Fórum dos Leitores

COPA DO MUNDO

O Estado de S.Paulo

27 Janeiro 2014 | 02h07

Simples assim

A presidente Dilma Rousseff, conforme a matéria Jogo de cena entre Dilma e Blatter (24/1, A21), declarou que "estádios são obras relativamente simples". De qual cartola ela tirou isso? Muito mais simples são as obras do Minha Casa, Minha Vida, que trincam, vazam e despencam pouco tempo depois de entregues. Mais uma vez a presidente perdeu a oportunidade de se calar.

CLÁUDIO MOSCHELLA

arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

Dilma tem razão: erguer estádio é obra simples. Difícil e complicado é dar saúde, educação e segurança ao povo, o que ela não fez, não faz e decerto nunca fará.

ARNALDO DE ALMEIDA DOTOLI

arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

País do faz de conta

Era uma vez um país que pretendia sediar e fazer a chamada "Copa das Copas". E tinha tudo para fazer dar certo, menos uma coisa: infraestrutura. Quem quiser que conte outra.

JOSÉ MARQUES

seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

Tristes jogos

Que tristeza, não tem mais jeito: teremos Copa - e também Olimpíada - no Brasil. Tristeza por saber que os custos serão enormes para um país de pobres e com muitas outras prioridades. Mas mesmo assim vamos sediar eventos desnecessários e que servem tão somente para fins eleitoreiros. Dá para entender as motivações dos megalomaníacos, dos trabalhadores e dos atletas. O que não dá para entender é a população, que ficará com o ônus e nem sequer chia. Não são só os grandes eventos que promovem um país. Trabalho, educação e seriedade falam mais alto.

SÉRGIO BARBOSA

sergiobarbosa@megasinal.com.br

Batatais

Legado

Sete anos falando em Copa do Mundo, construção de estádios e empurrando todo o resto com a barriga. Está aí o "legado da Copa": enchentes ao primeiro sinal de chuva. Continuem votando no PT (Perda Total)!

RICARDO SANAZARO MARIN

s1estudio@ig.com.br

Osasco

GESTÃO HADDAD

Enchentes

O nobre prefeito da cidade de São Paulo, Fernando Malddad, quer eximir-se de responsabilidade e imputá-la ao contribuinte espalhando placas pelos locais de alagamento: "Se você sofrer problemas com enchentes, eu aviso que o problema é seu!".

MILTON BULACH

mbulach@gmail.com

Campinas

Chuva, lixo e vandalismo

Queimam-se ônibus, mas se joga muito lixo na rua. Deveriam protestar de forma civilizada contra as milionárias obras paradas de combate a enchentes - nos Córregos Moenda e Pirajuçara -, abandonadas pelas empreiteiras, na região de Campo Limpo e Capão Redondo, bairros duramente afetados pelas fortes chuvas. O que o Ministério Público sabe sobre essas obras? Aliás, o contrato bilionário da Prefeitura com as empreiteiras de coleta de lixo e varrição, da administração anterior, mas mantido pela gestão Fernando Haddad, é a maior prova de que quase nada mudou. A cidade continua suja e a Amlurb finge que fiscaliza.

DEVANIR AMÂNCIO

devaniramancio@ig.com.br

São Paulo

INSEGURANÇA PÚBLICA

Violência

O País está entregue à bandidagem, 90% dos noticiários da TV são de casos de violência! Quando é que a presidente Dilma vai tomar alguma providência? O Executivo nem se pronuncia nessa área. As pessoas têm medo de sair de casa e circular nas ruas. Várias pesquisas já foram feitas demonstrando este terrível fato. É essa a imagem que a presidente quer que o Brasil tenha?

VIRGINIA A. BOCK SION

vickybock@hotmail.com

São Paulo

Trabalho social

Se considerarmos o noticiário diário, parece que São Paulo está inteiramente tomada pelos bandidos, mas não é bem assim, os malfeitores ocupam alguns bolsões, comunidades. O que acontece é que atualmente gozam de enorme mobilidade. Aqui, no Butantã, estamos sentindo que nas favelas do bairro uma nova geração de bandidinhos está vindo para substituir os antigos, que se regeneraram, morreram ou foram presos. É sintomático o aumento da violência em torno da USP, que é vizinha da Favela San Remo. Também nas imediações da Avenida Giovanni Gronchi todos sabem que a fonte das ocorrências policiais é a Favela Paraisópolis. Então é necessário realizar nesses e em outros locais semelhantes um profundo trabalho social para preparar profissionalmente as novas gerações e mostrar-lhes que a honestidade vale a pena. A polícia, principalmente a Civil, deveria deixar um pouco seu trabalho meramente cartorial e se envolver mais em ações de inteligência para identificar e prender os que já estão envolvidos na criminalidade.

