Fórum dos Leitores

DILMA E A CORRUPÇÃO

O Estado de S.Paulo

21 Dezembro 2014 | 02h04

Discurso mais que insano

Na sua diplomação, a presidente Dilma Rousseff ofendeu os brasileiros em seu discurso. Dizer que a roubalheira na Petrobrás tem origem em fatores socioculturais é uma afronta a todos nós, trabalhadores e pagadores dos impostos mais altos do mundo sem nenhum retorno. Atribuir os desvios dos petistas e amigos a o País ser corrupto é o que ela pretende com esse insano discurso. Ao afirmar que é preciso que nasçam dentro dos lares valores éticos, o que ela quer é tirar de si mesma a culpa pela ladroagem na Petrobrás, como se os corruptos não fossem escolhidos por seus partidários. Não foi o cidadão comum que se apropriou da empresa e a tornou um escândalo. Não fomos nós, não. Foram os amigos de dona Dilma, seus colegas de partido que fizeram toda a lambança. E ela não sabia de nada, não viu nada, não é?

MARIA TEREZA MURRAY

terezamurray@hotmail.com

São Paulo

Ofensa aos cidadãos

Estamos mal de presidentes! Lula disse que os brasileiros não têm dignidade como os cubanos. Agora vem o discurso ofensivo da presidenta: "É preciso uma nova consciência, uma nova cultura, fundada em valores éticos profundos. Ela tem de nascer dentro de cada lar, dentro de cada escola, dentro da alma de cada cidadão e ir ganhando de forma absoluta as instituições". Espera aí! Esse discurso presidencial em prol de um Brasil diferente do Brasil cafajeste e bandido que ultimamente observamos dominando o noticiário criminal está (indevidamente) nivelando o caráter do bando de ladrões instalados na direção da Petrobrás - e em outras estatais, inclusive de outros governos - com o brasileiro comum, honesto, cidadão bem-educado, que trabalha e sua a camisa para pagar uma montanha de impostos (desencaminhados) e sustentar a família com dificuldade, sem meter a mão num tostão do dinheiro público. Estes, que são a maioria dos brasileiros, não precisam de reformas culturais dentro de seus lares.

OLIMPIO ALVARES

olimpioa@uol.com.br

Cotia

Fingimento presidencial

Na diplomação Dilma fez brilhante defesa da Petrobrás: vai "fechar as portas da corrupção", completamente escancaradas por ela e Lula. Disse que temos de punir as pessoas (todo mundo riu), e não "destruir a empresa" (outra gargalhada, contida). E propôs "converter a renovação da Petrobrás em energia transformadora". O pessoal não entendeu o que ela quis dizer, mas vários se entreolharam e devem ter pensado: o que sobrar dela... O Estadão fez bem em pôr a notícia na primeira página de sexta-feira, em atenção à presidente da República, mas aposto que a maioria não leu. O engraçado é que se sabe que Dilma teve atitude muito suspeita no caso da refinaria de Pasadena, recebeu "por fora" R$ 2 milhões para sua campanha de 2010 e deve ter sido "madrinha" de muitos beneficiários da "pobre" petroleira, mas quando se fala no assunto finge que não é com ela. Para Dilma, seus erros são sempre culpa dos outros - vide o estouro do Orçamento da União...

FABIO FIGUEIREDO

fafig3@terra.com.br

São Paulo

PETROLÃO

A lista do delator

Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobrás e o primeiro delator da Operação Lava Jato, citou 28 políticos beneficiários do esquema na estatal, sendo 10 nomes do PP, 8 do PT, 8 do PMDB, 1 do PSB e 1 do PSDB. Interessante, os 26 do PT e aliados estão vivos e os 2 da oposição já faleceram. Mera coincidência?

MARIA CARMEN DEL BEL TUNES

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

Negar sempre

À medida que os nomes delatados pelos envolvidos na Operação Lava Jato são divulgados, ouvem-se também declarações iradas dos denunciados negando qualquer envolvimento com os acusados. Acontece, pelo que tenho entendido, que as propinas chegavam às mãos dos denunciados não pelo envolvimento em obras da Petrobrás, mas sim pelo comprometimento dos presos com os diversos partidos de apoio ao governo. Além disso, seria tolice da grossa se os presos estivessem mentindo ao denunciar ministros e políticos, uma vez que não teriam benefício algum no tocante às suas penas. Quando as provas que eles apresentaram ao Ministério Público forem divulgadas, e exploradas pela Polícia Federal, será difícil sustentar as mentiras utilizadas em sua defesa.

