Fórum dos Leitores

GOVERNO LULOPETISTA

O Estado de S.Paulo

21 Abril 2015 | 02h03

Gestão temerária

As pedaladas praticadas pelo governo Dilma Rousseff, financiadas pelos bancos oficiais, não só infringem a Lei de Responsabilidade Fiscal, como põem em risco o sistema financeiro nacional, crime que segundo a Lei 7.492 caracteriza gestão temerária, com pena de reclusão de 2 a 8 anos. Não bastassem esses fatos, todas as intervenções praticadas pelos governos Lula e Dilma na economia nacional não podem deixar de ser consideradas temerárias, como provaram seus próprios resultados. O que o Brasil necessita neste momento é de menos discussões sobre o óbvio e mais decisões produtivas. Esse governo acabou, só falta a extrema-unção. A propósito, o presidente da Câmara adotou o discurso dos petistas contra o impeachment pelas pedaladas. Gostaria de saber qual foi o menu do jantar que ele teve com Dilma.

GILBERTO DIB

gilberto@dib.com.br

São Paulo

Resultado do bródio

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e sua consorte foram recebidos pela "presidenta" para jantar com pompa e direito a visita às dependências do Palácio da Alvorada. O resultado do jantar em palácio está estampado na primeira página do Estadão de ontem: Eduardo Cunha rejeita tese de impeachment por 'pedaladas'. Qual foi o preço? Enquanto isso, nos principais jornais do País tivemos a notícia de que - depois do mutismo dos primeiros meses ante as denúncias de corrupção a se avizinharem dos chefões e das medidas que impactaram a vida da população via aumentos nas contas e a inflação corroendo o poder aquisitivo - o Planalto se prepara para o contra-ataque de forma a neutralizar a tese de impedimento da "presidenta" por meio de campanha de marketing na TV. A pergunta é: será que todo o marketing mostrando o País maravilhoso vai enganar a população, que sente no bolso o engodo, inclusive com ameaça de desemprego?

APARECIDA DILEIDE GAZIOLLA

aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

Contra-ataque

Sobre o contra-ataque, que tal se o governo, em lugar de contra-atacar para desmontar a tese do impeachment por meio de ações de marketing e prontas respostas, em vez do silêncio, começasse a trabalhar duro - diuturna e até noturnamente, se necessário, como a própria Dilma declarou que o faria logo após sua reeleição, para desfazer o nó que ela deu em nossa economia e em nossa administração pública?

FLAVIO BASSI

flavio-bassi@uol.com.br

São Paulo

Impeachment

Ao menos dois motivos abrem caminho para o impeachment da presidente Dilma. Primeiro, o dinheiro arrecadado pelo tesoureiro do PT João Vaccari Neto, que, tudo indica, foi para o comitê da reeleição; segundo, a presidente deve ser responsabilizada pelas pedaladas fiscais. A ambos não falta amparo jurídico.

JOSÉ WILSON DE LIMA COSTA

jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

Satisfação garantida

Já que o PT e o governo estão tão apavorados com a possibilidade de impeachment e até falam que as pedaladas fiscais começaram no governo de Fernando Henrique Cardoso, proponho o seguinte: nós, a maioria do povo brasileiro, pedimos o impeachment da presidente Dilma e do PT e eles pedem o impeachment de Fernando Henrique, aí todos ficamos satisfeitos!

LUIZ ROBERTO SAVOLDELLI

savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo

CORRUPÇÃO

Inventariante do espólio

O PT não quer mais doações de empresas. Óbvio, pois delas ou de qualquer outra não precisa mais, já está com as burras cheias para financiar as próximas campanhas eleitorais. Ou, dúvida cruel para seus dirigentes, talvez seja melhor não desperdiçar os bilhões tão "duramente" amealhados em campanhas incertas. Só que a incerteza do PT, aqui, nada tem que ver com suas inevitáveis futuras derrotas, mas, sim, com a dúvida de sua própria existência até a próxima eleição. Muito mais produtivo para o próximo congresso do PT, agora em junho, seria definir urgentemente quem será o inventariante do seu espólio.

