Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

30 Março 2014 | 02h09

Política econômica

O rebaixamento da nota do Brasil pela Standard & Poor's para BBB- mostrou que a política econômica de dona Dilma Rousseff está errada. O excesso de gastos do seu governo trouxe muitos problemas, incluindo a inflação, o mais temido. Marcou muito o seu governo a tal "contabilidade criativa", que modifica índices e valores por meio de "trapaça" contábil. Isso soou muito mal no mercado e nas agências de classificação de risco. E não poderia ser diferente, pois o descrédito do governo é enorme. Por isso chegou outra conta para dona Dilma pagar. O Ibope anunciou a queda da popularidade da presidente para 36%, o que é péssimo em ano eleitoral. As notícias sobre o atual governo são muito ruins, sobretudo na economia. O País tem crescimento pífio com aumento de inflação, cria poucos empregos e avolumam-se irregularidades em estatais como Petrobrás, Eletrobrás e BNDES, para ficar nas principais. Acentua-se a percepção de que há corrupção com recursos do governo desviados para o PT e partidos associados. Dois outros assuntos são também muito comentados em tom de crítica pelos órgãos de imprensa. Um é o excessivo dispêndio de recursos em países da América Latina e da África, com confidencialidade motivada, aparentemente, pela existência de questões ilícitas. O outro, que está levando a manifestações quase diárias, são os altos gastos do setor público com a Copa do Mundo, quando o governo havia prometido que não haveria dinheiro do erário no evento e considerando a falta de investimentos em saúde e educação, que se encontram em situação muito precária. A eventual não reeleição da presidente será uma mostra de que o povo está atento ao seu mau governo, cujos resultados Dilma não poderá esconder.

FABIO FIGUEIREDO

fafig3@terra.com.br

São Paulo

BBB- x IDH-

A preocupação do governo federal e da parcela esclarecida da nossa população quanto ao rebaixamento da nota de risco do Brasil é de estranhar. Ou alguém tinha alguma dúvida de que isso ocorreria? Enquanto isso, em apenas uma década (2003-2013) o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) brasileiro foi rebaixado em 21 posições, passando da 64.ª para a 85.ª, e a educação, no ranking mundial, também foi rebaixada no mesmo período, caindo do vergonhoso 62.º lugar para o desavergonhado 88.º. E nenhum comentário sobre esta situação! Aí eu me pergunto: que povo é este? Que país é este?

ALBERT HENRY HORNETT

hornettalbert@hotmail.com

São Paulo

Teimosia

Em sua edição de 28/3, diz o Estadão (Os presságios do BC, A3) que a piora das previsões do Banco Central reflete "a baixa qualidade da política econômica e a teimosia da presidente e de sua equipe". Faltou ao jornal completar a observação com algo como: teimosia e apego a conceitos econômicos que já há décadas eram obsoletos e desacreditados. Talvez a solução mais racional e objetiva seja mesmo convocar uma benzedeira.

MÁRIO RUBENS COSTA

costamar31@terra.com.br

Campinas

Reza brava

Com a devida vênia, discordamos do editorial do Estadão, porque nenhuma benzedeira se arriscaria a comprometer seu prestígio com rezas e bênçãos para os feitos de dona Dilma Rousseff, tal o conjunto de situações a serem saneadas. Em lugar de uma benzedeira, cujos poderes serão até inócuos para a tarefa de reparar os atos consumados, tem a Nação o direito de contar com técnicos competentes à frente do Ministério da Fazenda, do Banco Central, da Petrobrás, etc. - com o que não concordará a primeira mandatária, porque, como gerentona que se acha, gosta de meter a colher em todas as decisões técnicas de seus subalternos. E homens verdadeiramente competentes não são serviçais nem lacaios, mas cidadãos de peso e brio, montados em suas realizações e em seus currículos. Entretanto, a benzedeira terá outra tarefa: benzer, e bem, o País e nós todos contra os malefícios futuros que este governo certamente imporá aos brasileiros, exceto aos aquinhoados mensalmente com as esmolas do erário.

JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

PETROBRÁS

Sindicância

Essa sindicância interna aberta pela sra. Graça Foster não tem valor, nem uma criança de 3 meses de idade acredita nela. Só uma investigação externa e isenta pode bem avaliar esse rombo.

