Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

13 Julho 2014 | 02h02

R$ 4 bilhões

Uma conta paralela de R$ 4 bilhões apareceu do nada, ao apagar das luzes da divulgação oficial do resultado fiscal da União em maio, para reforçar o caixa do Tesouro e diminuir o déficit primário das contas públicas. Pois bem, ou essa conta é resultado de uma grande incompetência do Banco Central, que não sabia da sua existência, ou é mais uma daquelas grandes e manjadas malandragens do governo, inventando mecanismos para maquiar resultados reais horríveis, tornando-os menos ruins. Perderam totalmente o senso do ridículo e a credibilidade caiu abaixo de zero.

RONALDO GOMES FERRAZ

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

R$ 4 bilhões numa conta ignorada pelo Banco Central?! Estranho, muito estranho. Existe algo de podre, e não é no Reino da Dinamarca.

EDGARD MOURÃO FILHO

edgardmourao@hotmail.com

Santos

Dureza

Eu e o Guido Mantega temos pelo menos uma coisa em comum: nenhum dos dois consegue fechar as contas no final do ano.

DANIEL DAYAN

studio@danieldayan.com.br

São Paulo

Projeto sinistro

Aproveitando o clima envolvente da Copa do Mundo, a presidente Dilma promulgou sorrateiramente, sem nenhuma consulta às Casas Legislativas, decreto que trata da formação de "conselhos populares", os quais deverão ser consultados em todas as decisões do País. Isso não é novidade na história política do mundo, mas é um fato sempre ligado às grandes ditaduras. Stalin, Hitler e Mussolini também lançaram mão desse recurso populista e manipulador. E todos conhecem o resultado. Esperamos que o Congresso Nacional, cumprindo o seu dever patriótico, impeça a todo custo a execução dessa sinistra decisão da presidente, verdadeira bomba programada para explodir em breves tempos vindouros.

TERCIO SARLI

terciosarli.edicoes@r7.com

Campinas

MUNDIAL DA FIFA

Está chegando a hora

Ainda bem que está chegando o fim da Copa. Não que tenha sido tão ruim e sem importância do ponto de vista da esportividade, da integração dos povos, da geração de divisas e até de aquecimento na economia. Mas é que, passada a política do "pão e circo", o processo eleitoral tem de entrar em campo logo, pois esse, sim, modifica a vida de todos nós. Depois do álbum de figurinhas dos jogadores, é chegada a hora de conhecer bem os candidatos, suas propostas para, em 5 de outubro, retirar os fichas-sujas e substituí-los por pessoas de bem, que tenham capacidade de melhorar as notas dos alunos, a saúde, os transportes, os salários, a segurança, etc.

JOÃO DIRENNA

joao_direnna@hotmail.com

Quissamã (RJ)

Lucro deles, prejuízo nosso

Amanhã os atuais "mandatários" deste infeliz país vão embora, levando os lucros da Copa e deixando para trás os prejuízos que nós, brasileiros, teremos de assumir. Gostaria de saber do que dona Dilma Rousseff tanto se orgulha. Os dirigentes da Fifa, ao embarcarem para suas pátrias, irão satisfeitos com os lucros obtidos, "como nunca antes em Copa nenhuma", plagiando seu criador e mestre, Lula.

ADALBERTO AMARAL ALLEGRINI

adalberto.allegrini@gmail.com

Bragança Paulista

E o apagão, hein?

Desorganização, corrupção, falta de planejamento, de vontade, de vergonha na cara, de patriotismo, etc. Neste país, tudo isso mudou de nome, agora é apagão. Será que se eu disser no banco que sofri um apagão na data do vencimento, ele perdoará minhas dívidas? E caso o resultado das eleições seja desastroso para a Nação, apagão?

RONNY ANDRE WACHTEL

ronnyaw@gmail.com

São Paulo

Copa sem defeitos

O exmo. sr. "doutor honoris causa" e ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, quando da oficialização do Brasil como sede da Copa em 2014, declarou ao mundo em Zurique - e o Estadão publicou em primeira página no dia 31/10/2007: "Estejam certos de que o Brasil saberá, orgulhosamente, fazer a sua lição de casa, realizar uma Copa do Mundo para argentino nenhum botar defeito..." Los hermanos agradecem.

PAULO BUSKO

paulobusko@terra.com.br

São Paulo

Presidente no Maracanã

Que governo pretensioso é o nosso! Tenta tirar proveito de tudo, modificando a seu gosto os efeitos catastróficos causados por ele mesmo. No final de seu governo, para não ficar no esquecimento, Lula inventou essa Copa no Brasil. Ignorou nossas necessidades básicas, preferindo deixar pobres morrendo em corredores de hospitais, jovens sendo enganados pela educação caótica, a população ameaçada a cada instante em todas as cidades - principalmente em São Paulo, sofrendo com as badernas das greves no Metrô, o bloqueio de ruas e os quebra-quebras de patrimônio público e privado -, as estradas por onde escoa a produção agrícola esburacadas. A presidente prefere os holofotes ligados por seu marqueteiro a enfrentar a realidade dos fatos. Gastou bilhões irresponsavelmente na construção das mal acabadas "arenas" e tudo fez para enaltecer a seleção, visando a faturar alta popularidade em cima dos jogadores. Mas deu com os "burros n'água". A seleção contou com grandiosa divulgação, Felipão não saía das TVs, cada jogador era um herói, só se esqueceram de que não tínhamos uma equipe merecedora do hexa. Os jogadores foram usados politicamente por Lula e sua sucessora. Quero ver como Dilma vai enfrentar o público hoje no Maracanã, entregando o troféu da "Copa das Copas", na minha opinião, aos incontestes merecedores alemães.

