Fórum dos Leitores

PETROBRÁS

O Estado de S.Paulo

29 Julho 2014 | 02h02

Publicidade

Contrariando o que prescreve o bom senso, a publicidade da Petrobrás alcançou o valor de R$ 154 milhões no primeiro semestre deste ano, um aumento significativo em comparação com os R$ 132 milhões gastos no mesmo período de 2013. Não vejo por que esbanjar dinheiro público em publicidade da estatal, se ela não precisa tanto desse instrumento, já que desfruta do monopólio do seu setor. Qual é a lógica petista, senão mostrar aos brasileiros que os desvios praticados (caso Pasadena, por exemplo) são de menor conta e não comprometem a imagem da empresa brasileira? Em ano eleitoral, primordial mesmo é blindar a presidente Dilma de qualquer responsabilidade nos maus negócios da empresa.

FRANCISCO ZARDETTO

fzardetto@uol.com.br

São Paulo

Pelo ralo

Enquanto a Petrobrás gasta R$ 154 milhões em seis meses, a Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, que atende milhares de pessoas por dia pelo Sistema Único de Saúde, convive com uma dívida de mais de R$ 300 milhões. Se a estatal se dá ao luxo de jogar milhões de reais pelo ralo, seria interessante consultar o seu Conselho de Administração e propor a doação desse valor a quem realmente precisa.

ALOISIO PEDRO NOVELLI

celnovelli@terra.com.br

Marília

Monopólio e propaganda

Para que a Petrobrás precisa de propaganda? Para vender gasolina, se quase toda a gasolina nacional já é distribuída pela estatal? Quantas casas populares poderiam ser construídas com R$ 154 milhões? Até mesmo a Santa Casa de Misericórdia de São Paulo poderia sair do sufoco só com a verba de publicidade de 2014 da estatal...

RENATO PAES LEME ROVEGNO

renato_rovegno@yahoo.com.br

São Paulo

Ajeitadinha

A Petrobrás comemora a produção de 500 mil barris por dia no pré-sal. Quando foi primeiramente anunciado, anos atrás, lembro-me de ter lido que este pré-sal era petróleo a 6 mil ou 7 mil metros de profundidade - e que havia enormes dificuldades tecnológicas, muitas ainda sem solução, para sua extração. Quer dizer que agora tais desafios já foram vencidos e a estatal está extraindo petróleo dessa profundidade? Ou a definição de pré-sal está sendo ajeitada para permitir uma fácil propaganda?

MURILO TERRA

muriloaterra@gmail.com

São Paulo

Promoção do governo

Chega a ser infame tamanho gasto com publicidade, principalmente a institucional e ufanista. Enquanto empresas privadas anunciam a qualidade de seus produtos e vantagens oferecidas aos seus clientes, a "nossa" Petrobrás faz propaganda de plataformas marítimas e quetais para promover o governo federal.

HEITOR GALTER FILHO

heitorgalter@gmail.com

São Paulo

Investimento político

Na era do PT, a Petrobrás deixou de ser uma empresa de petróleo e combustíveis para se tornar "cabo eleitoral" do governo. Daí que seu carro-chefe, hoje, é a propaganda para enaltecer o pouco que fez certo e amoitar o muito que fez de errado. Isso se chama investimento político, que nada tem que ver com investimento produtivo.

ARIOVALDO BATISTA

arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

Em sintonia

A Petrobrás adotou, em abril, slogan nacionalista ("A gente é mais Brasil") e agora lançou nova gasolina com nome em inglês (Grid). Boa política, boa diplomacia. Tudo a ver!

LUIS ANTÔNIO FLORA

laflora@floraecamargo.adv.br

São Paulo

DIPLOMACIA

De 'top top' ao 'sub do sub'

O assessor de Relações Internacionais do Planalto, Marco Aurélio Garcia, indignado com o porta-voz israelense, Yigal Palmor, que chamou o Brasil de "anão diplomático", disse que se tratava do "sub do sub do sub do sub" em Israel. Não podemos nos esquecer de que Garcia é o "top top top" do terrível acidente da TAM, em 2007.

IVAN BERTAZZO

bertazzo@nusa.com.br

São Paulo

Baixaria

Vejam o que este governo fez com a nossa diplomacia, ao admitir que Marco Aurélio Garcia, o famoso ministro "top top", considere o porta-voz de Israel o "sub do sub do sub do sub"! É o roto dirigindo-se ao esfarrapado. Pobre Itamaraty!

