Fórum dos Leitores

ROLEZINHOS

O Estado de S.Paulo

17 Janeiro 2014 | 02h06

Copa do Mundo

Os shopping centers do País estão-se preparando para enfrentar uma onda de rolezinhos, encontros de jovens nos centros comerciais marcados por meio das redes sociais. A possível multiplicação dos encontros, que podem assumir caráter de protesto, também preocupa a presidente Dilma Rousseff. Na quarta-feira Dilma surpreendeu sua equipe ao convocar uma reunião para tratar do assunto. Se essa onda pegar e for até o início da Copa do Mundo, muito turista esperto vai cancelar a viagem. Afinal de contas, turista e shoppings têm tudo a ver.

ANTONIO JOSÉ GOMES MARQUES

a.jose@uol.com.br

São Paulo

Conformando-se

Gilberto Carvalho diz que conservadores têm de se conformar com os rolezinhos. Acontece que shopping é propriedade privada. Público é o Palácio do Planalto, que pertence ao povo. Quando os rolezinhos chegarem lá, quero ver ele se conformar...

GILBERTO DIB

gilberto@dib.com.br

São Paulo

Problema privado?

Rolezinho em shoppings de São Paulo não é questão privada, como estão classificando certas autoridades. Foi assim que fizeram em relação à segurança no estádio de Joinville (SC), o que resultou numa briga bárbara e incontrolável entre torcidas do Atlético e do Vasco. Proteger multidões não é problema privado, exige uma massa de seguranças e meios que só a Polícia Militar pode oferecer. Se isso tem um custo financeiro, que seja cobrado dos promotores do evento.

ROBERTO VIANA SANTOS

rovisa681@gmail.com

Salvador

Jovens esquecidos

Estudei em alguns bons colégios - e outros -, que por bondade me matricularam. Passei férias na praia e no campo. Fui sócio de clubes paulistanos e de um interiorano. Eu e alguns amigos, na fase pré e de adolescência, marcávamos encontros num determinado shopping paulistano, cujo propósito, além de paquerar, era tentar entrar de costas na saída do cinema, para, então, despertar os olhos atentos dos seguranças e provocar correrias. Os rolezinhos, encontros de jovens da periferia nos shoppings, apenas tomaram corpo em vista do número de adeptos, sem opções de lazer, esquecidos pelos governantes e por uma sociedade consumista que prega o uso de "rolex" como identificação de bom caráter ou de sucesso pessoal, o que, sem preconceito, influenciou o funk ostentação. Ora, aonde mais poderiam ir os jovens, que querem adquirir produtos de marca - ter direitos iguais -, poder ter lazer e estar em local seguro?

RODRIGO ABREU SODRÉ GOUVEIA

rsampaiogouveia@hotmail.com

São Paulo

Estímulo ao consumo e lazer

O mundo das celebridades chegou às redes sociais. Esse fenômeno atrai fãs para encontros em lugares como shoppings. Vestir os mesmos tipos de roupa cria identificação com o grupo. Tudo isso é reflexo tanto da expansão da internet como do estímulo ao consumo pelo governo federal na última década. Ser conhecido e famoso torna-se objetivo de curto prazo. Nada indica preocupação de longo prazo com lazer, cultura, educação e mobilidade urbana para as grandes cidades, que agora sofrem com os rolezinhos.

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

Variada social

Esse pessoal dos rolezinhos nos shoppings poderia muito bem dar uma variada e dar um rolê nos hospitais de câncer da cidade, principalmente nas alas das crianças, e oferecer algum tipo de ajuda. Doar sangue. Poderia também dar um rolezinho em praças e vias públicas que possam estar precisando de limpeza, ou encontrar algum morador de rua necessitando de ajuda, ou auxiliar vítimas de enchentes. Poderia ainda dar um rolezinho em bibliotecas, arrumar livros ou, de repente, até ler algum. Poderia criar uma horta comunitária. Enfim, poderia dar uns rolezinhos com fins sociais ou algo mais útil para a nossa sociedade.

ARCANGELO SFORCIN FILHO

arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

Rolezão

Para algumas pessoas, esses rolezinhos não passam da ação de um bando de marginais e desocupados e a polícia deve ficar atenta; para outros, é um movimento legítimo de jovens da periferia que querem consumir, ou seja, um movimento de inclusão social, etc. Conforme especialistas em comportamento social, esse movimento é mais complexo do que parece, pois o jovem sozinho tem sua posição e opinião, porém, quando em grupo, acaba tendo um comportamento emergente e sai do controle, com depredação, violência, correria, e por aí vai. Como no próximo fim de semana estão sendo programadas manifestações em várias cidades do País, quem garante que os black blocs não vão pegar carona nos rolezinhos e transformar tudo num "rolezão"?

