Fórum dos Leitores

CENSURA À CULTURA

O Estado de S.Paulo

21 Julho 2014 | 02h03

Obscurantismo bolivariano

O ilustre deputado federal Vicentinho (do PT, é claro) está propondo a proibição da importação de livros. Esse senhor deve estar lendo alguma "instrução" deixada pelo magnânimo Hugo Chávez, pois um absurdo desses só pode ter vindo dos preceitos do bolivariano. Deputado, vá procurar o que fazer.

ADEMAR MONTEIRO DE MORAES

ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

GOVERNO DILMA

A cigarra e a formiga

A fábula é nossa realidade. A classe média é a formiga e a cigarra é o governo, com um monte de secretarias e mais de três dúzias de ministérios. A formiga ainda não percebeu que a cigarra é uma sanguessuga em vertiginoso crescimento e, insaciável, vai fazer o diabo para se manter no poder. Acintosamente, primeiro desestabiliza, depois desmonta as instituições e aos poucos substitui a democracia pelo bolivarianismo. Acorda, formiga, antes que seja tarde, faz um levante eleitoral, substitui a nociva cigarra distribuidora de migalhas, que nada importante dá!

HUMBERTO SCHUWARTZ SOARES

hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

Os conselhos sociais

O governo está correndo com o polêmico decreto da presidente Dilma Rousseff que estabelece a Política e o Sistema Nacional de Participação Social. Assim, se as pesquisas não lhe forem favoráveis, talvez possa "cancelar" a eleição, já que os eleitos não terão poderes. Há uns 70 anos, na Europa, isso tinha um nome....

LUIZ FRID

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

Outra 'Roubabrás'?

Em discussão também novo decreto presidencial com o intuito de o governo tutelar as relações com a sociedade e aparelhar ainda mais o Estado por meio dos conselhos populares. O objetivo agora é criar um Fundo Financeiro de Participação Social, que custeará passagens e infraestrutura. Já pensaram? É um "beco do sumidouro", o que entrar ali jamais aparecerá!

CANDIDA M. MENEZES BARROS

candy.barr@uol.com.br

São Paulo

Mais gasto por decreto

Os "conselheiros" terão salário, ajuda de custo e assessores remunerados? De onde vem tanto dinheiro, sempre gasto por decreto, sem estar no Orçamento?

LUIGI VERCESI

luigiapvercesi@gmail.com

Botucatu

CAMPANHA ELEITORAL

Humilhante

Vendo a foto do lançamento da campanha do PT para o governo do Estado de São Paulo - com o ex-presidente Lula, o candidato Alexandre Padilha usando chapéu de couro, o prefeito Fernando Haddad e Eduardo Suplicy - me dei conta de como o ser humano se pode humilhar tanto em busca de um voto. E uma dúvida: será que eles realmente acreditam no que falam?

LUIZ NUSBAUM

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

Deboche sem limites

Falta pudor ao ex-presidente ao reclamar dos partidos de aluguel, das doações privadas e da podridão na política.

HELENA RODARTE C. VALENTE

helenacv@uol.com.br

Rio de Janeiro

O destino dos petistas

Primeiro, a pessoa se filia ao PT. Logo a seguir, torna-se militante. Aí, então, transforma-se num grande líder! Depois... Bem, depois vai para a Papuda.

EUGÊNIO JOSÉ ALATI

alatieugenio@gmail.com

Campinas

Alckmin na frente

Felizmente, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) vem garantindo boa margem de intenção de votos para a sua reeleição, o que significa o reconhecimento pela maioria da população de sua eficiente administração. Nem sempre as mudanças são para melhor. Chega de aventureiros incapazes, que ocupam cargos públicos trazendo prejuízos à população!

JOSÉ MILLEI

millei.jose@gmail.com

São Paulo

Reação da 'millitância'

Com a ampla vantagem das intenções de voto em Alckmin sobre os demais candidatos ao governo paulista, apontada pela pesquisa Datafolha, a população que se prepare para manifestações, greves e protestos orquestrados pelo governo federal e millitantes petistas, no intuito de prejudicar sua campanha à reeleição. Felizmente, na condução de crises anteriores Alckmin tem demonstrado firmeza, personalidade e responsabilidade, trazendo tranquilidade aos brasileiros residentes neste Estado.

JOSÉ WILSON DE LIMA COSTA

jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

MTST

Ameaças

A coordenadora do MTST, Natália Szermeta, afirmou que o movimento "vai botar a cidade de São Paulo para chacoalhar, para tremer". Será que não está na hora de a Polícia Militar e o Poder Judiciário porem ordem nessa baderna também, como fizeram com os black blocs? A população que trabalha, paga impostos e adquire imóvel com o suor de seu trabalho agradece.

