Fórum dos Leitores

NO PALÁCIO DA ALVORADA

O Estado de S.Paulo

07 Março 2014 | 02h06

Comitê político-eleitoral

A foto no Estadão de ontem em que a cúpula do comitê pró-reeleição de Dilma Rousseff está reunida mostra uma triste realidade. Primeiro, que nada mudou, ou seja, são os mesmos "companheiros" que decidem a questão do "poste". Em segundo lugar, o mesmo marqueteiro e o mesmo jornalista, bem como o tesoureiro. Mas o pior é que nem Lula nem Dilma vestem vermelho (cor de indumentária que só usam em público), evidenciando que são perfeitos atores perante a opinião pública e certamente mudarão a retórica de palanque. Na verdade, já notaram que o povo está cansado das bandeiras vermelhas e suas fantasias e agora vão mudar o visual para disfarçar, como lobos em pele de cordeiro. A cada dia Lula mostra sua verdadeira personalidade e o povo infeliz não nota o caminho que estamos trilhando.

CLAUDIO MAZETTO

cmazetto@ig.com.br

Salto

Nada pela população

Vendo essa foto na primeira página, do sr. Lula reunido com a presidente, o sr. Aloizio Mercadante e a cúpula do PT, e lendo as notícias dos conflitos do governo com o PMDB, chama-me a atenção o fato de que toda essa movimentação é apenas para fins eleitorais e ocupação de espaços no governo, nada disso é procurando beneficiar a população. A propósito, não foi o sr. Lula que disse que ex-presidente tinha de ser discreto, cuidar da vida, etc.?

ALEXANDRE FONTANA

alexfontana70@yahoo.com.br

São Paulo

Dormindo com o inimigo

A presidente acionou seu guru e mentor para alinhavar a parceria sempre problemática com o PMDB. O sorriso da foto, porém, não esconde a fragilidade do sonho, que, por isso mesmo, pode acabar em pesadelo.

DOCA RAMOS MELLO

ddramosmello@uol.com.br

São Sebastião

Acinte

A notícia - acompanhada de foto com todos os participantes confraternizando alegremente, em destaque a "presidenta Lula" e o "presidento" de fato - da reunião de Quarta-Feira de Cinzas no Palácio da Alvorada é um acinte à democracia! Espaço público usado para reunião a fim de discutir assunto de interesse do partido do governo, a rebeldia do maior aliado?! O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai ser conivente, tomar uma atitude séria ou só cobrar uma multinha?

APARECIDA DILEIDE GAZIOLLA

aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

Vale tudo

Até montar comitê político-eleitoral dentro do Palácio da Alvorada, prédio público, o que é proibido pela Lei Eleitoral. Mas para o PT vale tudo mesmo...

LUIZ FELIPE MIGUEL

luizfemig@ig.com.br

São Paulo

Faz o que quer

Residência presidencial usada para reunião partidária do PT?! Essa residência não é da dona Dilma, muito menos do seu partido, é da Presidência da República. Portanto, energia elétrica e demais mordomias pagas com o dinheiro público. Esse desgoverno Lula-Dilma faz o que quer. Onde estão a Justiça Eleitoral, a oposição, a OAB...? Ninguém sabe, ninguém viu.

WILSON LINO

wiolino@yahoo.com.br

São Paulo

Campanha palaciana

Fica evidente para qualquer leigo a utilização indevida e contra a Lei Eleitoral das instalações palacianas em prol da campanha eleitoral do PT, no "encontro informal" de Lula e Dilma. A oposição deveria recorrer aos meios jurídicos para questionar o TSE. De qualquer maneira, essa mesma oposição, se realmente quiser a derrocada do PT, deve unir-se como nunca, deixando de lado as individualidades e preferências e aproveitando ainda a grande oportunidade de captar o apoio do PMDB, que, convenhamos, deve estar saturado de ser deixado em plano inferior em troca de ministérios. O partido de Ulysses Guimarães não se pode prestar ao desserviço do povo. Mas como para ganhar tudo vale, creio que a inclusão do PMDB valeria muito mais que a de partidos menores. Então, Aécio Neves, Eduardo Campos, Marina Silva, só há uma saída: união de forças em chapa única!

JOSÉ DOMINECE

jdominece@terra.com.br

São Paulo

PMDB X PT

Honra de repensar

Só agora o PMDB acordou e constatou, por seu líder na Câmara, deputado Eduardo Cunha (RJ), que o partido não é respeitado pelo PT? Constatação óbvia e tardia, pois o PT não respeita nem o STF, nem o povo brasileiro, nem a opinião pública internacional. Seria absurdo pensar que o PT iria respeitar o PMDB. Ainda não é tarde. Repensem.