EDGARD GOBBI

edgardgobbi@gmail.com

Campinas

GESTÃO HADDAD

Cracolândia

Esta semana iniciou-se mais uma ação na cracolândia: retirada de dependentes das ruas e oferta de hospedagem e trabalho. Como moradora da região, gostaria de informar que esta nova ação, assim como as anteriores, provocou novamente a dispersão dos usuários pela área - eles têm até entrado no Terminal de Ônibus Princesa Isabel para coagir as pessoas a dar-lhes dinheiro. Há também relatos de assaltos a moradores e trabalhadores do bairro. Manifesto minha indignação com a crescente degradação do bairro de Campos Elíseos. Certamente algo deve ser feito para a reinserção dessas pessoas na sociedade e não me cabe julgar a validade ou não dessas ações. Apenas considero que nunca são observadas as consequências de forma mais ampla, pois as pessoas que circulam na região sempre são prejudicadas de alguma forma. Finalizo questionando: onde está a tal "revitalização do centro"?

PRISCILA NARDI MOREIRA

prinardimoreira@gmail.com

São Paulo

Bolsa crack

Quando entrou no governo federal, o PT não tinha um projeto para o Brasil, considerando todas as circunstâncias econômicas e estruturais. O que tinha eram apenas algumas ideias que, de tão pobres, foram um fiasco. Enfim, o partido acabou salvo ao se apropriar das ideias de dona Ruth Cardoso, que haviam sido repudiadas pelo próprio PT. Depois o "partido dos pobres" - pobres de ideias - só enrolou o povo com todo tipo de bolsas, como se dinheiro caísse do céu por obra divina. É o caso dessa bolsa crack do prefeito perdidão.

NELSON PEREIRA BIZERRA

nepebizerra@hotmail.com

São Paulo

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AEROPORTOS REGIONAIS

O governo de São Paulo foi surpreendido com a notícia da revogação, pelo governo federal, de uma portaria da Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República que permitiria São Paulo fazer a concessão de cinco aeroportos estaduais por 30 anos. São eles: Jundiaí, Itanhaém, Amarais, em Campinas, Bragança Paulista e Ubatuba. Certamente, a proibição foi feita para impedir que São Paulo privatize aeroportos, já que o desejo da presidente Dilma Rousseff é manter aeroportos estatizados. Outro motivo é que certamente os aeroportos melhorariam bastante e Geraldo Alckmin ganharia os louros de propiciar melhorias na economia daquelas regiões. Isso não seria conveniente para a imagem da presidente Dilma, que havia prometido construir 800 aeroportos em cidades menores, reduzindo esse número para 270 e, então, até 31 de dezembro de 2013, nenhum aeroporto havia sido iniciado. São Paulo poderia saltar na frente, porque não necessita de recursos da União. Decisão política da presidente Dilma, que prejudica São Paulo para beneficiar sua campanha e a do PT em São Paulo. Ela faz qualquer coisa pela política, inclusive prejudicar um Estado.

Fabio Figueiredo

fafig3@terra.com.br

São Paulo

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UMA BOA EXPLICAÇÃO

Seria aconselhável que o ministro da Secretaria de Aviação Civil, sr. Moreira Franco, uma das mais enigmáticas figuras da política brasileira, autêntico representante da cultura do fisiologismo de interesses, venha a público e esclareça, em termos simples e diretos, o significado real da estranha reviravolta verificada no episódio das concessões à iniciativa privada, coordenadas pelo Estado de São Paulo, anteriormente autorizadas pela Secretaria, de cinco aeroportos regionais. Declarar que se tratou de erro administrativo e exonerar o funcionário que presumivelmente o levou a assinar sem saber o que estava decretando é muito pouco. A sociedade merece e aguarda uma explicação mais plausível e convincente.

Paulo Roberto Gotaç

prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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RETALIAÇÃO

Foi difícil ver na TV o ministro Moreira Franco, do governo do PT, tentando explicar o inexplicável, gaguejando de maneira incoerente, sobre a cassação das licenças (já concedidas) de concessão de cinco aeroportos do Estado de São Paulo. Falou muito, enrolou e não convenceu. Ficou clara a retaliação pelo governo do PT ao PSDB. Aceitar tal vilania. Qual o seu papel? Garoto de recado? Francamente, a imagem do sr. Moreira ficou bastante machucada.

