Fórum dos Leitores

CASO PASADENA

O Estado de S.Paulo

28 Julho 2014 | 02h03

'Inocência' conchavada

O que nos resta, se não temos direitos? Como ter confiança em nossas instituições se leio no Estadão: Lula atuou para que decisão da corte isentasse presidente (25/7, A4). O texto nos dá conta de que Lula comandou a operação do governo para evitar que a presidente Dilma Rousseff fosse responsabilizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), no que foi prontamente atendido, bastando um encontro com o ministro José Múcio Monteiro em São Paulo na segunda-feira, dois dias antes da decisão do tribunal. Mais grave ainda é a informação de que o ministro José Jorge, relator do processo, iria indicar a responsabilidade da presidente no caso, mas foi avisado de que, se a incluísse, seu relatório seria todo rejeitado pela Corte. Então resolveu "salvar" o relatório na expectativa de que os punidos decidam contar o que não veio à tona até agora. Mas, francamente, que país é esse? Com que valores são julgados os casos de corrupção e as responsabilidades pelos desvarios com o dinheiro do povo? Quer dizer que para o resultado do processo ser mudado basta uma ordem do sr. Lula da Silva? Por que esse senhor tem ainda tanto poder? Qual a moeda de troca? E por que tanto medo de contrariá-lo? Será que somente o ministro Joaquim Barbosa (STF) foi capaz de tal feito - mas ao final foi obrigado a se afastar de sua função ainda em pleno vigor da idade, longe da aposentadoria compulsória? Tudo isso é muito preocupante. Que a democracia possa prosperar em nosso país, e não o contrário, pois esses que estão no poder não são exatamente o que podemos chamar de democratas, pelos claros sinais que eles vêm emitindo já faz tempo. Fiquemos atentos, pois nem manifestações pacíficas nos são permitidas: os black blocs são imediatamente acionados para conturbar tudo o que venha a contestar o governo que está aí. Enfim, o povo está de mãos atadas. O que nos resta? Oremos!

ELIANA FRANÇA LEME

efleme@terra.com.br

São Paulo

Petropizza

Na dinastia petista, iniciada com Lula da Silva, nunca ninguém foi responsável por coisa alguma, a começar pelo próprio. São todos irresponsáveis!

VICTOR GERMANO PEREIRA

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

Bolso dói

Diz a sabedoria popular que o órgão mais sensível do corpo humano é o bolso. Portanto, ante a perspectiva de bloqueio de seus bens, os indigitados responsáveis pelos maus negócios da Petrobrás certamente dirão, em suas defesas, quem fez o quê. E por quê. É aguardar!

ARLETE PACHECO

arlpach@uol.com.br

Itanhaém

Quem indica é responsável

O fato de o TCU isentar Dilma pelo prejuízo na compra da refinaria de Pasadena não quer dizer que ela não tenha culpa. Senão, vejamos: quem indicou e/ou manteve Sérgio Gabrielli e os demais diretores nos seus cargos por tanto tempo, mesmo sabendo de todos os "malfeitos" (palavra que a presidente adora usar)? Que essa decisão do TCU não influencie a CPI e esta continue os seus trabalhos de apuração, já que estamos fartos das debochantes expressões "eu não sei de nada", "eu não li", "eu não gosto de ler".

EDUARDO LAZARIN BIRAL

elbiral@ig.com.br

São Paulo

SANTA CASA

Farisaísmo

Meus cumprimentos pelo editorial Uma vergonha (24/7, A3), a propósito do fechamento do pronto-socorro da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. A situação, sem alternativa, levou o dedicado e lúcido provedor dr. Kalil Rocha Abdalla ao gesto que parece ter provocado uma onda de farisaísmo entre autoridades, cuja omissão é bem conhecida de todos. O governo federal, em particular, tendo de enfrentar muitos escândalos em sua área de atuação, parece não encontrar tempo para se ocupar com a saúde da população.

BENEDITO LIMA DE TOLEDO

bltoledo@uol.com.br

São Paulo

Ameaça do MP

O Ministério Público (MP) ameaçou a Santa Casa de São Paulo por ter suspendido os atendimentos no pronto-socorro diante da falta de insumos básicos e medicamentos, a fim de garantir o atendimento aos pacientes já internados. Não procurou verificar por que os vários pedidos às autoridades, sobre a caótica situação, não foram atendidos. Nem por que o governo federal, por meio do SUS, só repassa 60% dos gastos desse mesmo sistema, já que tem bilhões para construir estádios. A sua ação parece mais vontade de aparecer na mídia do que um real interesse pela nossa saúde.

HUGO HIDEO KUNII, pediatra

hugo.kunii@terra.com.br

Campinas

Pá de cal

Só falta o Ministério da Saúde pedir aos médicos cubanos que deem um jeito na Santa Casa...

