasileira (FAB), para um implante de cabelo, segue a pergunta: Será que essa cirurgia irá para a conta do Senado Federal?

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

 

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MENSAGEM DE NATAL

O senhor Renan, num dia de forma injustificável toma um avião da FAB e, a seguir, faz pronunciamento de Natal à Nação na TV. Óleo não gosta de água.

Jorge Mema Bernaba jorgebernaba@gmail.com

Araçatuba

 

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EM REDE NACIONAL

É constrangedor ao telespectador brasileiro ter de assistir a uma prestação de contas, em horário nobre e rede nacional, como o pronunciamento feito em 23/12 pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL): o Senado economizou R$ 260 milhões. No montante da despesa total quanto representa? Foram proibidas novas nomeações e o corte de 30% nas funções comissionadas. Afinal são quantos os funcionários nomeados e comissionados? Foi determinado o fim do serviço médico do Senado. Até isso tinham? Que avanços... Até o ano de 2013 ficou marcado como "o ano da mudança nas instituições brasileiras". Podem escrever ¬– no "gelo", é claro! Outro recorde: 20 dias após as manifestações populares, até conseguiram aprovar novas leis, e leis modernas. Que austeridade? Destacou também a presença das mulheres, "que na atualidade atuam em todas as frentes e são decisivas em todas as conquistas". Será que estava agradando as dele? Lembrou a PEC das domésticas, que maldade. Será que alguém acreditou e entendeu? Tomou o nosso tempo para fazer um pronunciamento abstrato, do "nada e coisa nenhuma". Era melhor que tivesse mostrado o comprovante de pagamento do reembolso das despesas aéreas, com aeronave da FAB, para tratar dos seus "belos e inexistentes" cabelos, ou vai ficar na só conversa e por conta do "rico" Senado do povo brasileiro? Que orgulho!

Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

 

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EM TEMPO DE PAPAI NOEL...

Quem ouviu as doces palavras de Renan prestando contas sobre as atividades do Congresso, e desconhece efetivamente seu perfil mafioso, perverso e sem vergonha, deve pensar que vivemos no mundo branco e vermelho de Papai Noel. Tudo o que o Congresso fez, no entanto, foi fruto da vergonha da descoberta de falcatruas praticadas por seus membros e da pressão da imprensa e do povo pensante. Nada aconteceu de moto próprio, a não ser as benesses para os "nobres" deputados e senadores.

Alcides Ferrari Neto ferrari@afn.eng.br

São Paulo

 

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JUSTIFICATIVA

O ilustre senador veio a público na TV para dizer que o Congresso só trabalhou porque o povo se manifestou ou para dizer que por isso perdeu os cabelos?

Ary Nisenbaum aryn@uol.com.br

São Paulo

 

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ÉTICA E ESTÉTICA

O senador Renan Calheiros precisa diferenciar o conceito de estética com o de ética. De nada lhe adiantará melhorar sua aparência com as cirurgias às quais se submeteu (implante de cabelos e blefaroplastia), se sua fisionomia não está desgastada pelo tempo, e sim por suas atitudes como parlamentar. Procure agir politicamente sempre com princípios éticos que todos admirarão o seu semblante e o respeitarão, independentemente de qualquer cirurgia estética. O povo não se importa com as características físicas do político, mas com sua maneira de conduzir-se.

Paulo Guida paulo.guida@yahoo.com.br

São Paulo

 

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ABUSO DO DINHEIRO PÚBLICO

Ninguém duvida de que intervenções cirúrgicas sofisticadas não se resolvem apenas numa viagem bate-e-volta. Há as tratativas de praxe, como aquela questão de "com e sem recibo", o pré e o pós-operatório, o envio da caixa de scotch de mimo e quejandos. É milhagem muita que não se ressarce a troco de reza. Investigue-se, pois.

Joaquim Quintino Filho jqf@terra.com.br

Pirassununga

 

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NOS JATOS DA FAB

O presidente do Senado, Renan Calheiros, fez um implante ou desplante? Acho que a FAB deveria se recusar a transportar políticos em seus aviões.

Mário A. Dente dente28@gmail.com

São Paulo

 

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A BANALIZAÇÃO DA CORRUPÇÃO

É um acinte que o senador Renan Calheiros utilize uma aeronave da Força Aérea Brasileira para arrumar a peruca. Pior ainda é o infeliz senador, que tem longo histórico de atos improbos, se propor a pagar a despesa, como se a FAB fosse uma empresinha de taxi-aéreo. O mais horripilante nesse caso é o absoluto silêncio da dita oposição, o que garante que nada irá mudar, pouco importando o resultado das urnas. A banalização da corrupção em todos os níveis do governo demonstra que não há solução de continuidade para o avançado estado de putrefação da corruptocracia brasileira.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

 

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O VOO DE RENAN

Ser careca por dentro da cabeça é muito pior do que por fora. E não há implante que dê jeito!

