Fórum dos Leitores

ELEIÇÃO PRESIDENCIAL

O Estado de S.Paulo

19 Outubro 2014 | 03h03

O vale-tudo pelo poder

O debate dos presidenciáveis promovido por SBT, UOL e Rádio Jovem Pan mostrou dois candidatos absolutamente diferentes. De um lado, a presidente tentando a reeleição, respaldada por um partido que há 12 anos vem aparelhando o Estado brasileiro para perpetuar-se no poder (custe o que custar); de outro, o senador Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, encarnando o sentimento da mudança presente na maioria absoluta do povo brasileiro. Apelando para a baixaria utilizada por Fernando Collor (hoje aliado do PT) em 1989, Dilma Rousseff tentou desconstruir a imagem de Aécio insinuando que ele é drogado e alcoólatra e acusando-o de ter praticado nepotismo quando foi governador de Minas Gerais. Ainda bem que o neto de Tancredo Neves está preparado para ser o próximo presidente do Brasil e reagiu à altura, como político ético, cobrando da presidente um debate de ideias e de programa.

FRANCISCO ALVES DA SILVA

profealves@gmail.com

São Paulo

O nível dos debates

A bem da verdade, ainda que seja com relação ao parecer de editorialistas e comentaristas políticos em geral referente à má qualidade dos debates entre os candidatos à Presidência da República, e especificamente em alusão ao da última terça-feira (na Band) entre Aécio Neves e Dilma Rousseff, lamentavelmente temos de aceitar que a única maneira de apear do poder esse governo corrupto que tomou conta do poder em 2003 é usando as mesmas armas. É impossível pretender fazer frente ao embate sujo e mentiroso, utilizado pela candidata do PT em sua campanha, só em alto nível. Esse argumento foi utilizado em campanhas anteriores e não deu certo. Pelo fato de a oposição não ter atuado com firmeza quando veio à tona o mensalão, o artífice de toda essa organização criminosa que está no poder até hoje está solto. O resultado está aí: o petrolão. Com a mudança, aos poucos recuperaremos as boas maneiras, os bons costumes e a ética, que foram jogados no lixo nos últimos 12 anos.

HUMBERTO BOH

hubose@gmail.com

São Paulo

Propaganda eleitoral

O nível da propaganda na TV feita pelo PT também é lastimável. Os petistas só sabem atacar o adversário (Aécio Neves) por coisas que supostamente aconteceram em Minas Gerais... Uma autêntica falta do que dizer.

AGOSTINHO LOCCI

legustan@gmail.com

São Paulo

Dilmascarada

Se fizermos um balanço dos 12 anos de governo Lula-Dilma vamos constatar o seguinte: o PAC está empacado, o programa Minha Casa, Minha Vida está desabando, a área da saúde está gravemente enferma, em fase terminal, a economia está caindo pelas tabelas, a nota máxima dos investimentos em educação é zero, o Bolsa Família está sendo embolsado até por políticos, e por aí vai. Em contrapartida, o "Ministério da Corrupção" é eficientíssimo. É, na verdade, o único onde as coisas realmente funcionam, mas Lula e Dilma são inocentes, não sabem de nada. Aliás, para que serve presidente que não sabe de nada? Quando o papa foi eleito, Dilma, num de seus ridículos e dispensáveis arroubos patrioteiros, disse que Francisco é argentino, mas Deus é brasileiro. Ora, Deus não é brasileiro, não. Se fosse, o PT não estaria há 12 anos no poder.

IARA MORAES

iaramoraes1@hotmail.com

Bragança Paulista

Vota, Brasil!

Ao ponderar sua votação, o eleitor deve analisar com cuidado o que Dilma e seu governo "realizaram". Estamos praticamente em recessão há tempos e sem melhoria à vista; os setores fundamentais para a expansão da economia estão agonizando (petróleo e energia elétrica) ou foram abandonados (transporte e portos); a corrupção está na ordem do dia, desmoralizando tudo e todos; as reformas política e econômica, prometidas há 12 anos, não saíram do papel; o tal custo Brasil, sinônimo de atraso e ineficiência, aumenta cada vez mais, principalmente por causa de um sistema tributário que só visa à arrecadação para satisfazer o apetite de um governo que gasta mal e no que não interessa; insiste-se em que Bolsa Família é a única solução para o problema da pobreza, e não a qualificação para as pessoas conseguirem trabalho digno. Quatro longos anos não foram o suficiente?

OMAR EL SEOUD

elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

Chegou a hora

Brasileiros, a nossa tão aguardada hora para escorraçá-los do poder finalmente chegou. Exerçamos o sagrado direito que nos é dado pela Carta Magna e, com altivez, usemos com sobranceria a arma mais poderosa de que podemos dispor: o voto. Com ela, pacífica e ordeiramente, poderemos reconquistar o nosso tão amado Brasil, tomado de nós por esses inqualificáveis políticos que estão no poder. Confirmemos nas urnas do dia 26 o que ficou claro no primeiro turno: a inequívoca manifestação expressa pela maioria sedenta por mudanças. Os alienados ou os "inocentes úteis" que venderam sua consciência - se é que a tinham - que se mudem para Cuba, Venezuela, Bolívia...

