Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

03 Janeiro 2014 | 02h04

Entre o ruim e o péssimo

Como previsto, a balança comercial brasileira fechou 2013 com um superávit pífio de US$ 2,5 bilhões, 86,8% menor que o de 2012, que registrou US$ 19,4 bilhões no azul. Essa deterioração já vem de Lula e se intensificou com Dilma Rousseff. O dado espelha a estagnação das exportações, que recuaram 1% sobre 2012, ao tempo em que as importações registraram expressivo aumento de 6,5% sobre o mesmo período. Como resultado, e divisando nuvens cinzas no horizonte, os agentes econômicos antecipam-se: mal começou o ano e o dólar já está sendo negociado a R$ 2,40, com clara tendência altista. Dólar em alta pode dar algum oxigênio a nossas vendas externas, mas vai onerar as importações e "bater" no preço do trigo, da soja, do milho, do algodão e de tantos outros itens que impactam o IPCA. E por falar em inflação, registre-se que o índice oficial está flertando há tempos com o limite superior da margem dita de tolerância, mesmo com preços públicos represados por decreto (combustível, eletricidade, tarifas públicas, etc.). Sem esse expediente ilusionista do repertório de criatividades do ministro Guido Mantega o teto da meta já teria ido para o espaço em 2013, prejudicando a "popularidade" da presidenta, que ouviu o incômodo som de vaias em várias ocasiões no ano findo, mas, malgrado isso, almeja reeleger-se este ano. A economia brasileira inicia o ano em frágil equilíbrio entre o ruim e o péssimo.

SILVIO NATAL

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

2014 com más notícias

Para um primeiro dia útil do ano, já conviver com fartas notícias negativas, como queda da bolsa, dólar batendo na casa dos R$ 2,40, superávit da balança comercial pífio e inflação bem próxima dos 6% é de deixar a sociedade de cabelos em pé... A festa para os brasileiros durou só uma semana, na tentativa de espantar os preocupantes resultados da economia em 2013. A queima de fogos na passagem do ano como um vento se foi. Agora é rezar para pagar as contas de férias com até 6,38% de IOF, matrículas e material escolar dos filhos, IPVA, IPTU, provável reajuste do transporte urbano, etc. E ainda preparar o estômago para um ano eleitoral que certamente será recheado de dossiês falsos, promessas vãs, sempre de autoria de horrendos candidatos. Lógico que incluindo também mais prisões de mensaleiros. E para não perder o costume Dilma, abusando da sua prerrogativa de presidente, talvez não nos livre de mais alguns insossos pronunciamentos à Nação...

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

Mentira tem perna curta

No primeiro dia útil de 2014 o mercado financeiro reagiu mostrando que não acreditou nas mentiras esfarrapadas do último pronunciamento de Dilma em 2013, quando afirmou que o Brasil vive seu melhor momento: o dólar comercial subiu 1,43% e a Bovespa caiu 2,26%. Enquanto isso, os três Poderes estão em férias coletivas. Até quando vamos suportar esta crise? Sobreviremos até a próxima eleição?

MARIA CARMEN DEL BEL TUNES

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

Péssimo recomeço

O péssimo recomeço da Bolsa em 2014, com queda acentuada, prenuncia o que virá ao longo do novo ano: o governo deitado em berço esplêndido, empresários desanimados e os investidores em rota de fuga. Nossa economia empacou de vez. E ainda dizem que é um problema psicológico, mas é mais governamental.

CARLOS HENRIQUE ABRÃO

abraoc@uol.com.br

São Paulo

As contas e a credibilidade

Mesmo contando com especialista em formatar e ajeitar contas públicas, como é o caso de Arno Augustin (secretário do Tesouro Nacional), os analistas de fora do governo proferem o veredicto na direção de que as contas públicas, em especial as referentes ao balanço de pagamentos, passam por acomodações que retiram a visão da realidade contábil sempre requisitada e exigida pelo capital local e alienígena. De nada adianta a presidenta Dilma pedir o apoio da sensibilidade de brasileiros e estrangeiros se seus técnicos insistem em apresentar balanços maquiados, valendo o raciocínio para a iniciativa privada, setor do qual se exige precisão dos dados postos em verificação. Assim os investimentos vão continuar caindo.

JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

A culpa foi do 13, sim

Sr. Roberto Macedo, sobre seu artigo de ontem (A2), 2013 ruim foi culpa do 13, sim. Assim como 2011 e 2012 também foram. Afinal, para eleger Lulla e Dilma os inconsequentes digitaram que número na urna?

DANIEL ARJONA DE A HARA

haradaniel734@gmail.com

São José dos Campos

Petrobrás

Quando se promove um quadro tecnicamente capacitado ao nível de gerência superior, tal qual Graça Foster, espera-se que sua capacidade técnica seja suficiente para obter os resultados necessários para superação da empresa. Essa é a incógnita de uma promoção, trata-se de uma aposta que pode ou não ser bem-sucedida. Para tristeza e insatisfação do mercado e dos acionistas, a dra. Graça tem-se mostrado incompetente para fazer a maior empresa nacional evoluir. Nessa posição se exigem do administrador fatores extra tecnicidade, como liderança, carisma e força política, obtida de resultados positivos. Não é o seu caso, infelizmente. O governo, apesar das críticas, continua a usar a Petrobrás na sua política econômica, a empresa não dá mostras de aumentar sua transparência e, finalmente, pesa mais a menor produção, independentemente de os marqueteiros promoverem as novas descobertas de poços com muito alarde. Pior ainda é saber que não há perspectiva de mudança de atitude dos envolvidos em curto prazo.

SERGIO HOLL LARA

jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

Feliz ano-novo onde?

Passado o feriado de 1.º de janeiro fui comprar cigarros. Custavam R$ 5,50 e agora paguei R$ 6,25 - aumento de 13,6% (bem feito, quem manda fumar?). Fui à farmácia de manipulação encomendar a receita de sempre. Custava R$ 44 e agora, R$ 55 - aumento de 25% (bem feito, quem manda ficar velho?). Ia ao supermercado, mas fiquei com medo, porém em algum momento vou ter de encarar (bem feito, quem manda comer todo dia?). O sr. Mantega vive falando que a inflação está sob controle. Só que ele nunca disse sob controle de quem, se é dele mesmo, do presidente do Banco Central, do bedel da academia ou da moça do cafezinho. Seria bom que ele dissesse quem é o responsável, para que rogássemos nossas pragas à pessoa certa. Feliz ano-novo!

EDISON LOUREIRO

eddy.loureiro@gmail.com

São Paulo

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FELIZ 2014, DONA DILMA

Desejo-lhe um feliz 2014 e que seja seu último ano na Presidência, como manda a Constituição. Nesses anos de Presidência do PT nosso país andou muito para trás. Não venha dizer que tirou 40 milhões de brasileiros da pobreza porque a maioria dos países, devido às condições da economia mundial, conseguiram a mesma coisa, portanto, não foi o PT, e sim a China. Quando comparo nosso país com os outros, alguns semelhantes a nós, mas que estão melhor, como o México, a Colômbia e o Chile, por exemplo, vejo que podem ter uma vida melhor e compartilhar as novas tecnologias, descobertas científicas, o que não podemos por causa do nosso atraso. O México exporta carros para Ásia e os EUA, enquanto os nossos continuam carroças. Difícil exportar, porque montadoras têm ajuda e proteção tarifária do governo por financiarem sua campanha, como a do Lula. Enquanto isso, neste momento os EUA estão testando os "drones" (aviões sem piloto) para fazerem entregas urbanas, transporte de medicamentos, vigilância e várias atividades na área agrícola, enquanto nós estamos começando a arrumar nossas rodovias esburacadas e nossos aeroportos mal preparados, sendo que ferrovias ficarão para 2030. Quanta distância de um mundo moderno! Pergunte aos milhões de brasileiros que viajam para o exterior como eles veem o Brasil comparativamente. Aqui, depois de o PT quebrar a Petrobrás, além de outras estatais, fizeram um "engodo" para a formação de um grupo para explorar o pré-sal, cuja, produção ocorrerá quando o mundo estiver saturado de petróleo, conforme previsões. Isso porque o PT usou a Petrobrás para empregar companheiros e financiar o partido, fora os desvios de dinheiro para fins pessoais. O atraso do Brasil foi também nos serviços públicos, onde temos ainda mortos em corredores de hospitais, sem atendimento. E as novas gerações de brasileiros continuarão com baixa cultura e profissionalização, dado que nossa educação está em 57.º lugar no mundo. O melhor presente que os brasileiros receberam em 2013 foi a prisão de seus companheiros, os mensaleiros, e em 2014 receberão um presente melhor, a sua derrota nas urnas. Então, desejo à senhora um bom 2014 e ao Brasil, um ótimo 2015.

