Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

09 Dezembro 2014 | 02h04

Fim de um orgulho nacional

Por sua eficiência e seu potencial, a Petrobrás era uma das empresas mais admiradas do mundo. Como exemplo dessa exuberância, em maio de 2008 uma ação da estatal na Bolsa de Valores valia R$ 43,66 e o valor de mercado da empresa (mantido o preço da ação) era de R$ 600 bilhões. Porém, e infelizmente, o valor da empresa despencou e hoje vale míseros R$ 150 bilhões, ou 25% dos R$ 600 bilhões de maio de 2008, e sua ação caiu para meros R$ 11,51 (em 8/12). Tudo isso porque nesta era petista houve uma destrutiva interferência na sua administração, incluindo o controle dos preços dos combustíveis e os sucessivos escândalos de equivocadas compras de ativos, de superfaturamento nas obras e de desvios de recursos que montam a R$ 10 bilhões, conforme consta na investigação da Polícia Federal (Operação Lava Jato). É muito triste constatar a melancólica situação dessa que outrora foi um orgulho nacional. Que, por sinal, também sofre rigorosa investigação nos EUA, pelos prejuízos causados com a queda do preço das ações aos investidores americanos que apostaram bilhões de dólares na estatal. Como resultado, a Petrobrás, que há décadas era a empresa número 1 do País, hoje desceu para o terceiro lugar. O petróleo era nosso, agora não é mais, pelas mãos perversas do PT. Mesmo porque o atual valor de mercado da Petrobrás não cobre sequer sua enorme dívida, de mais de R$ 300 bilhões...

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

Bye-bye, pré-sal?

Petróleo cai e Venezuela pede ajuda à Unasul (6/12, A1). Será que o Brasil vai desembolsar o nosso dinheiro para ajudar o "companheiro" Nicolás Maduro? É bem possível. Outro aspecto importante sobre a queda do preço do petróleo é seu impacto no projeto do pré-sal. O governo ainda não se manifestou sobre esse impacto. Todos os técnicos sempre afirmaram que para essa extração ser economicamente viável o preço do barril deveria ser, no mínimo, de US$ 100. Está agora abaixo dos US$ 70. Portanto, todo o oba-oba, toda a discussão sobre como dividir os lucros desse potencial tesouro submerso em águas profundas parece que foi pro espaço. E, além da inviabilidade pelos custos, há o crescente risco de que novas formas de combustíveis mais "limpas" venham a substituir os de origem fóssil, altamente poluentes. Que nos diz a presidente Dilma? Como essa nova situação vai afetar o nosso futuro? E a educação, a saúde e outras áreas que já tinham porcentagens desses ilusórios lucros destinados a elas? Nós, os cidadãos conscientes, aguardamos respostas!

SILVANO CORRÊA

scorrea@uol.com.br

São Paulo

Assim falou a presidente

No caderno Aliás (E7) deste domingo está reproduzido entendimento de Dilma: "Durante a campanha é natural divergir, criticar, disputar. No entanto, depois de eleitos, temos de respeitar as escolhas legítimas da população brasileira". Dilma reservou a obrigação de respeitar as escolhas legítimas aos de sua grei - "temos de respeitar"... Mas é óbvio que ela quer é calar a oposição. Acrescente-se que escolhas legítimas são as espontâneas, livres de compromissos ou amarras. Ou não condicionadas por campanhas com afirmações e imputações falsas a terceiros. Dilma sabe que sua eleição não foi fruto de escolhas legítimas.

MARIO HELVIO MIOTTO

mariohmiotto@gmail.com

Piracicaba

Na mentira e na calúnia

Interessante a nossa presidenta afirmando ser natural divergir, criticar, disputar. Mas esqueceu-se de adicionar "mentir, caluniar". A sra. presidenta caluniou seus adversários e mentiu para seu povo sobre a real situação do País. Portanto, não foi uma vitória honrada, concorda?

MANUEL JOSÉ FALCÃO PIRES

manuel-falcao@ig.com.br

São Paulo

Engodo

A sra. presidente fala em "respeitar a escolha popular", mas apenas dois neurônios são suficientes para saber que escolha legítima é baseada em informações verdadeiras. O povo brasileiro, com sua boa-fé, acabou validando inverdades e falsidades de sua propaganda eleitoral. A quem cabe a responsabilidade pelo engodo? Ao marqueteiro, ao PT, à presidente?

SANDRA MARIA GONÇALVES

sandgon@terra.com.br

São Paulo

Meta fiscal

Dilma pede "respeito às escolhas da população". E nós pedimos que ela respeite a população brasileira. A "flexibilização" das metas fiscais mediante troca-troca de favores (para não dizer outra coisa) com os congressistas que se prestam a essa pouca-vergonha é um desrespeito a toda a Nação, um é "dando que se recebe" (puro eufemismo) explícito, claro, confesso e indesmentível para escapar à responsabilidade pelos desacertos econômicos da má gestão e da herança maldita que ela deixa para o povo pagar. Nunca antes neste país, nem em nenhum outro, se viu coisa igual.

JOSÉ ETULEY B. GONÇALVES

etuley@uol.com.br

Ribeirão Preto

Irresponsabilidade fiscal

Qual o sentimento do trio Levy, Barbosa & Tombini diante da vergonhosa votação da proposta do Executivo que lançou por terra a Lei de Responsabilidade Fiscal? Se for menos que vergonha e decepção, começamos mal.

MÁRIO RUBENS COSTA

costamar31@terra.com.br

Campinas

OPOSIÇÃO

De verdade

A propósito do brilhante editorial Enfim, oposição de verdade (7/12, A3), é preciso ficar claro para os críticos do comportamento do senador Aécio Neves que a verdadeira oposição não se faz somente às vésperas de eleições, mas de forma constante, firme e forte. Aliás, é o que todos nós deveríamos fazer, e não somente o senador, para enfrentar uma presidente que, entre outras coisas, resolveu fazer da chantagem oficial seu meio de governo.