NESTOR R. PEREIRA FILHO

rodrigues-nestor@ig.com.br

São Paulo

Meritocracia na polícia

Tendo sido policial por 35 anos e me sentindo nesse período não como membro da polícia, e sim como servidor público, sou totalmente favorável ao reconhecimento do mérito, não só no trabalho policial, mas em todas as atividades. Entretanto, e considerando que o labor policial está sustentado em três aspectos fundamentais - recursos materiais, recursos humanos e comunicações -, como premiar o policial operacional que está na linha de frente sem esquecer aquele que cuida dos recursos materiais, das comunicações, etc.? Não é possível o operacional atingir um determinado resultado sem o apoio de quem exerce atividades administrativas. Sem munição, sem viatura, sem algemas, sem o serviço de inteligência, sem a perícia e os seus laudos não é possível que ele tenha resultados. Assim sendo, é fundamental que todos os que dão suporte sejam também contemplados no reconhecimento monetário da melhoria dos índices.

JOSÉ RENATO NASCIMENTO

jrnasc@gmail.com

São Paulo

MAIS MÉDICOS

Abra o olho, Padilha

O ministro da Saúde, em vez de importar médicos, deveria ter uma conversa com o ministro Mercadante, da Educação, e resolver o problema que se tornou o Fies (programa federal de financiamento ao estudante) para os cursos de Medicina. Parece que as faculdades "vendem" o programa aos vestibulandos, mas, na prática, não "entregam".

JOSÉ SEBASTIÃO DE PAIVA

jpaiva1@terra.com.br

São Paulo

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COPA 2014

Dilma Rousseff garantiu em Zurique, na sede da Fifa, que fazer estádio "é relativamente simples" e que o Brasil vai estar pronto para receber a Copa do Mundo de 2014. Se é assim tão simples, a presidente poderia esclarecer por que os gastos foram exorbitantes, sendo esta Copa a mais cara de todas? Muitas das obras estão atrasadas, quando não paralisadas, então é de perguntar quanto dinheiro ainda vai rolar para finalizar essas obras, ditas "relativamente simples"?

Aparecida Dileide Gaziolla

aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

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A ‘COPA DAS COPAS’

Em tempo de Oscar nada mais sugestivo do que a manchete "Jogo de cena entre Dilma e Blatter" ("Estadão", 24/1, A21). Produção milionária, a "Copa das Copas", iniciada em 2007, poderá render ao Brasil a primeira estatueta da Academia de Hollywood. A fita consumiu, até onde se sabe, R$ 10 bilhões, será exibida em apenas um mês e já garantiu aos "furbos" produtores US$ 4 bilhões antecipados. Poderia ser indicado como melhor filme, porém o título preferido, "Trapaça", já havia sido escolhido por outro diretor. Nunca chegamos tão perto de abiscoitar uma estatueta. Portanto, os artistas indicados não se assustem, no dia do show de entrega dos prêmios, se o apresentador chamar ao palco, com a célebre frase "the Oscar goes to" Dilma Rousseff, como melhor atriz, e Joseph Blatter, melhor ator coadjuvante.

Sérgio Dafré

Sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

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ATRASO NA ARENA DA BAIXADA

O nome por si só é sugestivo: Arena da Baixada. Ou melhor, está na baixada e não deve sair de lá tão cedo. Meu avô (Alfredo Labsch), um dos fundadores do Coxa, lá do alto deve estar dizendo "se tivessem dado a honra de nós, os coxa brancas, construirmos o estádio para a Copa, este já estaria pronto, concluído, com jogos já efetuados", "mas, quem sabe o CAP o consiga.

Hans Dieter Grandberg

h.d.grandberg@terra.com.br

Santos

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FRANCESAS

O saudoso Emílio Santiago cantava a bela música "Verdade Chinesa". Quanto às verdades francesas, há que se fazer uma reflexão. Charles de Gaulle sugeriu que o nosso país não era sério e Jérome Valcke disse que os organizadores da Copa do Mundo 2014 precisavam levar um chute no traseiro, por causa da desorganização e da falta de planejamento. Quanto à declaração do general e estadista, há dúvidas de que a frase foi realmente dita e, felizmente, existe muita gente séria no País. Quanto à contundente declaração do secretário-geral da Fifa, parece não haver dúvidas, ou seja, o que está acontecendo com a Arena da Baixada (PR) põe por terra a indignação que alguns políticos demonstraram à época da afirmação. Seria pertinente que essas mesmas "autoridades" pedissem desculpas ao sr. Jérome e tentassem minimizar o absurdo de ter sete anos para administrar a empreitada e não darem conta do recado.

