Fórum dos Leitores

A COPA DAS COPAS

O Estado de S.Paulo

10 Julho 2014 | 02h04

Derrota das derrotas

Pôr o técnico da seleção e o craque do time para fazer comerciais e vender produtos levou o Brasil a pensar que apenas propaganda levaria ao hexacampeonato. Não houve planejamento, organização, entrosamento e treinamento para a seleção ganhar a Copa das Copas. Ficamos apenas com a derrota das derrotas.

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

Lição a tirar

Com nossa vexaminosa derrota para a Alemanha, a lição a ser aprendida, não apenas pela seleção, mas principalmente pelo governo federal, é que propaganda e discurso ufanista vazio não levam a vitórias. O que leva a vitórias é trabalho, muito trabalho sério, investimento, planejamento e competência na execução.

LENKE PERES

Cotia

Vergonha e humilhação

A derrota humilhante e vergonhosa para a Alemanha é o retrato fiel da situação vergonhosa e humilhante que vive nosso país.

JOÃO PEDRINELLI

joao.pedrinelli@terra.com.br

Campinas

Seleção sem comando também é reflexo da situação do País!

ROBERT HALLER

robelisa1@terra.com.br

São Paulo

Duas tragédias mineiras

Os mineiros não mereciam presenciar duas tragédias na mesma cidade em tão pouco tempo. Agora, passado o maior vexame esportivo da nossa seleção, resta aos pobres brasileiros pagar a conta e curtir a ressaca. Lula e Dilma Rousseff poderão comemorar, eles realmente conseguiram superar seus limites: o Brasil é o único país entre os campeões do mundo a protagonizar, por duas vezes, os maiores vexames dentro de casa. Isso para não falar no viaduto.

RICARDO A. ROCHA

rochaerocha@uol.com.br

São Paulo

BH, o início do recomeço

A ponte do PAC que caiu, a Alemanha que atropelou (será esse o prometido trem-bala alemão?), a Copa que acabou, a conta que ficou. Arrebentado e humilhado, o Brasil tem de juntar seus cacos e recomeçar a vida, no futebol e na política. Más escolhas, maus resultados.

NELIO ESQUERDO

nelioesquerdo@terra.com.br

São Paulo

E agora, Dilma Goleada?

A festa acabou./ A conta ficou./ A luz se apagou./ O povo sumiu./ O viaduto caiu./ E agora, Dilma Goleada?/ O emprego faltou./ A inflação disparou./ O trem atrasou./ A saúde piorou./ E agora, Dilma Goleada?/ O povo surtou./ A mentira acabou./ E agora, Dilma Goleada?

M. FURTADO

furtadofurtado13@gmail.com

Araçatuba

Lula e o Japão

Sobre o fato de o Japão não ter ganho nenhum jogo nesta Copa do Mundo Lula disse: "O problema do Japão é que eles só pensam em educação e saúde. Se investissem também em futebol ainda estariam na Copa". Provavelmente os japoneses estarão pensando que o problema do Brasil é que não investe em educação e saúde para poder investir em futebol e, apesar disso, perde para a Alemanha por 7 a 1.

FABIO FIGUEIREDO

fafig3@terra.com.br

São Paulo

Fato político

Perder de 7 x 1 não é mais um fato esportivo, é um fato político. A perplexidade dos jogadores em campo enquanto tomavam um gol atrás do outro mimetiza e denuncia a perplexidade do povo, que vem tomando um escândalo atrás do outro, de governantes que jogam como se fossem nossos adversários - interessados só na própria vitória. Primeiro foi a marcação cerrada do governo em cima de Joaquim Barbosa, o nosso Neymar, que vinha tendo desempenho notável em campo. Depois, ele teve vários de seus gols anulados, até ser afastado do jogo. Afinal, tem algo de errado um país onde um jogador de futebol se sente mais responsável em servir ao seu povo que seus governantes. E quando perguntaram a Felipão de quem é a responsabilidade por essa derrota, assumiu com tristeza e dignidade: "É minha". Não consigo imaginar Dilma ou sua equipe assumindo a responsabilidade pelo desastre que está aí.

MARION MINERBO

marion.minerbo@terra.com.br

São Paulo

Seleção

Apagão não vem do nada, não é efeito sem causa. A acachapante derrota do Brasil tem que ver com a megalomania boçal que tem tomado conta do País nos últimos anos. O poderoso time alemão morreria de medo do Brasil e a vitória brasileira viria por osmose. Ser campeão das tais Copas das Confederações nunca foi parâmetro para Copa do Mundo. Há derrotas que honram os perdedores e outras que são vergonhosas. O arrogante, prepotente e ultrapassado técnico brasileiro e seu time de jogadores medianos, inseguros e muitas vezes perdidos em campo em várias partidas sofreram a derrota sem glória, feia. A Alemanha deu-nos uma aula não só de futebol, mas principalmente de educação, humildade e respeito. Os alemães foram comedidos na celebração e não tripudiaram sobre os derrotados. O espetacular Schweinsteiger chegou a pedir desculpa ao Brasil após a partida. Não sei se faríamos o mesmo se a vitória por esse placar fosse nossa. Parabéns ao extraordinário time alemão. E se for campeão, será mais que merecido.

MILTON PEREIRA DE TOLEDO LARA

t.lara@terra.com.br

São Paulo

Quantos bilhões custou ao contribuinte cada gol brasileiro? Valeu a pena?

LUIGI VERCESI

luigiapvercesi@gmail.com

Botucatu

Fim de um ciclo

Que faltou ao Brasil foi um técnico como o da Costa Rica, que soube armar um time sem expressão e só sair da Copa ao perder nos pênaltis para a Holanda. Fim do ciclo Felipão.

LAÉRCIO ZANNINI

arsene@uol.com.br

Garça

Acesso e descenso

Embora não se fale nisso, o reerguimento do futebol brasileiro passa pela modificação do sistema (mal copiado do europeu) no descenso do Campeonato Brasileiro, que retira clubes tradicionais de grande torcida, enfraquecendo todo o nosso futebol. Até a Argentina tem um sistema mais inteligente, que leva em conta os três últimos anos.

JAYME MURAHOVSCHI

elomura@ig.com.br

São Paulo

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O FATÍDICO 7 A 1

Penso que perder de 7 a 1 para a Alemanha na semifinal da Copa do Mundo foi um acidente para a seleção brasileira, mas que teve alguma origem anterior. Não é uma vergonha ou humilhação, pois é esporte. Assim mesmo, foi uma revelação do que ocorre quando a competência profissional e comportamental encontra menos competência e menos preparação, independentemente do placar. Comparando o jogo ao atual governo brasileiro, vi em campo uma equipe alemã consciente, sem estrelismos, sem fominhas, sem truques de enganação. E vi outra equipe, a brasileira, que tentou inclusive simular pênaltis para tentar vencer. Gostei da atitude da equipe alemã e do seu técnico antes e depois do jogo (até agora). Espero que a Alemanha não venha a perder na final. E espero, principalmente, que os eleitores aprendam que não valem as aparências e as encenações.

Harald Hellmuth

hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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O MINEIRAÇO DE 2014

Foi, sem dúvidas, a pior derrota da centenária história da Seleção Brasileira. Pior e maior. Foi triturado por uma goleada de 7 a 1 para a Alemanha, na semifinal, naquele que foi o pior vexame da história do Brasil na história dos Mundiais. Sem seu melhor jogador, Neymar - substituído por Bernard -, e também desfalcado de Thiago Silva, seu capitão, a seleção canarinho até que entrou ligada em campo, empurrada pela maioria dos 58 mil torcedores que lotaram o Mineirão. Um episódio que, para a eternidade e com o estímulo do "Maracanazo" de  1950, certamente será lembrado como o "Mineiraço" de 2014.

José Ribamar Pinheiro Filho

pinheirinhosb@gmail.com

Brasília

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PERDEMOS A COPA

Por isso e pela forma como perdemos, uma avalanche de críticas continua e continuará a ser feita nos próximos tempos. E a grande pergunta que fica é: e daí que perdemos? Foi somente um jogo. Um jogo muito importante, mas ainda um jogo. Um placar vexatório, mas ainda assim o placar de um jogo. É claro que foi bem pior do que um teórico placar de 1 a 0 para a Argentina na desejada final, numa falha gritante do goleiro Júlio Cesar. É claro que há controvérsias, mas se este fosse o fato, teríamos dois Maracanazos para chorar. Agora, pelo menos, já podemos compreender que 1950 não foi a tragédia que cultivamos até hoje. Agora vamos aos aspectos práticos, porque a vida continua. Os valorosos rapazes que defenderam a seleção brasileira estão arrasados, mas todos eles são profissionais bem-sucedidos (inclusive financeiramente), com carreiras em andamento e vão voltar a se dedicar a elas depois de merecidas férias (sem ironia.). Os donos do espetáculo faturaram horrores no evento - a realização da Copa, esta sim, não foi a tragédia que se prenunciava ser. E quanto aos 200 milhões que torceram e sofreram? Estes, nós, temos de retomar a vida. Só quem não tem outras preocupações na vida é que fica ruminando esse sofrimento, como as torcidas organizadas dos clubes de futebol, que tanto desserviço prestam aos clubes por que torcem, bem como a sociedade como um todo. O Brasil tem muitos problemas a serem resolvidos e vivemos um ano de eleição. Por que a torcida não mantém a união e a concentração da Copa no debate dos (verdadeiros) problemas brasileiros, objetivando eleger os candidatos e os partidos que irão trabalhar na sua solução?