BATISTA CASSIANO

batistacassiano@hotmail.com

São Paulo

Papel subalterno

Outrora líder da oposição, o PMDB aceitou, já por mais de uma década, papel subalterno, atrelado ao PT. Movido por interesses próprios, não ousa desvincular-se das tetas e procura ter a luz de "postes" desse partido. Essa atitude - compreensível, mas vergonhosa - compactua com as tolices e a incapacidade administrativa a que cansamos de assistir. E neste ano eleitoral demonstra a permanência dessa posição, por falta de coragem e patriotismo. Lamentável.

ANDRÉ C. FROHNKNECHT

caxumba888@gmail.com

São Paulo

Choque de realidade

Com medo de enxergar a realidade, é comum ouvir que o PMDB é da mesma laia do PT. Ora, essa parceria é de grande valia para o PT, mas muito prejudicial para o PMDB. É inacreditável que esse pessoal ainda não tenha percebido o desgaste que teve e está tendo. Afinal, "macaco velho não pula em galho podre".

IVAN BERTAZZO

bertazzo@nusa.com.br

São Paulo

Mulher de malandro

O PMDB age como mulher de malandro: apanha, perdoa após alguns carinhos e acredita que não vai mais acontecer, até levar nova bordoada. O PMDB é forte, bem mais que o PT, tem de abandonar esse mau companheiro e seguir em frente, sozinho ou em melhor companhia.

RICARDO MELLO SANTOS

pramar681@hotmail.com

Salvador

Como ratos no navio

O PMDB sempre se destacou na política brasileira por deixar o naufrágio antes das mulheres e crianças. Não será agora que vai dar uma de capitão.

VICTOR GERMANO PEREIRA

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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PRESIDENTE OU CANDIDATA?

A foto de capa do "Estadão" (6/3), em que se vê a cúpula do PT reunida no Palácio da Alvorada, em tarde de expediente normal (quarta-feira, 5/3), dando tratos à campanha de reeleição de Dilma Rousseff, revela com acintosa nitidez e petulância desmedida, a arrogância e o descaso deste desgoverno com a opinião pública. Fazem o que querem, quando, como, onde, e ponto final. Por oportuno, convém lembrar o que disse Marcus Tulius Cicero em suas "catilinárias": "Quo usque tandem abutere, Catilina, patientia nostra?" (até quando, Catilina, abusarás de nossa paciência?)

J. S. Decol

decoljs@globo.com

São Paulo

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BURLANDO A LEI, SEM VERGONHA

Qual será a punição à "presidenta Lula", digo Dilma, por ser fotografada em pleno dia de trabalho, no Palácio da Alvorada, cuidando com o seu staff de campanha eleitoral, tratando, pois, de assuntos particulares em detrimento dos interesses da Nação? Ao se deixar fotografar, não há maior prova, ela com certeza não dá a menor importância ao fato de estar descumprindo leis que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estipula. É impressionante o despudor dos petistas. Quando no poder, acham que podem tudo.

Leila E. Leitão

São Paulo

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COMITÊ POLÍTICO-ELEITORAL

A foto da capa mostra o cérebro do PT que só almeja o poder a qualquer custo.

José Millei

millei.jose@gmail.com

São Paulo

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DILMA OU LULA?

Pela foto estampada na primeira página do "Estadão", já ficou confirmado: quem vencer a queda de braço será o candidato. E tchau, Dilma.

José Luiz Tedesco

wpalha@terra.com.br

Presidente Epitácio

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UM RETRATO PATÉTICO

A foto de capa do "Estadão" (6/3) realçando o encontro de Lula e Dilma no Alvorada em plena quarta-feira de cinzas, distribuída à imprensa pelo Instituto Lula, chega a soar patética, escarnecedora e burlesca. Bem ensaiados, eles posaram estampando em seus rostos um esgarçado sorriso de felicidade. Uma anomalia diante dos pífios desempenhos do governo petista ilustrados pelas mídias nacional e internacional e por órgãos oficiais externos. A reunião, bem definida pelo jornal como "Comitê político-eleitoral", não constava da agenda oficial da presidente Dilma. Lula, o messiânico, falastrão e blasonador, suscita ter marcado a reunião e definido a pauta, encarnando o papel sobejo de protetor da presidente: eleições deste ano, reforma ministerial e Copa do Mundo. Convém lembrar o discurso proferido em Pernambuco no dia 24/3/2009: "Eu não acho que um presidente da República tenha de imediatamente voltar para a política. Eu acho que ele tem de ficar fora, tem de fazer uma reflexão. Eu não tenho vontade de ser deputado, não tenho vontade de ser senador. Eu não estou pensando em voltar para a política, não. Eu acho que agora, ao sair, eu tenho de ensinar como é que se comporta um ex-presidente da República. Nós temos de entender que, se o povo elegeu, o povo tem de deixá-lo trabalhar. Tem ex-presidente (o ex-FHC) que fala demais". Dá para acreditar no Lula? A esperar que os eleitores, num rasgo de sensatez, lucidez e pertinácia, sufraguem nas próximas eleições os candidatos da oposição ao PT (o partido dos mensaleiros que deixaram de ser quadrilheiros para serem apenas coautores de crimes e corruptos) defenestrando-os definitivamente do cenário público e da atividade política nacional.

