Fórum dos Leitores

BRASIL MARAVILHA

O Estado de S.Paulo

10 Dezembro 2014 | 02h04

Triplex

Enquanto milhares de associados da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop) ficaram na mão, sem seus imóveis, Lula acaba de receber seu triplex de 300 metros quadrados, com piscina e elevador privativo, no Guarujá. Coincidentemente, o triplex foi finalizado pela OAS, uma das empreiteiras envolvidas no petrolão. Como se pode observar, Lula é um dos raros privilegiados que realmente vivem no Brasil maravilha da propaganda petista.

LEÃO MACHADO NETO

lneto@uol.com.br

São Paulo

Socialismo caseiro

Interessante: os integrantes de esquerda do PT, depois de muitos anos de militância, descobriram, no poder, que dinheiro é um instrumento muito prazeroso. Logo, danem-se os princípios políticos filosóficos.

LUIZ FRID

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

POLÍTICA ECONÔMICA

Lula e a visão

Temos a prova de que Lula sofre de problema de visão. O que visto de longe era só marolinha agora, visto de perto, é um tsunami!

ELY WEINSTEIN

elyw@terra.com.br

São Paulo

Acordou?

A presidente também passou anos cantando aos quatro ventos que a crise mundial era apenas uma "marolinha" que jamais atingiria o Brasil, pois estávamos blindados e muito bem preparados para qualquer situação. E agora leio sua declaração de que a crise afetou "profundamente" o Brasil (6/12, E10). Quem será que teve a ousadia de acordá-la após passar quatro anos sonhando com o impossível? Quanta incompetência! Pobre Brasil... Se tantos não vivessem à custa de bolsas disso e daquilo, jamais essa "quadrilha" teria sido reeleita.

LADISLAU BATHO

bathols@uol.com.br

São Paulo

Herança maldita

Vários economistas comparam a "guinada" da presidente à racionalidade com o ocorrido no primeiro mandato do "poderoso chefão". Porém 12 anos atrás o Brasil de FHC estava com a casa arrumada e o mundo prosperava. Mas hoje, graças ao "padim Ciço de Garanhuns" e ao fim do boom das commodities, o que temos é terra arrasada...

RICARDO C. T. MARTINS

rctmartins@gmail.com

São Paulo

Irresponsabilidade

Quando presidente da República, FHC criou a Lei de Responsabilidade Fiscal. Dona Dilma acaba de criar a Lei de Irresponsabilidade Fiscal. E ele é que é tachado de "maldito"?!

CELSO VICENTE FIORINI

celsofiorini@ig.com.br

São Paulo

Descrença

A presidente Dilma, às vésperas de iniciar o seu segundo mandato, trabalha pouco, não acalma a população, que se depara dia após dia com notícias cada vez piores sobre o ano de 2015, e para piorar a descrença na capacidade dela de tirar o País da crise, retoma o discurso eleitoral monotemático de que "a eleição acabou e a oposição está querendo um terceiro turno". Ora, presidente, a mensagem dita por sua boca devia ser escutada por seu ouvido. Ao trabalho, por favor! Dê solução para os problemas que a senhora mesmo arranjou nos últimos quatro anos.

ANGELO RAPOSO

angelo.raposo@uol.com.br

São Paulo

Tratamento cirúrgico

Os "doutores" Tombini, Levy e Barbosa poderão baixar a febre estuporante do paciente Brasil, mas o vírus PeTralis corruptis permanecerá, criará resistência e a recidiva será fatal. Só uma cirurgia poderá salvar o paciente.

LUIZ FERREIRA DOS SANTOS

fersantos30@terra.com.br

Presidente Prudente

Ajuste fiscal

Sugiro ao novo ministro da Fazenda que realize o ajuste fiscal combatendo a corrupção nas empresas públicas. A dimensão do assalto ao erário é tão vasta que seu estancamento pode ser suficiente para equilibrar as finanças, sem necessidade de aumentar os impostos.

JAIME SALAZAR

jaimeeasalazar@gmail.com

São Paulo

JORGE HAGE

Sem condições de trabalho

Sintomático o pedido de demissão do ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Jorge Hage. Tudo leva a crer que dona Dilma continua a mesma, garroteando órgãos públicos responsáveis por fiscalizar a aplicação dos recursos públicos federais.

SERGIO S. DE OLIVEIRA

ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

Figura decorativa

Como é que o ministro da CGU, Jorge Hage, queria melhores condições de trabalho do governo Dilma, se o cargo que exercia tem como função a antítese da filosofia governista? A ficha caiu e ele percebeu que era apenas figura decorativa. Por essas e outras é que não dá para levar a sério a efetividade da nomeação de Joaquim Levy para a Fazenda e de Kátia Abreu para a Agricultura. Estes que pensem bem antes de assumir seus respectivos ministérios. Atos heroicos, como o resgate de um país, só funcionam com o forte apoio de governos probos.

JOSÉ EDUARDO ZAMBON ELIAS

zambonelias@estadao.com.br

Marília

CORRUPÇÃO

Orgulho perdido

Inacreditável! Nossa maior empresa se exaure. A cada semana conhecemos novos episódios de horror. Agora, o prestigioso nome Petrobrás, outrora pronunciado com orgulho, tornou-se sinônimo de trambique, corrupção. Chocante!

J. PERIN GARCIA

jperin@uol.com.br

São Paulo

Surpreendente

O fato de 68% da população acreditar no envolvimento da presidente Dilma no caso Petrobrás me deixa a impressão de que, agora, o povo está mais próximo da consciência.

IVAN BERTAZZO

bertazzo@nusa.com.br

São Paulo

Rodrigo Janot

O procurador-geral da República defende a substituição imediata da diretoria da Petrobrás. Bem, isso já deveria ter sido feito. Mas só a diretoria da Petrobrás, procurador?

