Fórum dos Leitores

CASO SANTANDER

O Estado de S.Paulo

30 Julho 2014 | 02h04

Destempero e ilegalidade

Desde quando o simples ato de emitir uma opinião se configura como tentativa de interferir diretamente no processo político e eleitoral, como sugere a presidente Dilma Rousseff em relação à nota redigida por uma analista do Banco Santander e distribuída a um grupo de clientes? Além disso, o banco não contou novidade nenhuma ao dizer que a subida de Dilma nas pesquisas eleitorais pode causar piora nos índices da economia, e também não afrontou nenhuma lei. Quem violou leis eleitorais, isso sim, foram os companheiros petistas que se valeram de um evento sindical para fazer campanha política descarada em favor da presidenta, inclusive com direito a demonstrações de profundo desequilíbrio emocional de Lula, que vituperou coisas como "essa moça não entende p... nenhuma de Brasil", em referência à analista do banco que apenas cumpriu a sua função.

HENRIQUE BRIGATTE

hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

Pedido de desculpas

O único erro do banco ao divulgar a sua opinião foi a retratação que veio em seguida. Cabe ao governo mostrar o contrário do que diz a nota, com uma administração honesta e competente. O resto é uma virose chamada petetinice.

JOSE ROBERTO IGLESIAS

rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

'Inadmissível'

Mercado interferir na política é "inadmissível". Essa é a opinião de Dilma sobre a manifestação do banco. Também é inadmissível, por exemplo, suspender os direitos de um membro do Mercosul sem lhe dar direito de defesa. É inadmissível o Brasil se comprometer com o apoio a um país reiteradamente caloteiro. E é inadmissível promover reunião partidária para tratar de eleição, em horário de trabalho e no palácio do governo.

MARIO HELVIO MIOTTO

mhmiotto@ig.com.br

Piracicaba

Vice-versa

Uma pergunta não cala após a presidente afirmar ser "inadmissível" o mercado interferir na política: e a política interferir no mercado pode, cara-pálida?

DOMINGOS CESAR TUCCI

d.ctucci@globo.com

São Paulo

Admitem-se afagos

Só para entender: se o Banco Santander tivesse publicado nos seus informativos aos clientes que, se Dilma for reeleita, os investidores terão ganhos maiores, seria aceitável para a presidente? Vamos, então, determinar aos bancos do País que só informem aos seus clientes que uma vitória de Dilma corresponde a um lucro extra. Isso pode!

FABIO FIGUEIREDO

fafig3@terra.com.br

São Paulo

Governo autoritário

O que preocupa neste episódio do Banco Santander é a interferência seguida de ameaça do poder de Estado nos negócios privados, quando os indicadores econômicos não favorecem a atual administração. Em países onde a democracia foi garroteada é mais fácil controlar a inflação alta e outras más notícias proibindo os meios de comunicação de divulgarem a verdade.

PETER CAZALE

pcazale@uol.com.br

São Paulo

O temor do mercado

Dinheiro não aceita desaforo. O governo Dilma/PT tem sido um desastre na gestão econômica, e, como contra fatos não há argumentos, a perspectiva de continuidade expressa por pesquisas eleitorais assusta os investidores. Só isso.

AIRTON MOREIRA SANCHES

moreira.sanches@uol.com.br

São Paulo

ECONOMIA

Mais crédito disponível

As recentes medidas de estímulo ao crédito adotadas pelo Banco Central (BC), em meio à crise de confiança nos rumos da economia brasileira, confirmam o cenário de ações controversas do governo no desespero de controlar a pressão inflacionária e impedir que o País caminhe rumo à estagnação. As perspectivas, de fato, não são as melhores. Pela oitava semana seguida, os economistas mantiveram a previsão da taxa Selic de 11% para o final de 2014. E pela nona vez seguida o mercado reduziu a previsão de crescimento da economia brasileira para este ano, com recuo do produto interno bruto (PIB) de 0,97% para 0,90%. Com o quadro atual bastante adverso, é pouco provável que as atuais medidas do BC tenham grande impacto e efeito positivo na economia, diante do esfriamento do consumo, da manutenção das elevadas taxas de juros e dos baixos índices de produção em vários setores da indústria, além das péssimas projeções de crescimento do PIB brasileiro. Não é à toa que até o chefe do Departamento de Regulação do Sistema Financeiro do BC, Sérgio Odilon dos Anjos, questionado pelo Estadão se tais medidas não são contraditórias com a política monetária, mostrou que aprendeu muitas lições com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e, obviamente, preferiu não responder. A velha expressão "cara de paisagem", junto com o sol e a peneira, mais uma vez imperam - mesmo que o cenário atual seja de recessão à vista.

EMANUEL ANGELO NASCIMENTO

emanuellangelo@yahoo.com.br

São Paulo

Farol baixo

Os responsáveis pela política econômica do governo de dona Dilma perderam seus faróis altos. Com apenas um farol baixo - pois o outro parece que também está queimado -, vão titubeando, tapando buraco por buraco, com ações pontuais, sem medir as consequências de efeitos colaterais. Ora alteram juros, ora praticam desonerações fiscais, ora relaxam normas, ora incentivam o consumo estimulando o crédito, ora recorrem à contabilidade "criativa" forjando resultados para amenizar o clima de insegurança e desconfiança do mercado.