Valter Célio B. Fonseca

valtercelio@hotmail.com

Santo André

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1950 E 2014

Sessenta e quatro anos depois a honra de Moacyr Barbosa, o grande goleiro da seleção brasileira de 1950, está resgatada. Se perdemos para o Uruguai por 2 a 1 naquela época, e isso ficou marcado até então, na terça-feira sua honra está resgatada e ele pode descansar em paz.

S. Paschoal

s_paschoal@hotmail.com

Rio de Janeiro

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PARA O RESTO DA VIDA

Na Copa de 1950 o goleiro Barbosa foi crucificado até o fim da vida pelo gol que tomou. E agora? Como ficam Felipão e sua "família" depois desse vexame centenário?

Sergio Scalisse

sscalisse@hotmail.com

Jacareí

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MARASMO E APATIA

A filha do goleiro Barbosa, maculado por mais de 50 anos por ter engolido um gol que deu a vitória ao Uruguai em 1950, agora diz em alto e bom som - e concordo com ela - que a nossa vergonha foi na verdade tomar de 7 da Alemanha, fora o show. E a pena pois isso poderia ter sido muito mais do que 7. Barbosa, perto dessa indecência, foi herói, pois pelo menos foi na bola. Bem diferente do marasmo e da apatia dos nossos jogadores na terça-feira.

Asdrubal Gobenati

asdrubal.gobenati@bol.com.br

Rio de Janeiro

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DAVID LUIZ

Só queria poder dar alegria ao povo. Peço desculpas a todos”, disse David Luiz ao prantos. Não, menino, não carregue sobre seus ombros uma responsabilidade que não é sua. Cabe à sociedade como um todo assumir este mister. O futebol é apenas um esporte. A função de levar o povo a sentir felicidade, orgulho de ser brasileiro, bem estar, compete àqueles que nos governam. Eles sim, precisam entrar em campo e vencer tantos males que já se tornaram crônicos no nosso Brasil. A verdadeira vitória, menino David Luiz, virá quando superarmos o nosso baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) que tem feito perpetuar a pobreza, mantendo a desigualdade social, a falta de assistência na saúde, na educação, saneamento e tantas condições necessárias para nosso progresso. Essa Copa foi o retrato fiel do nosso país: tudo parecendo bonito, alegre, com aquele "jeitinho" que só nosso povo sabe dar. E o "jeitinho" pode até enganar, mas o que vale é a realidade e foi esta que vocês trouxeram ao Brasil no momento em que perderam o jogo por 7 a 1. Vocês, sem querer, nos obrigaram a olhar no espelho e enxergar nossa verdadeira face. E está na hora disso mudar. Assim, esta derrota que todos estão chamando de humilhante, pode ter representado a salvação do país, pois vamos ter de encarar que não podemos viver eternamente de pão e circo. Ou amadurecemos todos, parando de nos deixar enganar por falsas ilusões e soluções ou seremos sempre derrotados na hora da verdade. Levante a cabeça, David Luiz, em meio a tudo isso, você foi o único a verbalizar seu interesse na felicidade do povo brasileiro. Mas creia, você cumpriu seu papel. Agora deixe que os governantes, eles sim, façam o que tem de ser feito pelo país e não use vocês, jogadores, para dourar a amarga pílula que precisa ser engolida para tirar-nos dessa ilusão de que "nunca antes na história deste país". Durante todo tempo, você reverenciou seu povo, mostrou disciplina, garra e esforço diferentemente dos que tem o poder de fazê-lo. Não se culpe, continue a ser o esportista que é, e patriota, como já demonstrou ser. Obrigada, David Luiz, pela seu desejo e empenho em oferecer ao brasileiro, um pouco de alegria. Mas talvez ele esteja precisando de um remédio amargo para aprender a eleger os que de fato poderão levar o Brasil à vitória verdadeira que não está no futebol, mas no desenvolvimento do País. Forte abraço e obrigada!

Eliana França Leme

efleme@terra.com.br

São Paulo

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ENREDO TRISTE

Nem o imperador “Julio Cesar”, com seu poder, nem “David” sem ser Golias fizeram com que ganhássemos o “Oscar”, num autêntico enredo de “Bernard” Shaw, que nem “Fred” explica o espetáculo “Dantesco”, que faria “Hulk” ficar vermelho de vergonha. Neymar nem menos. Tiraram o pão da boca das crianças que nunca viram o País ser campeão. Paciência.

Gilberto Rodrigues

solgil33@gmail.com

Araras

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BRASIL NA COPA

Não é hexa, mas foi hepta.

Marcelo L. Z. Bernabe

zbernabe@hotmail.com

São Paulo

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NEM TUDO ESTÁ PERDIDO

O Brasil não conseguiu o hexa, mas já é hepta.

Carlos Avino

carlosavino.jaks@hotmail.com

São Paulo

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O PAÍS DO FUTEBOL

Fomos em busca do hexa e tomamos o hepta! Agora vamos ter a nobreza de reconhecer a superioridade do time da Alemanha e concentrar nossa energia para sábado em busca do bronze.

Márcia Callado

marciacallado@bol.com.br

São Paulo

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GANHAMOS MAIS QUE O HEXA

Brasileiros, orgulhem-se da nossa seleção, pois mais que o hexa, ganhamos um belo vexa(me)!

Laércio Zanini

arsene@uol.com.br

Garça

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PELO FIM DA MALANDRAGEM

Ontem, em todas as cartas de leitores que o “Estadão” publicou havia indignação. A seleção nada mais é do que o reflexo do governo que aí está no poder. Ou seja, medíocre, sem raça, sem planejamento, sem olhar para o que o adversário se propõe, sem respeito pelo povo que suporta os mandos e desmandos (impostos, hospitais medíocres, etc.) desse partido, que quer se perpetuar no poder, assim como os dirigentes do futebol, seus técnicos, jogadores e mandatários. Quem sabe essa derrota não seja o divisor de águas entre o que é certo e ético e o que é malandragem, eliminando de nosso país os que se acham deuses.

Tanay Jim Bacellar

tanay.jim@gmail.com

São Caetano do Sul

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A ENTREGA DA TAÇA

Dona Dilma Rousseff disse que entregará a taça ao campeão da “Copa das Copas” e que o Brasil poderá sediar outra Copa na próxima década. Uma rara e boa ideia da presidente. Amigo de Joseph Blatter e sua gangue, o governo Dilma poderia negociar com a Fifa as Copas dos próximos 20 anos, para compensar o dinheiro gasto com a deste ano. A Fifa, por sua vez, poderia dispensar o diretor Jérôme Valcke, pois até 2034 os estádios e a infraestrutura de transportes prometidos deverão estar prontos. Além disso, os esquemas de ganhos por fora, como a venda de bilhetes por cambistas contratados, já estão todos montados e em operação. Não haverá mais desgaste de ambas as partes e o lucro será garantido.

Victor Germano Pereira

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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REPENSAR

A entrega do troféu para o vencedor da Copa do Mundo pela presidente Dilma tem tudo para se transformar na mais constrangedora situação que um chefe de Estado já enfrentou até hoje. O Planalto deveria convidar o presidente Lula, que foi o responsável pela realização da Copa no Brasil, para tal tarefa. É uma questão de respeito às mulheres do mundo inteiro.

Luiz Ress Erdei

gzero@zipmail.com.br

Osasco

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VAIAS

Dilma vai entregar a taça ao campeão. Está, mais uma vez, errada. Ela está presidente, porém quem governa de fato é Lula. Portanto cabe a ele entregar o troféu e receber as merecidas vaias.

Jose Roberto Iglesias

rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

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SEM RAZÃO PARA CHORAR

Gostaria de saber por que Dilma e Lula não apareceram chorando como todos os milhões de brasileiros? Acho que é porque não precisa chorar quem não tem que pagar a conta da Copa, como todos nós, povo brasileiro.

Claudete Nunes  

nunes.claudete@yahoo.com.br

São Paulo

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VIDENTE

Lula disse: “A culpa é das zelites brancas e com olhos azuis”. Foi um vidente, basta ver a seleção da Alemanha.

