Fórum dos Leitores

METROVIÁRIOS

O Estado de S.Paulo

11 Junho 2014 | 02h04

O silêncio de Dilma

Transcorridos cinco dias da absurda greve dos metroviários de São Paulo, não se viu até agora nenhuma manifestação de apoio e solidariedade do governo federal à atitude firme demonstrada pelo governo paulista diante da ação abjeta de sindicalistas que investem no caos em nome dos seus delírios de extrema esquerda. A presidente Dilma Rousseff não emitiu opinião sobre quem está errado nessa história. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse, timidamente, que conta com o "bom senso" para que a questão se resolva. A CUT, central sindical historicamente ligada ao PT, já tomou posição e defendeu veementemente a ação irresponsável do sindicato. Concluo que os petistas estão, sim, mais uma vez insuflando o descalabro em São Paulo com fins estritamente eleitorais, tentando deixar o governador em maus lençóis - isso dias após a divulgação de pesquisa que apontou eventual vitória de Geraldo Alckmin em primeiro turno. Se o governo federal tem um mínimo de apreço pela decência, que diga claramente o que acha da confusão e se torne mais uma instância de poder a emparedar essas dezenas de bandidos que privam a população de transporte público - afinal, dias atrás o Sindicato dos Metroviários anunciou que considerava pedir auxílio a Dilma para que suas reivindicações sejam atendidas.

HENRIQUE BRIGATTE

hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

Bom senso

O governo pede bom senso na Copa, justamente o que grande parte dos brasileiros esperou do governo nos últimos 11 anos.

SERGIO S. DE OLIVEIRA

ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

Alvo errado

Se o objetivo dos metroviários e dos sindicalistas de língua presa era alvejar Alckmin e o PSDB, atiraram no pé do Lula e da Dilma. Essa população trabalhadora e pagadora de impostos que depende de transporte público vem sendo desrespeitada e massacrada e se lembrará dos sindicatos e do PT nas eleições.

EMERSON LUIZ CURY

emersoncury@gmail.com

Itu

Objetivo dos grevistas

Pelos idos de 1981, na época da criação do PT e das intermináveis greves provocadas por Lula e seus correligionários, foi eleito no Uruguai o presidente Julio María Sanguinetti, que logo no início de sua gestão sofria violentas pressões de grevistas radicais, como hoje em São Paulo. O então presidente eleito do país vizinho chamou os líderes grevistas para uma reunião e propôs: "Se eu conceder tudo o que vocês estão pedindo, vocês permitem que eu presida o país em paz?". Resposta: "Não, porque isso é uma luta de classes".

CELSO VICENTE FIORINI

celsofiorini@ig.com.br

São Paulo

Consequências do voto

O Brasil votou em Dilma Rousseff para presidente, os metroviários votaram em Altino Prazeres para presidir seu sindicato e São Paulo votou em Fernando Haddad para prefeito. Três desastres democraticamente eleitos pela empulhação. Todos nós estamos sentindo os péssimos efeitos dessas escolhas infelizes. Será que aprendemos? O companheiro Alexandre Padilha nos dará essa resposta brevemente.

MAURÍCIO RODRIGUES DE SOUZA

mauriciorodsouza@globo.com

São Paulo

Punição

Essa punição de grevistas do Metrô mostra que o governo estadual quer jogar mais lenha na fogueira e lhe interessa a confusão. Trata-se de provocação ou de insensatez?

IBOR RABÓCZKAY

trabocka@hotmail.com

São Paulo

Autoridade bem-vinda

Considero muito bem-vinda a firmeza com que o governador sustentou a demissão dos 42 grevistas. Já era hora de a autoridade exercer o legítimo mandato recebido do cidadão nas urnas.

RICARDO FERREIRA

fredrfo@gmail.com

São Paulo

Valeu, governador!

Também gostei da posição de Geraldo Alckmin no trato da greve no Metrô: nenhuma proposta a mais de reajuste e demissão de 42 baderneiros. Um tapa na cara do presidente do sindicato, que declarou em alto e bom som que o que pretendia era ferrar o governador. Autoridade é isso. Valeu, Alckmin!

ELIANA PACE

pacecon@uol.com.br

São Paulo

Justa causa

A decisão do governador foi a única saída para resolver o impasse causado pela falta de respeito dos metroviários para com a população paulistana. O vandalismo e a sentença da Justiça definindo a ilegalidade da greve fundamentaram a decisão sobre a demissão por justa causa. Não é possível aceitar a desordem estabelecida pela ignorância desses criminosos disfarçados de trabalhadores que fazem chantagem com a sociedade em função da Copa do Mundo de Futebol. Alckmin não pode recuar das demissões, sob pena de perder grande parte dos votos que definirão a sua reeleição para o comando do Estado de São Paulo.

MÁRIO NEGRÃO BORGONOVI

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

Nós e 'elles'

Nóis são elles, que só têm direitos. Eles somos nós, que só temos deveres. Neste confuso Brasil, o governador, com firmeza, mostrou que no Metrô o buraco é mais embaixo e São Paulo somos nós.

NELIO ESQUERDO

nelioesquerdo@terra.com.br

São Paulo

MUNDIAL DA FIFA

Sem metrô...

Diz o ditado popular que não se deve cutucar a onça com vara curta. E foi o que o ex-presidente Lula fez ao recomendar que o povo fosse de jumento ao Itaquerão. Faltarão jumentos amanhã. Lula que aproveite a experiência de ter recomendado o pijama a FHC e vista o dele no dia da abertura da Copa do Mundo.

PAULO CÉSAR PIERONI

pcpieroni@hotmail.com

Campinas

ECONOMIA

Às vésperas da Copa

Os juros para pessoa física subiram pelo 12.º mês consecutivo. A inadimplência cresceu 9,56% em maio. E a estimativa dos economistas para o crescimento do PIB em 2014 foi reduzida para 1,44%. Ou seja, estamos a caminho da estagnação! E nessa corrida da falta de competência só nos resta torcer para que o Brasil vença esta Copa do Mundo...

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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BOM EXEMPLO DE ALCKMIN

Se o direito de greve é legítimo, porém inconstitucional, se torna o desrespeito a uma decisão judicial. E nestes termos fez muito bem o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, ao demitir por justa causa pela prática de vandalismo 42 funcionários do Metrô, durante essa greve inconsequente que infernizou a vida de milhões de paulistanos. Tudo porque o irresponsável presidente do Sindicato dos Metroviários, Altino de Melo Prazeres, não afeito ao diálogo, do alto de sua soberba, além de pretendidas horas de fama, orquestrou por cinco dias um grande tumulto no transporte urbano na cidade de São Paulo. Além do mais, não acatou a decisão judicial que declarou a greve abusiva, o que é uma afronta. E tampouco auferiu maior reajuste do que aquele oferecido pelo governo e ratificado pelo Tribunal do Trabalho de 8,7%, incluso outros importantes benefícios. Radical e pouco inteligente, o presidente do sindicato sai dessa aventura desmoralizado até perante a classe que representa, porque em assembléia decidiram voltar ao trabalho, encerrando assim essa estúpida greve. E como que um rei quase que morto, inconformado, Altino ainda ameaça parar os serviços do Metrô na próxima 5ª feira, se o governador não readmitir os 42 baderneiros... Espero que o Alckmin seja implacável na sua decisão, porque somente assim poderá dar uma resposta digna ao povo de São Paulo! Este mesmo povo que anda enojado com esses sindicalistas pára-quedistas que mais se interessam em mamar nas tetas fartas do governo petista - diga-se, a custo dos contribuintes - e fazer deste cargo um trampolim para se eleger a algum cargo eletivo. Aliás, como assim deseja o Altino de Melo dos Prazeres, que deve se candidatar a deputado federal em outubro próximo. Mas o bom dessa história é o exemplo de coragem do governador de São Paulo, que não se curvou aos vândalos! Quiçá sirva de referência a muitos governantes que andam por aí. E porque não, para turma do Planalto, que a qualquer ameaça de um MST e de outras entidades de movimentos populares se borram nas calças...

