Fórum dos Leitores

CRISE ARGENTINA

O Estado de S.Paulo

01 Julho 2014 | 02h04

Socorro brasileiro?!

Com a economia interna desorganizada e em razão da não quitação de compromissos externos, a Argentina, a exemplo do que fez em 2001, está em via de dar novo calote. Não é papel do Brasil ajudar o país vizinho, a presidente Cristina Kirchner que recorra ao Fundo Monetário Internacional (FMI). É bom lembrar que em passado recente, por causa da desastrosa política intervencionista do governo argentino, as duas maiores empresas brasileiras, Petrobrás e Vale, desfizeram-se de ativos, e com grandes prejuízos (refinaria, postos de combustíveis e potássio), quando a pretensão era mantê-los ou investir mais. Não faz sentido o Brasil, com enormes problemas internos, socorrer financeiramente a Argentina.

HUMBERTO SCHUWARTZ SOARES

hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

Ministros na OEA

Por que os ministros argentinos Axel Kicillof e Héctor Timerman não optaram pela mediação (da crise da dívida) da Unasul?

SERGIO S. DE OLIVEIRA

ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

Fundos 'abutres'

Somente países subdesenvolvidos consideram seus credores agiotas ou abutres. O dinheiro que é emprestado para desenvolver esses países é mal gasto pelos governantes. Usam-no indevidamente, fazendo projetos de rentabilidade e utilização duvidosa. Inflam suas máquinas públicas e praticam corrupção sem precedentes. Seus ministros da área econômica são despreparados e, por conseguinte, incompetentes. E o resultado disso tudo é a incapacidade de saldar suas dívidas. Exemplos dessa combinação predatória, a Argentina e, em breve, o Brasil. Mas é melhor passar por abutre que ser rato.

PAULO HENRIQUE C. DE OLIVEIRA

ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

ELEIÇÕES

Infidelidade e poder

Em Brasília o partido de Gilberto Kassab (PSD) apoia a petista Dilma Rousseff e em São Paulo, o peemedebista Paulo Skaf. Disso podemos concluir que a ideologia partidária toca seus ventos para o lado mais forte do poder. Se não for esse o raciocínio, então o candidato Skaf é mais petista do que o próprio Alexandre Padilha, agora sofrendo o processo de uma debandada geral de todos os "não companheiros". São as nossas alianças que fazem desse casamento político uma completa infidelidade.

YVETTE KFOURI ABRÃO

abraoc@uol.com.br

São Paulo

Leilão

A propósito de mais uma mudança de lado do ex-prefeito Gilberto Kassab, "agora" com Paulo Skaf, não importam o seu idealismo, a fidelidade, o espírito público de servir à população e se pode afirmar que em política, como nos leilões, prevalece o "quem dá mais leva"!

JOÃO MANOEL JODAS

joao.jodas@terra.com.br

Santo André

Alianças partidárias

Num dos seus melhores escritos, a colunista Dora Kramer apontou "a inconsistência dos partidos" em suas alianças contraditórias, se não esdrúxulas, decorrente "de regras e mentalidades que distanciam o sistema representativo de qualquer coisa parecida com representação" (25/6, A6). Esse fenômeno resulta de os partidos girarem em torno de nomes, famílias e grupos de interesse e serem totalmente carentes de ideologia. Consequentemente, é fútil esperar mudanças significativas com os eleitos do sufrágio vindouro. Para sorte dos políticos o eleitor tem memória curta e tende a assumir atitudes emocionais - ainda que isso signifique escolher o "menos pior" (sic).

TIBOR RABÓCZKAY

trabocka@hotmail.com

São Paulo

Falta de ideias

O candidato do PT ao governo de São Paulo, que fez o Mais Médicos (um engodo), não tem propostas para almejar um Estado politicamente avançado. É humilhante para o eleitor paulista ter de ouvir promessas de que com ele o Estado terá mais segurança e mais investimentos hídricos, uma vez que seu partido tem de lutar muito mais para que seus caciques não sejam presos. Os petistas esquecem a seca no Nordeste e a transposição do Rio São Francisco, obra em que gastaram e desviaram tanto dinheiro público e ainda está inacabada, pois, como sempre, começam e não terminam. É uma pena ver um partido que nasceu do clamor das classes populares hoje vivendo nos braços dos banqueiros. Precisa, sim, é de estadistas que honrem nossos votos e bem versem os recursos públicos. Chega desses milagres, votem para o crescimento do País!

NELSON SCATENA

nelson.scatena@hotmail.com

São José dos Campos

Promessas

Eles prometeram e cumpriram. Eu é que não havia entendido. "O petróleo é nosso" (deles); "vamos mudar tudo isso que está aí" (para pior).

