Fórum dos Leitores

PETROLÃO

O Estado de S.Paulo

18 Abril 2015 | 02h03

Disputa inconveniente

Impasse entre Procuradoria-Geral da República e Polícia Federal trava parte da Operação Lava Jato, o que, sem dúvida, não atende aos interesses do País. Eis que a população vê com muita admiração ambos os órgãos públicos, e neles crê, não se admitindo que questões passíveis de resolução na esfera jurídica possam quebrar o estado de espírito dos brasileiros. É necessário que os ponteiros sejam acertados em benefício da Nação.

JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

Vaidades e holofotes

Não é hora de a Polícia Federal e procuradores da Operação Lava Jato quererem buscar protagonismo e os holofotes da mídia. Deve haver, sim, uma coalizão dos órgãos públicos competentes na investigação, para pôr os políticos envolvidos no escândalo na cadeia, justo agora que a operação está tão próxima de atingir esse objetivo. O que esperamos como sociedade é que cada um dos órgãos faça o seu trabalho, dentro de sua atribuição e competência, sem vaidades. E muito menos vislumbrando benefícios e interesses futuristas, usando essa operação, que está dando visibilidade internacional, como base.

GIOVANI LIMA MONTENEGRO

giovani.limamontenegro@gmail.com

São Paulo

Operação abafa?

Essa disputa entre a Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal, que suspende investigação de políticos na Lava Jato, parece coisa armada entre o ministro José Eduardo Cardozo, da Justiça, e o procurador-geral, Rodrigo Janot. Para ganhar tempo, abafar o caso, distanciar os políticos, não abalar o governo PT com denúncias outras. O PT agindo em causa própria.

WAGNER MONTEIRO

wagnermon@ig.com.br

São Paulo

Filigranas processuais

O conflito sobre o local de depoimento dos dirigentes do Senado e da Câmara dos Deputados é dessas filigranas processuais e de egos que maculam a credibilidade do nosso sistema policial/judicial. Que importância tem o local físico do depoimento? Aliás, as altezas em questão, digo, excelências, embora não mereçam nenhuma dessas denominações, são antes de tudo cidadãos iguais a nós e o fato de estarem agentes públicos políticos não lhes permite escolher o local do depoimento. E muito menos ao sr. Rodrigo Janot, agente público, fazer deferências privilegiadas. O Brasil precisa voltar à normalidade o mais rápido possível e incidentes banais como esse somente atrasam o processo. Tenham um mínimo de bom senso!

HONYLDO R. PEREIRA PINTO

honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

PETROBRÁS

Viabilidade

Perguntas sem reposta e com muita especulação: afinal, com o preço do barril de petróleo em US$ 50, o pré-sal continua viável? No todo ou em parte? Qual a avaliação da Petrobrás?

ULYSSES F. NUNES JR.

ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

FEDERAÇÃO CAÓTICA

Mal maior

Às observações, sempre judiciosas, de Oliveiros S. Ferreira (Ética é ética - não é política, 17/4, A2) não poderíamos deixar de observar que nossa forma federativa de Estado, cláusula pétrea da Constituição, não pode ser alterada, mas pode ser fecundada por regras funcionais em benefício de melhor ordenação do Estado brasileiro, imerso numa inconcebível guerra fiscal entre os Estados-membros. Ao falar em Federação, sempre nos lembramos da Constituição norte-americana, dos "pais fundadores" e de suas luzes que estabilizaram a nação por séculos, com fundamento no poder do povo como centro do poder tanto dos Estados-membros como da União, na intimidade entre os direitos do homem e uma organização estatal racionalmente estruturada. Nossa transigência com uma Federação caótica e conflituosa é nosso mal maior. E isso é possível superar, sem nenhuma ofensa ao artigo 60 da atual Carta da República.