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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PUNIÇÃO AOS GREVISTAS

É isso aí, governador! Senta a pua. E nem pensar em voltar atrás em decisões governamentais. Quem está demitido demitiu-se a si mesmo, ao não acatar as ordens da Justiça. Estou começando a sentir orgulho de mim mesma por ter votado no senhor.

Carmela Tassi Chaves

tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

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O governador Alckmin deverá subir nas pesquisas, pois agiu com firmeza para coibir o abuso dos baderneiros contra a população. Já passou da hora de restabelecer a ordem, pois esses caras não estão nem aí pra metroviários, motoristas e cobradores de ônibus, enfim, para os trabalhadores. Querem é baderna.

Ademar Monteiro de Moraes

ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

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Se ficarmos sem pagar o IR ou se o fisco desconfia de alguma coisa, você cai na malha fina e num piscar de olhos vem cobrança com juros e correções. Agora os funcionários do metrô descumprem uma decisão judicial, colocam o povo trabalhador num inferno e ainda será perdoado do que deve de multa.

Marcos Barbosa

micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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AINDA A GREVE DO METRÔ

Mesmo diante da ameaça de nova greve dos metroviários no dia do inicio da Copa (12/06), o governador Geraldo Alckmin afirmou que o metrô estará funcionando normalmente, e que as negociações já estão encerradas com os grevistas, cujo ponto de honra agora é a volta ao trabalho dos 42 metroviários demitidos. Para os metroviários, segue um ditado dos meus tempos de criança: correu de medo e borrou as calças. Quer me parecer que o governador Alckmin não fará o mesmo, retroagindo na sua decisão de reintegrar os arruaceiros demitidos.

Edgard Gobbi

edgardgobbi@gmail.com

São Paulo

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O direito constitucional de ir e vir da população não pode ser paralisado e tumultuado pelo legítimo direito de greve de qualquer categoria profissional. Não é preciso mais do que quatro palavras para dar um basta e uma rigorosa punição à abusiva e abusada greve-chantagem do Metrô que tumultuou a vida de milhões de pessoas e causou prejuízo inestimável e irrecuperável à cidade às vésperas do apito inicial da Copa. Demissão por justa causa. Sem transigência!

J.S. Decol

decoljs@globo.com

São Paulo

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LIMBO

O metrô funciona normalmente sem os 42. Em tempo:- nenhum usuário precisa dos tais...

A.Fernandes

standyball@hotmail.com

São Paulo

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APOIO ESTRANGEIRO

É deprimente o destaque do apoio de estrangeiros, que nada sabem do que ocorre aqui, à greve ilegal e imoral dos metroviários. Fiquem eles reféns na Bélgica, no México, ou onde bem entenderem, dessa máfia sindicalista. Ser comuna é uma moda que está custando a passar, e a imprensa quer nos impor isso, ainda, a todo custo, em prejuízo dos direitos de toda uma população. Vários profissionais muito melhor qualificados e com mais responsabilidades ganham menos do que esses funcionários públicos com estabilidade de emprego. Privatização já, que a qualidade melhora. O Estado não pode nem deve ser mãe desses infantes birrentos, deve fazer seguir a lei. Ponto.

Lucília Simões

lulu.simoes@hotmail.com

São Paulo

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Quem perdeu com certeza foi mais uma vez a população que conta com o Metro "full time", mas tentaram dar uma queimada no governador de SP, até porque são dele todas as intenções de voto. Cada tempo escolhem algo, como falar mal do sistema de água. Não deu certo, partiram para o transporte, mas tudo não passa de grito de afogados que começam a ver o poder sair entre os dedos. Eu não acredito que os metroviários ordeiros e trabalhadores vão arriscar parar o mesmo no início da Copa, por que tudo que der errado será culpa do metrô, e quando você pega o trenzão da CPTM, o comentário é o seguinte: eles têm um ótimo vale de almoço, vale mercado, o que as outras categorias têm! Sem contar o aumento acima da inflação. De repente os movimentos sociais resolveram dar uma trégua, porque, na verdade, a luz vermelha acendeu lá em Brasília e a coisa ficou meio constrangedora.

João Camargo

democracia.com@estadao.com.br

São Paulo

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Foi uma grande maldade que o Sindicato dos Metroviários fez à população de S. Paulo. Quatro milhões de pessoas, segundo o metrô, não tiveram como ir para o trabalho, perdendo o dia ou obrigando-se a uma longa espera de ônibus ou, ainda, fazendo longas caminhadas. O governo paulista, o governador Alckmin, e a Justiça agiram corretamente na defesa da população e da lei. Metroviários são uma categoria presidida por membro do PSTU (comunista), contrário ao partido do governo e querendo denegrir o governador que vai disputar a eleição deste ano, portanto, uma greve política, considerada pela Justiça como abusiva. Perfeita, também, a prisão de 45 grevistas atrevidos, confrontando a polícia. A exigência dos metroviários foi um aumento de 16,5% para um período em que o INPC foi de 5,82%. Desobedeceram, também, a Justiça que os mandou fazerem o metrô operar plenamente nos horários de pico, o que os grevistas não obedeceram. Os trabalhadores paulistas devem registrar o partido que controla o sindicato dos metroviários, o PSTU, não votando nele, pois impuseram injustamente sacrifícios a cidadãos por motivo político. A sociedade deve reagir contra partidos como esse e seus líderes que buscavam apenas fazer "a chantagem da Copa", como o chamou o "Estadão".

Fabio Figueiredo

fafig3@terra.com.br

São Paulo

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PAZ NA COPA

Os metroviários de São Paulo capital ameaçam fazer greve no dia da abertura da Copa do Mundo de futebol. Vemos que o feitiço se volta contra o feiticeiro. E as greves que o PT patrocinou ao longo de sua história passam a ser uma pedra no sapato da presidenta. A instabilidade econômica gerou uma instabilidade social e política. Negociar não é fácil! E a mesma força radical do passado, hoje, gera greves e instabilidade na sociedade. A virtude está no meio e na harmonização de forças. Na semana da abertura da Copa, os brasileiros devem dar tréguas e procurar a civilidade. Por uma Copa do Mundo em paz!

