Fórum dos Leitores

GOVERNO LULOPETISTA

O Estado de S.Paulo

20 Abril 2015 | 02h05

Reunião da Primavera

Principal tarefa de Joaquim Levy como ator do Brasil na Reunião da Primavera do FMI: convencer os investidores estrangeiros de que os projetos brasileiros são atrativos e seguros. Antes, porém, terá de convencê-los de que nosso governo é confiável. A sobejamente conhecida corrupção institucionalizada em que o País está mergulhado, assim como a falta de credibilidade da diuturna propaganda enganosa do governo Dilma Rousseff são fatores determinantes para o nome do filme: Missão Impossível.

ROBERTO TWIASCHOR

rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

Missão impossível

Deve ser muito difícil, para não dizer impossível, a missão de ser ministro do governo Dilma/PT. Como a presidente não assume as respostas diretas sobre os escândalos, faz de conta que não é com ela, os ministros, em vez de desempenhar com exclusividade suas funções, pelas quais bem recebem, têm de ficar o tempo todo indo à imprensa tentar explicar o inexplicável: corrupção, pedaladas fiscais, desrespeito à Lei de Responsabilidade Fiscal, prisão de companheiros, inviabilidade do impeachment, inflação, embates com o Congresso, protestos nas ruas, sites que "não funcionam", atraso na vacinação contra a gripe, cisão entre o partido pelo qual foram eleitos e o governo, e por aí vai.

SÉRGIO ARANHA DA SILVA FILHO

aranhafilho@aasp.org.br

Garça

Desespero compulsivo

O ministro José Eduardo Cardozo afirmou em entrevista à imprensa que a oposição demonstra "desespero compulsivo" pelo impeachment da presidente Dilma - que, na verdade, virá de uma maneira ou de outra, pois é impensável que com tamanho caos na vida política brasileira ela aguente mais tantos anos de governo sem governabilidade. Ora, desesperados mesmo estão tanto Dilma como Cardozo, Lulla e todos os petistas, que não sabem mais o que fazer para encobrir tanta bandalheira, sem imaginar o que mais vem por aí...

HENRIQUE SCHNAIDER

hschnaider4@gmail.com

São Paulo

Declaração de culpa

Ao contrário do que disse o ministro Cardozo sobre a atuação da oposição no caso das pedaladas, quem anda desesperado é o governo da presidente Dilma, e não a oposição, haja vista que enviou dois de seus ministros para explicar o crime de responsabilidade apontado pelo TCU. Nesse episódio a oposição só fez o que lhe cabe de direito. Ou o PT faria de forma diferente?! Além do mais, o ministro justificou que a tal prática criminosa vem ocorrendo desde o governo Fernando Henrique Cardoso. Que me desculpe ministro, mas erros do passado não justificam erros do presente. Sua afirmação, infeliz, foi uma declaração de culpa.

JOSÉ CARLOS DEGASPARE

degaspare@uol.com.br

São Paulo

Justiça?

Se temos um ministro da Justiça que justifica um crime por ter sido cometido também por outros, aonde vamos chegar? Se todos roubam, vamos roubar? Se todos matam, vamos matar? Então, é o fim da justiça. Não deveríamos acabar com o Ministério da Justiça, se ele não se ocupa de seu objeto principal?

CRISTIANE M. S. MAGALHÃES

cris_magalhaes@uol.com.br

São Paulo

Deixa sujo

É inaceitável a tentativa de impedir as investigações da Polícia Federal na Lava a Jato. Se o Poder Executivo não praticasse atos condenáveis, aéticos, não haveria motivo para tal interferência. Também isso é uma confissão de culpa, pois quem não deve...

MÁRIO A. DENTE

dente28@gmail.com

São Paulo

Pedaladas

Tendo em vista que o Banco Central do Brasil (Bacen), ao se pronunciar sobre o atraso da União no repasse de recursos para cobrir os pagamentos realizados por sua ordem, considerou oficialmente que os bancos devem pagar as contas de seus clientes sem que isso caracterize operação de crédito, e tendo em vista que todo o sistema financeiro brasileiro vem agindo de forma contrária, sugiro que o Bacen emita normas para que as instituições financeiras ajustem sua contabilidade de acordo. Assim, os pagamentos por conta de clientes hoje caracterizados como "adiantamentos de recursos" ou "saques em conta de crédito garantida" devem passar a se denominar algo como… "saques em confiança" de clientes! E claro que deverá ser proibida a cobrança de juros e IOF sobre os saldos devedores, digo, sacados, bem como a necessidade de análise cadastral dos beneficiados de tais operações, como chamaria, de amizade, já que não envolvem crédito nem risco para as instituições! Rs...rs...rs...