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

Salvação das Misericórdias

Por que os políticos que vivem procurando se reeleger aprovando leis, muitas das quais sem proveito real, não aprovam leis de incentivo que venham a beneficiar as Santas Casas de Misericórdia, entidades de reconhecido valor e utilidade pública? Talvez os próprios credores das Santas Casas pudessem converter parte dos créditos e impostos devidos em "doações". Ou será que os políticos só se interessam por incentivos e apoio aos grandes hospitais particulares de renome, dos quais se servem, e com deferências, quando o calo se lhes aperta?

MARIO ZANNI

mzanni@terra.com.br

São Paulo

Resolvido

A solução é simples. Transforma-se o Estádio Mané Garrincha numa grande enfermaria apta a receber dezenas de milhares de brasileiros "manés", que, ao contrário da cúpula petralha dirigente, nunca passarão da porta do Sírio-Libanês.

RICARDO C. T. MARTINS

rctmartins@gmail.com

São Paulo

GESTÃO HADDAD

Novos cargos na Prefeitura

Interessante o prefeito Fernando Haddad criar mais cargos, e com salários entre R$ 9 mil e R$ 21 mil, para cujas funções estão capacitados os funcionários efetivos de diversas carreiras com curso superior, que recebem salários menores (no máximo, a metade disso) e sem reajustes do poder aquisitivo desde os tempos de Celso Pitta. A propósito, qual seria o perfil profissional dessas "jabuticabas"?

CORINTO LUIS RIBEIRO

corinto@corinto.arq.br

São Paulo

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SECA EM SÃO PAULO

O Estado de São Paulo passa por dificuldades pela falta de água. Na região metropolitana de Campinas, algumas cidades estão com os rios ou represas totalmente secos. É o caso de Sumaré. E mesmo a mídia diariamente divulgando o caos hídrico por causa da falta de chuvas, muitas pessoas não se conscientizaram da gravidade do problema e continuam lavando quintais, calçadas, carros, etc. Infelizmente, em Sumaré, não existe lei para punir pessoas egoístas que não sabem racionar, conter, moderar ou economizar. O Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Sumaré, de forma atrasadíssima, paralisou o envio de água na área central no horário das 7 horas às 23 horas. Enfim, viver em sociedade não é fácil, ainda mais nas adversidades.
  
Alex Tanner 
alextanner.sss@hotmail.com 
Sumaré

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RACIONAMENTO URGENTE
 
1/3 da água do volume morto do Sistema Cantareira, que abastece São Paulo, já foi consumido. Está passando da hora de a Sabesp cortar o fornecimento de água do sistema aos sábados e domingos, para toda grande São Paulo.
 
José Sergio Trabbold 
jsergiotrabbold@hotmail.com 
São Paulo

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PROVIDÊNCIA DIVINA

Infelizmente São Paulo, capital e Estado, está lutando contra a natureza implacável, que teima em nos negar o fornecimento abundante e gratuito da base primordial da vida humana: a água nossa de cada dia. De nada adiantam estudos e projeções que prometem prazos e datas para serem, pelo menos, minimizadas as terríveis consequências do apocalipse hídrico que atormenta o povo paulistano e o paulista como um todo. Sem catastrofismos, vamos apelar para a providência divina e que um novo dilúvio encha nossas represas e mate a sede dos nossos rios. Só Ele para salvar a nossa pele e das administrações públicas que não anteviram tão grave situação. 

Aloisio A. de Lucca 
aloisiodelucca@yahoo.com.br 
Limeira

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MÍNIMA DA MÍNIMA
 
Conforme publicado pelo “Estadão” de 8/7, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, declarou que só chove em mês que tenha a letra “r” na escrita, como setembro, outubro, novembro, dezembro, janeiro, fevereiro, março e abril. E as inundações que estão acontecendo desde maio, são causadas pela estiagem?
 
Cláudio Moschella 
arquiteto@claudiomoschella.net 
São Paulo 

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MINISTRA ACUSA SABESP

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, afirmou em 22/7 que a água do Cantareira não está garantida até 2015. Alguém deveria lembrar essa senhora ministra que muito provavelmente o que está acontecendo em grande parte do País, principalmente em São Paulo, com a falta de chuvas, tem muito que ver com o desmatamento na Amazônia e o desaparecimento da Mata Atlântica, sem contar outros fatores que deveriam ser controlados pelo seu ministério. Nós sabemos o que significa essa crítica.

Vitor de Jesus 
vitordejesus@uol.com.br 
São Paulo

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SP NA SECA

O ex-presidente Lula disse que em São Paulo nem água de beber estão garantindo ao povo. Porém ele não deve estar preocupado, pois água é a única bebida que ele não toma.
            