LAZAR KRYM

lkrym@terra.com.br

São Paulo

De doações

O PT afirma que não vai mais aceitar doações de empresas. Mas se insistirem...

LUIZ FRID

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

O que será?

É estranha a mudança de atitude em relação às investigações da Operação Lava Jato do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, depois do seu encontro com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Fico pensando quais teriam sido os "argumentos" do ministro, uma vez que a transferência de local das oitivas de políticos só serve para atrapalhar a conclusão dos inquéritos. Não há nada que justifique, pois o juiz Sergio Moro e a Polícia Federal estão agindo com lisura e isenção. Outro fato que me intriga é o encontro do ministro Dias Toffoli (STF) com a presidente da República antes de aceitar a sua ida para a segunda turma, à qual caberá a análise da Lava Jato. Aí tem coisa!

JOSÉ OLINTO OLIVOTTO SOARES

jolintoos@gmail.com

Bragança Paulista

TERCEIRIZAÇÃO

Explicando melhor

Fui arguido pelo comentário que fiz sobre terceirização - publicado no Fórum dos Leitores de 17/4 - e muitos me pediram que explicasse melhor o meu ponto de vista. Realmente, fui muito direto, apenas mostrando minha indignação contra o PT, pois tomei por base que, em vista dos desmandos produzidos por esse partido, a impressão que se tem é de que quando apoia determinado projeto ou o renega é porque está com intenções espúrias. Pareço radical? Mas não sou. Aliás, sou apartidário. Quanto à terceirização, pelo que entendi, vamos ganhar com a formalização de milhares ou até milhões de trabalhadores informais, desamparados pelas leis. E o digo porque já fui das duas frentes, terceiro e contratante. Quando terceiro, só para ter uma ideia, éramos discriminados até no uso dos banheiros da empresa. Quando contratante, tínhamos de explorar ao máximo os contratados, obrigando-os a assinar contratos injustos. Poderia citar vários outros motivos que me levam a acreditar que a terceirização seja benéfica. Claro que nada é perfeito, mas já é um bom caminho. Outra argumentação minha: acabaremos com o peleguismo, uma praga sindicalista, além de que nossa vetusta e claudicante CLT não atende mais às exigências modernas.

MOÁS L. DE ALBUQUERQUE

moasalb@hotmail.com

Londrina (PR)

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

CONDECORAÇÃO 

O governador de Minas Gerais vai condecorar, hoje, um dirigente do fora da lei do MST com a Medalha Tiradentes. Isso já é demais, é chamar todo povo pensante brasileiro de idiota, alguém tem de impedir isso, alguma autoridade cabível . Como vamos explicar aos nossos filhos e netos o que é lealdade à Pátria, benfeitoria, trabalho honesto, honradez, se representantes de movimentos fora da lei recebem homenagem tão significativa? Acorda, Brasil.

Antônio Carelli Filho palestrino1949@hotmail.com 
Taubaté

*
INCONFIDENTES

O que não confidenciaram, nossos árcades
E o herói de abril, começo do frio, Brasil?
Não traíram seu povo, não foram alcaguetas
Do fisco português, não auxiliaram a derrama
O confisco brutal, o saque, a metrópole voraz.
Nada mais poderia ser concebido, senão a trama
De homens, poetas, simples tiradentes, às noites
Das Minas, como figuras soturnas e escorregadias
A embrenhar-se pelos cubículos de pedra e lama
Na escuridão dos lampiões a acender as luzes
De nossa história, liberdade, ainda que tardia.
Sim, inconfidentes, o que confidenciar a algozes
Sem desonrar seu peito e acanalhar suas vozes?

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br
São Paulo

*
TIRADENTES, ONTEM, HOJE E SEMPRE

A carga tributária atual, de 40%, é simplesmente o dobro do famoso "quinto" da "derrama", que foi um dos fatores que motivaram a Inconfidência Mineira, que culminou em 21 de abril de 1792 com a morte de Tiradentes, relembrado e homenageado neste feriado nacional. Quantos mais "Tiradentes" deverão surgir para que aprendamos a lição?

