Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

24 Janeiro 2014 | 02h09

Em Davos, rumo a Cuba

Depois de zombar e não comparecer ao Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, nos anos anteriores, dona Dilma Rousseff, necessitando de investidores, resolveu ir à reunião deste ano na tentativa de encontrá-los. Essa reunião antecede sua ida a Cuba para inaugurar a maior obra do PT, um magnífico porto financiado pelo BNDES. Em Davos talvez façam perguntas difíceis a que a presidente terá dificuldade em responder. Por exemplo: por que o governo elevou o volume de crédito em 115% nos últimos dez anos, mas nossa indústria cresceu somente 20%, e ainda hoje mantém essa política? Com a atuação do governo, que não buscou melhorar a produtividade, o Brasil perdeu a competitividade no exterior e agora passou a criar menos empregos. Mas há mais perguntas difíceis: por que o Tesouro aumentou entre 50% e 70% os recursos do BNDES para financiar um pequeno grupo de empresas de má qualidade, as quais não pagam empréstimos, no que se gasta mais do que com o Bolsa Família? Será pouco provável nossa presidente voltar de Davos com boas notícias, dado que os investidores já escolheram países em melhores condições do que o nosso, como o México e a Colômbia. Entretanto, dona Dilma fará muito sucesso em Cuba na inauguração do porto de Mariel e nos agradecimentos aos irmãos Castro pela importação de médicos que estavam sobrando.

FABIO FIGUEIREDO

fafig3@terra.com.br

São Paulo

Falta de seriedade

Com referência ao editorial Por que Dilma vai a Davos (23/1, A3), a presidente está fazendo um esforço para retomar investimentos estrangeiros no País e vai usar o argumento de grandes eventos futuros, baixo nível de desemprego, capacidade de consumo, etc. No entanto, Dilma precisa deixar claro de que lado o Brasil está. Nossa aproximação com Cuba e os investimentos que estão sendo feitos nesse país (ainda sob embargo econômico) mostram falta de seriedade. Coisa que investidor não quer e de que não gosta. Dilma precisa mostrar à comunidade econômica internacional que o Brasil quer dinheiro, sim, de preferência muitos dólares e euros, mas também que os investidores terão garantias de retorno e condução adequada da economia, e demonstrar por que isso vai ocorrer. Política pode ser um circo (e é), mas negócios internacionais não o são. Não somos mais a bola da vez e o comportamento do governo pode fazer um grande estrago (vide Argentina, Venezuela, etc.).

ANDRÉ LUIS DE O. COUTINHO

arcouti@uol.com.br

Campinas

Belíndia e Brasuelina

O economista Edmar Bacha criou o termo Belíndia - mistura de Bélgica e Índia - para descrever o Brasil dos anos 1980. Hoje, com a Petrobrás quebrada, manipulações contábeis e estatísticas, fuga de dólares, desindustrialização, populismo corrupto, Bacha talvez preferisse Brasuelina, mistura de Brasil, Venezuela e Argentina.

LUIZ HENRIQUE PENCHIARI

luiz_penchiari@hotmail.com

Vinhedo

APOSENTADORIAS

Confisco

Hoje, 24 de janeiro, é Dia Nacional do Aposentado, mas ninguém dessa classe tem nada a comemorar por causa desse governo do PT. A partir de 2003, em pleno governo Lula, foi oficializado o confisco de 11% para a Previdência Social de todos os idosos aposentados e pensionistas, aprovado com a ajuda dos mensaleiros - quase todos presos, com exceção do chefe, que está em liberdade aguardando acusação e julgamento. O confisco deverá permanecer por tempo indeterminado, sem oferecer nenhum retorno ou vantagem. Esse é o presente de Lula da Silva aos aposentados pelo seu dia.

NEWTON FARO

newtonfaro@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

De privilégios

Sr. Leonardo Rolim, secretário de Políticas da Previdência Social (21/1, B3), privilégio é a aposentadoria dos funcionários públicos que recebem salário integral, sem nenhum teto, e reajustes iguais aos da ativa. Essa privilegiada categoria é composta de 980 mil pessoas que ocasionam um rombo de R$ 54 bilhões nas contas da Previdência Social, rombo esse muito superior ao ocasionado pelos 29 milhões de aposentados e pensionistas, aí incluídos 8,5 milhões de aposentados rurais que nunca contribuíram. Mas é bem mais fácil mexer nos já achatados benefícios de aposentados e pensionistas, não é mesmo?

GUSTAVO GUIMARÃES DA VEIGA

ggveiga@outlook.com

São Paulo

Prova de vida

Novamente vêm os iluminados do INSS obrigar os aposentados deste país, independentemente de sua idade e condição de saúde, a comparecer a uma agência bancária para fazer prova de vida. A impressão que fica é de que, diante das denúncias de tantos malfeitos praticados por integrantes do governo, eles acham que todo o povo brasileiro é igual e adora dar chapéu.

