Fórum dos Leitores

ELEIÇÃO PRESIDENCIAL

O Estado de S.Paulo

19 Agosto 2014 | 02h04

Risco Marina ou risco PT?

Tem fundamento a preocupação manifestada por lideranças petistas em reunião no Palácio da Alvorada acerca das possibilidades de Marina Silva, virtual herdeira da vaga à corrida eleitoral na coligação capitaneada pelo PSB. Afinal, não se há de desprezar o potencial de uma candidata que em 2010, correndo por um partido inexpressivo, gastando o "troco" de R$ 24,1 milhões e contando com menos de um minuto de rádio e TV, conquistou a marca de 19,6 milhões de votos, terminando o pleito em terceiro lugar. A suspeita de que Marina poderá galvanizar a comoção pela morte de Eduardo Campos e simbolizar o antagonismo a "tudo isso que está aí" também se justifica. O que não procede é o PT pretender lançar dúvidas sobre a capacidade de Marina "liderar um país tão complexo nesse momento de dificuldades na economia". Perguntou, retoricamente, um ministro presente àquela reunião: "Será que a classe média vai querer arriscar tudo? Vale a pena mudar nesse momento de tensão?". De fato, Marina é jejuna em administração pública. Mas quanto a Dilma Rousseff, que afundou uma lojinha de R$ 1,99, quebrou a Eletrobrás e a Petrobrás e está fazendo submergir o País inteiro, todos sabem muito bem o que esperar: um ambiente de ineficiência generalizada, com tributação irracional, logística ruim, inflação elevada, intervencionismo desastrado, contas públicas em frangalhos e balança comercial deteriorada, com perspectiva de novos pibinhos - se não recessão, como apontam os dados do IBC-Br - em mais um quatriênio. Isso para ficarmos no campo econômico, sem especular sobre a obstinação do PT em transformar o Brasil num país bolivariano, com "conselhos populares" e outras pajelanças, como a expressa na lastimável PEC 320. Se os ministros do PT querem o melhor, esqueçam os seus adversários e façam uma boa autocrítica em relação à administração de sua "presidenta" caça-vaias.

SILVIO NATAL

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

A vez da Caixa

O governo petista está seguindo à risca o seu projeto secreto de arrebentar com a riqueza brasileira. Encontra-se em fase final a demolição da Petrobrás e da Eletrobrás e a bola da vez é a Caixa Econômica Federal, seguindo-se depois o Banco do Brasil. Por isso não podemos chamar esse governo de incompetente, afinal, aniquila-se tudo conforme os ensinamentos do grã-mestre Hugo Chávez e se impõe um regime de trevas num país que duvido ainda seja uma das maiores economias do mundo. Por isso Dilma continua firme com 38% das intenções de voto. Sorriam, brasileiros!

ADEMAR MONTEIRO DE MORAES

ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

Mudança para pior

O Instituto Lula lançou um novo site, "O Brasil da Mudança", disponível para todos os interessados, com o objetivo de mostrar as "maravilhas" realizadas pelos petistas em 12 anos de poder. Haverá consenso quase geral de que esse site está incompleto, pois o correto seria "O Brasil da Mudança para Pior". Desemprego, mercado paralisado, contas públicas no vermelho, além de outros sintomas desabonadores, não autorizam propagandas favoráveis à sigla detentora do poder no momento. Não é pessimismo. Infelizmente, trata-se da dura realidade.

FRANCISCO ZARDETTO

fzardetto@uol.com.br

São Paulo

Novas promessas

Com o produto interno bruto (PIB) em retração e a produção industrial em queda, qual será o carro-chefe que Dilma Rousseff vai utilizar em suas promessas de campanha?

VIRGÍLIO MELHADO PASSONI

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

Programa eleitoral

A presidente candidata à reeleição tem dez minutos nos programas eleitorais (obrigatórios). Faço uma pergunta que me está perturbando há meses: o que essa senhora tem para falar sobre o que foi feito nos seus quatro anos de governo? Vamos aguardar para conferir. Ou lá vêm mais mentiras dos seus marqueteiros, etc., etc.?

ANTONIO EMILIO FEIERABEND

afeierabend@hotmail.com

São Paulo

Contra o agronegócio

Muito provavelmente Marina Silva será oficializada como candidata do PSB à Presidência da República. Porém Eduardo Campos praticava a política da responsabilidade, em que os meios eram voltados para os fins, já Marina tem outro perfil e seus fins dependem da pureza dos meios. E está claro que não se governa apenas com isso (apud Carlos Melo, 17/8, A4). Só para ilustrar as convicções de Marina, em outubro de 2013 ela declarou que o deputado federal e ruralista Ronaldo Caiado (DEM-GO) era um inimigo histórico, representante de um setor atrasado, e também inimigo dos trabalhadores rurais. Ela esqueceu que o agronegócio há tempos vem sendo a salvação da balança comercial brasileira, num momento em que a indústria nacional perde na disputa por novos mercados internacionais e até no mercado doméstico. Com todo o respeito, votar em Marina para presidente, nem pensar!