LUIZ R. PIMENTA DE MELLO

bacuraulr@gmail.com

São Paulo

Bode na sala

Não consigo entender o PT. Quando era oposição, queria abrir uma CPI por dia. Quem fosse contra era chamado de golpista e inimigo da Pátria. E agora, não é mais? Por que o medo? Quem não deve não teme. Já há número suficiente de assinaturas (em tese) para abrir a CPI. Porém não esqueçamos que a assinatura pode ser retirada se o político tiver uma boa proposta do governo - pode ser em dinheiro, cargos ou qualquer outro benefício. Mas é claro que o PT não fará isso, afinal, é o partido da pureza nacional. Se, todavia, a CPI for em frente, o governo quer que seja ampliada e se investiguem outras falcatruas além das dele. É a velha história de pôr o bode na sala. E pensar que, antes do PT, dos poços da Petrobrás só jorrava petróleo. Hoje o que mais jorra é corrupção com alto teor de "pureza".

JOSÉ MILTON GALINDO

galindo52@hotmail.com

Eldorado

Infantilidades

O governo age como menino dono da bola que, se não estiver ganhando, pega-a, põe debaixo do braço e vai embora. Fim do jogo. Faz isso a propósito da CPI da Petrobrás, que visa a investigar a compra fraudulenta da refinaria de Pasadena. Quer tumultuar para se safar. Governistas insistem em investigar na mesma CPI o cartel dos trens em São Paulo e irregularidades no Porto de Suape, em Pernambuco. São coisas diferentes, cada caso tem de ter investigação própria, não ficar misturando alhos com bugalhos. Deixem de agir como crianças e, estando no governo, atuem como adultos responsáveis, e não como indivíduos tresloucados.

ALVARO SALVI

alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

A oposição acertou

A meu ver, é uma tremenda confissão de culpa do governo essa ideia de ampliar o foco da CPI. Meus avós me diziam que para bom entendedor meia palavra basta. Então, mãos à obra, oposição! A presidente Dilma e o PT estão morrendo de medo. Vamos pôr mais medo neles.

MARIA ALEXANDRINA P. E NEVES

nevesreis@terra.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

O MENSALÃO EM MINAS

 

Lamentável a decisão por goleada (8 x 1) do Supremo Tribunal Federal (STF) de não julgar o mensalão do PSDB naquele tribunal. O ex-governador e ex-deputado federal Eduardo Azeredo (PSDB/MG) renunciou ao mandato e conseguiu escapar do julgamento do STF. Será julgado pela Justiça mineira, onde tem grandes chances de ver os crimes prescritos. O único que se salvou foi o íntegro, honesto e corajoso Joaquim Barbosa, único a votar contra tal decisão, a favor da Justiça e contra a impunidade dos poderosos no País.

 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

 

*

 

PRIVILÉGIO

 

Não é preciso ser nenhum ministro do STF para concluir que essa decisão de devolver para a Justiça de Minas Gerais o processo do chamado mensalão tucano acaba privilegiando claramente o senhor Eduardo Azeredo, principal implicado em mais este rumoroso caso de corrupção, em detrimento de outros réus que passaram pelo mesmo "perrengue", como se diz. Falar mais o quê?

 

Luis Fernando luffersanto@bol.com.br

São Paulo

 

*

 

MALANDRAGEM JURÍDICA

 

Na minha opinião, a ação contra o ex-deputado federal Eduardo Azeredo (mensalão mineiro) foi para a primeira instância por um único motivo: malandragem. O ministro Barroso, de fala mansa, refinadamente articulado, espectador, de camarote, do "grand finale" extenuante da Ação Penal 470 (mensalão federal), que, durante um ano e meio e 69 sessões, quase acabou com a saúde do relator, ministro Joaquim Barbosa, simplesmente interpretou o desejo unânime os seus pares: pedido de tempo. O único voto discordante, do próprio ministro Joaquim Barbosa, soou como um grito solitário de vingança: olho por olho.

 

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte santo de Minas (MG)

 

*

 

FORMA E ESSÊNCIA

 

É incrível: o processo do mensalão mineiro demorou anos para ficar pronto para ser votado pelo Supremo, poderia ser decidido em poucas horas com a condenação dos culpados, mas a decisão por 8 a 1 foi de devolve-lo à primeira instância por uma esperteza dos réus. A única mente lúcida que parece entender o que significam os termos "economia processual" foi a do presidente Joaquim Barbosa. Infelizmente, para a maioria dos juízes, a forma é muito mais importante que a essência...

