Fórum dos Leitores

ADEUS, ANO VELHO

O Estado de S.Paulo

30 Dezembro 2013 | 02h02

Economia

Brasília está às moscas, nada mais a fazer em 2013. Os que decidem já estão em férias e, assim, para a noite da virada vamos com inflação, déficit nas contas públicas e fuga de investimentos crescentes, infraestrutura sem capa e galocha para a temporada das tempestades. Por mais rico que seja o Brasil e por mais esforçada e determinada que seja nossa economia formal, uma hora isso vai dar bobagem - e das grandes. Aí será tarde demais e estará sob risco a poupança privada.

FRANCISCO JOSÉ SIDOTI

fransidoti@gmail.com

São Paulo

Balanço de 2013

O ano de 2013 foi decepcionante para o Brasil. Houve coisas boas, como as manifestações populares nas ruas, a condenação e prisão dos mensaleiros pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a conquista da Copa das Confederações, etc. Mas, no frigir dos ovos, foi um ano de baixo crescimento econômico, muita corrupção, impunidade, juros e impostos elevados, violência, falta de mobilidade urbana nas grandes cidades, péssima qualidade na saúde e educação públicas, e por aí vai. A desastrada política econômica adotada pela incompetente presidente Dilma Rousseff (PT) levou-nos a um crescimento ridículo, de ínfimos 2,3%, com a taxa Selic em 10% ao mês, à derrocada da Petrobrás e o resultado é a mediocridade generalizada no País. Estamos reféns da burrice, da incompetência, do corporativismo, da burocracia, da resignação e do imobilismo. Um país continental, rico e forte como é o nosso, deveria agir sempre com ousadia, confiança, pensar grande, investir no consumo interno e, sobretudo, em educação, saúde e qualidade de vida do seu povo. Oxalá, em 2014 o povo brasileiro volte às ruas, pacificamente, e exija mudanças profundas nos rumos do País.

RENATO KHAIR

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

Vivas sufocados

Aproxima-se o dia 31 de dezembro, quando se festeja o fim do ano velho e a chegada do novo ano. Eu gostaria de gritar para o Brasil inteiro ouvir: viva a economia brasileira! Viva a conclusão da transposição do Rio São Francisco! Viva a construção das 12 mil creches prometidas pela presidenta Dilma! Vivam as 100 mil casas construídas pelo governador Agnelo Queiroz, do DF (promessa de campanha)! Viva a aplicação correta dos incontáveis impostos que pagamos, que põe o Brasil entre os países que melhores serviços públicos oferecem à população! Viva o fim das fraudes no Enem! E viva a atuação dos partidos de oposição ao governo! Mas, lamentavelmente, gritarei apenas: viva o Supremo Tribunal Federal, que mostrou ao País que cadeia não é só para ladrão de galinha! E a todos os nossos irmãos que estão sofrendo com a fúria das águas deixo um alerta: não culpem apenas as chuvas. Todos aqueles que não sabem para que serve o voto recebido são também culpados. Aproveitemos a chance que teremos em outubro de 2014 para que, num futuro bem próximo, possamos dar os vivas que não pude dar neste final de 2013.

JEOVAH FERREIRA

jeovahbf@yahoo.com.br

Taquari (DF)

Ecos do Natal

O melhor presente de Natal que os brasileiros receberam este ano foi a prisão dos mensaleiros, com os desdobramentos dessa questão. A maioria dos brasileiros deve ter-se sentido aliviada pensando: "Há justiça no País". Esse presente se deu pela rigidez de Joaquim Barbosa, com o apoio de alguns dos ministros do Supremo. Infelizmente, a maioria dos brasileiros não sabe que, com a saída de Barbosa da presidência do STF em abril, o cargo passará a Ricardo Lewandowski, que certamente tentará desmanchar ao máximo o julgamento da Ação Penal 470, para beneficiar, e eventualmente tirar da cadeia, os mensaleiros, sobretudo os que são membros da cúpula de fato do PT, que com o processo ficou destruída. Pode ser que no Natal de 2014 o brasileiro não se sinta tão feliz...

