Fórum dos Leitores

DISCURSO VAZIO

O Estado de S.Paulo

12 Dezembro 2014 | 02h04

A bola da vez?

Inacreditável, o sr. Luiz Inácio continua vociferando contra a imprensa e o que ele chama de elites. "Agora a bola da vez somos nós", esbravejou sobre o megaescândalo da Petrobrás. Disse ainda que a elite não aceita o PT porque melhorou a vida da população. Hein?! Como melhorou a vida da população? Enquanto ele acaba de receber um triplex da empresa OAS (citada no megaescândalo), o povo não tem nem o Minha Casa, Minha Vida - muitas das residências construídas já estão condenadas. Ele corre ao Sírio-Libanês por qualquer espirro e o amado povo vai para hospitais do SUS aguardar atendimento em corredores. Escolas? Nem as creches prometidas foram concluídas. O chefão tem seguranças garantidos por decreto assinado em benefício próprio, enquanto o povo continua refém e é morto por bandidos, muitas vezes drogados. Sua ex-Excelência anda de jatinho patrocinado por construtoras (as mesmas!), enquanto o povo... Ora, o povo!

APARECIDA DILEIDE GAZIOLLA

aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

Chororô

Lulla mostra a sua cara com o chororô de sempre. O PT é o que os fatos têm demonstrado nos últimos 12 anos. Reclamar das elites, dos burgueses, é a única coisa que Lulla sabe fazer, além de subir em palanques.

JOSÉ ROBERTO IGLESIAS

rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

Para o PT, foi a mídia que roubou a Petrobrás!

EUGÊNIO JOSÉ ALATI

eugeniojalati@gmail.com

Campinas

Papel higiênico

Segundo o filósofo de Garanhuns egestou (como de hábito) no congresso (ou conluio) do PT sobre "a cor e a qualidade do papel higiênico do palácio", do que se pode ter a certeza é que ele será sempre insuficiente para limpar a sujeira perpetrada por sua corriola, como é a praxe petista. E de que o papel deve ter sido superfaturado.

RICARDO HANNA

ricardohanna@bol.com.br

São Paulo

O PT e o pato

O PT, capitaneado pelo "grande timoneiro" Lula, escoltado por Gilberto Carvalho, seu leal escudeiro, a partir de recente convenção partidária começa a articular o discurso para justificar as medidas econômicas amargas e impopulares que a presidente Dilma Rousseff deverá aplicar no início de seu novo mandato. Alguém terá de pagar o pato político pela maldita herança econômica, desta vez criada por eles mesmos. Quando o assunto os desfavorece, nunca sabem de nada. A dor da injeção aplicada agora não dará margens a tergiversações. FHC foi, assim, temporariamente alijado do protagonismo das imputações pela zelite social, pelo poder econômico e por pretensos golpistas adversários. Má solução para ultrapassar momentos de grandes dificuldades que se avizinham. Levar os brasileiros à união seria melhor opção. Mas talvez eles não pensem nisso por acreditarem que não produza os resultados políticos desejados na eleição de 2018.

SERGIO HOLL LARA

jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

A BUSCA DA VERDADE

Bem-vinda

A divulgação do extenso relatório da Comissão Nacional da Verdade sobre brutais crimes de tortura, e até apropriação de bens, ocorridos entre 1964 e 1985 deve ser saudado por todos os brasileiros. Finalmente são trazidos à tona atos escabrosos que foram encobertos por mentiras e dissimulações. A apuração da verdade é sempre bem-vinda e esperamos também que essa mesma busca ajude o Brasil a sair do atoleiro de podridões financeiras que estão sendo reveladas pela Operação Lava Jato. Jamais seremos um país justo e forte se negarmos isso.

CLAUDIO JANOWITZER

cjano@terra.com.br

Rio de Janeiro

Tortura e assassinatos

Bem-vinda uma Comissão da Verdade sobre a morte de Celso Daniel e do Toninho do PT.

LUCIA MELCHERT

luciamelchert@gmail.com

São Paulo

Lesa-pátria

Uma vez que os cinco presidentes da República do regime militar também são responsáveis pelos crimes cometidos contra os subversivos da época, devemos exigir a inclusão de Dilma e Lula entre os responsáveis pela roubalheira na Petrobrás, verdadeiro crime de lesa-pátria.

ANTONIO CARLOS GOMES DA SILVA

acarlosgs@uol.com.br

São Paulo

Democracia

Esse é o regime político em que o poder emana do povo e deve buscar o que interessa a ele. É verdade, hoje podemos falar e dar opiniões, ainda que contrariem o poder. Mas isso é muito pouco diante do que poderíamos ter! Que democracia é esta que compra os votos dos parlamentares para atingir os objetivos do governo? Que muda leis para ficar, assim, compatível com elas? Que diz buscar a verdade, mas mente e estigmatiza os adversários? Todos nós devemos chorar pela violência que a "democracia brasileira" sofreu e sofre pela venalidade e pela corrupção, e não só assistir à presidente, emocionada, derramar algumas lágrimas. Imaginem o que seria feito se Jango tivesse sido envenenado!

DÉCIO ANTÔNIO DAMIN

deciodamin@terra.com.br

Porto Alegre

Será?