Cesar Romero Galardo

crgalardo@terra.com.br

São Paulo

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PLACAR METAFÓRICO

Elite branca de olhos azuis” 7 x 1 populistas facistoides.

Hermínio Silva Júnior

hsilvajr@terra.com.br

São Paulo

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MUNDINHO VIRA-LATA

Na convenção do PT no Paraná, Luiz Inácio Silva exercitou sua belicosidade e lascou: “... e pra ‘disgraça’ deles, o Brasil ainda vai ser campeão do mundo”. Onde o fanfarrão se esconde quando o mundo da fantasia desaba?   

Helena Rodarte Costa Valente

helenacv@uol.com.br

Rio de Janeiro

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A DERROTA DO BRASIL

Lula e seus petralhas perderam a chance de cantar “a taça é nossa!”. Certamente, deve ser “coisa da zelite branca” tramando para atrapalhar seus planos de esconder a bandalheira com pão e circo. Dilma vai encarar no domingo a entrega da taça? Ou será que, depois de ter alegado, na semana passada, que “não tinha sido convidada a entregar a taça, que nem sabia disso” vai alegar que “esqueceu o ingresso da final em Brasília?

Paulo Ruas

pstreets@terra.com.br

São Paulo

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A COMPETÊNCIA E A MALANDRAGEM

Que a humilhante derrota por 7 a 1 sirva para o Brasil acordar! Este placar representa a vitória da competência sobre a malandragem. Que sirva de exemplo para gerações futuras que deverão aprender que para vencer na vida tem que ralar, treinar e estudar. Acabar com essa história de jeitinho malandro do brasileiro. Que ganha jogo com seu gingado, ganha dinheiro sem ser suado, vira presidente sem ter estudado. Que um país deve ser formado pelo trabalho de uma imensa equipe e não por uma imensa massa pobre sem estudo  que recebe dinheiro fácil do bolsa família sem trabalhar. De um governo que se faz de bonito para o mundo inteiro com gastos milionários na Copa, construindo estádios que custarão uma fortuna para se manter e não oferece transportes públicos para todos e escolas e hospitais decentes para nossa população carente. Já chega! Vamos dar um basta nisso! Que usemos todos juntos o verde e o amarelo no dia da eleição e possamos exercer de verdade nosso patriotismo para mudar a situação de uma vez por todas.

Tatiana Cardoso

cheftatianacardoso@gmail.com

São Paulo

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AINDA SOBRE BRASIL E ALEMANHA

A elite branca veio de Mercedes e nós fomos de jegue.

Harry Rentel

harry@citratus.com.br

Vinhedo

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BRASIL, PAÍS DO JEITINHO

O Brasil e o país do jeitinho. Jeitinho de construir obras superfaturadas  sem terminar, jeitinho de ser seguro sem ter segurança, jeitinho de ser educado sem ter educação e jeitinho de ganhar a Copa sem ter investido no time. O sonho dos brasileiros acabou. Durou apenas 6 minutos no jogo contra o time alemão, preparadíssimo e apto a jogar um futebol que encantou o mundo. O Brasil chegou às semifinais aos trancos e barrancos, sempre contando com a sorte. Pegou um time que não vive de sorte, mas de competência, com planejamento de longo prazo e vontade de vencer. Foi o que o mundo viu, uma partida com um time contra um goleiro. Eram chutes de pênaltis sem barreira. Pelo pouco que entendo de futebol tive essa sensação. Que essa derrota ensine aos brasileiros que futebol não se faz com improviso, mas com planejamento, mesma lição serve às eleições.

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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PULSO FIRME

Pois é, dona Dilma, a “Felipona” do Brasil, disse que essa seria a Copa das Copas. E não é que ela acertou?! Nunca mais iremos nos esquecer desse vergonhoso placar de 7 a 1 em que a Alemanha mostrou como se joga futebol, com jogadores competentes e disciplinados, mostrando o reflexo de seu país, comandado por uma estadista de fato, sra. Angela Merkel, que governa a sua Alemanha com competência, disciplina, pulso forte e sem conchavos.

Agnes Eckermann

agneseck@gmail.com

Porto Feliz

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MAIS DIFÍCIL AINDA

A derrota vergonhosa de quem se achava a melhor do mundo, com a arrogância típica dos que se acham assim, leva a seleção brasileira de futebol a uma situação difícil, porém não mais difícil do que a entrega da taça que a presidente Dilma deveria fazer à presidente Angela Merkel. O tempo se encarrega de pôr no lugar certo aqueles que se gabam de ser os melhores. Evidentemente, os jogadores não têm culpa de nada, pois são as vítimas do anacronismo de Felipão e de seus superiores. O desempenho da seleção reflete bem a postura do governo, que se arvorou a dar lições de economia à presidente alemã e que provavelmente gostaria de dar lições de futebol à esquadra tedesca.

Mário Negrão Borgonovi

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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CLIMA RUIM

Comparar o futebol jogado hoje pela Alemanha com o futebol do Brasil é o mesmo que comparar o governo Dilma Rousseff ao governo de Angela Merkel. Estamos perdendo de goleada em tudo e, claro, lá se vão os pontos por água abaixo nas pesquisas. No Mineirão, a torcida revoltada voltou aos gentis xingamentos do primeiro jogo, no Itaquerão. Talvez seja melhor chamar o Hulk para ajudar a entregar o caneco ao campeão...

Carmela Tassi Chaves

tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

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TORCIDA BRASILEIRA

Se existe algo de positivo na humilhante derrota brasileira, é o comportamento da torcida e do cidadão brasileiro dentro do Mineirão. Cantou, vibrou e apoiou a nossa seleção até onde teve ânimo, e foi exemplar ao reconhecer a superioridade alemã, batendo palmas a cada jogada tedesca, gritando olé ao toque refinado dos europeus e se mantendo consciente e fria, mesmo sob o reverso inesperado. Se no campo não foi possível, fora dele, os brasileiros deram show.

Filipe Luiz Ribeiro Sousa

filipelrsousa@yahoo.com.br

São Carlos

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INSISTENTES

Tanto Felipão como a presidente Dilma sofrem do mesmo mal: desprezam nomes de peso e insistem com quem nada produz. Cadê Ronaldinho Gaúcho? Cadê o Kaká?

Arnaldo de Almeida Dotoli

arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

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A VOZ DO POVO

Incompreensível a teimosia de Felipão em escalar Fred em todos os jogos da seleção. Pesquisa Datafolha apontou Fred como o pior jogador da seleção. Só nosso técnico não respeitou o antigo ditado: “vox populi, vox dei”.

Luiz Bianchi

luizbianchi@uol.com.br  

São Paulo

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OBRIGADO, DONA DILMA

O povo brasileiro ficou muito feliz com os seus votos de sucesso para a seleção brasileira na Copa do Mundo. Sua afirmação “sairemos dessa Copa com a autoestima mais elevada” define muito bem nossa sensação após a derrota de 7 a 1. Registrei também com emoção sua afirmação “o mesmo pessimismo que anteciparam para a Copa e que se mostrou equivocado ocorre quando falam sobre o PIB de 2014”. A emoção se deve ao fato de que, ao contrário, estávamos otimistas com a Copa. Estamos preocupados é com o PIB de 2014, que, se os pessimistas não atrapalharem, deverá alcançar quase 1%, graças à sua imensa competência com Guido Mantega, seu ministro da Fazenda. O “indevido pessimismo” que a senhora teme termos para a realização da Olimpíada não ocorrerá, aguardamos uma vila olímpica semipronta e alguns atletas mal preparados, como tudo o que aconteceu em seu governo. Aqui termino minhas saudações, esperando que a senhora deixe o Planalto em 1.º de janeiro de 2015, com toda a sua trupe, e que jamais volte a Brasília.

Fabio Figueiredo

fafig3@terra.com.br

São Paulo

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NÃO FOI TÃO RUIM...

Como sempre, a petezada vai tentar passar para o povo brasileiro que o resultado do jogo contra a Alemanha não foi tão ruim assim... Aqueles pessimistas que achavam que seria como antigamente - vira 6 e acaba 12 - quebraram a cara!

José Carlos Alves

jcalves@jcalves.net

São Paulo

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CULPADOS

O sr. Lula agora também vai  culpar o sr. FHC pela derrota da “família Scolari”, ou será a arrogância e a prepotência dos srs. Felipe, Marin, Del Nero, etc.?

Jose Guilherme Santinho

msantinho@uol.com.br

Campinas

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‘ESTRELINHAS’

Falta vergonha aos jogadores brasileiros, humildade. São “estrelinhas” a desfilar cortes de cabelo, tingimentos, mas futebol, nada! Adorei a cara de bunda de Felipão após o jogo. E mais, ofereço de presente essa humilhação diante da grande e determinada Alemanha a Dilma, Lula e cambada.