PANAYOTIS POULIS

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

AS CONTAS DE DILMA ROUSSEFF

Não bastasse a bomba de efeito retardado da Operação Lava Jato, agora os técnicos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) querem que sejam rejeitadas as contas de campanha de Dilma Rousseff.  Tudo porque há fortes indícios de irregularidades em parte dos recursos utilizados a favor da presidente na última eleição. Coisa corriqueira no PT. E a preocupação da cúpula do partido com o relator desta matéria no TSE, Gilmar Mendes, faz sentido, porque durante o julgamento do mensalão este ministro, também do Supremo Tribunal Federal (STF), foi implacável com os réus corruptos que desviaram recursos públicos e hoje, condenados, seguem pagando sua pena. Se se consumar a rejeição dessas contas pelo TSE, inicialmente não haverá impedimento à diplomação de Dilma para o novo mandato. Mas, no curso das investigações, se comprovadas as irregularidades, um impeachment não pode ser descartado.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

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CONTOS DE CAMPANHA

Não importa se as irregularidades apontadas por técnicos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) são de maior ou menor gravidade, condições a serem analisadas pelo ministro Gilmar Mendes, do TSE, para aprovação ou não das contas eleitorais do PT. Mas que tem gato na tuba, ah isso tem!  A verdade é que, em matéria de misturar dinheiro lícito com o ilícito o PT é campeão absoluto. Quem não se lembra do triste episódio do mensalão, em que o autor do slogan de campanha “Lulinha paz e amor”, o publicitário Duda Mendonça, admitiu ter aberto conta nas Bahamas para receber R$ 10 milhões por seus “relevantes” serviços prestados à Pátria? O publicitário foi absolvido e o presidente da República à época do escândalo, Luiz Inácio Lula da Silva, em entrevista para a televisão em 2005, disse: caixa dois eleitoral é prática comum no Brasil. Incrível, avalizou o ilícito e ainda saiu bem na foto. Agora há fortes indícios de irregularidades nos gastos e nas receitas dos comitês da candidata reeleita, Dilma Rousseff e do PT. Portanto, se faz necessária uma investigação profunda nas contas apresentadas, pois “o lobo perde o pelo, não o vício”.
  
Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com 
Jundiaí 

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PROPINA E DOAÇÕES OFICIAIS

Independentemente das irregularidades encontradas pelos técnicos do TSE em doações feitas à campanha da presidente Dilma Rousseff e que, inclusive, elaboraram documento recomendando a rejeição das contas apresentadas, como ficará o julgamento das mesmas com o conhecimento do gravíssimo fato novo da denúncia feita pelo executivo da Toyo Setal, Augusto Mendonça, de que propinas provenientes dos roubos da Petrobrás foram repassadas oficialmente ao PT como doação de campanha?

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com 
Rio de Janeiro  

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PRESTAÇÃO DE CONTAS

Dilma apresentou as contas. O TSE viu e refez as contas. No fim das contas, ô Dilma, conta outra...

A.Fernandes standyball@hotmail.com 
São Paulo

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DOAÇÃO LEGAL

Agora estou entendendo o volume de doações das empresas para partidos políticos, em especial da JBS, que doou uma fortuna para as campanhas políticas, sendo o PT seu maior beneficiário. A lógica é bem simples: o governo aprova os empréstimos bilionários do BNDES com a condição de doarem tanto para o PT como para seus aliados – e um pouco para a oposição, afinal tudo precisa parecer legal. Sugiro ao juiz Sérgio Moro que dê uma olhada nos empréstimos do BNDES.

Dalva Regina Pereira drpereira@bol.com.br 
São Paulo
  
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O PREÇO DA PROPINA

Quer dizer que, além de as construtoras financiarem oficialmente campanhas do PT, PMDB e PP, com dinheiro de propina – e se o doleiro Alberto Youssef também repassava dinheiro para paraísos fiscais em nome ou de empresas-fantasmas pertencente aos políticos –, chegamos à conclusão de que a ladroagem apenas na Petrobrás é muito acima dos 3%. Fora que as empresas também deveriam superfaturar as obras para valer a pena o risco, aumentando consideravelmente o lucro. Imaginem depois de 12 anos qual o custo Brasil sendo jogado na latrina dessa gente e tirando da juventude o direito a um futuro melhor. Isso tem de ser exaustivamente punido! E não é com apenas 12 anos, como querem no novo Código Penal. Tem de ser no mínimo com pena máxima de 30 anos. É o preço que as novas gerações pagarão pela falta de educação de qualidade. 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

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IMAGEM EMPRESARIAL

Investidores processam Petrobrás nos EUA (9/12, A1 e B3) e todas as empresas brasileiras que têm atividade internacional podem ser atingidas. Lembrando que o ministro José Eduardo Cardozo declarou, certamente olhando o umbigo petista, que corrupção é “cultural” no País, embasou o processo americano. Assim, completa-se o quadro para a perda de credibilidade de todas as empresas brasileiras com ações em bolsas e filiais no exterior, ou as exportadoras. A imagem empresarial assim arranhada poderá gerar graves danos à economia do País.

Suely Mandelbaum suely.m@terra.com.br 
São Paulo

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O PETRÓLEO NÃO É NOSSO

Não é possível essa situação da Petrobrás continuar como está. Não adianta só punir os culpados por inacreditável dilapidação de patrimônio público, patrocinada pelos políticos do PT e associados. Enquanto essa empresa estiver sob tutela do governo e seus políticos interferindo danosamente na sua gestão, definindo políticas absurdas de atuação no mercado, o petróleo nunca será nosso, do povo brasileiro. Ele continuará servindo primordialmente aos interesses dessa gente, e não aos do País. Fica cada vez mais evidente que, para servir ao Brasil e seu povo, a Petrobrás precisa ser depurada de seus vícios, de suas deseconomias, e isso só acontecerá quando ela tiver de disputar o mercado como qualquer outra empresa, sem monopólio, sem tutela do governo e com concorrentes em igualdade de atuação. Até que isso aconteça, o petróleo continuará não sendo nosso.

