Fórum dos Leitores

GESTÃO HADDAD

O Estado de S.Paulo

30 Dezembro 2014 | 02h03

O homem sem herança

Fernando Haddad parece ser o prefeito mais azarado do Brasil. Praticamente não fez nada pela cidade de São Paulo, só pintou faixas e mais faixas, prejudicando a todos. A manutenção das árvores poderia ser feita em parceria com as faculdades de biologia. Basta um exame superficial, com equipamento de ultrassom, que pode revelar o interior do tronco vazio, o qual, então, deve ser explorado através de um orifício, para saber o porquê da situação e, se condenada a árvore, deve ser, no mínimo, sinalizada como risco de vida e o seu entorno, interditado - o prefeito poderia fazer uma pintura com faixas verdes no entorno, é bem do jeitão dele! Haddad é também o único prefeito que não pode culpar o seu antecessor, pois este é parceiro e agora ministro de Dilma Rousseff. Então, todos os erros são apenas de Haddad. Sua única qualidade é a invisibilidade: ninguém vê o prefeito plantando árvores ou inaugurando obras. Pois não existem obras a ser inauguradas, apenas a lição de casa sendo feita com a ajuda da mamãe: manutenção da cidade que virou musiquinha na TV, algo do tipo antes não tinha, agora tem, ou ao inverso, antes tinha, agora não tem, sei lá... Só sei que estamos mal de prefeito, de presidenta, de ministros. E tudo isso que está aí vai piorar muito em 2015, quando for divulgado o listão do petrolão, proibido para menores de 60 anos sob risco de se perder de vez a esperança na espécie humana.

LUIZ RESS ERDEI

gzero@zipmail.com.br

Osasco

Tipuanas voltam a atacar

Dezenas e dezenas de tipuanas caíram ontem em São Paulo. Basta o vento soprar um pouco mais forte que lá se vão as tipuanas já apodrecidas e infestadas de cupim para o chão. Este é um dos grandes males do Brasil: aqui não existe política preventiva nem futurista, o que não se vê e não dá votos não se faz e muito menos se previne. Ou será que alguém já foi a alguma inauguração de galeria de escoamento de água/esgoto aqui, em São Paulo?

ARNALDO DE ALMEIDA DOTOLI

arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

Árvores em queda

Muito oportunas e importantes as ponderações do sr. José Roberto de Toledo sobre as árvores nas ruas da cidade. Há muitos anos vi serem podadas as da Avenida Pacaembu. Sofri com os cortes. Porém depois vi que eles eram necessários e as árvores voltaram a apresentar a imponência que tinham e ainda hoje têm. Ao mesmo tempo foram tratadas para evitar a corrosão feita pelos cupins e outras causas dos estragos. Sei que algumas tiveram de ser replantadas, mas hoje elas ainda lá estão a enfeitar a avenida. Em suma, já que impermeabilizaram as ruas e os jardins de casas e prédios, as árvores das ruas devem ser cuidadas como merecem para que não ocorra acidente fatal como recentemente, quando uma delas caiu sobre um carro. Aliás, tal acidente não foi o primeiro, pois um pedestre corredor morreu quando um pedaço de árvore (na Avenida Brasil, quase esquina com a Rebouças) caiu sobre sua cabeça. Este e o outro estavam no lugar errado e na hora errada, infelizmente. Mas é preciso que incidentes como esses não mais aconteçam. Que podas adequadas e corretas sejam feitas periodicamente e os troncos e galhos não sejam injuriados com o calor das lampadinhas e os pregos para prendê-las. A propósito, fiquei indignado quando a sra. Clara Ant mandou substituir as frondosas árvores então existentes na Avenida Vieira de Carvalho por outras a fim de uniformizar, disse-se, a vegetação dessa pequena avenida. Hoje as árvores já estão crescidas e frondosas, mas foi uma providência inútil e custosa, certamente.