FLAVIO PERPETUO

fperpe@centroin.com.br

Florianópolis

Realidade x ficção

Por acaso não estariam os petistas ora convocados a comprar as ações da Petrobrás, lavando dinheiro de propinas à custa da empresa? Não seria esse o Plano B do PT, sob a liderança da cúpula que não se demite, deixando a decisão para tanto por conta da "gerentona", o que não ocorria durante a gestão de Sérgio Gabrielli, que nada lhe comunicava? Certamente o sucateamento da Petrobrás para que seu preço caísse e fosse então "vendida" a preço de banana no mercado, com grandes lucros "por fora" para seus planejadores, não deu certo. A Polícia Federal entornou o caldo! Esse o Plano A. Estaria eu imaginando coisas? Ou a ficção está mais real?

JOSÉ JORGE RIBEIRO DA SILVA

jjribeiros@yahoo.com.br

Campinas

PODER JUDICIÁRIO

Vale tudo?

Foi de cair o queixo a declaração do presidente do TSE: "Não haverá terceiro turno das eleições. Que os especuladores se calem. Não há espaço para terceiro turno para cassar o voto de 54.511.118 eleitores". Dias Toffoli repetiu exatamente as palavras que os petistas vêm dizendo desde que se cogitou do pedido de impedimento de Dilma diante da enormidade dos crimes cometidos na Petrobrás. Toffoli comporta-se como militante partidário, não como juiz. O que ele disse, em suma, é que as urnas absolvem o político de qualquer crime. Péssima ideia na cabeça de quem deveria prezar a lei. Estamos cada vez mais parecidos com a Venezuela!

M. CRISTINA ROCHA AZEVEDO

crisrochazevedo@gmail.com

Florianópolis

O ponto de Barroso

Quando o ministro Roberto Barroso, do STF, fez sua sabatininha no Senado, referiu-se ao chamado mensalão como um "ponto fora da curva". Sua Exa., data venia, estava absolutamente certo. Agora com os "supremos" que anularam o julgamento do assassinato de Celso Daniel e permitiram que Paulo Maluf fosse diplomado e voltasse ao Legislativo, o ponto voltou para dentro da curva. Lamentavelmente, somos um povo que não tem uma Justiça de verdade.

MÁRIO NEGRÃO BORGONOVI

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

FESTA DE ARROMBA DO PLANALTO  

Enquanto 7,2 milhões de brasileiros que vivem infelizmente à margem da sociedade podem ter passado fome em 2013, segundo o IBGE, o Partido dos Trabalhadores (PT) hoje está mais preocupado com a preparação de uma festa de arromba para a posse de Dilma Rousseff no dia 1.º de janeiro de 2015. Os demagogos do Planalto, envoltos no maior caso de corrupção da história desta República, na Operação Lava Jato, estão convocando sua militância para lotar a Esplanada em Brasília. O intuito é engabelar o povão, como se o País estivesse atravessando na gestão petista nível jamais visto de desenvolvimento econômico e respeito à ética.  Mas é bom alertar que, como uma afronta à nossa sociedade, esse festão será pago pelo PT, como afirma o ministro Gilberto Carvalho. Desviado ou não das estatais brasileiras, essa verba para a orgia petista seguramente sairá do bolso dos contribuintes. E quanto aos 7,2 milhões de marginalizados cidadãos brasileiros que estão passando fome? Bem, estes já votaram, na eleição de outubro, provavelmente em Dilma Rousseff, a mesma que autorizou a vergonhosa e superfaturada compra da Refinaria de Pasadena, nos EUA.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com 
São Carlos

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PACTO?

No discurso de diplomação a sra. Dilma propôs "um pacto contra a corrupção". Corrupção, presidenta, não se combate com pacto nem com discurso. A corrupção se combate com guerra, com pauladas e com prisão para corruptos e corruptores. O resto é inheco inheco.

José Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com 
São Paulo

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PREMONIÇÃO

Na proclamação da presidente Dilma Rousseff no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o atual presidente da corte, ministro Dias Toffoli, ao discursar, disse que "não haverá 3.º turno na Justiça Eleitoral" e que "os especuladores se calem". Que fala mais ditatorial! Dilma rapidamente estende a mão, cumprimentando-o, como que dizendo "muito bem, garoto, fez a lição de casa direitinho". Finalizando sua fala, Toffoli fez uma saudação a Dilma Rousseff: "Que São Jorge a proteja". Pedir justamente para o santo que foi cassado pela Igreja Católica que a protegesse? Será uma premonição?
 
Agnes Eckermann agneseck@gmail.com 
Porto Feliz

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A CAMINHO DO BREJO

O PSDB entrou com ação no TSE pedindo a cassação da candidatura da presidente Dilma. O PSDB, pelo jeito, nunca irá aprender. Na utópica hipótese de cassação da presidente, seu sucessor seria Lula, com uma acachapante vitória, aí a vaca vai pro brejo.

Décio Ortiz decio.ortiz@uol.com.br 
São Paulo

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O DISCURSO PETISTA

De Lula para baixo, o discurso petista apresenta uma total leviandade em relação aos fatos. Por exemplo, o mensalão ora foi conspiração ou uma traição (de quem, meu Deus?). A militância segue o mesmo padrão: a crise é culpa do contexto internacional, como se a Standard & Poor's torrasse o dinheiro do Orçamento ou destruísse a Petrobrás. Dona Dilma é inocente sempre. A corrupção é geral desde Tomé de Sousa - "todos roubam". O loteamento do Estado se deve à governabilidade, assim como a adesão e o compadrio com Collor, Sarney, Maluf, Barbalho, Jucá... Enfim, os governos do PT foram, são e serão perfeitos. Os petistas nunca admitem um erro e isso estabelece a relação que eles mantêm com a realidade dos fatos pelo menos para uso externo. Hemingway escreveu que "na guerra, antes do primeiro tiro, a verdade está morta". O PT está em guerra permanente pelo poder, e mata a verdade todos os dias.

Cloder Rivas Martos closir@ig.com.br 
São Paulo

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CASO PASADENA

"Não foi mau negócio, houve má-fé mesmo." Assim se pronunciou o sr. Jorge Hage, ministro da Controladoria-Geral da União (CGU) sobre a compra da Refinaria de Pasadena pela Petrobrás. E foi por esta má-fé que a Petrobrás teve um prejuízo de US$ 660 milhões, ou seja, R$ 1,8 bilhão na compra da refinaria no Texas. Repetindo, ele disse textualmente assim: "Não foi mau negócio nem erro de gestão. Foi má-fé mesmo". Só para lembrar, foi dona Dilma, presidente do Conselho Administrativo da estatal na ocasião, quem autorizou a compra. O relatório deixa claro que, com os alertas feitos, a Petrobrás tinha tudo para não fechar esse negócio. Será que depois dessa declaração, mais uma vez, nenhum culpado será punido com o rigor da lei, a não serem os paus-mandados? E os mandantes? Teremos de conviver com a lamentável realidade de que no Brasil só a gente "comum" é punida quando age ilicitamente? Até quando os brasileiros vão ter de conviver com tanta impunidade quando se trata de gente deste governo? 
 
Eliana França Leme efleme@terra.com.br  
São Paulo

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EM LONDRES

Enquanto o Brasil arca com um prejuízo de R$ 1,8 bilhão decorrente da compra da Refinaria de Pasadena, Nestor Cerveró, um dos ex-dirigentes da Petrobrás, também responsável pela ilicitude, passeia tranquilamente em Londres com seus familiares.  

Luiz Felipe Schittini fschittini@gmail.com  
Rio de Janeiro

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DOA A QUEM DOER

Após denúncias consubstanciadas por o instituto da delação premiada e a força que vem sendo feita para tentar jogar para debaixo do tapete os escândalos advindos na Petrobrás, a empresa perdeu força, valor e pode vir a quebrar, mas é preciso ir fundo nas investigações, doa a quem doer, assim como em outras que estão à espera de decisões, como também do metrô e trens na cidade de São Paulo. 

