Fórum dos Leitores

PATRIMÔNIO DA CIDADE

O Estado de S.Paulo

26 Abril 2015 | 02h04

Edifício Caetano de Campos

Fora de dúvida, o Edifício Caetano de Campos constitui um patrimônio histórico dos mais respeitáveis na história da educação de São Paulo. De frente para a Praça da República, constituía cartão-postal dos mais característicos da cidade. Em certa época, por necessidade de ampliar sua capacidade educacional, foi-lhe acrescentado um pavimento, obra realizada com maestria por se integrar com naturalidade ao prédio, sem descaracterizar sua arquitetura. Na década de 1970 sofreu terrível ameaça: ser demolido para ceder lugar a uma linha de metrô. Houve pronta reação dos órgãos de proteção do patrimônio, a exemplo do Condephaat, e de antigos alunos, como o professor Modesto Carvalhosa, de arquitetos e da população habituada a conviver com a imagem daquele conjunto - edifício e praça. Como conselheiro do Condephaat, participei de reunião com os engenheiros do Metrô visando a buscar alternativas que poupassem o Caetano. Depois de vários encontros de trabalho, a equipe de engenheiros do Metrô dirigida pelo engenheiro Plínio Assman acolheu a ideia de se refazer o processo da nova linha. O edifício estava abandonado e com alguns danos explicáveis pelo intenso uso. Fui contratado para fazer o projeto de restauração e fiscalização de sua execução. Pude constatar a admirável solidez daquelas paredes e seu primoroso acabamento. Antes do início dos trabalhos, as esculturas que ornam o prédio foram "encaixotadas", isto é, recobertas com madeira para proteção. Observando a caixilharia, pode-se notar sua excelente qualidade, devida ao fato de ter sido executada pelo Liceu de Artes e Ofícios. Enquanto se desenvolviam as obras de restauração, deparamos com outro problema: onde realocar os alunos ali matriculados. Tomei a liberdade de sugerir ao secretário de Educação, José Bonifácio Coutinho Nogueira, a utilização da sede do Colégio Alemão, na Praça Roosevelt, uma vez desocupado, dada sua transferência para novas instalações; e mais, poderia também ser restaurado. O problema era: haveria tempo? Esse trabalho foi executado em três turnos, até à noite se trabalhava intensamente. Em condições de uso, o edifício da antiga Escola Alemã passou a acolher normalmente os alunos. Esses episódios me vêm à mente quando vejo nos jornais os que deveriam ser educadores investindo com paus e pedras contra aquele patrimônio da cidade, que atualmente abriga a Secretaria da Educação. Por mais justas que sejam as reivindicações desses vândalos, o ato é inqualificável. Olhando as agressões contra aquelas portas de ferro, com a qualidade reconhecida das obras do Liceu de Artes e Ofícios, não encontro palavras para exprimir a minha decepção e a falta que faz a civilidade.

BENEDITO LIMA DE TOLEDO

bltoledo@uol.com.br

São Paulo

MENSALÃO

Henrique Pizzolato

Mais um do bando, ele está vindo, extraditado da Itália. Terá sido "condenação política"? Esse senhor, que desfalcou milhões no Banco do Brasil e fugiu com passaporte falso em nome do irmão morto, foi indicado para o BB pelo Lula. Entendemos que o Lula e o PT deveriam arcar com os custos do preso na Papuda.

CELSO DE CARVALHO MELLO

celsocmello@gmail.com

São Paulo

Acho que a Itália está corretíssima, não há por que ficar com esse abacaxi por lá, muito menos para uma retaliação infantil. Nós (contribuintes) é que temos de arcar com o terrorista italiano (Cesare Battisti) por aqui. Somente porque o Lula quis, por birra, contrariar o STF e a Itália.

ULYSSES F. NUNES JR.

ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

Falência do PT

Se o partido que patrocinou o mensalão pagou indenização a dona Marice (cunhada de Vaccari) pelo simples fato de ser apanhada com dinheiro do referido, tenho direito a receber também, pelo simples fato de levar chumbo em todas as minhas contas (combustível, luz, etc.), pela incompetência de seus indicados?