Cyro Barrella 
cyrobrp@hotmail.com 
Ribeirão Preto

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FALTA DE PROPOSTAS
 
O sr. Lula diz que, em São Paulo, faltaram investimentos para recursos hídricos, esquecendo que não adianta construir dez Cantareiras para ter água, quando há mais de 50 anos não tínhamos uma estiagem dessa proporção. Com certeza teremos mais chuvas para os próximos meses, mas mesmo assim será insignificante. O povo de São Paulo não merece ficar sem água, pois é um povo trabalhador, organizado e produtivo. Então a captação pode ser feita em municípios próximos da capital, do Vale do Paraíba ou região de Campinas, ou de tantos outros locais. Por isso, o ex-presidente precisa mesmo explicar melhor a transposição do Rio São Francisco, obra em que foi gasto e desviado tanto dinheiro público e até hoje está inacabada; como também está inacabada a CPI da Petrobrás com o aparato do PT (para nada ser desvendado). Terá de explicar como “pai do mensalão” quando diz nada saber; o PIB negativo 1% e com queda; as demissões em massa nas montadoras, ceifando empregos... Isso, sim, é jogar a sujeira debaixo do tapete! Vamos limpar toda essa sujeirada, para termos uma São Paulo e um Brasil mais unidos e mais prósperos, com mais expectativas econômicas para gerar mais empregos, atraindo mais investidores numa economia mais sólida. Fiquemos atentos para mudarmos!
 
Nelson Scatena 
nelson.scatena@hotmail.com 
São José dos Campos

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LULA DESPREOCUPADO

É iminente o esgotamento das reservas de água potável em São Paulo. A crise não é nenhuma novidade de última hora. Duas perguntas estão no ar. Uma: por que o governo do Estado não pede ajuda ao governo federal para pôr os meios suficientes para evitar o "enxugão"? Outra: por que o ex-presidente Lula não sugeriu até agora que o governo federal viesse socorrer o Estado de São Paulo? Só faltava mesmo que, em vez de ajudar 10 milhões de pessoas em iminente perigo, Lula se limitasse a acusar culpados e, assim, lavar as mãos sobre sua omissão quando presidente do País por oito anos. Quando era presidente, passava os dias fazendo campanha. Agora, passa os dias atacando os adversários. Nem antes nem agora dá mostras de um mínimo de preocupação com a população que não vota no PT. Essa mentalidade não é exclusiva de Lula, temo que seja parte da cartilha do seu partido.

Luiz R. de Barros Santos 
luizroberto.santos@gmail.com 
São Paulo

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CRISE NAS ELÉTRICAS
 
Mais um ponto falho do atual governo Dilma Rousseff é a crise nas elétricas, que obrigou o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a comparecer com empréstimo de R$ 3 bilhões, valendo ressaltar que todas elas dependem do governo federal. Tomara que a crise não leve a apagões como os que já ocorreram em data não muito distante. Eis que os olhares da presidente já deveriam estar focados nas elétricas, porque elas representam uma poderosa alavanca para o desenvolvimento industrial, havendo setores que, a propósito, declaram estar praticamente impedidos de se desenvolver por causa do custo da energia. De nada adianta dar descontos hoje para retomá-los logo mais à frente. Há, no caso, implantação de crise de confiança entre os empresários e o governo.

José C. de Carvalho Carneiro 
carneirojc@ig.com.br 
Rio Claro

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BNDES DESFIGURADO

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), criado pelo governo militar para alavancar investimentos no País e hoje um dos mais importantes do mundo, agora é obrigado, a pedido do Planalto, a socorrer o setor elétrico emprestando R$ 3 bilhões. É bom que se diga que a crise financeira por que passa o setor de energia é por culpa exclusiva desta gestão petista que, ao reduzir na canetada e de forma autoritária o custo de energia elétrica para o consumidor final, em fevereiro de 2013, desestruturou esse importante seguimento para a nossa economia. E o BNDES, que desde Lula não cumpre sua função profícua de somente estimular com empréstimos investimentos em novas plantas industriais e melhoria da nossa infraestrutura, que obrigue também seus clientes a gerar mais e bons empregos, nestes últimos 12 anos, com o PT no poder, abandonou essa prática para socorrer amigos do Planalto e cobrir rombos, como o do setor elétrico, patrocinados pelo próprio governo federal.  E parte do resultado desse fracasso administrativo com que nós infelizmente temos de conviver é o provável PIB de 2014, que não deve alcançar 1%.

Paulo Panossian 
paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

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O SOL E A PENEIRA
 
O governo petelulista, como sempre, agiu nos enganando, ludibriando e manipulando suas contas para apresentar e evitar resultados ainda piores nas contas públicas. Ou seja, querem tapar o sol com peneira, pois reforçaram seu caixa deixando de pagar conta de R$ 3,4 bilhões ao setor elétrico, Especialistas em fazer furos n’água, né não?

Angelo Tonelli 
angelotonelli@yahoo.com.br 
São Paulo

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CONTAS PÚBLICAS

Não é só para o setor elétrico que o governo federal está atrasando os pagamentos para fazer caixa visando às eleições. Ele também “empurrou” para novembro - após as eleições - o pagamento dos precatórios do INSS, que são proventos alimentares e que deveriam ser pagos com prioridade. Sugiro que nossa “presidenta” seja questionada, em sua sabatina de 28/7/2014, se no balanço de suas contas públicas só entram as verbas que estão no caixa, e não suas dívidas.