Tendo em vista o conhecido temperamento de durona da nossa presidente, surge a hipótese que em seu discurso de anteontem seu marqueteiro lhe tenha passado um bilhetinho: "Não se esqueça de que você tem ações da Petrobrás".

MARCELO FALSETTI CABRAL

mfalsetti2002@yahoo.com.br

São Paulo

Coerência

A ONU constatou que 10% dos homicídios no mundo ocorrem no Brasil. Nossa presidente também vai chorar com tal notícia?

WALTER CARVALHO

walterdc@uol.com.br

Jundiaí

Lamentável e vergonhoso

Associo-me ao editorial O trabalho de uma comissão (11/12, A3). Inegavelmente, o objetivo da Comissão da Verdade, como disciplina a lei que a instituiu, foi vilipendiado pela carga ideológica cega da maioria de seus membros, que se esqueceram de apurar os crimes perpetrados pela esquerda armada, que ceifaram a vida de muitos inocentes. Assim, produziu relatório inócuo e tendencioso, de um lado só.

JOSÉ EDUARDO MEDRADO

jevmedrado@terra.com.br

São Paulo

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OPERAÇÃO LAVA JATO

Com o aprofundamento das investigações na Operação Lava Jato, tomamos conhecimento de que o valor desviado da Petrobrás chega ao absurdo valor de mais de R$ 20 bilhões. Isso daria para pagar o Bolsa Família em dobro durante um ano inteiro. E o governo federal ainda defende que os incompetentes que dirigiam a empresa na época dos desvios, e que lá ainda permanecem, continuem em seus cargos. Outro absurdo!

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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ATAQUE EM MASSA CONTRA A PETROLEIRA

 

O escritório de advocacia Wolf Popper, de Nova York, EUA, até fevereiro de 2015 estará recebendo procurações de acionistas interessados em obter da Justiça americana ressarcimento pelos danos ocasionados, a partir de 2010, com os atos de corrupção apurados pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal, na Petrobrás, e em curso na Justiça Federal do Paraná, sob a presidência do magistrado Sérgio Moro. Aliás, o procurador-geral da República declarou que a diretoria da Petrobrás precisa ser substituída e está no afã de processar quem de direito. Dez fundos de ações brasileiros, pelo menos, irão ingressar com ação contra a Petrobrás pelo referido escritório, pleiteando milhões/bilhões em indenização. Relembrando o que ocorreu com a Argentina, teremos que as ações da Petrobrás cairão abaixo dos US$ 9,00, que valem hoje. Aí está a herança maldita e pérfida do lulopetismo para o Brasil e para seu povo operoso e crédulo.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br 

Rio Claro

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A CASA CAIU

A casa acabou de cair: o escritório de advocacia Wolf Popper, que não perde uma, entrou com ação coletiva em nome dos americanos prejudicados com as mentiras brasileiras e a roubalheira da Petrobrás. A ação pode chegar a cifras inimagináveis, e lá a Justiça é rápida e eficiente, portanto o desdobramento disso é imprevisível.

Ivan Bertazzo bertazzo@nusa.com.br

São Paulo

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AS CALÇAS CURTAS DA PETROBRÁS

Bom, com a queda vertiginosa do preço do petróleo, a única salvação do bolivarianismo será apelar para as bilionárias fortunas dos dirigentes petralhas e seus parceiros quadrilheiros...

Ricardo C. T. Martins rctmartins@gmail.com 

São Paulo

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SOLUÇÃO CORAJOSA

Não adianta desviar a atenção da questão principal: o atual sistema de gestão das estatais é obscuro, corrupto e está sendo usado criminalmente para abastecer campanhas de políticos e caixas 2 de alguns partidos. As soluções estão sendo cobradas pela sociedade, imprensa e, agora, por membros do próprio governo, o ministro da Controladoria-Geral da União, Jorge Hage, e o procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Esperamos uma solução corajosa da presidente e de seu partido para livrar a economia desta praga e restaurar a credibilidade do Brasil. Vão fazer, ou continuarão tapando o sol com peneira?

Omar El Seoud ElSeoud.USP@gmail.com

São Paulo

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FAXINA NA ESTATAL

Como disse o sr. Janot, o certo é trocar a diretoria da Petrobrás. Então, chame a dona Dilma de volta a ser ministra de Minas e Energia e veja para onde vai o minguante valor da Petrobrás.

Flávio Cesar Pigari flavio.pigari@gmail.com 

Jales

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LIBERDADE DE EXPRESSÃO

Cumprimento o procurador Rodrigo Janot. Ainda bem que tem gente neste governo que se salva. Que não são todos que estão “acoleirados” nas rédeas da madame.

Wilson Matiotta loluvies@gmail.com

São Paulo

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PRESIDENTE IRRITADA

A imprensa noticia que a presidente Dilma ficou irritada com as palavras do procurador-geral da República no sentido da demissão imediata (antes e independentemente de julgamentos) da atual diretoria da Petrobrás. Isso demonstra que Dilma não é afeita à administração eficaz de empresas. Uma unidade de produção tão importante para o Brasil como a estatal, e completamente cupinizada como está, precisa iniciar um novo ciclo de atividades, com novo planejamento de investimentos, novas estratégias e seguramente novas pessoas. Isso não tem que ver com culpabilidades, que continuariam a ser investigadas independentemente da nova diretoria. O povo brasileiro entende que seria salutar a renovação imediata do Conselho de Administração e de tida a diretoria. Quanto mais demora, pior para a Petrobrás e para o Brasil.

