Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

11 Janeiro 2014 | 02h04

Inflação

Apesar de todas as reuniões, promessas e novenas, o governo não conseguiu segurar a inflação abaixo dos 5,8%, como queria, e ela atingiu 5,91%. Alega o governo que a culpa é dos combustíveis, do câmbio, do mercado de trabalho, mas jamais da incompetência de toda a equipe, a começar da presidente. Não é a primeira vez que um governo busca culpados por suas mazelas, mas desta vez podemos dizer sem sombra de dúvida que nunca antes na História deste país tivemos tantos incompetentes reunidos no mesmo governo.

JOÃO MENON

joaomenon42@gmail.com

São Paulo

Temos de acreditar?

A inflação oficial de 2013, divulgada ontem, foi de 5,91%. Temos de acreditar? A real passa dos 20%. Como enganam! Será que o PIB passou dos 2%? Até quando vamos continuar sendo iludidos com "mandracarias" e números manipulados pelos (des)governos do PT? São 11 anos... Até aqui aguentamos. O que será de nós e do País neste último ano do mandato de dona Dilma Rousseff? A inflação divulgada é a comprovação de uma grande e nova mentira em prejuízo do próprio governo, "escolheram" um número muito longe da realidade. Mais um feito mirabolante dos petistas que nós, os "otários" (no entender deles), somos forçados a aceitar e engolir. Estão-nos ludibriando em tudo e parece que nos estamos acostumando. Mas daremos o troco a seus candidatos nas próximas eleições, quando deverão ser julgados pelas atrocidades cometidas nas amplamente noticiadas gestões fraudulentas.

LUIZ DIAS

lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

Fuga de dólares

Das justificativas apresentadas para a saída de US$ 12 bilhões da nossa cambaleante economia em 2013, a mais verdadeira e mais simples, não admitindo omissão, é que isso se deve à falta de confiança na política econômica do governo de dona Dilma.

MARIO COBUCCI JUNIOR

maritocobucci@uol.com.br

São Paulo

Mais Médicos

Desde sua implantação o programa Mais Médicos preencheu apenas 14% das vagas postas à disposição pelo governo federal. Por isso será aberta a quarta etapa de inscrições. Não é surpresa alguma um índice tão baixo de adesão a um programa mal idealizado, mal discutido e mal organizado desde o início, apesar dos alertas e críticas das lideranças médicas, ostensivamente ignoradas pelo governo. O tiro já está saindo pela culatra e não são mais médicos cubanos que resolverão o problema estrutural grave da saúde pública no Brasil.

LUCIANO HARARY, médico

lharary@hotmail.com

São Paulo

Caças suecos

Quando o 36.º for entregue, esses caças certamente já estarão ultrapassados.

ROBERT HALLER

robelisa1@terra.com.br

São Paulo

POVO TENHARIM

Pedágio

Estou reunindo a turma da rua onde moro. Vamo-nos intitular povo de qualquer coisa, fechar a rua e cobrar pedágio de quem quiser passar por lá. À semelhança do povo tenharim, estamos em dificuldades financeiras, principalmente neste começo de ano, pagando as contas das compras de Natal, a quantidade de impostos que os governos nos cobram, a matrícula da garotada no colégio, o material escolar, etc. E eu que pensei que fôssemos um só povo brasileiro... Foi isto que as esquerdas, amparadas nos antropólogos e sociólogos de botequim, conseguiram: dividir a população. Os índios informam que vão reabrir o pedágio. E a Lei Máxima, que determina o direito de ir e vir, quem vai impor? Nossos antepassados, que se orgulharam de nos entregar um País uno, devem estar se revirando no túmulo, prevendo o que possa vir a acontecer.

MARCO ANTONIO ESTEVES BALBI

mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

Onde está a Justiça?

Peraí... Vamos ver se eu entendi direito. Conforme o Estadão de 8/1, "a Força Nacional, a Polícia Rodoviária Federal e a Funai vão tentar demover os índios da cobrança" de pedágio. Eis outra jabuticaba, daquelas que só mesmo no Brasil... A cobrança é ilegal, afronta a Constituição, o STF já se pronunciou a respeito e "vão tentar demover os índios da cobrança"? Que Justiça é essa? E, o que é pior, isso é tratado pela imprensa como se normal fosse. Imaginem se um fazendeiro (um "ruralista", conforme diz essa gente) inventasse de cobrar pedágio na rodovia que atravessa sua fazenda. A polícia estaria lá em questão de horas, talvez de minutos, e o levaria preso!

JACI CORRÊA LEITE

jacileite@uol.com.br

São Paulo

AGRICULTURA

Preservação ambiental

Parabéns ao Estado e ao nobre agrônomo Xico Graziano pela publicação do fantástico artigo Cadastro Ambiental Rural (7/1, A2), que surge como uma luz no fim do túnel, sobre essa polêmica e controversa questão, em que desde longe se digladiam os que bem defendem a vital produção agrícola e os que defendem (bem e mal) a preservação do meio ambiente. Xico Graziano, como profundo conhecedor do assunto, além de divulgar essa importante regulamentação o faz de forma esclarecedora, realista e, como sempre, responsável, mas não ideológica. Gostei de ter lido algo que é extremamente importante não só para os que labutam no agronegócio, mas para toda a população, e marca um ponto para seus idealizadores. Agora é torcer para que o Programa de Regularização Ambiental e Cadastro Ambiental Rural funcionem e acalmem os ecochatos, que muitas vezes se dizem ambientalistas, mas nada produzem senão barulho e confusão, e deixem que quem realmente quer produzir o faça de forma legal e em paz.