MAURÍCIO LIMA

mapeli@uol.com.br

São Paulo

GOVERNO ALCKMIN

Ponte x túnel

Como filho de um grande calculista de pontes de concreto protendido, já falecido, só queria entender por que uma ponte - a tão esperada, há décadas, ligação seca de Santos ao Guarujá - orçada em R$ 975 milhões e já aprovada pelo governador anterior (José Serra) é preterida arbitrariamente pela Dersa (que opera as balsas Santos-Guarujá e aufere por dia R$ 200 mil com um pedagiozinho de R$ 9,10), que prefere fazer um túnel orçado em R$ 1,9 bilhão, mas já avaliado pelo secretário Saulo de Castro (Estadão, 4/9/2013) em R$ 2,4 bilhões. E é claro que, como sempre, vai ser muito mais. O governador Geraldo Alckmin, estranhamente, prefere gastar R$ 2,4 bilhões e quer porque quer que seja um túnel! 2014 é ano eleitoral e reza o manual dos políticos que obras que não aparecem, enterradas na lama, não dão voto. É o caso da rede de esgoto: poucos políticos investem nela porque "não dá voto". Muito estranho, portanto, esse túnel. Para completar, a própria Dersa alerta que a tecnologia do pretendido túnel é inédita no País e exigirá grande esforço (leia-se importação) tecnológico. Mais: se o túnel for feito, a balsa continuará a operar até o fim dos tempos. Já a ponte decretaria a morte da balsa. Finalmente, li os planos da Dersa e a previsão de movimento só nesta temporada, segundo o Estadão de 27/12, é de quase 3,3 milhões de veículos na balsa. Multiplique-se por R$ 9,10. Nem audiência pública foi feita, quando a lei exige que para obras acima de R$ 150 milhões haja duas delas. Dinheiro fácil, pobre povo que precisa de hospitais e escolas. Como o Estadão titulou em editorial no domingo 29/12 (A3), embora tratando de outro tema, esta é a república do despudor.

JÉTHERO CARDOSO

jetherocardoso@yahoo.com.br

Bauru

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DILMA ROUSSEFF EM DAVOS

A mudança de atitude da presidente Dilma Rousseff, que agora deliberou comparecer à reunião anual em Davos, na Suíça, após três anos de ausência, mostra, de um lado, uma nova postura, mais construtiva, ao prestigiar um foro onde se encontram os representantes dos maiores PIBs do planeta, a nata do capitalismo global. De outro lado, deixa entrever a preocupação do governo com a economia brasileira, que teima em andar para trás, com todos os indicadores em franca deterioração. "Baixaram a bola", para usarmos uma expressão futebolística bem ao gosto de Lula. Então, pela nova política, ir a Davos já não constitui "autopromoção", como disse um dia o ex-chanceler Antonio Patriota. Mais uma revisão de rota, a enésima desde 2003. O fato é que viraram, torceram e, ao fim, tiveram de pôr o rabo entre as pernas e engolir a soberba. Resta saber se os investidores globais - aqueles odiosos "brancos de olhos azuis" de que falava Lula, todos com informações detalhadas sobre o Brasil - irão se sensibilizar com as palavras bonitas de Dilma sobre a economia lanterninha do G-20.

Silvio Natal

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

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DISCURSO

Pelo que vai dizer, Dilma foi dar um "rolezinho" na Suíça...

A.Fernandes

standyball@hotmail.com

São Paulo

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DESESNOBANDO DAVOS

Falar sem ser interrompido durante 30 minutos, até eu falo. Com o advento do "teleprompter", até os tranqueiras em decoreba seriam capazes. Queria ver a dona Dilma num debate aberto, sem a assessoria de um espírito santo de orelha. Se isso acontecesse... as bolsas do mundo inteiro iam entrar em pane. Só um experiente criptolinguista seria capaz de desvendar o sentido correto das suas colocações verbais.

Sergio S. de Oliveira

ssoliveira@netsite.com.br

From Morgan Hill. Ca. USA

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CARRAPATOS

Guido Mantega diz em Davos que Brasil pode crescer. Sem dúvida, é só tirar esses carraPaTos que estão no governo. Sai daí, PeTralhada, se não o País não cresce.

Wilson Scarpelli

wiscar@terra.com.br

Cotia

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BRASIL, UM PAÍS DIFERENTE

Enquanto certas mudanças econômicas e estruturais não forem feitas no Brasil, os investimentos estrangeiros e o desenvolvimento continuarão "a passo de tartaruga". Isso porque somos os únicos que temos certas normas, inexistentes em quaisquer outros países, sejam eles ricos, médios ou pobres, de inflação baixa ou alta. Um exemplo clássico são os reajustes salariais anuais pela inflação, e em muitos casos a inflação e algo mais, apesar de não termos leis salariais. Temos um direito de greve ilimitada, no sentido de que não há tempo para ficar parado direto e indefinidamente. Em todos os demais países inexistem reajustes salariais anuais e as greves são em períodos de 24 horas ou 48 horas, sempre não continuadas. Já no Brasil, categorias como a dos bancários param todos os anos por, em média, 20 dias a 30 dias, exigindo reajustes pela inflação e algo mais. Sem falarmos nos diversos auxílios, pensões especiais e outros. Apontem algum país do mundo onde exista essa similaridade com o Brasil.

Heitor Vianna P. Filho

bob@intnet.com.br

Araruama (RJ)

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VISITA A CUBA

Dilma Rousseff não foi aos EUA em 2013 e irá a Cuba nos próximos dias. Na visão ideológica da presidente, o crime de Barack Obama de bisbilhotar o seu celular foi muito mais grave do que o genocídio que Fidel Castro cometeu contra seu próprio povo. Que pensamento vil!

