Fórum dos Leitores

DEPOIS DE EDUARDO

O Estado de S.Paulo

15 Agosto 2014 | 02h04

Legado político

Que a morte prematura de Eduardo Campos não seja em vão e as palavras emocionadas de seu irmão, o advogado Antonio Campos, sirvam de reflexão para os brasileiros, para repensar o futuro do nosso país: "Ele morreu lutando pelos seus ideais, morreu lutando pelo que acreditava. E esse legado de luta, tentando mudar o Brasil, tentando refletir o Brasil, tentando melhorar o Brasil, que o Brasil faça uma reflexão sobre o destino deste país. E Eduardo deixa esse legado de luta". Legado que começa nas eleições de outubro, determinando a alternância (necessária) no poder depois de 12 anos de um governo tacanho, enganador e ardiloso, que não desenvolveu o País e seu povo. Vamos mudar, Brasil, a hora é essa!

JOSÉ EDUARDO VICTOR

je.victor@estadao.com.br

Jaú

Desistir, nunca

A trágica morte de Eduardo Campos, que enlutou o País, deve provocar um renascimento do sentimento cívico nacional, de retorno ao interesse pela política entre nós. Sua derradeira proclamação, "não vamos desistir do Brasil", tem esse sentido de acordar a consciência brasileira para, por meio das eleições que se aproximam, escolhermos nossos melhores e mais legítimos representantes, que terão a missão de corrigir os desvios éticos e gerenciais que se apresentam atualmente.

JOSÉ DE ANCHIETA N. DE ALMEIDA

josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

Uma vida promissora se vai

Em primeiro lugar, meus sinceros sentimentos pela perda de vidas nesse trágico acidente que vitimou o candidato à Presidência Eduardo Campos. Aos familiares de todos, nosso pesar e nosso conforto. A Pátria, infelizmente, perde mais um político jovem e promissor. É muito triste vermos pessoas tão vigorosas, cheias de vida e com projetos de mudar o Brasil para melhor deixarem uma lacuna tão grande de líderes políticos. Não era o meu candidato para esta eleição, porém eu o admirava e o respeitava pelos projetos e pelas intenções até então apresentados. Que o povo brasileiro saiba escolher o que vai trazer de volta a estabilidade monetária, a seriedade na política e a esperança de um futuro melhor para todos.

JOÃO M. VENTURA

joaomv@terra.com.br

São Paulo

Escolhas

É lamentável perder qualquer ser humano, ainda mais um promissor político como Eduardo Campos. Minha solidariedade à família. Espero que seus eleitores se lembrem de que ele participava desta campanha eleitoral como oposição ao governo atual e não anulem o seu voto nem votem em branco, pois isso ele realmente não devia querer!

TANIA TAVARES

taniatma@hotmail.com

São Paulo

Reviravolta eleitoral

Lamentável a morte prematura de Eduardo Campos, que disputava a Presidência da República pelo PSB. Mas com sua morte Marina Silva, vice na chapa, poderá concorrer ao Planalto, o que almejava com a criação de seu partido, Rede Sustentabilidade, que por forças ocultas não foi formalizado no prazo legal. Na minha opinião, com a reviravolta no cenário político, o Brasil em outubro poderá trocar seis por meia dúzia, saindo Dilma e entrando Marina. Como bem disse Renata, viúva de Eduardo Campos, "não estava no script".

MARIA CARMEN DEL BEL TUNES

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

Segundo turno de arrepiar

Trata-se de mera especulação, mas se Marina Silva assumir o lugar do já saudoso Eduardo Campos na corrida presidencial e houver segundo turno, com Dilma Rousseff e Aécio Neves, jamais Marina puxará votos para o tucano e aí as chances da petista serão enormes, praticamente imbatíveis. Mas se der, em provável segundo turno, Dilma x Marina, aí, sim, queira Aécio ou não, os eleitores do mineiro votarão em Marina, jamais em Dilma. As chances, portanto, de Marina serão, nesse caso, muito grandes de vencer e receber de Dilma a faixa presidencial. Mera especulação, mas impossível não é.

JOSÉ PIACSEK NETO

bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava

Ele amava Lula

Estava tudo combinado. Se dona Dilma fosse para o segundo turno com Aécio, Eduardo Campos a apoiaria, não por ela, mas por Lula, seu amigo de fé, seu irmão camarada, amigo de tantos caminhos, de tantas jornadas.

SERGIO S. DE OLIVEIRA

ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

Óbvio ululante?

Pode parecer óbvia e natural a escolha de Marina Silva como ocupante do lugar de Eduardo Campos para disputar a Presidência, porém nada na política é óbvio, há interesses maiores por trás da escolha e, na luta pelo poder, pode ser a menos óbvia. Afinal, o partido de Campos pensa no cenário de uma eventual vitória de Marina não ser exatamente vitória do PSB e em ser deixado de lado pelo frustrado partido Rede.

MARCOS BARBOSA

micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

O sonho não acabou

Profundamente entristecedora a tragédia que vitimou Eduardo Campos, uma nova mentalidade, um novo discurso trazendo esperança e sonhos ao cenário político do País. Dizia Fernando Pessoa: "Matar o sonho é matarmo-nos. É mutilar a nossa alma. O sonho é o que temos de realmente nosso, de impenetravelmente e inexpugnavelmente nosso". Que os sonhos de Eduardo Campos permaneçam como diretriz e energia para um Brasil melhor, que a aliança se fortaleça e a mudança necessária vença, concretizando os sonhos, eternizando-o. Condolências à família e ao Brasil por tão relevante e trágica perda.

