Fórum dos Leitores

RESCALDO DO MUNDIAL

O Estado de S.Paulo

15 Julho 2014 | 02h04

Ensinamentos da Copa

A competição foi formidável, com os atletas dando o máximo de si, seus técnicos fazendo bonito - e outros fazendo besteira... No meu julgamento, a Alemanha foi, sem dúvida, a melhor seleção. Além dos ensinamentos que vimos em campo, o que dá certo e o que não dá, constatei como deve ser feita uma seleção. Os países vitoriosos - não só no esporte, mas na vida da população - são os que têm a educação como prioridade, o que, infelizmente, não se vê por aqui. A Federação Alemã de Futebol mantém dezenas de escolas de futebol onde os alunos, semi-internos, estudam matérias do currículo normal e em parte do dia se dedicam ao aprendizado do futebol. O resultado é que lá o esporte se desenvolveu e virou uma paixão nacional, ajudando muito na fusão da Alemanha Oriental com a Ocidental. Diferente da nossa CBF, que gasta grande parte de sua renda com os cartolas, dirigentes profissionais a quem paga salários elevadíssimos, e serve também para imensos desvios de dinheiro, como se mostrou nas presidências anteriores (quase perpétuas) do sogro e do genro, que todos conhecem. Ao fim e ao cabo, verifica-se que esporte nos países líderes na área está intimamente ligado à educação, o que poucos clubes aqui praticam e no que o governo não está nem um pouco interessado.

FABIO FIGUEIREDO

fafig3@terra.com.br

São Paulo

A seleção alemã

Os jogadores alemães não são "estrelas". Não fazem questão de exibir, em primeiro plano, cortes de cabelo, tatuagens e brincos, entre outras vaidades totalmente desnecessárias e incompatíveis com a essência do esporte. Não procuram os telões e as câmeras de forma oportunista como ferramenta de autopromoção e marketing pessoal. Eles não são atores, são jogadores na essência da palavra. São profissionais focados no esporte, formam uma verdadeira equipe. Trabalham com seriedade para alcançar o objetivo principal e por isso são bem-sucedidos. Acima de tudo, mostraram com simplicidade e autenticidade como se devem comportar os verdadeiros profissionais do esporte.

LAYS CARDOSO PINTO

cardoso@vistaconsulting.com.br

São Paulo

Prêmio pela derrota

Já esses brasileiros chorões ruins de bola, em vez de ser multados pelo vexame que apresentaram, ainda vão ganhar R$ 11 milhões pelo quarto lugar... É o fim da picada!

SERGIO DIAMANTY LOBO

diamanty18@gmail.com

São Paulo

Marketing político

Dizer que esta foi a "Copa das Copas" não passa de marketing político para auferir algum lucro eleitoral. Na verdade, dizer que os jornais estrangeiros a classificaram com excelente nível tem outro nome. Chama-se reversão de expectativas. Dado o que se divulgava no exterior sobre as mazelas do Brasil e sobre os protestos violentos, que certamente afugentaram muitos turistas, aqui chegar e nada constatar altera o sinal da avaliação, de negativo para muito positivo. Essa aparente paz deve ser creditada à tradicional hospitalidade dos brasileiros e ao aparato militar já devidamente alertado pelos protestos de arruaceiros anteriores à Copa. Ao chegar ao Rio de Janeiro no domingo, dia da final, tive a impressão de estar numa praça de guerra. Senti-me em Gaza com o que vi nas ruas por onde passei. Tanques e soldados do Exército Brasileiro armados com fuzis e metralhadoras nos viadutos e em outros locais estratégicos, além dos contingentes da Polícia Militar e da Força Nacional, permitiam que os estrangeiros não fossem perturbados por baderneiros em ação. Para o pós-Copa resta aos brasileiros a insegurança do dia a dia. Não há marketing que a impeça.

ANTONIO C. GOMES DA SILVA

acarlosgs@uol.com.br

São Paulo

Legado

O legado mundial da Copa foi o de que, no maior evento televisionado desde que existe a humanidade, bilhões de pessoas testemunharam a incompetência de Scolari na goleada da Alemanha, sua falta de educação ao não cumprimentar os holandeses e ofender o árbitro e, claro, a nossa presidente ser vaiada!

EUGÊNIO JOSÉ ALATI

alatieugenio@gmail.com

Campinas

A descortesia da sra. Dilma

No gol da Alemanha, a presidente Dilma Rousseff, como autoridade máxima do País, sentada ao lado da primeira-ministra Angela Merkel, deveria ao menos, por um dever de educação e de Estado, ter cumprimentado a convidada. Mas, não, como estava ficou, sentada na sua soberba e sem ter um gesto, por mais comezinho, de aplauso ou de felicitação à sua convidada alemã. Foi chocante a falta de compostura, não da Dilma pessoa física, mas da primeira mandatária do nosso país. Ficaram claros sua arrogância e seu total despreparo para representar este nosso Brasil.

LUIZ AUGUSTO GARALDI

lagaraldi@uol.com.br

São Paulo

Antipatia

A presidente Dilma perdeu outra ótima oportunidade de ser simpática, esta na cerimônia de entrega da taça. Era só passá-la às mãos da chanceler Angela Merkel para que ela a entregasse ao capitão da seleção alemã.

CARLOS ROBERTO CALDERON

layscardosopinto@gmail.com

São Paulo

Coisa feia!

Dilma com cara de desprezo e mau humor num momento de glória pelo "orgulho" de sermos anfitriões da Copa das Copas. E aí, valeu a pena? Perdemos o complexo e somos só vira-latas?