FABIO FIGUEIREDO

fafig3@terra.com.br

São Paulo

Certo do jeito errado

Como cidadão, procuro ver as coisas como elas são. Paixões à parte, vimos o PT chegar ao poder federal e também em outros níveis. Tentando falar resumidamente, pelo limite de espaço, não há como ser contra a transferência de renda (Bolsa Família), a redução da taxa de juros e da tarifa de energia ou até mesmo contra as faixas exclusivas de ônibus, as quais foram mais implantadas inicialmente na capital e mais recentemente em Santo André. Tudo certo se fosse feito do jeito certo e pelos motivos certos. Porém não é esse o caso. O PT turbinou o Bolsa Escola, unificou-o com outros programas (do governo anterior) e criou o Bolsa Família, após o fracasso do Fome Zero. Exigiu muito pouca ou nenhuma contrapartida. Deu o peixe sem dar a vara e ensinar a pescar. Os juros, se fosse tão fácil baixá-los, alguém (inclusive o Lula) já o teria feito antes. Sem planejamento, somente usando a caneta (e pressão sobre o Banco Central), baixou rapidamente a taxa Selic, chegando perto de 7%, contudo gerou uma forte pressão inflacionária e, depois, precisou elevá-la novamente, talvez chegue ao ponto de onde a tirou. Já a tarifa de energia também foi baixada "na marra", causando enorme déficit a ser coberto pelo Tesouro Nacional. Quanto às faixas exclusivas, a cada fim de semana na capital se pintam quilômetros de novas faixas, também sem planejamento algum, como que tatteando no escuro, jogando a responsabilidade dos congestionamentos sobre os motoristas e seus veículos particulares, esquecendo que até então estes receberam fortes estímulos, até com renúncia fiscal, para comprar mais e mais carros. Poderíamos ainda falar da Petrobrás, da contabilidade criativa, dos campeões nacionais, da tentativa de malddade do IPTU paulistano, das tragédias nas encostas serranas do Rio de Janeiro, dos voos nos aviões da FAB, etc., etc. Espero que a população brasileira, neste final de ano, reflita melhor em quem votar. Abra os olhos e veja o que os poderosos de plantão estão paulatinamente $emeando (e colhendo) nestes 11 anos no poder. Feliz ano-novo a todos e um 2014 melhor e mais consciente.

ALBERTO CARNEIRO DE ARAUJO

aaraujo.sbc@gmail.com

São Caetano do Sul

CORREÇÃO

No artigo O modelo é feito de botox, maquiagem e remendos (28/12, A2), de Rolf Kuntz, onde se lê que "no fim de novembro o saldo acumulado era um déficit de US$ 93 bilhões", o correto é US$ 93 milhões.

BOAS-FESTAS

O Estado agradece e retribui os votos de boas-festas e feliz ano-novo de Arnaldo de Almeida Dotoli, 3K Arquitetura e Interiores, Azure Moda Infantil e Feminina,

Galeria de Comunicações, Gente Ciente Comércio e Eventos, Gerais Solidificação de Resíduos, IEL e Skcope.ca Intercâmbio Cultural e Miriam Ashkenazi.

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

PROBLEMAS SOBRE PROBLEMAS

Depois que o Tribunal de Justiça (TJ) exigiu que a Prefeitura de São Paulo cumprisse sua promessa de campanha de criar 150 mil vagas nas creches para as crianças, o prefeito Fernando Haddad (PT) deseja que a Câmara libere sem restrições o seu projeto para construir creches e postos de saúde em qualquer bairro, ou zonas estritamente residenciais e áreas de proteção permanente, para cumprir a ordem recebida. Esse é o modo de resolver os problemas, criando nitidamente outros, que o PT usa para administrar. São Paulo já conhece esse "modus operandi", pois já teve dois prefeitos petistas que conseguiram transtornar tanto a vida dos paulistanos que felizmente não se reelegeram. Com Haddad não será diferente, em um ano e com apenas latas de tinta e pincel largo conseguiu acabar com a mobilidade dos paulistanos. Sem planejamento e açodadamente pretende administrar uma cidade nas condições de São Paulo.

Leila E. Leitão

São Paulo

 

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CUMPRIR PROMESSA É COISA DE RELIGIOSO

Tribunal de Justiça exige que a promessa de 150 mil vagas de creches prometidas por Haddad na campanha seja cumprida. E agora, Fernando? Só se tentar trocar por corredor de ônibus...