Gabriel Fernandes

gabbrieel@uol.com.br

Recife

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UM BELO DESAFORO

A Fifa declarou um lucro de R$ 10 bilhões durante a Copa do "Submundo" que talvez seja realizada no Brasil. Enquanto nosso país padece de educação séria, saúde de qualidade e, principalmente, segurança pública, o governo isentou esta entidade do pagamento de R$ 1 bilhão em impostos. Porém nem tudo é prejuízo, porque a Fifa vai doar R$ 200 milhões como esmola a algumas entidades. É mais ou menos como a piada do homem que se escondeu dentro do guarda-roupa para bater no conquistador e nada fez, e quando o tarado foi embora a mulher ficou revoltada com o marido, que tinha sua justificativa: "Não conta prá ninguém, mulher, mas eu mijei na botina dele. Vocês queimam a minha cara gorda de vergonha".

Manoel José Rodrigues

manoel.poeta@hotmail.com

Alvorada do Sul (PR)

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PROTESTOS DURANTE A COPA

De acordo com o manual de conduta das tropas de choque, que está sendo elaborado pelo Ministério da Justiça, bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha deixarão de ser utilizados como repressão e passarão a ser utilizados como proteção, tanto aos militares como aos participantes das manifestações de protesto. É mais uma propaganda enganosa do governo em relação à chamada repressão "antidemocrática".

Roberto Twiaschor

rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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AS ÁGUAS E A INÉRCIA DOS GOVERNOS

As águas estão fora do controle. Depois de um janeiro mais seco que os anteriores, picos de chuva que trouxeram pânico, destruição, sofrimento e mortes. As autoridades, mais uma vez, fazem estatísticas, previsões e promessas. Tudo igualzinho nos anos anteriores. O diferente é que agora, indignada, a população começa a protestar violentamente, queimando ônibus e fechando o trânsito em vias de grande circulação. E, da mesma forma que não há providências para os problemas, também não ocorrem consequências para as manifestações, que se ampliam como numa terra de ninguém. É inadmissível, num país com tanta lei e norma para edificações, vermos edifícios que caem, construções sem fiscalização e vias que inundam em todas as chuvas e o prefeito não busca uma solução. Tudo ocorre porque o governante usa o dinheiro público para fins políticos e eleitoreiros e, com isso, deixa de cumprir a legislação e as normas técnicas. Melhor do que partir para a violência e o confronto, seria o povo recorrer ao Ministério Público, apontando seus problemas e exigindo providências. Se o Ministério Público ampliar suas ações e forçar os administradores a assinarem TACs (Termos de Ajustamento de Conduta), a exemplo do que tem sido feito para o tratamento dos esgotos, num tempo não muito longo poderão acabar as enchentes, os desabamentos de obras e outras inconformidades resultantes, na maioria das vezes, da inércia (e até da corrupção) dos governantes e dos setores encarregados da fiscalização. Para cumprirem suas finalidades, as leis e normas não podem ficar apenas no papel...

Dirceu Cardoso Gonçalves

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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E AQUELE BRASIL, LULA?

O Fundo Monetário Internacional (FMI) acaba de cortar as projeções para o crescimento do Brasil em 2013 e 2014, conforme relatório divulgado na terça-feira (21/1). A expectativa anterior era de que o País crescesse 2,5% e 3,2% em 2014 e 2015. Foi, agora, reduzida para 2,3% e 2,8%, respectivamente. Brasil e Rússia tiveram piora nas projeções. Em sentido oposto, o FMI elevou perspectivas para China e Estados Unidos, as duas grandes locomotivas da economia mundial. As projeções para a economia global são de crescimento de 3,7% em 2014 e de 3,9% em 2015, levemente superiores às perspectivas anteriores, assim diz o fundo. O crescimento dos emergentes é bem superior ao da média global - e o Brasil é um emergente. Todavia, um emergente com "as pernas mancas", como admitiu, num raro rasgo de sinceridade, o ministro da Fazenda, Guido Mantega. De fato, todos os indicadores mostram que aquele discurso do Brasil Maravilha do "nunca antes na História" martelado dia sim, dia também em discursos grandiloquentes pelo ex-presidente está com prazo de validade vencido e seu destino parece ser a lata do lixo da História. Mas o pior nem é isso: é saber que os responsáveis por esse absurdo atraso em que estamos vendo o País mergulhar têm amplas chances de seguir dando as cartas na República por mais quatro anos, a partir de 2015 - e pela vontade popular! Haverá fôlego para suportar tanta mediocridade?