RUBENS GUIGUET LEAL

rubensgleal@uol.com.br

Americana

O limite da tolerância

A estratégia de ocupação do poder que emana de Lula, de quem fui eleitor, se apoia na "tolerância" da sociedade, considerando até certa prevalência do brasileiro pela transgressão. Essa tolerância está agora em jogo. Primeiros sinais: em maio foram derrotadas as chapas apoiadas pelo Palácio do Planalto nas eleições do Previ e do Funcef - significativas derrotas após 12 anos de muito discutível comando petista nos fundos de pensão com patrimônio bilionário. Novos sinais: os resultados do primeiro turno nos berços natal e sindical do Lula confirmaram progresso no esgotamento da tolerância. Em Pernambuco o PT perdeu para governador e senador, não elegeu nenhum deputado federal e teve redução da sua bancada na Assembleia Legislativa; em São Paulo o PT perdeu para governador e senador, teve sua bancada na Câmara reduzida de 88 para 70 deputados e sofreu redução da bancada na Assembleia. Adicionalmente, a representação sindical na Câmara foi reduzida de 83 para 46 deputados. Ato final: neste segundo turno da eleição presidencial, talvez um nosso azar resulte em sorte. Demos azar com a atitude de Lula de negar valor ao estudo e ao trabalho, implicando gestões do PT dissociadas da competência. Resultado: gestões que não realizaram, comprometendo o cotidiano do cidadão, esgotando a tolerância e estimulando a indignação. A sorte poderá vir pelo voto dos indignados leitores e pensantes.