 

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

 

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MARKETING

É, senhor prefeito Haddad, creches são necessárias em periferias, e não em avenidas e áreas tombadas. Até quando vossas cabeças estarão voltadas para obras de grande visual e retorno em votos? Já não nos basta a falta de galerias para escoamento de águas da chuva, que só não são feitas por que não rendem votos? Ou será que alguém já foi a alguma inauguração de galeria?

 

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

 

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SENZALAS

O prefeito crê que São Paulo é um grande condomínio e que todos precisamos pagar mais IPTU para poder manter a cidade, as creches e os postos de saúde funcionando pessimamente, tipo bacia das almas. Agora o que está ruim pode piorar. Caímos à condição de senzalas, segundo o prefeito e ex-ministro.

 

João Camargo democracia.com@estadao.com.br

São Paulo

 

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PAULO SKAF

Alguns fatos, além de incontestáveis, são intrigantes e nos levam a fazer reflexões. Paulo Skaf, há nove anos preside ditatorialmente a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e, sem nenhum pudor, se serve do dinheiro público do imposto sindical para promoção pessoal político eleitoreira. Entrou com uma ação contra o reajuste do IPTU, mas não consegue explicar por que não tomou a mesma medida em 2009, quando o aumento foi substancialmente maior do que o aprovado pela Câmara Municipal em 2013. Apesar dos inúmeros e relevantes casos de corrupção a justiça paulista mostrou-se inoperante nos oito anos de gestão Serra/Kassab e 20 anos de governos tucanos paulistas. Subitamente, em curtíssimo espaço de tempo, resolveu imiscuir-se na atual administração municipal, em assuntos como IPTU, vagas em creches, táxis em corredores e tráfego em bairros. Entretanto, durante 20 anos teve pífia e lerda atuação em casos de corrupção como as máfias da Sabesp e do Asfalto e, sobretudo em relação ao cartel do Metrô, onde o procurador Rodrigo de Grandis engavetou por 3 anos solicitação da justiça suíça. É intrigante observar que órgãos públicos e privados, inclusive de imprensa, tentam desqualificar a atuação saneadora do prefeito Fernando Haddad, que desarticulou quadrilhas há anos instaladas na Prefeitura, e descaradamente poupam políticos responsáveis pela existência de máfias e cartéis.

 

Paulo Sergio Fidelis Gomes psf.gomes@ig.com.br

São Paulo

 

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AÇÕES CONTRADITÓRIAS

Em 2009 Gilberto Kassab revisou a planta genérica de valores (PGV), com aprovação dos partidos da base do governo incluindo PSDB, e reajustou o IPTU em até 30% para os imóveis residenciais e 45% para os comerciais. A Fiesp, que já era presidida por Paulo Skaf, não entrou com nenhuma ação contra esses aumentos. Em 2009 Kassab aprovou a lei 15.044/2009, que determinou a próxima revisão do PGV em 2013. Na gestão Fernando Haddad, em atendimento à obrigatoriedade da lei, foi aprovado na Câmara Municipal à revisão do PGV com reajuste de até 20% para imóveis residenciais e 30% para os comerciais, oi seja, os aumentos de 2009 foram 50% superiores aos de 2013. A Fiesp, através de seu presidente Paulo Skaf, diferentemente de 2009, de forma incoerente entrou com uma ação e obteve uma liminar que permitiu o reajuste de acordo com a inflação (5,6%) até análise do mérito da mesma. Em editoriais, este prestigioso jornal, apoia promotores que tentam indevidamente interferir na condução da administração pública, porque para isso não têm mandato, como no caso da proibição dos taxis nas faixas exclusivas e construção de creches. Entretanto, incoerentemente, apoiam decisões de desembargadores que interferiram na revisão do PGV da cidade de São Paulo, baseada na obrigatoriedade da lei. Porque a Fiesp, este prestigioso jornal e os desembargadores paulistas não se pronunciaram em 2009 quando o aumento do IPTU foi substancialmente maior?