JOSE ROBERTO PALMA

palmajoseroberto@yahoo.com

São Paulo

CORRUPÇÃO

Surpresas diárias

Luta renhida travam Petrobrás e Caixa Econômica Federal. A cada dia oferecem ao respeitável público "novas" (péssimas) notícias. Vamos ver quando o BNDES entrar nessa arena. Dizem que o achaque é gigantesco; comparando, mensalão, Petrobrás e Caixa seriam troco. Figuras ilustres estão renovando o passaporte. Aguardemos!

J. PERIN GARCIA

jperin@uol.com.br

São Paulo

PeTrobrá$

Balanço: R$ 6 bilhões desviados, R$ 21 bilhões de prejuízo, meia dúzia condenados, dois anos na cadeia. Fica a pergunta: o crime não compensa?

WILSON CASSIO

cavazzani@hotmail.com

São José dos Campos

Chacoalhão

Pena esse balanço da Petrobrás não ter derrubado mais gente...

A. FERNANDES

standyball@hotmail.com

São Paulo

OS 'REPRESENTANTES'

Unhas de fora

Demorou, mas Renan Calheiros e Eduardo Cunha começaram a mostrar as unhas, desta vez, um ao outro. Cunha diz que pode "sentar em cima" de projetos do Senado, Renan chama a terceirização de atividade-fim de "pedalada no direito do trabalhador". Em resumo, pérolas do tipo "pau que dá em Chico também dá em Francisco", ou "engaveta lá, engaveta cá", explicitam o que realmente importa para os nossos nobres representantes.

RICARDO C. SIQUEIRA

ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

Antídoto

Renan Calheiros está procurando uma "toalha" para se defender da participação na Lava Jato.

LUIZ FRID

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

CPI

Todo o brilhantismo e profissionalismo com que o juiz Sergio Moro conduziu a Operação Lava Jato até agora, com certeza, acaba de ir para o buraco, com o anunciado compartilhamento de informações com deputados e senadores. Gostaria que alguém me dissesse: se algum dos "nobres" parlamentares resolver vazar informações compartilhadas a fim de melar a operação, como Moro poderá saber quem foi? E o mais importante: mesmo sabendo, que tipo de punição merecerá e caberá ao dito-cujo, tendo em vista a "independência" que eles têm?

MARCELO FALSETTI CABRAL

mfalsetti2002@yahoo.com.br

São Paulo

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MARES REVOLTOS

Difícil de acreditar que o produto do roubo na Petrobrás, lançado no último balanço auditado (de 2014), se resuma a "míseros" R$ 6 bilhões. Esse valor apresentado causa dúvidas até na velhinha de Taubaté. As cifras reveladas desde o início da Operação Lava Jato, em março de 2014, são assustadoras e, se não fossem as delações premiadas, esses bilhões jamais seriam rastreados. Segundo o empresário delator Augusto Mendonça, da Toyo Setal, o esquema de corrupção era difundido na área dominada pelo PT, a Diretoria de Serviços, mas contaminou toda a estatal. E não parou por aí. Conforme revelou a 11.ª etapa da operação, batizada de "A Origem", há suspeita de que o pernicioso vírus atacou a Caixa Econômica Federal, onde duas empresas dos irmãos Vargas - IT7 Sistemas e Borghi/Lowe - receberam R$ 1,036 bilhões em valores não corrigidos. Segundo Carlos Fernando Lima, coordenador da força-tarefa da Lava Jato, "essa investigação vai levar a mares nunca dantes navegados". Será que desta vez os piratas tupiniquins e o chefe Barba Negra serão capturados?

