Fórum dos Leitores

GESTÃO HADDAD

O Estado de S.Paulo

10 Março 2014 | 02h07

Águas de março

A falta de infraestrutura na cidade de São Paulo para lidar com as chuvas é evidente. Há anos os cidadãos sofrem com esse problema e nada é feito, lembrando que alguns pontos de alagamento são reiterados e contínuos - todos veem, menos a Prefeitura. Se a prioridade do prefeito é aumentar a velocidade nas linhas de ônibus espalhadas pela cidade, deve tomar cuidado, pois daqui a pouco nem os coletivos vão passar nos alagamentos. Creio não ser necessário dizer que os carros não passam, afinal, a circulação desses veículos não interessa à Prefeitura.

FELIPE DA SILVA PRADO

felipeprado39@gmail.com

São Paulo

Luminares do trânsito

Algum gênio que toma conta do tráfego de veículos na cidade de São Paulo mudou drasticamente o trânsito na Rua da Mooca e na Rua dos Trilhos, causando imenso transtorno a quem precisa usar essas vias, pois ocasionou engarrafamentos monstruosos. O trajeto, que antes se fazia em 15 minutos, passou para mais de duas horas!

AGOSTINHO LOCCI

legustan@gmail.com

São Paulo

Pior a emenda...

Já faz um mês desde que a CET achou por bem acabar com os semáforos de três tempos e proibir a conversão à esquerda em três pontos da Rua Heitor Penteado: no sentido Lapa, na Rua Pereira Leite, que permitia alcançar a Praça Panamericana e a Marginal; na Rua Oscar Caravelas para, descendo até a Natingui, atingir a Avenida Pedroso de Moraes e a região de Pinheiros; e no sentido centro, na Rua Apinagés, onde, subindo, se podia chegar à Alfonso Bovero e à Pompeia. Só que, sem apresentar boas alternativas e com escassa sinalização, problemas que já estavam resolvidos deixaram de ter solução e no seu lugar surgiram outros. Assim, o motorista que quiser descer a Pereira Leite é obrigado a continuar pela Heitor Penteado, descer a Rua Aurélia até bem adiante e procurar uma conversão à direita ou contornar a Praça Amadeu Decome na Cerro Corá, andar mais de um quilômetro e depois voltar, enfrentando três semáforos, engrossando o trânsito que vem da Lapa. Da mesma forma, quem deseja subir a Apinagés tem de seguir adiante até poder virar e chegar à Praça Horácio Sabino, que o conduz à Rua Abegoaria, sempre congestionada. Já vi motoristas que, de tão desesperados, fazem manobra de 180 graus nessa via só para não terem de fazer todo esse trajeto. Os técnicos da CET precisam se conscientizar de que, embora querendo melhorar a fluidez do trânsito, não existem soluções ótimas para algumas situações nesta cidade. Então, para que mexer no que, bem ou mal, já estava resolvido? Melhor era deixar como estava.

PETER L. WULF, urbanista

lipman@terra.com.br

São Paulo

Vagas vivas

Associado a essa genial medida de humanização da cidade defendida por Lincoln Paiva (Green Mobility), quando e onde houver a instalação desses parklets a Prefeitura deve necessariamente, como medida complementar essencial à proteção da integridade e da saúde dos usuários desses espaços (muitos deles crianças e idosos), fazer alterações na sinalização de trânsito nesses trechos, instalando placas enormes, muito visíveis, reduzindo a velocidade para o limite de segurança de 30 km/h e colocando radares de velocidade (lombadas eletrônicas) onde for possível, para garantir que o limite seja mesmo respeitado. Além disso, ali deve ser uma área onde o silêncio (ou o baixo nível de ruído) deve ser preservado, como na frente de hospitais - então, deve ser proibido o uso da buzina nesses trechos, com efetiva punição dos infratores. Se puder instalar um painel grosso transparente de acrílico, fazendo a interface com o leito carroçável, melhor ainda, ficaria bem mais silencioso. A CET vai ter trabalho, mas tem de caprichar para transformar isso num benchmark nacional. E evitar fazê-lo em ruas onde passem ônibus e haja tráfego pesado, porque o risco de acidentes e o ruído excessivo dos motores são incompatíveis com esse espaço de convivência.