 

Valdenice Santana dos Santos santosvaldenice@ig.com.br

São Paulo

 

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TERRORISMO MIDIÁTICO

O vereador Andrea Matarazzo (PSDB) publicou em seu site números sobre a prefeitura de São Paulo que vem desdizer o chororô do sr. Haddad sobre a falta de dinheiro na cidade. Dos R$ 6,2 bilhões que haviam para serem investidos quando ele assumiu a prefeitura só R$ 1,9 bilhão foi usado. Com esta baixa execução mais o que foi arrecadado até novembro de 2013 o caixa da prefeitura hoje é de R$ 9 bilhões, prova cabal da ineficiência da administração de Haddad, o que não é nenhuma novidade de formos nos lembrar da sua atuação como ministro da Educação. Tais números não evidenciam nem um pouco a situação calamitosa que ele apresentou à população. Haddad fez um grande terrorismo midiático sobre o assunto do IPTU. E a declaração de que terá que tirar dinheiro da Saúde, Educação, Limpeza Pública e de outros gastos sociais é totalmente descabida, para não se dizer outra coisa. Que tal Haddad tirar a verba da propaganda, por exemplo, ou cortar outras verbas (como publicações do interesse do município, reformas em sedes, etc. como sugere o sr. Matarazzo em seu site) que não são primordiais em vez de ficar assustando os munícipes desta maneira? Um governo que se diz socialista anuncia logo de cara cortes justo na educação, limpeza pública e saúde? Então não dá para tirar gordura de outras áreas antes de punir a população mais fraca? Um prefeito realmente a favor do povo mais necessitado cortaria tudo antes de ameaçar com cortes nas áreas mais importantes. O ministro Joaquim Barbosa não caiu nesta conversa e se analisou os números da prefeitura viu que contra números certos não há argumentos. Haddad tentou imitar seu orientador Lula que avisou que a saúde no Brasil ficaria um caos com a retirada da CPMF depois de já estar há 5 anos à frente do País e ter transformado justamente a saúde num caos.

Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com

São Paulo

 

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IPTU

No final, constatou-se que o sr. Haddad pretendia apropriar-se, ilegalmente, de mais de R$ 800 milhões pertencentes aos moradores desta cidade. O resto é cortina de fumaça.

 

Sergio Bresciani sergio.bresciani1@gmail.com

São Paulo

 

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POSTES TORTOS DE LULA

Os postes incompetentes que o ex-presidente fincou, Dilma e "Malddad", e que prejudicam São Paulo, com a ajuda de eleitores desinformados, são uma lástima. Dilma, com sua incompetência e seus discursos ininteligíveis, e "Malddad", com suas "invenções". Agora quer proibir os táxis de rodarem nas faixas exclusivas de ônibus. Não só os taxis, também os motoqueiros, por sua segurança e agilidade, deveriam ter a opção de usar essas faixas e parar de quebrar retrovisores dos carros.

 

Mário A. Dente dente28@gmail.com

São Paulo

 

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GOVERNO HADDAD

Adrian Rogers, em 1931, parece estar descrevendo o Brasil atual: "É impossível levar o pobre à prosperidade com legislações que punem os ricos pela prosperidade", frase que deve ter inspirado Margareth Thatcher ao afirmar que "o socialismo dura enquanto durar o dinheiro dos outros". Há 12 anos constatamos o fundamento desses pensamentos, já que trabalhamos quase seis meses por ano de graça para pagar impostos a esse governo decrépito, voraz e ineficiente, sem que haja o devido retorno para melhorar o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) brasileiro. Lamentavelmente, a cidade de São Paulo também se tornou vítima dessa excrecência, cuja grande façanha do prefeito, em um ano, foi criar faixas exclusivas para ônibus, punindo o usuário individual. Que o prefeito, ao invés de se lamentar pela sábia decisão de Joaquim Barbosa contra o abusivo IPTU, utilize para cumprir as suas promessas de campanha, o dinheiro inesgotável de sua escorchante fábrica de multas! Ou então, que cobre apenas de quem votou nele!

 

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

 

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EXCLUSIVIDADE

Se Haddad fosse prefeito da Palestina, a faixa de Gaza seria exclusiva para ônibus.

 

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

 

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ALTERAÇÃO DE ROTA

Moro em uma região de São Paulo da qual posso observar o movimento de pousos e decolagens no aeroporto de Congonhas e percebi que nas últimas 48 horas houve uma significativa mudança nas rotas aéreas. Não sei se em caráter definitivo, e tenho muita esperança de que não seja mais uma brilhante ideia do nosso prefeito "lata de tinta". Alterar rotas em aviação é um pouco mais complexo do que pintar o chão e achar que já resolveu o trânsito de veículos na cidade.