JORGE ALVES

jorgersalves@2me.com.br

Jaú

STF

Deu a lógica

A indicação de um advogado ligado ao PT e à CUT para o Supremo Tribunal Federal mostra as intenções do (des)governo petista de se garantir no poder, a despeito da enorme rejeição popular. Assim os réus do petrolão e outras maracutaias dos petralhas, incluindo as pedaladas da Dilma, etc., que levaram o País à beira do colapso, terão as penas reduzidas à entrega de cestas básicas e trabalhos comunitários. Adeus, democracia, que só existe com os três Poderes autônomos e livres de aparelhamentos.

AIRTON MOREIRA SANCHES

moreira.sanches@uol.com.br

São Paulo

Hora de mudar

Se o Estado brasileiro está organizado em três Poderes independentes - Executivo, Legislativo e Judiciário -, não é chegada a hora de alterar a escolha pela presidente da República de ministros do Supremo Tribunal, uma vez que este representa a instância máxima do Poder Judiciário?

ELIANA PACE

pacecon@uol.com.br

São Paulo

SAÚDE PÚBLICA

Hemoderivados

Em relação à matéria Ministério raciona envio de hemoderivados para 8 Estados (14/4), o Ministério da Saúde esclarece que em nenhum momento houve desabastecimento de hemoderivados para os pacientes atendidos pela rede pública de saúde. É importante destacar que os estoques de Fator 8 Plasmático (9 milhões de UI) para os Estados e municípios já foram regularizados desde a semana passada.

RENATO STRAUSS, chefe da Assessoria de Imprensa do Ministério da Saúde

Brasília

N. da R. - O Estado mantém o teor da reportagem e informa que a manifestação do ministério foi contemplada no texto.

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

SINAIS PREOCUPANTES

Os investigadores da Polícia Federal que fazem parte da Operação Lava Jato com domicílio fora de Curitiba não estão recebendo ajuda de custo há dois meses, o que os obriga a arcar com seu próprio custo de vida, e estão ameaçando abandonar as investigações e retornar a seu domicílio. Recorreram ao Ministério da Justiça, sem resultado. Será que precisaremos recorrer ao impedimento de todos os que vêm atrapalhando as investigações? Impeachment a todos os que se interpõem ao desejo do povo brasileiro, inclusive o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, notório petista, que, por essas e outras, nos dá a sensação de estar lá a serviço dos investigados. 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

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NOVA FASE DA LAVA JATO

Agora são alvos das investigações da Operação Lava Jato, em sua nova fase, o Ministério da Saúde e a Caixa Econômica Federal. Três deputados foram presos. Certamente, a Polícia Federal irá encontrar muitos desvios e desfalques de dinheiro público. Ficam faltando, ainda, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Banco do Brasil, entidades em que os rombos podem ser até maiores, talvez, que os da Petrobrás. Aos poucos, a PF vai chegando aos pés de dona Dilma Rousseff e de Lula, o que poderá acarretar a completa desmoralização desses dois políticos. Assim, o lulopetismo não mais terá condições de se insinuar como protetor das classes pobres e dos menos favorecidos. E que venham as punições.

José C. de Carvalho Carneiro carneiro.jcc@uol.com.br 
Rio Claro

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O PIOR ESTÁ POR VIR

Quanto à esfacelada economia brasileira, sabemos que em 2015 teremos um PIB negativo, que pode chegar a até 1,5%. Esse quadro, infelizmente, é irreversível ou sacramentado antecipadamente para este ano. Porém o pior está por vir. É o que consta no editorial do "Estadão" (13/4, A3) que aponta que a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, pela palavra do procurador Carlos Fernandes Santos Lima, indicam que tudo de terrível até aqui divulgado pela nossa imprensa sobre os envolvidos na Operação Lava Jato "é apenas o começo". Santos ainda acrescenta que a investigação percorrerá "mares nunca antes navegados" e que "há indícios de fraudes além da Petrobrás". Ou seja, a sociedade brasileira que se prepare, porque o buraco desta corrupção instalada pelo petismo dentro das nossas instituições é muito mais fundo e perverso. 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