Fabio Figueiredo

fafig3@terra.com.br

São Paulo

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NEGÓCIO DA CHINA

Negócio da China é assim, desistem de plantar e agora vão financiar e exportar a soja brasileira. Já são os maiores importadores da soja e do milho que produzimos, e com maior capacidade de processar os óleos e farelos, exportando para os demais países. Em breve estarão fazendo o que foi feito com as usinas de álcool, superando os eventuais obstáculos das normas e legislação brasileira. O Brasil garante com a capacidade de plantio e colheita, o restante fica por conta da China. Os dois países reduzem os seus custos e a China ainda ganha na negociação da própria soja, do óleo e do farelo. Isso que é negócio da China!

Luiz Dias

lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

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CUIDADO, CHINESES

Atenção, dona Dilma e assessores econômicos! Muito cuidado com as investidas de capitais chineses. Economias de livre mercado não combinam com economia planificada de Estado autoritário. Lembrem-se sempre dos países africanos que, trocando riquezas por bugigangas, estão sendo predados pelo colonialismo chinês.

Sergio S. de Oliveira

ssoliveira@netsite.com.br

Monte santo de Minas (MG)

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UTI

A Bolsa de Valores é o termômetro da economia e está acusando uma febre altíssima. Mais um pouco e irá com urgência para a UTI e o remédio mais indicado pelos renomados economistas do País é a imediata saída do ministro da Fazenda. Isto posto, só cabe à presidenta curar o doente. Já.

Valdir Sayeg

valdirsayeg@uol.com.br

São Paulo

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PROMESSAS

É estranho. Passamos três anos vendo pessoas incompetentes tomando decisões erradas que nos levaram ao desequilíbrio fiscal, à ameaça de rebaixamento pelas agências de avaliação de risco e ao retorno da inflação endêmica, que é o prenúncio da hiperinflação, com "truques contábeis" porque nos consideram todos idiotas. Agora, algumas concessões cujos ganhadores são formados principalmente por fundos de pensão de empresas estatais com financiamento do BNDES e promessas - como todas as promessas não cumpridas desses anos - fazem com que algumas pessoas comecem a pensar que mudou alguma coisa. Nada mudou porque a única coisa que interessa é manter o poder a qualquer custo. Nosso custo, evidentemente.

Aldo Bertolucci

accpbertolucci@terra.com.br

São Paulo

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PURA COINCIDÊNCIA?

Fiquei com a pulga atrás da orelha ao ler, na mesma edição do "Estadão", que "Dilma inicia última etapa de seu mandato como a favorita" e que "Proposta pretende mudar mês das eleições". Será possível que o governo federal, para não correr o risco de ver crescer as candidaturas de oposição e assim comprometer o favoritismo de reeleição da presidenta, teria tido a cara de pau de, por trás da máscara - a proposta é do deputado Wellington Fagundes (PR-MT) -, articular uma antecipação das eleições de outubro para abril deste ano, diminuindo assim as chances dos outros candidatos? Se for mesmo isso, não se trata de uma proposta, mas de uma tentativa de golpe! Cadê a oposição, que não diz nada?

João Manuel Carvalho Maio

clinicamaio@terra.com.br

São José dos Campos

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VAMOS SACUDIR ESTE PAÍS!