OLIMPIO DE MELO ALVARES JR., consultor em Engenharia Ambiental e Transporte Sustentável

olimpioa@uol.com.br

Cotia

Pirotecnia

Mais uma vez vem o nosso prefeito com medidas simplistas e populistas - vagas vivas - com a desculpa de "priorizar o transporte coletivo" (entre aspas mesmo). A cada dia fica mais evidente o seu despreparo e de sua equipe para administrar uma cidade do porte de São Paulo. Pior: tudo isso vai ser usado na campanha eleitoral deste ano. Espero que os eleitores fiquem atentos, não se deixem enganar e eleger mais um despreparado, agora para o governo estadual.

ALEXANDRE FONTANA

alexfontana70@yahoo.com.br

São Paulo

Ruim lá e cá

O prefeito Fernando Haddad, quando no comando da gestão do Ministério da Educação, conseguiu embaralhar todos os fluxos dos processos internos da pasta, de tal forma que até hoje nada "anda" por lá. E agora faz o mesmo à frente da Prefeitura paulistana - como no caso das vagas vivas. É muito fraco!

JOSÉ CARLOS PINTO

josecarloslages@globo.com

São Paulo

Prefeito 'perfeito'

Eu não ia ao centro da cidade, particularmente ao Vale do Anhangabaú, há vários anos. Na semana passada entrei na Galeria Prestes Maia para subir para a Praça do Patriarca pelas escadas rolantes e qual não foi a minha surpresa ao ver que todas estavam interditadas pelo alcaide do PT, segundo os funcionários municipais ali presentes, por não haver dinheiro para a manutenção! Portanto, as pessoas de mais idade não dispõem mais dessa comodidade e são obrigadas a subir as ladeiras das cercanias. Subi pela escada central e já na Praça do Patriarca resolvi fazer um apelo aos mais de 5 mil municípios do País para que mirem o exemplo do prefeito do PT que os paulistanos erroneamente elegeram, mesmo tendo esse senhor cometido diversos desatinos no governo federal e, agora, em São Paulo. Não cometam o erro de votar em pessoas desse tipo, que odeiam o povo que as elege. Em matéria de trapalhadas, esse é um craque.

EDUARDO A. DE CAMPOS PIRES

eacpires@terra.com.br

São Paulo

O tiro do eleitor no pé

Infelizmente, o prefeito trainee Haddad está confirmando as expectativas dos mais pessimistas. Não tem experiência, competência, estatura nem equilíbrio emocional para comandar a grande metrópole. Boas intenções não são suficientes.

RENATO GENTILE ROCHA

rerocha65@gmail.com

São Paulo

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O JULGAMENTO DOS PLANOS ECONÔMICOS

Conforme noticiou o "Estadão" de 21/2/2014, página B8, foi adiada para depois do carnaval a análise, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), da correção da poupança pelos Planos Cruzado, Bresser, Verão, Collor 1 e Collor 2. Já estamos depois do carnaval e aguardando a manifestação do STF a respeito do assunto. Governo e bancos passarão a se movimentar no sentido de que a decisão lhes seja favorável, aliás, como já fizeram anteriormente. Esperamos que uma nova data não seja postergada mês após mês e, no final, ficar para depois de outubro - e todos sabem por quê. Se existir uma tendência de decisão a favor do governo e dos bancos, que ela seja tomada antes de outubro, quando ocorre a eleição para a Presidência da República, porque assim teremos condições de nos manifestarmos mais adequadamente por meio do nosso voto. Se os poupadores não forem beneficiados, será um dinheiro que me fará falta, porém o trocarei de muito bom grado por uma mudança de governo.

