Fórum dos Leitores

'A ANTIUTOPIA PELEGA'

O Estado de S.Paulo

25 Junho 2014 | 02h07

Magistral!

Como fervoroso defensor da meritocracia, em raríssimas ocasiões ousei usar esse termo, eis que não sou dado ao elogio fácil senão em razão da qualidade. Pois outra palavra não me ocorreu ao ler o brilhante e corajoso artigo A antiutopia pelega (23/6, A2). A forma como Fernão Lara Mesquita sintética e didaticamente descreve os turvos caminhos utilizados pelo lulopetismo e seu sindicalismo de resultados, em que o que importa é o poder pelo poder a qualquer preço, é irrepreensível. E o encaminhamento final, deixando claros as reviravoltas e o contorcionismo que a desgastada máquina governista está sendo obrigada a fazer para garantir sua sobrevivência, mostrando as garras rumo a um definitivo governo bolivariano com toques bolcheviques, tudo sob o manto ilusionista de uma democracia direta e um controle sobre a "mídia comprada", em que o articulista convida o leitor a uma meditação, é notável. Que esse artigo sirva de farol à população enfeitiçada por benesses e óbolos governamentais, mudando o rumo e levando este majestoso transatlântico chamado Brasil a portos mais seguros.

PERCY CASTANHO JUNIOR

presidencia@clubedoscompositores.com.br

Santos

Lembro-me de Paulo Francis dizer na década de 1980 que o Congresso estava sentado sobre o progresso do País. E, infelizmente, não saímos (ou, se saímos, foi por pouco tempo) dessa situação. O PT, que se autoproclamava o partido da esperança, aliou-se ao que há de mais retrógrado na política brasileira e só sobreviveu à custa da mistificação e da cooptação. Pretende sobreviver nessas bases, agora acrescidas de ameaças concretas a quem discorda de seus postulados. O Brasil da meritocracia é a única possibilidade de sairmos desse caldo de cultura do ódio e do engodo. Obrigada, Fernão Lara Mesquita, por honrar a memória de seu pai: nestas horas, temos de assumir posições claras e exortar as pessoas a se responsabilizarem por suas escolhas.

TEREZA SAYEG

tereza.sayeg@gmail.com

São Paulo

APOSENTADORIA

Fim da era Sarney?

Uma notícia auspiciosa, confirmada ontem pelo próprio: o senador José Sarney (PMDB-AP), seguramente o mais influente de todos os políticos brasileiros e com 60 anos de militância na área, não disputará novo mandato no Senado. Mas sempre é bom lembrar que em outras oportunidades Sarney fez o mesmo anúncio e depois desistiu de desistir. Já vai tarde!

EDGARD GOBBI

edgardgobbi@gmail.com

Campinas

Placar geral

Enfim uma boa notícia na política: depois do anúncio da saída de Joaquim Barbosa do Supremo Tribunal Federal e de Pedro Simon do Senado, é a vez de Sarney. Que sirva de inspiração a tantos outros que estão no Senado, na Câmara e em todas as esferas de poder neste país. Placar geral: bons nomes da vida pública 2 x 1 políticos indesejados.

ROBERTO SARAIVA ROMERA

robertosaraivabr@gmail.com

São Bernardo do Campo

Notícias atrasadas

Ao lado de Dilma Rousseff, José Sarney foi vaiado no Amapá (por que será, hein?). E anuncia que não disputará mais eleições, vai se aposentar para ficar no Maranhão ao lado da esposa. Essas notícias estão atrasadas pelo menos 20 anos. Cai fora, Sarney!

J. PERIN GARCIA

jperin@uol.com.br

São Paulo

Despedida tardia

Para quem permaneceu mais tempo que Fidel Castro em cargos políticos, como Sarney, mesmo que tardia o Brasil agradece a sua despedida, pois seus métodos e atuações não nos permitirão lembrá-lo com alegria ou gratidão. O caro senador creia-nos, sua ausência preencherá uma grande lacuna. Que seu exemplo seja adotado por tantos outros com prazos mais que vencidos.

JOÃO BATISTA PAZINATO NETO

pazinato51@hotmail.com

Barueri

Sinal de naufrágio

Na última eleição para o Senado, Sarney concorreu pelo Amapá, talvez o mais pobre dos Estados brasileiros, mais pobre ainda que o Maranhão, onde a família Sarney manda e desmanda. E anteontem, depois de ser vaiado no Amapá, em companhia da presidente Dilma Rousseff, Sarney anunciou que não vai concorrer ao Senado de novo, afastando-se da vida pública. É como diz o dito popular, ao primeiro sinal de naufrágio os ratos abandonam o navio.

JOSÉ CARLOS DEGASPARE

degaspare@uol.com.br

São Paulo

Ostracismo político

Quando um cidadão que já cumpriu o honroso mandato de presidente da República se presta ainda a concorrer, e por várias vezes, a cargos eletivos de menor importância do que aquele é porque não entendeu ou não respeitou a magnitude do posto que ocupou no Palácio do Planalto. Esse é o cidadão maranhense José Sarney, que, aos 84 anos, acaba de desistir de disputar novo mandato de senador. Se esse mesmo Sarney que há décadas domina a política em seu Estado, um dos mais pobres e socialmente injustos do País, desse aos brasileiros o mesmo exemplo de Fernando Henrique Cardoso - que após cumprir dois mandatos de presidente preferiu, como grande estadista que é, fazer palestras mundo afora levando mensagens importantes sobre a sua rica experiência política - teria colaborado muito mais com a Nação. Mas a vaidade e a vocação coronelista falou mais alto e ele seguiu se candidatando ao Senado, mas não mais por seu Estado, porque até o povo maranhense não acreditava mais nele, e sim pelo paupérrimo Amapá - e há denúncias de que se elegeu lá em troca de cestas básicas... Estrepitosamente vaiado em Macapá, Sarney cai no ostracismo político e se despede melancolicamente da vida pública. Fica aí uma lição para outro ex-presidente já em ritmo decadente também, que nestes últimos anos, desprezando o cargo que ocupou por dois mandatos, entre ameaçar a livre imprensa, destruir a eficiência da Petrobrás, não desenvolver este país de forma adequada, usar os recursos públicos para orgia de seus camaradas e aliados, ainda se deu ao direito de proteger os corruptos do mensalão, "lixando-se" literalmente para a ética. Não é mesmo, Lula da Silva?

