Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

16 Março 2014 | 02h05

'Apagão nunca mais'

O governo do "apagão nunca mais" - lembram-se? - está prestes a ser atingido por um que poderá não só comprometer o funcionamento da indústria nacional, como também provocar um rombo sem precedentes nas contas oficiais. Deu pena assistir ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, e seus auxiliares responsáveis pela gestão da malha elétrica tentando explicar o paradoxo do périplo financeiro necessário para evitar a bancarrota. É claro que se trata de um grande esquema que contará com um pequeno auxílio dos contribuintes. O mais estranho é que não foi demonstrada preocupação alguma com o desastre iminente ligado à oferta de energia nem delineados projetos estratégicos de ampliação do setor, donde se deduz que o resto é com São Pedro. Torçamos, então, para que ele seja brasileiro, pois, ao que tudo indica, Deus está optando por outra cidadania.

PAULO ROBERTO GOTAÇ

prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

Aumento da conta de luz

Tive o desprazer de assistir a um bando de incompetentes tentando explicar o óbvio: que a energia vai aumentar. Estão empurrando a conta para 2015 porque em 2014 haverá eleições e precisam dos votos dos incautos. Resumindo: a incompetência de ontem, a enganação de hoje e as desculpas de amanhã. Isso é o que chamam de governar.

HAROLDO EUSTAQUIO ROCHA

haroldoerocha@ig.com.br

São Paulo

O inferno está chegando

Incrível, esse governo (?) não se cansa de tentar enganar os brasileiros! Depois de Dilma Rousseff anunciar a Deus e todo mundo a redução eleitoreira da conta de luz, agora tenta esconder o seu erro. Com essa sua desastrada intervenção no setor elétrico, qualquer fraco administrador deveria saber o resultado: falta de investimentos pelas companhias devida a intervenções do governo federal, apagões (foram e serão muitos), endividamento público. A conta está chegando. Agora, em ano eleitoral, esse "governo" diz que o Tesouro Nacional arcará imediatamente com R$ 4 bilhões, ficando R$ 8 bilhões a serem captados pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica. Mas quem vai pagar essa conta mesmo são todos os brasileiros, consumidores ou não. Os R$ 4 bilhões serão compensados com mais aumentos de tributos, enquanto o restante será repartido entre os consumidores. Ah, mais isso só em 2015, passadas as eleições em que a "chefe" falou que faria o diabo para ser reeleita. Mas o inferno já está chegando aos mortais contribuintes. A conta vem disfarçada em 2014 e em toda a plenitude de 2015 em diante. Que Deus tenha piedade dos brasileiros e nos livre logo desse pesadelo "administrativo".

ÉLLIS A. OLIVEIRA

elliscnh@hotmail.com

Cunha

Voluntarismo e democracia

A bravata sobre a competência da presidenta, em particular na área de energia, induziu-a a bravatear que não haveria risco de falta de energia elétrica e a baixar os preços até depois das eleições. Inventa que política energética é de curto prazo. Como os subsídios não cabem no Orçamento, recorre ao Tesouro, o que deveria ser vedado sem autorização do Congresso Nacional. Numa democracia, por princípio, os gastos do Poder Executivo estão limitados ao Orçamento. Então, em que democracia estamos? Elegemos presidentes voluntaristas autoritários?

HARALD HELLMUTH

hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

A energia e a flauta

A presidente Dilma foi ministra de Minas e Energia, tendo, portanto, pleno conhecimento da área há, no mínimo, sete anos. Como gerir o sistema energético é mais complicado que uma lojinha de R$ 1,99, não deve causar surpresa a ninguém a falência do sistema. Ao contrário do negócio de quinquilharias, neste caso o Tesouro banca o prejuízo e socializa as perdas. Assim, a Petrobrás vai pro brejo, mas essa turma, certamente, não conserva nenhuma ação da empresa, ainda que divulgue - propaganda retirada da mídia - seu sucesso na exploração de um ainda inexistente pré-sal. O preço da energia ao consumidor foi baixado, demagogicamente, quando no atacado estava e está em franca ascensão. O despropósito tem um custo a ser repassado a todos, diretamente ou bancado pelo governo - via aumento de impostos -, o que dá no mesmo. Depois das eleições, claro! Joga-se um jogo de azar, baseado no puro acaso, quando o assunto é racionamento de água e energia. Se não faltar ou não exigir manobras rocambolescas para que os grandes centros urbanos e industriais sejam poupados, dirão os marqueteiros que estava tudo no planejamento. Se o apagão inevitável vier, o marqueteiro João Santana dará jeito dizendo - como Roseana Sarney - que é o Brasil em franco crescimento (menos de 2% ao ano...), o ministro Edison Lobão será defenestrado e a culpa será do PMDB - ou Lula fará uma de suas falas para convencer todos de que estamos no melhor dos mundos. No fim das contas, eleita Dilma - ou Lula - chegaremos ao paraíso chavista. Somos, pois, a Venezuela amanhã. Para onde nos levará o/a flautista de Hammelin?