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

ENCHENTES

Buraco não dá voto

Vendo as notícias dos paulistanos sofrendo com as enchentes na cidade de São Paulo, lembrei-me de uma solução proposta pelo engenheiro Asa White Kenney Billings há 120 anos, ou seja, em 1895. O projeto consistia em fazer um túnel com diâmetro suficiente para dar vazão ao dobro da maior vazão do Rio Tietê, a montante da Usina Edgard de Souza, que afloraria a jusante da foz do Rio Atibaia. Esse túnel, abertas as comportas, daria um aumento da velocidade de vazão do Tiete tal que absorveria todo o excesso de água de toda a bacia do rio. Eu vi esse projeto nos arquivos mortos da São Paulo Light S.A. em 1957, na subestação de Paula Souza, em São Paulo. Perguntei ao responsável pelos arquivos por que tal obra não fora feita. Respondeu-me: "Já viu buraco dar votos?". Parece-me que os políticos não evoluíram em 120 anos.

RONALD MARTINS DA CUNHA

ronaldcunha@hotmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

AÇÃO DA CGU

Esclarecimento

Li na quinta-feira, em prestigiosa coluna do Estado, referência a denúncia de um cidadão inglês, em litígio com sua ex-empregadora, a SBM Offshore, acusando, sem provas, a Controladoria-Geral da União (CGU) de haver retardado apuração de ilícitos para preservar o governo, nas eleições de 2014. A acusação é mentirosa, inverossímil e, como tal, não pode merecer guarida em órgão de imprensa com a tradição do Estadão. Ela se presta apenas ao uso que lhe estão dando alguns: a exploração como factoide político, para alimentar objetivos partidários. Isso porque a CGU, sob minha direção, abriu investigação sobre o caso desde abril de 2014 (Portaria 677, publicada dia 3), meses antes de qualquer contato com esse senhor (e meses antes das eleições). E o procedimento normal sempre foi este: investiga-se primeiro para só depois, se for o caso, chegar à fase acusatória e punitiva do processo, esta ocorrida em novembro. Desde o início, porém, a investigação foi amplamente divulgada, até porque era do interesse da CGU informar sobre suas providências. E o Estado foi um dos veículos que a divulgaram, com a competência de sempre. A pergunta que cabe fazer é: qual o interesse que poderia ter a CGU ou o governo em esconder ou retardar sua atuação, ante uma denúncia que já estava na mídia desde o início do ano? Nem sob o prisma eleitoral isso faria o menor sentido, pois, quanto mais visíveis as medidas tomadas, melhor para sua imagem. É questão de senso comum.

JORGE HAGE, ex-ministro-chefe da CGU

Brasília

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

CORRUPÇÃO NA PETROBRÁS

Mais um peixe grande, João Vaccari Neto, tesoureiro do PT, do mesmo partido da presidente Dilma Rousseff, foi parar na cadeia, já lotada de "cumpanheiros". Pergunto: Dilma mais uma vez não sabia de nada? Não sabe nada sobre o que acontecia na Petrobrás? Nada sobre as operações de Vaccari? Como uma presidente da República pode governar um país se nunca sabe de nada? Se ela não sabe de nada, não reúne condições para o cargo de presidente da República do Brasil.

Glória Anaruma gloria.anaruma@gmail.com
Jundiaí 

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ESTRATÉGIA

A estratégia do PT é clara. Suas lideranças dirão que João Vaccari agiu sozinho, sem o conhecimento do partido. Mais fácil acreditar em Papai Noel...

Luciano Harary lharary@hotmail.com 
São Paulo

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MÃOS ATADAS

O PT não pode atacar João Vaccari Neto, que o "financiou". Tornou-se seu refém.

Tânia Tavares taniatma@hotmail.com 
São Paulo

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O PT E SEUS 'GUERREIROS'

O presidente do PT, Rui Falcão, e todo o partido estavam reféns do tesoureiro João Vaccari Neto, incapazes de destituí-lo do cargo sabe-se lá por quais motivos, esperando que ele mesmo tomasse a decisão de renunciar ao cargo, o que só aconteceu com a sua prisão pela Polícia Federal. Rui Falcão reafirma que Vaccari é inocente, apesar da enormidade de indícios e de provas que a Polícia Federal levantou - e ainda tem a encrenca do Bancoop, que não foi esclarecida. No julgamento do mensalão, José Dirceu, José Genoino, Delúbio Soares e João Paulo Cunha se tornaram, durante o julgamento e depois de condenados, "guerreiros do povo brasileiro". Provavelmente, João Vaccari é candidatíssimo a tornar-se o novo "guerreiro do povo brasileiro" e os petistas continuarão achando que nós, brasileiros, somos um bando ingênuos que acredita em histórias da carochinha.  