LUIZ FRID

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

Fugindo da raia

Dilma ainda faltou ao decoro e ao ritual ao fazer às escondidas a passagem da Copa do povo brasileiro para o povo russo, que vai receber o torneio em 2018. Foi um evento praticamente secreto, longe dos demais chefes de Estado convidados e da imprensa, sem pompas e com discurso lido ao lado apenas de Vladimir Putin. Medo das vaias, ficou evidente, esquecendo que elas são uma manifestação pública de reprovação que tem tudo que ver com a liberdade de expressão própria da democracia, a qual por nós foi conquistada a duras penas. Mais um papelão dos governistas, que só agem de acordo com suas conveniências.

LEILA E. LEITÃO

São Paulo

GOVERNO DILMA

'Negócio da Rússia'

A presidente pretende comprar sistema antiaéreo russo. Realmente, vai ser muito útil para o Brasil. Aliás, não sei como até hoje conseguimos viver sem isso!

JOÃO P. DE SOUZA AMARAL FILHO

imobiliaria.projeto@hotmail.com

Jaú

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REUNIÃO DO BRICS

Tudo muito bonito, tudo muito legal, mas o que quis dizer o embaixador da China no Brasil afirmando ser importante esta reunião do Brics, quando afirmou que “o grupo ajudaria a defender interesses em comum e ‘democratizar’ as instituições internacionais” (“Estadão”, A8)? Na verdade, dos Brics, apenas a Índia é realmente um país democrático. A China comunista comanda o país com braço de ferro. A Rússia finge ser democrática, mas pune com unhas e dentes quem discorda do governo Putin, usando a Justiça como aliada “democrática”. Invade e rouba um país vizinho, provocando uma guerra civil. E, no Brasil, o governo petista vem tentando há 12 anos amordaçar nossa democracia, que nunca aceitou. O problema não será o que veremos às claras pela mídia, e, sim, as conversas “reservadas”, já que por aqui o Foro de São Paulo vem dando com os burros n’água. Em viagem oficial antes desse encontro, Vladimir Putin desembarcou em Cuba e na Argentina, aliados bolivarianos. Por quê?   

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

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A COPA NO BRASIL

Com a conquista da Copa do Mundo do Brasil 2014 pela Alemanha, a Europa fez 11 a 9 na América do Sul, abrindo uma vantagem inédita de duas Copas a mais para os europeus. As últimas três Copas foram vencidas pela Europa, algo que nunca havia acontecido antes, em 84 anos de Copa do Mundo. É um claro retrato da decadência do futebol sul-americano. Viramos meros exportadores de jogadores para a Europa e o resultado é este que estamos vendo. Pior ainda é o fato de o futebol sul-americano depender basicamente da dupla Brasil e Argentina para conquistar uma Copa do Mundo, enquanto a Europa tem as tetracampeãs Alemanha e Itália e as campeãs Espanha, França e Inglaterra, além da forte Holanda, todas com chances de títulos. Infelizmente, até mesmo no futebol estamos nos tornando periféricos.
 
Renato Khair renatokhair@uol.com.br 
São Paulo

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O FUTEBOL LÍCITO

Não vamos nos esquecer de que, mesmo tendo a seleção brasileira perdido pateticamente a Copa de 2014, ela ainda é a única pentacampeã de futebol do mundo, situação que não se alterará até a Copa da Rússia, em 2018. Se lá também não tivermos sucesso, só Itália e Alemanha (se ganharem o título) poderão ficar do nosso tamanho, como pentacampeãs. Logo, temos um bom prazo para consertar e reequilibrar o nosso futebol. Num país tecnologizado como o nosso, de peso importante na economia mundial, não se deve admitir a existência de clube esportivo que funcione à custa do dinheiro sujo da sonegação, da contravenção ou do crime organizado. Assim como não se admite que sejam instrumentos de sustentação política e até mesmo da vaidade ou, pior, da corrupção. Clube não pode ser apenas um time. Precisa ser uma estrutura solvente, exercendo sua atividade, recebendo o pagamento pelo que produz e saldando regularmente seus compromissos com fornecedores e com o Fisco. Se não for assim, não pode continuar existindo. Temos grandes grupos econômicos e uma invejável cultura empresarial. Se funcionam bem em outros setores, poderiam também servir ao futebol e a todos os esportes. O que não pode é manter a cartolagem e os esquemas de favorecimento a interesses que não são os do próprio negócio. Nada contra a manutenção do futebol como negócio. Mas tem de ser negócio lícito e transparente. 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br
São Paulo

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GESTÃO PETISTA NO FUTEBOL?

A presidente Dilma Rousseff, dando seguimento ao FEBEPT (Festival de Besteiras Petistas), que assola e assombra a Nação, saca mais uma piada do seu doido e ridículo repertório: “É preciso impor novos padrões de gestão ao futebol”, brada a primeira dama petista. Que padrões, maquiada cara-pálida? Os mesmos padrões com que a economia brasileira é gerida? Os da Petrobrás, da Eletrobrás, do Banco do Brasil, de estatais e seus fundos de pensão? Do Senado, da Câmara dos Deputados? Do novo STF petista? Do Itamaraty? Do Ministério da Justiça? Dos PACs da vida? Da Infraestrutura brasileira, que seria a grande herança da Copa? Por favor, minha senhora, dê-se ao respeito!
 
Alexandre de Macedo Marques ammarques@uol.com.br 
São Paulo

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A VOLTA DO FEBEAPÁ
Nossa presidente quer restringir a venda de jogadores de futebol brasileiros para a Europa. É simples, presidente, basta revogar a Lei da Oferta e da Procura.

