Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

23 Julho 2014 | 02h04

O tempo é inexorável

No ano passado, após e apesar das manifestações de protesto, em conversa não jogada fora, o raciocínio era que o PT - diga-se Dilma/Lula - só seria alijado do poder via eleições caso a situação do Brasil se deteriorasse ao extremo, o que nenhum cidadão sensato desejaria. Infelizmente, é exatamente o que está acontecendo. Aliás, com tanta manipulação no governo da presidenta Dilma Rousseff, será que não dá um jeitinho para trocar a taxa de crescimento do PIB com a dos juros do Banco Central?

ULYSSES F. NUNES JR.

ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

Mau agouro

O PT está preocupado com a economia fraca, mas não pelo Brasil ou pelos brasileiros, e sim por causa da campanha eleitoral da sua fraca candidata Dilma. Mais uma vez o PT pondo o partido e seus correligionários acima do interesse nacional e ainda ironizando os adversários Aécio Neves e Eduardo Campos, que dariam azar. Ora, azar seria o povo brasileiro ter PT/Dilma por mais quatro anos.

WAGNER MONTEIRO

wagnermon@ig.com.br

São Paulo

Risco eleitoral

De fato, pelo andar da carruagem, mais quatro anos de desgoverno Dilma e nos tornaremos uma Argentina, com todo o respeito, grandona!

JOSÉ ROBERTO IGLESIAS

rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

Plano Surreal

O Plano Real reorganizou a economia brasileira, debelando a inflação e criando as condições necessárias para o crescimento sustentável. Os atuais governantes, muito a contragosto, no início de sua administração mantiveram as diretrizes do Real e, aliados a ventos externos favoráveis, experimentamos uma fase de prosperidade. Mas já no final do governo Lula e início do de Dilma resolveram mudar a rota e "lançaram" o Plano Surreal. Suas diretrizes eram baixar juros por decreto, estimular a gastança, sangrar os cofres públicos beneficiando ramos empresariais ineficientes e muita corrupção, entre tantas outras mazelas. A volta da inflação é a consequência de todos esses desmandos e a maior vítima da incompetência generalizada é a população. Nossa esperança hoje se resume a um resultado melhor nas próximas eleições. Caso contrário, viraremos é uma "Argenezuela".

PAULO HENRIQUE C. DE OLIVEIRA

ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

Calote no setor elétrico

Depois de fazer demagogia eleitoreira com os preços da energia, impedindo os reajustes, o governo aplica um calote nas empresas do setor. Agora pretende um empréstimo dos bancos privados. Pergunta o cidadão, talvez ingênuo: por que se daria crédito a um caloteiro? Alguma seguradora assumiria o risco?

HARALD HELLMUTH

hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

Linhas de transmissão

Tão absurdo como construir uma usina geradora e não ter a correspondente linha de transmissão seria a ocorrência do inverso. E o País do puxadinho, da gambiarra e do quebra-galho insiste em não atacar seus problemas na origem, que, no presente caso, parece ser a superdemorada licença ambiental - sob controle dele mesmo...!

NÍVEO AURÉLIO VILLA, engenheiro

niveoavilla@terra.com.br

Atibaia

FUTEBOL

Seria cômico...

... se não fosse trágico. A CBF decepcionou novamente os brasileiros. Decidindo retornar à era Dunga, a entidade enterra o desejo de modernidade no nosso futebol e inverte a máxima de que não se mexe em time que está ganhando, pois não mexeu num time que proporcionou aos brasileiros as maiores derrotas dos últimos cem anos. Essa mesma lógica da CBF vale para o PT, partido que dirige o País e vem obtendo derrotas fragorosas para a inflação, o PIB e a corrupção. Realmente, o "padrão Felipão" do governo Dilma fracassou, mas assim mesmo insiste em continuar, com o mentiroso bordão "mudar mais". Quem acredita?

JOSÉ ROBERTO DE JESUS

zerobertodejesus@gmail.com

Capão Bonito

Dunga e Mantega

Para mim, Dunga na seleção brasileira não será diferente de o próximo governo entregar o Ministério da Fazenda novamente a Guido Mantega. Ou seja, repete-se o perdedor.

ARNALDO DE ALMEIDA DOTOLI

arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

Reforma à brasileira

A "reforma" no futebol brasileiro proposta pela CBF é igualzinha à "reforma" política do Congresso. Mas se pretendem calar Romário com a indicação de Dunga... "onde há fumaça há fogo". Aquela CPI da CBF engavetada viria em boa hora, hein?

MÁRIO ISSA

drmarioissa@yahoo.com.br

São Paulo

Seleção

A seleção, sob "nova" direção, está de volta ao futuro ou de frente para o passado?!

J. S. DECOL

decoljs@globo.com

São Paulo

Depois da Copa

Nem pão, nem circo.

DIONYSIO VECCHIATTI

dio.vecchiatti@terra.com.br

Valinhos

BADERNEIROS URBANOS

Asilo político

O Uruguai deu uma lição ao Brasil ao negar asilo político aos baderneiros dessa quadrilha que vem promovendo destruição, roubos e incêndios nas principais capitais. Uma lição para Lula, que, apesar do voto contrário do STF, concedeu asilo ao assassino italiano Cesare Battisti.