Clarice Ziolli

clariceziolli@ig.com.br

São Paulo

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HOMBRIDADE

E isso aí, não ter o dom da humildade e crer que é o dono da verdade, não aceitar sugestões, convocando somente quem é de seu agrado, em detrimento de excelentes jogadores, resulta no que está aí (vergonhoso e humilhante). Felipão tem de pelo menos ter a hombridade de pegar seu polpudo salário e deixar o cargo para alguém mais capacitado e humilde.

Idaberto das Neves

mateuscabral12@hotmail.com

Sertãozinho

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SÓ PROPAGANDA

O timinho do Brasil é igual ao desgoverno do PT: só propaganda. Lamentável! Já no primeiro tempo 5 a 0 para a Alemanha...

Iracema M. Oliveira

mandarino-oliveira@uol.com.br

Praia Grande

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CHORA, BRASIL

Segundo Tiririca, pior do que está não fica. Será? Após a seleção de futebol brasileira ser derrotada pela seleção alemã por 7 a 1, só falta perder o terceiro lugar para a Holanda. E aí, após essa derrota, será que a presidente Dilma ainda vai entregar a taça ao time campeão e escutar as vaias e xingamentos com dignidade?

Maria Carmen Del Bel Tunes

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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POLÍTICA E FUTEBOL

O resultado do desastroso jogo entre Brasil e Alemanha deve levar os brasileiros, todos, sem exceção, à profunda reflexão. Penso que a diferença entre o futebol e a política pode ser identificada com campeonatos de curta e de longa duração. Enquanto na política os efeitos maléficos demoram mais de uma década para que sejam vistos, escancarados e percebidos, embora sejam sentidos, no futebol bastam apenas algumas partidas para o desastre se manifestar. Exatamente como aconteceu. A seleção brasileira, liderada pela orientação soberba do seu líder, em apenas seis jogos foi ao fracasso arrasador ao perder por um placar absurdo diante da Alemanha. E o líder, Felipão, diante das adversidades que se apresentavam em campo, o que fez? Fez de conta que não sabia do desastre, que já estava desenhado para acontecer. Fez prevalecer sua arrogância e teimosia. Apostou em dois jogadores que até então nada produziram, considerando o tempo do campeonato. Na política está ocorrendo a mesma coisa. Foram dois e meio mandatos sob a orientação de Lula - de direito e de fato -, mas o que mudou? Nada! A corrupção só cresceu, os favores e os conluios entre os políticos aumentaram de modo a proporcionar cada vez mais os ataques ao dinheiro público. Criou 39 ministérios para agradar seus aliados, não chegou a 40, certamente, inibido pela fábula de Ali Babá, a quem não poderia deixar de ser comparado. Ficou rico, deixou sua família rica e fez de conta que não sabia de nada do que ocorria sob suas barbas, quando seus mais chegados nadavam no desvio do dinheiro público, até que os próprios políticos, quiçá envergonhados, denunciassem o esquema. Enfim, deixou que todos - petistas “et caterva” - ficassem ricos ou remediados, colocando-os no serviço público para fazer política sindicalista. Conseguiram quebrar a Petrobrás e outras empresas públicas de sucesso. Aparelharam o Estado. Essas atitudes imperiais que denotam soberba absoluta, guardadas as suas devidas proporções, macularam de forma indelével as biografias de Lula e de Felipão.

Carlos B. Pereira da Silva

carlosbpsilva@gmail.com

Rio Claro

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MINEIRAZO

Alemanha 7 x Brasil 1. Alguém em campo (jamais fora dele) tem a obrigação de comandar seus companheiros. Lembram-se do Didi, no Brasil 5 x Suécia  2, quando, ao sofrermos o primeiro gol,  na final da Suécia, em 1958, retornou ao meio campo  devagar com a bola embaixo dos braços? Embora nem  capitão fosse, mas com a autoridade de melhor do time, tomou a atitude simbólica de transmitir a mensagem de tranquilidade aos companheiros e, aos adversários, de “não vem que não tem”. Quem tomou alguma atitude no 1 a 0 de terça-feira,  o catastrófico 8 de julho de 2014? Futebol se ganha nos detalhes, principalmente os dentro do campo de jogo. Discordo daqueles que acham que Felipão deveria ter mexido no time. Foi humano, evitando transferir para os ombros de um pobre jogador a responsabilidade da catástrofe sob o testemunho de milhões de pessoas. Não se ganha com oba-oba da imprensa e da torcida, que faz com que os jogadores se descontraiam e acreditem no sucesso predeterminado. Na terça-feira, e em jogos anteriores, os torcedores  acompanharam e aplaudiram  o ônibus dos jogadores como se campeões já fossem. Estes, em seu interior, retribuíam e, provavelmente, batucavam como se estivessem em festa. E o Maracanazo se repetiu.

Antonio C. Gomes da Silva

acarlosgs@uol.com.br

São Paulo

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TALENTO

A seleção brasileira foi derrotada pela seleção alemã porque é muito fraca. E isso não é culpa de Felipão, porque ele convocou os atletas que lhe pareciam melhores para formar uma boa equipe. Não adiantaria, portanto, substituir dois ou três jogadores, porque o problema era todo o time todo. É necessário reconhecer que a seleção passou para as quartas jogando contra equipes fracas e por placar apertado. A verdade é que, salvo raríssimas exceções, não temos atletas com talento, atualmente. E talento não se ensina.

Cláudio Moschella

arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

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UM PLACAR ASSUSTADOR

Em 1950 perdemos uma Copa no Maracanã, uma perda irreparável e inesquecível, mas a deste ano foi diferente, foi com um placar elástico, indecente, inexplicável. Mas tudo o que começa errado tende a dar errado, senão vejamos: nossos atletas e nosso técnico perdiam muito tempo como garotos propagandas, houve muita folga e descanso, enquanto adversários treinavam até nos dias de jogo e após. Temos dois zagueiros ótimos, mas imaturos e sem reservas, e goleiro com validade vencida jogando num time amador. Felipão falou dois dias antes da Copa que não sabia a tática a utilizar; não disputamos as eliminatórias (sem testes reais); fizemos amistosos contra times inexpressivos; não testamos outros laterais, ficando a mercê de dois ultrapassados e inseguros, além de termos um centroavante combalido, Fred. Neymar e Paulinho voltando de contusões e jogando abaixo do normal... Tenho pena das crianças, como um garoto aqui, de Sete Lagoas, Pedro Henrique, filho de Joilson, barbeiro, que chora copiosamente e não entende o placar assustador. Como acalmá-lo?

Julio Jose de Melo

julinho1952@hotmail.com  

Sete Lagoas (MG)

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A CULPA É NOSSA

Assim como em 1998, na França, a “culpa” foi da crise de Ronaldo, assim como em 2006, contra a mesma França, a “culpa” foi da meia de Roberto Carlos, assim como em 2010, contra a Holanda, a “culpa” foi de Dunga e de Felipe Melo, agora a “culpa” foi de Felipão e da saída de Neymar. Mas em todas essas Copas o Brasil perdeu de cabeça baixa, sem entrar em campo e foi o “campeão da apatia”. Mais uma vez, a culpa é nossa, e não a taça.

Roberto Saraiva Romera

robertosaraivabr@gmail.com

São Bernardo do Campo

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LEGADO DA COPA

O legado deixado pela Copa foi: Lulinha paz e amor, Dilminha, PT e outros colaboradores, corrupção, Fifa com os ingressos e dando ordens aos nossos governantes e estádios maravilhosos sem necessidade. Mas se esqueceram do verdadeiro  legado, que queríamos nós todos, brasileiros: saúde, transporte, segurança, dignidade de viver mais ou menos decentemente, aposentados sem passar fome, deputados com salários razoáveis. Portanto, brasileiros, pensem na hora do voto!

José R. Brighenti Ribeiro

brighentiribeiro@bol.com.br

Praia Grande

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O GOL DA VIRADA

Só está surpreso com a acachapante derrota do Brasil quem não viu que em todos os outros jogos esta equipe dependia totalmente de Neymar, quer para fazer gols ou dar moral contra o time adversário. Neymar não merecia jogar com essa seleção. Essa seleção, sem Neymar, parece com o governo federal que se assustou com as manifestações de junho de 2013, quando o povo foi para as ruas, pois tudo estava lindo e maravilhoso e só eles (Felipão e cia.) não sabiam. Que em outubro o povo tome realmente nas mãos a direção deste país, votando acertadamente e fazendo o gol da virada.