Hermínio Silva Júnior hsilvajr@terra.com.br 
São Paulo

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FUTEBOL ESTATAL

Citando a “Futebrax”, a presidente Dilma mais uma vez está analisando mal uma situação e deixando transparecer sua vocação ditatorial. O problema não é a exportação de jogadores, mesmo porque, só como comparação, a maioria dos jogadores da seleção argentina atua no exterior. O problema é de base e de educação, de priorizar o curto prazo em detrimento do longo prazo, de distorção do conceito de certo e errado, de “apequenamento” de uma nação. E não é só no futebol, mas em todos os esportes.

João Marcello Pereira Brasil jmpb1937@gmail.com 
São Paulo

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FUTEBOL – SOLUÇÃO PETISTA

Proibir a exportação de jogadores, aumentar a alíquota de sua importação e exigir dos que vierem uma parcela de conteúdo nacional. Também vão propor na OCDE “cotas raciais” nos times europeus?

Ricardo C. T. Martins rctmartins@gmail.com 
São Paulo

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A FUTEBRAX E O IDH

Ótimo escopo de Pedro S. Malan (“A precária retórica dos 12 x 8 anos”, 13/7, A2). É normal perder de 7 a 1 ou até de 3 a 0? Não, não é normal, mas precisa-se conhecer a história. Mas é normal o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil perder da 85.ª posição  para a 5.ª, da Alemanha, e para a 4.ª, da Holanda? Conclui-se: pode ser, mas em nenhum país “normal”. Os normais estudam muito e aí aplicam esse legado para planejarem e melhorarem sua saúde, transportes, segurança, habitação e aumentarem os seus IDHs.

Aluisio de Souza Moreira asmoreiralu@gmail.com 
Santos

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MASSACRE DO PORTUGUÊS

Além de pronunciamentos sem nexo e nem lógica da sra. presidente Dilma, cujas mensagens são tão abstratas que ninguém entende, os cuidados primários com a língua são ignorados, o que não é admissível por se tratar da mais alta autoridade do País. Ao se manifestar sobre a manutenção dos atletas de futebol no País, sem permitir que os mesmos procurem emprego em outros lugares, aos moldes de Cuba, Venezuela e Coreia do Norte, mostrou ela, acolitada pelo sr. ministro do Esporte,  total ignorância da Constituição brasileira e do português também. Disse ela: “Um país, com essa paixão pelo futebol, tem todo direito de ter seus jogadores aqui e não tê-los exportados”. Sra. presidente, ainda, a negação atrai o pronome oblíquo: não os ter exportados e não tê-los exportados. Essa regrinha, quando a “escola era risonha e franca”, se aprendia no 3.º ano do grupo escolar. Não fica bem para a mais alta autoridade do Brasil cometer erros dessa natureza. Escreva e peça para alguém corrigir suas manifestações. A língua portuguesa agradece.

Caio Celso Nogueira de Almeida caio@spacnet.com.br 
Garça

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O GOVERNO NA GESTÃO DO FUTEBOL

Agora entendemos a frase de dona Dilma, de que seu governo é “padrão Felipão”.

Eduardo Spinola e Castro  Spinola.adv@gmail.com
São Paulo

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DO FUTEBOL PARA A POLÍTICA

Tomara que Dilma Rousseff adote o “padrão Felipão” também para sua campanha eleitoral.

Frederico d’Avila fredericobdavila@hotmail.com 
São Paulo

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PATRIOTISMO E AMOR À PÁTRIA

Passada a ressaca de uma Copa do Mundo caríssima, eivada de propaganda subliminar de um governo que mente via marqueteiros profissionais, além, é claro, da frustração de o chamado "escrete nacional" ter naufragado inapelavelmente, cabe-nos agora mostrar nosso patriotismo e amor à Pátria, defenestrando via voto os falsos profetas que tentam dividir o País em categorias de pobres contra ricos, quando na verdade eles já estão todos milionários pelos métodos já sobejamente conhecidos. Que cada um de nós não precise chorar por uma derrota futebolística, mas, sim, pelos nossos irmãos que morrem nas portas dos hospitais, no trânsito ou em sua própria casa, assaltadas, sabendo de antemão o ladrão que estará solto dias depois. Que nossos filhos tenham escola para saber diferenciar uma profissão e uma carreira de sucesso de uma “bolsa qualquer coisa” ou uma migalha humilhante. Que nossos políticos corruptos encontrem nos tribunais o destino que merecem. Que nossos empresários possam trabalhar e empregar pessoas dignas e promissoras num país que ainda precisa realizar sua infraestrutura em mais de 50% de suas atividades, o que, aliás, geraria mais de 5 milhões de empregos anualmente. Que crianças, jovens e velhos tenham orgulho não apenas de quatro em quatro anos, mas, sim, a cada dia, sabendo que nasceram num país feliz e maravilhoso e que não aguenta mais ser comandado por pessoas, na sua maioria, desprezíveis. Acorda, Brasil, pois haveremos de amá-lo a cada dia, e não por eventos esparsos.

João Batista Pazinato Neto pazinato51@hotmail.com
Barueri

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PRESIDENTE VAIADA

A Copa acabou e, para os brasileiros, fica a sensação de que perdemos também o indicativo de melhor futebol do mundo. Mas uma outra questão  chama a atenção. O jogo final, com duas equipes estrangeiras, teve a presença de 74.738 torcedores. Como entender o destaque que se dá àquele grupinho de mal educados que vaiou a presidente Dilma? Dá para aceitar que eles eram em grande número no estádio? E mais, pelo preço dos ingressos, qual a classe social dessa gente? 

