Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

06 Janeiro 2014 | 02h05

Imposto de renda

A cada ano a Receita Federal presenteia com uma surpresa desagradável os aposentados e assalariados. A cobrança do Imposto de Renda (IR) devido manteve-se nos níveis de extorsão que o governo aplica em quem não tem poder de negociação. É que o governo federal precisa sustentar os quase 40 ministérios e seus penduricalhos, acrescidos da incompetência gerencial, da soberba, da paranoia de se manter no poder e do descaso com a qualidade de vida da população.

MÁRIO NEGRÃO BORGONOVI

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

Mais de 60%!

Se o Supremo Tribunal Federal entendeu como abusivo o aumento do IPTU em relação à inflação, por que teremos de engolir a defasagem de mais de 60% do IR em relação à mesma inflação? Acorda, Brasil, e parabéns à OAB pelo questionamento!

ARNALDO DE ALMEIDA DOTOLI

arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

Espoliação oficial

Como de costume, temos para 2014 nova tabela de cálculo de Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) aquém da inflação. E o que dizer da Declaração de Bens e Direitos, no IR apresentado à Receita Federal, congelada há mais de 18 anos? Dessa forma, as pessoas físicas e jurídicas detentoras de quaisquer ativos fixos pagam impostos abusivos à Receita, sobre lucros fantasiosos, no ato de venda de imóveis, ações e inúmeros outros ativos. Escapam bens depreciáveis, como veículos. Somente as contas remuneradas em bancos são atualizadas - mediante impostos, é claro. Se as prefeituras têm de atualizar suas Plantas Genéricas de Valores, é óbvio que os proprietários de imóveis urbanos e rurais têm também o direito intrínseco de ver seus bens atualizados por pelo menos o valor venal de referência. Lembrando a fome expropriatória que acomete o governo em todos os níveis, a qual ameaça todos neste país, percebemos que os direitos das pessoas físicas e jurídicas à correção formal de ativos não estão contemplados pela administração pública brasileira e tal equívoco tem de ser imediatamente corrigido. Ou, então, que não venham mais os governantes nos dizer que o Brasil é um país propício ao investimento interno e externo.

SUELY MANDELBAUM

suely.m@terra.com.br

São Paulo

Correção

De fato, aproveitando a luta pela correção da Tabela do Imposto de Renda, deveríamos também lutar pela correção do valor dos bens, já que quando os vendemos pagamos imposto sobre ganho de capital.

SERGIO PEDREIRA DE FREITAS

serpedreira@terra.com.br

Arceburgo (MG)

Neuroeconomia

Beira, no mínimo, a arrogância e o desserviço um ministro de Estado vir a público, antecipadamente, para "comemorar" resultados maquiados (entregamos o superávit e atingimos a meta) para "acalmar os nervosinhos", se não mensagem e análise para satisfazer os chefes ou recado indireto da presidenta aos nervosos. Precisamos rever as sinapses: qualquer empreendimento e a qualidade de sua gestão são avaliados, na eficiência e na eficácia, por sua "saúde operacional pura", sem receitas extras produto de venda de ativos tangíveis e intangíveis. Quantas empresas, na época de hiperinflação, apresentavam resultados operacionais negativos, mas após a venda de ativos e dos resultados financeiros (lucro inflacionário) se tornavam lucrativas? Doces ilusões, caíram pelo caminho. Isso é política de estrutura patrimonial, e não resultado operacional. No mundo real, quando resultados operacionais "puros" ficam aquém das metas ou são insuficientes e fracos, principalmente quando não há transparência ou tudo muito bem lógica e razoavelmente explicado (os porquês, sem "pernas mancas"), todos - mercado, acionistas, conselhos, financistas, entre outros - ficam "nervosos"; nesses casos, usualmente baixas executivas e profundas mudanças ocorrem, é questão de sobrevivência. Como as receitas do governo são garantidas e manipuláveis (veja-se como exemplo a correção do IRPF abaixo dos reajustes salariais, defasada em 60%), além de baterem recordes, não há concorrência ou empecilhos, tudo fica mais fácil: é só aumentá-las, sem melhorar a gestão, o nível e a qualidade dos gastos. Mesmo assim, ficamos abaixo das metas (sem os extras). Por quê? O dilema atual do poder, a meu ver, é o seguinte: "conseguir o que imaginava, ver o que não conseguiu quando conseguiu o que queria". No caso do Brasil e do governo, veremos se as agências de rating, entre outros "nervosos", vão aceitar o modelo atual e manter calmos os nervosos. Ou, como diria Cafuringa: "Tô nervoso, mas tô tranquilo".