Ademir Valezi adevale@gmail.com

São Paulo

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RACIOCÍNIO LENTO

O ministro da Justiça demonstrou extrema lentidão de raciocínio quando, ao lado do procurador-geral da República, não o retrucou à altura os comentários relativos à troca de toda a diretoria da Petrobrás. Só depois de repreendido pela presidente da República voltou à carga, em coletiva de imprensa, e retrucou a opinião do procurador. O ministro da Justiça seguramente desagradou à presidente da República, e à da Petrobrás, então, nem se fale.

José Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava

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CORRUPÇÃO

Se a presidente da Petrobrás sabia e não fez nada, pecou por omissão; se não sabia de nada, pecou por incompetência.

Cristiano Walter Simon cws@amcham.com.br

Carapicuíba

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O PAPEL DA SOCIEDADE

Na abertura da Conferência Internacional de Combate à Corrupção, que aconteceu em Brasília, da qual participaram o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, entre outros comentários, o que mais me deixou perplexo foi a máxima “a sociedade precisa colaborar no combate à corrupção”. Como assim? O que falta é a Justiça aplicar a lei, especialmente para os bandidos de colarinho branco, mais precisamente na Câmara dos Deputados, no Senado, no governo federal e em seus ministérios. A Papuda não dará conta! Se assim não for, nada vai resolver, só caberá à sociedade ir às ruas.

José Carlos Alves jcalves@jcalves.net

São Paulo

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PERDA DE TEMPO

Acho mesmo que o procurador de República está preocupado com coisas menores e está perdendo tempo. Pedir a substituição da diretoria da Petrobrás de nada adianta. A solidariedade do PT entre os seus membros, originária dos tempos do movimento sindical selvagem, que protegia até sabotadores, aliada ao aperfeiçoamento sistêmico da mentira deslavada, cuja iniciação se deu quando muitos de seus membros fizeram estágios de guerrilha em Cuba, impedem qualquer efeito deste tipo de ação. O procurador deveria se aprofundar nas investigações que caracterizam arrecadações ilícitas do partido em nível nacional, nos recebimentos de recursos financeiros ilegais, vindo do exterior, e, com base nesses ilícitos, aplicar a lei e pedir à Justiça a extinção do PT.

Manoel Sebastião de A. Pedrosa link.pedrosa@gmail.com

São Paulo

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FALTA DE PERSONALIDADE

Assistindo ao jornal televisivo na noite de terça-feira, deu para ver a falta de personalidade do nosso ministro da Justiça. Ouviu calado o pronunciamento do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, criticando o aparelhamento do Estado que hoje comanda a corrupção no País e pediu a demissão da cúpula da Petrobrás. Em seguida, assediado pela imprensa, o sr. Cardozo confirmou que justiça será feita contra todos os atos de corrupção que estão sendo apurados e confirmados. Não demorou muito para receber um telefonema da patroa ordenando que ele mudasse a versão, e assim foi feito, ao afirmar que nada existe de comprovação sobre as acusações contra os dirigentes da estatal. Isso é uma tremenda falta de vergonha e personalidade. Sr. ministro, não envergonhe mais o Brasil; peça demissão do cargo e  procure uma lavagem de roupa em casa de família. Eu não me submeteria a isso. Uma vergonha, uma desmoralização para um homem com H maiúsculo. Dignidade acima de tudo.

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

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EM DEFESA DA DIRETORIA

O ministro da (In)justiça, sentindo que o procurador-geral está totalmente desligado da indicação do cargo dele pelo PT, pois chutou o balde da corrupção na Petrobrás, como todo cidadão honesto faria, tentou defender a já morta “presidenta” da Petrobrás e seus parasitas diretores. Todos sabem que a incompetência dessa corja deixou a empresa na pindaíba em que está e ainda usam seus recursos para fazer política baixa em nome do PT, o mais corrupto partido do Brasil desde sempre.

 

Antonio Jose Gomes Marques a.jose@uol.com.br

São Paulo

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ADVOGADO CARDOZO

A cada dia que passa, ficamos mais espantados com a enorme, criminosa e proveitosa confusão que os “cumpanheros” fazem entre Estado/governo/partido político. Agora, o ministro da Justiça, cuja ação deveria primar pela isenção, arvora-se no direito de constituir-se advogado de defesa dos réus do petrolão e, ainda por cima, inocentar a presidente da Petrobrás. Essa senhora, em qualquer país (ou empresa) decente, já estaria no olho da rua há muito tempo.