RICARDO MELLO SANTOS

pramar681@hotmail.com

Salvador

VENEZUELA

Apoio a Maduro

Li que o presidente do PT, Rui Falcão, foi se encontrar com Nicolás Maduro para discutir a crise na Venezuela, acompanhado por companheiros do Foro São Paulo. Certamente para oferecer recursos materiais e logísticos para "proteger os ideais democráticos" que caracterizam estas Repúblicas falidas moral, economicamente e de total desrespeito aos direitos humanos.

LUIZ NUSBAUM

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

PCC, risco fatal

Como pode um deputado estadual ausentar-se dos trabalhos do Legislativo, não dar a mínima para seus afazeres naquela Casa e viajar para Caracas a fim de dar apoio e oferecer ajuda ao (des)governo bolivariano corrupto de Nicolás Maduro? Como brasileiro e paulista, sinto-me tratado como um otário por esse deputado Rui Falcão. Já não chegam suas inúmeras ausências na Assembleia paulista para tratar de assuntos que só dizem respeito ao PT - o qual defende o controle da mídia (censura!) e sua perpetuação no poder por meio de programas eleitoreiros e populistas -, agora também dá apoio à ditadura bolivariana, cujo modelo, imposto por Cuba, está encaminhado para ser implantado no Brasil pelos petralhas?! Se os eleitores brasileiros efetivamente não abrirem os olhos nas próximas eleições, corremos fatalmente o sério risco de virar uma Pátria Cubana Continental (PCC), para desgosto e martírio dos nossos filhos e netos!

ANTÔNIO CARELLI FILHO

palestrino1949@hotmail.com

Taubaté

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

CONTA DE LUZ MAIS CARA

O Tesouro Nacional destinará R$ 12 bilhões para manter as distribuidoras de eletricidade que, com a falta de água nas hidrelétricas, recorrem à energia das usinas térmicas, de custo mais elevado. Mas, como vivemos num ano eleitoral, a conta do consumo extra só será apresentada ao consumidor em 2015. Aí é que reside o problema. Os recursos usados para socorrer as distribuidoras devem sair de algum lugar que ficará a descoberto. E o pior é que, no próximo ano, o consumidor será chamado a pagar a conta. Correrá, assim, o risco de pagar duas vezes: agora, pela falta dos serviços relativos aos recursos transferidos às energéticas, e, depois, pagando a conta propriamente dita. Ao mesmo tempo em que faz toda essa encenação econômico-eleitoreira, deixando a dívida elétrica para o próximo ano, o governo brasileiro mantém milhares de cargos políticos e elevados gastos na sua própria máquina e, ainda, se dá ao luxo de sair pelo mundo perdoando bilhões de dólares em dívidas e concedendo novos empréstimos para países que pouco ou nada têm que ver com o Brasil, mas seus dirigentes são ideologicamente afinados com os governos do PT. Os recursos do Tesouro Nacional, do BNDES e de todo o erário brasileiro devem atender às necessidades nacionais. Jamais deveriam atravessar as fronteiras, por mais "compañeros" que sejam os beneficiários.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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SÓ DEPOIS DA ELEIÇÃO

No ano passado, o governo e sua mãozinha para conter a inflação prejudicaram principalmente a Petrobrás e as companhias do setor elétrico, mas uma hora a conta ia aparecer. A Petrobrás, com sua exorbitante dívida, e as companhias elétricas, com o rombo no balanço, teriam de jogar este problema para algum lugar, e para quem vai recair a bazófia do setor elétrico ano passado? Para o povo. Teremos de pagar por esse erro do governo, e não será pouco. O interessante é que o governo anunciou que a maior parte das taxas que serão revertidas para tapar este buraco virá depois das eleições, ou seja, mostrando a real situação, não seriam reeleitos.