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br 
Santos

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DILMA, CBF E BOM SENSO

Age bem a presidenta Dilma repudiando açodados favoráveis à intervenção no futebol. Também merece elogios a firmeza de Dilma mandando retirar do site da campanha aspas Muda Mais aspas ataques à CBF. O momento é de profundas reflexões. Não é hora de cultivar rancores, picuinhas, ameaças e torpezas. Depois de amainadas as paixões pelo fiasco da seleção na Copa do Mundo, Dilma terá de ter, a meu ver, a grandeza e o desprendimento de também chamar para conversar o comando da CBF. Já não será sem tempo. Sem o aval da CBF o movimento Bom Senso FC dificilmente terá sucesso em suas pretensões. E é hora de raciocinar mais e vociferar menos.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com 
Brasília

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AS VAIAS E A DITADURA DA IMPRENSA
 
O Brasil vive um momento surreal: nossa grande imprensa (“Estadão”, “Veja”, “Globo”, “Folha”, etc.) defende a “liberdade” e pratica a ditadura. Apoia e estimula descaradamente as vaias – desde que elas sejam contra Dilma e contra o PT. Mas não apoia as passeatas que querem arrancar a placa da Avenida Roberto Marinho, no Rio, e substituí-la por Avenida Leonel Brizola, por exemplo. Não divulga nada sobre as multidões de miseráveis – legado do neoliberalismo – que foram retiradas da pobreza extrema; nada fala dos milhões de desprezados que agora têm atendimento médico; silencia sobre os 15 milhões de brasileiros que conseguiram emprego com carteira assinada, enquanto nos EUA e na Europa o desemprego bate recordes. Essa é a nossa imprensa, que já não tem mais crédito, a não ser entre os seus fantoches. O “Estadão”, por exemplo, tem um arauto corneteiro como símbolo, mas faz uma censura infame nas cartas de seu “Fórum dos Leitores) e só publica aquelas que ressoam as ideias rançosas de seus editoriais. Mude, então, o nome para Painel das Marionetes. Eu chego a pensar que essa imprensa pretensiosa e medíocre olha para seus leitores e seus telespectadores como se eles fossem todos títeres e despersonalizados. E com isso vai deixando indelevelmente registradas a sua postura politiqueira e tendenciosa e  sua hipocrisia. Que não venham, amanhã, tentar dizer que bradaram pela democracia e pela liberdade de pensamento, pois a História, e nós todos – inconformados que somos com sua manipulação – estaremos aqui para desmenti-los. Assim como estão sendo desmentidos por  sempre estarem ao lado dos que apoiaram o golpe de 1964.
  
Arialdo Pacello aripacello@uol.com.br 
Piracicaba

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PLANO QUE NÃO DEU CERTO 

Logo após a derrota da seleção brasileira para a Alemanha (7 a 1), o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), e o deputado federal Vicentinho (PT-SP) se apressaram em divulgar pelos meios de comunicação que o fracasso da seleção não deverá prejudicar a campanha eleitoral da presidente Dilma. Se a seleção brasileira conquistasse a Copa, o plano do PT era mesmo aproveitar o clima de euforia da população, para conquistar os votos de eleitores indecisos. Pelo visto, caíram do cavalo.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com 
Campinas

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PROPAGANDA

O que tem de ser entendido é que os estrangeiros e suas seleções estão agradecidos ao povo brasileiro por sua hospitalidade e simpatia, e não ao governo da presidente Dilma. Digo isso porque o PT, a "presidenta" e sua camarilha são experts em roubar e camuflar o que não lhes pertence para usar como propaganda.
  
Roberto Bottini robertobottini@uol.com.br 
Mogi das Cruzes

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O DERROTADO

O petista Franklin Martins, coordenador da mídia na campanha da reeleição de Dilma Rousseff, em seu site, num texto que foi objeto de ordem de retirada pela presidente após a ridícula derrota para a Alemanha, ratificada pela Holanda, temendo as consequências em reconhecer a fraqueza do time, segundo ele, “impera na CBF um sistema que em nada lembra uma instituição transparente e democrática”. Tudo porque, com a acachapante derrota, o PT não poderá surfar na vitória na Copa, como se graças ao partido estaria justificado o esperado resultado. Como “a vaca foi pro brejo” e o governo Dilma “padrão Felipão” está indo para o mesmo caminho, o ex-ministro volta-se à “ausência de transparência e democracia”, quando convém, lembrando que é o próprio quem insiste em impor a regulação da mídia a um ambiente aberto, público, transparente sobre comunicação, vis-à-vis de seu partido diante das roubalheiras na própria CBF, na Petrobrás e das ações dos cumpanheiros a evitar que verdades sejam apuradas. 
 
Mario Cobucci Junior maritocobucci@uol.com.br
São Paulo
 
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FIM DE COPA

Terminada a Copa do Mundo, queria fazer uma perguntinha básica às autoridades do governo brasileiro, a começar pela presidente Dilma: o que fazer com as arenas de Manaus, Cuiabá, Natal e Brasília? Daria para transformá-las em hospitais, escolas, creches, casas populares, estruturas sanitárias ou até em cadeias?

Jose Joaquim Rosa jjrosa1945@yahoo.com.br 
São Paulo
 
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10 A 0

Dona Dilma, depois de a seleção brasileira ser derrota vexatoriamente de 10 a 1  (7 a 1 para a Alemanha e 3 a 0 para a Holanda), se a senhora aplicar os mesmos bilhões gastos na Copa em: 1) saúde; 2) educação; 3) segurança; 4) portos; 5) aeroportos; 6) rodovias; 7) ferrovias; etc., a senhora vai dar de 10 a 0 a favor do nosso sofrido Brasil. 