WILLIAM SOARES MUNIZ

wmuniz@globo.com

Rio de Janeiro

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

ELEIÇÃO 2014

Estas eleições são, sem sombra de dúvida, o maior teste de maturidade política para o eleitor nos últimos anos da história deste país. Temos, de um lado, uma linha de atuação na política que foi bem-sucedida no controle da hiperinflação que já assolava o Brasil décadas a fio. De outro lado, um governo que logrou unificar e estender, a um grande número de brasileiros, os programas sociais engendrados pelo mesmo governo que pôs um fim à inflação. Repito que o desafio de fazer a melhor escolha no segundo turno é, sim, um teste de maturidade, pois não se trata, como se anuncia, de uma escolha de Sophia. Não se trata de abrir mão das políticas sociais em prol do controle da inflação, como tentam nos fazer acreditar. Precisamos entender, como bem disse o doutor Armínio Fraga em entrevista concedida ao jornal "O Globo", que projetos bem-sucedidos de governo são como os tijolos de uma parede. Não derrubamos a primeira fileira de tijolos para poder construir a próxima nem tampouco construímos uma parede de cima para baixo. Uma democracia amadurecida entende que as experiências bem-sucedidas são conquistas já consolidadas, que devem se somar a outras. Uma democracia bem consolidada não fica refém do medo. Esta disputa pela presidência tem suscitado fortes paixões do eleitorado. É muito salutar que se debata não apenas futebol, mas política. Porém, é importante compreender que não se trata da disputa pela taça do Brasileirão. Na verdade, ambos os partidos sairão vencedores. O PSDB, por ter engendrado o único plano econômico que teve sucesso em restaurar, depois de décadas imemoráveis, a estabilidade econômica no País. O PT, por ter tido a coragem de unificar e ampliar o Bolsa Gás, o Bolsa Escola e os outros programas assistenciais da época de FHC. Muitos eleitores do PT confessam estarrecimento com a profusão de denúncias de desvios em compras governamentais: as refinarias de Pasadena, no Texas, e Abreu e Lima, em Pernambuco, e, agora, o Comperj, em Itaboraí. Somados, os desvios já ultrapassam dezenas de bilhões de dólares, o que, de fato, é estarrecedor. Mas esses mesmos eleitores do PT, que são pessoas de bem, que nunca compactuaram nem compactuariam com atos de natureza tão torpe, sustentam que, ainda assim, confirmarão voto no PT, por temerem que o governo do PSDB abandone os projetos sociais que beneficiam boa parte da população. Alegam, repetindo os bordões dos marqueteiros do PT, que, à época do governo FHC, os juros estavam elevados, havia baixo de nível de liquidez no mercado, pouco crédito, pouco consumo, baixa taxa de empregabilidade. Estas eleições são, sim, uma prova de maturidade, porque cumpre ao eleitor saber que inflação alta não se combate com medidas eleitoreiras. Inflação alta se combate com remédios que são, sim, amargos: subida da taxa de juros para frear o consumo, baixo nível de liquidez no mercado, controle dos gastos públicos e, principalmente, transparência nas contas públicas. Custamos muito a aprender essa lição. Todos os planos econômicos que fracassaram - Plano Verão, Plano Bresser, Plano Cruzado I, Plano Cruzado II - sempre perdiam o foco, que saía do controle da inflação para o ganho eleitoral. Político sério adota medidas impopulares, que não geram votos num primeiro momento, mas que se traduzem em conquistas duradouras para toda a sociedade. FHC é um político que chamou para si e assumiu o ônus de hoje ser lembrado como o presidente que subiu as taxas de juros, que secou a liquidez dos mercados, que causou desemprego, etc. Quem se lembra de como era nossa realidade até a chegada ao poder de FHC? Quem se lembra das máquinas de remarcar preços nos supermercados? Pela manhã, era um preço, à tarde, outro, à noite, outro. Quem se lembra que o setor de serviços parou por causa da hiperinflação? Sou professor e tradutor desde 1988 e posso afirmar que sei quão difícil era fazer um orçamento. No fim do mês já batia aquela certeza de que estávamos trabalhando por menos do que no início. Sabíamos que estávamos sendo roubados pela inflação, um ladrão invisível, um câncer que corrói e tira a esperança de toda a sociedade. Meu pai era um pequeno empreiteiro. Mesmo no contexto de uma economia indexada, muitos de seus possíveis clientes simplesmente desistiam de investir no Brasil, por insegurança, por temerem que faltariam recursos para terminar projetos iniciados. Então, simplesmente especulavam no mercado financeiro. Quem se lembra dos juros do overnight? Quem se lembra do hábito de trocar todo o salário do mês pela moeda norte-americana na casa de câmbio mais próxima, mesmo sabendo do risco de perda total das economias num assalto à residência, que eram frequentes, diga-se de passagem? Quem se lembra? O povo que despreza a história e sua própria memória está condenado a repetir, para sempre, os mesmos erros, preso numa Caverna de Platão. De tudo isso os eleitores do PT se esqueceram. E isso, como o próprio professor Fernando Henrique Cardoso afirma, é muito bom. Ele diz que vai morrer feliz, sabendo que os brasileiros de hoje, que não votam nele e que o odeiam, nem sequer se lembram dos tenebrosos anos de hiperinflação, das seguidas frustrações após tantos planos econômicos fracassados, tantas moedas e notas diferentes, tantos confiscos, virtuais e materiais. Eu tenho 47 anos de idade, completados ontem. Acho que não escrevo para aqueles que têm a minha idade e que sempre viveram no Brasil, e viveram do trabalho diário, suado. Estes se lembram bem de como eram as coisas antes de FHC. Eu escrevo principalmente para os jovens que nunca souberam o que é tentar sobreviver num contexto de hiperinflação. E é para esse jovem que vou aqui lançar mão de uma metáfora: a economia brasileira era uma estrada de terra esburacada, acidentada, que vinha assim desde a época do Império. Os planos econômicos adotados para estabilizar a economia, e que fracassaram, eram como uma manta asfáltica rápida, feita para durar até depois das eleições. Com as primeiras chuvas, derretiam e desciam para a sarjeta, e acordávamos um belo dia tendo de caminhar pela estrada esburacada e acidentada, agora agravada com o acúmulo da lama. Era assim. Foi assim com o Plano Bresser, Plano Verão, Plano Cruzado, Plano Collor. E por que era assim? Porque pavimentar uma rua esburacada leva tempo, requer planejamento e, principalmente, gera transtornos para os pedestres por algum tempo. Não é algo que se faça da noite para o dia. FHC sabia disso. Então, despejou sobre a rua esburacada e acidentada caminhões e mais caminhões de pedras britadas. Imaginem, meus jovens, ter de acordar pela manhã e ir para a escola e para o trabalho pisando em pedras britadas? Elas machucam os pés, nos fazem escorregar, provocam acidentes. Então, vociferamos contra aquele que conduz a obra: "Está pior assim! Preferia a terra, o barro, a lama!". Pois, em verdade eu lhes digo: neste jogo de metáforas, as pedras de brita são o baixo nível de emprego, a falta de dinheiro em circulação, taxas de juros altas... Então, num belo dia, acordamos e deparamos com um asfalto novinho em folha, uma estrada estável, previsível. Sim, estabilidade tem que ver com previsibilidade. Você aceleraria o teu carro numa estrada sem saber se pode cair num buraco ou numa vala depois da primeira curva? Estabilidade econômica, meus jovens. Isso que vocês vivem hoje é o asfalto com base de sustentação que o professor FHC nos deixou como legado. Lula assumiu o volante na condução da economia deste país com a estrada asfaltada. Ele, que foi um dos mais cruéis e implacáveis opositores do Plano Real, e dizia que não daria certo, que era mais uma medida eleitoreira e diversionista, teve medo de fazer merda, de bater num poste. Mas Lula até que se saiu bem. Manteve o volante bem preso às mãos, não inovou, não acelerou demais, conduziu o carro da economia com o medo e o respeito que um aprendiz de autoescola dirige pela primeira vez. Com a estabilidade da economia, as instituições que avaliam o grau de investimento dos países começaram a melhorar a classificação de risco do Brasil. Logo, investimentos começaram a inundar o País, geraram emprego, geraram fartura... Investimentos externos. Já imaginou a esquerda gostando e adorando investimentos externos? Pois é, Lula aprendeu rápido. Começou a viajar para os quatro cantos do mundo, a falar maravilhas sobre a estabilidade econômica, sobre os "fundamentos da economia" do Brasil. Nessa estrada estável, começamos a ter, pela primeira vez em nossa vida, o prazer de planejar nossas finanças. Muitos conseguiram comprar a casa própria graças à estabilidade e  à previsibilidade de uma economia sem inflação. Muitos compraram seu primeiro automóvel em 60 parcelas fixas. Algo antes impensável. Aliás, se alguém nos dissesse, antes da época do FHC, que no Brasil seria um dia possível comprar um bem em 60 parcelas fixas, daríamos gargalhadas.  E hoje? Isso ainda é normal. Ainda.  Bem, agora, lançando mão da metáfora da parede criada pelo Armínio Fraga, a primeira fileira de tijolos foi assentada por FHC, que foi o controle inflacionário. A segunda fileira de tijolos, que foi a expansão dos programas sociais, foi assentada por Lula e Dilma. Uma pergunta: será possível avançar ainda mais, construir ainda mais, consolidar ainda mais, crescer ainda mais, destruindo a primeira fileira de tijolos? Pergunta para pensar, antes do segundo turno destas eleições. 

Mauro Figueiredo mauro.figueiredo1@gmail.com
São Paulo

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POR UM NOVO BRASIL

O povo brasileiro lamenta o nível da política partidária. A corrupção tomou conta dos noticiários e o povo está indignado. Jesus foi trocado por Barrabás. Pilatos lavou as mãos e foi omisso diante da possibilidade de salvar o Salvador da humanidade. Nós não seremos omissos! Iremos responder aos verdadeiros culpados evitando votar em corruptos. Ou fazemos assim ou seremos a herança impura para as futuras gerações. Quem vota em corrupto está sendo corrupto. Está elegendo um representante à altura de quem votou nele. Não faremos como Pilatos. Seremos justos e buscaremos a verdade, mesmo que o preço seja alto. O Brasil necessita de mudanças. A mentalidade de tomar vantagem em tudo não pode prevalecer. Com a consciência tranquila de um bom voto, vamos fiscalizar as contas públicas e saber direitinho para onde vai o dinheiro dos nossos impostos. O preço da liberdade é a eterna vigilância.
 