NIVEO AURELIO VILLA

niveoavilla@terra.com.br

Atibaia

MUNDIAL DA FIFA

Carimbado

Dizem que a Copa está comprada, mas depois do enorme sofrimento contra o Chile, no sábado, cheguei a uma conclusão: o cheque não tinha fundo!

ALESSANDRO LUCCHESI

timtim.lucchesi@hotmail.com

Casa Branca

Ave, César!

"Vim, vi, venci" - Júlio César, o romano. "Peguei!" - Júlio César, o brasileiro. Viva, Júlio César, os que vão morrer (do coração!) na sexta-feira te saúdam!

EDMÉA RAMOS DA SILVA

paulameia@terra.com.br

Santos

Brasil nas quartas de final

Não foi Júlio César que salvou a pele do Felipão e da nossa seleção, foi o travessão!

ALOISIO A. DE LUCCA

aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

Do que nos livramos

A Holanda, conforme os prognósticos favoráveis da crônica esportiva, venceu o México num excelente jogo de futebol, digno de uma Copa. Também com muita sorte... E está nas quartas de final. Do que nos livramos! Nossa seleção venceu o Chile no dia da "vitória da sorte" e graças ao "apito amigo", segundo comentários. Além do Brasil, já estão nas quartas Colômbia, Holanda, Costa Rica, França e Alemanha - depois de um jogaço com a Argélia. E hoje devem passar Argentina e Bélgica. Que pauleira! Será que o Brasil chega ao hexa? É só esperar até sexta-feira... Vamos continuar torcendo!

LUIZ DIAS

lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

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COPA DO MUNDO

Aos trancos e barrancos, a seleção brasileira venceu a chilena nas oitavas de final da Copa. O time brasileiro esteve apático e o Chile teve maior posse de bola. Só isso explicaria nossa atuação. Tivemos mais uma chance de continuar na Copa, mas, convenhamos, iniciar outro jogo com Fred e Daniel Alves? Fica esquisito, eles estão totalmente fora de forma e a saída de Paulinho mostrou que ganhamos no seu setor. Felipão tem de tomar uma atitude, pois o próximo jogo será mais difícil e a sorte poderá não nos acompanhar. Neymar foi um leão e o péssimo árbitro deixou de marcar convenientemente - deveria estar orientado por alguém para dificultar nosso jogo e conseguiu, porque uma porrada no início do jogo deixou Neymar enfraquecido. Enquanto isso, Fred andava em campo. Que vergonha, Fred!

Julio Jose de Melo

julinho1952@hotmail.com

Sete Lagoas (MG)

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QUE SUFOCO, BRASIL!

Porém, um grande alívio! Depois de um bom primeiro tempo e de um segundo com atuação medíocre, resultando num empate de 1 a 1 no tempo normal, e sem criatividade para jogar a prorrogação,  porque também teve Neymar em sua pior jornada, a seleção brasileira só se classificou para as quartas de final da Copa do Mundo porque, na decisão de pênaltis, Julio César, o grande herói, defendeu dois e foi mais competente nas cobranças que o Chile.  Justiça seja feita a esta seleção dirigida pelo técnico Jorge Sampaoli, que jogou muita bola e merece nossos aplausos. Agora, longe de desculpar a equipe estabanada de Felipão, o juiz inglês Howard Webb, dito ser dos melhores do mundo, deixou de marcar um pênalti a nosso favor e ainda anulou um gol legítimo de Hulk, sacaneando a torcida brasileira em pleno Mineirão. Pode?! Feliz ou infelizmente, as histórias construídas durante uma Copa do Mundo têm todas essas nuances de agudo sofrimento, equipes injustiçadas, de grandes surpresas e até presidente vaiada. Agora é hora de comemorar esta festa do alívio. E de esperar, na sexta-feira, no Castelão, em Fortaleza, a ótima seleção da Colômbia, que venceu o Uruguai por 2 a 0. E que Felipão, urgentemente, corrija nos próximos dias os gritantes erros da equipe do Brasil, para que possa praticar um futebol digno da nossa tradição contra os colombianos e merecer chegar às semifinais desta Copa.

Paulo Panossian  

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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POR SORTE

A sorte esteve ao nosso lado e vencemos o Chile, nos pênaltis, nos classificando para as quartas de final da Copa do Mundo do Brasil, dando imensa alegria a milhões de brasileiros. O 1 x 1 mostrou um Brasil afoito, desorganizado e sem inspiração. O Chile quase venceu no final da prorrogação. O goleirão Julio César foi sensacional e nos salvou na disputa de pênaltis. Oxalá o Brasil melhore dentro de campo e continue com sorte de campeão, na jornada pelo sonhado hexa mundial.