Walter Menezes wm-menezes@uol.com.br 
São Roque 

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A ENTREGA DA TAÇA

Apesar de obras prometidas e nem começadas, outras incompletas ou acidentes com perdas de vidas, a “Copa das Copas” fez bonito e o brasileiro recepcionou bem os visitantes. Feio mesmo foi vermos aquela que dizem ser durona não dar boas-vindas às autoridades estrangeiras, na tribuna de honra da festa de encerramento. E, no momento da entrega da taça, esta parecia estar em fogo, tal a rapidez com que foi passada ao atleta, sem nem sequer um cumprimento. E toda essa grosseria para evitar a ovação merecida, numa demonstração clara de autoritarismo e falta de humildade.

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com 
São Caetano do Sul 

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RECORDE

O Brasil não é hexa, mas Dilma entrou pro Guinness: recorde de rapidez em entrega de taça! Nem o homem-relâmpago faria melhor...

A.Fernandes standyball@hotmail.com 
São Paulo

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FIM DAS FOLIAS
 
As folias carnavalescas e futebolísticas deixaram um caro rastro paralisante, típico “pão e circo”, e é o momento de retornar à vida real. As contas das folias são caras. A qualquer momento reajustes adiados incidirão em nosso bolso. A economia vai mal, a inflação bate à nossa porta e os problemas básicos (saúde, educação, segurança, transportes, infraestrutura) nunca são solucionados e nem sequer encarados seriamente. Vem aí a reprise de promessas políticas que torna o Brasil um paraíso de Primeiro Mundo, mas que jamais se materializam. Foram 12 anos empobrecendo o País e enriquecendo os amigos do rei – só depende de nós acabarmos com essa farsa e eleger quem tenha compromisso com o Brasil.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br 
Vila Velha (ES)

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COMO NA SEMIFINAL

O governo Dilma parece o segundo tempo do jogo Brasil e Alemanha. Não vemos a hora de acabar o sofrimento.

Fernando Pastore Junior fernandopastorejr@gmail.com
São Paulo

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LEGADOS DA COPA

1º, Lula, ao dizer que o Japão não ganha Copa pois só pensa em saúde e educação. Alta e estapafúrdia filosofia, embora sem qualquer surpresa. Complexo de vira-lata. 2º, a lição de civilidade da torcida japonesa, limpando a sujeira após o jogo. 3º, o show de futebol, organização e respeito da Alemanha. 7 a 1 em todos os sentidos. 4º, a criatura propondo intervenção do governo no futebol. Precisamos é de intervenção no governo. 5º, exportação de futebolistas, a nova preocupação da governante. E a fuga de cérebros é menos importante? 6º, explicações da derrota pela comissão técnica: apagão. Melhor ter alguma explicação, mesmo sem sentido, do que não ter nada para explicar. 7º, cópia do modelo de responsabilidade do governo utilizado pela comissão técnica da seleção. Nunca antes neste país foi e está tudo perfeito, não sabemos, não vimos, o culpado é o acaso. 8º, craques e figurões fabricados por razões comerciais que pouco mostraram. 9º, craques reais: Robben, James, Klose, Schweinsteiger, Pirlo, entre outros menos comercializáveis. 10º, falcatruas e fugitivos da Fifa em plena Copa. 11º, haja shows e eventos para encher vários estádios. 12º, um volume respeitável de obras a concluir. 13º, uma conta formidável a pagar. E 14º, o povo brasileiro que soube e sabe separar o futebol da bandalheira política. 

Luiz A. Bernardi luizbernardi@uol.com.br 
São Paulo

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A REALIDADE QUE OS TURISTAS NÃO VIRAM

Existe um lugar na Alemanha, cidade natal do craque Thomas Muller, onde os felizardos moradores com certeza ignoram o que seja a película insulfilme (que não seja uma película cinematográfica); blindagem de veículo (que não seja um veículo de guerra); mães não enviam seus filhos à escola (não porque eles estejam doentes); que família de criminosos ganham prêmios (não como remuneração por serviços prestados) e auxílio maternidade (não como um presente quando nasce seu bebê). Este país existe, não é uma ilha da fantasia nem tampouco de ficção.

Marisa Cardamone mcardam@terra.com.br
São Paulo

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ORGULHO

Como brasileiro, orgulho-me da forma como foi realizada a Copa no Brasil. Realmente, foi a “Copa das Copas”. Só faltou a nossa seleção entrar em campo.

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br
São Paulo

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A ELEIÇÃO DAS ELEIÇÕES

A vitória da Alemanha sobre a Argentina, na conquista da Copa do Mundo, mostrou que o trabalho com determinação e organização não pode ser superado pela sorte em campo. Nem fora dele. A seleção brasileira, desorganizada, pelo menos serviu de parâmetro para as eleições que se avizinham: a população deve prestar atenção nas promessas dos candidatos, quem são de fato e se são capazes, para depois não começar todo o sofrimento de novo, da forma mais dolorosa, como nos impuseram o técnico Luiz Felipe Scolari e seus jogadores. 
 
João Direnna joao_direnna@hotmail.com 
Quissamã (RJ)

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A ‘COPA DAS COPAS’

De fato, esta foi a “Copa das Copas”, porém não por causa da Fifa, da CBF, do governo do PT, de Lula e de Dilma, mas por causa do Brasil nação, do caloroso e hospitaleiro povo brasileiro, dos destemidos jogadores das nações competidoras e dos entusiasmados torcedores que vieram, em massa, de todos os cantos.