Silvio Natal

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

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PERDA DE INVESTIMENTOS

Após a observação do conceituado jornal "Financial Times", que publicou que o Brasil perdeu quase US$ 285 bilhões em investimentos estrangeiros nos últimos três anos, que nome poderíamos dar a esse derretimento dos investimentos? Seria efeito Dilma, efeito poste, herança maldita de Lula ou simplesmente Mantega derretida?

Ronaldo Gomes Ferraz

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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DEUS E O DIABO

O Fundo Monetário Internacional (FMI) alerta que os juros elevados afetarão o crescimento. Não há por que se preocupar por enquanto. Até a data da eleição dona Dilma e sua turma farão o diabo para que a população não perceba a fria em que estão nos metendo. Depois do dia 5 de outubro, se os brasileiros se deixarem enganar de novo, aí, sim, será um Deus nos acuda...

Victor Germano Pereira

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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PIADA DO CRESCIMENTO

Num ano definido pelos especialistas como atípico para o Paraguai, em 2013, a economia do país se descolou da brasileira, à qual tradicionalmente é ligada, e registrou um crescimento muito maior do que o do Brasil. Segundo relatório do Banco Mundial, o Paraguai teve, no ano passado, o terceiro maior crescimento econômico do mundo: 14,1%. O Brasil, no mesmo período, cresceu 2,2%. Isso só pode ser piada, pelo potencial do Brasil e do Paraguai, ou incompetência de Mantega, que só fala e faz besteiras. Durma-se com um crescimento desses...

Antonio Jose Gomes Marques

a.jose@uol.com.br

São Paulo

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OBSTÁCULOS

Para citar apenas três setores vitais da economia do Brasil abençoado por Deus e bonito por natureza, cerca de 40% (!) da água tratada é desperdiçada por deficiências na infraestrutura das redes de distribuição. Na energia elétrica, perde-se 10% da produção por mau uso, com lâmpadas acesas sem necessidade. Na agricultura, 10% da safra de grãos fica pelo caminho devido à falta de silos de armazenamento adequados, à má conservação das rodovias e ao uso de veículos desabilitados para o transporte. A falta de planejamento e de investimentos de longo prazo dos governos, bem como a corrupção generalizada que assola o País, desviando o grosso dos recursos públicos necessários para a melhoria de suas condições básicas, fazem com que, infelizmente, o Brasil continue a ser "o país do futuro" que nunca chega. Até quando?!

J. S. Decol

decoljs@globo.com

São Paulo

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OS RUMOS DA ECONOMIA BRASILEIRA

Embora não tenha sofrido maiores consequências com o abalo sistêmico ocasionado pelo estouro da "bolha imobiliária" em outros países - nações estas que possuem resistência bem maior a crises que o Brasil, diga-se de passagem -, o governo brasileiro vem tomando medidas que tendem a conduzir para os mesmos destinos. Se, por um lado, a oferta de crédito imobiliário teve, em 2013, aumento aproximado de 34%, atingindo mais de 49 bilhões apenas no primeiro semestre; por outro, deve-se sopesar que a inserção de mais capital na economia conduz, diretamente, a expansão dos índices inflacionários - que já atingem gravemente setores como o alimentício, e cuja previsão é de sucessiva piora. Além disso, foi induzido o crescimento de uma bolha imobiliária que já apresenta sinais comprometedores de inchaço: os preços dos imóveis apenas dilatam, e chegam, em alguns casos, a níveis desproporcionais - conduzidos pela desmedida procura de mercado. Se, por um lado os dados apontam a queda nos índices de desemprego, levando a uma comemorada "mínima histórica"; por outro, cresce o número de pessoas que ocupam, hoje, o quadro dos inativos - aqueles que não trabalham, nem desejam trabalhar. De acordo com informações do IBGE, o número de inativos aumentou em 126 mil, de outubro para novembro de 2013. Não se pode perder de vista também que a inflação é o fio condutor principal dos reajustes salariais - que, a propósito, raramente cumprem os fins de compensação a que se destinam, e forçam, consequentemente, a perda de poder de compra, pela população. Comprando menos, vende-se menos. E produz-se menos. Desestimulado, o setor secundário da economia tende a retrair, levando a desemprego. Em dois anos, cerca de 200 mil postos de trabalho do setor industrial - que é essencial para a manutenção de uma economia ascendente - foram fechados. Com o aumento do desemprego, aumenta também o inadimplemento em virtude dos débitos imobiliários contraídos. A dívida força, então, a venda dos imóveis recém-adquiridos, e a oferta massiva leva ao estouro da bolha, com rápida e fulminante desvalorização dos preços dos imóveis, que haviam sido comprados a valores exorbitantes, quando a "bolha imobiliária" ainda se sustentava. Toda essa conjuntura conduz a iminente crise econômica. Apesar do desnorteamento na tomada de medidas e controle dos recursos públicos, o governo arrecadou em 2013, em impostos, o montante de 1,7 trilhão de reais. Some-se isso ao fato de que a dívida pública bateu recordes, voltando a ultrapassar 2 trilhões de reais. A melhor saída para evitar que consequências funestas sobrevenham à economia brasileira é a tomada de medidas que voltem a reativar intensa participação dos setores primário e secundário, na economia; e o aumento da oferta de efetivo emprego - com políticas de diminuição de inativos e estímulo à produção. Além disso, providências de proteção à moeda e incentivo aos investimentos podem ser apropriadas, se acompanhadas de controle e maior critério na concessão de crédito financeiro. Ao contrário do que a presidente Dilma afirmou em seu discurso de final de ano, os fatos estão postos e os dados são claros: a guerra não é "psicológica" nem irreal. Agir com precaução, definindo os pontos de reparo não é "mergulhar em pessimismo". Expostos os sintomas negativos, o tratamento contra a moléstia econômica que se avizinha deve ter início imediato. Do contrário, poderá ser tarde demais para tentar remediar.