Marcos Sergio Fernandes 
marcosfernandes.adv@gmail.com 
Santo André

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GERENCIAMENTO PADRÃO FELIPÃO

No Ceará existem usinas eólicas que já completaram aniversário e não servem para absolutamente nada, porque as linhas de transmissão não foram executadas ainda. O governo de dona Dilma anuncia agora que vai executar linhas de transmissão antes das respectivas usinas. É o gerenciamento padrão Felipão, que o ilusionista Lula vendeu aos desavisados eleitores brasileiros...

Victor Germano Pereira 
victorgermano@uol.com.br 
São Paulo

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LICENÇAS AMBIENTAIS

Recentemente, o “Estadão” informou que as obras de interconexão dos campos de geração de energia elétrica e a rede de distribuição dessa energia enfrentarão dificuldades na aprovação dessas obras pelas autoridades ambientais. Lembrei imediatamente que há dezenas (ou centenas?) de investimentos de infraestrutura com as mesmas dificuldades para cumprir todas as exigências dessas autoridades. Concluo que, em breve, receberemos o Prêmio Nobel em meio ambiente. Fico perplexo porque, ao mesmo tempo, nossas escolas públicas estão sem condições de trabalho, sem campos esportivos que poderiam salvar muitos jovens do banditismo, com professores mal remunerados e mal preparados, com alto nível de absenteísmo desses professores também pela insegurança pessoal deles. O resultado são gerações de jovens sem condições de realizarem trabalho à altura dos desafios atuais e que continuarão subjugados por políticos populistas. Pergunto-me: será que ninguém percebe o que realmente importa neste país? O macaco-prego ou o bebê que acaba de nascer numa das nossas favelas?

Aldo Bertolucci 
accpbertolucci@terra.com.br 
São Paulo

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INVERTENDO A ORDEM DA LAMBANÇA

A decisão do governo federal de licitar linhas de transmissão antes de ter usinas para utilizá-las me parece ser uma versão nova do Samba do Crioulo Doido do saudoso Sérgio Porto. Não consigo entender, como engenheiro, o que levou a área técnica do governo a propor uma solução tão descabida como essa. Se a decisão foi da área política do governo, aí sim. Não será o único absurdo perpetrado pelo governo petista. Como lemos em reportagem do “Estadão”, a solução partiu depois do vexame do que ocorreu com as linhas de transmissão das usinas eólicas do Nordeste, ficaram prontas há dois anos e só no mês passado passaram a funcionar, com a conclusão das linhas de transmissão. Enquanto isso nós, os consumidores, pagamos pela geração teórica daquelas usinas eólicas, já que os empreendedores não têm culpa das trapalhadas governamentais. E cabe ressaltar aqui que nós, consumidores, temos menos ainda, mas a conta sobra para nós. E a solução encontrada pelo governo agora é de estarrecer, pois resolveu inverter a ordem das lambanças. Licitam-se primeiro as linhas de transmissão e, depois, as usinas elétricas. E mais uma vez, se as linhas estiverem prontas e as usinas não, ficará para os consumidores o pagamento da conta. E mais, pasmem, algumas usinas poderão nem vir a ser construídas no futuro, Segundo o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) declarou. “Estamos invertendo as fases e sabemos que estamos até correndo um certo risco de ter redes ociosas, mas é melhor ter esse risco do que ter usinas prontas, mas que não podem despachar energia porque a rede não chegou”. O problema é que o risco quem corre somos nós, os consumidores, inclusive para uma linha de transmissão que poderá jamais ser utilizada. O governo deveria, antes de publicar as licitações, realizar um planejamento, inclusive com no mínimo um pré-projeto com estudos sobre as áreas por onde as linhas de transmissão irão passar e os respectivos entraves como eventuais desapropriações, obstáculos naturais e as licenças ambientais necessárias ao longo do seu trajeto. E, principalmente, para usinas elétricas que efetivamente seriam construídas. Eu já trabalhei em setor de licitações de órgão público e o produto, equipamento ou o serviço tinha o seu prazo de inicio e entrega bem como o competente prazo e condições de pagamento. Da maneira ora pretendida pelo governo federal, no limite do absurdo, as futuras gerações ainda estarão pagando mensalmente por uma ou mais linhas de transmissão ligando nada a coisa nenhuma.
 