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

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CONFISSÃO DO CRIME

Por linhas tortas, ou seja, por meio do balanço de 2014 finalmente divulgado pela Petrobrás, o PT literalmente confessa o crime que cometeu junto com seus aliados nestes longos 12 anos de poder, durante os quais foram desviados da estatal de petróleo R$ 6,194 bilhões. Comprovando o que analistas de mercado há tempos já previam, o prejuízo da estatal no ano passado foi monumental: R$ 21,58 bilhões! E outros R$ 44,63 bilhões foram contabilizados como perdas depois da revisão no valor dos ativos. É bom ressaltar que a última vez que um balanço da empresa indicou prejuízo foi no governo Collor, em 1991, de R$ 91 mil em valores da época (corrigidos, somam R$ 1,2 bilhão). A Petrobrás, outrora orgulho nacional, está abandonada à própria sorte nesta era petista. Somente de 2013 a 2014 seu monstruoso endividamento cresceu 31%, de R$ 267,82 bilhões para R$ 351,72 bilhões. E em 2015 poderá alcançar R$ 400 bilhões. Para efeito de comparação, no fim do mandato de FHC, em 2002, essa dívida era de R$ 18,56 bilhões, ou 19 vezes menor do que a desta gestão Dilma. Já o valor de mercado da Petrobrás, que em 2008 estava cotado na Bolsa de Valores em R$ 510,4 bilhões, no final de 2014 era de apenas R$ 171,9 bilhões. Como se percebe pelos números acima, realmente o PT quebrou a Petrobrás. E tudo pelas mãos dos verdadeiros picaretas que Lula escolheu a dedo para ocupar postos-chave na direção da estatal. Isso inclui Dilma Rousseff, que no governo do ex-presidente, além de ministra da Casa Civil, foi também presidente do Conselho de Administração da empresa e autorizou o escândalo da superfaturada compra da Refinaria de Pasadena, nos EUA. Ora, se o Tribunal de Contas da União (TCU) já definiu como crime de responsabilidade as pedaladas fiscais de Dilma e, agora, com essa confissão do PT, como está registrada no balanço da estatal, não seria a hora de Dilma demonstrar um mínimo de brio institucional e renunciar ao seu mandato?

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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CONSEQUÊNCIAS

Quem ainda duvida de que os recursos tirados da Petrobrás não fugiram "escondidos", mas foram amealhados pelo PT para a campanha, o próprio caixa e para os bolsos de alguns? O PT e o governo de Dilma têm responsabilidade pelos furtos. Qual é o lugar dos ladrões? Ainda resta alguma dúvida sobre a necessidade do impeachment? Onde o escândalo criminoso não resultaria em demissão?

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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UM PAÍS DESTRUÍDO

Há muito tempo que os escândalos da Petrobrás estão dominando as páginas dos jornais e as telas das TVs. O PT, "partido dos trambiqueiros", acusa a imprensa de fazer sensacionalismo e terrorismo com as notícias veiculadas. O povão, por sua vez, dorme em berço não tão esplêndido, porque as medidas tomadas por dona Dilma estão atingindo a vida dele aos poucos. Que país é este, que, para conter despesas e arrumar o caixa do governo, sangra o bolso do trabalhador e não dá sinais de fazer cortes em sua própria casa? Para que 39 ministérios? Mais de 100 mil funcionários comissionados? E para que triplicar a verba aos partidos políticos? Tudo isso para sustentar o projeto de poder do PT, com dinheiro do contribuinte. Parece que a casa está ruindo. Falta pegar o chefão - os peixes pequenos, pelo visto, temem por sua vida e preferem ficar na cadeia por uns meses, e depois vão gozar a vida com o dinheiro roubado. Aqui, o crime compensa e o Brasil é um país de tolos!

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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A QUEM APELAR?