ROBERTO L. P. E SILVA

robertolpsilva@hotmail.com

São Paulo

Os novos revolucionários

A "elitinha branca" resolveu brincar de Zorro, mas foi apanhada pelo Sargento Garcia. Resultado: pediu colo pro papai. É isso que dá cheirar pó do pirlimpimpim.

MILTON AKIRA KIYOTANI

miltonak@gmail.com

São Paulo

Protestar não é crime

Mas fazer baderna e destruir patrimônio público e privado nunca foi protesto! Essas pessoas que se manifestam contra a prisão de ativistas no Rio não gostam do Brasil ou só buscam mais uns votinhos para as eleições?

VIRGÍLIO MELHADO PASSONI

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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PARA QUE SERVE O CONGRESSO, MESMO?

Enquanto nosso Congresso Nacional se coloca em férias remuneradas até as eleições de outubro, preocupados os parlamentares apenas em se reelegerem, o governo federal criará outro decreto em apoio ao Decreto bolivariano n.º 8.243. Desta vez, será para que o próprio povo brasileiro pague pela própria forca. Pagaremos para que os tais “grupos populares”, escolhidos a dedo pelo ministro Gilberto Carvalho para fazerem parte dessa farsa democrática de “projetos sociais bolivarianos”, voem pelo País afora com tudo pago por nós. Nessa toada, quando o Congresso voltar a trabalhar, com certeza estará fechado por algum outro decreto, já que o Supremo Tribunal Federal (STF) de hoje – guardião de nossa democracia – trabalha em sintonia com esses ideólogos. Quem precisa de um Congresso que só pensa em si mesmo?

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

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DECRETO 8.243

O título “Teimosia inconstitucional” para o editorial do “Estadão” (21/7, A3) é o mais apropriado sobre o Decreto n.º 8.243. Apesar de o Congresso gastar muito e trabalhar pouco, a Câmara dos Deputados já aprovou um pedido de urgência para votação, a fim de barrar o Decreto n.º 8.243, que institui a Política Nacional de Participação Social, considerado por muitos juristas, como Ives Gandra da Silva Martins, um decreto ditatorial, ou seja, uma ameaça à democracia brasileira. A iniciativa para derrubar esse decreto do governo Dilma não foi somente da oposição, mas também da base aliada, como o PMDB. Há os que acham que esse decreto do governo seja uma medida eleitoreira, porque já existe conselho funcionando, que reúne empresários e sindicalistas para discutir e definir, mas nunca deu certo. Outros analistas acham que se trata de uma manobra para transformar o governo numa democracia direta, comandada por plebiscitos, referendos e conselhos populares nomeados pelo próprio governo, o que viria reduzir o poder do Congresso. Imaginem se um conselho popular sobre saúde definir algumas medidas e o Congresso se posicionar contra essas medidas. Não seria jogar o Congresso, que representa o povo, contra o próprio povo?

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com 
Campinas  

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‘VOCAÇÃO BOLIVARIANA’

Cumprimento e agradeço ao emérito professor Ives Gandra da Silva Martins por seu, como sempre, brilhante e patriótico comentário (22/7, A2) sobre o torpe e infeliz Decreto n.º 8.243 de iniciativa do atual, incompetente, pernicioso e medíocre governo petista.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br 
Campinas

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CRÍTICAS MALDOSAS

O recente decreto do governo federal que abre a possibilidade de discutir encaminhamentos e propostas de interesse da comunidade motiva críticas maldosas e deturpadas. De quem não quer participar, mas apenas reclamar. Na cidade onde moro, que é governada pelo PSDB, são 27 os conselhos populares. E não há a menor insinuação de pressão político-partidária. Chega de omissão!

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br 
Santos

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A PUNIÇÃO AOS FABRICANTES DO CAOS

É grave a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro de que os manifestantes que, no ano passado, invadiram a Câmara de Vereadores eram incitados a incendiar o prédio. Tanto que essas constatações levaram o Judiciário a decretar a prisão preventiva de 23 manifestantes, acusados de formação de quadrilha. O promotor Luiz Otávio Lopes demonstra que, quando há vontade e liberdade para apurar, isso é possível e os responsáveis pelas ações criminosas restam identificados e formalmente acusados. É preciso que se faça o mesmo em relação aos vândalos de São Paulo e de outras capitais, que quebraram prefeituras, Câmaras de Vereadores, estações de embarque, veículos e propriedades particulares. Toda vez que houver baderna, é preciso usar a energia e, se necessário, a força da lei, sem temores nem hipocrisia. Mais até do que punir os bagrinhos que são colocados à frente das manifestações e acabam presos, urge identificar seus líderes e, principalmente, os financiadores. Os políticos e as autoridades precisam exercer na plenitude o seu dever de manter o equilíbrio social e rechaçar todas as ações que ferem o ordenamento jurídico. É para isso que são eleitos ou, por outras vias legais, guindados a seus cargos e ganham subsídios ou salários para essa prestação de serviço. Está entre suas atribuições o dever de defender a ordem, as instituições e as leis. Se não o fizerem, estarão prevaricando, não merecendo os postos que ocupam. Incendiários, depredadores, desobedientes civis, baderneiros e até autoridades constituídas precisam saber que seus atos têm consequências, pois não vivem numa terra de ninguém.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br 
São Paulo
  
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SININHO E DILMA

Quem repudia as ações presentes de Elisa Quadros Pinto Sanzi, a Sininho, militante do violento movimento "black bloc", deveria, por coerência, repudiar também as ações passadas da presidente Dilma Rousseff, ex-militante das violentas e assassinas organizações de esquerda Colina e VAR-Palmares. Se colocarmos Dilma numa hipotética máquina do tempo, programada para retroceder mais ou menos quatro décadas, lá dentro aparecerá a "irmã gêmea ideológica" de Sininho. As violentas badaladas de hoje são ouvidas desde as décadas de 1960 e 1970.