Luiz Nusbaum, médico lnusbaum@uol.com.br
São Paulo 

*
IMPEACHMENT

Atenção, oposicionistas, prestem a máxima atenção: o maior interessado no impeachment de dona Dilma chama-se Lulla da Silva, que sonha em pousar novamente de vítima da "zelite", jogar nela toda a culpa da crise e preparar na oposição a volta em 2018. Por isso tem mais é que deixar Lulla e seu PT fritar até o fim. E depois jogar o lixo fora. 

Renato Pires repires49@gmail.com
Ribeirão Preto

*
AINDA HÁ ESPERANÇA

Além do juiz Sérgio Moro e da Polícia Federal, agora também podemos acreditar no Tribunal de Contas da União (TCU), que não fechou os olhos para a "contabilidade criativa" de Dilma (presidente ou rainha?) e Mantega (ex-ministro da Fazenda) e deu o verdadeiro nome às pedaladas fiscais praticadas por eles: crime de responsabilidade, previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Sim, a culpa é do FHC, que promulgou a referida lei e deixou essa "maldita herança", que será responsável pela renúncia ou impeachment de Dilma. Fora Dilma. Fora PT. 

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br
Americana

*
DESESPERO COMPULSIVO

Dona Dilma e seu ministro Cardozo veem desespero compulsivo pelo impeachment na oposição, mas se mostram compulsivamente cegos ao desespero dos milhares de pessoas que saíram às ruas, indignadas ao extremo com as mentiras, com a corrupção, com nossa Pátria saqueada, com a inflação alta, com o desemprego e com a incompetência comprovada da presidente - motivos suficientes para que a queiram bem longe do governo. Toda a oposição deveria lutar agora por uma reforma política com "recall"!

Maria Toledo Arruda Galvão de França mariatagalvao@gmail.com
Jaú 

*
DESESPERO DE QUEM?

No "Estadão" de 18/4, na página de frente, consta que o "Governo vê desespero da oposição". É verdade que existe desespero da oposição para que o Planalto e os PeTralhas não dilapidem ainda mais o nosso país, apesar de as graves denúncias não serem da oposição, e sim do TCU. Então de quem é o "desespero"? 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br 
São Paulo

*
NÃO ENTENDERAM NADA!

O que haveria em comum entre os próceres petistas e Temer, Cunha, Serra e FHC? Bingo! Acertou quem disse serem contra o impeachment da Dilma! Agora, como um brasileiro que foi às ruas nas manifestações e não aguenta mais ser espoliado de maneira vil com impostos escorchantes e sem receber o mínimo de retorno do Estado brasileiro, vou esperar mais 3 anos e 8 meses para tentar reverter o quadro, via novas eleições? E continuar a ser roubado pelos tesoureiros, ver obras faraônicas serem superfaturadas e não concluídas, etc.? Acho que vamos ter que ir às ruas novamente e nos exprimir de maneira mais enfática, pois parece não entenderam nada!

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com
Rio de Janeiro

*
SABEDORIA

Fernando Henrique Cardoso declarou na Bahia que considera "precipitação" tratar ou falar de impeachment. Sábias palavras. Seria bom, nessa linha, que FHC puxasse as orelhas de açodados parlamentares do PSDB que na ânsia de aparecer insistem na medida. Fariam melhor se começassem a trabalhar em busca de soluções que resolvessem os graves problemas de seus Estados e do País. Para isso foram eleitos. 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com
Brasília

*
QUAL É A SUA, FHC? 

Sabe o Severino, aquele porteiro que é eletricista, encanador, jardineiro, psicólogo, ou o provável assaltante do 203, ou o affaire da quarentona do 304, cujo marido ausente frustra-lhe a vida? Sim, assim é o FHC. Neste momento de crise, o PT e sua militância na iminência de perderem a mamata governamental o usam a favor, deturpando as opiniões do ex-presidente a seu bel-prazer, fazendo crer que ele não é a favor do impeachment. Também, pudera, o tucano não sai de cima do muro e não veste a camisa, de forma clara, do Fora Dilma! Não sei se é por excesso de zelo ou se tem também contas a pagar com a pelegada. Então, senhor ex-presidente, qual é a sua?