Tania Tavares

taniatma@hotmail.com

São Paulo

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NÃO CHOREM, FOI APENAS UM JOGO

Não chore mais pela seleção brasileira, povo brasileiro. Chore por um país que clama por justiça, por direitos para todos. Chore para uma democracia verdadeira e justa. Pense num país onde tanto ricos como pobres possam ter os mesmos valores dentro de uma sociedade igualitária. Num país onde, à beira de um colapso ideológico, os interesses pessoais estejam abaixo de qualquer outro valor ético e moral. Chore pedindo aos seus governantes que melhorem nas suas atitudes de amor real à nossa pátria. Chore implorando por um país rico em educação, saúde e segurança. Pense num país onde a Copa serviu para mostrar o quanto podemos ser fortes e unidos no que queremos para o bem do coletivismo. Siga exemplos de outros povos que aqui estiveram e mostraram o valor de uma verdadeira cidadania, da ética e da educação. Não foi  somente a Alemanha que nos derrotou mostrando sua forca leal, mas japoneses, australianos e outros países chamados desenvolvidos.

Marcio Rogério Kanashiro

mr.kanashiro@yahoo.com.br

Santa Catarina

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‘BLITZKRIEG’

Foi inevitável a comparação. O time derrotado do Brasil pela Alemanha lembrou os motores dos nazis sobre a Europa, devastando-a até os confins da cidade de Stalingrado, na gélida Rússia. Também, metaforicamente, o time em campo humilhado é o mesmo time de político que temos em Brasília, são as nossas Forças Armadas sucateadas, coisas nacionais, como estádios “elefantes brancos” que, diante o assopro de um lobo, desabará como um castelo de cartas.  Mas o que esperar de um time de estrelas e de muito poucos guerreiros? E o que dizer do lamentável técnico e de sua comissão? Um bando de dinossauros que nem mais sabem pensar direito. Imagine ter tesão e garra para ganhar um mundial! Certos são os críticos que estão falando sobre a corrupção em que se transformou a CBF e o banco de negócios em torno da seleção canarinho. É uma máfia, meu povo, isso é uma máfia! Só um pouco de radicalismo para destruir isso.

Luiz Fabiano Alves Rosa

fabiano_agt@hotmail.com

Antonina (PR)

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O JOGO E A MISÉRIA

O resultado tão inesperado do jogo Brasil x Alemanha foi um grande choque, mas pode servir de inspiração para se refletir sobre o que é possível perceber no cotidiano do povo brasileiro. Nos estádios, os brasileiros cantam orgulhosamente o Hino Nacional. No dia seguinte, furam fila, jogam papel na rua, desejam mordomias e privilégios, estimulam e praticam a corrupção, e aceitam complacentemente um governo infestado de incompetência e corrupção, atualmente suavizadas pela expressão "malfeitos". É uma traição diária, que enraíza uma estrutura social de injustiças ao povo brasileiro. Parece-me um bom momento para se lembrar que o principal propósito da atividade política é a construção do bem comum. Genericamente, pratica-se o péssimo exemplo de preferir "levar vantagem em tudo", de embromar, enganar, e de deixar para depois. Quando o correto é estudar, treinar, trabalhar duro e se fazer merecedor de um resultado que se colhe por mérito e não por "jeitinhos". As leis devem ser respeitadas e as greves devem apenas favorecer o reconhecimento de uma causa justa, sem prejudicar sordidamente a população que trabalha arduamente para levar para casa o pão de cada dia. Mais uma vez: a construção do bem comum não é apenas função do governo ou dos legisladores, mas de todas as pessoas de um país, a cada um cabendo sua parcela de responsabilidade, na medida de suas possibilidades. Àquele que não está em condições de conquistar seu próprio alimento, que lhe seja dado o peixe, mas garantindo que ao mesmo tempo lhe seja ensinado a pescar e que lhe seja cobrada a iniciativa própria de segurar com gana a vara de pescar. Por isso, fornecer indefinidamente Bolsas auxilia perversamente a manter o povo escravo da miséria e da dependência dos favores alheios e interesseiros. Da mesma forma, também é perverso o sistema de cotas, que obriga os irmãos brasileiros se apartarem entre raças e cores, institucionalizando preconceitos, quando todos deveriam ser reconhecidos e respeitados, indistintamente, apenas como seres humanos. Se há, de fato, dificuldade de acesso a escolas e postos de trabalho, que se ergam imediatamente mais escolas boas, com professores recebendo um salário adequado ao profissional que deveria ser reconhecido como o mais respeitável e ilustre de todos. Aos idosos e doentes, aos criminalizados, aos desfavorecidos dos benefícios da capacidade criativa humana, a parcela da sociedade com mais possibilidades deve-lhes sempre uma inesgotável compaixão e um permanente pedido de perdão. Miséria só é conveniente para o político esperto, malandro, oportunista, populista, que fala asneira propositalmente, para fazer bonito a quem lhe convém.

Carlos A. de Oliveira Camargo

carlosaocamargo@gmail.com

São Paulo

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NULIDADE

Depois da derrota histórica do Brasil diante da Alemanha, seria pedir muito a demissão do presidente da CBF, a nulidade José Maria Marin?  

Mário Barilá Filho

mariobarila@yahoo.com.br  

São Paulo

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BODE EXPIATÓRIO

A turma raivosa cujo esporte predileto é hostilizar a CBF saiu da toca para tentar fazer de José Maria Marin o culpado pelo vexame do Brasil com a Alemanha. Seria cômica, se não fosse patética, absurda e burra tamanha sandice e falta do que fazer. Marin não entra em campo, não faz gol, não cobra pênalti, não coloca chuteira. A CBF cuidou da seleção e da comissão técnica com esmero. Com estrutura de Primeiro Mundo (Granja Comary), nada faltou aos jogadores para que pudessem trabalhar com tranquilidade, conforto e segurança. Que os eternos desafetos da CBF, que nunca fizeram nada de útil e produtivo pelo futebol brasileiro, procurem outro Cristo para bode expiatório. Os adeptos da lorota e do lero-lero rosnam e Marin trabalha.

Vicente Limongi Netto

limonginetto@hotmail.com

Brasília

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CAIU A MÁSCARA DA SELEÇÃO BRASILEIRA

Belo Horizonte, a mesma cidade em que há poucos dias um viaduto desabou, MATANDO pessoas, foi palco da maior humilhação que o futebol brasileiro já viveu em sua história. E não dá para separar esses fatos. Caiu a máscara da seleção brasileira, da CBF e da "nação" que se ergue sobre chuteiras. Em retrospecto, a derrota retumbante para a Alemanha faz todo o sentido, e coroa com espinhos a arrogância e leviandade de uma nação que sacrifica seus cidadãos para a organização de uma orgia com o dinheiro público. Lembremos que trabalhadores perderam suas vidas na construção de um estádio da copa, cidadãos perderam suas vidas com o desabamento do viaduto em Belo Horizonte, e muitos ainda hão de perecer nas filas dos hospitais, nas estradas (repletas de caminhões), nos deslizamentos, alagamentos e secas, no meio do fogo cruzado entre traficantes e policiais, enfim, na violência diária do doce deleite de ser brasileiro. Esses fatos estão todos interligados: uma copa que custa vidas, e um país que sacrifica seus cidadãos (em deslizamentos de terra ou desabamentos de viadutos), não merece nem pode vencer uma competição mundial de alto nível. A sorte ajuda às vezes, mas nem sempre. A incompetência e a leviandade não estão restritas ao canteiro de obras, estão presentes em todos os setores da vida social brasileira. E não adianta vaiar o hino dos outros nem hostilizar os jogadores adversários. Cantar o hino nacional chorando e apregoar que "Deus é brasileiro" não dá vitória a ninguém.

Alfredo Luiz Paes de Oliveira

Suppia alsuppia@gmail.com

Sumaré

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CHOQUE DE REALIDADE

Simplesmente indescritível o sentimento da torcida brasileira. De que adiantou cantar o Hino Nacional em "capela"? De que adiantaram todos aqueles gestos dos jogadores em direção ao céu, quando entraram em campo? A verdade é uma só: quando o adversário é superior, não há intervenção divina, macumba ou seja o que lá for que evite a derrota. Foi um choque com a realidade, eu diria uma verdadeira trombada. Resta-nos um  consolo: o futebol é só um jogo.

Nestor Rodrigues Pereira Filho

rodrigues-nestor@ig.com.br

São Paulo

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QUE SIRVA DE LIÇÃO

Foram gastos mais de R$ 21 bilhões para realizar a “Copa das Copas”, e nunca fomos tão humilhados e bombardeados em campo. Os jogadores nem sequer se mexeram ao longo da partida Brasil x Alemanha, pareciam imobilizados. Um vexame total, uma tragédia mundial, e assim caminha a história do país, marcada por fraudes, roubos, subornos. Quiçá sirva de lição para um novo amanhã.

Carlos Henrique Abrão

abraoc@uol.com.br

São Paulo

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GOLPE

Esta semana o Brasil e o mundo se deram conta de terem sofrido um golpe: os brasileiros, de terem pagado bilhões para receber em troca ingresso para uma pelada, e o resto do mundo, de ter dado aval a essa punga. Roubaram até a alegria do time vencedor: eles ficaram sem ter o que comemorar.