PEDRO LUÍS DE C. VERGUEIRO

pedroluisvergueiro@gmail.com

São Paulo

Queda em massa de árvores são os deuses esbravejando contra os petralhas saqueadores dos cofres públicos e enganadores do povo brasileiro.

NELSON PEREIRA BIZERRA

nepebizerra@hotmail.com

São Paulo

Arborização urbana

Há várias razões para ter um bom planejamento de arborização urbana, levando em conta vantagens e desvantagens de árvores em linha, distantes umas das outras, próximas ao meio-fio. Algumas vantagens: 1) Melhorar o ambiente pelo frescor que as árvores proporcionam em dias ensolarados, quentes, amenizando a temperatura reinante; 2) abrigar os pássaros, e insetos em geral, vivendo em harmonia com o ambiente; 3) o colorido de seus ramos, galhos, flores e frutos embelezando a cidade. Algumas desvantagens: 1) Tombamento, queda de galhos sobre veículos estacionados perto das árvores, causando acidentes com danos materiais e/ou pessoais; 2) irregularidades no calçamento por causa do sistema radicular superficial (raízes levantando calçadas). Daí a necessidade de substituição de árvores impróprias para arborização urbana por outras de pequeno e médio porte, até menos frondosas, como murtas, oitis e outras espécies, de preferência com sistema radicular pivotante e profundo.

JOEL SIMIÃO DE SOUZA, engenheiro florestal aposentado

joelssouza@yahoo.com.br

Piracicaba

FÉRIAS

De uns e outros

Enquanto milhares de turistas se espremem e pagam até R$ 12 por uma cervejinha nas praias paulistas, a presidenta da República aguarda o festão da reposse desfrutando uma praia deserta na Bahia, com all-inclusive.

JOSÉ MARTIN

jlmartin@estadao.com.br

São Paulo

'Militur'

Parece que uma grande tarefa das Forças Armadas é propiciar turismo a políticos. Lula até construiu um "resort" no quartel do Exército no Guarujá para passar férias com os amigos. Dona Dilma dispõe de aviões, helicópteros, etc., para passar férias na "colônia de férias" da Marinha em Aratu. E vai por aí afora. Acordem, militares! Temos uma fronteira que é uma verdadeira peneira de malha grossa para o tráfico de drogas e armas, uma costa marítima que não serve nem para pescar e forças "desarmadas" ficam servindo ao turismo de políticos. Uma vergonha!

ARIOVALDO BATISTA

arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

BOAS-FESTAS

O Estado agradece e retribui os votos de boas-festas e próspero ano-novo de Aroldo Araujo Comunicação, Azevedo e Antonia, Barco, Celia Henriques Guercio Rodrigues, Centro de Videoendoscopia de São Paulo, Cláudio Lúcio de Paschoal, Brasil sem Aborto, Enaf, Equipe Portal PCH, Paulo Roberto Gotaç, Professor Galvão - Sempre Avante, Renato Coca, Santos e Região Convention & Visitors Bureau, Sérgio Giovanetti Lazzarini, Unicampo (Campo Mourão, PR), Vicente Limongi Netto, Zé do Pedal e Zeide Oeste Engenharia.

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CONTAS DO GOVERNO DILMA NO VERMELHO

O anunciado déficit de R$ 6,711 bilhões das contas públicas em novembro - Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social -, bem como o déficit acumulado de R$ 18,319 bilhões de janeiro a novembro deste ano (as receitas expandiram-se 3,9% e as despesas, 12,7% no mesmo período), na verdade não surpreenderam os analistas econômicos. O que pesou mesmo foi o baixo ritmo de crescimento da atividade econômica e os gastos com a ineficiente e inchada administração pública, que, segundo o analista econômico Raul Veloso, consome 75% do Orçamento federal para pagar salários e benefícios. Se o presidente Barack Obama, que comanda os Estados Unidos com uma economia quase oito vezes maior que a economia brasileira, tem apenas 200 cargos comissionados, o que dizer do atual governo brasileiro da presidente Dilma Rousseff, que tem 22 mil cargos comissionados e 39 ministérios?