Felipe da Silva Prado felipeprado39@gmail.com

São Paulo

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SEM ESCAPATÓRIA

Já temos uma das mais altas tarifas de energia elétrica do mundo, mesmo com recentes contenções do governo. Agora, imaginar que supostas defasagens represadas possam ser repassadas ao público a partir de 2015 é sem sentido total. Se o sistema tem déficit financeiro, ele precisa ser refeito. Os valores das tarifas já são hoje desproporcionais à situação econômica da população, quando, por exemplo, no verão uma família de três pessoas, de classe média baixa, chega a pagar mais de R$ 300 mensais de tarifa. E na fatura de energia elétrica existem diversos encargos, como a iluminação pública, e os mais altos índices de ICMS dos governadores. É um item essencial, sem alternativas para a população e o que mais afeta toda a economia.

Heitor Vianna P. Filho bob@intnet.com.br

Araruama (RJ)

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O VILÃO ICMS

Muitos se revoltam contra a cobrança do Imposto de Renda nesta época do ano, mas o grande vilão dos tributos no Brasil é o ICMS, imposto estadual e regressivo, que represente 50% do que é arrecadado no País. Os governadores dos Estados não admitem nenhuma redução do ICMS, boicotam qualquer mudança e são os principais responsáveis por não termos a tão necessária reforma tributária no País. Temos uma das cargas tributárias mais altas do planeta e recebemos serviços públicos de baixa qualidade. Até quando?

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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VAMOS ECONOMIZAR

Há dias ouvi na TV uma fala do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, em que ele declara que faz cerca de dez anos que, ao sair de um cômodo, sempre fecha a luz, por economia. Desde que eu era criança meus pais me ensinaram que se deve fazer isso toda vez que saímos de um quarto qualquer. Estranhei a infeliz fala do ministro, pois todo lobo enxerga no escuro, e um lobão deve ter sua vista mais apurada ainda. Oh, oh, oh.

Raul S. Moreira raulmoreira@mpc.com.br

Campinas

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MEDO DA INFLAÇÃO

Com quem está a verdade? O jornal italiano "La Republica", que afirma que Lula disse "que emprego é mais importante que inflação", ou Lula, o Barba, que nega esta frase, mas que já afirmou que não sabia do mensalão, que a saúde do Brasil beirava a perfeição, que o Brasil era autossuficiente em petróleo, que dinheiro público não seria usado na Copa, que a Venezuela de Chávez era uma plena democracia, que comparou os prisioneiros de consciência cubanos como Orlando Zapata Tamayo, que morreu durante uma greve de fome por falta de assistência, com bandidos comuns, que...

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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DE PLANOS, POUPANÇAS E TUNGAS

Nas décadas de 1980 e 1990, por ocasião dos planos econômicos Cruzado, Bresser, Verão, Collor I e Collor II, os bancos tungaram os cálculos do rendimento das contas de poupança. Os bancos estão agora oferecendo ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma saída estratégica que só faz ganhar mais tempo ainda, ao oferecer aos pequenos poupadores uma "saída honrosa" para que a Corte não desestabilize o sistema financeiro nacional. A proposta é que apenas um pequeno grupo seja beneficiado e, como não será surpresa, esse grupo deverá ser formado por grandes poupadores. Quanto aos pequenos poupadores, aqueles que economizam alguns reais com reais sacrifícios, estes ficariam no limbo do desprezo a que estão relegados por longo tempo, que só é justificado pelo poder econômico dos banqueiros que, só eles, fazem movimentar essa roda velha que é a Justiça. A primeira opção dos bancos é beneficiar os grandes poupadores, o que, segundo eles, reduziria o impacto de R$ 150 bilhões estimados por eles. Do contrário, conforme memorial enviado ao Supremo, irão declarar que os poupadores não têm direito à correção. Não se trata de julgar se os planos foram constitucionais ou não. Trata-se de fazer justiça contra a tunga dos bancos que lesou com maior intensidade o pequeno poupador. Essa atitude dos bancos, aliada à excessiva morosidade do STF, justifica a causa da desconfiança dos investidores internacionais. Quantos bilhões os bancos ganharam no fraudulento cálculo da correção na época?