MARIA CARMEN DEL BEL TUNES

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

Política e lei

O MTST faz e acontece em São Paulo. O sr. Boulos, elemento de classe média alta, em nada um "sem-teto", ganha até dinheiro com isso. Todos leram as matérias nos jornais dando conta de que o MTST cobra aluguéis dos "invasores" e faz um bom dinheiro! O Ministério Público de São Paulo parece não ver nada e não denuncia esse bando de delinquentes, que comete crimes em série diários na cidade e no Estado. Quem paga o pato é o paulistano, que tem seu dia a dia atormentado, e os proprietários de imóveis da cidade, que estão ameaçados de perder suas propriedades, bastando que o sr. Boulos assim o decida. Se o Ministério Público não estivesse tão ocupado em fazer política e em disseminar suas ideias "progressistas", certamente esse tipo de conduta criminosa teria fim. Motivos para enjaular esse pessoal não faltam.

M. CRISTINA ROCHA AZEVEDO

crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

A verdadeira face

Estava demorando para o MTST mostrar sua verdadeira face: o estímulo à baderna. Agora, diz seu líder, a luta é por melhor qualidade da telefonia celular. Até quando vamos ter de aguentar esse desrespeito às leis?

ELIANA PACE

pacecon@uol.com.br

São Paulo

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O CRESCIMENTO DO PCC

O crime organizado sempre existirá e é dever do Estado combatê-lo de forma exemplar e contínua. O crescimento vertiginoso do Primeiro Comando da Capital (PCC), comandado por líderes dentro da prisão, é inadmissível. Há muito tempo sabe-se do envolvimento de policiais civis e militares com a organização criminosa, sob os olhares complacentes das autoridades competentes, caso do ex-secretário de Segurança Antonio Ferreira Pinto, que ficou na função por três anos e nunca tomou providências efetivas em relação a policiais corruptos. Aparentemente, o atual secretário de Segurança de São Paulo, Fernando Grella Vieira, iniciou uma tardia, mas desejada, mudança de rumos com a recente operação que prendeu 40 pessoas ligadas ao PCC. Esperamos que não seja “fogo de palha” ou uma mera iniciativa eleitoreira, pois um Estado com a grandeza de São Paulo não pode ficar eternamente refém de uma facção criminosa. 

Wilson Haddad wilson.haddad@uol.com.br 
São Paulo

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A POLÍCIA ENVOLVIDA

PCC: Primeiro Comando da Capital ou Polícia Comanda o Crime?! Socorro!

J. S. Decol  decoljs@globo.com 
São Paulo

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INVESTIMENTO

O editorial “A força do PCC” (17/7, A3) demonstra que, se o governo do Estado de São Paulo investir adequada e pesadamente na Polícia Judiciária, que é a polícia de investigação, de inteligência, melhores resultados virão e a sensação de insegurança e impunidade diminuirá, e quiçá chegue a níveis aceitáveis.

Ruyrillo Pedro de Magalhães ruyrillo@ig.com.br 
Campinas

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POLÍCIA MILITAR

Essa é uma corporação que cada dia que passa fica mais antipatizada pela sociedade. A falta de educação, a violência, as atitudes destemperadas, o desrespeito aos comandos, enfim, a brutalidade com que age a torna, além de temida, detestada pela população. A forma como policiais agiram contra um repórter canadense e uma manifestante, na semana passada, é digna de cavalos, que dão coices. Homens de farda têm de agir com autoridade, e não de forma animalesca. É lamentável.
 
S. Pedroza s_paschoal@hotmail.com 
Rio de Janeiro

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ROUBOS A EVITAR E A ESCLARECER 
 