Nelson Penteado de Castro pentecas@uol.com.br

São Paulo

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MÁ ADMINISTRAÇÃO

A grande gerente, segundo Lula, não entende nada de administração. A situação de nossas finanças comprova isso. Se ela fosse boa, há muito já teria pedido à diretoria e presidência da Petrobrás que se demitissem. O que mais se precisa saber? Como os responsáveis pela empresa ficam quando aparecem todas estas denúncias? Como ela vem a público dizer que eles têm toda a confiança? Confiança de quem? Dela? Porque dos brasileiros é que não é. E nem dos acionistas, já que estes estão entrando na Justiça contra os desmandos apontados. Vão aparecer ações aos borbotões e a situação vai ficar insustentável. As ações nos EUA têm potencial bombástico, podendo levar a empresa à lona. Em qualquer companhia particular, já estavam na rua e respondendo no mínimo por má administração. Nossas outras empresas não aguentarão tanta incompetência e ladroagem. O procurador-geral da República tem toda razão: esta diretoria tem de sair o mais rápido possível, para o bem da empresa e do Brasil. Dilma escalou o ministro da Justiça para os defender. Parece que ela não sabe, ninguém lhe contou ou então confunde tudo: ministro da Justiça não é Poder Judiciário, presidente!

 

Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com

São Paulo

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O DISCURSO DE JANOT

Dilma se irrita, classifica como “escândalo”, exige que seu ministro da “Justiça” faca um pronunciamento imediatamente isentando a direção da Petrobrás de qualquer ato ilícito já comprovado. Janot está equivocado, toda a imprensa, o povo brasileiro, o mundo está equivocado. Se a direção da empresa não é conivente, é no mínimo incompetente. Por muito menos, mas muito menos, em qualquer empresa privada esta diretoria já estaria longe e com os bens bloqueados.

Pedro P. Leite de Barros Filho pplbarros@gmail.com

São Paulo

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TRANSPARÊNCIA INTERNACIONAL

Segundo Paulo Roberto Costa, ex-diretor de abastecimento da Petrobrás, todos os setores da vida econômica do governo estão “bichados”, que basta querer investigar que encontrará instalado o maldito vírus da corrupção. Portanto, a ONG Transparência Internacional (TI) foi precipitada ao creditar ao Brasil três posições no ranking da corrupção mundial. Passou de 72.ª para a 69.ª. Esqueceram-se os pesquisadores de que aqui políticos e empresários de um modo geral são formados e pós-graduados na faculdade das falcatruas. Nem esfriou o petrolão e a Polícia Federal e o Ministério Público já estão de olhos vivos nos aeroportos, nos portos, nas ferrovias e hidrelétricas e em muitas outras estatais suspeitíssimas de fraudes. As autoridades em hipótese alguma podem descartar essas informações, pois quem puxou o fio da meada e deu a “dica” foi um catedrático professor que já “abasteceu” muitas contas do exterior. Resta saber como será chamada essa operação, mas acredito, seguindo a mesma termologia e como sempre envolve vultosas quantias desviadas, será acrescida do sufixo “ão”. Talvez, pega ladrão, camburão ou cadeião, todas se encaixam perfeitamente nos perfis dos envolvidos.

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

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SERIEDADE

Falta seriedade à presidente Dilma quando afirma combater a corrupção de forma implacável. Fosse assim, ela nunca pensaria em convidar um indivíduo com a folha corrida apresentada pelo sr. Anthony Garotinho para ocupar um cargo no Banco do Brasil no seu governo.

 

Flavio Augusto Perpetuo fperpe@centroin.com.br

Florianópolis

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O PASSADO CONDENA

Dilma Rousseff diz que sua vida inteira mostra o repúdio à corrupção. Sua vida mostra repúdio à lei e mostra conluio com os fora-da-lei. Afinal, assaltante sempre será assaltante, quer seja de cofre de ex-governador, quer seja de cofres públicos, quer seja de cofres da Petrobrás. Seu passado não a inocenta e muito menos a mostra como defensora da lei. Seu passado a condena.

Cláudio Eustáquio Duarte claudio_duarte@hotmail.com 

Belo Horizonte

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FISCALIZAÇÃO NAS ESTATAIS

O pedido de demissão do sr. Jorge Hage, após 12 anos à frente da Controladoria-Geral da União, na minha opinião, é pelo fato de ele estar cansado de enxugar gelo. Era o pregador do deserto. Prova é sua declaração de falta de fiscalização nas estatais, e é justamente aí que está o xis da questão. Não há nenhum interesse neste país em que haja fiscalização. Sucateiam-se ao máximo os órgãos fiscalizadores para que os corruptos atuem livremente. Essa é a tônica dos governos e que nestes 12 anos de PT ficou mais patente. Saquearam o País.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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PLAYBOYZINHO E PLAYBOYZÃO

Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência da República, critica o senador Aécio Neves chamando- de “playboyzinho”. No entanto, venera Lula, o maior playboyzão da paróquia.

 

Geraldo de Paula e Silva geraldodepaula@ibest.com.br

Teresópolis (RJ)

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APELIDOS

Se cabe playboyzinho para Aécio Neves, não cabe corruptboyzinho para Gilberto Carvalho?

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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FAZENDO JUSTIÇA

Tenho observado que a mídia tem se referido a Aécio Neves como “o candidato derrotado nas últimas eleições”. Por que “derrotado”, se metade do Brasil votou nele? Por que essa conotação derrotista? Gostaria de ver a mídia passar a se referir a ele como “o candidato que teve a preferência de metade dos brasileiros nas últimas eleições”. E referir-se à presidente Dilma não mais como “a presidente”, mas como “a presidente de meio Brasil”. Seria fazer justiça a ambos.