Juvencio Almeida

juvencio.almeida@hotmail.com

João Pessoa

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A VERDADE SEMPRE APARECE

O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) acaba de divulgar números sobre mercado de trabalho que somente a crônica surdez do Planalto não admitia. Em 2013, apenas 1,1 milhão de empregos foi criado no País. E se levarmos em conta que por ano 1,8 milhão de jovens atingem a idade para entrar no mercado de trabalho, por si só o déficit de criação de empregos é desastroso. Esse é o resultado do artifício da soberba, populismo, e imaturidade administrativa da Dilma. Em que seu destrambelhado governo, por mais que se esforce, jamais será capaz de esconder a realidade dos fatos, como dos equívocos na condução da nossa economia. Apesar das advertências dos nossos especialistas em macroeconomia e administração pública, que há muito, e quase que diariamente, através do importante espaço da nossa imprensa generosamente vem oferecendo ao governo sugestões para que se corrijam os graves erros estruturais que a equipe econômica com aval da presidente vem cometendo. Além, lógico, das desprezíveis traquinagens contábeis que vêm tirando o sono e a confiança do investidor. E o placar a olho nu é este dos PIBs que não passam dos 2%, déficit fiscal nas alturas, investimentos abaixo do mínimo ideal, entre outras debilidades. Agora, para coroar o estrago, a dolorosa conta de que foi criado o insuficiente 1,1 milhão de empregos em 2013. Qual será a próxima decepção?

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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2013

O ano de 2013 terminou, para sorte de dona Dilma. A criação de empregos foi a pior dos últimos 10 anos. Nem é preciso ser pessimista, afinal, o que foi bom em 2013? As previsões para 2014 não são nada alvissareiras, justamente no ano das eleições. Reeleição, nem pensar. A inflação em alta, PIB em baixa, gastos públicos nas alturas e maquiados, "rombo" na Previdência Social, Petrobrás literalmente no fundo do poço (nada que ver com o pré-sal) são as notícias que lemos diariamente. Aonde vamos chegar? Será que ainda vai ser pior?

Maria Teresa Amaral

mteresa0409@2me.com.br

São Paulo

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CRISE E DESEMPREGO

Não sejamos tolos em relembrar que uma das hipóteses sobre o advento da crise econômica de 2008 era de que esta teria sido "planejada" por banqueiros. 202 milhões de desempregados vítimas da "trapaça" assistem a 1% da população deter 50% do PIB mundial. Pior! As 85 maiores fortunas do mundo acumulam renda equivalente à de 3,5 bilhões de pessoas. Acreditem, a distribuição de riqueza não vai mudar. Um sistema monetário gerido por bancos centrais inevitavelmente padecerá de crises financeiras recorrentes. Serão salvos pelos governos corruptos e a população pagará caro sempre. Até o dia em que os governos sejam completamente retirados do negócio de fabricar dinheiro. A ética do enriquecimento deveria, portanto, ser esta: "Não roubarás!", ao invés de ser "não roubarás, exceto pelo voto da maioria". O mundo está nos ensinando. E o Brasil, no quesito roubalheira, aprende e contempla tudo rapidamente! Quem nos salvará?