Henrique Schnaider hschnaider4@gmail.com 
São Paulo

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NÚMERO 13

Na última etapa da Operação Lava Jato, a décima segunda (12.ª), a Polícia Federal prendeu o tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT), João Vaccari Neto. O que poderá acontecer na 13.ª?

Moises Goldstein mgoldstein@bol.com.br  
São Paulo

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DEFESA

O PT designou o deputado Sibá Machado para defender todos os envolvidos na Operação Lava Jato. Parece que foi meio assim "vai lá e fala qualquer coisa, até a gente pensar em algo mais positivo". Então, parece coisa armada, só que a casa está caindo e não vai ter mais desculpa ou quem o deputado deva proteger.

Wagner Monteiro wagnermon@ig.com.br 
São Paulo 

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'PRISÃO POLÍTICA'

Ao ver o sr. Sebastião Machado Oliveira, piauiense, deputado federal por ascensão pelo Estado do Acre, pelo partido dos corruPTos, conhecido nacionalmente como Sibá Machado, ou "plastic man", esgrimar contra fatos concretos que envolvem os "cumpanheiros", em verdadeiro estado de delírio, afirma em horário nobre da televisão que a prisão do "Moch", ou João Vaccari Neto, tesoureiro dos petistas, é puramente política e tem como objetivo acabar com o partido. Pois, seu Sibá, poupe os brasileiros trabalhadores, honestos, dignos que pagam seus impostos, que são dilapidados pela administração petista e seus coligados no País, Estados e municípios, ou seja, uma corrupção e uma roubalheira sem precedentes na história da República. Seu Sibá, não seja "boi de piranha" no rio de lama em que as próprias piranhas são o PT. Recolha-se, por favor, à órbita da sua insignificância.

Carlos B. Pereira da Silva carlosbpsilva@gmail.com 
Rio Claro

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QUARTETO DE LÍDERES

O PT está tão derrubado que Sibá Machado virou líder do partido na Câmara. Sibá declarou que os protestos do dia 15/3 foram organizados pela CIA. Nos últimos dias, declarou enfaticamente que João Vaccari Neto é inocente, que nada existe contra ele, e que esta era uma prisão política. O líder do PT no Senado é Humberto Costa (PE), que também está enrolado na Lava Jato. O outro líder do governo é o deputado José Guimarães (PT-CE), irmão de José Genoino. O assessor de Guimarães foi pego com US$ 100 mil na cueca e R$ 209 mil numa maleta. Os dólares eram uma propina que Guimarães iria receber por intermediar um financiamento entre um consórcio de energia e o Banco do Nordeste do Brasil. Se o deputado Tiririca fosse do PT, creio que teria mais credibilidade que o atual quarteto de líderes.

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com 
São Paulo 

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GÊNIO PETISTA

Vaccari foi afastado da função de tesoureiro do PT porquanto preso. O único petista que continuou a exercer funções e, naturalmente, a receber polpudos pagamentos pelas consultorias prestadas, mesmo estando preso, continua sendo Zé Dirceu. O Zé é um gênio! 

Cláudio Eustáquio Duarte claudio_duarte@hotmail.com 
Belo Horizonte 

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COMPANHEIROS DE BANCOOP

Ainda que mal pergunte, e o Ricardo Berzoini, também não fazia parte da diretoria do Bancoop, como João Vaccari Neto? Não tem um lugarzinho para ele na "pensão de Curitiba"?
 