Paulo T. Sayão psayaoconsultoria@gmail.com 
Cotia 

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A REFORMA NÃO BASTA

Reformar o velho Código Penal é preciso; punir é preciso. O delator está enojado com a corrupção. Que se deve dizer do povo brasileiro? Porém, somente avolumar as leis é insuficiente. O problema vem do berço, dos costumes, do "ethos" infeliz de um povo. A coisa pública está aí para ser assaltada. A introdução da Ética em nossos currículos escolares é coisa de que ninguém cogita. Ficar só na criação de leis repressivas é reiterar o bordão de Tácito, em relação a esse antiquíssimo fenômeno: "Corruptissima Republica, plurimae leges".
 
Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br 
São Paulo 
    
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PETROLÃO, A NOVELA

Na novela mensalão, na TV Justiça, o ator protagonista foi o ministro Joaquim Barbosa. Na novela que a Polícia Federal começou com a Operação Lava Jato (petrolão), o protagonista é o juiz Sérgio Moro. Agora a novela irá para nova fase, no STF. A TV Justiça irá bater com certeza recorde de Ibope. Qual ministro será o ator principal? Só esperamos que os ministros não saiam da curva.

Luiz Carlos Tiessi tiessilc@hotmail.com 
Jacarezinho (PR)

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NO STF

Os crimes de corrupção relatados na revista “Veja” sobre a Operação Lava Jato nesta semana são fatos. Como determinam a lei, aqueles denunciados pelos crimes de corrupção passiva; parlamentares, ministros e dos membros do Poder Executivo serão julgados pelos ministros do Supremo Tribunal Federal, que atualmente é composto na sua maioria por indicação da Presidência da República e aprovados pelo Senado. Penso que esses ministros do STF, pela evidência dos fatos, não têm como ignorar os crimes cometidos e terão de julgá-los com toda a imparcialidade, porque a reputação pública deles está sendo julgada pelos brasileiros e também pelos meios de comunicação que acompanham este processo. Os políticos têm seus poderes temporários, mas os membros do STF os têm até completarem 70 anos, e não podem conspurcar o seu nome a fim de proteger aqueles que os colocaram na mais alta corte de Justiça, misturando-se com eles. Como aqueles delatores que pretendem que suas penas sejam atenuadas a fim de salvar a pele, os ministros do STF têm de agir da mesma forma, salvando também a própria pele – e os criminosos que se danem.

José Carlos de Castro Rios jc.riois@globo.com 
São Paulo

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NAS SOMBRAS
 
A afirmação do juiz federal Sérgio Moro (editorial de 7/12, página A3), um dos responsáveis pela Operação Lava Jato, de que “quem é vítima de concussão procura a polícia, não as sombras”, jogou uma pá de cal nas esperanças dos executivos de empreiteiras, que afirmavam que não tinham outra opção senão acumpliciar-se com os funcionários corruptos da Petrobrás. Para a maioria dos brasileiros que levam sua vida honestamente, só  resta ficar na torcida para que os políticos também  envolvidos pelo menos devolvam o dinheiro  surrupiado dos impostos que pagamos.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com 
Campinas 

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PROMOÇÃO

Com todas as nuances apresentadas pela Operação Lava Jato, só nos resta saber se o juiz Sérgio Moro também receberá "promoção" idêntica à do juiz Fausto Martin De Sanctis.

Alan Silva Oliveira alan.adv1@adv.oabsp.org.br 
Guareí

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PROCESSO NOS EUA

Lancei este alerta por meio do “Fórum dos Leitores” tão logo foram publicadas as primeiras notícias do envolvimento da Petrobrás na Operação Lava Jato, chamando a atenção para que, pelos American Depositary Receipt (ADRs) da Petrobrás, o prejuízo aos acionistas em geral, e em particular ao povo brasileiro via Tesouro Nacional, seriam imensos. A diferença básica é que lá não existe contabilidade criativa, as leis valem para todos, e a SEC é inflexível. Quanta diferença!

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com 
São Paulo 

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RESPONSABILIDADES

Com 68% da população brasileira responsabilizando a presidente Dilma pela corrupção do petrolão, será que ela se importa? Saber das bandalheiras ela sabia, afinal, presidentes sabem de tudo, adicionado ao fato de não se tratar de um caso isolado, eventual, mas sim contínuo, sempre com os mesmos diretores e atores na bandidagem. Se o antecessor, o ignóbil, alegava "não saber de nada", justificativa pueril cria do advogado e amigo recém-falecido e que funcionou desde o lançamento, desta vez mostra-se vigorar a frase de domínio público de que "sabia de tudo", cumplicidade que procuram isentar por meio de artifícios com a conivência dos “cumpanheros” petistas e parlamentares associado$. Convém lembrar a esses cúmplices que ainda podem, pelo menos, por respeito à Pátria, se redimir do pretendido a evitar da acusação a presidente por crime de responsabilidade. 

Mario Cobucci Junior maritocobucci@uol.com.br
São Paulo

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DEMOCRACIA, SOBERANIA DO ESTADO 

Pesquisa Ibope revela que, apesar dos escândalos político-administrativos e das manifestações que pedem intervenção autoritária, 46% dos brasileiros preferem a democracia. No entanto, a democracia, para funcionar, tem de garantir liberdade aos seus cidadãos e, em contrapartida, deles exigir responsabilidade e, principalmente, respeito ao ordenamento jurídico vigente. Todas as vezes que alguém desrespeitar a lei, deve receber a justa reprimenda, em nome da própria democracia e de suas instituições. Isso deve valer para todos, indistintamente, como estabelece o caput do artigo 5.º da Constituição: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza”. A democracia brasileira padece de muitos problemas que precisam ser resolvidos. Temos de acabar com a ideia de supremacia do Executivo e com o sistema de loteamento dos cargos para a montagem de apoios no Legislativo. Carecemos de melhor equipamento do Judiciário para as demandas não demorarem tanto a terminar. Os partidos políticos têm de viver às próprias custas e não exclusivamente de verbas do governo. O cidadão precisa ter motivos para acreditar no governo e nas instituições e, assim, respeitá-los.