LUIZ A. BERNARDI

luizbernardi@uol.com.br

São Paulo

NO PLANALTO

CorruPTelas e perfis

Quando pensamos que o Planalto só pode abrigar corrupção, vemos que lá também detonam perfis de jornalistas e outras coisas mais que, se listadas, não caberiam neste espaço.

CARLOS ROLIM AFFONSO

profrolim@globo.com

São Paulo

Diante dos problemas e escândalos de corrupção que pipocam em seu governo, Dilma só sabe dizer "inadmissível". Ou a presidente não está interessada de fato em apurar os desvios ou não tem o menor controle sobre o que se passa. Qualquer que seja o motivo, a solução é uma só: elegermos candidato de oposição e tirarmos o País do retrocesso.

FABIO DE ARAUJO

fanderaos@gmail.com

São Paulo

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EDUARDO CAMPOS

A morte do ex-governador e candidato à Presidência da República Eduardo Campos não foi apenas uma enorme e triste perda para o cenário político no País. É a perda inestimável de alguém que, com sua juventude, simpatia e sorriso franco, alimentava a esperança feliz de um futuro melhor, priorizando a educação. O Brasil perde um grande líder e uma excelente pessoa.

Odiléa Mignon 
cardosomignon@gmail.com 
Rio de Janeiro

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ESPERANÇA

A gravidade da perda de Eduardo Campos reside no fato de que ele fazia brotar a esperança de um país melhor, por meio da política, mesmo naqueles que nela não mais acreditavam. Quarta-feira foi um dia muito triste para mim. E, da leitura que faço no rosto dos recifenses, o dia foi triste no Recife. Na quinta-feira, o dia 13/8 ainda não havia acabado. Talvez nunca acabe, porque a esperança renovada nos últimos anos não desvanecerá. Não esmaecerá. Amanhã nos lembraremos de seu exemplo. Exemplo de estadista. Exemplo de homem público que governou pensando prioritariamente no bem-estar da população, principalmente nas camadas menos favorecidas. Exemplo. Descanse em paz, Eduardo Henrique Accioly Campos.

Itamar de B. Souto 
soutoitamar@yahoo.com.br 
Recife 

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PESAR SINCERO

Hora de lamentar e orar por Eduardo Campos. Não é momento de tratar nem de citar campanha política.  O momento é de comoção e de tristeza pela tragédia que vitimou um jovem que tinha toda a vida pela frente. A meu ver, toda perda de um ser humano é motivo de profundas reflexões. De análises desprovidas de ranços pessoais e políticos. Nestes momentos de dor e perplexidade, também não quero nem devo admitir que a morte de Eduardo Campos seja ação do destino. Mas constato, mais uma vez, com o coração doído, que as leis de Deus costumam ser implacáveis. 

Vicente Limongi Netto 
limonginetto@hotmail.com 
Brasília

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RESPEITO E REFLEXÃO

O acidente que tirou a vida do candidato Eduardo Campos provoca emoções, pelo inesperado. O espaço político brasileiro perde uma figura que ainda teria muito a acrescentar. A sua origem familiar, a sua militância política no Parlamento e Executivo pernambucano, o seu comportamento por certo serão motivos para avaliações positivas. E os demais candidatos terão a devida sensibilidade e atenção no sentido de evitar qualquer exploração do acontecido. Quem tem um mínimo de sensibilidade, e não apenas no campo político e partidário, fará reflexões sobre o acontecido e seus reflexos não apenas em relação ao próximo pleito.

Uriel Villas Boas 
urielvillasboas@yahoo.com.br 
Santos

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UM TERRÍVEL 13 DE AGOSTO

É difícil de mensurar no curto prazo uma reflexão sobre a tragédia que vitimou drasticamente, tirando do cenário político nacional, o jovem promissor e candidato à Presidência da República pelo PSB, Eduardo Campos. O Brasil viveu na quarta-feira (13/8) uma tragédia que poderá mudar o cenário político, se levarmos em conta que Campos tentava quebrar uma hegemonia, uma polarização política entre o PT e o PSDB, e por isso mesmo ele tinha potencial de inovar o cansativo e imprevisível cenário eleitoral brasileiro. Difícil de encontrar alguém que não tenha ficado atônito ao tomar conhecimento da queda do avião em Santos, que causou a morte de Campos e de outras seis pessoas. O assunto dominou todo o noticiário nacional e internacional, além das redes sociais em todo o mundo. Toda a classe política, das mais variadas correntes, demonstrou consternação com a perda precoce do político pernambucano que havia completado 49 anos no domingo e tinha um futuro promissor pela frente. E o cidadão brasileiro fica  com aquela estranha sensação de perder alguém próximo. Campos tinha pela frente um desafio estimulante: apresentar-se ao eleitor como alternativa à tradicional política de petistas e tucanos no governo federal. O Brasil perdeu um gestor habilidoso. Na terça-feira à noite, o eleitor parou para assistir à sabatina com o candidato na bancada do “Jornal Nacional”. O momento, agora, é de confortar a família do ex-governador, dos assessores que o acompanhavam em sua jornada difícil e dos tripulantes que também perderam a vida de forma trágica. O momento, agora, é de luto, e não de luta. Tanto que a presidente candidata à reeleição, Dilma Rousseff, decretou luto oficial de três dias, e ela e os principais candidatos à Presidência decidiram dar um tempo na campanha eleitoral. Por mais que seja, é inevitável não lembrar: o PSB terá apenas dez dias para definir quem irá substituir Eduardo na cabeça da chapa presidencial. E assim é a escola da vida: hoje estamos aqui e amanhã pode ser que não, mas o legado deixado pelo jovem líder Eduardo Campos sempre será lembrado. A partir de hoje, é impossível dizer o que irá acontecer na eleição presidencial. Por enquanto, ficam o luto e a tristeza dos irmãos nordestinos, dos brasileiros por esse terrível 13 de agosto.