Alvaro Salvi

alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

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APENAS O QUE NOS PERTENCE

Pela enésima vez o STF adia o julgamento dos planos econômicos, e o argumento é sempre o mesmo: precisam de mais informações. No último julgamento do mensalão, prevaleceu a vontade do governo. Neste caso, há de ser a vontade dos bancos e da equipe econômica. E os idosos que acreditavam na imparcialidade do STF podem perder suas esperanças. Se uma derrota dos bancos representa uma perda de bilhões, foram esses os valores que eles nos surrupiaram nas correções dos vários planos. Portanto, só queremos a devolução do que nos pertence. E não temos um padrinho forte que possa fazer lobby no STF, como fazem nossos oponentes.

Delpino Veríssimo da Costa

dcverissimo@gmail.com

São Paulo

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CALOTEIROS

Agora que o STF tem bancada petista majoritária, o julgamento dos planos econômicos vai ficar para "ad kalendas graecas soluturos" (aqueles que não querem pagar suas dívidas). Fique bem claro que as pessoas investiam na caderneta de poupança, e não em algo semelhante a derivativos, fundos de risco, bitcoins, pirâmides, banquinhos entre amigos, etc. Não! Era um investimento garantido pelo governo federal. Todos foram enganados e usurpados pelos representantes do governo, que ainda estão por aí com os bolsos cheios, interagindo com os donos do poder. Um deles, que dizia ter apenas uma bala no gatilho, deveria tê-la usado dando um tiro na cabeça. Depois de tanto tempo, aqueles poupadores são considerados tubarões e os bancos, sócios deste governo, são coitadinhos que não podem pagar o que devem, pois seria a ruína do País. Sobre a famigerada Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), diziam que, se fosse extinta, seria um desastre para as finanças do governo. Foi extinta e, desde então, o governo bate recordes nos aumentos de arrecadação, que ainda falta para a saúde, a educação, etc., mas não falta para as benesses de poucos e para a ação dos corruptos. Se esses direitos fossem pagos, voltariam imediatamente à circulação, na forma de dividas pagas aos bancos e gastos com remédios e presentes para os netos, ninguém vai pôr o dinheiro suado embaixo do colchão. Quanto ao montante que deveria ser pago, coloquem peritos para apurar os valores exatos, e não aqueles fabricados pelos alarmistas profissionais, baseados em pareceres de juristas ou financistas às expensas de caloteiros.

Alberto Bastos Cardoso de Carvalho

albcc@ig.com.br

São Paulo

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O STF E OS POUPADORES

O julgamento da correção dos planos econômicos há quase quatro anos está pendente de julgamento no STF, sob tese de repercussão geral. É preciso ficar atento com os interesses escusos na questão. Primeiramente, numa surpreendente guinada interpretativa, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) inovou alterando a vetusta prescrição vintenária para quinquenal, em prejuízo de milhares de poupadores e em prol de milhões aos cofres dos bancos. Agora, desde agosto de 2010, todas essas demandas judiciais estão suspensas pelo STF, entulhando os tribunais estaduais à espera de julgamento. Julgamento reiteradamente adiado, o que vem favorecendo somente os bancos, que há 20 anos vêm logrando alvissareiros lucros com o elevadíssimo "spread", enquanto os pobres poupadores imploram apenas por receber os pífios rendimentos e juros constitucionais de 1% ao mês. Isso explica bem o terrorismo econômico que se instaura a cada iminência de julgamento, aliado ao abominável tráfico de influência que permeia a Suprema Corte, a imoral pressão estatal sobre os seus "petizados" componentes em favor dos bancos, ao passo que os pobres poupadores, na maioria idosos, vêm sucumbindo pelo caminho com seus lídimos direitos se convolando em espólio, numa absurda violação ao Estatuto do Idoso, violação absurdamente perpetrada pelo próprio STF, que deveria zelar pela prerrogativa legal dos idosos no trâmite processual, prerrogativa respeitada e deferida aos idosos nas instâncias judiciais inferiores, que há anos, porém, vem sendo defenestrada pela mais alta Corte com a sua tese de repercussão geral e sucessivos adiamentos.