Paulo Roberto Girão Lessa paulinhogirao@gmail.com 
Fortaleza 

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MEU VOTO

Por que não voto no PT? Os motivos são quase infinitos: é necessária a alternância de poder; corrupção em estatais para o financiamento do partido e suborno do Legislativo; nomeações por longo período de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) portadores de possíveis vieses de mérito e político; dúvidas que pairam sobre assassinatos de prefeitos petistas; incompetência na administração da macroeconomia; apoio a pseudodemocratas latino-americanos, como Nicolás Maduro e ditadores como os irmãos Castro; financiamento com o dinheiro do nosso povo de obras em Cuba; perdão de dívidas de corruptos países africanos; desprezo pela meritocracia em todos os níveis de governo; financiamento de empresários inescrupulosos; financiamento de "campeãs nacionais" com dinheiro público e juros subsidiados; estímulo da cizânia (Norte contra o Sul, pobres contra ricos, brancos contra negros); e uso de táticas de Goebbels na campanha (uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade). Adaptando René Descartes, "penso, logo, não voto no PT".

José E. Zambon Elias zambonelias@estadao.com.br 
Marília

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EMPATE TÉCNICO

Institutos de pesquisa divulgaram empate técnico entre Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB). Como não vai haver prorrogação, a decisão irá para pênaltis. Desde já me credencio a bater o primeiro. Fora PT! 

José Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com 
São Paulo

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DILMA ROUSSEFF

Assistindo à campanha eleitoral e pensando no passado recente, vejo que Dilma Rousseff é a figura política mais medíocre que já tivemos no governo nas últimas décadas. Trágico que um país de 200 milhões de habitantes, com tanta gente capacitada, seja governado por tal figura. Perdemos quatro anos importantes para investir internamente em infraestrutura e na economia básica, assim como consolidar nossa presença no mercado mundial. O fato de Dilma acobertar as quadrilhas que estão roubando o dinheiro público é imperdoável. Governar é coisa séria e o que temos hoje é um bando de irresponsáveis e mentirosos.
 
André Coutinho arcouti@uol.com.br
Campinas 

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ROUBAR FAZ PARTE

Segundo uma pesquisa recente do Datafolha, 43% dos brasileiros não dão a mínima para o escândalo da Petrobrás, e que as graves denúncias que estão vindo a público não terão peso na sua decisão de voto. É exatamente por essa atitude permissiva verificada na pesquisa que políticos continuam assaltando os cofres públicos. Boa parte dos brasileiros acredita que é normal roubar e que não há o que fazer para mudar essa prática de desviar montanhas de dinheiro de obras, desde que a população seja beneficiada de alguma forma. Explica, também, a sempre enorme votação de Paulo Maluf. Se vivo fosse, o antigo político paulista Adhemar de Barros estaria dando saltos de alegria, vendo consagrado e aprovado o famoso slogan de suas campanhas que enaltecia o "rouba, mas faz".

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com 
Rio de Janeiro 

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O PORÉM

A duras penas, o Brasil se livrou da ideologia do "rouba, mas faz". Agora, chegou a hora de se livrar do "rouba, mas dá bolsa".

Marcello Menta Simonsen Nico mentanico@hotmail.com  
São Paulo

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GOLPE DA OPOSIÇÃO

A candidata e presidente Dilma Rousseff assevera que os comentários sobre o escândalo da Petrobrás consubstanciam um golpe da oposição. Absurda a conclusão, porque leva ao raciocínio de que quaisquer denúncias feitas sobre escândalos ou falcatruas contra a coisa pública constituem golpe, quando o verdadeiro golpe é não denunciar os malfeitos e deles participar, como fez, durante 12 anos, o lulopetismo. Na verdade, o Brasil precisa de dezenas de golpistas para denunciar os malfeitos dos dirigentes públicos de plantão, em cujo rol, por certo, não iremos encontrar representantes dos partidos políticos dominantes. A verdade, no entanto, é: saquearam o País e fizeram da coisa pública um clube particular, onde o lulopetismo se regalou por anos a fio. Mas o Brasil está dizendo um basta a tudo isso, impulsionado por São Paulo, a locomotiva do trem da limpeza.

José C. de Carvalho Carneiro carneiro.jcc@uol.com.br 
Rio Claro

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DEBATE NO SBT

No debate entre os presidenciáveis no SBT, ficou mais do que evidente que o Brasil está órfão de um chefe de Estado. Se não bastasse a sua total falta de domínio sobre os temas sociais e econômicos, mesmo há quatro anos dirigindo o País, em matéria de uso constante da mentira o arsenal de Dilma põe até o velho Paulo Maluf, seu grande aliado, no bolso. Felizmente para nós, brasileiros que exigimos mudança no comando do Palácio do Planalto, a presidente tinha pela frente nesse debate o determinado e lúcido candidato do PSDB, Aécio Neves. O ex-governador de Minas, que busca discutir propostas para a Nação, teve de dizer ao vivo que a forma como Dilma se conduzia no debate e também na sua campanha eleitoral, recheada de baixarias, era indigna para uma presidente da República. Com relação à denúncia da presidente durante o debate de que o ex-presidente do PSDB, o já falecido Sergio Guerra, recebeu em 2010, conforme delação do Paulo Roberto Costa, R$ 10 milhões para esfriar uma CPI no Congresso, esta contra o governo do PT, os tucanos não podem fazer o mesmo que os petistas, de desqualificar as denúncias. Aliás, assim Aécio republicanamente se comportou quando questionado pela candidata. Mas, infelizmente, quando a denúncia chega das mãos da turma de Lula, uma pulga fica atrás da orelha. Em fraudes, traquinagens e dossiês falsos até a própria Dilma se envolveu, produzindo dossiê contra FHC quando ministra da Casa Civil, como também foi feito no caso do dossiê Vedoin, contra José Serra, para beneficiar criminosamente o então candidato Mercadante na disputa pelo governo de São Paulo. Esta denúncia contra Sergio Guerra, portanto, precisa ser devidamente esclarecida. E, se verdadeira, chumbo grosso nos envolvidos!  