LUIZ A. BERNARDI

luizbernardi@uol.com.br

São Paulo

Quimeras

Qualificando desrespeitosamente de "nervosinhos" os brasileiros e os avaliadores econômicos do mercado financeiro, o ministro Guido Mantega usa receitas extraordinárias, que não se repetirão no futuro, para mostrar que o País está bem administrado, tem um superávit acima da meta fiscal (que no mundo real não existe), e tentar acalmar um mercado já desconfiado das manobras maquiadas no governo Dilma e sua trupe de esteticistas econômicos. Nem o mais ingênuo dos mortais acredita mais nos dados deste desgoverno, sejam eles estatísticos ou oficiais. Pura quimera administrativa.

LEILA E. LEITÃO

São Paulo

Novos ministérios

Acho que em 2014 o governo não poderá prescindir da criação de mais dois ministérios, para atingir as metas, neste ano de eleição. Portanto, são absolutamente necessários o Ministério da Maquiagem e o Ministério da Contabilidade Criativa. Afinal, essas atividades estão dispersas nas outras pastas e sua importância para continuar informando adequadamente o povo e os crédulos em geral é fundamental.

ALBERTO BASTOS DE CARVALHO

albcc@ig.com.br

São Paulo

Em férias

A economia em declínio e desorganizada, o País em grandes dificuldades, desgovernado, sem rumo, e a nossa presidente em férias - merecidas ou não, não me cabe avaliar. Mas pelo mau momento que o País vive, apenas por uma demonstração de preocupação e responsabilidade, a nossa presidente não deveria ter anunciado suas férias (pegou mal, dona Dilma), mesmo sabendo que muitos brasileiros reclamam que ela ainda nem começou a governar. Por que será? Nem perca tempo com eleição ou reeleição. Não vai dar mesmo. Já vamos ter de aguentá-la por mais este ano. Basta, vá lá!

MARIA TERESA AMARAL

mteresa0409@2me.com.br

São Paulo

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ACALMANDO OS NERVOS

Para acalmar os "nervosinhos" o ministro da Fazenda, Guido Mantega, resolveu antecipar os resultados do superávit. Presumo que pelos últimos resultados dos números de nossa economia tem muita gente andando "nervosinha" por aí...

Virgílio Melhado Passoni

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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NERVOSINHOS

"Como havia analistas dizendo que a meta não seria cumprida, não seria bom sustentar essa expectativa, então antecipamos para acalmar os nervosinhos" (4/1, B1). O ministro da Fazenda, que já não anda bem das pernas e tem claudicado na economia do País, vem agora com menosprezo, ao chamar os analistas de "nervosinhos". Quem vem maquiando os resultados não somos nós, do lado de cá. Por que será que não acredito em Guido Mantega?

Alvaro Salvi

alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

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TROCA DO MINISTRO

Para "acalmar os nervosinhos" do mercado é preciso começar pela troca do ministro calminho do pibinho. Basta!

J. S. Decol

decoljs@globo.com

São Paulo

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MINISTRO INÁBIL

Que o Brasil tem um ministro da Fazenda que se mostra inseguro, inábil, dando previsões incorretas ou que nunca ocorrem, etc., está totalmente comprovado, até internacionalmente. Contudo Mantega é mantido no cargo porque sua conduta é de total interesse do Planalto, pois age da mesma maneira com declarações e resultados falsos, manipulados e maquiados, chegando até a antecipar resultados que ainda não foram totalmente apurados, com a finalidade de acalmar mercados.