Ulysses Fernandes Nunes Jr

Ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

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VERGONHA

Cheguei à conclusão de que os incompetentes ficaram com vergonha de ver que o governo de São Paulo iria fazer algo melhor em termos de concessão (privatização). Então, antes tarde do que nunca: suspenda-se a autorização. Só rindo mesmo.

José Roberto Palma

palmapai@ig.com.br

São Paulo

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‘TRÊS ERROS COM UMA CAJADADA’

Os erros e manipulações tarifárias se repetem continuamente no setor elétrico, conforme destaca o editorial "Três erros com uma cajadada" (16/1, A3), porque o seu órgão regulador se submete aos interesses políticos do governo. Sem independência de gestão, não se pode esperar profissionalismo e competência de uma agência reguladora sem as credenciais de representar o Estado. É um problema estrutural antigo, que só se tem agravado nos últimos tempos pelo uso desenfreado que é feito da máquina pública pelo PT e seus aliados.

Nilson Otávio de Oliveira

noo@uol.com.br

São Paulo

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DILMA GUIADA

A coluna "Direto da Fonte" do "Estadão" de ontem noticiou que Lula deu a maior bronca na presidente Dilma num dos últimos encontros que teve com ela, em 2013. Na ocasião, Lula disse em alto e bom som, aos berros: "Tem de descer do pedestal, descer do palanque, tocar nas mãos do povo, pegar aquele bebê remelento no colo. Você está muito pompom". Nenhuma novidade, a criatura aceitou o cargo sabendo que seria guiada por seu criador e que durante seu mandato teria de pedir a bênção ao grande ilusionista. Com relação aos conselhos dados à presidente, nenhum espanto, essa é a linguagem característica do populista, arrogante e prepotente. Com uma mão Lula afaga e com a outra bate, só o povão não vê. Brasil, um país de tolos!

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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CACIQUE LULA

Peemedebistas recorrem a Lula para melhorar relação com Dilma Rousseff. Os coronéis do "pudê" recorrem ao cacique do "pudê". Esta é a cara do Brasil da Constituição de 1988: a sociedade espúria entre comunistas e coronelistas loteando o País.

Ariovaldo Batista

arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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REFORMA OU CRIAÇÃO DE MINISTÉRIOS?

Para garantir sua reeleição, Dilma vai fazer uma reforma ministerial. Quantos ministérios serão criados, para atender aos desejos de todos os partidos aliados e garantir o máximo de tempo na TV? Espero que ela não cutuque o gigante, pois ele pode acordar novamente.

Maria Carmen Del Bel Tunes

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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LEILÃO MINISTERIAL

Dilma inicia seu leilão de Ministérios, quem lhe der mais tempo de TV leva de porteira fechada. Pouco importa se o candidato é o não apto ao cargo, o que interessa é fazer "o diabo" para permanecer no poder. Pobre do país que cai na mão de irresponsáveis que pouco ou nada se incomodam com o bem comum e com o dinheiro pago pelos cidadãos.

Leila E. Leitão

São Paulo

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CRISE SOBRE CRISE

O ano da Copa que seria a coroação da gestão megalomaníaca petista começa com crise sobre crise. E, pior, a cada pronunciamento de um dos ministros do governo as coisas ficam ainda piores, porque se evidenciam mais e mais as incompetências, a falta de noção do que está ocorrendo na realidade e a presunção com que se arremetem por cima da cabeça dos mortais. Nem o mais humilde ignorante consegue crer nas absurdas manifestações que cada dia mais se tornam distantes da vontade e das necessidades da sociedade brasileira. Conclui-se que a derrocada petista caminha célere para sumir do mapa nas próximas eleições, isso se não "fizer o diabo", tanto que acabe terminando em impeachment, ao invés de pizza. De invasão de terras a "rolezinhos" e arrastões, tudo abraçado ao fracasso econômico e à explosão da inflação. O nome disso é "mudança já!".

Ronaldo Parisi

rparisi@uol.com.br

São Paulo

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ELEIÇÃO 2014

A eleição de 2014 não vai decidir apenas se a presidente será reeleita. A questão fundamental a ser debatida é se ela consegue fazer reforma política e melhorar a infraestrutura do País ou se a reeleição do vice-presidente da República (PMDB), do presidente da Câmara dos Deputados (PMDB) e do presidente do Senado (PMDB) impedirá as reformas do País por mais quatro anos. O PMDB se prepara para manter o controle do Congresso Nacional: os presidentes da Câmara e do Senado, na segunda sessão legislativa (2013/2014) da atual legislatura (2011/2014), podem ser eleitos para a primeira sessão legislativa (2015/2016) da próxima legislatura (2015/2018), mesmo não havendo reeleição, pois trata-se de outra legislatura.