Turíbio Liberatto 
turibioliberatto@hotmail.com 
São Caetano do Sul

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CONDOLÊNCIAS

Expresso meu sentimento de pesar pelo prematuro desaparecimento de Eduardo Campos, que aumentou ainda mais o “gosto amargo” que nos impingiu a parcial TV Globo, pela maneira inquisitória que lhe dispensou à véspera de sua morte. Vinha conseguindo revelar ao povo brasileiro algumas qualidades tão carentes em nossos políticos, tais como coragem de enfrentar a quem serviu como ministro e senso de administrador público, pois até hoje o PT ainda não conseguiu enxovalhar sua reputação. De outra parte, ao ler as manifestações dos demais colaboradores deste “Fórum”, constato o caráter cívico que emana de seus autores, encorajando-nos a perseverar na busca de dias melhores para este país. Minhas condolências ao povo brasileiro e, em especial, às famílias enlutadas.    

Antonio C. Gomes da Silva 
acarlosgs@uol.com.br 
São Paulo

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CARTAS DE LEITORES

A quantidade e a qualidade das missivas neste “Fórum” exaltando as qualidades do candidato Eduardo Campos impressionam. Antes da sua morte trágica, ele mal era mencionado. Seguramente, o ex-governador teria ficado muito feliz se soubesse desses elogios em vida.

Luciano Harary 
lharary@hotmail.com 
São Paulo

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SONHO DESFEITO

A morte de Eduardo Campos é o destino nos aprontando mais uma das suas maldades. Quando ele vinha na sua incansável corrida em busca de maior visibilidade junto ao nosso eleitorado, vem o mau tempo e derruba a sua aeronave, deixando-nos mais uma vez órfãos de um bom político. É mais um sonho que se desfaz. Oremos, pois.

Nivaldo Ribeiro Santos 
nivasan1928@gmail.com
São Paulo

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CONTÁGIO

O Todo-Poderoso lá de cima ficou contagiado com o poderoso daqui debaixo. Não há outra explicação. Ele “não sabe de nada”, senão teria poupado Eduardo Campos.

Humberto Schuwartz Soares 
hs-soares@uol.com.br   
Vila Velha (ES)

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A AERONAVE

Como é que é? Quer dizer que o jatinho PR-AFA, em condição regular de aeronavegabilidade, operado pela AF Andrade Empreendimentos e Participações, holding do empresário e usineiro José Carlos de Andrade, há um mês em recuperação judicial, já havia sido vendido para um pool de usinas sem a documentação comprobatória de transferência de propriedade? Afinal, que rolo é esse?

Sergio S. de Oliveira 
ssoliveira@netsite.com.br 
Monte Santo de Minas (MG)

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IMPRUDÊNCIA

Como humilde jornalista aposentado, já passando dos 80 anos, tomo a liberdade de analisar a meu modo o incrível e pavoroso desastre com o jato que levou à morte de sete pessoas entre as quais se destaca o candidato à Presidência do País Eduardo Campos, assessores e os dois pilotos da aeronave. No momento do pavoroso acidente, eu estava na janela de meu apartamento, no 13.º andar, de frente para o mar, de onde tenho uma visibilidade completa e perfeita de toda a orla santista, inclusive até as edificações do Guarujá. Naquele momento, estava observando o violento temporal que se desabava sob toda a Baixada Santista. Estava ao lado da TV ligada ouvindo o noticiário local da TV Tribuna, afiliada à Globo. De repente surpreendeu-me a notícia de que um helicóptero havia caído sobre um bairro de Santos no canal 3. Tentei ver pela janela do meu apartamento alguma imagem do acidente. Mas foi impossível observar alguma imagem do acidente, porque a visibilidade de onde estava era quase zero, no máximo de 200 metros. Só depois de mais de uma hora as notícias diziam que não era um helicóptero, e, sim, um jato executivo que tentava, com sete pessoas a bordo, aterrissar no aeroporto de Santos. Eram 10 horas. Somente às 11 horas chegou a triste e estarrecedora notícia de que a bordo da aeronave estava o candidato à Presidência da República Eduardo Campos e assessores, além de dois pilotos. Fiquei pasmo. Inacreditável. Peço licença, agora, para minha análise pessoal sobre tão grave e pavoroso acidente. Não ouve imperícia dos pilotos. O que ouve foi, a meu ver, imprudência, sim. No meio daquele temporal, ventos fortíssimos e praticamente nenhuma visibilidade a mais de 200 metros, não seria o caso mais prudente e lógico arremeter a aeronave e seguir para um aeroporto mais seguro (Congonhas ou Cumbica, por exemplo) do que aquele limitado aeroporto de Santos? Sim. Com visibilidade zero à minha frente, tenho certeza, sim. Infelizmente, o acidente poderia ter sido evitado com um simples raciocínio lógico dos pilotos, diante de inominável situação. 