Angelo Tonelli

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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MANTEGA, UM FANFARRÃO

Eu sou um dos "nervosinhos" com essa gestão petista. E "acalmar nervosinhos" é o que jamais, em tempo algum, o ministro Mantega vai conseguir enquanto perdurar neste governo do PT a falta de transparência e o uso indiscriminado da farsa da contabilidade criativa. Festejar, como fez o ministro - lógico que com apoio irrestrito da presidente Dilma Rousseff -, o superávit primário de 2013, de 1,5% do produto interno bruto (PIB), ou de R$ 75 bilhões, quando, na realidade, o prometido no início do ano findo era de 3,3%, é afrontar a paciência da sociedade brasileira! Mesmo porque destes R$ 75 bilhões apenas R$ 40 bilhões são fruto de um esforço real do governo em economizar recursos para pagar juros e amortização da dívida pública. Os outros R$ 35 bilhões vieram de um Refis feito nas coxas para beneficiar amigos inadimplentes com o fisco, privilegiando-os com perdão milionário de juros e multas. E R$ 15 bilhões auferidos no leilão do pré-sal do campo de Libra. Como se vê, a angústia do governo de fabricar boas notícias, naquela base digna do petismo, era tanta que escalaram o Mantega na TV (porque Dilma, nessas horas, jamais põe a cara para bater) para anunciar com quase um mês de antecedência, repito, essa farsa festiva do superávit primário. Como se os milhares de "nervosinhos" aclamados por Mantega, preocupados que estão com o destino da nossa economia, fossem ludibriados por esses números mais do que maquiados ou traquinados. O Brasil não merece esse contínuo desrespeito do Partido dos Trabalhadores.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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TERAPEUTA DE BOTEQUIM

A última tirada do ministro Guido Mantega dá razão às ironias da revista "The Economist" quando apelou para a blague de que ele é "um sucesso". Resolveu, agora, o ministro, que precisa baixar a "ansiedade" do mercado. Nesse desiderato, tratou de antecipar, de forma grandiloquente - como se tivesse conseguido um grande êxito - o anúncio de que cumpriu a meta do superávit primário de 2013, a qual de 3,1% do PIB foi reduzida para 2,3% e, ao fim, para pífio 1,5%! Esse magro resultado - menos da metade do objetivo inicial - foi obtido à custa de receitas extraordinárias (Refis, Libra, etc.), que não deverão repetir-se, fazendo a "ansiedade" do mercado aumentar, a despeito dos ansiolíticos ministeriais. Os R$ 75 bilhões de superávit fiscal mal cobrem fração das despesas com os juros da dívida e isso implica corrosão dos fundamentos econômicos, situação ruim a que o mercado não está alheio. Se o governo quisesse baixar mesmo a ansiedade dos agentes econômicos, seria austero e responsável, mantendo - se não ampliando - a meta original de 3,1%. Mas prefere continuar na sua "operação engana-trouxa", vivendo no autoengano de que irão engolir essa conversa fiada de terapeuta de botequim como alguém ingere um comprimido de Lexotan.

Silvio Natal

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

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TRANSPARÊNCIA DA INCOMPETÊNCIA

Com o leilão de Libra o governo conseguiu fechar as contas. A venda da calça cobriu a compra da cueca.

Roberto Twiaschor

rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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AS ‘CONTAS’ DO MANTEGA

Deve ser piada: o cara teve a coragem de manipular (mais uma vez) os resultados da meta fiscal para mostrar que fez o seu trabalho. Mentira! E nós aceitamos. Sem fazer nada! Somos um país macunaímico: sem-vergonhas, corruptos, vivendo de favores e aceitando as imposições e declarações dos comandantes de plantão. Oswald de Andrade tinha toda a razão!

Geraldo Roberto Banaskiwitz

geraldo.banas@gmail.com

São Paulo

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QUEM ACREDITA?