FRANCISCO LIRA

frlira@globo.com

São Paulo

Caminho espinhoso

Receio que a alvissareira notícia do Cadastro Ambiental Rural precisará, para realizar-se/efetivar-se, percorrer o extenso e espinhoso caminho do Código Florestal, que levou anos e foi modificado centenas de vezes. O verdadeiro retorno almejado para a legislação aprovada seria, a meu ver, a produção de alimentos pelos homens do campo, que, devidamente orientados, construiriam sua independência partilhando suas colheitas no entorno (logístico) de suas lavouras. A "fiscalização" ficaria por conta das donas de casa na frente das prateleiras do comércio. Tomara que dê certo, fico na torcida.

GUNTER W. POLLACK

gunterwp@uol.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

O ‘RICO’ ESTADO DO MARANHÃO

Ainda estamos nos primeiros dias do ano novo e a frase vencedora de todo o decorrer de 2014 já está com a taça na mão e ninguém tasca. Atentem para essa pérola: "Um problema que piora a segurança é que o Maranhão está mais rico". Primeira mentira: se está mais rico, então já era. Aceitando como premissa o que podemos classificar de "sarneyzada" da governadora Roseana Sarney, então nos Estados Unidos, na Alemanha, no Canadá e em tantos outros dos mais ricos e desenvolvidos do mundo estão assassinando mais de 50 por mês, e, para piorar essa riqueza, ainda usam a decapitação como um sinal de opulência. Não há contraditório, o troféu de melhor frase de 2014, por antecipação e mérito, vai para a governadora do Estado do Maranhão, dona Roseana de que mesmo? Ah, Sarney, esclarecido. Sérgio Porto eternizado pelo personagem Stanislaw Ponte Preta diria que isso não passa de um Febeapá (Festival de Besteira que Assola o País. Dilma lançou o slogan "País rico é país sem pobreza" e Roseana Sarney lança o slogan da Capitania do Maranhão: "Estado rico tem de ser inseguro". Nada mais patético.

 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

 

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DILMA BLINDA SARNEY

Dilma é presidente ou protetora dos Sarney? A sra. Dilma está no poder para presidir e gerir a República brasileira ou para proteger a família Sarney, em razão dos votos do PMDB? Aliás, seria mais adequado retirar os presos de Pedrinhas e lá colocar a família Sarney, comendo marmitex, ao invés de lagosta. A presente situação desse presídio, noticiada nos jornais do mundo inteiro, não é só um absurdo que fazem com a população do Maranhão, transformando-o no Estado mais atrasado do País. É um escárnio que os maranhenses não merecem. Agora, com a cumplicidade, por omissão, da sra. Dilma. À primeira, falta discernimento, o que não é novidade. À famigerada família, deveria ser retirada da vida pública e confinada em Pedrinhas. Quanto à evidente necessidade da intervenção no feudo dos Sarney, com a palavra, o procurador-deral, dr. Janot.

Honyldo Roberto Pereira Pinto honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

 

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MISÉRIA NAS RUAS, CAVIAR NO GOVERNO

Defender um governo (Maranhão) cuja população tem Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) próximo ao de países africanos - que têm área de agricultura insuficiente para sua população -, mas que se propõe a comprar caviar é sem dúvida um ato de irresponsabilidade de toda ordem. Que a sra. Roseana Sarney, governadora do Maranhão, vá não somente para os EUA, mas vá para o inferno, com seu ilustre pai, o senador José Sarney.

 

Edivelton Tadeu Mendes etm_mblm@ig.com.br

São Paulo

 

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MARANHÃO EM CRISE

A solução para o Maranhão é botar a família Sarney e os seus cabeças no camburão. E libertar o Estado brasileiro desta pobre e duradoura dinastia coronelista, que atrasa cruelmente o presente e o futuro da população.

 

Flávio Porto Gomes Camacho fpcamacho@bol.com.br

São Paulo

 

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COLHEITA

Manchetes e notícias recentes de jornais: "Um problema que piora a segurança é que o Maranhão está mais rico"; "A cada hora, dois carros são roubados no Rio"; "Imposto alto faz procura por dólar subir 40%"; "Cesta básica aumentou 16,7% nas capitais, em 2013". "O governo não contabilizou R$ 33,6 bilhões de despesas pagas em 2013, para melhorar o superávit primário, além de não contabilizar várias plataformas que continuam operando no Brasil, dadas como se exportadas fossem". "Inflação fecha 2013 em 5,91%; resultado é maior do que o previsto". Enquanto isso, a presidente vai à TV para dizer que o Brasil está uma maravilha. É a prova definitiva de que o engodo, a farsa, a desfaçatez, a hipocrisia e o ilusionismo são a marca registrada desses governos petistas. Só falta a presidente dizer que "o problema é que o Brasil está mais rico". Não vai dizer isso, pois está morrendo de medo de perder o apoio da "famiglia" Sarney nas próximas eleições. É a outra marca desses governos: o País não importa, o que importa é a próxima eleição, para manter o poder. Reafirma que é um governo sem princípios, só fins. O País está colhendo o que plantou.