EDGARD GOBBI

edgardgobbi@gmail.com

Campinas

O risco da ascensão de Marina ao Planalto é a certeza absoluta de que o Brasil dará cabo do único setor da economia que garante o superávit da balança comercial brasileira. As populações urbanas não se enganem.

FREDERICO D'AVILA, produtor rural

fredericobdavila@hotmail.com

Buri

O sapo e o escorpião

Na fábula, o escorpião justifica a picada no sapo por ser de sua natureza. Assim, dona Marina Silva vai trair o PSB por ser de sua natureza. Aliás, não se sabe qual é a sua verdadeira natureza, até hoje. Não sabemos se Marina entende de economia, de infraestrutura, de saúde pública, de segurança, de integração nacional, quem são os seus verdadeiros parceiros internos e externos e quais são as suas reais intenções para o caso de se tornar mais uma "presidenta". Corremos o risco, se eleita, de sair da frigideira e cair no fogo.

VITÓRIO F. MASSONI

suporte@eam.com.br

Catanduva

CAMPANHA EM SP

Ideia muito clara

Dora Kramer, em sua coluna de domingo (A6), sob o título Pálida ideia, afirma, com números, que o eleitor paulista vota no governador Geraldo Alckmin, mas não sabe por quê. O eleitor sabe, sim. Vota em Alckmin por suas qualidades e, principalmente, por repúdio ao PT e aos postes que tenta nos impingir.

CLÁUDIO JUCHEM

cjuchem@gmail.com

São Paulo

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CAIXA PRETA

Sejamos objetivos e realistas. A entrada de Marina Silva na disputa presidencial trouxe a certeza de que haverá segundo turno, antes improvável. E tudo indica que será entre ela e Dilma Rousseff. Fica claro que Marina, por representar uma real mudança na política conservadora, tem mais condições do que Aécio Neves para derrotar Dilma no segundo turno. Este quadro evidencia que a morte trágica de Eduardo Campos deixa tanto petistas como tucanos preocupadíssimos, e a insinuação irresponsável de que o PT tem algo que ver com o desastre não passa de baboseira de gente desesperada. 

Wilson Haddad wilson.haddad@uol.com.br 
São Paulo

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PESQUISA

Impressionante a pesquisa da Datafolha de ontem, apontando Marina Silva na frente de Aécio Neves. E, se ela for para o segundo turno, ganha de Dilma Rousseff. Como pode uma pesquisa feita três dias após a morte de Eduardo Campos, ter uma reviravolta dessas? As hipóteses são as seguintes: Eduardo Campos era um qualquer candidato, o povo brasileiro é extremamente sentimental ou a pesquisa foi feita no Recife.

Wagner Monteiro wagnermon@ig.com.br   
São Paulo 

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ANSEIO DO ELEITORADO

A candidatura de Marina Silva à Presidência da República e representa o anseio sincero do eleitor consciente e, com certeza, receberá votação maciça.

Alcides Benjamin Porcaro porcaro2010@hotmail.com 
São Paulo

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MARINA E A PROVIDÊNCIA DIVINA

O PT praticamente inviabilizou a oficialização do partido Rede de Sustentabilidade, de Marina Silva. Dizem que "Deus escreve certo por linhas tortas". Lamentável seria se a linha torta escrita por Ele ocorreu por meio da subida ao céu de Eduardo Campos, porque nós, pobres mortais, não podemos admitir um meio tão forte para um fim tão nobre: contrariar o PT e colocar Marina como candidata à Presidência da República. Obviamente, esse fato prejudicaria Dilma e o segundo turno seria quase certo. Esperemos que Ele coloque o Brasil no bom caminho do ajuste do agronegócio com o meio ambiente, dos políticos com a honestidade, do Judiciário com a celeridade e a imparcialidade dos julgamentos, dos cidadãos com o respeito ao próximo e, enfim, a felicidade e paz esteja conosco.

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com
Rio de Janeiro

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MARINA, AO SOM DE CAYMMI

“Marina, morena, você se pintou...” Não se pinte, Marina, nem de vermelho, pelo PT, nem de furta-cor, pelo PSB. Continue verde, pela luta contra a destruição da bela natureza brasileira. Mas jamais amarela, pelo medo que você não tem. Lute contra o preconceito, neste país mestiço, e assuma seu papel de brasileira pura em seu amor e patriotismo, usando sua coragem, para modificar este tétrico panorama nacional. Faça isso em seus discursos e em suas manifestações públicas, com sinceridade, amor, desprendimento e coragem, e poderá se tornar a primeira estadista brasileira, figura carismática que não temos desde o trágico – e ainda duvidoso – desastre que nos tirou a possibilidade da volta triunfante de JK. Faça isso durante a campanha e prepare-se para subir ao Planalto como sucessora de Dilma Rousseff.

