Fórum dos Leitores

PETROBRÁS

O Estado de S.Paulo

26 Dezembro 2014 | 03h41

Solução

Agora se sabe por que os petistas temiam a privatização da Petrobrás. Ela era o grande queijo que muitos ratos podiam roer. Os bandidos empresários, parlamentares e funcionários públicos não pensaram duas vezes para assaltar o caixa da empresa. A denúncia-bomba feita pela ex-gerente executiva da área de Abastecimento Venina Velosa da Fonseca dá a dimensão de como o crime compensou dentro da estatal. A presidente Dilma Rousseff, no entanto, resiste em demitir toda a atual diretoria, porque ela, Lula e muitos funcionários do alto escalão também estão enrolados nas irregularidades. Fosse o Brasil um país sério, todos se afastariam para que as investigações fossem adiante. Temos motivo de sobra para pedir o impeachment da presidente e a extinção do PT. Mas a nossa Justiça capenga é e sempre foi tolerante com o crime. Espera o País ficar destruído para colocar a tranca na porta. A se confirmarem as denúncias de Venina, ela deveria ser a presidente da Petrobrás. Conhece as entranhas da empresa e o caminho da corrupção. Resta saber se ficaria viva para exercer o cargo.

IZABEL AVALLONE

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

A Petrobrás 'deles'

Privatização ao modo do PT, é isso que estamos vendo acontecer hoje. É essa a proposta de PT e aliados para o nosso país?

JOÃO LUIZ PICCIONI

piccionijl@me.com

São Paulo

Crime

Assim a Petrobrás perdeu seu valor de mercado em razão da roubalheira institucionalizada: em 2005, a empresa valia R$ 113,8 bilhões; em 2011, R$ 413,3 bilhões; e em 15/12/2014, apenas R$ 114,8 bilhões. A dívida da estatal hoje está acima dos R$ 300 bilhões. Suas ações despencam no mercado por causa de todo esse escândalo e também pelas investigações que estão acontecendo nos Estados Unidos, na Suíça e, agora, na Holanda. Se continuar neste compasso, a maior empresa do País verá suas ações se reduzirem a pó. O PT e Dilma Rousseff conseguiram não privatizar a Petrobrás, como acusaram FHC de querer fazer, mas com sua leniência cometeram crime de lesa-pátria.

AGNES ECKERMANN

agneseck@gmail.com

Porto Feliz

Privatização, já!

Privatizar ou privatizar, eis a questão! Qualquer medida que não seja a privatização da Petrobrás será mero paliativo. Podem trocar a presidente, a diretoria ou o Conselho de Administração da empresa, de nada adiantará. Cedo ou tarde, os Renans ou Dirceus da vida voltarão a chafurdar no mar de lama petrolífero. Imaginem qual seria o nível de corrupção no Brasil se a Vale do Rio Doce, a CSN e a holding Telebrás ainda estivessem na alçada dos políticos da base aliada do PT. Chega de histórias da carochinha! Ou a Petrobrás passa para a livre-iniciativa ou seus acionistas continuarão a ser assaltados pela cleptocracia estatal.

LEÃO MACHADO NETO

lneto@uol.com.br

São Paulo

Herança maldita

Se Fernando Henrique Cardoso tivesse privatizado a Petrobrás, o PT não teria deixado para o PT esta herança maldita.

MOISES GOLDSTEIN

mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

No abismo

A Petrobrás está falida, financeira e moralmente. Só há uma solução: privatizá-la.

LUIGI VERCESI

luigiapvercesi@gmail.com

Botucatu

É para valer?

Se a preservação do emprego dos funcionários de carreira da Petrobrás (incluindo os empregados de suas empreiteiras e fornecedores) estiver no primeiro plano das preocupações da presidente Dilma e se são, de fato, sinceras suas afirmações reproduzidas no editorial Há sinceridade nisso? (21/12, A3), da necessidade de um pacto nacional para combater a corrupção sem "destruir as empresas e não prejudicar o País ou sua economia", a solução é simples e rápida: basta estatizar as agências reguladoras e privatizar a Petrobrás. Essa solução é factível, simples, fácil de ser implementada pela atividade não monopolística da empresa e com amplos e imediatos benefícios para a economia do País. Pode contrariar os desejos do PT, mas, sem dúvida, é o que o povo quer.