Junios Paes Leme

junios.paesleme@ig.com.br

Santos

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DE SBC A BRASÍLIA

Vendo a foto do seleto grupo reunido no Palácio da Alvorada para tratar de assunto muito "relevante" para o exercício da Presidência - ou seja, cuidar da insurreição do maior partido aliado (o PMDB), a fim de não prejudicar a campanha da reeleição já em andamento -, todos muito sorridentes, com destaque para a presidentA Lula, como diria certa ministra, e ninguém menos do que aquele que se atreveu a dar "conselho" ao ex-presidente FHC de como deveria se comportar após a Presidência, seria muita impertinência de nossa parte perguntar como o cidadão Luiz Inácio sai de São Bernardo do Campo, onde reside, para ir a Brasília: de carro, em voo de carreira ou...?

Aparecida Dileide Gaziolla

aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

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A QUADRILHA COMPLETA

Belas figuras estampadas na primeira página do "Estadão" de ontem (6/3): Dilma, Lula, Franklin Martins, Rui Falcão, o chefe de Gabinete Giles Azevedo, João Santana, o tesoureiro Edinho Silva e Mercadante. Para completar a quadrilha, só faltaram José Dirceu, Delúbio Soares, José Genoino, etc. Só sorrisos. Mas podem chorar em outubro, vamos esperar.

José Carlos de Sylos

sylosjunior@hotmail.com

São Vicente

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ASSUNTO TROCADO

A foto da capa do "Estadão" de ontem, divulgada pelo Instituto Lula, fala em tensão e tentativa de soldar a aliança com o PMDB para a campanha da reeleição de Dona Dilma. Não há, porém, na foto ninguém do PMDB e todos os presentes, inclusive os dois "co-presidentes", Lula e Dilma, que se cumprimentam em pé, parecem, isto sim, gargalhar e comemorar o chapéu aplicado no povo brasileiro e na principal instituição jurídica do País na última quinta-feira...

Victor Germano Pereira

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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O CHANTAGISTA E O PILANTRA

Nesta briga entre o líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha, e o presidente do PT do Rio, Washington Quaquá, em que o segundo chamou o primeiro de chantagista e este lhe deu o troco chamando-o de pilantra, quem sai como vencedor é o povo do Rio de Janeiro, pois os dois contendores, acertando em cheio nos adjetivos qualificativos com que se brindaram, deixam exposto o nível da política do Estado, e que outubro de 2014 precisa chegar bem depressa para mudar tudo isso.

Ronaldo Gomes Ferraz

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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AINDA O MST

Após ler, no editorial do "Estadão" ("Vandalismo com dinheiro público", 4/3, A3), que a Caixa Econômica Federal (CEF), o BNDES e a Petrobrás doaram R$ 1,2 milhão ao Movimento dos Sem-Terra (MST) para ele realizar um evento em Brasília, segue a minha opinião: os militantes do MST não passam de uns sem-vergonha que há muito deixaram de formar um movimento de trabalhadores sem-terra para se transformarem num banditismo rural. E, por ser ano eleitoral, o Planalto não tem interesse algum em desmascará-los, porque este movimento tem alavancado o PT há décadas. Para nós, contribuintes, basta!

Edgard Gobbi

edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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ROUBO

Seria importante e oportuno o governo apresentar para a população o que o MST e afins já produziram para a sociedade brasileira. Quantas toneladas de alimentos foram produzidas com o financiamento do governo federal? Há criação de gado para produção de carne e derivados? Foi negociada alguma cooperativa de aquisição dos produtos gerados? O dinheiro usado no financiamento pela CEF é basicamente poupança e FGTS dos trabalhadores. O dinheiro da Petrobrás, também usado na festa do MST, é de acionistas, muitos também trabalhadores comuns que querem ver seu suado dinheirinho bem administrado para o seu futuro. Caso negativo, o que vemos é nada mais do que desvio de dinheiro. Em outras palavras, ROUBO. É assim que o PT trata o patrimônio dos trabalhadores que votam no partido?