José Horacio de Almeida Cancherini josehoraciocafe@gmail.com
Itu

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COMPARSAS

Gilberto Carvalho dizer que confia em João Vaccari Neto é motivo suficiente para a negativa de habeas corpus...

Ricardo C. T. Martins rctmartins@gmail.com 
São Paulo

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CARGO VAGO

Com o afastamento de Vaccari, o cargo de tesoureiro do PT está temporariamente vago. Temos um excelente nome para ocupá-lo. Trata-se de pessoa inteligente, excelente organizador, muito afeito aos tratos partidários e de absoluta confiança entre seus pares. Tem mais uma vantagem: já está preso. Seu nome: Marcos Willians Herbas Camacho, ou "Marcola" para os mais íntimos.

Nestor Rodrigues Pereira Filho rodrigues-nestor@ig.com.br     
São Paulo

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A MAMATA CONTINUA

Vocês notaram com o PT nomeou - rapidamente - um novo tesoureiro? Lógico, como a "mamata" continua solta, não se pode perder a "arrecadação", evidentemente...

Artur Topgian  topgian.advogados@terra.com.br    
São Paulo

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PROCURADA PELA POLÍCIA

A cunhada do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, Marice Corrêa de Lima, se entregou à Polícia Federal em Curitiba após chegar de uma estranha viagem ao Panamá, país conhecido como "paraíso fiscal". Foi lá encobrir, repassar, sacar ou sumir com vestígios de corrupção? A conferir.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

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LAVA JATO

Justiça Federal abre ação penal contra o tesoureiro do PT João Vaccari Neto, ponto. O juiz Sergio Moro decreta a prisão de João Vaccari Neto, ponto. João Vaccari Neto opta pela delação premiada. PT, abraços.

Devanir Alves Ferreira salguod_af@ig.com.br
São Paulo

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E AGORA?

E agora, Vaccari vai para o trono dos inocentes úteis ou não vai? 

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com 
São Paulo

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ASSUSTADOS

É voz corrente na internet que o PT está assustado em face do rumo que estão tomando as investigações da Operação Lava Jato. Se realmente todos somos iguais perante a lei, todos devem ser investigados, sem exceção.
 
Maria do Carmo Zaffalon Leme Cardosomdokrmo@hotmail.com
Bauru

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MATILHA

O significado figurado diz "corja, cambada, reunião de vadios, ajuntamento de pessoas sem ocupação ou que vivem na ociosidade". Esses são os arautos da moralidade e da ética que o presidente Rui Falcão preconiza levianamente.

Vitorio Pasqual  Soldano soldano@uol.com.br 
São Paulo

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O CAIXA DA PETROBRÁS

Ao recorrer a empréstimo da China, a Petrobrás  confirma que Dilma logrou êxito quando  fez o que pôde para "limpar" a empresa.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br
São Paulo

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LIMPEZA

A presidente Dilma Rousseff afirmou que a Petrobrás está limpa. Realmente, não tem mais um tostão em caixa

Antonio C. Ferreira Rainho antoniofrainho@gmail.com 
São Paulo

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RECUADA ESTRATÉGICA DO DELATOR

Muito estranha a atitude do delator-mor do esquema de corrupção na Petrobrás, Paulo Roberto Costa, de ter alterado sua declaração, dizendo que as doações das empreiteiras aos partidos (diga-se PT) saíam diretamente da margem de lucro. Qual o objetivo disso? Ou, ainda, qual a diferença entre margem de lucro e registro contábil?  É uma declaração correta? Na verdade, quando uma empresa, ao disputar uma concorrência pública, obrigatoriamente prepara uma planilha em que tenta prever todos os gastos que haverá na execução da obra e também sua margem de lucro, para chegar ao preço final, certamente incluirá ou fará embutir nessa peça o tal valor de propina ao partido político. Vencendo a concorrência e contratada a obra, a empreiteira, então, registra esse contrato em sua contabilidade, na qual aparecerá - claro - a inclusão o registro da tal de propina. Inicia-se o tempo de pagamento do tal item, do qual emite-se um documento de "saída de caixa" (com a competente nota fiscal e o recibo), valor que vai a débito da receita, logicamente  diminuindo a margem de lucro. Esse valor, todavia, já teve sua entrada registrada na planilha no custo da obra e, pelo pagamento feito, teve sua saída do caixa da empresa. Assim vemos que de modo algum houve diminuição da margem de lucro, pois uma operação de entrada de caixa e uma saída de caixa no mesmo valor redundam em saldo zero nesse item. Onde está a diminuição da margem de lucro alegada? Por que essa recuada estratégica? Devemos ficar atentos a essa inusitada manobra, que poderá ser objeto de pífia alegação, pois aqui se demonstra a absoluta compensação da entidade pagadora, que apenas libera o que já recebeu.