Werly da Gama dos Santos gama_eamsc@yahoo.com.br
Rio de Janeiro

*
PRECIPITAÇÃO?!

Teria Fernando Henrique cometido o mesmo crime no passado, daí sua posição em dizer que está havendo precipitação, quando a maioria esmagadora da oposição pede o impeachment de Dilma Rousseff? Que a bandalheira está presente em todos os partidos não é novidade nenhuma, agora, tornar-se advogado da presidente , já é demais.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com
São Paulo
*

BATE E ALISA

Em relação ao impeachment, dentro do PSDB um bate (Aécio) e o outro alisa (FHC). Infelizmente, nem aí a oposição se entende.

José Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com
Avanhandava

*
SOCORRO!

Socorro, Aécio e meu povo, FHC amarelou de novo! "Impeachment não é tese" e o Brasil... que se enfeze!

Gilberto Dib www.dib.com.br
São Paulo
*

CULPA NO CARTÓRIO

O sr. FHC tem grande parcela de culpa. Se não tivesse lutado para ter a reeleição na época do seu governo... O impeachment deveria ter ocorrido no episódio do mensalão e o sr. FHC não apoiou, ajudando a manter a erva daninha no Planalto. E agora emite opinião contrária, não se esqueça de que o Collor foi "impitimado" por uma Elba e pelo jardim da Casa da Dinda. Hoje temos mensalão, petrolão, dólares na cueca, o caseiro, consultorias, dinheiro para a Bolívia, Petrobrás na Bolívia, porto de Cuba, etc., etc. Parodiando o rei da Espanha, por que não te calas?

Carlos Roberto Gomes Fernandes crgfernandes@uol.com.br
Ourinhos

*
IMPEACHMENT MORAL 

Pode ser que legalmente as pedaladas fiscais não sustentem o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff, como afirma o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, tese respaldada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Mas o impeachment moral já foi dado pelo País, que a partir de 2003, com a chegada do PT ao poder, vem sendo literalmente esmagado por um trator comandado por irresponsáveis, incompetentes e corruptos companheiros da presidente.

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br
Rio de Janeiro 

*
CULPA POR OMISSÃO

Ressaltado que casos ou fatos anteriores ao mandato de dona Dilma não podem fundamentar o processamento do impeachment, cumpre ressaltar que a atuação da presidente com omissão de diligência nos casos do petrolão, verbas do PT e outros fatos apurados pela Lava Jato podem, sim, sedimentar o processamento do impeachment. Aliás, a tese é do eminente jurista paulista Ives Gandra da Silva Martins. Na verdade, a culpa por omissão pode sedimentar tipos penais, da mesma forma que ações comissivas. Quem poderia fazer e não fez agiu com culpa, e não com dolo, exceto se se provar o contrário. Assim, dona Dilma, tendo obrigação presidencial de agir, não agiu, omitindo-se. Tais fatos podem sedimentar o processo de seu impeachment, resguardando-lhe ampla defesa.
José Carlos e Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br
Rio Claro

*
MARINA SILVA

O "Estadão" desperdiçou espaço equivalente a uma página para entrevistar Marina Silva, que na eleição passada apenas fingiu apoiar o Aécio, porque se o acompanhasse em todos seus comícios e falasse duro contra o governo Dilma o resultado seria outro. Como de costume ela repetiu o mesmo discurso vazio de sempre. Magoada, Marina Silva saiu do partido e do governo petista porque o presidente Lula simplesmente ignorava sua existência, mas basta ele chacoalhar milho nas mãos para ela voltar correndo para ele. Ela deveria dar entrevista só nos jornalecos editados pelo PT e não ter tamanho espaço neste jornal. 