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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QUE DEUS, AJUDE JOAQUIM LEVY

Servem muito bem para explicar como, infelizmente, o governo Dilma desconstruiu as nossas contas públicas duas frases de uma linda composição de Francis Hime/Chico Buarque, chamada "Meu Caro Amigo", que diz: "Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui está preta/Muita mutreta para levar a situação...". Aliás, uma realidade nua e crua da degradação administrativa mais do que visível neste final do mandato de Dilma, perversamente construído graças as conhecidas mutretas e traquinagens do petismo. E agora compete ao novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, tentar, sabe Deus, como, reorganizar as contas do governo federal, em situação verdadeiramente calamitosa. Como indicam esses números fresquinhos divulgados pela nossa imprensa, de que o déficit fiscal em novembro deste ano atingiu a cifra de R$ 6,711 bilhões, ou 0,39% do PIB. O pior saldo fiscal desde o início da série histórica em 1977. E nesta mesma situação de penumbra das contas publicas temos outro recorde histórico como o do déficit primário entre janeiro a

novembro de 2014, na ordem de R$ 18,319 bilhões. O que demonstra uma velocidade ímpar na deterioração dos números da nossa economia! Porque no mesmo período de 2013 o governo apresentou um superávit de 1,41% do PIB. Porém só nos resta agora torcer para que Joaquim Levy, sem aporrinhação do Planalto, tenha liberdade para desenvolver seu árduo trabalho...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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NOVOS DIRIGENTES DA ECONOMIA

Levy e Barbosa levaram um susto ao conhecerem de perto o método de direção da economia com o atual ministro. A imprensa ainda livre no Brasil sempre tem feito sua parte importantíssima, mostrando que o setor vai muito mal: não temos crescimento econômico, nosso PIB sempre lá em baixo, empresas temem investimentos, isso tudo sem falar no desastre da Petrobrás, que não foi levada em consideração como sendo a maior empresa brasileira. Mantega sempre tinha uma saída para o assunto, claramente orientado por presidentes que não levaram a sério suas responsabilidades. Chega de maquiagens, o povo exige mais seriedade e competência n a direção da economia brasileira. Chega também de corrupção. Vamos esperar um novo período com alguma melhora, o que não aconteceu nos últimos 12 anos.

Plínio Zabeu pzabeu@uol.com.br

Americana

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CAÇA AOS GASTOS OCULTOS?

Se os novos ministros da área econômica (Joaquim Levy, da Fazenda, e Nelson Barbosa, do Planejamento) quiserem mesmo fazer uma varredura nos gastos públicos, poderiam incluir o programa Bolsa Família! Moro numa cidadezinha do interior e sei que esse programa virou moeda de troca não só no governo federal, mas também entre prefeitos e vereadores. É comum os prefeitos e vereadores encaminharem pessoas para os departamentos sociais dos municípios para que se dê um jeitinho

de incluir algum protegido no programa Bolsa Família, mesmo que a pessoa não se enquadre. É o famoso jeitinho brasileiro. Só para ficar em alguns exemplos: funcionários públicos, pessoas que têm empregos formais, parentes de políticos, recebem indevidamente. E também tem pessoas que arrumam emprego e, agindo com ética, pedem para se desligar do programa, mas são aconselhadas a continuar recebendo, pois o governo quer realmente "ajudar" as pessoas! Se os CPFs fossem realmente confrontados, poderiam eliminar-se uns 30% de pessoas que recebem indevidamente a BF (bolsa facilidades). Assim se corrigiriam injustiças e se poderia pagar mais a quem realmente necessita!

José Milton Galindo galindo52@hotmail.com

Eldorado

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QUATRO PAPUDOS?