JOÃO PAULO GARCIA

jotapege88@yahoo.com.br

São Paulo

Paz fictícia

O chanceler Luiz Alberto Figueiredo declarou ser o Brasil um país de paz. Mas será que o ataque do Decreto 8.243 à frágil democracia brasileira sugere paz? Será que a luta de classes semeada pelo PT, ampliada a inúmeras frentes, ainda não foi levada ao conhecimento do Itamaraty? O apoio explícito do governo petista a ditaduras sugere paz entre as nações? O viés doutrinário petista e o seu marketing político nos fazem viver um período de faz de conta de democracia e de paz. Resta conhecer nisso tudo o papel na coalizão com o PT de partidos aliados que pregam outras doutrinas.

SUELY MANDELBAUM

suely.m@terra.com.br

São Paulo

INVESTIMENTOS

'Burocracia verde'

O editorial Burocracia verde (28/7, A3) apresenta com clareza o martírio enfrentado por todos os que empreendem no País (ou que, diante de tantas dificuldades, desistem de investir no Brasil). O licenciamento ambiental é importante e necessário. Mas, para ser eficaz, é fundamental definir competências, simplificar e agir com objetividade. É insano conviver com 30 mil normas. E a estas se somam outras exigências das prefeituras. É uma terceira voz que entra no já desafinado coro formado por União e Estados. Também é preciso olhar objetivamente a preservação ambiental. Um tema dessa relevância não pode ser tratado ideologicamente. Normas claras e ajustadas às características do meio urbano e do meio rural são indispensáveis. Sem isso, as empresas formais que atuam no setor imobiliário e em outros segmentos produtivos continuarão esperando 28 meses ou mais para começar a trabalhar, um espaço de tempo ocupado sem preocupações por clandestinos e informais. E estes não respeitam nada. Nem leis nem meio ambiente.

CLAUDIO BERNARDES, presidente do Secovi-SP

mariadocarmo.gregorio@secovi.com.br

São Paulo

*

O SANTANDER E O PT

Um parecer altamente técnico e realista, contido no informe “Você e seu dinheiro” enviado a clientes de alta renda do Banco Santander, que relacionava uma melhora nas expectativas da nossa economia com a queda de Dilma Rousseff nas pesquisas de intenção de voto, foi classificado de “terrorismo eleitoral” pelo presidente do PT e provocou a ira do Planalto. Para apagar o incêndio, o presidente mundial do Santander declarou que vai demitir os responsáveis pelo conteúdo do informe, que não poderia conter qualquer viés político ou partidário. Eu pergunto: qual o viés político ou partidário contido na observação óbvia de que o mercado vê a mudança do atual governo como altamente positiva para a nossa economia, e que uma análise bem feita por analistas de mercado tem a obrigação de mencionar esse fato? Mais uma mostra do vergonhoso patrulhamento do PT, que usa todos os recursos ao seu dispor para censurar o que não interessa que venha a público.

Ronaldo Gomes Ferraz 
ronferraz@globo.com 
Rio de Janeiro  

*
PIOR A EMENDA
 
Causou-me estranheza a nota emitida pela direção do Banco Santander de que seriam demitidas as “pessoas responsáveis pela expedição do informe” dirigido aos clientes do segmento “Select” daquela instituição financeira que especulava sobre o risco de deterioração da economia brasileira caso Dilma Rousseff se reeleja. Como todos sabem, o risco é real e não escapa a ninguém - antenado no dia a dia da vida financeira - o fato de que, quando a pesquisa eleitoral indica queda de Dilma, imediatamente a Bovespa responde com alta na cotação dos papeis que compõem o seu índice. Mais que ninguém o mercado sabe que Dilma e o PT no comando do País é sinônimo de prejuízo nas cotações. Cabendo aos bancos zelar pelo patrimônio de seus clientes, mormente os que investem em ações, nada mais natural que os mantenham informados sobre os riscos que correm suas aplicações. De mais a mais, até onde sei estamos numa democracia, regime político em que todos temos - ou deveríamos ter - ampla liberdade de opinião sem corrermos riscos de punição por isso. A meu ver, a “solução” encontrada pela direção do Santander é desastrosa porque embute a mensagem que o Brasil é uma democracia, “pero no mucho”... Ficou pior a emenda que o soneto.
 
Silvio Natal 
silvionatal49@gmail.com    
São Paulo

*
PEDIDO DE DESCULPAS

Por qual ou quais motivos o Banco Santander deveria pedir desculpas por relacionar a queda da presidenta Dilma nas pesquisas eleitorais com o avanço do valor das ações na Bovespa? É a mais clara verdade. É o "mercado" que se move nessa direção. O banco deve informar corretamente seus clientes. Não tem nada que pedir desculpas. 