André Coutinho

arcouti@uol.com.br

Campinas

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MÁSCARAS DESNECESSÁRIAS

Os militantes do MST não precisam mascarar-se, recolher-se ao anonimato, para esboçar ataques ao Planalto e ao STF e, no confronto com policiais, deixar vários feridos, segundo editorial de "O Estado". Seus desatinos foram financiados pelo BNDES, pela Caixa Econômica Federal e pela Petrobrás. E os militantes foram recebidos em pessoa por nossa presidente. Afinal, o episódio é cláusula do pacto que ela celebrou com Mefistófeles.

Amadeu R. Garrido de Paula

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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AOS VÂNDALOS TUDO

O editorial do "Estadão", com o título "Vandalismo com dinheiro público", traduz bem a indignação que se segue no seio da sociedade brasileira, não somente pelo desperdício de recursos públicos com os excessivos gastos improdutivos que o PT há quase 12 anos no poder impõe ao nosso país, mas também e vergonhosamente gasta outros milhões de reais a fundo perdido sugados até do orçamento da Caixa Econômica Federal, do BNDES e da combalida Petrobrás para de bandeja entregar a estes vândalos do MST, cria de Lula, que funciona para o Partido dos Trabalhadores tal qual um grupo terrorista. A presidente Dilma se superou no quesito desrespeito à Nação, recebendo festivamente dirigentes do MST, em pleno Palácio do Planalto, horas depois de este grupo, envolto de demência institucional, ter promovido com seus milhares de manifestantes um quebra-quebra em Brasília, no mês de fevereiro, em que feriram mais de 30 membros da Polícia Militar do DF, e ainda tentaram invadir o Supremo Tribunal Federal (STF), o mesmo que condenou a quadrilha, hoje bando, do mensalão do PT. Essa é a vocação do partido de Lula, que manda os seus literalmente "laranjas", como os do MST, para insultar e até ameaçar, como tentaram invadir, repetindo, o STF, e aqueles que divergem da forma equivocada como o governo conduz a nossa economia.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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ENGANAÇÃO

Ouvir o BNDES, a Caixa e a Petrobrás (todos igualmente mandados pelo governo) fazerem doações sem licitação para manifestantes do MST sob a alegação de que são um tipo programa de inclusão - ou melhor, Gilberto Carvalho disse que não é financiar a baderna - é tão enganador quanto a Dona Dilma tentando explicar o tratamento sobre a diferença entre a democracia ucraniana e a venezuelana.

Flávio Cesar Pigari

flavio.pigari@gmail.com

Jales

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DOAÇÃO AO MST

"Tu quoque Petrobras?" (Até tu, Petrobrás?)

Cléa Maria Corrêa Cléa

cleacorrea@uol.com.br

São Paulo

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TENSÃO NA UCRÂNIA

A União Europeia (UE) está disposta a ajudar financeiramente a Ucrânia com US$ 15 bilhões, segundo o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso. A ajuda da UE ainda está longe de resolver os problemas ucranianos, que, segundo o novo governo, precisaria de 35 bilhões de euros em ajuda nos próximos dois anos. Virtualmente, tropas russas estão ocupando a Península da Crimeia. Russos étnicos podem ser ameaçados pelo governo de Kiev para que voltem para as suas bases. Barack Obama e Ângela Merkel propõem a retirada das tropas da Crimeia ou limitar o número de soldados russos na península, que bate de frente com a empáfia e prepotência própria dos comunistas. Os soviéticos, até hoje, não digeriram a revolução causada por Mikhail Gorbachev, tendo emancipado as Repúblicas Socialistas Soviéticas num dos maiores feitos políticos do século passado. "O comunista é como um crocodilo: quando abre a boca, nunca se sabe se está tentando sorrir ou nos engolir" (Winston Churchill).

Jair Gomes Coelho

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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O SONHO DA URSS

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, em entrevista a jornalistas do mundo inteiro, comentou ter dito ao ex-presidente deposto da Ucrânia, pego em corrupção descabida, que desista da política. No entanto, afirmou que não reconhece o atual "governo interino", deixando em aberto se vai ou não invadir a Ucrânia. Tal invasão seria desnecessária, já que estão sendo organizadas eleições no país para os próximos meses, o que não caracteriza golpe. É sempre assim que o "tal socialismo moderno" age. Se o deposto for do meio deles, partem para a briga, enviando tropas, etc. Se o deposto for de oposição, apoiam o golpe. Só dá para perceber que o sonho da velha União Soviética ainda ronda o incógnito Putin e "socialistas modernos" do mundo inteiro. Inclusive nossos atuais governantes, cuja política externa até agora está em cima do muro, mas sabemos por quem seus corações dobram. Cuide-se, Ucrânia!