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

PREVIDÊNCIA SOCIAL

'Desigualdade insustentável'

Até que enfim veio à luz o "rombo" da Previdência. Vale lembrar que nesse "rombo" estão incluídos 8,5 milhões de trabalhadores rurais que nunca contribuíram (Constituição de 1988). Nada contra, mas essa conta é do Tesouro Nacional. Vale lembrar ainda que a previdência urbana, dos que pagam, é superavitária. Devemos, sim, analisar o déficit da Previdência, porém identificando quem o causou, para que se faça uma reforma justa, sem sacrificar ainda mais quem nada tem com isso. Finalmente, parabéns pelo editorial de 8/12 (A3).

GUSTAVO GUIMARÃES DA VEIGA

ggveiga@outlook.com

São Paulo

‘A PETROBRÁS É DELES’

O professor Miguel Reale Júnior recordou, em seu artigo “A Petrobrás é deles”, publicado em 6/12, outros períodos da história nacional nos quais, em que pese uma "tradição de corrupção", houve uma reação, ainda que de pequena parte da sociedade, contra tais crimes. Do período getulista e o "mar de lama", saltou para o movimento de um grupo de advogados, sendo ele próprio um deles, pelo impeachment do então presidente da República Fernando Collor de Mello. Muito embora alguns dos elaboradores do texto e seus subscritores tenham falecido, considerando que vários deles continuam com a plenitude de sua capacidade teórica e jurídica, bem  que poderiam colocá-la a serviço do País nos dias de hoje. No entanto, suspeito de que no Congresso Nacional não haveria "clima" para o mesmo processo. À época de 1992, comentava-se que PC Farias havia cortado os canais de comunicação entre empresários e parlamentares, e ele era o único interlocutor do governo. Hoje, sabemos, desde o mensalão, robustecido pelo petrolão, o partido governista encontrou um meio de subjugar o Parlamento. A votação de lei que retroagirá para anistiar possível crime de responsabilidade pelo não cumprimento da Lei Orçamentária bem demonstra que a oposição bem pouco poderia fazer. Quanto às instituições do sistema de Justiça, eu não esperaria muito...
 
Ana Lúcia Amaral anamaral@uol.com.br 
São Paulo

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ONDE ESTARÃO?

Em artigo na edição de sábado (6/12) do “Estadão”, o professor dr. Miguel Reale Júnior, ex-ministro da Justiça, relatou a sua participação num grupo de advogados (Márcio Thomaz Bastos, Evandro Lins e Silva, além dos presidentes da OAB, Conselho Federal, e da ABI) que procedeu com a redação da acusação contra o então presidente Fernando Collor de Mello, por ter deixado de zelar pela probidade da administração pública, sem apurar a responsabilidade de subordinados e recebendo benefícios na conta corrente gerenciada por sua secretária. Onde estarão os sucessores deste grupo de advogados, subscritores iniciais do pedido de impeachment de Collor? Será que estão se reunindo para cuidar do destino desta quadrilha de políticos que hoje praticam “malfeitos”? Apressem-se! O Brasil não aguenta mais tudo isto, bancado por escorchantes impostos que o povo está pagando à toa.

Hélio Fittipaldi heliof27@gmail.com
São Paulo

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IMPEACHMENT HOJE

Ao detalhar os bastidores na redação do pedido de impeachment de Collor e relatar que atos corruptos pequenos comparados com mensalão e petrolão foram suficientes, então, para “impichar”, Miguel Reale Júnior nos motiva, seus leitores, a comparar e concluir: se Getúlio e Collor chafurdaram num "mar de lama", agora estaríamos num mundo de lama? Indignemo-nos! Reforcem-se as manifestações, as recentes somadas às de junho de 2013. Excluamos os extremados que pregam golpe militar. Vamos por via legal: impeachment já! Se um velho professor aposentado da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo for de alguma utilidade, marchando nas manifestações, é só me avisar. Minha esposa de 80 anos, aqui ao meu lado, diz que também topa.

Geraldo Modesto de Medeiros gmm1931@hotmail.com  
São José do Rio Preto

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MAR DE LAMA
 
Diante do artigo do professor Miguel Reale Júnior “A Petrobrás é deles” e depois da declaração de um executivo de uma empreiteira de que tinha de fazer "doações" milionárias ao partido do governo, o PT, pergunto: onde estão hoje os srs.  José Carlos Dias, Dalmo Dallari, René Dotti, Flávio Bierrenbach, Fábio Comparato, citados no artigo, e o próprio professor Reale, que articularam o impeachment de Fernando Collor, além de Evandro Lins e Silva, os presidentes daquela época da OAB, Conselho Federal e da ABI, subscritores iniciais do pedido de impeachment?
 
Tania Tavares taniatma@hotmail.com 
São Paulo

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NÃO TEM COMPARAÇÃO

Como comparar o mar de lama do passado com o mar de óleo bruto fétido da atualidade? Não tem como.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 
Monte Santo de Minas (MG)

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DESFECHO

Miguel Reale Júnior finaliza seu artigo “A Petrobrás é deles” pedindo que nós, leitores, comparemos os fatos sucedidos com Getúlio (1953-1954) e Collor (1992) aos atuais acontecimentos envolvendo o partido da atual presidente, Dilma Rousseff. Os episódios anteriores resultaram em suicídio (outros sérios agravantes também presentes) e em impeachment (Collor). E agora? Como brasileiros da paz, não gostaríamos de gerar uma situação de ingovernabilidade política, muito menos de radicalismos. Sempre deveremos nos nortear pela justiça, e o que reza é que ela julga por meio das provas, dos fatos e das evidências. Estes nos embasam a estarmos diante de falta de zelo na condução do dinheiro público e improbidade administrativa. Portanto, meu julgamento é claro. E o de vocês?