SERGIO S. DE OLIVEIRA

ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

Futuro duvidoso

O artigo de Arnaldo Jabor Memórias do futuro (29/7, C8) é antológico. Retrato futurista de um Brasil que se desenha na radicalização petista das últimas raivosas iniciativas do partido, o texto de Jabor traça um roteiro sombrio para um filme de ficção que pode se tornar realidade. Acrescente-se à peça o temor do professor José Augusto Guilhon Albuquerque em O que pretendem os radicais? (29/7, A2): "Resta saber se a atual elite governante e seu partido dominante acatarão o veredicto das urnas e a alternância entre elites no poder que daí deverá decorrer". A conferir.

JOSÉ ROBERTO DE JESUS

zerobertodejesus@gmail.com

Capão Bonito

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DEMOCRACIA VIRA-LATAS
 
A ofensiva governista contra a nota do Banco Santander que advertiu parte de sua clientela - a do segmento “Select” - sobre as projeções do quadro econômico em caso de reeleição de Dilma Rousseff desnuda o rumo bolivariano que está trilhando a liberdade de pensamento e de expressão no Brasil, claramente limitada pelo arbítrio e intimidação do Palácio do Planalto sob o jugo petista. Nesse particular, a afirmação da presidente de que seria “inadmissível” a nota do Santander evoca os “melhores momentos” de Hugo Chávez na Venezuela e tem quase o mesmo valor de uma reforma a restringir a abrangência do artigo 5.º, incisos IV e IX, da Constituição federal, aqueles em que se diz serem livres a manifestação do pensamento e a livre expressão da comunicação, independentemente de censura ou licença. Todavia, ao revés do que Dilma assevera, ninguém está “interferindo na eleição”, até porque não há qualquer eleição ocorrendo no momento. Depois, levadas ao limite, a assertiva presidencial travaria o debate político, posto que, a partir de agora, qualquer um que ouse opinar sobre política e sucessão, na União ou nos Estados - seja em que meio for (internet, jornais, revistas, TV, rádios, etc.) - pode, enfim, suscitar reflexões do eleitor e fazê-lo mudar sua disposição de voto para A ou para B. Ao contrário do que diz Rui Falcão, presidente do PT, isso não é nem jamais foi “proibido” por lei alguma e, se acaso fosse, tal lei seria inconstitucional por conflitar com o texto da Carta de 1988. Em suma, a Constituição não discrimina “quem” pode ou não opinar sobre questões políticas e muito menos eleitorais, descabendo aos detentores do poder - que não têm poderes para tanto - limitar arbitrariamente a "abrangência" da liberdade de consciência e de expressão dos brasileiros. Nas corridas eleitorais americanas, quando os democratas estão na frente, os bancos costumam dizer que isso é “má notícia” para o mercado (democratas tendem a criar mais impostos e mais gastos públicos). Nem por isso há registro de o Partido Democrata ter ameaçado alguém do mercado financeiro por ter “interferido no processo” eleitoral. A diferença é que nos EUA há uma verdadeira democracia e instituições sólidas e respeitadas. Já aqui temos uma democracia vira-latas em que a Carta Magna serve apenas como “referência” dos direitos e obrigações, vindo a reboque dos humores dos mandachuvas de turno. Lastimável o rumo que está tomando nosso país.
 
Silvio Natal 
silvionatal49@gmail.com 
São Paulo

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INCOMPREENSÍVEL

O posicionamento adotado por um banco de grande porte em relação à reeleição da atual presidente é incompreensível. Como correntista desse grupo desde quando o mesmo era estatal, não recebi o comunicado que foi enviado, pelo visto, a um grupo selecionado de clientes. O teor tem muita semelhança com o comportamento de alguns grupos que buscaram falhas na organização da Copa do Mundo. E que não alcançaram seus objetivos. A posição política é um direito de cidadania, mas a manipulação de informações é um procedimento extremamente reprovável. E não deixa dúvidas sobre os interesses a serem alcançados.

Uriel Villas Boas 
urielvillasboas@yahoo.com.br 
Santos

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MERCADO E POLÍTICA

A presidente Dilma disse que “mercado intervir na política é inadmissível”, em alusão ao episódio do Banco Santander. Engraçado que mercado financiar a política pode, não é? É assim que acontece com o PT no poder a 12 anos, financiado por empreiteiras, bancos, etc. Chegaram até a ferrar com os aposentados quando beneficiaram bancos “amigos” dando a eles prioridade nos empréstimos compulsórios que cobravam juros estratosféricos. Quando o mercado acordou e botou a boca no trombone, os “amigos” já estavam com o caixa abarrotado com um dos empréstimos mais seguros do planeta. Pelo jeito, para a presidente e petistas, o "bom mercado" é aquele que não vê, não ouve e não fala, mas abre o cofre. Esqueceram apenas de combinar ou impor esse “mercantilismo petista” a todos eles.
 
Beatriz Campos 
beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

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CAMINHO ERRADO

Dizer que é “inadmissível” a interferência do mercado na política é como achar que a falta das necessidades básicas no lar não deve influenciar a felicidade da família. Essa afirmação é que é “inadmissível”, especialmente vindo de alguém ocupando o cargo mais importante da Nação. O que deseja dona Dilma? No regime democrático, a avaliação de um governo é feita pela situação do “mercado”, e isso se reflete forçosamente na política. A transparência nessa avaliação também é uma necessidade para que o voto do eleitor seja o mais consciente possível. Em vez de tentar maquiar dados e situações, com um marketing enganoso, o governo deveria aplicar bem as verbas disponíveis, com competência e boa gestão, para tornar o mercado incentivador de progresso e bem-estar para o povo. Assim a avaliação seria positiva e os votos viriam naturalmente. Qualquer outro caminho é que é “inadmissível”.
 