Vou recortar a página B3 do "Estadão" de ontem para não me esquecer do nome e anseios desses quatro mosqueteiros papudos, Marcílio Pousada, da Raia Drogasil, que planeja, Flávio Rocha, da Riachuelo, que cogita, Alexandre Birman, da Arezzo & Cia., que aposta, e o Roberto Garcia, da Kalunga, que pretende. Como nunca antes na História deste país estivemos tão perto do porão do fundo do poço, temo que em 2015 o bicho vá pegar os quatro, de tocaia. Valha-lhes São Joaquim... Levy!

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte santo de Minas (MG)

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O REVERSO DA MOEDA

Canta, canta, minha gente, aproveita e gasta teu dinheirinho. Quando chegarem as contas de água, luz e impostos, vocês vão pular miudinho.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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CUSTO DA ENERGIA ELÉTRICA

A geração de energia de fonte hidrelétrica é sabidamente mais barata, no Brasil a geração dessa fonte é da ordem de 80%. Considerando que quase a totalidade das nossas hidrelétricas já estão totalmente depreciadas, gerando só custos de manutenção, é incompreensível a afirmação "tesouro dependentes" (18/12, B1). A energia elétrica gerada nos Estados Unidos é de fonte nuclear, carvão e óleo, enfim, com participação hidrelétrica bem menor, que por aqui é dominante, ainda assim o consumidor americano paga bem menos pelo KW/hora. A conclusão é que as nossas empresas de geração e transmissão são mal administradas, com custos inflados, somando-se a isso a ganancia tarifária dos nossos governantes.

Gustavo Guimarães da Veiga ggveiga@outlook.com

São Paulo

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REAJUSTE ZERO

Entre as inúmeras inovações do prefeito Fernando Haddad na Prefeitura de São Paulo está a de não ter concedido nenhum reajuste aos servidores públicos municipais este ano, depois de ter concedido no ano passado um de 0,86%. As únicas exceções foram um reajuste para a Guarda Civil Metropolitana, um abono

para o magistério e agora, no apagar das luzes, uma nova remuneração para os médicos, cuja lei, aprovada pela Câmara, ainda não foi publicada. Descumpriu assim determinação da Constituição, da Lei Orgânica do Município e da Lei nº 13.303/2002, que regulamenta a matéria, sancionada pela ex-prefeita Marta Suplicy. Esta lei determina que os servidores públicos municipais, terão seus vencimentos reajustados a cada quadrimestre, a saber, em 1º de março, 1º de julho e 1º de novembro, com base na variação do IPC da FIPE, considerando-se a média das despesas de pessoal dos servidores do município - na sua totalidade - e a média das receitas correntes, ambas relativas aos 4 meses anteriores ao mês do reajuste. Se o seu resultado ultrapassar 40% da média das receitas correntes, o reajustamento restringir-se-á ao porcentual que atinja tal limite. Assim, a cada quadrimestre a administração municipal publica decreto demonstrativo de despesas com pessoas e receitas correntes. Mas somente em 11/12/14 o prefeito publicou o

Decreto nº 55.765, de 10/12/14, divulgando o Demonstrativo da Relação de Despesas e Receitas atinente ao quadrimestre de março a junho de 2014, concluindo, que os valores ali estabelecidos impediram o reajuste que deveria ter sido concedido

em julho. Ora, quando os vereadores estipulam os reajustes dos servidores do legislativo e o Executivo concede reajustes e abonos a determinadas categorias de servidores, os demais, que incluem a grande maioria, ficam ilegalmente prejudicados, quando do cálculo dos quadrimestres seguintes. Cumpre ressaltar aqui que a legislação federal, estabelecida na Lei de Responsabilidade Fiscal

o limite da relação Despesas com Pessoal/Receitas Correntes é de 47%, acima, portanto, dos 40% estabelecidos pela lei municipal. Por final cabe mencionar que desde a publicação da lei acima citada, em 2002, os servidores públicos municipais tiveram até 2012 reajustes anuais de 0,01%, enquanto os nomeados do