Camillo de Mattos Meirelles Ferreira 
camillo.ferreira@ig.com.br 
São Paulo

*
BURRADA

Pedir desculpas após ter feito a burrada é coisa de gente ingênua e até talvez despreparada, mas, no caso do Banco Santander, é burrice comprovada. Afinal é banco ou cientista político econômico? Refiro-me à infeliz correspondência enviada aos seus clientes mais ricos criticando o governo Dilma em caso de vitória. Talvez tenham até cobrado pelo serviço (envio da carta) com débito em conta corrente. Em tempo, devo informar que não sou eleitor da dita candidata.

José Piacsek Neto 
bubanetopiacsek@gmail.com 
Avanhandava

*
ESTÁ FEITO

Banco Santander declara a clientes de alta renda que economia se deteriorará caso presidente Dilma se estabilize nas pesquisas. Mesmo pedindo desculpas por tal declaração, a palavra já foi dita. Fico aqui pensando o que o banco deve pensar caso a presidente se reeleja?

Arnaldo de Almeida Dotoli 
arnaldodotoli@hotmail.com 
São Paulo

*
O COMPROMISSO DO BANCO

Lamentável, covarde e pusilânime a atitude da diretoria do Banco Santander em demitir os analistas do banco que criticaram a caótica e demagógica política econômica do governo petista em comunicado enviado a seus clientes. Qualquer pessoa razoavelmente bem informada sabe que o governo do PT administra a economia do Brasil como se fosse uma lojinha de R$ 1,99 falida. O compromisso do Banco Santander não deveria ser com governos que usam a censura e a intimidação como métodos para se perpetuarem no poder, mas, sim, com seus clientes e correntistas.
  
Leão Machado Neto 
lneto@uol.com.br 
São Paulo

*
AINDA UM PAÍS DEMOCRÁTICO

Dilma Rousseff pensa em processar o Banco Santander, por ele ter avisado seus clientes de que a possível reeleição da atual presidente seria prejudicial à economia. Esperamos que a presidente volte atrás em seu intento, pois ainda vivemos num país democrático onde todos têm direito de falar o que pensam. Já exerce certa censura, percebida pelos mais atentos, na imprensa chapa branca, agora nas empresas, estabelecimentos particulares - já é mais do que um comportamento ditatorial. Ainda não, senhora presidente!

Leila E. Leitão
São Paulo 

*
A DICA DO SANTANDER

O PT ameaçou processar o Santander por ter distribuído um informativo avisando aos clientes vips de que a economia pode piorar, se Dilma for reeleita. Será que o PT vai me processar, porque eu já avisei minha empregada doméstica de que ela será demitida caso Dilma seja reeleita? Com inflação em alta, não vou ter como continuar pagando o seu salário, salvo se Dilma lançar o bolsa-empregada doméstica, para socorrer a classe média.

Maria Carmen Del Bel Tunes 
carmen_tunes@yahoo.com.br 
Americana

*
NADA DEMAIS

A análise feita pelo Banco Santander não tinha nada demais. O analista apenas retratou o que vem ocorrendo e é a pura expressão da verdade. Não se posicionou contra ou a favor de ninguém. A direção do banco é que agiu com dupla covardia. Segundo a mídia, demitiu o analista e, o pior, pediu desculpas a este governo. Apequenou-se e sofrerá as consequências deste governo corrupto e incompetente, que com certeza irá pedir mais propina para não fazer muito ruído. Aposto com quem quiser. Afinal, são tempos de eleições e este governo já é considerado o mais corrupto da história do Brasil.

Paulo H. Coimbra de Oliveira 
ph.coimbraoliveira@gmail.com 
Rio de Janeiro

*
NO PAÍS DO ‘EU NÃO SABIA...’

“Nada tive a ver com isso”, “ele me enganou”, “o conselho não é o responsável”, no país do “faz de conta”, alguém escreve a mais pura verdade sobre por que o Ibovespa sobe, por que o dólar cai (analista do Santander) e obriga a cúpula do banco a deixar “o dito por não dito” e mais, pedir desculpas aos seus clientes reiterando que “a economia brasileira seguirá sua bem-sucedida trajetória de desenvolvimento”. Até quando os parceiros inseparáveis, “o interesse financeiro e a chantagem branca”, irão atuar para esconder as verdades mais puras e cristalinas que efetivamente estão ocorrendo? Bem disse Marcelo Rubens Paiva em seu brilhante comentário cujo título foi “Febre de notícia inventada”, que “falsificar a realidade tornou-se padrão e o maior problema é que estamos nos acostumando com essa piada”. Desperta, Brasil.