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com 
Casa Branca

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DESVALORIZAÇÃO

Acredite quem quiser, pela maneira como a Petrobrás foi rapinada e saqueada por PT, PMDB e PP, a empresa, que chegou a ser cotada internacionalmente em R$ 737 bilhões, hoje é avaliada em R$ 127 bilhões, ou seja, cinco vezes menos. Continuando dessa forma, a estatal deverá solicitar recuperação judicial, né não?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br 
São Paulo

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QUEDA LIVRE
 
Devido aos escândalos de corrupção e à dificuldade de reajustar o preço da gasolina para não pressionar a inflação, o valor da Petrobrás, que em 2008 era de R$ 737 bilhões, hoje é de R$ 127 bilhões, ou seja, uma desvalorização de R$ 610 bilhões. Se a Petrobrás fosse uma empresa privada, e não uma estatal, por muito menos toda a diretoria e grande parcela de seu quadro de funcionários de segundo escalão teriam sido demitidos por justa causa.  
 
Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net
São Paulo

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AS DENÚNCIAS DA EX-GERENTE

A presidente da Petrobrás afirmou que as denúncias apresentadas pela gerente executiva Venina não eram claras. Admitamos. Mas em se tratando de uma empregada em cargo de confiança, o lógico não teria sido chamá-la ou determinar que alguém a ouvisse, para eliminar as ambiguidades? Tê-la enviado para Cingapura não parece ser a melhor maneira de obter os necessários esclarecimentos.

Alexandru Solomon alex101243@gmail.com
São Paulo

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DOMÍNIO DO FATO

Doa a quem doer. Diante dos fatos de corrupção na Petrobrás, definitivamente, os únicos responsáveis por essa safadeza são o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a atual presidente, Dilma Rousseff. Não adianta arranjar boi de piranha. Os responsáveis devem ser julgados e condenados por se encaixarem plenamente na teoria do domínio do fato, muito mencionada nas decisões dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento do mensalão. Ponto final!
 
Valdy Callado valdypinto@hotmail.com 
São Paulo

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ALVO

Na Operação Lava Jato, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal (MPF) estão montando o xeque-mate a Lula e a Dilma.

Eugênio José Alati eugeniojalati@gmail.com 
Campinas

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UM ASSUNTO DE DILMA

Lula é mesmo um sujeito dissimulado. Um repórter perguntou a ele se ele demitiria a diretoria da Petrobrás e ele, com a maior cara de pau, disse que este era um assunto da "presidenta" Dilma e que ele não interferia no governo dela. Quem acredita?

Silvio Leis silvioleis@hotmail.com   
São Paulo

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COINCIDÊNCIA?

Semelhança nominal entre o doleiro Alberto Youssef e a presidente Dilma Rousseff constitui mera coincidência ou mega redundância? A conferir.

Roberto de Faria Rocha robertodefaria@gmail.com 
Guaratinguetá

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OS POLÍTICOS

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da situação e a própria Justiça investigativa, além da CGU, até o momento protegem os principais culpados chefes desta quadrilha organizada, os políticos corruptos, deixando esse abacaxi sob responsabilidade da Suprema Corte, que começa  a  tremer.

Antonio de Souza D'Agrella antoniodagrella@yahoo.com.br
São Paulo

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GUERRA FRIA

Numa inusitada guerra relâmpago, a milícia do PT conseguiu aniquilar a Petrobrás, e sem dar um tiro   sequer.

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br
São Paulo

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PROPINA E FORO PRIVILEGIADO

A disseminação da propina em larga escala transformou o foro privilegiado dos parlamentares em um privilégio inaceitável nos dias de hoje. Trata-se de uma excrescência jurídica.  A constatação de que candidatos vêm ao poder alicerçados por propinas e/ou outros acertos financeiros de proveniência duvidosa leva a uma alteração de como a população e a Justiça devem ver aquele que deveria representar o povo, mas que trabalha em proveito próprio como primeira opção. Se assim foi o ato planejado do seu nascedouro ou cooptado por interesses privados, há que se modernizar a legislação punitiva. Erros dessa natureza devem ser pagos como o faz o cidadão comum. A população tem de se unir neste propósito.

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br 
Indaiatuba

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EMPREITEIRAS NO PETROLÃO

E a Odebrecht, não será investigada? Por que está fora dos holofotes do MPF e da PF? 
  