Rafael Machado Cury

machadocury@gmail.com

São Paulo

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O PIB MUNDIAL

É inaceitável que apenas 1% da população controle 50% do PIB mundial. É a exata medida da desigualdade, injustiça, exclusão e da péssima distribuição de renda no planeta na época em que vivemos. Por aí se vê o processo de "brasilização" do mundo, que vai se tornando cada vez mais desigual e injusto, com o aumento da concentração de renda e do fosso entre ricos e pobres. Sabemos que outro mundo é possível, com justiça, solidariedade, inclusão e ética. Hoje, no mundo, os grandes grupos econômicos colocam o Estado para agir em seu benefício e não no do povo. É preciso uma revolução mundial e planetária para que se derrube um sistema político, social e econômico falido, cruel e desumano que só beneficia os ricos e poderosos e que permite a exploração e submissão da imensa maioria das pessoas.

Renato Khair

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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A PRODUÇÃO DA PETROBRÁS

Vem sendo noticiado na grande imprensa que a Petrobrás triplicará a produção até 2035, daqui a 21 anos! Projeção impossível de fazer e declaração ridícula. No longo prazo estaremos todos mortos. Se o governo deixasse de usar politicamente a Petrobrás, a nossa Petrobrás, ela triplicaria a produção em muito menos tempo. Ocorre que o PT pensa que a Petrobrás é deles. No momento, até álcool está importando dos Estados Unidos. É o mesmo que importar jabuticaba!

Paulo Roberto P. Santos

prsantos1952@bol.com.br

Niterói (RJ)

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O ETANOL NO BURACO

Montadora chinesa se instala no Estado de Sao Paulo. Ao mesmo tempo, indústria quase que centenária como a Dedini - sucroalcooleira de base, enfrenta greves por atraso em pagamentos a seus mais de 2 mil funcionários e fornecedores. Dado a este contexto, a metalurgia de Piracicaba, dependente exclusivamente da Dedini, enfrenta grave crise de ociosidade e, consequentemente, financeira também. Situação que põe em risco empregos e, dada a sua importância, uma região do Estado de São Paulo. Há toda uma série de fatores que hoje privilegiam o setor automobilístico, tornando-o atrativo até em momentos adversos da economia. Já o setor alcooleiro de base amarga prejuízos de uma política de preços artificiais aplicados ao setor de combustível pelo governo federal que minimiza o uso do etanol como combustível viável na maioria dos Estados brasileiros. Essa política artificial de preços inviabiliza também o repasse de custos inflacionários e cambiais crescentes. A Petrobrás tem o governo para tirá-la do buraco em que se encontra, já para as empresas privadas o benefício potencial não se nivela ao obtido pela estatal. Empresas referência brasileiras merecem nossa atenção e nosso apoio.

Sergio Holl Lara

jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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‘ETANOL - UM BECO SEM SAÍDA’

"Etanol - um beco sem saída" (artigo de Xico Graziano em 21/1, A2) é uma formulação sofista e eufemista. A situação foi criada "por vontade política" de Lula para enganar a percepção pública da realidade da inflação. Prejudica a Petrobrás e a indústria sucroalcooleira, a cogeração com queima do biocombustível bagaço de cana, o investimento em renovação e em novas de centrais de geração, destrói oportunidades de trabalho e, portanto, prejudica o PIB, a arrecadação de impostos e as balanças comercial e de pagamentos. A subvenção ao preço da gasolina também pesa no orçamento. O eufemismo está na limitação da apresentação das consequências funestas, em especial para a economia do Estado de São Paulo. Sofista é a insinuação da dificuldade de solução. Basta voltar à verdade dos preços.

Harald Hellmuth

hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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CHEIRANDO MOFO

Décadas se passam e as autoridades passam discorrendo sobre o déficit da Previdência Social da iniciativa privada (RGPS), e que não passa de um imbróglio da Constituição de 1988, em que somam-se os que contribuem com os que não contribuem, com os que se beneficiam de renúncias previdenciárias por serem exportadores do agronegócio ou por serem clubes de times de futebol, ou ainda micro empresas. Têm ali, ainda, casos típicos que a todo ano ouvimos dizer que é necessário regulamentar e não surge um competente a fazê-lo: como o chamado "fenômeno" das novas viúvas, ou a perenização de benefícios através de casamentos de beneficiários idosos com moças jovens que herdarão o benefício. Há décadas se fala disso no Brasil, golpe tanto praticado no RGPS quanto no RPPS do serviço público, e ninguém regulamenta os regimes, como o é em qualquer republiqueta de bananas, onde existe a carência mínima de cinco, dez ou até quinze anos de convívio (casamento). Além de idade mínima para que o cônjuge possa fazer jus a herdar o benefício. Tudo isso além de considerar se o casal possui filhos menores de idade também. Acidente de trabalho: aqui uns chegam a cortar o dedo para se aposentar, e outros, que nunca trabalharam, recebem "auxílio para detentos" pelo RGPS tendo feito apenas uma única contribuição, e ironicamente recebem mais do que aqueles que trabalharam e contribuíram por mais de três ou quatro décadas. Como assim? Antes da sentença proferida o gatuno e nos "conformes" judiciais brasileiros não é culpado de nada, podendo assim se inscrever e fazer sua única contribuição ao INSS, isso se não contribuiu nos últimos seis meses, trata-se do bilhete da sorte - quase R$ 1 mil por mês e com direito a 13.º salário, pagos por você contribuinte que ainda é chamado de causador do déficit da Previdência Social do Brasil.