Escrever mais sobre o PT, Lula ou Dilma é chover no molhado. Devemos, sim, é incitar essa nossa oposição preguiçosa, elitista e covarde. Temos um governo que não queremos, mas... não temos mais ninguém. Não surge ninguém! O Aécio Neves nem o próprio partido o apoia. Piada! O Eduardo Campos finge que é oposição. Piada! A impressão que se tem é de que todos os marqueteiros foram contratados pelo PT, os da oposição são estagiários. O PT mente descaradamente e a oposição finge que não escuta ou que não tem importância, que ninguém vai acreditar. Ou será que a oposição tem o rabo tão preso assim que é melhor ficar quietinha? O Fernando Henrique diz que Joaquim Barbosa, que não é candidato, mas eles morrem de medo que seja, não está preparado! Perdeu uma ótima oportunidade de contar no seu partido com a pessoa de maior credibilidade neste país. Preparado estava o Lula, que FHC disse na época que o Brasil precisava dele. Preparada é a Dilma, que nunca tinha concorrido a um cargo público. Minha grande esperança é o povo voltar para as ruas e mostrar a sua cara, aí o bicho vai pegar.

Ricardo Nóbrega

cnc.eng@terra.com.br

São Paulo

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TRAQUEJO

Que me desculpe o ex-presidente FHC, mas depois de Lula e Dilma, ficou claro que falta de traquejo é uma grande qualidade para se ser eleito presidente neste país...

Victor Germano Pereira

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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DEFINIÇÃO

Realmente, FHC é um poeta quando está calado. Ao abrir a boca só fala bobagens. Qual seria a definição de traquejo desse senhor? Seria chamar os aposentados de vagabundos, sucatear a malha ferroviária e tentar vender a Petrobrás? Um torneiro mecânico analfabeto com um passado de incentivo à anarquia e uma terrorista têm traquejo para ser presidentes? Presidentes que por incompetência criaram planos econômicos que lesaram milhões de poupadores tinham traquejo, mas agora caberá ao nosso grande Joaquim Barbosa corrigir essa injustiça. Portanto, Joaquim Barbosa pode não ter traquejo, mas com certeza possui as principais qualidades que um homem de verdade deve ter: caráter, honestidade e comprometimento com a justiça, o que nenhum político brasileiro tem. Joaquim Barbosa só não será nosso presidente se não quiser e, infelizmente, pessoas com ele no Brasil são raridade, é um em 200 milhões de pessoas. Com ele teríamos um País justo que realmente daria combate à corrupção.

José Mendes

josemendesca@ig.com.br

Votorantim

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JOAQUIM BARBOSA

A opinião do ex-presidente FHC de que o ministro Joaquim Barbosa não tem tarimba para ser presidente da República é mais uma grande razão para que nós o elejamos para o cargo, caso ele aceite candidatar-se e deseje fazer esse grande bem para o Brasil. Não precisamos de políticos tarimbados, manhosos, fazedores de conchavos, fisiológicos, egoístas, como a enorme maioria dos que encontramos atualmente em nosso país. Precisamos, sim, de alguém que venha a fazer política no sentido mais puro da palavra, com ética, honestidade, altruísmo e um verdadeiro amor ao Brasil, antes do amor a si próprio, qualidades que vemos em abundância em Joaquim Barbosa. Tomara que ele aceite essa missão!

Ronaldo Gomes Ferraz

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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FALTA DE LÍDER

Concordo em gênero, número e grau com a carta do leitor sr. Roberto Cesar S. Leontsinis no Fórum dos Leitores de ontem. Realmente, o Brasil não necessita de um candidato à Presidência da República que tenha "traquejo" para governar o País, como quer o ex-presidente FHC. O que falta no momento são verdadeiros líderes políticos nos atuais partidos, quer da situação, quer da oposição, que deem ao povo a esperança de que dias melhores terão e que virão livrar a nossa República de outros vergonhosos "mensalões". Traquejo (muita prática e experiência governamentais) se obtém no exercício da gestão. Muito embora essa necessidade, nos julgamentos dos processos que tramitam no STF, principalmente na área de administração honesta, de obediência às leis e à Constituição, do respeito ao direito dos cidadãos, o ministro Joaquim Barbosa tenha indiretamente, pelos fatos e atos que objetivam referidos processos, adquirido o conhecimento de como se deve dirigir democrática e honestamente nosso Brasil. Se no Código Eleitoral brasileiro houvesse a possibilidade de inscrição de candidato avulso (sem partido) à Presidência da República, como ocorre nos EUA, e se o ministro Barbosa aceitasse tal encargo, ele seria eleito e ganharia de braçada a eleição deste ano. Justiça, não lhe falta!