Luiz Roberto da Costa Jr.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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O APARTHEID DO PT

Segundo a ministra da Igualdade Racial, Luiza Bairros (PT), os "roleizinhos" nos shoppings são "pacíficos" e a "presença de negros incomoda a elite brasileira". Pelo visto, a ministra não tem o que fazer, envolvendo-se de forma demagógica e provocativa em problema de segurança pública, a favor de vândalos utilizados como vítimas de suposto apartheid, para justificar a existência de seu inútil Ministério.

Mario Cobucci Junior

maritocobucci@uol.com.br

São Paulo

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BESTEIRA

Tem pessoas que perdem a oportunidade de ficar caladas e acabam dizendo besteiras do quilate do que disse a ministra Luiza Bairros (PT): "A reação contra os ‘rolezinhos’ é coisa de brancos". A que ponto chega o preconceito da ministra! Ela devia estar olhando para o umbigo quando disse tamanha asneira. A reação nada mais é do que a defesa de um cidadão, proprietário de um estabelecimento, pelo qual paga fortuna pela manutenção, exigindo um mínimo de cidadania. Por que a ministra não convida os participantes do "inocente rolezinho" a fazer isso na sua casa? Parece que Luiza está na contramão da cidadania.

João Menon

joaomenon42@gmail.com

São Paulo

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RACISMO

Uma senhora de nome Luiza Barrios (parece ser ministra) deu uma infeliz declaração na questão do "rolezinho" afirmando que a contrariedade a essa nova modalidade de bagunça é coisa de "gente branca". Essa senhora pode, sim, ser chamada de "racista radical" e deveria ser presa, pois racismo é crime. Que coisa mais obtusa o comportamento dessa senhora, que parece adormecida nos conceitos do passado.

Ademar Monteiro de Moraes

ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

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‘ROLÊ’ NO SHOPPING

Volto a insistir no tema: onde estão os pais desses bobocas que inventaram essa palhaçada que, em determinadas circunstâncias, pode virar um tumulto e, consequentemente, uma tragédia anunciada?

Godofredo Soares

caetano.godofredo@terra.com.br

São Paulo

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IDEOLOGIA

O shopping center é investimento privado para receber e atrair pessoas que desejam ofertas de produtos e serviços para consumir com conforto, segurança e limpeza. Fora disso, nada interessa para uma iniciativa privada que gera recursos para os vermelhos roubarem, gastarem mal e enganar ao povo. Os vermelhos estão tentando levar o povo para a miséria e a escravidão total, como são todos os países com esta ideologia de inúteis.

Nelson Pereira Bizerra

nepebizerra@hotmail.com

São Paulo

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‘DURA LEX SED LEX’

O que significa exatamente dar um "rolezinho"? Seria um grupo de jovens que se dirigem a um shopping para passear ordeiramente, divertirem-se como qualquer grupo de amigos gosta de fazer? Ou haverá algo mais nisso, como alguma intenção duvidosa? Seja uma ou outra resposta, ninguém deve se preocupar, já que temos leis, pois não? Basta aplicá-las se algo sair dos limites que esta determina. Simples assim. Por que tanta celeuma? Para ser mais explícita: se eu for ao shopping e cometer algum ato impróprio ou de transgressão à ordem, serei detida, não serei? Ora, a lei não é igual para todos? "Dura lex sed lex." Está na Constituição brasileira, artigo V: "Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no país, a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade".

Eliana França Leme

efleme@terra.com.br

São Paulo

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DEMAGOGIA DA PIOR ESPÉCIE

O termo correto para o "rolezinho" é arruaça, que, segundo o dicionário "Aurelio", trata-se de um motim de rua. Motim por sua vez nada mais é do que uma sublevação popular geralmente espontânea e violenta, revolta, tumulto, barulho, desordem. Se o comportamento do frequentador de shopping for adequado e compatível, o que acontece na grande maioria dos shoppings do Brasil quando não se tem o tal "rolezinho" (arruaça), o que a caríssima ministra da Igualdade Racial disse é típico de pessoa sem argumento para discutir o assunto, e me ofende frontalmente, cria distensão social. Por acaso ela já visitou as praças de alimentação dos shoppings do Brasil aos domingos? Onde existe repressão ao acesso a esses centros comerciais? O jovem tem de se adequar às regras sociais, como qualquer cidadão comum, onde houver desordem tem de haver a força policial garantindo a segurança. Vivemos ou não num Estado de Direito? Demagogia da pior espécie.