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

 

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VIGILÂNCIA

Arrogância, soberba e prepotência são substantivos ainda insuficientes para classificar a atitude do presidente do Senado, Renan Calheiros, em mobilizar avião da FAB para levá-lo até o Recife com intenções particulares, mais precisamente para tratamento capilar. Não basta ressarcir os cofres públicos e achar que está tudo resolvido. Não é essa a questão. O presidente parece não entender que não estamos mais nos tempos dos barões do café, em que coronéis mandavam e desmandavam e nada os atingia. A Nação está vigilante, presidente, e exige respeito!

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

 

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ABAFO

 

A mídia é poderosa ou o senador é quem manda? Nos jornais não se falou mais uma única palavra a respeito do jatinho, do implante capilar e do presidente do Senado.

José Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava

 

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INFERNO ASTRAL

Mesmo preso, José Dirceu continua colecionando desafetos. Acaba de comprar briga com os bibliotecários. Açulou a corporação ao aceitar a oferta de "trabalho" do amigo e advogado José Gerardo Grossi. Dono de uma das mais respeitadas bancas advocatícias de Brasília, Grossi convidou Dirceu para organizar a biblioteca jurídica do seu escritório em troca de um salário mensal de R$ 2.100. E isso é ilegal, e o Sindicato dos Bibliotecários de Brasília pode até entrar com uma ação contra esse escritório.

Asdrubal Gobenati asdrubal.gobenati@bol.com.br

Rio de Janeiro

 

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FACES OCULTAS

O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu é um homem de várias faces, não nos causa surpresa cada nova descoberta a seu respeito. Se cavarem fundo certamente vão encontrar muito mais coisas ("Empresa de Dirceu alterou finalidade cinco vezes", 23/12, A6). Como chefe da Casa Civil de Lula, era um homem muito poderoso no governo, talvez mais até que o próprio presidente. Mesmo que a Polícia Federal investigue ou já tenha ido mais longe em suas investigações, dificilmente todas as coisas virão à tona. O chefe da PF é o ministro José Eduardo Cardozo, um petista de primeira hora. Com a imprensa é outra coisa, procurando e encontrando fatos, seu dever é divulgar.

Alvaro Salvi alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

 

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UM CARA DE SORTE

José Dirceu não é delator nem bibliotecário e, no caso mensalão, diz não ser o chefe, mas jamais cogitou em indicar o chefe, que, pelas evidências e o local onde tudo se tramou, é de fácil dedução, todavia nenhum dos envolvidos denunciou o chefe, que tem costas largas e jamais vai ser preso. José Dirceu é um cara de sorte. Apesar da gravidade do crime foi apenado em apenas 7 anos e 11 meses e, convenhamos, no Brasil, cumprida um terço da pena o meliante é solto. Embora desfrute de uma cela que, em relação à quase totalidade das prisões brasileiras, não está apinhada de detentos e está em vias de conseguir emprego sem trabalhar, mesmo assim está inconformado, enquanto ex-prisioneiros anônimos amargam desemprego. Ô Zé, sossega o facho!

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

 

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CARTEL DOS TRENS

Cada vez mais as coisas se complicam para o PSDB no megaescândalo de corrupção no cartel que fraudou licitações nos trens do metrô e da CPTM, em São Paulo. Causa perplexidade que o pedido da Corregedoria-Geral de afastamento imediato de um assessor do governo tucano, suspeito de corrupção, tenha sido ignorado pelo governo. Ora, manter um funcionário suspeito de corrupção é algo gravíssimo e revela, no mínimo, omissão e conivência. A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) tem a obrigação de abrir uma CPI para investigar e apurar tais denúncias contra o governo estadual paulista e tem que parar de impedir a abertura de CPI, algo inaceitável. Quase 20 anos de governo do PSDB em São Paulo nos levaram para esse beco sem saída, onde há graves denúncias de corrupção e desvio de centenas de milhões de reais dos cofres públicos, mas o governo do PSDB faz de tudo para que nada seja apurado, investigado e que os criminosos não sejam sequer processados e, muito menos, punidos.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

 