A repressão ao roubo armado em São Paulo passa obrigatoriamente pela solução de dois problemas. O primeiro em nível do governo do Estado: investigadores e PMs disfarçados e treinados agiriam em investigações e em pontos onde agem os rapinadores, dividindo a cidade entre as duas polícias. Para tanto, é preciso ter um efetivo  liberando os investigadores de serviços burocráticos,  como o atendimento de ocorrências em DPs, etc. E a, PM uma vez que o trabalho preventivo e fardado não reprime a existência dos roubos, deveria haver um batalhão reservado interessado em fazer tal trabalho. O comando único e integrado ficaria a cargo do secretário de Segurança Publica, com um delegado e um coronel comandando tais homens nesse trabalho emergencial. Deverá haver um arquivo comum de informações de local de ocorrência, delinquentes e modo de agir, disponível a todos os policiais, coibindo também a migração e a invisibilidade dos meliantes. A solução do segundo problema e que origina o primeiro, criando assaltantes, é ocasionada pela incompetência do governo federal no trato do mercado interno, em proporcionar trabalho e renda às pessoas, ao contrário do que diz em suas propagandas na TV. Notoriamente por inércia do governo do PT, padrão Felipão, que perde de 7 a 1 da necessidade de dar formação e trabalho aos jovens que, precisando de renda para viver e jamais tendo como obtê-la, só têm no roubo e no tráfico a varejo a solução para suas necessidades humanas. Lotando as cadeias, local onde deveria aprender uma profissão, saindo com uma  real oportunidade de trabalho. Mas como fazê-lo? Se o mercado interno, enquanto a população cresce, ele encolhe dia a dia. Obrigando-o a reincidir no mesmo tipo de crime, ou a praticar outro tipo de crime  que aprendeu na prisão. Reciclando-se nas rematrículas e com tal evolução, torna-se invisível  aos policiais,  que jamais foram reciclados.
 
Walter Lopes Filho wrsworld@r7.com 
São Paulo

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UM EXÉRCITO PARA O RIO

Motivado por uma série de razões que não cabe analisar aqui, neste pequeno espaço, o governador do Estado do Rio de Janeiro encaminhou solicitação ao Ministério da Justiça para a permanência na cidade do Rio de Janeiro de expressivo contingente das Forças Armadas, empregadas no policiamento ostensivo do complexo da Favela da Maré, e de efetivos da Força Nacional de Segurança, que policiam o Morro de Santo Amaro, até o final do ano. Ora, o governador que se declare sem condições de manter a segurança no seu Estado, em especial na cidade do Rio de Janeiro, de modo que se cumpra a Constituição e seja decretada a intervenção e a consequente nomeação de um interventor. Ou o governador quer um Exército para chamar de seu? Vejam que as condições se deterioram em áreas, no Complexo do Alemão, por exemplo, onde o Exército brasileiro atuou e restituiu às autoridades estaduais. A razão é simples: jamais os policiais estaduais patrulharão como os soldados patrulham, até porque não têm a formação específica para tal. Espero que o governo federal não atenda à solicitação.

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com 
Rio de Janeiro

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LIMPEZA NAS POLÍCIAS

Agora vão apurar o vazamento da operação no Morro do Alemão. Uma mega operação daquela para prender apenas uma pessoa? É evidente que houve vazamento. Não é a primeira vez nem será a última. Já estão perdendo de goleada para o crime. Acho que a segurança pública tem de começar por uma limpeza nos quadros das Polícias Civil e Militar.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com 
Rio de Janeiro

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MINHA VISÃO DA SEGURANÇA PÚBLICA

Um policial com larga experiência gerencial no setor privado antes de ingressar no serviço público põe o dedo na ferida da questão da segurança pública no País: o modelo brasileiro de fazer polícia é totalmente anacrônico. E lista uma série de problemas: não procuramos aprender com as experiências bem-sucedidas no mundo. Temos um instrumento, o inquérito policial, que emperra as investigações e facilita a corrupção, o direcionamento político e a discriminação social. Afirma que atuamos pouca na prevenção e usamos a força, em vez de privilegiar a inteligência. Para ele, a figura do delegado representa a herança escravocrata e patrimonialista da sociedade brasileira. Acrescenta ainda que os delegados formam um grupo que, além de não cumprir adequadamente suas atribuições legais, procura competir ou tentar assumir funções do Ministério Público e da Justiça. Em especial, a classe procura conquistar vantagens financeiras e prerrogativas e títulos dessas outras duas carreiras típicas de Estado. Além disso, o policial ressalta que a visão dos responsáveis pela formulação das estratégias policiais está contaminada por ideologias e princípios militares, que não são compatíveis com os métodos modernos de administração participativa. Lembra que, no Exército, o uso da força é direcionado ao combate com um inimigo a ser vencido. Enquanto o papel da polícia moderna é considerar o conflito como parte de uma ordem social democrática. Outra diferença importante é a questão da subordinação. Nas forças militares, a estrutura é hierárquica e imposta. Já nas forças policiais modernas, a subordinação é funcional e consentida. Na sua experiência na iniciativa privada, o policial diz que a chefia era alvo de conquista por mérito e competência. Já na polícia os cargos de chefia são “prêmios” aos “amigos” ou indicações políticas. Afirma que muito pouco se faz para se prestar um serviço de qualidade aos cidadãos brasileiros. Para ele, caso o governo contratasse uma empresa séria de consultoria de gestão, o modelo atual seria reprovado e profundas recomendações de mudanças seriam propostas, a fim de se iniciar um processo de melhoria, que buscasse aproximar os indicadores de qualidade nacional aos padrões internacionais. Concluindo, o policial adverte que, se não houver uma abertura no setor público, como houve no setor privado, continuaremos convivendo com o medo e a insegurança. Cita a frase de Albert Einstein (“fazer, todos os dias, as mesmas coisas e esperar resultados diferentes é a maior prova de insanidade”) para chamar a atenção dos governantes e dos formadores de opinião para o problema. Observa que, apesar de mais de 70% da população (fonte: Índice de Confiança na Justiça Brasileira,da Fundação Getúlio Vargas) não confiar no trabalho da polícia, as autoridades insistem em depositar suas esperanças nas mãos dos que defendem a continuidade desse modelo. Destaca ainda que as manifestações de junho de 2013 já indicaram o descompasso entre governantes e governados. Como 2014 é ano eleitoral, o policial espera que os candidatos apresentem propostas inovadoras para a questão da segurança pública e, enfim, atendam aos anseios da sociedade brasileira por paz e justiça.