Manoel Braga

manoelbraga@mecpar.com

Matão

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‘ROLEZINHOS’

Acho que são mais um componente do circo dos horrores em que está se transformando o Brasil. Acho que é uma manifestação gerada no contexto de faltas: falta de pai e mãe que estabeleçam limites e valores aos filhos. Falta de família, que está numa desestruturação crescente. O convívio familiar é o ambiente onde se aprende que para tudo há limites. Falta de conceitos simples de convívio. Aprendemos no berço que o direito de um indivíduo termina onde começa o direito do(s) outro(s). Na urbe deve existir o respeito aos espaços de convivência. Na missa não devemos falar ao celular; no cinema, em voz alta; e nos espaços coletivos devemos andar sem esbarrar nas outras pessoas. Mas no Brasil se banalizou tudo em nome da valorização do nada. Tudo isso é teoria e desçamos à prática. Vocês já viram um "rolezinho"? Eu já vi um. É assustador. Imagine você distraidamente vendo uma vitrine e é envolvido por um turbilhão. Imagine que esteja acompanhando sua avó de 85 anos. Imagine que esteja empurrando um carrinho com um bebe ou cadeirante, imagine explicar o "rolezinho"a um turista que está num shopping na hora do almoço ou jantar. Ouvi nas televisões gente falando sobre o direito de fazer "rolezinhos". Uma ministra disse ontem que ser contra o "rolezinho" é uma manifestação de brancos contra negros. Acho realmente que o Brasil está bêbado, sem saber como conviver em sociedade.

José Rosa

jjrosa1945@yahoo.com.br

São Paulo

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SEM OPÇÕES?

Os "rolezinhos" combinados pela internet são uma forma de mostrar que a "periferia existe" e é marginalizada? Nunca foi proibida a entrada de jovens da periferia em centros de compras, muito menos em museus, cinemas, eventos culturais no Memorial da América Latina e em toda a cidade. Mas os locais vivem às moscas, falar em cultura é falar em disciplina, ordem, atenção. Os "rolezinhos" servem apenas para apavorar a população, mostrar que a juventude da periferia existe, mas mostrando o lado errado, o mesmo centro de compras que é invadido, aterrorizado, é frequentado pelos mesmos jovens em dias normais, quando eles são "jovens normais", e não um bando comandado por uma liderança que só visa ao confronto. Está em marcha um movimento para marginalizar a Polícia Militar. Em todas as manifestações as atenções e as câmeras estão focadas na atitude da PM. Os vândalos organizados justamente para causar a reação da PM são tratados como vítimas. É a revolução bolivariana sendo aos poucos implantada. Ou se quebra o ovo agora, ou nasce a serpente - se não for tarde demais.

Luiz Ress Erdei

gzero@zipmail.com.br

Osasco

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FAVELA AO LADO DO HOSPITAL

"Barracos são erguidos ao lado de hospital" (16/1, A15). Bem organizado, agora o prefeito Fernando Haddad esconde a sua Guarda Municipal e pede para a Polícia Militar fazer a reintegração de posse. Em ano de eleições, quem se queima?

Roberto Castiglioni

rocastiglioni@hotmail.com

Santo André

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PODE ISSO?

A família de José Genoino criou um site com o objetivo de arrecadar dinheiro para pagar a multa estipulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Até aí, nada contra, mas o site também serve para achincalhar a mais alta instituição de Justiça do nosso país. No texto está escrito com todas as letras que o Supremo Tribunal Federal condenou o mensaleiro Genoino sem provas e acusa o tribunal de ter-se dobrado a um linchamento midiático. Até quando vamos continuar ouvindo esse bando de petistas fanáticos seguindo a cartilha de Lênin e Marx quanto à destruição da nossa sociedade, da nossa família e das nossas instituições com o intuito de implantar o falido regime cubano em nosso país? Os petistas que se acham injustiçados devem lembrar sempre que, dos 11 ministros do Supremo, que condenaram o senhor Genoino sem provas e que se dobraram às pressões da mídia, 8, ou seja, mais que 70% do Supremo, foram indicados por Lula, o maior beneficiário do esquema do mensalão e que até hoje continua livre, leve e solto falando suas bobagens por aí.