Túllio M. Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com 
Belo Horizonte 

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BLACK BLOCS
 
Por causa da impunidade, estão se tornando rotina danos vultosos com incêndio proposital de veículos e passeatas predadoras ao patrimônio público e privado. Em benefício da tranquilidade e do respeito é preciso acabar com isso, punindo exemplarmente os infratores. Que tal prender os malfeitores e só libertá-los, além das sanções penais, após eles indenizarem em dobro os prejuízos causados?

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br 
Vila Velha (ES)                                                                                              

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CONFLITO ISRAELO-PALESTINO

566 a 27?! Não se trata de nenhum resultado esportivo, e sim da quantidade de mortos na “blitzkrieg” ocorrida na Faixa de Gaza (Palestina). O primeiro número indicando a quantidade de eliminados entre civis palestinos (homens, mulheres, jovens, velhos e crianças) e, com eles, alguns fanáticos religiosos. O segundo, entre militares e civis do outro lado. Desproporção muito significativa. Verdadeiro, digamos, horror cáustico. Que sempre nos lembra outras mortandades do gênero. O mesmo se pode dizer do avião civil derrubado na Ucrânia por um míssil que ninguém sabe – com a certeza necessária – quem o inventou, quem o construiu e quem o manipulou. O mundo, novamente, está de luto. E perplexo. Onde está a ONU? E onde estão os deuses?
 
José Etuley Barbosa Gonçalves etuley@uol.com.br 
Ribeirão Preto

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TRISTE IMAGEM

Chocante a foto de crianças vitimadas pela força aérea israelita em Gaza. Cristo disse: "Pai, perdoai-os porque eles não sabem o que fazem". Nós dizemos: Não perdoai, porque eles sabem o que fazem!

Arsonval Mazzucco Muniz arsonval.muniz@superig.com.br 
São Paulo

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INVASÃO CRIMINOSA

Estamos presenciando com tristeza o que está acontecendo no Oriente Médio, o que o governo terrorista de Israel está fazendo com o povo palestino. Netanyahu é um assassino. Quantas mortes já houve? Tudo começou (neste novo conflito) com a morte de três estudantes israelenses, que se apontava terem sido causadas por palestinos, mas o governo israelense, em vez de investigar e prender os autores, resolveu invadir a Faixa de Gaza com bombas e agora despeja explosivos, em vingança, causando a morte de centenas de pessoas e, o que é pior, na maioria crianças. Será que a vida dos palestinos tem menos valor que a dos outros? E ainda parece que pouca gente no mundo se preocupa. Será que é por que os Estados Unidos sempre deram apoio a Israel?

Valdecir Henrique Leite hlvaldecir@gmail.com 
Itapeva

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GUERRA EM GAZA

Apoiar um Estado Palestino que viva lado a lado e em paz com Israel é uma atitude nobre que todos nós devemos apoiar. Porém, apoiar os ataques do Hamas contra Israel é apoiar uma organização terrorista que preconiza em seus estatutos oficiais a aniquilação do Estado de Israel.

Gustavo Erlichman erlichman@gmail.com
São Paulo

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PASSIVIDADE DA COMUNIDADE MUNDIAL

O conflito armado entre Israel e a Palestina tem provocado centenas de mortes da população civil indefesa, inclusive de crianças sem que haja intervenção das qualquer das chamadas potencias mundiais. A recente derrubada por um míssil de uma aeronave da Malásia, com a morte de 298 pessoas a bordo, provocado por separatistas da Crimeia pró-Rússia caminha também para a indiferença mundial. A ONU hoje parece um clube literário sem qualquer ação nestes tristes episódios, inclusive o massacre da população civil na Síria.

Marcos Tito marcostitoadvogados@gmail.com 
Belo Horizonte 

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UMA GUERRA SEM FIM

Não sou muçulmano nem judeu, mas gostaria de dar minha opinião sobre o conflito milenar que envolve os israelenses e os palestinos. Trata-se de um conflito que nasceu junto com Isaac e Ismael e, lamentavelmente, não acho que essa rixa, ou, melhor dizendo, esse ódio, terá um fim porque um não terá paz enquanto o outro não for aniquilado. Ora, muito questionada foi a decisão de formar apenas um Estado judeu e não um Estado palestino. Se tivessem sido criados ambos, hoje não teríamos este problema. Não acho que esse problema terá um fim. Por outro lado, a diplomacia mundial tenta levar em banho-maria a situação da região, mesmo sabendo que isso não terá fim. Mesmo não sendo a melhor solução, sou a favor de que haja um Estado palestino, embora o mundo muçulmano sempre terá como foco exterminar os judeus e cristão, porque diariamente muitos cristãos são perseguidos, martirizados, igrejas são destruídas e aniquiladas – e isso nem é mais notícia. Sou a favor da paz, não sou judeu nem muçulmano, mas, se formos analisar de forma objetiva, fico do lado dos judeus porque eles, por seu lado, não têm como objetivo destruir os filhos de Ismael, muito menos os filhos de Jesus Cristo, ou seja, se Israel usa a força hoje, é para se defender, para continuar existindo.