Anibal Fillip aniverofil@uol.com.br 
Santos 

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DILMA NÃO ERRA JAMAIS

Dilma Rousseff é incompetente! Isso é fato notório e nem o mais renitente petista está conseguindo negar. Além disso, ela é arrogante e com um nível de autocrítica próximo de zero: tudo é culpa dos outros, nada é responsabilidade dela. Ocorre que existe um corolário na administração que reza que um líder de equipe deve ser melhor que todos em, pelo menos, alguma coisa, caso contrário, ela não será respeitada nem será considerada. E é aí que a coisa pega: ela só é melhor que todo o pessoal da sua equipe em sua abissal incompetência. Vai daí que surge o subalterno perfeito para pessoas desse tipo, ou seja, incompetentes e vaidosas: é o canalha, o bajulador, aquele que só quer tirar proveito da situação a qualquer custo, inclusive se sujeitando a ser qualificado de incompetente também. Se o "líder" também for mau caráter, aí a coisa fica uma festa, todo mundo se diverte e os prejudicados que se danem. Parafraseando o "ex-presidento", "estou convencido de que" Dilma e sua equipe se enquadram perfeitamente nesta categoria: incompetência mais falta de escrúpulos. Ou seja, se você tem esperança de que a coisa se ajeite no segundo mandato, pode pôr a viola no saco que o ritmo vai ser outro: duvido que Joaquim Levy e sua equipe aguentem mais do que alguns (poucos) meses, ouvindo a mestra da incompetência buzinando barbaridades no ouvido deles, capitalizando seus êxitos e pulando fora de eventuais erros, pois ela não é culpada de nada. Ela acertou, eles erraram, esse é o verbo a ser conjugado naquelas plagas (ou pragas!).

Nelson Newton Ferraz nelfer2011@gmail.com 
São Paulo

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SEM RUMO

Estamos assistindo à falência de tudo o que sustenta o Estado brasileiro, diante do olhar, senão complacente, pelo menos inoperante da oposição, que nem no se expressar demonstra atitude compatível com a gravidade do momento por que passa a Nação. O Brasil foi tomado de assalto, foi estuprado não por Bolsonaro, mas pelo PT e seus aliados, foi sangrado, foi roubado e escravizado por pessoas sem escrúpulos e sem decência. A Nação está esfacelada e na UTI. Pela incapacidade da oposição e pela ignorância de uma parcela de seu povo. Não tem mais como conter a hegemonia desses marginais. Não em eventos pontuais como esta demonstração de falta de vergonha na cara que acaba com a Lei de Responsabilidade Fiscal, último sustentáculo da política econômica saudável. Mas, em tudo o que ocorreu e está ocorrendo com a Nação, que tinha um brilhante futuro, ninguém mais a quer, ninguém mais a admira. Muitos choram por ela, mas nada fazem além disso. A fatura do custo de tudo isso já foi lançada. É muito alta, mas, não vai penalizar os responsáveis pela situação, que vão muito bem, obrigado, nesta nação sem rumo. Os débitos virão inexoráveis, penalizando quem paga a conta: o povo. 

João Alberto Ianhez ianhezrp@netpoint.com.br
Boa Esperança do Sul

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AGRADECIMENTO

Obrigada, Dilma, Lula, PT, partidos aliados, doleiros aliados, empresários aliados, Poderes aliados e sabe Deus lá que outros aliados estariam nessa lista, por matarem a nossa esperança com o veneno das mentiras. Esperança, aquela que dizem que é a última que morre. Feliz Natal e feliz ano-novo para vocês! 

Silvia Maria Pinheiro Rezende silviapr54@hotmail.com 
São Paulo

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A DESPEDIDA DE JOSÉ SARNEY

Em sua despedida da vida pública, o senador José Sarney disse que o Maranhão está na vanguarda. Virando a lista do ranking dos Estados brasileiros de cabeça para baixo, está, sim. Triste fim de uma vida pública de 60 anos.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com 
Rio de Janeiro

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PARA A LITERATURA

Sarney diz que sai da política e que vai passar o resto de sua vida dedicando-se apenas a tarefas literárias. O Brasil perde um péssimo político e a nossa literatura ganha um pior, ainda, literato de tempo integral. Para nós, resta o consolo de que a sua literatura não tem o poder de nos fazer o mal que a sua política tanto nos fez.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com 
Rio de Janeiro  

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BALANÇO

Ao se despedir depois de quase 60 anos de vida política, José Sarney admite ter cometido alguns erros. Eu procuro alguns acertos.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com 
São Paulo

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EUA-CUBA

O que parecia quase impossível aconteceu. Finalmente, após longos 53 anos de isolamento, o Muro de Berlim das Américas começou a ruir. A guerra fria viu seu capítulo final e o século 21 já tem, como importante marco histórico, o restabelecimento das relações diplomáticas entre os EUA e Cuba. Vivam a decisiva intervenção do papa Francisco e a corajosa atitude de Barack Obama! "Não há bem que sempre dure nem mal que nunca se acabe." Cuba libre! Bravo!