Paulo Roberto Girão Lessa

paulinhogirao@gmail.com

Fortaleza

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GREVE E CONSEQUÊNCIAS

Greve nos serviços públicos é a forma mais injusta de extorquir pseudodireitos. Diz a lei ser assegurada a greve para, exclusivamente, exercer direitos, e não servir de instrumento de tortura, a triturar a paciência de inocentes. Pior, essa greve do metrô vem na contramão do bom senso, à desoras, e desvestida de licitude, para só tumultuar. Será que nossas autoridades não têm olhos para ver a agonia do povo nas estações do metrô, frustrados no seu lídimo direito de ir e vir? Claro está que, se em choque dois direitos, (suponhamos fosse legítima a greve) mesmo assim seria ilegítima, pois que, o direito da sociedade com um todo é maior do que o direito da categoria. E, entre dois direitos, o direito de todos há de prevalecer sobre o direito de poucos. O Estado tem o dever, obrigação, de compor imediatamente a ordem pública sob pena de improbidade administrativa. Se a greve for declarada ilegítima, as autoridades, por dever de ofício, hão de demitir todos os grevistas por justa causa. Esta é a lição que está na mão da Justiça aplicá-la, a bem da ordem pública. A Justiça do Trabalho não pode contemporizar com baderneiros, pois é dela a obrigação de solucionar esta chaga social. Este é o engano em que se perdem juízes pusilânimes, o de contemporizar com grevistas, quando ela, a Justiça, tem a espada na mão, isso é, o poder para solucionar com força e soberania a desordem social. Em vez de multa por dia de greve, pela inutilidade e ineficácia disso, pois até hoje, nunca se soube que alguém pagou centavo por multa de greve, a justa causa é o remédio eficaz. Para doenças graves, remédio forte. Declarada a greve ilegal, a lei autoriza esse remédio, o da Justa Causa. Assim, coloca-se um basta, não só nessa greve dos metroviários, mas também na greve intestina que corre nos bastidores do próprio Poder Judiciário, cujos anseios dos sindicatos, longe de ser a defesa dos direitos difusos, e interesses coletivos da categoria, buscam, pela desordem social, a colheita de frutos políticos, sob a batuta de eminências pardas!

Antonio Bonival Camargo

bonival@camargoecamargo.adv.br

São Paulo

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Os funcionários do metrô de São Paulo, pessoas do bem, estão sendo manipulados pelo presidente de seu sindicato para impor mais caos e sofrimento ao povo paulista. Quem está na presidência do sindicato é membro fundador do PSTU, é ligado à CSP-Conlutas, e no primeiro ato do Movimento Passe Livre, foi detido sob suspeita de vandalismos, portanto é adepto do quanto pior, melhor. A inflação medida pelo INPC ficou em 5,82% nos últimos 12 meses, e irresponsavelmente ínsita à categoria para pedir um aumento de l6,5%, para logo baixarem para 12,2%. Está fazendo falta as autoridades dos tempos do regime militar, porque quando a traição e conspiração estão acima da Justiça é hora de agir e restabelecer a ordem.

Arcangelo Sforcin Filho

arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

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GREVES NO SERVIÇO PÚBLICO

Quando parecia que o Brasil estava deixando o subdesenvolvimento, os últimos dez anos de desgoverno estão nos levando de volta. Chegamos ao ponto de "pagarmos" para vândalos, encapuzados ou não, destruírem o patrimônio privado e público construídos com enormes sacrifícios. Há falta do bom senso em permitir greves dos serviços públicos, mesmo quando empresas privadas foram autorizadas a prestar esses serviços, causando situações inenarráveis a população trabalhadora. O que fazem os nossos legisladores que não enxergam problemas dessa espécie? Há determinação legal que os sindicatos grevistas mantenham um mínimo de 70% dos filiados trabalhando para diminuir o mal que causam à sociedade, mas geralmente não respeitam. Daí noticiam que serão multados de valores arbitrados por dia de paralisação.A quem reverte o valor que pagam? Se é que pagam, já que nunca o povo fica sabendo. Estamos a menos de cinco dias da Copa e a baderna é geral. Será que o descontentamento do cidadão brasileiro vai extrapolar os seus limites, graças à degradação moral dos péssimos exemplos que nos passam as chamadas "autoridades" ou é o início de uma revolução civil, em razão da Copa? As Forças Armadas devem permanecer de prontidão para evitar uma desgraça maior, a que vimos assistindo diariamente.

Luiz Dias

lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

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Que os metroviários não se preocupem com a multa diária pela manutenção da greve, pois o Procurador da República e o STF estão querendo aprovar o calote dos bancos para com os poupadores e será criada, então, uma jurisprudência, ninguém paga ninguém mais, justo eles que ganham salários astronômicos em relação à realidade brasileira, fazem seus próprios reajustes e são pagos com dinheiro dos contribuintes, a quem eles volta e meia prejudicam.

José Mendes

josemendesca@ig.com.br

Votorantim

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Onde o governo é ausente e presente apenas nos interesses pessoais dos governantes, a liderança do povo acaba sendo exercida pela malandragem dos traficantes, contrabandistas, sindicalistas etc. Quem comanda os movimentos populares acaba sendo PCC e outras siglas, que de fato estão presentes nas favelas, onde políticos só aparecem para pedir votos. Na questão da Copa, com certeza, o "pacto" entre governo e bandidos ainda está sendo "costurado", como dizia uma alta patente militar da polícia, que comandou a polícia no Rio. Nas festanças, se fazem pactos, depois da festança a bandidagem volta a comandar a farra da política comunista-coronelista implantada pela Const. de 88. O problema é, como dizia Garrincha nesses pactos, se os "russos também foram avisados".

Ariovaldo Batista

arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campos

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E agora, governador?

Pois então, governador Alckmin, espero que cumpra sua promessa, multar o sindicato, R$ 500 mil por dia, e demitir por justa causa os grevistas do metrô. Perdoar a multa e voltar atrás das demissões seria o mesmo que mostrar fraqueza do seu governo.

Arnaldo de Almeida Dotoli

arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

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O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, ao endurecer com os grevistas insensatos do Metrô, se prosseguir firme nessa linha de defesa dos interesses da população, que se sobrepõem ao de uma pequena classe, estará fazendo um bem imenso, não só a São Paulo, mas a todo o Brasil. Nada de negociar a readmissão dos demitidos, que sempre contam com essa possibilidade para levar até as últimas consequências os seus atos. Em próximas greves, os comandantes das mesmas vão pensar duas vezes antes de infernizar a vida de quem não tem nada com isso e não merece ser incluído numa disputa.

Ronaldo Gomes Ferraz

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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DESOBEDIÊNCIA

Como já chegamos ao fundo do poço da imoralidade e da falta de vergonha na cara, a nossa bandeira deve urgente tirar os dizeres "Ordem e Progresso" e mudá-los para "Desordem e Inércia mais Corrupção". Depois dos metroviários não respeitarem uma ordem jurídica, a coisa debandou e o Ministro da Injustiça desse inepto governo adora ver a casa pegando fogo, pois o governador é da oposição. Uma vergonha nacional.

Asdrubal Gobenati

asdrubal.gobenati@bol.com.br

Rio de Janeiro

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Saiba, Sr. Altino de Melo Prazeres Júnior, presidente do Sindicato dos Metroviários, quem está sem respirar é o povo de São Paulo que sofre nos ônibus até quatro horas em seu caminho ao trabalho, e não o Gov. Geraldo Alckmin. Até quando existirá Lei de proteção contra aqueles que necessitam trabalhar?

Edivelton Tadeu Mendes

etm_mblm@ig.com.br

Penha

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MERAS COINCIDÊNCIAS?