Dirceu Cardoso Gonçalves  aspomilpm@terra.com.br
São Paulo

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INSATISFEITOS COM A DEMOCRACIA
 
Segundo a pesquisa Ibope feita a pedido do “Estado”, percebe-se um grande número de pessoas insatisfeitas com a democracia. São 30% de “pouco satisfeitos” e 22% de “nada satisfeitos”. A soma  –  52%  –  dá a dimensão do desprestígio, que, a meu juízo, não é propriamente do regime de liberdade em que vivemos, mas da qualidade de nossa democracia. Com efeito, vivemos um vota-se em A e elege-se B, fato que em nada recomenda o sistema vigente. É cediço um candidato bem votado perder a vaga para alguém com meia dúzia de apoiadores. Coligações aproximam, sob a mesma bandeira eleitoral, candidatos com ideologias distintas, quando não antagônicas, que deveriam estar em campos opostos e não disputando eleição sob a mesma bandeira. A propaganda eleitoral não permite o conhecimento dos candidatos. Concluído o pleito, perde-se o vínculo entre representante e representado sem que o eleitor nada possa fazer caso o “seu” candidato,  no exercício do cargo,  passe a fazer o contrário do que prometeu em campanha. Na vida civil, o mandatário é obrigado a se ater aos termos do mandato outorgado. Na vida política, não. Acresça-se que o sistema eleitoral vigente, ainda hoje padece dos vícios do famigerado Pacote de Abril (1977), aquele em que Geisel alterou regras eleitorais, dando grande peso relativo a pequenos estados com a finalidade de manter o apoio ao regime em regiões onde a Arena (o partido do governo) tinha mais prestígio – e, portanto, mais votos. Assim é que, desde então, um estado como Roraima, com pouco mais de 500 mil habitantes, passou a ter 8 deputados federais e 3 senadores, enquanto um gigante como São Paulo tem os mesmos 3 senadores e apenas 70 deputados. Seria razoável que estados nanicos, com poucos habitantes, tivessem apenas 1 senador – e não 3 como hoje –, e assim também o número de deputados de tais estados deveria ser proporcional ao numero de habitantes que têm. O fortalecimento de nossa democracia poderia começar pela redução dessas distorções numa eventual reforma política. O modelo atual acumula vícios que remontam ao período de exceção os quais nada mais são que "entulho autoritário” ainda não recolhido e jogado na lata de lixo da História. Há outras distorções mas o espaço não permite alongar considerações. Do jeito que está, não é de estranhar que tantos – aliás, os mais instruídos segundo a pesquisa – estejam desencantados com os rumos de nossas instituições democráticas.
 
Silvio Natal silvionatal49@gmail.com 
São Paulo

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QUE DEMOCRACIA?

Segundo Ibope, satisfação com democracia volta a crescer: regime é apoiado por 39% dos entrevistados, e em 2013, ano dos protestos, eram 26%. O Ibope só se esqueceu de dizer qual a margem de erro, para menos, é claro. Eu só queria saber que democracia é esta, em que a presidente do País comete um crime, cria uma lei para se autodefender, e fica tudo certo, todo mundo aceita.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com
São Paulo

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GATOTINHO NO BANCO DO BRASIL

O governo não aprende nunca e se mostra leviano e inconsequente, nada empenhado em fazer as mudanças imprescindíveis para a correção dos rumos do País. Num momento em que o Brasil vive turbulências por causa de escândalos de corrupção sem fim, o que faz o Planalto? Oferece a vice-presidência do Banco do Brasil (BB) para Anthony Garotinho, que hoje tem rejeição altíssima no Estado do Rio de Janeiro, sempre envolvido em falcatruas. Se um dia o PT colocou Henrique Pizzolato lá, por que não Garotinho, não é?

Myrian Macedo myrian.macedo@uol.com.br 
São Paulo

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BALÃO DE ENSAIO?

A ser verdadeira a notícia publicada no site do UOL segundo a qual nossa presidente pretende convidar o sr. Garotinho para ocupar a vice-presidência do BB, a tal autonomia da nova troica econômica será mais um conto de ninar incautos. O BB não precisa (com todo o respeito e com todas as desculpas pelo trocadilho) de garotinhos, precisa de profissionais do ramo. Esse gênero de atribuição de cargos, quando a competência aparece a partir do quinto escalão, é um mal do qual bem que poderíamos ficar livres. Tomara que tenha sido apenas (mais) um balão de ensaio.

Alexandru Solomon Alex101243@gmail.com
São Paulo

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A VEZ DOS BANCOS

O Banco do Brasil não precisa de garotinhos em sua diretoria. Precisa, isto sim, de adultos experimentados no meio bancário. Políticos não têm nem uma gota dessa qualificação. Será que dona Dilma, depois de destruir o setor elétrico e a Petrobrás, vai agredir agora o setor bancário e acabar de vez com os resquícios de confiança que ainda restam ao Brasil no resto do mundo?

Ary Nisenbaum aryn@uol.com.br
São Paulo

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É PIADA

Planalto oferece a vice-presidência do Banco do Brasil a Garotinho é piada ou ficaram malucos? É só rir para não chorar.

Valdir Sayeg valdirsayeg@uol.com.br
São Paulo

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SUPERÁVIT PRIMÁRIO

Com a recente aprovação no Congresso Nacional da criativa fórmula de cálculo do superávit primário proposta pelo governo, o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, poderia passar a ser considerado, junto com Salvador Dalí, um dos mestres do surrealismo.