Silvano Corrêa 
scorrea@uol.com.br
São Paulo

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‘DESCULPAS POR NADA’

"Desculpas por nada.” Com esse título a jornalista Dora Kramer (“Estadão”, 29/7, A6) nos oferece uma visão clara do caso Santander. Escreve: "...(o Santander) Faz constatações que estão todos os dias nos jornais e estão no radar de praticamente todos os agentes políticos e econômicos”. Por que essa bronca do governo e de lulopetistas? Lula diz ainda que analistas do Santander nada entendem de Brasil e que o banco ganha muito dinheiro aqui. É claro. Seu governo, que se dizia dos pobres, foi o que mais fez enriquecer os grandes bancos (mesmo privados) e as grandes empresas como a Delta, a Odebrecht, etc. Diz ainda o artigo: "Se o banco pintasse cenário favorável ao governo, deveria se retratar com a oposição? Por essa lógica as consultorias não poderiam se manifestar, e o governo estaria impedido de usar suas prerrogativas para se dedicar em tempo integral a procurar interferir na decisão do voto”. Muito bom artigo da sempre habilidosa e precisa jornalista. Na verdade, assim como no caso da espionagem americana, no caso diplomático com Israel e neste caso do Santander, esse desgoverno está tentado se passar por vítima, como quando o governo militar argentino apresentou ao seu povo para justificar a fracassada aventura da guerra das Malvinas/Falklands em 1982.

Éllis A. Oliveira 
elliscnh@hotmail.com 
Cunha 

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OBRIGAÇÃO DO BANCO

Dona Dilma diz que não tem cabimento a interferência do mercado financeiro na política. Por quê? O mercado financeiro é obrigado a passar aos seus clientes, investidores ou não, a nossa realidade econômica. É uma questão de confiabilidade e honestidade. Se a economia brasileira não está bem, é justamente pela má gestão política. O Brasil perdeu a credibilidade no mundo financeiro, por isso a necessidade premente da alternância de poder. 

Luiz Dias 
lfd.silva@2me.com.br 
São Paulo

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MERCADO

A presidente desta triste República abespinhou-se com um honesto e competente informe econômico elaborado por qualificado analista dirigido a restrito público de clientes do banco em que trabalhava e que, de alguma forma, tornou-se público. Tal informe nada mais expressava que o comportamento futuro da economia dependendo do resultado das eleições 2014 para a Presidência da República, na visão do analista e da maioria das pessoas lúcidas. Já são amplamente conhecidas a incompetência e ignorância da presidente e sua concepção de mercado tem o viés marxista-leninista que o considera uma infernal invenção do capitalismo explorador das massas. Infelizmente a presidente ignora que tribos menos primitivas que as nossas tinham perfeita compreensão do mercado e da propriedade individual e que, nada têm que ver com o "perverso" capitalismo tão odiado pelas esquerdas e assim faziam trocas de bens e serviços, fundamentos primitivos do mercado e da civilização. Aos liberticidas totalitários, aceitar a verdade dos fatos é contrariar sua natureza e seu imaginário quimérico. Que os deuses se compadeçam de Pindorama.

Mário Rubens Costa 
costamar31@terra.com.br 
Campinas

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OS BANCOS NO BRASIL

Curioso o procedimento da elite do poder federal petista: opinião/avaliação de banco sobre governo é inadmissível. Muito admissível é receber dinheiro de banco para financiamento de campanha. Peculiaridades da democracia representativa no Brasil.

Sergio Holl Lara 
jrmholl.idt@terra.com.br 
Indaiatuba

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INFORMAÇÃO DE MENOS

O banco Santander, como todos os bancos, tem uma obrigação de informar os clientes a respeito de sua avaliação da economia, inclusive da influência da Dilma. Essa avaliação é compartilhada por muitos.  A retratação do Santander não deixa de motivar dúvidas sobre a objetividade do seu sistema de informação aos clientes. É lamentável. E o PT prova que deseja um eleitor mal informado.
  
Harald Hellmuth 
hhellmuth@uol.com.br
São Paulo

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INTROMISSÃO PERMITIDA

Inadmissível é a interferência do governo no mercado. Que moral a presidente tem (ou pensa que tem) para dizer que algum setor não pode interferir na política? Ela interfere em empresas de capital aberto proibindo o aumento de preços porque não tem competência para resolver as causas deste problema, na origem. Tenha dó, presidente! Pegue o seu boné e caia fora.

Clézio D. Goulart 
clezio.goulart@gmail.com
São Paulo

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INTERFERÊNCIAS

Disse dona Dilma: "Mercado interferir na política é inadmissível". Pergunto: e a Petrobrás falida interferir na política ao custo de R$ 154 milhões é admissível, dona Dilma? Ora tibe!

Alcides Ferrari Neto 
ferrari@afn.eng.br 
São Paulo

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DIZER A VERDADE NÃO É CRIME

O único erro do Santander em apontar o risco de deterioração da economia brasileira em caso da reeleição da presidente Dilma foi a discriminação entre seus clientes pobres e ricos. O banco só alertou os seus clientes mais ricos.

Victor Germano Pereira 
victorgermano@uol.com.br
São Paulo

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ELEIÇÃO X ECONOMIA

Na verdade os executivos do Santander, ao aconselharem seus clientes com renda superior a R$ 10 mil mensais, sobre o perigo da nossa já fragilizada economia ir de vez para o buraco caso o Ludilma seja eleito (ou eleita), nada mais fizeram aquilo que os outros não tiveram coragem de fazer: por no papel. Pois o Nei, dono de uma pequenina mercearia num dos bairros de Rio Claro, ao comentar sobre economia, alerta a todos os seus fregueses para o perigo que a dona Ludilma representa para todos os brasileiros, se reeleita. Recessão, desemprego, problemas ainda mais graves na saúde, segurança é porteira aberta para os malfeitos. Essas as expectativas para o novo governo do PT. É que quem não vive o dia a dia, vai aos supermercados, vive de salário ou é aposentado não sabe e não vê o que está ocorrendo na economia: falta dinheiro em circulação por causa do crescente e visível processo inflacionário que estamos vivendo. Só não vê quem não quer, ou os políticos, gestores do dinheiro público. Acorda, Brasil!