prefeito da vez tiveram reajustes bem diferentes, como os concedidos pelo ex-prefeito Gilberto Kassab, que em 2012 reajustou em até 236% os salários dos funcionários do primeiro escalão, implicando o reajuste insignificante de 0,01% aos demais funcionários. Com os tais índices irrisórios e até ofensivos, que

vêm sendo aplicados nestes últimos 12 anos, os servidores públicos municipais tiveram seu poder aquisitivo inconstitucionalmente reduzido. E o prefeito Haddad, neste ano, conseguiu superar todos os seus antecessores neste quesito concedendo reajuste zero para a quase totalidade dos servidores

da prefeitura. E provavelmente deve dar origem a novos precatórios alimentares.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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SERVIÇO PÚBLICO

Final de ano, os governantes anunciam que haverá reajuste em diversos serviços públicos. Porém, se funcionassem a contento, nada de mais. O pior é que nada disso acontece. Vejamos: o sistema de água está vinculado à energia elétrica: falta luz, não há bombeamento. Bairros ficam quase 20 horas sem água, estamos

vivendo um verdadeiro caos na cidade de São Paulo, com queda de duas centenas de árvores. Enquanto isso, nossos governantes apenas pensam em aumentos e mais aumentos, em troca de um caótico serviço público, inexpressivo e prejudicial ao consumidor. O Ministério Público deveria mover constantes ações para indenizar e mandar adaptar o sistema à modernidade do nosso mundo tecnológico.

Yvette Kfouri Abrão abraoc@uol.com.br

São Paulo

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GOVERNABILIDADE

No dia de Natal assisti, impressionado, a uma árvore cair defronte à casa da minha mãe e, mesmo assim, a Prefeitura pouco ou nada faz. Centenas de outras estão caindo sem qualquer planejamento, corte ou poda. Enquanto se discutem aumentos das tarifas de ônibus e do IPTU, São Paulo está parando. Pela primeira vez na sua História o Parque do Ibirapuera está fechado, não há registro de antecedente. A água, que estava sendo cortada no final do dia, por falta de luz ficou sem fornecimento por mais de 20 horas, impedindo qualquer atividade doméstica. A dobradinha tucano e petista no Estado e na cidade de São Paulo tem feito estragos irremediáveis, os quais não podem se alastrar Brasil afora. O

sentido da governabilidade pede respeito à cidadania e ao fornecimento ininterrupto dos serviços públicos. Manter o sistema dependente e interligado, água e luz, é uma total irracionalidade, com tantas fontes e matrizes energéticas alternativas. Enfim, eis o triste retrato do balanço de final de ano 2014, em que quase nada funcionou no Brasil.

Carlos Henrique Abrão abraoc@uol.com.br

São Paulo

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SOCORRO!

Tragam uma camisa de força para o prefeito. No sábado estavam pintando e colocando tachas para uma ciclovia na Avenida Corifeu de Azevedo Marques, na divisa com Osasco. Acontece que a avenida já é limitada por uma faixa de ônibus. Aliás, essa faixa causa desespero aos motoristas nas vizinhanças do portão da USP porque, em contraste com os outros veículos, todos amontoados e parados, a faixa permanece vazia devido ao diminuto tráfego de ônibus. Não é possível tanta incompetência - é bom investigarem como foi feita a contratação das firmas que fazem essas pinturas -, como no Brasil todos os dias surgem novas maneiras de roubar o contribuinte, não seria surpresa encontrar uma quadrilha da tinta.

Nestor Rodrigues Pereira Filho rodrigues-nestor@ig.com.br

São Paulo

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CICLOVIAS

O principal argumento da Prefeitura de São Paulo para justificar a proliferação de corredores e faixas exclusivas para ônibus em São Paulo é o número de usuários transportados por metro quadrado de faixa de rolagem ocupada pelo veículo. Não há dúvida que nas faixas exclusivas dos coletivos esse número é muito superior ao do espaço equivalente liberado para carros. Já nas ciclovias, o número de usuários transportados por m2 de pista é praticamente zero. Dentro desta constatação, não seria o caso de acabar com as "ciclofaixas", que, além de desperdiçarem as já escassas vias de trânsito, se tornaram um transtorno para os infelizes moradores

contemplados com esse verdadeiro presente de grego na frente de suas residências.