Beatriz Campos

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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PUTIN E HITLER

Hillary Clinton comparou Vladimir Putin a Hitler. Talvez o líder russo não chegue a tanto, mas tem algumas características ditatoriais do tresloucado Hitler. As ameaças de Putin de invadir a Ucrânia, no entanto, mudaram de tom, passando de ameaças abertas e conclusivas a promessas de fazer cumprir a Constituição, não adimplida pelos ucranianos. De outro lado, fica bastante difícil a posição de Putin, porque, no caso da Geórgia, o primeiro tiro foi por ela disparado, enquanto na Ucrânia está ocorrendo só e simplesmente, até o momento, a promessa de lutar e de resistir, o que tem impedido uma ação mais temerária de Putin. Se fosse hoje, Hitler teria pensado mais ao agir como agiu. Eis que as forças internacionais estão muito bem entrelaçadas e, no tabuleiro do xadrez internacional, o jogo precisa ser convincente, porque o xeque-mate é difícil ou quase impossível.

José C. de Carvalho Carneiro

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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SÉRGIO GUERRA

Na condição de presidente nacional do Partido Republicano Brasileiro (PRB), lamento profundamente a morte do deputado federal, presidente do Instituto Teotônio Vilela (ITV) e ex-presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra. O Brasil perde um ilustre defensor da democracia e de um país forte. Solidarizo-me com sua família e amigos na certeza de que seu legado de lutas e de vitórias o colocará entre os grandes nomes da política do nosso tempo.

Marcos Pereira

diegopolachini@uol.com.br

São Paulo

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INFORMAÇÃO E O ÓLEO DO PRÉ-SAL

As informações sobre política de desinvestimento da Petrobrás e sobre óleo retirado, com sucesso e abundância, do pré-sal estão deixando muitos leitores desorientados. Afinal, não seria necessário desenvolver equipamentos e tecnologia adequados para o pré-sal? Isso não iria levar uns cinco anos? Desinvestimento, como política empresarial, é venda de ativos descartáveis? Vendeu-se Pasadena? Sugere-se à mídia, particularmente do Rio de Janeiro, de São Paulo e da Bahia, onde é pujante a indústria petrolífera, que esclareçam o leitor que gostaria de ampliar a sua carteira de ações.

Mário Alves Souza

maroca64@bol.com.br

Salvador

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‘O DESMONTE DO ETANOL’

Senhores candidatos ao próximo pleito à Presidência da República, aqui vai um modesto, mas oportuno, conselho. O "Estadão" publicou na terça-feira (B2), sob o título "O desmonte do etanol", um artigo de Adriano Pires que merece ser lido, abraçado e defendido para enriquecer suas lutas eleitorais e aumentar o número dos seus futuros adeptos. Este artigo revela a verdade verdadeira de um crime de lesa-Pátria que o atual governo, por influência do anterior, ambos do mesmo nefasto petismo, está praticando contra o nosso país. Como diz o mencionado articulista, o Brasil está correndo o risco de ver destruídos os dois maiores ícones do setor de energia: a Petrobrás e o etanol. O Brasil, pela suas condições de solo e clima (dádiva divina), é o maior produtor do mundo da milagrosa cana-de-açúcar, que produz o também milagroso caldo que, industrializado, torna-se um combustível limpo e renovável, o etanol, sobre o qual o próprio ex-presidente Lula, quando no governo, euforicamente disse que poderia fazer do País o maior produtor de combustíveis renováveis, "uma Arábia Saudita verde". Infelizmente, essa euforia durou pouco. Hoje foi substituída, por elle (Lula) e pela sua atual mandatária governista, por um projeto inexequível de tão salgado e caríssimo que é, que o nosso Brasil sozinho não terá condições econômicas de explorar, chamado pré-sal. A doce cana-de-açúcar, que por si só se renova anualmente até oito vezes em um só plantio na flor da terra, não pode ser substituída por exploração salgada e cara de um petróleo sujo, que se esgota numa única operação e se localiza nas profundezas marítimas. Senhores candidatos, diz o ditado popular: quem avisa amigo é.