 

Aldo Bertolucci accpbertolucci@terra.com.br

São Paulo

 

*

 

O DEBOCHE VAI CONTINUAR?

 

Não foi a decisão que se esperava a da remessa do processo contra o ex-deputado Eduardo Azeredo, acusado no chamado "mensalão tucano", para a primeira instância da Justiça mineira. Mas é a que consta na lei ou regimento do STF. Pode aquela Corte Suprema descumprir um dispositivo legal? Não, não pode. Acho que, nestas situações, tem de prevalecer a condição do cidadão na época da acusação ou crime. Não importa se depois ele renunciou. Os membros do STF foram unânimes em reconhecer que isso tem de ser corrigido. Sim, tem de ser. Para ontem. Não adianta todos concordarem em não dar nenhum passo nesse sentido. Se não o deboche, como bem colocou o presidente do STF, vai continuar. Se estão sendo debochados, é porque permitem. Vão continuar permitindo?

 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

 

*

 

O SUPREMO E OS TUCANOS

 

Não existem maiores razões para se preocupar. A decisão do Supremo beneficiando um tucano da gema não foi desproporcional. Afinal, a Justiça sempre cumpriu o seu papel. A revista "Science" publicou em 27/7/2009 pesquisa de cientistas da Unesp de Rio Claro (SP) que constatou que o enorme bico funciona como radiador, que revela a temperatura do corpo do tucano. Quando a temperatura é muito baixa, o tucano abriga o seu bico sob as asas. Charles Darwin ficou intrigado com a desproporção entre o bico e a cauda dos tucanos. Pensou inicialmente que a desproporcionalidade fazia parte da seleção natural, e falhou. Depois de tantas especulações, o Supremo mandou para Minas o processo, para proteger a espécie.

 

Sinesio Müzel de Moura sinesiomuzel.demoura@gmail.com

Campinas

 

*

 

ILUSÕES PERDIDAS

 

Um bilhão e duzentos milhões de reais. É de imaginar, e apenas imaginar, o que poderia ter sido feito em termos sociais com essa verdadeira fortuna, que desapareceu num "buraco negro", não de petróleo, mas de corrupção naquele sombrio "negócio" feito pela Petrobrás quando da compra de uma refinaria no Texas, EUA?

 

Eleonora Samara eleonorsamara@bol.com.br

São Paulo

 

*

 

A CAIXA PRETA ABERTA

 

Faz tempo que se fala em abrir a "caixa preta" da Petrobrás. Há, difuso, um sentimento de que a assim chamada "joia da coroa" esconde coisas mal cheirosas que, se viessem a público, poderiam causar impacto devastador na opinião pública. Agora, na esteira do episódio da refinaria texana, vem a revelação de que, dentro da estatal, foi constituída uma espécie de "comitê de proprietários" secreto da Refinaria de Pasadena, cujo representante era ninguém menos que o sr. Paulo Roberto Costa, atualmente hóspede forçado do Estado, com acusações de cometimento de crimes diversos no bojo da Operação Lava-Jato da Polícia Federal. Também na surdina foram os investimentos feitos pelo Brasil no Porto de Mariel, em Cuba. Que importância "estratégica" teria ele maior do que a reforma e/ou construção de portos e aeroportos em nosso próprio território? Tudo segue em mistério. E que não dizer dos perdões concedidos pelo Brasil a seus devedores mundo afora? Esses perdões – alguns oferecidos a tiranias africanas – não teriam de ter absoluta transparência e ser submetidos à aprovação do Congresso Nacional? Não foi o que aconteceu. A opacidade, que virou regra, prossegue no mal explicado caso dos médicos cubanos. Como justificar um acordo que contraria frontalmente a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e a própria Constituição, praticamente revogando a Lei Áurea e instituindo um regime laboral semelhante ao da escravidão? Nem vou falar das despesas jogadas à conta dos cartões corporativos, sobre as quais o governo aplica um selo de "top secret". Muitas dessas despesas seriam dificilmente justificáveis vis à vis uma auditoria séria e independente. É difícil de entender que coisas feitas na surdina sejam democráticas. E é mais difícil ainda imaginar que tenha sido para "isso" que o Brasil pediu o fim do regime militar. Com certeza, no meio do caminho, esse trem saiu dos trilhos.

