Fórum dos Leitores

SENADO

O Estado de S.Paulo

18 Julho 2014 | 02h04

Assalto em Brasília

O Senado, por meio de ato normativo de 12 de junho último, vai arcar com todas as despesas de campanha política dos senadores e seus servidores. É tão imoral que não pode ser legal!

MARIUS O. ARANTES RATHSAM

mariusrathsam@hotmail.com

São Paulo

Gazeteiros

E que bom que todos os problemas do País estão resolvidos e o Senado somente vai dar dois dias de expediente até depois das eleições. Provavelmente, para receber o salário, 13.º e férias adiantadas. Depois vêm Natal, a posse do governo eleito e o carnaval. Boa ideia para os demais congressistas.

GREGÓRIO ZOLKO

gzolko@terra.com.br

São Paulo

Recesso político

Na realidade, político vive em recesso, alguns períodos declarados, outros apenas "enganados". Os declarados são "férias" dos ilustres parlamentares da milonga nos períodos enganados. Fazem pouco ou quase nada de trabalho de fato, os mais ativos cuidam de seus interesses pessoais com o bem público.

ARIOVALDO BATISTA

arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

LULA x FHC

Complexo de vira-latas

Depois de terem viajado juntos (África do Sul, funerais de Mandela) e dialogado, os dois maiores líderes políticos e ex-presidentes do Brasil estão novamente envolvidos num debate. Fernando Henrique Cardoso disse em artigo que aconselhou Lula a "virar a página do mensalão". Mas Lula insiste em que o mensalão não existiu, que todos fazem isso, e que não lê FHC - como se a leitura fosse seu hábito. Embora adversário, FHC elogiou a eleição de Lula e o fato de ser sucedido pelo líder operário. Mesmo assim, Lula sempre demonstrou ciúmes da erudição de seu antecessor, por quem foi duas vezes derrotado de forma arrasadora no primeiro turno, o que nunca foi digerido por Lula, que chama de herança maldita a estabilização econômica do Plano Real, a qual permitiu os avanços sociais e a popularidade de seu governo. Lula também se apoderou dos programas sociais do governo FHC, rebatizando-os como Bolsa Família e negando a autoria de dona Ruth Cardoso, de longe a mais preparada primeira-dama do Brasil. Ambos já marcaram a História, Lula como o maior líder popular e FHC como o maior estadista. Infelizmente, a falta de preparo de Lula não lhe permite reconhecer isso e ele continua com complexo de vira-latas (expressão muito usada pelo próprio) em relação ao antecessor. Pior ainda, por sua popularidade Lula influencia a população, que acaba não reconhecendo o exemplo de FHC e busca o sucesso rápido pelo atalho da sorte, como Lula, e não pelo preparo e pelo planejamento, que caracterizam FHC.

MÁRCIO M. CARVALHO

mmcoak@hotmail.com

Bauru

Língua afiada

Lula diz que não lê o que FHC escreve. Verdade. Não lê nada de quem o critica, só gosta de elogios. Mas a coisa muda de figura quando Lula está em eventos fechados, longe das vaias, das críticas e com auditório contratado para aplaudi-lo: então se solta e fala mal da oposição, revidando todas as críticas. E aqui cabe a pergunta: se não lê, por que tem a língua tão afiada? O mal do PT é lidar mal com as críticas, esse pessoal foi acostumado a pisotear as pessoas e a ganhar votos contando mentiras, prometendo o céu. Azar de quem acredita.

IZABEL AVALLONE

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

Dirceu mentiroso?

Já perdi muito tempo lendo o que o sr. Lula diz, não faço mais. Só uma declaração desejo: uma clara qualificação de mentiroso para o sr. José Dirceu, que disse nada ter feito sem conhecimento do chefe. Sinuca de bico?

ANDRÉ C. FROHNKNECHT

caxumba888@gmail.com

São Paulo

AIDS

Herança Padilha

Diminui a quantidade de doentes de aids no mundo, mas no Brasil sobe mais de 11% o número de infectados? Isso podemos chamar herança maldita ou relaxo do Padilha, o que trouxe cubanos como escravos. Outra qualidade dele e do PT? No País, infelizmente, nada está tão ruim que não possa piorar. Lamentável!