Carlos Alberto de Mello carlosmello@ig.com.br 
São Paulo

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SERIA GOLPE?

Conforme Dilma Rousseff afirmou à CNN, seu governo cogita tirar as polícias do controle dos Estados, passando-as para a administração federal. Uma emenda à Constituição será usada para isso. Naturalmente, para que o processo de socialização do País tenha êxito, é preciso que o presidente tenha controle dessas forças. São Paulo tem mais policiais militares armados do que o Exército. Isso pode pesar na balança numa tentativa de golpe socialista. A Polícia Militar de São Paulo foi importante na revolução de 1964. Por esse motivo, devemos combater essa proposta de Dilma e eleger presidente e governadores democráticos que não queiram dar golpes socialistas. Dilma deveria governar o País, e não ficar com essas “aventuras”, afinal, faltam ainda 23 obras para a Copa a serem concluídas.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br 
São Paulo

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MANIFESTAÇÕES E BAGUNÇA EM SP

Contando ainda com a leniência de nossas autoridades, o Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST) continua a ameaçar a população de 11 milhões de paulistanos, sob um argumento duvidoso e jamais investigado a fundo por nossas autoridades. Segundo declaração da coordenadora do MTST Natália Szermeta, “não vamos ficar de braços cruzados. A gente vai mostrar que não está de brincadeira, que a gente cansou. Vamos botar a cidade de São Paulo para chacoalhar, para tremer”. “Vamos juntar todo mundo do MTST, ir para a rua e exigir o que é nosso”. Pois bem, não tenho nenhum interesse em defender as construtoras, muito pelo contrário, mas não consigo entender como o governo do Estado permite que grupos de manifestantes, por mais numerosos que sejam, impeçam que 11 milhões de paulistanos exerçam o seu direito constitucional de ir e vir, ou, no caso, irem para os seus locais de trabalhos, de estudos, aos hospitais e possam cumprir seus compromissos adrede ajustados. Quando dizem que vão botar a cidade para chacoalhar e tremer e não dar mais sossego, entenda-se que o farão contra a população paulistana. Com toda certeza, todos nós também já cansamos dessas estripulias e também cada um de nós tem os seus direitos – principalmente cada um do 1 milhão de paulistanos que aguarda a sua vez de receber sua casa própria dos programas governamentais. São esses trabalhadores que respondem por 12% do PIB do Brasil e de cujo trabalho sai o dinheiro do governo para as construções das casas populares. E a grande maioria paga aluguel e o faz com sacrifícios. Então vamos devagar com o andor. A referida coordenadora do MTST disse que vão exigir o que é deles. Mas o que é deles? Estarão eles inseridos entre o 1 milhão que está na fila ou pretendem furar a fila? Isso ficou explícito pela reação de outro coordenador do movimento quando soube que o Ministério Público pretende garantir a entrega de propriedades obedecendo à ordem na fila dos pretendentes e capacitados a recebê-las? Ainda não ficou claro para muitos de nós o que os vereadores de São Paulo cederam a esses transgressores da lei, mas áreas hoje já escassas na cidade não podem ser entregues sem mais nem menos aos invasores de propriedades públicas e privadas. Todos eles devem ser cadastrados e investigados pelas autoridades, inclusive se vivem em São Paulo, e não receberem “de mão beijada” através de lista por eles mesmos elaboradas. O raciocínio se aplica também às construtoras na concessão de alvarás para a construção de espigões. Pois nem sempre a compensação monetária para aumentar a área construída compensa os estragos provocados ao meio ambiente e ao bem-estar da população.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br 
São Paulo

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LEVIATÃ

Os movimentos sociais atingiram o ápice das manchetes, e as reivindicações são amplamente variáveis. Contudo, se surgisse um líder com a mesma postura dos contratualistas, certamente os protestos seriam para preliminarmente organizar a sociedade e, depois, distribuir os benefícios. Somos o Leviatã. 