Sagrado Lamir David david@powerline.com.br
Juiz de Fora (MG)

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BONS PRESSÁGIOS E JUSTIÇA

Ao ver que as eleições caminham para um empate técnico entre os três candidatos principais, ao menos podemos sonhar com um mínimo de justiça no Brasil, primeiro por nós, brasileiros, que não podemos mais continuar com este horror que se autointitula governo, e segundo por tanta dedicação e saúde depositadas por nossa causa do ministro Joaquim Barbosa. Agora esta morte muito estranha e prematura do candidato Eduardo Campos, num acidente de avião pilotado por um homem de enorme experiência. Os ingredientes mostram que, se houver justiça, teremos um segundo turno nas eleições, com Marina Silva e Aécio Neves.
 
Roberto Moreira da Silva rrobertoms@uol.com.br
São Paulo

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COISAS IMPERDOÁVEIS

Acrescente-se ao texto de Aparecida Dileide Gaziolla, sob o título “Eles dão motivos”, publicado no “Fórum dos Leitores” do “Estado” de 18/8/2014, a ameaça de morte feita ao ministro Joaquim Barbosa, que teve de deixar o Supremo Tribunal Federal (STF) antes do tempo normal. E do que não temos conhecimento? Chega um dia em que tudo aparece, é só aguardar. 

Alvaro Salvi alvarosalvi@hotmail.com 
Santo André

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ESPERANÇA DE CURA

Precisou a morte de Campos para que tenhamos a esperança da erradicação de um vírus pior que o Ebola, o petismo.

Alcides Ferrari Neto ferrari@afn.eng.br 
São Paulo

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PINTOU-SE

Para quem não sabe, Lula e sua “cumpanhera” e ex- ministra Marina Silva são farinhas do mesmo saco. Desrespeitando o conselho de Dorival Caymmi, Marina se pintou. A superficial camada de Verde PV camuflou sua verdadeira cor: o Vermelho PT.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br
São Paulo

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PARTIDO RACHADO

Marina candidata? Fim do PSB.

Sonia Maria Benfatti Resstel sbresstel@gmail.com 
São José do Rio Preto

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BARCO FURADO

Marina é, apenas resumindo, uma oportunista. Dilma, tem defeitos, mas jamais pode ser chamada de oportunista. O mandato que obteve foi no voto, nas urnas. Marina teve milhões de votos, não por causa dos belos olhos dela, ou por sua magreza extrema e estranha, mas porque quem votou nela é porque considerava Dilma e Serra piores do que ela. Apenas isso. Não vejo onde, nem com telescópio da Nasa, está o propalado carisma de Marina. O jogo vai recomeçar. Vai passar, como passa a vida de todos, a hipócrita onda de comoção nacional em torno de Eduardo. Evidente que era talentoso e homem de bem. Mas estão usando de tanta hipocrisia nas “homenagens desinteressadas” que aposto que estão irritando e constrangendo a própria família do ex-governador. Mas o ser humano é assim mesmo. Gosta de se exibir até em velório. De se fazer amigo íntimo do falecido. De fazer declarações cretinas, de fazer caras e bocas como se fosse dono da verdade. De insistir em tirar vantagens políticas de um cidadão que ainda não havia nem sido sepultado. O pior, com o estímulo de uma imprensa torpe e pseudoisenta, a todo custo insistindo em transformar Marina Silva na mais nova santa política do mundo. Vivíssima, ela vai levando, mas sabe que o barco onde se enfiou é furado. Marina tem mais defeitos políticos do que virtudes. O horário eleitoral mostrará a verdadeira faceta de Marina.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com 
Brasília

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TERCEIRA VIA

Marina Silva, uma terceira via sem capeamento.

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com 
São Paulo

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NO EMBALO

Em recente fórum promovido por conceituada revista, determinado ministro usou a morte do candidato Eduardo Campos como desculpa para a fuga do debate com economistas sérios e competentes. Pobre Brasil.

Ricardo C. T. Martins rctmartins@gmail.com 
São Paulo

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AGRICULTURA AMEAÇADA

A agricultura brasileira não precisa de mais inimigos. Além de já ter que aguentar a senadora Kátia Abreu, que nós criamos e alimentamos e que declarou formalmente seu apoio e o da CNA a Dilma Rousseff, ainda temos de dormir com um olho fechado e o outro aberto com a mais nova ameaça, que é Marina Silva. De um lado, o socialismo do século 21 e, do outro, um curso de sobrevivência na selva. 

Frederico D’Ávila, produtor rural fredericobdavila@hotmail.com 
Buri

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‘CARTA AO POVO BRASILEIRO’
 
Jorge Gerdau, como noticiado pelo “Direto da Fonte” (16/8, C2), Guilherme Leal, da Natura, ou ainda Benjamin Steinbruch, da Fiesp, poderiam perfeitamente desempenhar, para Marina Silva, o papel representado por José Alencar na campanha vitoriosa de Lula em 2000. Para acalmar o mercado, só faltaria uma nova “Carta ao Povo Brasileiro”. Para conquistar o coração do povo, bastaria trazer para o seu lado a figura respeitabilíssima de Joaquim Barbosa.

Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br
Valinhos 

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LUTO

Depois da morte de Chico Mendes e de Eduardo Campos, presumo que Marina Silva esteja predestinada a vestir luto pelo resto da vida.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com 
Jandaia do Sul (PR)

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PELO MESMO CAMINHO

Por mais paradoxal que possa parecer, a morte trágica de Eduardo Campos acabou jogando a rã na água. A carinha inocente da nova candidata não esconde suas reais pretensões. Como o eleitor brasileiro quase sempre se deixa levar pela comoção, não está muito difícil de nosso país continuar sendo governado por uma mulher (nada contra as mulheres) que só entende de mato e de bicho. Caiu de pára-quedas e vai aproveitar no máximo a lacuna política de Eduardo Campos.

Aloisio A. de Lucca aloisiodelucca@yahoo.com.br 
Limeira

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UMA BANDEIRA PARA AÉCIO

Ninguém discute que a morte prematura de Eduardo Campos foi uma perda lamentável para o País. Iria ser num futuro próximo um grande líder no cenário político nacional. Foi uma tragédia inesperada! O que não podemos aceitar é a exploração dos bons sentimentos do povo brasileiro, principalmente dos mais humildes, para não defrontarmos com uma nova tragédia ardilosamente engendrada e previamente anunciada. Que a campanha de Aécio empunhe a bandeira da "terceira via" urgentemente.

Rogério Amir rizzomoreno@superig.com.br
São Paulo

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ESTIGMA

Ao nivelar o PSDB ao seu patamar de corrupção e execrar a figura de Eduardo Campos, o próprio PT se estigmatizou.
   
Eugênio José Alati eugeniojalati@gmail.com
Campinas 

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MESSIANISMO

Uma tragédia, que não foi a primeira nem será a última, mas que está sendo tratada quase como bíblica, a morte de Eduardo Campos, um postulante ao maior cargo da República, a Presidência, de família política conhecida, o avô Miguel Arraes, governador bem avaliado no Nordeste, convenhamos, nenhum milagre local que se faz política no cabresto, vide a Bahia, que até hoje ovaciona a figura de ACM e tem seu neto prefeito, poderá colocar a vitória no colo de Marina Silva, a evangélica ecológica, que não diz se é contra ou a favor do aborto nem como irá tratar o agronegócio do País e sua vertente ambientalista. Será que não estamos criando um Antonio Conselheiro de saias?
  
Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com 
Casa Branca

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O PODER E O POVO

A foto da primeira página de “O Estado” de ontem retrata bem que “o poder emana do povo e por ele será exercido”. Claro, o seu representante lidimamente eleito. Ocorre que, num funeral, a despeito da pura hipocrisia, beijam-se algozes ferozes na luta pela representação do povo brasileiro. Seria isso uma verdade? Acho, na realidade, que buscam poder e glória, principalmente financeira – suas e de seus apaniguados. Como bem sabemos, todos os candidatos estão neste caminho. Agora, dizer que o poder “emana do povo e por ele será exercido” é uma falácia. E vamos que vamos. Prá frente, Brasil, dos seus interesses mesquinhos. É isso aí, minha gente.

Reis Rodrigues Santos reisrodrigues.santos@gmail.com  
São Paulo

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CERIMÔNIA FÚNEBRE

É certo que Eduardo Campos já se tornara uma pessoa conhecida no meio político, mas é incrível como oportunistas comparecem muito mais para aparecer do que por solidariedade ao sofrimento da família. Vi figuras sinistras que com certeza o falecido em vida não faria a mínima questão de sua companhia. Alguns até choraram copiosamente.

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com 
São Paulo

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SISTEMA FRANCENILDO

Acompanhei o velório e o sepultamento do finado presidenciável Eduardo Campos pela TV e, como todos, admirei a força da viúva Renata Campos. Concordo que o jogo político começa agora e, infelizmente, “o diabo” já começou a fazer vítimas indiretamente. Parece que entrou para valer na política o sistema “Francenildo” de fazer política. Basta ver os casos de Mirian Leitão e Carlos Alberto Sardenberg. Se isso já é feito, agora o que não virá por aí com a reeleição. Só nos resta rezar.

Joao Camargo democracia.com@estadao.com.br
São Paulo

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FANTASMAS

Informações vindas do Recife dão conta de que o fantasma de Celso Daniel foi visto rondando o Palácio do Campos, ops, do Campo das Princesas, sede do governo pernambucano.

Luiz Henrique Penchiari luiz_penchiari@hotmail.com 
Vinhedo

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LULA E DILMA VAIADOS

Já está virando rotina: Lula e Dilma foram vaiados no Recife, no enterro de Eduardo Campos. Havia outros políticos lá, mas só os dois foram vaiados. Se Dilma for eleita, haverá uma vaia ensurdecedora no enterro do Brasil. 