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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ASSUNTO ESQUECIDO?

O Supremo Tribunal Federal (STF) obriga a União a bancar a indenização decorrente da política de congelamento de preços para a antiga companhia aérea Varig. E os milhões de pessoas e aposentados que ainda aguardam suas devoluções referentes aos reajustes da caderneta de poupança e da aposentadoria dos Planos Collor e Bresser? Será que este assunto já foi esquecido? O reajuste das cadernetas de poupança é direito dos correntistas e não pesa no cofre do Tesouro do Estado, é do ativo dos bancos. Eles que seguram isso, pois nos períodos de junho 1987 até fevereiro 1991 muitos bancos não pagaram a inflação correta. Interessante é que bancos menores, como o Banco Safra, já pagaram as correções logo no início, sem muita controvérsia, e bancos maiores, como Itaú e Bradesco, se escondem atrás de decisões judiciais. Os correntistas, por sua vez, aguardam sem ter mínimas chances de receber respostas algum dia. Na revisão das aposentadorias a situação é igual. Muitos aposentados que tiveram esses direitos negados já não vivem mais, e os sobreviventes seguem se conformando com suas pensões reduzidas. Será que algum dia o povo será recompensado com o "equívoco/esperteza" dos bancos e a morosidade da Justiça? Os mais de 20 anos de espera devem ser suficientes para que alguma autoridade tivesse tempo para exercer a justiça.

Erhard Franz Adolf Dotti erdotti@gmail.com

São Paulo

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O QUE ESPERAR DO STF?

Ao não respeitar os contribuintes corrigindo os valores devidos por um índice que reflita a inflação, e apropriar-se de uma parte de seus recursos, fica cada vez mais claro que o governo não representa os interesses da população. Tal posicionamento fica absolutamente evidente com atitudes como as de órgãos como o Banco Central (no caso da poupança) e o INSS (no caso de aposentadorias), que justificam suas atitudes como prejudiciais ao "sistema" (sic), pelo ônus que representam, sem levar em consideração que tal ônus é simplesmente a correção de injustiças impetradas contra os cidadãos pelo próprio governo. A considerar ainda o caso do FGTS, em que os recursos que deveriam constituir uma poupança dos trabalhadores para situações de emergência e quando da aposentadoria são reduzidos sistematicamente pela falta de correção adequada, o que esperamos é que seja brevemente corrigido. Nós, os contribuintes (isto é, todos os cidadãos), devemos ser protegidos da sanha dos governantes, que utilizam os recursos do nosso trabalho para seu próprio interesse, e dos grupos que os apoiam. Cabe ao Judiciário não se deixar levar por falsos argumentos e atender aos aspectos morais e éticos da justiça, o que, sem dúvida, permitirá que o governo passe a agir efetivamente em prol da população.

Jorge Alves jorgersalves@2me.com.br

Jaú

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REBELDES POR VELHACARIA

É ótimo que boa parte do PMDB tenha se rebelado e aprovado, no Congresso Nacional, investigação sobre corrupção na Petrobrás e, ainda, convidado ministros de Estado para prestar esclarecimentos sobre questões duvidosas de suas pastas. A prática de investigar suspeitas de "malfeitos" deveria ser a regra, e não exceção na administração pública do País. Da forma como as coisas estão se passando, contudo, resta claro que o "blocão" apenas se vale de uma maioria de ocasião para chantagear o Planalto em troca de seus interesses fisiológicos e patrimonialistas, que não estariam sendo devidamente atendidos. Assim sendo, não são a moral, a ética ou as nobres causas e convicções que movem as ações desse grupo. É apenas o bom e velho fisiologismo patrimonialista, que assola o Brasil desde o século 16. Lamentável.