Claudio A. S. Baptista clabap@ip2,com.br
São Paulo

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ABAIXO-ASSINADO

Data vênia, pedir a volta dos militares é, para mim, uma covardia. Dr. Miguel Reale Júnior pode contar comigo para o abaixo-assinado solicitando impeachment da atual presidente de acordo com as nossas leis. Concordo com tudo o que ele escreveu e, pela minha incapacidade de elaborar com a mesma precisão tal petição, ele pode escrever que assino, dato e ponho o número dos meus documentos de identificação.

Fernando Hamilton Costa fernandocostavdm@yahoo.com.br 
São Paulo

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JURISTAS DIGNOS

Parafraseando o moleiro de Sans-Souci, é de indagar: haverá ainda no Brasil juristas dignos dessa qualificação? Parece que a resposta depende do que resultar da elegante “provocatio ad agendum” feita pelo professor Miguel Reale Júnior em seu artigo de sábado (“Estado”, página A2).

Lionel Zaclis lzaclis@uol.com.br  
São Paulo

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O TAMANHO DO PETROLÃO
 
O artigo devia chamar-se Mar de Lama, mas Miguel Reale Júnior resolveu suavizá-lo, parece, chamando-o de “A Petrobrás é deles”. De qualquer maneira, a comparação de quatro episódios políticos, dois ocorridos no século passado (governos Getúlio e governo Collor) e dois no atual (governos Lula e Dilma), dimensiona a imensa superioridade da roubalheira de dinheiro público no atual escândalo da Petrobrás. Se em casos muito menores o impeachment presidencial chegou a ser aventado (e num deles efetivado), o que dizer do Petrolão, em que a mandatária, pessoa sempre vinculada à estatal, tinha a obrigação legal de zelar pela probidade da administração pública e da própria Petrobrás?

Ademir Valezi adevale@gmail.com 
São Paulo 

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OS TEMPOS DA CORRUPÇÃO

Como cumpre, o professor Miguel Reale Júnior não conclui sua exposição comparativa (“Estado”, 6/12, A2) entre a corrupção do governo Getúlio, que culminou numa tragédia pessoal, e a do governo Collor, punido por impeachment. Deixou a sociedade pensar. A do governo atual é o Oceano Atlântico de lama. E sua permanência se deve a dois fatores: ameaça inaceitável de conflito civil com os fundamentalistas do PT; e atuação de nossa grandiosa Ordem dos Advogados do Brasil, que, neste momento, não se compara com aquela impulsionada pelo articulista, José Carlos Dias, Dalmo Dallari, René Dotti, Flávio Bierrenbach, Fábio Comparato, Márcio Thomaz Bastos e Evandro Lins e Silva. Estes últimos não estão mais conosco. E outros não estão mais com a causa democrática, mas com o partido do governo, inobstante sua podridão, incompreensivelmente, como os professores Dalmo Dallari e Fábio Comparato. 
 
Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br 
São Paulo

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LIDERANÇA PROPINADA

Em regime de delação premiada, Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobrás, revelou que Humberto Costa, líder do PT no Senado da República, recebeu a soma de R$ 1 milhão do esquema de propinas da petroleira para sua campanha de 2010. Assim, não há como o PT fugir de seu envolvimento escandaloso no propinoduto da petroleira, da mesma forma que nem Lula nem dona Dilma poderão se escusar do conhecimento das maracutaias ocorridas aos seus pés. Relembre-se a história: Getúlio Vargas deu um tiro no peito por questões absolutamente menores e menos importantes que as que dominam o cenário de nossa República. Mas o que fará a presidente reeleita, que mentiu, à saciedade, para o povo brasileiro? Será respeitada como pessoa e como presidente?

José C. de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br 
Rio Claro

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OPERAÇÃO SALVAMENTO

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, está negociando com as construtoras delatadas na “roubalheira” em obras da Petrobrás e outras para que encampem a tese de “cartel”, para assim “salvar a presidente Dilma” de responsabilidades no caso e evitar sua eventual prisão, eis que existem muitas provas de que ela não só sabia, como participou do esquema. Sua campanha em 2010 foi financiada com recursos roubados da Petrobrás, conforme denúncias de participantes dos esquemas de desvio de dinheiro. Janot alega riscos de “governabilidade”. O mesmo motivo foi alegado pelo procurador anterior, Roberto Gurgel, para não incluir Lula no processo do mensalão, quando havia indícios de que o ex-presidente havia participado do esquema, como está ocorrendo agora com Dilma. É muito estranho os procuradores-gerais poderem deixar de cumprir as leis por decisão própria, por um motivo não tão discutível. Esqueceram os procuradores que o País está em situação constitucionalmente normal, com a Constituição em plena vigência e tendo um vice-presidente eleito, assim como um Congresso e  um Supremo Tribunal Federal (STF) em perfeito funcionamento, os Três Poderes da República, como manda a Constituição (Art. 1.º). Qual a autoridade dos procuradores para tomarem essas posições, em detrimento não só da lei, mas, principalmente, da justiça?

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br 
São Paulo

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CAIXA 2

E uma vergonha considerar o caixa 2 uma infração politicamente falando, sem considerar os caixas 2 de empresas, construtoras, etc., etc.