NILSON OTÁVIO DE OLIVEIRA

noo@uol.com.br

Valinhos

Jogo de cena

Vejo a proposta de um "pacto contra a corrupção" como jogo de cena, eis que, como a corrupção emana do desgoverno, obrigação primordial deste é governar com honestidade, sem necessidade de "pactos". Com essa proposta, o governo apenas tenta manipular a opinião pública, eximir-se da responsabilidade pela corrupção e lançá-la sobre o contribuinte.

OTTFRIED KELBERT

okelbert@outlook.com

Capão Bonito

Próximos passos

Depois de chegar aonde chegou, a Operação Lava Jato não tem mais retorno. Sua conclusão deverá moralizar os costumes da Petrobrás e - assim esperamos - punir os envolvidos, mas a Polícia Federal deve continuar a investigar e a ajudar a limpar as estatais brasileiras: Eletrobrás, BNDES, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Correios, etc. Fica aí a sugestão.

HENRIQUE GÂNDARA

clineurohenrique@uol.com.br

Ribeirão Preto

Maldição do petróleo

Quando os atos comprovam os fatos: após o início da Operação Lava Jato, o ministro Edison Lobão sumiu, o senador José Sarney desistiu da vida pública e Roseana Sarney renunciou. Alguém acredita que fariam isso gratuitamente? É mais que uma confissão prévia de culpa.

CLAUDIO JUCHEM

cjuchem@gmail.com

São Paulo

BOAS-FESTAS

O Estado agradece e retribui os votos de boas-festas e próspero ano-novo de André Assumpção Planejamento e Assessoria (AAPA), CityCorp, Claudio Adilson Gonçalez, Danlex, EMA Partners Portugal & Angola/Moçambique, Equipe da Vida Mental, Família Torre Forte e Claayton Nantes, Hora H Jornal Verdade, Hotel Península, Innivaldo Muniz Barbosa e família, João Carlos Carcanholo - Advocacia Carcanholo, Jose Pedro Vilardi, Jose Roberto Palma, J. S. Decol - Ðecol, J.S. Marketing & Copyright Worldwide, Kelly Beltrão - KB Comunicação, Kolorines Tecnology, Memorial Saúde, MRW Informática e Transbritto Express Service.

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

COMPROMISSO COM A CORRUPÇÃO

A presidente Dilma Rousseff reafirma o seu forte compromisso "com a corrupção" com a nomeação do seu novo ministério. Competência e experiência são irrelevantes, o que importa é se o novo ministro vai saber jogar o jogo, ou seja, desviar dinheiro para seu partido. Quase todos os ministros do primeiro mandato do governo Dilma foram afastados por avassaladores indícios de corrupção. Cabe à oposição fazer o mesmo com o time de nulidades que a presidente Dilma teve a coragem de nomear.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br 
São Paulo

*
DESPREPARADA

Só uma pessoa despreparada e mal assessorada como Dilma Rousseff poderia cogitar a possibilidade de obter os nomes dos políticos que foram delatados na Operação Lava Jato para saber se algum dos seus futuros ministros está entre eles, quando a investigação ainda corre sob sigilo de Justiça. Se pairar a menor dúvida sobre a honestidade e a integridade de algum dos seus escolhidos para compor o quadro de ministros que iniciará este seu segundo mandato, ela não deverá nomeá-lo. Será que essa vitória apertadíssima em outubro não foi suficiente para convencê-la de que precisa mudar o seu modo de governar o Brasil?

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com  
Rio de Janeiro

*
INCOMPETÊNCIA ADMINISTRATIVA
 
Só o fato de a sra. Dilma Rousseff divulgar que pretendia consultar o Ministério Público sobre a ficha limpa de prováveis ministeriáveis prova a sua total incompetência administrativa, beirando a infantilidade. Preocupante.
  