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

CONTROLE DA MÍDIA

O sofá

Não é a mídia que está errada ao noticiar malfeitos. Errado está quem os faz. Controlá-la é o mesmo que, a exemplo da velha piada, vender o sofá.

M. DO CARMO Z. L. CARDOSO

mdokrmo@hotmail.com

Bauru

*

COPA DO MUNDO

Esta Copa está muito estranha. Os grandes clubes europeus foram os primeiros a ser eliminados. Ontem a minha Itália perdeu para o Uruguai e o jogo da Inglaterra ficou no 0 x 0. Espanha e Portugal também não tiraram o sono de ninguém. O Brasil, até agora, mostrou um jogo fraco e, se ganharam de Camarões, foi por pura sorte. Espero que no jogo de sábado não role um “apito amigo” a favor da seleção brasileira e que a partida seja justa, sem acordo$.

Adriana Aulisio

aulisiodri@gmail.com

São Paulo

*

COPA DA ZEBRA

Adiós, España! Bye, England! Arrivederci, Italia! A eliminação precoce dos campeões mundiais ainda na primeira fase faz deste Mundial uma grande zebra. E segue a Copa das Copas.

J. S. Decol

decoljs@globo.com

São Paulo

*

URUGUAI CLASSIFICADO

Será que está pintando outra final Brasil x Uruguai no Maracanã? Haja coração!

Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br

São Paulo

*

BRASIL CLASSIFICADO

Apesar do primeiro tempo sofrível, quando só a genialidade e os dois gols de Neymar Jr. nos salvaram, o Brasil melhorou bem na segunda etapa e goleou o fraco Camarões por 4 a 1, garantindo o primeiro lugar do grupo. Paulinho e Daniel Alves estão muito mal e devem ser sacados do time. Fernandinho, Ramires e Maicon são boas opções e devem ser titulares contra o Chile, nas oitavas de final. Fred desencantou e fez o seu primeiro gol na Copa. Fernandinho entrou muito bem e fechou o marcador. Neymar é craque, faz uma grande Copa e já é o artilheiro do Mundial, com 4 gols. Vamos passar pelo bom time do Chile, no Mineirão, no sábado, mas temos de jogar mais e melhorar a cada jogo. Rumo ao sonhado hexa!

Renato Khair

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

*

APITO AMIGO

Foi goleada a vitória da seleção brasileira sobre a República dos Camarões? Nada de espetacular, até o bicampeão da série B desfalcado ganharia. Alguma dúvida? Chato é ficar em primeiro lugar do grupo A por causa do apito amigo. Explicando: o gol de pênalti inexistente dado pelo árbitro japonês, a favor da nossa seleção, no jogo contra a Croácia; e os dois gols legítimos anulados pelo colombiano assistente do árbitro que seriam a favor do México, também contra a República dos Camarões, confirmando a vitória mexicana por 1 a 0, quando o certo seria 3 a 0. Invalidados os “erros”, a seleção brasileira seria a segunda colocada do grupo A e, pelo saldo de gols, teria de jogar contra a Holanda. Do que nos livramos? Dizem que os palpites de Pelé são sempre “bola fora”, mas ele alertou que a seleção do Chile está muito bem e poderá nos surpreender no próximo sábado. Agora não tem escolha, é vencer ou vencer!

Luiz Dias

lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

*

PRÓXIMA FASE

Estaríamos prontos para as oitavas de final? Chegamos lá, mas falta muita coisa. Outras equipes estão vencendo e convencendo, mas nós, a meu ver, estamos longe disso. Paulinho esqueceu seu belo futebol, não marca nem passa e seu setor fica desguarnecido. Fernandinho mudou o jogo, ainda bem. Será reserva no próximo? A sorte nos ilumina, mas Felipão enxerga isso? Neymar fez a melhor partida com a amarelinha, sem medo, driblando, passando e marcando duas vezes, esteve brilhante. Nossos laterais são fraquíssimos, Marcelo perdeu a bola no início da jogada do gol adversário e Daniel Alves não conseguiu marcar. Convenhamos, as laterais são o caminho. Jogadores atuando mal e pifiamente, repetidamente, atrapalham mais do que ajudam e, a despeito do golzinho do badalado e queridinho dos cariocas, Fred é um deles.

Julio Jose de Melo

julinho1952@hotmail.com

Sete Lagoas (MG)

*

HERÓI BRASILEIRO

Fred o novo herói brasileiro. Cavador de pênalti e fazedor de gol impedido. Mas brasileiro gosta, não é?

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

*

BELA FRITURA

Na disputa de segunda-feira, a seleção brasileira, com o auxílio do chef Neymar Jr., por 4 a 1 fritou a óleo e alho, com casca e tudo, a seleção crustácia  dos camarões, dando mais um passo para a conquista de tão almejado campeonato do esporte breão. Vamos em frente!

Antonio Brandileone

abrandileone@uol.com.br

Assis

*

CAMARÕES FRITOS

Eu estava errado quando afirmei que Camarões “estava mais quebrado que arroz de terceira”, porque está pior. O jogo serviu de teste, sim, mostrou que a defesa brasileira, se apertar, confessa.