Juan Iraburu Elizondo juan.iraburu@gmail.com 
São Paulo  

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A UNASUL E A CRISE INTERNACIONAL

A desculpa de Dilma Rousseff para suas incompetência e irresponsabilidade é a “permanente crise mundial”. Embora isso não perturbe países bem administrados como o Chile e até os EUA, que estão saindo galhardamente de uma imensa crise, é melhor a senhora presidente reclamar na ONU contra a crise mundial permanente, não há outra solução. Na reunião de Cúpula da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), líderes de países “brilhantemente” administrados como Venezuela, Brasil, Argentina e outros reclamaram novamente da crise mundial e de sua má situação em consequência dela. Aliás, pela voz da presidente Dilma, “é imperioso chamar a ONU”. Coincidentemente, todos estão em situação semelhante, mas o que destaca o Brasil é a imensa “apropriação” da Petrobrás por fornecedores, funcionários, petistas e empreiteiras, o que fez a estatal cair da posição de 12.ª maior empresa do mundo para a 120.ª. Nenhum outro país conseguiu esse feito, principalmente com a imensa participação da presidente, de seu antecessor e de seu partido, feito que será difícil de ser superado por alguma nação. 

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br 
São Paulo

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TRISTE SINA

Em entrevista, ao final da Cúpula da Unasul, Dilma Rousseff disse que a “crise internacional” afetou profundamente o Brasil. Na realidade, o que verdadeiramente afetou a economia brasileira foi o reflexo do petelulismo no “pudê” há 12 anos, e o Brasil ainda tem de suportá-lo por mais quatro anos. 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br 
São Paulo

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NOVA ARQUITETURA FINANCEIRA

Poe falar em agenda econômica do desenvolvimento compartilhado, cadê a grana da parceria entre a PDVSA e a Petrobrás para a construção da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco? Será que calote faz parte da nova arquitetura financeira com um banco de projetos estruturais?

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 
Monte Santo de Minas (MG)

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OBRAS NO EXTERIOR

Considerando as revelações, pela Justiça, de desvio bilionário do suado dinheiro dos contribuintes em obras que são fiscalizadas pela Controladoria-Geral da União (CGU), nem é bom pensar no que estará acontecendo com as obras de empreiteiras brasileiras, financiadas pelo BNDES e realizadas no exterior, fora do alcance daquele órgão.

Níveo Aurélio Villa niveoavilla@terra.com.br 
Atibaia

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O RELATÓRIO DA COMISSÃO DA VERDADE

Após quatro anos, pelo menos uma coisa deu certo no governo da “presidenta” Dilma: a Comissão Nacional da Verdade (CNV), que pretende entregar seu relatório final amanhã, quarta-feira, no qual condenará os militares e a Igreja pelo golpe militar de 1964. Para mim, esse relatório é mais um dossiê falso, que só assassinará mais algumas reputações. É por isso que eu espero que as Forças Armadas deem uma resposta à altura ao País, pois já vimos que a oposição (PSDB, DEM, PPS e outros) é incompetente, pois perdeu o poder após oito anos trabalhando em prol do povo e não conseguiu recuperar o poder após 12 anos de desgoverno do PT. Não merece a nossa confiança. Para os empresários e investidores, tanto faz quem governa o País (PSDB, PT ou os militares), pois são apolíticos. E para a mídia, sem comentários... Quem sabe 2015 será um ano que ficará para a história do País, como foi 1964, e que o comunismo e/ou socialismo seja vencido novamente, com o fim do Foro de São Paulo e da Unasul.

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br 
Americana

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‘TABUS E VERDADE’

No momento da entrega do relatório da Comissão da Verdade, mostra-se obrigatória a leitura do artigo “Tabus e verdade”, de Denis Lerrer Rosenfield, no “Estadão” de 1/12 (página A2). Pelo que foi até agora divulgado, parece que a Comissão da Verdade, na verdade, não vai apresentar toda a verdade. Embora aqui muito repetida, a palavra verdade (total) deveria nortear qualquer relatório histórico e imparcial. Mas parece que a comissão se preocupou tão somente com "a verdade" de um dos lados, isto é, só com o "crimes", abusos, etc. cometidos pelos agentes do Estado. Como bem mostrou o nobre professor Rosenfield nesse artigo, também é preocupação de milhares de brasileiros com a verdadeira história: o que se apurou dos abusos e crimes cometidos pelos "revolucionários" que visavam à implantação da ditadura comunista no Brasil? O que se falou, ou vão falar, sobre os assassinatos do tenente da PM Mendes ou do soldado do Exército Mário Kozel pelos movimento de esquerda? Tem ainda o mal contado caso de Orlando Lovecchio, que teve a perna destroçada em frente ao Consulado Americano em São Paulo. Nem militar ele era. Enquanto hoje ele recebe mísera pensão, o terrorista que o atingiu com uma bomba ganha uma quantia infinitamente maior, paga com o nosso dinheiro. Fazer de herói e promover a coronel com proventos de general de brigada um capitão desertor do Exército, aí já é demais. Haja dinheiro para pagar as milhares de bolsas-ditadura. Últimas perguntas: 1) o que se apurou de verdade sobre o período de 1946 a 1964, já que esse período também deveria fazer parte da pesquisa? Ou não? 2) caso venha a ser revogada a Lei da Anistia, como querem os membros dessa comissão, quando serão devolvidos os bilhões de reais recebidos pelas "vítimas da ditadura" dos cofres públicos, já que a lei é para todos?

Ellis A. Oliveira elliscnh@hotmail.com 
Cunha 

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INVERDADES

Mas que relatório a CNV apresentará? O das inverdades? O “Estadão” poderia fazer uma cronologia dos acontecimentos após abril de 1964, a revolução sem tiros, mas que virou uma baderna, pois, em vez de diálogo, nossa presidente e nossos "heróis" guerrilheiros pegaram em armas, soltaram bombas, matando inocentes, como no Aeroporto de Guararapes, assaltaram bancos e carros fortes, sequestraram aviões e assassinaram quase 200 pessoas, entre inocentes e militares. Vamos falar a verdade para nossos jovens: se não tivessem esses grupos aterrorizado os militares, teria acabado muito mais cedo a ditadura e com pouquíssimas mortes.