Gilberto Pacini 
benetazzos@bol.com.br 
São Paulo

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MANCHETES ABSURDAS

Gostaria de ver um dia o Brasil ser governado por gente capaz e honesta, e não mais por esta quadrilha que nos destrói há 12 anos. Um dos maiores jornais do País trouxe há alguns dias a seguinte manchete: "Governo licitará linhas de transmissão antes de ter usinas para utilizá-las". De agora em diante, manchetes dessa natureza farão parte da suja campanha eleitoral do PT. Já tivemos o desprazer de ler esta, e outras novas imoralidades virão até outubro. Em Estados do Nordeste, como Rio Grande do Norte e Bahia, os parques eólicos estão prontos para operar há muito tempo, mas faltam as redes de transmissão da energia. Até outubro vamos ler o seguinte: o governo planeja para breve a escavação do leito de um rio cortando o Planalto Central, onde construirá uma hidrelétrica, e aguardará um pouco para que o rio se forme. Assim, segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), teremos: energia gerada no local, água suficiente para realimentar o Lago Paranoá e a consequente melhora da umidade relativa do ar, tornando menos árdua a vida dos sofridos nobres deputados e senadores, os verdadeiros representantes do povo brasileiro, símbolos da moral e da honestidade. Alguém duvida de que o eleitorado da dona Dilma vai deixar de acreditar?

Humberto de Luna Freire Filho 
hlffilho@gmail.com 
São Paulo

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‘ELITE BRANCA DE OLHOS AZUIS’

Com um novo socorro financeiro às elétricas, a conta de luz deve subir 24% em 2015. O País já está em recessão, dois trimestres seguidos de queda do produto interno bruto (PIB) já provam isso. O próprio desgoverno reconhece. A camada menos favorecida da população - para a qual o PT procurou governar desde o primeiro governo Lula, já que para eles a causa dos males no Brasil é a “elite branca de olhos azuis” - vai sentir essa recessão e o aumento nos preços. Talvez com menos intensidade que a “elite branca”, pois os benefícios de Bolsa Disso, Bolsa Daquilo, redução de alíquotas de IPI para carros, eletrodomésticos, etc., causadores dessa situação, devem ser mantidos. Tivemos uma bolha de crescimento que não se sustenta, como esta aí provado pelo risco de recessão. Crescimento com aumento do consumo subsidiado nunca deu certo, pois o subsídio tem um preço. Quem paga por ele? Todos. Nem de Economia entendem. Mas, para não perder a oportunidade, já que falei em “elite branca de olhos azuis”: por acaso o ex-presidente Lula, a presidente Dilma, os senadores Aloizio Mercadante, Eduardo Suplicy, José Eduardo Cardozo, Marta Suplicy e outros são afrodescendentes? Presumo que nenhum deles é “elite”, não?

Panayotis Poulis 
ppoulis46@gmail.com 
Rio de Janeiro

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CRESCIMENTO (OU NÃO) ECONÔMICO

A economia brasileira em 2014 perde para todos os países emergentes: o pibinho brasileiro não chegará a 1%, ficará em 0,97%. E, o pior de tudo, essa cambada de incompetentes do PT pretende continuar no poder. Já imaginaram se a proporção continuar? Fatalmente pararemos de crescer e nosso PIB poderá ser negativo. Acorda, Brasil! Outubro está chegando.

Arnaldo de Almeida Dotoli 
arnaldodotoli@hotmail.com
São Paulo

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HISTÓRIA PRA BOI DORMIR
 
A projeção oficial para o crescimento do PIB-2014 na faixa de 1,8% (praticamente o dobro das estimativas do mercado) é mais uma bela história pra boi dormir. A ideia talvez seja a de não dar “o braço a torcer”, dando de barato, em pleno julho, que o ano está perdido, já que os números do Ibope andam azedos e o quadro eleitoral incerto. Assim, todo cuidado é pouco. Tudo leva a crer que teremos mais um micro-PIB a baixar ainda mais a média de crescimento do período Dilma Rousseff o qual,  mesmo num cenário externo estável, senão de recuperação da Europa e EUA do crash de 2008 (e com média de crescimento dos emergentes acima de 5%), revela-se um dos piores da história republicana. 
 
Silvio Natal  
silvionatal49@gmail.com 
São Paulo

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BANCO CENTRAL E A INFLAÇÃO

Segundo a última ata divulgada pelo Banco Central, "a inflação deve-se manter resistente nos próximos trimestres e só começará a voltar ao centro da meta de 4,5% a partir de 2016". A ata foi omissa, pois não informou que essa previsão somente ocorrerá se na próxima eleição Dilma não for reeleita e se o ministro da Fazendo, Guido Mantega, deixar o ministério. E torcer para que o próximo presidente eleito realmente faça as lições de casa e corte gastos públicos, pois somente assim a economia poderá ser saneada e o País poderá voltar a sonhar com o crescimento e o desenvolvimento novamente. Caso contrário, a situação só tende a piorar. 

Maria Carmen Del Bel Tunes 
carmen_tunes@yahoo.com.br 
Americana

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JUSTIÇA DIVINA

Muito boa a sacada de que aquele 7 a 1 que a seleção brasileira tomou da seleção alemã na Copa foi castigo. Foi só a presidente Dilma Rousseff tentar pegar carona num aparente sucesso da nossa equipe, como se fosse um resultado de seu governo, que a justiça divina mandou esse 7 a 1 para lembrar os brasileiros de algo muito mais importante do que o futebol: 7% de inflação x 1% de crescimento do PIB.