Ary  Cesar ary@contabilmachado.com.br 
São Paulo

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A TERCEIRA ESTRELA

Interessante o texto sobre Graça Foster, presidente da Petrobrás, escrito pelo excelente Lourival Sant’Anna (“A inabalável Graça Foster sente o baque da crise na Petrobrás”, 7/12, A8). Apenas uma pergunta: como esta engenheira e gerente altamente competente, chamada de “Dilma da Petrobrás” (elogio?), centralizadora e controladora, trabalhando 15 horas por dia, deixa acontecer uma gigantesco desvio em sua empresa? Foi enganada? Não fez a lição de casa com esmero? Como uma reconhecida profissional competente e honesta (totalmente de acordo) deixa passar despercebido um desvio de tal monta, tornando-a uma espectadora da ação, e não uma protagonista identificando a quadrilha e tomando as ações pertinentes, como já o fez em casos de desvios de conduta no passado, inclusive com seu marido? Lourival comenta que a sra. Graça Foster tem três estrelas do PT tatuadas no braço, e à medida que suas conquistas foram acontecendo, ela as preenchia de vermelho – e duas delas já estão coloridas. Esperamos que a terceira estrela não seja preenchida agora.

Cesar Araujo cesar0304araujo@gmail.com 
São Paulo

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GRAÇA FOSTER, ‘A INABALÁVEL’

Um artigo assinado por Lourival Sant’Anna, no “Estadão” de domingo, 7/12, faz uma apologia da petista carimbada (tem três estrelas do PT tatuadas no braço) de sua inocência, de sua ingenuidade. O artigo pode provocar lágrimas no leitor e em familiares e, ao mesmo tempo, mostra o sofrimento interno de uma mulher que o colunista se contradiz ser uma mulher fria e calculista, casada e petroleira durante 36 anos. Ora, depois de enxugar minhas lágrimas, vieram as análises simples que podemos deduzir. Numa corrupção de tais proporções, até as baratas sabem, ninguém é inocente: ou é negligência ou omissão ou mesmo uma boquinha. A virtuosa ficou na petroleira todo esse tempo em cargos relevantes, que a levaram à presidência. Não sei se mamou, mas não acredito que não sabia da corrupção. Mas deixou as coisas rolarem, como se a prática lesiva fosse um “modus operandi” da Petrobrás. Não posso acreditar numa pessoa que não mudou o depoimento, mas, num segundo depoimento, atenuou suas palavras. Percebi que estava se defendendo e defendendo a presidente Dilma. No caso Pasadena, no mínimo ambas e outros diretores estavam muito mal informados. 

Horacio Lopes agalopes@terra.com.br  
Catanduva 

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HORA DE PEDIR O BONÉ
 
Louvável a matéria do “Estadão” ao apresentar perfil extracurricular da presidente da Petrobrás (“A inabalável Graça Foster”. Afinal, é preciso considerar que sempre há um ser humano por trás da figura institucional. Não consigo me sensibilizar, todavia. A roubalheira por longo tempo sob suas plácidas vistas, a bronquinha doméstica ao marido pelos 42 contratos com a estatal (20 deles sem licitação), o comparecimento à CPI com o bizu dos questionamentos no bolso e mais algumas derrapadas outras depõem contra a amiga da presidente da República. Para não ir além das sandálias, diria que se está diante de um caso de incompetência, ainda que para exercer “o pior emprego da República”. Ter ciência de que um meu subalterno de modesto escalão combina com a Justiça devolver US$ 100 milhões surrupiados da viúva é aviltante, é de pedir o boné incontinenti. Esperar o quê? 
 
Joaquim Quintino Filho jqf@terra.com.br 
Pirassununga 

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ALTERNATIVAS

Muito me surpreendeu o texto “A inabalável Graça Foster sente o baque da crise na Petrobrás”. Ela, como presidente da empresa, além das benesses do cargo (poder, prestígio, etc.), tem também responsabilidades. Inclusive responsabilidade fiduciária para proteger os interesses da organização e de seus acionistas. Se tanta falcatrua aconteceu sob sua liderança, só vejo três alternativas: 1) ela não só sabia de tudo, como também eventualmente se beneficiava das propinas; 2) ela foi ordenada por seus superiores no governo a permitir tais ilegalidades; 3) ela foi extremamente incompetente para que tudo isso acontecesse sem que ela se desse conta. Nos dois primeiros casos, ela seria uma criminosa da pior espécie. No terceiro caso, ela também deveria responder criminalmente por causa de sua responsabilidade fiduciária – no Brasil e/ou nos EUA, país que também abriu um processo para investigar a Petrobrás e tem tradição de punir com rigor os dirigentes de empresas que erram dessa forma.

André Maionchi amaionchi@live.com 
São Paulo

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PARA COMBATER A CORRUPÇÃO

A presidente da Petrobrás, Graça Foster, sacou do fundo do baú uma Diretoria de Compliance. Que é isso? Ou será Diretoria de Cumplicidade? É mais coerente.
 
Iria De Sá Dodde iriadodde@hotmail.com 
Rio de Janeiro

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SEM GRAÇA

Não acho nada engraçado a roubalheira correndo solta na Petrobrás e Graça sem saber de nada. Será que a graciosa amigona da chefe, sabendo o que se passava, nada lhe  dizia, com medo de contrariá-la?
  
Ricardo Moreira motodesp@uol.com.br
Santos

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PESQUISA

Segundo o Datafolha, 68% dos brasileiros entendem  que dona Dilma Rousseff tem responsabilidade no desenvolvimento do “petrolão”. Então sou obrigado a concluir que os demais 32% ou são analfabetos ou são analfabetos funcionais. Aliás, o detalhe da pesquisa confirma essa minha percepção, porque informa que 14% estão mal informados e outros 16% não tomaram conhecimento do caso. Restam 2%. Seriam os corruptos?
 
