Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

12 Março 2014 | 02h10

Petrobrás na pior

Com o caixa muito baixo, a Petrobrás, cuja capacidade produtiva o PT insiste em desmantelar, está captando no exterior grande volume de recursos: US$ 4 bilhões a US$ 6 bilhões ou até mais. Concretizada a captação, a totalidade desses recursos servirá para alavancar os necessários investimentos da empresa, ou boa parte deles, como "dividendos", vai direto para o raquítico caixa do Tesouro, a fim de remediar as contas públicas e ajudar esse governo a cumprir a promessa do minúsculo superávit primário de 1,9% do PIB em 2014?! Eis a grande questão.

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

Produção em janeiro

A reportagem Produção da Petrobrás recua 2,4% em janeiro (7/3, B3) apresenta a curva da produção anual de petróleo em milhões de barris por dia (bpd) - 2,022 em 2011, 1,980 em 2012 e 1,931 em 2013. E informa que em janeiro foi de 1,917 milhão, com uma queda de 2,4% em relação a dezembro de 2013. Segundo o mesmo texto, do 1,917 milhão bpd de janeiro, 412 mil bpd foram produzidos na área do pré-sal. Deixem-me entender: descontando esses 412 mil bpd do 1,917 milhão, chega-se à conclusão de que a produção de janeiro, excluindo a área do pré-sal, foi de 1,505 milhão bpd. Se compararmos, por exemplo, essa produção com os 2,022 milhões bpd de 2011, época em que não havia produção na área do pré-sal, teremos uma queda assustadora de 26,6%. Ou seja, sem a produção do pré-sal, os poços antigos que ainda estão ativos e os novos poços perfurados (exceto os da área do pré-sal) estão produzindo cerca de 25% menos do que se produzia em 2011. Parece que a produção recorde de petróleo na área do pré-sal, intensamente utilizada como propaganda pelo governo federal, está apenas compensando a enorme queda da produção tradicional. Ou será que a Petrobrás não tem condições (técnicas e financeiras) para fazer as duas extrações ao mesmo tempo? Enquanto isso, a importação de petróleo e derivados continua crescendo a todo o vapor.

FULVIO A. SALMASO

fulsalmaso@gmail.com

São Paulo

Cabidão

Mais uma empresa, a PPSA, só para gerir a partilha do pré-sal, especialmente do Campo de Libra e dos próximos. Na divisão do óleo retirado, 41,65% devem ficar para o Tesouro e o demais para projetos sociais, educação e saúde - uma vez que a Petrobrás é uma S.A., que distribui dividendos. A PPSA terá sede própria e será gerida por Oswaldo Pedrosa, especialista em petróleo com experiência no mercado. Cabe a pergunta: com o Estado já inchado e com um funcionalismo saindo pelo ladrão, será que não teremos mais um cabidão de empregos? A briga por cargos já corre solta e temos aí outra fonte de conflitos entre os ministérios. Não temos políticos decentes, mas vampiros de um Estado sem planejamento!

MARIA DE MELLO

nina.7mello@uol.com.br

São Paulo

PMDB X PT

Aliança espúria

Se o saudoso dr. Ulysses Guimarães estivesse vivo, essa aliança espúria PT-PMDB não existiria. Contrariando os seus eleitores - que na próxima eleição com certeza deixarão de sê-lo -, o PMDB aprova propostas sempre favoráveis aos interesses escusos e eleitoreiros do Palácio do Planalto em detrimento dos interesses do povo. Várias denúncias de corrupção envolvendo a Petrobrás e explicações sobre a situação cubana no âmbito do programa Mais Médicos, dentre outras irregularidades cometidas por este (des)governo, deixam de ser apuradas (no Congresso) por causa dessa aliança com interesses fisiológicos. Uma solução para que essa agremiação deixe de apoiar esta administração é mudar o seu submisso presidente e Michel Temer não concorrer como vice-presidente da República.

JOSÉ WILSON DE LIMA COSTA

jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

Símbolo da submissão

Não se entende o PMDB, partido espalhado por todo o Brasil, com lideranças fortes e já provadas na política, mas totalmente submisso ao partido que ocupa o poder central. Pensou que com a Vice-Presidência participaria do governo e de suas decisões. Michel Temer - que tem reconhecida capacidade política e de liderança - dá-se por satisfeito em aparecer timidamente ao lado da presidente nas reuniões oficiais. Calado, sem tugir nem mugir. Apenas como assistente. Visivelmente insatisfeito. Por isso se transformou no símbolo dessa submissão. Com o silêncio e a aquiescência do partido. Que se contenta com pouquíssimos ministérios e outros órgãos, alguns inexpressivos. E quando alguns de seus membros mais destacados se revoltam contra essa situação vergonhosa, o presidente do partido encontra-se com Lula para "segurar" os descontentes de ambos os lados. De ambos os lados mesmo? O resultado salta aos olhos: assim que ocorrer a (duvidosa) reeleição da presidente - que já disse que para isso fará o diabo -, vai levar um pé no traseiro. E nem como acompanhante aparecerá nas fotos oficiais. Acordem enquanto é tempo.