Paulo Pellegrino

pellegrino4@me.com

São Paulo

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O BRASIL GANHOU

A seleção perdeu e o Brasil ganhou! Agora, ninguém poderá usar a Copa para fazer política na tentativa de encobrir nossas mazelas e se manter no poder, e o povo, a duras penas, entenderá que só de pão e circo não se vive.

Alberto Bastos Cardoso de Carvalho

albcc@ig.com.br

São Paulo

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A COPA COMO PROPAGANDA POLÍTICA

E o tiro saiu pela culatra...

Eunice Marino

eunicemarino@oi.com.br

Guaxupé (MG)

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A GOLEADA DAS GOLEADAS

Na Copa das Copas, a seleçãozinha tomou a goleada das goleadas. Não vai ter hexa. Que vexame! Muda, Brasil!

J. S. Decol  

decoljs@globo.com

São Paulo

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O DIA SEGUINTE

E agora, José? A festa acabou, o povo sumiu” (Carlos Drummond de Andrade). “O sonho acabou” (John Lennon). “Mas o pesadelo continua” (Millôr Fernandes). “O que tinha de ser roubado já foi” (Joanna Havelange). “Vamos voltar à pilantragem” (Wilson Simonal).

Gilberto M. Costa Filho

marcophil@uol.com.br

Santos

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COPA E UFANISMO

Hexa ou vHEXA...me!

Gustavo A. S. Murgel

gustavomurgel@hotmail.com

Campinas

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CHOCOLATE

Quem mandou deixarem a Garoto, uma empresa fundada por alemães, patrocinar a Copa das Copas? Não deu outra coisa: chocolate alemão.

Ronaldo Gomes Ferraz

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro  

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BRASIL, O GIGANTE ADORMECIDO

Caro amigos, eu também torci pelo Brasil. E sempre vou torcer. Bem, quando escrevo, o Brasil está perdendo de 5 a 0. Gostaria de fazer uma homenagem aos jornalistas especializados em futebol. Aos de TV e aos espetaculares das rádios. Confesso que é a primeira vez que acompanho a Copa, primeiro pelas rádios e, em segundo plano, pela TV. Desde o começo da Copa o pessoal, principalmente das rádios, batia sobre a fragilidade da nossa seleção e de nosso limitado técnico. A meu ver, essa seleção foi, e será, a mais chorona de todas as copas. O técnico, um simples ogro, que mostrou a sua qualidade, um homem simples e simplório, que já ganhou, por sorte, muito dinheiro, no mundo do futebol, mostra a sua verdadeira qualidade, fazer caretas e abanar os braços. Fato que os brasileiros, aprenderam a constatar. Bom, agora o Brasil perde por 7 a 1. A meritocracia venceu, parabéns. Parabéns, sobretudo, aos jornalistas das rádios. A sensação de escutar um jogo pela rádio é algo mágico. Coisa bela. Bom, amanhã, acordo de madrugada e tenho que trabalhar. Abraço, querido Brasil.

Moacir de Vasconcelos Buffo

moacirbuffo@gmail.com

Campinas

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DA GLÓRIA AO FRACASSO

Engraçado o comportamento de toda a imprensa, incluindo o “Estado”. Até o jogo contra a Alemanha, os jogadores eram verdadeiros heróis, que choravam por amor à Pátria e jogavam com o coração na chuteira. Depois do jogo fatídico, o selecionado era, em realidade, um catado de jogadores sem tática e cujo fim desastroso já era previsto. Vai entender...

Gabriel Henrique Santoro

santoro.gabriel@uol.com.br

São Paulo

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PANELINHA

Ler o caderno da Copa da edição de ontem do “Estadão” é constatar que, no Brasil do futebol, se fazem escolhas de acordo com critérios subjetivos, muitos dele de caráter particular. Dessa forma, fulano não pode ser o técnico da seleção porque não é da simpatia de beltrano; sicrano também não pode porque foi treinador da equipe tal; B não é do agrado do dirigente xis, e por aí vai. Não estamos aqui para simpatias, amizades, conluios ou coisas que os valham, ou acabaremos por "aparelhar" a seleção como vem sendo feito com a administração deste País, para nossa dupla desgraça. Precisamos de competência dentro do campo, com novas técnicas, treinamento moderno e planejamento equilibrado, assim como não podemos ter preconceito em relação aos jogadores escolhidos. O nosso maior problema, quase sempre neste país, é a maldita panelinha!

Doca Ramos Mello

ddramosmello@uol.com.br

São Sebastião

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O CASTIGO CHEGOU

Demorou, mas chegou, e com merecimento. A prepotência do futebol brasileiro em decadência, a arrogância do PT em queda livre, a liderança fictícia da Globo em baixa. O que faz a corrupção... Que castigo ao povo brasileiro! E agora, Dilmula?

Luiz Dias

lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

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INVERSÃO DE VALORES

Impressionante o sentimento de “humilhação” por resultado de torneio de futebol!  Humilhação é vermos doentes jogados em corredores de hospitais e o suado dinheiro dos nossos impostos ser desviado pela corrupção ou distribuído aos tiranos e assassinos de ídolos deste governo. Humilhante é ocuparmos sempre os últimos lugares em quesitos que nos aproximariam de países de Primeiro Mundo e os primeiros lugares em outros, que nos remetem ao terceiro-mundismo. Até quando vamos tolerar essa inversão de valores?

Aparecida Dileide Gaziolla

aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

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O 7 A 1 NOSSO DE CADA DIA

Ao invés de lamentar o revés da seleção brasileira de futebol ante a Alemanha na semifinal da Copa do Mundo, podemos encará-lo como desfecho lógico de uma atividade integrante de um contexto muito maior. Não se trata do maior vexame do futebol brasileiro. Vexame é ganhar e achar que está tudo bem. Vexaminoso, preocupante e perigoso é apanhar de 7 x 1 todos os dias e não entender isso.  Se utilizarmos o resultado do jogo como instrumento de análise, não haverá subterfúgio para mascar o óbvio: somos uma nação composta em sua maioria por pessoas mentalmente desequilibradas. Os jogadores brasileiros refletem o povo brasileiro em seu cotidiano, a atitude em campo é a atitude na vida. Dizem os comentaristas “é como um pesadelo”, como se ele tivesse começado no primeiro gol da Alemanha. O pesadelo começou muito antes, e se renova a cada dia para a maioria dos brasileiros. Perdemos de goleada todos os dias! “Dai-nos o 1 a 7 nosso de cada dia”, desta vez no futebol, para ver se alguém se toca! Não perdemos taticamente ou tecnicamente para a Alemanha. Perdemos por motivos educacionais, que refletem o grau de controle emocional de cada um e do coletivo. Que time leva 4 gols em 6 minutos? Os problemas são estruturais, sociais, os indivíduos são apenas as ferramentas necessárias para os desfechos indesejáveis. Perdemos de 1 a 7 primeiramente na educação e, consequentemente, na saúde, segurança, distribuição de renda, prioridades individuais e nacionais. Soa inocente perguntas como “devemos traçar outros rumos para o futebol brasileiro”? Não é disso que se trata. A derrota para a Alemanha foi lógica e previsível. Quem teve ou tem contato com a nação alemã não tem dúvidas disso. O nível de organização, compromisso e educação (inclusive e sobretudo emocional) dos alemães contribuem e justificam o resultado. Dizer que os alemães são frios, ou que não choram, não significa que não tenham sensibilidade, ou que não sejam felizes. Já o gol de honra do Brasil soa tragicômico, quase didático. Depois de levar inúmero revezes, inúmeros nãos, inúmeras portas na cara, injustiças, abusos, restrições, ganhamos algum alento. E nos esquecemos do que se foi. E que é um ciclo. Ganhar a Copa, no fim de um ciclo, seria um orgulho, ou o verdadeiro vexame?

Pedro Mendonça de Oliveira, médico

pedrocsnc@gmail.com

Florianópolis

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A MAIOR DAS SURPRESAS

Numa Copa do Mundo  marcada por surpresas, como a emergência da Costa Rica na elite do futebol, o desastre espanhol, a dentada de Suárez, a trombada de Zuñiga por trás, aquela na qual o que bate na traseira, no trânsito, nunca tem razão, embora o colombiano não tenha sido nem advertido pelo árbitro, a vértebra fraturada de Neymar, a ineficiência acachapante de Cristiano Ronaldo, o otimismo irracional alardeado por membros da cúpula da comissão técnica brasileira, ao afirmarem que a Copa estava garantida, antes ainda da fase de grupos, o choro fácil dos nossos craques e a pirotécnica cantoria do hino à capela, após todas essas e outras bizarrices, quem poderia imaginar que a mais retumbante  e dramática das surpresas ainda estava por vir: Alemanha 7, Brasil 1? Poderá ela ser superada na final ou na disputa do terceiro lugar? Aguardemos.