J. S. Decol decoljs@globo.com 
São Paulo

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RESISTÊNCIA OBSCURA
 
Apesar da obstinada resistência dos falcões do Partido Republicano dos EUA, que glorificam sempre seu status reacionário de "brancos, protestantes e anglo-saxões", o presidente Barack Obama e o de Cuba, Raul Castro, finalmente chegaram à mesa de negociações para promover o reatamento das relações diplomáticas entre Cuba e Estados Unidos. A colaboração do papa Francisco foi imprescindível para o sucesso das pretensões dos dois países, em reuniões secretas realizadas no Vaticano durante 16 meses. A nosso ver, o fato em si é auspicioso, pois dá cabo ao mal-estar entre as duas nações, que já durava 53 anos. As consequências benéficas dessa louvável iniciativa serão vitais tanto no plano econômico como no ambiente de paz entre os dois países. Além disso, a união entre EUA, países caribenhos e América Latina poderá crescer muito, pois não se exclui a possibilidade da formação de um bloco coeso e com destaque nos quadros das relações internacionais.
  
Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br 
São Paulo

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PAZ

Prováveis Prêmios Nobel da Paz do próximo ano: Raul Castro e Barack Obama.

José Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com 
Avanhandava

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NOVOS TEMPOS

O reatamento das relações entre EUA e Cuba é a prova emblemática de que a guerra fria está definitivamente sepultada. Tal acontecimento deixará alguns jurássicos "pensadores" totalmente confusos, posto que ainda acreditavam que esse embate ainda sobrevivia, e agora não podem mais usar o exemplo caribenho em suas teses fossilizadas. "Tudo agora é economia, estúpido!", como disse um assessor presidencial americano. E, em razão disso, o mundo caminhará - inexoravelmente como já está ocorrendo - para um novo patamar de civilização que beneficiará um maior número da população mundial.

José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com 
Rio de Janeiro

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ANÁLISE

O reatamento de relações entre EUA e Cuba, após 53 anos, merece ser analisado sob dois ângulos: primeiramente, se trará benefício aos direitos dos dissidentes e dos discordantes, e, em segundo lugar, se haverá efetivamente a aplicação do Direito como meio de se realizar a Justiça, e não como evasiva ou subterfúgio da pseudojustiça estatal. Assim, só o tempo poderá dizer se os itens importantes foram beneficiados. Entretanto, o reinício de relações servirá para possibilitar, além das circunstâncias econômicas do relacionamento, uma interferência, mesmo que indireta, no comportamento da ilha com relação aos seus habitantes, incentivando a liberdade, o livre comércio e a liberação da propriedade privada. Na verdade, trata-se de uma vitória do neoliberalismo contra o comunismo e o socialismo radical.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br 
Rio Claro

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QUE TAL?

Diante da situação delicada em que se encontra o Brasil financeiramente, não seria o caso de a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) entrar com ações, em favor do povo brasileiro, cobrando "empréstimos" feitos a países alcançados pelo Foro de São Paulo, Venezuela, Equador, Cuba, Bolívia, África, etc., etc., solicitando a devolução da benemerência estatal, realizada com chapéu alheio (nós, brasileiros), feita por Lula e dona Dilma?
  
Iracema M. Oliveira mandarino-oliveira@uol.com.br 
Praia Grande

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QUE A AMÉRICA LATINA DESPERTE

Enquanto o povo cubano saúda com entusiasmo reatar as relações com o imperialismo americano, aqui, na América do Sul, querem fazer uma revolução bolivariana. Xeque-mate.