 

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

 

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NOVA LEI

Esta lei em São Paulo que proíbe o passageiro de ouvir música sem o fone de ouvido corre o risco de virar letra morta. Há efetivo para fiscalizar? Vai continuar na mesma. No Rio tem esta proibição, com aviso no interior do coletivo, e ninguém respeita. Até motorista eu já vi dirigindo e ouvindo música. Deixaram este desrespeito ir longe, agora vai ser difícil. Se houvesse educação e civilidade, nem precisaria de lei, mas o mal educado, que não sabe se comportar em público, acha que está certo. Neste caso não adianta lei. Educação e civilidade vêm de berço. Se ela falta não é a lei que vai resolver.

 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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AUTORIDADE ZERO

As autoridades brasileiras estão a todo momento demonstrando que têm medo de exercer o papel que lhes cabe. Exemplo acabado foi o ato do prefeito Haddad, ao sancionar lei que proíbe aparelhos sonoros em ônibus, com veto ao estabelecimento de multa. "En passant", imputou aos motoristas a responsabilidade de "procurar um policial" que, enfim, exerça a autoridade. Pergunta: esse motorista não correrá riscos agindo desta forma? Não estará ele passível de vingança no momento seguinte? Algo semelhante acontece, quando se solicita à Polícia Militar (PM) o cumprimento da Lei 15.777, que proíbe "panacadões" ou som absurdamente alto provocado por veículos estacionados nas ruas. O Copom exige que o reclamante vá ao local para encontrar-se com a viatura policial. Inacreditável, mas é o que faz a nossa PM. No bairro do Rio Pequeno, em que moram minha filha e netos, é impossível dormir de sexta-feira até domingo, simplesmente por que a autoridade se esconde atrás de uma medida ridícula e absurda. Todos querem fazer papéis de bonzinhos, mas quando pedimos que façam cumprir a lei, dizem um sonoro "tô fora".

Ilan Rubinsteinn ilanrubi@uol.com.br

São Paulo

 

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HADDAD 2013

A criação de cotas para negros em concursos públicos na cidade de São Paulo demonstra o total desconhecimento do prefeito sobre o quadro do funcionalismo público da cidade de São Paulo. Negros não precisam de cotas, não são menos inteligentes, menos fracos fisicamente e muito menos fracos em caráter como todos os presos do mensalão e no escândalo dos fiscais em São Paulo. Aliás, caro prefeito, se a minha memória não falha o único afro descendente pego desviando recursos foi o ministro do Esporte da base aliada do governo Dilma. Finalizando, verifique o quadro de funcionários da Prefeitura de São Paulo e o sr. vai constatar que a maioria é afro descendente. Não adianta tentar criar fatos para aumentar a aprovação de seu governo. É hora de parar de pintar as ruas e administrar a cidade silenciosamente, mas com seriedade e competência.

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

 

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REELEIÇÃO

Fernando Haddad disse "eu não funciono pensando em reeleição", porém seu mandante-mor Lula não pensa dessa forma, aliás, é exatamente o contrário, ele só pensa nisso. Tanto que além do prefeito sofrer pressão das ruas, dos tribunais, sofre do próprio PT!

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

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COTAS RACIAIS EM SÃO PAULO

Seguindo o mau exemplo da demagogia eleitoreira e barata dos governos federal (PT) e estadual (PSDB) - ambos de olho na reeleição em 2014 -, o prefeito Fernando Haddad (PT) sancionou lei criando as cotas raciais para negros nos concursos públicos da Prefeitura de São Paulo. Como se não fôssemos um país miscigenado, uma grande mistura de etnias e uma democracia racial. Ao invés de promover a meritocracia e incentivar os mais aptos e competentes, fazem demagogia e caridade com o chapéu alheio no Brasil, sobretudo nos concursos públicos, que não admitem nenhum tipo de discriminação ou preconceito. Cria-se assim um racismo ás avessas no país. Os negros não precisam de esmolas ou caridade e não são inferiores a ninguém. A escravidão é uma chaga na história do Brasil, mas foi abolida em 1888, há mais de 125 anos, tempo mais do que suficiente para estudar, trabalhar, se organizar e crescer. É preciso investir maciçamente na educação pública de qual idade para todos, independentemente da cor da pele. O resto é bobagem.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

 

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MAIS COTAS

Por que não inventam uma cota para os mais preparados, eficientes, competentes, criativos e éticos?