Marcos Leandro mrcleandro@yahoo.com.br
São Paulo

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‘O MERIDIANO DO MH17’
 
Excelente observação de Lúcia Guimarães na sua coluna “O meridiano do MH17” (“Estadão”, 21/7), sobre a derrubada do voo da Malaysia Airlines por separatistas ucranianos financiados pela Rússia. De fato, seria ingenuidade demais nós, brasileiros, esperarmos da presidente Dilma Rousseff alguma atitude minimamente digna de um chefe de Estado, como, por exemplo, uma deferência às vítimas e a seus familiares seguida de uma nota de repúdio à Rússia de Vladimir Putin, autocrata e dissimulado que, desde que o início dessa crise, vem fazendo vista grossa aos rebeldes separatistas, sendo portanto co-responsável por esse genocídio. Em lugar disso, fomos obrigados a ouvir da presidente aquela sua declaração esdrúxula e patética – provavelmente redigida por sua assessoria internacional trapalhona e com ênfase ingênua, utópica e exacerbadamente esquerdista, que além de não dizer nada com nada mantém o Brasil em cima do muro da mediocridade e da falta de opinião.
 
Paulo Ribeiro de Carvalho Jr. paulorcc@uol.com.br 
São Paulo

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MAIS CARGOS EM SÃO PAULO
 
O prefeito Fernando Haddad (PT), que tanto reclama de falta de dinheiro, vai criar uns 800 cargos para fiscalização e outras babaquices mais. Os salários variarão de R$ 9 mil a R$ 21 mil. Fazendo uma conta rápida e sem incluir os gastos implícitos aos tais cargos, a Prefeitura de São Paulo gastará só em salários de R$ 7.200.000,00 a R$ 16.800.000,00 por mês. É assim que o partido dito dos trabalhadores gasta o nosso suado dinheiro? Espero que os vereadores, se chamados, votem contra, pois há outras prioridades urgentes em São Paulo do que criar mais boquinhas para apadrinhados.
 
Tania Tavares taniatma@hotmail.com 
São Paulo

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A GESTÃO DE HADDAD E A DE ALCKMIN

Em 18 meses de gestão o prefeito Haddad fez mais que os oito anos da gestão Serra/Kassab. A Câmara Municipal nunca trabalhou tanto, obrigada a analisar os projetos enviados pelo Executivo. Haddad criou a Controladoria-Geral do Município, que desbaratou quadrilhas instaladas na corrupta gestão anterior com sucesso, tanto que o Ministério Público Estadual solicitou sua ajuda para implantar o sistema a fim de fiscalizar os servidores, vereadores, deputados, prefeitos e governadores. Essa atitude só corrobora sua atuação no Ministério da Educação, onde administrou um orçamento que é o dobro do da cidade de São Paulo, de forma eficiente e ilibada, sem o surgimento de máfias e cartéis. O Prouni e o Pronatec se tornaram bandeiras do candidato Aécio Neves ao declarar que, se eleito, defenderá essas ações sociais com “unhas e dentes”. Na gestão Alckmin, surgiram as máfias da Sabesp e a do Asfalto e os cartéis do Metrô e da CPTM continuaram convivendo harmoniosamente com o governo, como acontece há 20 anos. Alckmin levou para o programa Recomeço as iniciativas de Haddad no Braços Abertos, além de imitá-lo, colocando fim na aprovação automática nas escolas e aderindo ao Bilhete Único Mensal, que foi implantado com sucesso, apesar de José Serra dizer que era uma ideia “sem pé nem cabeça”.
 
Paulo Sergio Fidelis Gomes psf.gomes@ig.com.br 
São Paulo

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SOLUÇÕES SIMPLISTAS

Diante da nova polêmica criada pela gestão Haddad sobre a ampliação do rodízio de veículos para todo o dia, gostaria de saber como está a questão da inspeção veicular e que fim levou o projeto. Interessante como essa gestão não apresenta nada de concreto e eficiente para a melhora do trânsito na cidade e ainda consegue acabar com um serviço que funcionava bem, independentemente de problemas que possam ter ocorrido na licitação do contrato. Não teria sido mais prudente corrigir as falhas e, ao mesmo tempo, modificar o critério de contratação dos serviços, dando possibilidade de participação a outras empresas, do que simplesmente rescindir o contrato com a Controlar? A implantação do rodízio para todo o dia é mais uma solução simplista, baseada num teste de resultado duvidoso, quando da adoção da medida em dias de jogos da seleção brasileira, em que uma grande quantidade de pessoas preferiu não trabalhar ou abrir suas empresas, depois do caos ocorrido no trânsito no dia do segundo jogo da seleção.

Luiz Sergio dos Santos Valle luizsergiovalle@gmail.com 
São Paulo

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CORREDORES

Pergunta ao prefeito Haddad: o desenho dos intermináveis, obsessivos e improdutivos corredores exclusivos para ônibus poupará escolas, igrejas e prédios públicos, certo? Como ficarão os terrenos invadidos pelo MTST? Coitadinhos, não terão para onde ir...