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

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PMDB

Uma pena que esse partido briga com o governo não em benefício do País, mas apenas por chantagem por cargos. Saudade do PMDB das décadas de 1960/1970.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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PMDB X PT

O casamento do PT com o PMDB realmente está em crise. Agora é o PT do Amapá que não quer apoiar a reeleição do deus José Sarney para o Senado. Será que, finalmente, o povo do Amapá vai dar essa alegria aos brasileiros?

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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NINGUÉM AGUENTA

Os desmandos petistas estão cheirando tão mal que os peemedebistas vão ter de usar máscaras para sustentar a coalizão.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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‘SÓ ALEGRIAS’

No Chile, quando a presidente Dilma foi perguntada sobre o PMDB, ela se saiu com esta: "O PMDB só me dá alegrias!". Ao dizer isso, imediatamente houve gargalhada geral à sua volta. Se o PMDB tivesse o mínimo de vergonha na cara, hombridade e respeito, pegava carona no primeiro da oposição que passasse. A que nível chegou o maior partido do Brasil. Está até parecendo que enterraram caveira de burro na central do partido, fazendo com que todos os políticos dessa legenda se sintam tão pequenos que qualquer migalha serve. Vergonha política seria o sentimento que deveriam incorporar. É o Executivo colocando cabresto no Legislativo. Como se ter um vice-presidente da legenda representasse alguma coisa. Eles merecem mesmo o desdém e a gozação da presidente. Transformaram-se em vaquinhas de presépio.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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DILMINHA IRÔNICA

Dona Dilma, as "alegrias" que o PMDB lhe dá são de uma ironia proporcional às que a sra. dá a eles.

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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CAMPANHA FORA DE HORA

Conforme publicado pelo "Estadão" de 11/3, a Justiça proibiu Paulo Skaf de aparecer em propaganda da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), por ser pré-candidato ao governo estadual. Considero equivocada, "data vênia", a decisão liminar do juiz Luiz Guilherme da Costa Wagner, acatando representação da Procuradoria Regional Eleitoral, que acusa Skaf de utilizar propagandas do sistema Fiesp com o intuito de divulgar a imagem de bom administrador. Inúmeros integrantes do governo usam os meios de comunicação para divulgar sua imagem. É o que tem feito a pré-candidata Dilma Rousseff, participando de eventos sem a relevância determinada pela legislação, como ocorreu no episódio em que a presidente mandou convocar uma rede nacional de rádio e de TV para um discurso no Dia Internacional da Mulher.

Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

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COPA SEM DISCURSOS

Dilma Rousseff não discursará na cerimônia de abertura da Copa do Mundo em 12 de junho, na Arena do Corinthians, em Itaquera. Dessa forma, ela evita ser vaiada, como foi no passado, em Brasília, na abertura da Copa das Confederações. Muito estranha tal decisão, pois a arena está localizada na zona leste e, conforme afirmado pelo PT, trata-se do maior reduto político e de votantes do partido na cidade. Como se explica tal fato? Seriam as pesquisa falsas?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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FUGA DA RAIA

Dilma, ao se safar de seu discurso de abertura da "Copa das Copas", será talvez a primeiro chefe de Estado a fugir da raia, em toda a história das edições das Copas do Mundo desde 1934, com medo de ser vaiada. A falta de responsabilidade de representar o Brasil neste momento irá mostrar não só aos brasileiros, mas ao mundo, sua falta de postura cívica. Estamos cansados de ser representados por um governo que por onde passa nos envergonha com seus discursos ufanistas de seu desempenho, usando resultados incorretos de sua administração e, agora, mais esse deslustre.

Leila E. Leitão

São Paulo

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SÁBIA DECISÃO

Sábia esta decisão de Joseph Blatter de excluir os tradicionais discursos da cerimônia de abertura da Copa do Mundo, para evitar as imensas e prolongadas vaias que certamente ocorreriam. Usou a cabeça, pois quem tem cuca tem medo.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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DILMA ESCALDADA

Gato escaldado com água quente tem medo de água fria.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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QUEREMOS DILMA

Nós, brasileiros e brasileiras, queremos ver a dona Dilma nos jogos da "Copa das Copas". Ela não pode negar tamanho prazer que será sua visualização nos campos. Se resolver improvisar algumas palavras, então, será o máximo. Fala, Dilma! O povo quer te ouvir.