Fernando A. de Oliveira

fernandodejur@terra.com.br

São Paulo

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CARNAVAL PROLONGADO

O "respeitável e operoso" Congresso Nacional só retornará ao trabalho hoje (dia 10 de março). Desempenho fraco, poucos projetos aprovados, o Legislativo federal não justifica em absoluto o altíssimo custo que tem em relação aos serviços que presta à população. Na verdade, presta, sim, um considerável desserviço à democracia. Até quando?

Francisco Zardetto

fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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VAGABUNDAGEM

Os parlamentares do Brasil, para não fugir à regra, estenderam o blocão do carnaval até hoje. Quanta vagabundagem!

José Roberto Iglesias

rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

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A CRISE PT-PMDB

Nada incomum a fala do presidente do PMDB na Câmara, o deputado Eduardo Cunha, propondo, aberta e explicitamente, a "revisão do relacionamento" - ou seja, o rompimento - entre seu partido e o PT. Tal propositura acarretou ao líder do PMDB os qualificativos de "bocudo e chantagista" ("Estado", 6/3, A4) a ele pespegados pelo presidente do PT do Rio, Washington Quaquá (vulgo faz-me rir). Minha opinião tem fulcro no comportamento atual do próprio PMDB, principalmente após a liderança e presidência de Michel Temer, por sempre ter se comportado como o líder dos partidos políticos intrinsecamente fisiologistas sob qualquer ótica. Os trânsfugas que hoje nele se abrigam (ou se escondem) nada têm que ver com os seus fundadores. Lembremo-nos, aqui, com saudades, de Ulysses Guimarães, Teotônio Vilela (o pai, falecido), Marcos Freire, Thales Ramalho, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, General Euler Bentes Monteiro (o "anticandidato" à Presidência da República, derrotado pelo general João Baptista Figueiredo no Colégio Eleitoral da ditadura no ano de 1978, por 355 votos contra 226), Mário Covas, Paulo Brossard e tantos outros impossíveis de serem aqui citados em decorrência do resumido espaço disponível. Qualquer novato no "métier" sabe que o PMDB é assim mesmo: quando sua cúpula pressente o hálito áspero e agressor da derrota de uma aliança ou de qualquer outra situação que envolva um pacto, qualquer que sejam essa aliança ou esse pacto, eles abandonam repentinamente a canoa, o barco o submarino ou transatlântico. Por isso mesmo, prepare-se a trupe do PT. Acontece que logo à frente, a esta altura (e o PMDB de hoje nunca erra), já haverá outra condução, marinha ou não, a espreitá-los para o resgate. Afinal de contas, alianças com um partido político dessa laia sempre trazem bastante rendimento. Maldita política suja que se pratica por estas bandas.

João Guilherme Ortolan

guiortolan@gmail.com

Bauru

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DE OLHO NO FUTURO

É surpreendente que o PMDB não enxergue o prejuízo que essa parceria com o PT vem ocasionando ao maior partido do País. Podemos chamar isso de "ensaio da cegueira". É comum ouvir a exclamação "PMDB e PT são farinha do mesmo saco": com o processo desmoralizante que o PT sofreu com o mensalão e as aventuras do sr. Lula, entraram em processo de desmanche, prezados srs. do PMDB. Está na hora de olhar para o futuro.

Ivan Bertazzo

bertazzo@nusa.com.br

São Paulo

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ALIANÇAS

O "PTMDB" em crise revela a única saída viável para o País nas próximas eleições: a nova aliança "PSMDB". Muda, Brasil!