JOSÉ ETULEY B. GONÇALVES

etuley@uol.com.br

Ribeirão Preto

Missão temerária

A presidente Dilma cobrou do seu vice, Michel Temer, solução para o impasse com a ala rebelde do PMDB, que ameaça o governo com retaliações na Câmara dos Deputados, chegando a dizer textualmente: "Você tem que resolver esse problema da Câmara, Temer!". Essa determinação da presidente não é uma missão temerária para o vice, com consequências que poderão ser danosas para o seu futuro político? Quem viver verá.

ANTONIO BRANDILEONE

abrandileone@uol.com.br

Assis

O sossegado

Michel Temer gosta tanto do cargo de vice-presidente que se torna incapaz de resolver as discórdias relativas às manifestações de peemedebistas a respeito do "desrespeito do PT". E a famigerada necessidade de apoios para os próximos mandatos os torna órfãos de si mesmos. Que partido, hein?!

JOSÉ DOMINECE

jdominece@terra.com.br

São Paulo

REELEIÇÃO

Eduardo Campos

Com a reeleição de Dilma, a entrada de Ricardo Lewandowski na presidência do Supremo Tribunal Federal e a volta de Lula e seu comboio de mensaleiros ao poder, está certa a frase do governador Eduardo Campos (PSB), que deve, entretanto, ser retificada para "o Brasil não aguenta mais oito anos de PT".

JEFFERSON RODRIGUES

jeffersondaluza@gmail.com

São José dos Campos

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OS IMPOSTOS DA PETROBRÁS

Interessante a notícia de que a Petrobrás deve ao Fisco R$ 8,5 bilhões. Será que o setor financeiro-contábil da empresa fez mesmo tão grande besteira? Terá sido orientado por "espertos" para gerar resultados acima dos realmente alcançados ou estamos vendo novas fontes criativas de obter receitas extraordinárias para o governo fechar suas contas? Ao final, perde mais uma vez o acionista. O valor da ação vira pó e dividendos prováveis serão diminuídos.

Sérgio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

 

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PROVA DE INCOMPETÊNCIA

Em meio a tantos malfeitos na seara econômica, o desgoverno petista conseguiu mais um "feito": em maio de 2008, o valor de mercado da Petrobrás atingia a máxima histórica de R$ 510 bilhões na Bolsa. No espaço de apenas seis anos, caiu a inimagináveis R$ 165 bilhões, e é apontada pelo Bank of America Merril Lynch como a empresa mais endividada do mundo – R$ 267,8 bilhões (!). Os números falam por si sobre a incompetência, pois não?!

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

 

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COMO SERÁ O AMANHÃ?

O fracasso da política energética do governo petista está pintado em cores berrantes nos problemas que desabaram nas áreas de combustível e energia elétrica, peças basilares na sustentabilidade de um desenvolvimento que deveria caminhar firme, sem tropeços causados pela ausência de meritocracia, que sempre primou pelo aparelhamento dos órgãos do Estado e na instalação de uma república sindicalista em que tanto a Petrobrás quanto a Eletrobrás se constituem hoje em colossais cabides de emprego. Desde 2010, a Petrobrás desvalorizou seu patrimônio em 43%, enquanto a Eletrobrás encolheu 63%. Ambas estão nessa situação porque são usadas como ferramenta política. Congelamento de gasolina e diesel e o desmantelamento da indústria alcooleira, que já foi orgulho do Brasil nos combustíveis alternativos e renováveis. A bandeira eleitoral no corte das tarifas fez com que o Tesouro assumisse no ano passado cerca de R$ 10 bilhões e, para este ano, estima-se em R$ 18 bilhões a conta. A megalomania do pré-sal levou Lula e Dilma a se sentirem membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). Nade é tão ruim que não possa piorar. Vem aí Lewandowski na presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) e mais dois novos ministros que serão escolhidos pela Presidência. Fiquemos com Dudu Nobre: "Como será o amanhã? Responda quem puder...".

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

 

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DILMA ALEGRE COM O PMDB

Dilma Rousseff declara em alto e bom som que o PMDB só lhe dá alegrias. Se alguém contar o que rolou debaixo da ponte do acordão entre ela e os caciques desse imenso partido parasita, que só nos envergonha, talvez a alegria não seja tanta nem tão forte. Mas como isso fica só entre quatro paredes, temos só é de assistir ao enorme conchavo que faz nossos políticos verem o poder pago com poder e algumas gordas verbas, usadas por eles sem controle até para colocar dentes de ouro. Falar o quê?

Antonio Jose Gomes Marques a.jose@uol.com.br

São Paulo

 

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PMDB REFÉM DO PT

O PMDB e o PT estão se engalfinhando por espaços no governo, cargos e verbas. É uma vergonha que os peemedebistas estejam reféns dos petistas. Todos nós sabemos que os apoios acontecem porque os interesses são atendidos. O PMDB deveria respeitar seus eleitores e brigar pela diminuição dos ministérios, pela eficiência nos diversos setores governamentais e serem exemplo de honradez, caráter e dignidade. Seus eleitores são seus seguidores, mas duvido que estejam gostando desse papel subalterno.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

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FAZENDO ‘O DIABO’

Dona Dilma apoiará PMDB em seis Estados em que o PT também lançará candidatos. É "o diabo" sendo feito...