Antonio Brandileone

abrandileone@uol.com.br

Assis

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FHC X JB

Fernando Henrique Cardoso tem razão. O ministro Joaquim Barbosa, de origem humilde, lutou muito e com dignidade chegou ao posto que ora ocupa por seus próprios méritos, não foi apanhado em mentiras, travou uma batalha contra alguns companheiros da própria Corte para que a justiça reinasse e, por isso, foi alvo de artimanhas dos seguidores do partido que não quer largar o poder nem a pau. Obviamente, não tem traquejo para governar este Brasil que, sob a égide petista, se transformou num arremedo de nação, amoral, imoral e sem rumo. Vai ser preciso, antes, limpar essa sujeira toda, separar o joio do trigo, embora haja mais joio, acabar com metade desses ministérios inúteis e pôr um fim a esse bando aboletado em cabides de empregos mamando à nossa custa. Esse será o princípio do País que JB terá condições de governar e, para chegar a esse País, só JB na bagagem! Habemus presidente!

Carmela Tassi Chaves

tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

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EROS GRAU

Parabéns ao "Estadão" e ao ilustre jurista e ex-membro do egrégio Supremo Tribunal Federal, professor Eros Grau, pelo brilhante artigo publicado em 31 de dezembro passado (A2), colocando, com absoluta clareza, o triste, perigoso e intempestivo papel desempenhado pelos membros do PT, incluindo seu presidente, o senhor Lula, a senhora presidente da República e demais presentes, na famigerada convenção do Partidão. Ficou muito patente a aversão de Suas Excelências quer pela democracia, quer pelos Poderes da República. Contristador é percebermos que apenas uma voz foi capaz de se insurgir contra tais manifestações, perdendo uma oportunidade de ouro para enquadrá-los no crime de lesa-pátria, principalmente os políticos oposicionistas.

Carlos Rolim Affonso

profrolim@globo.com

São Paulo

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ALERTA

Excelente o artigo do professor Eros Roberto Grau. Seguindo-lhe o exemplo, as pessoas de bem deveriam manifestar-se amiúde, como alerta e/ou orientação a respeito do ataque perpetrado ao Estado e a suas Instituições por partidos e pessoas. É grande o risco que correm o Estado, a democracia e a liberdade no Brasil. Necessários, pois, alertas e esclarecimentos como o ora feito, porquanto ainda persistem em ignorância ou passividade muitos indiferentes, inocentes e mal-intencionados.

Cláudio Eustáquio Duarte

claudio_duarte@hotmail.com

Belo Horizonte

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‘PARTIDOS POLÍTICOS E ESTADO’

"Negá-lo (o Estado de Direito), isso é inconcebível se não pretender, quem o negue, subverter a ordem e apropriar-se da res publica. Em termos bem claros, recorrer a uma ditadura excludente da moralidade." Com essas palavras, o ministro Eros Grau, em seu artigo "Partidos políticos e Estado", demonstra que, se não houver atitude da representante maior ou de uma suposta oposição, corremos o sério risco da instituição de um Estado criminoso.

Lucília Simões

lulu.simoes@hotmail.com

São Paulo

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NÓS CONSENTIMOS...

Prezado dr. Eros Roberto Grau, seu artigo é excelente e oportuno! Infelizmente, nós, da sociedade civil (sindicatos, associações de profissionais e empresariais, organizações religiosas, etc.), temos silenciado, consentindo em que as organizações do Estado (federais, estaduais e municipais) sejam loteadas politicamente, o que as torna ineficazes, ineficientes e corruptas: Reclamamos dos impostos elevados e da precariedade dos serviços públicos, mas não nos manifestamos sobre as causas. Temos 32 partidos (que mais se assemelham a quadrilhas de parasitas do Estado): quais são os compromissos deles? Selecionam candidatos? Apresentam propostas de reformas visando ao aperfeiçoamento democrático? Apresentam, cobram e disputam programas de desenvolvimento do País? Naturalmente, se continuarmos consentindo, os partidos se sentirão sempre no direito de violar a Constituição!