José Carlos de Sylos  
jcsylos@hotmail.com 
São Vicente

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A MORTE DE CAMPOS

Acidente?

Gilberto B. Schlittler 
gschlittler2@mac.com 
São Paulo

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AEROPORTO PRECÁRIO

Mais uma vez todos perguntam o porquê, outros recorrem ao Criador. Mas o que poucos, ou ninguém, falaram foi como pode uma cidade como a de Santos, estratégica para a exportação para o mundo inteiro, com grande logística naval e que tem uma base da Aeronáutica, não possuir um aeroporto com instrumentos sinalizadores, já que o avião com os tripulantes era de pequeno porte, sobrevoou por cima dele e a alegação é de que os pilotos não conseguiram ver a pista de pouso pelo mau tempo no local, e com isso tiveram de arremeter. Como sempre acontece aqui, no Brasil, tem de existir a primeira tragédia, como aconteceu com o terrível acidente da TAM em Congonhas. Agora os burocratas, os donos do poder, federal, estadual e municipal, vão em busca de recursos para a instalação dos equipamentos, porém vidas foram ceifadas pela inoperância e a falta de instrumentos. 

Jose Pedro Naisser 
jpnaisser@hotmail.com
Curitiba

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GOLPE

A morte de Eduardo Campos representa um duro golpe à já frágil democracia brasileira. Acidente? Com certeza. Mas há certos acidentes que não podem ocorrer e o País precisaria ter se dedicado mais para que ele não acontecesse. Impossível? Não acho. Passados o luto e o respeito à dor das famílias que perderam seus amados, Eduardo será mártir se o fim de sua vida servir para que se pense com urgência a necessidade de uma reforma política, a começar pelo número de candidatos. No ótimo filme que trata da terrível candidatura de Sarah Palin, é nítida a proteção que os EUA - que não são como país o melhor lugar do mundo em termos de democracia, mas aqui servem de exemplo - oferecem aos seus candidatos à presidência. Agentes da CIA fazem a segurança corporal, o FBI disponibiliza homens e técnicos, etc. Foi um acidente de avião, talvez inevitável. Mas, se o número de candidatos à Presidência fosse menor, talvez o Estado brasileiro pudesse fornecer aviões mais seguros, pilotos mais experientes para transportar os candidatos, engenheiros e pessoal mais preparado para traçar as rotas, etc. É claro que a vida de um ser humano não vale mais que a de outros. Mas me desculpem a sinceridade e o pragmatismo: um candidato à Presidência de um país do tamanho do nosso não pode morrer desse jeito e ninguém se perguntar o que o Estado - e sua enorme estrutura financeira e burocrática - fez para evitar isso. E a resposta eu já tenho: absolutamente nada. A culpa não é do atual governo, mas, sim, da nossa completa imaturidade histórica como democracia. Foi um avião, mas poderia ter sido algo deliberado como um tiro ou uma faca. Em suma, matar um candidato a presidente - seja por acidente ou não - não deveria ser simples como matar um besouro ou um esquilo no Grand Canyon (como fez aquele covarde francês).

Lucas Furlan Sabbag 
lucas@tabeliaosaoroque.com 
São Roque

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BRASIL SEM SORTE

A perda de Eduardo Campos limita a cidadania brasileira a escolher entre os piores valores humanos dos nossos tempos. O finado candidato não iria vencer agora, mas tudo indica que sua vice, Marina Silva, tem uma grande missão e, agora sim, ela poderá derrotar os velhos políticos e sindicalistas profissionais. Campos foi o único candidato que tinha a coragem de resolver o dilema do transporte público no País e o único a compreender que este setor é o mais crucial há 50 anos, que supera inclusive o fracasso da saúde pública. Todos os outros se desviam deliberadamente desse problema. Por isso falam de "qualidade".

Inácio Inostroza 
luisyamamura@hotmail.com 
São Paulo

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E AGORA, JOSÉ?

No prazo de menos de dez dias, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o PSB deverá oficializar quem substituirá Eduardo Campos nesta gloriosa batalha para proceder à maior profilaxia já executada neste país. Sobre o acidente, os fatalistas de plantão estarão vociferando a goela toda que "foi feita a vontade de Deus". Falácia tamanha não existe. O Deus em quem eu creio não é sanguinário, não deixa filhos órfãos, não é assassino. Tem muita coisa debaixo desses destroços para ser esclarecida. No entanto, deixemos que o barqueiro Caronte trate das almas e tratemos de traçar estratégias para outubro. Sempre achei que o tríduo Dilma, Aécio e Campos dividia o eleitorado e que favorece o governo petista. Para a oposição, uma composição favorável seria o PSB ceder Marina Silva para vice de Aécio Neves, o que alargaria as chances de desbancar as trevas do mal que sombreiam o Brasil há 12 anos. Fora dessa união não há salvação.

Jair Gomes Coelho 
jairgcoelho@gmail.com 
Vassouras (RJ)

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VICE

Terrível tragédia nos abateu a morte de Eduardo Campos. Agora, por que  não convidar  Joaquim Barbosa como vice? Aí Marina será imbatível. Sei que é cedo para falar nisso, mas os conchavos já devem estar fervendo.