Será que alguém que não seja petista e tenha um mínimo de senso crítico acredita nas palavras desse ministro? O povo brasileiro precisa dar um basta nessa contabilidade criativa, para não dizer mentirosa, nas próximas eleições. Chega de mentiras e roubalheira!

Daniel Bayerlein

danielbayerlein@icloud.com

Jandira

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SE NÃO FOSSE....

Até quando vamos ter de aturar o emprego da conjunção "se" para justificar pífios índices econômicos? Se não fosse a exportação de sete plataformas, que não atravessaram o oceano, o resultado da balança comercial seria negativo; se não fosse a soma das receitas extraordinárias (R$ 35 bilhões) que compreendem renegociação de dívidas tributárias (Refis), leilões e dividendos, a meta do superávit primário jamais seria alcançada. Acredito que eu mesmo tenha a resposta: "se" não tivéssemos uma presidente centralizadora, um ministro da Fazenda e um presidente do Banco Central subservientes, com certeza não teríamos de antecipar anúncios, que ainda serão detalhados, e aí é que mora o perigo, para "baixar a ansiedade" do mercado financeiro, pois truques para alavancar receitas não seriam necessários.

Sérgio Dafré

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

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TRIPÉ ECONÔMICO

De nada adianta o governo se ufanar da meta fiscal se a inflação está em acentuada alta e o câmbio igualmente. A herança a ser deixada pelo atual governo é perversa e influenciará nos próximos anos, assim o que é essencial fazer se trata da revisão do modelo da atuação do Estado na economia e suas incorreções de prestigiar o consumo e esquecer o setor produtivo. O poder aquisitivo em constante baixa, no momento, demonstra o desaquecimento do comércio e a crise futura da indústria. Só o governo não quer enxergar.

Carlos Henrique Abrão

abraoc@uol.com.br

São Paulo

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VENDA DE PLATAFORMAS

Num país sério, vender parte de seu patrimônio para depois alugá-lo a fim de cobrir déficits gerados por incompetência seria caso de polícia. Quem comprou as plataformas de petróleo na certa conta com lucro generoso de seu aluguel e quem paga as contas, para variar, somos nós. Como o povo não lê, o PT vai-se beneficiando com essas obscuridades criminosas. Agora estão vendendo o nosso patrimônio a outros países. Isso é privatização em dobro. Já imaginaram se o novo dono das plataformas resolver destruí-las por puro desinteresse no negócio?

Geraldo Siffert Junior

geraldo.siffert@ig.com.br

Rio de Janeiro

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RESUMO PARA O PIB 2014

O ministro Guido Mantega - e sua equipe - está cometendo um grande erro ao anunciarem um PIB de 4,5% para 2014. Ele simplesmente não considerou que o País vai parar completamente em 2014.Vejamos, um pequeno resumo: janeiro e fevereiro, férias; março e abril, carnaval e Páscoa; de maio a agosto vêm convocação e os jogos da Copa do Mundo, junto com férias juninas. Se o Brasil ganhar a Copa, haja carnaval! Não esquecendo, claro, das nossas datas comemorativas que vêm acompanhadas de feriados nacionais. De setembro a novembro temos as eleições e aí é que o Brasil emperra. Dezembro vem o Natal e as festas da virada do ano. Que tal, caro ministro Mantega, convencer-se de que ninguém no Brasil vai produzir tanto assim em 2014?

Valdy Callado

valdypinto@hotmail.com

São Paulo

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SOBRE O SUCESSO DOS LEILÕES DE RODOVIAS