Darcy Andrade de Almeida

dalmeida1@uol.com.br

São Paulo

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‘EMBUSTE IDEOLÓGICO’

O "Estadão" nos presenteou neste fim de ano com duas análises antagônicas. O artigo de Denis Rosenfield (30/12, A2) é um excelente contraponto à entrevista com o sociólogo Michael Löwy (29/12, E4). Perdido em abstrações filosóficas e referências a Marx, Weber, Gramsci, Benjamin, Lukács e à Escola de Frankfurt, Löwy demoniza o capitalismo. Em síntese, exorta à revolução socialista, fonte do supremo bem e da justiça entre os homens. Já Rosenfield vai direto ao ponto. Considera um embuste comparar as mazelas do capitalismo real com as virtudes de um socialismo hipotético moldado à perfeição. Tal socialismo jamais existiu e provou ser incapaz de existir! Compare-se, antes, a História das duas Alemanhas ou das duas Coreias. Compare-se, acrescento, a evolução econômica e social da minúscula ilha de Cingapura, aberta ao capital externo e à iniciativa privada, com a estagnação da ilha de Cuba, condenada ao comunismo. Os jovens de hoje que vão às ruas por um Brasil próspero, mais justo e com plenas liberdades democráticas terão de resistir ao discurso melífluo dos teóricos marxistas, que nos ditam soluções vivendo em Paris. Feliz ano-novo a todos!

Celso L. P. Mendes

socelta@uol.com.br

São Paulo

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‘GUERRA PSICOLÓGICA’

O artigo do professor Denis "Embuste ideológico" foi didático em relação ao discurso da presidente em que ela chamou de "guerra psicológica" as críticas a sua sofrível política econômica. Embora não se refira a esse fato, no artigo fica claro que ela acredita que "fazer política reside só em enganar o próximo, em abusar da inteligência alheia".

José Antônio Garbino

garbino.blv@terra.com.br

Bauru

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BOA BOLA

O cotejamento dos dois artigos de 30/12 na página A2 do "Estadão", sem dúvida intencional, intitulados o primeiro "Duas ou três coisas sobre 2013" e o segunda, "Embuste ideológico", de Denis Rosenfield, aquele execravelmente tortuoso, pedante e obscuro e este último, claro como água, usando as palavras do tamanho dos fatos, foi uma boa bola.

Martim Afonso Palma de Haro

martim.haro@terra.com.br

Florianópolis

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QUE PAIS É ESTE?

Duas manchetes bem significativas ilustraram as principais mídias do País neste final de 2013 e início de 2014. Foram elas "Desembargadores receberam acima do teto (R$ 28 mil) em 23 Estados" e "Número de processos contra juízes no CNJ mais que dobra em 2013". Provavelmente, uma consequência da outra. Socorro! Que país é este?

Paulo Henrique Coimbra de Oliveira

ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

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‘O QUE ESPERAR DA JUSTIÇA?’

Em que pese a elevada boa intenção do dr. Renato Nalini (2/1, A2), atual presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, em chamar a sociedade para escolher que Poder Judiciário quer ter, penso que a solução não está no âmbito de decisão dos jurisdicionados. Como o Poder Judiciário ficou séculos sem controle algum, adquiriu vícios de difícil correção. Aí começa o problema. O nível de demanda por jurisdição não atingiu o atual patamar porque o brasileiro, em geral, só confie na Justiça para a solução de conflitos. Penso que tudo está na cultura do desrespeito à lei, num país onde se diz que há leis que pegam e outras, nem tanto. Há forte percepção - principalmente entre os agentes do poder público, bem como por parte daqueles que veem no desrespeito à lei uma forma de vantagem - de que deixar ao lesado o ônus de acionar o Poder Judiciário é mais vantajoso, pois demorará tanto tempo até a decisão final, que não se saberá se foi ou não a mais adequada ao interesse lesado e legítimo. As expectativas e ilusões são diluídas no correr dos anos. Fica aqui uma sugestão: abandonar a prática de só se analisar a inicial por ocasião da prolação da sentença, depois de inúmeros "J. Digam". Demandas temerárias têm de ser mortas em seu nascedouro, sancionando seriamente o postulante. Por outro lado, o violador contumaz de obrigações não pode ser premiado com uma Justiça lerda e cara. Decidir dá trabalho. Mas quem não gosta de decidir busque outra profissão.