Antonio C. Gomes da Silva acarlosgs@uol.com.br 
São Paulo

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RESPEITO E RESPONSABILIDADE

No seu Twitter, a presidente Dilma declarou que respeita “muito a população e a democracia”. Se não for propaganda eleitoral, ela deveria arcar com sua responsabilidade nas barbaridades do petrolão, de acordo com a teoria do domínio dos fatos, aplicada pelo STF no julgamento do mensalão. Igualmente importante é o que vai fazer para diminuir/suprimir no futuro mais escândalos de todo tipo (estatais, portos e aeroportos, estradas, etc.), pois não aguentamos mais este espetáculo deprimente há 12 anos. Aliás, diminuindo a corrupção sobrarão recursos, sem a volta da CPMF, como defendem governadores nordestinos do PT. 

Omar El Seoud ElSeoud.USP@gmail.com
São Paulo

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O QUE SEGURA A PRESIDENTE

Diante de inúmeras suspeitas contra Dilma Rousseff e seus aliados de longa data, sem dúvida alguma, ela deveria ser coroada com um retumbante impeachment. Mas a triste verdade é que isso se torna impossível por causa de três lamentáveis fatos. Primeiramente, o STF é altamente comprometido com o PT e, neste caso, não teria isenção suficiente para ser justo. Depois, como ficou provado vergonhosamente na recente sessão dos nossos parlamentares, basta um dinheirinho para adoçar a boca da maioria deles. Em terceiro lugar, como o petismo tem um exército de pessoas infiltradas em todos os lugares e dispostas a tudo, haveria uma baderna colossal, impossível de ser controlada. 

Geraldo Siffert Junior siffert18140@uol.com.br 
Rio de Janeiro

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DILEMA

Após tantos escândalos, só resta a Dilma ou abandona o partido PT, ou abandona a presidência. Isso seria o mínimo da coerência.

Manuel Pires Monteiro manuel.pires1954@hotmail.com 
São Paulo

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O BRASIL QUE SE CUIDE

Nos anos 70, durante a crise mundial do petróleo, quando o preço do barril aumentou tremendamente, os americanos indignados ironizaram que um dia os países produtores iriam comer petróleo. Dito e feito, passados 44 anos, o mundo desenvolveu novas fontes de energia e a ironia está prestes a se concretizar. Haja vista a Venezuela e os países árabes... O Brasil que se cuide!
 
Valdy Callado valdypinto@hotmail.com 
São Paulo

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BOLSA FAMÍLIA

Do jeito que vai o preço do petróleo mais a incompetência do socialismo bolivariano, ano que vem o Brasil vai dar Bolsa Família aos irmãos bolivario-venezuelanos, e com direito a voto, logicamente!

Luiz Henrique Penchiari luiz_penchiari@hotmail.com 
Vinhedo

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OPOSIÇÃO AO GOVERNO

Lendo o "Estadão" de domingo (7/12), deparei-me com o artigo do ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso (“Vitória amarga”), bem como com a notícia da manifestação contra o governo Dilma Rousseff, em São Paulo, convocada pela oposição e pelo ex-futuro presidente Aécio Neves, que a ela não compareceu. Deixou a bola com outro ex-futuro presidente, José Serra. Acaso FHC não vai parar de chorar nunca? É chororô o tempo inteiro. Sua atitude tem sido mais compatível com a seleção de Felipão, que chorou, chorou e finalmente chorou de novo. Quanto a Aécio, passou a semana toda fazendo malcriações e culminou com a manifestação de sábado. Sugiro a ele que, quando quiser convocar protestos, que o faça onde mora. Ou onde trabalha. Não no meu Estado e não na minha cidade. 

Cladson Marinai cladmar@ig.com.br 
São Paulo

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MANIFESTAÇÕES

Alguma pessoas me perguntam se essas passeatas contra o governo não vão dar em nada. Daí respondo que depende. Depende de seu objetivo de luta. Acredito no meu objetivo, de um País com pessoas mais decentes, mais politizadas, que respeitem o próximo e o que a eles pertence, que respeitem nosso solo, que mostrem que um filho teu não foge à luta. Enfim, sabe o que espero mesmo com minha presença nestes movimentos? Espero que meus filhos e netos sintam orgulho de serem brasileiros!
 
Marisa Cardamone mcardam@terra.com.br
São Paulo

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‘VITÓRIA AMARGA’

Fernando Henrique Cardoso perdeu alguns pontos comigo em razão do seu artigo no “Estadão” de domingo (7/12). Ele escreveu: "A presidenta Dilma, mulher sincera, ciosa de suas opiniões, terá condições de se transmutar em andorinha da mensagem execrada por ela e sua grei?". Primeiro erro foi usar a palavra "presidenta", segundo erro foi elogiar alguém que é incompetente ou conivente com a atual situação do País, e o terceiro e último erro foi escrever algo que poucas pessoas compreendem, pois eu, que sou formada em Administração de Empresas e em Direito, somente nessa frase, consultei três palavras no dicionário, para entender o que ele quis dizer. Com uma oposição assim, o PT vai continuar governando tranquilamente.

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br 
Americana

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RISCOS À DEMOCRACIA

Creio que a vitória só é amarga em termos. É, sem dúvida, ilegítima, tomando-se como referência diferença da qualidade das decisões expressas nos votos.  FHC a aponta com o contumaz acerto.  Mas o PT alcançou a meta principal: a continuidade no poder. Isso para "ver depois o que fazer". Fazer como fez o absurdo de passar no Congresso uma nova lei que muda uma lei anterior com efeito retroativo para se eximir de penalizações previstas.  Imagine-se o temor que estaria vivendo se a oposição presidisse os julgamentos dos escândalos na Petrobrás. É preciso que se perceba que não vivemos uma democracia "normal" ensinada nas academias. Elege-se um grupo comprovadamente corrupto, o que não aconteceria em sociedades desenvolvidas: tentarão escapar das consequências. Elege-se um bando de gente subversiva que promove o bolivarianismo segundo o modelo venezuelano e cubano. É contra esses riscos que FHC deveria promover, com toda a força do seu potencial de comunicação.
 