Laércio Zanini

arsene@uol.com.br

Garça

*

CONFIANÇA

Aos 22 anos, Neymar Jr. chega à Copa com missão de ser o cabeça do Brasil. Melhor em campo no duelo entre Brasil e Camarões, Neymar chamou a responsabilidade para si e mostrou que o Brasil pode confiar nele.

José Ribamar Pinheiro Filho

pinheirinhosb@gmail.com

Brasília

*

FALTA DE CRIATIVIDADE

Tenho ouvido muitas reclamações de que a torcida brasileira anda sem imaginação e não tem entoado, nos estádios da Copa, nada mais original do que o famigerado e chatíssimo “eu sou brasileiro, com muito orgulho...” etc. Por que, então, não adotar, em todos os estádios, o grande hit do momento: “Ei, Dilma, vtnc!”?

Marcello Menta Simonsen Nico

mentanico@hotmail.com

São Paulo

*

CAMPEÕES

Por que os brasileiros querem ser campeões de futebol, se nós já somos campeões na falta de hospitais, na falta de escolas, campeões na falta de segurança e, finalmente, campeões de corrupção?   Pobre país!

                                                                                                                                                                                                                                                                   Francisco Jose Cárdia

fra.cardia@hotmail.com

São Paulo  

*

A COPA

A seleção do Brasil passou de fase. O PT ainda respira.

Marcos Catap

marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

*

PROMESSAS ELEITORAIS

Promessas irrealizáveis já começam a ser expostas pelos agora candidatos à Presidência da República: o “novo ciclo” da candidata Dilma Rousseff promete fazer agora o que prometeu, e não cumpriu, na campanha anterior - e diz que não o fez porque “eles” não deixaram “a gente fazer” o que deveria ser feito. A “lenda viva” é um espectro a rondar o futuro das eleições. Não tem no coração ódio ou rancor, diz, apesar das torturas sofridas na ditadura (ainda insistem nesta mesma nota?). Aécio Neves receber  apoio do PTB (de mensaleiros condenados) é até compreensível dentro do quadro caótico e interesseiro da nossa campanha política orientada por marqueteiros para quem minutos de televisão são mais importantes do que coerência. Alguma coisa nova tem de acontecer, pois continuar como está  não é possível!

Décio Antônio Damin

deciodamin@terra.com.br

Porto Alegre

*

QUE MUDANÇAS?

Dilma anunciou durante o lançamento de sua candidatura que haverá um “plano de transformação nacional” como eixo de um novo governo petista sob o slogan Mais Mudança,  pedindo mais quatro anos na Presidência. Em meio ao caos que tem vivido a cidade de São Paulo, alvo da cobiça do PT no comando do governo, com grupos mascarados e hostis promovendo a quebra de agências de automóveis e bancos, além da inflação fora de controle e da corrupção em alta, tudo sob a mais rigorosa complacência federal, pergunto: Seriam essas pretensões da presidente um aviso do que teríamos com mais um governo do PT, a  instalação em definitivo do decreto 8.423 para finalmente colocar o projeto de poder bolivariano em ação?

Peter Cazale

pcazale@uol.com.br

São Paulo

*

NOVOS TEMPOS, VELHAS PROMESSAS

Como acreditar nas velhas promessas travestidas de novas? Recomeço, ajustes, transformações, mudanças, novo salto, melhoras e, principalmente,  reformas “indeclináveis e urgentes” tão importantes e esperadas. Dilma repetiu em seu discurso, na convenção do PT que a escolheu como candidata, as mesmas promessas que fez há três anos e meio, na sua posse na Presidência, e não conseguiu executá-las. Na mesma cantilena, atribuiu a outrem aquilo que foi insucesso em seu (des)governo e nenhuma autocrítica pelas falhas foi elencada. Ela preferiu discursar sobre as desculpas. E puxou o novo lema para a nova campanha: “Mais mudanças, mais futuro”. E, como não poderia deixar de ser, voltou à era FHC e se dirigiu aos militantes afirmando: “Se na eleição do presidente Lula a esperança venceu o medo, nesta eleição a verdade deve vencer a mentira e a desinformação. O nosso projeto de futuro deve vencer aqueles cuja proposta é retornar ao passado”. Isso depois de 12 longos anos com o PT ocupando todos os cargos possíveis e impossíveis da República. Acredite quem quiser nas quimeras da “presidenta” e seu João Santana.

Leila E. Leitão

São Paulo

*

ESPERANÇA X ÓDIO

No PT, a esperança (Dilma) por enquanto venceu o ódio (Lula). Mas o ódio é tinhoso e a esperança tem de se cuidar até as eleições, pois o ódio sabe que seu tempo está acabando. Te cuida, esperança (Dilma).

Renato Pires

repires49@gmail.com

Ribeirão Preto

*

O DISCURSO DE DILMA

Curiosa a mudança de tom da fala da presidente da República, na convenção do PT que formalizou sua candidatura, que está nas ruas desde que assumiu. Quando a plateia paga seu ingresso, cala-se, para não dizer se esconde, e quer que lembrem que é avó, como se isso conferisse a ela mérito. Canalhas também envelhecem e têm netos. Quando a plateia é paga, criador e criatura soltam a fúria, o rancor, o ódio, e são aplaudidos.

Ana Lúcia Amaral

anamaral@uol.com.br

São Paulo

*

ÓLEO DE PEROBA

Dilma e o PT prometendo tudo o que prometeram em campanhas passadas e não fizeram em mais de uma década. O pior é que ainda há ingênuos para acreditar e muitos bezerros a mamar.