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

 

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LIQUIDAÇÃO PT&PMDB

O governo Dilma só não é uma lojinha de R$ 1,99 porque faz "liquidação de eleição" prá renovação do estoque de bugigangas...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

 

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CONHECEMOS O FIM DA NOVELA

O PT não quer deixar o poder, porque já existe somente para ele e em função dele. O PMDB, como não tem líderes com possibilidade de candidatura à Presidência, contenta-se em receber cargos e benesses do Planalto. A atual deve ser a décima rebelião do PMDB, cujo desfecho é bem conhecido: mais contemplações fisiológicas, boca fechada e mãos dadas. É uma verdadeira novela, na verdade, levada ao palco em vários e degradantes atos. Uma verdadeira democracia liberal não merece conviver com os expedientes usados pelos dois maiores partidos políticos da Nação. Não merecem ser substituídos por outros menos vorazes, se é que existem?

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

 

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VALE TUDO

Dilma faz com o PMDB o famoso "toma lá, dá cá", barganhando sempre para receber apoio da ala rebelde do mesmo na Câmara, inclusive oferecendo-lhes apoio em seis Estados, além de ampliar o espaço dos aliados no primeiro escalão do governo. Ou seja, vale tudo para se manter no "pudê", até vender a alma, se assim necessário for, não é, Dilma Rousseff?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

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OPOSIÇÃO

Eduardo Campos, governador de Pernambuco e provável candidato à Presidência, disse que seria impossível aguentar mais quatro anos com Dilma no poder. Pensamos que da mesma forma será aguentar mais quatro anos de incompetência e desmandos dessa "oposição" que mais se postula como individualista e comodista, como vemos nas votações do Congresso. Saiam do armário de uma vez! Ou se aliam ou tchau!

José Dominece jdominece@terra.com.br

São Paulo

 

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GRITO VEM DE PERNAMBUCO

Eduardo Campos sai da toca e afirma com todas as letras o que os brasileiros de bom senso também têm entalado na garganta: "O Brasil não aguenta mais quatro anos de Dilma!". Grito porreta e patriótico de Campos! E o jogo eleitoral parece que começa a ficar bom. Mas será que o PT vai suportar nesta reta decisiva eleitoral as verdades das múltiplas indignações que protagonizou durante estes quase 12 anos no poder? Ou vai partir para a ignorância de produzir dossiês falsos, como fez contra FHC e Serra, e utilizar outras ações desprezíveis próprias do partido, contra seus opositores? É o jogo da brasilidade de boa-fé contra os demagogos do Planalto.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.coam

São Paulo

 

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A SAÚDE DOS SENADORES

Em que mundo vivem os nossos políticos em geral e nossos senadores, em particular? Reembolso para implantes dentários de até R$ 70 mil! Reembolso para parlamentares cassados por suspeita de envolvimento em corrupção! Senador Pedro Simon, o senhor é um político sério, é preciso dar o exemplo. Ou o senhor acha que nós, trabalhadores da iniciativa privada, temos essa mordomia?

Cleo Aidar cleoaidar@hotmail.com

São Paulo

 

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SENADO BOCA-RICA

Enquanto nossos "nobres" senadores (é a ponta do iceberg) alimentam-se com os dentes mais ricos da Nação, a maioria do povo vai ficando cada vez mais desdentada. Muitos nem passam perto de consultório dentário. Meu protesto: meu dinheiro pode ir para a boca dos políticos ricamente dentados, mas meu voto, não!

Tânia Pinotti tkita@uol.com.br

São Paulo

 

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PADRÃO SENADO

O alardeado Padrão Fifa está superado. Agora, a população brasileira exige Padrão Senado nos serviços públicos. Suas excelências não se constrangem em fazer com que mesmo os muitos cidadãos desdentados deste infeliz país tenham de enfiar a mão nos bolsos para pagar despesas absurdas com as dentaduras que servem para melhor escarnecer da cidadania vilipendiada e das esperanças populares. Aí vem Pedro Simon (o mesmo que um dia disse ter vergonha dos vizinhos porque sua situação econômica era de penúria) e fecha com chave de ouro o escancarado deboche: "Chorei", disse ele, para mostrar que pediu desconto. A nós, então, prezado senador, cabe nadar, "sine die", num mar infinito de lágrimas, afinal não nos perguntaram se estamos dispostos a arcar com essas contas.

Doca Ramos Mello ddramosmello@uol.com.br

São Sebastião

 

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SKAF E A PROPAGANDA DA FIESP

Acostumados a prevalecer em função do poder político e econômico, Paulo Skaf e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) devem estar se perguntando o que mudou para que a Justiça Eleitoral tenha respondido com tanta rapidez e eficiência à denúncia de prática de propaganda eleitoral antecipada. Talvez nada, mas acredito em novos tempos a partir da participação popular no julgamento do mensalão e o grito das ruas, que ainda pode soar mais alto.