ZUREIA BARUCH JR.

zureiabaruchjr@bol.com.br

São Paulo

ESCLARECIMENTOS

Quinto constitucional

O editorial As eleições e a Justiça Eleitoral (16/7, A3) traz considerações importantes sobre a carga de trabalho da Justiça Eleitoral e a demora na nomeação de seus juízes. No entanto, cabe um esclarecimento: ao contrário do que foi afirmado no texto, os advogados que integram os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) como juízes eleitorais não são indicados pela Ordem dos Advogados do Brasil, mas pelos próprios tribunais. A OAB-SP, por sinal, tem defendido modificação constitucional para que os TREs passem a observar o "quinto constitucional", como ocorre na composição dos demais tribunais brasileiros, salvo o Supremo Tribunal Federal, dando maior oportunidade e transparência ao processo de escolha dos componentes da Justiça Eleitoral.

MARCOS DA COSTA, presidente da OAB-SP

SSilveira@oabsp.org.br

São Paulo

Funcesp

Sobre o editorial econômico O desequilíbrio atuarial dos fundos de pensão (12/7, B2), a Funcesp esclarece que não é um fundo de pensão estatal, mas o maior fundo de pensão patrocinado por empresas da iniciativa privada do País, de acordo com dados da Previc. Com recursos para investimento da ordem de R$ 23 bilhões, ocupa a quarta posição no ranking geral do setor por ativos de investimento. Tem como patrocinadoras empresas do setor elétrico do Estado de São Paulo, para as quais administra benefícios de previdência e/ou saúde. São 14 patrocinadoras, incluindo o Grupo AES, o Grupo CPFL, além de CTEEP, Duke Energy e Elektro. Cesp e Emae completam a lista e são as únicas estatais, às quais correspondem parcelas menores do patrimônio total dos planos de previdência administrados pela entidade. Os resultados consolidados do primeiro semestre de 2014 mostram que a Funcesp registrou um rendimento de 6,28% do patrimônio total de janeiro a junho, acima da meta atuarial do período (6,14%). De janeiro de 2008 a dezembro de 2013, o rendimento médio da Funcesp foi de 118,37%, acima da própria meta atuarial (103,72%) e do obtido com aplicações atreladas ao CDI, cuja variação foi de 77,41%, e pela poupança, com rendimento de 48,87% no período.

EDUARDO CORDEIRO

imprensa@mvl.com.br

São Paulo

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TERROR NO AR

Com o Boeing 777 da Malaysia Airlines derrubado na Ucrânia por um míssil lançado, suspeita-se, por separatistas ucranianos pró-Rússia (conforme crê o governo ucraniano), o presidente russo, Vladimir Putin, muito amigo do Planalto brasileiro e que inclusive ousou invadir e anexar a Crimeia ao seu país, deve estar com pretensões de afrontar o mundo, com a mesma síndrome de um Adolf Hitler, de triste memória. A soberba de Putin não pode prevalecer. E o melhor que os EUA e a Europa devem fazer é isolar por completo este ex-membro da KGB, que está em estado de esquizofrenia sonhando dominar o mundo.

Paulo Panossian 
paulopanossian@hotmail.com 
São Carlos

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ROTA DA MORTE?

Por que uma aeronave da Malaysia Airlines estaria voando sobre o território conturbado da Ucrânia? 

Sergio S. de Oliveira 
ssoliveira@netsite.com.br  
Monte Santo de Minas (MG)

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INACEITÁVEL

É inaceitável que ucranianos tenham derrubado um avião com 295 pessoas a bordo. Todas foram mortas. Como essas coisas podem continuar acontecendo em pleno século 21? Mataram 295 pessoas inocentes, de forma gratuita. Cada vez mais vivemos num mundo em que se atira primeiro e pergunta-se depois, no melhor estilo do Velho Oeste. Um horror.
 
Renato Khair 
renatokhair@uol.com.br  
São Paulo

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VLADIMIR PUTIN

Putin com certeza é o responsável pela morte dos 295 passageiros da aeronave da Malaysia Airlines derrubada por um míssil na Ucrânia. Essa guerra que apenas se inicia foi fomentada por ele, já que é a própria Rússia quem vem armando os separatistas. É a esse tipo de gente que o governo brasileiro resolveu dar as mãos e sair por aí brincando de democracia. E, se nas conversas reservadas entre Putin e a presidente Dilma Rousseff foi dado aval a essa intromissão russa na Ucrânia, nós, brasileiros, levaremos nas costas essa tragédia também. Esse é o risco que corremos quando votamos em alguém para nos representar. Das decisões, boas ou ruins, nós pagamos a conta. Até nas tragédias.