Roberto Tavares robertocps45@hotmail.com 
São Paulo

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A HISTÓRIA SE REPETE

Estamos de volta aos idos de 1968. Naquela época, éramos governados por uma ditadura militar. Hoje, temos uma ditadura de esquerda. Naquela época, os artistas eram censurados. Hoje, são comprados. Naquela época, o Poder Judiciário era covarde. Hoje, é corrupto. Naquela época os sindicalistas viviam nas sombras. Hoje, se disfarçam de black blocs. Naquela época o Congresso Nacional não existia. Hoje ele é inútil. Naquela época, as pessoas vagavam com medo. Hoje estamos sem direção. Naquela época havia um presidente medíocre manipulado por bruxos políticos. Hoje também. Os militares infiltraram milhares dos seus nas repartições e nos órgãos públicos. Hoje os petistas também o fazem. Aquela ditadura caiu. A de hoje também vai cair.
  
André Coutinho arcouti@uol.com.br 
Campinas

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(MEIA) VERDADE

A Comissão da (meia) Verdade insiste em condenar militares, e só militares, tendo em conta “tratados internacionais que consideram graves violações de direitos humanos crimes imprescritíveis, que não podem ser anistiados”. Não esclarece se isso vale só para “eles” ou para “nós” também. O elementar e lógico seria que valesse para “eles” e para “nós”. Mas é óbvio que, pela cartilha da Comissão, o pretendido é atingir a “eles”. Algumas considerações sobre o que o comum dos mortais entende por “graves violações de direitos humanos”. Vamos a alguns exemplos do que nos parecem graves violações: julgar um tenente PM, na sua presença, e condená-lo a morrer por coronhadas na cabeça, o que é feito imediatamente. Atrair um quase menino, que presta seu serviço militar de lei, como sentinela num portão de um quartel, para um veículo recém-abandonado próximo ao portão e acionar explosivo, que o estraçalha. Fazer campana na frente da residência de um oficial americano, em São Paulo, e, quando ele saía do carro em que transportaria seus filhos à escola, metralham-no, causando morte imediata, na presença de suas crianças e esposa. Um proprietário de importante empresa distribuidora de gás liquefeito tem seu carro cercado em rua dos Jardins e, ao tentar se refugiar, abandona o carro e é cercado e alvejado com muitos tiros. Morre na hora. Na cartilha da Comissão da (meia) Verdade, nada de condenável ocorreu. Tudo é anistiável e foi anistiado. Os tratados se aplicam no caso de vítimas “nossas”. No caso de vítimas “deles”, os tratados não têm aplicação.    

Mario Helvio Miotto mariohmiotto@gmail.com 
Piracicaba

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E OS OUTROS CRIMES?

Que comissão é esta que só se ateve a examinar e esmiuçar um dos lados da medalha? E os crimes perpetrados pelos terroristas, tais como assassinatos, torturas, sequestros e roubos, crimes exatamente iguais àqueles pelos quais acusados os militares? Dizer que os que combatiam a revolução eram "heróis defensores da democracia" é querer nos fazer de tolos. Sabemos que a intenção daqueles grupos era instalar um regime comunista. Respeitem nossa inteligência.

Heleo Pohlmann Braga heleo.braga@hotmail.com 
Ribeirão Preto

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‘PAREDÓN’
 
Na ONU, em 1964, Che Guevara confirmou os fuzilamentos no “paredón” e confessou: “Vamos continuar fuzilando. Nossa luta é uma luta até a morte”. Pergunto à Comissão Nacional da Verdade: foram 20 ou 30 mil fuzilados? 

Marius Arantes Rathsam mariusrathsam@hotmail.com 
São Paulo

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MONUMENTO EM SÃO PAULO

Muito apropriado o monumento inaugurado esta semana em São Paulo homenageando os desaparecidos no período da ditadura. Temos de homenageá-los mesmo, afinal os que eram daqueles grupos e não desapareceram acabaram com o País.

Celso Ribas G. de Carvalho crgc22@gmail.com 
São Paulo

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SANTOS?

Jamais imaginei que eu viveria para assistir ao que estou vendo. Eis que inauguraram mais um monumento, construído com o meu, o seu, o nosso dinheiro para homenagear os mortos e desaparecidos (?) durante o regime de exceção. Desta feita, o prefeito Fernando “Malddad” foi o fornecedor dos recursos. Mas não faltou ninguém, nem mesmo Ideli e a moça do cabelo engraçado que deveria estar cuidando da segurança pública em nível nacional. Afinal, o que são 60 mil mortes por ano, comparando-se com pouco mais de 400 pessoas que supostamente morreram ou desapareceram em 21 anos? O autor da obra, por certo emocionado com a grana que recebeu dos cofres públicos, exaltou-se ao explicar sua arte e disse que o branco representava os santos sacrificados. Céus! Nesta hora parece que se ouviu um enorme estrondo com as falanges dos verdadeiros santos se revirando em suas catacumbas.

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com 
Rio de Janeiro

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‘AS CONFISSÕES DO DOI-CODI’

Cumprimento o jornalista Marcelo Godoy pela matéria publicada em 7/12/2014: “As confissões do DOI-CODI”. Tenho 77 anos e felizmente não fui afetado pelas barbaridades daquele período, mas algumas pessoas conhecidas minhas o foram. Por essa razão, acho preocupante a tentativa de descartar a importância de trazer à tona o que continua sendo negado por segmentos das Forças Armadas (como, por exemplo, o atentado do Rio Centro em 30/4/1981). Fui aluno do Colégio Santo Inácio (jesuítas) aqui, no Rio, e coordeno um almoço mensal da turma graduada em 1955. Temos entre os participantes um colega general e outro almirante, mas ambos têm clara – ainda que injustificável – resistência a essa apuração completa dos fatos, embora informem não terem participado da repressão. 