Ana Lúcia Amaral

anamaral@uol.com.br

São Paulo

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O CAMINHO PARA UMA BOA JUSTIÇA

O novo Presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, José Roberto Nalini, põe de manifesto um dado que impressiona: dos 200 milhões de habitantes do Brasil, 93 milhões litigam judicialmente. O ilustre desembargador dá realce a um valor inegável: a deposição das armas, a redução da beligerância, a solução consensual dos conflitos. No entanto, há um aspecto a ser acrescido: a maioria dos processos envolve o Estado, suas instituições e os monopólios que exercem as concessões, que espezinham o direito dos consumidores. O Estado é o maior caloteiro do Brasil e os concessionários prestam péssimos serviços e cobram tarifas indevidas - e não querem saber do caminho do acordo. Logo, o exemplo deve vir de cima, não é o brasileiro que pode alvitrar a solução, como concluiu o insigne magistrado paulista.

Amadeu R. Garrido de Paula

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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REDES SOCIAIS - ALERTA

Um ponto comum dentre os diversos tipos de rede social é o compartilhamento de informações úteis, conhecimentos, interesses e esforços em busca de objetivos comuns. Nesse sentido, reflete um processo de fortalecimento da sociedade civil, de motivar a participação democrática e a mobilização social. No entanto, as finalidades para que foram criadas não são observadas. Informações pessoais, postadas, podem pôr em risco a intimidade e a segurança dos usuários. Trocas de juras de amor entre casais, fotos expondo familiares, restaurantes e lanchonetes frequentadas, viagens programadas, com datas de ida e volta, a curtição de butiques chiquérrimas e lojas de automóveis importados, fotos deslumbrantes de hospedagens em plagas paradisíacas, do Brasil e do exterior; até uma ação judicial, por incrível que pareça, com valor a receber já foi postada. São riscos desnecessários, mas que, infelizmente, ocupam 90% dos compartilhamentos diários. Velhacos de plantão têm todo o tempo do mundo para engendrar planos e podem causar grandes prejuízos, quer de ordem moral ou material. O mundo está cheio de astutos, portanto, "cautela e canja de galinha não fazem mal a ninguém"!

Sérgio Dafré

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

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ANS E OS PLANOS DE SAÚDE

A partir de hoje os planos de saúde são obrigados a cobrir mais 37 drogas para os usuários, além de novos exames, conforme determinação da Agência Nacional de Saúde (ANS). Usuários aplaudem de pé a nova regra, mas a Abrange, a associação dos planos, já se manifestou no sentido de que as mensalidades deveriam ser reajustadas de imediato. Por sua vez, a gerente de Atenção à Saúde da ANS declarou: " Vamos acompanhar o impacto da medida nas mensalidades. Na última revisão, o impacto foi de 0,77%". Pois bem, se as novas inclusões de itens obrigatórios para atendimento às pessoas que possuem planos de saúde aumentam as despesas das companhias, o pedido imediato de reajustes nas mensalidades é inteiramente descabido, pois sem um histórico da incidência dos novos custos qualquer aumento imediato seria aleatório, como exemplificou a funcionária da ANS. Nenhum cidadão teria interesse em adquirir um plano de saúde se os órgãos governamentais atendessem a população de maneira dignamente e eficiente. Com a existência deles, é lógico que diminui a demanda aos órgãos públicos, então o mais racional seria o governo subsidiar as empresas dos planos de saúde, e não aumentar ainda mais as mensalidades, que já estão altas demais ante o poder aquisitivo dos consumidores, cujos rendimentos, em sua grande maioria, não acompanham os reajustes autorizados pela ANS. Por exemplo, em meu caso particular, as mensalidades dos planos de saúde da minha esposa e meu já representam 30% dos meus vencimentos e se adicionar as despesas com farmácias o total alcança 40% dos nossos rendimentos. Só no mês de dezembro a mensalidade do Bradesco Saúde subiu pouco mais de 10%.