Beatriz Campos 
beatriz.campos@uol.com.br  
São Paulo

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APOIO BRASILEIRO

Enquanto EUA e Europa lançam sanções políticas e econômicas contra a Rússia, por não ter se esforçado para evitar a entrada de milicianos russos que destruíram a Ucrânia, o presidente Vladimir Putin busca apoio e amparo no Brasil, que sem dúvidas o dará, a depender tão somente de Lula e de Dilma. Alguém tem dúvidas?

Angelo Tonelli 
angelotonelli@yahoo.com.br   
São Paulo

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CONGRESSO IRRESPONSÁVEL

O Congresso Nacional fez apenas duas sessões durante a Copa do Mundo e, nos próximos três meses, fará também apenas duas sessões. Há nisso uma grande falta de educação e de moral, a maioria dos nossos congressistas não sabe o que é cumprir a missão de servir o País. Os senadores voltarão ao trabalho somente em outubro, depois da eleição, já que precisam tratar de seus negócios pessoais. Mas é ainda pior. Seus funcionários de gabinete podem viajar pagando passagens e estadias com dinheiro do Congresso. Ou seja, o Congresso pagará parte das “despesas de campanha” dos parlamentares, um ilegal financiamento que demonstra o verdadeiro interesse dos congressistas. O Brasil está “muito mal” governado, com péssima educação, serviços de saúde ruins, má execução de obras públicas e dificuldade nas finanças, na economia e nas exportações em declínio. O governo, descontrolado nos gastos públicos, permite a volta da inflação e convive com muita corrupção. O que estão fazendo os parlamentares, que deveriam vigiar o Executivo, conforme determina a Constituição? Trabalham prioritariamente para eles próprios. Parlamentares aprovam medidas do Executivo mediante cobrança de verbas e em troca de outros benefícios pessoais, deixam leis urgentes e muito importantes nas gavetas por até 20 anos, porque não têm tempo, já que trabalham apenas três dias por semana durante alguns meses do ano, fazendo “recessos brancos”, como agora, quando ficarão quase três meses de folga. Para nossos parlamentares, o que importa é o cargo, os salários e as benesses do Congresso e algumas pequenas ou grandes corrupções. Mas, certamente, não executam o que manda a Constituição com honestidade. Vamos vê-los nas campanhas fazendo cara de honestos na TV e prometendo servir ao País, e serão eleitos quando tudo for esquecido. Justamente neste momento grave, em que o Executivo tenta transformar o País numa Nação socialista, com os “sovietes” a serem implantados pelo Decreto presidencial 8.243/2014 e com fundos para o financiamento desses conselhos, sob comando de Gilberto Carvalho, os congressistas têm coisa que julgam mais importante para fazer. Não se preocupam com o fato de o novo decreto significar o fim do Congresso Nacional, o que mostra o baixo nível e os interesses deles pelo País, principalmente dos presidentes das duas Casas. A opinião pública estava certa quando tentou barrar esses dois parlamentares de assumirem os cargos atuais, por estarem comprometidos com a Justiça. Enquanto nosso Congresso não for dirigido por pessoas honestas e com interesse nos problemas nacionais e sem comprometimentos com o Executivo, o Brasil continuará “descendo a ladeira”.

Fabio Figueiredo 
fafig3@terra.com.br 
São Paulo

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NÃO FARÁ FALTA

O presidente do Senado, Renan Calheiros, precisa tomar cuidado com estas férias dos senadores até as eleições. Ele corre o risco de o povo perceber que este Senado pode não fazer nenhuma falta.

Luiz Frid 
luiz.frid@globomail.com 
São Paulo

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PEDRA-DE-TOQUE

Se Dilma Rousseff queria, achou! Nada justifica melhor a criação dos tais "conselhos" do que o desavergonhado "recesso branco" do Congresso. 

A.Fernandes 
standyball@hotmail.com 
São Paulo

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CONGRESSISTAS NÃO SUAM

Ao ler o “Gentil patrocínio”, de Dora Kramer (17/7, A6), por mais republicamos que sejamos, passamos a desconfiar dessa forma de governo. Os nossos congressistas não trabalham para quem lhes paga o salário e, agora, obtiveram um “plus” para que seus assessores gastem por conta dos contribuintes, com viagens, estadias e o diabo (termo atual). Agora, sim, é possível entender o sentido da frase de Dio, um antigo historiador, quando escreveu: "A democracia soava muito bem, mas seus resultados não concordavam absolutamente com seu nome. A monarquia, ao contrário, tem um som desagradável, mas é a forma de governo mais prática para se viver. Porque é mais fácil encontrar um único homem excelente do que muitos" (apud Stacy Schiff, em “Cleópatra”).