Carlos Benedito P. da Silva 
carlosbpsilva@gmail.com 
Rio Claro

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OFENSA

Lula ofendeu a classe dos analistas de mercado dizendo que não entendem p... nenhuma de Brasil. Até quando teremos de aturar esse tipo de impropério vindo de quem quer que seja, ainda mais de um ex-presidente da República? Sou cliente do Santander, embora não Select, e na minha opinião a tal analista fez seu papel e o fez muito bem, porque acertou na mosca, e não deve ser demitida.

Gilberto Dib 
gilberto@dib.com.br
São Paulo

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O LADO MAIS FRACO DA CORDA

Sobrou para a coitada da analista do Santander, que nada mais fez do que executar seu trabalho, cuja análise ao meu modo de ver está correta, ao afirmar o óbvio, ou seja, Dilma estaciona nas pesquisas e as bolsas de valores mantêm as ações em alta, simplesmente pela desastrada política econômica conduzida por ela e seu ministro da Fazenda. O banco, claro, para não ficar mal na fita com o governo, demitiu a analista e pediu desculpas. O que fica deste imbróglio é que não se pode confiar no Santander, pois das duas uma, ou o banco errou em admitir um analista sem condições para o trabalho ou está fazendo um jogo de cena para agradar a Dilma. Por outra parte, se fosse ao contrário, cuja análise tivesse como objetivo a subida nas pesquisas da presidente e as ações se valorizassem, com fortes elogios à política econômica? 
 
Olavo Fortes Campos 
lavo_terceiro@hotmail.com 
São Paulo

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EMPREGO

Quais as opções de novo emprego para a analista do Santander demitida por sugerir aos clientes não apoiar a reeleição da presidente Dilma? Poderá tornar-se homem-bomba no conflito da Faixa de Gaza com Israel, ir comandar as campanhas de Aécio Neves ou Eduardo Campos ou, então, ir fabricar morteiros, coquetéis molotov e outros artefatos explosivos com a turma da Sininho, da professora Camila Aparecida e do Igor D’Icarahy.

Vicente Limongi Netto 
limonginetto@hotmail.com  
Brasília

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APLICAÇÕES FINANCEIRAS

Lula está certo. A analista do Banco Santander não entende p...nenhuma de Brasil e de investimentos. A melhor aplicação financeira quem faz é Dilma: investe suas economias no colchão de casa.
  
Leão Machado Neto 
lneto@uol.com.br  
São Paulo

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ALHOS E BUGALHOS

Será que tem algum mortal para me explicar qual tipo de distúrbio tem uma pessoa que, ao ser perguntada do porquê ter em casa R$ 152 mil, responde que dorme de sapato pelo fato de ter sido presa. Ou é falta de credibilidade nos bancos ou muita confiança no setor calçadista.
 
José Roberto Palma 
palmapai@ig.com.br 
São Paulo

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2015 PROMETE

A recente resolução do Banco Central no sentido de turbinar o crédito é claramente eleitoreira, o que demonstra de maneira inequívoca que os tentáculos do Planalto estão mais entranhados na instituição do que "supõe nossa vã filosofia", como anunciava Shakespeare. "Nossa vã filosofia", a que orienta o pensamento do cidadão comum, considera difícil de entender como uma economia que reconhecidamente se engalfinha com a ameaça inflacionária, represada mas diariamente constatada no dia a dia, pela persistente dissipação da renda da população e pelo aumento facilmente observado da sua inadimplência, toma a decisão de estimular o consumo. Justificá-la sob o pretexto de que é necessária para a revitalização da indústria e de outros setores cujos índices de crescimento se mostram declinantes é como injetar num organismo infeccionado um antibiótico que, sabidamente, dentro de pouco tempo terá sua eficácia neutralizada por bactérias mais resistentes. É óbvio então que o governo, ao interferir na autonomia do Banco Central, aposta no período que resta de atuação do remédio e, quando este deixar de ser eficaz, com estimativa para imediatamente após a eleição, aplicar soluções que, pela sua urgência, deveriam ser adotadas há muito mais tempo e que não o foram em nome da manutenção do poder. Portanto, seja quem for o vencedor das eleições de outubro, uma conclusão é inevitável: 2015 promete.   

Paulo Roberto Gotaç 
prgotac@hotmail.com
Rio de Janeiro

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MÁS NOTÍCIAS
 
Parece que desta vez a vaca está indo para o brejo a passos largos. Os analistas financeiros consultados pelo Banco Central sintonizam nova queda do PIB para 0,9%, em 2014. Não se descarta uma estagnação econômica no País, consequência da má gestão do poder de plantão especificamente na área econômica.
  
Francisco Zardetto 
fzardetto@uol.com.br  
São Paulo

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CONTABILIDADE CRIATIVA

Qualquer dado macroeconômico do Brasil, antes de ser frágil, não é confiável, a partir da criação da contabilidade criativa pelo lulopetismo.