Luigi Petti luigirpetti@gmail.com

São Paulo

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PLANEJAMENTO OU ....

O prefeito Fernando Haddad pintou de vermelho (ciclovias) a Vila Mariana, a Saúde, o Planalto Paulista, Moema e outros bairros inteiros. A Alameda dos Guatás, com faixa dupla, estreitando o leito da rua, está complicada, esta mesma rua leva o trânsito da Avenida Jabaquara para a Avenida Indianópolis, mas na Avenida Afonso Mariano Fagundes, que faz o sentido de volta do Planalto Paulista para a Avenida Jabaquara, o senhor prefeito não mexeu. É planejamento ou porque nessa rua tem a casa da sua mãe na primeira esquina?

Celso de Carvalho Mello celsosaopauloadv@uol.com.br

São Paulo

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GOVERNO DADDAD

Se para Washington Luís governar era abrir estradas, lema na campanha presidencial de 1920, para o governo Daddad governar é pintar faixas e fazer ciclovias. Não sabendo como administrar nossa cidade, desvia-se das prioridades e volta-se para criticar o atual modelo de segurança pública, em especial com a

desmilitarização da polícia. Em se tratando de petista, permite supor a sugestão como vingança pela prisões de "cumpanheiros" corruPTos.

Mario Cobucci Junior maritocobucci@uol.com.br

São Paulo

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ADMINISTRAÇÃO FALHA

Por que, em vez de investir na poda e retirada de árvores que têm causado grandes transtornos e prejuízos à população, o prefeito (que não sabe de nada!) fica pintando ciclovias em todo o canto, que, além de pouco uso, atrapalham ainda mais o trânsito?

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo

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QUEDA DE ÁRVORES

O incompetente Malddad não cuida de nada a não ser as horríveis e péssimas ciclovias e os corredores de ônibus. Além disso morre gente, pessoas são prejudicadas com as quedas de arvores, especialmente nos Jardins, onde o cupim habita, e nada se faz nada se fiscaliza. É uma vergonha e ainda tem otário dizendo que esse cara e um ótimo prefeito. Só se for para o Lula. Mexa-se, Haddad, cuide da cidade e chega de fazer média com modismos otários, temos muitas prioridades antes de autorizar ciclistas a morrerem.

Antonio Jose G. Marques a.jose@uol.com.br

São Paulo

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NOVO LOCAL PARA PLANTAR ÁRVORES

Surgiu, no rastro das "invencionices" do órgão de trânsito, um espaço adequado para plantar árvores de porte no Alto da Boa Vista, onde, até o momento, o órgão da Prefeitura responsável pelo verde não se deu conta. Trata-se de área nos cruzamentos das diversas ruas nas quais o órgão de trânsito implantou rotatórias

providas de guias no seu perímetro interno, nas quais se plantou simples cobertura vegetal, quando o local é adequado para árvores de porte, de grande efeito ecológico e principalmente paisagístico, humanizando a cidade. Estes locais não são atravessados por rede aérea de cabos de energia elétrica, telefone e TV a cabo, dispensando, portanto, a poda da copa em V, tão ao gosto das

concessionárias, que resultam no desequilíbrio das árvores e diminuição de sua resistência e longevidade; as redes de esgotos não serão atingidas já que o local das mesmas é no subsolo da calçada. A espécie das árvores deverão ser determinadas por pesquisadores atuantes, que procurarão indicar as longevas e de

raízes profundas, sugerindo desde já o biólogo Sérgio Brazolin.