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ANÁLISE INFELIZ

Achei equivocada a análise do jornalista Eugênio Bucci sobre as manifestações de 15 de março e 12 de abril, no artigo "O amarelo e o playboy" (16/4, A2). É clara a tentativa de diminuir a importância dessas manifestações, que são as maiores desde as Diretas Já. Talvez isso se deva ao fato de que elas não seguem a mesma tendência ideológica do articulista. Fui à Avenida Paulista nos dois dias, orgulhosamente vestido de amarelo, vi gente de todas as idades pedindo a saída de Dilma, entre muitas outras reivindicações, e acho infeliz e ofensiva a quase 3 milhões de pessoas, a tentativa de desqualificação desses importantes eventos quando Bucci deixa no ar a dúvida de que possa tratar-se de coisa de "playboy". Lamentável! Eugênio Bucci nos dá a impressão de ser um dos muitos professores que entortam a cabeça dos nossos jovens para a esquerda em suas aulas. Sonoro panelaço para ele!

Jorge Manuel de Oliveira jmoliv11@hotmail.com 
Guarulhos

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SOMOS TODOS 'PLAYBOYS'?

Fui aos protestos do dia 15/3 e 12/4 na Paulista. Por quê? Tenho 61 anos, sou casado e tenho duas filhas. No ano passado, fechei minha microempresa por causa da crise econômica. Não sou rico e não estou aposentado. Minha filha também está desempregada. Trabalhava no setor de construção civil, em que milhares estão perdendo seu emprego. Eu, minha esposa e minha filha fomos protestar na Paulista porque nossa indignação é muito grande com a imensa mentira que este governo contou antes das eleições. Fomos traídos. Como já sou idoso, sei o que são décadas perdidas. Mas me dá uma angústia muito grande quando vejo que minha filha vai ter de passar por isso. Tento encorajá-la, mas está difícil. Tem falado em emigrar. O professor Eugênio Bucci errou no movimento das Diretas Já (aderiu depois, perdeu o bonde da História). Eu estava lá com minha esposa desde a primeira hora. O professor escreveu em sua coluna (16/4, A2) que os que estavam na Paulista no dia 12/4 são fundamentalistas, radicais, "playboys" com camisas amarelas. Juro que não vi aquelas 275 mil pessoas chegarem ali em carros conversíveis. Muita gente chegou de metrô e veio de lugares distantes. Eu mesmo vim do interior e muitos amigos vieram de Itapecerica da Serra. Os anos passaram e o professor Eugênio Bucci continua preconceituoso, perdeu novamente o bonde da História. No futuro, ficará registrado nos livros de História que 3 milhões de brasileiros saíram às ruas no ano de 2015, sem cuspir em ninguém, para lutar pelo resgate maior de uma República, que é a ética, valor totalmente vilipendiado por este governo. O professor Eugênio deveria sair de casa, sair da sala de aula e ir para as ruas ver quem são realmente essas pessoas.

Paulo Ribeiro pauloribeiro.pr@hotmail.com 
Cotia

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AFINANDO AS PROPOSTAS

As manifestações populares e democráticas são sempre válidas e bem-vindas. Fazem parte do exercício e do aperfeiçoamento da democracia e da cidadania. Mas seria muito mais interessante e produtivo se as pessoas fossem ás ruas protestar contra políticos do naipe de Eduardo Cunha e Renan Calheiros, pelas reformas política e tributária, contra a violência policial e as violações dos direitos humanos, contra a corrupção e a impunidade e por mudanças estruturais no País. Protestar apenas contra a presidente Dilma - por pior que ela seja - e contra o PT não leva a lugar nenhum. Mais parece dor de cotovelo de maus perdedores. O buraco é mais embaixo. Precisamos de mudanças reais, profundas e estruturais no Brasil e na sociedade brasileira, isso sim.
 
