Fórum dos Leitores

CORRUPÇÃO

O Estado de S.Paulo

17 Dezembro 2014 | 02h04

Graça x Venina

Conversando com um engenheiro de muitos anos na Petrobrás, disse-me ele que a geóloga delatora é pessoa extremamente honesta, funcionária exemplar, formada pela Faculdade de Geologia de Ouro Preto e de família muito humilde. Disse ainda que Graça Foster sabia de tudo desde que começou a arrumar contratos para o marido dela, que na época tinha uma pequena empresa de fundo de quintal. Agora é só Venina da Fonseca, ao depor na próxima semana na Polícia Federal, dar o nome de quem apontou a arma para sua cabeça.

ORIVALDO T. DE VASCONCELOS

professortenorio@uol.com.br

Monte Alto

Agonia da Petrobrás

Após constatar ontem a brutal queda no valor das ações da Petrobrás, outrora a maior empresa do País, só podemos inferir que a roubalheira a levou à inanição. Sua morte é iminente. Dá até para pensar num "esquema" adrede planejado e que logo, logo ela será comprada na bacia das almas pelo barão belga que vendeu a refinaria de Pasadena. E depois de revendê-la ao Brasil por preço exorbitante, vem a recompensa para a quadrilha sob a forma de palestras regiamente remuneradas. Infelizes os que abonaram, entre outras, tal canalhice nas urnas. Indecentes os que, em todos os Poderes, os acobertam e protegem. São farinha do mesmo saco carunchado pela corrupção, essa "cultural", segundo o douto ministro da Justiça e atual Sancho Pança da "presidenta". É pena que aos 71 anos me falte o vigor da minha juventude para o combate. Não tenho vergonha de ser brasileiro, tenho é nojo dessa súcia.

RICARDO HANNA

ricardohanna@bol.com.br

São Paulo

Afundando o Brasil

Pelo que estamos vendo, com toda a corrupção e má administração, a Petrobrás está caindo dia a dia, suas ações estão cada vez mais desvalorizadas. Além disso, a empresa não apresentou seu balanço trimestral até agora. As ações do Banco do Brasil também estão em baixa, perdendo valor com a perspectiva da nomeação de Garotinho. Foi mesmo um erro reeleger os petralhas. Aos poucos estão afundando o Brasil. Que futuro teremos se eles continuarem no poder?

CARLOS E. BARROS RODRIGUES

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

PT custa muito caro

A fim de permanecer o lulopetismo indefinidamente no poder, o PT não mede limites, apela até para as forças sobrenaturais, como disse Dilma que iria "fazer o diabo". O PT tem uma ideologia que faz parte do seu programa, isto é, "os meios justificam os fins", daí a razão do mensalão, do petrolão e outros ãos que logo vão aparecer. O PT sabe que sem ter muito dinheiro disponível, venha ele de onde vier, para generosas propinas, não tem como manter sua base de sustentação parlamentar. Manter o PT no poder custa muito caro.

JOSÉ CARLOS DE CASTRO RIOS

jc.rios@globo.com

São Paulo

POLÍTICA ECONÔMICA

Qual é a resposta correta?

A Bolsa de Valores de São Paulo vai quebrar por que as agências de risco vão reduzir a nota de crédito do Brasil ou as agências de risco vão reduzir a nota de crédito do Brasil por que a Bolsa de São Paulo vai quebrar?

MARIA CARMEN DEL BEL TUNES

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

Economia desnutrida

O PT está levando nossa economia a um estado de indigência! Saquearam literalmente também as estatais. A Petrobrás, em estado de agonia, cai mais ainda na Bolsa de Valores. O dólar atingiu seu maior valor desde 2005. No acumulado de janeiro a outubro, a economia teve crescimento negativo de 0,09%, conforme o IBC-Br. Mas a desgraça não para por aí, porque o crédito para capital de giro das empresas e para o consumidor final está caro e restrito. Além do mais, o governo está sem recursos para pagar seus compromissos porque gasta muito mais do que arrecada. Para completar toda essa mediocridade administrativa do governo federal, as mais do que prioritárias obras de infraestrutura, em razão do megaescândalo da Petrobrás, estão sendo paralisadas, com milhares de trabalhadores sendo dispensados. Isso porque as próprias empreiteiras contratadas são cúmplices na distribuição de propina aos camaradas e aliados do Palácio do Planalto. Aumentando a nossa indignação, a presidente Dilma, outrora sempre soberba e enganosa na defesa de sua gestão, emudece pelos corredores do palácio, como se nada tivesse que ver com esta situação... Ou seja, Dilma não dá satisfação, acovarda-se e foge dos brasileiros, inclusive dos que, infelizmente, a elegeram para mais um tenebroso mandato!

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

Ajuste fiscal

Dilma quer ajuste sem mexer no salário mínimo (14/12, B7). Ora, se a presidente quer ajuste sem mexer no salário mínimo, basta mexer no salário máximo...

FAUSTO FERRAZ FILHO

faustofefi@ig.com.br

São Paulo

Os sem-crise

Em nosso país, quando é para reajustar salários de políticos em geral, aí a crise acaba.

VIRGÍLIO MELHADO PASSONI

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

MEIO AMBIENTE

Alesp e a motosserra

Os deputados da nossa Assembleia Legislativa (Alesp) não merecem um copo d'água! Quem acaba com a proteção verde dos mananciais paulistas carece ficar sem banho e água na torneira.

MARA FONSECA CHIARELLI

mara.chiarelli@ig.com.br

Mogi-Guaçu

BOAS-FESTAS

O Estado agradece e retribui os votos de feliz Natal e próspero ano-novo de Adriana Monte Pires, Adriano Luchiari e família, Antonio Brandileone, Aparecida Dileide Gaziolla, Beatriz Campos, Carlos Benedito Pereira da Silva, Cebri, Felipe Salto, Fernando L. Ramirez - Engegrav, Fiorde Logística, Gilberto Natalini, Gurupy Martins, Inaed, Instituto Aço Brasil, João Paulo Garcia, José Ruy Veloso Campos, Josef Barat, Juarez Alvarenga, Lody Brais - Associação Cultural Brasil-Líbano, Lucas Robles, Luciano Harary, Luiz Nusbaum, Márcia Lenah, Marito Cobucci, Miruna, BeA Brasil e Lotters, Nelson Penteado de Castro, Paulo Seiji Isewaki - C&C Custos e Ganhos, Pedro Cesarino e Mario Sergio Cesarino - Publicidade Archote, Pirelli Pneus Ltda., Printec Comunicação, PR Newswire, Robert Haller, Roberto Twiaschor, Rogério Silva, Ronaldo e Ivani Carneiro, Ruy Martins Altenfelder Silva - Centro de Integração Empresa Escola (CIEE), SAE Brasil, Shopping Pátio Higienópolis, Valmir Alves Bezerra e Veropress Comunicação.

PETROBRÁS – HORA DE SANEÁ-LA
 
Se a presidente Dilma Rousseff almeja iniciar seu novo governo com ao menos meio pé direito, é imperativo que exija a demissão de toda a diretoria da Petrobrás, inclusive de Graça Foster. As revelações da ex-gerente de Abastecimento Venina Fonseca não deixam dúvidas de que a atual diretoria sabia das falcatruas e tapou olhos, orelhas e boca. É preciso deixar o orgulho político de lado e tomar decisões coerentes e, acima de tudo, morais. 
 