Harald Hellmuth hhellmuth7@gmail.com.br
São Paulo

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FORMAS DE GOVERNAR

A carta da leitora sra. Gloria Anaruma “...E à população”, veiculada dia 7/12 no “Fórum dos Leitores”, é importante, retrata o quadro democrático que o País atravessa, de liberdade de expressão em todos os meios impressos ou não. Permita-me colocar apenas que existem formas e formas de fazer política: uma é com estardalhaço, baixarias, fanfarronices, pedradas e patifarias que nada constroem, que é a forma PT de governar. A outra forma é a do diálogo, da negociação, da transparência e de realizações, que é a forma PSDB de governar, e é esta a que prefiro. Negociar não é compartilhar e concordar com toda essa maracutaia e roubalheira lulodilmista. São Paulo agradece e cumprimenta o sr. Alckmin. Cumpre a nós, paulistas, estarmos atentos às tramoias dos petistas em querer tomar de assalto o Estado e sanearmos a cidade de São Paulo e o Brasil nas próximas eleições deste estilo pútrido petista de governar.

Fernando Pastore Junior Fernandopastorejr@gmail.com
São Paulo

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ENTREVISTA MARCO AURÉLIO MELLO

Em sua entrevista à coluna “Direto da Fonte”, o ministro Marco Aurélio Mello (“‘Lei da Anistia é uma virada de página. Não há caminhos para alterá-la’”, 8/12, C2) mais uma vez nos brindou com uma aula de bom senso e respeito às leis, algo que o governo atual despreza. A Lei da Anistia foi justamente concebida para apaziguar os ânimos de ambos os lados. Se aqueles que insistem em condenar os agentes da lei que operaram durante o combate ao terrorismo na década de 1970 fossem realmente justos, também colocariam os seus membros no banco dos réus para responderem e pagarem pelos inúmeros crimes que cometeram: assaltos, sequestros, assassinatos, torturas, mutilações, atentados terroristas e lesa-Pátria. A fim de cooptar mais um naco da sociedade, o PT procura de toda forma ampliar o programa “Bolsa Ditadura”.

Frederico d’Avila fredericobdavila@hotmail.com 
São Paulo

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COMISSÃO NACIONAL DA VERDADE

Na matéria da página A14 de 6/12 (“Militares boicotaram comissão, diz coordenador”) é nítido que a Comissão Nacional da Verdade (CNV) quer obrigar os militares a assumirem uma culpa goela abaixo e, assim, rotulando para sempre suas instituições como criminosas, no que se refere a atos que tenham cometido durante as ações de combate ao terrorismo na época do regime militar. O coordenador da CNV, Pedro Dallari, sabe aproveitar como ninguém cada watt da energia dos flashes e holofotes que recaem sobre ele e seu comissariado, o que leva os analistas mais atentos a enxergarem que este senhor flerta com o carreirismo. Já que ele diz que os militares são autistas, aproveito para perguntar ao sr. Dallari se ele fará com que seus comissários assumam a culpa pelos crimes como o atentado à bomba no Aeroporto Guararapes, no Recife, que deixou três mortos, a mutilação da perna do sr. Orlando Lovecchio, a morte do soldado Manoel Fiel Filho, o assassinato do tenente Alberto Mendes Jr. após receber uma horrenda sessão de tortura escatológica, entre inúmeros outras ações de "libertação". Ora, sr. Dallari, seja justo.

David B. do Nascimento davidbatistadonascimento@hotmail.com 
Itapetininga

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BRASIL – PASSADO E FUTURO

Sobre a Comissão Nacional da Verdade e suas atitudes unilaterais ao analisar somente um lado da questão ligada à violação dos direitos humanos; sobre as investigações caríssimas e inconclusivas, por ela determinadas, em ossadas, a fim de determinar possíveis envenenamentos efetuados há 40 anos; sobre a ausência de ações relacionadas à reconciliação nacional, prevista na lei que a criou, só resta lembrar a citação do saudoso Millôr Fernandes: “No momento em que aumentam as nossa descobertas arqueológicas, fica evidente que o Brasil tem um enorme passado pela frente. Ou um enorme futuro por detrás, se preferem”.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com
Rio de Janeiro

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NADA DE PALMAS

Não bater palmas em 2011 durante o evento de criação de uma comissão que não tem e nunca teve apoio e crédito do povo brasileiro sentados ao lado de um ex-guerrilheiro e corrupto, José Genoino, conforme foto publicada, representa exatamente o que todos nós, patriotas brasileiros, pensamos sobre esta ridícula Comissão da Verdade. Reiteramos os nossos agradecimentos ao exímio trabalho realizado pelas Forças Armadas em sua tarefa de observar e manter a ordem política e social em nosso país.

Werner August Sönksen wsonksen@hotmail.com 
São Paulo

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‘AS CONFISSÕES DO DOI-CODI’

O “Estadão” trouxe na edição de domingo a confissão de militares que participaram do DOI-CODI e que nos esclarecem alguns pontos vagos de como funcionava a repressão (7/12, A12). Porém é muito importante que também saibamos como funcionavam os aparelhos guerrilheiros encabeçados por Dilma, Zé Dirceu, Franklin, Genoino, Lamarca, Marighela, etc., inclusive do agitador Lula, responsáveis pelo rapto, tortura e morte de centenas de cidadãos brasileiros comuns e dezenas de embaixadores de países irmãos, e que, posteriormente, instalaram uma quadrilha de malfeitores no poder, hoje acusada de desviar R$ 10 bilhões de contratos com o governo. Contamos com a imparcialidade do “Estadão” para dar o mesmo destaque às entrevistas.
 