Ruth Moreira  
ruthmoreira@uol.com.br 
São Paulo

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MUDANÇAS NA ELEIÇÃO

O falecimento de Eduardo Campos, candidato à Presidência da República (PSB), tendo Marina Silva como sua vice, trará acentuadas modificações na condução do processo eleitoral e nos resultados finais do pleito. Existe o indicativo político de que Marina Silva assumirá a candidatura à Presidência, com a aquiescência do PSB, influindo no resultado das pesquisas, porque a tendência seria retirar mais votos de Dilma Rousseff que de Aécio Neves. De outro lado, Aécio Neves angariará muitos votos mais do agronegócio que anteriormente, porque os ruralistas não querem mesmo Marina Silva, tanto que, recentemente, em São Paulo, foi impedida de participar de debate com a presença de ruralistas e dirigentes rurais. Assim, o quadro político fica mais incerto e muito mais impreciso para qualquer analista profissional ou empírico, valendo, no entanto, a assertiva de que teremos segundo turno, em que Marina Silva, outra vez, passa a ser uma incógnita: apoiaria Aécio ou Dilma, ou nenhum dos dois

José C. de Carvalho Carneiro 
carneirojc@ig.com.br 
Rio Claro

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O FATOR MARINA

O PT fez o diabo para dificultar o registro do partido Rede, de Marina Silva, utilizando-se até de cartórios do ABC Paulista para invalidar as assinaturas de eleitores que eram necessárias para autorização final do TSE, para criação da sigla. E infelizmente conseguiram. E, como diz a sabedoria popular, que castigo vem até a cavalo, a morena do Acre e ex-ministra de Lula provavelmente será cabeça de chapa nesta corrida presidencial, em substituição a Eduardo Campos, que num trágico acidente aéreo veio a falecer. Se esse fato triste da morte do ex-governador de Pernambuco embrulha e confunde a estratégia dos outros candidatos para o pleito de outubro, já para os petistas seu estômago é que deve estar se embrulhando ou azedando, porque é real essa possibilidade de Marina Silva disputar a Presidência. Isso, na realidade, não somente garante um segundo turno, como pode até alijar Dilma da disputa, ficando para Aécio Neves a tarefa de enfrentar a candidata do PSB. Então vejamos: se Marina em 2010, enfrentando um forte candidato como José Serra (PSDB), e Dilma (PT), com apoio maciço de um Lula, que estava no auge da sua popularidade, conseguiu a façanha de amealhar quase 20% dos votos válidos, subestimá-la agora é um suicídio político. Mesmo porque Lula, arranhado na sua imagem com a condenação de seus camaradas pelo mensalão e a derrocada da Petrobrás, por culpa da sua gestão, entre outros graves fatos, carrega também a dura responsabilidade de ter inventado seu poste, Dilma, que está sem credibilidade alguma entre os eleitores pelo péssimo governo que ostenta, assim como o seu próprio partido. É, assim, sensato acreditar que Marina Silva, neste momento, represente uma séria ameaça para as pretensões da turma do Planalto, inclusive também para Aécio Neves. Portanto, mais do que nunca, resta agora aos candidatos apresentarem um ótimo e viável programa de governo, que convença grande parte do eleitorado. Porque  demagogia ao estilo petista não cola mais.

Paulo Panossian 
paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

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ABUTRES

Antes os petistas abutres execravam Campos, agora amaldiçoam Marina!

Eugênio José Alati 
eugeniojalati@gmail.com
Campinas

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CAVALO ENCILHADO

Como esse mundo dá voltas! Tudo fizeram para sabotar a Rede Sustentabilidade, de Marina, impondo-lhe, na prática, a renúncia à disputa presidencial deste ano. Restou à ambientalista ser coadjuvante na corrida eleitoral, papel que até agora estava a cumprir disciplinadamente na coligação capitaneada pelo PSB de Eduardo Campos. Estava ela em seu canto como candidata a vice  -  talvez inquieta com as sondagens que indicavam as reduzidas chances da chapa  -  quando a fatalidade que testemunhamos naturalmente a recoloca na disputa presidencial. Vejamos: 1) Marina foi convidada a embarcar no voo que se esboroou sobre moradias, em Santos, matando Eduardo. Tinha outros planos. A sorte a favoreceu; 2) restam frustradas todas as manobras sórdidas urdidas para  alijá-la da corrida presidencial; 3) muito mais conhecida que Campos, a ambientalista parte do expressivo patamar de 20 milhões de votos (obtidos em 2010), contingente com potencial de se ampliar dada a grande rejeição de Dilma, a economia claudicante,  a má vontade do mercado com o governo do PT e  a “fadiga de material” observada nas hostes da situação depois de todos os escândalos e “malfeitos” que vieram à tona nos últimos tempos; 4) do nada milhões passaram a ter uma opção honesta ao “branco e nulo”  por não se sentirem representados pelas candidaturas postas na atual campanha; 5) Marina concorrerá à Presidência por uma coligação muito melhor estruturada, com mais recursos do que dispôs no PV (em 2010) quando teve menos de 1 minuto de rádio e TV; 6) por fim, a acreana poderá galvanizar a simpatia  e a comoção decorrentes da morte abrupta do simpático ex-governador pernambucano. Sei que o momento é de dor e contrição pelo súbito desaparecimento de Eduardo Campos, cuja memória todos haveremos de reverenciar. O tempo é de luto. Mas, se é verdade que para alguma coisa a desgraça serve, o inesperado desaparecimento do ex-governador deixou em seu lugar um cavalo puro-sangue descansado, alimentado e encilhado esperando pela ambientalista. Confirmada a montaria, Marina entra, definitivamente, no páreo pela Presidência.