Alessandro Lucchesi

timtim.lucchesi@hotmail.com

Casa Branca

*

O MINISTRO E SEU DIAGNÓSTICO

Em entrevista à “Folha de S.Paulo”, o ministro Gilberto Carvalho alega haver no PT um erro de diagnóstico ao atribuir as vaias a Dilma no Itaquerão à “elite branca” paulistana. Mas não haverá erro maior ainda de diagnóstico do que atribuir à mídia “conservadora” esse desgaste do PT? Que culpa tem a mídia, se ela é obrigada a informar o leitor dos graves atos de corrupção praticados com tanta frequência durante os governos petistas? Afinal, não eram vocês que, com o dedo em riste, tinham na ponta da língua o discurso da ética? E são conservadores agora aqueles que anseiam por mais ética na política? O ministro ainda menciona que a corrupção não foi inventada pelo PT. Isso não foi mesmo, mas foi aperfeiçoada ao máximo, como no mensalão, que pôs em risco a democracia brasileira, o que não foi o caso ocorrido com o que eles convencionaram chamar de “mensalão” tucano, que cometeu crime semelhante aos praticados “ad nauseam” pelos políticos brasileiros. Poupe-nos, ministro. Seu jeito de seminarista em ato de constrição não cola. Não agora, pois não aconteceram antes, nos reiterados episódios de corrupção nem na criação de dossiês falsos contra adversários ou quando orientou a antiga companheira do prefeito assassinado Celso Daniel, quanto à expressão a se apresentar no dia do velório. O povo está revoltado, ministro, pelo grau de cinismo adotado pelo governo durantes estes quase 12 anos no poder central. O povo brasileiro percebeu que foi enganado, seja pobre, rico ou remediado, e merece coisa melhor. Sinceramente, esse é o verdadeiro e único diagnóstico a ser feito.

Eliana França Leme

efleme@terra.com.br

São Paulo

*

‘ELITE BRANCA’

Com 35 anos de trabalho, sustentando alguns governos com meus impostos, consegui, a base de bastante sacrifício, comprar um apartamento e um carro, educar meus filhos e, quando possível, fazer alguma viagem. Na visão do ex-presidente Lula, passei a ser uma “elite branca”. Ao fazer essa afirmação, depois das vaias e dos xingamentos em Itaquera, frutos da enorme insatisfação com o governo Dilma/PT, Lula praticou um ato de racismo, pois ao creditar as vaias à “elite branca”, deixou de lado os pretos, os amarelos e os pardos, como que dizendo que essas raças não são e não poderão ser uma elite. Fica provado o quanto Lula e o PT são discriminatórios.

Olavo Fortes Campos Rodrigues

olavo_terceiro@hotmail.com

São Paulo

*

LENHA NA FOGUEIRA

“Elite branca”?! Por acaso Lula da Silva está querendo incentivar uma luta racial e de classes no Brasil?

Francisco José Sidoti

fransidoti@gmail.com

São Paulo

*

VIGARICE

Primoroso e oportuno o texto de Fernão Lara Mesquita no “Estadão” de segunda-feira (“A antiutopia pelega”, 23/6, A2). O ex-presidente Lula, boquirroro, sempre que se vê acuado por causa das próprias trapalhadas ou as do seu partido PT, saca da cartola o velho discursinho safado e malandro de luta de classes, do “nós” contra “eles”, “ricos” contra “pobres”, “elite branca” e outras vigarices meticulosamente ensaiadas para tentar angariar votos dos ingênuos, incautos ou ignorantes.

Paulo Ribeiro de Carvalho Jr.

paulorcc@uol.com.br

São Paulo

*

PELEGOS E SANTOS

O “Estadão” está de parabéns  pela sua seleção de colaboradores. Na edição de 23 deste mês, em sua página A2, os excelentes Fernão Lara Mesquita, jornalista, e o dr. Carlos Alberto Di Franco, professor, brindam-nos com comentários que se complementam. O primeiro desnudando a evolução canhestra deste maravilhoso país,  carente de líderes cívicos, mas recheado de políticos demagogos, cujos interesses pessoais sempre estiveram acima dos nacionais. O segundo, professor Di Franco, destacando a imperiosa necessidade da busca da verdade, principalmente nos meios de comunicação, que não devem se contentar apenas com as versões que se contradizem, posicionando-se na apreciação dos  acontecimentos. Jornalismo este imprescindível para a educação de um gigante como o Brasil, sem o qual as liberdades individuais acabam usurpadas pelos chefes de plantão. Portanto um deles radiografa o país no qual o mérito cedeu lugar ao compadrio e o outro ilumina a vereda da salvação.  

Antonio C. Gomes da Silva

acarlosgs@uol.com.br

São Paulo

*

BANDEIRAS

O que distingue um jornal de outro é o conteúdo de seus artigos, a profundidade filosófica de sua proposta, itens que no “Estadão” se encontram e sobejam. Li, com verdadeira fascinação, dois artigos, ambos na página A2 de segunda-feira: “A antiutopia pelega” e “Santo da liberdade e do cotidiano”. O primeiro, de Fernão Lara Mesquita, e o segundo, do professor Di Franco. Verso e reverso duma só proposta. Em um, o que tem de ser evitado a todo custo, ali demonstrado com lastimosa evidência a perversidade da proposta “lulopetista”; no outro, a rota que deve ser seguida, para qualquer seja o embate que se nos defronta, sejamos sempre vencedores, pois a religião é a porta do paraíso, diz-nos com profundo saber São Josemaria. Ambos, como bombas que arrebentam em dia de jogo, causam no leitor profundas reflexões sobre o acertado das duas propostas. Por esses alertas trazidos no “Estadão”, já temos chegado a duas conclusões certeiras, uma de ordem coletiva: qual será (com nosso voto) nossa influência na sociedade; e outra, introspectiva, voltada para nós mesmos. A proposta de ordem coletiva, sobre o que deveremos fazer nas próximas eleições, para um país melhor, mais justo; e a de ordem particular, qual nosso rumo de vida. Eis as duas bandeiras levantadas, a nos indicar o porto seguro, quais sejam os embates que nos esperam. Que sob elas se agrupem as multidões.