Renato Khair

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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SÃO JULIO CÉSAR

Depois das defesas nos pênaltis contra o Chile, o goleiro brasileiro tem de ser São Júlio César. Foi ele quem nos colocou nas quartas de final. Para ganharmos o próximo jogo, temos de tirar o salto-alto e jogar como contra a Espanha na final da Copa das Confederações: marcando em cima e não dando espaço ao oponente. Se ficar apenas confiando na qualidade de nossos craques, não vamos chegar ao tão sonhado hexa. Felipão tem de montar uma equipe combativa, que deve se modificar ofensivamente para cada novo time a ser enfrentado e com especiais jogadas ensaiadas. Se não houver essa modificação de jogo para jogo e usarmos sempre o mesmo esquema, será fácil marcar nossos jogadores, como foi contra o México e contra o Chile. Só assim teremos a chance de ganhar esta tão sonhada Copa em nossa própria casa.

João Coelho Vítola

jvitola@globo.com

Brasília

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SELEÇÃO PRECISA MUDAR

O Brasil perdeu a posse de bola e o domínio de jogo. Foi preciso o último pênalti, como pouca gente imaginava. Ultrapassado e jogando na base da ligação direta, Felipão se arriscou na banguela e tomou um nó tático. O Chile, organizado e compacto, deu um baile. A posse de bola, um dos fundamentos da escola brasileira, trocou de pés e se perdeu. O Brasil, sem domínio de bola, se perdeu na técnica e na tática.  É preciso mudar muito. Passou da hora de o Brasil ter uma alternativa para jogar sem um 9. Tá feia a coisa. Mas que venha o hexa!

Carlos Iunes

carloiunes@gmail.com

Bauru

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CADÊ NOSSO MEIO DE CAMPO?

Nosso meio de campo está mais sumido que o Fuleco. Vamos jogar bola, gente. Chega de choro!

Joaquim Quintino Filho

jqf@terra.com.br

Pirassununga

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GRANDES JOGADORES

Comparando três grandes jogadores de todos os tempos, na era Pelé a seleção era tão destacada que todo jogo parecia mais “um treino”, em que o resultado seria nada mais do que a lógica. Maradona e Neymar conseguiram transformar suas respectivas seleções em destaques para se tornarem “merecedoras” de serem campeãs. Messi procura fazer o mesmo, mas a disposição de luta não se pode comparar com Maradona e Neymar. No jogo contra o Chile, Neymar correu nada menos do que 13 km no campo. Ele assumiu que o resultado seria “responsabilidade sua”, apesar de não ser.

Ariovaldo Batista

arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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BRASIL X CHILE

Valeu, Neymar e Cia, no sacrifício, nos pênaltis, mas vencemos. Rumo ao hexa!

Arcangelo Sforcin Filho

arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

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SEM CONJUNTO

O Brasil ganhou, mas não convenceu nem o mais fanático torcedor. Não basta a torcida cantar o hino na capela ou “sou brasileiro com muito orgulho, com muito amor”. Não bastam as caretas de Felipão para o time jogar, ou vamos continuar dependendo da sorte ou inspiração de um ou outro jogador, pois conjunto não temos.

Alberto Bastos Cardoso de Carvalho

albcc@ig.com.br

São Paulo

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MILAGRE

Uma seleção cujo técnico tinha no banco de reservas Bernard e Paulinho e trocou Fred por Jô só se classificou por milagre.

Virgílio Melhado Passoni

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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DOIS POR TODOS

Para uma seleção de um amontoado de “bons” jogadores que depende dos pés de um só (Neymar) e as mãos (Julio César) fica difícil conquistar, pela sexta vez, a Copa.

Laert Pinto Barbosa

laert_barbosa@globo.com

São Paulo

*                                                                                                                                                                                         O GOLEIRO

Como uma luva, a composição de Paulo Vanzolini interpretada pelo saudoso Noite Ilustrada resume a redenção do goleiro Júlio César: “Reconhece a queda e não desanima, levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima”.

Gabriel Fernandes

gabbrieel@uol.com.br

Recife

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PRIMEIRA PÁGINA

Cumprimentos pela excelente foto de Eduardo Nicolau na primeira página do “Estadão” no domingo, nesta justa homenagem de um dos melhores jornais do mundo ao goleiro Julio César.

Fausto M. G. Vieira de Campos

f.campos.admsp@uol.com.br  

Campinas

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OS CHORÕES DA SELEÇÃO BRASILEIRA

Imagine se a seleção brasileira tivesse, como a Holanda no domingo, de bater um penalty decisivo aos 49 do segundo tempo. Ia ser a maior choradeira! Os caras choram no hino, choram no intervalo, choram na prorrogação, choram nos penalties, choram nas entrevistas, só falta chamarem o Barrichello para entregar a taça do campeão!