Silvio Natal 
silvionatal49@gmail.com 
São Paulo

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NO OLHO DO FURACÃO

A hora é de muita tristeza e de respeito ao luto das famílias, mas este fato lamentável e trágico da morte de Eduardo Campos inevitavelmente deixa a eleição ainda mais imprevisível. Apesar de não descartar a possibilidade, não acredito em sabotagem. Acredito que meses de agosto em anos terminados em 4 são históricos e fatídicos no Brasil. A História está cheia deles. Dizem que a Presidência da República é destino, e parece-me que o mesmo conspira na direção de Marina Silva. Agora, se ela vai ter ânimo para esta luta, ainda é difícil de prever, entretanto, este seria o melhor tributo que poderia dedicar a Eduardo Campos. O acaso e o imponderável colocaram Marina no olho do furacão. Coragem e serenidade serão fundamentais para a superação desse trauma nacional. Não fuja à luta, Marina. Eduardo Campos merece essa vitória.

Sandro Ferreira 
sandroferreira94@hotmail.com 
Ponta Grossa (PR)

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O QUE NOS RESTA

Na democracia, ninguém governa sozinho - e quando se vota num presidente sabe-se que este, para elaborar seus projetos, dependerá da aprovação de uma maioria no Congresso. Sendo assim, o eleitor deverá saber quem será sua base aliada e o perfil de honestidade daqueles que o apoiarão - já que, com um Congresso de maioria desonesta, como o nosso, é difícil de governar honestamente. Portanto, quando se vota, deve-se votar em candidatos do partido cuja filosofia lhe agrade em primeiro lugar, pois, para o Legislativo, caso seu candidato não seja eleito, seu voto irá para a legenda que se representará nos eleitos daquele partido. No Executivo, a única esperança de mudanças, Eduardo Campos, morreu num trágico acidente aéreo. Infelizmente, dos que sobraram, Dilma significa  continuação e Aécio, um retroceder com a pior base aliada, o DEM. Resta-nos mudar o Legislativo.

Cesar Maluf 
malufcesar@googlemail.com 
São José do Rio Preto

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POLÍTICA NACIONAL

Nem bem esfriaram os cadáveres do acidente aéreo em Santos e, como entre estes estava Eduardo Campos, candidato à Presidência da República, já começaram as  especulações de  quem o substituirá como cabeça de chapa da coligação que representava. A lei prevê dez dias para essa indicação e seria mais que natural aprovar o nome de Marina Silva, por ser a vice e, o principal, ter um cacife eleitoral maior que o de Eduardo Campos (no começo do ano as pesquisas davam-lhe 27%, enquanto Aécio teria apenas 16%). Mas, em se tratando da política rastaquera que manda neste país, essa premissa não é verdadeira e não será surpresa se aparecerem com algum nome tirado da cartola, que, evidente, seria do PT, o partido mais interessado em não ter Marina como adversária. Se isso ocorrer, Marina Silva poderia reagir, não aceitar ser vice de outro e renunciar. De quebra, avisar que fará campanha pró Aécio, que gostosamente a receberá de braços abertos, aceitando sua adesão, claro, com a promessa a ela de alguns ministérios gordos em verbas. 

Laércio Zannini 
arsene@uol.com.br 
São Paulo

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POR DEUS

Fizeram de tudo para que Marina Silva não conseguisse se lançar candidata pela Rede Sustentabilidade, não foi? Pois agora, em meio à tragédia, ela poderá disputar a Presidência. De saída, já conta com 20 milhões de votos, que teve no primeiro turno de 2010. Nada mal... E, para quem tem horror pelo fato de ela ser evangélica, só lamento... todo candidato tem a sua religião, e o bom ou o mau uso dela são outros quinhentos. E querem saber? É o eleitorado evangélico a maior ameaça ao PT. As tentativas ridículas de se aproximar desse segmento do eleitorado falam por si. Marina Silva, quero te ver no segundo turno, ladeada por Deus e Jesus Cristo, derrotando aquela que parece fez pacto com o maligno.

Arnaldo de Almeida Dotoli 
arnaldodotoli@hotmail.com
São Paulo

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ESCRITA DIVINA

Em sua pretensão de se candidatar à Presidência da República, Marina Silva teve o registro de seu partido, Rede Sustentabilidade, negado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que alegou falta do número de assinaturas exigidas. Dez meses depois, o trágico destino de Eduardo Campos põe a candidata na disputa direta pelo governo. Muitas vezes, "Deus escreve certo por linhas tortas"... Muda, Brasil

J. S. Decol 
decoljs@globo.com  
São Paulo

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CORAGEM

“A coragem é a primeira qualidade humana, pois garante todas as outras!” Nada melhor do que essa frase de Aristóteles para justificar meu sentimento e meu sincero apego àquilo que Lincoln chamou de "governo do povo, pelo povo e para o povo", de fato, a verdadeira democracia. Votei, convicto, em 2010, ao lado de 20 milhões de eleitores, em Marina Silva, por ver nela uma mulher simples, inteligente e patriota, capaz de melhor representar o povo brasileiro nessa contínua luta pela verdadeira democracia. Portanto, agora, sem nenhum constrangimento, sinto, penso e tenho coragem de sugerir que coloquem Marina Silva para substituir o já saudoso Eduardo Campos como candidata à Presidência da República nas próximas eleições, em outubro de 2014. De minha parte, garanto-lhes que repetirei meu voto nela. Não há o que esperar. E para já!