 

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

 

*

 

O QUE ESTÁ POR TRÁS DA COMPRA DE PASADENA

 

Os brasileiros ficaram sabendo que o governo do PT fez uma negócio da China. Albert Frère, um megaempresário belga, homem mais rico daquele país, era o dono da Refinaria de Pasadena, por meio da Astra Transcor Energy, e ela foi comprada por US$ 42 milhões como sucata e vendida por US$ 1,12 bilhão para a Petrobrás. Frère é dono da Tractebel Energia, que possui um faturamento de quase R$ 6 milhões anuais. São dezenas de hidrelétricas, termoelétricas e eólicas. Ainda possui 8% das ações da GDF Suez Global LNG, a maior produtora privada de energia do planeta. O mais surpreendente vem agora: essa empresa foi uma grande doadora da campanha de reeleição de Lula, patrocinou o filme "Lula, Filho do Brasil", que poderia ter outro nome aqui, e em 2010 a Tractebel doou quase R$ 900 mil para a eleição de Dilma. Agora ficou claro, a Petrobrás indiretamente ajudou a reeleger Lula e a eleger Dilma com a bolada usada na compra da Refinaria de Pasadena. Simples assim. Mas o PT vai dar voltas, girar e esbravejar até convencer os brasileiros de que a desvalorização das ações da Petrobrás e o negócuo mal feito foram por culpa das "zelites". Brasil, um país de tolos!

 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

*

 

JOSÉ SÉRGIO GABRIELLI

 

"Na Bahia tem, tem, tem, tem. Na Bahia tem, ô baiana, coco de vintém." E tem também um ex-presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, que nada tem a declarar sobre o mega escândalo da compra da Refinaria de Pasadena, ocorrido durante a sua presidência na empresa. Pobre Bahia!

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

 

*

 

REBAIXADA

 

No ranking do "Financial Times", o valor da Petrobrás despencou do 12.º para o 120.º lugar. "Nunca antes na história deste país" a Petrobrás foi tão rebaixada. "Elles" conseguiram tal façanha. O que têm a dizer os acionistas?

 

Odilon Otávio dos Santos

Marília

 

*

 

POÇO DE CORRUPÇÃO

 

A Petrobrás foi idealizada e fundada em 1953, para servir ditadores como Getúlio Vargas, Médici, Geisel e cia., presidentes incompetentes como JK, Sarney, Collor, Lula e Dilma. FHC só pretendia trocar o nome para Petrobrax. A petroleira brasileira sempre foi palco das maiores mentiras nacionalistas em que o povo acreditou, como "O petróleo é nosso". A maior de todas foi quando Lula afirmou, com o pré-sal, que o Brasil seria o mais novo membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). Hoje mais do que nunca dependemos da importação de petróleo. O único poço da Petrobrás que nunca parou de jorrar é o da corrupção. Sem dúvida, já passou da hora, a Petrobrás deve ser privatizada.

 

José Francisco Peres França josefranciscof@uol.com.br

Espírito Santo Pinhal

 

*

 

PETROBRÁS PRIVATIZADA

 

O que vemos em relação à Petrobras é a sua privatização fatiada. Pelo já muito claro "modus operandi" do lulopetismo, ou seja, aparelhar e rachar as comissões para quanto mais gente, melhor, mais apoio para a permanência no poder. Sugiro aos editores do "Estadão" a manchete deste tema: Petrobrás privatizada.

 

José Antonio Garbino garbino.blv@terra.com.br

São Paulo

 

*

 

AUTOSSUFICIÊNCIA, ALTA INCONSEQUÊNCIA

 