J. S. Decol

decoljs@globo.com

São Paulo

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OS TRÊS PODERES

Nestes últimos meses, nunca o Poder Judiciário do Brasil foi tão comentado, particularmente o Supremo Tribunal Federal (STF), em razão do julgamento do mensalão. Críticas e elogios foram feitos a todos os membros do STF, desde pedidos de candidatura à Presidência até xingamentos. No entanto, nosso Judiciário é uma farsa, uma fraude. Não tem independência dos Poderes Executivo e Legislativo, visto que os ministros do STF são escolhidos pela Presidência da República e sabatinados e aprovados pelo Senado, uma das mais enojáveis entidades do País. Como pode um membro do STF "aceitar" ser sabatinado e aprovado por um Senado que tem Sarney, Collor, Renan, etc.? Se os ministros do STF tivessem um mínimo de decência, jamais aceitariam esse tipo de escolha, mas seriam escolhidos pelos seus pares. E dessa forma, essa existência questionável da mais alta Corte contamina todo o restante do Poder Judiciário. Este poder tem de ser respeitado pela sociedade, e não temido e alvo de desconfianças. Seria uma boa oportunidade de mudanças para que o Judiciário possa se renovar e merecer o crédito da Nação.

André Coutinho

arcouti@uol.com.br

Campinas

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INDEPENDÊNCIA DE PODERES?

O Poder Executivo indica os ministros do Supremo Tribunal Federal, exercendo influência nas decisões da instância máxima do Poder Judiciário. O Poder Executivo (Presidência da República, governadores e prefeitos) nomeiam ministros e secretários que pertencem ao Poder Legislativo, como forma de comprar seus votos nos parlamentos e assim garantir a aprovação dos projetos do Executivo. O Poder Legislativo atua como Poder Executivo ao ter direito às emendas parlamentares que impõem execução de obras, quando sua função deveria ser de apenas fiscalizar seu cumprimento. O Poder Legislativo determina o salário dos servidores, sobrepujando o Poder Executivo. O Poder Legislativo indica os ministros dos Tribunais de Contas, o que caberia ao Poder Judiciário. O Congresso Nacional tem sua própria "polícia legislativa", quando seria função do Poder Executivo a garantia da segurança. Deputados e senadores têm direito de requisitar aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB), o que deveria ser exclusividade das Forças Armadas. O Poder Legislativo cria Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs), exercendo função investigativa, o que caberia às polícias judiciárias. Distorções como essas caracterizam este Superpoder Legislativo parasítico do Brasil, sabiamente extinto pelos militares em 1964 por meio do AI-5. Onde está a propalada "independência de Poderes", premissa da República democrática?

João Monteiro V. de Azambuja

veleda@ufpel.edu.br

Pelotas (RS)

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PEDRO SIMON ERROU

Afirmação do senador Pedro Simon (PMDB-RS), sobre o Supremo Tribunal Federal (STF), durante o julgamento do mensalão no ano de 2012, em que a maioria dos brasileiros acreditou: "Não tenho dúvida de que vamos viver outro estilo de Judiciário após o julgamento do mensalão. A impunidade foi ferida de morte no Brasil". O povo gostaria de saber qual seria a avaliação do senador nos dias de hoje. Responda-nos, por favor.

Leônidas Marques

leo_vr@terra.com.br

Volta Redonda (RJ)

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APARÊNCIAS

Em certos julgamentos, o que parece é...

A.Fernandes

standyball@hotmail.com

São Paulo

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MENSALÃO MINEIRO

Assim que o STF decidir se julga o mensalão mineiro ou se o processo deve ser remetido para Minas Gerais, decisão que comporta interpretações diversas, como já bem demonstrou o "Estadão", a ação penal merece ser julgada rapidamente, porquanto o PSDB permanecerá em posição mais altaneira que ficar procrastinando o feito, embora Eduardo Azeredo (PSDB-MG) já tenha renunciado ao seu mandato de deputado federal. Mesmo se tratando de situações diferentes, o mensalão mineiro é a pedra de toque do PT. E se for julgado com a mesma velocidade que o mensalão compreendido pela Ação Penal 470, então, seja qual for o resultado, não mais pairarão dúvidas sobre a situação. Seria mesmo afastar a espada de Dâmocles da cabeça do PSDB.