Luciano Harary lharary@hotmail.com 
São Paulo

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EX-PRESIDENTE INGRATO

O “Estadão” de ontem (22/7), sob o título “Paulistanos ingratos”, nos oferece um retrato correto do que tem sido a administração de Fernando Haddad na prefeitura de São Paulo. E critica com razão a nova investida do ex-presidente Lula, tentando nos vender, mais uma vez, um candidato petista que nada tem que ver com a política do nossa cidade e de nosso Estado, ainda que conterrâneo nosso. Defender a gestão Haddad chega a ser ofensivo para um eleitorado esclarecido como o nosso. Quem se preocupa em ler diariamente os nossos jornais e assistir às reportagens na TV sabe que nossa cidade está muito mal cuidada, os postos de saúde com atendimento precário e nossos alunos em escolas municipais ainda sem os seus uniformes a esta altura do ano letivo, entre outras tantas barbaridades. As faixas privativas de ônibus de fato diminuíram o tempo de percursos nas diversas linhas que atendem à cidade, mas, por outro lado, os movimentos reivindicatórios sociais, notadamente o MTST, incentivados pelo prefeito Haddad, adquiriram um “direito indevido” autorizado pela administração municipal de invadirem áreas públicas e privadas e interromperem o trânsito já caótico da cidade quando bem entenderem, e, pior, tentando furar a fila dos que estão inscritos nos programas habitacionais. Seu Plano Diretor procura atender muito mais aos invasores do MTST e aos interesses das construtoras, e não em recuperar uma cidade já tão maltratada, desfigurada e deficiente de áreas verdes. O ex-presidente Lula já abusou da nossa paciência nos impingindo a presidente Dilma, por ele alcunhada de “gerentona”, aquela mesma que confessou que autorizou a compra criminosa da Refinaria de Pasadena enganada por um relatório incompleto. E estamos assistindo ao que deu a sua indicação. A economia do País está um caos, a inflação voltou e só não está maior à custa dos capitais da Petrobrás e da Eletrobrás, além de outras perfumarias. Economistas deste país, em sua quase totalidade, afirmam que quem assumir a Presidência no próximo ano receberá a verdadeira herança maldita. Agora o ex-presidente vem querer nos impingir o ex-ministro da Saúde do governo Dilma, responsável, entre outros absurdos, pelo aumento da aids no País, ao mesmo tempo que ela diminuiu em todo o mundo. Então, entendo que ingrato com os paulistanos está sendo ex-presidente Lula, pois foi aqui que ele pôde fundar o seu partido, apoiado pela população paulista e, em especial, a paulistana, e por muitos de seus líderes, exatamente aqueles que hoje ele critica e os classifica como a elite branca. Afastaram-se do PT não por serem contra os seus ideais, muito pelo contrário, mas pelo seu desvirtuamento que o partido sofreu nas mãos de Lula e companheiros, alguns dos quais se encontram hoje na prisão da Papuda.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br 
São Paulo

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MAIS UM ‘ME ENGANA QUE EU GOSTO’

Eu pensei que a prioridade da vida de Lula fosse cuidar de sua saúde, mas não. Em campanha em São Paulo, o ex-presidente disse que eleger Dilma e Alexandre Padilha são prioridade em sua vida. Pois é, vejam como o poder transforma as pessoas. Elas dão mais valor ao dinheiro e à posição social e deixam de lado a saúde, a honra e a sensatez. Lula está preocupado com seu terceiro poste, Alexandre Padilha. Seu primeiro poste, Dilma, está em vias de enfrentar um segundo turno, Haddad não se sustenta sozinho depois das medidas antipáticas que tomou contra os cidadãos paulistanos e está na pior posição no ranking de prefeitos ruins que a cidade já teve. Quanto ao poste número três, Lula disse que Padilha vai resolver os problemas de abastecimento em São Paulo e citou propostas para as áreas de educação e segurança. Todas as vezes que há eleições, o assunto preferido dos candidatos é dizer que vão melhorar a educação e a segurança. Há mais de 40 anos o discurso é o mesmo e nossos alunos sabem cada vez menos. E a violência aumenta cada vez mais. Padilha tem a receita: fará chover; os professores serão valorizados e ganharão salários nunca antes vistos; e a segurança será tão intensa que nenhum paulistano sofrerá assaltos, sequestros e todos poderão andar nas ruas sem medo. Vem aí mais um “me engana que eu gosto”.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com 
São Paulo

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A BABÁ DO PT

Nem bem começaram as campanhas eleitorais, os candidatos do PT são acompanhados pela conhecida “babá” do PT. Foi assim com a presidente Dilma e com o prefeito Haddad, e todos sabem no que deu... Um desastre! As pesquisas, encomendadas ou não, confirmam. Que chato? Agora a “babá” não desgruda dos candidatos a governador e a senador por São Paulo, que também pelas pesquisas estão bem atrás dos outros, só resta a “urna eletrônica” para ajudar. Refrescando a memória, Haddad estava em terceiro e ganhou a eleição, mais um “poste”, que está acabando com a cidade de São Paulo e com os paulistanos. Alguém tem dúvida? O que mais querem esculhambar? 
 
Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br 
São Paulo

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SELEÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL

A volta de Dunga à Seleção Brasileira mostra que a direção da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) não aprendeu nada com o vexame da última Copa do Mundo e não pretende mudar nada. O torcedor brasileiro que se prepare. Como se não bastasse, ainda vamos ter de aguentar o mau humor e a grosseria do sr. Dunga.
 