Após anos de estudos e avaliações, de indecisões por preconceitos ideológicos e irracionalidade autista, milhares de mortes nas estradas e custos logísticos nas nuvens, o governo petista decidiu privatizar constrangidamente a rede logística brasileira - rodovias, ferrovias, portos e aeroportos - e agora, após a conclusão de alguns poucos leilões que arranham a imensidão das necessidades do País, vem a público, sem pejo nem modéstia, vangloriar-se do sucesso da empreitada. Tardia porque o tempo e a concorrência não perdoam aqueles que acreditam que o trem da prosperidade aguarda a indecisão dos incapazes. A conclusão dos recentes processos de concessão de rodovias federais deveria ser motivo de preocupação e vergonha para o Poder Executivo, seus órgãos da área de transportes e sua chefe. Após 12 anos de estudos, eis que os deságios que as empresas apresentam em relação aos preços estimados pelo Estado se situam na faixa de 50% a 60%. Ou seja, o governo errou em mais de 100%! Qual o motivo para os efusivos autoelogios? Narcisismo ou cegueira? De duas, uma: ou bem o governo não sabe avaliar a demanda que tem de atender ou não tem a menor ideia do custo de obras rodoviárias, após mais de cem anos de DNER e Dnit, TCUs e não sei quantos mil quilômetros de rodovias (mal) construídas. Nada que ver com o arrojo dos grupos empresariais num setor tradicional de tecnologias e processos mais do que conhecidos. Nem das vantagens da concorrência salutar... Trata-se mesmo é de incompetência de um governo aparelhado por um partido de quadros medíocres, que acredita que pode construir um País moderno e próspero sobre uma massa de iletrados e áulicos, a partir do marketing da inverdade e de facilidades creditícias fornecidas aos amigos do rei, aos campeões nacionais da empulhação ou aos escolhidos da hora, com a máquina impressora da Casa da Moeda jogando reais novinhos para serem queimados no caixa do BNDES.

Jorge Luiz Babadopulos

jorgeluiz@babadopulos.com.br

São Paulo

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GOVERNO DAS MENTIRAS

Estão-se alastrando as áreas aonde as mentiras do governo Dilma chegaram, com o objetivo de salvar a imagem da presidente, mas obtendo resultados contrários. O Estadão.com de 1.º/1 informou que o fato de Dilma ter "ludibriado" as pessoas ao apresentar resultados falsos na balança comercial de 2012 prejudicou o resultado de 2013, que foi o pior dos últimos 13 anos. O que o governo fez, ao anunciar o resultado de 2012, para melhorá-lo foi não informar importações realizadas em 2012, contabilizando-as só em 2013, e informar como exportadas plataformas de petróleo que não saíram do País. Ao que parece, além de enganar o público com contas propositadamente erradas, deu certamente uma melhorada espetacular no balanço da Petrobrás, cujos acionistas já estavam enfurecidos diante das "jogadas" feitas pelo governo com a empresa. Consequentemente, seus patrimônios reduziram-se substancialmente. Infelizmente, o Brasil é governado por mentirosos que pretendem, através de informações oficiais, transformar mentiras em fatos verdadeiros. Um dos campeões, o ministro Mantega, perdeu completamente a credibilidade no mercado, assim como seu subalterno Arno Augustin, homem de confiança de Dilma e responsável pela "contabilidade criativa", ou elaborador das mentiras. Augustin não é considerado competente pelo mercado, sendo muito criticada sua redução a zero o IOF para estrangeiros aplicarem em renda fixa, o que resultou em fracasso pela imediata elevação do dólar. Assim, a presidente Dilma pretende se reeleger com mentiras, pois as verdades não lhe dariam chances.

Fabio Figueiredo

fafig3@terra.com.br

São Paulo

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ECONOMIA E ELEIÇÃO

A se confirmar a saída do ministro Guido Mantega e o convite para o cargo a Henrique Meirelles, a nossa presidenta seria eleita no primeiro turno em outubro de 2014.

Olympio Félix de Araujo Cintra Netto

olympiofelix@gmail.com

Bragança Paulista

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SOLUÇÕES PETISTAS

Em mais uma medida imediatista, o governo aumentou no fim de dezembro a alíquota de IOF para a compra de moeda estrangeira em cartões pré-pagos e traveller cheques de 0,38% para 6,38%. A justificativa é frear o consumo dos brasileiros no exterior. Só precisa explicar como um panetone produzido no Brasil custa mais barato nos EUA do que aqui. Agora para evitar a incidência desta "derrama" o brasileiro viajará com papel-moeda estrangeiro, correndo maior risco de perda ou roubo. Atacar o problema ninguém quer: baixar as alíquotas de importação e/ou aumentar a fiscalização pela Receita Federal nos aeroportos. Típica solução petista simples para problema complexo.