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

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LAVA JATO E O PSDB

O conteúdo de denúncias feitas pelo ex-diretor da Petrobrás, quando diz respeito ao PT e seus aliados, sempre são tomadas como calúnia ou coisa da "imprensa golpista". Se aceitarem as acusações feitas pelo mesmo personagem, contra alguém que não tem mais como se defender, como é que fica o discurso da dona Dilma?

Ana Lúcia Amaral anamaral@uol.com.br 
São Paulo

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2 PERGUNTAS E 1 CERTEZA

Perguntas: 1) Lula, qual saco seu está cheio e com o quê? 2) Por que querem calar a imprensa? Para que não mostre a nossa Pátria-Mãe tão distraída, sem perceber que é subtraída em tenebrosas transações (obrigado, Chico da Dilma). Certeza: dona Dilma, é golpe, sim, na roubalheira, na mentira, na incomPeTência, no ódio, na cizânia, na "boquinha".

Ricardo Hanna ricardohanna@bol.com.br 
São Paulo  

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IGNORÂNCIA, O QUARTO PODER

Só a ignorância salva a presidente Dilma de ser punida no escândalo da Petrobrás. Ela já falou que não sabia de nada, isso basta, quem quiser terá de provar que ela sabia, ela não tem de provar que não sabia. Mesmo na presença da rainha das provas, a confissão, acompanhada da devolução do produto do roubo, nada prova que a presidente do conselho soubesse o que faziam ou deixavam de fazer os membros da diretoria da empresa, em sua maioria nomeados por ela ou por seu partido. Como ninguém emite nota fiscal nem recibo de propina, ninguém conseguirá provar nada contra a presidente Dilma. Assim como o ex-presidente Lula não foi incomodado no caso do mensalão, a presidente Dilma não será incomodada pelo caso da Petrobrás. Os companheiros que tombarem tombarão calados, cumprirão sua pena e voltarão aos quadros do PT, como já estão voltando os guerreiros José Dirceu e José Genoino. A ignorância se tornou o quarto poder na corruptocracia brasileira. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br 
São Paulo

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ATAQUE AO JUIZ

São simplesmente indecentes e até mesmo pueris da parte do PT as críticas e até mesmo ameaças à lisura do magistrado do Paraná dr. Sérgio Moro, pelos motivos óbvios das revelações da bombástica investigação da Operação Laja Jato, que expõe as mazelas de corrupção na Petrobrás durante o desgoverno de Lula/Dilma. Da mesma forma que atacaram até onde puderam o ministro Joaquim Barbosa, que desvendou e pôs na Papuda os chefões do petismo, estão a tentar desqualificar aquele que se atreveu a revelar mais uma das inacreditáveis gatunagens, desvios de R$ 10 bilhões, em propinas por gente de confiança do PT. Devemos ainda confiar no Ministério Público e na Polícia Federal, que levaram à luz essa muito bem engendrada pilantragem. 
 
Leila E. Leitão
São Paulo 

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MALFEITOS

Quando há desvio de dinheiro e corrupção numa empresa, quer pública ou privada, ocorrem duas hipóteses: 1) o dirigente é negligente, omisso ou incompetente; e 2) é conivente. É essa a razão, senhora presidenta da República. Foi isso que observei durante meus 35 anos de serviço público.

Luiz Felipe Schittini fschittini@gmail.com 
Rio de Janeiro

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A GÊNESE DA CORRUPÇÃO

Um grande trabalho da Polícia, Ministério Público e Justiça Federal. Ao descobrir os escândalos da Petrobrás, trazem à luz o comprometimento dos partidos políticos e a indicação de que a roubalheira se estende às obras de hidrelétricas, rodovias, hidrovias e outros setores vitais em que as empreiteiras superfaturam e pagam propinas desde as licitações até a liberação dos recursos. Mais do que tumultuar a campanha eleitoral, independentemente de quem vença o pleito, o Brasil tem neste momento um grande lucro: identificar a gênese da corrupção, os corruptores e os corrompidos. A partir daí, é só desmontar os esquemas e promover as devidas apurações e penalizações. Os acontecimentos nos levam a uma conclusão lógica: precisamos fortalecer o Estado e redefinir a função do governo. O Estado tem de ser equipado para efetivamente administrar por seus próprios meios, sem a interferência dos políticos. O governo, em nome do povo, deve ser o encarregado apenas por definir as prioridades do Estado, mas jamais poder "pôr a mão na massa". Espera-se que o critério e o empenho empregados no caso Petrobrás se façam presentes em todas as outras falcatruas (mensalões estaduais, propinodutos, cartéis de trens e metrôs, ONGs inconformes, sanguessugas) ainda presentes no cenário político-administrativo nacional. O Brasil precisa disso.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br
São Paulo
                                                                                                     
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ELEIÇÃO E CORRUPÇÃO

Dilma Rousseff não merece ser eleita porque pertence a um partido envolvido na corrupção da Petrobrás.

Eugênio José Alati eugeniojalati@gmail.com
Campinas

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Quem não gosta de corrupção não vota em Dilma.

Delcio da Silva delcio796@terra.com.br
São Paulo

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CREDENCIAIS PARA REELEIÇÃO?
 