Sagrado Lamir David 
david@powerline.com.br 
Juiz de Fora (MG)

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POSSIBILIDADE

Marina Silva não tem rabo preso nem o sapo buzinando em seu ouvido. É para se pensar, se souber  formar uma equipe íntegra e competente.

Valdir Sayeg 
valdirsayeg@uol.com.br 
São Paulo

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PLANO B DO PT

Todos partem da premissa de que Marina Silva, inclusive a própria, tem 20 milhões de votos. Ocorre que na eleição anterior muitos votos de protesto foram para ela, apenas como protesto. Portanto, ela não é dona de nada, muito menos de votos. Agora as notícias dizem: uma bola de fogo; avião explodiu em pedacinhos; pessoas explodiram em pedacinhos; avião não arrastou no chão; terror terceirizado em ano eleitoral praticado como crime comum e ligações perigosas; terroristas estrangeiros com passaporte brasileiro presos em São Paulo no mês passado; terroristas presos nos EUA com passaporte brasileiro; plano A, petralha sendo vaiado no Brasil inteiro e recebendo sugestão em coro; adversário crescendo e sendo ovacionado nas ruas; Marina sempre foi petralha; plano B do PT entrando em ação? Uma hipótese a não afastar.

Nelson Pereira Bizerra 
nepebizerra@hotmail.com 
São Paulo

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APOSTA FÚNEBRE

Se a emoção do infausto ocorrido levar Marina ao 2.º turno, Dilma será reeleita. Isso é o que garantirá Lula em 2018.

A.Fernandes 
standyball@hotmail.com 
São Paulo

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ANTES DA HORA

Análises políticas precipitadas concluem ser “muito pelo contrário” a influência da trágica morte de Eduardo Campos na corrida eleitoral.

Roberto Twiaschor 
rtwiaschor@uol.com.br
São Paulo

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ESCADA

O presidente do PT, senhor Rui Falcão, com uma cara de pau assustadora vem à sociedade brasileira e declara que Dilma Rousseff não foi presidente do Brasil, efetivamente, foi eleita em 2010 e “precisa”, no seu entendimento, ser eleita em 2014 para que o sr. Lula da Silva volte 2018, ou seja, ela serviu de escada aos propósitos do PT e do senhor Lula. O Brasil não interessa, o que vale é o PT. Eita partidinho trambiqueiro! Por isso que estamos no fundo do poço - tanto que ela, Dilma, até comprou um bonde chamado Pasadena.

Celso de Carvalho Mello 
celsosaopauloadv@uol.com.br
São Paulo

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QUE CHEGUEM LOGO AS ELEIÇÕES

Antes que morram ou matem mais gente, ou acabem com o País, o rombo da Previdência deve atingir R$ 55 bilhões. Será que o atual desgoverno continua fazendo liberações, benesses e saques a não contribuintes? O lucro do Banco do Brasil cai 62,1% no 2.º trimestre - por que será? Petrobrás e Eletrobrás em enormes dificuldades financeiras. Que cheguem logo as eleições, senão...

Luiz Dias 
lfd.silva@2me.com.br 
São Paulo

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CENÁRIO CINZENTO

Desolados pela trágica e irreparável perda do promissor candidato à Presidência do País Eduardo Campos, ainda somos impactados por notícias preocupantes no cenário político-econômico desta pátria mãe gentil. Senão vejamos: o painel do impostômetro informa que, até o presente mês, o recolhimento de impostos chegou à casa de R$ 1 trilhão, a maior arrecadação conseguida até o momento, sem o retorno adequado. O déficit da previdência pode alcançar a cifra de R$ 55 bilhões e pode prejudicar o fechamento das contas públicas federais. E o atual governo, como sempre, não tem mãos a medir quando o assunto é desperdício. E lá vem o senhor deputado Rui Falcão alegando que o criador de Dilma (Lula) deve participar mais de seu governo, caso ela seja eleita. Qual a causa? Para o que o tutor-mor da presidente possa voltar em 2018, nos braços do povo. Quanta devoção ao ex-presidente, senhor Rui Falcão. 

Francisco Zardetto 
fzardetto@uol.com.br 
São Paulo

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SEGURO RESIDENCIAL

Como a vaticinar o acidente que tirou a vida de Eduardo Campos, na tragédia da aeronave que deixou um rastro de prédios e casas danificadas no entorno, atirada ao solo em condições que estão sendo investigadas, na segunda-feira, dia 18, Antônio Penteado Mendonça chamava a atenção do leitor quando esmiuçara cláusulas do contrato de seguro e os meandros embutidos  nos termos de adesões diferenciando cláusulas mostrando a necessidade de cautela à leitura das apólices, eis que nem sempre a explosão numa residência representa indenização garantida: são as restrições da apólice que separam a cobertura da explosão convencional oriunda do botijão de gás, dependendo da precificação, a embutir num pacote até a queda de aeronaves e responsabilidade civil, delimitando as garantias  acessórias. 