Fernando Mauro Marcílio 
fermarcilio@uol.com.br 
São Paulo

*
LIBERDADE ECONÔMICA X LIBERDADE POLÍTICA

Credibilidade. Esse é o principal ativo do mercado financeiro. Esse é o principal ativo de um banco. Quando o que um banco diz é o que se escreve todo dia em jornais e revistas, o que em todas as esquinas se comenta, ele só está repetindo os comentários gerais. Se há uma democracia no País, pode-se falar, escrever e publicar qualquer coisa e, se alguém se considerar ultrajado, há a Justiça. O caso do Banco Santander é da maior gravidade e claramente demonstra o estado em que se encontra o Brasil: à beira do bolivarianismo. Se os analistas do banco acham, assim como todo o mercado financeiro, que a vitória de Dilma nas eleições presidenciais vai ser danosa para a Bolsa e o câmbio, qual é o problema em divulgar isso? Não é o que está todo os dias nos jornais? Sabe-se que os investidores morrem de medo de mais quatro anos de Dilma no poder. Um banco que comunga dessa opinião tem o dever de alertar seus clientes sobre isso. Se a equipe que divulgou a nota tiver mesmo sido demitida, isso servirá de alerta para a situação em que se encontra a livre opinião no Brasil e mostrará que empresas não têm mais independência. O economista austríaco Friedrich August von Hayek, que era um crítico do intervencionismo estatal,  dizia que sem liberdade econômica não há liberdade política. Se o Banco Santander recuou de maneira subserviente, isso é prova de que ele estava certo.
 
Maria Tereza Murray 
terezamurray@hotmail.com
São Paulo

*
CRISE ECONÔMICA

Dilma Rousseff disse: “Minimizamos os efeitos da crise”. Ora, então estávamos enfrentando uma crise e não fomos avisados? Os efeitos da crise foram minimizados em qual país? Cuba, algum país da África? Não temos ministério da Economia, Temos um ministério movido a ações com 50% de possibilidades de serem as melhores e 50% de afundar o barco definitivamente. Conseguiram destruir o Plano Real.

Luiz Ress Erdei 
gzero@zipmail.com.br
Osasco

*
DO MENSALÃO A PASADENA

Antes do início do julgamento do mensalão, que condenou os petralhas, o ex-presidente Lula teve a audácia de recorrer ao ministro Gilmar Mendes, desrespeitosamente, a pedir que engavetasse por um período a Ação Penal 470, para que não fosse conhecida a corrupção no governo do PT e as consequências eleitoreiras. Desta vez Lula foi mais feliz em receber em São Paulo o ministro José Múcio Monteiro, do Tribunal de Contas da União (TCU), que já lhe serviu no governo. Por troca de favores, portanto, pediu e conseguiu que a ex-presidente do Conselho de Administração da Petrobrás Dilma Rousseff fosse excluída da responsabilidade pela compra da Refinaria de Pasadena. De forma servil, os demais membros do TCU admitiram o possível estrago na campanha eleitoral à reeleição da presidente e excluíram os membros daquele conselho da responsabilidade pela corrupta aquisição. É inacreditável que, num país com a independência dos Três Poderes da República, tenha quem admita e aceite a interferência e por razões políticas nas decisões da Justiça, e absurdamente indiciam diretores que eram subordinados ao conselho ora isento de responsabilidade.
 
Mario Cobucci Junior 
maritocobucci@uol.com.br
São Paulo

*
DILMA E PASADENA

Primeiro, em nenhuma sociedade desenvolvida um chefe de Estado ocupa posição numa empresa estatal.  Dilma ainda é remunerada. Segundo, após uma falha tamanha, um Conselho Administrativo seria dissolvido em qualquer empresa da iniciativa privada.  Terceiro, um descalabro desse tipo, que não é o primeiro, seria alvo de voto de desconfiança ou impeachment numa democracia sadia.  É preciso que a cidadania expresse a sua indignação.
 
Harald Hellmuth 
hhellmuth@uol.com.br
São Paulo

*
O TCU SOB SUSPEITA

O ministro do TCU recebeu a intervenção de Lula para que em seu relatório inocentasse Dilma na escandalosa compra da Refinaria Pasadena, sob a ameaça de que o documento seria rejeitado. Se de fato ocorreu a intervenção de Lula, para que existe o TCU? 
 