Luciano Harary  lharary@hotmail.com 
São Paulo
 
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OS AVISOS DE VENINA
 
Agora que Venina “Veneno” pôs a boca no trombone, a diretoria da Petrobrás está querendo imputar a ela a culpa por várias inconformidades ocorridas na Refinaria de Abreu e Lima (PE). O objetivo, obviamente,  é tentar desviar a atenção dos avisos enviados por Venina por e-mails para a presidente Graça Foster, justamente sobre os malfeitos que estavam efetivamente ocorrendo em nossa estatal, que sempre foi a menina dos olhos da petralhada. Cuidado, dona Venina, veja o fim dos casos de corrupção nas prefeituras de Celso Daniel, em Santo André, e de Toninho do PT, em Campinas, que se calaram para sempre.
 
Antônio Carelli Filho palestrino1949@hotmail.com 
Taubaté 
 
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GRAÇA E AUDITORIA INTERNA
 
Pelo jeito, Graça Foster não tomava conhecimento dos e-mails de funcionários graduados denunciando falcatruas na Petrobrás, mas também desprezava os relatórios internos de auditoria que denunciavam cartel de fornecedores e descontrole em refinarias.
 
Ademir Valezi adevale@gmail.com 
São Paulo 
 
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FACTOIDE
 
Mediante novas denúncias na Petrobrás, o PSDB voltou a cobrar a saída de Graça Foster e a pedir indiciamento dela no relatório paralelo à CPI mista da Petrobrás no Congresso. Imediatamente, o presidente do PT, Rui Falcão, manifestou-se e disse que o pedido da oposição é um "factoide", quando na realidade "factoide" é o próprio petelulismo.
 
Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br 
São Paulo
 
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POUCO CRÍVEL
 
Tem momentos em que é melhor ficar calado do que contestar o que foi dito. Como Rui Falcão não sabe fazer isso, ou acha que faz parte da sua função, como presidente do PT, defender a qualquer custo o partido e seus aliados, resolveu sair com esta, em defesa de Graça Foster: pouco crível que ela soubesse das irregularidades. Como “pouco crível”, se está tudo documentado em e-mails e depoimentos de Venina?
 
Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com 
Rio de Janeiro  
 
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GRAÇAS
 
Para presumível desespero da “presidenta”, parece chegando ao fim o reino da Graças. Demos graças a Deus. Demos adeus a Graças.
 
Jarvis Viana Pinto jarvisvp@uol.com.br 
Ribeirão Preto
 
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MOSCAS CONHECIDAS
 
Legalmente, quem nomeia o presidente da Petrobrás é o governo federal, na figura de dona Dilma (PT). Porém este governo não tem moral para indicar ninguém. Quem deveria nomear o presidente e demais membros do principal conselho da Petrobrás devem ser os auditores externos independentes, os mesmos que se recusam a assinar o balanço contábil da empresa, em vez das indicações políticas de sempre na estatal. Sem “moscas” conhecidas!
 
Tania Tavares taniatma@hotmail.com 
São Paulo
 
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PRESENTE DE NATAL
 
Com as denúncias e as provas que a funcionária da Petrobrás Venina da Fonseca mostrar aos procuradores de Curitiba que cuidam da Operação Lava Jato, o fio está desencapando e poderá eletrocutar mais pessoas. Uma delas é a presidente Dilma; outra, a sua amiga e ainda presidente da Petrobrás, Graça Foster. Fortes emoções acontecerão neste final do ano, quem sabe nós ganharemos um belo presente de Natal, ou seja, veremos os mandantes destes roubos indo passar as festas de Natal e o ano-novo no xadrez? Como bem disse o procurador-geral da República, dr. Janot, “essas pessoas roubaram o orgulho dos brasileiros”. Sendo assim, cabe ao nosso Judiciário dar esse presente aos brasileiros. 
 
Agnes Eckermann agneseck@gmail.com 
Porto Feliz
 
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A LÓGICA DA DEMISSÃO
 
Com tudo o que tem sido veiculado pela Operação Lava Jato, pelas delações de Paulo Roberto Costa e de Alberto Youssef e pelo depoimento da ex-gerente Venina Fonseca, existem somente três explicações, todas conducentes à demissão, imediata e por justa causa, de toda a diretoria da Petrobrás: omissão, incompetência ou conivência. Ou todos os envolvidos (especialmente a presidente Graça Foster) se omitiram em suas obrigações – muitíssimo bem remuneradas, aliás – de investigar e tomar as providências necessárias com os comprovadamente culpados, ou foram incompetentes na contratação e gerenciamento de suas equipes, ou, pior de todas, participaram com conhecimento das falcatruas que estavam sendo cometidas. Cabe à presidente Dilma, que tanto bradou sua não tolerância com a corrupção e sua disposição de punir “doa a quem doer”, tomar as providências cabíveis. Caso não o faça, será por causa das mesmas explicações: omissão, incompetência ou conivência.  É questão de lógica!
 
Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br 
São Paulo
 
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PETROBRÁS, CORRUPÇÃO E DIRETORIA
 
A Petrobrás não é ministério, não é agência reguladora, autarquia ou universidade. Portanto, somente com a demissão de toda a diretoria da empresa, para que tudo seja apurado imparcialmente, e para que a faxina seja real, feita por técnicos competentes e de fora da organização, poder-se-á salvá-la. O mercado é racional! É claro que, tão certo como afirmar que o sol brilhará amanhã, uma atitude dessas colocará em risco os governos do PT, porque, como foi dito alhures, "tem digital espalhada para todo lado na companhia"! Lembremo-nos de Itamar Franco, que afastou seu chefe da Casa Civil, cujo nome havia sido mencionado numa CPI, para, depois de tudo apurado, tê-lo de volta com atestado de lisura e reputação ilibada. Mas, vale lembrar, Itamar e seu chefe da Casa Civil não tinham o “rabo preso”. 
 
Ary Braga Pacheco Filho ary.pacheco.filho@gmail.com 
Brasília 
 
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NÃO BASTA TROCAR O COMANDO
 
A desgraça da Petrobrás, cujo valor corrigido de mercado despencou de R$ 737 bilhões para R$ 127 bilhões, tem sua origem no jeito de fazer “política” dos últimos dois governos. Ao receber esta multinacional bem-sucedida, instalaram ali um esquema para o “escoamento” criminoso de dinheiro público para abastecer caixas 2 de alguns políticos e partidos. Tomaram decisões desastrosas e altamente prejudicais, como a mal explicada compra da refinaria de Pasadena e a construção da refinaria de Abreu e Lima, tendo como sócio Hugo Chávez. E, como parte de “fazer o diabo” para ganhar as eleições, obrigaram a Petrobrás a vender fiado óleo combustível para a Eletrobrás, que não tem como pagar sua dívida de R$ 9 bilhões. Trocar somente o comando da Petrobrás não resolve, se o governo continua tratando o dinheiro público como coisa particular sua. Lamentavelmente, perdemos por pouco a oportunidade de mudar este quadro pelo voto, pois muita gente aceita a filosofia de “rouba, mas faz”. Acontece que este governo não faz nada, a não ser em favor de seu projeto de perpetuar-se no poder. Cabe à sociedade, à imprensa e à oposição exigirem profundas mudanças para que não haja mais petrolão, estradão, PACão, etc.
 