Mário A. Dente dente28@gmail.com 
São Paulo

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TRAIÇÃO

Lula, Dilma e o PT “insinuaram” que Eduardo Campos os havia traído. No velório de Eduardo, Lula e Dilma foram vaiados. O povo respondeu quem traiu quem.
 
Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br
São Paulo

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EDUARDO CAMPOS

Apesar de seu inegável valor e seu carisma, sempre foi amigão de Lula (chegou a ser seu ministro), confirmando suas raízes esquerdistas. Só resolveu se lançar candidato (traindo o PT) quando viu que ser vice da Dilma era um péssimo negócio. Sujeitou-se a ter como vice a insuportável Marina, visando apenas ao seu potencial eleitoral. O resto é puro blá blá blá.
 
Sergio Diamanty Lobo diamanty18@gmail.com 
São Paulo

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OUVIDOS MOUCOS

Vaiados nas homenagens no velório de Eduardo Campos, Lula e seu poste Dilma fazem que não entendem e, como bons petistas, creditarão como manifestação de aprovação ao governo.
 
Mario Cobucci Junior maritocobucci@uol.com.br 
São Paulo

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A ARTE DO CINISMO

O senador Jarbas Vasconcelos disse que Dilma não gostava do Eduardo Campos e que não deveria ter ido ao seu velório. Quanto mais eu vivo, mais tenho a certeza de que política é suprema arte do cinismo.
 
Alberto Souza Daneu albertodaneu.health@uol.com.br 
Osasco

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MAL EDUCADOS

A cerimônia de sepultamento do candidato Eduardo Campos foi cercada de muita emoção. E não poderia ser diferente. Mas, infelizmente, ainda há pessoas que não sabem se comportar em determinados momentos. É o caso do grupinho que vaiou a presidente Dilma quando ela chegou para o velório. Nessa hora deveria prevalecer o respeito. E o pior é que um senador pernambucano, Jarbas Vasconcelos, fez alusões grosseiras contra a visitante e até deu a entender que apoiou as vaias, não se juntando ao grupo maior, que abafou com aplausos a atitude grotesca desse grupinho de mal educados. Por certo, o que prevaleceu foram as merecidas homenagens fúnebres que o ilustre falecido recebeu.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br 
Santos

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OPORTUNISTAS

Antes o PT, num site, julgava Eduardo Campos como um tolo, com todos os requintes de crueldade, inclusive lembrando o seu avô, Miguel Arraes. Depois da tragédia, tudo mudou e Eduardo se transformou. Oportunistas, sem vergonha e inconvenientes, em busca de garimpar o espólio de Campos. A farsa está no fim, as vaias recebidas mostram isso e os votos mostrarão.

Luiz A. Bernardi luizbernardi@uol.com.br 
São Paulo

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CAPITANIA HEREDITÁRIA

O Brasil adora um mártir. Nem Tiradentes escapou dessa sanha: em vez de ser nosso herói, foi rebaixado a mártir da independência. Na tragédia recente, que nos deixou a todos pasmos, essa vocação se manifesta e talvez delineie nosso futuro político. Mas penso que é preciso um pouco mais de crueza e um pouco menos de hipocrisia. Eduardo Campos nasceu com uma colher de prata na boca, como se diz em francês. Na mais velha e arraigada tradição nordestina, a capitania hereditária. Neto herdeiro do capital eleitoral do poderoso avô, seu corpo em pedaços nem havia sido identificado e já as lideranças locais entronizavam seu filho mais velho como o novo herdeiro. Despudoradamente. No melhor estilo Sarney. Oportunismo desavergonhado e histórico. Tudo pelo poder. Esse procedimento vicioso chegou justamente até onde a praga malsã das capitanias hereditárias chegou, contaminando tudo e fazendo terra arrasada. Literalmente, aliás, com a monocultura da cana que deixou a lembrança indelével de uma terra seca, árida e triste. Esse procedimento vicioso chegou até Minas. Mas teve felizmente dificuldade de atravessar o Trópico de Capricórnio. Vale dizer que essa prática de direito divino do poder não e privilégio brasileiro: em Cuba acontece exatamente a mesma coisa, na Coreia do Norte também. Mas, voltando às nossas mazelas e à nossa hipocrisia. Campos era esperto. Muito esperto. Carreira planejada nos mínimos detalhes desde o início, só se separou do PT quando tinha cacife para voo solo. Cercava-se de familiares no governo, nunca bateu em Lula como deveria. Habilidoso, foi capaz de aliar-se à messiânica e esverdeada Marina. Ponto. E até as pedras do chão sabem que Marina vai sair candidata, com aquele ar de vítima frágil que ela faz questão de exibir. Seu discurso é fraco, descoordenado, inconsistente e hipócrita. Não fosse, o que estaria ela fazendo em companhia de Campos? Como pode ela se submeter às imposições do partido cuja linha não é a dela, cujas propostas ela não compartilha, cujos ideais ela não persegue, cujas alianças ela não respeita? Ou alguém se esqueceu do vexame há poucos dias, em São Paulo, diante dos ruralistas? Ela já se curvou, discutindo a espessura da coleira com o comitê da capitania: irmão, viúva, tio do candidato morto. Mas uma coisa não se pode dizer de Marina: que ela seja azarada. Depois de nem sequer conseguir fundar em tempo seu próprio partido (por crassa incompetência), deu tanta sorte que isso acabou por ajudá-la a se bandear com armas e bagagens para o partido que não a suporta, mas precisa dela, mais do que tudo para que ela não se alie às forças do Sudeste e fortaleça o caldo político-regional nordestino.