Oswaldo Colombo Filho

colomboconsult@gmail.com

São Paulo

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PROTESTAR CONTRA O QUÊ?

Os aposentados brasileiros devem estar tendo a vida que pediram a Deus, pois, na sua data comemorativa (24/1), ninguém fez protestos contra o assalto em seus benefícios, e o sistema público de saúde também deve estar dando um atendimento padrão Fifa. Reclamar do que, não é mesmo?

Ademar Monteiro de Moraes

ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

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O EMBLEMÁTICO CASO DA PREVI

Um fato ocorrido neste mês de janeiro, que afetou um contingente considerável de pessoas, deixou nítidas as perspectivas sombrias que rondam a nossa já cambaleante economia, assolada por seguidas quedas da Bolsa de Valores, visível diminuição da atividade industrial, inflação descontrolada, gastos improdutivos da parte do governo que visa apenas à sua continuidade no poder; e por aí vai. A Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ), concebida por servidores do banco, em 16 de abril de 1904, com o escopo de assegurar aos seus participantes uma complementação dos proventos ao se aposentarem, para cobertura da diferença entre o que a previdência pública lhes pagava e o montante de seus ganhos quando na ativa; o custeio era feito mediante generosa contribuição de mais de 10% sobre tudo o que do Banco recebiam, cabendo a este igual participação. Com maciça adesão do funcionalismo, então facultativa, com o passar do tempo tornou-se obrigatória a inscrição para os novos funcionários. Historicamente bem administrada pelos próprios segurados, na quase totalidade da sua vitoriosa existência - à exceção são os últimos anos -, ela construiu um invejável patrimônio e é hoje considerada o maior fundo de previdência privada da América Latina e o 3.º do mundo, um inquestionável gigante. O seu crescimento se deu não só pelo valor das contribuições dos funcionários e do banco, mas, sim, de forma incomensurável por inteligentes participações em empresas colossais (entre elas a hoje incrivelmente combalida Petrobrás e a Vale do Rio Doce, em boa hora privatizada na gestão FHC), como também em produtivas aplicações no mercado acionário. Por força disso, vinha apresentando um superávit bilionário que a levou, há sete anos, a isentar os aposentados, entre os quais me incluo, das contribuições regulamentares. Em vista do constante e significativo aumento do superávit e, apesar de o Banco do Brasil dele ter abocanhado parcela considerável, a Previ resolveu, em 2010, distribuí-lo mensalmente aos participantes, na forma de um Benefício Temporário (BET). Argumentando que as rendas advindas das suas participações e aplicações já apresentam sensível diminuição, alcançadas pela indisfarçável queda da atividade econômica no País, cujos índices, apesar de acintosamente manipulados pelo governo, estão aí para quem quiser ver, resolveu a Previ cancelar a isenção das contribuições dos participantes e suspender o pagamento do BET, já a partir deste mês de janeiro, visando a resguardar a saúde financeira da instituição e assegurar a continuidade do pagamento da complementação ("que se vão os anéis, mas que fiquem os dedos"), posto que, no seu entender, a queda da sua receita colocou em xeque a continuidade do superávit. Apesar de, como tantos outros colegas, sofrer uma não desprezível diminuição nos meus proventos, não discuto a justeza da resolução. O que me incomoda e me preocupa é a possível continuidade dessa "administração" incompetente, deletéria, desonesta, corrupta, que o lulopetismo vem impingindo a este país que, não fosse por esse infortúnio que o está levando, a passos largos, para o abismo - os fatos estão diariamente na mídia -, teria tudo para ser próspero. As inacreditáveis pesquisas de intenção de votos aí estão para dar razão ao meu pessimismo, a mostrar que aqueles que alienaram a sua consciência em troca de bolsas esmola e outras prebendas, não vão dar-se conta de que, ao escolherem por nós, na sua cegueira voluntária, nos levarão, de braços dados com eles, ao fundo do poço. O caso da Previ que relatei acima é uma cabal demonstração do que poderá vir por aí. Precisamos do surgimento de um líder corajoso, descompromissado com essa corja de políticos mal intencionados e que faça uma feroz e vitoriosa oposição a esse desgoverno. "Elles" estão "fazendo o diabo" e, se Deus ainda for brasileiro, será nossa última esperança.