Claudio Janowitzer cjano@terra.com.br 
Rio de Janeiro

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O ‘BARBA’

Lula da Silva alegou, em depoimento na Comissão da Verdade, que os militares o vigiavam nos cinemas. Todavia, como informado por Romeu Tuma Júnior em seu livro “Assassinato de Reputações”, Lula, ou “Barba”, como era tido pelos militares, foi muito íntimo do regime, ao ponto de se locomover no banco traseiro das viaturas da polícia, sem algemas e fumando livremente. Portanto, mais uma falácia de “Barba”, fazendo-se de vítima e tentando iludir novamente o povo brasileiro. Abram os olhos, 2018 está logo aí.
 
Antônio Carelli Filho palestrino1949@hotmail.com
Taubaté
 
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NO CINEMA

Então era no cinema que o “Barba” entregava para os militares o horário, o dia e o local das greves para o pessoal do DOPS? Páginas 51 a 55 do livro de Romeu Tuma Jr., “Assassinato de Reputações”. 

Carlos R. Gomes Fernandes  crgfernandes@uol.com.br 
Ourinhos 

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DIA DA JUSTIÇA – O QUE COMEMORAR?

Na segunda-feira fui ao Fórum de Santana para inclusão de fatos em processo meu pendente e tive a surpresa de encontrá-lo fechado, com a informação de que era Dia da Justiça – dia 8/12. Pasmem, senhores, Dia da Justiça, logo no Brasil. E é claro que outros órgãos da Justiça deveriam também estar fechados, inoperantes, feriado de trabalho, etc. Vendo algumas notícias no jornal “O Estado de S. Paulo” de 8/12: mensalão, petrolão, política mesquinha, corrupção, compra de votos no Congresso, propinas, achaques, etc., fiquei “estarrecido” por termos no Brasil o Dia da Justiça.  Parece cômico, mas é verdade e vergonhoso. O que temos para comemorar no Dia da Justiça? Com tantas mazelas e impunidades no País, deveríamos ter o Dia da Injustiça, isso sim!

Walter Lúcio Lopes wll@uol.com.br 
São Paulo 

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JUSTIÇA NUNCA PARA TODOS?

Eu só queria saber por que juizados especiais em aeroportos, e não juizados especiais em periferias de comunidades carentes, cinturões de miséria?

Ciberpoeta Silas Correa Leite poesilas@terra.com.br 
Itararé

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PAULISTANOS INSATISFEITOS

O “Estadão” de domingo, 7/12, publicou matéria sobre a insatisfação dos moradores da Rua Honduras com a implantação de uma ciclovia naquela rua, que é paralela à Rua Estados Unidos e à Avenida Brasil. Sem entrar no mérito da razão daqueles moradores, o que me causou espécie na reportagem foram as colocações de alguns dos moradores daquela via pública. A mais intrigante foi a de que “quem anda de bicicleta não presta, hoje nós sabemos disso. São pessoas não qualificadas”. Ora, pareceu-me uma visão distorcida da realidade. Embora eu entenda a importância das ciclovias, também penso que a implantação está sendo feita de forma açodada, mas daí a considerar ciclistas pessoas desclassificadas e que não prestam vai uma astronômica distância. Posso citar como exemplo de ciclista o professor titular do Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da USP e um dos componentes da bancada do “Jornal da Cultura”. Existem atitudes do prefeito muito mais importantes para que a população atue, como a aprovação de moradias populares em área de preservação ambiental e de mananciais a 300 metros da Represa Guarapiranga, a inércia de impedir outra assemelhada na Marginal do Rio Pinheiros, para as construções de espigões de luxo, além de outras autorizações, entre elas constantes do novo Plano Diretor, para a construção de prédios de até oito andares nos miolos dos bairros residenciais. Com relação à ciclovia em questão, seria interessante sabermos qual a justificativa da Prefeitura para a escolha da Rua Honduras.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br 
São Paulo

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SENSIBILIDADE

Como todos os dias, na segunda-feira li pela manhã a coluna “Fórum dos Leitores” e duas mensagens me chamaram a atenção. Uma leitora afirma que não é obrigada a andar de ônibus, “sem conforto e me arriscando a ser assaltada, a sofrer abuso sexual e outros constrangimentos”. Outro leitor afirma que “após os picos, os coletivos transportam poucos e prejudicam centenas de milhares”. Gostaria de fazer algumas ponderações. É verdade que o projeto das ciclovias necessita de uma revisão. Também é verdade que o carro particular é útil e necessário numa cidade como São Paulo. Tenho 46 anos de idade e ando de ônibus todos os dias. Muitas vezes, faço de três a seis trechos por dia, em diversos horários, inclusive após as 21 horas. É muito difícil entrar num ônibus vazio. Na maior parte das viagens, faço o trajeto a pé. Por outro lado, de minha posição no ônibus, me surpreendo a cada dia com a quantidade, que só faz aumentar, de automóveis em que se encontra apenas o condutor. É verdade que os ônibus são desconfortáveis. No entanto, a totalidade – e digo a totalidade mesmo – dos passageiros cede espontaneamente o seu assento para idosos e gestantes, ainda que não estejam sentados em lugares prioritários. Também já vi diversas vezes passageiros auxiliarem o motorista ou o cobrador a facilitar o acesso de um cadeirante para o interior de um coletivo. Eu não votei em Fernando Haddad, mas acho positiva a sua visão alternativa, privilegiando corredores de ônibus e ciclovias. A discussão a ser travada é: como aperfeiçoar essas duas alternativas de modo a atender à grande maioria dos habitantes da cidade que anda de ônibus e também visando à segurança dos ciclistas. É preciso ter um pouco mais de sensibilidade e entender que as políticas públicas em São Paulo não podem ser feitas única e exclusivamente em função do carro. Depois o PT ganha a eleição e todo o mundo sai por aí a reclamar. Vai entender.
 