Não foi Lulla quem falou que ir de Metrô a jogos da Copa era babaquice? Pois é, logo após tal enebriante declaração deste desqualificado nossos digníficos metroviários comandados pela CUT e pelo PT deram início a uma greve que pune toda a população de São Paulo que precisa se locomover pata ir e vir de seus afazeres diários. Mesmo com a decretação de sua abusividade e ilegalidade os lulistas/petistas dos metroviários insistem em manter a greve na cidade gerando enormes congestionamentos, passeatas em conjunto com os lulistas/petistas do MTST e assim por diante. Seus líderes têm de ser demitidos por justa causa e o governo paulista jamais ceder readmitindo estes baderneiros e agitadores profissionais. Mera coincidência? Após todas as manifestações iniciadas em junho de 2013 de forma pacífica em São Paulo e quando os petistas/lulistas/dilmistas tentaram em vão se infiltarem nestas manifestações com o firme propósito de gerarem confusão e foram prontamente banidos e tiveram suas bandeirolas queimadas, logo após é que surgiram os agitadores pagos black blocs. Mera coincidência? Após iniciada sua queda vertiginosa nas pesquisas de intenção de voto não é que Dilminha resolve criar o decreto fascista 8243, criando a republiqueta bolivariana do Brasil como cópia de sua tão amada Cuba e de seus ilustres amigos bolivianos, equatorianos, cubanos e falidos venezuelanos que nem papel higiênico têm! Mera coicidência? Todas essas "meras coincidências" e mais umas tantas como a do STF empurrar com sua barriga o julgamento dos planos econômicos para o dia de São Nunca a pedido deste governo e seus asseclas. Não passam de colocação de cascas de banana em nossa frente para que caiamos nas armadilhas plantadas pelo assistencialismo enganador do lulopetismo, da falsidade dos integrantes do PT e seus apoiadores de ocasião tipo Maluf que é fichado pela Interpol, deputados assaltantes, Mensalões, dólares em cuecas, assessoras falcatruentas, obras e concorrências fraudulentas, desvios constantes de verbas públicas, saúde num estado post-mortem, inflação real que faz muito já ultrapassou o teto da meta, Executivo, Legislativo e Judiciário que nada fazem a não ser firulas. Meras coincidências não existem, o que existe são fatos reais que nos envergonham diariamente, assassinatos de gente inocente, como se fossem insetos nocivos à saúde, menores matando todos os dias e permanecendo soltos e nossos pseudo-políticos insistindo em não diminuírem a maioridade penal que deveria ser de 10 anos. A pena de prisão perpétua deveria ser instituída no código penal brasileiro para que todos aqueles que comentem crimes lesivos, sejam quais forem estes crimes, permanecessem a vida inteira atrás das grades, vide Nicolau dos Santos Neto, que roubou em valores atualizados cerca de R$ 1,2 bilhões, e agora este criminoso e sua família vão curtir toda esta mordomia graças a um decreto de Dilma de 2012. É isso aí, no Brasil o crime compensa, e muito!

Boris Becker

borisbecker@uol.com.br

São Paulo

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Espero que o governo do Estado não volte atrás na demissão de 42 metroviários, e que o TRT cobre a multa aplicada ao sindicato que, numa atitude arrogante, de quem se acha acima de tudo e de todos, manteve a greve, mesmo ela sendo considerada ilegal. Que eles arquem com as consequências dos seus atos. Está na hora de as autoridades pararem de se submeter às vontades de sindicatos, "movimentos sociais" e outros que infernizam a vida da maioria da população.

Alexandre Fontana

alexfontana70@yahoo.com.br

São Paulo

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Governador Alckmin, parabéns por demonstrar autoridade e fazer cumprir a Lei. São Paulo não pode ficar refém de sindicatos. Sua decisão me lembra da ministra Margareth Thatcher. É uma pena que o Planalto envie os dois emissários Cardozo e Carvalho para criticar alta corte do Judiciário e do fovernador. Que moral eles têm? Sr. Altino Prazeres, tente fazer essa greve no seu estado, o Maranhão, dos Sarneys. Os funcionários de lá ganham mais que você?

Luis Tadeu Dix

tadix@terra.com.br

São Paulo

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BRASIL: O HOMEM LOBO DO HOMEM

Conhecem-se várias teorias acerca do Estado. O fato é que o homem, em determinado ponto de sua evolução, considerou-o indispensável para garantir a vida em sociedade. Pode-se divagar. O romântico Jean Jacques Rousseau considerava que o homem nasceu bom (premissa discutível) e a sociedade o deformou no sentido de proporções egoístas, tornando impossível uma convivência sem sérios e mortais conflitos. Hobbes parece ter sido mais realista: "homo hominis lupus" (o homem sempre foi e é predador de seus semelhantes). Daí a necessidade de um "controle externo", dotado de poder suficiente para pôr fim à guerra. De qualquer sorte, pressuposta a indispensabilidade do Estado, vários outros filósofos e teóricos do Estado trataram de aperfeiçoá-lo. Montesquieu cuidou de repartir e harmonizar os poderes. Locke se preocupou com os direitos do homem face ao "Leviathã" (extremo de Hobbes). Inúmeros juristas se dedicaram à "teoria geral do Estado", base preliminar da ciência do direito. Depois de criado o instrumento, por uma imaginário contrato social ou por simples imposição da vida, tratava-se de equilibrá-lo, expungir seus excessos ante os cidadãos que o criaram. A sempre necessária busca da posterior resiliência. Entre outras, a principal característica do Estado é a soberania. E não se trata de poder em relação aos demais países, mas de soberania interna. Alguns a classificaram como "o poder incontrastável de querer coercitivamente". A coerção do Estado não pode ser desafiada. Outra definição, mais democrática, convergiu no sentido de considerar a soberania "o poder de decidir em última instância sobre a eficácia do direito". Explica-se esta última definição: depois de esgotados os conflitos, dentro do devido processo legal, com ampla defesa recíproca, a decisão dos juízes sobre o direito controvertido tem poder incontrastável para as partes envolvidas, que a ele devem render-se. Para garantir-se esse poder, sem o qual as sociedades sucumbem, deve haver instrumentos de coerção, inseridos no poder de polícia, considerado em sua amplitude de meios, não apenas na jurisprudência do cassetete ou das balas de borracha. As experiências estatais, mundo afora, construíram meios civilizados e eficientes de fazer cumprir suas decisões. A guilhotina foi utilizada indiscriminadamente por governos, não pelo Estado. A humanidade aprendeu. As guerras mundiais do século passado, com todas suas agruras e sofrimentos, aperfeiçoaram a experiência humana quanto à indispensabilidade da vida organizada e do ajuste entre a vontade popular e a vontade do Estado. Contudo, nosso jovem e atribulado país parece estar imerso nas crises já superadas há séculos, alhures. Nosso Estado é vítima de desafios que partem de todas as margens do horizonte político. Do crime organizado. Do tráfico de drogas. Da justiça particular dos meliantes. Da rede social voltada para quebrar o princípio da autoridade. Da ousadia animalesca das torcidas esportivas organizadas. E, recentemente, de corporações antes respeitáveis de trabalhadores e de movimentos sociais fomentados pelo atual governo populista e de cujo radicalismo este perdeu o controle. A criatura ataca, inclusive seus insensatos e demagógicos criadores. As consequências, porém, se abatem sobre a parte mais fraca, o povo, sobretudo das grandes concentrações urbanas. Em mais de duas décadas de advocacia em favor dos rodoviários de São Paulo, na companhia de lideranças experimentadas e responsáveis, conseguimos elevar os salários de cobradores de ônibus, da antiga CMTC, que recebiam um salário mínimo mensal, muito inferior ao atual, e dos motoristas, cuja remuneração era próxima, para níveis dignos e compatíveis com um trabalho tão desgastante na capital paulista. Tudo, porém, em que tivessem pesado lutas e confrontos grevistas, como diria o saudoso professor Miguel Reale, "nos quadrantes do direito positivo". Celebrada uma convenção coletiva ou proferida uma sentença normativa pela Justiça do Trabalho, convocávamos assembléias de milhares de trabalhadores. E, nesse clima, todos nós (advogado, diretores do sindicato e lideranças das mais diversas colorações ideológicas), tratávamos de convencer um enorme grupo levado pelo inconformismo e pela emoção, da necessidade de observar o direito e o Estado. Não raro, ao custo de sérios riscos à nossa integridade física e até mesmo à vida. O certo é que os fatos voltavam à normalidade, em geral com os ganhos possíveis à categoria profissional, respeitada a autoridade do Estado e da lei. Nossa sempre sofrida e desvairada cidade voltava ao normal. Jamais foi necessário que um Tribunal se reunisse em pleno domingo para julgar uma greve como a dos metroviários. Julgamento cuja eficácia é uma incógnita. Tal fato só deve ter ocorrido em países sob graves crises. É o que ocorre com o nosso, em que o Estado parece ingressar em imponderável estado falimentar. Às vésperas do maior espetáculo esportivo da terra.