VICENTE MUNIZ BARRETO

dabmunizbarreto@hotmail.com

Cruzeiro

Fora da festa

O Brasil não estar na final da Copa foi, para o lulopetismo, como tirar a chupeta do bebê na hora de dormir.

FRANCISCO JOSÉ SIDOTI

fransidoti@gmail.com

São Paulo

Vida que segue

Respeitável público, vão se fechar as cortinas. O circo está acabando e poucos se divertiram. Agora é recomeçar a luta para ganhar o pão e pagar as contas.

LUIZ NUSBAUM

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

COPA DO MUNDO

A Copa do Mundo de 2014 chega ao seu último dia com uma final absolutamente trágica para os torcedores brasileiros do futebol. Alemanha e Argentina disputarão a taça no Maracanã, na segunda Copa que o Brasil sedia. Dói só de pensar. Afinal, que fúria é esta dos deuses do futebol contra nós?! Já não nos bastava o Maracanazzo?! O que fizemos para merecer uma final disputada por nossos maiores rivais, os “hermanos”, contra aqueles que acabaram de nos infligir a pior derrota de todos os tempos da história do futebol nacional, diante de mais de 50 mil brasileiros, testemunhas do massacre do Mineirão, o Mineiraço, e outros 200 milhões que acompanharam a partida pela TV – além do restante do mundo? Muito difícil saber o porquê desse castigo impiedoso, mas o fato cruel trouxe à tona o que uma cortina de fumaça tentava ocultar, valendo-se da euforia da torcida verde e amarela pela seleção. Tanto a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) quanto a Fifa e o governo Dilma (PT) esperavam que o hexa viesse para o Brasil, para que então o tal “legado da Copa” fosse esquecido na alegria proporcionada pela conquista do “caneco”. Mas em campo havia a Alemanha e tudo desmoronou tal qual já prenunciava o viaduto de Belo Horizonte, obra do PAC da Copa, matando esmagados dois brasileiros que cumpriam o seu dever. A Copa que Lula comprou e vendeu junto com Ricardo Teixeira custou ao País quase R$ 40 bilhões, e até hoje mais de 60% das obras de infraestrutura anunciadas nem sequer iniciaram. O estádio Mané Garrincha, do Distrito Federal, governado por Agnelo Queiroz (PT), com suas inexplicáveis cadeiras vermelhas, custou mais de R$ 2 bilhões, três vezes mais do que a média. A Copa 2014 no Brasil custou mais do que as duas últimas juntas, na África do Sul e na Alemanha. Só a Fifa lucrou mais de US$ 5 bilhões com esta Copa. Empreiteiras do capitalismo de Estado brasileiro também estão sorrindo à toa, apesar dos nove operários mortos na construção dos estádios. Quem se lembra? A “Copa das Copas” foi surfada pelo governo até o fatídico e histórico 7 a 1 do dia 8 de julho de 2014, mas, agora, o plano do Palácio do Planalto é Dilma se descolar do fiasco da seleção. A realidade se impôs e os brasileiros começaram a se perguntar: a festa acabou e só sobrou a conta para nós? Parece que sim. Numa Copa em que vimos um futebol bem acima da média, em relação às últimas, apesar das mesmas arbitragens bisonhas de sempre, vimos pequenas seleções se agigantarem e um gigante se apequenar, ou, melhor, amarelar. Fartura de emocionantes prorrogações e decisões por pênaltis. Belos gols às dezenas e torcidas encantadoras. Também vimos vaias e xingamentos sinceros, mesmo que feios. Vimos como funciona a máfia dos ingressos da Fifa. Vimos até a nossa seleção não ver a cor da bola numa semifinal mundial. Enfim, vimos tudo e mais um pouco o que é sediar uma Copa do Mundo de futebol. Só não vimos, até agora, onde está o legado.

Sandro Ferreira sandroferreira94@hotmail.com 
Ponta Grossa (PR)

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A FINAL NO MARACANÃ

Os argentinos agradecem a reforma do Maracanã para que possam disputar o jogo final da Copa do Mundo. Bem feito!

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com 
São Paulo

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ALEMANHA X ARGENTINA

O mínimo que a seleção alemã tem de fazer hoje é ganhar de 8 a 1 dos argentinos. Com esse resultado nos sentiremos mais aliviados, e não é por nada, mas aguentar a festa argentina em pleno Maracanã é pior do que os 7 a 1 que levamos no lombo.

Jose Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com 
São Paulo

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PEDIDO A DEUS

Se Deus é brasileiro – e não estamos à altura de pedir nada ultimamente –, vejam então o que aconteceu na Copa do Mundo: temos dois papas, um argentino e o outro alemão, que devem estar pedindo a mesma ajuda nesta hora. Acho que Deus não conseguirá atender aos dois pedidos e a decisão irá para os pênaltis, com Deus fechando os olhos, já que não dá para entregar nas mãos dele.