Eugênio José Alati

alatieugenio@gmail.com

Campinas

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A GRATIDÃO DA ‘PRESIDENTA’

Nossa "presidenta" vai a Cuba apertar as mãos sanguinárias dos Castros para agradecer a vinda dos "médicos" cubanos, pagos a peso de ouro (não diretamente a eles, mas aos cofres da ditadura cubana), em valores que chegam a R$ 500 milhões. Será que ninguém da nossa falida oposição (frouxa e incompetente) é capaz de enxergar que vão sair dai os recursos "não contabilizados" (como diria o funcionário-presidiário da CUT Delúbio Soares) para a próxima e bilionária campanha petista de preservação do poder a qualquer custo? Os Dudas Mendonças da vez vão agora receber em Cuba, onde a imprensa bisbilhoteira não tem acesso. Está na hora de este país acordar, antes que seja tarde demais e nos transformemos numa Argentina, nação arruinada pelo populismo peronista, sem futuro. A loucura petista, herdada de seu insano fundador, é perniciosa e tem pretensões de perpetuar-se no poder, pois sabe que perdê-lo será um pesadelo para os petistas, mergulhados em profundas roubalheiras e corrupção desenfreada, além de deixar desempregados milhares de militantes, atuais posseiros da máquina pública federal. Acorda, Brasil!

Renato Pires

repires@terra.com.br

Ribeirão Preto

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ARTHUR CHIORO

Dilma levará Alexandre Padilha e Arthur Chioro, que será o novo ministro da Saúde, em sua viagem à Cuba, onde se encontrará com Raul Castro para lhe agradecer por ter cedido médicos (?) para o programa Mais Médicos (22/1, A6). Dilma se disse "impressionada" com o trabalho de Chioro à frente da Secretaria de Saúde de São Bernardo do Campo. A indicação recebeu também a benção do "piloto" dos jatos Gripen suecos e de Lula. É bom, entretanto, que a presidente seja lembrada do "Princípio de Peter", do livro "Todo mundo é incompetente, inclusive você", de Peter Laurence, que diz que uma pessoa que executa um bom trabalho em sua posição atual, e por isso é elevada a um posto superior, pode estar sendo promovida ao seu nível de incompetência. Isso significa que uma pessoa que hoje é um bom secretário de Saúde do município de São Bernardo do Campo pode não ser um bom ministro da Saúde do Brasil. Vamos aguardar.

Alvaro Salvi

alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

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MAU COMEÇO

O novo ministro da Saúde do governo Dilma já esta sendo investigado pelo Ministério Público (MP) por ser dono de empresa na área da saúde. O que chama a atenção neste caso é o absoluto silêncio da dita oposição, que em pleno ano de eleições se mostra incapaz de questionar o governo, papel que tem ficado para o MP e a imprensa. Se continuar assim, seria melhor que Aécio e Eduardo Campos se filiassem de uma vez ao PT e assumissem algum papel de figurante sem fala no governo Dilma.

Mário Barilá Filho

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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IMPROBIDADE

Denúncia de improbidade administrativa viabiliza posse de Arthur Chioro no Ministério de Dilma.

Roberto Twiaschor

rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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NOVO MINISTRO DA SAÚDE

Então tá, Dilma escolheu Arthur Chioro porque é filiado ao PT e porque ficou "impressionada" com o trabalho dele à frente da Secretaria da Saúde em SBC. O que? Quem essa gente pensa que somos? Idiotas? Toda a mídia vazou que a indicação do novo ministro da Saúde foi de Lula. Nessas horas, mérito é o que menos conta. Dona Dilma não dá um passo sem ouvir seu guru. O fato é que este governo foi acostumado a mentir e vinha se dando bem. Depois que as manifestações começaram a surgir, os petistas estão com medo das consequências e até tentam puxar a turma do role para o lado do PT. Ocorre que o hospital inaugurado por Dilma há pouco mais de um mês tem apenas 30 leitos ativos, quando a promessa na abertura foi de 70 leitos, de um total de 293 leitos. Toda a papagaiada poderá vir à tona quando se coloca um microfone na boca de quem procura tratamento em hospital público, imediatamente o caos é constatado. Que tal fazer um rolezinho nos hospitais e verificar as reais condições dessas casas? Aí, sim, nenhum discurso seguro as mentiras.

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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SIMPATIA POR CUBA

Enquanto a simpatia de Dilma Rousseff e do PT por ditaduras de esquerda se restringir apenas a elogios, um vez que seu passado de guerrilheira teve no regime cubano sua inspiração, vá lá, mas no momento em que a presidente envia, a título de honorários médicos, R$ 500 milhões à ditadura cubana, que transformou médicos em escravos, proibindo seus familiares de deixarem o país como garantia, é sinal de que o futuro de nossa democracia está sob risco, como bem lembrou o ilustre jurista Ives Gandra da Silva Martins no seu artigo "A coerência da presidente" (23/1, A2). Como lembrava o saudoso Tancredo Neves, ser comunista na juventude é aceitável, mas depois de adulto, depois que entende, aí já é ser mau caráter.

Peter Cazale

pcazale@uol.com.br

São Paulo

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MÉDICOS CUBANOS

Professor Ives Gandra Martins, também a nós, médicos, causa "espanto que uma pequena ilha possa enviar médicos em profusão" ("Estadão", 23/1, A2). Há muito vimos propugnando pela redução das vagas e até fechamento de escolas que não têm condições de formar médicos, fundamentalmente porque o ensino da Medicina é artesanal. E a notícia de ontem confirma essa premissa: 60% dos médicos formados em São Paulo foram reprovados no exame do Conselho Regional de Medicina (Cremesp). Como Cuba pode enviar 10 mil médicos? E sem Revalida! Coincidentemente atendi um pequeno paciente cuja mãe, médica brasileira formada em Cuba, só conseguiu sua licença para exercer a Medicina no 3.º exame de proficiência. Concluímos que em Cuba existem fábricas de médicos, e médicos não se fabricam, se moldam e se aperfeiçoam.