Milton Flávio M. Lautenschlager miltonflaviol@gmail.com

São Paulo

 

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SOS VENEZUELA

O mundo assiste apreensivo ao que vem acontecendo na Ucrânia, por vários motivos, que vão desde os políticos e militares até os econômicos e humanitários, o que é absolutamente compreensível e coerente. Lá, a questão envolve ainda a Europa, os Estados Unidos e a Rússia, ou seja, o impasse é de proporção global. Diante disso, o que ocorre no país vizinho ao nosso, a Venezuela, acabou ficando em segundo plano, mesmo que ali esteja acontecendo um massacre de civis que apenas estão protestando por liberdade, contra a corrupção, o autoritarismo e as péssimas condições econômicas em que o país se encontra, legado deixado pelo déspota Hugo Chávez e ampliado por seu sucessor, Nicolás Maduro, cuja mão de ferro é ainda mais pesada que a do antecessor. A coincidência dos acontecimentos na Ucrânia e na Venezuela só não é mais infeliz ao povo venezuelano do que a covardia, a insensatez e a cumplicidade dos governantes de alguns países latino-americanos, entre os quais se destaca o Brasil, pela sua inquestionável importância na região. O silêncio repugnante e o apoio ao "governo democraticamente eleito da República Bolivariana da Venezuela", nas palavras endossadas por Dilma Rousseff em nota do Mercosul sobre a questão, já entraram para os anais da história como um dos mais infames capítulos da diplomacia nacional, especialmente por ir contra todos os tratados internacionais de direitos humanos e civis dos quais o Brasil é signatário; assim como pela cegueira inadmissível diante das mais de 20 mortes de cidadãos venezuelanos, por milícias ilegais a serviço do chavismo. Parte da América do Sul assiste anestesiada a um verdadeiro desastre econômico e institucional praticado por governos populistas de esquerda, cujas consequências ainda serão sentidas por muitos anos, principalmente se o rumo não for corrigido logo. Venezuela, Argentina, Equador, Bolívia e Brasil estão sendo dominados por gente que condena o capital, mas adora mordomias patrocinadas pelo Estado; odeia o contraditório; atenta contra a liberdade de expressão e a imprensa independente; aparelha estatais a serviço de partidos; corrompe o Legislativo e subjuga o Judiciário. Nada mais nefasto para a democracia e o progresso. Intelectuais e políticos de esquerda ou não são adeptos da autocrítica ou são ignorantes orgulhosos mesmo, pois não reconhecer a História só pode ser desonestidade intelectual. Para eles o Muro de Berlim ainda está de pé. O colapso socialista foi obra de ficção. O comunismo é um sonho que não acabou. Cuba e Coreia do Norte são paraísos terrestres. A Venezuela é um "exemplo de democracia". Lula é um sábio e Dilma Rousseff, uma estadista. Enfim, é lamentável tanta hipocrisia.

Sandro Ferreira sandroferreira94@hotmail.com

São Paulo

 

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‘GRANDÃO BOBO’

A política externa imbecil adotada pelos petistas fez do Brasil o "grandão bobo" latino-americano. A troco de quê? A troco de muitas humilhações e de um buraco crescente nas contas externas. Por que continuarmos aceitando isso? A troco de quê?

Renato Pires repires@terra.com.br

Ribeirão Preto

 

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POLÍTICA INTERNACIONAL

Marco Aurélio (top top) Garcia é o principal mentor da ajuda brasileira a Cuba, Venezuela e Bolívia, claramente definidos pelos líderes do PT a conduzir o nosso país para o inferno absoluto do comunismo, não por ideologia, mas sim pela opção clara e única de se locupletarem.

Luiz H. Freire Cesar Pestana luizhenriquefcpestana@gmail.com

São Paulo

 

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ATÉ QUANDO?

E temos de continuar convivendo com o tal do Garcia, que é a "desgracia" de nossas Relações Exteriores. Muitas saudades do professor Lafer.

Pedro John Meinrath telemake@terra.com.br

São Paulo

 

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MAIORIA VENEZUELANA

Realmente, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, mente desbragadamente. Como seria possível ele afirmar que é uma minoria que se manifesta contra seu governo, se ele ganhou a eleição com uma diferença de 1%, além de tudo fraudada? O vice-presidente dos EUA disse que Maduro inventa conspirações para ludibriar a opinião pública, e o Brasil continua assistindo isso. O perigo é a presidente Dilma mandar uns bilhões de dólares para os bolivarianos.

Ivan Bertazzo bertazzo@nusa.com.br

São Paulo

 

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PEDIDO SINGELO

O governo brasileiro pediu ao presidente Nicolás Maduro que fosse mais delicado na repreensão a seu povo, pois a violência é uma atitude muito feia. Viva a democrática política externa brasileira!

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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FORA DOS LIMITES

Desculpem a grosseria, mas este negócio de o governo petista apoiar o socialismo "bunda suja" bolivariano, que não consegue prover nem papel higiênico para sua população, já passou dos limites.