Carlos Alberto Duarte carlosadu@yahoo.com.br
São Paulo

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QUE VENÇA O MELHOR

De um lado, a Alemanha do emérito papa Bento XVI e, do outro, a Argentina do atual papa Francisco, a jogar hoje a final do Maracanã. Mas ambos estarão juntos na torcida para que o melhor vença. A presidente Dilma convidou o papa Francisco para assistir ao Mundial, decerto teve a premonição de que os argentinos se classificariam. Que ganhe o futebol do espetáculo, da organização e que se ponha fim à cartolagem e às negociatas que faliram o futebol brasileiro.
 
Yvette Kfouri Abrao abraoc@uol.com.br 
São Paulo

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A COPA COM PAPAS
                     
Sem embargo nosso fracasso futebolístico, deve-se reconhecer – o que já foi feito pelos visitantes – que a organização do evento em nosso país foi coroada de sucesso. Porém o encerramento do torneio com a entrega da taça ao vencedor, tendo em vista o vice e o campeão, deveria contar com a presença do ex-papa Bento XVI (Alemanha) e do papa Francisco (Argentina). Aí, sim, seria a Copa das Copas. Dilma poderia ser evitada.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com 
Vassouras (RJ)

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BARBAS DE MOHLO

Mesmo que é sabido que parte dos brasileiros irá torcer contra a Argentina hoje, confesso que torcerei a favor dela. Quem sabe os argentinos consigam devolver aos alemães pelo menos parte dos gols da goleada que aplicaram no Brasil. Se a Argentina jogar com a mesma gana com que jogou contra a Holanda, sugiro que os alemães ponham sua barba de molho.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com 
Jandaia do Sul (PR)

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FINAL

Hoje somos todos pró-hermanos? “Hermanos” você não escolhe, amigos, sim. Então...
 
Tania Tavares taniatma@hotmail.com 
São Paulo

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O BRASIL CONTRA A ARGENTINA

Se hoje a Argentina for campeã mundial de futebol, em pleno Maracanã, os brasileiros serão submetidos a dois vexames históricos: 1) ver a presidente Dilma entregando a taça para os "hermanos" (a não ser que a "madama", com medo das vaias, resolva correr da parada). 2) Aturar os argentinos, parafraseando Galvão Bueno, dizendo que "ser campeão do mundo é bom, mas ser campeão do mundo no Brasil é melhor ainda”. Testemunhar o Maracanã sendo transformado em "casa de festejos" para argentinos será o fim da picada.

Júlio Ferreira julioferreira.net@gmail.com 
Recife 

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A MELHOR EXPERIÊNCIA

Durante meses vamos ficar discutindo o que houve na Copa do Mundo e, particularmente, as questões de nossa derrota para a Alemanha e de quem é a culpa, etc., etc., etc. Vimos vários jogos espetaculares, gente se divertindo, comerciantes ganhando dinheiro e, como toda a festa, chegamos ao fim. Independentemente de quem vai ganhar a taça hoje, o verdadeiro campeão da Copa se mostrou discreto, simples e ativo. Foi a torcida japonesa. O gesto de recolher o lixo nos estádios foi a melhor aula e demonstração de cidadania que o povo brasileiro poderia ter. Diria que o lixo recolhido nos estádios pode ser aplicado ao lixo que temos nos governos, nos Legislativos e no Judiciário de nosso país, que temos de recolher com urgência e limpar o Brasil. Sabemos construir estádios de luxo para a festa, agora precisamos construir um país decente para nós mesmos e nossas futuras gerações. Essa é a melhor experiência que podemos tirar desse evento.
 
André L. O. Coutinho arcouti@uol.com.br 
Campinas

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DECISÃO CORAJOSA

Com a decisão corajosa de Dilma Rousseff de entregar a taça ao time campeão do mundo, vamos saber, após o jogo final, qual das duas terá sido a maior: a goleada da Alemanha no Brasil ou a vaia que ela certamente irá receber no Maracanã.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com 
Rio de Janeiro  

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A TAÇA

Ao contrário de entregá-la, Dilma deveria receber uma taça como a presidente da pior Copa do Mundo do Brasil!

Eugênio José Alati alatieugenio@gmail.com
Campinas

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DILMA NA COPA

A presidente Dilma encontrou seu lugar na História. Dilma será lembrada para sempre como a presidente que perdeu a “Copa das Copas”. Todos se lembrarão eternamente da presidente da derrota, do fracasso, da vergonha. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br 
São Paulo

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POPULARIDADE

Quero ver o porcentual de votos de Dilma Rousseff nas pesquisas após a derrota da seleção.

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com
São Paulo

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A TORCIDA BRASILEIRA

Descalçadas as chuteiras, os "patriotas" sumiram...