Francisco José Sidoti 
fransidoti@gmail.com 
São Paulo

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NÃO É GENOCÍDIO, É MASSACRE

A presidenta Dilma Rousseff disse que a guerra entre Israel e Palestina não é genocídio, e, sim, massacre. Isso mostra cada vez mais de que lado ela está. Como chefe de Estado, a presidente deveria saber que Israel está rodeado de inimigos e por isso tem de ser um país forte, ou será que ela pensa que somente porque é mais forte deveria deixar o seu povo ser massacrado pelo Hamas? Penso que ela gostaria que Israel se desculpasse pelos ataques em território palestino, quando na verdade não está atacando, mas defendendo.
 
Daniel de Jesus Gonçalves 
al_amachado@yahoo.com.br 
Paranavaí (PR)

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ENQUANTO ISSO, NO BRASIL

Dilma nunca se preocupou com as mortes violentas no Brasil, que têm números assustadores. Nunca se ouviu sequer uma frase, um comentário ou, o que seria muito melhor, uma atitude concreta e eficiente contra a barbárie que acontece em nosso país. Os últimos números disponíveis são relativos ao ano de 2012. Nesse ano, só de homicídio, morreram em média 154 pessoas por dia. Isso sem contar as mortes violentas no trânsito, que ultrapassaram 60 mil no mesmo ano. Portanto, recomendo que a presidente se preocupe mais com o que acontece no País e deixe de dar palpites nos conflitos internacionais com os quais nada temos que ver diretamente. O real massacre se dá aqui mesmo.
 
Maria Tereza Murray 
terezamurray@hotmail.com
São Paulo

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MULHER ESTADISTA E EXEMPLO

Para que discutir supostos massacres em locais longínquos antes de esclarecer os massacres no continente, como o “Paredón” de fuzilamento em Cuba e a prisão de opositores na Venezuela e em Cuba? Permitir a permeabilidade das fronteiras brasileiras à droga não pode causar um massacre nos dependentes químicos? Permitir, ou fomentar, vândalos urbanos e rurais não cria condições para um massacre no País? Permitir as lutas de classes e de cores da pele, fomentadas pelos petistas, não pode criar oportunidade para um massacre? A primeira mulher brasileira presidente, Dilma Rousseff, iniciou um governo promissor combatendo a corrupção, mas logo parou sabe-se lá por quê. Ainda há tempo para se tornar uma mulher estadista, que seja um modelo exemplar para as futuras gerações assumindo o seu papel de guardiã da democracia brasileira em perigo.

Suely Mandelbaum 
suely.m@terra.com.br 
São Paulo

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MASSACRE OU GENOCÍDIO?

Pouco importa, a verdade é que em Gaza o respeito pela humanidade terminou, há muito tempo. A dura realidade está com a escritora Trudi Landau, que, em carta enviada ao extinto “Jornal da Tarde”, no dia 26/8/1997, diz, entre outros assuntos, que “absurdos e atrocidades cometidas em nome de algum deus, a solução seria somente uma: abolir todos os credos, seitas e associações que possam ser considerados religiosos, colocando em seu lugar a ética”. Fora isso é só fanatismo.

Modesto Laruccia 
modesto.laruccia@hotmail.com 
São Paulo 

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GAZA?!
 
Dona Dilma deveria ler o artigo do professor Denis L. Rosenfield “Ignomínia” (“Estadão”, 28/7, A2) e não deixar sua ideologia esquerdoide cegá-la.

Tania Tavares 
taniatma@hotmail.com 
São Paulo

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HAMAS

Todo o artigo de Denis Lerrer Rosenfield (“Ignomínia”, 28/7, A2) está muito bem colocado, no meu ponto de vista, especialmente quando ele fala de desmentido midiático em "páginas internas de jornais", também com muita propriedade. No entanto, o título é tão discreto quanto os "tais". O título não deveria falar sobre qual ignomínia deseja denunciar? Confesso que quase não o li, pensando que fosse mais uma vergonha entre tantas. Mas me surpreendi ao lê-lo. Já tinha percebido a tentativa da mídia de nos fazer a cabeça contra Israel, mas ainda não tinha visto um posicionamento de um jornal deste peso mostrando a notícia como ela é. Penso que, com o devido destaque, em razão da gravidade do apoio à vergonha midiática a que temos assistido em todos meios de comunicação, o artigo deveria anunciar no próprio título, com o destaque que o texto merece. Permita-me uma ou duas sugestões. "A ignomínia antissemita do Hamas", ou "Hamas, uma ignomínia", ou ainda "Ignomínia, a ONU faz o jogo do Hamas". Perdoe a minha ousadia. 

Alberto Sousa
Santo André

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‘IGNOMÍNIA’

Ambos os lados se esqueceram de dar um “update” nos seus livros de cabeceira, Torá e Alcorão. 

Sergio S. de Oliveira 
ssoliveira@netsite.com.br 
Monte Santo de Minas (MG)

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MASSACRE

Dona Dilma, compartilho seu horror com relação às mil mortes de palestinos. Estranho, contudo, não ter visto manifestação sua sobre as 160 mil mortes de sírios, as 300 mil mortes em Darfur, as 500 mil mortes no Iraque, nem mesmo sobre as mais de 100 mortes por dia aqui mesmo, no Brasil, somente por acidentes de trânsito. São mais de 40 mil por ano. Não seria isso um massacre?

Ary Nisenbaum 
aryn@uol.com.br 
São Paulo

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BRASIL-GAZA

Massacre, sra. presidente, é o que o povo brasileiro vem recebendo do desgoverno lulopetista. Desproporcional é a corrupção no governo, a mortandade e a invalidez permanente no trânsito e a falta de atendimento médico. Quantos brasileiros morrem por dia nesta “guerra”? Tudo isso porque o desgoverno petista doou R$ 25 milhões para a reconstrução de Gaza em 2010? Com qual propósito? O brasileiro está morrendo, sra. presidente. Por que essa “doação”, dentre outras tantas, não foram aplicadas efetiva e honestamente no Brasil? Olha quem fala! Mais uma coisa: o Santander está certo! A verdade dói, não é?