Rubemar Costa Alves 
São Paulo

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O NOVO ‘MTSC’

Se bem entendi, recente paralisação da Avenida Paulista foi uma passeata do novo “MSTC”, o Movimento dos Sem Telefone Celular, que reivindica não só o produto de primeira necessidade em questão, como também tarifa zero. Os black blocs divulgaram nota oficial apoiando o movimento, fazendo a mesma exigência, então no aguardo da libertação da líder Sininho, que promete sair às ruas na luta pela tarifa zero. Aguarda-se o lançamento da Bolsa Telefone (Celular), com vistas às eleições de outubro, na esperança de Dilma se recuperar nas pesquisas. Lulinha, supostamente grande sócio da Oi, deve se pronunciar em breve.

Neil Ferreira neil.ferreira1804@gmail.com
São Paulo

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ECONOMIA BRASILEIRA

Embora o recuo da atividade econômica tenha sido menor do que o previsto pelos analistas – foi de 0,18%, ao invés de 0,50% –, as vendas da indústria ao exterior não mais atingiram os níveis do primeiro semestre de 2008, antes de explodir o tsunami financeiro, com a quebra do Banco Lehman Brothers. Na ocasião, aquele que não se deve nominar, fazendo troça e navegando nas ondas da dita “herança maldita”, afirmou que o desastre, se chegasse até o Brasil, seria apenas "marolinha"! E agora que o PIB brasileiro só fica à frente de Venezuela, El Salvador e Argentina, é ainda a marolinha ou a incompetência dos luminares do governo, a despeito da dita contabilidade criativa?

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com  
São Caetano do Sul

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FRUTO DA ESTAGNAÇÃO

Não há discurso que sustente a defesa de gestão de uma economia em que, num país com 200 milhões de habitantes, como o Brasil, sejam criados num mês como junho deste ano apenas 25.363 postos de trabalho com carteira assinada. O resultado indica o pior índice destes últimos 16 anos. Ou queda de 83,9% com relação aos empregos criados no mês de junho de 2013. E é bom esclarecer para a turma alojada no Palácio do Planalto que esses números pífios consolidados de 25.363 novos postos de trabalho no mês de junho de 2014 não são invenção das elites, da oposição, da imprensa, mas foram divulgados pelo Ministério do Trabalho. E são fruto da estagnação de nossa economia, já que no acumulado até junho foram criados míseros e insuficientes 588.671 empregos.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

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OS CRITÉRIOS DO BNDES

O BNDES "deu" empréstimo de R$ 1.800.000.000,00 (um bilhão e oitocentos milhões de reais) para as Lojas Americanas, conforme noticia neste jornal. Analisando os balanços das LA (Lojas Americanas), verifico que no último trimestre houve um lucro líquido de R$ 4.159.000,00. Numa conta simples, 4 trimestres dariam R$ 16.600.000,00 (dezesseis milhões e seiscentos mil reais) de lucro em um ano. Também numa conta simples, verifico que com este lucro, para pagar os R$ 1,8 bilhão "emprestado" pelo BNDES, as Lojas Americanas vão levar 108 (cento e oito) anos, sem considerar o ágio, os juros e inflação. A pergunta que fica é: qual o critério que o BNDES tem para emprestar dinheiro? No seu manual para aporte financeiro o BNDES informa que não empresta e não financia, quando é para a construção ou a compra de terrenos, e no edital está claro que é para "montagem de lojas". Sabendo que as Lojas Americanas têm como padrão o "self service", claro está que não haverá criação razoável de empregos, ou em quantidade compatível com o empréstimo. Pior: as Lojas Americanas são S.A (sociedade anônima), com ações negociadas na Bolsa de Valores, e possuem ao todo 970.000.000 (novecentas e setenta milhões) de ações. E pagaram em 2013 R$ 0,29 (vinte e nove centavos) por ação, totalizando R$ 281.000.000,00 (duzentos e oitenta e um milhões de reais). Assim, com este demonstrativo, ou as Lojas Americanas não vão mais distribuir dividendos nos próximos seis anos ou então o BNDES não vai receber sua parcela referente ao empréstimo. Pior: com esse dinheiro todo daria para o BNDES financiar empresas que realmente criariam empregos e devolveriam o valor. É perigoso botar todos os ovos numa só cesta, e isso é um ditado antigo. Bastaria escolher 90 empresas e emprestar R$ 20.000.000,00 para cada uma, criando-se então mais de 100 mil empregos fixos fora os empregos paralelos. E o BNDES tem muitas e muitas empresas que lhe pedem valores para financiamento, e, sem nenhuma informação, são negados. (Dados colhidos do Balanço Patrimonial das LA em 15/7/2014 em br.advfn.com/bolsadevalores/lojasamericanas.LAM4/balanço)
 