Mauro Roberto Ziglio mrziglio@hotmail.com 
Ourinhos

*
DOIS DESTAQUES

Acabou o suspense em torno de mais 13 ministros para o próximo governo Dilma. Dos ministérios criados pelo petismo para atender "companheiros" e cúmplices, digo, parceiros, dois chamam a atenção. O do Esporte, a ser exercido por George Hilton - nada que ver com a cadeia de hotéis -, mas sim com uma prisão em aeroporto carregando malas de dinheiro. Um outro, Jaques Wagner, o da Defesa, pela absoluta falta de relação com o cargo, permite admitir ser um "olheiro" da presidente junto das três armas, vivenciando in loco possíveis reações em defesa da Constituição, no que se inclui a moralidade, vis-à-vis a roubalheira em que o partido da "ética" transformou nosso país. Coincidentemente, na simbologia, o número 13 é sinal de mau agouro.
 
Mario Cobucci Junior maritocobuci@uol.com.br
São Paulo

*
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

Fico muito feliz em ver que a próxima geração de brasileiros se alfabetizará sob a égide do famoso educador e pedagogo professor dr. Cid Gomes. Agora, sim, avançaremos no Pisa e daremos o "grande salto à frente" de produtividade. Alivia-me saber que o próximo/antigo desgoverno terá caráter estritamente técnico. 

Ricardo C. T. Martins rctmartins@gmail.com 
São Paulo

*
EXEMPLO NA FAZENDA

A princípio, estranhei quando Moreira Franco assumiu a Secretaria da Aviação Civil do governo petista, mesmo sabendo que o piauiense ascendeu politicamente sob o jugo do getulismo, já que foi casado com uma neta do caudilho e, depois, tornou-se cria da ditadura militar. Também como governador do Estado do Rio de Janeiro não deixou boas lembranças. Mesmo assim, vislumbrei como temerária sua investidura e de difícil solução os problemas da aviação civil, mormente por estarmos, então, às vésperas da Copa do Mundo, as obras dos aeroportos das sedes atrasadas e a gestão da Infraero claudicando. Sinceramente, esperávamos pelo pior, mas Moreira Franco surpreendeu ao emprestar toda sua experiência administrativa e capacidade de gerenciar crises. Com sua habilidade e competência, conseguiu levar a bom termo sua missão. Embora maquiados, os aeroportos foram colocados em condições de atender à demanda no período, e três deles acabaram privatizados durante sua gestão, com razoável disputa entre os interessados e com algum ágio. Mesmo assim, Moreira Franco, que chegou a reivindicar ascender para um ministério, ao que parece, foi preterido e posto em escanteio - o termo correto seria descartado! Antevejo que o mesmo pode ocorrer com Joaquim Levy, economista consagrado, com invejável currículo e experiência administrativa na esfera pública, indicado para assumir o Ministério da Fazenda, mesmo demonstrando empenho e disposição em oferecer todo o seu cabal de conhecimento para um governo que, ao contrário de Moreira Franco, não ajudou a eleger. Vejo o governo petista em palpos de aranha e sem quadro para enfrentar as dificuldades da nossa economia, sendo obrigado a aceitar as condições impostas por Joaquim Levy. Mesmo despido de vaidade e desprovido de vocação político/partidária, Levy haverá de levar em conta que o petismo é traiçoeiro e pode defenestrá-lo do Ministério da Fazenda ao menor sinal dos seus interesses político-eleitorais. Levy, esteja atento e tome Moreira Franco como exemplo.

Noel Gonçalves Cerqueira noelcerqueira@gmail.com 
Jacarezinho (PR)

*
GOVERNANÇA DAS ESTATAIS

A presidente Dilma decidiu: não trocará a diretoria da Petrobrás, mas vai substituir os membros do Conselho de Administração da empresa. Aí é que está o problema! Pelas leis brasileiras, a escolha da diretoria é de exclusiva alçada do Conselho de Administração; conclui-se dessa sua declaração que o novo conselho será - como os anteriores - letra morta e os novos conselheiros, paus-mandados. É exatamente nessa questão estrutural de governança que reside o grande problema da estatal brasileira. O Conselho Administrativo não representa o Estado! O governo se apropriou dessas empresas e as utiliza como bem entende. Por pura sorte se não forem desvirtuadas nos seus objetivos. Essa é a diferença entre uma estatal brasileira e as dos países do Hemisfério Norte. 
 
Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br 
Valinhos 

*
'ESQUARTEJAMENTO' DE PROJETOS

Em declarações de Graça Foster sobre o escândalo mundial de corrupção provocado por altos funcionários da Petrobrás, dizendo que não conhece a palavra "esquartejamento", citada em e-mail enviado a ela pela ex-gerente Venina Velosa da Fonseca, sobre contratos da Petrobrás, ela deveria ter consultado um dicionário e, após conhecer o teor do significado da palavra, convocar a sra. Venina para esclarecimentos. Até quando, Brasil, deveremos ouvir estas palavras, de que "não sabia", "desconhecia"? Até quando teremos incompetentes administrando grandes empresas estatais, empresas do povo? Até quando a nossa juventude terá de conviver com governantes corruptos? Até quando, Brasil?!
 
Jorge Peixoto Frisene jpfrisene@zipmail.com.br 
São Paulo

*
GRAÇA REPROVADA

A entrevista primária de Graça Foster esta semana foi digna dos grotões onde o PT colhe os seus votos. Para os brasileiros da nova classe média e qualquer um que trabalhe numa organização normal, dona Venina agiu com franqueza e até tato na sua denúncia ao que acontecia na Petrobrás. Graça Foster queria que ela fosse com alto falante para a frente da sede da infeliz empresa? Fizesse uma denúncia bombástica na reunião da Diretoria, tipo filme de Hollywood? Graça usa a velha e até agora vencedora tática criada por Lula e que funcionou no mensalão. Não saber de nada do que acontecia. Graça é uma ótima gerente, mas passou raspando em português e não tem dicionário. Todo o brasileiro acostumado com a violência nacional sabe o que significa esquartejar. 

Athos Eichler cardoso1934@gmail.com 
Brasília
 
*
ENROLAR PARA FUGIR
 
Venina Velosa acusa, Graça Foster recusa, a presidente Dilma mantém Graça e a confusão elimina medidas drásticas e punições. A corrupção continua e é crise de governo, mesmo que a presidente da República afirme que mudará o conselho da petroleira, embora tenha sido presidente dele e nada tenha feito. E assim estamos a ver que os escândalos aumentam dia a dia e não se conhece nenhum ato explícito do governo para punir os envolvidos. O povo não veio a saber de nenhum inquérito administrativo ou sindicância para apurar fatos na petroleira. Seria porque tais medidas retrotrairiam até a época da presidente no conselho deliberativo?
 
José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br 
Rio Claro

*
COMPARAÇÃO

Comparando as declarações da extraordinária sra. Venina ao "Fantástico", da Rede Globo, em que ela expõe com detalhes o esquema maléfico, sujo, porco dentro da Petrobrás, e, no dia seguinte, a sra. Foster respondendo ao repórter da Globo no "Jornal Nacional", percebe-se que a presidente da estatal está completamente perdida, trocando alhos por bugalhos e chamando Jesus de Genésio. Foi patético. E, para completar a palhaçada, dona Dilma Rousseff disse: "Não há provas nas denúncias da ex-gerente". Lembramos a presidente para ver as declarações do delator. Tudo o que ele disse confirma a verdade de Venina, e os brasileiros hoje amam de verdade.
 
Eloi Quadrado Neto eloi_1944@hotmail.com
São Paulo

*
VENINA VELOSA X GRAÇA FOSTER

Para esclarecer de vez as denúncias de corrupção e superfaturamento na Petrobrás, feitas em cadeia nacional de TV pela ex-gerente executiva da Diretoria de Abastecimento da empresa Venina Velosa da Fonseca, nada melhor do que o Ministério Público convocar a presidente da estatal, Graça Foster, para uma acareação. Frente à frente, olhos nos olhos, quem piscar primeiro...

J. S. Decol decoljs@globo.com  
São Paulo

*
RISCO

Venina Velosa da Fonseca corre sério risco de ser a nova vítima do PT, como foi a Celso Daniel! Sua atitude de vir a público deve ajudá-la a se proteger.