Décio Curci deciocurci@aasp.org.br 
São Paulo

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GOVERNO EM CRISE

Tudo o que está acontecendo com o governo Dilma me faz lembrar o fim do governo Vargas, em 1954. Tudo começou com o assassinato do major Vaz, e a coisa foi crescendo de tal maneira que Getúlio, na iminência de ser preso, acabou se suicidando.

José Carlos de Castro Rios jc.rios@globo.com  
São Paulo

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A BIPOLARIDADE DO PMDB

O artigo da Eliane Cantanhêde publicado na sexta-feira faz um belo diagnóstico médico/jornalístico do transtorno psiquiátrico que acomete o PMDB: a bipolaridade política. Por não saber nunca a sua personalidade dominante, vive entre dois mundos (posição/oposição) colhendo os frutos e as amarguras de cada personagem do mesmo eu.

Pili Cardoso pili@cardoso.adv.br 
Bauru

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NOVO MINISTRO DO STF

É ingenuidade imaginar que Dilma Rousseff escolhesse para a vaga de Joaquim Barbosa, no Supremo Tribunal Federal (STF), alguém que não fosse simpatizante ou ligado ao PT. Surpresa seria se fosse alguém ligado aos tucanos. É normal que o presidente indique para o cargo, no mínimo, uma pessoa com quem tenha identidade ideológica, e isso não é nenhum mal. Lula, FHC, Collor e Sarney, antes da "presidenta", assim o fizeram. O que não é normal é demorar quase nove meses para indicar um nome, quando a média para isso, como mostrou quadro recentemente publicado pelo "Estado", está em torno de poucos dias. Isso, sim, é uma vergonha e um descaso e desrespeito para com a instituição, que mal trabalhava com menos um ministro, e para o País. Ao sr. Luiz Edson Fachin desejo boa sorte. 

Luiz França Guimarães Ferreira luizfgf.adv@gmail.com 
São Paulo

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FACHIN E O PT

Com a entrada do novo ministro, reforça-se a atual denominação, bem mais realista, do tribunal "deles": SPTF. Os políticos do petrolão agradecem e dormem tranquilos.

Nelson Carvalho nscarv@gmail.com
São Paulo

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MANOBRAS DO PARTIDO-ESTADO

A propósito da reação do petista Sibá Machado e plagiando-o, nós não temos desconfianças, temos a certeza absoluta de que há uma orientação deliberada para liberar os petralhas da cadeia. Pois vamos aos fatos: com a nomeação do dr. Luiz Fachin para o STF e com manobras administrativas como a transferência do ministro Dias Toffoli para a segunda turma do Supremo, para onde será encaminhado o inquérito dos envolvidos no petrolão, descortina-se, há muito, a certeza de que o PT age como verdadeiro partido-Estado, pois está comprometido em absolver os corruptos, e não em defender os interesses dos cidadãos. E qual será a figura geométrica em que os PTnistros se embasarão para absolvê-los? Por favor, sejam criativos e não repisem a mesma figura geométrica, como o fez o PTnisitro Luiz Roberto Barroso para desconsiderar as denúncias do mensalão.