Alexandre Fontana alexfontana70@yahoo.com.br 
São Paulo

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GESTÃO NATIMORTA

A CBF confirmou Dunga para técnico da seleção. Meus sentimentos.

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br
São Paulo

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A PRIMEIRA COLETIVA

Já escrevi e reitero que não gostei do retorno de Dunga para técnico da seleção brasileira. Contudo, por dever de justiça e por isenção, destaco alguns pontos que considero relevantes salientados por Dunga na primeira coletiva: 1) não vai privilegiar individualmente nenhum jornalista. Pretende tratar a todos com respeito. Acatará críticas que contribuam para melhorar seu trabalho e, sobretudo, que tragam benefícios para a seleção; 2) recebe as pesquisas contrárias contra a escolha do seu nome como estímulo para acertar, confiante de que ganhará o apoio dos torcedores na medida em que a seleção consiga bons resultados; 3) nada de privilegiar jogadores. O atleta terá de mostrar serviço em campo. Mesclará jovens com jogadores mais experientes; 4) é preciso que a imprensa entenda que há momentos em que o trabalho do treinador exige privacidade. Exemplificou com os jogadores alemães que, na Copa, corriam na praia sem serem incomodados pelos jornalistas alemães. 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com 
Brasília

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RENOVAÇÃO?

A lógica da renovação é a seguinte: chama-se agora o Dunga e, se ele falhar na Rússia, em 2018, o Marco Polo del Nero, em nome da renovação, chamará o Felipão!

Miguel Roberto Jorge miguelrjorge@gmail.com 
São Paulo

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CBF

Um museu de novidades.

Mario Aldo Barnabé mariobarnabe@hotmail.com  
Indaiatuba

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CAMPEÃO DE 2018

Enquanto os alemães levaram dez anos para montar, estruturar e treinar sua seleção campeã de 2014, os brasileiros fizeram a mesma coisa com sua seleção em 11 dias e a expectativa, agora, é sobre quem a seleção brasileira vai vencer na final da Copa de 2018 na Rússia. Tudo foi tão rápido porque, após um discurso político do presidente da CBF, José Maria Marin, ele declarou que não haveria decisões tomadas individualmente, mas sempre por um colegiado. Um antigo jogador de futebol, sem nenhuma experiência administrativa, foi nomeado como coordenador de todas as seleções, mas o atual coordenador das seleções menores foi mantido na função, porque ele já estava lá. Para dirigir a seleção principal, foi nomeado um técnico já ultrapassado e cujo currículo não inclui grandes realizações, nem sequer uma semifinal de Copa do Mundo. Também não faz diferença se um não tem experiência administrativa e o se outro não apresenta grandes realizações, segundo o presidente da CBF eles não vão tomar decisões sozinhos. 

Flavio Bassi flavio-bassi@uol.com.br 
São Paulo

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DUNGA

O novo técnico da seleção brasileira costuma formar um grupo sólido, solidário... a ele. Resultado: eliminação nas quartas de final e demissão por incompetência, do seu time do coração. E entramos na segunda era Dunga. Isso é que é renovação!

Gleice Pires elomura@ig.com.br
São Paulo

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O SOFÁ DA SALA

A troca de Felipão por Dunga lembra muito a troca do sofá da sala depois do flagrante de traição: mascara, disfarça e não resolve.

L. C. Esher lauresto.esher@mackenzie.br 
São Paulo

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FANTASMAS

Para decepção geral da Nação e dos torcedores, Dunga, o “zangado”, está de volta à seleção brasileira. Para as cabeças retrógadas e arcaicas da CBF, os 80% de rejeição não valem nada, o que importa são suas opiniões. O orgulho e a moral do futebol brasileiro foram assinados em 8 de julho, e somente agora a tragédia futebolística de dimensões inéditas, o ridículo, caricato, o retrógrado, defasado e bizarro presidente da entidade que comanda o futebol no Brasil, José Maria Marin, o armagedônico e ex-acaju Zé da Medalha, em entrevista coletiva empossou Gilmar Rinaldi como novo coordenador de seleções, já o técnico que irá treinar a seleção brasileira será ninguém menos que o zangado Dunga, antes também colocado por Ricardo Teixeira em 2006 para comandar a seleção, sem nunca ter dirigido time nenhum e, além de perder a Copa da África do Sul, foi mal educado, prepotente e incapaz com toda a imprensa. Na minha humilde opinião, a volta de Dunga ao comando do selecionado canarinho representa, acima de tudo, o fantasma de quem o colocou lá: o tal Ricardo Teixeira, que fugiu do País para não ser preso.
 
Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com 
São Caetano do Sul

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TRAGÉDIA ANUNCIADA

O caderno de “Esportes” do “Estadão” de ontem, 22/7, informou que Dunga foi escolhido para blindar alguns dirigentes da CBF por causa de seu estilo de não deixar nada e ninguém sem resposta. Entretanto, o sucesso no futebol depende de vitórias e títulos ganhos, coisa que não aconteceu na Copa de 2000, quando ele era o técnico da seleção – aliás, muito criticado. Sua indicação parece tratar-se de uma tragédia anunciada.
 
Luiz Bianchi luizbianchi@uol.com.br 
São Paulo

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FAÇAM SUAS APOSTAS

O novo técnico da seleção dura seis meses, um ano ou mais que isso? Mais do que isso é zebra...