Eduardo Biral

elbiral@ig.com.br

São Paulo

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E OS RESIDENTES NO EXTERIOR COMO FICAM?

Diante da inconveniente notícia do aumento do IOF sobre saques e gastos com cartão de crédito no exterior, quero aqui exteriorizar minha reclamação patente e justa, como se pode constatar a seguir. Sou um cidadão brasileiro e livre, tendo plena consciência e direito de arbítrio sobre as minhas opções pessoais. Trabalhei dezenas de anos com carteira assinada e tudo o mais dentro da lei brasileira. Fui professor por dez anos para contribuir para a educação dos jovens brasileiros em seu rumo para a vida adulta. Sempre paguei os impostos dentro da lei e sempre aconselhei os demais a fazê-lo também. Hoje tenho uma conta corrente no Banco do Brasil, onde recebo mensalmente minha aposentadoria - que, aliás, já foi de cinco salários mínimos e atualmente está beirando apenas dois, mas isso é outra história que fica para outra vez. Classifico minha conta como sendo conta salário, pois a única renda que possuo é a originária da aposentadoria do INSS. Pois bem, dentro da minha liberdade, como cidadão brasileiro e do mundo, escolhi residir fora do Brasil a partir de 2003 e mensalmente faço o saque de uma parte do meu salário de aposentado através dos caixas automáticos aqui existentes, já tendo de pagar uma taxa pelo saque feito no ATM daqui e ainda o imposto brasileiro. Agora, com o aumento requerido pelo governo, simplesmente de 2.000% (!!!) na taxa que era de 0,38% para 6,38%, isso significa que a cada R$ 1 mil sacados no Brasil terei que pagar R$ 63,80 - ou seja. R$ 765,60 ao ano! Verdadeiro absurdo em se tratando de incidência básica somente sobre o meu salário de aposentado. Eu não sou turista ocasional, sou residente no exterior e não posso ser assaltado oficialmente dessa forma! Ou isso se trata de uma maldade muito grande para com o cidadão brasileiro aposentado (em geral, sempre prejudicado!), ou, então, trata-se de uma incompetência muito grande do projeto de lei e dos que o assinaram, por deixar escapar essa injustiça e talvez outras a que não me tenha atido ainda. Solicito então uma imediata revisão desse detalhe da lei para não prejudicar alguns milhares de brasileiros que estejam na mesma situação que eu.

Carlos A. Tortoza

mr_tortoza@hotmail.com

Vista, CA (EUA

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IOF

É lamentável, o governo virou agiota sem colocar nenhum. Aumentar o IOF de 0.38 % para 6.38 % é sacanagem com quem está fora do País e uma agiotagem deslavada. Sr. ministro, assim não dá!

Washington B. Estoyanoff

wa.botella@me.com

São Paulo

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REMENDOS

Essa medida tomada pelo governo de tributar quem viaja para o exterior não surtirá o efeito desejado. O brasileiro não tem o que ver no seu país e então viaja. Não importa o valor do dólar. Seu desejo de conhecer o bom não tem preço. O dólar já esteve mais alto e não mudou nada. Lá fora verá progresso, comprará bens de consumo por um terço dos preços daqui, viverá emoções diferentes, etc., etc. O governo, ao invés de se preocupar com medidas de longo prazo, busca com remendos soluções que não resolvem nada. Nunca antes neste país existiu um ministro da Fazenda tão incompetente.

Paulo Henrique Coimbra de Oliveira

ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

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FÚRIA ARRECADATÓRIA

Esse aumento do IOF (6,38%) sobre saques com cartões é inescrupuloso e, em minha opinião, é caso de polícia. Isso é um roubo institucional praticado pelo desgoverno petista. Chama-se despudorada fúria arrecadatória, caminhando na contra mão dos desejos da mansa e conformada população.