A.Fernandes standyball@hotmail.com 
São Paulo

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INESQUECÍVEL

O que houve na terça-feira (8/7) foi um evento que nunca mais será esquecido. O sentimento de vergonha, de humilhação, de irritação por ver uma das poucas coisas que nos davam orgulho ser rebaixada àquele nível pode ser amenizado ao longo do tempo, mas já entrou para a História. Depois da tragédia do 7 a 1, o que nos resta é torcer para que o futebol brasileiro passe por uma limpeza geral e que tudo seja reconstruído do zero, seguindo os novos conceitos postos em prática em outros centros futebolísticos mais modernos. Estou pessimista, não acho que mudanças expressivas ocorrerão, mas não custa nada ter um fio de esperança. O que aconteceu, infelizmente, era uma tragédia que estava para acontecer em algum momento. Ora, não é à toa que o glorioso Santos leva de 4 e, depois, de 8 do Barcelona, que o grande Internacional é eliminado no Mundial pelo poderoso Mazembe e que a Seleção perde a medalha de ouro olímpica para o México, essa temida potência futebolística. Algo está muito errado, e não é de hoje. E, claro, não só no futebol (o que é mais grave, por ser o esporte n.º 1 do País), mas em quase todas as outras modalidades esportivas e, bem, em quase tudo da nossa vida diária aqui, no Brasil.

Henrique Brigatte hbrigatte@yahoo.com.br 
Pindamonhangaba

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SEM CHORORÔ

A procura por um culpado pela derrota contra a Alemanha não vai nos ajudar em nada. O fato, que repetimos há mais de 20 anos, é que a improvisação na formação de técnicos, de jogadores e na maneira de jogar futebol tem de mudar. O futebol é uma atividade esportiva de alto rendimento que exige preparo físico, além de habilidades individuais. Sem muito chororô. Em 2009 o jornalista José Geraldo Couto publicou “Futebol brasileiro hoje”, que estabelece a relação do futebol na nossa formação cultural. Para Gilberto Freyre, os brasileiros teriam “amaciado o jogo bruto e marcial dos europeus por um estilo mais sinuoso e sensual, mais próximo da dança do que da guerra. 
  
Sinesio Müzel de Moura sinesiomuzel.demoura@gmail.com 
Campinas

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QUEM SÃO OS CULPADOS?

Não falaremos de soberba e desfaçatez, tampouco de ética ou moral, neste momento de espanto. Querem achar um culpado pelos 7 a 1, falam de Zúñiga, da Colômbia, de Felipão, da "presidenta" e mesmo de Lula, que, com o aval do povo brasileiro, comprou a Copa. Antes de o evento iniciar, alguns diziam que não haveria Copa e fizeram o governo se preparar para a guerra com todas as armas, desde um simples cassetete até a submissão a grupos parceiros, infiltrados e insufladores das massas "sem isso ou aquilo". Falava-se que o papa ajudaria a Argentina, mas que Deus é brasileiro, portanto, nenhuma dúvida de que a taça seria nossa. Mesmo com o desempenho ruim da seleção, o ufanismo prosperou até que a verdade mais uma vez prevaleceu. Quem são os culpados? Os culpados somos nós, que temos tudo nesta terra abençoada por Deus, mas falta ainda sermos merecedores em contrapartida às nossas escolhas.

Alberto B. Cardoso de Carvalho albcc@ig.com.br 
São Paulo

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COPA COMPRADA

Após os 7 a 1, cheguei à conclusão de que o Brasil não comprou a Copa. Apenas vendeu.

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br
São Paulo

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ERA A OUTRA...

O Brasil comprou a Copa, mas, como não leu o contrato (muita gente é analfabeto funcional), não viu que estava escrito Copa das Confederações, e Cão copa do Mundo.

Ronaldo José Neves de Carvalho rone@roneadm.com.br
São Paulo

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FALTA PLANEJAMENTO

O que aconteceu com o Brasil no jogo contra a Alemanha é reflexo da improvisação, da falta de planejamento e de seriedade com que o País vem sendo administrado. A partir de sua classe governante, deve mudar, privilegiando a cultura do planejamento em todas as áreas. Há que se respeitar a população em seus maiores anseios, incentivando a indústria nacional, a educação, a inovação tecnológica e a pesquisa e o desenvolvimento. O Brasil pode ser uma marca forte e respeitada. Mas, para isso, precisa de governantes sérios, competentes e de boa fé. Que pensem no povo em primeiro lugar! Mercadoria escassa.

Luis Conrado Martins lconrado@terra.com.br 
São Paulo

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BASTA TROCAR O TÉCNICO?

Nossos jogadores viraram commodities. Exportamos matéria-prima e importamos manufaturados (pela TV), com um grande déficit na balança comercial de títulos. Como na economia, essa exportação enriquece alguns, mas não distribui riqueza (alegria) para o povo. Lá, na Europa, nossos jogadores tornam-se coadjuvantes. Nem poderia ser diferente, pois não dominam a língua nativa o suficiente para serem capitães do time. O déficit passa a ser também de líderes. Não temos mais um Didi, um Zito, um Gerson, que, quando tomávamos um gol, pegavam a bola dentro do gol, levavam para o centro do campo e punham ordem na casa. Na política futebolística, também temos postes ocupando cargos-chave. Será que só trocar o técnico resolve?