José C. de Carvalho Carneiro

carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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ÍNDICES

Depois da publicação de mais um índice preocupante da economia brasileira, o déficit recorde da balança comercial do País para o mês de fevereiro, o índice que realmente continua preocupando é o de aprovação popular da presidente Dilma. Esse índice preocupa muito mais do que os índices econômicos. Esse índice é o índice que anuncia a catástrofe, é o índice que pode manter o Brasil por mais quatro anos no fundo do poço. O índice de aprovação de dona Dilma é o índice que infelizmente comprova que quase 50% da população brasileira é desinformada, ignorante e continua acreditando em políticos populistas e incompetentes.

Victor Germano Pereira

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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UTOPIA

O preço das hortaliças está pela hora da morte; a carne faz tempo que não entra lá, em casa; o arroz e o feijão, então, nem se fale; ontem, fiquei quatro horas na fila do SUS; minha operação foi marcada só para o ano que vem; o transporte coletivo está horrível, a gente anda toda espremida; a casa do meu vizinho foi assaltada; os bandidos estão soltos e "nóis", presos em casa; etc., etc. Interlocuções como essas, corriqueiras, são as mais ouvidas nos diversos recantos das cidades e que, infelizmente, sempre são encerradas com a expressão: "Fazer o quê"? Chega de conformismo, tem muita coisa a ser feita, sim, e é muito simples. Primeiro, não trocar o voto por migalhas (bolsas disso, daquilo e daquele outro), se conscientizar de que abaixo da tão propalada "nova classe média" ainda existem famílias abaixo da linha da miséria e são as que mais sofrem com os desmandos do governo. Par dar um xeque-mate nessa tropa de "elite" que há 12 anos engana o povo, faça valer o que está escrito na Constituição: "As pessoas devem ser tratadas com um fim em si mesmas, e não como objetos". Pronto, trocamos a utopia pela realidade.

Sérgio Dafré

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

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O INTERIOR É A BOLA DA VEZ

Números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) demonstram que, pela primeira vez, as principais regiões metropolitanas estão criando menos empregos do que as cidades do interior do País. Essa é uma notícia para ser comemorada, porque nos Estados pesquisados pelo Caged, com exceção do Ceará e do Rio de Janeiro, no qual suas regiões metropolitanas ainda criam mais empregos, em 2013 nos Estados do Pará, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul o interior foi responsável pela criação de 340.881 empregos, e as regiões metropolitanas, apenas 211.190. É uma diferença considerável e surpreendente. O que se constata no interior desses Estados é um importante desenvolvimento, que não depende mais apenas da pujança agrícola, mas também diversifica seu parque industrial e oferece bons serviços a preços reduzidos - e, diga-se, índice de violência urbana bem menor. Além do mais, os salários pagos são vantajosos, levando em consideração que o custo de aluguel, ou compra de imóvel, no mínimo, é 50% menor do que o das capitais. Até na despesa de supermercado também se gasta menos, algo em torno de 15% a 20%. Essa realidade eu constato, e posso afiançar que ocorre aqui, na cidade de São Carlos (SP), onde resido. Outras vantagens devem ser consideradas para quem mora no interior - além da qualidade de vida, menos estresse, quase zero grau de poluição e reduzido gasto com combustível para quem tem seu carro - é o que acontece no interior de São Paulo, que tem ótimas universidades, escolas técnicas e polos de alta tecnologia, etc. E não falta lazer nem polos culturais. E não é por outra razão que nos dias de hoje o número é expressivo de famílias que migram de mala e cuia para cidades do interior. Esse quadro deve se intensificar. E é bom para todos, inclusive para as regiões metropolitanas, porque o seu quadro demográfico se estabiliza e reduz a maior necessidade de recursos para investimento em infraestrutura.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.coam