Mauro Lacerda de Ávila 
lacerdaavila@uol.com.br
São Paulo

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SENADO

As últimas atitudes do Senado e dos senadores mostram que aquilo é uma zona total. Sem compromisso, sem trabalho, sem respeito. O pior: é o Senado que sabatina a aprova os membros do Supremo Tribunal Federal (STF). Daí as nefastas consequências para nosso país. 

André Coutinho 
arcouti@uol.com.br 
Campinas

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CONSELHOS POPULARES

No governo FHC foi criada uma legislação incentivando a formatação de conselhos, que existem em muitos municípios, embora não atuando como deveriam. Por que agora a oposição questiona uma iniciativa idêntica do governo federal que sugere a adoção de uma política nacional de participação social. É muita incoerência desses oposicionistas.

Uriel Villas Boas 
urielvillasboas@yahoo.com.br 
Santos

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MAIS UM RALO

Vladimir Putin não tem do que se queixar, perdeu a Ucrânia, mas ganhou o Brasil, cujo governo esquerdoide vive babando para qualquer esquerdista internacional. Terminada a Copa do Mundo, os acordos que o governo fez com os black blocs, os traficantes e com todo baderneiro em ação, ou em potencial, para fingir que temos segurança, também terminaram. Assim, a insegurança voltou com tudo para os pobres brasileiros que não são turistas, mas que deixam quase toda a sua renda para pagar os impostos, usados ao bel prazer da máfia dominante. Talvez por isso Pavlov jamais perde seus créditos: mal ouvimos falar em mudança e já começamos a salivar. Principalmente depois de lermos que o “sinistro” Gilberto Carvalho está engendrando um novo "projeto de lei" no qual espera conseguir mais um financiamento para um tal de fundo, para um tal de conselho, para uma tal de sociedade civil (será que é por causa disso que o PT queria porque queria presidir o Banco do Brics?). Ou seja, um novo ralo que o contribuinte vai ter de bancar, enquanto perde o pouco que ainda resta de democracia. Não somos consultados para nada, nem para saber se queremos bancar as afoitezas de dona Dilma, e, além de tudo, ainda querem nos impedir, por meio de um tal de Marco Civil,  de "latir" à vontade - na imprensa e na internet - o nosso complexo de vira-latas.  Será que, fazendo uma forcinha, conseguimos despachar a presidente e todo o PT junto com a comissão técnica da seleção?

Carmela Tassi Chaves 
tassichaves@yahoo.com.br  
São Paulo

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CPI DA PETROBRÁS

Parlamentares da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista da Petrobrás aprovaram por unanimidade a quebra dos sigilos bancário, telefônico e fiscal do doleiro Alberto Yousseff e do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto da Costa. Será que o ex-presidente da Petrobrás, o poderoso chefão, José Sérgio Gabrielli ficará de fora da quebra de sigilos?

Edgard Gobbi 
edgardgobbi@gmail.com 
Campinas 

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É DE CHORAR

A notícia publicada em 16/7 (“Ex-diretor da Petrobrás é alvo de denúncia por fraude em contrato”) sobre ação movida pelo Ministério Público do Rio de Janeiro contra o ex-diretor Luiz Carlos Zelada da Petrobrás - que teria favorecido (com ajuda de mais sete funcionários) a construtora Norberto Odebrecht com um aumento de 1.654% numa licitação - é mais um trágico retrato das safadezas que infestam a direção dessa estatal. Como nós, brasileiros, nos acostumamos a recorrer a tiradas de comédias para evitarmos admitir essas tragédias, poderíamos recorrer aqui ao patético trocadilho: “Petrobrás é lesada por Zelada”. Só que não é para rir, e, sim, chorar.