Omar El Seoud ElSeoud.USP@gmail.com 
São Paulo
 
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O DINHEIRO QUE NÃO VOLTA
 
Deparei-me, no fim de semana, com a informação de que apenas 1% do dinheiro desviado, fruto de corrupção, foi repatriado. Isso demonstra a morosidade do nosso Judiciário e, principalmente, reforça a certeza da impunidade. Por mais que as polícias consigam reunir provas que coloquem os corruptos em situação delicada com a Justiça, a lentidão na tramitação dos processos contribui para que o dinheiro desviado não seja devolvido e, assim, torna a iniciativa de remeter recursos ao exterior cada vez mais vantajosa. Os fatos mostram uma realidade conhecida, mas pouco discutida entre os responsáveis que, em princípio, poderiam resolver essa situação ou, no mínimo, amenizar boa parte do problema. Enquanto os corruptos tiverem certeza de que o dinheiro desviado os aguardará integralmente fora do País, dificilmente mostraremos que a guerra contra a corrupção é coisa séria.
 
Willian Martins martins.willian@globo.com   
Guararema 
    
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QUEM GRAÇA FOSTER DEFENDE?

As ações da Petrobrás continuam em queda livre. Essa diretoria corrupta continua intocável e ninguém toma nenhuma providência no sentido de demiti-la. É fácil entender: dona Graça Foster continua na presidência da empresa não para defendê-la, mas para defender dona Dilma. Se uma nova diretoria assumir, novos podres da "presidenta", além dos já conhecidos, virão a público e, sem dúvidas, chegarão mais rapidamente ao ex-presidente Lula, porque as digitais dele estão em todo lugar. Ele institucionalizou a corrupção no Brasil e não é por idealismo. Pobre eleitorado brasileiro movido a Bolsa Família e manipulado por corruptos.

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com 
São Paulo

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CORRUPÇÃO PRESIDENCIAL
 
Está muito claro que o interesse do PT, como sua política, é não causar muito problema no que se refere ao assunto “corrupção”. Assim fez no caso do mensalão, com a utilização dos melhores advogados, que criaram obstáculos que não foram suficientes para evitar a ida para a cadeia dos mais elevados líderes do partido. Só faltou o principal, Lula, que o então procurador-geral da República Roberto Gurgel  protegeu, não o denunciando para preservar a “governabilidade”. Aliás, pelo mesmo motivo o atual procurador, Rodrigo Janot, está protegendo Dilma, nos entendimentos com envolvidos no petrolão, justifica como a “governabilidade”, segundo a imprensa. A propósito, a presidente ainda não regulamentou a Lei 12.846, de agosto de 2013, sobre corrupção, provavelmente com o mesmo propósito de proteger a si e ao seu partido. A questão é: por que o Judiciário precisa proteger presidentes culpados de corrupção ou muito suspeitos? Outros países costumam destituir os corruptos da Presidência. Ao final, os dois Poderes, Judiciário e Legislativo, têm condições de “defenestrar” presidentes desonestos. No nosso caso, infelizmente, aqueles dois poderes estão dependentes do Poder Executivo. Essa é uma questão que o Brasil terá de resolver. Para proteger a “governabilidade”, o Brasil está protegido por uma Constituição em vigor, com Legislativo e Judiciário em funcionamento, não precisando proteger um presidente suspeito.
 
Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br 
São Paulo
 
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UM CONGRESSO SEM MORAL
 
Nesta Operação Lava Jato, o que realmente tem de se pedir, e não se pede, é o impeachment da presidente Dilma. Agora é que começam a surgir opiniões de um e outro favorável ao afastamento da diretoria da Petrobrás, incluindo a presidente Graça Foster. A oposição, principalmente o PSDB, esbraveja protestando, mas desde o governo Sarney, e ao longo dos que o sucederam, isso existe. Então que moral eles têm para protestar? Isso não é novidade, ganhou mais contundência e destaque porque o PT saqueou e quebrou a empresa. O que o ex-presidente FHC não conseguiu o PT mostrou como se faz. Ninguém neste Congresso tem moral para nada. Aliás, o Congresso é uma quadrilha. Cada um com o rabo preso com o outro. Agora, perceberam o período em que isso teve início? No primeiro governo civil após os governos militares. Tirem suas conclusões.
 
Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com 
Rio de Janeiro
 
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ATOLEIRO
 
Os petroleiros do Brasil, Lula, Dilma “et caterva”, nunca dantes neste país enfiaram o Brasil no maior atoleiro já visto. A empresa, antes vista como orgulho nacional, agora tem seu valor de mercado imensamente diminuído e nem sequer vai honrar as indenizações que serão certamente determinadas pela Justiça americana. Louve-se o trabalho do magistrado dr. Sergio Moro, dos competentes procuradores e da Polícia Federal, que não medem esforços em apresentar à Nação os ladrões do erário.
 
Iracema M. Oliveira mandarino-oliveira@uol.com.br 
Praia Grande
 
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COMPETÊNCIA ÚNICA
 
Quebrar uma lojinha de R$ 1,99 qualquer um pode, mas quebrar a Bolsa de Valores de São Paulo, apenas uma pessoa tem competência para tanto: Dilma Rousseff, a gerentona de Lula. Nunca antes na história deste país...
 
Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br 
Americana
 
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PRIVATIZAÇÃO
 
Existe no País uma nova forma de privatizar: a PTrivatização. Basta ver a nova PTroubráx, a antiga Petrobrás dilapidada, destruída. Preferia realmente vê-la privatizada, pois aí, sim, passaria efetivamente a ser dos brasileiros. Quem sabe estes imbecis entendem o que é privatizar? E tem gente que ainda acredita nestes caras... Que pena!
 
João Luiz Piccioni piccionijl@me.com 
São Paulo
 
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JOÃO VACCARI NETO
 
Mais uma do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto: negociava propina com diretor da Petrobrás. Na realidade, a agremiação política está completamente envolvida nos escândalos da Petrobrás, e de nada adianta Lula desejar mudar a direção do partido, porque o conjunto já foi contemplado e manchado. Na escadaria da ética e da moralidade, o PT desceu inúmeros degraus e está no res do chão na atualidade, tendo perdido por completo a credibilidade, o que deve provocar reações adversas também naqueles que são corretos e íntegros e ainda fazem parte da entidade política. Até quando suportarão tantas revelações e tantas verdades chocantes?
 
José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br 
Rio Claro
 
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DISTRIBUIDOR DE PROPINAS? 
 
Duvido de que este dedo-duro, covarde e mentiroso Rafael Ângulo Lopez confirme na cara do senador Fernando Collor que algum dia entregou a ele dinheiro de outro patife, o doleiro Alberto Youssef. É intolerável que irresponsáveis ganhem destaque na imprensa com declarações levianas e caluniosas visando a enlamear reputações. Que se apurem com rigor todas as denúncias da Operação Lava Jato. Mas com isenção e serenidade, evitando que o jogo político sujo e ressentimentos doentios e mesquinhos derrotem a verdade e o bom senso, desmoralizando as investigações.  
 
Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com 
Brasília
 
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ITAIPU BINACIONAL
 
Agora tudo está focado na Petrobrás, mas que bom seria os investigadores darem uma olhadinha na Itaipu Binacional, há 12 anos nas mãos da mesma peste corrupta que governou e seguirá governando este país.
 
Osvaldo Salas salas.osvaldo.daniel@gmail.com 
Foz do Iguaçu 
 
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CAOS NA SAÚDE EM BRASÍLIA
 
Caos na saúde em Brasília, com duas mortes com suspeitas de negligência e desvio de verbas para prevenção de doenças como dengue, para pagamento de fornecedores. Quem é o governador (do PT) responsável? É a triste marca das administrações petistas, muito discurso e pouca ação.
 
Hugo Hideo Kunii   hugo.kunii@terra.com.br 
Campinas
 
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A AVENTURA OLÍMPICA
 
Causa náuseas ver a foto das construções no Rio de Janeiro para sediar a Olimpíada em 2016. O cidadão que usa o Sistema Único de Saúde (SUS) tem de entrar na Justiça para conseguir algum tipo de tratamento especializado e caro para poder salvar a vida de um ente querido. Qualquer exame mais sofisticado leva no mínimo seis meses para se conseguir. R$ 37 bilhões é dinheiro de pinga para nossos governantes irresponsáveis, que abriram as portas do nosso país para esta aventura bilionária, dispensável em todos os sentidos. Hospitais públicos sem as mínimas condições de atendimento satisfatório, médicos mal remunerados, Santas Casas mendigando ajuda, em contraste com alguns particulares milionários, elitizados, que são usados pelos poderosos de plantão. Juntando o desperdício da Copa e, agora, este da Olimpíada, daria para construir dezenas de hospitais, aparelhá-los e atender dignamente as classes menos favorecidas de um país aparvalhado e, até certo ponto, conivente com os débitos que a nós serão imputados. 
 
Aloisio A. de Lucca  aloisiodelucca@yahoo.com.br 
Limeira
 
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UM BARCO SEM BÚSSOLA
 
No Brasil a jabuticaba é a única no mundo. Essa singularidade foi alcançada pela corrupção. Não há nenhum lugar no mundo onde frutifique a nossa frutinha tão simpática, como também não há lugar algum em que a corrupção tenha uma desenvoltura e coragem de estarrecer frade de pedra. A nossa economia já merece um réquiem: previsão do Banco Central para o crescimento econômico cai 0,26% e aponta PIB negativo no ano. No acumulado dos dez primeiros meses do ano, o indicador IBC-Br ficou negativo em 0,09%, com previsão de 0,16% em 2014. Para economistas europeus, a projeção de crescimento para 2015 não passará de 3,6%, em razão do fraco desempenho das economias da China, Rússia e Brasil, componentes do Brics, coincidentemente de regimes voltados para a esquerda. O que o mundo deve estar se perguntando é como um país como o Brasil, de riquíssimo potencial de recursos minerais e vegetais, dirigido por um partido político que há 12 anos está levando o País à bancarrota, consegue dar a esse partido um cheque em branco para governar mais quatro anos sem perspectiva de recuperação. Resta-nos, nestes “tristes trópicos” de Claude Levi Strauss, pedir proteção a Tupã.
 
Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com 
Vassouras (RJ)
 
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OS NÚMEROS DA ECONOMIA
 
Com um ministro da Fazenda estava ruim, agora, com dois, ficou péssimo. A presidente Dilma não dá uma bola dentro, o Brasil nunca viu tanta incompetência.
 
Valdir Sayeg valdirsayeg@uol.com.br 
São Paulo
 
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FORA DA REALIDADE
 
O ministro Guido Mantega afirma que fez muito mais resultado fiscal positivo do que nos oito anos do governo FHC. Acontece que a equipe econômica dos governos Itamar Franco/FHC, além de estabilizar a economia e controlar uma hiperinflação, por meio do Plano Real, teve o cuidado de não deixar nenhuma “herança maldita”, enquanto Guido Mantega levou o País a uma situação de irremediável desgovernança. Por isso foi demitido e humilhantemente mantido no cargo para manter as aparências.
 
Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 
Monte Santo de Minas (MG)
 
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DOSSIÊ DO MINISTRO MANTEGA
 
Segue a minha sugestão de pequena alteração na matéria do “Estadão” de 14/12 “Oito anos sobre o touro mecânico”: “Ministro da Fazenda, Guido Mantega, prepara dossiê com mais de 100 páginas para demonstrar como segurou a ‘monotonia’ econômica do País durante e após a crise”.
 
Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com 
Campinas 
 
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O SUPERÁVIT E O CARRO ZERO
 
Os que estão felizes comprando carro zero neste mês de dezembro sem Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) agradeçam a Renan Calheiros, a Dilma e a todos os parlamentares que votaram a favor do projeto de lei PLN 36, para poderem fazer esta farra do carro. Caso não tivesse sido aprovado o PLN 36, como a oposição queria, Dilma Rousseff seria obrigada a suspender a isenção do IPI. Se ela não o fizesse, sofreria impeachment por crime de responsabilidade. Ela não estaria cumprindo o superávit primário de 1,9% votado na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2014. A aritmética é simples. O superávit é igual a receita menos despesa. Ela sacrificou esse ano a receita com renúncias fiscais para salvar a indústria da recessão e os empregos dela. Sacrificou a despesa para acelerar as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Diminuição de receita e aumento de despesa levaram a meta de 1,9% do superávit para as cucuias. Para conseguir cumprir, ela teria não só de suspender imediatamente todas as renúncias fiscais, como fazer corte em todas as despesas deste ano, incluindo educação e saúde. Menos, evidentemente, nas despesas da dívida, pois o superávit é justamente para pagá-la. Por coerência, portanto, os favoráveis ao impeachment de Dilma não deveriam comprar carro este ano, só quando se voltar a cobrar o IPI em sinal de protesto. Ou estarão se beneficiando de um crime de responsabilidade cometido pela presidente. Será que esses oposicionistas serão tão coerentes assim? Se não, como criticar políticos que se vendem por milhões se não podem dispensar R$ 2 mil de vantagem na compra de um carro?
 
Francisco J. D. Santana franssuzer@gmail.com 
Salvador
 
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REAJUSTE SALARIAL NO STF
 
A aprovação do reajuste para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) vai gerar o efeito cascata e um impacto de R$ 3,8 bilhões aos cofres públicos em 2015. O valor é subestimado, porque não são considerados os inativos, que também serão beneficiados. Para ter uma ideia do valor absurdo, o Estado de Roraima inteiro arrecadou R$ 2,9 bilhões em 2014, ou seja, R$ 700 milhões a menos. O salário de ministro do STF irá para R$ 35,9 mil, beneficiando juízes, promotores de Justiça e procuradores, que ganharão aumento expressivo por causa do efeito cascata. Como não existe almoço grátis, é mais uma conta amarga a ser paga pelo povo brasileiro em 2015. O Brasil não tem dinheiro para hospitais, escolas, creches e estradas, mas parece ter dinheiro sobrando para pagar altos salários aos membros do Judiciário e do Ministério Público, que estão entre os mais altos do planeta.
 