Renato Khair renatokhair@uol.com.br 
São Paulo

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AO PÉ DO OUVIDO

Dona Dilma Rousseff convidou para jantar o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), após condecorá-lo no Dia do Exército. Será que vão dançar um tango ou requebrar um funk após o suculento jantar? Parece que as rusgas deverão ser eliminadas e as "pedaladas e arranjos" continuarão a ocorrer, no caso de ambos sacarem a bandeira branca e alegarem amizade desde os tempos de infância. Nada que uma boa conversa ao pé do ouvido não resolva, qualquer que seja a pendência, mesmo as de ideologia políticas. Pobre Brasil nas mãos destes políticos mestres em conchavos, enquanto o Povo arca com toda sorte de erros e incompetência dos governantes.
 
Antônio Carelli Filho palestrino1949@hotmail.com 
Taubaté

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CRISE POLÍTICA

Até a semana retrasada o Brasil estava sendo governado por Eduardo Cunha, Renan Calheiros, Lula e Dilma Rousseff. A partir da semana passada, entra Michel Temer em substituição a Dilma Rousseff. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com  
São Paulo

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MAIS UM MAU SINAL

Este governo ético e verdadeiro conseguiu mais uma proeza: a Alcoa vai deixar de produzir alumínio no Brasil, e não precisamos nem dizer por quê. O Brasil é um país que vai ter inflação de mais de 8% ao ano, crescimento nulo e ainda tem otário que acredita na presidente Dilma e na corja petista. Só espero que Deus não nos esqueça. E nem vou falar em segurança e em educação. Posso encher o peito e dizer: que país é este?

Antonio Jose Gomes Marques a.jose@uol.com.br 
Rio de Janeiro

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AJUSTE ÉTICO E MORAL

Muito mais urgente que o ajuste fiscal é o ajuste ético e moral no governo em todas as instâncias: municipal, estadual e federal. O ajuste fiscal de aumento de impostos e corte de benefícios para aumentar a arrecadação federal mantendo os mesmos controles e administradores de orçamento público, obras públicas, fundos de pensão, a mais provável consequência é desviarem mais dinheiro público e de servidores.

Vagner Ricciardi vbricci@estadao.com.br 
São Vicente 

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PERGUNTA TORTURANTE

Por que Joaquim Levy concordou em manter Alexandre Tombini no Banco Central e Luciano Coutinho no BNDES, ambos cúmplices da política econômica "desenvolvimentista" implementada por Guido Mantega? 

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 
Monte Santo de Minas (MG)

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LEI DA TERCEIRIZAÇÃO

Em terra onde falta pão, todos gritam e ninguém tem razão. A questão simples é que a terceirização no Brasil não foi uma opção de produção, mas uma opção de redução de custos, em princípio devido ao custo Brasil, que tem os sindicatos como "exército branco" na mão de obra. Na realidade, o trabalhador mesmo que se lixe, tanto do lado do empresariado com do lado do peleguismo sindical. E políticos no Brasil são como trapo na boca de cachorro: vão para o lado que puxa mais. Temos um empresariado ainda da época de Stuart Mill e um sindicalismo da época de Karl Marx, ambos arcaicos, ultrapassados, imorais e antiéticos, e aí está o xis da questão: ainda cultuamos a escravatura de fato.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com
São Bernardo do Campo

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SÓ BARULHO

Neste projeto da terceirização, não entendo por que a contratante é responsável pelos tributos, encargos sociais, etc. da contratada em caso de não recolhimento por esta. Se o governo está tomando essas medidas, transferindo a responsabilidade para a contratante, se precavendo, por saber que as empresas terceirizadas, em sua quase totalidade, não cumprem suas obrigações, os donos são "laranjas", então que não permita mais a criação dessas empresas. Se todas são caloteiras, uma dor de cabeça, que acabem com isso ou estabeleçam um depósito compulsório alto, a favor do Tesouro, para garantir os direitos dos seus empregados. A contratante, ao contratar um empregado terceirizado, não quer ter dor de cabeça nem compromisso com este empregado, aí vem o governo e transfere as responsabilidades da contratada para o contratante. A contratante quer sossego e recebe barulho.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com 
Rio de Janeiro

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TRABALHO TERCEIRIZADO

Os terroristas comunistas foram os primeiros que terceirizaram o terror usando o crime comum como braço armado. Agora são contra por quê? Para competir no mundo e ampliar os empregos, o trabalhador precisa disso regularizado. Como já foi escrito por aqui, os "coxinhas" não aguentam mais sustentar os "boquinhas" (coxinhas vermelhas).

Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@hotmail.com 
São Paulo

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PARALISAÇÕES

A classe trabalhadora vem sofrendo uma série de derrotas em 2015. Primeiro foi a medida provisória que alterou regras para a concessão de benefícios trabalhistas. Agora, o Congresso quer aprovar o polêmico Projeto de Lei 4.330, que autoriza a terceirização dos serviços. Para os empresários, uma inovação. Para o operariado, uma afronta sem igual. Nesse tiroteio, os ânimos estão exaltados. O clamor popular deve ser objeto de atenção do Congresso. Negar o que se vê nas ruas poderá tornar a situação insustentável no Brasil. Afinal, para quem governam os políticos? A que interesses atendem? O risco da proposta é muito alto. Enquanto os parlamentares exalam uma imagem de comprometimento, deveriam mostrar isso na prática. Está faltando bom-senso e, acima de tudo, um banho de realidade.
 
Gabriel Bocorny Guidotti gabrielguidotti@yahoo.com.br 
Porto Alegre

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DE UM LADO E DE OUTRO

Acho que os nobres parlamentares que não concordam com a tal da terceirização estão mesmo é preocupados com alguma diminuição nas arrecadações para os sindicatos de uma maneira geral. Como exemplo, cito certo mecânico que hoje trabalha em alguma metalúrgica, mas amanhã poderá estar exercendo a mesma função em alguma gráfica. Dessa maneira algum sindicato estará deixando de recolher sua anuidade, ou até mesmo os dois sindicatos das categorias exemplificadas. Os interesses são muito grandes tanto para os sindicatos e centrais de trabalhadores como para empresários e federações e sindicatos patronais.

José Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com 
Avanhandava

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ANTES QUE SEJA TARDE DEMAIS

Desta vez vou concordar com a opinião da presidente Dilma. Também acredito que a redução da maioridade penal para 16 anos não vai diminuir a gravidade dos crimes cometidos pelos covardes que se escondem atrás da idade cronológica para praticarem, pela certeza da impunidade, as maiores barbaridades, pois aqueles com 15 anos, 11 meses e 30 dias ou menos continuarão a cometê-los. Por isso clamo pelo fim da impunidade para adultos e menores, pelo fim da suavidade das leis e que não importa se menor ou maior de idade quando do crime cometido, importando sim se havia ou não capacidade de compreensão e consciência do ato cometido.

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br
São Paulo

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MAIORIDADE PENAL

Contrariando a opinião pessoal de Dilma, do PT e alguns doutos criminólogos, bem como da OAB, que se julgam ser donos da verdade, segundo recentes pesquisas pela Datafolha 80% dos entrevistados são favoráveis à redução da maioridade penal. Isso já basta. Em 2011 o Senado promoveu uma pesquisa idêntica e 86% a favor da redução, em 2013 a CNI fez outra pesquisa que apontou que 92% dos brasileiros desejam o mesmo. Não há que discutir! Se uma pessoa com dezesseis anos pode mudar o destino do Brasil com o seu único voto desempatar uma eleição para presidente da república (seguramente um eleitor com dezesseis anos votou) por que não ser ele plenamente responsável pelos seus crimes como adulto? Ele não tem seis anos, sabe que faz. Segundo a Lei, o maior de dezesseis anos emancipado pode casar constituir família, pode abrir conta em banco, abrir empresa, só não pode ser responsável pelo crime que cometeu. Por quê? Os nossos legisladores, como representantes do povo nada mais farão que aquilo que a imensa maioria da população brasileira exige, com a devida vênia para uma expressiva minoria que pensa contrário. Se existe o desvelo, a preocupação, com os bandidos maiores de dezesseis anos de ficarem ainda piores se misturando com os demais criminosos nas penitenciárias que então se crie prisões separadas por faixas etárias. Sejamos francos; penitenciaria não reeduca ninguém, na verdade é a faculdade de pós-graduação do crime a sua finalidade é afastar do convívio social os profissionais da criminalidade que são incapazes de conviver com sociedade.

José Carlos de Castro Rios jc.rios@globo.com 
São Paulo 

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RETROCESSO?