Luiz Sérgio Silveira Costa lsergio22@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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ELES INCOMODAM

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), está consolidando a sua candidatura a presidente do Brasil e essa atitude está incomodando o PT. O partido que governa o Brasil acostumou-se a trazer para o seu lado todos aqueles que se venderam ou estavam à venda de 2002 para cá. Como Eduardo Campos resolveu quebrar as algemas, foi chamado de tolo, traidor e oportunista. Pois é, quem não compactua com as pilantragens do governo passa a ser "persona non grata". Prepotentes, arrogantes, traidores e oportunistas são os petistas acostumados a comprar consciências. Não vimos melhoras na condução ética e moral dos nossos políticos, mas já passou da hora de acordar a população que dorme achando que está em berço esplêndido. Se Eduardo Campos e Marina Silva incomodam os petistas, e Joaquim Barbosa?

 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

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OPOSIÇÃO

O texto publicado em 9/1/2014 ("1964 - As ilusões do autoritarismo"), de autoria do senhor José Serra, é um artigo ou uma confissão? Entre tantas falsidades, inverdades, desrespeito a políticos importantes, contradições, omissões e outras enganações, gostaria de destacar a mentira sobre os grupos dos "Onze" de Brizola, que foi atuante, sim, principalmente nos Estados da Guanabara e do Rio de Janeiro. Existem varias publicações a respeito. Curiosamente a mídia esqueceu esse tema. Seria importante lançar nestes tempos de suposta reconstituição histórica, fazer uma análise desses grupos paramilitares de esquerda que atuaram entre 1962 e 1963. O político, que se arvora de adversário dos últimos governos, se esqueceu de mencionar os editoriais do "Estadão" contra a trágica situação econômica e social daqueles tempos e do apoio deste jornal ao movimento cívico militar de 1964. Fica claro, portanto, que os maiorais do PSDB e do PT nunca foram adversários políticos e ideológicos. Continua faltando uma candidatura presidencial de verdadeira oposição.

 

João Alfredo Castelo Branco contracorr@gmail.com

São Paulo

 

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‘1964 - AS ILUSÕES DO AUTORITARISMO’

Discordo de José Serra. Acho, até, que o País pagou barato demais pela lição de que se deve golpear a anarquia em nome da democracia e a revolução de 31 de março de 1964 provou essa tese. Talvez o ex- bi-derrotado pelo PT nas eleições presidenciais de 2002 e 2010, ao se referir ao "golpe de 1.º abril", queira pregar nos leitores do "Estadão" mais uma das suas mentirinhas, iguais àquelas de não abrir mão nem da prefeitura da cidade de São Paulo, nem do governo do Estado de São Paulo, para candidatar-se à Presidência da República.

Sergio s. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

 

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ATAQUE

Falta integridade ao artigo "1964 - As ilusões do Autoritarismo", do sr. José Serra, quando ele ataca Bilac Pinto, Lacerda e a classe média brasileira, minimizando, porém, o alinhamento da esquerda brasileira com ditaduras comunistas. É uma pena que Lacerda não esteja vivo para se defender.

 

Márcio Camargo Ferreira da Silva cfsmarcio@gmail.com

São Paulo

 

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JOSÉ SERRA

É preciso fazer algumas considerações sobre o "cara-pálida socialista comunista" José Serra. Primeiro, que a ilusão do autoritarismo não foi dos "milicos", foi dos estúpidos comunistas que queriam e ainda procuram assumir o poder, a qualquer custo. Estamos quase na circunstância de novamente as Forças Armadas terem de fazer alguma coisa, pois já estamos no fundo do poço de anarquia autoritária, como aconteceu em 64. Aí, quando os "milicos" saíram do poder que assumiram pelo equívoco generalato de confundir disciplina como submissão, o Brasil estava entrando no Primeiro Mundo, que socialistas-coronelistas estão destruindo com a corrupção e a incompetência, originadas nas "burradas dos milicos", como a Petrobrás empresa, a Embrapa evolução agrícola, a infraestrutura em geral, etc., etc. O que os socialistas coronelistas estão fazendo cuja origem não aconteceu na "ditadura militar"? Há alguma usina hidrelétrica parada nos escaninhos da incompetência, cujo plano não foi dos milicos? Os meios de transportes tiveram origem nas burrices socialistas de Jânio ou Jango? Que tal o comunista Serra, que pelo menos não é mais candidato, deixar a mentira socialista e falar um pouco de verdade, se é que conhece algo dela?

 

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

 

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IMPRENSA APARTIDÁRIA

O artigo assinado pelo professor Eugênio Bucci causou-me certa estranheza ("A hora e a vez da imprensa apartidária", 9/1, A2). Em países com vida democrática mais estabilizada, há jornais contra e favor deste ou daquele governo, ou seja, mais alinhada com um ou outro partido político. Como leitora de jornal desde pequena, poucas vezes vi a imprensa tão identificada com um partido político, como se deu com o PT, que dela se utilizou para sustentar todas suas denúncias contra malfeitos, quando ainda era oposição e tinha o monopólio da ética e do bem. Se a imprensa deu cobertura ao mensalão do PT, não se pode negar que foi coisa fácil: nos tempos da CPI, era só noticiar depoimentos e divulgar documentos.Já na fase do julgamento, o STF fez tudo sozinho.Bastava ligar o aparelho televisor. E mais: o mensalão do PT chamou mais a atenção do que o mensalão do PSDB por ser e estar no poder graças ao discurso de mais de 20 anos pela ética na política. A contradição do PT, além da forma descuidada como cometeu crimes, atraiu mais a atenção. Por outro lado, o usuário do mensalão mineiro tucano se deu mal nas eleições em que utilizado o esquema, que não foi visto e usado como instrumento para a perpetuação no poder. Vale dizer: o número e a posição política dos réus são incontrastáveis. Daí o maior interesse.