Antonio Brandileone

abrandileone@uol.com.br

Assis

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A CARA ENERGIA DAS TÉRMICAS

Na terça-feira (4/3), a manchete do caderno de Economia & Negócios do "Estadão" era "Acionamento de térmicas a óleo diesel já tem reflexo na balança comercial". Trata-se uma notícia que de certo modo antecipa a quarta-feira de Cinzas. Segundo informado pela matéria, em janeiro o Brasil importou US$ 1,036 bilhão em óleo diesel, a grande parte das importações para acionar as usinas térmicas para geração de eletricidade, desde janeiro um total de 561 MW. Obviamente, tal notícia me fez lembrar as usinas eólicas prontas e paradas por falta de linhas de transmissão, em consequência de um planejamento evidentemente inexistente. Não se justifica, em pleno século 21, tamanho descompasso num empreendimento fundamental para o País. Procurei e achei no "Diário do Nordeste Verdes Mares", também de 4/3, que já existem hoje parques eólicos no Rio Grande do Norte e na Bahia, já finalizados e que poderiam estar fornecendo 682 MW ao Sistema Interligado Nacional. E como não poderia deixar de ser, constatei o absurdo de que o potencial desperdiçado pela não utilização dessas eólicas prontas estaria gerando energia maior que aquelas que estão sendo obtidas com as térmicas perdulárias, e ainda teríamos um saldo de 121 MW. Num país sério, o ministro de Minas e Energia já teria sido exonerado, mas, aqui, o que vale é o seu cacife político, e não a sua capacidade técnica para comandar tão importante setor. Os prejuízos, como sempre, serão arcados pela população brasileira.

Gilberto Pacini

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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DO PAC DE LÁ AO PAC DE CÁ

Enquanto nos EUA os financiadores de campanhas políticas, dentro do PAC de lá - Political Actions Committee -, estão cobrando maior participação no esquema dos doadores nas decisões políticas, econômicas e sociais, aqui, no Brasil, o PAC de cá - Programa de Aceleração do Crescimento -, só se submete às politicagens ideológicas, com interesses de criarem filiais de Cuba e da Venezuela, visto que manipulam, criminosa e impunemente, as verbas sagradas da educação, da saúde, da segurança e do pleno emprego, abandonando ferrovias, a transposição do Velho Chico e as energias alternativas - eólica e solar especialmente -, enquanto dinamitam os cofres "públicos", com a retirada de superverbas, para "construírem" estádios que se superlotam com as paixões que "distraem" uma imensa maioria de pobres cidadãos traídos em seus direitos mais básicos.

Sagrado Lamir David

david@powerline.com.br

Juiz de Fora

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UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

A Universidade São Paulo (USP), que ainda é a única da America Latina a ser citada entre as 90 melhores no ranking mundial, vem caindo de posição ano a ano, lamentavelmente. Continuando dessa forma, corre o risco de ser excluída da lista das cem melhores. Pena!

Angelo Tonelli

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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COTAÇÃO

"USP cai ao menos 11 posições em ranking mundial", "Estadão" de quinta-feira. De tantas cotas para cá cotas para lá, a cotação só poderia cair mesmo.

Paulo Busko

paulobusko@terra.com.br

São Paulo

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AS CONTAS DA USP

Tomamos conhecimento pela imprensa das dificuldades financeiras que a USP enfrenta. Pelo exposto, poucos sabiam da total autonomia financeira da referida instituição, que concede livremente níveis salariais e reajustes, a seus servidores. Pelo que sabemos, em qualquer setor público, seja ele da administração direta, autarquias e fundações públicas, qualquer alteração remuneratória só pode ser feita via leis votadas no Congresso Nacional, Assembleias Legislativas ou Câmaras Municipais, com a sanção do respectivo chefe do Executivo pertinente e são sempre leis de sua iniciativa, segundo reza a Constituição federal. Mesmo o Judiciário encaminha leis pertinentes aos legisladores e tem de ter a sanção do respectivo chefe do Executivo. Se a USP e demais universidades públicas paulistas fazem o que bem entendem em matéria de pessoal e remuneração, vem infringindo a Constituição da República. Se as diversas entidades públicas tivessem tal autonomia plena, não parariam nunca de conceder mil e uma vantagens e mais do que supersalários.