Pedro Xavier da Silveira pxsaaa@gmail.com

São Paulo

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PRENÚNCIO DA TEMPESTADE

Ao anunciar o aumento das tarifas (ônibus, metrô e trem) de R$ 3 para R$ 3,50, os governos municipal e estadual anunciam uma tempestade, e não do tipo que é desejada ultimamente. A decisão em si foi pragmática, visto que a tarifa está congelada desde 2011, porém nada garante que será recebida dessa maneira. Para tal conclusão convém relembrar os eventos de junho de 2013 e o perfil dos manifestantes, dos quais 65% afirmaram ser o cenário político uma das principais causas de estarem nas ruas e 90% não se sentiam representados por nenhum partido. Considerando que a avaliação do cenário político piorou, ainda mais levando em conta os escândalos da Petrobrás, existe o risco de tal evento se repetir. Resta ao governo esperar que o outono de 2013 tenha sido, na verdade, uma primavera dos povos brasileira, um grande palco para um samba que nunca ocorreu.

Victor Martins Orestes victor_orestes@hotmail.com

São Paulo

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NOVO AUMENTO, NOVA MANIFESTAÇÃO

Diante do anúncio de reajuste no valor do transporte público coletivo em São Paulo, o Movimento Passe Livre (MPL) convocou novas manifestações a partir de janeiro de 2015. Evidente que manifestações são sempre bem-vindas e legítimas, mas será que não temos motivos maiores para protestar? Não seria o caso de protestarmos contra a corrupção na Petrobrás, contra a falta de atendimento médico, falta de segurança pública, falta de tudo o que é essencial para um país minimamente civilizado? Não sou contra as reivindicações do MPL, ao contrário, acho que todo e qualquer descontentamento com os serviços públicos deve ser exposto, e de forma bem visível. Porém vejo que existem itens mais prioritários e que precisam de atenção. Embora eu tenha 24 anos, já vi muita gente "penar" na

fila de hospitais em busca de atendimento. Já vi e ouvi relatos de pessoas que foram assaltadas e se sentiram privilegiadas por não terem perdido a vida. Enfim, só participo de manifestação se for por algo maior e mais urgente.

Willian Martins martins.willian@globo.com

Guararema

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IPTU

Prefeito Fernando Haddad, enquanto ainda há tempo, siga o conselho do futuro ministro da Fazenda, Joaquim Levy: "Exagerar nos impostos acaba matando a economia".

Alfredo Mário Savelli a.m.savelli@uol.com.br

São Paulo

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METRÔ E CPTM

Não há dúvida de que obras para expansão de trens e metrôs são caras e complexas, mas o governador zomba da sociedade paulista com sua lerdeza. A estratégia é fazer em ritmo de tartaruga para, em período eleitoral, dizer que "estamos avançando", mas a falta de garra, competência e seriedade é a grande marca da gestão tucana em SP. Falam em ampliação da rede, mas não conseguem fazer funcionar o que já existe. Neste domingo, a linha 12 Safira da CPTM ficou inoperante de novo! Fechada de ponta a ponta! Já foram mais de dez interrupções

totais (sem contar as várias panes durante a semana) e não há prazo para fazê-la funcionar ao menos razoavelmente. Idem para a linha 7 Rubi e para a 11 Coral. Já aguardei 30 minutos na plataforma num domingo por um trem da linha 9 Esmeralda que, segundo José Serra, tem "qualidade de metrô", Não se faz tudo em 24 horas, mas não precisa levar 24 séculos! Tenha dó, senhor governador.

Maurício Silva maurice_neri@yahoo.com.br

Diadema

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AO GOVERNADOR ALCKMIN

"SP contribuiu com 40% das receitas da União em 2013." Como paulista e contribuinte, expresso minha indignação diante de tamanha discrepância - para não dizer violência contra nós, paulistas! - na voracidade da União. Estamos sendo massacrados pela gigantesca carga de tributos e afins... Até quando? É lei, mas

não deixa de ser imoral tamanha covardia. Precisamos de uma postura mais dura de nosso governador perante a União.