Logo seríamos autossuficientes em petróleo, garantiram os presidentes brasileiros nos últimos dez anos. O pré-sal, prometiam, seria um oceano de petróleo sob o oceano de água salgada. A Petrobrás, por seu turno, parecia cumprir um destino imponderável, garantindo com frequentes alvíssaras a estabilidade dos governantes. Ao menor escândalo na área do governo, descobria-se mais um campo petrolífero prodigioso. Seria apropriado imaginar até que se houvesse um escândalo por dia, teríamos um novo superpoço por dia. Não iria demorar, presidiríamos a Opep e, tal a abundância do nosso petróleo, faríamos despencar o preço no mercado internacional. O mundo, então, agradecido por uma fonte de energia tão barata, se curvaria a nós. A realidade, no entanto, teima em desdizer a fantasia. Em vez de exportar, continuamos importando. Ano passado, foram mais de R$ 90 bilhões em petróleo e derivados, sendo R$ 11 bilhões em gasolina. Embora seja parte do processo de extração do mineral no oceano, a presença de água nos poços do pós-sal tem atingido a proporção de um barril de petróleo para um de água. Estará em curso algum plano para substituir a retardada transposição do moribundo Rio São Francisco? Tem mais: a Petrobrás, que já foi a 12.ª maior empresa do mundo, hoje não figura sequer entre as cem maiores. Ora, doando refinarias à Bolívia, dispensando multas da Venezuela no projeto da refinaria pernambucana, comprando refinarias ultrapassadas nos EUA e, ainda mais, fornindo os bolsos de alguns espertalhões, é de esperar o quê? Queda de ações na Bolsa é um dos efeitos. E pensar que tais ações já foram "blue chips"... Entrava ano saía ano, elas estavam sempre entre as mais procuradas e valorizadas. O termo vem dos cassinos, onde, no pôquer, as fichas azuis, as "blue chips", são as mais valiosas. No mercado de ações se faz metáfora para classificar ações de empresas de primeira linha, de grande porte, nacional ou multinacional, lucrativa, com sólidas perspectivas em longo prazo e com pequeno passivo, o que se traduz em situação econômica e financeira invejável. Como era a Petrobrás antes de as suas "blue chips", envergonhadas dos descalabros, perderem a cor.

 

Marcelo Alcoforado isaltino@uol.com.br

Recife

 

*

 

CPI DA PETROBRÁS

 

A imprensa fica numa situação curiosa. Tem de dar destaque ao jogo de cena de muitos congressistas querendo aparecer com a implementação da CPI da Petrobrás, mas qual deve ser o espaço a ser ocupado com a enrolação jurídica que leva de volta a Minas Gerais o processo de Eduardo Azeredo, do mensalão mineiro, em tramitação desde 1998? E as denúncias de desvios de verbas públicas em obras paulistas, também a partir de 1998, num montante que chega a R$ 850 milhões?

 

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

 

*

 

QUANTO VALE UMA CPI?

 

A surpreendente adesão de senadores e deputados à CPI da Petrobrás, tanto da oposição quanto da situação, está cheirando a um "toma lá, dá cá". Ou seja, quanto vale a minha adesão? Cá entre nós, embora seja quase certo que essa CPI vá acabar em pizza, como tantas outras, politicamente falando a sua não instalação vale muito. Façam seus preços, senhores. Só para dizer o mínimo!

 

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

 

*

 

O TEMOR DA EX-MINISTRA

 

Era visível o nervosismo da ex-ministra Gleisi Hoffmann ao falar para um canal de televisão sobre o movimento da oposição para a abertura da CPI da Petrobrás. A sua expressão, sempre serena e bonita, mudou e o que antes lembrava uma fada transformou-se quase numa bruxa. Ora, dona Gleisi, por que a preocupação? Quem não deve nada tem a temer, não é mesmo? Quanto aos casos do metrô e trens de São Paulo e o porto em Pernambuco, se o governo tinha conhecimento, por que não investigou? Agora, arrasar com uma empresa do tamanho da Petrobrás ninguém no mundo conseguirá, não é mesmo, dona Gleisi? Que os paranaenses tenham juízo e não a elejam, para o bem daquele Estado.

 

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

 

*

 

ACROBATAS

 

O governo está procurando dois acrobatas para a CPI da Petrobrás. "Quando um assunto ameaça se tornar um escândalo, ou quando um escândalo ameaça se tornar assunto, acrescente, rápido, dois acrobatas. Os acrobatas passam a ser o assunto. E os acrobatas não têm falhado muito, ultimamente, neste país de distraídos" (Luis Fernando Veríssimo).

 

Filippo Pardini filippo@pardini.net

São Paulo

 

*

 

CIRCO BRASIL

 

O grande circo chamado Brasil, inaugurado em 2002, tendo à frente seu idealizador e fundador sr. Lula da Silva, prosperou de tal forma que deixou o Cirque du Soleil no chinelo. Os palhaços se revezam no picadeiro, levando ao delírio os espectadores, arrancando sonoras gargalhadas. Mas na realidade os palhaços somos nós, povo brasileiro, diariamente assaltados pelo pagamento de impostos escorchantes, para engordar cada vez mais os cofres da União, a fim de facilitar as negociações do governo do PT.