Heitor Vianna P. Filho

bob@intnet.com.br

Araruama (RJ)

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O DELICADO MOMENTO DO STF

Com a chegada dos ministros Teori Zavascki e Luis Roberto Barroso ao Supremo Tribunal Federal (STF), os ministros políticos, elevados à Suprema magistratura pelos laços e compromissos com o Partido dos Trabalhadores (PT), compõem hoje a maioria no colegiado. E o resultado de 6 x 5 na absolvição dos mensaleiros do delito de formação de quadrilha é a prova cabal de que há algo mais do que princípios e convicções jurídicas nas decisões dessa maioria espúria. Já no primeiro julgamento os quatro votos dos juízes de escolha petista (Lewandowski, Toffoli, Cármen Lúcia e Rosa Webber) proporcionaram aos agora absolvidos o recurso dos embargos infringentes. O voto do novel e melífluo ministro Barroso, um emaranhado de obscuros ratio juridicos, conduzidos de maneira cerebrina e com malícia calculada, indo de críticas à dosimetria que apenou os réus à esdrúxula hipótese da prescrição, é uma peça historicamente vergonhosa a manchar os centenários anais do STF. O STF está diante de um desafio aterrador. Se o ministro Barroso está certo, como fica a situação dos réus não ligados ao PT que foram condenados a quase tudo e têm penas que são de 4 a 6 vezes maiores que as cominadas aos chefões petistas? Mas o aspecto mais tenebroso foi assistirmos a um pungente "revival" da atuação do Supremo Soviético, quando, em obediência aos ditames do Kremlin e do pai Stalin, os juízes rasgavam códigos e o Direito, inventando teorias e desnaturando princípios do Direito, em geral, e dos Direitos Humanos, em particular. O que mais falta acontecer neste país?

Alexandre de Macedo Marques

ammarques@uol.com.br

São Paulo

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JULGAMENTOS POLÍTICOS?

Nos embargos infringentes, com o placar de 6 x 5 a favor do mensaleiros, ficou evidente que uma nova quadrilha se formou, agora no STF. Diante dessa constatação, é bola cantada que no julgamento do foro privilegiado para o mensalão mineiro a quadrilha tudo fará para que o caso fique no STF, com os agradecimentos do governo.

Claudio Juchem

cjuchem@gmail.com

São Paulo

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QUADRILHEIROS

Coincidentemente, na semana passada conhecemos metodologias diferentes, de duas diferentes quadrilhas, para se livrarem da prisão. Enquanto a de São Paulo (o Primeiro Comando da Capital) usaria helicópteros e avião, a de Brasília, com sucesso, vai usando um tribunal...

José E. Zambon Elias

zambonelias@estadao.com.br

Marília

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A CAUSA DA DEMOCRACIA

A débâcle da Suprema Corte, desmoralizada por arranjos tortuosos que transformaram criminosos em vítimas da própria Justiça, compromete a crença dos brasileiros nas instituições republicanas e se soma às muitas razões que fazem com que, com frequência e veemência cada vez maior, os generais sejam instados a intervir na vida nacional para dar outro rumo ao movimento que, cristalinamente, está comprometendo o futuro do Brasil. A opinião pública está dispersa, contudo não é difícil identificar o que rejeita. Também não é fácil definir com quem está e o que quer. Falta-lhe um "norte confiável". As pessoas de bem, informadas, estão com medo do futuro, acuadas até para reagir e para se manifestarem pacificamente. Não basta, portanto, pedir uma atitude dos militares, é preciso que os civis esclarecidos e convencidos do perigo ostentem massivamente suas posições e opiniões e que contribuam para magnetizar a agulha que definirá o novo rumo a ser tomado. As "Marchas da Família com Deus Pela Liberdade", programadas para o mês que inicia, são um bom começo para esta soma de esforços e para reafirmar o que, há 50 anos, fez com que o Brasil fosse visto e admirado como a "Nação que salvou a si própria".

Paulo Chagas

pchagas58@gmail.com

Brasília

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OS MINISTROS DE DILMA

Barroso e Zavascki são os novos faxineiros do STF contratados por Dilma para limpar as sujeiras do PT.

Roberto Twiaschor

rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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A ESCOLHA DOS JUÍZES

Não é dizer que vai haver mudança profunda, mas que, se o sistema atual de indicação para o STF deixar de ser como é e passar a ocupar a vaga o juiz de carreira mais antigo na magistratura, melhoraria bastante. No sistema atual, por indicação, independentemente de ser juiz togado ou não, corremos o risco de amanhã ou depois termos um recém saído dos bancos de uma faculdade de Direito qualquer. O ministro Dias Toffoli é quase isso. O ministro Lewandowski saiu de um escritório de advocacia. Que experiência eles têm de atuação em juizados?

Panayotis Poulis

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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ENQUANTO ISSO, HENRIQUE PIZZOLATO

Volta, volta logo, cara, peça para a Justiça italiana para que você volte e seja julgado por esta Suprema Corte brasileira, pois os mensaleiros só irão dormir na Papuda e, depois de alguns meses (poucos), você sai e vai queimar seu dinheiro.