Victor Germano Pereira

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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SÓ PODE SER DEBOCHE

Gente, Miruna, filha do deputado José Genoino, PT e amigos botaram para funcionar uma campanha com o objetivo de angariar fundos para pagar os R$ 667,5 mil que seu pai foi condenado a pagar pelo STF por formação de quadrilha e corrupção ativa. As informações que aparecem nos jornais e na internet confirmam a grande aceitação da ideia de Miruna e seus amigos. Parece que o dinheiro está entrando a rodo. A família de Genoino não vai mais precisar vender a casa e ainda vai abocanhar uns bons trocados para passar o resto da vida na tranquilidade. Ajudem-me, não estou conseguindo encontrar um tratamento adequado para aqueles que sentiram Genoino matando cachorro a grito e estão doando. Deputado da base dos governos Lula e Dilma sem dinheiro? Isso só pode ser deboche. Acorda, Brasil!

Leônidas Marques

leo_vr@terra.com.br

Volta Redonda (RJ)

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‘VAQUINHA’ PARA GENOINO

Qual a quantia com que Lula e Lulinha vão contribuir para pagar a multa de Genoino? Afinal, eles são mi (ou) bilionários.

Luiz Carlos Dea

lufuya@gmail.com

Curitiba

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A CASA DE GENOINO

Imóvel de 450 m2 e aluguel de R$ 4 mil ("Genoino aluga casa para cumprir prisão domiciliar", 16/1, A6). Será que a "vaquinha na internet" ainda continuará a arrecadar dinheiro para pagar a luxúria, digo multa, do sr. José Genoino? Se ele fosse um pouco mais humilde e agradecido pelo que já arrecadou dos incautos cumpanheiros do PT, teria vergonha de pagar um aluguel nesse valor, se deveria estar pagando sua pena em prisão fechada, de preferência em Pedrinhas, no Maranhão. Mas, como sempre tem a turminha que ajuda em tudo e é com isso que eles contam, portanto a farra continua. E isso é só o começo. Por falar em ajuda, cadê o Lula, que só aparece quando as coisas vão de vento em popa, se é que há vento?

Orélio Andreazzi

orelio@andreazzi.com.br

Suzano

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VIDA BOA

Com o valor do aluguel nas alturas, presumo que a maioria dos brasileiros sonha com a prisão domiciliar que fora imposta a José Genoino...

Virgílio Melhado Passoni

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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EMPREENDEDORISMO

Só aqui um réu aluga casa onde vai "cumprir pena". A isso se chama "empreendedorismo genoino".

A.Fernandes

standyball@hotmail.com

São Paulo

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GENOINO ALUGA CASA

Se não tem dinheiro para pagar o que deve, quem vai pagar o aluguel?

Robert Haller

robelisa1@terra.com.br

São Paulo

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VIDA MODESTA

Desculpem, mas dizer que alguém que recebe cerca de R$ 20 mil mensais, tem dois filhos que trabalham e dizer que vive uma vida modesta, sem posse nenhuma, além de uma casa, tem algo de estranho. Ou está guardando a grana e a turma do PT, pagando sua multa, ou está vivendo muito bem, comendo do bom e do melhor. Se ganhasse salário mínimo, aí, sim, poderia dizer que estava vivendo na miséria.

Luiz Roberto Savoldelli

savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo

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VALEU A PENA

Se todos os que estão presos - processados e condenados - pudessem usar dos mesmos recursos que os mensaleiros estão ou irão utilizar para serem reduzidas suas penas (recursos financeiros; pressões políticas; quebra-galhos jurídicos e outros), talvez não fossem necessários tantos presídios. Especialmente quando é possível encontrar quem ofereça empregos, bem remunerados; moradias alugadas próprias para justificar o regime semiaberto; redução de dias se fizer leituras de livros; e doações em dinheiro para pagar suas multas (neste caso o Imposto de Renda cobrará o valor devido?). No fim, os "cumpanheiros" irão reconhecer que ser "das elite" valeu a pena.

Alberto Caruso

albertocaruso@uol.com.br

São Paulo

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TAXA DE JUROS

A taxa básica de juros, Selic, nestes últimos meses sem a interferência do governo e com o Banco Central (BC) finalmente seguindo as regras de mercado, acaba de ser elevada para 10,50% ao ano neste mês de janeiro. Uma das mais altas do mundo! Essa é mais uma lição vexatória para a administração Dilma, que, mesmo sendo formada em Economia, desprezou os fundamentos básicos de como funciona o mercado. E, utilizando-se dos bancos públicos, como o Banco do Brasil e a Caixa, pressionou ou chantageou o setor financeiro privado também a baixar os juros, e o Banco Central a taxa Selic, de 12,5%, em agosto de 2011, para 7,25%, em outubro de 2012. Essa forçada de barra amadora e jamais vista sobre este setor vital que financia o desenvolvimento de uma Nação gerou, entre outras equivocadas ações desta gestão petista, muita desconfiança nos investidores, e o resultado está aí, cravado nos seguidos PIBs pífios. O humilhante é que a presidente Dilma achou que resolveria o problema de nossa economia da mesma forma que uma pessoa obesa e muito preguiçosa tenta emagrecer num spa (onde pouco se come). E depois dessa perfeita ilusão (já passei por isso), vai recuperar tudo e um pouco mais bem rápido, mais rápido do que se imagina, voltando a um peso acima do anterior. É o que está próximo de acontecer também com a nossa hoje onerosa Selic, que dos ilusórios 7,25% já está em 10,5%. E até o final de 2014, só Deus para profetizar em que patamar estará.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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$ELIC