Luiz Henrique Penchiari

luiz_penchiari@hotmail.com

Vinhedo

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PESO DEMAIS NAS COSTAS

Jogaram (Felipão & Cia) com esta estupidez de que temos a obrigação de ganhar dentro de casa e redimir 1950 sobre as costas. Transferiram (a comissão técnica) aos jogadores a obrigatoriedade de vencer ou vencer, como se fosse a última Copa do Mundo (com certeza a de Parreira, Felipão, Marin e cia. Será). Atenho-me aos fatos: se vencemos, com qualidade, competência e maturidade, aliadas à vontade, foram 5 conquistas fora de casa, jamais dentro dos nossos limites. Assim sendo, melhor seria o discurso realista: “Não somos os favoritos, não temos obrigação de vencer por estarmos no Brasil, mas vamos fazer o nosso melhor, respeitando nossa tradição de pentacampeã, jogando bem e com vontade”. Só disso eles precisavam. Cumprimento os jogadores brasileiros, vi a raça, o sofrimento e a emoção incontrolável em seus olhos no jogo contra o Chile, e sei que deram o melhor de si. Júlio César não tem de provar mais nada, além do que fez nesse jogo. Tormentas acontecem em toda travessia e, mesmo que não seja campeão, conseguiu a vitória solitária de poder levantar a cabeça e ser respeitado em todo o mundo como um dos maiores goleiros que o mundo já viu. E respeite-se aqui, também, o goleiro do Brasil de 1950, porque o imprevisto faz parte da vida. E cantemos o hino, sim, mas o do Brasil, não o que nos querem impor.

Hornst o Krull

hornstokrull@uol.com.br

São Paulo

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VAIAS NO MINEIRÃO

O Brasil está envergonhado com a atitude da torcida que vaiou o Hino Nacional chileno no estádio do Mineirão. Tal atitude desrespeitosa, infantil e criminosa demonstra que tais torcedores, apesar de pertencerem a uma classe abastada que pode pagar mais de R$ 1 mil para assistir a um jogo, não adquiriram os rudimentos básicos para conviverem em sociedade de forma pacífica e com espírito esportivo. Temos uma péssima imagem no exterior e a Copa do Mundo seria uma grande chance de mostramos que os culpados são nossos políticos e administradores, entretanto o mundo pode agora perceber que a raiz do problema está no povo brasileiro e na sua incapacidade de adquirir civilidade e cortesia.

Daniel Marques

danielmarquesvgp@gmail.com  

Virginópolis (MG)

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A ENTREGA DA TAÇA

Há um diz que diz de que Dilma Rousseff vai, depois não vai, entregar a taça ao campeão da Copa do Mundo. Ela não poderia desperdiçar um momento como esse para alavancar sua popularidade. Poucos políticos têm tal oportunidade. Aconselho a presidente a ir à festa de encerramento, afinal, ela já sabe a opinião do povo.

Fabio Figueiredo

fafig3@terra.com.br

São Paulo

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DILMA NA FINAL

Segundo a Fifa, Dilma ia entregar a taça ao campeão da Copa do Mundo,  mas, copiando seu mentor espiritual, Dilma não sabia de nada. A Fifa já desdisse e, provavelmente, não teremos a sra. presidenta na final. É uma grande pena. Dilma, que diz governar para os brasileiros, nos nega a grande alegria do exercício saudável da última vaia.

Carmela Tassi Chaves

tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

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SEM INGRESSO

Que situação cruel! Quem quer, seja por motivo financeiro ou limitação de ingressos, não pode ver a seleção brasileira jogar, enquanto quem pode, em plena campanha eleitoral, mas temendo vaias, não vai ver a seleção brasileira jogar.

Humberto Schuwartz Soares

hs-soares@uol.com.br  

Vila Velha (ES)

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POLÍTICO DE SELEÇÃO

Descobri que há um político brasileiro jogando na seleção da Holanda. Pelo nome, só pode ser político: Robben. E joga na ponta esquerda.

Mário A. Dente

dente28@gmail.com  

São Paulo

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SELEÇÃO ECONÔMICA

Temos bons jogadores, mas... Depois do que se viu no sábado, Felipão, com toda certeza, está em preparativos intensivos para substituir Guido Mantega e sua equipe “técnica”. Incompetência idêntica, que hoje chegou ao ápice. Só improvisações, não há plano tático definido. É só chutão. Como o outro, está conseguindo afundar o Brasil.

Ricardo Hanna

ricardohanna@bol.com.br   

São Paulo  

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CASTELAZO EM FORTALEZA

A derrota do México para a Holanda (2 x 1) no final do jogo foi dolorosa para os mexicanos. Para os holandeses, aconteceu o Castelazo, no estádio Castelão. Duro mesmo será voltar a assistir à monotonia do campeonato brasileiro depois de terminar a Copa.

Edgard Gobbi

edgardgobbi@gmail.com  

Campinas

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COMBINOU COM OS RUSSOS?