São Carlos

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MAIS MÉDICOS

Alguns defensores do Programa Mais Médicos evocam a tese de que o governo federal, na melhor das suas intenções, optou por abrir as portas do País para médicos estrangeiros, particularmente cubanos, para resolver o problema da escassez de profissionais em áreas carentes e criticam os críticos do programa acusando-os de xenófobos e corporativistas. Com todo respeito, enganam-se. O programa foi mal discutido com as lideranças médicas desde o seu início e implantado a toque de caixa num ano eleitoral. Há mais de dez anos o governo petista poderia estar resolvendo a questão da saúde pública com investimentos em infraestrutura e salários melhores com plano de carreira para os médicos daqui. Não o fez porque não quis, e agora quer convencer a população de que os "cubanos" são a solução.

Luciano Harary, médico

lharary@hotmail.com

São Paulo

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FALTA D’ÁGUA

Tem me chamado a atenção, por meio da imprensa, a insistência com que os meios de comunicação estão se referindo à crise no abastecimento de água. É de conhecimento de todos que várias autoridades do assunto, inclusive o próprio governador Geraldo Alckmin, a Sabesp e a Agência Nacional de Águas (ANA), se manifestaram e confirmaram que não haverá racionamento na distribuição de água. Entretanto, a impressa continua aterrorizando e insistindo na tese do racionamento, sabendo-se que na área da nossa política administrativa atual existe uma vasta gama de serviços prioritários a serem cobrados e exigidos dos nossos governantes - j á não passou da hora de mudar isso?

Benedito Raimundo Moreira

br_moreira@terra.com.br

Guarulhos

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REZA NECESSÁRIA

Em todo procedimento público em nosso país, quando situações atípicas ocorrem, na geração de energia elétrica ou adução e distribuição de água para a população, as decisões são tomadas quase sempre na base da tecnicidade, acreditam nas estatísticas, nas previsões meteorológicas, nos necessários minidilúvios nos reservatórios e cabeceiras dos nossos rios, mas se esquecem de que na teoria tudo funciona, mas na prática não vinga. É o que acontece agora com nosso sistema Cantareira e nossos rios que o abastecem: estão numa secura só e, o que é pior, com poucas chances de se recuperarem no curto prazo. Nossas autoridades estão demorando demais para tomar sérias providências - impopulares, mas necessárias. Nossa água do dia a dia está periclitante e nossas hidrelétricas, com o sinal vermelho em seus reservatórios. Mas o espectro das urnas os atormenta, preferem continuar nas teorias e, na prática, o povo que se lixe. Estamos nas mãos de São Pedro, e quem crê na providência Divina ajoelhe e reze, porque vamos precisar da ajuda dEle.

Aloisio A. de Lucca

aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

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CHOVE NÃO MOLHA

Certa vez, viajando de carro entre Monte Santo e São Sebastião do Paraíso, em apenas 45 quilômetros choveu e estiou cinco vezes. Numa época sensível para as plantações de milho, em questão de minutos alguns agricultores se safaram e outros se "ferraram", comprovando o risco crítico do empreendimento. Sol escaldante, altas temperaturas e estiagem, tanto quanto falta de insolação, baixas temperaturas e chuvas torrenciais tornam safras inviáveis.

Sergio S. de Oliveira

ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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MATRIZ ENERGÉTICA

A panaceia da exploração do gás de xisto já havia sido antecipada no romance de 1957 "A Revolta de Atlas", de Ayn Rand, um libelo ao individualismo, e também criticada em seriados norte-americanos recentes, com a mesma base científica trazida por Washington Novaes ("De novo, o gás de xisto para embaralhar tudo", 7/3, A2). Apesar da diversidade de nossa matriz energética, não conseguimos explorar todos os segmentos de forma sustentável e com segurança para evitar problemas de racionamento quando um dos elementos - no caso a seca - fica fora dos parâmetros usuais. À semelhança dos estoques reguladores de etanol e do uso da biomassa de forma mais intensa nessa matriz energética, respeitemos mais nosso conhecimento científico, pois a solução está aí, e não no canto fácil da sereia da introdução de mais um combustível fóssil, com todos os riscos envolvidos.