Paulo Roberto Gotaç

prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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SELEÇÃO QUEIMADA

Criaram uma expectativa em torno de uma seleção que nunca convenceu. Qual a experiência desta seleção em Copas? Quem era o líder? A exceção é Júlio Cesar. Não é porque joga no Barcelona, Real Madrid, Chelsea, Bayern de Munique, etc. que o credencia à seleção. Para mim esta seleção está queimada.

Panayotis Poulis

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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MINEIROS

Nada a reclamar. Os alemães, sim, fizeram o certo, em Minas, comeram quietinhos...

Jatiacy Francisco da Silva

jatiacy@estadao.com.br

Guarulhos

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DIGNIDADE

Agora já sabemos que o Brasil não será hexa campeão nesta edição da Copa. Torcemos para que, independentemente do resultado do último jogo, possamos encerrar nossa participação com dignidade. Mas é hora de tentar entender o porquê do vexame, olhar para a frente e encarar os problemas. Até alguns anos atrás o talento e habilidades natas de nossos jogadores garantiam alta probabilidade de sucesso em torneios internacionais, como já aconteceu cinco vezes em Copas do Mundo e em diversos outros torneios. Mas em um mundo onde vários esportes e principalmente o futebol são tratados profissionalmente, tanto no campo de jogo e principalmente fora dele, se o futebol brasileiro continuar a ser tratado com o nível de amadorismo que o caracteriza até aqui, as probabilidades de continuarmos colecionando títulos serão cada vez menores. Seria ótimo se através do futebol pudéssemos produzir exemplos de organização a suportar talentos natos e continuar vencendo, ao invés de copiar o que de pior existe em nossos governos que primam por jogar fora as oportunidades de progresso que se apresentam e são sempre perdidas. Como nossa apressada presidente acaba de perder a oportunidade de tentar se beneficiar da possibilidade de se beneficiar do eventual sucesso da seleção para compensar as deficiências de seu lamentável governo.

Waldyr Pilli

pilli.waldyr@gmail.com

São Paulo

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JOGO DA SEMIFINAL

Erram aqueles que dizem que o Brasil jogou mal. O Brasil simplesmente não jogou!

Attilio Cerino

attiliocerino@yahoo.com.br

São Paulo

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A DERROTA BRASILEIRO

O sonho acabou, venceu o futebol!

Miguel Caram

miguel@admcaram.com.br

São Paulo

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AMBIENTE CAÓTICO NO FUTEBOL

Não há investimento no futebol de base, não se estimula o desenvolvimento dos talentos e a manutenção dos atletas no País. Estimula-se apenas a venda para o futebol europeu. A falta de planejamento, organização, preparação e treinamento reflete o ambiente caótico que se tornou o futebol no Brasil. A derrota para a Alemanha é consequência de querer ganhar apenas no curto prazo (fase de classificação) e não investir no longo prazo (ser campeão).

Luiz Roberto da Costa Jr.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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NOÇÃO DE COLETIVIDADE

A derrota do Brasil a Alemanha pegou a todos desprevenidos, até a comissão técnica. Em 2006 a culpa foi de Roberto Carlos. Em 2010 a culpa foi de Júlio César. E vai continuar sendo fácil achar culpados, heranças malditas. E o nosso exame de consciência é sempre na consciência e na atuação do outro, incrível na atuação negativa. A língua portuguesa pode ser a verdadeira culpada, porque seus adjetivos fazem de pessoas simples verdadeiros heróis, mas heróis são pessoas simples, sim, são, mas que agem com simplicidade e não alardeiam humildade, apenas fazem. Quantos heróis foram criados em razão das primeiras partidas! Quando assim personificados assumiram este padrão. Há no ar uma sensação que me incomoda: de que tudo é fácil. Os alemães não veem as coisas com essa simplicidade, passaram por duas guerras e dão lição a todo o mundo em todas as áreas. Onde estão os seus titãs não se faz menção à individualidade. Nossa noção de grupo e comunidade está aviltada.

Jaci Manoel de Oliveira

Jaci.oliveira@terra.com.br

São Paulo

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ORGULHO DA PÁTRIA

Desabafo de uma torcedora presente no Mineirão na terça-feira: isso representa mais que um simples jogo, representa a vitória da competência sobre a malandragem. Serve de exemplo para gerações de crianças que saberão que para vencer na vida tem-se de ralar, treinar, estudar. Acabar com essa história de jeitinho malandro do brasileiro, que ganha jogo com seu gingado, ganha dinheiro sem ser suado, vira presidente sem ter estudado. O grande legado desta Copa é o exemplo para gerações do futuro! Que um país é feito por uma população honesta, trabalhadora, e não por uma população transformada em parasita por um governo que nos ensina a receber o alimento na boca, e não a lutar para obtê-lo.  A Alemanha ganha com maestria e merecimento. Que nos sirva de lição! Pátria amada Brasil tem de ser amada todos os dias, no nosso trabalho, no nosso estudo, na nossa honestidade. Amar a Pátria num jogo de futebol e no outro dia roubar o país num ato de corrupção, seja ele qual for, furando uma fila, sonegando impostos, matando, roubando, que amor à Pátria é este? Já chega! O Brasil cansou de ser traído por seu próprio povo. Que sirva de lição para que nos agigantemos para construirmos um país melhor. Educar nossos filhos para uma geração de vergonha. Uma verdadeira nação que se orgulha de seu povo, e não só de seu futebol.

Carlos N. M. Coutinho

cncoutinho@uol.com.br

Rio de Janeiro

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A VITÓRIA DO TRABALHO SÉRIO

O que explica a catástrofe do 7 a 1? Sem desmerecer tantas outras qualidades do brasileiro, diria que foi a vitória do trabalho sério e da inteligência sobre a improvisação (o "jeitinho") e a boa vontade. E o pior é que o mesmo se passa em outros terrenos muito mais importantes que o futebol.

Ricardo Ferreira

fredrfo@gmail.com

São Paulo

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FUTEBOL ATRASADO

Tomara que esta LIÇÃO dada pela Alemanha, mas que poderia ser dada também pela Holanda, França ou Argentina, faça com que se mude o atraso em nosso futebol. Já fui fanático torcedor de futebol, mas há vários anos não me importo mais. O nosso futebol, que dizem que é o melhor do mundo, em 40 anos só jogou bem em 1982 com Tele Santana. O único que teve a coragem de levar os melhores. Apesar de eliminado, todos se lembram daquela seleção. Mas hoje em dia o que prevalece nas escolinhas são os pernas de pau, com rara exceção do Santos, que faz um belo trabalho.

Treinadores medíocres, ganhando fortunas absurdas, para encher de volantes e que não conseguem dar um passe. Ninguém quer perder o emprego. Gerentes de futebol, presidentes de clubes, empresários, todos somente interessados no mercado financeiro. A falta de humildade é geral e, se continuar assim, não classifica para a próxima Copa.

Tiago Homem de Melo de Carvalho e Silva

tihmcs@ig.com.br

Campinas

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CANARINHO

Nunca mais a camisa da seleção terá a mística da camisa canarinho. Agora virou tico-tico.

Francisco José Sidoti

fransidoti@gmail.com

São Paulo

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CAPA DO JORNAL

“Humilhação em casa” não existe! No verdadeiro esporte se medem condições e tem só um que gana e outro que perde - não existe vexame!

Erhard Franz Adolf Dotti

erdotti@gmail.com

São Paulo

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GOLEADA

Com todo o respeito aos 200 milhões de brasileiros, nunca antes neste país... sofremos tantos gols.

Tadaiuki Yamamoto

tadai@ig.com.br

São Paulo

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7 A 1

Não se substitui Neymar por Bernard impunemente...

Eduardo Britto

britto@znnalinha.com.br   

São Paulo

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ZUNIGA

O colombiano bateu no que viu e acertou no que não viu.

Ruy de Jesus Marçal Carneiro

ruycar88@uol.com.br

Londrina (PR)

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POVO INGRATO

Como o povo brasileiro é ingrato! A seleção nos deixou sonhar por 30 dias que poderíamos ser hexa, vivemos, nos alegramos e nos orgulhamos com isso. Por causa da contusão de Neymar, Felipão foi obrigado a adiantar os laterais, a Alemanha explorou justamente isso, jogar nas costas dos zagueiros e de cara marcar 4 gols. Felipão poderia ter armado uma retranca, poderia, mas seria chamado de covarde e o jogador brasileiro não sabe jogar assim. Parabéns a Felipão e a TODOS os jogadores, afinal estamos entre os 4 melhores times do mundo e o único penta.