José Luiz Tedesco tedescoporto@hotmail.com

Presidente Epitácio

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PARA EXTRAVASAR

O cidadão comum está no seu limite! Limite no cartão de crédito, no estresse com o trânsito, com seus filhos, com as drogas, com a corrupção e a impunidade política. Então, a Copa do Mundo vai ser o motivo para extravasar seus protestos levados pelos mais jovens que se deparam com um país sem quaisquer perspectivas.

Eugênio José Alati alatieugenio@gmail.com

Campinas

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CERTEZA

Quem mais irá lucrar com a Copa no Brasil, o governo ou a Fifa? A única certeza é de que o povo, como sempre, irá pagar o pato!

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo

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PRÊMIO

A presidente Dilma está oferecendo doações aos nossos jogadores de futebol, como R$ 100 mil e também um aposentadoria vitalícia, se vencerem a Copa do Mundo. Então que ela vá pagar com o seu dinheiro! A que ponto chegamos com este governo do PT, agora querem até desarmar a Polícia Militar. Que pretende este governo? Parece que já estamos caminhando para um comunismo copiado em Cuba e Venezuela.Vão para o inferno! Acorda, Brasil!

Maria José da Fonseca fonsecamj@ig.com.br

São Paulo

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O FIM DO MENSALÃO

O julgamento do mensalão (o maior caso de corrupção do governo Lula) não acabou da forma como se esperava, vendo todos os culpados na cadeia e o dinheiro de volta aos cofres públicos. Mas pudemos ver no trabalho do ministro Joaquim Barbosa, que marcou seu nome na história jurídica deste país, e no de outros ministros que houve uma tentativa de mostrar aos brasileiros que a lei atinge quase todos. Para que a Ação Penal 470 não caia no esquecimento, é oportuno lembrar que caciques do governo petista cumprem sua pena, inclusive um cidadão que almejava chegar à Presidência da República, após a saída de Lula. Roberto Jefferson implodiu o sonho de José Dirceu. Após seis anos e sete meses, o Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou a denúncia da Procuradoria-Geral da República e 24 pessoas foram condenadas. O falante Lula negou a existência do mensalão e disse que, ao seu final, falaria. A sociedade quer ouvir o que Lula tem a dizer, só não vale dizer agora que não sabia de nada.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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A ÚLTIMA PEÇA

O balanço é positivo. Aliás, muito positivo. O mensalão existiu, seu julgamento não foi uma farsa, e José Dirceu e seus comparsas foram condenados e estão cumprindo pena. A Justiça venceu. O Brasil venceu! Mas falta uma única peça para fazer História: pela jurisprudência do domínio do fato, Lula também tem de ser julgado. E condenado!

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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MAIS BARATO

É melhor o STF mandar soltar logo os mensaleiros, retirar todas as acusações, pois as indenizações vão ficar mais caras que os desfalques, ou seja, o molho vai ficar mais caro que o peixe.

Angelo Antonio Maglio Angelomaglio@terra.com.br

Cotia

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O CRIME COMPENSA

E foi absolvido o último dos políticos acusados de um dos crimes do mensalão, lavagem de dinheiro. E os condenados receberam penas bastante amenas, como se fossem criminosos culposos (não intencionais). Já os que também participaram daquela quadrilha, mas não eram políticos, sofreram penas muito mais severas, como sendo os maiores culpados. Por tudo isso, podemos afirmar: para os políticos, o crime compensa. E não estranhemos se, nas próximas eleições, no mínimo alguns, mesmo com direitos políticos cassados, os recuperem usando alguma maracutaia jurídica que eles mesmos criaram, e sejam eleitos pelo... computador.