Moises Goldstein moisesgoldstein1@gmail.com 
São Paulo

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OPORTUNIDADE

O acordo de 17 de dezembro para reatar as relações diplomáticas entre Estados Unidos e Cuba, depois de 53 anos, representará também, muito provavelmente, um reinício do crescimento da América do Sul e do Caribe. Poderá ser, felizmente, o começo do fim dos "ismos" na região, que deixará de ter, em breve, o castrismo e o comunismo e, em seguida, terminará com o bolivarianismo, o peronismo e o lulismo, pela ordem em que essas nações estão mais "sufocadas".  Cuba será em algumas décadas a maior e mais rica ilha voltada ao turismo no Caribe, agora com um moderníssimo porto pago pelo Brasil e a 90 milhas da Flórida. Já é enorme o interesse de empresários em investir bilhões de dólares na ilha, que poderá ser totalmente reconstruída. Terá uma nova infraestrutura e resorts turísticos os mais modernos da região. O melhor de tudo: o povo cubano deixará de passar fome, terá empregos de qualidade e viverá num país dos mais modernos do mundo, que praticamente começará do zero. Qual seria a alternativa de Cuba? Não haveria melhor. Vão acabar descartando essa droga de comunismo que dividiu a pobreza entre todos, menos os do partido. Cuba abraçará fortemente essa oportunidade ou continuará morrendo de fome, vivendo de esmolas de países que estão com a economia ladeira abaixo, como o Brasil? Em algumas décadas o país paupérrimo poderá ajudar seus vizinhos governados pelos "ismos", a julgar pelo andamento de suas economias cada vez mais necessitadas. Esses países provavelmente decidirão participar dessa nova América e, no máximo em meio século, teremos uma região muito mais rica, ampliando também a força comercial dos Estados Unidos em face da China. Obama não conta com um Congresso muito favorável a isso, mas a maioria do povo americano e dos empresários quer o reatamento com Cuba. Enquanto isso, povos que quiserem participar da festa no próximo meio século na região terão de se livrar de seus "ismos" e aprender que país cresce melhor educando bem do que dando dinheiro aos pobres, comprando eleições. O "bolivarianismo" não dura mais do que poucos anos, ou meses até. Faltam visão e inteligência. O peronismo cairá de velho e mofado. No Brasil, o povo eliminará o lulismo bandido, como ficou comprovado. Haverá poucos petistas fora da prisão e ninguém restará para as reuniões do Foro de São Paulo. E, para Joaquim Levy, um recado: se não baixar bastante a carga fiscal, estaremos "fora".

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br 
São Paulo

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INDULGÊNCIA COM O TOTALITARISMO

Após mais de 50 anos de ditadura, Cuba vive o dilema de um país que abraçou o socialismo, há muito enterrado com o que sobrou do Muro de Berlim, e o capitalismo, que ali ainda é uma quimera. Em Cuba, o salário médio do trabalhador é de US$ 20, o que dá a dimensão do fracasso de seu sistema político e econômico. Sem norte e com uma elite doutrinada pelos superados dogmas marxistas, a economia do país de Raul Castro segue sua sina de dependência: primeiro dos fartos subsídios da ex-URSS (que implodiu); agora da semifalida Venezuela "bolivariana" (que está implodindo), que com eles mantém acordos "comerciais" em que seres humanos são traficados, tratados como coisas e "exportados" em troca de petróleo. O regime castrista, hostil às liberdades civis e aos mais elementares direitos humanos, prossegue desdenhando da "democracia burguesa" e excluindo o povo do debate democrático. Pessoas não contam em regimes como o de Cuba; só quando vistas sob a perspectiva de alguma classe, manipulada por alguém do "Partido" - que é mera correia de transmissão dos interesses do ditador, que a todos submete aos seus desígnios num estado policial cheio de dedos-duros. Num contexto assim, em que o sonho de um profissional de nível superior é obter emprego como carregador de malas em hotéis de luxo, dá-se, agora, o restabelecimento das relações diplomáticas rompidas com os EUA há mais de 50 anos. Terá sido uma boa ideia de Obama? Será que a nova composição da Câmara dos Representantes nos EUA (maioria republicana, conservadora) avalizará tal decisão? E quanto a nós, brasucas? Por que deveríamos ver com bons olhos essa reaproximação, no justo momento em que ventos totalitários sopram no continente sob novas denominações como "bolivarianismo", "democratização da mídia",  "democracia direta", "conselhos populares",   "lulopetismo" e outras formas mais ou menos sutis de sovietização do continente? Será bom para o Brasil o que parece ser bom para Obama? "Não", diz de pronto a renomada blogueira Yoani Sánchez. "Sim", garantem as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), notório grupo terrorista e narcotraficante. Entre Yoani e as Farc, fico com a primeira sem pestanejar, rezando para que Barack Obama saiba exatamente quais serão as consequências do que acaba de fazer sob as bem intencionadas bênçãos do papa Francisco.
 