Os detentores do poder, ao tomar atitudes inusitadas ou corroborar com situações que causam enormes prejuízos, deveriam ser responsabilizados. Cito duas situações danosas aos consumidores e à Petrobras, com participação direta da presidente Dilma, numa como presidente da República ao, à revelia, reduzir a tarifa elétrica, causou um rombo de R$ 65,5 bilhões (equivale a 327 vezes a Mega Sena de R$ 200 milhões) e a outra, como presidente do Conselho da Petrobrás, a compra da refinaria de Pasadena, o rombo de R$ 1 bilhão (apenas cinco Mega Senas de R$ 200 milhões).  Mesmo com uma ficha corrida assim, desabonadora, almeja reeleição. Vê se pode?

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br 
Vila Velha (ES)

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SLOGAN

Dilma. Quem conhece vota em Aécio.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br
São Paulo

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CAMPANHA DA LIBERTAÇÃO

O povo clama pela libertação. A melhor campanha para Aécio Neves é distribuir comprimidos de purgante, em todas as esquinas. Só assim vamos libertar o povo e o País de toda a "lama" produzida pelo PT nos últimos 12 anos. Amém!

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br
São Paulo

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PERDA TOTAL

Depois de 12 anos o Brasil deu PT. Vamos tentar recuperá-lo nas eleições do segundo turno.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 
Monte Santo de Minas (MG)

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UM TAL DE GILBERTO CARVALHO

O ministro Gilberto Carvalho cada vez nos surpreende mais. Desta vez ele está estupefato com a falta de habilidade do seu partido no entendimento e interlocução com a classe média. O ministro mais uma vez está acordando tarde. A partido ao qual ele pertence, uma vez no poder, tem somente um único objetivo, que é manter o poder a qualquer custo. Para tanto, aparelhou o Estado e os órgãos públicos de uma maneira indecente e vergonhosa. O povo demorou, mas acho que finalmente resolveu dar um basta neste arremedo de governo que aí está.  Quando o ex-presidente Lula diz que está de "saco cheio", digo que o povo diz o mesmo dele e de seu partido. O partido de Aécio também teve momentos de fraqueza em vários momentos, como por ocasião do mensalão, em que ficaram em cima do muro, em vez de ir ao fundo do problema. Isso leva o povo a pensar e dizer que todos são iguais. Apesar de tudo, Aécio é de longe o mais bem preparado para assumir o País hoje. Quando a presidente Dilma diz que "um tal de Armínio Fraga" falou alguma coisa, deveria analisar o currículo dele e comparar internamente com o de "um tal de Gilberto Carvalho", "um tal de Marco Aurélio Garcia" e "um tal de Guido Mantega".

Olavo Bruschini o.bruschini@terra.com.br 
Monte Azul Paulista 

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MINISTÉRIO

Feliz com a provável presença de Armínio Fraga no Ministério da Fazenda, o povo já está nas ruas pedindo a Aécio o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa no Ministério da Justiça. 
 
Leônidas Marques  leo_vr@terra.com.br 
Volta Redonda (RJ)

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PRESSÃO
 
Dilma Rousseff passou mal após debate eleitoral do SBT, na quinta-feira. A candidata do PT alegou ter sofrido uma queda de pressão enquanto respondia a uma pergunta da repórter da emissora. Acudida por assessores, tomou um copo de suco de maracujá e se recuperou. Queda do PIB, queda nas pesquisas, queda de pressão... haja maracujá!
 
Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net 
São Paulo

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DESARMOU OS DISJUNTORES

Na entrevista após o debate do SBT, o "poste" perdeu sintonia com a torre, ao perceber que estava com mal contato, simulou um pequeno "tilt" e, recarregadas as baterias, deu choques elétricos na repórter. Pobre Brasil, nem Thomas Edison explica...

Mario Aldo Barnabé mariobarnabe@hotmail.com 
Indaiatuba

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PROPAGANDA É TUDO

Tanta raiva e irritação contidas, de quem está acostumada a mandar e que não suporta ser contrariada, fizeram com que a candidata à reeleição passasse mal após o debate no SBT. Querem apostar que o "passar mal" da candidata, a chamada de durona pelo chefe e criador, vai ser usado nas inserções publicitárias, nos horários nobres, para comover os incautos, de forma a culpar o opositor? É o diabo sendo feito!

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com 
São Caetano do Sul 

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O ESFORÇO DE JOÃO SANTANA

A senhora Dilma Rousseff não está preparada para ocupar o cargo que exerce: não sabe expor de forma clara suas propostas, não sabe perguntar e muito menos responder. Fica exaltada quando se fala de seu irmão Igor Rousseff, funcionário fantasma desde 2003 na Prefeitura de Belo Horizonte (recebe, mas não trabalha). Ela depende do marqueteiro e dos seus assessores. Era julgada "mãe", num equipe fraca de semianalfabetos e parasitas, mas é mãe madrasta, mal preparada, até incompetente mesmo. Veja o esforço de João Santana.

Celso de Carvalho Mello celsosaopauloadv@uol.com.br
São Paulo

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DO PRÓPRIO VENENO

Sabe-se que alguns animais peçonhentos, quando acuados, raivosamente atacam-se com o próprio veneno. Qualquer semelhança é mera coincidência, claro, pois longe de mim imaginar que dona Dilma tenha se sentido mal afetada pelo ódio por dar-se conta de que seu oponente a tirou do prumo com inesperados golpes muito certeiros.

Eliana França Leme efleme@terra.com.br 
São Paulo

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DONOS DO ESTADO

Dona Dilma, enquanto presidente, pode - e deve - usar aeronaves militares para seus deslocamento em atividades profissionais. No Brasil convencionou-se que ela pode, até - embora não deva - utilizar aeronaves militares para descansar nos fins de semanas e nas férias. Mas dona Dilma não pode usar aeronaves militares em atividades pessoais. O debate realizado pelo SBT na quinta-feira foi entre candidatos a presidente, não entre uma presidente e um candidato. Por que Dilma utilizou um helicóptero militar para ir ao SBT? Mais uma mostra de como Dilma e o PT claramente usam o Estado em benefício pessoal, como se dele fossem donos.
 