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BLINDAGEM

Na verdade, a investigação do metrô de São Paulo é o propinoduto tucano, que envolve os governos de São Paulo, de Mário Covas ao atual Geraldo Alckmin. Quando se trata do mensalão, a mídia enfoca "mensalão do PT", mas e em São Paulo, por ser o PSDB, de forma dissimulada, é a investigação do "cartel dos trens", por que não propinoduto do PSDB? Aécio Neves, presidenciável tucano, diz: "...PSDB não teme mensalão tucano". Mas na prática impedem qualquer investigação como a do metrô, em São Paulo, na CPI da Assembleia Legislativa. O mensalão do PSDB é anterior ao do PT, mas a mídia se cala. E os crimes dos tucanos mensaleiros mineiro começam a prescrever. É isso que estão esperando? A sociedade quer que todo o político corrupto vá para a cadeia, independente de partido, porém, tem que ter provas materiais para condenar, e julgamento transitado em julgado. Mas no caso dos tucanos, não se consegue nem investigar. Imagine julgar e prender! Até quando a sociedade vai tolerar essa blindagem tucana?

Emanuel Cancella emanuelcancella@uol.com.br

Rio de Janeiro

 

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ACIDENTE NA RÉGIS BITTENCOURT

Olhando atentamente este acidente com o ônibus da Empresa Nossa Senhora da Penha, que pertence à Viação Itapemirim, que vitimou 17 pessoas antes de São Paulo, na Rodovia Régis Bittencourt, dá para perceber que o teto do veículo amassou como uma lata de sardinha. Já trabalhei numa fábrica de carrocerias e pergunto. Não há proteção (estrutura de metal) para os passageiros do andar de cima? Eles foram esmagados pelo teto, depois que capotou, pelo que dá para ver na foto. Deveria haver teste de colisão e capotamento, como o de carros de passeio. Meus pêsames às famílias enlutadas.

César Roberto Alves Moreira caesar.joi@terra.com.br

Joinville (SC)

 

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ÔNIBUS MAU PROJETADOS

Eu sempre achei que alguns modelos de ônibus interurbanos ou interestaduais, com pára-brisas enormes, deixavam os motoristas muito vulneráveis, mas nunca desconfiei da precariedade do teto superior de alguns modelos de ônibus de dois andares. Será que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) está atenta à homologação dessas carroçarias mortais?

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

 

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SEGURANÇA É PREVENÇÃO

Há cerca de 20 anos ganhei um "tour" pela Espanha e Itália em ônibus leito e de dois andares. Tanto fora como dentro do veículo, estava escrito várias vezes "a prueba de vuelco", ou seja, à prova de capotamento. Percebia-se no teto do ônibus vários reforços que, vindo das laterais, envolviam o teto. Perguntei ao guia da excursão o motivo disso, e ele disse que nunca houve um capotamento de ônibus, mas, como os Alpes eram roteiros constantes e com neve, curvas e descidas, nada melhor do que prevenir. Aqui, em São Lourenço da Serra, em pista reta plana e seca, aconteceu o esmagamento dos passageiros da parte superior do ônibus. Reforçar teto pode causar inflação?

Sergio Baldassarini sergiobaldassarini@terra.com.br

São Paulo

 

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SOS SERRA DA CAPIVARA

Passei uma semana na Serra da Capivara, no Piauí. É difícil chegar, a hospedagem é ruim, a infraestrutura para o turismo é inexistente, mas a professora doutora Niède Guidon, sua equipe e o povo de São Raimundo Nonato, fazem valer as agruras da viagem: são fortes, resistentes e generosos como as pinturas rupestres nos paredões de pedra do Parque Nacional da Serra da Capivara – Patrimônio Cultural da Humanidade – que vem sendo vilipendiado pelo governo e pela falta de políticas para a manutenção e proteção de tamanha riqueza cultural. O Piauí parece ser mesmo a terra do gerúndio: o aeroporto está sendo construído (desde 1998!), a ministra da Cultura vai estar providenciando um estudo para disponibilizar verbas, a Petrobrás quase falida estará estudando a possibilidade de retomar o incentivo fiscal via Lei Rouanet! A professora Niède Guidon dedicou sua vida à arqueologia na Serra da Capivara. Ela recebe aposentadoria do governo francês e nada do governo brasileiro, embora tenha sido obrigada a se exilar na França no auge da ditadura. Ela investiu todo o seu patrimônio pessoal na Serra da Capivara. Ela tem 80 anos e está doente e cansada. Ela também se trata em São Paulo, mas viaja lá de São Raimundo pagando as próprias despesas, muito diferente dos Lulas, Dilmas, Renans, Idelis e tantos outros brasileiros que se julgam melhores que a professora Niède. Ela não quer reconhecimento nem sair em fotos ostentando falsos diplomas de doutor honoris causa (certo, dr. Lula?). Ela precisa de dinheiro para manter e preservar o Parque: R$ 300 mil mês são suficientes (quanto será o custo da Rua Climatizada em Teresina?). As pinturas estão lá há mais de 12 mil anos e vêm resistindo ao tempo graças a professora Niède. Quantos governos corruptos e ineficientes mais serão necessários para transformar tudo em pó? Aeroporto e verbas já! Respeito sempre!