Laert Pinto Barbosa  laert_barbosa@globo.com
São Paulo

*
DEZ BILHÕES DE RAZÕES

A presidente Dilma afirmou que "não há razões para demitir Graça Foster". Sumiram da Petrobrás, até onde se sabe, R$ 10 bilhões. Não seria a presidente da empresa a responsável pela gestão destes recursos? No mínimo Graça falhou no controle do dinheiro da estatal. Esta é uma conclusão irrefutável.                                               A presidente Dilma põe a amizade acima do interesse do País. O dinheiro sumiu, mas a amizade continua firme, apesar do desvio de R$ 10 bilhões. Eu queria um amigo assim.                                                      

Cloder Rivas Martos sheinerivas@hotmail.com 
São Paulo

*
O SOFÁ DA SALA

A presidente Dilma não vai afastar a presidente da Petrobrás, Graça Foster, nem a diretoria, mas vai mudar o Conselho de Administração. O conselho não é gestor. Isso é o que eu chamo de tirar o sofá da sala.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com 
Rio de Janeiro

*
SEM PROVAS?

A presidente Dilma Rousseff afirma que não demite a sra. Graça Foster por falta de provas contra ela. Mas o caso no momento já nem é de lisura ou falta de caráter, o problema é de incompetência total e irrestrita. Está clara a situação que deve ser resolvida para o bem da Petrobrás. Quanto à roubalheira, é outra história a ser solucionada.

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com 
São Paulo 

*
PIADA SEM GRAÇA

No congraçamento de fim de ano, enquanto grassa a desgraça da Petrobrás, Graça agradece à presidenta e dá graças a Deus por continuar na presidência. Muito engraçado mesmo... 

Sérgio d'Ávila samvilar@uol.com.br 
São Paulo

*
PARA ESTANCAR A SANGRIA

A esta altura dos acontecimentos, não resta alternativa à presidenta Dilma Rousseff, doa quanto lhe doer, senão a exoneração da presidenta da Petrobrás, Graças Foster. Os investidores só acreditarão que há chance de recuperação da empresa se a direção for mudada. Caso contrário, a sangria continuará até o amargo fim. E o paradoxo: por mais que se esforçassem, os privativistas nunca conseguiram afundar tanto a Petrobrás quanto os últimos governos ideologicamente simpáticos à estatal.

Apollo Natali apollo.natali2@gmail.com 
São Paulo

*
DESCRENÇA NA JUSTIÇA BRASILEIRA

Gostaria de ser otimista e pensar que toda esta cambada de políticos envolvidos em tantos escândalos, como foram o mensalão e, na sequência, um maior ainda, o petrolão, terminaria na cadeia, mas, quanto mais o processo atual caminha, menos acredito em que realmente venham a pagar por seus crimes, pois penalizar com o rigor que se faz necessário não faz parte de nossa realidade histórica. Não sou pessimista, apenas realista!

Laércio Zanini zanini.edna@hotmail.com 
Garça

*
ONDE ESTÁ A OPOSIÇÃO?

Lembro-me de que, nos tempos em que o PT era oposição ao governo, a mulher de Celso Pitta fez uma denúncia contra Paulo Maluf e, aí, o PT fez a maior pressão sobre o caso até que o cassaram. Pouco depois foi a vez de Fernando Collor, que foi denunciado pelo próprio irmão e, mais uma vez, o PT, por ser oposição, fez pressão, atacou e Collor acabou cassado. Agora, com a inversão dos papéis e o PT no poder, mesmo havendo uma denúncia atrás da outra, nada acontece. Até parece que, para se livrar de qualquer acusação, aos corruptos basta aliar-se ao partido do governo que estão livres ou isentos de culpa. Com tantas acusações de desvios de dinheiro da Petrobrás, era no mínimo, para a nossa presidente Dilma, ter a hombridade de afastar Graça Foster, pois, se ela diz não saber dos desvios, é porque é incompetente para o cargo que ocupa. Mas o que nós vimos é Dilma defendê-la, dizendo que ela será mantida no cargo. Ora, "e agora, José?" Onde está a oposição nesta hora, que não se manifesta? Por muito menos, já vimos que outros políticos foram cassados. Se o destino final de todos esses roubos sempre foi servir os petistas para que eles permaneçam no poder, então já era para Dilma ter sido cassada há muito tempo. O fato é que a oposição não pode continuar de braços cruzados, tanto Dilma quanto Graça Foster são fracas para suas funções e estão a cada dia afundando ainda mais o Brasil. Quem cala consente. 