Rubens Guiguet Leal

rubensgleal@uol.com.br

Americana

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PEC 308/2008

A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 308/2008, com o apoio de 125 deputados, está à espera de solução. Trata-se de militares do Estado e da Federação que, quando em cargo eletivo, aposentam compulsoriamente (inciso I e II do parágrafo 8.º do artigo 14 da Constituição federal), trazendo prejuízos aos próprios servidores e ao País, pois tanto o Estado quanto a Federação gastam com esses servidores em escolas de soldados, cabos, sargentos, oficiais, além de outros cursos técnicos ou de aperfeiçoamento. Relembro, senhores deputados, esse pedido de justiça existe desde 14 de agosto de 1995 ("O Estado de S. Paulo", página A2). Até quando, senhores deputados, vamos esperar pelo que é justo e perfeito? Até quando vão ficar dormindo em berço esplêndido da pátria amada?

José Messias da Silva

fhrc92@hotmail.com

Santana de Parnaíba

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MOBILIDADE URBANA

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, está provocando uma revolução no trânsito de São Paulo com a implantação das faixas exclusivas para ônibus. Para complementar a mobilidade urbana, sugiro que, ao lado das faixas exclusivas para os ônibus, acrescente também uma faixa exclusiva para os diversos grupos que vão às ruas, pontes e vias marginais para protestar e impedem que o trânsito circule livremente, tal como tem ocorrido nos últimos dias.

Claudio Juchem

cjuchem@gmail.com

São Paulo

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PREFEITO LATA DE TINTA

A epopeia de um casal de paulistanos num domingo tranquilo: minha mulher e eu, ambos acima dos 65 anos, tínhamos de ir para o bairro da Consolação, e resolvemos fazê-lo de ônibus. Moramos no Alto da Lapa (onde o prefeito pretendia um aumento de 35% no IPTU), a 50 metros de casa passava um ônibus que nos atenderia perfeitamente, mas algum gênio do transporte modificou o trajeto da linha, não nos serve mais. Como resultado, tivemos de andar por uns 400 metros, subindo uma rampa de 37° (tenho um aplicativo que mede essas coisas) para ir a outro ponto de ônibus. Esperamos 15 minutos por um ônibus (chacoalhento) que nos levou à Estação Vila Madalena do metrô, onde pegaríamos outro carro, que nos levaria ao destino (Rua da Consolação). Depois de aguardar por mais de meia hora, resolvemos mudar de tática, tomar o metrô, descer na Estação Consolação e, de lá, tomar um ônibus até o destino. Resultado: gastamos 1 hora e 17 minutos para fazer um trajeto que leva, no máximo, 20 minutos de carro (à noite, voltamos de táxi, levou 17 minutos marcados no cronômetro). Se pintar faixa no chão resolvesse o problema do transporte coletivo (sem aumentar o número e a qualidade dos veículos), a questão estaria solucionada há muito tempo. Da próxima vez, irei de carro.

Luis Carlos Kfouri

cacalo.kfouri@uol.com.br

São Paulo

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TRANSPORTE PÚBLICO NA AGENDA

A agenda deste novo milênio não deveria ser o transporte público, que é finito e está próximo à saturação, mas a acessibilidade da população para as oportunidades que a metrópole lhes oferece. Ainda há a possibilidade de usar a infraestrutura existente e alterar a lógica de sua utilização para melhorar o desempenho, mas não se pode garantir o "direito" de se morar em São Miguel e ir trabalhar em Alphaville. Deve-se incentivar a moradia perto dos centros de negócios, promover um leque de usos em pólos locais com moradias que atendam a um amplo espectro de renda e ofertas de trabalho, serviços públicos, opções de lazer e esportes, educação, etc.; com isso a demanda de viagens (que serão mais curtas) pode ser mais bem equacionada e atendida.

Corinto Luis Ribeiro

corinto@corinto.arq.br

São Paulo

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PARA A PUBLICIDADE TEM

O prefeito Fernando Haddad (PT), em seus pronunciamentos, alega sempre que a falta de verba na Prefeitura pode paralisar seus projetos de governo. A carência de verbas pode até haver, mas os gastos com propaganda de sua gestão, que até o momento não mostrou a que veio, já são destaques em horários nobres na mídia televisiva. Já está na hora de repensarem essa política do "me engana que eu gosto", pois o dinheiro do contribuinte não cai do céu.

Francisco Zardetto

fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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PROPAGANDA NEGATIVA

O ex-presidente Lula está reclamando da falta de divulgação dos feitos de prefeito Haddad. Ele está enganado. Quanto menos divulgação, melhor, são erros em cima de equívocos.

Luiz Frid

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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