Maria Cristina Pacheco e Silva 
cpacheco@lawyer.com 
São Paulo

*
JURISPRUDÊNCIA

Ao que consta, parece que nada acontecerá com a atuação de dona Dilma, como presidente do Conselho Deliberativo da Petrobrás, à época da aquisição da Refinaria de Pasadena, Texas (EUA), restando o enorme prejuízo aos brasileiros, que não verão nem punição nem enquadramentos legais da presidente atual. Como doravante enquadrar algum outro brasileiro em improbidade administrativa, mesmo que tenha dado prejuízos grandes à Nação? Certamente que o caso servirá como jurisprudência de inocência para outras situações similares.

José C. de Carvalho Carneiro 
carneirojc@ig.com.br 
Rio Claro

*
DIPLOMACIA BRASILEIRA

Marco Aurélio “top top” Garcia, assessor da Presidência da República para assuntos internacionais, irritadíssimo, disse que o porta-voz da chancelaria israelense que chamou o Brasil de “anão diplomático” é o "sub do sub do sub do sub". É de morrer de rir, pois ele próprio, sub do sub do sub no Brasil, sabe o quanto a posição de um sub pode ser relevante.

Paulo Roberto Santos 
prsantos1952@bol.com.br 
Niterói (RJ)

*
TRUCULÊNCIA

Mauro Aurélio Garcia, o assessor especial da Presidência (como se tivesse conhecimento e experiência para tal), aquele do "top top", apenas copiou Lula, que disse a mesma coisa no passado a um funcionário do governo americano. Marco Aurélio Garcia nem "sub" é, de quem quer que seja. Apenas foi colocado no governo numa posição arranjada para que não ficasse às moscas. Ele não entende de relações exteriores, é um ex-sindicalista, como vários outros indivíduos para os quais foram criados cabides onde pudessem ser pendurados. Nada fazem, não ajudam e só criam problemas. Truculência em diplomacia não é o melhor caminho. Por que é que ele e os demais petistas não foram contundentes quando Evo Morales roubou uma refinaria do Brasil?

Alvaro Salvi 
alvarosalvi@hotmail.com
Santo André 

*
BAIXARIA ISRAELENSE

“A baixaria israelense” (26/7, A3) trata da resposta à baixaria da diplomacia brasileira, que se baseia em aspectos ideológicos, sob a orientação do notório Marco Aurélio “top-top” Garcia. Em nenhum momento a segunda nota do Itamaraty faz referência aos cerca de 2 mil foguetes lançados sobre Israel; apenas critica este país como se, em vez de agredido, fosse o agressor. Não existe a história de força desproporcional; se eu provocar e desafiar Anderson Silva para uma luta, vou apanhar porque fiz a burrice de provocar alguém muito mais forte do que eu. Ele não irá para a luta com as mãos e pernas amarradas, mas usará sua força integralmente. As últimas posições da diplomacia brasileira revelam sua visão unilateral e ideológica dos fatos, o que deixou de ser observado pelo editorial. Apoiou o Manuel Zelaya em Honduras. Negou receber o senador opositor boliviano. Financiou porto em Cuba. Perdoou dívidas de países africanos governados por ditadores. Lula chamou Muamar Kadafi de "meu líder, meu irmão e meu amigo". O Brasil não criticou a matança de opositores nem a prisão de líderes opositores promovida pelo governo chavista na Venezuela. Não se manifestou sobre os massacres ocorridos na Síria. Dilma declarou que a derrubada do avião da Malásia pode ter ocorrido em razão de míssil lançado contra o avião do presidente russo, Vladimir Putin. A pequenez da diplomacia brasileira se deve à posição ideológica e, consequentemente distorcida, dos fatos.  O governo petista tem posicionado o Brasil em oposição às democracias, aos países de Primeiro Mundo e aos "brancos de olhos azuis". Infelizmente, o editorial não soube - ou não quis - abordar esses fatos, que constituem verdadeira baixaria diplomática e dão razão aos israelenses de tachar a diplomacia brasileira de anã. Envergonho-me das posições diplomáticas assumidas pelos governos petistas. 