Elke Sack
São Paulo

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O SUMIÇO ‘DELLE’

Com a tez enrugada, Dilma Rousseff apareceu no Maracanã domingo, embora de forma blindada. Mas e “elle”? Por que não apareceu? Lula da Silva amarelou, acovardou-se. Não há mais o que dizer. É isso.

Pedro Luís de Campos Vergueiro pedrover@matrix.com.br
São Paulo

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A DERROTA É ÓRFÃ

O ex-presidente da República, o "gênio político" e "carismático", que sempre se "esmera" em suas metáforas futebolísticas como solução para todo e qualquer problema nacional, e por tal é tão festejado, o que tem a declarar sobre o 7 a 1 com a Alemanha e o 3 a 0 com a Holanda? O gato engoliu sua língua? Pois é, a vitória tem muitos pais, mas a derrota é órfã.
 
Ana Lúcia Amaral anamaral@uol.com.br 
São Paulo

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PERGUNTA OPORTUNA

Por que será que o criador se voltou contra a criatura e não compareceu a nenhuma disputa da seleção brasileira da Copa de 2014, que ele conseguiu sediar no Brasil? Ele não estava nem na decisão final do campeonato, no camarote oficial, onde estavam vários presidentes dos países disputantes, como da vitoriosa Alemanha, da Rússia e a presidente do nosso país, Dilma Rousseff, além de outras altas autoridades estrangeiras, como o presidente da Fifa. Por que será que ele (Lula) sumiu, e, como diz o linguajar popular, “virou canflô”? Ou estava camuflado? Quem não deve não teme.

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br 
Assis

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DE RÉU A ACUSADOR

A presidente Dilma, em recente entrevista, emitiu alguns pontos de vista que merecem alguma reflexão. Numa determinada altura, referindo-se às vaias e xingamentos espocados durante a abertura da Copa do Mundo, declarou que uma considerável parcela dos que foram aos estádios pertencia realmente a uma “elite branca” – termo que, segundo ela “não fomos nós que inventamos”, o sempre presente “nós e eles” – com poder aquisitivo para pagar os ingressos. Lá nos idos de 2007, no entanto, quando o então presidente Lula ainda comemorava a escolha do País como sede do torneio, tinha ele em mente, segundo admitiu mais tarde, não obter dividendos políticos, mas atender aos anseios de uma paixão do povo brasileiro, o futebol, assegurando, à época, que o evento seria bancado pela iniciativa privada, o que não ocorreu, onerando, assim, consideravelmente, os cofres públicos. Talvez se o governo conseguisse persuadir nesse sentido os investidores particulares, quem sabe o setor público, com seus recursos, fosse capaz de baratear os preços dos ingressos e atrair mais público da classe C, cuja ascensão é alardeada pelos cardeais do PT como grande conquista? Em outro trecho da entrevista, Dilma afirma que a corrupção já existia antes de o seu partido assumir o poder, o que é indiscutível. Só não acrescentou que a sua amplificação durante o período petista que ainda vigora elevou o respectivo nível a alturas inimagináveis, sendo observada a compra de votos de parlamentares visando à aprovação de projetos de seu interesse no Congresso, ação conhecida como mensalão e que consistiu na maior manobra de corrupção política da história. Esqueceu-se também de citar os inúmeros escândalos ligados ao partido, em determinada época divulgados quase diariamente pela mídia, os favorecimentos a “cumpanheiros”, afetando a gestão de estatais e domesticando os sindicatos, além da absurda formação de 39 ministérios, alguns criados por mera conveniência de poder político. Vê-se, assim, que a tentativa do partido do governo de se transmudar de réu para acusador pode, nas mãos de uma eficiente oposição, ter efeito contrário aos objetivos eleitorais ligados à reeleição.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com
Rio de Janeiro

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NOSSA PRÓXIMA COPA

O fim as Copa do Mundo, com seus resultados nada surpreendentes, mostrou que a performance de alguns países ditos favoritos espelhou a forma como anda a gerência capenga traduzida pela economia, por exemplo, na Espanha, última vencedora da Copa de 2010, e no Brasil, patrocinador da Copa de 2014. Os brasileiros tinham como favas contadas a conquista do hexa, sem reconhecer que a seleção havia sido mal convocada, mal treinada e sempre mal escalada. A conquista da Copa das Confederações deu a Luiz Felipe Scolari a falsa crença de que o Maracanã, no dia 13 de julho de 2014, resgataria a triste memória do “Maracanazo”. Sessenta e quatro anos nos separam de outro vexame, pior ainda do que aquele criado pelos pés de Ghigia. Tivemos, a exemplo de 1950, um excesso de oba-oba em que um falso patriotismo dominava a mídia ao ponto de técnico e jogadores se transformarem em garotos-propaganda, vendendo de tudo. A vitória da Alemanha, fosse da Argentina ou da Holanda, poderia ser encarada como um momento de transição contrário ao da CBF, e mais ainda na mudança que o País requer na atual conjuntura política. Balelas, pororocas, araras, petas, chega de engodo. Em outubro vamos vencer a Copa da Nação contra a mediocridade e a estultícia de uma gestão rasteira e danosa à Pátria.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com 
Vassouras (RJ)

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‘DEVOTOS DO FUTEBOL... E DO TRABALHO’
 
Sob esse título, o jornal "El País" comenta a comemoração comedida dos alemães pela conquista da Copa do Mundo de 2014. Conquistas e derrotas anteriores foram esquecidas, porquanto muitos outros fatos da vida formam a pauta da felicidade germânica. No Brasil, ainda depois da tragédia futebolística, muitos ainda se lembravam de 1950. Agora é dia de trabalho e não podemos exagerar, disseram entrevistados. No Brasil, se empunhássemos a taça, a segunda-feira, provavelmente, em nada contribuiria para melhorar nosso PIB previsto de 1%.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br 
São Paulo
    
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NÃO CHOREM PELO QUARTO LUGAR

Não se aflijam, brasileiros e brasileiras, com a posição de 4º lugar na Copa do Mundo é uma grande conquista, se consideráramos nossas demais colocação nos rankings de outras modalidades, tal qual em qualidade de ensino, no que ocupamos o vergonhoso 116º entre 144 nações. Melhor não falar em outros quesitos em que somos uma vergonha mundial.