Daniel de Jesus Gonçalves al_amachado@yahoo.com.br 
Paranavaí (PR)

*
ONTEM, HOJE E AMANHÃ

As manifestações sobre as denúncias de corrupção na Operação Lava Jato mostram uma parcialidade inaceitável. Para começar, não corresponde à realidade dizer que nunca teve tanta corrupção neste país como nos tempos atuais. O correto é dizer que finalmente estão sendo feitas investigações sérias, e apuradas as responsabilidades. O que não acontecia antes. Mas há um outro ponto, ou seja, finalmente os corruptores têm seus nomes amplamente divulgados. O que é preciso, agora, é que o Judiciário agilize os processos contra todos os envolvidos, sejam eles servidores públicos, políticos ou empresários. Chega de impunidade.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br 
Santos

*
DOIS CAMINHOS

A presidente Dilma está numa encruzilhada difícil. Agora, ela tem apenas dois caminhos: ou ela se mantém como é de seu feitio de mandona,  achando que a verdade é só a dela, mantém o imbróglio que ela criou e inscreve seu nome na história do Brasil  como a pior governante de todos os tempos, achincalhando seu nome, ou ela enfrenta a roubalheira sem medo, com cara e coragem, tira 39 ministros do cargo e nomeia um ministério sério, enxuto, capaz e probo, deixa de defender seus amiguinhos do PT, PTB e PP (que de amigos não têm nada, e ela vai ver isso quando sair em 2018). E colabora para pôr os bandidos na cadeia, pois, ainda que sejam seus aliados, são bandidos que roubam a "res publica" fazendo deste país abençoado um lixo histórico. E quem sabia, mas nada fez, também vai ser dispensado (pode até fazer um agradecimentozinho pelos bons serviços). Nomeia para o STF gente capaz, sem laços com partidos, e impolutos! Torna-se independente do Congresso Nacional, que nós a apoiaremos. Faz uma operação mãos limpas, como fizeram na Itália, e persevera na limpeza, porque a ordem deve ser orai e vigiai. Garanto que, se ela decidir salvar o Brasil, ela terá o apoio e o aplauso de 51 milhões de brasileiros e mais 39 milhões que não votaram, desiludidos deste país. Aguardemos.

Ruth Moreira ruthmoreira@uol.com.br 
São Paulo

*
PRIVATIZAÇÃO

Sabem por que não houve corrupção na Vale do Rio Doce? Porque ela foi privatizada! Então por que não privatizam todas as nossas estatais? O governo não tem de ser dono de empresas!

Alfredo C. de Oliveira Achado1953@hotmail.com
São Paulo

*
PARA O BURACO

O melhor negócio que faria o governo brasileiro é se livrar da Petrobrás. As sondas só estão produzindo lama, que envergonha o País interna e externamente. Dominada por quadrilhas, não tem mais jeito a não ser privatizá-la. O Brasil é maior que a Petrobrás, mas está sendo levado para o buraco pela corrupção e a incapacidade dos sucessivos governantes e administradores. E tem um detalhe: ninguém dará um dólar por ela. Se conseguir passar sua dívida, que é a maior do mundo, já estaremos fazendo um bom negócio. O programa de investimento para os próximos anos é estimado em quase R$ 1 trilhão. Imaginem o estrago que fará ao País. Privatizar já.

Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com 
Rio de Janeiro

*
SACO CHEIO

Em 2014 falou-se tanto a respeito da corrupção na Petrobrás que até o Papai Noel deve ter ficado de saco cheio.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com  
Jandaia do Sul (PR)

*
A QUEM INTERESSA?

Na excelente coleção de artigos analisando o que 2015 nos reserva ("Estadão" de domingo, 21/12), ao lado de matérias primorosas, há passagens deploráveis, nas quais a filiação a determinada corrente política ou a disciplina partidária, ou ambas, levam o autor a beirar o ridículo. Diz um ex-presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea): "A quem interessa uma Petrobrás frágil, a não ser aos defensores de sua privatização e da flexibilização do regime de concessão (sic) do pré-sal?". Quem tornou a Petrobrás frágil, salvo engano grosseiro, foram os adversários da privatização, ou talvez devamos redefinir "privatização", ou estamos delirando?