Silvio Natal silvionatal49@gmail.com     
São Paulo

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ACERTAMOS OU ERRAMOS?

Estados Unidos e Cuba anunciaram uma trégua. É evidente que comemoro essa notícia, sobretudo pelo fato de acabar com o isolamento imposto à ilha comandada pelos irmãos Castro. Li, durante a noite, vários comentários a respeito da construção do Porto de Mariel, localizado a cerca de 40 quilômetros da capital cubana, alegando que a decisão norte-americana demonstra o acerto do governo brasileiro em financiar a obra. A própria presidente Dilma Rousseff liderou essa linha de pensamento, alegando, inclusive, que as críticas sobre o porto foram um equívoco. Penso que, como contribuinte e cidadão brasileiro, todos têm o direito de manifestar sua opinião a respeito, sejam elas favoráveis ou contrárias. Aliás, a construção foi feita com financiamento público, ou seja, com o dinheiro brasileiro. A reaproximação entre Estados Unidos e Cuba não significa que acertamos ou erramos. Creio que seja necessário aguardar mais tempo e verificar se não seremos jogados para escanteio, pois os produtos norte-americanos tendem a ser mais competitivos.
 
Willian Martins martins.willian@globo.com  
Guararema 

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PORTO DE MARIEL

Após 53 anos de embargo econômico contra Cuba e com a retomada das relações diplomáticas entre os dois países, os norte-americanos agradecem os contribuintes do Brasil pelo Porto de Mariel.

Walter Angelo Carotti waltercarotti@yahoo.com.br  
Indaiatuba 

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PANACEICA REAPROXIMAÇÃO 

Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa: por conta da reaproximação EUA-Cuba, demoraram menos do que o esperado os elogios para o Porto de Mariel, construído com recursos do BNDES, em Cuba. A então candidata à reeleição tergiversou bastante sobre o tema, mas quem tem noção ainda que rudimentar das prioridades brasileiras, que estão sob nosso nariz, jamais encontrará plausibilidade neste "bilionésico" gasto lá, no distante Caribe.
 
Joaquim Quintino Filho jqf@terra.com.br 
Pirassununga 

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PARA CUBA

Sem querer, Dilma deu um porto de presente aos americanos...

A.Fernandes standyball@hotmail.com 
São Paulo

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IDEÓLOGOS X TURISMO NA BAHIA

Todas as barracas num dos pontos altos do turismo na Bahia, tanto em Trancoso quanto em Porto Seguro, estão sendo derrubadas por ordem do Ministério Público Federal, por considerar propriedade da Nação e por "causarem impacto ambiental". Isso depois de anos em que foram construídas. Quem conhece e já visitou aquela área da Bahia sabe que sem as barracas o turismo local já era. Aruba e outros destinos internacionais agradecem, já que pacotes saem pelo mesmo preço. E, sem um chamamento forte ao turismo, quem no Brasil irá se aventurar a viajar para Trancoso e Porto Seguro? Esses são os ideólogos do meio ambiente nacional. Essa gente não tem noção...

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo
 
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JUSTIÇA E ACESSIBILIDADE

Na condição de cadeirante, solicitei reiteradas vezes a uma juíza de Monte Alto (SP) que uma audiência em que fui testemunha fosse realizada no prédio, também forense, com acessibilidade e localizado a 50 metros do seu gabinete, em cujo prédio não há acessibilidade. No momento da audiência, ela disse em frente a todos os presentes que não tinha tempo para ir até o local com acessibilidade e fez a audiência na rua, ocasião em que passei por sérios constrangimentos. Pelo fato de o ocorrido ter sido veiculado na imprensa, ela ainda entrou com ação contra mim por danos morais, cuja ação foi julgada improcedente. Pergunto ao Conselho Nacional de Justiça: o juiz pode fazer a audiência na rua, se o fórum possui local adequado para o deficiente físico, inclusive banheiro no caso de necessidade urgente?

Orivaldo Tenorio de Vasconcelos professortenorio@uol.com.br 
Monte Alto

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