Dilma disse que a redução da maioridade penal para 16 anos é um retrocesso. De onde se conclui que para ela a Suécia, a Dinamarca, a Inglaterra e outros países do Primeiro Mundo são retrógrados.

Ronald Martins da Cunha ronaldcunha@hotmail.com
Monte Santo de Minas (MG)

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PIMENTA NOS OLHOS DOS OUTROS...

Dona Dilma Rousseff declarou que reduzir idade penal seria um "retrocesso". Cá entre nós, só até um "de menor" barbarizar alguém próximo a ela. Que Deus não permita!

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br 
São Paulo

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PRESIDENTE POLÊMICA

É incompreensível a presidente Dilma estar no meio de uma terrível tempestade e ela se manifesta contra a vontade popular opondo-se ao rebaixamento da idade penal (84% dos brasileiros são favoráveis). Se ela se informasse, verificaria que até em Cuba a maioridade penal é de 16 anos. Temos de aceitar que somos produtores de assassinos e de contraventores com esta legislação retrógrada, completamente fora de sua época. 

Ivan Bertazzo bertazzo@nusa.com.br
São Paulo

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MEIO TERMO

Finalmente parece que o assunto maioridade penal vai a debate no Congresso.  Fica, aqui, uma sugestão no meio termo: o menor infrator, independentemente da idade, seria julgado e, se fosse o caso, condenado. A pena seria cumprida em parte na Fundação Casa (antiga Febem) até completar 18 anos, se fosse o caso, e, depois, após análise por uma equipe credenciada, poderia ser libertado sob condicional. Caso voltasse a delinquir, voltaria, já como maior, para cumprir as penas antiga e nova.

Richard Ocaña Zangari rozangari@gmail.com 
Londrina (PR)

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QUESTÃO DE EDUCAÇÃO

A questão principal não é se a redução da maioridade penal resolve algum problema ou não; na minha opinião não resolve. Mas a questão fundamental e primeira é se a sociedade brasileira tem estatura moral para discutir se quer a questão de maioridade penal. Em 1989, a sociedade brasileira teve a grande oportunidade de votar no maior projeto de educação do Brasil, se não do mundo. Educação integral do fundamental ao ginásio para os filhos das populações carentes e da melhor qualidade e já comprovada como viável em dois governos do Rio de Janeiro. Mas a classe média, tanto de direita como e esquerda se uniram contra esse projeto aliada aos poderosos meios de comunicação. Segundo eles, pobre não precisava de grandes estudos pois ia trabalhar em funções de pouca qualificação. Além do mais uma grande massa de pobres com uma boa formação básica ia ser uma ameaça aos filhos de classe média e alta nos vestibulares das universidades públicas e gratuitas (hoje são uma ameaça de morte a todos nós). Achavam um desperdício de dinheiro. A classe pobre, premida por necessidades mais primárias seguiu as promessas demagógicas de quem tinha mais dinheiro para a campanha eleitoral. Caso a sociedade tivesse aprovado esse projeto (1989), hoje a maioria dos menores de 20 anos, ou estariam nos Cieps, ou trabalhando com um alto e forte grau de escolaridade ou nas universidades. A minoria exceção à regra seria objeto de estudo de caso; aí teria sentido se discutir maioridade penal. Portanto, a geração que teve a oportunidade de votar por um projeto de emancipação educacional e cultural desde 1989 e votou contra, não tem moral para discutir violência hoje, pois são mais bandidos do que todos os bandidos. Como dizia ele: "Quem acha os Cieps caros é porque não sabe o preço da ignorância". Pagamos hoje esse preço.

Francisco J. D. Santana franssuzer@gmail.com 
Salvador 

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ALÉM DA REDUÇÃO DA IDADE PENAL

O projeto de lei que reduz a maioridade penal para os 16 anos é um primeiro passo importante, se vier seguido de ouras medidas. Uma pesquisa realizada pelo Datafolha mostrou que 87% dos brasileiros são a favor do projeto de lei, índice este que demonstra o pensamento de uma sociedade cansada de ver transgressões cometidas por jovens que não respondem judicialmente. Além dessa, países desenvolvidos como Japão e Estados Unidos já têm sua maioridade penal reduzida. Exemplo que dever ser seguido pelo Brasil, tendo em mente, porém, as necessidades de um país emergente. Jean-Paul Sartre afirmou: "A violência, seja qual for a maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota". Essa visão do filósofo, se aplicada ao contexto social brasileiro demonstra que se deve punir, no entanto respeitando a dignidade do semelhante. Nessa perspectiva, é necessária a redução da maioridade penal, acompanhada da ação do governo para elevação do nível escolar e maior fiscalização no cumprimento das penas. A família deve ser inserida como base de apoio ao jovem para que se tenha uma sociedade mais igualitária e com melhor possibilidade de ascensão social.