Dilma Rousseff afirmou no início de 2014 que esta seria a Copa das Copas, um bela tirada de alguma marqueteiro, sem sombra de dúvida, sabendo de antemão que a infraestrutura prometida não seria cumprida, mas acreditando que o eventual título do Brasil traria dividendos eleitorais. Começou mal com a ridícula cerimônia de abertura e o desempenho não convincente da primeira fase, seguido do sufoco da partida contra o Chile. Se continuar com este futebolzinho, sabe-se lá até onde o Brasil vai. Pelo visto esqueceu de combinar com Felipão e sua “família”.

Luiz Nusbaum

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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COMPLÔ

A insinuação de Felipe Scolari e Parreira de que haveria um complô para impedir o Brasil de ganhar a Copa é ridícula e cômica. Os dois parecem antever um desastre iminente e já evocam uma teoria conspiratória para justificá-lo. O time não convence desde a estreia contra a Croácia, salvo raros e curtos momentos, e seria bom discursar menos e jogar mais. Menos abraços e choros e mais futebol, por favor!

Luciano Harary

lharary@hotmail.com

São Paulo

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O JOGO CONTRA

A tese de jogo contra é sempre utilizada quando se tenta explicar o inexplicável. Parreira também caiu na tentação ao falar sobre o sofrível jogo do Brasil contra o Chile. No Brasil o governo atribui jogo contra a banqueiros, empresários, elite branca, classe média e a todos os que não compartilham da mesma opinião. No entanto, para ganhar segundos de tempo na televisão, vale tudo. As alianças mais inusitadas são efetivadas no que se chamou de suruba, bacanal e outros atributos impublicáveis. A população brasileira talvez não tenha atingido maturidade suficiente para liderar a alteração do projeto político tão discutido e necessário ao País. Porém os políticos seriam mais sábios se efetivassem a mudança, à semelhança de D. João VI quando orientou seu filho a promover a independência do Brasil.

Sergio Holl Lara

jrmholl.idt@terra.com.br   

Indaiatuba

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FUTEBOL E POLÍTICA

Sobre “A trave e a janela” (30/6), do jornalista José Roberto de Toledo, é cômica a tentativa de associar o governo Dilma de catástrofes a pênaltis, passando por imprevistos, índices e incoerências. O pênalti na trave do chileno Jara não é a janela aberta da eleição, mas o acaso, desses que se vê por aí, mas o que existe mesmo é a tendencialidade jornalística disfarçada de crônica engraçada.

Dayse Mara Ramos da Silva

daysemara@hotmail.com

São Paulo

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ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO

Ficamos nesta Copa. Quando começa a Copa do IDH?

Mauro Moore Madureira

mauromm@uol.com.br

São Paulo

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FIFA E SEUS SUPERPODERES

É necessário que a comunidade internacional, por meio de suas instituições normativas, desconstitua os superpoderes concedidos à Fifa, que, a pretexto de possuir autonomia regulatória no campo esportivo, comumente desborda de limites que os próprios organismos judiciários estatais se autoimpõem. A punição ao atacante uruguaio Luiz Suárez extravasou ao extremo do princípio da proporcionalidade, que nosso Supremo Tribunal Federal (STF), amiúde, recorda em suas decisões, ao coarctar seu lídimo direito de ir e vir, de permanecer no hotel onde se encontrava hospedado e provocar seu retorno ao Uruguai. E o extremismo da punição arrosta o direito fundamental da liberdade de trabalho, ao inibi-lo de 9 jogos e mais 4 meses de inatividade clubística.

Amadeu R. Garrido de Paula

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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PRESEPADA DA FIFA

A punição de Suárez não só é imensamente desproporcional, como covarde. Usar um caso bizarro para criar uma imagem de austeridade que não tem. Que diferença faz se a falta foi cometida com os dentes, com os pés, com as mãos ou com a testa, como fez Zidani, também de modo bizarro? O correto seria o juiz expulsá-lo e cumprir suspensão automática. Garrincha, que em 1962 foi expulso de campo porque deu uma bofetada no adversário no outro jogo, voltou a jogar por determinação da Fifa.  O critério do juiz atual foi o correto, não houve ameaça grave à integridade física do outro jogador, o máximo que podia acontecer era o departamento médico da outra seleção obrigar ele a tomar vacina antirrábica. Na antiga Iugoslávia, o jogador que cometesse falta grave em outro ficava sem jogar o tempo que a vítima ficasse. Por esse critério, o nosso Gerson teria encerrado a carreia precocemente. Ele quebrou a perna de Vaguinho, jovem promissor atacante do Corinthians, que ficou seis meses fora de campo. Suárez foi o bode expiatório para a Fifa se limpar, pois sua imagem não é das melhores.