Julio Marcos Melges Walder 
julio.walder@gmail.com 
Santos

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‘ANÃO DIPLOMÁTICO’

O ataque israelense ao "gueto" palestino em Gaza, massacrando civis inocentes, foi motivo de um protesto de nosso governo. Não é possível continuarmos a manter relações com um regime fascista e genocida, que sistematicamente desrespeita os direitos humanos e ainda nos insulta, chamando-nos de "anão diplomático". Vale lembrar que esse "anão" foi o primeiro a reconhecer Israel na ONU.   

Arsonval Mazzucco Muniz 
arsonval.muniz@superig.com.br 
São Paulo

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A NOVA GUERRA FRIA 

O Brasil fez papel de bobo no Caribe, com o “aliado” governo cubano. Bancou, via BNDES e inclusive com R$ 240 milhões a fundo perdido, a construção do Porto de Mariel, com a esperada reabertura comercial e fim do embargo americano ao país de Fidel. Mas quem vai faturar bonito são Estados Unidos e Rússia. Depois de os EUA fazerem oferta pela operação da área, como publicamos, agora foi o presidente russo, Vladmir Putin, quem avisou a Raúl Castro que pretende a área. Para isso, Putin perdoou dívida de US$ 35 bilhões dos cubanos.

Conrado de Paulo 
conrado.paulo@uol.com.br 
Bragança Paulista

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DIPLOMACIA BRASILEIRA

A diplomacia brasileira já foi conhecida, e reconhecida, como uma das mais competentes e equânimes do mundo. Mas, desde 2002, não passa de um “braço” do PT, encampando seus ideais e ideologia. Concordo que Israel age de maneira desproporcional aos ataques a que vem sofrendo - mesmo porque Gaza é território ocupado ilegalmente - acredito não haver qualquer dúvida. No entanto, as posições do “desgoverno” brasileiro em termos de política internacional seriam muito mais adequadas a uma briga de torcidas. Sem pé, cabeça ou qualquer nexo. Apenas uma paixão sectária e diretamente ligada a ideais estranhos e fora da realidade. Apoiar terroristas, ditadores e assassinos parece ser a proposição mais em voga no Ministério das Relações Exteriores. Aliás, quando se nomeia assessor de Relações Internacionais uma pessoa de nível tão rasteiro quanto Marco Aurélio Garcia, nada mais pode se esperar de uma instituição como o Itamaraty. Lamentavelmente, deixou-se de fazer política externa para se fazer política partidária. É triste ver a que ponto chegamos. Até nisso estamos regredindo...

Geraldo Roberto Banaskiwitz 
geraldo.banas@gmail.com 
São Paulo

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O ORGULHO DE SER BRASILEIRO

Certa ocasião um marido, alertado da traição da mulher, voltou para casa para flagrá-la. O Waldemar era o garanhão. Ao olhar no buraco da fechadura, deparou com a mulher tirando a roupa e, a cada peça que caía, ele dizia: que vergonha do Waldemar! Fazendo analogia com a situação de nosso país, onde Copa do Mundo, mensalão, Pasadena, Rose, Labogen, diplomacia com Israel, conivência com Cuba, Rússia, Venezuela, Bolívia, etc. fazem parte do nosso cotidiano, vamos nos orgulhar de quê? Só resta dizermos: Que vergonha do mundo!

Mario Ghellere Filho 
marinhoghellere@gmail.com 
Mococa

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CRISTÃOS PERSEGUIDOS

Por que o jornal “O Estado de S. Paulo”, um dos jornais mais influentes e de maior circulação no País, não dá o merecido destaque que merece a perseguição cruel, o verdadeiro calvário que os cristãos iraquianos estão sofrendo? A imprensa inteira só dá destaque ao conflito israelo-palestino, independentemente da posição, se pró-Israel, ou pró-Palestina! Por que a situação dos cristãos não está merecendo o mesmo destaque? Se a imprensa não destaca, não tem repercussão, não tem pressão nacional e internacional, governos e entidades multilaterais não agem e a população cristã vai desaparecendo do Iraque, à deriva da própria sorte. A população cristã é bimilenar no Iraque e na cidade de Mosul, após a tomada pelo grupo terrorista Isis, os cristãos têm de escolher entre pagar altos impostos simplesmente por serem cristãos, abandonarem seus lares, família, empregos, igreja e amigos, ou a espada. Pelo amor de Deus, façam alguma coisa. O jornal diário francês “Le Fígaro” foi o único grande veículo da grande imprensa no Ocidente até agora que se manifestou como esta situação exige, no dia 22/7/2014, ao publicar em sua primeira página, e como principal manchete, a perseguição dos cristãos no Iraque: “O calvário dos cristãos do Iraque”. Também em sua capa, o principal editorial era “Silence, on persécute!” (Silêncio, estamos perseguindo!).

Rodrigo Leandro 
rldmmenezes@hotmail.com 
São Paulo

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OS JOGOS DE GAZA

A península grega de Olímpia estava sempre repleta de esporte, desporte, esporto ou desporto, vindos do Oriente Médio. Quando surgiu a primeira Olimpíada, em 776 a.C., os gregos já praticavam alguma atividade física como pintura, luta e até plantar colheitas. Neste período só havia uma prova: a corrida dos 200 metros. Mas as singelas competições tinham tamanha influência entre os cidadãos que os Jogos impunham respeito e até as guerras eram suspensas no período da Olimpíada. Com o tempo, os jogos despertaram a atenção dos gregos e dos cidadãos de regiões vizinhas. As competições aumentaram e foram criadas categorias femininas e infantis. A ideia está lançada, ou seja, a melhor oportunidade para acabar com o conflito entre o Hamas e Israel é criar os Jogos da Faixa de Gaza. A ONU pode atuar como juiz.