Antonio Bonival Camargo

bonival@camargoecamargo.adv.br

São Paulo

*

ASNEIRA

Fui criado por uma senhora negra e sou descendente de europeus, de pele bem branca. Jamais passaria em minha cabeça, como brasileiro que sou, que ainda um dia teríamos a divisão de classes e cores, como tão enfatizado por Lula. Trabalhei durante muitos anos numa montadora e sei como funciona, ou melhor como não funciona, a cabeça dessa pessoa. A lição de vida aprendida como minha mãe preta fez de mim uma pessoa que jamais distingue  as classes e cores das pessoas, e é o que falta para muita gente que está neste governo. Que Lula pense nas suas origens e pare de falar asneiras.

Hans Dieter Grandberg

h.d.grandberg@terra.com.br

Guarujá

*

PT AUTORITÁRIO E DESNORTEADO

No Brasil os “operários” no poder ficaram ricos, mas amedrontados diante dos riscos da alternância de partidos políticos no governo. Esse é o problema. Assustados e desorientados, estão colocando as mangas de fora: controle da mídia, sovietes, divisão de classes, etc. O desespero começou quando a “elite branca” começou a apoiar a autonomia dos poderes presente nas atitudes isentas do negro Joaquim Barbosa e agravou-se agora, com a constatação de que as camadas de baixo juntaram-se à classe média, para “saudar” - nos termos que entende - a “presidenta”. Foi o fim! Para acabar com isso, só mesmo o patrulhamento ideológico das listas negras de jornalistas, artistas e opositores, como muito bem lembrou João Bosco Rabello no seu excelente “Roteiro autoritário” (22/6, A9). Melhor que isso - para eles -, só mesmo o paredão cubano! Ah, mas isso está fora de hora...  

Nilson Otávio de Oliveira

noo@uol.com.br  

Valinhos

*

PARA CIMA ‘DELES’

Em mais um lance de truculência bolivariana, o vice-presidente petista publicou texto no site do partido em que incentiva a agressão (inclusive física) contra jornalistas e humoristas que são críticos do mar de lama que o partido instalou no País desde 2003. Segundo ele, estes que não se calam diante de uma gestão corrupta e calamitosa, ou que não rastejam por verbas públicas, são “inimigos dos pobres”, uma afirmação criminosa e estúpida, ao estilo do “capo de tutti capi”. Gostaria que esse desequilibrado respondesse se a amante quadrilheira que praticava tráfico de influência dentro do governo em favor de bilionários também estava trabalhando pelos pobres. Penso que todos os profissionais que lutam para preservar a decência no exercício do jornalismo deveriam alertar contra a investida autoritária dos petistas, assim como já fez a influente organização internacional Repórteres Sem Fronteira.

José Benedito Napoleone Silveira

nenosilveira@aim.com

Campinas

*

NADA É PARA SEMPRE

Mais do que nunca, interessa aos petistas a regulação da mídia, que para bom entendedor é a censura mesmo. Estamos assistindo à agressividade do PT, que aos poucos está se revelando um partido igual ou pior que os demais. Seria muito importante aos partidos, todos, sem exceção, observarem o resultado da pesquisa CNI/Ibope publicada em 20 de junho, que mostra que 26% dos eleitores não estão interessados nas próximas eleições. Foram tantos anos de mentiras e promessas despejadas na cabeça do cidadão que, quando ele acorda, vê que suas necessidades continuam as mesmas, a sensação é de desalento e revolta. Triste saber que mais da metade dos parlamentares respondem a processos na Justiça - o caso mensalão deixou o PT de joelhos perante a sociedade, militantes ameaçam o presidente do STF de morte, a corrupção na Petrobrás, o superfaturamento da refinaria Abreu e Lima, ameaças a jornalistas que não compactuam com a ideologia do PT, sem contar que o governo atual, no poder há quase 12 anos, está mais parecido com governos ditatoriais da Venezuela e de Cuba. O que o PT queria, que o povo continuasse de olhos fechados? O governo Dilma corroborou para que as máscaras do partido caíssem. Felizmente, parece que se desenha no ar o fim de uma era perversa e danosa ao País. Graças a Deus, nada é para sempre.

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

*

AS SONORAS VAIAS

A presidente Dilma não precisa de inimigos para avaliar o seu governo. Basta conservar o ministro Gilberto Carvalho como seu fiel escudeiro. Perdeu-se a oportunidade de ficar calado. Lembramos ao ex- presidente Lula que para roubar a Petrobrás não se exige título universitário.

Roberto Marques de Oliveira

rodmarestoni@gmail.com

Paraguaçu Paulista

*

DE ONDE VÊM AS OFENSAS

A presidente Dilma está transferindo para o PSDB e para a imprensa toda a responsabilidade pelas ofensas recebidas, principalmente nas arenas da Copa. Ela se faz de desentendida, ou o “criador” está por trás orientado, em vez de reconhecer o péssimo governo.

Wagner Monteiro

wagnermon@ig.com.br

São Paulo

*

INCOERENTES

“PSB de Campos ignora tese da 3.ª via e se alia a PSDB em São Paulo e PT no Rio”, informou-nos o “Estadão” de 21/6 (página A4). Em outras palavras, para esse partido - fundado por Miguel Arraes -, esdrúxula mistura de marxismo e coronelismo, coerência ideológica e consonância programática são detalhes sem importância e dispensáveis na busca do poder.

Tibor Rabóczkay

trabocka@hotmail.com

São Paulo

*

PTB MAIS PERTO DE AÉCIO NEVES

Foi só o barco começar a afundar que muita gente já pensa em mudar-se de barco.

Virgílio Melhado Passoni

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

*

TESTE DE POPULARIDADE

Aécio quer ir ao Mineirão no sábado assistir ao jogo do Brasil. Ótima oportunidade para testar  a sua popularidade.