Ana Lúcia Amaral anamaral@uol.com.br

São Paulo

 

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PARA NÃO FICAR ATRÁS

Família de João Goulart (Jango) manda legistas examinarem ossos de 40 anos atrás para saber se ele foi envenenado. Lula ganhou na "Justiça" uma aposentadoria pelo INSS por ter ficado 30 dias preso na ditadura militar, então quem sabe a família de Jango não consegue uma bela indenização na "Justiça" com a ajuda de Dilma Rousseff, para não ficar atrás?

 

Fernando Castellari castellarinando@yahoo.com.br

São Paulo

 

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ENERGIA NO LIMITE

Presente do PSDB ao País foi a privatização. As concessionárias de energia elétrica das principais cidades estouraram o limite de falta de luz, inclusive em capitais onde ocorrerão jogos pela Copa do Mundo. No Rio de Janeiro, a Light estourou em 70% este limite. O que vai acontecer? Nada. Porque temos um governo frouxo e uma agência que está ao lado das empresas. Agradeço ao PSDB por esta situação. E o candidato a presidente pelo partido, senador Aécio Neves, ainda conclama a população para um encontro com ele para se discutir novos rumos. O.k., candidato. Vamos começar pelas privatizações e pelo fator previdenciário instituído no governo PSDB. Certo?

 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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SOBRECARGA

O termo "sobrecarga" é muito usado na área de energia elétrica e caracteriza um excesso de cargas num dado circuito, provocando o desligamento do mesmo. Uma forma de exemplificá-lo é citar o caso do apagão. Nesse cenário, consumidores residenciais e industriais utilizam eletrodomésticos, iluminação, chuveiros e máquinas de modo simultâneo até que o sistema elétrico não suporta e desliga uma parte ou até todos os consumidores. O mundo jurídico também convive com o referido termo (sobrecarga) e, segundo reportagem exclusiva da CBN, talvez seja esse o motivo para que oito governadores com processo de cassação possam encerrar o mandato sem serem julgados (Tocantins, Rio de Janeiro, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Acre e Roraima). Os casos iniciados no Tribunal Superior Eleitoral ainda tramitam na Corte e estão nos gabinetes dos ministros responsáveis sem data para o início dos julgamentos, e somente um julgamento foi marcado para fevereiro, que é a ação contra o governador do Mato Grosso do Sul, André Puccinelli. No caso do sistema elétrico a sobrecarga é desastrosa e provoca forte reação da sociedade (políticos oportunistas erguem cortinas de fumaça para conquistar votos, explorando o problema de forma demagógica, pois não atacam a causa raiz). No caso do Judiciário, a sobrecarga pode postergar a retirada de políticos corruptos da vida pública, perpetuando, assim, a incompetência, a negligência, a ineficiência, a indignidade e a má gestão na esfera pública.

 

Gabriel Fernandes gabbrieel@uol.com.br

Recife

 

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CONGRESSISTA PRESIDIÁRIO

O deputado petista João Paulo Cunha, por meio de seu advogado, declarou que, como o regime prisional a que estará submetido lhe permite trabalhar fora, não irá renunciar ao seu mandato. Essa declaração permite que entendamos os valores morais do deputado, que lhe permitiram participar do mensalão e que o levaram à condição de criminoso condenado. Para ele, continuar exercendo o mandato de deputado é uma mera conciliação de horários, que o regime semiaberto lhe facilita. Nem de longe passa pela sua cabeça que o povo brasileiro deseja ardentemente que o Congresso seja composto apenas por pessoas éticas, honestas, com ficha limpa, nenhuma qualidade possuída por ele. Mesmo tendo liberdade para comparecer às sessões da Câmara, para não nos constranger perante o resto do mundo como sendo o único país com um congressista presidiário, João Paulo deveria renunciar de imediato ao seu mandato.

 

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

 

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PRISÃO

Pelo visto a liberdade do deputado João Paulo Cunha só vai até onde as férias do ministro Joaquim Barbosa terminam.

 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

 

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PEDRO HENRY

Tal como informou o "Estadão", com clareza e fidelidade, o ex-deputado Pedro Henry é médico e cumprirá sua jornada de trabalho em sua área de conhecimento, para cumprimento da pena a que foi submetido. Tal informe é necessário por uma questão de justiça, dado que uma grande rede de TV informa apenas que o referido ex-deputado ganhará R$ 7.500,00/mês, sem levar em conta sua formação acadêmica, induzindo grande parte do público ao engano, entendendo como sendo um privilegiado, o que não é. Devo informar ainda que não conheço esse referido médico, apenas por jornais e noticiários, e entendo não ser justo levar falsa informação ao público em geral.

 

José Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava

 

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O MENSALÃO PUNIDO

Pelo andar da carruagem, o próximo congresso do Partido dos Trabalhadores deverá ocorrer numa penitenciaria.