Luiz H. Penchiari luiz_penchiari@hotmail.com

Vinhedo

 

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ELEIÇÃO 100%

Estou curioso para ver as felicitações do governo brasileiro sobre a aula de democracia que a Coreia do Norte ofereceu ao mundo nas eleições legislativas de domingo: 100% de apoio ao governo, abstenção zero, o sonho de qualquer candidato! Várias ideias podem ser usadas no Brasil já nas próximas eleições: urnas separadas para quem vai votar contra o governo, visitas a todas as residências para "confirmar" o voto, um verdadeiro show de democracia. Dilma, Maduro e Fidel Castro devem estar orgulhosos do jovem ditadorzinho coreano.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

 

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ARGUMENTO CONVINCENTE

O ditador norte-coreano, Kim Jong-um, usou de um argumento bastante convincente para se eleger com 100% dos votos nas eleições de domingo. Quem votasse contra ele deveria se utilizar de uma cabine especial. Decerto, depois que saíssem dessa cabine especial, seriam sumariamente fuzilados.

Conrado de Paulo conrado.paulo@uol.com.br

Bragança Paulista

 

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O ‘MAIS MÉDICOS’ AINDA OBSCURO

Como divulgado há poucos dias, o governo Dilma "daria" nas mãos dos médicos cubanos, como pagamento pelo Programa Mais Médicos, R$ 3 mil do valor enviado a Cuba. Só que aí vem o pulo do gato. Antes, os médicos recebiam no Brasil R$ 900,00. Os R$ 2.100,00 restantes o governo cubano depositava em Cuba, na conta do médico, para evitar fuga. Mas, como o brasileiro comum sabe o que é trabalhar sem receber, o governo convenceu os irmãos Castro da mudança de plano. Se a mídia não descobrisse o jogo, o governo brasileiro teria como burlar nossas leis trabalhistas. Nos anos 70/80, o PT foi um dos partidos que mais lutou para que o trabalhador tivesse todos os direitos garantidos. Quem te viu e quem te vê. Quando o assunto é o regime dos irmãos Castro na "Ilha da Fantasia", essa consciência não transpõe barreiras, fronteiras e mares. Tem muito mais coisa escondida nessa história que o povo brasileiro precisa saber antes das eleições. Nossa carga tributária já está em 40%. Para 70%, como em Cuba, basta pouco, já que R$ 7 mil dos médicos ficam nas mãos do governo cubano.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

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EM UM MÊS, SEIS HOSPITAIS

Manifestamo-nos inúmeras vezes sobre o absurdo da importação de médicos cubanos, destacando que o nosso problema é a precária gestão da saúde, geradora da má distribuição de médicos pelo território brasileiro. Exigíamos também a imprescindível prova de proficiência, hoje também necessária para os médicos formados no Brasil (reprovação de 60% no último exame). Mas o rolo compressor do governo federal passou por cima disto tudo e vilipendiou a classe médica no cumprimento de outros objetivos, que foram escancarados no editorial "O exército cubano" ("Estadão", 10/3, A3). O total de indivíduos cubanos importados será de 11.400, que, ao custo mensal de R$ 10 mil, perfaz a astronômica soma de R$ 114 milhões/mês (quase R$ 1,4 bilhão/ano). Pois bem, no meu tempo de superintendente do Hospital das Clinicas de São Paulo (1992-1995), o custeio do HC era de US$ 90 milhões/ano, ou seja, US$ 7,5 milhões/mês, que, multiplicados por 2,4, perfazem a "módica" quantia de R$ 18 milhões /mês. Quer dizer que num único mês poderíamos abastecer 6,3 Hospitais das Clínicas, com 2 mil leitos e 6 mil atendimentos/dia. Perceberam o descalabro dessa importação?

Antonio C. Gomes da Silva acarlosgs@uol.com.br

São Paulo

 

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UM BOM PROGRAMA

Fosse o governo Dilma sério e honesto, sem atender aos apelos de seus caprichos ideológicos, um bom programa Mais Médicos para o Brasil passaria, primeiramente, pelo aproveitamento dos médicos brasileiros que anualmente são formados aos milhares, atraindo-os com planos mais realistas de carreira, incentivos salariais, iguais aos valores pagos e enviados à ditadura de Cuba. Rios de dinheiro, por exemplo, correm para as universidades públicas federais – verdadeiros sacos sem fundo – para a formação de médicos, e a sociedade que banca essas despesas, não está vendo a contento o devido retorno de seus investimentos na formação dos profissionais da área médica. Assim como está, o atual programa federal não passa de mais um engodo, mais uma mentira, entre tantas, na monumental mentira que é o governo Dilma. E o pior é constatar nessa contínua torrente de sórdida má-fé que não existe nada e ninguém que faça barrar as ações deletérias de um governo que há 11 anos se instalou feito parasita no comando de uma nação que parece não ter autoestima ou dignidade por se deixar conduzir passivamente por um grupelho de mercenários.

Gilberto Motta da Silva gmottas@yahoo.com.br

Curitiba

 

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SALÁRIO E JUSTIÇA

O valor pago aos cubanos do Mais Médicos é de US$ 400,00. Com muita responsabilidade, pois atuam em áreas distantes e com poucos recursos, não seria melhor candidatar-se a gari no Rio de Janeiro, que ganharão R$ 1.100,00 + 40% de adicional de insalubridade? O salário do gari é mais do que justo, mas o que recebem os médicos cubanos...