Arnaldo Cordeiro Montenegro 
ac.montenegro@uol.com.br  
São Paulo

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DIA DE TRISTE MEMÓRIA

A trágica saída de Eduardo Campos do cenário político, no dia 13 de agosto, não será tão grave para o Brasil como a entrada do ministro Ricardo Lewandowski na presidência do Supremo Tribunal Federal (STF).

Raul S. Moreira 
raulmoreira@mpc.com.br 
Campinas

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RICARDO LEWANDOWSKI

A posse de Lewandowski na presidência do STF foi a segunda desgraça para o País acontecida na última quarta-feira. O pau mandado do PT assumiu o STF dizendo que promete “diálogo entre os Poderes”, leia-se “submissão entre Poderes”.

Victor Germano Pereira 
victorgermano@uol.com.br
São Paulo

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O SPTF

Com o novo presidente, conhecido como “Lulandowski”, o STF  passará a ser conhecido como SPTF. Haja conhecimento!

Nelson Carvalho 
nscarv@gmail.com
São Paulo

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MAU COMEÇO

Lewandowski assume Supremo e promete “diálogo entre Poderes”. Manchete do “O Estado de S. Paulo” de 14/8. Após a eleição, ele afirmou que sua bandeira no comando da corte será dar maior celeridade à tramitação das ações judiciais, no que chamou de “uma gestão de diálogo entre os Poderes”. O ministro Ricardo Lewandowski foi eleito, por 9 a 1, como novo presidente do Supremo Tribunal Federal, cargo que ocupará pelos próximos dois anos. Na primeira entrevista como presidente, o ministro afirmou que a Suprema Corte estará aberta ao diálogo com diferentes setores da sociedade. Vejam que absurdo: “Nós faremos uma gestão de diálogo entre Poderes, diálogo com a advocacia, com a magistratura, com o Ministério Público e envidaremos todos os esforços para a melhoria da prestação jurisdicional”. Ora, só nessa sua demonstração de possíveis “chicanas” o ministro demonstrou não ter “capacitação” para sua nova competência. O STF, órgão maior de Justiça pela nossa Carta Magna, não tem de ouvir, dar  satisfações ou atender a apelos políticos. Tem de executar a Lei Maior, sem alardes ou discussões no plenário. Último tribunal de apelação do País. Haverá mais justiça se descredenciar as cortes menores ou, o que será pior, ouvir solicitações de autoridades de poderes diferentes, fazendo justiça pela situação política do momento? Damos como exemplo o “erro democrático” provocado pelo antigo presidente, que, “pressionado” por vários colegas, desconsiderado por autoridades de outros poderes, foi obrigado a aceitar “embargos infringentes” pelo fato de que os réus “políticos” foram condenados pela soma de 6 x 4. Vemos que os “embargos infringentes” estão contemplados no ordenamento jurídico no regimento interno (artigo 333), e não diretamente na Constituição federal. Portanto, poderiam ou não ser aceitos pelo presidente para apreciação novamente. Caso ele não tivesse aceito, não estaria confrontando a nenhum artigo da Carta Magna. Além de enaltecer o trabalho daqueles profissionais que emitiram seus votos condenando os réus. Todos os embargos, é preciso esclarecer, podem ou não ser aceitos pela autoridade impetrada. No caso do mensalão, com decisão de 6 votos condenado por considerar que houve agressão à Lei Maior, outros 4 ministros, apesar de não concordarem com algumas acusações, foram contra. Permitido, portanto, o pedido dos chamados embargos infringentes. Embora democraticamente o direito de solicitar o pedido era  legal, também a negação de aceite pelo então presidente seria legal, se assim o fizesse. Mas foi dar “uma gestão de diálogo entre os Poderes, governo, etc.” e diferentes setores da sociedade, e deu no que deu. Teve de apressar sua aposentadoria e permanência no “trabalho”. Sem contar com enormes gastos pagos pelos contribuintes no processo que levou mais de dez anos para ser julgado/tramitado.

Flávio Prada 
irvenia@gmail.com 
São Paulo

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SUZANE VON RICHTHOFEN

Suzane Richthofen, famosa assassina dos pais e, agora, pastora, sai da prisão para cumprir pena no regime semiaberto. Terá licença para sair em feriados, Natal, Dia dos Pais, das Mães e até em Finados. Esse é o nosso famoso Código Penal brasileiro. Aquele que dá aos assassinos a esperança de recomeço e nenhuma justiça aos mortos. Como Suzane foi diagnosticada com sérios problemas psicológicos, considerada psicopata fria e calculista, será o mesmo que a sociedade conviver com um Champinha em liberdade. Seu irmão que se cuide, porque não terá nenhuma segurança da polícia. É o fim.

Beatriz Campos 
beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

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SUZANE NO REGIME SEMIABERTO

Tenho uma teoria a respeito dessa fulana Von Richthofen, a de que ela começou a namorar uma pessoa com poder aquisitivo bem inferior, bem como de estudo para poder manipulá-lo. Essa psicopata, para mim, planejou tudo muito tempo antes do assassinato dos pais, e agora tem esse benefício, quando na realidade era para estar numa masmorra. Cruel a injustiça brasileira, que não trabalha para os cidadãos. Um dia ela terá de ir a um local público, e certamente será reconhecida por muitos. O que acontecerá então?

Alberto Souza Daneu 
albertodaneu.health@uol.com.br 
Osasco

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