Francisco J. D. Santana

franssuzer@gmail.com

Salvador

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EXAGERO

A punição de Luiz Suárez foi um exagero, afirmou a vítima Giorgio Chiellini. O uso de garras e dentes, armas primitivas do homem, causa espanto e indignação pelo raro uso. A falta de ética em campo, como a potencialização dos efeitos da jogada faltosa, é aceita como malandragem e não é punida. Levar a mão no rosto, quando a pancada foi no peito, é um ato obsceno, corriqueiro, facilmente constatado nas gravações dos jogos, sem que se aplique punição alguma.  Thierry Henry não só prejudicou a Irlanda, como maltratou, e como, milhares de irlandeses, por ter usado  a mão, na jogada que resultou no gol que desclassificou a Irlanda na Copa de 2010. Mesmo depois de Thierry ter confessado que agiu deliberadamente - foi uma reação instintiva, disse -, não foi punido pela Fifa. A mordida de Suárez, atávica e instintiva, causou espanto, mas não causou prejuízo nem à Itália e tampouco ao vitimado. Uma cusparada, o máximo de desprezo e desrespeito, seria muito mais grave, e nunca foi punida com tanto rigor (Chilavert, que cuspiu no rosto de Roberto Carlos, foi punido com quatro jogos). Como medida de segurança, Suárez deveria ter sido afastado da Copa. Eventual punição poderia ser aplicada em devido processo legal e com a oitiva dos implicados.

Oriowaldo Dias de Lima

muvi@terra.com.br

Santos

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O PAÍS DAS MORDIDAS

O assunto do momento que está causando indignação é a mordida do jogador uruguaio Luiz Suárez desferida contra o zagueiro italiano. Não entendo todo esse barulho por uma única mordidinha que não causou grandes estragos. Nós, brasileiros, estamos acostumados com grandes mordidas vindas de todos os lados e todos os dias, ou seja, no Brasil a mordida é endêmica e faz parte de quase tudo que envolve negociações com o governo. Aqui, por exemplo, as poderosas mordidas de políticos nas negociações da Petrobrás, quase levaram uma das maiores empresas do mundo à beira da falência. Também é sabido que os financiamentos do BNDES a grandes empreiteiras amigas do governo, para construir obras em países bolivarianos e africanos com governos altamente suspeitos, são na verdade, um gigantesco festival de grandes mordidas. Os poderosos dentes caninos dos mordedores de dinheiro público estão causando estragos por toda parte neste país e as justificativas para explicar os pedaços das verbas arrancadas são sempre as mesmas: “precisamos pedir um aditivo”, “houve mudanças no projeto original”, “falha na estimativa”, “mudança de fornecedor”, etc. No Brasil a mordida faz parte de quase todos os níveis, desde o carimbador da repartição, até aquele ultraconhecido que diz que seus polpudos ganhos são resultados de inúmeras “palestras” proferidas País afora. Se um dia aparecer um governo sério neste país e decidir investigar as marcas deixadas por esses roedores apontando quem mordeu e quanto mordeu, vai faltar cadeia no Brasil.

Wilson Sanches Gomes

sancheswil@hotmail.com

Curitiba

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SELEÇÃO, BACANAL E CRISE

Enquanto torcemos pela seleção brasileira e sofremos quando suas chances dependem de prorrogação e pênaltis, as convenções definem os candidatos às próximas eleições e a economia nacional entra em crise. Quando terminar a Copa, mesmo que tenhamos sido campeões, restarão as obras inacabadas e viveremos a campanha eleitoral, cujos candidatos surgem de alianças tão heterogêneas que hoje são chamadas “bacanal eleitoral”. Mas, no dia seguinte às eleições - 6 ou 27 de outubro, no primeiro ou no segundo turno - restará exclusivamente a crise para ser enfrentada. Nos cinco meses que ainda faltam para terminar o processo eleitoral, muita coisa pode, precisa e deve ser feita para conter a crise. Deixá-la seguir incontrolada será uma irresponsabilidade. Seria muito interessante se os candidatos se debruçassem sobre a crise e, no âmbito de suas plataformas eleitorais, dissessem claramente como vão resolvê-la. Essa seria a tônica da campanha em qualquer país desenvolvido e com eleitorado consciente, pois, passados os momentos efêmeros de alegria (ou tristeza) do futebol e de disputa pelas eleições, restará o País para os eleitos administrarem. Se eles realmente estiverem comprometidos e preparados para a solução da crise, o sofrimento da população será menor. Não podemos nos esquecer de que os eleitos assumem seus postos para trabalhar em nome do povo. Nada mais justo que o próprio povo tenha a consciência e a responsabilidade de analisar, estudar com detalhes os planos dos candidatos e, aí então, eleger os que melhores propostas apresentem.