Gilberto Pacini

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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SE NÃO TEM TU, VAI TU MESMO

O programa Mais Médicos chama a atenção nesta sua terceira fase. De um total de 540 brasileiros inscritos, 422 foram aprovados. O que terá ocorrido com os 118 restantes? Falta de interesse ou de formação? Mas o ministro Alexandre Padilha não demonstra a menor preocupação, pois ainda restam duas opções. Serão chamados brasileiros e estrangeiros formados no exterior, os chamados intercambistas, ou seja, o Brasil fazendo intercâmbio consigo mesmo, e caso as vagas não sejam preenchidas mais médicos cubanos serão trazidos para se juntarem aos 5.400 de um total de 6.658 já atuando. Serão pelo menos mais 6 mil. Será que estes mais de 11 mil médicos não fazem falta em Cuba? Se não, o que faziam? Estavam desempregados? E mais uma vez o Brasil vai aceitar a terceira opção, o que sobrou?

Luiz Nusbaum, médico

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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BANDEIRA FURADA

A terceira fase do Mais Médicos teve 422 brasileiros aprovados, o equivalente a apenas 6,69% das vagas ofertadas nessa etapa do programa. Com a baixa adesão, o governo federal vai depender agora do interesse de médicos formados no exterior para cumprir sua meta de ter, até março, 13 mil profissionais atuando pelo programa no País. Na primeira e na segunda fases do projeto, 6,6 mil médicos foram selecionados e já estão atuando nos municípios. Se essa é a bandeira do Padilha, e só essa, ele esta na roça. Afinal de contas, isso tudo pode ser contestado, pois estão pagando aos cubanos de qualquer jeito e eles, na verdade, estão recebendo zero, pois os "cumpanheiros" Castro são os donos deles. Escravidão pura e nua.

Alice Baruk

alicebaruk@bol.com.br

São Paulo

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MAIS MÉDICOS

A constatação de que apenas 7% das vagas da nova fase do Programa Mais Médicos foram preenchidas leva a uma constatação: os médicos brasileiros efetivamente não têm mostrado muito interesse nesse programa. E cabe então uma pergunta: por que os estudantes de universidades públicas, pagas com nossos impostos, não são convocados para o programa como tarefa? E recebendo o mesmo valor que os médicos "importados" e pelo mesmo período? É uma questão coerente.

Uriel Villas Boas

urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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DEVE ESTAR SOBRANDO

Ouvi notícia de mais um hospital público em São Paulo para animais (cães e gatos). Enquanto isso, para seres humanos falta atendimento adequado na rede hospitalar. Quem quiser ter animais de estimação que pague a conta, não jogando nas costas da população, já tão carente de atendimento. Tem um político nessa jogada. Já recebemos calendário dele. Obs.: temos um pequeno cão, quando necessário pagamos a conta.

Everardo Miquelin

everardo.miquelin@ig.com.br

São Paulo

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LIBEROU GERAL

Eles fizeram filas antes do amanhecer - e debaixo de neve - no Colorado (EUA). Alguns eram antigos usuários de maconha, outros tinham sido presos por posse da erva. Sugiro a todos os maconheiros brasileiros que se mudem para lá e fiquem por lá mesmo, afinal, tá fácil conseguir visto e, como dizem os entendidos, a maconha não faz mal. É melhor não voltarem, pois isso é uma garantia de que, se ficarem loucos, vão fazer loucuras lá, e não aqui, pois esse mercado já está lotado. Boa viagem e nunca mais voltem, por favor.

Antonio Jose Justino

anjogoma@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

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MACONHA

Primeiro o Uruguai, agora os Estados Unidos. Será que com tantas novas doenças surgindo ao redor do mundo a liberação da maconha seria necessária? Na minha opinião, o mundo já tem problemas de sobra e não seria necessário mais esse.

Virgílio Melhado Passoni

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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O HOMEM DO ANO EM 2013

Verisssimo deveria sair do armário e assumir que é petista-lulista-comunista e pronto. Em seu artigo de 2/1, ele não teve a humildade assumir que foi corrigido por mim na troca do PSDB pelo PMDB em seu artigo defendendo pela enésima vez os bandidos do mensalão. O homem só está abaixo de Deus e de Lulla. Já que é comunista, divida os seus bens com os pobres, não os meus suados impostos. E quando ficar doente, consulte um médico cubano.

Carlos Norberto Vetorazzi

norberto.vetorazzi@hotmail.com

São José do Rio Preto

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