Ronaldo Gomes Ferraz 
ronferraz@globo.com 
Rio de Janeiro 

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DESEMPREGO E DÍVIDAS
 
O ovo ou a galinha? Uma das piores coisas (senão a pior) para um cidadão brasileiro decente é estar desempregado e com dívidas. Estar com o "nome sujo", como se diz popularmente, penaliza o devedor brasileiro ao ponto de ele até não conseguir um novo emprego. É cultura adquirida pela maioria das empresas a de pesquisar o número do CPF do candidato ao emprego e, se ele estiver com o nome negativado nas instituições de proteção ao crédito, o emprego lhe ser negado. Esse é um comportamento que se difundiu de alguns anos para cá, principalmente após o Plano Real, quando a oferta de mão de obra se tornou maior do que a demanda das empresas. É uma lógica perversa, a de não se dar empregos àqueles que têm dívidas. A perversidade dessa lógica contraria o bom senso comum, pois entende-se que o devedor não consegue pagar as suas contas por não ter uma fonte de renda regular. E, ao mesmo tempo, ele não consegue uma fonte de renda regular por não dispor de recursos para pagar antes as suas dívidas. Quem veio primeiro, o ovo ou a galinha? Alie-se a isso o fator idade, pois no Brasil o mercado corporativo valoriza a juventude dos seus futuros colaboradores. Essa é uma tendência mundial que também vem se acentuando a cada vez mais, quando se valoriza a “vida útil” do futuro colaborador, relegando aqueles que têm mais de 50 anos à condição de sucata profissional desnecessária e ultrapassada. Essa é a situação em que me encontro atualmente. Aos 57 anos de idade, tive recusadas as parcas ofertas de emprego que recebi, essas de empresas que ainda conseguem dar um pouco de valor às pessoas de mais idade. Mas os processos de admissão não foram em frente, uma vez que me foram solicitados os números dos meus documentos, entre eles o do CPF e, daí para a frente, não obtive mais nenhuma oportunidade de contato com os futuros empregadores. Ao serem indagados por mim pelo motivo do não prosseguimento do processo de admissão, reservadamente me perguntaram se eu estava com alguma pendência financeira, pois esse “poderia” ser o motivador da não admissão. A sensação que se tem é a de estar num beco sem saída, acuado pela necessidade de buscar os recursos e também a de obtê-los honestamente. Ao mesmo tempo, tem-se cada vez mais a sensação da impossibilidade de conseguir esses recursos, uma vez que as dívidas existentes são os maiores obstáculos à obtenção das necessárias fontes para liquidá-las, seja por meio de crédito novo, seja por meio de um emprego com salário adequado. O que fazer e como fazê-lo?
 
Marcio Antonio de Jesus 
marcio-46@live.com 
São Paulo

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RECESSÁO À VISTA

"Não adianta bater, eu não deixo você entrar." Esse saudoso jingle das Casas Pernambucanas lembra a situação do governo com a recessão batendo-lhe às portas. Uma falência múltipla de números, todos negativos, põe em xeque o futuro do próximo presidente. O deputado Tiririca se enganou. Vai piorar, sim. Diante dessa hecatombe em que o País vai se debatendo como num banco de areia movediça, urge uma pergunta que se faz presente: o Poder Legislativo é uma das marcas das modernas democracias, mas o que dizer de deputados e senadores que se dão o direito de ter quatro sessões durante os meses de campanha? Pelo que se vê, o segundo semestre será perdido, porque grande parte dos deputados estará em final de mandato. Com um Legislativo aparelhado pelo Executivo ainda este ano deverão chegar ao Congresso medidas provisórias e decretos ditatoriais com força de lei dando à nossa democracia um sabor acre que só será mudado com a vontade consciente do eleitor na salvação do Brasil.

Jair Gomes Coelho 
jairgcoelho@gmail.com 
Vassouras (RJ)

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A UM PASSO DA RECESSÃO

A economia brasileira agoniza. Está a um passo da recessão. Desmantelaram o Plano Real e ressuscitaram a inflação. Daqui para a frente vamos sentir saudades. Viveremos época de “vacas magras”. Queda na produção, desemprego, diminuição da renda familiar, endividamento e falências farão parte da nova realidade. O estrago foi feito. É preciso consertar. Mas só conseguiremos êxito se soubermos votar. Os marqueteiros da reeleição pensam diferente. Tentam enganar o povo. Mas, se não abrirmos nossos olhos, não comeremos nem pão com ovo. Já gritaram que redução na demanda reduz preços. Isso é uma inverdade. Por favor, compatriotas, em outubro, busquemos capacidade. Quem estraga dificilmente conserta. Não podemos arriscar. É agora ou nunca a chance de mudar.                 
                                                
Jeovah Ferreira 
jeovahbf@yahoo.com.br 
Taquari (DF)              

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BANCO SANTANDER E AÉCIO NEVES

Inaceitável a conduta do Banco Santander de enviar cartas aos seus clientes afirmando que a situação econômica do País será pior se a presidente Dilma Rousseff (PT) for reeleita. Não sou eleitor de Dilma (PT), mas acho que tudo tem limites. Sou correntista do Santander há anos e estou pensando seriamente em cancelar a minha conta.
 