 

Wilson Bonini avbonini@hotmail.com

São Paulo

 

*

 

O BRASIL NÃO VAI AGUENTAR

 

O "acordo de camaradas" entre Lula e Chávez para a construção da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, causou um desembolso não previsto à Petrobrás de R$ 8 bilhões. 40% dos R$ 20 bilhões gastos até agora seriam de responsabilidade da estatal venezuelana PDVSA, que não desembolsou nem um centavo do que foi combinado. Por muito menos que isso, muitas multinacionais do planeta fechariam suas portas. Uma irresponsabilidade dessas não pode ficar imune. O ex-presidente Lula tem de responder por seus atos, como seus companheiros de partido, que por prejuízo muito menor do que esse estão cumprindo pena na Penitenciária da Papuda. Esse governo petista de mentirinha e de brincadeira, não pode ser renovado por mais quatro anos por falta de informação e ignorância da população. O Brasil não vai aguentar. Ou a oposição brasileira assume o seu papel na próxima campanha presidencial e mostra a podridão em que estão assentadas as bolsas família e outros cala-bocas inventados pelos petistas, ou a população que já enxergou o fundo do poço se aproximando, vai sair às ruas para fazê-lo.

 

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

 

*

 

ONDE ESTÁ LULA?

 

Lula sumiu? Em 2006 ele era o presidente. Lembram-se de quando ele sujou as mãos no petróleo?

 

Silvio Leis silvioleis@hotmail.com

São Paulo

 

*

 

PREJUÍZO

 

O ex-presidente Lula nunca soube de nada e nega o mensalão. Deve fazer a mesma coisa com a Refinaria de Pasadena, no Texas, e a Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Lesou a Petrobrás em mais de R$ 20 bilhões, do que a gente tem conhecimento. E continua dando palpites na esfera política. Ele é sem dúvida o maior prejuízo que o País teve nos últimos 30 anos, e ainda cria "postes".

 

Celso de Carvalho Mello celsosaopauloadv@uol.com.br

São Paulo

 

*

 

ELEIÇÕES 2014

 

Não pode haver prova mais evidente da situação caótica da economia brasileira do que a oscilação imediata da gangorra do mercado financeiro logo após a divulgação das pesquisas de opinião sobre o governo Dilma. Quando apontam queda da popularidade da presidente, a Bolsa sobe e o dólar cai. A mais recente pesquisa CNI/Ibope, numa avaliação em nove áreas de atuação, confirmou a tendência de queda contínua da avaliação positiva do (des)governo Dilma-Lula, de 43% para 36% dos entrevistados, sete (!) pontos abaixo do resultado de novembro de 2013. A insatisfação do eleitorado está crescendo dia a dia, juntamente com sua impaciência e frustração diante dos malfeitos e presepadas que parecem não ter fim. Segundo turno à vista. Muda, Brasil!

 

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

 

*

 

SÓ FALTA DIZER QUE

 

A qualquer pesquisa que aponte queda de popularidade da presidente Dilma ou de seu governo, as ações da empresas estatais sobem e o dólar cai. Só falta agora o assessor Marco Aurélio "top top" ou o indefectível Rui Falcão declararem que isso é manobra do Tio Sam e do mercado imperialista. Nicolás Maduro já aderiu a essa linha. Parafraseando Bill Clinton, vale lembrar: "É a economia, estúpida!".

 

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

 

*

 

MILAGRE DAS URNAS

 

Será que é porque a popularidade da "presidenta" Dilma Rousseff caiu que o dólar baixou e as ações da Petrobrás subiram?

 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

 

*

 

NO PALANQUE COM DILMA

 

A presidente Dilma Rousseff distribuiu em São José dos Campos 1.600 casas em loteamento, com prestações simbólicas subsidiadas pelos nossos impostos, para tentar a reeleição com o palanque cheio de oportunistas como Alexandre Padilha e outros candidatos a deputado pelo PT. Muito generosa e com discursos demagógicos, mas ela não explicou os R$ 2 bilhões jogados no ralo na refinaria nos EUA, quando esse dinheiro poderia ter sido aplicado na saúde, que está debilitada. Um governante não pode ter lapso de memória com o dinheiro público. Acorda, Brasil!