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br
São Paulo

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BRILHO FÁTUO

Que a recente perda do acadêmico João Ubaldo Ribeiro privou o País de um dos seus mais brilhantes escritores, disso não há menor dúvida. Capaz de exibir com inigualável exatidão o caráter do brasileiro, deixou uma obra literária das mais expressivas em língua portuguesa, digno merecedor de um Nobel, láurea que o Brasil não possui em nenhuma área, fato frequentemente lamentado e indicador talvez da pouca importância que os vários governos, ao longo das décadas, dedicaram e ainda dedicam à educação. Além da criação literária, o já saudoso João se celebrizou também por seus pontos de vista relacionados com a importância do estudo e do esforço intelectual na busca por objetivos e com a necessidade de que a bagagem cultural, imensa e diversificada no seu caso, seja compartilhada com a sociedade, de modo a expor suas fragilidades, apontando inclusive a tendência da brasileira à esperteza e à dissimulação, a fim de promover nas suas várias camadas um nível de reflexão que explicite a necessidade de ações éticas e construtivas, tudo temperado com um bom humor e com uma fina ironia que lhe eram característicos. Uma perda irreparável. Não é de admirar, portanto, que se tenha tornado um dos críticos mais ácidos do modo PT de governar e do seu mais icônico líder, o ex-presidente Lula, a partir do momento que o poder lhe foi entregue pelo distraído e volúvel povo brasileiro, vítima de uma das maiores armadilhas eleitorais da história. Apesar de reconhecer o mérito de Lula ao longo da construção do seu partido, cujos preceitos considerava edificantes, João Ubaldo não poupou críticas nem se cansou de expressar decepções a partir do momento em que PT se revelou um partido como os 31 que hoje constituem a matriz partidária, verdadeira sopa de letras, nada além disso, que tentam enganar o povo em época de eleições, além de, através de várias de suas brilhantes crônicas, destacar a mediocridade de Lula, revelada na atividade de governar, bem mais desafiante do que a de presidir um partido. Ao apontar a ignorância do ex-presidente e seu desinteresse por tudo o que se referia ao aprimoramento intelectual, num autêntico culto ao obscurantismo, criticou duramente a ausência de ações que visavam às tão necessárias reformas pelas quais o País até hoje implora, destacando a busca, pelo ex-presidente e por quem o cercou, de estabelecer como propósito maior a manutenção do poder pelo poder, turbinada por demagogia e corrupção. Pobre povo brasileiro, agora privado de um dos seus mais brilhantes e generosos intelectuais que, com seu talento se rebelava contra a ilusão e o brilho fátuo de um partido que se desfez em cinzas e contra os arquitetos que hoje governam o Brasil buscando somente dividendos eleitorais. 

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com 
Rio de Janeiro

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O BRASIL DE LUTO

Fiquei muito triste com a notícia da morte do escritor João Ubaldo Ribeiro. Eu era um leitor assíduo da sua coluna no jornal “Estado de S. Paulo”. Ubaldo é um dos gigantes das letras brasileiras, encantador. Um dos maiores nomes da literatura nacional. Um erudito que andava de bermudas e de peito aberto para a literatura. Ele traduziu a alma do brasileiro, era um cronista fabuloso. Merece ser eternamente lido. João Ubaldo Ribeiro fazia críticas à sociedade brasileira, mas sua obra nunca perdia o bom humor. O nosso admirável escritor João Ubaldo Ribeiro morre aos 73 anos e o povo brasileiro lamenta em luto.

José Ribamar Pinheiro Filho pinheirinhosb@gmail.com
Brasília

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O ÚLTIMO ARTIGO

João Ubaldo se despede da gente com um artigo como sempre brilhante, mas triste, pois nos coloca diante dessa dependência cada vez maior de leis estapafúrdias que pipocam dia a dia dos nossos medíocres mandatários (“O correto uso do papel higiênico”). Lembro-me recentemente do caso de um tio meu que por ser médico foi obrigado a colocar uma pia dentro de sua sala. Havia um banheiro no corredor, vizinho de parede da sala, mas alegou o brilhante fiscal que ao sair do banheiro com as mãos limpas ele teria que manusear a maçaneta de sua sala que poderia estar impregnada de perigosas bactérias, maculando assim sua assepsia. Até hoje fico pensando: e os balaústres dos ônibus que são esfregados por milhares de mãos e os corrimões das escadas-rolantes e, mais importante ainda, o dinheiro que circula geral e ainda é esfregado quando se conta nota a nota. Na visão tacanha desses agentes de saúde, certamente, como diria João Ubaldo, dentre em pouco, todos deveremos andar com uma pequena pia portátil para lavar as mãos toda vez que encostarmo-nos em algo supostamente virulento.
 
Odlareg Treffis odlareg_treffis@yahoo.com.br 
Rio de Janeiro

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FINA IRONIA

O último artigo de João Ubaldo trata com fina ironia o que se passa com este governo. Após enterrarem Cabral e o Brasil ter sido descoberto por nosso grande Timoneiro, seguiu-se a continuidade pelas mãos da gerente competente. O povo foi então organizado, classificado, catalogado nas mais diversas formas e padrões e, a partir daí, seguiu-se uma enxurrada de leis controladoras, dogmáticas e invasivas. O relato de Ubaldo expõe o sentimento das pessoas ante este sistema de governo que, ao exercer o papel de Grande Irmão, subestima o cidadão tratando-o como massa de manobra. Tal qual o baiano carioca João Ubaldo, muitos paulistas nunca aceitaram bem essa forma de governar. Suas críticas divertidas farão falta. Que esteja em paz.