 

José Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

 

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VAQUINHA PETISTA

A cúpula atual do PT propõe que seus integrantes façam uma vaquinha para angariar recursos que saldem as multas judiciais dos condenados do partido que protagonizaram a quadrilha do mensalão. Somente a conta do José Genoino, que precisa ser paga num prazo de dez dias, chega aos R$ 468 mil. E se acumularmos as multas a serem pagas por José Dirceu, João Paulo Cunha e Delúbio Soares, o valor correspondente daria para eleger na próxima eleição uns três deputados. E sabe Deus de onde poderão ser sacados todos esses recursos. Na realidade, essa convocação do partido para a tal da vaquinha não é por uma questão humanitária. Longe disso! Mesmo porque, partindo de um pressuposto de que maioria dos integrantes eleitos ou não do PT se beneficiaram de alguma maneira dos milionários desvios de recursos dos contribuintes, é inteligente que de maneira célere se contribua agora, pagando as tais multas, do que ficar refém do tudo o que muito bem sabem os já condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). E que mesmo trancafiados atrás das grades podem muito bem denunciar até o ex-titular do Palácio do Planalto. E por que não?

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.coam

São Carlos

 

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QUEM PARTE E REPARTE

José Genoino, depois que milhões do caixa 2 petista passaram por suas mãos, vem dizer que não tem dinheiro para pagar a multa determinada pela Justiça aos condenados do mensalão. Como dizia meu avô: "Quem parte e reparte e não fica com a melhor parte ou é burro ou não tem arte".

 

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

 

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DESLEIXO ADMINISTRATIVO

Inicia-se o ano novo e somos impactados por notícia indignante. A Prefeitura Municipal de São Paulo, segundo dados levantados, reajusta anualmente os contratos celebrados com empresas de limpeza de ruas e prédios em índices que alcançam o dobro da inflação. Essa anomalia administrativa vem ocorrendo há tempos em gestões anteriores, sem que alguma providência fosse tomada. Está nas mãos do prefeito Fernando Haddad pôr cobro a esse abuso, que causa um prejuízo de R$ 350 milhões anuais aos cofres do município. Aumentar impostos é estratégia fácil para os gestores públicos. Coibir abusos, diminuir despesas e outras iniciativas eficientes para o aprimoramento das gestões são um trabalho árduo, requer muita dedicação e firmeza de propósitos. Não é o que acontece na maioria das vezes na administração pública brasileira.

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

 

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GESTÃO HADDAD

Com o continuo crescimento da frota de carros, o trânsito na cidade de São Paulo está cada vez mais caótico, o que torna inadiável a priorização do transporte coletivo em relação ao particular. O aumento do IPTU deveu-se à obrigatoriedade da aplicação de lei municipal que determinou a revisão da Planta Genérica de Valores (PGV) em 2013. Sem entrar no mérito da atuação do prefeito em relação à mobilidade urbana e aumento de IPTU, é perfeitamente compreensível que, na defesa de seus interesses, usuários de carros particulares e proprietários de imóveis situados em zonas valorizadas tenham se incomodado com o "timing" das ações, mas há de se ressaltar que o propósito é plenamente justo. Mas não é absolutamente aceitável a falta de apoio explícito da população em geral em relação aos desdobramentos da criação da Controladoria-Geral do Município (CGM), que desbaratou quadrilhas instaladas na Prefeitura. É sabido que a gestão Serra/Kassab foi duramente atingida e que a ação respingou em alguns parlamentares da base de apoio do prefeito. Até a cúpula do PT, devido ao apoio do PSD ao governo federal, recomendou moderação ao prefeito que respondeu fortalecendo a controladoria, dando um claro sinal que não transige quando o assunto é moralidade pública. Não é aceitável que Fernando Haddad continue isolado nesta luta, que representa um marco emblemático e auspicioso no combate à corrupção, mal que aflige todos os níveis de governo do nosso país.

Paulo Sergio Fidelis Gomes psf.gomes@ig.com.br

São Paulo

 

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FINANÇAS, SÓ AGORA?

Prefeito Haddad, como desentendida de finanças públicas, mas entendedora de minhas finanças, nunca vou prometer aos que dependem de mim mais do que posso dar. Então, se o sr. tivesse na sua campanha para a prefeitura visto quanto tinha sido o orçamento do seu antecessor no ano de 2012, e planejado sua campanha dentro destes limites não teria sugerido um IPTU exorbitante e descolado da realidade. Da mesma forma, suas promessas de creches na campanha mostraram desconhecer o adensamento de São Paulo, em que terrenos são artigos raríssimos e muito caros. O governo federal de dona Dilma, do seu partido o PT, dá com uma mão - dinheiro - se o sr. der o terreno (contrapartida) para as creches. Na minha tradução, isso é "não" querer dar, pois creches e educação são tão importantes quanto a saúde, ou esta não será prejudicada, pois faz parte da campanha eleitoral deste ano? Outro expediente que deve ser corrigido o quanto antes são as plaquinhas, que ficarão eternamente, avisando que a área pode ser alagada. É assim que entendo como usar as finanças públicas: com planejamentos dentro da realidade!