Dirceu Cardoso Gonçalves

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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BACANAL ELEITORAL

No país do carnaval, às vésperas das eleições, a bacanal eleitoral é um vale-tudo imoral. No troca-troca, juntam-se alhos e bugalhos, joio e trigo, convicções e conveniências, interesses e interessados, adversários e aliados, num abominável e pecaminoso convescote macunaímico oportunista sem pé nem cabeça. As composições partidárias resultam num Frankenstein formado por partes de corpos de vários seres agrupados num monstrengo horripilante, com a cabeça de um, braços de outro, pés de sicrano e voz de beltrano. “Fazemos qualquer negócio” é o mote a guiar as aproximações e afastamentos de ocasião. Uma vergonha!

J. S. Decol

decoljs@globo.com

São Paulo

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ELEIÇÕES 2014

Para aqueles - e olha são muitos - que anseiam por mudança de governo no Brasil, a escolha do senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) como candidato à vice-presidência de Aécio Neves na disputa da Presidência da República, sem dúvida, é um reforço importante na batalha da oposição na sua marcha em direção ao Palácio do Planalto. Entretanto, há no ar uma incógnita quando o PSB de Eduardo Campos, também candidato à Presidência e que encena um “morde e assopra” quando, recentemente em discurso, teceu críticas ao PSDB que, “ipso fato”, atingiram Aécio. Parece que a oposição da dupla Eduardo/Marina é de mentirinha e, não tenham dúvida, se Dilma se reeleger, Eduardo Campos e Marina estarão num Ministério no Planalto. Quem viver verá.

Jair Gomes Coelho

jairgcoelho@gmail.com  

Vassouras (RJ)

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A ÉTICA SELETIVA DO PSDB

Paulo Maluf, Valdemar Costa Neto e, agora, Gilberto Kassab são criticados pela cúpula do PSDB, pelo apoio dado ao PT e ao PMDB. Acham que os eleitores têm memória curta e se esquecem de que Maluf apoiou Geraldo Alckmin e recebeu em troca a indicação da presidência da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU). Também esquecem que Valdemar Costa Neto apoiou José Serra e Alckmin em eleições anteriores. Kassab ascendeu politicamente graças a Serra, que o escolheu como vice-prefeito e, com sua renúncia, o tornou prefeito. Não satisfeito, traiu o correligionário Alckmin quando ignorou sua candidatura e apoiou Kassab em sua reeleição. Recentemente, Aécio Neves declarou que receberá de braços abertos os sanguessugas que queiram apoiá-lo. É flagrante a ética seletiva do PSDB ao criticar ações que corriqueiramente pratica, sendo público e notório que, sem exceção, todos os partidos fazem qualquer negócio pelo poder, exibindo um vale-tudo desprezível.

Paulo Sergio Fidelis Gomes

psf.gomes@ig.com.br

São Paulo

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FAZENDO ‘O DIABO’

Como Dilma Rousseff anunciou, em época de eleição “pode-se fazer o diabo”. Dito e feito. Agora o criminoso presidiário Valdemar Costa Neto manda trocar um ministro de Estado e ela obedece. Qual será a próxima?

Luiz L. Castello Branco

whitecastel.castellobranco@gmail.com

São Paulo

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O MINISTÉRIO DE VALDEMAR

É um arremedo de ministério este do Brasil. O “caixa” do partido do cafeeiro Costa Neto estava baixo? César Borges tem sido um administrador respeitado? Por que a troca? Essa deveria ser a reportagem investigativa dos grandes órgãos da grande imprensa nacional, acompanhada da investigação sobre a Refinaria Abreu e Lima, que ultrapassará R$ 20 bilhões e será debitada na conta da população.

Paulo Farat

prfarat@gmail.com

Praia Grande

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PODER DE MANDO

Quem diria que políticos presos, como Valdemar Costa Neto, também têm poderes de mando, como os traficantes. Tudo muito parecido.

Luiz Frid

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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RECESSO

Começa hoje, primeiro de julho, o recesso parlamentar, este “ente desconhecido” que só favorece uma categoria de trabalhadores - se assim podem ser chamados. Logo o País entrará numa catatonia e os projetos importantes a serem votados ficarão à espera da volta destes ou de outros trabalhadores, já que este ano tem eleição.

Marcos Barbosa

micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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CRISE NA HORA DE VOTAR

Os políticos, as convenções partidárias e os partidos estão distantes das demandas sociais, causando uma crise do sistema de representação: um terço do eleitorado não quer votar na constante polarização presidencial entre apenas dois partidos. A excessiva centralização federal de arrecadação e gastos, num país federativo com sobreposição de atribuições, impede a solução dos problemas reais da sociedade: saneamento básico, ruas asfaltadas, iluminação pública, transporte coletivo, segurança, atendimento médico e universalização do ensino médio. Melhorar a qualidade de vida e melhorar a infraestrutura podem propiciar ganhos de produtividade para impulsionar o País.