Rhuan Souza rhuan288@live.com 
São Paulo

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ESTATUTO DO DESARMAMENTO

O Estatuto do Desarmamento realmente precisa ser revisado no seu todo. Como um bandido pode andar armado, não precisa de registro, porte, nota fiscal, nada, e eu, um cidadão de bem, pagador religiosamente de impostos, não posso ter uma arma na minha casa, pelo menos para defender minha família? Alguma coisa deve estar errada.

Arnaldo Luiz de Oliveira Filho arluolf@hotmail.com 
Itapeva

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O CAOS URBANO

As problemáticas do trânsito urbano que enfrentamos diariamente são quase sempre devidas à falta de planejamento de longo prazo. As soluções não podem ser reduzidas a uma soma de intervenções estruturais ligadas a vínculos orçamentários, mas devem representar um planejamento estratégico que não identifique somente objetivos, mas defina com precisão as ações a ser implementadas tomando em consideração a relação entre a qualidade de vida e os efeitos do crescimento econômico, lembrando também que a mobilidade urbana tem impacto significativo sobre a eficiência dos transportes a longa distância, que sempre inicia na área urbana. A este propósito, podemos citar a saída de São Paulo em direção ao norte, que mistura o trânsito dirigido à periferia, ao aeroporto de Guarulhos, às cidades do Vale do Paraíba e, enfim, ao norte nas únicas duas pistas existentes, sempre sobrecarregadas, que deveriam ter a possibilidade de canalizar separadamente os diversos tipos de destino. Em termos de longo prazo, lembro o Rodoanel, que foi planejado em meados de 1990 e ainda não está concluído, e que sem dúvida 20 anos atrás teria resolvido muitos dos problemas atuais, permitindo, entre outras coisas, que as Marginais absolvam seu objetivo programático de trânsito tangencial. A abordagem estratégica de longo prazo exige a separação entre as dimensões administrativas e as necessidades funcionais em escala urbana e, em razão da criticidade das exigências financeiras, indica a necessidade de financiamentos específicos. As facilidades geradas por um planejamento urbano integrado com a qualidade de vida podem também ser o elemento-chave para o desenvolvimento das áreas interessadas em função de intervenções capazes de atrair investimentos e riqueza. Não sou nenhum especialista em planejamento estratégico, mas penso que a maioria dos problemas responda estritamente a questões lógicas e dependa principalmente do uso de uma boa dose de bom senso.

Francesco Magrini framagr@ig.com.br 
Cachoeira Paulista

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SÃO PAULO, CIDADE ABANDONADA

O prefeito da cidade de São Paulo, Fernando Haddad (PT), é um incontestável candidato ao Troféu Incompetência, a ser entregue em dezembro de 2016, pois conseguiu, com o seu projeto Braços Abertos, ampliar a cracolândia e abrir espaço para os traficantes. Também está conseguindo aumentar os casos de dengue, graças ao lixo espalhado pela cidade e à falta do "fumacê".
    
Jose Millei millei.jose@gmail.com 
São Paulo

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COMBATE À EPIDEMIA DE DENGUE

Morei 15 anos no Rio de Janeiro, anos atrás. Dormíamos de janelas abertas por causa do calor e não havia nenhum mosquito, porque uma vez por semana, às cinco da manhã, passava um aviãozinho soltando fumacê sobre a cidade e a mata.

Michelle Schott mschott@sti.com.br  
Santana de Parnaiba

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PIADA OU INCOMPETÊNCIA

O pedido de ajuda ao Exército para acompanhar os agentes públicos no combate à dengue é uma piada do prefeito Haddad ou incompetência, pois ninguém pode entrar numa residência sem ordem do morador ou mandado judicial. O que falta são habilidade e vontade para combater a epidemia.