Antonio C. Gomes da Silva

acarlosgs@uol.com.br

São Paulo

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COERÊNCIA

Podemos discordar de algumas das convicções do professor Ives Gandra, mas o seu artigo de ontem foi de uma lucidez e lógica cósmicas. O surpreendente nisso tudo, como ele mesmo cita, é que todos se calam. Os médicos, suas associações de classe, o Ministério Público e, o que não é de pasmar, a oposição incompetente, sobretudo o PSDB com seus pruridos. Acorda, gente!

Éden A. Santos

edensantos@uol.com.br

São Paulo

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BRASIL E A MEDICINA CUBANA

Cumprimento o sr. Ives Gandra pela inteligência de sua escrita, sagaz e direta.

Marcos Toma

marcostoma@gmail.com

São Paulo

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EXAME DO CREMESP

É absolutamente alarmante, estarrecedor e inacreditável o resultado do exame do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), que reprovou 59% (!) dos "médicos" (?!) recém-formados nas escolas públicas e privadas do País. Ao acertarem menos de 72 (!) das 120 questões da prova (de nível fácil e médio), os novos "doutores" mostram total despreparo para o exercício do ofício de vital importância. É hora de uma tomada de providências urgentes do Ministério da Educação em relação ao deficiente ensino da Medicina no País. O quadro é grave e inspira cuidados. Do jeito que está não pode continuar. Socorro!

J. S. Decol

decoljs@globo.com

São Paulo

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MÉDICOS REPROVADOS

Mais de 50% dos médicos paulistas que se propuseram a fazer o exame do Cremesp foram reprovados? Podemos imaginar o know-how dos médicos cubanos e de outros países igualmente desenvolvidos... Como será? Por isso o programa Mais Médicos (mais enganação) precisa ser acompanhado pelo Ministério Público e também os valores a serem enviados para os Castro, afinal de contas aluguel de médicos é mais uma novidade do PT, aquele para quem a ética sumiu do vocabulário. Para enganar a população tudo pode.

Alice Baruk

alicebaruk@bol.com.br

São Paulo

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A PRISÃO DOS MENSALEIROS

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, criticou os colegas Carmen Lúcia e Ricardo Lewandowski por não mandarem João Paulo Cunha para a prisão ("Estadão", 23/1, A4). Embora seja conhecido o esforço do ministro Barbosa para mandar os mensaleiros para a cadeia, eu pergunto: qual é a diferença que há entre Delúbio Soares em liberdade e José Genoino preso? Na minha opinião, nenhuma...

Virgílio Melhado Passoni

mmpassoni@gmail.com

Jandaia o Sul (PR)

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INDELICADO

O ministro Joaquim Barbosa saiu de férias e não emitiu algumas ordens de prisão de réus do mensalão. E o fato mereceu comentários na imprensa. Para não deixar passar a oportunidade, ele critica publicamente seus colegas da Corte Suprema, alegando que eles foram omissos. Até onde o ministro Barbosa quer chegar com esse comportamento nada delicado?

Uriel Villas Boas

urielvillasboas@yahoo.com.br

São Paulo

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A JUSTIÇA QUE NÃO FUNCIONA

A reportagem de "O Estado de S. Paulo" sobre a não decretação da prisão do mensaleiro João Paulo Cunha (23/1, A4) precisa ser guardada, pois ela mostra claramente como a Justiça neste país não funciona! Muito lamentável que o presidente substituto do STF "passe a bola" dizendo, com outras palavras, que o problema não é dele. Se no STF a coisa funciona assim, o cidadão comum como eu pode muito bem imaginar como é nas demais cortes... Está explicado por que nossa Justiça não funciona. Assim, a reforma do Judiciário, radical e profunda, é tão importante quanto as reformas na educação, na segurança e na saúde públicas, pois país que não tem Justiça não tem mais nada. Leis são o que não falta no Brasil, apenas é necessário que elas sejam cumpridas.

Paulo Sérgio Pecchio Gonçalves

ppecchio@terra.com.br

São Paulo

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FALA DE PARIS

O ministro Joaquim Barbosa, falando de Paris, onde está de férias, e na qualidade de presidente do Supremo Tribunal Federal, criticou dois dos seus colegas - Cármen Lúcia e Ricardo Lewandowski - que o sucederam interinamente na presidência da aludida corte, sendo que este último ainda o está, sem, contudo, citar seus nomes, por não terem assinado o mandado de prisão do deputado João Paulo Cunha (PT-SP), condenado pelos crimes de corrupção passiva e peculato no famigerado processo do mensalão e transformado naquele tribunal na Ação Penal 470. Cumpre salientar que antes de viajar o ministro Barbosa, por já ter transitado em julgado o acórdão condenatório do referido criminoso e, em consequência, decretou a prisão em tela do mencionado deputado federal, deixando, somente, de assinar o respectivo mandado de prisão por força de ter de viajar antes. Assim, processualmente falando, qualquer um dos ministros interinos poderia assinar o mandado de prisão, por não passar de um simples despacho interlocutório. Disse mais o ministro Babosa: que, se fosse ele o interino, assinaria o mandado de prisão em questão. Agora, a desculpa esfarrapada dos mencionados ministros interinos, de que "a questão não é urgente", é tão esdrúxula e sem fomento jurídico que desmerece o poder e o mérito da decisão do plenário da nossa mais alta Corte judicante. O grande jurista Ruy Barbosa, condenando o erro Judiciário francês do caso "Dreyfus" pelas famosas "Cartas de Inglaterra", onde estava exilado, "mutatis mutandis" também podemos interpretar a reportagem parisiense do ministro Barbosa, dada a um órgão da imprensa francesa, como "Fala de França", visto também envolver assunto jurídico importante.