Edvaldo Angelo Milano e_milano@msn.com
 Limeira 

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FIM DA IMPUNIDADE COMO LEMA

Respeito a afirmação do governador Geraldo Alckmin, de que o seu colaborador e presidente da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) de São Paulo, Mario Bandeira, que foi indiciado pela Polícia Federal, é um cidadão “extremamente respeitado” e que é metroviário desde 1973. Porém, isso não pode representar em hipótese alguma salvo-conduto a Bandeira, mesmo porque há tempos as denúncias de formação de cartel nas compras de trens para o Metrô fazem parte do noticiário da nossa imprensa. E 33 pessoas, entre diretores das empresas fornecedoras e funcionários do Metrô, estão sendo indiciadas. E é bom lembrar ao probo governador Alckmin que Paulo Roberto Costa, um dos cabeças dos desvios de R$ 10 bilhões na Petrobrás, flagrado na Operação Lava Jato, também era profissional de carreira da estatal há décadas. E que, guindado pelo PT para uma importante diretoria da Petrobrás, hoje deixa estarrecido o País pela grandeza da quadrilha de que fazia parte, instalada pelo jeito em todas as estatais brasileiras. Infelizmente, as facilidades que permeiam o setor público podem até transformar um outrora respeitado servidor em esmerado arrecadador de propinas. O melhor que Geraldo Alckmin poderia fazer é licenciar do cargo este seu colaborador até que as investigações sejam consumadas. Da mesma forma que o PT, infelizmente, não fez com os seus denunciados (João Vaccari Neto, por exemplo, também investigado na Operação Lava Jato). Ou seja, pau que bate em Chico serve também para Francisco.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

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A PRESIDÊNCIA DA CPTM

Constou na imprensa do dia 6/12 fala do governador Alckmin afirmando que o presidente da CPTM é pessoa “extremamente respeitada”. Ora, se esse presidente da CPTM for a mesma pessoa que dirigiu a Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) no ano de 2001 e chefiava as Comissões de Acompanhamento e Fiscalização (CAFs) das concessões de rodovias, para mim, não se trata de pessoa de respeito, não. Isso em razão de sua conduta totalmente inapropriada para o interesse público e em favor das concessionárias. Em troca de que não sei. Na época, em 2001, o diretor-geral da Artesp, o secretário dos Transportes e o governador Alckmin foram exaustivamente alertados por mim, na simples condição de cidadão, sobre as irregularidades por ele cometidas. Caso o governador, a Polícia Federal ou a promotoria pública quiserem ouvir meus relatos e as provas que tenho em meus arquivos, estou às ordens.  

Orivaldo Tenorio de Vasconcelos professortenorio@uol.com.br 
Monte Alto

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ENDURECIMENTO

A corrupção endêmica sistematizada e o desvio de dinheiro público para obras do governo chegaram a tal ponto no País sob o desgoverno petista que será necessário alterar o Código Penal, de 1940, para que as punições sejam aumentadas e endurecidas, caso contrário, o céu é o limite para esses canalhas. A que ponto chegamos!

J. S. Decol  decoljs@globo.com 
São Paulo

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O NOVO CÓDIGO PENAL 

Finalmente o Congresso Nacional deu continuidade às discussões sobre o novo Código Penal que, no domingo, completou 74 anos. O fato de crimes contra o patrimônio público terem penas mais duras no novo texto não significa que a lei será, de fato, aplicada. Como sabemos, muitos casos são cometidos por parlamentares e, segundo a Constituição, eles têm direito ao foro por prerrogativa de função, o popularmente conhecido foro privilegiado. Casos assim demoram anos para chegar aos ministros que julgarão o processo. Além disso, em casos de instâncias inferiores, há possibilidade de o réu entrar com recursos e, assim, prorrogar o andamento do processo e postergar a conclusão do mesmo. Precisamos aumentar a punição para todos os crimes que envolvem má-fé na administração pública. Precisamos punir de igual forma corruptos e corruptores. Só diminuiremos a corrupção quando os criminosos tiverem certeza de que serão pegos pela polícia e punidos, com rigor, pelo Poder Judiciário. O sistema carcerário precisa de investimentos e a leis devem garantir que a ordem seja restabelecida. Enfim, falta aos deputados e senadores um pouco mais de coragem. Não basta aumentar o período de reclusão e, ao mesmo tempo, garantir benefícios que só existem no Brasil.

Willian Martins martins.willian@globo.com 
Guararema

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DIA DA JUSTIÇA

Ontem, 8/12, foi o Dia da Justiça, feriado no Judiciário. Os fóruns estiveram fechados, deixando milhares de pessoas sem poder contar com um serviço essencial e que é monopólio do Estado. Nosso Judiciário é lento, caro, ineficiente, burocratizado, formalista e não atende aos anseios da população na prestação jurisdicional. No Dia da Justiça, mais do que em qualquer outro, ela deveria ser a primeira a dar o bom exemplo e prestar um serviço especial, reforçado e da melhor qualidade possível à sociedade, tão carente e necessitada de justiça e de cidadania no Brasil.
 
Renato Khair renatokhair@uol.com.br 
São Paulo

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GESTÃO HADDAD

Em consonância com as normas e regulamentos do petelulismo, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, fez escola e as cumpre fielmente. Das 123 obras prometidas em campanha, Haddad só concluiu 16. 81 delas não chegaram nem à metade e 25 nem saíram do papel. Haddad, porém, se orgulha de ter feito os corredores de ônibus e as ciclovias. Estupendo, né não?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br 
São Paulo

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ANÁLISE POSITIVA

Ao contrário de seus adversários políticos Celso Russomano e José Serra, que nem sequer apresentaram plano de governo quando candidatos, Fernando Haddad teve a coragem de assumir um compromisso ambicioso de realizar 123 metas. Se considerarmos o estágio destas metas, obteremos a média ponderada de 45% de realização na metade do seu governo. Se optarmos por outra maneira de realizar este cálculo, considerando que uma em cada três das metas está acima de 50%, teremos 33% delas com mais da metade realizada, na metade do seu governo. Evidentemente, as duas análises não são ideais para medir o que foi prometido e o que foi realizado. Com o raciocínio lógico de que a segunda metade do governo tende a ser mais produtiva, seria recomendável fazer uma análise mais realista no fim da administração. Certamente, mesmo considerando o plano de governo de Haddad extremamente ambicioso, contemplando 123 metas, seu cumprimento será muito melhor do que o de gestões anteriores, como, por exemplo, a de Gilberto Kassab, que ficou somente em 50% no fim do seu governo, apesar de ser um plano mais modesto. 
 