Marly N. Peres marly.lexis@gmail.com 
São Paulo 

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REPÚBLICA HEREDITÁRIA

Só mesmo em um país totalmente surrealista poderia existir uma República hereditária, um regime com características totalmente conformes ao sistema monárquico. Muitas das sucessões na política nacional se dão por hereditariedade. Já temos um delfim que puxa coro em velório. Temos uma matriarca que, além de mãe do delfim, pode vir a ser candidata a vice-presidente da República pelo PSB, cuja candidata a presidente da República não tem o menor compromisso com o partido e que, como dizem na umbanda, é mero cavalo para transporte da sonhática e etérea personagem pública. Só não temos compostura. Mas isso é o de menos nesta República hereditária.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br 
Campinas

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AS CAUSAS DO ACIDENTE

É natural que, diante das tragédias, olhemos para as suas causas imediatas. Talvez alguém se importe, passado algum tempo, com suas causas remotas, que complementam uma cognição crítica. Em pleno inverno, no meio de agosto, numa manhã gélida, triste e inóspita, um jatinho se vê obrigado ao sempre arriscado procedimento de arremeter, regra para os pilotos que não conseguem enxergar o centro da pista, sob o rumor distante do mar e o sibilar do vento enroscado nos alambrados do porto. Santos – é dispensável exaltar seus valores na arena urbana do Brasil –, pelo que se observou, limita-se a uma pista soturna nestes dias inóspitos e certamente desprovida de iluminação suficiente para orientar os aeronautas sob condições adversas, em aterrissagens físicas. E ter a postos um coordenador de voo que não era bem isso...
 
Amadeu Garrido amadeugarridoadv@uol.com.br  
São Paulo

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O VOO RIO-SANTOS

Dizer que o piloto estava cansado é inconcebível quando se fala de um voo matinal. Marcos Martins, na minha concepção, foi um herói. Demonstrou isso ao desviar dos dois prédios e ao escolher o local mais vazio, para que inúmeras vidas fossem poupadas. “Nunca tantos deveram a tão poucos” (Churchill). Agora, caixa preta não gravar nada tem cheiro de Celso Daniel no ar, tem não? E Dilma mandar Aloizio Mercadante para o local de acidente... ihh, sei não!
 
Candida Maria Menezes Barros candy.barr@uol.com.br
São Paulo

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RESPONSABILIDADES

Acidentes podem acontecer, quer sejam fatais ou não. Portanto, a caixa preta de um avião, ao registrar os diálogos e sons da cabine de comando nas duas últimas horas de voo, pode trazer dados importantes para fins de futura definição de responsabilidades, seja do fabricante da aeronave, seja dos controladores em terra, seja dos pilotos, com as pertinentes consequências de ordem penal e civil e respectivas indenizações.  Isso posto, que interesse haveria na falta de verificação do perfeito funcionamento da caixa preta? Quem assumiria esse risco desnecessário e imbecil? Parece que há mais mistérios entre o céu e o Reino Tupiniquim, além daquilo que possa imaginar nossa vã especulação!       

Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br 
Itanhaém

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A NOVELA DA CAIXA PRETA

Parece novela, mas, quanto mais lemos a respeito da caixa preta, menos convencidos ficamos das tentativas de explicações das autoridades: a Aeronáutica informa que a caixa preta não registrou as conversas dos pilotos; não sabem informar as datas em que as conversas ocorreram; a mãe do comandante diz que ele não estava estafado; o avião é moderno e tinha toda a documentação em ordem; e por aí vai... Complementando o raciocínio, faz 12 anos que o PT está no poder, então será que teria sido apenas uma infeliz coincidência a presidente Dilma ter sancionado em maio deste ano, isto é, há três meses, a lei que torna segredo de Justiça a investigação sobre acidentes aéreos?

Luiz Roberto Savoldelli savoldelli@uol.com.br 
São Bernardo do Campo

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POR QUE NÃO FUNCIONOU?

Agora teremos de criar a caixa preta da caixa preta.

Adalberto Amaral Allegrini adalberto.allegrini@gmail.com 
Bragança Paulista

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NÃO TÃO RESISTENTE ASSIM

Caixa preta, negra, escura ou obscura?