Edvaldo Angelo Milano

e_milano@msn.com

Limeira

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A MÍSTICA DO PAÍS DO FUTEBOL

A humilhante derrota para os alemães é uma triste realidade, mas pode ser o começo de uma nova era. Há de servir como lição e conduzir a reformas profundas. O outrora apaixonante futebol tornou-se um perverso ambiente negocial onde o importante é o lucro - muitas vezes indevido - que mata os clubes menos importantes e decreta a fome a milhares de profissionais atropelados pelas negociatas, calendários leoninos e outros problemas. Temos de abandonar a mistifica do “país do futebol”. Se realmente o fosse, teríamos aqui um mercado regular de trabalho e nossos craques não precisariam ter como metas a Europa, o Oriente Médio e outros quadrantes do mundo. Enquanto não tivermos leis e procedimentos que protejam os clubes e evitem a cartolagem profissional e a rapinagem, não poderemos ter o futebol senão como coisa do passado. Precisamos garantir a vida dos clubes, reinventar o mercado de trabalho futebolístico e convencer o povo a gostar de futebol e não das campanhas de marketing gerada pelos negociantes do futebol. Como resíduo da Copa 2014 nos restarão 12 estádios modernos - que precisam ter uma finalidade - e ainda falta concluir as obras complementares (avenidas, pontes, trens, etc.) que o governo negligenciou. É preciso terminá-las. Quanto aos 7 a 1, tomados da Alemanha, podem ser encarados como resultado líquido e certo do quadro caótico do futebol brasileiro. A seleção terminar em terceiro (ou quarto) lugar será um bom resultado dentro do contexto. O Brasil carece de grandes mudanças, na política, na economia, na sociedade e, também, no futebol...

Dirceu Cardoso Gonçalves

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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COPA 171

No 7 a 1 faltou o número 1 no começo: aí, sim, fica 171, o maior estelionato da história do futebol.

Ivan Bertazzo

bertazzo@nusa.com.br

São Paulo

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BALANÇO

Vai-se a Copa da vergonha e da corrupção. Ficam a humilhação e as dívidas.

Roberto Twiaschor

rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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PERGUNTA AO TÉCNICO

Uma pergunta ao sr. Luiz Felipe Scolari: “Na incompetência, quem deve ser responsabilizado, a sua teimosia ou a sua falta de humildade?”.

Benedito Rodrigues dos Santos

reisrodrigues.santos@gmail.com

São Paulo

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VITÓRIA DA ALEMANHA

Não é para ficarmos tristes. É para, educadamente, agradecer. O quê? Agradecer pela lição que representou a vitória da Alemanha: preparo, seriedade, dedicação, disciplina (coisas típicas da cultura germânica). Então, vamos aprender essa lição? E não é só no futebol. Existem ene aspectos da vida brasileira que pedem aquelas providências - urgentemente. Obrigado, Alemanha!

Orlando Rodrigues Barbosa

prcguima@gmail.com

São Paulo

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LIÇÕES DO 7 A 1

Duas perguntas sobre a acachapante derrota em 8/7/2014 diante da Alemanha: a) será que as 7.306 mensagens de leitores, que o “Estadão” informou ter recebido, vieram todas da “elite branca”?; b) será que não está mais do que na hora de a maioria dos habitantes do berço esplêndido se dar conta do que a Dora Kramer rotulou de “ilusão à toa” no seu artigo de ontem?

Claudio Janowitzer

cjano@terra.com.br

Rio de Janeiro

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FRASE CURTA

Parabéns aos alemães, brilhante atuação. Porém, não podemos nos esquecer de que no futebol, como nas administrações privadas e governamentais, acontecem erros e graves acidentes. Para um bom entendedor uma pequena frase basta.

João Carlos Ferreira

jcarlos@jofer.com.br

Birigui

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EDUCAÇÃO

Se observarmos bem como se ganha um campeonato mundial, veremos que os países com um nível superior ao nosso em educação, saúde e respeito ao próximo têm mais chances de ganhar licitamente sem precisar usar de violência, choradeira e o famoso “cai-cai”.

Wilson Matiotta

loluvies@gmail.com

São Paulo

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IMPROVISO

Brasil, o país do improviso. Dava certo no futebol. Agora nem isso.

Luiz Frid

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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ORGULHO E VERGONHA

Do Brasil país com sua flora, fauna, paisagens exuberantes e povo acolhedor eu tenho orgulho. Digo em alto e bom som: sou brasileira! Agora do Brasil político, corrupto, da ganância e do futebol, simplesmente,  desses Brasis tenho vergonha.

Therezinha Stella Romualdo

there.stella@hotmail.com

Santos

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LIÇÃO DE VIDA NA COPA

Perder não é ser derrotado, é apenas o início para um novo ciclo, pois a vida é assim: como ela quer, e nunca o que sempre queremos.

Aliomar Costa

aliomarc45@gmail.com

São Paulo

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OUTRA VERGONHA

Não satisfeitos com o mico do jogo Brasil x Alemanha, nós, brasileiros, passaremos por outra vergonha. Um delegado abriu inquérito sobre a venda irregular de ingressos pelo diretor da Match.  Entretanto, a empresa é a única autorizada pela Fifa a vender os ingressos. A acusação é de quê? Sonegação fiscal? Isso, sim, caberia cadeia, mas a digníssima presidente isentou a entidade de pagamento de impostos e, pela primeira vez na história do País, um evento milionário não rende nada aos cofres do governo. Enquanto Criança Esperança ou Hospital do Câncer nunca deixam de pagar impostos, a Fifa sairá de bolsos cheios. Mas, voltando ao assunto, diz o jornal que os envolvidos serão indiciados. Só pra entender, dr. delegado, o senhor quer prender, pela venda de ingressos, o executivo da única empresa autorizada a vender ingressos? Vamos pagar outro mico perante o mundo?

Evelin da Cunha Cury

evelincury@terra.com.br

Ribeirão Preto

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JUVENIS

Eu não sabia que em Copa do Mundo de Futebol era permitido jogos de times de primeira divisão (Alemanha) contra times infanto-juvenis (Brasil).

Raul S. Moreira

raulmoreira@mpc.com.br

Campinas

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CAMPEONATO BRASILEIRO

Ainda bem que o Brasileirão começa na próxima quarta feira!

José Piacsek Neto

bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava

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ALFREDO DI STEFANO

Morreu esta semana, aos 88 anos, o grande Alfredo Di Stefano, um dos maiores jogadores do futebol argentino e mundial de todos os tempos. Di Stefano brilhou no Real Madri nos Anos 50/60, onde ganhou vários títulos espanhóis e foi pentacampeão europeu (1956/60). Pena que tenha boicotado Didi no Real Madri, mas são águas passadas. Di Stefano, Maradona e Messi são os três maiores jogadores do futebol argentino de todos os tempos e gigantes do futebol mundial. Fica a homenagem dos amantes do futebol.

Renato Khair

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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NOVE DE JULHO

A data festiva do 9 de Julho deve ser um exemplo aos petistas, que têm de começar a governar para todos os brasileiros, de todas as ideologias e cores. De fato, os paulistas não aceitaram, em 1932, ideologias autoritárias importadas em outros Estados, e não aceitam - nem aceitarão - ideologias do atraso do tipo bolivariano-comunista que os petistas querem importar e impingir a todos os brasileiros em seu projeto de manter eternamente no País o poder pessoal de alguns petistas. O PT deveria, sim, analisar os Estados mais trabalhadores - como São Paulo e os três Estados do Sul, que detém elevado PIB industrial, comercial e de serviços de maior valor agregado - a fim de aprender exemplos autóctones em como levar o País inteiro ao progresso sustentável; e podem até retransmitir os ensinamentos a seus mentores estrangeiros retrógrados e falidos - e assim passar a os liderar. Infelizmente, os partidos aliados ao PT, os quais não veneram da mesma forma as ideologias da regressão e repressão citadas, tais como o PMDB, o PDS, o PP, o PR, permanecem juntos na coalizão em troca de sabe-se lá o que. É imprescindível que o PT publique a sua “Carta ao Povo Brasileiro” atualizada, imediatamente, e, por que não, os seus aliados esclareçam tal coalizão; ou que haja a secessão dessa coalizão danosa para a democracia e o futuro do País.

Suely Mandelbaum

suely.m@terra.com.br

São Paulo

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ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO

Ontem, 9 de julho de 2014, o Estado de São Paulo orgulhosamente comemorou o 82.º aniversário da chamada Revolução Constitucionalista de 1932, levantando-se em armas para devolver, como conseguiu devolver, ao Brasil o direito que lhe foi tirado pela revolução ditatorial de 1930 de Getúlio Vargas de ser gerido por uma Constituição que tornasse nosso país uma República Federativa e se constituísse em Estado Democrático de Direito.

Antonio Brandileone

abrandileone@uol.com.br

Assis

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