Jose Pedro Vilardi vilardijp@ig.com.br
São Paulo

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DO PLANO REAL AO PLANO IRREAL

FHC lançou o Plano Real, reorganizando a economia, domando a inflação e possibilitando ao País se reencontrar no direcionamento da ordem e do progresso. Lula, enquanto pôde e com Palocci, manteve suas diretrizes (diga-se de passagem, a contragosto) e experimentou equilíbrio nas contas públicas. Ventos externos favoráveis ajudaram a navegar em mares tranquilos. Aí apareceu a dupla “Debi” Dilma e Guido “Loide”, que lançou o Plano Irreal. Gastança desenfreada, inflação descontrolada, baixar juros por decreto, sangrar a arrecadação com subsídios aos gananciosos empresários, estimular os pobres a gastar o que não poderiam, etc. Com certeza nós seremos a Argentina amanhã. Caloteiros. Aliás, já tivemos tal experiência com Sarney, o imortal. 

Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com 
Rio de Janeiro

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ITAMAR FRANCO

Não poderia deixar passar em brancas nuvens, como dizia em dos nossos mais festejados poetas, o registro do aniversário do grande homem público Itamar Franco, dia 28 de junho, caso ainda estivesse vivo. Itamar Franco foi responsável pela implantação do Plano Real há 20 anos, quando a inflação ameaçava a economia do Brasil e trazia muita insegurança aos brasileiros. Itamar, no exercício da Presidência da República, determinou ao seu ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, a elaboração de um plano econômico para reorganizar as finanças do País. Hoje fala-se muito em Fernando Henrique, esquecendo-se que os méritos são também de Itamar pela sua coragem e determinação e figura carismática que merece todas as honras e homenagens pela sua determinação. 

Marcos Tito marcostitoadvogados@gmail.com  
São Paulo

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A GESTÃO HADDAD E AS ELEIÇÕES

Fernando Haddad criou a Controladoria-Geral do Município (CGM), desbaratou quadrilhas instaladas nos oito anos da gestão corrupta Serra/Kassab e, a pedido do Ministério Público Estadual, ajudou na implantação dessa ação para fiscalizar servidores, vereadores, deputados, prefeitos e governadores no Estado de São Paulo. Trata-se do único político em cargo importante do Executivo que comprovadamente combate a corrupção que assola o País em todos os níveis de governo. Este procedimento só corrobora sua atuação à frente do Ministério da Educação, onde administrou por oito anos um orçamento que é o dobro do da cidade de São Paulo, de forma ilibada e eficiente, sem o surgimento de máfias e cartéis. Portanto, parece-me claro que o PT necessita de Haddad para melhorar sua imagem, e não o contrário.

Paulo Sergio Fidelis Gomes psf.gomes@ig.com.br  
São Paulo

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CELULAR AO VOLANTE

Estava no ponto de ônibus quando observei um guarda de trânsito multando motoristas que falavam ao celular. Muito legal, mas quem vai multar os motoristas de ônibus que vão do ponto inicial ao terminal falando ao celular?

Agostinho Locci legustan@gmail.com 
São Paulo

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ÔNIBUS ECOLÓGICOS

A produção de ônibus elétricos no Brasil, pelos chineses, cria excelente oportunidade de renovação da frota em circulação com motores a diesel, que são poluentes e ruidosos.

Yvette Kfouri Abrão m.abrao@terra.com.br 
São Paulo

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CARRO ELÉTRICO

O novo projeto de carro elétrico nacional da Wake Motors faz lembrar-nos do projeto de Amaral Gurgel no interior paulista. Lá ele construiu uma fábrica e um sistema nacional de alimentação de carros elétricos mais de 30 anos atrás. Não teve sucesso por causa da pressão das montadoras maiores baseadas no motor de combustão interna. Vejamos, agora, como será a pressão econômica contra mais este desenvolvimento.