 

Mário A. Dente dente28@gmail.com

São Paulo

 

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BOLSA FAMÍLIA EM SP

Cumprimento o "Estadão", em especial aos jornalistas Lilian Venturini e Roldão Arruda, por bem registrarem o esforço do prefeito Fernando Haddad e da secretária de Assistência e Desenvolvimento Social, Luciana Temer, pelo aumento tão significativo registrado no número de famílias que efetivamente passaram a receber o Bolsa Família no município de São Paulo. De dezembro de 2012 a novembro de 2013, passou-se de 228 mil famílias para 337.270 famílias. Se levarmos em conta o número de famílias com renda familiar per capita até R$ 140,00 por mês, em maio de 2013, correspondendo a 477.991, segundo o sítio eletrônico do Ministério do Desenvolvimento Social, a Prefeitura Municipal avançou de São Paulo avançou de 49%, em dezembro de 2012 para 70,55% do total de famílias que, em tendo o direito segundo a Lei, passaram efetivamente a serem beneficiárias do Programa Bolsa Família. Isso corresponde à evolução muito positiva da meta considerada pelo Prefeito Fernando Haddad como a principal de seu Plano "Um Novo Tempo para São Paulo", em consonância com o apelo da Presidenta Dilma Rousseff. Está de acordo com a sugestão formulada pelo Professor Philippe Van Parijs, fundador principal da Basic Income Earth Network, quando dialogou com o Prefeito Haddad a respeito da meta maior de um dia no Brasil proporcionarmos uma Renda Básica de Cidadania a todos os brasileiros, não importa a origem, raça, sexo, idade, condição civil ou socioeconômica, incondicional, até para os estrangeiros residentes há cinco anos ou mais no Brasil, na medida do possível, com o progresso do país, suficiente para atender as necessidades vitais de cada pessoa. O primeiro passo seria completar inteiramente a Busca Ativa.

 

Eduardo Matarazzo Suplicy (senador PT-SP) suplicy@sti.com.br

Brasília

 

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BARBÁRIE EM PRESÍDIO MARANHENSE

Caso as barbárie nas prisões maranhenses tivessem ocorrido em São Paulo, aposto que alguns ministros petistas, aninhados no governo federal, já estariam a plenos pulmões apedrejando o governador de São Paulo pelas cenas macabras. Contudo, como a carnificina ocorreu no Maranhão dos Sarney, silêncio sepulcral.

Paulo Ribeiro de Carvalho Jr. paulorcc@uol.com.br

São Paulo

 

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EXECUÇÃO

Nos últimos 12 meses, foram executados nos cárceres do Maranhão 59 presos. Desde outubro, por decisão da governadora Roseana Sarney, o sistema prisional maranhense encontra-se em estado de emergência. Em meio a esse cenário caótico, o senador José Sarney encontrou algo para celebrar. Aqui, no Maranhão, nós conseguimos que a violência não saísse dos presídios para a rua, disse o pai da governadora. Também com os políticos que o Maranhão tem só faltava essa mais violência nas ruas? E uma múmia falante e sensorial.

Antonio Jose Gomes Marques a.jose@uol.com.br

São Paulo

 

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DECADÊNCIA

O "Índice de Decadência Humana" do Maranhão cada vez aumenta mais. O governo maranhense deseja a construção de 11 presídios, com recursos do BNDES e sem licitação. Tentem imaginar quantas fraudes isso vai gerar. Mas pelo menos não faltará prisão para alojar os possíveis fraudadores.