José Alfredo de T. Andrade tolosajaa@uol.com.br 
Santos

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BOXE ELEITORAL

Tenho lido muitas cartas e artigos dizendo que os debates parecem uma luta de UFC ou MMA. Eu diria que parece uma luta de boxe. E compararia Aécio a Eder Jofre. Campeão, tinha elegância e despertava a simpatia de todas as camadas da população. Já Dilma, a compararia a Maguila, pelo seu aspecto físico e meio bronco, porém com grande popularidade nas camadas mais carentes da população. Que Maguila me perdoe por tal comparação. Ele não merece.

Paulo H. Coimbra De Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com 
Rio de Janeiro

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ATAQUE DE NERVOS

Para detratar e destratar o candidato adversário, dona Dilma Rousseff lança mão de argumento que é um tiro no pé, no seu próprio, é claro. Aduz que Aécio Neves começou sua carreira política por nepotismo de seu avô. Ora, depois de ser guerrilheira, Dilma Rousseff pautou sua trajetória política no petismo por indicações apadrinhadas para algum cargo público. Até mesmo para concorrer à Presidência da República sua indicação decorreu de nepotismo, visto que foi indicada por seu mentor antecessor no cargo, Luiz Inácio Lula da Silva. Haverá maior e mais grave nepotismo do que este, por se tratar de uma protegida que até então nunca concorrera a um cargo eletivo? Aliás, sua trajetória político-pública cinge-se a indicações desse único e mesmo indicante. Por seu lado, ao revés, Aécio Neves demonstrou em sua conduta pública uma reputação ilibada (requisito legal para ocupar cargo público), nos cargos que exerceu, tanto em cargos por indicação como em cargos eletivos. Dona Dilma, pois, parece que não olha para o espelho e muito menos ao seu redor: e bastam dois contundentes exemplos para demonstrar sua postura nada ética, nada republicana, nada coerente: 1) os escândalos financeiros ocorridos na Petrobrás quando era presidente do seu conselho; e 2) quando, ocupando a chefia da Casa Civil, teve por assessora master a sra. Erenice Guerra, sobre quem pesam gravíssimas acusações de corrupção e outras coisas mais.

Pedro Luís de Campos Vergueiro pedrover@matrix.com.br
São Paulo

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QUEREMOS PROPOSTAS

A campanha eleitoral, principalmente quando está em disputa um cargo tão importante como a Presidência de um país como o Brasil, deve levar os candidatos a fazerem propostas e ponderações claras e objetivas. E não ficar usando palavras agressivas como leviana e mentirosa, usadas no recente debate de TV. Isso apenas demonstra que o candidato não tem como se defender de determinadas acusações.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br 
Santos

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O PMDB À ESPREITA

E a baixaria nos debates dos candidatos à Presidência continua. Uma não sabe nem falar e o que responder, pois usa "cola". São flagrantes o ponto eletrônico e a ajuda que ela pede com olhares para seus assessores, como quem dissesse "e agora, o que digo?". E é isso que nos governa há quatro anos, e pleiteia mais quatro. O outro escorrega em alguns episódios que o contradizem. Para mim, nenhum dos dois tem preparo para assumir um cargo de tamanha importância, mas é o que restou, e entre um dos dois o eleitorado se posicionará. A verdade é que o presidente de fato fica na sombra, vendo os outros se digladiarem. Quem manda assiste de camarote, pois sabe que quem for eleito vai procurá-lo, pois sem o apoio dele não dá um passo. É o PMDB. É o partido balcão de negócios. Por isso que ele não faz questão nenhuma do cargo de presidente.
 
Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com 
Rio de Janeiro

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POBRE BRASIL

Confirmado o dito popular de que cadeia é só para ladrão de galinha e a derrubada do mito de que o crime não compensa, haja vista a libertação paulatina dos mensaleiros para cumprir prisão domiciliar (este é outro absurdo da legislação) e a se confirmar a eleição da dona Dilma (Deus nos salve disso), ficarão instituídos no País, com aval popular daqueles que sobrevivem à custa do governo, a corrupção, o ladroagem, a falta de ética, a mentira, os desmandos, o peleguismo, o aparelhamento das empresas estatais e a desmoralização das instituições. Está ficando cada dia mais difícil de não desistir do País

Luiz Francisco A. Salgado salgado@grupolsalgado.com.br
São Paulo

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PROFESSORES LICENCIADOS

No dia 15 de outubro, dia do professor, vem à tona a precariedade da educação pública brasileira, que é resultado de baixos investimentos, baixa qualidade do ensino e os baixos salários pagos aos professores. O que chama a atenção da população por este Brasil afora é a grande quantidade de professores afastados de sua função por motivo de doença. Segue o exemplo recente de uma pesquisa feita pela Secretaria de Educação do Distrito Federal, que tem um total de 32 mil professores concursados e onde foram emitidos 16,4 mil atestados médicos em 82 dias letivos completados em 14 de agosto, dando uma média de 200 atestados por dia. Será que a maioria desses atestados médicos não é falsa? Por que não investigar a procedência desses atestados, fazendo exames em locais com uma equipe de médicos de confiança, escolhida pela Secretaria de Educação? Na minha opinião, essa seria a melhor saída para proporcionar um salário mais digno para os professores que trabalham de verdade.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com 
Campinas 