Carlos Alberto Duarte carlosadu@yahoo.com.br

São Paulo

 

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MEU APOIO

Independentemente das questões ideológicas e de se gostar ou não de Cuba, o fato inegável é que o programa Mais Médicos é um sucesso e beneficia milhões de brasileiros pobres, que antes não tinham acesso a médicos e serviços de saúde. Ser contra o Mais Médicos é um ato de egoísmo e ser contra o povo brasileiro, sobretudo a grande maioria da população, que tanto precisa dos bons serviços desses profissionais. Além do corporativismo e da reserva de mercado dos médicos brasileiros, há também má-fé e interesses políticos e eleitorais inconfessáveis por grande parte dos detratores do Mais Médicos.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

 

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OUTROS PROBLEMAS

Não entendo por que tanto alarde com o programa Mais Médicos. Entre os malfeitos do PT, infelizmente existem quebra-galhos, muito mais maléficos. Vejam o desastre na educação, da infraestrutura como rodovias, portos e geração de energia, o desmanche da indústria e por aí vai. Até que vale uma chacoalhada em grande parte dos médicos (não todos, nem a Medicina) deste país, que tão logo após o juramento (sic) de Hipócrates desmerecem a classe no tratamento à população.

Ulysses Fernandes Nunes Jr. Ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

 

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O PSICÓLOGO GUIDO MANTEGA

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, vai atacar de psicólogo e será o intermediador na discussão da relação do governo com os empresários. Por ordem de Dilma, ele agendou uma reunião com empresários pesos-pesados do PIB brasileiro. Adoraria saber quem desses empresários ainda tem saco para acreditar neste blá, blá, blá e vai perder tempo participando desse encontro.

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

 

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NÃO ADIANTA ENFEITAR O PAVÃO

É, senhores governistas, principalmente o Ministério da Fazenda, parem de enfeitar o pavão, chega de tapar o sol com peneira, suas manobras e manuseios de números só enganam a nós, pobres mortais contribuintes. Quanto aos investidores e empresários, principalmente estrangeiros, jamais colocarão a mão em cumbuca para recuperá-los, não bastam blá, blá, blás.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

 

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FALTA DE ÁGUA

Governo dá "falsa impressão" de que falta d’água está controlada, diz consórcio. Não fosse ano eleitoral e já estaríamos em pleno racionamento. Não se medem as consequências, o "modus operandis" não diferencia partidos quando se está em jogo perder o lugar na teta da vaca. Acorda, Brasil!

Angelo Antonio Maglio angelomaglio@terra.com.br

Cotia

 

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BOM SENSO E RACIONAMENTO

O governo do Estado de São Paulo e a Sabesp demonstraram total incompetência postergando o racionamento de água. O bom senso seria iniciá-lo quando o principal reservatório apresentasse nível de pelo menos 40% do nível de segurança. É a política podre que impera em todos os níveis de governo do nosso país.

Jose Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

 

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CRIADOR E CRIATURA

As promessas do ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, a São Pedro, para que as águas de março, pelo amor de Deus, não falhem atestam a incapacidade do governo em lidar com adversidades. A que pontos chegamos, invocar santos pelos descasos? Navegar em "marolinhas" é muito fácil, como ocorreu no governo do ex-presidente Lula (2003/2010). Recebeu um país redondinho e ainda disse que foi "herança maldita". Endeusou-se, pousou de estadista, coisa que nunca foi, viajou o mundo, tirou fotos com reis e rainhas e até foi chamado de "o cara" pelo presidente dos Estados Unidos. Talvez Obama não tenha completado a frase do script por ética (esse é "o cara" de pau). Ou seja, não aproveitou o período das vacas gordas para, entre outras coisas, dar atenção ao setor elétrico, que tanto criticou no governo FHC. O cavalo passou arreado e nem ligou para ele. Entregou o governo à sua criação, a presidente Dilma Rousseff, que tem superado o mestre em matéria de "fazer cortesia com o chapéu alheio". E a fatura dessa incúria, acaba de chegar: R$ 32 bilhões de perdas do setor elétrico. Alguma dúvida de quem é que vai pagar a conta? Calma, só depois da eleição presidencial, é claro.

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

 

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VASOS COMUNICANTES

Os países e continentes bem que poderiam dispor de uma espécie de sistema de vasos comunicantes controlados, com o objetivo de regularizar a distribuição de águas ao longo de seus respectivos territórios, transpondo-as de uma região com excesso dela para outra com falta. Seriam evitados, assim, dramas como o que estão atualmente vivendo populações inteiras da Região Norte do País, com as cheias dos rios, e problemas que atingem o Nordeste, e mesmo o Sudeste, que sofrem com as secas. Evidentemente, são tipos de obras de alto custo, mas o governo petista, dentro do seu elenco de realizações, inaugurou estrepitosamente, nessa terra de pindorama abaixo do Equador, há alguns anos, um mega-empreendimento do tipo, visando à interligação do Rio São Francisco com regiões secularmente necessitadas de água. É verdade que vários trechos do projeto hoje estão abandonados, comprometendo sua sempre adiada inauguração, frequentemente proclamada em inflamados discursos regionais, com forte teor eleitoral. De qualquer modo, se um dia concluída a obra, será adquirida a experiência para a concretização de projetos semelhantes País afora, pois tempo é o que não faltará ao PT, certo de que seus aparelhamentos e esquemas de interdependência dos Três Poderes com o Executivo deverão garantir-lhe a quase eternização no comando do País. Que saudades do sonho brasileiro de democratização!