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 
Monte Santo de Minas (MG)

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MISTÉRIO

Não pode ser aceita a tese de que o destino é responsável pela tragédia ocorrida no dia 13 de agosto. Estivéssemos na Roma Antiga, estaria firmada a crença de que os ocupantes daquela aeronave tinham sido juntados de forma proposital pela parca Átropos, que decidira cortar-lhes o fio da vida. Nada mais novelesco. Os mistérios que envolvem a tragédia, as circunstâncias cujas perguntas não encontram respostas plausíveis, tudo isso deixa uma aura de pânico na sociedade. Há uma luta desesperada para a perpetuação no poder. Há muito dinheiro sob o pano. O homem, depois que toma gosto do poder, é capaz de "fazer o diabo" para não perdê-lo. Quanto mistério está sob toneladas de destroços.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com 
Vassouras (RJ)

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LAUDO FINAL

Depois do alerta de inconstitucionalidade dado pelo procurador Rodrigo de Grandis sobre a “Lei do Sigilo para acidentes aéreos”, sancionada por Dilma, por uma triste coincidência pouco antes do acidente que matou um candidato de oposição à Presidência, alertando que essa mesma lei, entre outros inconvenientes, protege bandidos, nos perguntamos: como reagirá o governo após as conclusões que tirarão os representantes de outros países que aqui estão para produzir laudos sobre esse acidente? Serão proibidos de se manifestar em espaços democráticos?  

Leila E. Leitão
São Paulo

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HORÁRIO ELEITORAL

No momento em que a autoestima de todos os brasileiros está em baixa, vamos ter de conviver todos os dias, no horário político, com a fala da senhora Marina, de semblante tétrico, quase que apocalíptico, que no passado só teve votação expressiva como forma de protesto, como um novo Tiririca Zumbi. Que o povo brasileiro tenha discernimento nesta hora, faça uso da inteligência e não cometa mais erros ao votar nas próximas eleições.

Claudio Armelin karmelin@ig.com.br 
São Paulo

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EQUÍVOCO DA NOSSA DEMOCRACIA

Vai começar o horário eleitoral gratuito, um dos maiores equívocos da jovem democracia brasileira. Não é possível que alguém ache justo um candidato ter direito a 10 minutos de propaganda, enquanto os outros candidatos têm de se virar em alguns poucos minutos, ou segundos, de propaganda. A democracia brasileira, pela qual se matou e se morreu, hoje se limita a constatar que quem fizer 10 minutos de propaganda sempre vai ganhar de quem fizer alguns poucos segundos de propaganda. Outro equívoco mortal da jovem democracia brasileira é permitir as famigeradas doações para as campanhas. Essas doações estão na raiz de toda a corrupção que existe hoje na política brasileira. Afinal, já existe a propaganda eleitoral gratuita, está mais do que na hora de acabar com esta verdadeira mina de corrupção que são as doações para campanha política. É inacreditável que ninguém enxergue esses problemas e proponha as tão necessárias mudanças para que a democracia brasileira possa se tornar mais justa e, de fato, democrática. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br 
São Paulo

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DAS RUAS PARA AS URNAS

Começa hoje a importante veiculação da propaganda eleitoral no rádio e na televisão. Muito criticado, por não atender às expectativas dos candidatos e não ser ao gosto estético do público, o horário eleitoral costuma ser rejeitado. Não deveria, pois, mesmo com todas as suas limitações, é uma fonte de informação e análise. O eleitor não precisa acreditar no que ali vê ou ouve, mas confrontá-lo com o que lê nos jornais, ouve no rádio e vê na televisão e pode pesquisar na internet. Com tudo isso em mãos, poderá decidir melhor em quem votar. Não temos mais os grandes comícios, mas dispomos de uma formidável estrutura de informações. A população tem acesso fácil ao jornal, à TV, ao rádio, ao celular e não deve abrir mão das informações sobre partidos, candidatos e programas. Falta-nos, no entanto, a motivação do eleitor para participar do processo. É preciso dizer a ele que, mesmo não postulando cargos ou facilidades pessoais, é do seu interesse saber dos candidatos, além de suas propostas, sua competência e honestidade, para, a partir daí, votar conscientemente. E que, se por incredulidade ou qualquer outro motivo anular o voto ou votar em branco, mesmo que como protesto, estará simplesmente renunciando ao seu direito de participar. Depois não adiantará sair às ruas em protesto, pois a grande e eficiente manifestação se deve fazer direto nas urnas.
Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br
São Paulo

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MAIS DO MESMO

Preparem-se, vai começar o horário eleitoral. Lula vai repetir o de sempre: “Quem não votar na Dilma é contra os pobres”. Ser contra a pobreza é das oportunidade a que eles possam sair da mesma. No entanto, o PT defende a tese da “esmola” para mantê-los pobres e sem informação, sendo para eles ótimos eleitores.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com 
São Paulo

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A REELEIÇÃO
 
A reeleição, mormente para a Presidência da República, tem apresentado um alto custo para a Nação, isto é, para todos nós. Para se manter no poder vale tudo e criam cargos públicos para negociar apoio político. Na gestão do PT foram criados 18 ministérios, ampliando-os para 39, ratificando o parágrafo anterior. O que nos deixa perplexos é que os Estados Unidos, a França e a Alemanha, cujas rendas per capita são bem maiores do que a nossa, têm somente 15 ministérios. Se não tivéssemos reeleição para a Presidência da República, provavelmente não teríamos tido o “mensalão”, bem como esse número excessivo de ministérios, que onera os cofres públicos e reduz recursos para a saúde pública, que se encontram na UTI.