Nilton Pavin 
nilton.pavin@gmail.com
São Paulo

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AS GUERRAS MUNDIAIS

Sobre a I Guerra Mundial, lembrada agora em face dos 100 anos de seu início, é de recordar dos bombardeios alemães sobre cidades da França e dos “raids” ingleses e franceses sobre cidades alemãs. E o consequente morticínio de civis (homens, mulheres, velhos e crianças) de ambos os lados. Que nem sequer sabiam o porquê da guerra. Essa mortandade ocorreu também na Guerra Mundial de 1939/1945. A população civil de Londres e arredores sofreu sob ataques da Luftwafe. A alemã, de Dresden, Hamburgo e Berlim - que foram praticamente arrasadas - também sofreu sob ataque dos aviões ingleses e americanos. Nessas três últimas cidades morreram mais civis alemães do que japoneses, também civis, em Hiroshima e Nagasaki. Embora as mortes japonesas sejam mais conhecidas. Todavia, esse aniquilamento programado de civis tinha um vergonhoso propósito: forçar os combatentes antagônicos a renderem-se sem resistência para poupar o sofrimento de seus compatriotas. E, se isso foi escondido na guerra de 1914/1918, foi explicitamente denunciado na de 1939/1945. Uma atrocidade deliberada e sem limites. Ainda bem que atualmente, graças ao trabalho da ONU e dos principais países que dela fazem parte e, ainda, a procura de princípios mais éticos e diplomáticos para os países resolverem suas divergências, isso não mais acontece.

José Etuley Barbosa Gonçalves 
etuley@uol.com.br  
Ribeirão Preto

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HÁ 100 ANOS

Cumprimento o “Estadão” por publicar um documentário completo sobre a Primeira Guerra Mundial. Transmite aos seus leitores a sensação de presenciar, ao vivo, fatos históricos acontecidos há um século. 

Roberto Twiaschor 
rtwiaschor@uol.com.br  
São Paulo

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REPARO NECESSÁRIO

Cumprimento o “Estadão” pelo excelente encarte histórico sobre a Primeira Guerra Mundial. Contudo, necessário reparar que houve dois hospitais brasileiros: o citado pelo “Estadão”, chamado Franco-Brasileiro, fundado e mantido pela colônia brasileira, em Paris, desde antes da guerra, dirigido por Paulo do Rio Branco, filho do chanceler Barão do Rio Branco; e outro, o Hôpital Brèsilien, fundado pela missão militar-médica brasileira em plena guerra. A missão médica brasileira formou fileiras aos 16 de agosto de 1918, na Praça Mauá, Rio de Janeiro, partindo num vapor lotado rumo à França, chefiada pelo coronel-cirurgião Nabuco de Gouveia, homem da confiança do ministro da Guerra, general Caetano de Faria. A missão foi composta por 10 diretores de serviço, servindo na categoria de tenente-coronel; 20 chefes de enfermaria, no grau de capitão; 29 médicos na classe de 1.º tenente; 08 auxiliares como 2.º tenente e 15 doutorandos na mesma categoria. Aparelhou-se uma farmácia, a intendência e a secretaria. Incorporou-se ainda uma delegação do corpo de saúde do Exército, com 5 representantes, e outra, da Marinha de Guerra, com 6 oficiais da Armada e um contingente de 31 soldados. 131 combatentes totalizavam a falange brasileira incorporada aos Exércitos Aliados, na Frente Francesa. Aos 24 de setembro de 1918, a missão chegou porto de Marselha, depois de uma viagem acidentada e com muitas privações. Em Paris, os incorporados se subordinaram ao Alto Comando Francês que os distribuiu para Besançon, Marselha, Saint-Brieux, Paris, Rennes, Nevers, Montpellier, Angulême, Tours sur Loire, Poitier, Nantes, Carcassonne, Chalon, Tours, Nice, Pau, Clermont-Ferrand, Farbres, Bordéus, La Roche sur Lyon e Nimes. Um jovem médico, que depois se destacaria nos fronts da Revolução Constitucionalista de 1932, foi Benedito Montenegro, de Jaú, escalado para escolher um prédio para montar o hospital brasileiro de guerra. A escolha recaiu sobre o antigo mosteiro dos Jesuítas na Rue Vaugirard e a tarefa de capacitar o hospital para receber feridos de maior complexidade rendeu a Nabuco Gouveia, Benedito Montenegro, Eduardo Borges da Costa, Paulo Parreiras Horta e Jorge de Toledo Dodsworth a integração à Legião de Honra, recebendo o hospital titulação de primeira classe de parte general Fevrier, inspetor sanitário, equiparando-o ao Hospital Americano de Neuilly, declarando o Hôpital Brèsilien em plenas condições de receber os feridos. A equipe médica foi formada por Mauricio Gudin, Borges da Costa, Torreão Roxo, Ernâni de Faria Alves, Alfredo Monteiro, Roberto Freire e Pedro Paulo Paes de Carvalho. Este último já se achava na Europa, trabalhando no Hospital Franco-Brasileiro. Os integrantes da missão permaneceram na França até fevereiro de 1919, decidindo-se quando da partida que o hospital ficaria sob a direção exclusiva dos médicos-titulares do Exército e da Marinha, sob a chefia do coronel-médico Rodrigo de Araújo Aragão Bulcão, subordinado ao General Napoleão Aché, chefe da Comissão de Estudos de Operações de Guerra, cabendo ao jovem Machado Florence, depois escritor e poeta, organizar e preparar a retorno da equipe para o Brasil. Antes da volta, quando do armistício (11/11/1918), toda a missão colocou-se a marchar sob o Arco do Triunfo, no Défilé de la Victorie, desfraldando a bandeira brasileira, ombro a ombro, com as bandeiras nacionais dos soldados de outras pátrias, cantando a Madelon, canção militar que distraía o soldado francês nas pausas das atrozes linhas de frente. O grande fruto da missão foi a fundação da Academia Brasileira de Medicina Militar, que fez escola. Em agosto de 1919, o governo brasileiro presenteou à Faculdade de Medicina de Paris o hospital com tudo que o guarnecia, para que fosse montada a melhor e mais importante clínica cirúrgica universitária francesa, confiada ao seu mais afamado professor, Pierre Duval.
 