Claudio Janowitzer 
cjano@terra.com.br 
Rio de Janeiro 

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O PROGRAMA MAIS MÉDICOS

Muita ingenuidade do candidato à Presidência Aécio Neves dizer que vai rever as regras do programa Mais Médicos. Se quiser manter os médicos cubanos no Brasil, será preciso conceder-lhes a cidadania brasileira, assim como a seus familiares em Cuba. Uma vez com a cidadania brasileira, os médicos cubanos e seus parentes teriam os mesmos direitos e deveres dos brasileiros. Imaginar que irá negociar de boa-fé com o ditador Fidel Castro mostra uma enorme inexperiência do jovem candidato tucano para assuntos internacionais. 

Mário Barilá Filho 
mariobarila@yahoo.com.br 
São Paulo

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LULA E FHC

O ex-presidente Lula, interrogado por um jornalista sobre o que ele achava das críticas feitas por Fernando Henrique a seu respeito, respondeu que ele não lê o que FHC escreve. Pelo bem da verdade, Lula não lê nada. Ele já declarou em outra ocasião que leitura para ele lhe causa azia. Daí o absurdo de algumas de suas opiniões.

Tercio Sarli 
Terciosarli.edicoes@r7.com
Campinas

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DISPOSIÇÃO PARA APRENDER

Não fosse a preguiça de aprender, permanecendo analfabeto funcional, que não compreende um texto com mais de dois parágrafos, Lula teria a chance de aprender algo ao ler os textos de FHC e nos pouparia de suas metáforas futebolísticas ou demonstrações explícitas de inveja e da destruição, em seus oito anos de corrupção e mais quatro de sua fantoche, da estabilidade econômica herdada 12 anos atrás.

Paulo Ruas 
pstreets@terra.com.br 
São Paulo

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REUNIÃO DO BRICS

Após a convenção do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) em Fortaleza, o problema era: quem vai administrar o fundo? Será o Brasil, a África do Sul, a China ou a Índia? Pergunta difícil de responder, todos os envolvidos têm passado denegrido, logo, escolheram o menos corrupto. Duvido que este fundo vá permanecer por muito tempo.

Maria José da Fonseca 
fonsecamj@ig.com.br 
São Paulo

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A ADMINISTRAÇÃO DO BANCO DO BRICS

Ainda bem que a presidência do conselho de administração do Banco do Brics ficou com o Brasil. Nesse cargo a presidente Dilma é especialista, basta lembrar o caso Petrobrás-Pasadena, que ocorreu sob a presidência de Dilma no conselho da estatal e gerou um lucro enorme para nosso país...

José R. Brighenti Ribeiro 
brighentiribeiro@bol.com.br 
Praia Grande

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BANCO NÃO É FUNDAÇÃO CARIDOSA
 
O Brics Bank será um banco de fomento ao desenvolvimento ou uma nova fundação caridosa? Pelo que entendo, um banco de desenvolvimento objetiva auxiliar países com projetos sadios e que carece de recursos para executá-los. Creio que não será função do Brics Bank socorrer países caloteiros que, mesmo depois de escalonar o valor principal com enorme desconto, não cumprem os acordos firmados, não honram as dívidas assumidas. Não faz sentido o Brics Bank fazer caridade, “emprestar” a fundo perdido àqueles países ficha-suja na praça, que nada conseguem no Fundo Monetário Internacional (FMI) nem no Banco Mundial. Banco não é uma fundação caridosa.

Humberto Schuwartz Soares 
hs-soares@uol.com.br 
Vila Velha (ES)

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A UTOPIA DE UM BANCO

Criar um banco para o Brics é o mesmo que criar uma construtora para o Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST).

Marcos Catap 
marcoscatap@uol.com.br
São Paulo

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PODE PROSPERAR

Os países do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) se juntam para a criação de um banquinho, com dinheirinho, que provavelmente não dá para dar de troco com o volume de dinheiro que realmente se necessita para fazer alguma frente ao FMI, mas ainda assim é uma ideia que pode prosperar.
 
Marcos Barbosa 
micabarbosa@gmail.com   
Casa Branca

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BRASIL VIRA-LATA

Depois de sediar a “Copa das Copas” a um custo bilionário, o Brasil deu vexame e nem sequer subiu ao pódio. Depois de sediar o encontro do Brics em Fortaleza, o País nem sequer conseguiu a presidência do banco da entidade. O complexo de vira-latas está de volta, firme e forte. Até quando?!