Ivan Bertazzo

bertazzo@nusa.com.br

São Paulo

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PAGANDO O PATO

Novamente o PT, ao seu estilo, aumenta (na surdina) o IOF sobre gastos no exterior - de 0,38% para 6,38%, um aumento de 1.579% -, o que afeta diretamente a "burguesia", que ultimamente vem pagando o pato.

Laert Pinto Barbosa

laert_barbosa@ig.com.br

São Paulo

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PROPORCIONALIDADE

O IOF sobre o uso dos cartões em moeda estrangeira deveria ser proporcional à quantia gasta, a exemplo do que acontece com o Imposto de Renda. Quem compra menos paga menos imposto e quem compra mais paga mais. Não é justo que uma pessoa que gaste US$ 800 pague a mesma porcentagem que outra que gaste US$ 8 mil.

Jose Domingos Bosnardo

jose.bosnardo@itelefonica.com.br

Campinas

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RASTEIRA

Que tremenda rasteira esse ético governo petista deu nos turistas brasileiros que ficaram o ano inteiro se programando, juntando seu rico dinheirinho para visitar, por exemplo, os Estados Unidos e, de uma hora para a outra, o governo aumenta de 0,38% para 6,38% o IOF para os turistas! Isso É jogo sujo de um governo que, na verdade, não disse ainda a que veio, pois está mais perdido que cego em tiroteio, e com um péssimo ministro da Fazenda que foi imposto pelo gran chefe mensaleiro Lula. Uma vergonha atitudes para prejudicar quem trabalha e não ganha como os nossos honestos e cabeludos políticos.

Antonio Jose Gomes Marques

a.jose@uol.com.br

São Paulo

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BRASIL PARA TODOS?

Se dona Dilma tivesse de pagar pelas suas férias os abusivos preços cobrados para fazer turismo no Brasil, ou ir conhecer outros países por preços seis vezes menores, o que faria? Aumentar o IOF na base do improviso é punir quem já está fora e tinha programado seus gastos e também quem sonhava poder viajar para o exterior. A classe A talvez sinta menos os efeitos, mas os novos turistas das outras classes que se contentem em pagar os abusivos preços! E o Brasil para todos?

Tania Tavares

taniatma@hotmail.com

São Paulo

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ENJAULADOS

Não bastasse o confisco pela carga voraz de impostos já existentes, novo aumento sobre compras no exterior com cartões de débito e pré-pagos, cheque de viagem e saques em moeda estrangeira. O governo quer enjaular os brasileiros?

Luigi Vercesi

luigiapvercesi@gmail.com

Botucatu

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PETISMO

Balança comercial pífia (deficitária na realidade dos fatos sem a maquiagem do governo), PIB pífio, contas do governo no negativo, Dilminha insistindo em suas mentiras e gastando nosso rico dinheirinho em pronunciamentos em redes de rádio e TV para falar aquilo que lhe convém e ao seu ParTido com o intuito de se reeleger. Desvios de verba em seus ministérios, Mantega continuando dando uma de Poliana ou Alice no País das Maravilhas com seus pronunciamentos mentirosos e fantasiosos, Haddad reduzindo o desconto de 6% para meros 4% para pagamento à vista do IPTU em São Paulo para diminuir seu pseudoprejuízo com a não autorização do aumento absurdo de mais de 20% proposto no imposto em 2014, Lulla continuando com seu besteirol, os mensaleiros ainda gozando regalias, como é o caso de Genoino, que nada tem de tão grave e fica em prisão domiciliar em Brasília, quando deveria estar atrás das grades, Dirceu inventando trabalhos para tentar uma fuga cinematográfica para ficar na história, etc. e tal. E ainda por cima teremos a Copa do Mundo, já devidamente "arranjada" para o Brasil, Dilma reeleita, para nossa desgraça, mensaleiros gozando cada vez mais de mil e um privilégios, processos das poupanças retidas referentes aos planos econômicos de Sarney e Collor continuando a ser empurrados com a barriga pelos ministros do STF por ordem de Mantega e Tombini, para desalento daqueles que um dia acreditaram na Justiça brasileira.