Amadeu Garrido, advogado

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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O INVERNO DOS DESCONTENTES

O inverno se aproxima. Milhares de funcionários públicos entram em greve. A cada dia novas categorias de trabalhadores demandam aumentos salariais. O governo, já com problemas de caixa, recusa-se a ceder e se preocupa com uma inflação galopante. Os sindicatos rejeitam qualquer aumento que não traduza ganhos reais e substanciais para seus filiados. As eleições se aproximam. Tendo governado onze dos últimos quinze anos, o Partido dos Trabalhadores foca sua campanha no que chama de "pleno emprego" e na ameaça ao povo que os outros candidatos representam, enquanto partidos conservadores defendem um melhor controle da inflação, o estado de direito e a regulação dos sindicatos e das greves de funcionários públicos. Esse era o retrato do Reino Unido em 1978 e 1979. A situação era de tamanho pessimismo que o Partido Conservador ganhou surpreendentes 44% do voto popular, culminando com a indicação de Margareth Thatcher ao posto de primeira ministra. Thatcher governaria os britânicos e mudaria a Inglaterra e o mundo com profundas reformas liberais de controle de gastos públicos, privatizações e redução do poder dos Sindicatos. O Reino Unido experimentou uma década de renascimento econômico e o PIB cresceu 24% sob seu comando. Os tempos não são exatamente idênticos no Brasil, mas o pessimismo da população e do empresariado provoca o mesmo ar de inconformismo e desejo de mudanças. A pergunta é se a oposição, liderada por Aécio Neves, terá o mesmo sucesso que Thatcher ao convencer a classe trabalhadora e os mais pobres de que "O PT Não Está Funcionando", como fez o famoso pôster da campanha conservadora que virou sua peça principal de publicidade ("Labour Isn’t Working"). A situação econômica brasileira ainda encontra-se no estágio pré-Inverno dos Descontentes, principalmente porque o desemprego ainda está controlado. Apesar de ainda não termos greve de coveiros, como aconteceu na Inglaterra, a baderna sindical já tomou conta do País, e essa cumplicidade paternal que o PT possui com os Sindicatos pode acabar municiando a oposição, como aconteceu na Inglaterra. A lição que fica é que a oposição, se quiser derrotar o PT, vai ter de propor mudanças de políticas públicas que vão deixar alguns setores contrariados. Defender a regulação da greve de funcionários públicos pode chatear uma parcela dos empregados estatais, mas tem um efeito revigorante para a grande maioria da população que é atingida pela interrupção de serviços públicos essenciais. Aécio obviamente não é Thatcher, mas entre Sindicatos e a população desassistida, o candidato do PSDB deve deixar claro que está ao lado do povo injustamente prejudicado pelas greves. E como Thatcher, deve dizer aos sindicalistas em alto e bom som: "Não, não e não!".

Felipe Lisboa Capella, advogado

felipelisboacapella@gmail.com

Washington

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Em todo ano de eleição no Brasil o País tem muitas greves.

Olympio F. A. Cintra Netto

olympiofelix@gmail.com

Bragança Paulista

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A COPA E A HONRA

A Previdência e a Saúde Pública no Brasil não podem funcionar; são patentes engodos e o Governo e os políticos garantem isso. É o expresso interesse do clientelismo e que apenas findará, quando forem instituídas cotas de uso permanente em presídios de segurança máxima a todo e qualquer canalha que disponibilizar seu cargo público como se um reles balcão de negócios fosse. Não estão preocupados com gastos, orçamentos e/ou com a vida de ninguém, muito menos com a sobrevida digna dos ex-contribuintes do INSS. Ninguém "se toca" com a fila de miseráveis nos postos do SUS e nem mesmo pelas mortes nos corredores de hospitais, e que em essência, começaram nos desvios de verbas nos labirintos escabrosos dos Ministérios. Dias atrás, um jornal noticiou que os gastos da Copa representam quase nada perto do orçamento com Saúde Pública no Brasil. O irresponsável que assinou tal matéria e que pendeu seu o ritmo ao discurso governista nem mesmo aduziu que tão somente na construção e reformas de estádios, ou seja, gasto específico para que ocorresse a festa Fifa no Brasil, o povo já empregou pouco mais de R$ 150 milhões em média para custear cada jogo da Copa das Copas. Saiba que você paga por isso sem ir a um jogo sequer, e o boleto de cobrança fatalmente virá quando buscar a rede pública de saúde ou a sua aposentadoria. Lá, muito provavelmente, um canalha desprezível dirá que a Copa trouxe benefícios... É verdade! Aos políticos corruptos (coisa que não falta no Brasil), além das Construtoras que receberam muito mais por aquilo que mal e porcamente entregaram. Cada jogo pela aproximada façanha de US$ 75 milhões (dólares) - oito vezes mais que o USA, a mais rica nação do planeta gastou 20 anos atrás para adaptar/construir estádios onde o futebol (soccer) sequer era mínima prioridade ou detinha algum interesse público e esportivo. Mais de seis vezes daquilo que a Alemanha gastou, e onde ocorreu a Copa que atraiu mais de 800 mil turistas. Há mais uma notável diferença; ninguém nos países supracitados e tantos outros, publicaria paralelo algum desses gastos para com os da Saúde Pública; pois nem importa quanto gastaram em relação às suas Copas, pois lá eles têm Saúde e aqui temos arrecadação e orçamento pois pela saúde, educação e segurança nada recebemos; tudo é ficção e fonte de exploração seja ela eleitoral; seja ela pelo encaminhamento forçoso de milhões de brasileiros, a contratarem Previdência e Planos de Saúde privados para que possam escapar da fila do obituário e da indigência do SUS. Não é uma questão de ideário, trata-se de um desabafo contra a bandidagem instituída no Brasil e apoiada por cidadãos alienados. Tão somente o que se gastou em arenas e/ou campos de várzea, eliminaria o passivo bancário de todas 2.500 Santa Casas do Brasil, que é advindo e mantido para financiar aquilo pelo qual o SUS não paga para remediar a vida de milhões de arrastados doentes no Brasil. Mister colocar, que esse notável endividamento é para com o mesmo cartel - dono dos Planos Médicos e de Previdência Privada. Nossas Santas Casas, além de exploradas pela tabela de remuneração aberrante do SUS, e para poderem continuar atendendo humanitariamente milhões de brasileiros, pagam um "pedágio deliberado" de cerca de R$ 25/32 milhões por mês entre juros e correções sobre "empréstimos concedidos".