Laércio Zanini spettro@uol.com.br
Garça

*
ANIVERSÁRIO DE BRASÍLIA

É pra ficar abismado: como é que Juscelino Kubitschek conseguiu construir Brasília, se naquela época ainda não existia o PAC da Dilma? PS: À zero hora de 21 de abril de 1960, na Praça dos Três Poderes, participei, como violinista da Orquestra de Câmara de São Paulo (a mesma que tocou na Missa do Centenário do "Estadão"), da Missa de Inauguração de Brasília, quando executamos a Missa da Coroação de W. A. Mozart. Tive a oportunidade de vivenciar in loco a coroação de um real "plano de aceleração de crescimento", que hoje existe somente na maciça e inconsequente propaganda enganosa do governo de Dilma Rousseff. 

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br
São Paulo

*
GENOCÍDIO ARMÊNIO

O governo brasileiro, que tradicionalmente guarda uma infantil postura antiamericana na política externa - vide Venezuela, Irã, Cuba -, não tem nenhum escrúpulo em alinhar-se cinicamente com os EUA numa das posições mais comprometidas da diplomacia americana: a negação, já por cem anos, do genocídio armênio. A América falseia a História, desonestamente, em seu próprio interesse (bases militares e apoio logístico turco). Qual a explicação dada pelo Brasil para afrontar a memória de 1,5 milhão de mártires cristãos?

Jorge João Burunzuzian burunlegal@hotmail.com
São Paulo

*
GRU AIRPORT

Chegando ontem (sábado)de viagem pelo Aeroporto de Guarulhos, constatei "in loco" que os serviços permanecem de acordo com a nota 3, divulgada por recente pesquisa sobre a qualidade e serviços de diversos aeroportos do mundo. Após uma viagem de quase 11 horas, nosso A340 com mais de 250 passageiros parou no pátio e não no finger do terminal 3, orgulho da GRU Airport. Esperamos pelo menos uns 15 minutos em pé nos corredores do avião até descemos por uma escada íngreme, daquelas que se utilizavam nos Elektra da ponte aérea na década de 1970 e depois, levados de ônibus para o terminal. Os administradores da GRU Airport, mais um monstrengo das "privaestestatizações" do governo petista, com certeza não viu o que eu e os demais passageiros assistiram: senhores e senhoras de idade tendo que carregar suas bagagens de mão escadaria abaixo e depois subir num ônibus mais apinhado do que o Metrô das 18h. Chegamos ao controle de passaportes e aí sim foi a mais nítida a marca registrada de que o Brasil não se dá ao respeito - havia apenas alguns guichês em funcionamento e depois de uns 10 minutos, chegaram algo como uns 15 daqueles funcionários terceirizados que fazem o controle de passaportes, conversando dando risadas, brincando uns com os outros e "fantasiados" de agentes de fronteira com uma camiseta preta cuja qual, pasmem, tinha três divisas amarelas sobre os ombros, dando a entender que aquele indivíduo tem alguma função policial, militar ou sei lá o que aquilo possa significar. Depois da chegada da "ala dos fantasiados", até que a fila andou razoavelmente bem, mas o que mais me envergonha como brasileiro, é que os estrangeiros são recebidos por nós desta forma. Para a nota da GRU Airport não ser Zero, algo tinha que ser bom - sejamos justos - que foi a questão da esteira de bagagens. As malas chegaram bem rápido. Mas como no Brasil tudo sempre tem uma surpresinha no final, aqueles senhores e senhoras que carregaram suas malas escadaria abaixo e se espremeram como sardinhas no ônibus, se juntaram a passageiros mais jovens, estrangeiros e brasileiros, que eram apartados na fila de saída como gado no curral, para terem ou não, suas bagagens escarafunchadas e remexidas por agentes da Receita Federal - servidores estes que acredito que se fossem incumbidos de treinar os agentes penitenciários, não teríamos nenhum presídio no Brasil com drogas, armas ou celulares. E ainda tem gente diz não saber explicar porque estrangeiros têm receio de investir aqui. That's how Brazil welcome's you!

Frederico d'Avila fredericobdavila@hotmail.com
São Paulo
*

SEM CHORORÔ

Apesar de ter o maior número de pontos, apesar de ser o único invicto no Campeonato Paulista, o Corinthians foi legitimamente desclassificado. Para nós, tudo bem. A primeira pergunta que os nossos irmãos lusitanos fizeram foi se o campeonato foi organizado pela cúpula do PT.

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br
São Paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.