Nilton de Freitas Guimarães nfguimaraeseo@gmail.com

Rio de Janeiro

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A CREDIBILIDADE DOS JORNAIS

Pesquisa da Secretaria de Comunicação da Presidência da República demonstra que os jornais impressos são detentores do maior nível de confiança da população, o que se apurou após a oitiva de 18.312 pessoas em 848 municípios sobre a forma de consumo de mídia. Cai, assim, a lenda de que as redes sociais seriam as detentoras da confiabilidade nacional, e que elas comandariam a opinião pública categorizada, o que as coloca em plano secundário, quando a temática é de importância e os assuntos versam sobre questões de alta indagação ou interesses nacionais de grande importância. Aliás, é bom que se lembre que as classes dominantes e os segmentos sociais mais preparados e cultos é que leem os jornais impressos, procurando neles um noticiário mais profundo e temas que requeiram maiores abordagens que as dispensadas pelas redes sociais. Daí que os jornais impressos têm uma grande responsabilidade, se desejarem continuar captando a confiança de leitores e avançando sempre na competição com a internet, que devem vencer com conteúdo e material mais completo e exuberante, além de crítico e fundamentado.

José C. de Carvalho Carneiro carneiro.jcc@uol.com.br

Rio Claro

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CONFIANÇA NOS JORNAIS

O resultado da pesquisa governamental encomendada ao Ibope, de que a população brasileira confia mais em jornais, foi uma grande surpresa para o Planalto, que sempre se movimentou, sem sucesso, em criar regras para silenciar a imprensa investigativa, principalmente a mídia impressa, a qualquer custo, como fazem determinados países sul-americanos. A pesquisa também constatou que 66% dos brasileiros nunca ouviram a "Voz do Brasil". Será que agora esse programa estará com os dias contados?

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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PESQUISA IBOPE

O resultado da pesquisa encomendada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) ao Ibope sobre o índice de confiança da população nos vários meios de comunicação traz números surpreendentes: 53% confiam sempre ou muitas vezes nos jornais impressos, vindo em seguida o rádio (50%), a TV (49%), as revistas (40%), os sites (28%), as redes sociais (24%) e os blogs (22%). A preferência manifestada pelo jornal, o meio impresso de comunicação por excelência, matriz da informação, é prova cabal da grande e fundamental importância da notícia impressa (e também da publicidade) na formação de opinião de cada leitor ao se deparar com os fatos do mundo, de

seu país e sua cidade. Que o "Estadão nosso de cada dia" continue imprimindo a verdade em suas páginas com total independência, isenção, responsabilidade e integridade.

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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LIBERDADE DE IMPRENSA

Ao lermos jornais e revistas que retratam as contradições de nossa dura realidade, temos por vezes uma impressão desalentadora que deve ser pessimistamente marcante. Sabendo, entretanto, contextualizar ditas realidades, verificamos que, por termos a liberdade de discutirmos nossos problemas, estamos no caminho certo de paulatinamente resolve-los, rumo a um processo civilizatório que nos levará a termos uma melhor qualidade de vida para a maioria de nossa gente.

José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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RANKING DA WEB

Gostaria de cumprimentar o "Estado" pela terceira colocação no ranking das páginas noticiosas mais visitadas da web. E cumprimentar, sobretudo, a seriedade do jornal, que não subestima a inteligência do leitor e tampouco apela para a baixaria. Não vemos no "Estado" tolices como "Big Brother" roubarem espaço de assuntos sérios, e os leitores não deparam com manchetes claramente picaretas, do tipo "revelado o sexo do bebê da celebridade Fulana de Tal; saiba qual é". Torço para que nunca percam a seriedade e a competência, e nunca rebaixem o nível com o intuito de seguir os passos da concorrência.

Jonas Lopes jonaslopes@gmail.com

São Paulo

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MAIS MÉDICOS LIVRES

Antes da Lei Áurea, houve a Lei do Ventre Livre. Os escravos mais velhos não teriam trabalho e, portanto, com medo de não conseguirem sobrevivência, somente os nascidos seriam livres. Assim anda o Programa Mais Médicos. A utopia de um "mundo melhor" aos cubanos enfrentou a mentira da falta de investimento na saúde, a falência do Sistema Único de Saúde (SUS), a vergonha das péssimas condições de trabalho. Mais sete médicos desertaram. Pouco a pouco a "Lei do Cubano Livre" aparece e os desgastes deste governo de irresponsáveis aumentam. A história deste país se repete. Que venha a Lei Áurea. Que termine logo mais esta mentira dos quilombos hospitalares.