Não somos a "pátria de chuteiras", nem mesmo temos "complexo de vira-latas"- expressões históricas de Nelson Rodrigues - somos, sim, um povo anômalo, uma pátria dirigida por párias. Uma nação de ferraduras que permite que seus concidadãos doentes ou idosos sejam tratados como lixo. Uma nação sem honradez alguma, mas que adora festejar e ser ludibriada.

Oswaldo Colombo Filho

colomboconsult@gmail.com

São Paulo

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Desci de um ônibus na Avenida Rebouças essa manhã e de repente me dei conta do barulho de sirenes conforme um comboio com 25 motociclistas batedores e seis carros passava, enquanto o resto do trânsito era contido. Todo esse barulho era presumivelmente devido a um dos líderes da Fifa. Estimo que havia 50 policiais envolvidos nesta operação. No entanto, o que achei particularmente de mau gosto foi a presença de uma ambulância neste comboio. Em vez de cuidar da segurança de cidadãos comuns, a polícia está protegendo um representante de uma organização corrupta que ignorou a soberania brasileira com algumas de suas demandas, e em vez de levar pacientes aos hospitais, uma ambulância foi colocada à disposição dessa organização privada que terá um lucro estimado de US$ 4 bilhões com a Copa do Mundo. Meu Deus do céu! Este país realmente está com suas prioridades de cabeça para baixo!

John Fitzpatrick

johnfitz668@gmail.com

São Paulo

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LOCAÇÃO

Alugo um jumento treinado, manso, com sela de couro confortável. Animal ferrado recentemente. Suporta até 20 km no asfalto e 25 km na terra. Ideal para chegar com certeza à abertura da Copa. Já vai alimentado. Obs.: não vai com fralda e no caminho pode parar, mas chega lá.

Luiz Ress Erdei

gzero@zipmail.com.br

Osasco

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TOMA-LÁ-DÁ-CÁ

"Vou dar um bônus a vocês. Tenho certeza que vocês vão ficar felizes". Palavras do Sr. Joseph Blatter, presidente da FIFA, a diversos representantes de Federações responsáveis pela escolha do dirigente máximo da entidade. Tal propina está a ser ofertada a pouco mais de um ano das eleições que serão realizadas em 2015 e que, se vencidas por Blatter, lhe darão um quinto mandato na liderança suprema do futebol, função que exerce desde 1998, quando a recebeu do brasileiro João Havelange, que, durante os 25 anos que lá permaneceu, transformou o órgão num conglomerado corporativo a desfrutar hoje de uma situação financeira das mais confortáveis. Deduz-se daí que a administração do futebol e do esporte de um modo geral, como demonstram vários exemplos, não constitui um modelo de alternância sadia de poder. O oferecimento do Sr. Blatter aos mandatários regionais se deve ao fato de que alguns grupos de oposição pressionam para impor uma limitação etária (72 anos) para o exercício do cargo que, se aprovada, o impedirá de se candidatar em 2015. Trata-se, portanto, de uma explícita demonstração do princípio universal da atividade política, o "toma-lá-dá-cá", que também vigora no esporte, o que não é de espantar, já que, como qualquer atividade humana que visa à obtenção e à consolidação de poder, o caminho mais prático ainda é a troca de favores, que o digam nossos homens públicos.

Paulo Roberto Gotaç

prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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QUE FIQUE EM CASA

Gostaria de sugerir aos céticos, incapazes de um sonho de grandeza, ativistas que torcem contra a Copa, que fiquem em casa, cuidando de suas amarguras, dores de fígado e pessimismo crônico. Liguem a televisão e torçam contra o Brasil a vontade. Não saiam às ruas. Não tentem estragar a alegria e o otimismo alheio. Deixem de azucrinar a paciência, a boa fé e os sentimentos de carinho, esperança e garra da maioria do povo brasileiro. O timeco dos chorões e pregoeiros do caos já encheu a paciência.

Vicente Limongi Netto

limonginetto@hotmail.com

Brasília

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MELAR A COPA

Como confiar em um sindicalista chamado Melo Prazeres, cujo nome pode ser confundido com algolagnia

Corinto Luis Ribeiro

corinto@corinto.arq.br

São Paulo

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Dilma reclama que a resistência à Copa é eleitoral. Claro que é, presidenta! Amamos o futebol e a Copa, mas a eleição é única arma que temos para impedir sua continuidade no governo, e tudo de legal que pudermos fazer para isso, faremos. Enquanto isso a Sra. e seu padrinho avançam na destruição do País, até com decretos inconstitucionais... Fora, Dilma!

Gilberto Dib

gilberto@dib.com.br

São Paulo

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TORCER PELO BRASIL

Não é preciso ser portador de diploma de curso superior em Psicologia Social para concluir que o resultado da Copa influenciará no resultado das eleições, isso, convenhamos, no caso em que as famigeradas urnas eletrônicas não venham a ser manipuladas, hipótese que não pode ser sumariamente descartada. Assim sendo,brasileiros conscientes torcerão para que nossa seleção seja eliminada logo na primeira fase da Copa, abrindo espaço para a vitória do Brasil na Copa Eleições 2014. Para o Brasil, mais importante que ganhar a taça é ganhar um novo governo que não seja corrupto e que não tenha como único objetivo a perpetuação no poder, indiferente aos destinos de nosso povo carente de saúde, educação, segurança e infraestrutura. Para frente, Brasil!

Roberto Twiaschor

rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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Xi Jinping, chefão da República Popular da China, que vem ao Brasil para a cúpula do fórum Bric, vai aproveitar para assistir a um jogo da Copa do Mundo. Se inveja de chinês autoritário matasse, o PT ia ficar bem desfalcado de companheiros.

Sergio S. de Oliveira

ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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TEATRO DO ABSURDO

Apenas um comentário ligeiro, de simples leitora que precisa tomar antiácido após ler as notícias em nosso jornal (Estadão), censurado há 1715 dias! Não confundir, por favor, com "aquele" que disse: "Ler jornal dá azia". Obrigada. Como tudo nesse desgoverno, em que a presidenta "gerenta" responde "não sei" à certas perguntas de economia, é lícito também, ao contribuinte, não se querer pagar mais nada. Por tudo soar impróprio e falso, faz tempo, falsa também é a imagem dos índios (estes sim!) padrão FIFA, ao receberem os jogadores do time holandês. Estavam tão bonitos, emplumados e assépticos, que mais pareciam figurantes bem ensaiados de alguma novela global. Posto isso, resta-nos apenas aguardar as próximas cenas do Teatro do Absurdo que se tornou o País, não sem antes desejar sucesso a nossa seleção que, mal ou bem, ainda faz bater o coração verde-amarelo do povo brasileiro.

Gloria de Moraes Fernandes

glorinhafernandes@uol.com.br

São Paulo

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Se a presidente diz que nem na ditadura o brasileiro foi contra a Copa, é porque agora a situação é muito pior do que na ditadura.

Se a presidente quer ser lembrada por coisas boas, deve se livrar do PT e trabalhar contra a inflação que acaba com nossos salários, além de diminuir o IRRF.

Valter Prieto Jr.

valter.prieto@gmail.com

São Paulo

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COMO DISSE, SRA. PRESIDENTE?