Leila E. Leitão
São Paulo 

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MAU EXEMPLO

Segundo os jornais, cada jogador da seleção brasileira vai ganhar um prêmio de R$ 800 mil pelo quarto lugar. Um resultado pífio e um valor de dinheiro maior do que a maioria dos cidadãos honestos deste país consegue juntar numa vida de trabalho. Tudo bem que os atletas têm de ser pagos (eles são profissionais), mas essa quantia, pelo que apresentaram, é um péssimo exemplo para toda uma geração de milhões de jovens e adultos. Isso leva a crer, em somatória a toda a corrupção em nosso país, com o aval da Justiça, que não vale mesmo a pena trabalhar e produzir no Brasil. Estamos criando um ninho de serpentes e seus ovos. Nenhum país, na história da humanidade, conseguiu se desenvolver e ser uma sociedade decente com esse tipo de mentalidade e atitude. Isso é o resultado de uma falta de líderes decentes em nossa terra, que, com seu exemplo e ideias, formam uma nação.

André L. Coutinho arcouti@uol.com.br 
Campinas

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MUITOS SÃO OS VITORIOSOS

Se a nossa seleção decepcionou dentro de campo, nesta Copa do Mundo, que se encerra, e com o merecido título conquistado pela Alemanha diante da Argentina por 1 a 0 no Maracanã, muitos também são vitoriosos neste evento. Como as 32 seleções que participaram e fizeram desta Copa uma das melhores da História. Assim também o povo brasileiro, que deu um show de hospitalidade, as Polícias Civil e Militar e outros, que garantiram a segurança necessária a todos os torcedores, principalmente para os mais de 600 mil turistas estrangeiros que aqui estiveram. Não podemos nos esquecer também da grande e ousada cobertura jornalística da nossa imprensa. E neste caso cito o “Estadão”, que ao longo deste evento nos brindou diariamente com um caderno especial recheado de crônicas e artigos de altíssima qualidade, além das bem aprofundadas e objetivas matérias sobre todos os acontecimentos que cercaram essa competição. E nesse quesito envolvendo o esporte fizemos a nossa parte. O que se espera é que os responsáveis pelas nossas instituições se inspirem no êxito desta Copa, passando a cuidar desta Nação com dignidade, que infelizmente tem sido nula.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

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MELHOR JOGADOR

Lionel Messi eleito pela Fifa como o melhor jogador da Copa. Esta Fifa não entende nada de futebol mesmo. O fato de ter sido decisivo em um ou dois jogos não o credencia a melhor jogador da Copa. Na partida final não mostrou nada. Apático. Frustrou até os argentinos. Parece que ainda não tem competência e capacidade para ser um líder em campo, como era Maradona e outros. Desapontou. Para mim o melhor jogador da Copa foi o holandês Robben.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com 
Rio de Janeiro

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MESSI & CIA. SEM O PAPA

Desta vez o papa Francisco estava mais preocupado com um trotskista no comando da economia argentina do que com futebolistas.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 
Monte Santo de Minas (MG)

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A DESCULPA DO APAGÃO BRASILEIRO

Na entrevista de Jose Miguel Wisnik ao “Estadão” (12/7), ele define: apagão é uma falha de energia, um acidente de percurso, um lapso momentâneo.  Não foi o caso. A Alemanha golearia o Brasil ao longo dos 90 minutos. Responda com sinceridade: Se aquelas equipes de Brasil e Alemanha jogassem dez vezes, qual seria o resultado mais provável? Eu garanto que a Alemanha ganharia os dez jogos marcando uma  media de mais de quatro gols por jogo.  Isso não é apagão nem acaso. É superioridade.
  
Alberto E. Nogueira Barreto alberto.barreto@columbiaintegracao.com.br 
São Paulo

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A DEMISSÃO DE FELIPÃO

Será que alguém acreditou que Felipão pediu demissão do cargo de treinador da seleção brasileira, se a própria Confederação Brasileira de Futebol (CBF) já dava como certa a sua saída desde sábado, após o novo vexame diante da Holanda? Essa é uma prática adotada para aliviar a mancha no currículo do demitido, permitindo que ele apareça como pedindo demissão. Grande bobagem, pois a mancha que vai ficar no currículo de Felipão foi a fraquíssima atuação da equipe brasileira nesta Copa e, especialmente, aquele 7 a 1.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com 
Rio de Janeiro 

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MUDA, BRASIL!

A seleção padrão Felipão já era; o País padrão PT já deu. Muda, Brasil!

J. S. Decol decoljs@globo.com 
São Paulo

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CATÁSTROFES

Diante do fato de não poder contar com Neymar para o resto da Copa, Felipão filosofou: “Catástrofe é oportunidade”. Realmente, foi uma oportunidade de conhecermos o quanto a seleção brasileira estava despreparada para o evento.
 
Rodolfo Jesus Fuciji fucijirepresentacao@ig.com.br 
São Paulo

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DE OLHO EM 2018

Nem bem saímos de uma sapecada humilhante e já tem cronista esportivo falando na Rússia 2018. Não se pode esquecer que para chegar lá tem de passar pelas eliminatórias, e muita coisa terá de mudar, senão...