Rafael Machado Cury machadocury@gmail.com

São Paulo

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VERGONHA NACIONAL

É um desrespeito à Pátria responsabilizar os médicos brasileiros pela falência do sistema de saúde no Brasil. Ao importar médicos cubanos com o objetivo de suprir a carência desses profissionais, isso não deixa de ser uma farsa. As finalidades dessa enganação são sustentar um país falido com o dinheiro do contribuinte e ganhar o voto do eleitor ingênuo na próxima eleição. Uma pergunta: Ministério Público e Ministério do Trabalho, por que não se manifestam para sanar essa vergonha nacional?

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

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VERDADEIRA ESCRAVIDÃO

Faz mais de cem anos que a princesa Isabel declarou e assinou como extinta a escravidão em nosso país. Deparo-me com anúncios no "Estadão" (10/3) como o seguinte: "Médicos, regime CLT, para atuar em AMA, plantão de 12 horas, R$ 1.1051,00 por plantão". Em minha ótica, perfaz um valor mensal (20 dias) de R$ 21 mil. Quanto recebem os médicos/escravos enviados de Cuba? R$ 1.100,00 por mês. É uma verdadeira escravidão em nosso país. O Ministério Público, do Trabalho e outros afins têm por obrigação acabar com esta verdadeira escravidão. PS: o dinheiro enviado a Cuba servirá para pagar a dívida com as empreiteiras que construíram em Cuba o mais moderno porto do mundo?

Hans Dieter Grandberg h.d.grandberg@terra.com.br

Guarujá

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SIGO PERGUNTANDO

Não há como evitar a pergunta: o que estavam fazendo em Cuba esses 11.400 médicos que de lá vieram?

Joaquim Quintino Filho jqf@terra.com.br

Pirassununga

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A PRODUÇÃO DE DOUTORES

Impressionante como há médicos em Cuba. Acho que há mais médicos lá do que pacientes. Daí a exportação. Aliás, eles devem ter saúde de ferro. Afinal de contas, ganham muito bem (US$ 20, vivem em modernas residências (cortiços), têm carros do ano (anos 50), com uma infraestrutura capaz de fazer inveja aos países africanos mais pobres, comem muito bem (cartões de racionamento), etc. Mas tenho certeza de que, com o avanço da tecnologia, eles devem ser formados ou produzidos em impressores 3D ou 4D. Então alguns existem. Os demais são clones modernos. A conferir.

Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

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IMPORTAÇÃO

O Brasil, a exemplo dos médicos cubanos, poderia importar soldados iranianos para pacificar os morros do Rio e de outras cidades. Aliás, poderia espalhá-los por todo o Brasil, e deve ser mais barato que o médico. Se não for iraniano, pode ser israelense ou até da Coreia do Norte.

G. Ruas gilruas@uol.com.br

Santos

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POLUIÇÃO NO RIO PINHEIROS

Ficamos frustrados ao ler a reportagem sobra a poluição do Rio Pinheiros na página A19 da edição de 13/3. Trata-se de reportagem jornalística que não apresenta nenhuma informação técnica que permita analisar os resultados. É notável a falta de coerência nos resultados publicados. Por exemplo, processos biológicos que não geram lodo são simplesmente impossíveis, não existem! Em nenhum trecho é mencionado o destino dos resíduos produzidos. Outro exemplo: processo de eletrocoagulação aumentando o oxigênio dissolvido em 100% das amostras, enquanto processo de oxidação o faz somente em 66% das amostras... A única frase coerente em todo o texto foi o que disse a sra. Malu Ribeiro: "Tratar o esgoto e combater a poluição na origem". Aliás, por que o nosso Estado tem de gastar mais dinheiro arrecadado dos contribuintes, quando tratar o esgoto doméstico é dever precípuo da Sabesp, que cobra para executar tal serviço, mas não o faz? Por que o órgão encarregado de fiscalizar não exige a obediência à Lei Estadual 8.468, de setembro de1976, que obriga a indústria a tratar seus efluentes e exige que a Sabesp trate o esgoto, ambos antes de lançá-los em qualquer corpo receptor? Há processos comprovadamente eficientes em todo o mundo para fazê-los, quer o tratamento industrial, quer o do esgoto doméstico. Por que não usá-los e resolver o problema com solidez tecnológica?

Fernando L’Abbate e Luiz Aurélio Fedeli flabbate@terra.com.br

São Paulo

 

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