Hermínio Silva Júnior hsilvajr@terra.com.br 
São Paulo

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O DESASTRE DE 2014

A primeira Copa que vi com meus próprios olhos foi logo a de 1994, a abertura de um ciclo vitorioso do futebol brasileiro encerrado 20 anos depois com centenas de viadutos soterrando a consciência inabalável de que somos o melhor, pelo menos, dentro de campo. O esporte não só não nos salvou, como nos humilhou, atingiu a terceira vértebra de nossa autoestima apoiada numa bola com pouquíssimos donos. Alimentaram nossa mente de tal forma que ficamos convictos de que a seleção também era um patrimônio meu e seu. Aapaixonamo-nos, namoramos, casamos sem que o outro lado sequer soubesse disso. O emocional sempre nos cobrará essa conta.

Daniel Polcaro Pereira danielpolcaro@me.com 
Belo Horizonte

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VENCEMOS

Também ganhamos de 7 a 1: a inflação na Alemanha é de 1% e a nossa, de 7%. 
 
Sergio Diamanty Lobo diamanty18@gmail.com 
São Paulo

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HORA DE ARRUMAR A CASA

Depois de todos esses vexames, que "nunca antes aconteceram neste país", só nos resta uma coisa: trocar toda a equipe e arrumarmos a casa. E vejam que não estou falando de futebol.

José Etuley Barbosa Gonçalves etuley@uol.com.br 
Ribeirão Preto

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FIM DE FESTA

Dona Dilma acha que, se proibir a saída de jovens talentos futebolísticos para o exterior, estará resolvido o problema para vencermos a próxima Copa. É uma maneira simplista de quem comprovadamente não entende absolutamente nada de futebol e de administração esportiva. Um governo que mantém seus aliados oferecendo cargos e favores não pode saber o que significa um bom desempenho administrativo. O Brasil tem 200 milhões de fanáticos por futebol, que, dia após dia, se frustram com a cartolagem corrupta, com a má administração dos grandes times e com a péssima organização dos campeonatos regionais e nacionais como um todo. Temos pelo menos uma dúzia de agremiações futebolísticas que, bem administradas, ou melhor, profissionalmente administradas, poderiam se equiparar aos grandes times europeus como Barcelona, Real Madrid, Milan ou Chelsea. O que não se pode admitir mais é a corrupção e a cartolagem que domina o futebol brasileiro há mais de 60 anos. Se isso não mudar, estaremos sujeitos a eternos maracanaços e mineiraços daqui para a frente.

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br
São Paulo

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INTERVENÇÃO
 
“Dilma defende ‘renovação’ na gestão do futebol; ministro fala em ‘intervenção’” (“Estadão”, 11/7). Segundo informa a matéria, a presidente Dilma declarou que gostaria de ter um controle na saída de jogadores para o exterior, esquecendo-se do direito de cada um trabalhar onde bem entender. O ministro Aldo Rebelo, por sua vez, falou em “intervenção indireta” na organização da modalidade, falando inclusive em modificar a Lei Pelé, aprovada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e que tira do Estado qualquer tipo de poder de atribuição e poder na intervenção. Em suma, por que ambos não param de dizer asneiras e não “intervêm” e “renovam” a gestão catastrófica do governo?   
 
Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net
São Paulo 

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FUTEBOL PADRÃO PT 

Depois do histórico vexame da seleçãozinha padrão Felipão-Parreira-CBF, o governo Dilma quer intervir no esporte nacional. Só faltava mesmo essa: futebol padrão PT!

J. S. Decol decoljs@globo.com 
São Paulo

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FIM DO ESPORTE CLUBE CBF

Sou a favor de intervenção direta com a participação do povo para sugerir técnico e jogadores da seleção brasileira de futebol. Fim ao Esporte Clube CBF, uma empresa totalmente privada com fins altamente lucrativos que monta o time, usa as cores e a bandeira do Brasil, o nosso Hino Nacional, e não paga royalties pelo nome que usa. Representa o Brasil nas vitórias e nas derrotas e esse time não é do Brasil, o time é da CBF. E ainda o povo paga caro os ingresso para assistir aos jogos do Esporte Clube CBF, com as cores do Brasil.  

Arcangelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com 
São Paulo

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ESCOLAS DE ESPORTES JÁ!

Escolas federais de esportes representam a única aplicação adequada para retornar ao povo brasileiro o megainvestimento dos estádios superfaturados da Copa. É imprescindível que todos os estádios elitistas petistas, pagos com os impostos dos brasileiros, sejam abertos à população de cada cidade para o desenvolvimento de esportes infanto-juvenis e de adultos – masculino e feminino. Tais escolas federais de esportes cabem perfeitamente no orçamento ampliado a 10% para a educação, incluindo o investimento na adição de esportes complementares populares da região e necessários a cada equipamento. Assim, a saúde dos brasileiros estará finalmente recebendo alguma atenção. Assim, novos atletas poderão ser descobertos em todas as regiões; e, ainda, as arquibancadas poderão vir a ser ocupadas no longo prazo. Assim, o PT estará finalmente governando para todos os brasileiros e poderá proclamar, sim, que a Copa trouxe algum benefício ao País.