Walter Rosa de Oliveira walterrosa@raminelli.com.br
São Paulo

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UNINDO FORÇAS

Culpar a crise hídrica e a violência como motivos para o aumento da dengue é, no mínimo, picuinha política. Num momento destes, os governos deveriam se unir e trazer não só o Exército, mas também a Marinha, a Aeronáutica, a polícia ambiental, federal, militar e a Guarda Civil Metropolitana para ajudar no combate à dengue e à febre chikungunya. Além disso, os professores deveriam ensinar todos os dias aos alunos como se combatem essas doenças, pois a situação está ficando cada vez mais séria.

José Martin jlmartin@estadao.com.br 
São Paulo

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AS SACOLINHAS EM SÃO PAULO

As sacolinhas voltaram à berlinda sob pressão da Associação Paulista de Supermercados (Apas). Os donos de supermercados, alegando estarem preocupados com o meio ambiente, levaram o prefeito Haddad no bico, que tomou uma medida antipática e contra os contribuintes. Ao regulamentar o uso das sacolas, Haddad foi enrolado pelo senhor Diniz e cia., que insistem em vender as sacolas, penalizando ainda mais os consumidores. Ocorre que os brasileiros não sabem fazer boicotes, pois essa medida esdrúxula foi tomada na capital, cidade que não dá conta de recolher o lixo reciclável que os paulistanos separam e que por isso são misturados ao lixo orgânico, perdendo todo o trabalho daqueles que reciclam na intenção de estar ajudando o planeta. Na grande São Paulo, essa lei não funciona, basta ir comprar lá. Sem contar que tudo o que se consome vem embalado em plástico. Quando vamos acabar com a farsa de limpar o planeta? O Procon sozinho não vai dar conta de multar, pois as multas não serão acatadas. Dessa forma, só existe uma solução, proibir os mercados de achacar os contribuintes. A medida deve ser educativa e não as sacolinhas vindas sob pretexto para taxar ainda mais o bolso do cidadão e de forma punitiva. Isso é uma afronta. 

Izabel Avallone  izabelavallone@gmail.com 
São Paulo

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OBRIGAÇÃO DE QUEM VENDE
 
A proibição das sacolas tradicionais passou a valer no dia 5 de abril.  Os supermercados da cidade de São Paulo deixaram de fornecer as tradicionais sacolinhas de plástico para acondicionar as compras e alguns estabelecimentos estão cobrando até R$ 0,80 por nova sacola. Os supermercados deveriam fornecer as embalagens gratuitamente, porque a obrigação de embalar a mercadoria é de quem vende, não de quem compra.
 
Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net
São Paulo

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DESINCENTIVO À RECICLAGEM

Antes mesmo de existir coleta seletiva de lixo, eu já separava o que é considerado hoje reciclável. Esse material eu sempre reservei para os carroceiros, que percorrem as ruas, batendo de casa em casa, atrás de jornais velhos, papelões, plásticos, metais e tudo aquilo que para eles possam transformar em dinheiro (alguns os chamam de "ferro-velho"). Com toda essa balbúrdia que se criou em torno das sacolinhas, e, temerosa de algum dia ser multada, não mais separarei material reciclável do orgânico. Agora vai tudo para o saco de lixo orgânico. Provavelmente, outras seguirão o meu exemplo.
 
Natália Augusta Vogue nataug@zipmail.com.br 
São Paulo

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ACESSO À COLETA SELETIVA

É o começo, mas não vai resolver o problema do lixo em São Paulo, prefeito Haddad. Precisamos catequizar a população paulistana, pela massificação de informações, e criar postos de coleta seletiva nos estacionamentos dos supermercados, onde o consumidor possa trocar resíduos recicláveis por vale descontos em mercadorias, que serão bancadas pela cadeia de fornecedores dos estabelecimentos comerciais. O cidadão escolhe o vale desconto que melhor convier, inclusive garrafas pet, que infestam nossos rios.
 
José Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com 
São Paulo 

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O PAPA NA JOGADA

Quem sabe agora, com o papa Francisco versando sobre o assunto, a logística reversa passe a ser tema de discussão nacional e a Política Nacional de Resíduos Sólidos (lei número 12.305) comece, de fato, a vigorar!

Sebastião Carlos Masin sebastiaomasin@gmail.com 
Santo André

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