Antonio Brandileone

abrandileone@uol.com.br

Assis

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NOMES

A matéria "Barbosa critica colegas de Supremo por não mandarem João Paulo para a prisão" ("Estadão", 23/1) inicia afirmando que "sem citar nomes, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, criticou os colegas Cármen Lúcia e Ricardo Lewandowski, que o sucederam no comando interino da Corte, por não terem assinado o mandado de prisão do deputado João Paulo Cunha (PT-SP), condenado no mensalão pelos crimes de corrupção passiva e peculato. Imagine se ele tivesse citado nomes...

Cláudio Moschella

arquiteto@claudiomoschella..net

São Paulo

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O MAIOR CIRCO DO PLANETA

Metaforicamente o Brasil se tornou, com o advento da petralha no comando do governo principal, o maior circo do planeta, porque é o único que tem no seu elenco milhões de palhaços. O ministro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), encarnando um moderno Zumbi dos Palmares, fazendo renascer a justiça e a decência combatendo toda sorte de corrupção, culminando com a condenação de uma quadrilha que branco nenhum ousou molestar, está pagando ônus pesado pela sua coragem. É bem verdade que os condenados no processo dos mensaleiros foram apenados, condenados à prisão. Mas que justiça é esta que usa uma toga especial para os colarinhos engomados, em especial políticos que num regime semiaberto têm trabalho oferecido por "companheros" e com salário que afronta um honesto médico, um engenheiro, um professor cuja função é construir um país próspero e saudável. A grande ira do PT está concentrada no fato de que "a casa caiu" por obra e graça de um ministro indicado pelo governo e, mais ainda, por ser um descendente de Zumbi dos Palmares. "O melhor modo de apreciar o chicote é ter-lhe o cabo na mão" (Machado de Assis).

Jair Gomes Coelho

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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CARTEL DOS TRENS

Fui funcionário do Metrô desde o início da operação comercial, até me aposentar com mais de 33 anos de serviços prestados, a maior parte desse tempo na Gerência de Compras e Contratos. Como observador interno, posso afirmar que os "fortes indícios" da existência de "propinodutos" vêm ocorrendo desde meados da década dos anos 80, e não apenas após a virada do milênio. Isso quer dizer que outros partidos estiveram à frente do governo do Estado e não estão sendo mencionados pela mídia, pois interessa à situação apenas acusar sem provas dirigentes tucanos e confundir a opinião pública, visando à permanência no poder. Acredito que o "Estadão" apresente essa versão por não dispor de acesso a fontes mais bem informadas. O mesmo ocorre em relação ao que foi publicado sobre o secretário de Energia do Estado, José Aníbal, baseado apenas numa acusação sem provas do ex-diretor da Siemens, sabidamente que tem relações com o PT, e de um parecer do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de "fortes indícios" de pagamentos de propinas, o que não é novidade, mas faltou apontar os envolvidos. Nesse período em que trabalhei naquela companhia de economia mista, jamais constatei qualquer ingerência, interferência ou até sugestão de José Aníbal em compras ou contratações do Metrô. Ele está sendo alvo de acusações infundadas por ser um dos ícones da oposição. Portanto, concordo com a contestação dele publicada em 22/1/2014 neste "Fórum dos Leitores". Estou confiante nas investigações e torço para que os verdadeiros culpados sejam punidos e que devolvam o que roubaram. O único partido desses inescrupulosos ainda não foi registrado, mas tem uma sigla: "dindin".

Paulo Mendonza Negrão

pamendone@yahoo.com.br

São Paulo

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ALSTOM E JANGO

Esta história da empresa Alstom versus governo paulista parece ser um bode tão grande e malcheiroso quanto a acusação de assassinato de Jango pelos militares. Nada provado (no caso Jango), todos se calaram, sem desculpar-se, mas permanece uma sombra de suspeita, embora também se firme a certeza de ma-fé por parte da ministra Maria do Rosário. A imprensa deveria incumbir-se de pôr um ponto final na história, pois reticências não satisfazem a opinião pública.

Roberto Viana Santos

rovisa681@gmail.com

Salvador

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O GOVERNO E OS ‘ROLEZINHOS’