André Dias Gonçalves andrekesselring.adv@gmail.com 
São Paulo
   
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AS METAS DE FERNANDO HADDAD

Este prefeito de São Paulo é estranho mesmo, sabemos lá como chegou a ser eleito, aparecendo nas pesquisas como a terceira opção dos paulistanos (essa urna faz milagres). Já que está prefeito, é incompreensível que em quase dois anos só conseguiu cumprir 16 das 123 promessas feitas. É fraco mesmo. Pelo visto, o seu objetivo é infernizar a vida dos paulistanos com a pintura de faixas e mais faixas exclusivas para ônibus, ciclofaixas e ciclovias. Quer fazer da cidade, que é sinônimo de trabalho, uma área de lazer. Quando perguntado se teria “jogado a toalha”, disse que não, mas deve ter pensado “por quê?”. Vai ser difícil de suportar os próximos dois anos. Que desastre!
 
Maria Teresa Amaral mteresa0409@2me.com.br 
São Paulo

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MERITOCRACIA ZERO

Se o prefeito Fernando Haddad anuncia que não importa a nota, todos os alunos das escolas municipais serão aprovados, isso quer dizer aos que estudam que eles são uns idiotas. A mensagem é esta: todas as crianças que, em vez de estudar e fazer as lições a tempo e corretas, forem para o pátio jogar bola, brincar ou sei lá o que passarão de ano. Então para que se esforçar? Para que pagar professores? O município poderá economizar um dinheirão: não precisa mais de professor nem de estrutura de ensino. Só uns monitores para organizar os folguedos. Ora, quem quiser ser alguém na vida que vá para uma escola particular. Na escola do PT não precisa se esforçar. Depois, é só ir aos políticos e pedir um lugar numa estatal e pronto, resolveu a vida. Mas esforço, estudo, meritocracia, não. Isso é para os idiotas conservadores.
 
Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com
São Paulo               

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A DECADÊNCIA DO CENTRO

Há poucos dias vi a que ponto chegou a decadência do centro de São Paulo. Tumulto, policiais em posição de combate, sirenes de ambulâncias, bombeiros, cheiro de gás. Rotina. Era mais uma desocupação de imóvel invadido pelos “sans coulottes”. Evoquei, com tristeza, o centro dos bons tempos. A elegância da Rua Barão de Itapetininga, a Confeitaria Vienense, a Cinelândia e a banda da Polícia Militar na Praça da República, aos domingos. Mudou o Natal ou mudei eu?

Arsonval Mazzucco Muniz arsonval.muniz@superig.com.br 
São Paulo

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OS POSTES DE LULA

Enquanto o povo pacifica e ingenuamente aceitar as indicações de Lula para cargos, continuaremos reféns de administrações sofríveis, como as de Dilma e Haddad.
  
Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br 
São Paulo

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AGRESSÃO NO METRÔ

Aconteceu duas vezes no metrô: presenciei um homem batendo numa mulher. Ao avisar os seguranças, eles tiraram o corpo fora alegando não terem "poder" para agir, pois seriam marido e mulher. Pergunto, então: quando são casados, agressão e humilhação estão liberadas? Se os seguranças do metrô não têm poder para proteger uma mulher de seu algoz, eles têm poder para quê? Se alguém bate na mulher em público, imaginem do que é capaz dentro de casa. As que vão à delegacia esperam horas para serem ouvidas. Mulheres, coragem! O governo do Estado de São Paulo não está preocupado com a gente. Decepcionante.

Francisca S. Lima Fran fran-albuquerque1@hotmail.com 
São Paulo

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‘OS MÉDICOS, O GOVERNO E A SAÚDE’

Caso este novo governo tenha  realmente feito o seu “dever de casa” para um segundo mandato, deveria ler com atenção e refletir bastante sobre as sugestões do eminente médico dr. Florisval Meinão, presidente reeleito da Associação Paulista de Medicina (APM), feitas no artigo publicado ontem (“Os médicos, o governo e a saúde da população”). Em pouco espaço, mas com grande profundidade, o dr. Meinão faz um diagnóstico dos males da saúde em nosso Brasil, prescrevendo os remédios já conhecidos  por qualquer pessoa bem informada, mas insistentemente ignorados por Brasília. Até quando?
Não é tão complicado. Basta não mais entregar a saúde e seus problemas a leais militantes, sem nenhuma outra qualidade pessoal ou profissional, ignorando os muitos profissionais médicos, renomados e sem qualquer outro comprometimento ideológico, a não ser com o juramento de Hipócrates. Que se faça na saúde o que a presidente teve a ousadia e coragem de fazer na economia, escolhendo pessoas comprometidas com a verdade e com o Brasil. E vamos começar a curar a saúde doente do nosso Brasil. 

Marilene Rezende Melo, presidente da Associação Brasileira de Mulheres Médicas marilenermelo@uol.com.br
São Paulo

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EBOLA E O FASCÍNIO DA REPORTAGEM
 
A visão abrangente de Washington Novaes (“Alerta sobre Ebola tem quase 40 anos”, 5/12, A2) se soma às considerações do professor Carlos Alberto Di Franco (“O fascínio da reportagem”, 8/12, A2), e constituem um desafio válido para quem busca informação útil para orientação das novas gerações. Conter o Ebola não foi suficientemente “trabalhado”, nem mesmo pelos responsáveis (OMS, governos e países afetados, centros de prevenção e controle de doenças). A mídia, por sua vez, cuidou mais do apelo audiência/tiragem do que das ameaças latentes, porém previsíveis: a saúde de seus povos. Creio que precisamos todos, mídia, ONGs e sociedade civil, prestar mais atenção e insistir, insistir, insistir...
  
Gunter W. Pollack gunterwp@uol.com.br
São Paulo

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