Cláudio Eustáquio Duarte 
claudio_duarte@hotmail.com 
São Paulo

*
O ESTADO DE ISRAEL

Faltou acrescentar ao editorial “A baixaria israelense” que é ao “anão” que os israelenses devem a própria existência do Estado de Israel, tendo em vista os esforços do embaixador brasileiro Osvaldo Aranha, que presidiu a sessão histórica da Assembleia Geral da ONU, em 1947, que aprovou a partilha daquela região entre o Estado israelense e a Palestina. Sem essa atuação, talvez os israelenses não tivessem hoje território algum para defender.

Eduardo Sampaio Nardelli 
enardelli@uol.com.br 
São Paulo

*
O ITAMARATY HOJE

Impossível confrontar Osvaldo Aranha, Barão do Rio Branco e outros tantos com o caos atual. Seria o mesmo que hoje poupar críticas à nossa atual seleção de futebol, se em priscas eras ela contou com Pelé, Nilton Santos e outros tantos.

Wilfrido Veronese 
wilfridoveronese@hotmail.com 
Brotas

*
PATÉTICO

Marco Aurélio "top top" falar que alguém é "sub do sub"? Se eu não fosse brasileiro, estaria às gargalhadas!

Ricardo Castro Teixeira Martins 
rctmartins@gmail.com 
São Paulo

*
PARASITAS

Um corpo atacado por parasitas enfraquece. Um país também. Há 12 anos o Brasil adquiriu uma parasitose que o está consumindo. Maus assessores, maus dirigentes, maus políticos, maus congressistas, mensaleiros, sindicalistas, ONGs, bolsistas, sem terra, sem teto, baderneiros, traficantes, mafiosos, milícias e até “los hermanos”. Sanguessugas de primeira ordem... Dilma está contaminada. Poupada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) no caso Pasadena por obra e graça de Santo Expedito, entrega os dirigentes da maior estatal nacional às baratas. Começa a ceder espaço aos assessores. Um deles acolhe invasores e baderneiros. Outro manda chamar o embaixador em Israel e expõe o País ao deboche. Só uma transfusão de sangue e transplante de órgãos poderá salvar o País. A hora está chegando.

Gilberto Dib 
gilberto@dib.com.br
São Paulo

*
DIPLOMACIA BRASILEIRA

Sinceramente, não entendi o porquê de tanta indignação do governo brasileiro pela declaração de Israel, visto que desde quando o PT assumiu o poder nossos vizinhos argentinos, venezuelanos e bolivianos fizeram coisas muito piores contra o Brasil, deixando o povo indignado e o governo paralisado. É uma pena que nossa diplomacia externa esteja mais preocupada com sua ideologia do que com os reais interesses do País.

Luiz Roberto Savoldelli 
savoldelli@uol.com.br 
São Bernardo do Campo 

*
BRANCA DE NEVE OFENDIDA

Interferindo de maneira pouco elegante numa disputa paroquial e milenar e que só terá fim com o fim de um dos litigantes, Israel reagiu classificando a diplomacia brasileira de “anã”, numa ofensa irreparável aos amigos de Branca de Neve e, em especial, às produções Walt Disney, toda essa celeuma deu inspiração à CBF, que, aproveitando a fama dos miúdos, alavancou um deles (Dunga) para dirigir a seleção brasileira como técnico até a Copa de 2018, na Rússia. Estamos vivendo um falso conto de fadas com cada um dos sete anões sendo representados nos vários setores do governo, sem faltar a bruxa má no governo e a Branca de Neve protagonizando a democracia.

Jair Gomes Coelho 
jairgcoelho@gmail.com 
Vassouras (RJ)

*
EM PAZ

Antes de querer importar a assimetria de um David e Golias às avessas, caberia enaltecer que judeus e muçulmanos brasileiros são irmãos na paz. Nada pode apequenar isso, nem a Branca de Neve, envenenada que esteja pela maçã do bolivarianismo.

José Roberto Sant’Ana 
jrsantana10@gmail.com  
Rio Claro 

*
BATE-BOCA

Anão diplomático? Só?

Jair Freire 
assim.soja@gmail.com 
São Paulo

*
CONFLITO NO ORIENTE MÉDIO

Se a resposta de Israel ao ataque diário de mísseis, há anos, pelos terroristas do Hamas, que já provocaram dezenas de mortos e feridos, além de muita destruição, é considerada “desproporcional” pelo Brasil, pergunto se a invasão dos morros cariocas com blindados da Marinha, para instalação das UPPs, também seria desproporcional? Afinal, os pobres traficantes só possuem revolveres e fuzis! A retirada do embaixador brasileiro de Tel-Aviv mostra a unilateralidade do governo Dilma, estimulado por antissemitas de carteirinha como o sr. Marco Aurélio Garcia. Essa atitude só joga mais lenha na fogueira. Espero que sua atitude não estimule outros antissemitas e anti-Israel de plantão a porem suas manguinhas para fora aqui, em nosso país. Já temos muitos black blocs e MTST fazendo a festa.
 