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ESCOLA PÚBLICA

Estudei em um colégio público desde 1956 até a faculdade. Cursei o ginásio e o científico, hoje denominados de curso fundamental e médio, respectivamente. Fui reprovado em Português, História e Francês na terceira série, o que me obrigou a repetir o ano. Em Português fui reprovado por 0,01 centésimos. A média era 4,0, porém, alcançarmos um 6,0 ou 6,5 era motivo para comemorações. Tínhamos aulas de Francês, Latim, Inglês, canto orfeônico, trabalhos manuais, ginástica e educação sexual, desde os 11 anos, além das tradicionais Português, Matemática, Ciências, Biologia, Física e Química A reprovação não me causou nenhum mal, ao contrário, tornei-me um bom aluno e aprendi a gostar de estudar. Hoje lamento que se faça uma luta para implementar no Brasil o ensino de qualidade que já existia no passado. Chegamos ao fundo do poço com discuções inócuas sobre como deverá ser o ensino de qualidade. O tempo está passando célere e não se resolve esta questão, que é fundamental para o desenvolvimento do País. Vamos combinar, essa situação é muito triste!
 
Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com
Rio de Janeiro

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HORÁRIO DE VERÃO

Voltam os trabalhadores dos Estados do Sul e, especialmente os de São Paulo (carro-chefe da Nação) a serem penalizados com uma hora a menos de reparador sono. Todo ano os "aplicadores" da portaria justificam uma economia em reais, que a cada ano é mais reduzida. Assim, as estatísticas do atual governo (precisas e corretas como as pesquisas realizadas na última eleição) informam uma economia no ano passado que foi de R$ 405 milhões e projetam para este ano R$ 278 milhões, com o erro de probabilidade de 5% para mais ou 5% para menos. Irrisória, se levarmos em conta que o governo Lula abonou a dívida do Congo em US$ 90 milhões. A sra. Dilma, mais US$ 120 milhões para outros países presididos por ditadores. Sem levar em conta a refinaria na Bolívia, o porto em Cuba, etc. A pergunta que não deixa calar: há necessidade de sacrificar o trabalhador braçal, de baixa renda, da grande maioria das indústrias e metalúrgicas? E as mulheres jovens, recém-casadas, com filhos pequenos, que, além dos trabalhos domésticos, têm de levantar ainda no escuro para tomar o trem e o metrô? Existe estatística do aumento de assalto, estupro, latrocínios para esse pessoal que sai de madrugada, ainda no escuro, para trabalhar? Eu não estou falando de cifra irrisória de 1 mil ou 5 mil pessoas. São Paulo tem mais de 10 milhões nessa situação. E os motoristas de trânsito em geral, após dez dias de implantação do horário, acidentes com coletivos, brigas de trânsito pancadaria em geral? E a Polícia irritada? Enfim, o "diabo". A pergunta que persiste é: a medida é "politicamente correta"? Ou o custo/benefício transforma essa medida em "economicamente incorreta?".

Flavio Prada flavioprada39@gmail.com 
São Paulo

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CEMITÉRIO DA CONSOLAÇÃO

Cuido dos túmulos de meus avós e bisavós há mais de 30 anos e costumeiramente vou ao Cemitério da Consolação. É triste ver os roubos que aumentam a cada dia. Tivemos vários furtos nos dois jazigos da família e repusemos as peças roubadas. Em um dos jazigos temos uma Pietà de mármore de Carrara que minha bisavó mandou trazer da Itália na década de 1920 e só não foi roubada porque pesa em torno de 3 toneladas. Há alguns dias mesmo estive lá por ocasião do aniversário de meu pai e fui avisado por um funcionário, que me mostrou os roubos de vários portões na noite do dia 15 para 16 de outubro, além de ficar sabendo que a Prefeitura havia dispensado o pessoal da limpeza. Gostaria de fazer uma pergunta ao ex-deputado e atual secretário de Serviços sr. Simão Pedro: por que só temos policiamento no cemitério nos dias comemorativos - das Mães e dos Pais (e possivelmente Finados)? Inclusive este senhor inovou este ano, resolveu levar o Coral Municipal (com grande policiamento da Guarda Civil Metropolitana nesses dias), muita festa, alegria.  Que belo cara de pau.

José Otávio Soares de Mello tata@webcable.com.br  
São Paulo

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ARTE E FÉ

Neste mundo em que vivemos, a cada dia que passa vivenciamos o desprezo com que são tratadas as coisas de Deus, o que entristece parte da comunidade que tem certeza de sua fé. Muitas vezes pessoas desavisadas estão sendo levadas a adotar condutas e tomar contato com algo que se diz "arte", mas que não passa da mais profana forma de agredir nossas crenças. A 31.ª Bienal de São Paulo, em nome do que seriam essas manifestações artísticas, promove a exposição de horrores e desrespeito com as imagens que representam a fé cristã, com os quais a família cristã paulistana não pode concordar nem se calar inerte. Aliás, as imagens, tais como expostas na Bienal, são penalizados no Código Penal Brasileiro, em seu artigo 208, que estabelece pena de detenção para quem vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso. Para que tal "arte" não leve nossas crianças e jovens a se deparar com os sacrilégios e crimes ali expostos, pedimos que, até mesmo como forma de protesto, não promovam a ida de nossas crianças à 31.ª Bienal, evitando que as mesmas sejam levadas a ter contato com "arte" que fere profundamente a fé cristã com o desrespeito à pessoa de Jesus Cristo e sua Santa Mãe. Pedimos, portanto, encarecidamente, que não levam seus alunos e filhos à 31.ª Bienal, sob pena de estar expondo pessoas inocentes ao escárnio daqueles que se dizem "artistas" e, por consequência, dos organizadores da feira ao permitir tamanha brutalidade.

Casimiro de Bourbon cborbon@uol.com.br 
São Paulo

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