Dardson Petinati nosdrad@gmail.com

São Paulo

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NÃO SÃO ESPERNEIOS, É OPOSIÇÃO

O leitor sr. Tibor Rabóczkay condenou as declarações e atitudes do senador Aécio Neves, por fazer oposição à presidente Dilma, dizendo que mais parecem esperneios de um adolescente por ser contrariado. Diferentemente do PT, que fazia oposição pela oposição, mesmo quando o ex-presidente FHC tinha projetos que beneficiariam o povo, o senador Aécio Neves é o porta-voz de 51 milhões de brasileiros, que votaram nele. Portanto não são esperneios que o senador faz e continuará a fazer, mas, sim, oposição racional em nome desses milhões de brasileiros, mostrando erros e problemas que a “presidenta” não quer ver ou corrigir.

Agnes Eckermann agneseck@gmail.com

Porto Feliz

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AS CONTAS DE CAMPANHA

Quem tinha dúvidas de que o parecer emitido pelos técnicos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ao relator, ministro Gilmar Mendes, pedindo desaprovação das contas de campanha à reeleição de Dilma Rousseff não seria acatado enganou-se totalmente. Elas foram aprovadas por unanimidade pelos ministros do TSE, porém, em contrapartida – o que não foi surpresa – o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo rejeitou contas do governador Geraldo Alckmin alegando terem visto “incongruência formal”.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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CULTURA DA INTEGRIDADE

Na quarta-feira (10/12), tivemos duas notícias que deixaram um amargor no peito dos brasileiros. A primeira foi durante a entrega do relatório da Comissão Nacional da Verdade, quando a presidente Dilma, ex-guerrilheira que participou ativamente de atos criminosos que resultaram em mortes de inocentes, chorou por lembrar não de seus atos nem por suas vítimas, mas do que sofreu por causa deles. A segunda notícia foi sobre a aprovação dos gastos de campanha de Dilma, mesmo considerando as pesadas denúncias de que grande parte do dinheiro roubado da Petrobrás foi para sua campanha. Resta-nos o trabalho de formar uma cultura de pessoas íntegras, começando pelos nossos filhos, para que na terceira geração tenhamos uma cultura em que a integridade seja natural.

José Carlos Costa policaio@gmail.com

São Paulo

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PARA VIRAR A PÁGINA

Cumprimento a Comissão Nacional da Verdade por ter concluído o seu relatório – após mais de dois anos de investigação, pesquisa e análise – e concluído pela responsabilização dos militares pelos crimes cometidos durante a ditadura militar que assolou o País (1964-1985). Torturas, homicídios, desaparecimentos, exílios, maus tratos, perseguições, censura e toda forma de arbítrio e violência e violações aos direitos humanos praticados pelos militares não podem ser esquecidos nem ficar impunes. O Brasil precisa processar, julgar e condenar os torturadores e assassinos do regime militar para poder virar essa página negra da sua história recente e seguir em frente de cara limpa. São crimes imprescritíveis e que devem ser lembrados e punidos exemplarmente para que nunca mais voltem a se repetir.

 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br 

São Paulo

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O MESMO ENTUSIASMO

O dr. Pedro Dallari já conseguiu seus 15 minutos de fama à frente da Comissão Nacional da Verdade, que na minha opinião deveria ter sido chamada de Comissão Parcial da Verdade. Agora gostaria que, com o mesmo entusiasmo, ele se dedicasse aos casos dos policiais mortos pela bandidagem, sem o menor motivo. Muitos dos assassinos são menores. Seria conveniente que ele deixasse o passado em paz e cuidasse do cotidiano atual, que, por sinal, precisa muito mais.

Adalberto Amaral Allegrini adalberto.allegrini@gmail.com

Bragança Paulista

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DILMA CHOROU

Dilma Rousseff, ao receber o relatório da comissão instalada para apurar uma parte da verdade, chorou. Acredito que ela não encontrou o nome de Mário Kozel Filho naquelas páginas, no esplendor de seus 19 anos, assassinado, estilhaçado, quando de sentinela do quartel do Exército, por quem supostamente queria a democracia. Talvez hoje ela sinta que poderia ter sido filho, talvez o choro seja de remorso. Pode chorar, Dilma.

 

Jorge Peixoto Frisene jpfrisene@zipmail.com.br

São Paulo

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O CHORO DA PRESIDENTE

Teria sido a causa do choro a dor na consciência pelas mortes nas quais Dilma Vana Rousseff teve participação? Ou teria sido, quiçá, pelo trato diferenciado dado aos que lutaram do seu lado e hoje recebem polpudas indenizações, mesmo sem ter participado diretamente na luta contra a ditadura, e alguns deles haver atuado até como “informantes” do Exército, enquanto para o restante dos inocentes caídos do lado oposto não existem os mínimos direitos humanos? Teriam sido esses os motivos de tamanha comovente dor?