Renato Khair renatokhair@uol.com.br 
São Paulo
 
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OS EXEMPLOS DOS JUÍZES
 
Oportunos os comentários, em “Os exemplos dos bons e dos maus juízes” (“Estadão”, 12/12, A2), do desembargador aposentado Aloisio de Toledo Cesar.  Como sabemos, a Justiça deve constituir a viga mestra que sustenta os fundamentos basilares constitucionais de qualquer democracia que se preze, principalmente aquele de que todos são iguais perante a lei, para que não paire na sociedade, como atualmente, a sensação de que nossa Justiça só existe para os poderosos. E não há dúvida de que pelos fatos que vêm ocorrendo a nossa Justiça, salvo exceções, anda mesmo sob um processo de julgamento da opinião pública, conforme avalia o eminente desembargador. Cabe, então, às suas excelências da toga demonstrar o contrário para que, principalmente, o cidadão comum possa acreditar pelos fatos que o sistema judiciário de nosso país é realmente de todos e para todos. A começar pela punição destes maus juízes.
 
Rubens Muniz Ferraz rferraz4@uol.com.br 
São Paulo 
 
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COMISSÃO NACIONAL DA VERDADE
 
Nunca entendi como se pode julgar quem está certo ou errado sem ouvir os dois lados de qualquer embate. Por isso mesmo nunca acreditei na tal Comissão Nacional da Verdade. Que verdade é esta? Que Justiça é esta que só ouve um lado e relaciona conclamando suas "vítimas" como heróis? Guerra é guerra e o peso das perdas são absolutamente iguais para os dois lados. Enalteço o dr. José Paulo Cavalcanti por sua declaração “História se faz com dois lados”. Enfim alguém de bom senso e justo, neste mar de lamúrias e lágrimas de crocodilo em que muita gente tira proveito, há anos, de uma situação que a maioria dos brasileiros conhece somente por leitura. Meras escritas, que qualquer papel aceita.
 
Leonidas Ronconi ronconileonidas@gmail.com 
São Paulo
 
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A VERDADE E A COMISSÃO
 
Lendo os jornais destes últimos dias, percebe-se o fiasco que foi a divulgação do relatório final da Comissão da Verdade. Um jornalista gaúcho, também estudioso da história (Denis Lerrer Rosenfield), revelou erros grosseiros, propositais, nas apurações cometidas, citando textualmente a inclusão de Geisel entre os culpados; logo ele que, corajosamente, pôs fim a tortura, não institucionalizada (talvez), mas consentida. Se as esquerdas temem nova intervenção militar na política brasileira e com as suas ações tentam precaver-se contra tal, sosseguem. Elas mesmas dizem que a juventude militar é diferente do passado, o tenentismo acabou. Dia destes um militar, na internet, publicou uma pérola de realidade: “Vocês (eleitores) fizeram a burrada, não espere que remendemos. Comecem a consertá-la nas próximas eleições, daqui a dois anos”. Se der tempo, claro!
 
Paulo Roberto Santos prsantos1952@bol.com.br 
Niterói (RJ)
 
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‘A QUESTÃO MILITAR’
 
O artigo de Denis Lerrer Rosenfield, no “Estado”, sobre as distorções à verdade praticadas por uma comissão tendenciosa e radical, disposta a falsificá-la para subverter a História, merece elogios nem tanto pelo conteúdo, mas pela brilhante síntese dos fatos. Não é apenas vingança o que quer a velha esquerda armada, que conta seus feitos, entre sorrisos, até em programas de TV. Nem distrair as atenções do distinto público da corrupção mais negada e mais provada entre os países de relevância no mundo. Eles temem mesmo é que as Forças Armadas, diante do desmantelo econômico e moral a que foi levado o Brasil, interrompam o processo democrático e, à força, estanquem este estado de coisas. Então, julgam melhor neutralizá-las, previamente. Diferente do que possam pensar os que me leem, sou adepto da Comissão da Verdade, mas nos moldes sul-africanos: brasileiros de ambos os lados confessariam os seus crimes, seriam anistiados e receberiam uma indenização simbólica. Para isso, devemos voltar ao começo: desanistiem-se terroristas e torturadores, devolva-se o "bolão" recebido e busque-se o nosso Mandela, o nosso Luther King, um novo Andrada (que rompido com Pedro I, à sua renúncia, foi por ele incumbido de cuidar do futuro Pedro II).
 
Roberto Viana Santos rovisa681@gmail.com 
Salvador
 
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DENIS ROSENFIELD
 
Complementando o professor de Filosofia, há que se colocar algumas considerações óbvias. Ditaduras são ditaduras, sejam lá quais forem suas cores. A grande arma de qualquer ditadura é o revanchismo que se evidencia nos crimes políticos, sejam lá quais forem. O comunismo se apresenta como a forma mestra dessa forma de pensar de qualquer ditadura. O que vivemos hoje no País é apenas mais uma ditadura, implantada pela Constituição de 1988, um "passa-moleque" dos comunistas, desta vez associados com o coronelismo do poder, ou do "pudê". Confunde-se também militar com milico, o primeiro é formado e preza a disciplina, o segundo emerge pela submissão quando tem a força. Como fato histórico, todas as Forças Armadas pecam quando se transformam em lambe-botas de ditaduras, sejam elas dos próprios milicos, como também de qualquer caudilho que se mantém pelos lambe-botas das respectivas Forças Armadas. Não há ditadura ou democracia cujo suporte não esteja nas suas respectivas Forças Armadas, e isso simplifica o que significa "governos" ainda nos dias de hoje. O "lambe-botas" é o milico que é ditador ou garante a existência de qualquer ditador. Aí estão Nero, Napoleão, Hitler, Stalin, Fidel e Mao, um rosário de idiotas governantes que de fato passaram pela História sustentados pelos respectivos milicos lambe-botas. No Brasil ainda continuamos nanicos também na questão das ditaduras. O que estou de fato é homenageando os militares que de fato se formaram sob a disciplina dos bons costumes e não se iludiram pela submissão da idiotice humana. Um dos baluartes que ainda garante a hegemonia americana é ter militares em maior número do que meros milicos de ditaduras inconsequentes. Cego é o que não quer ver.
 
Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com 
São Bernardo do Campo
 
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A COMISSÃO SUL-AFRICANA 
 
A “Truth and Reconciliation Comission” (TRC), da África do Sul, muito decantada pelos idealizadores da nossa Comissão Nacional da Verdade (CNV), tem substanciais diferenças em relação à nossa. A começar pela sua tempestividade, pois foi criada imediatamente após da derrocada do repugnante regime do apartheid, enquanto a nossa CNV só aterrissou no cenário político nacional quatro décadas depois dos fatos. Além disso, a presidência da TRC foi posta sob a autoridade de um homem da estatura moral de Desmond Tutu, bispo da Igreja Anglicana da África do Sul e Prêmio Nobel da Paz, que ouviu os dois lados; registra os anais da TRC que Tutu chorou ao ouvir depoimentos sobre as barbáries cometidas contra os brancos pelos seus próprios correligionários. Ao contrário, a nossa CNV foi integrada por inquisidores claramente comprometidos com os ideais da luta armada e treinada nas paragens alienígenas do marxismo leninismo; um despudorado desrespeito aos princípios constitucionais da ampla defesa e do contraditório e à própria lei que a criou. Quem estiver realmente interessado em toda a verdade, deve começar por pesquisar o significado, quem foram os protagonistas e o que estabelecia os estatutos das organizações que pontificaram nos "anos de chumbo" sob as seguintes siglas: AP, ALN, Colina, MCR, MNR, Molipo, MRN, MRT, MR-8, PC do B, PCB, POC, VAR, VPR. Sem medo da verdade. 
 