Renato Khair 
renatokhair@uol.com.br 
São Paulo

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FALTA DE CONFIANÇA

O Banco Santander fez o correto. Muito raro um banco hoje em dia dar boas dicas a seus clientes, ao comunicar que a continuação do governo Dilma é prejudicial aos investimentos. Ele apenas cumpre a sua obrigação de informar quem quer continuar arriscando no Brasil, ou dar a opção de quem tem a sorte e a competência de investir em outros países com governo menos pior, menos intervencionista. Sinceramente, um país que tem um governo que quebra uma empresa trilionária como a Petrobrás, se este governo fosse candidato a dirigir o seu dinheiro, sua empresa, você o contrataria? Eu certamente não.
 
Roberto Moreira da Silva 
rrobertoms@uol.com.br 
São Paulo

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PESSIMISTAS

Interessante a manifestação do presidente da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) criticando o otimismo do governo federal, que acaba não se concretizando. O pessimismo do presidente da Fiesc não será predominante, pois as vendas industriais do Estado vão muito bem, as exportações idem e a arrecadação do Estado bate todos os recordes. Os presidentes de entidades empresariais, quando fazem pesquisas, devem utilizar os dados para melhorar as suas tomadas de decisões. Quando manifestam publicamente perspectivas negativas, acabam influenciando o consumidor. No último Dia das Mães, deram ênfase ao negativismo. Resultado: mães receberam pequenos presentes, ao contrário de presentes melhores, pois as pessoas, embora com ganho real de salário, se basearam no pessimismo da imprensa e dos líderes empresariais. Eu e meu marido deixamos de curtir a Copa do Mundo, pois “não ia ter Copa” nem aeroporto, etc. E ninguém pediu desculpas. Analistas econômicos dão um viés político aos seus comentários. Bom era o tempo do FMI dando as cartas por aqui. 

Rosa M. Spritze 
rosamspritze@gmail.com  
Florianópolis

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PULSO FIRME

O relevante aumento da preferência pelo governador Geraldo Alckmin na última pesquisa Datafolha, para 54%, portanto consolidando a perspectiva de vitoria já no primeiro turno, deve ser avaliado e reflexões feitas para as eleições próximas. Não sou cientista político nem especialista em política, eleições ou similar. Entre milhões, sou apenas um cidadão brasileiro que vive em São Paulo, que trabalha e paga impostos e que ficou revoltado com a baderna que se estabeleceu, com os imensos transtornos para a população e prejuízos para quem produz, durante  a recente greve dos metroviários e principalmente com a arrogância do presidente do respectivo sindicato. Acho que a atitude firme e clara que Alckmin tomou, restabelecendo a ordem, seja o principal motivo para essa sua subida nas pesquisas.

Renato R. Pierri 
renato.pierri@cerp.com.br
Sao Paulo

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AUMENTO ABUSIVO DA ZONA AZUL
 
Mais uma da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) para nos sacrificar. Com aumento abusivo da Zona Azul, a vigorar desde 1/8, seremos obrigados a desembolsar R$ 5,00 por cada folha. Na verdade, a administração Haddad se consagra como a mais frágil já ocorrida. Sacrifícios e dissabores são impostos à comunidade paulistana pela excessiva implantação de faixas de ônibus, por aquele que, em sua campanha, cantou aos quatro cantos que iria melhorar muito as condições de vida na capital de São Paulo. Pois é, nem tudo o que reluz é ouro, não é mesmo, sr. prefeito?
  
Francisco Zardetto 
fzardetto@uol.com.br 
São Paulo

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PAPEL DE VALOR

Para mim, que acreditava nos papéis da Petrobrás, da Vale e do Banco do Brasil, recebi com surpresa o fato de que o papel mais rentável do ano será o da Zona Azul paulistana.

Marcos Catap 
marcoscatap@uol.com.br
São Paulo

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DE AZUL A VERMELHO

Com a popularidade em baixa, o prefeito Fernando Haddad quer reajustar em 67% o valor da Zona Azul, de R$ 3,00 para R$ 5,00, com base no quê? Quer transformar de azul em vermelho (do PT), mais um desrespeito ao cidadão paulistano. Explica que quer evitar que o paulistano tire o carro da garagem e faça o sacrifício utilizando o “excelente” transporte público municipal. Joga a “sujeira” no ventilador e sai de férias, de novo - em outubro passado foi para o exterior comemorar as bodas de prata. Tem cabimento?
 
Luiz Dias 
lfd.silva@2me.com.br 
São Paulo

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QUE HORROR!

Num verdadeiro assalto à mão armada, à luz do dia, a Zona Azul sobe 67% (!) no governo vermelho petista padrão Haddad. Socorro!