Alexandru Solomon alex101243@gmail.com 
São Paulo

*
CAIXA NA BOLSA

O governo revelou que pretende abrir o capital da Caixa Econômica Federal (CEF). Era só o que faltava, mais uma empresa estatal para tomar dinheiro do público e servir aos desígnios da administração petista.

Salvador Cândido Brandão scbrandao@aasp.org.br 
São Paulo

*
E O BNDES?

Não deve a Caixa Econômica Federal ser levada a mercado. Seria um erro palmar e de sérias consequências diante do instrumento de ação do Estado. Mas, ao contrário, quem deveria entrar na situação específica é o BNDES, que continua sendo subvencionado pelo dinheiro do contribuinte com ricos aportes do Tesouro, com extraordinário endividamento, cujas contas não fecham. Fosse o BNDES incluído no programa de abertura do seu capital, com a maciça presença de investidores e capitais de fundos, notadamente haveria maior transparência de suas contas e os recursos drenados para obras no exterior contariam com fiscalização e aprovação pelos administradores responsáveis.
 
Carlos Henrique Abrao abraoc@uol.com.br 
São Paulo

*
BLOQUEIO DE VALORES

Há um paradoxo na desobediência civil dos bancos contra a ordem judicial de bloqueio de valores dos acusados na Operação Lava Jato, determinada pelo juiz Sergio Moro, e aplicações efetuadas pelos mesmos até 2026, como divulgado pela mídia. Ora, ordem judicial não se discute, cumpre-se. A bandalha da desonestidade e o deboche com o Judiciário está se consolidando no País. Tenho um processo em execução na 1.ª Vara Cível de São Gonçalo, cujo devedor é uma empresa de grande porte, mas os bancos informaram ao juízo que existem somente míseros reais nas contas da mesma. Ora, é um hotel fazenda de grande porte com dezenas de acomodações e, além dos fins de semana, nas férias só vive lotado. Pergunta-se: como são pagas as estadias? Onde depositam o faturamento? É um escárnio o que fazem esses empresários desonestos.

Sebastião Paschoal s_paschoal@hotmail.com 
Rio de Janeiro

*
AGIOTAGEM

Acredito estar mais que explicado o motivo de os bancos brasileiros terem lucros trimestrais de bilhões de reais, pois, além das taxas e serviços, cobram o ar que respiramos nas agências e estão reduzindo cada vez mais o atendimento eliminando caixas, fazendo com que os correntistas sejam obrigados a utilizar os caixas eletrônicos, onde nos deparamos com inúmeras pessoas sem habilidade em utilizá-los. Além do que, hoje estão praticando agiotagem, cobrando juros de 192% ao ano no cheque especial, o que representa 16% ao mês. Vale lembrar que, quando o petelulismo era oposição, Lula bradava que não permitiria tal situação.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br 
São Paulo

*
AJUDINHA DOS BANCOS

Por que bancos como o Bradesco e o Itaú, as grandes empreiteiras e empresas como a Friboi, que foram tão pródigas contribuindo com milhões de reais para a campanha eleitoral, não contribuem agora com a Santa Casa de Misericórdia, que corre o risco de deixar de prestar atendimento por falta de verbas? Parece que há mais mistérios entre os céus e o reino tupiniquim, além daquilo que possa prever nossa especulação!  

Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br 
Itanhaém

*
PLS 130/2014

O Projeto de Lei do Senado (PLS) 130/2014, de autoria da senadora Lúcia Vânia (PSDB/GO), foi amplamente discutido com os senhores secretários da Fazenda. O relator, durante apreciação e aprovação na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) foi o senador Luiz Henrique (PMDB/SC), que foi extremamente hábil e paciente na negociação com todas as partes interessadas no tema. O relatório aprovado na CAE precisa de importante correção, conforme ressaltou o senador Romero Jucá, no que diz respeito às glosas. O citado projeto precisa ser aprovado com a máxima urgência, no Senado, e, posteriormente, na Câmara. Discordo da afirmação do autor Bernard Appy (22/12, B2) de que a aprovação do presente texto traria "uma explosão na concessão de benefícios pelos Estados". Quem acompanha o noticiário econômico sabe que os investimentos na indústria são cada vez menores, e um dos principais motivos é a insegurança jurídica que reina em nosso país. Aí está o principal motivo para a aprovação do PLS 130. Temos de lembrar que foram realizados investimentos pesados ao longo dos últimos 25 anos, com geração de milhares de empregos. Temos de respeitar os contratos assinados pelos governadores. O prazo de 15 anos previsto para os projetos industriais foi negociado amplamente, buscando justamente respeitar os contratos vigentes. Não podemos vincular a aprovação do PLS 130 à questão da unificação das alíquotas interestaduais, como proposto pela maioria dos secretários de Fazenda (e não pelos Estados, como citado). A aprovação deste projeto trará segurança para os empresários e com certeza teremos novos investimentos em breve, contribuindo para reduzir as desigualdades ainda gritantes entre as diversas regiões do País.