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

 

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POLUIÇÃO DO RESERVATÓRIO GUARAPIRANGA

Na situação atual, em que a Sabesp poderá usar águas da Represa do Guarapiranga, aquele manancial apresenta hoje grande ocupação ilegal de seu entorno, que traz poluição e põe em risco sua qualidade, graças ao descaso dos órgãos responsáveis para evitar que esse absurdo aconteça, porque desde 1976 existe a Lei de Proteção de Mananciais, criada para impedir que margens de rios, represas e outras fontes hídricas fossem ocupadas. E, se levada a sério a lei, o problema atual não existiria. Quando trabalhava na Sabesp, acompanhei e participei de muitas reuniões e seminários junto com técnicos em saneamento básico e ecologia, que cobravam dos serviços públicos uma fiscalização rigorosa para evitar o que acabou acontecendo, porque, depois da ocupação como no Guarapiranga atingir a população que passa de milhar jogando esgoto no manancial, torna-se muito difícil a remoção, porque politicamente tal número representa votos em eleições de vereadores, prefeitos e outros. A Sabesp, na década de 1980, criou no Sistema Cantareira uma atividade de título "Proteção de Mananciais" que resultou numa equipe de funcionários seus, que, treinados e conhecedores de fatores modificadores do meio ambiente, percorria por terra e água de forma constante os reservatórios do sistema buscando locais de ocupação irregular de seu entorno, desmatamentos, pesca predatória, e semestralmente era feita uma avaliação aérea via helicóptero, como um "pente fino" na atividade. Boa parte dessas inspeções fazia-se junto com a Polícia Florestal e, quando identificado o transgressor da lei, dependendo do que incorria, recebia multa, ou, se a ocupação invadia cotas de propriedade da Sabesp, sua equipe jurídica buscava processar o invasor. Pensando também em desmatamentos que ocorriam na região e consequência no Sistema Cantareira, na mesma década a Sabesp iniciou no reservatório do Jaguari um horto para cultivo de mudas de árvores adequadas a plantio no entorno das barragens para proteção de suas margens. Essas duas atividades, que espero ainda existam, ajudavam a preservar a qualidade das águas do Cantareira, bem como evitavam que desmatamentos irregulares provocassem erosão de encostas e o material resultante descesse para os reservatórios e provocasse o processo de assoreamento, que diminui a capacidade de reservação desses. Creio que, se tal problema ocorre hoje, o que mais possa sentir isso é o Paiva Castro, formado pelo Rio Juquerí, que, situado entre Mairiporã e Franco da Rocha, está cercado por vários loteamentos existentes nas encostas da Serra da Cantareira, que rodeia o reservatório e exige bastante atenção dos órgãos responsáveis para evitar os efeitos de sua instalação e obras de moradores nesses locais.

Laércio Zanini arsene@uol.com.br

Garça

 

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ÁREAS VERDES EM SP

A denúncia do "Estadão" de 9/3 (A17) de que a última reserva de mata atlântica às margens do Rio Pinheiros está marcada para morrer (e são cerca de 5 mil árvores, numeradas uma a uma com placas de ferro, numa área de proteção ambiental de 717 m²) é realmente preocupante. Esse crime merece uma forte reação da nossa sociedade, pois vai emparedar o Parque Burle Marx. O advogado Roberto Delmanto, que defende as associações de bairros da região, esclareceu que estão abrindo clareiras no interior do terreno para tentar descaracterizar a mata atlântica. Acrescenta ainda que isso é uma prática comum do mercado antes de fazer o pedido de licença. Os atuais proprietários da área são a Ciyrela, que vem se caracterizando por destruir áreas verdes para levantar espigões e faturar alto, não só aqui, mas até em outros Estados do País. A outra proprietária é a Camargo Correa. Ora, o que estão fazendo é crime, devem ser condenados pelo Judiciário e a área, anexada ao Parque Burle Marx como indenização pelo que já desmataram. O promotor do Meio Ambiente José Roberto Rochel instaurou inquérito civil para apurar a denúncia, mas deveria também a Prefeitura bloquear a área de imediato e acabar com esse absurdo. Creio que já temos de pôr um ponto final no fato de as construtoras continuarem sufocando os moradores da cidade com prédios cada vez maiores, em detrimento das áreas verdes. São Paulo tem uma carência de vegetação arbórea que já em 2011 era muito menor do que a preconizada pela Organização Mundial da Saúde e que vem causando a morte de 4 mil paulistanos por ano (dados de 2011), só em razão da poluição. E com certeza a situação está bem pior depois das administrações de José Serra e Gilberto Kassab. Por outro lado, a matéria publicada na segunda-feira (10/3), no "Estadão", conta que o vereador Nabil Bonduki (PT), relator do Plano Diretor de São Paulo, propõe um substitutivo visando a preservar o que resta das áreas verdes públicas e particulares da cidade com o novo Plano Diretor de São Paulo. Pretende recriar, após 12 anos, uma zona rural com regras de adensamento mais restritivas em praticamente 1/4 do território, principalmente nos distritos de Grajaú, Marsilac e Parelheiros. O substitutivo, se aprovado em plenário e não sofrer restrições do prefeito, será um alento para uma população vítima das volúpias dos empresários. Quiçá com o novo Plano Diretor assim aprovado poderemos impedir não só a destruição da área do Panamby, como acabar com a pretensão de degradar Parelheiros com a construção de um aeroporto para executivos.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