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

 

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TUDO PELO CIDADÃO

Obrigado, Haddad, por transformar nossa cidade em um lugar onde a lei só vale para quem paga impostos. Na época da Erundina (em seu governo medíocre, onde suas maiores façanhas foram tampar um túnel quase pronto e impedir a demolição de uma casa que nada significava na Paulista - ambos por pirraça e dor de cotovelo), pessoas do país todo vinham em caravanas para povoar nossas ruas, já que sabiam que a política social dela impediria a remoção forçada. Demorou muito para botar em ordem as favelas espalhadas pela cidade, e só aconteceu muitos anos depois, a muito custo. Erundina usava a mesma forma de governar que o Haddad usa hoje, tudo pelo social, nada pelo cidadão pagante de impostos. O sistema de erundinização da cidade está fazendo proliferar favelas em todos os lugares, pois seus fiscais não os levam para os abrigos caso prefiram continuar nas ruas. Se uma cidadão civilizado, um contribuinte, jogar lixo na rua e um fiscal vir isso, pode ter certeza de que será multado (ou pagará propina). Os moradores de rua tudo podem, que se lixem as outras pessoas que passam pelos mesmos locais. Não sou a favor de jogá-las em algum canto para escondê-las, mas elas têm de seguir as leis como todos nós. Se esse é um governo que se diz social, que crie oportunidades e moradias para essas pessoas. Antevejo o mesmo sistema de "cotas legislativas excludentes" usado nos automóveis. Quem tiver uma ximbica velha caindo aos pedaços, não precisará licenciar, fazer inspeção veicular, ou mesmo obedecer às leis, afinal não tem posses para poder pagar multas, coitado. Aliás, quem tem carro pode começar a se preparar para que o trânsito piore radicalmente. Além das faixas de ônibus pintadas em ruas com duas faixas, a ordem da CET é tirar as botoeiras dos semáforos e incluir o sinal verde para o pedestre no ciclo, mesmo em locais onde não há pedestres o dia todo. Aqui na Aclimação os efeitos já são notados nos últimos meses. O semáforo abre para pedestres inexistentes, enquanto o trânsito embola. O estimado prefeito acha que todos largaremos os carros nas garagens para usar nosso sistema de transporte público exemplar. Ô, meu, acorda! As únicas pessoas que dizem preferir transporte público são aquelas que "podem" escolher isso. São aquelas que pegam um ônibus por 15 minutos em horário que não tem tanta gente e bravejam achar uma maravilha para soarem politicamente corretas. Vá perguntar para os passageiros de um ônibus indo para a periferia às 6 da tarde, o que acham de ficar lá dentro e se elas não trocariam seus lugares para ficar em um carro com ar condicionado, mesmo que presos no trânsito. A vontade é querer progredir na vida, almejar ter um meio de transporte próprio - a menos que a cidade consiga oferecer transporte público decente, como fazer 300 estações de metrô em pouco tempo (como Seul na Coréia do Sul - seu metrô tem a mesma idade que o de São Paulo, e tem centenas de estações). Queremos mais obras viárias, mais corredores de ônibus e não faixas pintadas em ruas esburacadas. Precisamos de vias subterrâneas como as feitas em Bruxelas no começo dos anos 90, antes que seja tarde demais. Estão sendo criadas categorias excludentes das leis - se quiser prejudicar alguém e não ser punido, cruze a pé uma avenida movimentada para fazer os carros baterem. Afinal, o que acontece com um pedestre se atravessar fora da faixa, um ciclista andar na contramão ou um carroceiro que riscar seu carro ou lhe machucar na rua? Nada, da mesma forma que acontece com moradores de rua que fazem suas necessidades na porta da sua casa. Para governar uma cidade tem de haver leis e TODOS têm de obedecê-las. Em países civilizados pedestres ganham multas se atravessarem fora das faixas. Pessoas têm de pagar caso sujem as ruas, estando elas de carro ou a pé. Ou seja, para governar tem que ter peito e garra. Tudo pelo social E pelo cidadão.

 

Marcus Coltro

São Paulo

 

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FALÊNCIA

Não quero alarmar, tampouco apresentar pessimismo. Nossa cidade está fatiada. Mesmo assim, as falhas são gritantes. Até mesmo onde o IPTU é mais alto (zona sul/oeste), o descaso da administração pública é bastante visível. Em todos os bairros, existem problemas graves que são ignorados pelos subprefeitos. Aliás, o secretariado do prefeito, assim como o próprio, gosta mesmo é de um microfone e uma câmera em sua frente. Os do Estado não ficam atrás. Tem uns que nem querem mais aparecer (caso do sr. Julio Lopes). Tamanhas são as mazelas dos transportes em nosso Estado. O contingente de pedintes e moradores de rua aumentam de forma assustadora de norte a sul da cidade. Os flanelinhas são tormento para quem tem carro. Os ambulantes pululam em todos os locais. Para que serve a Guarda Municipal e as UOPs? Que falar então da "nova" Cedae? Só o qualificativo nova, pois é a velha e problemática senhora que sempre foi. A população está entregue ao ufanismo da Copa e da Olimpíada. Pobre povo.

 

Sebastião Paschoall s_paschoal@hotmail.com

Rio de Janeiro

 

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DINHEIRO HÁ

A população de São Paulo deve com urgência retirar o prefeito Haddad do cargo, sem demora. Ele não conseguiu quebrar os donos de imóveis, com seu IPTU que seria um assalto, e promete a cada minuto vingança. Ele se esquece de que qualquer um sabe os bilhões que são arrecadados de cada portinha, cada automóvel, cada operação financeira. O próprio IPTU subiu de forma correta, a inflação.