Humberto Boh hubose@gmail.com

São Paulo

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LÁGRIMAS POR MÁRIO KOZEL

Dilma disse que chorou pelos “perseguidos pelo regime militar”. Desde 1968 os pais de Mario Kozel Filho choram a morte de seu filho assassinado com 19 anos por esses mesmos perseguidos, talvez recebendo algum tipo de benefício por seus “atos de bravura”. Acorde, Brasil, enquanto é tempo.

 

Henrique Massarelli hermassa@uol.com.br

São Paulo

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PERGUNTAS

Com a recente e festiva apresentação do relatório final da “Comissão da Meia Verdade”, em que se apuraram fatos ocorridos entre os anos de 1964 a 1985, pela violação dos direitos humanos de um lado só, ficam aqui algumas perguntas que a “presidenta” Dilma não esclareceu durante seu discurso: os personagens de codinome Barba e Geraldo, quem os interpretava? Foi esclarecida a morte do sargento do Exército Mario Kozel Filho, morto num atentado terrorista em 26/6/1968? Foram incluídas no dito relatório as 102 vítimas do terrorismo de esquerda? Verdadeiro desperdício do dinheiro público. Como sempre, em tudo, longe de apresentar a verdade dos fatos.

Arnaldo Luiz de Oliveira Filho arluolf@hotmail.com

Itapeva

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MEU TESTEMUNHO

Quando jovem, vivi toda a experiência da revolução de 1964 e sempre apoiei a luta contra os terroristas e bandidos que queriam tomar o governo pelas armas para transformar o Brasil na desgraça que eram – e ainda são – os países comunistas. Esse meu testemunho vê com muita tristeza a falsidade e parcialidade da Comissão Nacional da Verdade, cujo claro interesse é amealhar dinheiro para um pequeno grupo de pessoas, baseado na revisão e invenção de fatos. Muito sensatas e oportunas as observações do general Rômulo Bini Pereira (10/12, A2). Por que não falar das 250 pessoas assassinadas pelos terroristas de então? Ele representa os brasileiros de ideologia democrata que defenderam o Brasil na luta ferrenha contra os terroristas comunistas. Graças ao espírito democrata deixado pelos militares, os terroristas comunistas agora estão no poder exercendo a extorsão e o revanchismo, mas gozando da ampla democracia que ainda insistem em destruir.

João Cesar Ribeiro cesar.ribeiro8@hotmail.com

São Paulo

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‘O PRINCÍPIO DO CONTRADITÓRIO’

Ótima ideia, embora discorde da denominação dessa nova lei. Em vez de Segunda Comissão Nacional da Verdade (SCNV), sugiro Comissão Nacional da Verdade Verdadeira (CNVV). Chega de parcialidade, maniqueísmo e de ideologia de esquerda caducada. Parabéns ao general de Exército R/1 Rômulo Bini Pereira.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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RECONCILIAÇÃO NACIONAL

Tendo em vista o fato de que a chamada Comissão Nacional da Verdade resolveu contar apenas metade do que foi a ditadura militar, entendo como apropriada a reivindicação do general Rômulo Bini Pereira, de uma Segunda Comissão Nacional da Verdade, para contar a outra metade e "a fim de efetivar o direito à memória e à verdade histórica e promover a reconciliação nacional", conforme a lei que instituiu aquela comissão.

Euclides Rossignoli euros@ig.com.br

Avaré

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GUERRILHEIROS

O general Nilton Cerqueira está absolutamente correto em perguntar “e a terrorista que é presidente do País?”. E os guerrilheiros? A presidente Dilma não estaria na Presidência se os militares tivessem feito o serviço deles, corretamente, na época.

Gilberto Lima Junqueira glima@keynet.com.br

Ribeirão Preto

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VERDADE

Agora que a Comissão da Verdade finalmente publicou seu relatório, seria um bom momento para tirar do cofre e publicar a ficha criminal da presidente Dilma. Só uma página que tem o poder de calar as 4 mil e tantas páginas da tal comissão da meia verdade.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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EMOÇÃO OU REMORSO?

O Brasil está interessado em ouvir Lula falar sobre a roubalheira na Petrobrás, sobre o Caso Rosemary, a construção da refinaria Abreu e Lima, e vem Lula falar na Comissão da Verdade que foi vigiado quando foi preso? Deveria ter sido vigiado enquanto governou o País. Esse desgoverno procura encobrir seus crimes levantando fatos que nada têm que ver com o momento atual. Esta Comissão da Verdade jamais investigou o assassinato de cerca de 120 pessoas que morreram pelas mãos assassinas das organizações de esquerda. Ao receber o relatório final da comissão, Dilma chorou. A ex-guerrilheira que preside o País pegou em armas junto com companheiros que mataram dezenas de inocentes, também chorou pelas mais de 250 mil pessoas que desaparecem no Brasil? Diante do atual número de homicídios (52 mil por ano) no País, nenhuma medida foi tomada pela presidente da República na área de segurança pública. As lágrimas de Dilma são de emoção ou remorso? 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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PONTOS DE VISTA

Vejo na imprensa notícias do depoimento de Lula à Comissão da Verdade, no que seria o clímax de sua ação. Lula declara, com a sutileza que o caracteriza, que os militares foram burros ao prendê-lo. Já eu acho que foram burros ao soltá-lo. Assim também comentaristas na TV condenam Jair Bolsonaro por ofensas contra a deputada Maria do Rosário, que se faz de coitadinha, frágil mulher e mãe. Vá bem, Bolsonaro poderia ser mais delicado, mas daí a dizerem que ameaçou estuprar a deputada é deslavada mentira. O que ele disse foi justamente o contrário. Pode-se censurá-lo, mas em nenhum momento ameaçou cometer crime contra a deputada, rejeitou raivosamente a hipótese.