J. S. Decol 
decoljs@globo.com  
São Paulo

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CARROS NA GARAGEM

O desespero leva a decisões absurdas, todavia vamos colaborar com o prefeito. Como a Zona Azul não vai resolver o problema do trânsito, que tal elevar o litro da gasolina para R$ 10,00? Basta falar com a Graça e o Mantega.

Jose Roberto Iglesias 
rzeiglesias@gmail.com 
São Paulo

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A TRAGÉDIA DO VIADUTO EM BH

Sobre o desabamento do viaduto em Belo Horizonte, durante a Copa do Mundo, a empresa Cowan, responsável pela construção, informa que isso ocorreu "por causa de um erro no projeto executivo" (“Estado”, 23/7). O erro do projeto, diz, fez com que a estrutura do viaduto tivesse só 1/10 do aço necessário para suportar e distribuir o peso da estrutura. Tal imperfeição partindo de profissionais da área da engenharia não se deve contestar. Ora, se o projeto estava errado, por que a construção foi levada a efeito? Ninguém percebeu o erro do que foi projetado? Por que esse erro só foi detectado depois que o viaduto caiu? Por que os engenheiros e calculistas responsáveis da empresa Cowan não detectaram o erro do projeto? Por outro lado, como não podia deixar de ser, a empresa Consol Engenheiros Construtores, por seu presidente, afirma em nota que "há divergências entre o projeto e a construção". Bom, enquanto os responsáveis discutem e brigam, alguns pagaram o pato, morrendo. 

Pedro Luís de Campos Vergueiro 
pedrover@matrix.com.br
São Paulo

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E O RESTO?

Técnicos comprovaram que a queda do viaduto em Belo Horizonte ocorreu por que só foi utilizado 10% da ferragem que seria necessária. Será que o dinheiro de 90% da ferragem foi surrupiado? Pobre Brasil.

Virgílio Melhado Passoni 
mmpassoni@gmail.com 
Jandaia do Sul (PR)

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PROJETO FALHO

Empreiteira compõe preço para concorrência em cima do projeto. Como está provado, o projeto apresentado por consultoria era falho.

Fabio Aguiar, engenheiro 
fabiodeaguiar@terra.com.br 
São Paulo

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O HORÁRIO DO FUTEBOL

Estão discutindo o horário do metrô após os jogos de futebol que começam às 22 horas. Não seria mais lógico antecipar para as 21 horas os jogos? É evidente que a dona do horário, leia-se, Rede Globo, teria de adequar a sua programação. Lembrando que o jogo no meio da semana tem o dia seguinte, que é útil. Nem vamos nos ater aos problemas de segurança e locomoção. Um pouco de racionalidade e sensibilidade não faz mal a ninguém.

Paulo de Tarso Meira A. Bogaciovas 
tarsobogaciovas@globo.com 
São Paulo

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METRÔ CORINTIANO

Mario Gobbi fará reunião com Geraldo Alckmin para que o Metrô funcione em horário estendido em dias de jogos às 22 horas no Itaquerão. Quem pagará por essa jornada adicional? O Corinthians? A CBF? A Rede Globo? Certamente seremos nós, contribuintes paulistas. Peço ao sr. governador que não acate tal pedido. E sugiro que o sr. Mario Gobbi agende uma reunião com o sr. Roberto Irineu Marinho e peça para jogar às 21 horas. E, se a Globo não quiser transmitir, certamente há quem queira. O torcedor, não há dúvidas, agradecerá.

Eduardo Azevedo 
eeazevedo@gmail.com 
São Paulo

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ABSURDO

É um absurdo mudar o horário do Metrô para atender a interesses de um clube de futebol. Já tivemos o padrão Fifa, agora querem impor novo padrão para atender a interesses de clubes de futebol em prejuízo de toda uma população. Os clubes devem se entender é com a Rede Globo, que estabelece os horários dos jogos de futebol.

Edson Baptista de Souza  
baptistaedson@ig.com.br
São Paulo

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CORAGEM

Pelas matérias veiculadas nos jornais, o presidente do Corinthians vai reunir-se com o governador do Estado para pleitear que o metrô altere seu horário de funcionamento em dias de jogos do referido clube. Tenho certeza de que o governador deve ter assuntos muito mais importantes para tratar e resolver do que este. Por que será que nenhuma mídia encara o problema real: o que está errado não é o horário de funcionamento do metrô, mas, sim, é inaceitável que um jogo comece às 22 horas e termine por volta da meia-noite. Como é que o torcedor que vai chegar em casa por volta das 2 horas ou 3 horas da manhã vai trabalhar no dia seguinte? Como será a produtividade desse cidadão? Todos sabemos que tal horário é imposto pela rede televisa mais poderosa do País e, infelizmente, aceita pelos clubes e por toda a mídia envolvida. Será que o ministro do Esporte teria coragem de enfrentá-la?

Luiz Roberto Savoldelli 
savoldelli@uol.com.br 
São Bernardo do Campo 

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