J. S. Decol 
decoljs@globo.com 
São Paulo

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DE PIRES NA MÃO

Cristina Kirchner veio de pires na mão à reunião do Brics, esperando que alguém se comova com o seu infortúnio. Especialmente a Pátria Grande latino-americana, que ultimamente tem feito caridades bolivarianas com o nosso suado dinheiro. Quanto à Argentina estar sendo alvo de “pilhagens”, ela deveria fazer um exame de consciência, pois o que está sendo cobrado é nada mais, nada menos, do que o resultado de um imenso calote dado na praça pelo país.

Ronaldo Gomes Ferraz 
ronferraz@globo.com 
Rio de Janeiro  

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O PROTESTO DE CRISTINA

No Brasil para participar da reunião do Brics e da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, reuniu na porta de hotel que a hospeda em Brasília jovens militantes petistas a falar em "pilhagem internacional" contra seu país por parte dos que cobram o que lhes é devido, ao quem ela chama de “abutres”. Tivesse a presidente Kirchner interesse moral ou pedagógico sobre esses jovens, seria de ensinar que, quando se pede dinheiro emprestado, deve-se pagar no vencimento o valor devido, independentemente de o credor ser o original ou por sub-rogação ao caso não significa que a dívida seja extinta. Com o esperado apoio do nosso ministro da Fazenda, Guido Mantega, notório em alquimias contábeis em contas de chegar, seria querer demais que a cumpanheira contasse o que fizeram com os valores obtidos, em vez de tergiversar contra credor?
 
Mario Cobucci Junior 
maritocobucci@uol.com.br
São Paulo

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A SAIA JUSTA DO GOVERNO

O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a taxa básica de juros (Selic) em 11%, mesmo diante da subida de o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ter estourado a meta do governo ao atingir em junho 6,52%. Mesmo a taxa Selic mantendo-se inalterada, o juro médio ao mês atingiu em junho a taxa de 6,03% ao mês, enquanto o juro médio ao ano chegou a 101,90% ao ano. Os aprendizes de economista, tais como aprendizes de feiticeiros, não conseguiram ministrar os ingredientes certos para produzir uma poção que consiga dar rumos certos à nossa economia. A China, uma das parceiras do Brasil no Brics, cresceu 7,5% entre abril e junho e a presidente Dilma poderia pedir aos chineses a fórmula que os economistas do governo tentam sem conseguir. O governo deveria atentar para a pesquisa da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) em que brasileiros (69%) apontaram como de maior alta foram: alimentação e bebidas (90%), habitação e energia elétrica e artigos de limpeza  (44%) e alimentação fora do domicílio (30%). Com esses números e num ano em que a sobrevivência no poder é uma questão de vida ou morte, pode-se dizer que o governo mal se movimenta, tamanho é o aperto da saia em que está metido. 

Jair Gomes Coelho 
jairgcoelho@gmail.com 
Vassouras (RJ)

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E OS R$ 4 BILHÕES?

Este governo surpreende pelo inusitado. Descobrir na marca do pênalti, no último minuto, R$ 4 bilhões depositados num banco privado para minimizar um resultado negativo do governo é coisa para lá de criativa. Questionamentos que ficam desse caso são:  será que não haverá mais algum esquecido por aí? Em que tipo de conta estava depositado esse montante? Era conhecido dos auditores fiscais? O governo deve dar satisfação de seus atos à população. 

Sergio Holl Lara 
jrmholl.idt@terra.com.br 
Indaiatuba

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‘ASSUNTO DO BANCO CENTRAL’

A explicação que a oposição quer a respeito da conta paralela de R$ 4 bilhões depositada em banco privado para sorte e gáudio do gerente ou diretor da referida entidade bancária (afinal não é todo dia que existe um cliente desse) é  mais fácil de ser entendida e explicada do que se imagina. Basta arguirem o sr. Arno Augustin, do Tesouro Nacional, dado que foi ele quem criou a denominada "contabilidade criativa", bem desenvolvida aqui, no Brasil, porém ainda não aceita nos maiores centros financeiros do planeta e em outros países desenvolvidos.

José Piacsek Neto 
bubanetopiacsek@gmail.com 
Avanhandava

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BANCO DE SORTE

Por favor, considerando que os recursos da União são auferidos com o nosso esforço diário, solicito a especial gentileza de alguma fonte informar, apenas a título de curiosidade, o nome do banco privado que estava com os R$ 4.000.000,00 e os teria “lançado” em uma conta que os servidores públicos que administram o caixa do Brasil não haviam identificado, tendo sido “encontrado” pelo sr. Arno Augustin. Agradeço antecipadamente essa informação de somenos importância.