 

Nelson Scatena depto_comprasmadeirarte@yahoo.com.br

São José dos Campos

 

*

 

OS ERROS DA PRESIDENTE

 

Se este fosse um país sério, a senhora presidenta pegavas o boné do MST dela e tirava o time de campo. E o povo continua quieto e enganado.

 

José Claudio Canato jccanato@yahoo.com.br

Porto Ferreira

 

*

 

CABEÇA FEITA

 

Dona Dilma, já que a senhora tanto gosta de bonezinhos, sugiro um capacete da Petrobrás para sair de fininho...

 

Guto Pacheco daniguto@uol.com.br

São Paulo

 

*

 

HERANÇA MALDITA

Em caso de nova vitória de Dilma Rousseff, resta-nos um consolo: esse será o primeiro caso conhecido de auto-herança maldita.

Percy percy@clubedoscompositores.com.br

São Paulo

 

*

 

SÓ JOAQUIM BARBOSA

 

No terremoto moral que devasta o Brasil, somente uma pessoa com a integridade e a determinação do ministro Joaquim Barbosa poderia devolver ao País a credibilidade perdida. Os oposicionistas Eduardo Campos e Aécio Neves dariam outra dimensão às suas candidaturas se firmassem um pacto de, qualquer um deles que vencesse, colocá-lo no comando do Ministério da Justiça com a missão de subordinar – por meio de legítimos e imutáveis mecanismos legais – as nossa instituição (estatais, agências e tribunais) aos interesses do Estado, e não dos governantes e seus aliados.

Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br

Valinhos

 

*

 

URNA ELETRÔNICA

 

Só voltarei a votar quando essa tal de urna eletrônica for extinta, com a volta da cédula de papel, que permite conferir os votos. Esse voto digital não passa da mais deslavada farsa que o governo criou. Chega de bancar o palhaço!

Conrado de Paulo conrado.paulo@uol.com.br

Bragança Paulista

 

*

 

CAMINHO ALTERNATIVO

 

De novembro para cá, o índice de aprovação do governo Dilma caiu 7 pontos. Se a queda persistir na mesma proporção, considerando que ainda temos 8 meses para as eleições, tanto ela como toda a sua ninhada serão exterminados do cenário político nacional. Caso contrário, sem saída, nosso melhor caminho será o do aeroporto. Caso eu esteja exagerando em minhas perspectivas, por favor, me apontem um caminho alternativo, se é que ele existe.

 

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

 

*

 

MAU NEGÓCIO

 

Nas eleições de 2014, adeus Dilma, Lula, PT e apaniguados. Ao caminhar da carruagem, com o desastre de gestão Dilma, logo teremos os puxa-sacos interesseiros de momento pedindo a volta de Lula. Não que ele seja melhor, mas é que ele coaduna com mais afinidade os anseios dos mais de 300 picaretas do Congresso, que ele menos proclamou, e da corriola que infesta as estatais e os órgãos públicos federais. Ele sabe melhor do que ninguém praticar a velha política do "é dando que se recebe". Assim, caros eleitores, nas próximas eleições, neguemos votos para os vendilhões do Brasil que enterram fortunas em negócios malfeitos, neguemos a possibilidade de eles continuarem a sangrar o Brasil com a maior cara deslavada, neguemos a propagação desse cancro que corrói e come nossa dignidade de sermos brasileiros, instalado nos últimos 11 anos pelos governos petistas, pagamos muitos impostos para a baixa qualidade de serviços prestados e para o povo ser enganado com esmolas tipo Bolsa Família. Para as eleições de outubro de 2014, os eleitores de São Paulo devem ter em mente o fracasso do atual prefeito, Fernando Haddad, e negar também a menor chance de termos como governador mais um despreparado, o sr. Alexandre Padilha.

 

Fernando Pastore Junior

fernandopastorejr@gmail.com

São Paulo

 

*

 

O PIOR GOVERNO DE TODOS OS TEMPOS

 

O Brasil tem hoje o pior presidente de sua história. Nunca antes neste país houve um presidente que tivesse perdido tantas oportunidades e tanto dinheiro, num período de estabilidade política e econômica. Alguns poderão dizer que Sarney foi pior, ou Collor, mas eles pegaram a economia completamente desequilibrada, com hiperinflação, etc. O desastre que a gestão Dilma causou ao País não tem precedentes. Em nenhum país do mundo se toleraria tanta incompetência, tanta corrupção, por tanto tempo. Acredito que nenhum país no mundo, em tempos de paz, perdeu tanto valor em tão pouco tempo quanto o Brasil. O pior é que nada indica que essa tempestade devastadora de corrupção e incompetência vá passar.