Se liga, ministro: não dá para "acalmar os nervosinhos" com a Selic subindo a 10,5%! Até quando?! Até onde?!

J. S. Decol

decoljs@globo.com

São Paulo

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ECONOMIA E DISCURSO

As recentes críticas às políticas econômicas do governo federal e ao maquiado discurso do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que no final de 2013 afirmou com "cara de tranquilidade" que o Brasil cumpriu a meta fiscal de 2013, de fato, servem para ilustrar atualmente a verdadeira falta de credibilidade do Executivo perante as pessoas bem informadas, conforme nos mostrou o editorial "O BC e a crise de confiança" ("Estadão", 14/1, A3). Primeiro, assistimos ao raivoso discurso da presidente Dilma Rousseff, que no ano passado denunciou uma possível "guerra psicológica" de alguns setores da sociedade contra o seu governo. No afã de tentar justificar o injustificável, a presidente, entretanto, não foi capaz de esclarecer alguns de seus erros na condução política e econômica do País, que teve como resultados: o lento andamento do setor nos últimos três anos, o atual risco de inflação nos ameaçando, somados às elevadas taxas de juros e ao receio de novos investimentos por parte de grandes empresários em setores como o de infraestrutura portuária, que agoniza com pífios US$ 15,5 milhões em investimentos. Num segundo momento, surgiu o discurso do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que tentou maquiar dados da economia ao falar do resultado fiscal de 2013, isto é, um superávit primário de R$ 75 bilhões, obviamente inflado pelo ministro - já que a rigor o governo atingiu R$ 40 bilhões, pois nos R$ 75 bilhões anunciados encontram-se receitas extraordinárias usadas para compor a meta fiscal, no valor de R$ 15 bilhões resultantes do leilão do Campo de Libra e R$ 20 bilhões referentes ao Refis. Mas para não perder o embalo discursivo da "maquiagem" e de outros truques argumentativos empregados pelo governo, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, também a exemplo de Dilma e Mantega, tentou justificar o injustificável, com argumentos tão pífios quanto os dados econômicos do País. E muito longe de fazer a inflação convergir para a meta oficial, com taxa de juros bem menor, e conter a disparada do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), Tombini se resumiu absurdamente em dizer que "a inflação se posicionou dentro do intervalo de tolerância fixado para o ano". Claro que nada do que ele disse explicou o fato de o governo federal e o Comitê de Política Monetária (Copom) terem sido derrotados pela inflação de 5,91% em 2013. Sem falar do fraco desempenho do País em relação ao seu PIB, se comparado com o de alguns países emergentes, e até vizinhos como o Chile, e do crescente déficit da indústria batendo recorde histórico na balança comercial brasileira e atingindo a marca dos US$ 105 bilhões no vermelho. Nesse cenário, o que se evidencia é o real estado da economia brasileira, que, além de maquiada e em crise de credibilidade, há tempos "saiu dos trilhos", bem como destacou recentemente o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), que também fez duras críticas à atuação do Poder Executivo por não promover as reformas estruturais necessárias para o País se desenvolver. Diante disso, não apenas o senador Dias como também a população brasileira bem informada sabem muito bem que para o País crescer são precisos menos pompa nos discursos e mais medidas concretas, eficientes e transparentes por parte de nossas autoridades políticas.

Emanuel Angelo Nascimento

emanuellangelo@yahoo.com.br

São Paulo

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DA CEF À ELETROBRÁS

Eu nem sei para que serve a Eletrobrás. Alguém sabe? Deixa para lá e vamos ao que interessa: A Caixa Econômica Federal (CEF) vai emprestar R$ 2,6 bilhões à Eletrobrás, para que faça o pagamento de R$ 2 bilhões ao fundo setorial Reserva Global de Reversão (RGR). Ou seja, apropriou-se de uma grana preta de outrem. Com delicadeza é apropriação indébita e, no popular, é meter a mão na grana dos outros. Caramba, e eu nem sei da utilidade de um monstro deste porte.