Suely Mandelbaum suely.m@terra.com.br 
São Paulo

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A ESTATIZAÇÃO DO FUTEBOL

O governo Dilma parece tão desesperado para se reeleger que agora, por meio de seu ministro do Esporte, Aldo Rebelo, quer “estatizar” o futebol. Se os times de futebol privados no Brasil são considerados antros de corrupção, com a maioria dos “dirigentes milionários” e juntos devendo bilhões, imaginem estatizado. Com certeza haverá mil funcionários públicos “para cada jogador”. O único jogo que nos interessará depois hoje serão as eleições de outubro, e espero que a população brasileira demita nas urnas esses dirigentes que estão nos levando à falência moral e econômica. Chega de malandragem e de improvisação! Em tempo, não nos esqueçamos de que alguns dos projetos de lei deixados pelo ministro Aldo Rebelo quando deputado foram o Dia do Saci Pererê, a proibição de palavras estrangeiras no País (principalmente inglesas) e por aí vai. Político de alto gabarito.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

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RETRATO DA VIDA

O futebol é fascinante porque retrata a própria vida. As emoções são de alegrias e de tristezas. Quis o PT se apropriar de nossa arte e cultura e, felizmente, deu no que deu. Tudo o que é construído na base da mentira, da falsidade, da demagogia barata, do populismo, só pode ter o fim que teve nossa seleção. Espero que este exemplo possa ter contribuído para salvar nosso amado país das garras deste nefasto desgoverno, que já nos consumiu longos 12 anos de nossa preciosa vida.

Cesar Romero Galardo crgalardo@terra.com.br 
São Paulo

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RENOVAÇÃO

Logo após o fim da Copa das Confederações, a presidente Dilma disse num discurso que seu governo era “tipo Felipão”, comparando o modo de conduzir o País com a maneira do técnico da seleção brasileira em conduzir o seu time. Pois bem, agora, após a derrota do time brasileiro para os alemães, compreendemos que ela falava exatamente a verdade: tanto governo de Dilma quanto a seleção brasileira se mostraram as maiores decepções para a Nação e ficou provado que tudo não passava de falsa impressão. Bastou Felipão enfrentar um time bem organizado que sua fama de bom técnico foi pelo ralo. Logo mais, nas eleições, é a vez de o povo mostrar para Dilma que o seu governo também é só ilusão e derrotá-la de uma vez por todas nas urnas. Chega, governo “tipo Felipão” não dá mais certo, é hora de renovação.  

Daniel de Jesus Gonçalves al_amachado@yahoo.com.br 
Paranavaí (PR)

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DERROTA FORA DE CAMPO
 
Fomos derrotados pela seleção da Alemanha pelo placar vergonhoso de 7 a 1. Fora de campo, no entanto, este governo que aí está nos aplicou goleada ainda maior, esbanjando nosso dinheiro na construção de estádios suntuosos, muitos dos quais que pouco servirão para os campeonatos internos, especialmente pelo equívoco na escolha das cidades onde foram localizados, como é o caso da Arena da Amazônia. O Campeonato Amazonense recebeu apenas 42 mil torcedores durante toda a última temporada, o que equivale a apenas 98% da capacidade do novo estádio. Outro exemplo é o estádio Mané Garrincha, propagandeado pelo governo federal e pelo Distrito Federal como um exemplo de sucesso de público e renda, que custou R$ 1,4 bilhão, mas que teve um resultado operacional de R$ 1,37 milhão no primeiro ano de funcionamento e pode levar mais de mil anos para recuperar aos cofres do Distrito Federal o valor investido na obra. 
 
Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net
São Paulo 

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CHOQUE DE REALIDADE

“Panis et circenses” é a expressão que significa “pão e jogos circenses”, mais popularmente citada como pão e circo (ou Bolsa Família e futebol, nos tempos atuais). Essa foi uma política criada pelos antigos romanos, que previa o provimento de comida e diversão ao povo com o objetivo de diminuir a insatisfação popular contra os governantes (Wikipédia). Aqui, estava funcionando até agora, quando a lona do circo caiu, os palhaços apareceram e os brasileiros caíram na realidade de que o futebol não afeta em nada nossa vida, exceto quando traz frustração, o que provoca mudanças. Lembrando que os palhaços somos nós, que chegamos a pagar R$ 9 mil por um ingresso, e não os que ficam no centro do “picadeiro” e chegam a ganhar R$ 5 milhões por mês. Hoje vamos novamente demorar horas para chegar ao trabalho, almoçar com vale-coxinha, ganhar um salário ridículo, pagar imposto de Primeiro Mundo e receber em troca do governo o menor retorno do mundo. Exceto no caso do investimento nestes “elefantes brancos”, que custaram R$ 9 bilhões e pelos quais os palhaços teremos de pagar R$ 2.400.000.000,00 só de juros, isso com um crescimento do PIB de 1,07%. Mostra tua força, Brasil, e vota com amor na eleição, que a garra da nossa nação não traga mais frustração! Vamos mudar, Brasil!

Renato Astur renast2@gmail.com 
São Paulo

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APAGÕES

Interessante a justificativa aos 7 a 1 contra a Alemanha: apagão! Esse será um dos legados da "Copa das Copas". Falta médico ou não se entende em que idioma ele fala: apagão na saúde. O professor é ruim ou está em greve: apagão na educação. A polícia não aparece ou confunde trabalhador com bandido: apagão na segurança. A inflação sobe e o emprego desce: apagão na economia. Não ganhei a eleição de outubro: apagão do eleitor!
 