Rui da Fonseca Elia ruielia@terra.com.br 
Rio de Janeiro
 
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CARA E COROA
 
Fiquei admirado ao ler o caderno "Aliás" de 14/12, cuja reportagem de capa contempla uma entrevista com o historiador ítalo-brasileiro José Luiz del Roio, a propósito dos resultados dos trabalhos da Comissão Nacional da Verdade. Está muito claro para a sociedade brasileira ledora de jornais que o relatório em questão trabalha apenas um lado de uma moeda de duas faces, a "cara": ou seja, a versão da sociedade civil que, por uma opção ideológica, confronta com todas as armas possíveis o poder então constituído no País com o respaldo de expressiva parcela da população brasileira, ao menos em abril de 1964. E a face da "coroa" dessa moeda, onde encontrar nas páginas do caderno? Está igualmente claro para a sociedade brasileira ledora de jornais que os revolucionários de então também prenderam, torturaram, assaltaram bens públicos e privados e, no limite, exterminaram cidadãos do nosso país. Não discuto a intensidade das forças que então se conflagraram (em óbvia vantagem para as constituídas, ao menos de início por meio de uma revolução desejada pela maioria), mas a falta de espaço para a "coroa" da moeda manifestar a sua versão da história. Sem proselitismos, acho que o "Estadão", independentemente do caderno em que veicula suas reportagens, deveria ser equânime e mostrar a moeda com as suas duas faces, simples assim: cara e coroa.
 
Elizeu Amaral Camargo ecamargo.adv@gmail.com 
São Paulo 
 
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POR JUSTIÇA
 
Li atentamente a entrevista de José Luiz Del Roio sobre a CNV no “O Estado de S. Paulo” de domingo. Aprendi com o historiador Boris Fausto que o verdadeiro profissional, entre outras regras, não deve se basear em ideologias. O professor Boris é enfático nesse ponto. Ora, pelo perfil de Del Roio no Google, pode-se ver que é ideólogo e ativista comunista desde sempre. Lutou, como militante do PCB, contra a ditadura militar seguindo suas arraigadas convicções. Ele pode ter uma página inteira no “Estado”? Claro que sim. Estamos numa democracia. No entanto, creio ser mais útil ao leitor uma visão imparcial. Mas, já que a escolha da redação optou por Del Roio, sugiro que um outro, tido como tão radical quanto ele, o coronel Ustra, por exemplo, fosse o próximo nas páginas do “Aliás”. Certamente o discurso dele, como o de Del Roio, não acrescentaria novidades aos leitores mais idosos e testemunhas oculares da história brasileira do século 20. Mas para os jovens de hoje, seria um contraditório à altura. 
 
Athos Eichler Cardoso cardoso1934@gmail.com 
Brasília
 
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PARA LEMBRAR
 
Brilhante entrevista com José Luiz Rojo, que esclarece o que muitos parecem ter esquecido: a Comissão da Verdade tem por objetivo apurar as violações aos direitos humanos cometidas pelo Estado. Pessoas ou grupos que cometeram crimes neste período tiveram seus crimes punidos, muitas vezes sem nem serem julgados adequadamente. Parece que alguns setores da sociedade têm muita dificuldade em entender isso.
 
Maria Isis Meireles Monteiro de Barros misismb@hotmail.com 
Santa Rita do Passa Quatro
 
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UM RELATÓRIO INÓCUO
 
A Comissão Nacional da Verdade extrapola o que determina a lei que a instituiu, ao propor ação penal contra os envolvidos, mas não extrapolou para analisar os atos praticados pelas organizações terroristas, o que torna esse relatório inócuo.
 
Minoru Takahashi minorinhotakahashi@hotmail.com 
Maringá (PR)   
 
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FATOS E VERSÕES
 
A Comissão Nacional da Verdade (CNV) é a verdade unilateral, pela metade. Uma criadora de versões dos fatos ocorridos durante o período da ditadura militar. Uma empulhação do tipo nós fomos as vítimas e eles, os vilões. A presidente deveria criar uma Segunda Comissão Nacional da Verdade (SCNV) com o propósito de também nos mostrar a verdade do outro lado.
 
Marcelo de Lima Araújo marcelodelimaaraujo@yahoo.com.br 
Mogi das Cruzes
 
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DILMA ROUSSEFF
 
Confesso que fiquei sem saber se foi o recebimento do relatório parcial da Comissão Nacional da Verdade ou a lembrança de seu envolvimento no covarde assassinato do soldado Mário Kozel Filho que provocou as lágrimas na ex-guerrilheira Dilma Vana Rousseff Linhares, hoje conhecida pelos mais jovens por Dilma Rousseff, a presidente da República.
 
Leônidas Marques  leo_vr@terra.com.br 
Volta Redonda (RJ)
 
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JOGO DE INTERESSES
 
O vereador Antonio Donato (PT) foi eleito com o apoio de 46 dos 55 vereadores para presidir a Câmara dos Vereadores de São Paulo. Ex-homem forte da gestão Fernando Haddad (PT) e rifado do governo após seu nome ser citado no escândalo da Máfia do ISS, Donato foi aclamado pelos colegas sem objeções, ou seja, seus pares não viram o menor problema em eleger um cidadão citado em escândalo.  Enquanto o PMDB se absteve, o PSDB votou no petista para ficar com a primeira-secretaria. A eleição deixa claro que, na hora da distribuição de cargos, não há partidos, há, sim, um jogo de interesses e barganhas. Os caras se vendem mesmo. Podemos deduzir que não adianta votar neste ou naquele, na hora da partilha, todos são farinha do mesmo saco. 
 
Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com 
São Paulo
 
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VERGONHA, PALAVRA DESCONHECIDA
 
O Brasil sofre demais nas mãos sujas de tantos políticos que desconhecem a palavra vergonha. Anthony Garotinho será vice-presidente do Banco do Brasil. Antonio Donato será o novo presidente da Câmara Municipal de São Paulo, após situações para lá de embaraçosas. Ministro da Justiça afirma que “há fortes indícios de corrupção na Petrobrás”. Será? A presidente distribui milhões para o Congresso Nacional votar contra a Lei de Responsabilidade Fiscal – e não é que eles aceitam? João Vaccari Neto continua firme e forte nas hostes petistas, depois de tantas travessuras. E Graça Foster aprendeu também que não sabia de nada. Mas vem aí um pacotaço de aumento para nossos “dignos representantes”. Melhor? Impossível! Um triste final de 2014 e um pesaroso 2015 que se aproxima. Lamentável. 
 