Adilson Roberto Gonçalves, pesquisador científico prodomoarg@gmail.com 
Lorena

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A SECA EM SÃO PAULO

Pois é, a Copa terminou para nós, brasileiros, melancolicamente, porém é hora de virarmos a página e voltarmos à realidade. O Estado de São Paulo viveu o dilema da falta de chuva que está fazendo com que as autoridades e a população vivam sobre o medo de faltar água nas torneiras se as chuvas não voltarem nos próximos meses. Sempre tivemos água em abundância no Brasil, com algumas restrições em alguns estados e municípios, nunca nos preocupamos em preservar nossos mananciais, nem costuma-se fazer campanhas de conscientização do uso junto a população, a não ser quando a vaca já foi para o brejo como é o caso agora. Cuidamos mal de nossas riquezas naturais. Desperdício, rede de distribuição sem conservação, ocupações irregulares à beira das represas, lixo a céu aberto, “sem falar do bombeamento do Rio Pinheiros para a Represa Billings”. Nossos recursos hídricos são finitos. Não há uma cultura e nem educação no sentido de preservação do meio ambiente. Um dia a natureza teria que dar uma resposta. E está fazendo isso agora. Enquanto alguns estados vem sofrendo com enchentes e alagamentos São Paulo vivencia a maior escassez dos últimos 84 anos; O Sistema Cantareira entrou em colapso, chegando ao seu pior nível 18% e a Sabesp não tem como aumentar a oferta de água que chega a faltar em alguns bairros. Dá para imaginar nossa vida sem água? Descarga dos banheiros, louça na pia, roupas sujas, indústria e comércio paralisados, banhos diários nem pensar, higiene pessoal, hospitais. Se todos fizerem sua parte economizando no final todos sairemos ganhando. Embora alguns não tenham se dado conta disso e continuem desperdiçando água, lavando carro e calçada, estamos à beira do caos, do colapso total. Participar de maneira consciente não desperdiçando é necessário dever de cidadão. Faça sua parte e todos vamos acabar ganhando no final.

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com 
São Caetano do Sul

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RACIONAMENTO

Sr. governador Geraldo Alckmin, estamos, sim, passando por racionamento de água aqui, na cidade de Carapicuíba, pela sua incompetência e negligência com a coisa pública. A água é cortada todos os fins de tarde e só retorna no outro dia, pela manhã.

Antonio C. Ciccone cicconeac@hotmail.com 
Carapicuíba   

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FUTURO DO SUDOESTE BRASILEIRO

O que é pior, não ter água para cozinhar, para lavar roupa, para tomar banho ou para beber?

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 
Monte Santo de Minas (MG)

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AS MÁFIAS DOS INGRESSOS

Porque só o CEO da Match, Raymond Whelan, acusado de participar de um esquema de venda ilegal de ingressos da Copa do Mundo, está em apuros com a Polícia Federal, quando em qualquer jogo dos nossos campeonatos regionais de futebol, ao chegarmos aos estádios tropeçamos em cambistas agindo livremente?

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br
São Paulo

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O EXEMPLO DA FIFA

A Fifa não deveria ter ido  embora, enquanto ela esteve aqui, no comando do País, tudo estava indo muito bem, tinha hotel para todo mundo, todos os voos saíam na hora marcada, criminalidade zero, restaurantes fiscalizados e limpinhos, e mais, o grande legado: não pagou imposto nenhum, deixou para nós, brasileiros, a grande esperança de fazermos o mesmo.

Ivan Bertazzo bertazzo@nusa.com.br
São Paulo

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O GOVERNO ESTUFADO

1. O povo fez a recepção calorosa aos visitantes (não precisava o governo gastar dinheiro com propaganda para isto, pois foi normal). 2. As Forças Armadas e as polícias fizeram a segurança. (aqueles que o governo está sempre desqualificando). 3. As empresas suspenderam todos os eventos e transferiram todos os negócios para o futuro aliviando aeroportos e hotéis. 4. Ninguém do governo fala sobre a economia cessante (já estimada em R$ 20 bilhões) durante 30 dias. 5. Os governantes, após todos os atrasos, superfaturamentos e desvios mandaram suas milícias e os bandidos pararem de praticar o terrorismo contra o povo durante a Copa (retornar, só após a Copa), além de decretar feriado para utilizar os transportes públicos em favor do público para as partidas, mostrando incapazes de fazer um evento com o País seguindo seu caminho normal. 6. Não sei por que estão estufados e roncando feito pombo com tanto intestino solto. 7. Nem com as vaias e ordenamento nas arenas para a chefa maior eles param.

Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@hotmail.com 
São Paulo

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TAMBÉM NÃO SOMOS GENTE?

Se a Copa foi um sucesso, tudo funcionando a contento como segurança, transportes, estádios, aeroportos etc., a pergunta é: por que isso não acontece para nós, brasileiros, sempre? Os estádios atrasaram, mas ficaram prontos ao término do prazo, as vias necessárias para chegar até eles também. Bilhões foram gastos, com suspeitas de superfaturamento, mas tudo foi entregue como prometido à Fifa. Ora, por que não são entregues com a mesma eficiência o que foi compromisso de campanha de dona Dilma? Onde estão as centenas de creches prometidas? E o que foi feito da transposição do Rio São Francisco, tão importante para o desenvolvimento do sertão nordestino? E as escolas e hospitais? E a infraestrutura? Enfim, por que esta razoável eficiência só se fez sentir na Copa do Mundo e é tão autoelogiada pelo governo, mas o mesmo não acontece no que ser refere à melhoria da vida do povo brasileiro, sempre privado de condições básicas para o seu viver? Se foi possível na Copa para os estrangeiros, por que não é possível para todos nós, que pagamos altíssimos impostos para ter direito ao mesmo padrão Fifa de vida, enquanto esta foi dispensada de pagar qualquer imposto sobre seu lucro fabuloso? Por acaso o povo brasileiro "também não é gente"? 
 
Eliana França Leme efleme@terra.com.br 
São Paulo

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MUDANÇAS NA CBF

Estranha e pouco confiável a contratação do ex-goleiro Gilmar Rinaldo como novo coordenador técnico da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Gilmar foi um bom goleiro e teve uma bela carreira nos gramados, com grandes conquistas por clubes e pela Seleção Brasileira. Porém, após pendurar as chuteiras, virou empresário de atletas. Ora, empresários visam o lucro. Ganham dinheiro com a compra e venda de seus jogadores e tem interesses que seus atletas sejam convocados pela Seleção. Dizem que ele é ligado ao ex presidente da CBF, o nefasto Ricardo Teixeira. A CBF é uma máfia e enquanto essas figuras sinistras permanecerem no comando, não faremos as mudanças urgentes que tanto necessitamos no nosso futebol, como vimos bem no retumbante fiasco e na humilhação que tivemos na Copa do Mundo do Brasil 2014, aqui mesmo, na nossa casa. 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br 
São Paulo

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A SANHA DOS EMPRESÁRIOS

Sugiro ao sr. Marin que contrate também, como diretor de futebol da CBF, o sr. Wagner Ribeiro, o sr. Juan Figger, entre outros empresários, para se juntarem ao sr. Gilmar Rinaldi, assim saberemos antecipadamente quais serão os convocados para o próximo amistoso. Todos esses senhores têm interesses em que seus jogadores e de seus parceiros  sejam convocados para a seleção, de forma a valorizar seus contratos. Simplesmente patético colocar as raposas para cuidar do galinheiro.
  
Armando Favoretto Junior afjsrf@ig.com.br 
São Jose do Rio Pardo 

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RAPOSA

A CBF começou brilhantemente a reformulação do futebol da seleção brasileira, colocou de cara uma raposa para tomar conta do galinheiro

Jose Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com 
São Paulo

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POLITICAGEM NA SELEÇÃO?

Por favor, mil vezes não! Mais uma cabra na horta da seleção? Já não basta uma raposa velha na presidência da CBF, agora um agente de jogadores é empossado para cuidar de todas as categorias de futebol na entidade? Que me perdoe Gilmar Rinaldi, mas para mim, um brasileiro calejado de ver tanto nepotismo no Brasil, fica difícil acreditar em sua imparcialidade nas futuras convocações.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com
São Paulo

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CBF

Você acredita que uma entidade que tem um Marin como presidente possa montar uma equipe que desenvolva um trabalho sério? Eu não!

Orivaldo Tenorio de Vasconcelos professortenorio@uol.com.br 
Monte Alto

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AUXÍLIO MORADIA

Está havendo uma polêmica relativamente à concessão de auxílio moradia aos magistrados e promotores públicos. Sou favorável à concessão, desde que estendida a toda a população trabalhadora. Dessa forma, estaria resguardado e respeitado o artigo quinto da Constituição, que diz que todos são iguais perante a lei. E a observância da lei faz parte das atribuições dos juízes e promotores. Sobre de onde viriam os recursos para tanto, bastaria os agentes públicos que vivem de propinas reduzir seus porcentuais que o dinheiro daria e até sobraria.

Iria de Sá Dodde iriadodde@hotmail.com 
São Paulo

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