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com 
São Paulo

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O FILME PIORADO

A festa foi certamente bonita. O jogo de domingo foi digno de uma final de Copa do Mundo. Os alemães ganharam e foram graciosos, os argentinos, não, deixaram até de saudar sua entusiástica torcida. Nossa seleção não ganhou, embora esteja “acostumada” a jogar em bons estádios e não pense tanto em saúde e educação, pois terminou a era de improviso e de seleções que dependem do talento de um só jogador. Nosso desgoverno “padrão Felipão” fez o que sabe bem fazer: gastou fortunas no que realmente não interessa, em estádios na selva Amazônica e na ilha da fantasia (Brasília). Aproveitou o sucesso inicial da seleção e, depois do vexame, ficou muito, muito triste e, já que a derrota pode prejudicar sua imagem, nos exortou a levantar e sacudir a poeira. Vem aí a Olimpíada, com muitas modalidades esportivas. Nelas o Brasil não costuma ficar entre os primeiros colocados. Temo rever uma edição piorada desse filme.
 
Omar El Seoud ElSeoud.USP@gmail.com
São Paulo

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LIÇÕES PARA 2016

A Copa acabou e o Brasil poderia utilizar os ensinamentos do fracasso para buscar um resultado melhor na Olimpíada. O Brasil não tem centros de treinamento para os esportes olímpicos, os atletas têm de se virar, pagam impostos altíssimos para comprar os equipamentos necessários e não têm ajuda para competir fora do Brasil. Pela primeira vez na história o Brasil, por ser o país-sede, terá a oportunidade de competir em todas as modalidades. Como na Copa, o Brasil terá uma oportunidade de ouro para fazer sua melhor Olimpíada, mas, se nada for feito para treinar, preparar e equipar os atletas olímpicos brasileiros, eles serão brutalmente massacrados pelas feras do esporte mundial. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br 
São Paulo

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CPI DA PETROBRÁS

E a CPI da Petrobrás? Já pode ser retomada ou vai ficar para depois da Olimpíada? Com a palavra, o Congresso Nacional.

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br 
São Paulo

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VELHOS PROBLEMAS

Terminada a Copa, voltamos aos nossos antigos (e novos) problemas. E, um deles, apesar do Haiti ser um país muito distanciado e com o qual não temos nenhum tipo de relação, é a “emigração” dos 20 mil miseráveis haitianos, cujo percurso incluiu o Peru, o Acre (justamente um Estado governado pelo PT) e São Paulo, com um custo individual aproximado de R$ 4.092,00, ou seja, R$ 81.840.000,00, no total, financiados por quem ninguém sabe, ou melhor, somente alguns sabem, não assumem, mas usarão. E não estranhemos serem fixados numa cidade paulista governada pelo partido promotor dessa situação, naturalizados e receberem benesses oficiais tipo moradia popular, Bolsa Família, etc., nunca recebidas por vários brasileiros, como os sem-teto, os mendigos, os moradores de rua e outros. E esses haitianos, além de não terem qualificação profissional, entre eles há muitos milicianos e foras de lei, o que também sem nenhuma dúvida aumentará muito o nosso já altíssimo índice de criminalidade. E essa operação está, é claro, “ligada” à da (estranha) “força de paz” de soldados (treinados para a guerra) brasileiros no Haiti, com um absurdo custo financeiro aproximado de US$ 2 bilhões, bancados somente pelo Brasil.      

Nilton de Freitas Guimarães nfguimaraeseo@gmail.com 
Rio de Janeiro

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PALPITE INFELIZ

Há poucos dias lembrei-me muito do grande interprete e compositor brasileiro Noel Rosa, autor de muitas obras que o imortalizaram graças ao seu gênio. Noel Rosa é autor de “Palpite Infeliz”, “Último Desejo”, “Filosofia” e “Fita Amarela”. Mas por que lembrei? Pelo título de uma das suas músicas “Palpite Infeliz”. O prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, afirmou, sobre a tragédia do desabamento do viaduto da Avenida Pedro I, que causou duas mortes, ferimentos graves em muitas pessoas e grandes prejuízos materiais, que acidentes como estes infelizmente acontecem. Que palpite infeliz!

Marcos Tito marcostitoadvogados@gmail.com 
Belo Horizonte

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ELEIÇÕES 2014 – QUEM PAGARÁ?

Matéria do “Estadão” de 13/7, sobre “gasto por voto”, lista o teto de despesa previsto, por Estado e Distrito Federal, para as próximas eleições para governadores e o custo médio por eleitor/voto em cada unidade da Federação. Os números variam do menor, de R$ 1,78 (RS) até o mais escandaloso, de R$ 41,67 (RR). O segundo mais dispendioso, o Distrito Federal, é 32% menor que Roraima, R$ 26,34. Outros três estão também na casa dos R$ 20,00. Sete estão com custo entre R$ 10,45 e R$ 15,89. As demais 15 unidades estão no intervalo de R$ 1,78 (RS) e R$ 8,83 (PB). São Paulo tem o segundo menor valor, com R$ 2,89. A matéria cita os dez candidatos com os maiores custos por eleitor, destacando-se o candidato de Roraima, com R$ 50,01, Angela Portela, do PT. Seguem-se candidatos do DF, de RR, TO, Al, RO, RO, TO, RN e MS. Este, com custo de R$ 16,49. Observe-se que não há Estados do Sudeste e do Sul. Como entender tais disparidades, de 2340%? E quem custeará essas campanhas?

Mario Helvio Miotto mhmiotto@ig.com.br  
Piracicaba

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