Ana Lucia Tubero ana.tubero@terra.com.br

São Paulo

 

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PERNAS MANCAS X CABEÇA DURA

A origem dos problemas corretamente apontados por Roberto Luis Troster em seu artigo ("Estado", 23/12, B2) está na estrutura política do Brasil. Todos os dirigentes administram pensando na manutenção do poder, e por isso atacam as crises através de seus sintomas, e não pela prevenção ou pelas suas causas, em especial devido à impopularidade das ações necessárias para trilhar um caminho de forte crescimento econômico. E isso é possível graças ao nosso sistema eleitoral "faz-de-conta", em que são eleitos deputados através de campanhas caríssimas num processo que os mantém desvinculados dos eleitores e vítimas fáceis do Poder Executivo. Votamos num candidato, mas podemos eleger outro. Até de outro partido. Somente uma mudança de nosso sistema eleitoral nos levaria a ter uma administração séria e coerente. Precisamos dar mais poder aos cidadãos e ter deputados a eles subordinados, sem a proteção do corporativismo da Câmara. Precisamos de voto distrital.

Carlos de Oliveira Avila gardjota@gmail.com

São Paulo

 

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ATAQUES AO MEIO AMBIENTE

Na sexta-feira, 20/12, o "Estadão" publicou no caderno de Economia a reportagem sobre a construção de um terceiro aeroporto em Caieiras, para fazer concorrência direta aos Aeroportos de Guarulhos e Viracopos. O projeto foi apresentado pela Camargo Corrêa e pela Andrade Gutierrez em 2011, para receber o aval do governo. A viabilidade do projeto dependerá de mudança na legislação, que prevê receber 48 milhões de passageiros por ano. Anteriormente também ficamos sabendo que empresários ligados à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) têm projeto para construir um aeroporto para executivos na região de Parelheiros, com acesso ao Rodoanel, local de mananciais para as represas Guarapiranga e Billings. Na terça-feira, o "Estadão" nos trouxe mais uma notícia ligada à destruição do meio ambiente. Trata-se agora da construção de uma barragem que vai encobrir o Pantanal paulista, como são conhecidas as várzeas do Tanquã no Rio Piracicaba. A obra destina-se à construção de uma hidrovia e terá eclusa e usina de energia e será construída na divisa entre Anhembi e Santa Maria, importando na elevação do nível do rio em 4 metros. Em consequência o Pantanal ficará submerso, que surgiu com a construção da represa de Barra Bonita em 1960 e desenvolveu uma vegetação típica do regime do rio, apesar de a compensação ambiental prometida e acordada no local nunca ter sido realizada. Em minha opinião, não se trata só de prejudicar o equilíbrio ecológico da região e a luta dos ambientalistas, mas sim de lógica. As obras em quase a sua totalidade atendem aos interesses de grupos econômicos e nem sequer pensam no bem-estar da população no sentido de que tenhamos uma qualidade de vida real que advém da natureza que nos cerca. Os projetos são intencionalmente incompletos, como acusa agora o Ministério Público de São Paulo. Os exemplos dos projetos dos aeroportos de Parelheiros e Caieiras explicam bem. Os rios, as árvores e mesmo as espécies que ali habitam, são importantes no equilíbrio que proporciona à população o mínimo de vegetação para assegurar-nos o mínimo de 12 m² de oxigênio por habitante preconizado pela Organização Mundial da Saúde. Embora todos os projetos, no papel, assegurem a reposição arbórea, na realidade tal não acontece. Temos exemplos em nossa própria cidade, que atualmente contempla 4 mil mortes por ano só devido à poluição. As árvores derrubadas na reforma das marginais do Rio Tietê foram substituídas por mudinhas as quais, quase todas, pereceram por falta de manutenção. As construções de usinas ao longo do Rio São Francisco diminuíram a sua vazão a ponto do mar avançar 100 km em sua foz, com todas as consequências imagináveis. E a transposição do rio vai piorar a situação.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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