Paulo Emendabili Souza Barros De Carvalhosa 
paoloemendabili@hotmail.com  
Ilhabela

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PROGRAMA MAIS MÉDICOS

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, afirma que, se cubanos fizessem o Revalida, o “Mais Médicos” acabaria. Criticando a proposta do candidato do PSDB à Presidência, disse: “As propostas feitas pelo senador são inexequíveis e levariam inevitavelmente ao fim do Programa Mais Médicos”. A preocupação do ministro é que, se por ventura os cubanos conseguissem passar no Revalida, estariam aptos a trabalhar em outras situações e até em hospitais particulares; dessa forma, o objetivo do projeto, que é o atendimento em lugares pouco assistidos e pobres, como as aldeias indígenas, o sertão e a periferia das grandes cidades, ninguém aceitaria trabalhar. Além do medo de perder essa mão de obra escrava, o próprio ministro admite que os cubanos continuam num regime autoritário e ditatorial dentro de um Estado Democrático como o nosso, e pagam a Cuba com o dinheiro do nosso povo. Alguma autoridade competente se candidata a averiguar esse desmando do governo em época de eleições? 
 
Leila E. Leitão
São Paulo

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SANTAS CASAS

As Santas Casas foram inventadas por portugueses. A primeira delas foi fundada em Portugal por uma rainha no século 15 e até hoje prestam serviços em terras que têm ou tiveram influência de Portugal. Lá elas são conhecidas por Misericórdias e são remuneradas pelas verbas das loterias e, ao que se sabe, funcionam bem e dão um bom atendimento. Se o nosso governo estivesse realmente interessado em resolver os problemas de saúde do nosso povo, e não em marketing político, não seria o caso de estudar essa possibilidade? Sonhar não custa nada.

Affonso Maria Lima Morel 
affonso.m.morel@hotmail.com 
São Paulo

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AUDITORIA

Só depois de décadas de prejuízos e após manifestações de protesto é que o governo vai fazer uma auditoria? Parece que somos movidos a protestos.

Luiz Frid 
luiz.frid@globomail.com 
São Paulo

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BUROCRACIA VERDE

Após ler o editorial “Burocracia verde”, no “Estadão” de 28/7 (página A3), percebe-se o quanto há de gente incapaz neste governo do PT, que exige 28 meses para obter uma licença ambiental para qualquer empreendimento. De acordo com o levantamento feito pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), há mais de 30 mil normas, e alguns investimentos são muito agressivos ambientalmente. O estudo levanta 21 pontos críticos para tal licenciamento, exigências feitas pelo poder público ao empreendedor. A consequência é que tais exigências estão cada vez mais contraditórias, transformando a licença em moeda de troca política. Não há critérios claros, proporcionando decisões dispares, com grandes impactos econômicos. Pior que isso, não ha solução em vista, pois a Lei Complementar 140/2011 Dilma promete regulamentar só após 2015, se reeleita. Daí vem a pergunta: Merecemos tal arbitrariedade e corrupção? A ecologia é culpada pelo descaso com o meio ambiente ou a burocracia, ampla e desconexa, condimentada por omissões do poder público?

Maria de Mello 
nina.7mello@uol.com.br 
São Paulo

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50%

Não sou contra a preservação de nosso meio ambiente, porém, do jeito que a subjetividade está imperando nesta seara, não demora e teremos 1/2 ambiente, 1/2 PIB, 1/2 desenvolvimento, etc., e gente inteiramente rica.

Benedito Antonio 
Turssi turssi@ecoxim.com.br 
Ibate

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ASSALTO

Um raio caiu no meu sítio e matou três araucárias no caminho de entrada. Por segurança, pedi licença para cortá-las. Apresentaram-me o projeto de corte e reposição no valor de R$ 6 mil. A proteção ao meio ambiente virou assalto ao cidadão.
 
Carlo Meloni  
carlo_meloni@terra.com.br 
São Paulo

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PRIORIDADE E CELERIDADE

Cumprimento o editorialista de “Burocracia verde”. Em duas oportunidades procurei expressar neste importante canal de comunicação, que é o “Fórum dos Leitores”, e em poucas linhas, essa que deveria ser também uma grande preocupação do governo. Licença ambiental para a construção de uma grande hidrelétrica envolve segurança nacional e deveria ser tratada com prioridade e celeridade. Este "cipoal" de 30 mil normas e este prazo de mais de dois anos para uma licença ambiental comprometem nosso desenvolvimento e não são coisa de país sério.

Níveo Aurélio Villa 
niveoavilla@terra.com.br
São Paulo

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