Felipe Anselmo Olinto 
feolinto@via-rs.net 
São Paulo

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MAIS UMA MANOBRA

A incompetência e a corrupção são tão grandes e deslavadas no governo petista que sumir ou aparecer míseros R$ 4 bilhões já não faz diferença alguma. Imagine quantos outros bilhões estão na mesma situação. Os R$ 4 bilhões "descobertos" num bando privado com certeza estavam esperando os "ajustes" de novos mensalões aos políticos escroques que hoje saem pelo ralo da sem-vergonhice.

Ariovaldo Batista 
arioba06@hotmail.com
São Bernardo do Campo

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‘O DESAFIO DA TERCEIRIZAÇÃO’

O respeitado ex-ministro do Trabalho Almir Pazzianotto Pinto defende a terceirização sem restrições dos contratos de trabalho (17/7, A2). Para quem já esteve submetido, por anos, a essa sistemática injusta de conviver com remuneração menor, menos benefícios, menos prestígio, menos consideração em relação aos empregados próprios, embora trabalhando lado a lado, a ideia não parece justa. Se, ademais, não houver nenhuma responsabilidade pela legislação do trabalho por parte do contratante da empresa efetivamente empregadora, os abusos serão ainda mais frequentes. Terceirizados são tratados como empregados de segunda categoria, mesmo em cargos de supervisão. É situação muito constrangedora e pouco natural. O que justifica contratar um empregado que legalmente fica vinculado legalmente a uma empresa muito menor?

Ademir Valezi 
adevale@gmail.com  
São Paulo

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PROTESTOS POR MELHOR TELEFONIA

Demorou para ver "cair a ficha": os preços de telefonia no Brasil são um verdadeiro assalto. No mundo se caminha para o serviço quase gratuito, diluído em custos de operadoras, e um pacote de cerca de US$ 50 oferece tudo à pessoa tem tudo: TV aberta, fechada, telefones, internet. Aqui é um absurdo: uma pessoa que tenha telefone fixo, celular, internet, mais operadora gasta facilmente uns R$ 1 mil.
 
Roberto Moreira da Silva 
rrobertoms@uol.com.br
São Paulo

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A VOLTA DOS PROTESTOS
 
Em toda a minha vida (70 anos) nunca governo algum me deu qualquer beneficio e, pelo contrário, tirava, via Imposto de Renda cobrado nas taxas mais altas. E, se me aposentei via INSS, paguei por esse direito, mesmo sem receber sequer 1/3 do que ganhava na ativa. Portanto, sou totalmente contrário à pretensão de grupos como o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) de exigir moradia praticamente de graça, sem trabalhar para merecê-la,  diferentemente de pessoas como eu, que só vim ter um imóvel meu, sem dever a qualquer órgão de governo, após passar quase 30 anos trabalhando duro. Portanto, quem quiser ter sua casa, que vá trabalhar, em vez de passar a vida toda enchendo o saco dos paulistanos, como fazem aqui. Para eles, uma sugestão: quando elegeram o presidente Lula e, depois, sua marionete Dilma, receberam promessas de tudo isso que reclamam agora. Então por que não vão a São Bernardo do Campo, em frente ao apartamento do nefasto, cobrar dele as promessas feitas? Ou acampar em Brasília, no Cambalacho Nacional e no Palácio da Alvorada? Quem sabe o bando de "promessões" não lhes dê de presente o que reclamam só aqui, em São Paulo, inclusive como muitos que nem são paulistas.
 
Laércio Zannini 
arsene@uol.com.br 
São Paulo

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MUDANÇAS NA CBF

Gilmar Rinaldi é anunciado como novo coordenador de seleções da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Um cargo que não faz o menor sentido. Servirá apenas como laranja para receber culpa e ser demitido quando as coisas não derem certo.