Boris Becker

borisbecker@uol.com.br

São Paulo

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PARTIDO ABSURDO

Os petistas concluíram que a corrupção e a incompetência são mais convenientes do que a volta de qualquer oposição!

Eugênio José Alati

alatieugenio@gmail.com

Campinas

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‘MAIS GASTOS COM PESSOAL’

Os gastos governamentais com pessoal têm necessariamente de constituir preocupação permanente de governantes e da sociedade. Convém, porém, analisar a questão com um pouco mais de profundidade, sob pena de "jogarmos a criança com a água do banho" e não conseguirmos que o Estado e sua respectiva administração pública tragam os resultados que desejamos. Pior do que gastar muito é gastar mal. Os aumentos dos gastos com pessoal dos Estados podem ser atribuídos a um conjunto de causas. Em primeiro lugar, ao recrutamento de mais servidores para fazer face às demandas da sociedade, que exige maior cobertura de serviços, bem como a oferta de novos. Para se ter uma ideia, somente entre 2002 e 2007 o número de servidores no Brasil cresceu 20%, crescimento que se deu primordialmente nos Estados e municípios, o que não deve surpreender, pois a Constituição atribuiu a esses entes a função da prestação dos serviços. Naquele momento, Estados e municípios finalmente alcançaram condições fiscais para promover concursos e assim responder à contida demanda por servidores. Ademais, a administração pública vem selecionando quadros cada vez mais qualificados. Em segundo lugar, há um grande número de aposentadorias de servidores públicos em curso e tem sido necessária a reposição de força de trabalho. Em terceiro lugar, é forçoso mencionar que estão sendo criados pisos nacionais, aprovados pelo Congresso, que impactam diretamente nas finanças estaduais. Em quarto lugar, não podemos desconhecer as pressões sindicais, mais ativas na conjuntura recente de receitas crescentes. Em quinto lugar, pode-se mencionar a grande resistência à contratação de serviços pelo poder público. Um novo olhar, mais analítico, deveria, portanto, questionar: os salários que estão sendo pagos refletem a dinâmica do mercado de trabalho, inclusive privado? É possível que haja categorias, especialmente entre as carreiras jurídicas, em que a remuneração sobrepuja as médias pagas pelo setor privado, em termos reais. Em alguns casos, porém, a remuneração não consegue tornar a carreira suficientemente atraente, esse pode ser o caso dos professores. Por outro lado, os postos de trabalho para os quais está havendo recrutamento são de fato os mais estratégicos? Seria possível racionalizar processos de trabalho? A União não deveria arcar com uma parcela dos gastos de pessoal de Estados e municípios? O terceiro setor não pode ofertar ao menos uma parte dos serviços públicos? Ao contrário do que sugere o editorial do "Estadão’ de sábado (A3), 2014 parece ser um momento ideal, no mínimo, para discutir os gastos de pessoal, as causas de sua evolução, a divisão de responsabilidades pelo pagamento de servidores entre os entes federados e as políticas mais adequadas para equacioná-los. Até porque gastos com pessoal constituem uma despesa rígida e crescente, não flutuam conforme as receitas e são compromissos de longo prazo.

Evelyn Levy

evelyn.levy@uol.com.br

São Paulo

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139 ANOS DE FUNDAÇÃO

É com orgulho e civismo que parabenizamos o jornal "O Estado de S. Paulo" pelos 139 anos de fundação e emblemática história no jornalismo, que se fundamenta em princípios republicanos que o eternizam, particularmente pelos relevantes serviços prestados ao Brasil e ao exterior, num dignificante jornalismo.

ANTENOR BATISTA, advogado militante, escritor e auditor fiscal da receita federal do Brasil aposentado abtempo@uol.com.br

São Paulo

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