Dárcio Mendonça Falcão dmfalcao@aasp.org.br
São Paulo

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PATRIOTA FRUSTADA

Desejo protestar contra a indicação do jurista Luiz Fanchin, ligado ao PT e à Central Única dos Trabalhadores (CUT). Anteriormente, a Presidência já havia nomeado até um ex-advogado do PT. O Poder Judiciário teria no mínimo de ter a prerrogativa de indicar os três candidatos para que o Poder Executivo procedesse à devida nomeação. Antigamente, nas autarquias, sociedades de economia mista, etc., os diretores executivos eram de carreira, agora são o presidente e o governador quem os nomeiam. Estranhos aos ninhos, incompetentes e corruptos. Sou filha de professor de Direito e neta de desembargador. Será que tudo o que sempre ouvi em casa estava errado? Será que levei 62 anos para descobrir isso? Ou isso é realmente uma vergonha? Pobre Brasil! PT saudações!

Maria Dulce Tourinho Tournieux contato@pousadabethary.com.br 
São Paulo

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POR QUE UM AJUSTE FISCAL

Correto está o economista Roberto Macedo quando, em seu artigo publicado no "Estadão" de quinta-feira (16/4), com o título "O PSDB e o ajuste fiscal", pede, entre outras importantes observações, que os tucanos, como opositores ao relapso governo petista, esclareçam a nossa sociedade, "de forma persistente e enfática, o imenso custo dos erros governistas que levaram à necessidade a um doloroso ajuste" e acrescenta: "Caberia um esforço para calcular esses custos para os brasileiros levantando não somente os das roubalheiras, mas também causados setorialmente, com destaque para os mais diretamente ligados aos consumidores como no caso da eletricidade, em que as tarifas hoje incluem até juros sobre dívidas que os usuários não contraíram". O que é grave... Lógico que, se somarmos o custo da inflação acima do centro da meta de 4,5%, somente neste período da gestão Dilma, como os 6,5% em 2011, 5,84% em 2012, 5,91% em 2013, 6,41% em 2014, e com a perspectiva de acima de 8% em 2015, vamos perceber como de forma absurda subtraíram do bolso do trabalhador brasileiro bilhões de reais.  Falar o que, também, sobre o elevado desperdício do custo do pagamento sobre os juros da dívida pública, fruto da perversidade de uma administração irresponsável como a de Dilma, que joga no lixo da incompetência dezenas de bilhões de reais? Portanto, deveria, sim, o PSDB, que conta com um quadro competente de colaboradores especialistas em macroeconomia e administração pública, apresentar ao povo tupiniquim o tamanho do estrago desta gestão petista. Incluindo o custo do desemprego, que já atinge a classe trabalhadora, e também dos PIBs medíocres. Neste particular, Roberto Macedo encerra seu texto dando um exemplo claro da estagnação da nossa economia: a projeção de queda de 1% do PIB em 2015, "com base em seu valor do ano passado, esse custo (de crescimento negativo) seria de R$ 55,21 bilhões, próximo de dois programas Bolsa Família! E também faço coro com o economista: "Dilma e o PT devem pagar o preço político dessa e de outras contas a que submeteram os brasileiros". Que tal a renúncia ao seu mandato?

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com 
São Carlos

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PEDALADAS

Ao ler o título da notícia "Pedaladas do governo vão a julgamento no Tribunal de Contas", já pensamos no prefeito Fernando Haddad. Pedaladas é com o próprio, que só entende de pintura do asfalto, o que chamam de ciclovias, inúteis e que atendem a pouquíssimos paulistanos. Mas nada a ver, trata-se de mais um "passa calote" do desgoverno Dilma, sempre enganando alguém. Foram chamados de "pedaladas fiscais" valores de responsabilidade do governo que deixaram de ser pagos e que usaram para maquiar as contas federais - nem vale a pena entrar em detalhes. Os petistas têm a tendência e a criatividade para o ilícito. Será que o erário vai suportar? Seria mais uma "pedalada" a transferir para o "bolso" dos cidadãos brasileiros? Estes, com certeza, não vão aceitar. 
 
Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br 
São Paulo

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MELHOR QUE LEVY

Acredito, que para administrar esta herança maldita (esta, sim, é maldita), melhor do que Joaquim Levy seria dona Dilma nomear Lulinha, aquele que trabalhava no zoológico e ganhava polpudos R$ 650,00 e hoje é um megaempresário de causar inveja (mesmo sendo pecado) a qualquer mortal...

Carlos R. Gomes Fernandes crgfernandes@uol.com.br 
Ourinhos 

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A LEI DA TERCEIRIZAÇÃO

Lula é mesmo diplomado em malandragem política e sabe como poucos tirar proveito de situações nas quais ele age como "pau de dois bicos", como agora, quando divulga ter "pedido" à presidente criatura para não aprovar a Lei da Terceirização. Ora, ora, puro jogo de cena com o objetivo de aparecer para aquele eleitor ignorante que vota nele de olhos fechados.

Laércio Zanini spettro@uol.com.br 
Garça

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PT PEDE INTERVENÇÃO MILITAR

Calma, gente! Não é o que vocês estão pensando! Como instituição com o maior porcentual de confiabilidade perante a opinião pública, a despeito de todas as mentiras permanentemente assacadas contra ela, como, por exemplo, a finada Comissão Nacional da (In)Verdade, eis que a Prefeitura de São Paulo solicita o apoio de militares do Exército brasileiro para ajudar a combater a epidemia de dengue na cidade. As pessoas de bem não deixam qualquer um entrar em sua casa, mas no soldado de Caxias eles confiam. Chupa, Malddad!

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com 
Rio de Janeiro

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COMBATE À DENGUE EM SP

O Exército vai matar os mosquitos a bala? Se for como no Rio de Janeiro, o risco é de muitas mortes de inocentes por balas perdidas...

Ely Weinstein  elyw@terra.com.br 
São Paulo

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PERFIL AUTORITÁRIO

"O Estado de S. Paulo" está ficando com cara de quem quer insuflar o time direitista do impeachment, dos que não se sustentam nas urnas. Que os desvios do PT devem ser investigados é óbvio e que a sobriedade jurídica ou a espada da Justiça recaia sobre os culpados. Que seja, sem desmantelar a nossa nova democracia, sem voltarmos à pregação elitista que castra a aparição de novas empresas, de novas ideias e de uma juventude mais livre para trazer desenvolvimento às empresas e à sociedade num geral.

Serguei de Figueiredo sergueipesq@yahoo.com.br 
São Paulo

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DESFECHOS DIFERENTES
 
Vejam, em dois países democráticos, duas situações idênticas, ambas acontecidas no dia 15 de abril, com desfechos diferentes. Enquanto o "exército" de Lula e Stédile (MST, MTST e CUT) paralisou, durante boa parte da manhã, as principais cidades brasileiras, sem que nenhum dos manifestantes fosse preso, nos Estados Unidos, em Nova York, 30 manifestantes foram detidos tão logo iniciaram o bloqueio de uma das pontes de acesso à ilha de Manhattan. Também na Constituição brasileira o direito de ir e vir é sagrado, mas a impunidade incentiva transgressões - é preciso agir com rigor, senão as paralisações vão continuar.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br 
Vila Velha (ES)