Luiz Roberto da Costa Jr.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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REPROVADO POR 83%

Pesquisa Datafolha mostra que 17% dos moradores de São Paulo apoiam a gestão do prefeito Fernando Haddad. Mais um poste de Lula que não dá certo, o que vem provar que um bom político tem de construir sua carreira com realizações e méritos, além de ter seu próprio carisma. Bons políticos não são nomeados nem recebem herança do padrinho. Alguém ainda quer tentar o poste número 3?

Victor Germano Pereira

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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MÁ GESTÃO

Datafolha: apenas 17% aprovam Haddad. Também pudera, administrar com lata de tinta para pintar o chão das avenidas, com talão de multas no inútil rodízio estendido e incentivar mortes ao misturar bicicletas e automóveis só poderiam resultar neste índice de aprovação. Numa cidade montanhosa e de clima instável, mas dinâmica, como São Paulo, na qual cada minuto é vital para os que a tornam pujante, não teria sido mais produtivo instituir vias de trânsito rápido, com proibição de estacionamento de ambos os lados e a simples sincronia dos semáforos? E o incentivo do “home office” e da carona solidária nas empresas e nas escolas? Assim não seriam penalizados os milhões que dependem do automóvel, muitas vezes engarrafados no trânsito caótico, tendo ao lado uma faixa completamente ociosa por dezenas de minutos. Por que não utilizá-la por veículos com mais de um ocupante? A economia e a saúde pública agradeceriam.

Antonio C. Gomes da Silva

acarlosgs@uol.com.br

São Paulo

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DÍVIDA DA PREFEITURA

Cumprimento o jornal pela reportagem sobre a dívida de São Paulo (“Dívida da Prefeitura com União cresce 15% na gestão Fernando Haddad”, 30/6, A12). No entanto, penso que seria interessante explicar melhor o processo de endividamento. Afinal, como podem a cidade e o Estado mais ricos da Nação ter uma dívida com a União que alimentam com seus recursos? Se me permitem, vai outra sugestão de pauta: por que empresários lotaram a CCFB há alguns dias e, sobretudo, aplaudiram de pé o messiânico Luiz Inácio? O que há de podre no reino da Dinamarca?

Marly N. Peres

marly.lexis@gmail.com

São Paulo

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PARA PACIFICAR AS RELAÇÕES SOCIAIS

Com relação ao artigo “Que juiz o Brasil quer?” (27/6, A2), entendo que o Brasil quer juízes comprometidos em levar pacificação às relações sociais, juízes que cumpram as leis e que tenham mais pulso firme com empresas rés contumazes. Penso que é possível mudar a metodologia de avaliação em concurso público para o cargo de juiz. É preciso saber se têm vontade para fazer as mudanças. Ora, deveria haver mais perguntas que dissessem respeito ao modo como o candidato pensa e como ele lidaria com tal situação no dia a dia do trabalho dele. Certa vez, perguntaram na fase oral do concurso para a magistratura de São Paulo o que é mandamento de otimização. Em que este conhecimento traz benefício no futuro trabalho do magistrado? Em absolutamente nada. Recentemente uma juíza condenou a maior empresa de transatlânticos do mundo, que fatura bilhões de dólares por ano, a pagar míseros R$ 3 mil a um pai que quase teve seus dois filhos levados a óbito por intoxicação alimentar. Foi enviado um e-mail para ela informando que a lei manda aplicar a condenação considerando a capacidade econômica da ré causadora do dano. Ela respondeu que não leva em consideração a capacidade econômica para mensurar a condenação. Logo, entende-se que ela descumpre a lei. E por aí vai...

Carlos Rodrigues

berodriguess@yahoo.com.br

São Paulo

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INSURREIÇÃO NO IRAQUE

Na página A12 do “Estado” de sábado, 28\6, uma foto impressionante de um grupo de prisioneiros esperando serem mortos ou, simplesmente, sendo detidos pelos soldados armados de metralhadora. O ódio visceral que existe entre sunitas e xiitas, facções de uma mesma religião, é de uma barbaridade sem limite, em que o eterno e inesgotável fanatismo exacerbado, de origem remotíssima, lida com a vida humana como se fosse feita de brinquedo. Na mesma página, na parte de baixo, há uma pergunta: “Como distinguir sunitas e xiitas?”. Não há necessidade de distinguir, são todos iguais, fanáticos, bárbaros, selvagens, como todas as religiões, nas suas origens. Todas, eu disse - sou católico e o cristão também não escapa desse conceito. Devemos lutar para acabar com todas as religiões, todas, repito - o fanatismo que existe no futebol também mata. Até o ser humano resignar-se de que todos são iguais perante a ordem suprema da natureza. Enquanto a ignorância, mãe de todas as manifestações fanáticas, continuar a dominar, seremos reféns desse comportamento desumano.

Modesto Laruccia

modesto.laruccia@hotmail.com

São Paulo

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