Li no "Estadão" do dia 28/05 que a presidente Dilma disse que não se pode usar a Copa para fazer política. Ora, ora, ora, e quando o ex-presidente Lula foi até a Suíça lutar bravamente para que a Copa fosse realizada aqui, estava fazendo o que? Para mim era pura política, baseada na teoria do imperador romano vespasiano, que mandou construir o Coliseu, com o famoso estratagema político de agradar o povo com pão e circo. E quando o ex-presidente exigiu da Fifa que fossem os jogos distribuídos em doze estádios, e não em oito como ela usualmente faz, o que vez ele? Má administração ou política? Como se vislumbra atualmente que a iniciativa pode sair pela culatra, pois o povo, agora mais esclarecido pela existência de uma imprensa livre e da internet não quer saber de pão e circo e sim de pão e Honestidade (com H maiúsculo). E os gastos com a Copa da FIFA não apontam para isso. Sim, porque a Honestidade implica em priorizar os gastos do governo nos serviços e investimentos que realmente atenderão a população como os na saúde, na educação, na segurança e na assistência social. Também se refere a cuidar bem melhor da infraestrutura do País, planejamento corretamente e com competência para valorizar a aplicação do dinheiro público, o mesmo se aplicando no caso dos transportes públicos e em outros. Um governante honesto jamais maquia os índices de inflação, não faz negócios prejudiciais com as estatais como está sendo feito com a Petrobrás e outras estatais que estão sendo obrigadas a venderem aqui o que compram mais caro lá fora. E, finalmente escolher seus candidatos a cargos eletivos com mais rigor, para que seus eleitos não compareçam em um número tão grande nas páginas policiais.

Gilberto Pacini

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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A presidente Dilma está certa: "os aeroportos têm o padrão Brasil", assim como os hospitais, as escolas, as estradas, os políticos, etc. As únicas coisas próximo ao padrão Fifa são estádios superfaturados.

Mário Issa

drmarioissa@yahoo.com.br

São Paulo

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DILMA SEM PADRÃO

A frase de Dilma como sempre ficou incompleta. Não são só os aeroportos brasileiros que não têm padrão Fifa. A saúde, a segurança, a educação, o transporte, e por aí vai. A única coisa coincidente entre Brasil e Fifa com certeza é a corrupcão. Faltou dizer: o Brasil é um país padrão PT.

José Roberto Iglesias

rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

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Decepcionante ver a decadência do Vôlei Masculino do Brasil: pela Liga Mundial de Vôlei - 14 tomamos humilhantes 3x0 pro obscuro Irã, aqui mesmo na nossa casa. Um resultado inimaginável até pouco tempo atrás. E já havíamos sido derrotados duas vezes seguidas pela Itália, em casa. Pode ser um período de renovação e entressafra da Seleção Brasileira, ou então o ótimo técnico Bernardinho talvez esteja desgastado após tantos anos no comando da Seleção. O fato é que é inaceitável que o Brasil - que é uma potência do volei masculino mundial - tenha um desempenho tão pífio e derrotas tão humilhantes como essa para os iranianos. Um vexame e tanto.

Renato Khair

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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BANDO DE LOUCOS

As manifestações ao redor da Arena Corinthians são no mínimo curiosas. Antes da construção do estádio, ninguém queria terras naquele local. Agora, de uma maneira oportunista, armaram barracas e lutam de toda e qualquer forma para tê-las. Só falta, na continuidade de suas reivindicações, solicitarem que a eles sejam fornecidos ingressos para todos os jogos na Arena. Esses, sim, são, de fato, um bando de loucos.

Carlos Avino

carlosavino.jaks@hotmail.com

São Paulo

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PMDB DEFENDE DEMOCRACIA

Está claro que o PT precisa do PMDB para governar, senão não terá maioria no Congresso. Como se verificou, o PMDB não aceitou duas propostas do programa do PT que são o controle dos meios de comunicação e a reforma política por meio de plebiscito. Anteriormente, o PMDB não aceitou o decreto 8342 criando as comissões (sovietes). O que está ficando claro é que o PMDB está protegendo o Brasil de ser um país do grupo "bolivariano", como quer o PT. Em outras ocasiões o PMDB barrou medidas de Dilma no mesmo sentido. Felizmente é um alento para aqueles que não querem que caminhemos rumo ao modelo venezuelano.

Fabio Figueiredo

fafig3@terra.com.br

São Paulo

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Qualquer candidato a Presidência da República que venha ser eleito não deve se preocupar em ter base parlamentar seja ele Aécio Neves, Eduardo Campos, Randolfe Rodrigues, Jair Bolsonaro e demais candidatos. O PMDB topa qualquer parada, basta lhe dar alguns ministérios e alguns cargos importantes que tudo se resolve. Fez parte da base do Fernando Henrique, do Lula, sua discípula Dilma, por que não faria parte do governo de Randolfe Rodrigues ou de Jair Bolsonaro? O PMDB não tem preconceitos e é totalmente democrático.

José Carlos de Castro Rios

jc.rios@globo.com

São Paulo

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O DESPERTAR DO POVO

Na última pesquisa não houve novidade já que a queda livre de Dilma à reeleição continua estável. Os petistas deveriam se conscientizar de que quem tem um amigo como o PMDB não precisa de inimigo. Na última semana o terceiro maior colégio eleitoral do País, o Rio de Janeiro, os peemedebistas lançaram o movimento "Aezão" que forma uma aliança entre o PMDB o PSDB de Luiz Fernando Pezão e o PSDB de Aécio Neves. Sabendo-se que o PSDB domina São Paulo e Minas. O Rio de Janeiro promete um dos maiores embates nessa eleição visto que estarão no tatame das urnas competidores onde o resultado final é uma incógnita. Pezão e Lindenberg tem mais musculatura mas não devem minimizar a astúcia política de um Garotinho e a força evangélica de Crivela. Em todo esse cenário parece que arautos anunciam a chegada de novos dias para essa tão vampirizada "terra tão dadivosa". De fevereiro a junho deste ano Dilma perdeu 10 pontos, enquanto Aécio ganhou 3 e Campos perdeu 2. Esse resultado desenha em cores fortes que Joaquim Barbosa perdeu uma oportunidade de ser o próximo presidente da República.

Jair Gomes Coelho

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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"Deixa a vida me levar" é uma das expressões que definem o PMDB nos governos Lula e na 1ª eleição de D. Dilma. Agora que a candidata petista começa a perder terreno e não consegue mais enganar o eleitorado, aparecem várias dissidências no apoio ao Partido dos Trabalhadores, dentro do PMDB. Outras duas expressões que se encaixam perfeitamente na definição do partido de José Sarney são: "Maria vai com as outras" ou "Salve-se quem puder"...

Victor Germano Pereira

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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VERGONHOSO

O PMDB copia e faz o jogo dos grevistas, reivindicando aumento de seus domínios em ministérios, secretarias e etc., para apoiar Dilma na sua reeleição. Nossa política é um verdadeiro brechó ou casa de barganhas, em que se apóia qualquer um em troca de vantagens e benefícios para si e afiliados, isso ocorre mesmo com o PMDB tendo Michel Temer como vice-presidente. Ou seja, o que predomina nesse País mesmo são as ambições, as ganâncias e os interesses que estão acima dos princípios morais, éticos e do patriotismo.