Robert Haller

robelisa1@terra.com.br

São Paulo

*

BALAIO DE GATOS

As convenções partidárias vão definindo os nomes para a disputa das próximas eleições. E um fato chama a atenção em todas elas, ou seja, as composições em cada Estado. Para o eleitorado menos informado, fica difícil explicar alguns acertos. Em São Paulo, por exemplo, é um “balaio de gatos”. O que não é nada positivo para a classe política, já tão desgastada.

Uriel Villas Boas

urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

*

CPI DA URNA ELETRÔNICA

Eis exemplo de país com inegável tradição democrática, a França, que usou urnas eletrônicas em alguns locais de votação nas recentes eleições municipais e europeias. O jornal “Le Canard Enchainé”, em sua edição de 7/5/2014, denuncia as “máquinas de fraudar” e senadores franceses questionam a operação eleitoral. Recursos administrativos denunciam que a “configuração” das máquinas não tenha sido realizada publicamente. No Brasil é? Pesquisador denuncia que basta inserir na urna eletrônica um programa espião, que se autodestrói ao encerramento da votação, para alterá-la. Lembrando que no Brasil se diz que as urnas eletrônicas não podem ser objeto de violação por não estar online, e tal sugestão, singela, preocupa. Àquele que lembrar que tal programa espião deixaria rastro, pergunto se tal averiguação pós-eleitoral é publicamente auditada no Brasil. Já está em tempo de os brasileiros pleitearem e conseguirem homenagear os políticos com a necessária CPI da Urna Eletrônica. Já!

Suely Mandelbaum

suely.m@terra.com.br

São Paulo

*

JOSÉ SARNEY

O ex-presidente e senador José Sarney, na iminência de uma derrota eleitoral próxima, anuncia sua aposentadoria, um dos mais nefandos políticos brasileiros, um dos coronéis da política brasileira, que surfou pela ditadura militar, se embrenhou falsamente na redemocratização do País e, junto com sua família, fez a desgraça de um Estado, o Maranhão, um dos mais pobres do País, com índices de analfabetismo maiores que os da África.

Marcos Barbosa

micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

*

UM ANO DE MUDANÇAS

De alegria e felicidade. Se é verdade que o mui digno, probo e..., o senador da República dr. José Ribamar Ferreira de Araujo Costa, o imortal, mais conhecido por José Sarney desistiu de candidatar-se, ufa! Não é por questões pessoais ou pela idade avançada (84 anos), é porque jamais seria eleito pelo voto popular no Amapá, muito menos no Maranhão e em nenhum outro Estado. Precisa explicar por quê? O que a ignorância de um povo pode trazer e fazer para o País agora já está feito, os reflexos estão no nosso dia a dia. Deixando de lado a “Copa das Copas”, será que podemos dar início às comemorações para 2014? Este ano ficará marcado na história política do Brasil como o começo de uma nova era para o povo brasileiro. Muda, Brasil, antes que seja tarde.

Maria Teresa Amaral

meteresa0409@2me.com.br

São Paulo

*

FORA DE CENA

É com imenso pesar que todos os políticos parasitas (que não são poucos) receberam a notícia de que o censor Sarney não vai mais se candidatar ao Senado. Em 60 anos de vida pública, nem um hospital no nível do Sírio-Libanês, de São Paulo, onde ele e a família se tratam, construiu no Maranhão, Estado de que ele se aproveitou tanto nesses anos, onde até uma ilha comprou. Já vai tarde!

Antonio Jose Gomes Marques

a.jose@uol.com.br

São Paulo

*

APOSENTADORIA

Aqui jaz Jose Sarney. Deixa filho, filha e genro, todos na política.

Antonio Acorsi

acorsi.antonio@gmail.com

Jundiaí

*

O FIM DO FORO PRIVILEGIADO

Querem acabar com o foro privilegiado. Quem quer? Deputados federais, senadores e ministros de Estado. Reside no óbvio esse querer. Se o processo do mensalão levou uma década para ir a julgamento, o que acontecerá - quanto, quanto tempo? - com os processos dessa mesma natureza que forem ajuizados para julgamento pela primeira instância com direito a recursos para a segunda instância, para a terceira instância e para a quarta instância? Com uma Constituição analítica como a brasileira, não faltará fundamento constitucional para fazer o processo chegar até o Supremo Tribunal Federal (STF), a quarta e última instância. Neste ponto, em se tratando de processo crime, certamente estará prescrita a eventual possibilidade de punição. Enfim, extinguir o foro privilegiado é pizza na cabeça. A solução que está sendo alvitrada, de encaminhar o julgamento desses processos para uma (são duas) das turmas do STF, já afastará a alegação de inexistência do direito a um duplo grau de jurisdição, pois mediante recurso adequado da parte interessada, ou determinação do ministro relator, poderá a questão vir a ser submetida ao plenário do tribunal.

Pedro Luís de C. Vergueiro

pedrover@matrix.com.br

São Paulo

*

DESCRENÇA

Mesmo a maioria dos líderes do Congresso Nacional defendendo o fim do foro privilegiado, temos nossas dúvidas de que essa iniciativa benéfica aos bons costumes prospere. A nosso entender, é um privilégio que não faz o menor sentido, pelo contrário, é caminho que pode facilitar a prática de atos ilícitos por quem se beneficia dele. Como se trata de uma prerrogativa constitucional, será muito difícil que deputados, senadores e outras autoridades prescindam desse privilégio. Aguardemos, porém com certa descrença, que o fim do foro privilegiado seja extinto pelos nobres parlamentares.