 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

 

*

 

FORÇAS ARMADAS NAS UPPS

 

Agora as Forças Armadas cuidarão da "pacificação" que as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) não conseguiram no Rio de Janeiro... Não é de paz que precisamos. Com tantos inocentes jazendo em "paz", mortos pelos bandidos, já a temos demais. O que precisamos é de justiça!

 

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

 

*

 

DEPOIS DO PROBLEMA

 

As Forças Armadas que se cuidem! O governo do Rio de Janeiro, com dor de barriga por causa dos ataques às UPPs, recorre a elas para ajudá-lo na "pacificação das favelas". Que Deus os livre de algum incidente com nossos pracinhas, pois, passado o problema, virão as Comissões da Verdade.

 

Mario Zanni mzanni@terra.com.br

São Paulo

 

*

 

PACIFICAÇÃO

 

Não seria mais eficaz levar às UPPs algumas Unidades de Pronto-Atendimento à Saúde (Upas), escolas, bibliotecas, lan houses (subsidiadas) e substituir pouco a pouco a Polícia Militar por guardas municipais desarmados?

 

Paulo Roberto V. Camargo

advpaulocamargo@gmail.com

São Paulo

 

*

 

A CARTILHA DA FIFA

 

Não é a primeira vez que a Fifa, entidade maior do futebol mundial, elabora uma cartilha dando dicas de como o estrangeiro deve se comportar e os cuidados que deve tomar dentro do país que realiza a Copa do Mundo. A cartilha feita especialmente para o Brasil não contém nenhuma mentira, pois realmente somos um povo sem compromisso com horário, não respeitamos fila e muito menos faixa de pedestres. Creio que o autor da cartilha foi bastante suave com o povo brasileiro, já que deixou de apontar muitas outras falhas da nossa conduta. Rapidamente o governo brasileiro agiu para acabar com a cartilha da verdade. Parece sina de governo tentar esconder os fatos. Ao proibir a distribuição do manual, o Estado perdeu a oportunidade de elaborar um outro falando dos costumes e do comportamento da Fifa, já que tal organização tem uma história de corrupção, desvio de dinheiro, compra de resultados, perpetuação no poder e muitas outras falcatruas a serem contadas. Essa deveria ser a resposta do nosso governo: mostrar os podres da Fifa, mas, em vez disso, varremos as nossas mazelas para debaixo do tapetão e nos calamos.

 

Nathália Guimarães Teixeira nathaliaguimaraest@hotmail.com

Londrina (PR)

 

*

 

FIFA PODEROSA

 

Pelo jeito que as coisas vão indo, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, vai desalojar a presidente Dilma do Palácio do Planalto e seu ministro do Esporte até o fim da Copa. A Fifa está mandando mais que o PMDB.

 

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

*

 

O BRASIL PRONTO PARA A COPA

 

O evento esportivo pode até ser uma porcaria, mas a "raparigagem" vai ser organizada! Em matéria de infraestrutura, a coisa ainda está meio devagar, mas quanto à disponibilização de "atividades de lazer", os turistas estrangeiros não terão do que reclamar. Os "gringos" vão se dar bem, usufruindo do máximo de "diversão" que o dólar possa comprar.

 

Júlio Ferreira julioferreira.net@gmail.com

Recife

 

*

 

MENTIRA DAS PERNAS CURTAS

 

Se o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, admite realizar campanha para evitar falta de energia na Copa do Mundo, é porque admite também que um apagão não deixa de ser iminente. O aspecto "Copa" é apenas para dar um charme às mentiras do Planalto, que sempre se nega a dar ouvidos aos especialistas, neste caso da produção de energia elétrica, porque já previam a possibilidade de um amplo apagão não somente pela estiagem que se prolonga, mas também pela falta do cumprimento dos investimentos prometidos nesta área tão importante para a nossa economia. Inclui-se nessa cesta de incompetências do Planalto a populista decisão de reduzir na autoritária canetada os preços da energia ao consumidor final, que infelizmente leva à bancarrota a Eletrobrás e empresas do setor, impedindo a capacidade de manutenção e investimentos. Porém, seria prudente a família brasileira começar a fazer seu estoque de velas...

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.