Gilberto M. Costa Filho marcophil@uol.com.br

Santos

 

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INTIFADA IMINENTE

A manifestação popular ordeira, é um direito inalienável de um povo, resta saber para quem dirigir esta manifestação. Quando o senhor Ali Jarbawi, ex-ministro da Autoridade Palestina, incita uma manifestação, sabida de antemão como não pacifica, direcionando-a para o Estado de Israel, esquece mui convenientemente, de mencionar em seu discurso as questões que levam os palestinos a um empobrecimento e consequente descontentamento. Como ex-membro do governo Palestino, deve saber muito bem, que seu principal líder o senhor Arafat, quando teve a oportunidade histórica de terminar o confronto Palestino-Israelense, no ultimo minuto virou as costas e o resultado bem conhecemos. Deve também bem saber da corrupção que desviou as doações bilionárias, aonde lideres palestinos engordaram contas já milionárias em paraíso fiscais. Dinheiro este que serviria para criar estrutura e dar um start à economia da região, que nesta altura já deveria andar com as próprias pernas, gerando riquezas e empregos para a população. O Estado de Israel, como diz o senhor Jarbawi, diante deste "coquetel tóxico", tem o dever de proteger seus cidadãos, principalmente de atos terroristas, ainda que não agradem a Autoridade Palestina. Uma revisão introspectiva do senhor Jarbawi, juntamente com outros radicais, ajudaria muito não inflando o povo que inocentemente mais uma vez será guiada para interesses espúrios.

 

Francisco Luiz Partos franciscopartos@hotmail.com

São Paulo

 

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ANO-NOVO

Lá vamos nós rumo a um novo ano! Bora ganhar a vida, tapar os buracos, remendar com linha forte o que se rasgou. Bora buscar a felicidade, tirando do caminho os empecilhos colocados contra nós, mostrando que juntos podemos mais. Chega de entregar nosso país, nosso chão, nossas esperanças para um bando de incompetentes mal intencionados. Bora desenhar do nosso punho um horizonte mais seguro, mais justo, mais limpo, mais digno e feliz. Vamos consertar este Brasil, de mãos dadas, pisar firme, tomar as rédeas deste futuro que vem chegando. É possível! Basta dizermos que sim! Feliz ano-novo!

 

Myrian Macedo myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

 

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2014 PROMETE?

O primeiro dia do ano está aí e é chegado o momento de reavaliar como foram os últimos 360 e poucos dias de 2013. Afinal, foi um ano tranquilo ou difícil? Bom, essa reflexão depende do ponto de vista de cada cidadão ou cidadã. Porém vivemos no dia a dia misturando todos os tipos de cenário. Somos atores da vida real e neste roteiro indefinido que ajudamos a criar sabemos que das dificuldades nascem pessoas mais fortes, mais preparadas para enfrentar todos os tipos de obstáculos e de situações adversas. Da bagagem "negativa" que nos foi imposta tiramos lições e colocamos combustível no aprendizado que nos move diariamente. Por outro lado, o positivo, 2013 brinda a muitos com boas notícias, surpresas e novos desafios que fortalecem o ânimo e a disposição para travar nossa luta diária. O povo que "nunca desiste" trabalha de sol a sol, se esforça, chora, reza, sorri e se recompõe para que tudo recomece novamente da melhor maneira possível, e o ano de 2014 não será diferente. O estado democrático de direito é, em tese, o melhor e mais propício ambiente político para tentar promover os ajustes sociais que a sociedade espera para 2014 e fazer com que os interesses comuns da coletividade sejam alcançados. O que não significa afirmar que sem luta os anseios e necessidades da comunidade, mesmo no regime democrático, acontecerão naturalmente por si sós! Somente pessoas dotadas do verdadeiro espírito público reúnem a condição de representar o desejo da coletividade do povo brasileiro que clama ano após ano por mais justiça e melhor distribuição das riquezas do país. Esses agentes aos quais nos referimos, foram aqueles reivindicados por milhões de manifestantes nas ruas do país em junho passado, e em quem deve haver esse espírito, são todos candidatos e candidatas aos cargos eletivos em outubro próximo, como os eleitores e eleitoras. Os de espírito público sempre fazem política visando ao bem do próximo. Por outro lado os que não possuem esse espírito visam apenas a tirar proveito da política para atender a seus próprios interesses, dos seus puxa-sacos e correligionários. Vamos desde o início dessa nova jornada que se aproxima, oferecendo o rosto a tapa, sabendo que a vitória não vem somente de afagos e promessas. Então que venham obstáculos para ultrapassarmos e alegria para compartilharmos. Em 2014 é fato que tentaremos medir a dosagem das reivindicações de cada um, mas no final das contas seremos premiados pela nossa vontade, pela nossa insistência e persistência em sempre buscar a felicidade. Que esse impulso também se faça presente nos dias de cada brasileiro que como ninguém acredita que 2014 será melhor que 2013.

 

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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