Silvio Luiz Zuquim 
slzuquim@uol.com.br 
São Paulo

*
DESPROPORCIONAL

Observou a sra. Dilma Rousseff, presidente do País, que constitui uma desproporção o que está ocorrendo na Faixa de Gaza, no Oriente Médio, palco da luta renhida entre israelenses e palestinos, onde o número de mortos civis palestinos é muito superior ao de militares. Contudo, é lícito dizer que também é totalmente desproporcional o que o cidadão brasileiro vem sofrendo há pelo menos 20 anos. Sai desprotegido e desarmado, ou para trabalhar ou em busca de lazer, mas não sabe se volta para casa, vítima de roubos e latrocínios. Encontra-se numa verdadeira guerra civil, sem que se tomem as devidas providências. Paga um valor absurdo de impostos, mas não dispõe de serviços condignos de segurança, saúde, educação, infraestrutura urbana, rural, nem de portos e outras vias que sejam adequadas ou suficientes para darem vazão à nossa atividade econômica. Para completar, o povo é dono de um complexo tremendo de vira-latas: apesar do imenso número de riquezas que o País tem, delas ele não dispõe, posto que seus governantes estão sempre na dependência de terceiros.

Maria Cecília Naclério Homem 
mcecilianh@gmail.com
São Paulo

*
NANISMO

Eu gostaria que este jornal informasse com todas as letras, sem ser diplomático, visto que a informação deve trazer a verdade, e não agrados: 1) por que os produtos argentinos, nos supermercados, custam menos que os nacionais; 2) por que até agora não recuperamos a refinaria da Petrobrás na Bolívia; 3) por que foi construído um porto em Cuba (Mariel) com dinheiro dos brasileiros, enquanto o de Santos (para citar apenas um) tem estrutura do século 19; 4) por que aumentou a aids no País, enquanto diminui em todo o mundo; 5) por que um médico do SUS não ganha R$ 10 mil com adicionais para moradia e alimentação; 5) por que o Brasil se tornou um lugar seguro para traficantes e assassinos internacionais; 6) por que o editorial de 26/7 fala de “baixaria de Israel” na resposta do porta-voz, quando devia falar em baixaria do governo PT, que manda no Itamaraty, ao não mencionar que é o Hamas quem quer a destruição de Israel, repetindo apenas o jargão "reação desproporcional" criado pela imprensa brasileira há anos, majoritariamente petista. Com a certeza absoluta, esta mensagem será censurada.

Lucília Simões 
lulu.simoes@hotmail.com 
São Paulo

*
DESPROPORÇÕES

Agora o mundo resolveu calar-nos a boca por conta dos 7 a 1, e a salsichada do Mineirão já causa estragos até na diplomacia. Pobres ignaros, será que não sabem que ainda temos para lhes esfregar no nariz as belezas naturais, o carnaval, o temperamento folgazão, a cachaça, o jeitinho, o pagode, o axé, o politicamente correto, os políticos “top top” e muito mais?  

Joaquim Quintino Filho 
jqf@terra.com.br 
Pirassununga 

*
ISRAEL X PALESTINA

O governo brasileiro agiu com muita correção ao cobrar medidas concretas na buscas de uma solução para um problema milenar. O Estado de Israel que foi criado pela determinação aprovada na ONU, há dezenas de anos impõe condições desumanas e cruéis contra os palestinos, que não tiveram o mesmo tratamento da organização internacional. A Faixa de Gaza não pertence aos israelenses, mas eles agem como se fossem os donos e querem expulsar os moradores. Por que não se define a situação em alto nível? Os palestinos também têm direito ao seu Estado. E o Brasil foi muito consequente na sua posição, ao contrário do que afirmou de forma inconsequente o representante de Israel. O mundo precisa de paz.

Uriel Villas Boas 
urielvillasboas@yahoo.com.br 
Santos

*
‘ANÃO DIPLOMÁTICO’?

Parecemos anões por estarmos afundados na lama.
 