Roberto Moreira da Silva rrobertoms@uol.com.br

São Paulo

 

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IMPROVISAR NÃO

Se o projeto de lei de Haddad que permite a implantação de creches (entre outras instituições) em lugares totalmente inviáveis (ruas sem saída, bairros estritamente residenciais, etc.) for aprovado, começo a enxergar os recordes da CET: São Paulo bate recorde de congestionamento. Com faixas exclusivas para ônibus sem a infraestrutura adequada e desrespeitando a lei de zoneamento, esta que vale para todos, menos para o prefeito, a prefeitura vai mostrando que não está sabendo lidar com as contas públicas. Ao menos está aprendendo que nem todos os improvisos se concluem, como no caso da tentativa de aumento do IPTU, malogrado. Governar, sim. Improvisar, não.

Felipe da Silva Prado felipeprado39@gmail.com

São Paulo

 

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ANO PERDIDO

Haddad, o apadrinhado de Lula e Maluf (o mesmo que disse "se o Pitta não for um ótimo prefeito, nunca mais votem em mim!"), afirmou ter "perdido o ano" por causa da rejeição de sua proposta de reajuste do IPTU por índices escorchantes. Do alto do helicóptero ele se imagina numa cidade limpa, urbanizada, segura, pois não vê a buraqueira nas ruas dos bairros mais nobres da cidade onde mora, não vê as tendas de sem-tetos pipocando por toda a cidade, a condição sub-humana a que os cidadãos são submetidos no transporte público, carros sendo engolidos por causa de serviços públicos mal feitos, ruas esburacadas que são recapeadas com qualidade sofrível para serem recapeadas de novo. Enfim, sr. prefeito afilhado de Lulas e Malufs, nós, os contribuintes, é que perdemos o dinheiro dos impostos municipais (para não falar nos federais que vão para os escandalosos desfalques aos cofres públicos). Em tempo: a enorme cratera na esquina da Rua Dr. Mário Ferraz com a Av. Cidade Jardim, há semanas ameaçando a segurança dos contribuintes, será consertada ou aguardarão que vidas sejam jogadas no ralo com nossos impostos?

 

Paulo Ruas pstreets@terra.com.br

São Paulo

 

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O POSTE ERRADO DE LULA

Tem o ex-presidente Lula razão de se arrepender de ter erguido o poste Fernando Haddad. Ele mesmo confessa o seu fracasso no seu primeiro ano de governo, quando conseguiu que até alas do PT voltassem contra sua impetuosidade no aumento do IPTU paulistano. Foi com muita sede ao pote e morreu afogado. Entretanto, a derrota de Haddad é a vitória da oposição contra o PT, tanto que a presidenta Dilma, agora e depois de muito tempo, volta seus olhares para a classe média, quase destruída nos governos petistas. Agora é casa para seus integrantes. Mas conseguirão pagar as prestações, se estão quase em estado de penúria? A polarização entre pobres e ricos criada pelos governos petistas, na verdade, resultou na quase extinção da classe média, poder moderador indispensável nos regimes democráticos. São retalhos que vão formar a colcha das eleições presidenciais de 2014.

 

José C. de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

 

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POSTES

Complementando o comentário da leitora sra. Célia H. G. Rodrigues (31/12, A3): Lula já mostrou que tem capacidade para plantar postes. A funcionalidade para a população é uma outra questão (quem lembra daquela foto pós-eleição onde quem parecia o chefe era... o chefe?). O surpreendente é que não lhe tenha ocorrido a surpreendente ideia de dar voto aos cachorros: para "eles", não há poste plantado que não tenha pelo menos uma finalidade. E nem precisam de luz (Surreal demais? Ora, não têm acompanhado o noticiário?).

 

José Roberto Jimenez Costa jjimenezxng@gmail.com

São Paulo

 

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CERCO FECHADO

O cerco se fecha. O fácil está se tornando difícil. Não podendo lançar mão em alternativas para engordar os bolsos, a bola da vez agora é o IPTU. Várias cidades estão querendo "cofres" cheios para o próximo ano eleitoral, mas a torneira está fechada, os olhos da população estão arregalados, um desvio aqui e o network da população massacrada funciona de forma magistral, dedurando, publicando nas redes sociais. Agora foi a vez da cidade de Salto, em São Paulo, com aumento de IPTU da ordem de até 2.000%. Em Guarulhos quase chegamos lá, mas a população "engoliu" não sei por que. Acho que chegou a hora de o Ministério Público fazer uma visita a algumas Secretarias da Fazenda dos municípios, só para conferir...

Jatiacy Francisco da Silva jatiacy@estadao.com.br

Guarulhos

 

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IPTU EM SÃO SEBASTIÃO

A prefeitura de São Sebastião aumentou abusivamente o IPTU do município, em alguns casos acima de 600%. Possuo um terreno em Barra do Una, Rua Andradina, 115, com 360 m² de área e uma edícula com dois quartos e banheiro, mais cozinha, 70 m² de construção, pelo qual paguei em 2013 o valor anual de R$ 1.132,80, o que já é alto, pois a rua é sem calçamento, quando chove vira um lamaçal, e o único serviço que a prefeitura fornece é o recolhimento do lixo. Pois bem, este ano (2014) recebi um IPTU de R$ 2.208,84, simplesmente 94.9% de aumento. Pretendo me dirigir à Promotoria Pública de São Sebastião para saber o que é preciso fazer para me defender deste verdadeiro assalto, mais um, dentre tantos, de que somos vítimas neste infeliz país, em todas as áreas, federal, estadual e municipal. Estamos sendo espoliados, e nada temos em troca!