Alexandre J. Franzini ajfranzini@hotmail.com

Araras

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CEAGESP

Por que a demora em transferir para um Rodoanel? Cada vez que vou ao Ceagesp, esse entreposto gigante de alimentos, fico envergonhado em ver tal despropósito. Mais que atração turística, é um caso de segurança alimentar que persiste há décadas. O trânsito é caótico, a sujeira é imensa, pilhas de frutas e legumes

apodrecendo, cheiro de urina, água que escorre das peixarias, carcaças de peixes, cascas de camarão apodrecendo no calor e se esparramando por toda parte, entre pastelarias, caldo de cana, água de coco, pessoas comendo, bebendo, higiene zero. Como uma cidade como São Paulo pode conviver com isso até hoje? Estou certo de que uma matéria bem fundamentada sobre essa lambança apressaria a solução.

EURICO C. DE OLIVEIRA euricodo@usp.br

São Paulo

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BRASIL, ATÉ QUANTOS?

Ingredientes para uma tragédia tipicamente brasileira. Um irresponsável, com duas pessoas mortas em seu prontuário, alcoolizado, com a carta de motorista vencida e mais de 500 pontos de penalidades por excesso de velocidade, portanto, useiro

e vezeiro nesse tipo de infração, provoca mais um acidente após dirigir por mais de 90 quilômetros totalmente embriagado. Que sistema é esse que tendo os dados pessoais do motorista, ainda mais uma pessoa pública, nada faz para impedir a repetição à exaustão desse tipo de crime? Que sistema é esse que permite que esses indivíduos fiquem impunes após tantas infrações e se porventura considerados culpados serão condenados a penas pífias que não impedem o livre trânsito dessas pessoas?

Luiz Nusbaum, médico lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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ARMADILHA

Os pontos turísticos do Rio de Janeiro transformaram-se em verdadeiras armadilhas para os turistas. A própria cidade é uma grande arapuca que começa pelas portas de entrada: aeroportos e rodoviária. O primeiro golpe ocorre com os táxis, ônibus, metrô, trenzinho do Corcovado e bondinho do Pão de Açúcar. A agressão e a falta de educação no trato com os turistas é medieval. Os taxistas brigam entre si na frente dos turistas como os miseráveis dos filmes históricos brigavam por um naco de comida jogado à rua para diversão da corte. Copacabana está com a

capacidade de suporte no limite máximo e os hotéis se aproveitam do tsunami de cidadãos que desejam um lugar para se acomodar. Os arrastões nas praias são frequentes e o diabo é o grande maestro desta orquestra sinistra. O Leblon deveria mudar de nome e ser denominado de Nova Patuleia.

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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BANCOOP E UM TRIPLEX PRAIEIRO

Certamente como muitos outros cidadãos, mas não tanto como os cooperados, estou indignado com a desfaçatez do ex-presidente Lulla pela sua aquisição de um apartamento tríplex na Praia das Astúrias, no Guarujá, pelo qual agora, por causa do clamor público, se desinteressou e quer colocá-lo à venda, já que vale R$ 1,5 milhão, por baixo. E foi adquirido por preço irrisório (conforme divulgado: R$ 47.695,38) de uma entidade voltada para a construção de residências populares, a Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop). São públicos e notórios os problemas que vivem os cooperados, que não conseguem ter seu imóvel, apesar de virem pagando as prestações há muitos e muitos anos. Mas um edifício na praia, obra da OAS... É, dentre outros, o petista João Vaccari Neto ainda deve muitas explicações.

Pedro Luís de Campos Vergueiro pedroluisvergueiro@gmail.com

São Paulo

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O LULA É COMO A SAÚVA

Quando eu era criança havia um ditado popular que dizia: "Ou o Brasil acaba com a saúva ou a saúva acaba com o Brasil". Hoje o ditado ainda é válido, basta trocar "saúva" por "Lula". Ou PT, dá no mesmo.

Laércio Zannini zanini.edna@hotmail.com

São Paulo

 

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