Interessante a notícia publicada no "Estadão" de 23/1 de que a presidente da República, preocupada com os "rolezinhos", destacou o ministro da Casa Civil, as ministras da Promoção da Igualdade Social, da Cultura e a secretária nacional da Juventude para receber em audiência no Planalto representantes da Associação dos Lojistas de Shoppings. O objetivo é ouvir suas reivindicações sobre os denominados "rolezinhos" e abrir o diálogo com todas as frentes possíveis. Preocupa, ainda, a presidente que tal movimento se espalhe pelo País e se estenda até a Copa do Mundo. Aliás, a preocupação maior do Planalto neste ano é a Copa. Acontecimento recente e que ainda não está resolvido é a situação dos presídios do Maranhão, mas para lá a presidente escalou apenas o ministro da Justiça, pois não há interesse em fazer marola contra a família do senador Sarney. Em São Paulo é outra história, pois há interesse em eleger o ministro da Saúde, escalado pelo ex-presidente Lula para tentar ser o sucessor do governador tucano Alckmin. Estão sempre imaginando surfar no sucesso da famigerada Copa, que ao contrário do afirmado já absorveu quantias significativas do erário e vai proporcionar o maior lucro até hoje auferido pela Fifa, em detrimento de obras e serviços mais importantes para o povo. Já o prefeito petista de São Paulo, Fernando Haddad, acredita que há certo exagero nessa questão dos "rolezinhos", pois a garotada quer mesmo é se encontrar, namorar e se divertir. Pensa em colocar os CEUs da prefeitura à disposição deles para os encontros. Mas a situação, pelo menos em nossa cidade, não é tão simples assim. Eu nasci e sempre morei nesta cidade e sei melhor que os nossos políticos que a cidade, em termos de qualidade de vida, já vai atingindo uma condição insustentável. Meus filhos cresceram na Vila Olímpia e ainda aproveitaram áreas livres existentes na época para encontrar os amigos e se divertirem. Onde hoje existe o agora famoso Shopping JK Iguatemi existiam áreas livres, além daquelas ocupadas pelos clubes de várzea existentes àquela época. Naquela enorme área a prefeitura construiu numa parte o Parque do Povo, quando deveria ter negociado com a Caixa Econômica Federal e o INSS para transformar todo o terreno em parque e não autorizar a construção do shopping naquele local com as novas pistas de trânsito que se fizeram necessárias. E tal procedimento ocorreu em toda a cidade desde há muito tempo, com os interesses imobiliários e do trânsito automotivo se sobrepondo aos da população, principalmente durante as gestões dos prefeitos Maluf e Kassab, ambos de triste lembrança.

Gilberto Pacini

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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APOIO GOVERNAMENTAL

O "governo petista", não só na economia - que caminha para o caos -, vem atuando manifestamente contra os interesses do povo brasileiro. A inflação galopa no sentido de alcançar "brevemente" os dois dígitos - enquanto isso, os reajustes dos aposentados e pensionistas, de um modo geral, não acompanham nem mesmo os índices inflacionários, e o segmento vê seu "poder de compra" diminuir e sua qualidade de vida deteriorar sistematicamente. Talvez por ter perdido o "bonde da história" durante as manifestações de junho de 2013, o governo de maneira nem um pouco sorrateira vem apoiando as invasões e depredações de shoppings - sempre com vista às próximas eleições, pretendo angariar mais esse segmento como "massa de manobra" em suas pretensões políticas e perpetuação no poder. Felizmente, a população que trabalha, produz e busca a tranquilidade, segurança e paz para criar os seus filhos vem se manifestando sistematicamente em todos os seus níveis sociais e econômicos contra os denominados "rolezinhos". Lamentavelmente, para nossa contrariedade, não só o governo, como alguns intelectuais e a imprensa em geral - as exceções confirmam a regra - glamurizam esse movimento e, curiosamente, encontram nele até mesmo manifestações culturais de uma parte da população marginalizada - ainda que consuma tênis e roupas de marcas e contem com família organizada, em sua maioria estudantes, enfim, vivem com o conforto oferecido à nossa classe média. Suponho que, por ocasião das próximas eleições, o eleitor brasileiro saberá detectar as peripécias do atual governo e a necessidade, urgente, de uma alternância do poder, em todos os níveis da nossa política/administrativa.

Noel Gonçalves Cerqueira

noelcerqueira@gmail.com

Jacarezinho (PR)

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PASSANDO A BOLA

O governo tenta de modo unilateral instituir uma PPP (Parceria Público Privada) quando fomenta os "rolezinhos" como forma alternativa de diversão para a moçada. Incapaz de promover atividades que absorvam a energia juvenil, tenta se sair bem na foto, repassando a bola para a iniciativa privada.

Caio Augusto Bastos Lucchesi

cblucchesi@yahoo.com.br

São Paulo

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SUSTENTANTO OS ROLEZEIROS

Noticia a imprensa e, especialmente, o "Estadão" que Gilberto Carvalho, ministro designado pela Presidência, irá manter contato com os shoppings sobre a problemática dos "rolezinhos". Eis que a direção dos shoppings pediu providências à presidenta Dilma, após esta se manifestar favorável às manifestações dos jovens, à forma de rolês. Talvez, da reunião com Gilberto Carvalho, surja a ideia eleiçoeira de se criar a "Bolsa Rolezinho", com a finalidade de capacitar financeiramente os integrantes dos rolês para gastarem nos shoppings do País. Nada difícil, porque, na atualidade, cada brasileiro que produz está a sustentar uma dezena que vive à custa dos auxílios governamentais. Na verdade, os governos populistas interferem na produção nacional, desestimulando quantos desejam trabalhar e produzir, o que sempre é dificultado pela alta carga tributária (38% do PIB), elevada, aliás, para suportar as "bolsas" de auxílio aos votos dos populistas.

José C. de Carvalho Carneiro

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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FAZ DE CONTA

Só alguns doutrinados desse governo conseguem confundir precaução e cautela com racismo e luta de classes. Esse movimento, o "rolezinho", que começou como uma brincadeira (típica de garotos que já se cansaram dos jogos da internet) e que já foi infiltrado pelos aproveitadores de plantão, traz prejuízo aos donos de lojas dos shoppings, pois afugenta a clientela, quando não os impede de trabalhar. Esse prejuízo poderá ser reclamado na Justiça e ainda vai sobrar para o contribuinte. Tudo porque os garotos e doutrinados não têm o que fazer. Vivemos num país de faz de conta: uns fingem que se divertem e outros fingem que governam.