Milton L. Gorzoni gorzoni@uol.com.br
São Paulo

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POR TRÁS DO PLACAR 

Alemanha 7 x 1 Brasil: trabalho, competência, disciplina, eficiência, equilíbrio, determinação e persistência CONTRA o improviso. Pensando bem, esse resultado não é tão absurdo assim. Será que alguém achava realmente que a medíocre seleção brasileira venceria a tão preparada seleção alemã? Nada acontece por acaso. Que o legado da Copa não sejam as obras superfaturadas pelos políticos corruptos, mas a lição de competência e eficiência dos alemães, a de educação e civilidade dos japoneses, dentre outras. E que venham as eleições!

Dalila de Mello Cardoso Vieira dalilamelloc@hotmail.com
Alfenas (MG)

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A AULA ALEMÃ

Quem é o culpado pela derrota da seleção? Todos nós. No futebol ou no cotidiano, não sabemos o que é planejamento e disciplina, somos mais políticos do que técnicos, falamos demais e fazemos muito pouco. Gostamos de falar mal da corrupção no governo, porém nos ofendemos quando alguém nos incomoda por nossa pequena "corrupção de cada dia". Somos "patriotas" até o terceiro gol, e mais nada. A aula alemã serve para dentro e fora de campo, para os jogadores e toda uma nação.

Thiago Hiller contaprothiago@gmail.com 
Santo André

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A COPA E AS ELEIÇÕES
                                                      
Perdemos a Copa. Sonho desfeito. Fomos nocauteados no penúltimo round. Ninguém esperava tal resultado, nem mesmo os alemães. Falta de preparo? Sim. Perdemos a Copa, vamos perder o Joaquim Barbosa. Agora só nos resta perder as eleições. Ainda é tempo de nos prepararmos para não termos surpresas. Fiquemos atentos para darmos o voto certo na hora certa. Vamos salvar o nosso querido Brasil. A vitória vai depender de cada um de nós, de mim, de você. Não vamos entregar o Brasil nas mãos de incompetentes e aproveitadores. A derrota no futebol foi um aviso e um sinal de alerta ao povo brasileiro. Estejamos todos unidos num só pensamento.
 
Antonio Godinho godinho.antonio80@yahoo.com.br 
São Paulo

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BRASIL, CANDIDATOS E SOCIEDADE

No apagar das luzes da “Copa das Copas”, teme-se a possibilidade de um ataque em massa dos famigerados black blocs. Esse, no entanto, é apenas o mal imediato. A volta da inflação é a grande ameaça, que atinge todos os brasileiros. A escalada de preços é real, a atividade econômica está em baixa, o mercado descapitalizado e o crédito restrito. Não podemos nos esquecer do ocorrido na Argentina e na Venezuela, onde a inflação surgiu, os governos disseram que estava sob controle, e deu no que deu. Que os candidatos às próximas eleições não escolham para campanha o terreno comum da lamentação e da caça às bruxas da Copa. E os eleitores tenham a consciência de que a consequência do voto (boa ou má) é sentida durante todo o mandato dos eleitos e até depois dele. A eleição é o grande e único momento em que o candidato pode dizer ao povo a que veio e o povo tem a oportunidade de escolher aquele que melhor lhe interesse. Conseguida essa sintonia, ganha a sociedade. Em tempo: temos de (mesmo que não seja possível já para este ano, pois o processo está deflagrado) acabar com a nefasta reeleição e com todas as formas de perenização de um homem ou grupo no poder. A alternância é o grande oxigênio que purifica as artérias da sociedade.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br
São Paulo

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JOSÉ ROBERTO ARRUDA

Que país é este? Até quando prevalecerá o jargão "cometa um ilícito, contrate bons advogados e saia ileso"? Pois é o que está acontecendo com o ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda (PR). Foi condenado em 2.ª instância pelos desembargadores do Tribunal de Justiça de Brasília por improbidade administrativa, e, no entanto, é novamente liberado para concorrer ao governo do Distrito Federal, em razão de pletora de recursos impetrados por seus advogados. Lembrar que Arruda foi flagrado pela TV recebendo propinas – uma prova cabal, portanto. É inacreditável a cara de pau desses políticos sem moral, sem escrúpulos e sem retidão de postular novamente cargos, mesmo quando condenados, zombando, assim, descaradamente dos eleitores. Leis, ora as leis... Reformar as leis penais no Brasil é imperioso nestes tempos.

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br 
São Paulo

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ARRUDA E A FICHA LIMPA
 
O ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda foi condenado por ato de improbidade administrativa pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal, mas, como a decisão saiu após o registro de sua candidatura para o cargo de governador do DF, ele ainda vai continuar fazendo campanha para se eleger novamente. Até outubro, haverá uma briga judicial questionando sua candidatura, recursos daqui, defesa de lá, etc., até parar no Supremo Tribunal Federal (STF), cuja decisão sabemos que levará anos para sair, se ele se enquadra ou não na Lei da Ficha Limpa. E a população do Distrito Federal, será que vai acatar a decisão do tribunal judicial e aplicar a Lei da Ficha Limpa, não votando em Arruda ou será que vai apoiar o candidato? Não adianta a população assinar um abaixo-assinado para aprovar a Lei da Ficha Limpa e, nas eleições, votar em candidatos condenados. Segundo o ditado popular, cada povo tem o governo que merece. Depois não culpem o Poder Judiciário. Muitas coisas podem ser mudadas na urna.
 
Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br 
Americana

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DERROTA NA POLÍTICA

Não sei o que é pior, ver a nossa seleção ser humilhada pela Alemanha por 7 a 1 ou ver a tentativa de um escroque como Arruda em lançar-se candidato ao governo do Distrito Federal depois de tudo o que fez e depois de estar condenado pela Justiça, desafiando-a. Precisamos mudar no futebol e em muitas, mas muitas outras coisas. Será que acordaremos desta vez ou daqui a alguns meses nos anestesiaremos de novo?

Ary Braga Pacheco Filho ary.pacheco.filho@gmail.com 
Brasília

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CINISMO ABSOLUTO

Constrangedor o cinismo absoluto do candidato a governador de Brasília José Roberto Arruda, um tremendo ficha imunda (mais do que suja), reivindicando a condição de candidato depois de tantas falcatruas e imposturas, que, se num país sério vivesse, estaria preso há muito e com devolução do que levou. Pergunto: por que esse tipo de gente tem privilégios e, assim como sua coleguinha Jaqueline Roriz, de origem também imoral, busca retornar a cargos políticos que mancham o País de vergonha e maus exemplos? Lamentavelmente, a política brasileira, quase na sua totalidade, está dominada pelos piores homens públicos que conhecemos, a ponto de um procurado pela Interpol, como Maluf, ter cargo de deputado federal, com imunidade parlamentar, e ainda ser cortejado por partidos ardilosos como o PT e o PR, aliás, muito parecidos com todos os outros. O Brasil não precisa de reforma política, mas, sim, de homens decentes que não nos envergonhem e não roubem tanto. 

João Batista Pazinato Neto pazinato51@hotmail.com
Barueri

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E O DINHEIRO?

Que o mensalão foi golpe do PT a Justiça já sabe, até colocou "como hóspedes" alguns criminosos do partido na cadeia. Mas e o dinheiro do mensalão, será que o outro mensaleiro Arruda também sabe onde anda?

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com
São Bernardo do Campo

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NOVA CRISE NO ORIENTE MÉDIO

Nenhum avanço nas negociações entre israelenses e palestinos será alcançada enquanto o primeiro- ministro israelense Netanyahu permanecer no poder. Ele declarou-se várias vezes contra todos os acordos de paz assinados, a criação de um Estado palestino, enquanto foi o governo em que os assentamentos judaicos na Cisjordânia mais se expandiram. Ao invés de matar civis inocentes que sucumbem aos terríveis bombardeios israelenses na faixa de Gaza, por que não ordena o congelamento de novos assentamentos e a evacuação daqueles irregulares, trazendo novo alento às negociações de paz?

Marcos Abrão m.abrao@terra.com.br 
São Paulo

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ATAQUES A GAZA

Mais uma vez ficamos perplexos e chocados com as imagens e fotos de mulheres, crianças e idosos palestinos assassinados pelo Exército de Israel. É de uma covardia abjeta o que Israel faz contra o pobre povo palestino, sempre amparado pelos EUA. O governo de extrema direita israelense não respeita os direitos humanos nem a vida. Crianças, mulheres, velhos, doentes, pessoas inocentes, civis que nada fizeram de errado são bombardeados, destroçados e assassinados livremente na Faixa de Gaza, na Palestina, como se fossem moscas, por Israel. Já passou da hora de a ONU e a comunidade internacional reagirem e aplicarem pesadas sanções contra Israel, como ocorria contra a África do Sul nos tempos do apartheid.
 
Renato Khair renatokhair@uol.com.br 
São Paulo

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INTERVENÇÃO ISRAELENSE

Antes que os defensores do Hamas venham a público demonizar Israel, vamos aos fatos. Israel não ataca gratuitamente. Age em defesa de seu território e de seus cidadãos, quando estes são atacados ou mortos. Enquanto Israel põe seus soldados no front, os covardes terroristas do Hamas usam crianças e mulheres como escudos humanos, a fim de provocar mortes e usá-las como troféus antissionistas. Israel, em suas intervenções militares quase "cirúrgicas", é o único país (!) que avisa o outro lado sobre quais serão os alvos, antes do ataque – a fim de dar chance de fuga aos inocentes e reduzir eventuais baixas –, e o Hamas obriga os palestinos a permanecerem nas áreas a serem atacadas. Tudo para provocar mais mortes, mais troféus. Israel não prega a destruição dos vizinhos, não joga bombas gratuitamente nem sequestra e mata civis, como foi feito com os três jovens israelenses na Palestina. Ninguém gosta de guerra e Israel erra muito. Porém, numa terra de errantes, o Estado judeu é o menos errado, pois defender-se de um inimigo hostil – que prega o ódio, usando a ignorância dos pobres de espírito para turbinar a guerra – é o mais absoluto direito e dever de qualquer nação. Deixem a hipocrisia de lado, sejam realistas!

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br 
Porto Feliz 

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