João Batista Pazinato Neto Pazinato51@hotmail.com.br 
Barueri
 
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BADERNA NO CONGRESSO E NO PAÍS
 
Recentemente, alguns cachorros foram mortos por envenenamento, as pessoas se mobilizaram e o criminoso foi identificado. Este ano, dezenas de policiais militares foram assassinados por bandidos e ninguém, além de colegas e parentes, se preocupou com os mortos. Em síntese, para a sociedade, a vida de um cachorro vale mais que a vida de um PM. O nosso Congresso Nacional nada faz para punir severamente criminosos perigosos, inclusive com acréscimo de pena quando a vítima de homicídio for PM ou policial civil; em compensação, aprovaram a Lei n.º 13.050, de 8/12/2014, que instituiu a data de 25 de outubro como o Dia Nacional do Macarrão, ou seja, uma lei inútil, compatível apenas com a qualidade dos nossos parlamentares. Estamos vivendo numa época de total inversão de valores, e a sociedade tudo aceita. Quando os militares assumirem o poder, a exemplo do que aconteceu em 1964, a fim de pôr fim à baderna, não digam os congressistas e a sociedade que não foram avisados.
 
Eraldo Bartolomeu Cidreira Rebouças real742@yahoo.com.br 
São Paulo 
 
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NÓS URBANOS
 
O título propositalmente dúbio do artigo de Washington Novaes nos faz pensar também em dobro ("Nós nos gargalos das áreas urbanas", 12/12, A2). Nós vivemos nas cidades, mais do que nunca. E os nós dessa vivência estão se tornando nosso cadafalso. Aquilo que nós mesmos criamos não conseguimos desatar e ainda afirmamos que o cérebro humano é a excelência da evolução. Os números do texto são contundentes e já que nosso destino é urbano que o vivamos com inteligência.
 
Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com 
Lorena
 
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LOTEAMENTO POLÍTICO
 
Não há condições de atender às necessidades de serviço público sem a existência de organizações do Estado (federais, estaduais e municipais) eficazes e eficientes, e mais, a garantia de termos um país democrático está na existência de organizações do Estado eficazes, eficientes e não corruptas. Dos partidos políticos (que mais se assemelham a quadrilhas) existentes e seus candidatos, existe proposta para acabar com o loteamento político das organizações do Estado? Como notícias e processos em andamento confirmam que não há propostas de eliminação do loteamento político, podemos concluir pela falta de moral dos eleitos e naturalmente pela eficácia das quadrilhas (partidos?). O desperdício de recursos devido ao loteamento político é colossal, não inferior a 20% do PIB, cerca de R$ 300 bilhões anuais, recursos que deixam de ser investidos na distribuição de renda e, portanto, no atendimento às necessidades dos menos favorecidos. Praticamos o Robin Hood ao contrário: tiramos dos menos favorecidos para atender aos parceiros das quadrilhas (partidos?). Naturalmente, descuidamos do combate à poluição ambiental causada pela miséria. Não existe planejamento de curto, médio e longo prazos para a metrópole paulista, não há coordenação efetiva do Estado com os municípios, aliás, em todos os outros setores (educação, saúde, segurança, transportes, saneamento, etc.). Nossa administração pública é incompetente por causa da falta de estrutura e de profissionalismo, e as mudanças eleitorais não permitem a construção de organizações competentes. A mudança de cultura necessária para acabar com o loteamento político exigirá tempo, muito, muito tempo. Aumentar impostos para compensar a incompetência apenas alimentará a autossustentação das quadrilhas (partidos?). Enquanto nós, da sociedade civil (sindicatos, associações de profissionais e empresariais, organizações religiosas, etc.), juntamente com a mídia, não fizermos pressão para acabar com o loteamento político, ele só continuará se expandindo.
 
Darcy Andrade de Almeida dalmeida1@uol.com.br 
São Paulo
 
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SÃO PAULO, A CIDADE TRAVADA
 
Os desmandos de nosso prefeito, Fernando Haddad, se multiplicam. Até parece que ele quer passar para a história como o prefeito que travou a cidade. De um lado, nossa presidente Dilma Rousseff estimula o aumento desmensurado da frota de automóveis, reduzindo por longo período os altos impostos que pagamos para a compra dos mesmos; por outro lado, nosso prefeito reduz a via carroçável por onde circulam os veículos. Ciclovias espalhadas por corredores importantes roubam uma faixa dos veículos, bloqueiam até entrada de hospitais e importantes estabelecimentos. Agora a novidade de drástica redução de velocidade nas Marginais. Se o sr. Haddad fizesse um pequeno levantamento analisando os acidentes que ocorrem nas Marginais, iria tomar conhecimento de que a maioria dos mesmos envolve motoqueiros irresponsáveis que nunca irão reduzir sua velocidade. Os veículos acabam levando a culpa por derrubá-los e, consequentemente, feri-los. Qualquer engenheiro de tráfego, acredito que a CET tenha algum, poderá provar ao nosso prefeito que ele está implodindo nossa cidade.
 
Miguel Gross mgross509@gmail.com 
São Paulo 
 
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ERA UMA VEZ
 
Era uma vez um país tropical, onde em determinada cidade o prefeito-poste, criativo e sem mais nada para fazer – a cidade estava verdadeira maravilha de funcionamento –, resolveu copiar ideias de Primeiro Mundo, a saber: 1) travessia de cruzamentos na diagonal, como no Japão; e 2) faixa para ciclistas em toda e qualquer via, como em alguns países da Europa. Tudo perfeitamente planejado, porque o povo, de educação ímpar, sabe como atravessar a rua, ficando seguramente em cima da calçada no aguardo do semáforo abrir, e não no leito carroçável. No segundo caso, como a topografia é plana e o clima, ameno, os executivos e funcionários de escritório em geral vão usar suas bikes para chegar ao trabalho, deixando seus inúteis veículos em casa, apesar do criador deste poste haver estimulado a venda de automóveis. Toda e qualquer semelhança com a maior cidade do País não é mera coincidência.
 
Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com 
São Caetano do Sul 
 
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CICLOVIAS INÚTEIS EM BH
 
Para levar em frente a ideia de criar ciclovias a qualquer custo, visando a cumprir metas que não são revistas (Planmob), mesmo estando mais do que comprovado que a população é contra, a BH Trans vem estreitando vias importantes da capital mineira e dificultando ainda mais o já intrincado trânsito que não flui. Vejam os exemplos das Avenidas Olegário Maciel, Rua São Paulo, Rua Fernandes Tourinho, Rua Professor Morais, Avenida Fleming e outras. Em todas não se veem ciclistas. Elas estão entupidas de carros e motoristas cada vez mais estressados e sem perspectivas. Se não bastasse o caos que salta aos olhos com a ausência total de agentes para controlar o trânsito, à deriva de sinais sem sincronia, agora as faixas de circulação, ou "pace", como são conhecidas as sinalizações horizontais que separam uma pista da outra, também são alvo da desorientação da empresa gestora do trânsito. Contraditoriamente, quanto mais represado o trânsito, nos funis, mais a indústria automobilística fabrica carros com chassis largos, os conhecidos e cobiçados SWV. Carros não andam sozinhos, e por trás de cada veículo de uma frota que ultrapassa 1,7 milhão de veículos tem um cidadão que fez uma escolha e que precisa ser respeitado, independentemente das tendências mundiais e do passivo de obras da cidade que ultrapassa 30 anos. Esses modelos utilitários estão cada vez maiores, mais largos e são o sonho de consumo da maioria dos motoristas brasileiros apaixonados por carros. A teimosia da BH Trans não tem limites, basta ver que a maioria dos veículos estacionados nas laterais das vias fica com um dos lados para fora do espaço destinado ao estacionamento. Isso compromete o fluxo, já que os carros que circulam nas faixas laterais precisam diminuir a velocidade para não bater nos retrovisores daqueles estacionados. Com efeito, a BH Trans precisa compreender que não se muda cultura enfiando modelos importados goela abaixo da população. O que é tendência e exemplo de sucesso em cidades europeias nem sempre serve para Belo Horizonte. O modelo a ser seguido aqui não é o europeu, mas o norte-americano. É preciso ter um pouco de humildade e reconhecer que as ciclovias não deram certo na maioria dos locais onde foram implantadas, por razões óbvias: a topografia e o clima da capital não favorecem a utilização de bicicletas e as vias da cidade são estreitas, diferentemente de Bogotá, onde ciclovias não dividem espaço com o trânsito caótico. Vale lembrar que a cada nova ciclovia implantada, além de atrapalhar o trânsito, estreitando ruas e avenidas, o dinheiro público, que poderia ser útil em obras viárias definitivas, está indo para o ralo.
 
José Aparecido Ribeiro jaribeirobh@gmail.com 
Belo Horizonte
 
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QUE PENA, MORUMBI
 
Moro no Jardim Colombo, um dos bairros paulistanos que formam o chamado Morumbi, próximo do Colégio Santo Américo e do Estádio do Morumbi desde 1985. Aqui criei meus três filhos, em ruas calmas e tranquilas, com uma chácara de 40 mil m2 de mata nativa em frente ao edifício onde resido, uma escola pública de 2o. grau – Prof. Andronico de Mello – que era uma referência em nível de educação, inclusive com “vestibulinho” para matrículas, onde meu filho estudou, e apenas sete edifícios residenciais no entorno do meu prédio. O tempo passou, os filhos cresceram, eu e minha esposa envelhecemos e os governos municipal, estadual e federal ajudaram a transformar o Morumbi na desgraça de local para morar que é hoje. Senão vejamos: 1) no entorno de meu edifício, hoje, existem cerca de 30 edifícios residenciais e diversos condomínios fechados de casas de alto padrão. 2) Com o falecimento dos idosos proprietários da chácara, a mesma foi vendida para uma construtora, que derrubou cerca de 25 mil m2 de mata nativa e construiu 11 torres residenciais. E as ruas continuam as mesmas de 30 anos atrás. 3) A “comunidade” de Paraisópolis se estendeu até próximo do Cemitério Gethesêmani e hoje é dominada pelo grupo de marginais que todos sabemos qual é. 4) O Colégio “Nicão”, como é chamado pelos moradores antigos, hoje é um antro de marginais, com diversos pontos de venda de drogas no horário de saídas e entradas das aulas, brigas entre alunos nas ruas próximas, sem que autoridade nenhuma tome alguma providência. Meu neto de 15 anos foi assaltado três vezes à luz do dia, ao passar na frente desse antigo “colégio”, ao voltar das aulas na escola onde estuda, pois jamais permitirei que ele estude nessa escola. 5) O número de assaltos nas proximidades do meu edifício cresceu assustadoramente, e hoje não existem mais “horários perigosos”. Os assaltos ocorrem pela manhã, à tarde e à noite. O resultado disso tudo: morar no Morumbi, hoje, é desesperador! Segurança precária, acessibilidade horrível e, agora, rota de tráfego aéreo, pois aviões que decolam de Congonhas a partir das 6 horas até as 23 horas passam por cima de nós. Acredito que quase 50% das casas na região estão à venda, sem compradores interessados. O preço do m2 caiu em média para R$ 4 mil para apartamentos e abaixo disso para casas, e não existem compradores. O governador Geraldo Alckmin reside no bairro, mas tem seu gabinete no mesmo prédio onde mora, logo, não percebe a situação em que o entorno do palácio se transformou. Ele devia tentar sair de carro, sem escolta ou seguranças, num dia da semana, entre 7 horas e 10 horas, pelas Avenidas Giovanni Gronchi, Morumbi, Prof. Francisco Morato, Eliseu de Almeida, Jorge João Saad e ruas próximas, para sentir o que sofremos diariamente. Será que a única alternativa que me resta é me mudar? 
Antonio Carlos Martins acmartins@uol.com.br 
São Paulo
 
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SEM SOSSEGO
 
Quero narrar toda a minha indignação contra o Bar da Sra. Maria de Lourdes Rodrigues dos Santos, na Estrada do Morro Grande, 1.406, pelo fato de eu e meu bebê não podermos dormir, muito menos ter paz e sossego em nosso lar, desde setembro de 2013. O bar promove bailes desde as 19 horas, com som altíssimo, até altas horas da madrugada (em geral às 5 horas). O bar é irregular e ilegal, não conta com normas básicas de segurança como extintor de incêndio, porta corta-fogo, nem recolhe tributos (impostos), e é frequentado por "nóias" e pessoas bagunceiras e baderneiras. Pior: de quinta-feira a domingo a sra. Lurdes contrata bandas musicais que tocam quase ao ar livre, pois não possui tal boteco a vedação acústica exigida por lei. Minha pergunta: até quando? A quem recorrer? O que fazer? Fica meu grito: Socorro!
 
Shirley Silva shirleymilenium@gmail.com 
São Paulo
 
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TÁXIS DO UBER

Sobre a matéria “Uber é mais que uma startup de U$ 40 milhões”, de 14/12, a legislação de São Paulo para o serviço de transporte individual de passageiros regulariza o automóvel para táxi. Prevê a vistoria anual de pneus, freios, suspensão, entre outros itens. O motorista é credenciado, fiscalizado e passa por curso obrigatório. Táxi transporta vidas e com segurança. O carro do aplicativo Uber também, mas ilegalmente, pois não possui fiscalização nem paga impostos. O aplicativo deveria trabalhar com táxis legalizados e não oferecer carros sem qualquer procedência. Táxi do Uber é como um brinquedo pirata sem selo do Inmetro. Pior, pois transporta vida humana sem segurança.

Fabio Boni, diretor da Associação de Empresas de Táxi do Município de São Paulo beatriz.dantas@raf.com.br 
São Paulo

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ANGOLA
 
Tendo residido em Angola por 12 meses, pude ver a miséria e a fome de um povo ao qual o governo brasileiro petista já doou milhões de dólares. Entretanto, li no “Estadão” dos dias 11 e 12 que a mulher mais rica da África é, por acaso, filha do presidente que há 34 anos se mantém à frente da República Popular de Angola, que periodicamente promove eleições para justificar sua permanência no poder. Não seria anormal imaginar que esses milhões de dólares brasileiros não façam parte da fortuna da “filhinha do presidente”, que quer comprar a telecomunicações Oi usando parte de seu patrimônio de US$ 3,7 bilhões, cujo montante não é nada demais para uma “princesa”, como é conhecida, segundo o “Financial Times”. 
 
Raul S. Moreira raulmoreira@mpc.com.br 
Campinas

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