Roberto Maciel rvms@oi.com.br

Salvador

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PURO DESRESPEITO

O deputado federal Jair Bolsonaro disse à deputada Maria do Rosário que ele não a estuprava porque ela não merecia. Na minha opinião, essa declaração do deputado deixa evidente que, em nosso país, enquanto a corrupção sobe, o respeito aos seres humanos despenca.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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UM ANO RUIM

Tenho 51 anos e acho que nunca vi um ano tão ruim para o Brasil. Uma Copa do Mundo com gastos absurdos e sem retorno, fora o vexame esportivo. Escândalos e mais escândalos (roubalheiras) de um governo totalmente corrupto levando a maior empresa do País à destruição e à perda da credibilidade. O Congresso foi comprado para votar ilegalidades. O Poder Judiciário, totalmente omisso e interessado apenas nos salários e mordomias num país onde se morre de fome. Fora as trapalhadas de juízes vaidosos e ignorantes (apoiados pelos colegas). Na campanha eleitoral, baixarias e mentiras de todos os lados e, principalmente, de nossa medíocre presidente, reeleita por um desatino da população. Até mesmo um candidato é morto num "acidente" aéreo... Enfim, marcamos este ano pelo fato de o País ser governado, legislado e julgado pelo que há de pior na sociedade, juntando a isso um povo passivo e alheio. O Brasil está deixando de ser um país e lembra aquela música de Cazuza: “Transformam um país inteiro num puteiro”. Na época da ditadura militar, ao menos, havia lideranças sociais de oposição como OAB, Igreja, ABI, UNE, etc. Hoje, nem isso. E, para fechar o quadro, uma crise hídrica, causada pela nossa irresponsabilidade ambiental, cujas consequências ainda estão por vir.

 

André  Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas

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MEIA VERDADE

Depois de 31 meses e a um custo não desprezível, a Comissão Nacional da Verdade entrega seu relatório, em que supostamente esclarece casos de violação de direitos humanos praticados entre 1946 a 1988 no Brasil, como de 377 pessoas assassinadas, e outras ainda vivas, mas torturadas pelo regime militar. O objetivo principal, no entanto, era o de investigar o período militar de 1964. Mesmo porque, cúmplices que foram da Lei da Anistia, de 1979, sob número 6.683, diga-se irrestrita, tentaram derrubá-la recentemente, e felizmente não encontraram guarida no Supremo Tribunal Federal. Mas, de forma parcial e marota, concluíram esse relatório, porque desprezaram o que é mais sagrado numa democracia, e preferiram somente analisar e catalogar para a história um lado só, como dos crimes praticados por membros do Exército brasileiro. Mas protegeram aqueles que foram formados para guerrilhas em Cuba e na antiga União Soviética, que assassinaram algumas dezenas de militares e civis, entre estes muitos inocentes. Que Brasil é este que oferece indenizações aos civis torturados e mortos pela ditadura militar e coloca como se fossem indigentes e sem o direito de proteção da nossa Constituição os familiares dos militares mortos na época? Oras, eu não sou militar, e tampouco alguém da milha família serve ou serviu esta nobre corporação. Mas abomino, como democrata que sou, esses privilégios que estão consagrados infelizmente neste relatório da Comissão Nacional da Verdade. E, diga-se, apoiada (por interesses escusos) por esta gente eleita pelo povo, alojada no Palácio do Planalto.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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JABUTICABA

Com finalidades e denominações nem sempre coincidentes, 42 comissões da verdade já se instalaram mundo afora. Umas mais, outras menos famosas, não se pode precisar se todas elas atenderam, “in totum”, às expectativas para as quais foram criadas. De uma coisa, no entanto, eu tenho certeza. A única que apontou os nomes de agentes do Estado que supostamente cometeram violações aos direitos humanos foi a brasileira. Isso me faz lembrar uma célebre frase: se só tem no Brasil e não é jabuticaba, só pode ser besteira.

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

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CANONIZAÇÃO

Tudo bem que a ditadura pode ter cometido algum excesso, como toda ditadura e todo regime totalitário cometem. Mas, pelo visto, a Comissão Nacional da Verdade cometeu uma grande injustiça, deixou de solicitar ao papa a canonização dos “santinhos” guerrilheiros.

Walter Menezes wm-menezes@uol.com.br

São Roque

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ANISTIA

Nos tempos sombrios dos anos de chumbo grosso da ditadura militar, de triste memória (1964-1985), inúmeros crimes de lesa-humanidade e graves violações de direitos humanos – imprescritíveis! – foram cometidos pelos dois lados em "guerra", vermelhos e verdes. A transição pacífica do regime de exceção para o Estado Democrático de Direito foi possível mediante a instituição da Lei da Anistia, em 1979, pactuada e acordada entre ambos os lados em conflito. Dali em diante, o País seguiu sua história e assim deve prosseguir, sem nenhuma intenção de revanchismo ou retaliações de parte a parte. A anistia pode até perdoar o passado, mas jamais esquecê-lo! Pra frente, Brasil!