José Carlos Alves 
jcalves@jcalves.net
São Paulo

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ESPIONAGEM ELETRÔNICA
 
Os alemães utilizaram um programa de computador para garantir a vitória da seleção germânica na Copa do Mundo. O software alemão é o Match Insights, e analisa cada movimento dos jogadores em campo. Já faz alguns anos que nos acostumamos a ouvir estatísticas durante os jogos. Quantos passes certos e quantos errados, chutes a gol, espaço percorrido por cada atleta, tempo de posse da bola. Um dos problemas que vêm perturbando técnicos e jornalistas especializados é como transformar estes números em informações que possam de fato contribuir para o aperfeiçoamento do jogo. A turma mais velha, tanto na crônica quanto entre os profissionais do esporte, costuma fazer pouco das estatísticas. De futebol mesmo, sugerem, quem entende são aqueles com a manha, quem sabe observar com seus anos de prática. Cada equipe que enfrentou os alemães foi cuidadosamente analisada para identificar, sempre, os espaços desguarnecidos. Enquanto os jogadores brasileiros ouviam discursos motivacionais, os alemães viam na tela um mapa com os buracos deixados pelo oponente. Evidentemente, em um jogo oficial não há sensores no gramado. Mas, ainda que com menos detalhes, imagens em vídeo bastam para que o Match Insight faça a coleta de números o tempo todo. Até aí, tudo bem; trata-se de tática de treinamento da equipe alemã. Mas o fato de o técnico ter utilizado o recurso para analisar as seleções adversárias na Copa não configura um doping eletrônico?
 
Cláudio Moschella 
arquiteto@claudiomoschella.net
São Paulo

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VILA MADALENA

Muito bom o artigo de Marcelo R. Paiva de 15/7 no “Estadão”, exceto no que diz respeito à Vila Madalena. Com certeza, ele não presenciou as barbaridades que ocorreram no bairro durante a Copa do Mundo. Com certeza, também, não gostaria que urinassem em frente à sua casa, tocassem funk no último volume até de manhã embaixo de sua janela, gritassem, brigassem e quebrassem garrafas na sua rua. Tampouco que seu direito e ir e vir fosse totalmente tolhido pela massa humana do “fervo” - cadeirante, então, nem pensar em circular pelo bairro durante essas aglomerações.
 
José Luiz Teixeira 
jl.teixeira@terra.com.br 
São Paulo 

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CASA DO CORINTHIANS?

A manchete do caderno de “Esportes” do “Estadão” de ontem, 17/7, diz: “Corinthians volta para casa”. O "Itaquerão", casa do Corinthians? Acho que é engano. O "Itaquerão", um bilhão e duzentos milhões de reais de custo (e ainda faltam duzentos milhões de reais), é casa do BNDES, que entrou com seiscentos milhões de reais nossos; quatrocentos milhões de reais de renúncia fiscal do governo do Estado de São Paulo, também nossos; e mais duzentos milhões de reais de renúncia fiscal da Prefeitura do Município de São Paulo, também nossos. Não sei de onde virão os duzentos milhões que faltam. Peço licença ao “Fórum” do “Estadão” para lembrar que o senhor Andre Sánchez, então presidente do Corinthians, disse numa entrevista (sic): “Se a Fifa me der 10 milhões por mês, construo o estádio em 30 meses”. Quero ver ele e o Corinthians pagarem o que devem, com os trezentos milhões de reais prometidos.

Neil Ferreira 
neil.ferreira1804@gmail.com 
São Paulo

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PONTE PRETA

Parabéns à Associação Atlética Ponte Preta (AAPP), à maior torcida do interior do Brasil e às famílias fundadores memoráveis ponte-pretanas (Kutter, Wadt, Burghi, Silva, Vieria, Afonso, Pera, do Carmo, Oliveira e Aranha) pelos 114 anos de história, paixão e vida. A Ponte Preta nasceu no dia 11 de agosto de 1.900, data em homenagem à Companhia Paulista de Estradas de Ferro pela inauguração do trecho que ligou Jundiaí a Campinas no dia 11 de agosto de 1872, uma Ponte Preta que contou com o símbolo nacional da democracia racial no futebol, o jogador, fundador e ferroviário Miguel do Carmo, nascido em abril de 1885, ainda no período final da escravidão no País. A Ponte do primeiro goleador Luiz Garibaldi Burghi, chamado pelo apelido de Quinze, com três gols nos dérbis campineiro e um dos 13 fundadores que sugeriu o nome Ponte Preta em homenagem ao bairro local na primeira ata de fundação, lavrada por Alberto Aranha. Parabéns, gigante do interior do Brasil! A Ponte dos eternos Totó, Conceição e Mineirinho. "O trem de ferro na linha do tempo assistiu. A democracia praticou, a Ponte Preta abraçou o primeiro negro no primeiro time do Brasil. J.A."

Carlos Burghi 
c.burghi@yahoo.com.br 
Americana

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