 

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ÀS MARGENS DO RIO PINHEIROS

Os atuais moradores da região são mais um exemplo do "faça o que eu digo, mas não o que eu fiz nem o que eu faço", pois, para que eles possam hoje morar na região, a mata atlântica que antes existia em toda a grande São Paulo foi devastada e nem ao menos preservaram 20% a título de reserva legal. Se agora finalmente tomaram consciência de que o meio ambiente deve ser preservado, em vez de querer preservar na terra particular dos outros, os atuais moradores, de alto poder aquisitivo, a exemplo de um que fez um vídeo também publicado no "Estadão", deveriam se associar, comprar as áreas pelo preço de mercado e preservá-las, até mesmo como uma compensação, uma espécie de reserva legal, pela mata que foi totalmente devastada nos locais onde hoje eles residem. Também seria uma compensação pelos impactos ambientais que causam com seu modo de vida, ou será que estes "ambientalistas na terra dos outros" vivem de maneira sustentável, ou seja, se têm alguma área preservada correspondente a pelo menos 20% da área da sua residência, se praticam o consumo reduzido e sustentável, se andam a pé ou de bicicleta, se praticam a coleta seletiva do seu lixo, se fazem compostagem do seu lixo orgânico, se reciclam, se economizam água, se o esgoto deles é tratado ou é jogado in natura poluindo o Rio Pinheiros, etc., etc.

Vinicius Nardi v.nardi@ig.com.br

São Paulo

 

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CARNAVAL NA VILA MADALENA

O pancadão na Rua Aspicuelta, entre as Ruas Harmonia e Girassol, na madrugada de domingo, dia 9 de março, foi até as 3h30. Às 2 horas, irritada por não conseguir dormir, fui com o meu filho até a rua para saber de onde vinha o barulho de bate-estaca que estourava na minha cabeça. Surpresa: o evento da Prefeitura havia acabado, mas dezenas de jovens (e adolescentes?), com copos e garrafas nas mãos, curtiam o som alto de um carro com equipamento no porta malas – o chamado pancadão. Vendo a minha atitude de observadora, fui abordada por um jovem que me disse "a sua filha está ali, tia". Para completar, assim que saí na rua, deparei com uma moça e um rapaz fazendo a calçada da porta da minha casa de banheiro público, sem o menor constrangimento. Liguei para o 190 para reclamar da situação. Fui encaminhada para uma gravação que me disse que, como a minha reclamação não era uma emergência policial, eu devia fazê-la pela internet. Quando eu terminei de ligar o computador, a bagunça terminou. Minha mensagem é a seguinte: carnaval na Vila Madalena? Na porta da minha casa não! A Prefeitura precisa fazer uma melhor avaliação do impacto desse tipo de atividade sobre a rotina dos moradores do bairro. Esse tipo de evento é frequentado em grande parte por visitantes de outras regiões, que devastam o bairro como um bando de gafanhotos e depois vão embora como se não houvesse amanhã. Mas há. Para os moradores e comerciantes, que lidam com as consequências no dia seguinte. Ninguém me convence de que isso deva continuar dessa forma. É um verdadeiro absurdo!

Dirce Barbosa dbarbosa@uol.com.br

São Paulo

 

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‘O CARNAVAL E O ESPAÇO PÚBLICO’

Parabéns pelo editorial publicado no domingo, 9 de março ("O carnaval e o espaço público"). Sou moradora da Praça Benedito Calixto e tivemos noites de verdadeiro pânico na segunda e na terça-feira de carnaval. Milhares de pessoas lotaram a praça, do final da tarde até a manhã do dia seguinte, das 16 horas às 6 horas, em 14 horas de som em altos decibéis que vinha de vários carros, muitas vezes estacionados um em frente ao outro. Na fila dupla, claro. Pessoas fumavam ao lado de mangueiras de plástico que ligavam carrinhos de pipocas a botijões de gás, dançavam sem controle pressionando portas de vidro de prédios, e inclusive tentaram invadir um deles. Em vez da promessa feita pela Prefeitura de que só os moradores poderiam entrar e sair de carro, na prática só os carros com equipamentos de som do tipo usados em pancadões e os camelôs entraram na praça. A Polícia não atendia aos chamados e ninguém apareceu para organizar ou coibir a violência dos milhares de pessoas que, assim como nós, também corriam o risco de uma tragédia acontecer a qualquer momento. E uma tragédia mais do que anunciada.

Rosane Aubin rosaneaubin@gmail.com

São Paulo

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