Luiz Carlos Tiessi

tiessilc@hotmail.com

Jacarezinho (PR)

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GREVE DOS GARIS NO RIO

Sou 100% favorável ao direito de greve e tenho grande simpatia pelos garis, que exercem uma função altamente relevante e essencial. Mas a greve dos garis, em pleno carnaval carioca, foi o fim da picada. Merece condenação e a punição exemplar dos participantes. Não passou de uma chantagem barata do sindicato, que agiu de forma abusiva e prejudicou milhões de pessoas, numa festa que não é só do Rio, mas internacional. Tudo tem limites. Cruzar os braços e deixar toneladas de lixo nas ruas, em pleno carnaval, é inaceitável. Ao invés de buscar seu merecido reajuste salarial em negociações com a prefeitura e na Justiça Trabalhista, os irresponsáveis garis forçaram a barra, extrapolaram e agora terão de responder e pagar pelos danos causados.

Renato Khair

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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LUXO E LIXO

O Rio de Janeiro neste pós-carnaval lembra um emblemático enredo do mestre Joãozinho Trinta em que luxo e lixo fizeram parte de sua ácida crítica aos nossos costumes e realidades. Talvez o destino esteja querendo lembrar a todos os brasileiros que nossas vulnerabilidades mais contundentes ainda estão presentes, e essa greve dos garis cariocas serve de exemplificação factual para que nos possibilite iniciar uma correção de rumos nestes tempos ciclópicos que viveremos em 2014. Oremos.

José de A. Nobre de Almeida

josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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‘PINTO NO LIXO’

O prefeito do Rio de Janeiro está com complexo do ex-prefeito Pereira Passos, que, no início do século 20, abriu a Avenida Presidente Vargas e a Rio Branco deixando o Rio no estilo da antiga Paris. A aristocracia da época sentiu-se confortável na "nova casa". Agora as reformas promovidas pelo prefeito trazem um impacto parecido com seu antecessor, somente que às avessas: as mudanças no trânsito, o choque de ordem, entre outras, deixam o povo perplexo. A recente greve dos garis foi o menor impacto causado aos moradores da maravilhosa cidade, pois a maioria do povo carioca está acostumada a jogar lixo nas ruas e agora está se sentindo como "pinto no lixo".

Mário Negrão Borgonovi

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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GREVE NOS CORREIOS

Pergunto até quando teremos de tolerar esta greve sem-fim que tanto nos prejudica? Os grevistas "não estão nem aí" porque sabem que, no final, um "acordo" perdoará os dias parados. Como sempre a conta sobra para o povão. Diante da notória incompetência dos administradores, que tal privatizar essa atividade? Arranja-se uma outra "boquinha" para os políticos que dominam essa atividade.

Níveo A. Villa

niveoavilla@terra.com.br

Atibaia

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CONSUMO DE COCAÍNA NO BRASIL

Brasil consome quatro vezes mais cocaína que a média mundial. Nosso consumo mais que dobrou nos últimos dez anos. Somos campeões mundiais, os dados são de estudo do Conselho Internacional de Controle de Narcóticos, ligado à ONU. Nosso país se consolida como mercado de drogas, diz a entidade, que critica a liberação da maconha no Uruguai e nos EUA e faz um alerta: jovens sul-americanos parecem ter "baixa percepção do risco". E agora, quais os títulos que nos faltam? Já somos campeões da corrupção, aqui temos mais mortes por assassinatos que nas guerras, nosso trânsito mata mais que qualquer epidemia mundo afora, nossos políticos não valem nada e quem não rouba faz vista grossa para quem rouba...

Arnaldo de Almeida Dotoli

arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

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NOTA ZERO

Avançamos no consumo de cocaína. Nota deeez! Avançamos na criminalidade. Nota deeez! Nosso carnaval é nota deeez, nosso governo é nota zeeeero. Alguém já disse que não dá para levar o Brasil muito a sério, né não?

Jose Roberto Iglesias

rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

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OPUS DEI

Muito oportuno o esclarecimento do prelado do Opus Dei sobre o proselitismo ("Estadão", 5/3, A2). Veio preencher uma pequena necessidade. Pequena, mas importante. Desde que o papa Francisco, com seu estilo direto e franco, falou "contra" o proselitismo, eu fiquei em dúvida sobre o alcance das palavras restritivas ou mesmo negativas sobre o proselitismo que os católicos devemos fazer. Lendo o artigo de Dom Javier Echevarría, pude entender bem do que se trata: há um proselitismo que não respeita a liberdade das consciências e outro que sim. O primeiro é descartado pelo papa, o outro continua vigente. Muito vigente.

Luiz R. de Barros Santos

luizroberto.santos@gmail.com

São Paulo

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