Hermínio Silva Júnior

hsilvajr@terra.com.br

São Paulo

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RESPONSABILIDADES

Os shoppings estão nas cidades e a segurança pública é responsabilidade dos Estados. Entretanto, os lojistas envolveram o Poder Judiciário com liminares e agora o governo federal com reuniões por causa do "rolezinho". Melhorar a mobilidade urbana e estabelecer áreas de lazer e cultura depende das cidades. A segurança pública deve ser acionada apenas se houver manifestantes com bandeiras, problema de desordem ou ameaça de saque. Não há como o governo federal, num passe de mágica, dar uma solução abstrata geral sem a análise concreta e particular de casos mais emblemáticos como o de capitais como São Paulo e Rio de Janeiro que ameaçam se espalhar por todo o País.

Luiz Roberto da Costa Jr.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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MEDO

Devemos ter medo quando vemos na televisão e nos jornais autoridades e psicólogos dizerem que os "rolezinhos" são movimentos de jovens que, não tendo espaço para se divertir, usam os shoppings como espaços públicos. Eles se esquecem de que ali é um lugar de trabalho como uma indústria qualquer, onde muita gente busca seu pão de cada dia. Poderia até ser somente isso, mas não é necessário que baderneiros carreguem bandeiras e gritem slogans que provocam conflitos raciais, religiosos, políticos e sociais. Nossos jovens são verdadeiras marionetes nas mãos de meia dúzia de anarquistas travestidos de governantes. Amanhã veremos nossas marionetes atreladas por um cordão, chorando, porque foram burros e se deixaram manipular por verdadeiros malandros que pretendem se perpetuar no poder.

Wilson Matiotta

loluvies@gmail.com

São Paulo

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LAZER E TRABALHO

Os trabalhadores do comércio com carteira assinada e seus dependentes podem frequentar as várias unidades do Sesc, com espaço para esporte, cultura, arte, leitura, lazer, etc. e várias unidades em toda a região de São Paulo. O mesmo se pode dizer do Sesi, para trabalhadores da indústria. Se perguntar não ofende, lá vai: Quem trabalha e ou estuda tem tempo para rolezinhos ou rolezões?

Wilson Lino

wiolino@yahoo.com.br

São Paulo

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CHEGA DE ‘ROLEZINHOS’

É de espantar o quanto esse negócio de "rolezinho" está dominado a imprensa. E o pior, com uma dimensão que não condiz com a realidade dos fatos. Vários grupos de jovens, não necessariamente pobres ou negros, agrupam-se em espaços privados de acesso público para se divertirem, paquerar, enfim, serem jovens. Dentro desses grupos existem os que usam drogas ou as vendem. Dentro desses grupos existem, também, os que não querem paquerar ou se divertir, mas sim criar baderna, gritar, escutar música no viva-voz e até andar de skate dentro dos estabelecimentos. Bom, com esses últimos, o que se deve fazer? De acordo com a maior parte da população, devem aplicar-lhes o rigor da lei. Porém, para os pseudosociólogos, pseudojornalistas, pseudo-opinadores uspianos, os mesmos que não admitem a entrada a PM na universidade, trata-se de um movimento social cujo mote é a discriminação contra os pobres ou racial. Somente cabeças insanas podem pensar assim. E o pior: o povo, coitado, compra essa ideia, assim como compra a ideia de que o PT quer o melhor para o País e até a importação de médicos cubanos ou o subsídio ao porto cubano de Mariel fazem parte do processo democrático. Só não falo que o povo é burro porque é politicamente incorreto. Ah, que se dane, o povo é burro mesmo!

Werly da Gama dos Santos

gama_eamsc@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

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MANIFESTAÇÕES PÚBLICAS

Temos, sim, "direito" à livre manifestação, porém também temos "obrigação" de respeitar direitos de terceiros. Por isso os "rolês" e quaisquer outras manifestações grupais devem ser proibidos, já que prejudicam, entre outros, o direito de ir e vir dos não participantes, além de, quase sempre, causarem prejuízos em bens públicos e privados. Vamos mudar paradigmas.

Valentim José Camarço Neto

vjcneto@gmail.com

São Paulo

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INSEGURANÇA

O maior problema do Brasil hoje é o da segurança pública. Nesse ponto, os governos federal, estaduais e municipais têm algo em comum: a incompetência, irresponsabilidade e descaso. O crime no Brasil deixou de ser delito e passou a ser atividade econômica, beneficiando a muita gente. O governo federal se omite no combate ao tráfico de drogas e armas que alimentam os bandidos. Os governos estaduais não investem nas polícias civil e militar de cada Estado e os governos municipais não cuidam da questão dos moradores de rua, onde prolifera o tráfico e a miséria. Sem falar nos crimes do colarinho branco, e na conivência e lentidão do Poder Judiciário, que estimulam tudo isso. Esse grave problema é apartidário e afeta todos os brasileiros, e esse é o único ponto de igualdade entre nós. O medo. Devemos sair às ruas para pedir mais responsabilidade para isso, e não "rolezinhos" e marcha para liberação da maconha. Queremos viver em paz e trabalhar.