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MANIFESTAÇÕES PELO BRASIL

Li duas vezes o artigo do sr. Eugênio Bucci no "Estadão" de quinta-feira ("O amarelo e o playboy"), para ver se não me enganava e se o  articulista tinha, realmente, pretendido ofender os que  foram às  passeatas na Avenida Paulista no dia 12 de abril. Usando um tom pretensamente sério e de posse de sua bola de cristal ("a inflexibilidade  foi a responsável pelo esvaziamento" entre uma passeata e outra), o articulista nos conta um segredo admirável: não gosta do amarelo! Amarelo é coisa de playboy, dos que "fazem um ou dois passeios dominicais à Paulista, que não darão conta de mudar o País". A ironia amarga de quem não tem coragem de se expor e de dar a cara para bater (há os que dão uma no prego, outra na ferradura) ofende a todos os que foram protestar contra um governo pífio, contra a corrupção que se instalou em todas as esferas, contra um integrante do Supremo que foi advogado do partido cujos membros ele tem de julgar. Participar de protestos pode, sim, endireitar o País. Os grandes movimentos das Diretas-Já provaram isso! E, além do mais, ninguém nas passeatas em pauta alijou ninguém: foi e vai quem quer, não há porteiras na Avenida Paulista, portanto é perfeitamente dispensável uma ironia que pretendia ser cruel e debochada, mas foi apenas ridícula. Tenho 84 anos, trabalhei a vida toda e ainda trabalho (os governos desastrados que temos tido acham que aposentados vivem de brisa), voto, apesar da idade, pago impostos e tenho o direito de ir à Paulista (ou aonde quiser ir! Ou aonde a cidadania me convoque!) e não será um artigo infeliz como o do sr. Bucci que impedirá meu passeio cívico-dominical  para gritar contra tudo o que está aí. Vou gritar, sr. Eugênio Bucci, até morrer. O direito de expressão não me será tirado por ninguém.

Regina Helena de Paiva Ramos reginahpaiva@uol.com.br
São Paulo 

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BANALIDADE

"O amarelo e o playboy", artigo escrito pelo jornalista Eugênio Bucci, nos decepciona pela banalidade. Diferentes opiniões todos temos, e devemos ter numa democracia, mas usar um assunto relevante para avacalhá-lo, tão pobremente, aliás, como ele avacalhou as demonstrações de milhares de brasileiros nas passeatas do dia 12 último, é falar a favor daqueles que destroem o Brasil com a seu cinismo e mau caráter.
 
Maristela Veloso Campos Bernardo marisvcb@uol.com.br 
São Paulo

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CRACOLÂNDIA E A (FALTA DE) VIDA NAS RUAS

O uso misto dos edifícios, as fachadas vivas, com comércio, e o maior aproveitamento do solo urbano pelo potencial construtivo são questões importantes para a construção de uma cidade mais dinâmica e segura, com vida nas ruas, e impediriam casos como a cracolândia na área central da cidade. Uma pena termos desperdiçado - e continuemos a desperdiçar - tanto tempo com legislações anacrônicas e exageradas, tendo criado bairros desérticos, inundados por condomínios-resort cujas "áreas comuns" são, em geral, subutilizadas ou mesmo inúteis. Leis demasiadamente restritivas impediram a criação de uma cidade mais adensada e concentrada, empurraram faixas de renda mais baixas para a periferia e foram amparadas por movimentos demagógicos que falam como se estivessem atuando pelo "bem coletivo" - quando, na verdade, só estão pensando no próprio quintal. 

Luiz Eduardo Peixoto luiz.peixoto@usp.br 
São Paulo 

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A POLÊMICA DAS SACOLINHAS

Ainda sobre esta história das novas sacolas plásticas em São Paulo, no último fim de semana duas coisas me chamaram a atenção: primeiro, que os únicos estabelecimentos que cobravam por elas eram os supermercados; todos os demais (farmácias, loja de departamentos, magazines, de materiais de construção, etc..) estavam fornecendo as sacolas sem cobrar um centavo a mais dos clientes. Segundo: naquele fim de semana, estive em dois supermercados (Sonda e Carrefour) e constatei que os preços dos produtos não mudaram, continuam os mesmos. Ora, se antes o preço das sacolas estava embutido nos preços, por que agora, que os mercados cobram à parte, nenhum produto baixou de preço? 

Alexandre Fontana alexfontana70@yahoo.com.br 
São Paulo

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DESTINO

Nós, brasileiros comuns, estamos acostumados, infelizmente, a ser roubados pelos políticos de plantão, sem exceção. Pagamos altos impostos e a contrapartida é péssima em serviços públicos - e as sacolinhas plásticas não fogem desse destino vulnerável que sofremos, pois o preço já está embutido na mercadoria, porém os supermercados querem cobrar até dez centavos por unidade, sendo que não custa nem três centavos.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com 
Casa Branca

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