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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EM TEMPOS DE ESCLARECIMENTOS

O Congresso Nacional poderia aprovar nova lei para a instalação de uma nova Comissão Nacional da Verdade que pudesse também recomendar algumas medidas em casos como o assassinato de Celso Daniel e de Toninho do PT. Será que a estudada emoção durante o espetáculo da apresentação do relatório seria a mesma?

 

Flavio Carlos Geraldo madflavio@uol.com.br

São Paulo

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VIRADA

A Caixa Econômica Federal (CEF) estima em R$ 240 milhões a Mega Sena da Virada. Dado que o acumulado atual é de apenas R$ 80 milhões, acho que eles estão “prevendo” sucessivos acúmulos até o final do ano, a começar pelos R$ 34 milhões que corriam na quarta-feira (10/12). Há tempos as loterias merecem uma auditoria. Considerando que sorteios são eventos independentes entre si, gostaria de ver se é realmente “aleatória” a distribuição dos prêmios, dada a aparente concentração dos grandes vencedores em locais de pequena expressão no volume de apostas. Algo como um gráfico multicurvas que correlacionasse, para diversas faixas de prêmio, o porcentual de apostas da cidade vencedora ao total de apostas do respectivo concurso. Considerando a avidez dos políticos por postos-chave nos ministérios e empresas estatais, quem sabe mais uma página negra de nossa história não seria virada.

Fernando J. de Queiroz Telles fernando@docemotivo.com.br

São Paulo

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AS CHUVAS E O DESASTRE

Qualquer um sabe que há uma lei da Física de que tudo o que sobe uma hora vai descer. Durante todo o tempo de seca a água se foi evaporando, e era evidente que esse vapor teria de voltar a cair, virar chuva. Enquanto isso as autoridades continuaram fazendo seus servicinhos medíocres, e o desastre das enxurradas terão as desculpas de sempre. Vamos limpar os bueiros, as sujeiras nos córregos, etc., etc. Mas não fizeram nada disso quando tudo estava seco. Assim caminham os governinhos nanicos da Constituição de 1988, comunista-coronelista, em que a regra do jogo é a corrupção deslavada.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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INDÚSTRIA FARMACÊUTICA E PUBLICIDADE

O povo brasileiro tem uma capacidade enorme de se aprofundar em certos assuntos, de buscar o melhor deles, mas isso não ocorre só com as coisas boas. Seria trágica, se não fosse desastrosa, a manchete do jornal “O Estado de S. Paulo” do dia 10/12/2014, talvez despercebida pela maioria da população: “Brasil foi líder em Leões no festival Lions Health”, em Cannes. Com os prêmios de publicidade desse festival, o Brasil consegue vencer o grande laboratório farmacêutico do mundo, os Estados Unidos. Quem diria? Será à toa que o País tem uma farmácia em cada esquina? Não. Em termos gerais, para a saúde pública, nada disso é vantajoso. A poderosa indústria farmacêutica, que coloca o País no primeiro pódio da propaganda com o rótulo de “saúde”, não é um bom sinal. As farmácias brasileiras viraram supermercados lindos, variados e doentis. A população é convencida pela publicidade profissional a tomar os milhares de remédios cheios de contra-indicações vendidos nessas farmácias, muitos deles com as mesmas fórmulas e apenas com o nome diferente. Eles retiram um produto e lançam dez. É uma prosperidade que só enriquece os fabricantes, porque a população fica mais doente com todos eles. Se não houvesse essa inversão de valores básicos, haveria, sim, uma preocupação com o bem-estar da população e isso se refletiria na qualidade dos serviços públicos de saúde que o País está longe de alcançar. Parte dessa problemática é culpa da própria população, que elege e reelege políticos com o mesmo desqualificado calibre de envolvimento com os problemas sociais. Nós, brasileiros, continuamos a eleger políticos comprometidos com igrejas, religiões, clubes de futebol, homofobia, policiais que viram deputados e exibem suas armas em palanques, etc. Nos tempos da ditadura, era comum ver na imprensa o seguinte jargão: o povo tem o governo que merece. Faz apenas três décadas que a ditadura foi derrotada pelas urnas, mas a maioria já esqueceu e a juventude não gosta de pesquisar o seu próprio passado histórico. Hoje, a mesma imprensa que lutou contra a ditadura endeusa os maus políticos, prestigia, torna-se cada vez mais partidária da pior espécie e a plateia ri e agradece. Depois das eleições essa mesma plateia que ri, e que agradece, vai para as ruas protestar contra o governo, incendiar a maioria a desenterrar a ditadura militar. Que ironia, não é? E, assim, a indústria farmacêutica cresce, naquilo que eles chamam de crescimento, que é produzir medicamentos cada vez mais venenosos, mais caros, mais débeis e mais adoecedores porque eles representam o lucro financeiro e o povão compra tudo.

Joséh Santos 8tete8@gmail.com

Lisboa, Portugal

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