Paulo Sergio Fidelis Gomes sergiofidelis2@gmail.com 
São Paulo

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INCOMPETÊNCIA

O vereador paulistano Andrea Matarazzo escreveu um excelente artigo mostrando a incompetência do prefeito Fernando Haddad com muita propriedade. Incompetência esta que foi constatada na sua pífia, horrorosa e deletéria atuação no Ministério da Educação durante o governo do ex-presidente Lula. Apesar disso, foi eleito para governar a maior cidade do País. E o faz muito mal, deixando a impressão de que só quer fazer propaganda de si próprio. Aparece em fotos promocionais de capacete de ciclista andando nas deploráveis faixas vermelhas que pintou pela cidade inteira sem um mínimo de estudo sobre o assunto. Adepto do é melhor fazer as coisas de qualquer jeito do que nada fazer, Haddad parece que nunca ouviu falar em qualidade. Suas ideias e suas ações não têm a mínima apreciação de técnicos. Se tivessem, ele mostraria os projetos e os meios pelos quais chegou à conclusão do que deveria fazer, coisa que nunca faz. Fala sempre nos mais pobres e nos mais necessitados, mas tudo o que faz não os beneficia e ainda deixa na população a sensação de que ela não é merecedora nem de qualidade e nem de explicações razoáveis. São Paulo já é uma das mais caras cidades do planeta e não tem serviços que justifiquem isso. Ainda mais agora, que o IPTU, será reajustado com índices indecentes. Haddad será, sem dúvida alguma, eleito o pior prefeito que São Paulo já teve – e olha que até um Celso Pitta já tivemos.
 
Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com 
São Paulo

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INADIMPLÊNCIA

O aloprado Lulalá incentivou o povo brasileiro a comprar e as empresas a investirem. Resultado: um terço dos CPFs e 50% das empresas estão em mora! E o sonhador ainda ministro da Fazenda declara que está tudo bem... Acorde, dona Dilma!

Milton Bulach mbulach@gmail.com 
Campinas 

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AJUSTE FISCAL E AUMENTO DE IMPOSTOS

Já que a meta fiscal só será cumprida com aumento de impostos, dá até para saber onde ele irá pegar. Aumentar impostos na indústria não dá. A indústria está falida de tantos encargos. Aumentar impostos em “serviço” também não, porque gerará inflação e pode ser fácil o contribuinte voltar à clandestinidade. A única saída será aumentar o Imposto de Renda do assalariado, aquele que já trabalha quase seis meses por ano para pagar impostos. Aquele que não tem para onde correr, não consegue camuflar nem sonegar. Existe cobrança mais fácil e rápida do que essa? Afinal, faz década que nós perdemos a correção da devolução do imposto pago na fonte, e taxar a mais não fará diferença. O trabalhador paga pela fome exagerada deste desgoverno incompetente. Precisa de muito dinheiro e comida para aplacar a fome da “presidenta gerenta” Dilma.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

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TRIO PARADA DURA

Quando a presidente Dilma anunciou os nomes para os Ministérios da Fazenda, Planejamento e para o Banco Central, dizia-se que era para sinalizar ao mundo político-financeiro que formariam um trio para servir de garantia de um governo mais bem administrado do que esta porcaria de até agora. Dizem que os nomes anunciados formarão um trio apelidado “Parada Dura”, mas não duvido de que, daqui a alguns meses, Dilma carinhosamente já os tratará pelos diminutivos Levinho, Barbosinha e Tombinho. 

Laércio Zannini arsene@uol.com.br 
São Paulo

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ECONOMIA – NINGUÉM ENTENDEU

Alexandre Tombini, presidente do Banco Central, falou em “medidas macroprudenciais”. Ninguém discordou, já que ninguém entendeu o que poderiam ser tais “medidas”.

Fausto Ferraz Filho faustofefi@ig.com.br 
São Paulo

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CAMPEONATO BRASILEIRO DE FUTEBOL

O Palmeiras só não caiu porque já estava deitado.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com 
São Paulo

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PARA 2015

Às diretorias do Criciúma, do Botafogo, do Bahia e do Vitória, quero de público agradecer ao fato de terem montado times mais medíocres do que a medíocre diretoria do Palmeiras montou. À diretoria do Palmeiras eu desejo que em 2015 monte um time que não seja responsável por ataques cardíacos nos sofridos torcedores palmeirenses.

Alberto Souza Daneu albertodaneu.health@uol.com.br 
Osasco

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‘PRELÚDIO’

Quero cumprimentar o maestro Júlio Medaglia pelo maravilhoso, fantástico, deslumbrante e sensacional programa “Prelúdio”, da TV Cultura. Parabéns pelo seu monumental e patriótico trabalho em prol da música no Brasil hoje e, principalmente, tendo como escopo o futuro promissor de nossos jovens instrumentistas. Ouvindo o programa, até esqueço as mazelas a que o Brasil foi e está sendo levado por um governo indecente, imoral e corrupto, fazendo com que eu me sinta orgulhoso de ser brasileiro. Agradeço muitíssimo ao maestro, por nos proporcionar momentos tão emocionantes. Parabéns, parabéns e parabéns.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br  
São Paulo

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