Victor Estrotra victore@globomail.com
São Paulo

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A CRISE NA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

Volto a esclarecer os leitores do matutino paulista que as notícias devem ser complementadas nas informações, para que a população menos esclarecida do País tenha detalhes totais e também não seja posta em dúvida a veracidade dos fatos, pois isso acirra os ânimos contra a maior e melhor universidade da América Latina, em seus pilares básicos: pesquisa, ensino e extensão. Assim, a informação é correta no texto “Em ranking mundial, USP está entre as 150 melhores” (16/8). O S.J.T. University da China, em conjunto com a ARWU, avalia cerca de 1.200 instituições por biênio e classifica as 500 melhores segundo vários critérios, como corretamente aparece no texto. Tanto a Unicamp como a Unesp, bem como outras brasileiras (UFMG, UFRJ e até a UFRGS, do Rio Grande do Sul) estão otimamente ranqueadas (ensino, pesquisa e extensão). Mas é preciso, a meu ver, complementar que, nos indicadores para a classificação na entidade chinesa (seis Prêmios Nobel, ex-docentes, alunos, etc.), a USP, dentre as 1.200 avaliadas, encontra-se entre as 70 no critério de pesquisa (professores com mais de 700 trabalhos inéditos). Por isso os grandes gastos e ampliações de laboratórios e pesquisa pura. Não há ensino ideal sem a pesquisa. O ensino tem de acompanhar a pesquisa para sempre se “atualizar”. Os grandes gastos com ampliações de estruturas e laboratórios foram baseados numa política de mais de 15 anos atrás (dólar americano a R$ 0.98) e inflação totalmente controlada. Com a inflação aumentando, as verbas do ICMS distribuídas passaram também para Unicamp e Unesp, e os ajustes da destinação do imposto, que também foram necessários em 1989 (8,5%) e em 1996 (9,57%). Volto a afirmar, a “crise” na USP se apresenta irreal, é fruto de uma inflação mal administrada. Basta o senhor governador ajustar a contribuição do ICMS, para 9,98%, e as autarquias voltarão ao estado normal de maturidade governamental. 
      
Flavio Prada flavioprada39@gmail.com 
São Paulo
 
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RANKING MUNDIAL

Para assegurar aos seus habitualmente bem informados leitores a indicação correta da posição da USP no ARWU (“Em ranking mundial, USP está entre as 150 melhores”, 16/8), cabe a este diário esclarecer que a USP está entre as posições 101 e 150, e não, como informado, na 144.ª posição. As 50 instituições desse bloco estão relacionadas simplesmente por ordem alfabética. De qualquer forma, a USP é, pela décima vez consecutiva, a única universidade latino-americana entre as 150 melhores.

Guilherme Ary Plonski, coordenador científico do Núcleo de Política e Gestão Tecnológica da USP plonski2@usp.br 
São Paulo

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FAPESP

Em momentos em que pairam nuvens escuras sobre a gestão de instituições de ensino e pesquisa, é muito importante o artigo “A peculiaridade da autonomia da Fapesp”, escrito pelo presidente Celso Lafer (17/8, A2). É necessário acrescentar que a primazia da Fapesp no fomento à pesquisa é devida principalmente à atuação dos cientistas deste Estado, que conseguiram impingir à fundação um caráter exclusivamente técnico, e não político, mesmo com tentativas de intervenção de vários governos paulistas, de diversos matizes ideológicos.

Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com 
Lorena

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IBIRAPUERA E JÂNIO

A excelente reportagem sobre os 60 anos do Parque do Ibirapuera (17/8) esqueceu apenas de mencionar que a preservação daquela área se deveu à ação do então jovem vereador democrata-cristão Jânio Quadros. Em 1949, ele conseguiu evitar a aprovação de um projeto de amparo aos esportes, que, entre outras coisas esdrúxulas, previa a permuta de um enorme terreno entre a Avenida Brasil e a Rua Abílio Soares com o São Paulo Futebol Clube, a fim de que lá fosse construído seu estádio, abrindo assim igual precedente para outros clubes paulistanos. Tal posição rendeu-lhe um soco no rosto desferido pelo vereador adhemarista Altimar Ribeiro de Lima. O episódio é narrado no livro “São Paulo na Tribuna” pelo jornalista Luiz Casadei Manechini. Jânio só é lembrado por seus defeitos, mas algumas de suas virtudes merecerem ser trazidas à tona também.

José D’Amico Bauab josedb02@gmail.com 
São Paulo

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