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br 
Indaiatuba

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UMA LUZ QUE SE APAGA

Lamento profundamente a lacuna de uma das minhas mais preferenciais leituras no “Estadão”. João Ubaldo Ribeiro preenchia as minhas angústias e era o meu porta-voz nas suas colunas. Concordo com o leitor Jamil Vicente Gonçalves em seu comentário: “O céu está cada vez mais inteligente. Enquanto isso na Terra!”. Deus deve estar com problemas na sua equipe e por isso está convocando as melhores virtudes da Terra. Que os novos incorporados consigam criar condições para os terráqueos criarem juízo. 

Geraldo Felippe Negrão gfnegrao@ig.com.br 
São Paulo

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‘MAUS PERDEDORES’

A exemplo de todos os brasileiros, estamos chocados com a súbita e inesperada partida do escritor, contista e, acima de tudo, brasileiro do Brasil – é que tem "brasileiro" que é de Cuba – João Ubaldo Ribeiro. A forma que definiu a goleada brasileira sofrida contra a Alemanha, como uma ninhada de ratos no Mineirão, foi simplesmente espetacular e única, quando escreveu no seu artigo do "Estadão", sob o título "Maus Perdedores". Algo inesquecível, sob todos os aspectos. Nossas condolências à família e ao Brasil, que perdeu um dos seus brasileiros mais ilustres.

Carlos Benedito Pereira da Silva carlosbpsilva@gmail.com 
Rio Claro

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‘VOCABULÁRIO NEANDERTALOIDE’

Nunca mais a voz culta, lúcida e crítica da situação do País aos domingos. João Ubaldo Ribeiro deixou um vazio impreenchível – infelizmente para o Brasil, tão carente de lucidez e inteligência na análise dos nossos problemas.  A par da infinidade de elogios a ele atribuídos nas declarações de amigos, confrades da ABL e outros, devo acrescentar mais um: generoso. Correspondi-me com JU, como ele se assinava nos e-mails, por mais de 12 anos, trocando pensamentos sobre a política brasileira e a vida em geral. Entre os anexos que me enviou, sempre usando o que havia de mais moderno na tecnologia de informática no momento, tenho o áudio de um trecho de Ricardo III por ele próprio declamado em inglês, Passárgada na voz do próprio Bandeira, vídeos da Habanera com Callas, Cheek to cheek com Fred Astaire, Va vie en rose com Piaf, entre inúmeros outros, sempre encantadores. Era brilhante e generoso. Sem ele, o “vocabulário neandertaloide”, como escreveu em sua última crônica, ganhará cada vez mais força no Brasil. Minha alma chora.
 
Lenke Peres lenke@uol.com.br 
Cotia

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JOÃO UBALDO

A TV e jornais de Portugal transmitiram com grande ênfase e respeito a morte do grande escritor brasileiro João Ubaldo Ribeiro. Isso demonstra o grande respeito que eles têm pelo falecido escritor. Que Deus o guarde para sempre no céu.
 
Arlindo Oscar Araújo Gomes da Costa araujodacosta@gmail.com 
São Paulo

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HOMENAGEM

Ivan Junqueira, ex-poeta e tradutor; outro, João Ubaldo Ribeiro, romancista; excelentes antologistas na “Revista Brasileira” (histórico) e jornais: Ivan em “O Globo” e Ubaldo em “O Estado de S. Paulo”. Não os veremos mais nos corredores e gabinetes da Academia Brasileira de Letras (ABL); excelentes em ortografia e gramática, seus escritos encontram-se na Fundação Biblioteca Nacional.  Nas reuniões semanais estarão ausentes; no Salão dos Poetas Românticos (“Petit Trianon”), salas vazias; sentimentos por não ouvirmos vozes; simplesmente imagens obscurecidas em silhuetas dos extintos acadêmicos. Os bibliófilos entristecidos pelas perdas na vivência terrena. Em dias vindouros encontrar-nos-emos no incomensurável infinito do além.

José Eduardo Coelho jecoelhos@hotmail.com 
Americana

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RUBEM ALVES
 
Para o Pensamento Nacional das Bases Empresariais (PNBE), a morte de Rubem Alves representa uma perda importante para o País, pela qualidade de seu trabalho na área educacional, que foi reconhecido pela entidade com a entrega do Prêmio PNBE de Cidadania. Nesta semana o Brasil sofreu com o falecimento seguido de dois importantes intelectuais e escritores, cuja morte torna o Brasil mais pobre de ideias. João Ubaldo Ribeiro e Rubem Alves eram exemplos de brasileiros que trouxeram importante contribuição para o País.

Mario Ernesto Humberg, coordenador-geral do PNBE assessoria@cleinaldosimoes.com.br
São Paulo

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PLÍNIO DE ARRUDA SAMPAIO

O Brasil perdeu recentemente mais um brasileiro ilustre, deixando uma lacuna na história do País. Foi um ícone político, defensor de uma democracia mais igualitária, em que todos possam viver melhor, ou seja, por uma sociedade mais justa e humana. Adeus, Plínio. Que Deus o recompense na vida eterna. Oxalá seu exemplo e sua história de vida atinjam a alma dos políticos que comandam o destino da Nação.

João Rochael jrochael@ibest.com.br
São Paulo

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