Antonio Carlos Moro ac.moro@adialbrasil.com.br 
São Paulo  

*
ESTADOS ENDIVIDADOS

Tornou-se público alguns números sobre o grau de endividamento dos Estados brasileiros, que demonstraram que houve considerável melhora na relação receita x dívida. Ocorre, todavia, que a melhora apresentada não significa que a situação financeira das Unidades Federativas está perto do ideal, ao contrário, sinaliza a necessidade de um esforço ainda maior para tornar os governos estaduais financeiramente saudáveis e, principalmente, capazes de ampliar o nível de investimentos. São Paulo, por exemplo, está entre as Unidades da Federação que conseguiram reduzir seu endividamento. O Estado é governado pelo PSDB há mais de 20 anos e, ainda assim, mostra-se que o estilo de governo contabiliza bons acertos. O mais curioso é que Estados cujo grau de endividamento aumentou são justamente aqueles onde a presidente Dilma teve desempenho acima da média. Falta ao eleitor, na minha opinião, perceber que o governo federal não dá nada, ele empresta recursos. Esse dinheiro deverá, obrigatoriamente, ser devolvido aos cofres públicos federais. Enfim, embora possamos comemorar a diminuição das dívidas, é importante iniciar as discussões sobre uma nova forma de partilha dos recursos provenientes da arrecadação tributária. É impensável que Estados e municípios continuem acumulando dívidas e a União permaneça nessa gastança sem limites.

Willian Martins martins.willian@globo.com  
Guararema 

*
TEMPOS RUINS

Sou assinante do "Estadão" há muito tempo, mas nunca vi tantas desgraças publicadas nesta época do ano. São crimes horríveis, assalto a pessoas e a bancos, assassinatos frequentes e uma desmoralização de nossos políticos. Onde vamos parar?

Agostinho Locci legustan@gmail.com  
São Paulo 

*
ESQUECENDO A RADICALIZAÇÃO

O reatamento das relações entre Estados Unidos e Cuba, patrocinado pelo papa Francisco, é uma das maiores notícias de 2014. É preciso eliminar do inconsciente cubano aquela ideia de que o regime bom era o vivido na ilha e que os demais não prestavam. Também é necessário acabar com as ideias e teorias difundidas contra Cuba mundo afora. Toda a radicalização foi mais fruto da guerra fria, que partia o mundo entre direita e esquerda, do que de fatores locais e principalmente do interesse das populações. Com a queda do Muro de Berlin e o esfacelamento da União Soviética, entre 1989 e 1991, a reintegração cubana à comunidade econômica regional era apenas questão de tempo. Demorou muito tempo, mas vai acontecer. Os brasileiros, agora, precisam também esquecer as radicalizações. Lançar no arquivo da história - ao lado da 2.ª Guerra Mundial, Guerra do Paraguai e outros eventos de que participamos - a Revolução Cubana e as lutas aqui havidas nos anos 60/70, que na época tiveram a participação direta ou indireta de Cuba. Compreender que aquele era um momento inteiramente diferente do atual e já produziu os seus efeitos possíveis e descartou o que era sonho ou utopia. Para as novas gerações, ficam apenas o legado e o direito de conviver e enfrentar os desafios do presente e construir o futuro. O passado é historia e só serve para, observados os resultados, não se voltar a cometer os erros e, se possível, potencializar os acertos.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br
São Paulo

Mais conteúdo sobre:
O Estado de S. Paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.