Francisco Zardetto

fzardetto@uol.com.br

São Paulo

*

DEMOCRACIA X DITADURA

Observando os comportamentos dos dois sistemas de governo, ditadura militar e democracia, pouco se nota no que se refere aos resultados práticos para o dia a dia da população, sobretudo nas questões das escolhas dos representantes e na hegemonia do Poder Executivo. A independência de Poderes, de que fala a Constituição, transformou-se numa falácia. O Poderes Legislativo e Judiciário estão de joelhos diante do Poder Executivo. O toma lá da cá tornou-se uma ferramenta eficaz para manter uma espécie de ditadura disfarçada de democracia. Duas mudanças são fundamentais para aperfeiçoar o sistema atual: implementar a perda do mandado legislativo ao senador ou deputado que passar para o Executivo e eleger os ministros do Supremo Tribunal Federal pelo voto direto da população.

Mário Negrão Borgonovi

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

*

AERUS E POUPADORES COM PRESSA

Ao ser investido na relatoria do processo n.º 470, do mensalão, o ministro Luiz Roberto Barroso afirmou que “preso tem pressa”, deixando nas entrelinhas que os apenados pelo STF podem ficar tranquilos quanto às suas pretensões. Senhor ministro, os velhinhos do Aerus, os poupadores tungados da poupança também têm pressa, ou a tática do governo é esperar que morram? Aqueles que têm precatórias para receber, os poupadores que nos planos Collor, Sarney e Verão guardaram suas economias nos bancos também têm pressa, senhor ministro. Por que os velhinhos da Aerus e das cadernetas não têm o seu pleito resolvido pelo STF? Muito simples: porque o governo, quando estatais são envolvidas nesse acerto de contas, esse acerto vai para as calendas gregas.

Jair Gomes Coelho

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

*

EQUÍVOCO

Pressionado pela imprensa golpista, o ministro Luiz Roberto Barroso não teve tempo de falar sua mais recente frase de modo completo. O que ele na verdade quis dizer foi: quem está preso e é do PT tem pressa, o resto é o resto.

Geraldo de Paula e Silva

geraldodepaula@ibest.com.br  

Teresópolis (RJ)

*

ESCALADA DO PLANO DE SAÚDE

Possuo, juntamente com minha esposa, plano de saúde Sul America administrado pela Qualicorp Administradora de Benefícios, e a referida empresa informa que a partir de julho de 2014 o plano será reajustado em 17,36%. No ano de 2013, já havia sido reajustado em mais de 15%. Pergunto: Como um aposentado, que tem reajustes de menos de 7% ao ano, pode acompanhar essa escalada? Onde estão os órgãos governamentais, que nada fazem para coibir os desmandos dessas operadoras de saúde?

Carlos K. Higuchi

ckenro05@gmail.com

São Paulo

*

OS REIS DA COCADA PRETA

O “Estadão” de segunda-feira (23/6) abordou com propriedade, em seu editorial “A ética dos invasores”, a escalada de invasões de propriedades públicas e privadas nas grandes capitais. Exemplifica o editorial com duas invasões, uma delas a do edifício onde se localizava o Othon Palace Hotel, no centro da nossa cidade, pelo denominado Movimento da Luta pela Moradia Digna. E pasmem: “para pressionar a Prefeitura a passar os integrantes da entidade na frente das pessoas que já estão cadastradas na lista de espera dos programas de habitação”, conforme explica o editorial. Tem, neste caso, o agravante de o prédio em questão estar sendo reformado pela Prefeitura, para abrigar a Secretaria Municipal de Finanças e Desenvolvimento Econômico, com o criminoso objetivo, evidente para mim, que essa tática dos denominados movimentos que reivindicam moradias populares só ocorre sob a certeza da impunidade e complacência dos nossos governantes. Para corroborar a assertiva do jornal, ainda na mesma edição, no caderno “Metrópole”, fomos informados de que o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) ameaça uma nova ocupação a cada semana em que o Plano Diretor não for votado. E para termos certeza de tais ameaças, invadiram uma grande área no Morumbi na madrugada de sexta-feira e, 12 horas depois, já havia 600 barracos. No caso de São Paulo, o MTST e outros movimentos assemelhados estão à vontade, uma vez que o nosso demagogo prefeito incentivou tais movimentos pessoalmente, inclusive recomendando aos seus participantes que fossem pressionar os vereadores da capital. Ora, tais procedimentos já não se enquadram num regime democrático, e, sim, numa rebelião, em que seus interesses se sobrepõem aos de toda a sociedade. Se existem grandes áreas ociosas na cidade, ou mesmo edifícios, por pura especulação das construtoras e particulares, então estas devem ser desapropriadas pela Prefeitura, e não invadidas por qualquer pessoa que se acha o “rei da cocada preta”, como nos ensinaram os filósofos do samba Délcio Carvalho e Bezerra da Silva. Podem, é claro, pressionar o poder municipal de várias maneiras, mas jamais martirizando a população paulistana, atravancando as nossas vias públicas. Cabe ao poder municipal definir quais áreas devem ser desapropriadas e as suas destinações, levando em conta não só o déficit habitacional, como também o grande déficit da área verde da cidade. Afinal de contas, a cada ano morrem mais de 4 mil paulistanos vítimas da poluição do ar, resultado das invasões e destinações indevidas em áreas de preservação ambiental.

Gilberto Pacini

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

*

PLANO DIRETOR

Se  é para liberar geral a construção de espigões em quase todos os quarteirões da cidade, São Paulo não precisa de um Plano Diretor. Basta entregar a administração  municipal ao Secovi-SP de uma vez. E nossos frágeis vereadores deveriam ceder seus lugares aos sócios-gerentes das maiores incorporadoras locais. Assim ficaria mais fácil destruir o pouco que resta da já sofrível qualidade de vida de São Paulo.