 

Ary de Almeida Coelho aryacoelho@yahoo.com.br

São Paulo

 

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GOVERNO DILMA

Fazendo um apanhado geral das notícias dos últimos dias, constatamos como elas se entrelaçam. A nossa nota de risco corre o risco de ficar abaixo do impressionável para justificar uma reeleição e as idas e vindas da presidenta, com relação à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) - aval para obras na saúde - e recuos ante posições anteriores, tomadas no início de seu governo com relação à "faxina" moral, só justificam o que até a imprensa internacional já afirmou de forma velada: Dilma é imatura, volúvel e, portanto, não é confiável, confirmando o erro de análise de FHC, que disse que quem não tem traquejo para governar é Joaquim Barbosa. No desejo incondicional de se manter no poder, Dilma continua com suas peripécias de "matar a porcada, mas não perder o embalo" (mais ou menos o mesmo que "fazer o diabo"), que é o tratamento costumeiro dispensado ao povo brasileiro, no intuito do poder eterno para os petistas. Como o que é realmente relevante é mantido em segredo por esse governo - como os contratos feitos com Cuba para reconstrução do Porto de Mariel e do contrato eleitoreiro feito por Alexandre Padilha com o programa Mais Médicos, que nada mais são do que o Brasil, com o dinheiro dos contribuintes brasileiros, ocupar a posição de provedor da ditadura castrista, posição antes ocupada pela extinta URSS - apenas supomos os malabarismos contábeis e propagandísticos que a petralhada irá desfilar no seu aumentado horário da campanha eleitoral, que junto às transmissões da Copa, prometem um ano repleto de diversões. Claro, a conta continuará a ser cara!

 

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

 

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‘VERDADES NÃO CONVENCIONAIS’

Excelente a opinião de Paulo Roberto de Almeida expressa em "Verdades não convencionais" (8/1, A2): precisa, oportuna, sensata e atual. Permita-me discordar apenas em serem as verdades NÃO convencionais. Os fatos criticados são do conhecimento da população esclarecida e até mesmo dos beneficiários das anomalias (sindicalistas, advogados de porta de cadeia ou de porta de tribunais trabalhistas, políticos inescrupulosos que se beneficiam das bolsas-qualquer-coisa, demagogos); falta apenas vontade para sanar tais distorções. Afinal, aqueles que poderiam saná-las são justamente aqueles que delas se beneficiam. No entanto, há aspectos não convencionais nas verdades que o sr. Almeida citou: é a coragem e precisão com que as enumerou e o brilhantismo com que justificou sua opinião. Excelente artigo.

 

Cláudio Eustáquio Duarte claudio_duarte@hotmail.com

Belo Horizonte

 

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PLANETA TERRA

Neste ano em que a Terra dá sinais de alerta ao experimentar os extremos de temperatura, com um inverno congelante no Hemisfério Norte de -30ºC e um verão fornalha no sul de 40ºC, o homem precisa se dar conta de que, por ora, este é o único planeta disponível para viver. Se o aquecimento global não for freado a tempo, a vida humana, animal e vegetal estará definitivamente ameaçada e condenada.

 

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

 

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CAMPEONATO BRASILEIRO 2013

Lamentável que o Ministério Público paulista (MP/SP) tenha entrado com uma ação judicial contra o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) por causa do julgamento do caso envolvendo a perda de pontos da Portuguesa de Desportos (Lusa) no Campeonato Brasileiro de 2013. Pelo visto, não há crimes a apurar e denunciar e o MP/SP não tem mais o que fazer. Tantos casos de corrupção, desvio de dinheiro público, licitações fraudadas, superfaturamento de obras públicas, etc. ocorrendo em São Paulo, em total impunidade, e nada é feito. No entanto, para um caso que envolve a Justiça Desportiva, uma esfera meramente administrativa, e não o interesse público e/ou a proteção da sociedade, o MP/SP resolve atuar, como se fosse algo extremamente relevante para a sociedade brasileira. São ações desse tipo que desmoralizam uma instituição e que fazem com que a população não tenha a menor crença nas instituições públicas nem nas autoridades do País.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

 

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UMA CAUSA PORTUGUESA COM CERTEZA

A entrada do MP na questão, de defender a Portuguesa contra a punição imposta pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), poderá criar uma grande rusga entre poderes, o que de certa forma demonstra ausência de cumprimentos das leis e normas criadas por quem de direito, ou seja, a cúpula esportiva. A questão, já exaurida pela imprensa de todo o País, dá mostras de que poderemos ter como resultado uma Nova Copa Havelange, agora Marin, a bem do futebol, ou melhor a todos os cartolas incompetentes de nosso Brasil, que assinam regulamentos e não os leem, ou que se colocam contra na ocasião em que seus clubes não conseguem resultados no campo, sendo uma notória e habitual postura medíocre de interesses próprios e afinidades desleais junto às torcidas, iludindo-as contra os poderes. Se novamente tivermos isso praticado, contemplando a Lusa, o Vasco e, obviamente, mantendo a dupla Fla- Flu, estaremos próximos da falência moral esportiva, no ano das Copas das Copas, e aí o sr. Blatter irá se pronunciar novamente a respeito da nossa organização. Que bom!

 

José Dominece domi51@terra.com.br

São Paulo

 

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