Adilson Roberto Gonçalves

prodomoarg@gmail.com

Lorena

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FALTA DE CIVILIDADE

Assim como em outras cidades, São Paulo está sendo também vítima de grupos de vândalos, baderneiros, que depredam e destroem patrimônio público e privado, além de outras barbáries, só comparadas às de Átila, rei dos Hunos. O governador Geraldo Alckmin classificou de falta de civilidade. E aí está o xis da questão. Falta de civilidade. O povo se tornou mal educado e sem nenhuma civilidade, ou porque não tem nem sabe o que é isso ou porque tem essa má índole. Isso é um perigo. Caminhamos para os tempos dos bárbaros do início da civilização. O pior é que as autoridades assistem a tudo inertes e passivas. Não fazem nada. Coincidência ou não, eu percebo este comportamento a partir da ascensão do PT ao governo central.

Panayotis Poulis

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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INCÊNDIOS

Pelo andar da carruagem, e pelo o que vem acontecendo praticamente diariamente com carros, ônibus, casas, etc. em São Paulo, incendiados, não será de estranhar se as companhias seguradoras não aceitarem mais dar cobertura contra incêndios ou virem a elaborar uma tabela diferenciada para quem insistir na cobertura.

Angelo Tonelli

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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A ORIGEM DA VIOLÊNCIA

As duas maiores causas da violência no Brasil são de todos conhecidas. Primeiro, o tráfico de drogas e, depois, o de armas. Ambas entram no País por nossas "livres" fronteiras. Este governo não tem nenhuma competência para coibir estes contrabandos, que estão acabando com nossos sonhos de um país razoável para viver. O medo nos inquieta. Todo o resto é paliativo. Brasil, o país do futuro... incerto.

Luiz Frid

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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A MENOS DE CEM DIAS DA COPA

Um jornalista comentou em sua coluna as dificuldades da Fifa em acompanhar e cobrar do Brasil os preparativos para a realização da Copa do Mundo. Usou de ironia, mas disse a pura verdade da situação ao encerrar o texto com a frase de que o Brasil não é para principiantes. Somente o lucro absurdo que a Fifa conseguirá com o evento, somado ao que a politicalha tupiniquim leva, em parceria com empreiteiras e obras superfaturadas, é que ainda mantém o Brasil como sede, mas bem que poderia haver um acordo entre as partes e transferir a Copa de agora para algum país competente que tenha infraestrutura para tal, e existem na Europa vários nessa condição. Para não chatear o Brasil, a de 2018 seria aqui e, quem sabe com mais quatro anos, poderíamos terminar as obras necessárias. Desconfio de que essa hipótese foi tentada, mas os países consultados recusaram o pepino, então, lá vamos "nóis", com a bênção do padim Burla.

Laércio Zanini

arsene@uol.com.br

Garça

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O SALÁRIO DOS BOLEIROS

É inaceitável que 55% dos jogadores de futebol profissional ganhem até um salário mínimo no Brasil. 85% ganham até 2 salários mínimos. Isso, quando ganham, pois a regra são calotes e inadimplência dos clubes. Apenas 2,83% ganham acima de 20 salários mínimos mensais, uma ínfima minoria. A dura realidade da imensa maioria dos nossos atletas profissionais do futebol não tem glamour, luxo, fortuna, direitos trabalhistas nem nada. Para cada Neymar, há milhares de jogadores desempregados ou mal remunerados, que apenas lutam para sobreviver no futebol. Os jogadores de futebol profissional são vítimas e presas fáceis de cartolas e empresários mal intencionados. Já passou da hora de terem leis trabalhistas e previdenciárias que os protejam, no Brasil, país do futebol, que é grande apenas dentro das quatro linhas.

Renato Khair

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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