André L. Coutinho

arcouti@uol.com.br

Campinas

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GERAÇÃO PERDIDA

Diante do jovem tentando explodir o posto de combustível, depois de roubá-lo, vi um grave problema educacional: formamos uma geração agressiva, inculta, consumista e egoísta. O público do baile funk construirá um Brasil mais digno? Contamos com esses rapazes e moças para desenvolver o País? Doutos senhores me dirão que eles são vítimas da sociedade. Concordo em parte, mas estas moças e rapazes frequentam a escola e agridem os professores quando estes tentam ensinar. Escolas não faltam, faltam alunos querendo aprender e famílias que ensinem respeito ao próximo, disciplina, educação.

Cloder Rivas Martos

closir@ig.com.br

São Paulo

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‘AS ÁGUAS VÃO ROLAR’

A leitura de "As águas vão rolar", de Gaudêncio Torquato (19/1, A2), reconciliou-me, em parte, com a imprensa do País em suas análises sobre os chamados "rolezinhos". Impressionante a capacidade de síntese desse misto de jornalista e acadêmico: ele nos transferiu uma lição magistral sobre o que está acontecendo em torno desse fenômeno. Mostrou que ocorre fundamentalmente uma "retribuição" à sociedade brasileira, que agora colhe o que vem plantando há décadas. Quer dizer: semeou o hedonismo como cartilha de vida, o consumismo das grifes como um Everest a ser galgado pelas novas gerações, o "paradisíaco" das novelas e seus personagens glamurosos - e assim recebe a recompensa. Claro que há outros elementos desse enredo diabólico, todos previsíveis na composição do tema que monopoliza parte das atenções do País. Se pertencesse eu à categoria dos iconoclastas de plantão, diria até que o pessoal dos rolês obedece a uma certa lógica político-partidária: desviar a atenção dos grandes abismos da vida nacional que são, de fato, os geradores do chamado apartheid social. Esse apartheid não tem por base nossa miscigenação racial, coisa quer o Brasil faz bem há 500 anos. Primeira sugestão: parem os "doutores" e donos de ONGs de ver racismo onde existe apenas panela de pressão social a ponto de explodir. Ela ferirá a todos, brancos, mulatos, negros, índios, amarelos - o Brasil.

Aroldo Murá G. Haygert

aroldo@cienciaefe.org.br

Curitiba

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SEGURANÇA NA COPA

Como pode Dilma Rousseff assumir e garantir as solicitações de segurança exigidas pela Fifa de que protestos, passeatas, arrastões, não vão ocorrer, prejudicando e interrompendo a realização da Copa no País? Se ela não tem capacidade nem condições de ao menos garantir a segurança mínima necessária do dia a dia da população brasileira abandonada e jogada à própria sorte?

Angelo Tonelli

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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QUANDO INÊS ESTIVER MORTA

É lamentável tudo o que está ocorrendo com a desorganização da Copa do Mundo no Brasil. Este evento deveria ir aos tribunais internacionais, para descobrir quanto o governo brasileiro pagou à Fifa para a realização deste evento num país que não tem o básico que é infraestrutura, educação, saúde e segurança. Vejam que nossos aeroportos são uma vergonha, as obras são verdadeiros puxadinhos, os estádios consumiram milhões em superfaturamento, as obras de acesso aos mesmos é uma piada, hotéis nem se fala, e ainda por cima temos um grande problema de segurança. Esta Copa, tenho certeza, ficará para a história do mundo como o governo de Lula e de Dilma ficarão para o Brasil: período de grandes escândalos, manchados de corrupção. O que mais chateia é o povo brasileiro engolir tudo a seco e não se manifestar. Infelizmente, o gigante não acordou, e quando o fizer já será tarde demais. O brasileiro dorme em berço esplêndido, deveria brigar desde o momento da escolha do País para este evento. Eles vão fazer as manifestações em dias de jogo e aí, meus amigos, Inês é morta.

José Saez

jsaez2007@gmail.com

Curitiba

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VOLUNTÁRIOS DA FIFA

A Copa do Mundo está chegando. E milhares de incautos estão prestes a ser cooptados pela Fifa para serem "voluntários" no evento, sem pagamento, hospedagem ou maiores auxílios, para ficar mais de dez horas no sol, de pé, na mera esperança de participarem de algum jeito do atrativo campeonato. Ora, muita gente reclamou da vinda dos médicos cubanos. E todos falam em combater o trabalho escravo no campo. Pois bem. E ser voluntário da bilionária entidade esportiva seria o quê? Sugiro então um boicote a este programa de voluntários da Fifa. Para cada voluntário que se recusar a comparecer a seu posto a Fifa será necessariamente obrigada a pagar um assalariado para substituí-lo, deixando milhões de reais em nosso país e gerando empregos. E, para quem tem a energia de ajudar o Brasil, lembro que milhares de creches, hospitais e prisões estão esperando essa força.

Luiz Augusto Módolo de Paula

luaump@yahoo.com.br

São Paulo

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DIA DO APOSENTADO

Em respeito ao tratamento que o governo dá aos aposentados do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), em 24/1, quando se comemora seu dia, sugiro, em sua memória, que as estações de TV, de rádio, os teatros, os cinemas e demais casas de espetáculo interrompam suas atividades por alguns minutos, às 18 horas - hora do Ângelus - e homenageiem os milhares de idosos esquecidos deste país, da melhor maneira que eles merecem: ao som da marcha fúnebre, sem que as igrejas se esqueçam de repicar seus sinos para que o povo saiba "por quem os sinos dobram".

João Roberto Gullino

jrobertogullino@gmail.com

Petrópolis (RJ)

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