Sérgio Barbosa

sergiobarbosa@megasinal.com.br

Batatais

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BANCO DO VATICANO

O papa Francisco acaba de afastar da cúpula do Banco do Vaticano quatro dos cincos cardeais que comandavam o banco, dentre eles o arcebispo de São Paulo, dom Odilo Scherer. Assim agindo, o sumo pontífice está cumprindo um dos preceitos da maior oração que Jesus nos deixou: o Pai Nosso. Entre os mandamentos desta oração está "não nos deixei cair em tentação, mas livrai-nos do mal". Infelizmente, o Banco do Vaticano, na administração dos cardeais demitidos, fez com que estes, tomados por incontida ambição, possam ter caído na mencionada tentação maléfica. O "venha a nós o vosso reino" da oração é o reino do céu, e não o do Banco do Vaticano.

Antonio Brandileone

abrandileone@uol.com.br

Assis

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A FÉ E OS DESVIOS

Em um momento, dom Odilo Scherer era um dos fortes candidatos à sucessão de Bento XVI e, agora, parece estar envolvido com os desvios financeiros do Banco do Vaticano ("Internacional", 16/1). Se o papa Francisco quer impor alguma moralidade em sua igreja, terá um longo caminho a percorrer, passando também pelas denúncias de pedofilia praticada por padres e pelo anacronismo de ritos e pensamentos religiosos, ainda mais que a fé é alimentada pela ignorância.

Adilson Roberto Gonçalves

prodomoarg@gmail.com

Lorena

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MUDANÇA DE RUMO

Quando até o papa Francisco intervém no Banco do Vaticano, tentando sanear a gestão financeira da Igreja, é prova de que o setor bancário em todo o planeta exige mudança nos rumos em sua gestão. Tal postura se deve à democratização da informação em todas as mídias, que sinaliza que a opinião pública globalizada não mais aceita arcaicas e anticapitalistas posturas antiéticas em qualquer atividade que concentre poder e renda, sem a devida prestação de contas à sociedade.

José de A. Nobre de Almeida

josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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UM LATINO-AMERICANO BRIOSO

Se eu fosse o dom Odilo Scherer, depois de "removido" da cúpula do Banco do Vaticano, onde exercesse cargo na Comissão de Vigilância, com certeza pediria o meu afastamento dos sete outros organismos da Cúria que continuasse participando.

Sergio S. de Oliveira

ssoliveira@netsite.com.br

Morgan Hill, Ca. USA

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O CUIDADO COM O BEM PÚBLICO

Pensamos o quão inteligente, econômico, racional e objetivo seria, se nos órgãos públicos pudessem trabalhar em conjunto (incluindo polícia, CET, secretarias municipais, Eletropaulo, teles e Sabesp) na questão da conservação e manutenção das vias públicas, logradouros, rios e monumentos, pois com certeza seriam muito mais bem cuidados do que hoje o são, independentemente de qual partido governa a cidade ou o Estado. Vemos total descaso ou mesmo colocação do tipo "isso não é comigo". Na verdade, é com todos nós, pois devemos cada vez mais praticar atos de cidadania, importando-nos com nossa cidade, nosso bairro, etc. Isso causa sempre, e por vezes de forma irresponsável, atitudes indevidas e incoerentes de nossos governantes, que sistematicamente geram orçamentos sem conhecimento pleno do que é necessário, e, sim, com visões abruptas de arrecadar mais e mais, e ainda não empregando o produto das mesmas às necessidades mais prementes da população, como exemplo a questão atual das faixas de ônibus, que estão sendo implantadas de forma desconexa com o volume de autos e as condições de mobilidade de cada região, ou mesmo a quantidade excessiva de radares versus melhorias das vias (pavimentação/manutenção). A poda de árvores que estão caindo e provocando acidentes, quando solicitada por um morador, necessita de abaixo-assinado (é ridículo e irresponsável). Esses exemplos mostram que cada um governa a seu modo, não se importando muito, ou quase nada, com os anseios da população. Vemos as subprefeituras e o CET como os órgãos que mais poderiam contribuir nesse sentido, porém assistimos engessados a uma atuação medíocre de desinteresse. Sugerimos, com este comentário, que todos os órgãos públicos conversem entre si, visando a antecipar problemas, melhorando a vida de todos. Dessa forma poderíamos não mais encontrar tanta diferença quando visitamos outros países.

José Dominece

domi51@terra.com.br

São Paulo

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