Ricardo Haroldo Ribeiro

rharoldo@ig.com.br

São Paulo

*

OS ATAQUES CESSARAM

Depois de denunciadas as ligações perigosas dos petralhas dos transportes da Prefeitura de São Paulo com o Primeiro Comando da Capital (PCC), os ataques aos ônibus cessaram. Foi acordo por uma trégua durante a Copa e depois retomam para a eleição, ou criaram vergonha na cara mesmo?

Nelson Pereira Bizerra

nepebizerra@hotmail.com

São Paulo

*

LIBERDADE PARA OS BADERNEIROS

Leio nas cartas dos leitores publicadas em 21 de junho corrente que todos estão indignados com as últimas badernas ocorridas em São Paulo. De um modo geral, os leitores tendem a responsabilizar o governador do Estado, o comando da Polícia Militar e o secretário de Segurança. Entretanto, ninguém deu qualquer sugestão às autoridades citadas sobre como agir em tais situações, simplesmente porque todos sabem que para combater violência é preciso violência e meia, ou seja, é preciso que a polícia esteja autorizada a “baixar o cacete” nos baderneiros, prender tantos quantos for possível e proibir que os advogados de porta de xadrez os soltem tão logo cheguem às delegacias. Mas tais providências são, no momento, politicamente incorretas, não é? Se nem os leitores têm coragem de dizer isso, muito menos as autoridades supracitadas.  Portanto, liberdade para os baderneiros!

Ronaldo Gabeira Ferreira

rgabeira@terra.com.br

Rio de Janeiro  

*

É OBRIGAÇÃO DA PM  

Estranha a afirmação do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, de que vai reprimir atos de vandalismo. Aliás, não somente é a obrigação da polícia reprimir qualquer ato de vandalismo contra o patrimônio público por estes delinquentes que têm vagado pelas ruas e avenidas propositalmente em horários de pico só para infernizar a vida dos trabalhadores, como deve também advertir duramente o acordo que o alto comando da Polícia Militar (PM) fez com o Movimento Passe Livre (MPL), para que o policiamento fosse feito a distância durante a manifestação da última quinta-feira. Um absurdo! E o resultado dessa irresponsabilidade da direção da PM é que esses baderneiros se juntaram aos membros dos black blocs, depredaram agências bancárias e danificaram 12 carros de luxo de uma concessionária de automóvel na capital, causando prejuízos de mais de R$ 3 milhões. Será que, depois de exato um ano de badernas que ocorrem em São Paulo, a PM não aprendeu que sua função é reprimir qualquer ato de um cidadão que esteja ferindo as leis e a tranquilidade pública? E para tal precisa de autorização do governador?

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

*

CONLUIO CONTRA A SEGURANÇA PÚBLICA

A segurança pública é responsabilidade dos Estados. Dito isso e considerando a série de manifestações predatórias e violentas pelos black e white blocs, me ocorreu a eventual existência de um conluio entre os lulopetistas e o PCC com a finalidade de desmoralizar o governador Geraldo Alckmin. Como já vimos em episódios anteriores, o PT é capaz de qualquer ação, por mais imoral que seja, para continuar no poder.

José Sebastião de Paiva

jpaiva1@terra.com.br

São Paulo

*

AINDA OS CONSELHOS POPULARES

Ditador de plantão na Venezuela, o “estadista” Nicolás Maduro demitiu o todo-poderoso ministro do Planejamento, chamado por Hugo Chávez de professor, Jorge Giordani, um dos idealizadores da política econômica que gerou inflação, escassez e aumento da criminalidade, o que levou às manifestações populares, reprimidas com violência, e à prisão de opositores. Na Argentina, nossa “hermana” Cristina Kirchner ameaçou novamente aplicar o calote internacional. Não satisfeitos com os exemplos indiscutíveis do fracasso do “bolivarianismo”, por nossas bandas o governo insiste no Decreto 8.243, uma forma disfarçada de mais uma tentativa de perpetuação no poder. Assim como afirmam que reina plena liberdade em Cuba e na Venezuela, afirmam que os tais “conselhos populares” reforçam a democracia brasileira. Infelizmente eles não aprendem nem com os erros históricos e os mais recentes.

Luiz Nusbaum

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

*

CRISE NO VIZINHO

Li, em 21/6/2014, no caderno “E&N”, que fonte da área econômica brasileira avalia que a crise argentina é um problema localizado sem efeitos que contaminem o Brasil. Discordo, pois fatos passados recentes levam-me a crer que o Brasil será afetado e os exportadores brasileiros serão mais uma vez  prejudicados, pois não terão apoio do governo brasileiro. Falta-lhe coerência política. A Argentina terá muita dificuldade para honrar os 100% dos credores americanos e espero que a Dona Dilma e ministros não queiram fazer bondades com dinheiro alheio, dando o US$ 1,3 bilhão para a Argentina, nem perdoe o seu déficit comercial (nunca se sabe). Que se inspire pelo menos uma vez nos EUA quando tiver de defender os interesses econômicos brasileiros, pois até agora o que vimos foi o Brasil ficar de joelhos perante os seus vizinhos bolivarianos.

Fernando Pastore Jr.

Fernandopastorejr@gmail.com

São Paulo

*

JORNALISTA FLAVIO DE CARVALHO SERPA

O jornal “O Estado de S. Paulo” noticiou a morte de Flávio de Carvalho Serpa. Dei uma longa entrevista a ele para uma matéria publicada pela revista “UnespCiência” em 2010. Impressionaram-me a cultura e a sensibilidade de Flávio Serpa. Foi muito sagaz nas perguntas, sem ser invasivo. Pude sentir a grandeza de sua visão planetária e o seu encantamento pela vida. Lamento a sua perda e solidarizo-me com sua família, com seus amigos e com seus colegas de profissão.

Paulo Affonso Leme Machado, professor de Direito Ambiental na Universidade Metodista de Piracicaba paulo.leme.machado@uol.com.br

Piracicaba

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.