Suely  Borges 
sjungborges@yahoo.com.br
São Paulo

*
BRASIL E ISRAEL

Bem feito para Dilma palpitar numa briga que não é nossa. Apesar disso, o anão diplomático abre todo ano Assembleia Geral da ONU. E consolidou nossas fronteiras, de dimensões continentais, sem disparar um único tiro. Já Israel, este "gigante diplomático", com todo o seu poderio econômico e bélico...

Waldemar Brand Neto 
waldemar@wbn.eti.br 
Curitiba 

*
INGRATOS

Esqueceram que o “anão diplomático” deu o voto decisivo para criar o Estado de Israel? 

Panayotis Poulis 
ppoulis46@gmail.com 
Rio de Janeiro

*
APOIO FORMAL

O protagonismo brasileiro na formação do Estado de Israel, sempre alardeado, foi apenas formal, já que em nada o nosso país contribui na arquitetura do processo, apenas presidiu a sessão da ONU que homologou o que os poderosos já tinham decidido. Se insistirmos nessa tecla, saltará de lá o porta-voz desabusado e declarará a nossa factual irrelevância.

Roberto Viana Santos 
rovisa681@gmail.com 
Salvador

*
APAGÃO DIPLOMÁTICO

A partir de 2003, o Brasil passou a ter um verdadeiro apagão na sua área diplomática e agora tem condenado Israel em sua defesa - solo e povo, incluindo bombardeios aéreos na Faixa de Gaza. Só falta o Brasil condenar os EUA de ter usado bombas atômicas, em lugar de perder milhões de soldados numa invasão por terra, na Segunda Guerra Mundial, contra o Japão. Enquanto isso, a Rússia e a queda do avião na Ucrânia, o tratamento “servil” ao ditador de Cuba, Raul Castro, e outros ficam livres, leves e soltos.

Edivelton Tadeu Mendes 
etm_mblm@ig.com.br  
São Paulo

*
ANÕES UNIDOS

O governo brasileiro, se é que isso possa ser chamado de governo, depois de receber a merecida resposta de Israel, sobre o seu ridículo pronunciamento referente ao conflito árabe-israelense, um verdadeiro coice no focinho, procura através do desmoralizado Itamaraty articular uma resposta conjunta com o não menos desmoralizado Mercosul. Espero que a emenda não saia pior que o soneto, senão teremos mais vergonha pela frente. Acabei de ler uma frase muito interessante e sugestiva, e repasso: “Anões unidos jamais serão vencidos”.

Humberto de Luna Freire Filho 
hlffilho@gmail.com 
São Paulo

*
GAZA, O LUGAR MAIS TRÁGICO DA TERRA

1,8 milhão de seres humanos, ou já descaracterizados, apertados numa "lasca de terra árida" de 40 km de cumprimento e 5 km e 11 km de largura. 70% de refugiados. Sem comida, água, habitação, saúde, liberdade e até mesmo o direito de sonhar com um mundo habitável. O despertar vem de bombardeios. O impressionante artigo publicado pelo “Estado” “Gaza: uma distopia moderna” é mais do que simples opinião de uma rainha (Rania Al-Abdullah, da Jordânia). É uma conclamação, não só para o cessar fogo imediato, mas muito mais: a plantação de um oásis onde se viabilize a vida num deserto sangrento. Endereçada a todos os seres humanos. Salvar o povo de Gaza é um imperativo categórico imposto a todos que têm em si algum sentimento ético e vivem sob um céu estrelado. 
 
Amadeu R. Garrido de Paula 
amadeugarridoadv@uol.com.br 
São Paulo

*
O CONFLITO EM GAZA

Uma pergunta não quer calar: Que outro gigante ou anão diplomático chamou de volta o embaixador em Israel para "consultas" sobre o conflito na Faixa de Gaza? 
 
Fernando Calmon 
fscalmon@gmail.com 
São Paulo

*
BOMBARDEIOS

Israel aceitou ampliar cessar fogo, e o Hamas não. Não sou eu que estou falando, o mundo noticiou esse absurdo. Israel faz o quê? Deixa cair os foguetes nos civis israelenses?

David Volyk 
davidvolyk@hotmail.com
São Paulo

*
ESPECIAL PRIMEIRA GUERRA

Gostaria de cumprimentar o “Estado” pela magistral aula de história que deu a todos os seus leitores no último domingo. O caderno especial sobre a Primeira Guerra Mundial, além de trazer informações sobre brasileiros no front, fez entrevistas com verdadeiras autoridades no assunto e narrou os fatos mais relevantes do conflito. Muito obrigado pelo trabalho.
 
Felipe da Silva Prado 
felipeprado39@gmail.com
São Paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.