Angelo Tonelli

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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O BASTA DO RIO

Em 64, Minas, armada, desceu a serra e veio ao Rio dar um basta na podridão da segunda República. Tempo passou, os militares de então perderam a inocência e o Rio elegeu o primeiro governo opositor da ditadura, dando início, assim, à derrocada do regime. Agora que não há mais inocentes no partido da situação - com seus mais altos dirigentes residindo na Papuda - é o Rio, é o carioca, este ser livre por natureza, iconoclasta por convicção que rebarba Cabral, Dilma, Lula e a gente ao seu redor, armado com a mais possante da armas numa democracia: o voto. Quem sabe, mais aí é sonhar demais, o PMDB livre-se do P e volte, redimido, às suas origens!

Ricardo Melo Santos

pramar681@hotmail.com

Salvador

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QUE EMPREGO É ESSE?

Se são 98,2 milhões de pessoas economicamente ativas com idade acima de 14 anos, 6,1% dos quais desempregados e 64% a rotatividade, o desemprego seria explicado pelos que estão mudando de emprego. Haveria mesmo uma situação de pleno emprego. Há cerca de 50 milhões de menores nas escolas, outros milhões nas faculdades e mais milhões de aposentados. Todos empregados estariam tendo uma receita no mínimo igual ao salário mínimo. E haveria o auxílio ao desemprego. Como então

se justifica ainda o subsídio de Bolsa Família a cerca de 13 milhões de famílias? Ocorre alguma falha nas estatísticas?

Harald Hellmuth

hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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DILMA E FREUD

Um a um, vão se estreitando os espaços de ufanismo do governo Dilma Rousseff. Redução do consumo, inflação, desindustrialização, déficits na balança comercial, PIB reduzido, escândalos na Petrobrás, efeitos negativos das desonerações sem mudanças na carga tributária, aumento desordenado dos gastos do governo, crescimento da dívida bruta, companheiros na Papuda, vaias, ministros medíocres e outras mazelas mostram que o governo desce ladeira. Para ampliar este quadro de más notícias, apareceu a pesquisa do IBGE que fixa em 7,1% a taxa de desemprego e revela que mais de 20% dos jovens nordestinos estão fora do mercado de trabalho. Nesse cenário de tons cinzas, a presidente resgata Freud e projeta nos outros os seus problemas: "Os tucanos vão pro beleléu".

Helena Rodarte Costa Valente

helenacv@uol.com.br

Rio de Janeiro

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O ESPELHO

A palestra de Lula em Porto Alegre e as críticas à restrição de crédito deveriam ser feita diante de um espelho, sem plateia. É a sua herança, Lula, o Brasil de hoje é o resultado da semente que você plantou e germinou no pé do poste.

Luiz Ress Erdei

gzero@zipmail.com.br

Osasco

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PROJETO GAMELEIRA 1971

Como presidente em exercício do departamento de São Paulo do Instituto de Arquitetos do Brasil, gostaria de manifestar nossa indignação com a matéria, de anteontem, no Caderno 2, em que a artista Lais Myrrha comete algumas declarações injustas a Oscar Niemeyer e a Joaquim Cardoso. E manifestar-nos contra o que ela chama de "silêncio do arquiteto". Oscar Niemeyer nunca silenciou sobre o desastre, pelo qual não teve responsabilidade alguma (assim como o grande calculista Joaquim Cardoso, pois ficou evidente que houve imperícia técnica na obra). Só está (ão) em silêncio pois, está (ão) morto(s). Ela esquece que vivíamos uma ditadura, mais acentuada e violenta nos anos 70 e que o arquiteto, justamente por defender os direitos da classe operária, estava exilado. Gostaríamos que este Caderno desse espaço à manifestação desta indignação.

Pedro Mendes da Rocha

pedro@arte3.com.br

São Paulo

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SOLIDARIEDADE

É consenso entre a população brasileira a desesperança com a raça humana devido às mazelas diárias praticadas por indivíduos de todas as classes sociais. Embora as pessoas tenham maior interesse por notícias trágicas, surpreendeu-me a atitude caridosa e a união do povo de Virginópolis (MG) e de outros locais em prol de um menino de 5 anos de idade que necessita de uma cirurgia para realizar seu grande sonho de andar igual a todos os garotos de sua idade, sendo que em menos de dez dias foram arrecadados os RS 6 mil necessários, através de divulgação na internet, nas redes sociais e a imprescindível ajuda de uma rádio comunitária local. Esse fato serve para refletirmos sobre o bom uso que podemos fazer dos meios de comunicação, seja para instruir, informar, alertar ou socorrer o próximo, em vez de os usar para difamar, enganar ou praticar crimes. Cabe lembrar que antes da internet toda informação veiculada ao público era conferida por um editor responsável que apurava a veracidade dos fatos. Atualmente cada internauta produz ou repassa as informações que deseja, portanto, é uma tarefa individual avaliar e conferir a verdade em suas publicações, pois serão responsabilizados criminalmente e moralmente por aquilo que publicam. Em suma, cabe a nós decidirmos se postaremos fotos ou vídeos comprometedores que já causaram suicídios de adolescentes ou postaremos informações que auxiliam a construção de um mundo melhor.

Daniel Marques, historiador

danielmarquesvgp@gmail.com

Virginópolis

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SEGURANÇA

Semanas atrás as Forças Armadas em conjunto com a polícia federal realizaram operações nas fronteiras, visando combater o contrabando e o tráfico de drogas e armas. As autoridades ficaram orgulhosas como se tivessem realizado um grande trabalho e esclareceram que se tratava de uma espécie de treino para as ações que serão feitas durante a Copa. Como traficantes e contrabandistas não são bobos, bastará esperarem a passagem dos poucos dias da Copa para retornarem às suas lucrativas e sossegadas atividades. Afinal, este é o País do "fogo de palha" - operações de vigilância e rastreamento nas fronteiras várias vezes foram anunciadas com estardalhaço, para depois serem abandonadas por motivos prosaicos, como falta de verba para combustível .

Nestor Rodrigues Pereira Filho

rodrigues-nestor@ig.com.br

São Paulo

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PEÇO A PALAVRA

A Polícia Militar matou cinco bandidos que infernizavam um bairro da cidade de Ribeirão Preto. A prefeitura cancelou as festas juninas que aconteceriam em todas as escolas municipais. Se os bandidos tivessem assassinado cinco policiais militares, as festas também seriam canceladas? Com a palavra, as autoridades - as autoridades públicas, não as do tráfico.

Moacyr Castro

jequitis@uol.com.br

Ribeirão Preto

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É PARA APLAUDIR

Os 28 Focas agraciados no 4º Curso Estado de Jornalismo Econômico, e que participaram da edição do caderno exclusivo para esses jovens jornalistas publicado pelo "Estadão", deram uma demonstração inequívoca do grande talento que carregam para esta nobre atividade de informação. Coisa de gente grande! Parabéns a todos! E em especial para o "Estadão" que há muito zela pela formação de novos profissionais de jornalismo.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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Muito bom o caderno do último Sábado, desvendando os números sempre obscuros do desemprego no Brasil, tendo como base o Pnad (Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios). Destaca-se a entrevista de Alexandre Dall'Ara, R.O e V.M com o Ministro do Trabalho e Emprego Manoel Dias, que saiu-se com respostas evasivas nas questões mais intrigantes. O título e conteúdo da página seguinte são também muito relevantes: "Que emprego é esse?".

Alberto Bastos Cardoso de Carvalho

albcc@ig.com.br

São Paulo

 

 

 

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