Uma pequena reflexão: parte mínima da sociedade brasileira (porém não tão pequena quando ordenada pela capacidade produtiva) tem manifestado nas ruas e na mídia (internet) o desejo por mudança na condução do País. Digo mínima porque, na máquina dos votos, a representatividade deste pessoal - me incluo nisso - é pequena mesmo. Infelizmente, a salada de ideias apresentadas nos protestos não ajuda a consolidar o movimento. Verificamos muitos pedindo pela intervenção militar e alguns até pela volta da monarquia. Seria até engraçado, se a nossa situação não estivesse tão crítica. Não sou cientista social, mas creio que esse tipo de coisa deve ser comum em movimentos espontâneos, mas tende a esvaziá-los e, com isso, também esvaziar nossas últimas esperanças de mudanças. Nosso apelo hoje, visto que o atual governo tem seus representantes envolvidos com falcatruas sem fim, tem uma direção certa e deve ser centrado no tripé Ministério Público, Polícia Federal e Receita Federal. Felizmente, essas instituições têm em seus quadros pessoal altamente qualificado, na sua maioria, pois todo cesto tem frutas podres. São profissionais honestos que buscam cumprir suas obrigações da melhor forma possível. São essas pessoas que podem salvar nosso país hoje, eles e elas compõem o quadro de heróis por quem estamos clamando em lugares errados. Não há pena pior para estes malandros do que assistirem a suas fortunas acumuladas nas falcatruas saírem de seus cofres até o último centavo. Isso dói mais do que as penas de prisão e as notícias de jornais. Esses nossos "soldados" podem descobrir onde o dinheiro está escondido, investigando parentes, amigos, os famosos "laranjas". São qualificados e têm expertise de sobra, além dos meios físicos necessários. Nosso apelo deve ser dirigido a eles, para que, juntos, salvem nossa nação deste lamaçal sem fim. Para que lutem a melhor de suas lutas, serão, com certeza, lembrados por aqueles que admiram o correto. Se você leu este desabafo e concorda com ele, compartilhe, espalhe, faça chegar a cada um destes heróis anônimos para que saibam que contamos com eles, agora mais do que nunca. Essa é a intervenção de que precisamos, de nada adianta mudar nomes, se os métodos são sempre os mesmos. A canalhice precisa ser eliminada para sempre da memória do povo e as Forças Armadas preparadas para esta guerra não são o Exército, a Marinha e a Aeronáutica, mas, sim, o Ministério Público, a Polícia Federal e a Receita Federal.

 

José Garcia Jr. josegarciajr@terra.com.br

São José do Rio Pardo

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CULPA COMPARTILHADA

Dilma e o PT não são os únicos responsáveis pela desastrosa situação em que está o País. 50% da culpa é do maior partido político brasileiro, o PMDB, que sempre deu sustentação a tudo o que aí está. Agora, sem estar na Presidência, assume praticamente o comando do País, e, se este superar o atoleiro em que foi metido, as glórias caberão ao governo Dilma, que habilmente soube contornar uma situação difícil e, possivelmente, não dividirá honrarias com quem o ajudou.

Melchior Moser dr.moser@medicalcor.com.br

Timbó (SC)

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PARA OS FORTES

No Brasil da era PT, a leitura diária do noticiário sobre o Brasil é um exercício para os fortes: os dois corsários peemedebistas na Câmara e no Senado, Eduardo Cunha e Renan Calheiros, simulam "choques de gestões" - e o PT se regozija -, como se, após Dilma ter passado o cetro para Michel Temer, também tivesse passado ao PMDB um poder acima da Constituição e de suas obrigações parlamentares, fazendo-os pensar que se tornaram donatários da Capitania, com aceitação surpreendente por parte de uma oposição abúlica e incompetente. E a acidez estomacal continua: juro do cheque especial é o maior em quase 20 anos; caminhoneiros bloqueiam vias em cinco Estados; professores em greve há mais de um mês ensinam, pelo exemplo, como ser um meliante tentando arrombar a porta da Secretaria da Educação; corrupção sem fim na Petrobrás revelada por mais um delator; e, "graças à combinação incendiária de uma economia se deteriorando e um escândalo de corrupção em massa" ("The Economist"), percebemos que Dilma não tem a mínima condição de continuar onde ainda está. E continua: escassez de água; epidemia de dengue, enquanto os vereadores paulistas estão preocupados em mudar o nome da Rua Turiassu; juros estratosféricos; aumento abusivo das verbas para o Fundo Partidário, após impor ajuste econômico aumentando impostos e encarecendo o custo de vida da população. Chegamos a sentir inveja dos povos que vivem nas cercanias do vulcão Calbuco...

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

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A ALIANÇA PT-PMDB

Depois da última do "consortium sceleris" PT+PMDB, com os partidos continuando a explorar a viúva Brasil, saudemos a saúva pós-moderna. E repitamos o histórico refrão: "Ou o Brasil acaba com a saúva ou a saúva acaba com o Brasil". Estão chegando lá....

 

Alexandre de Macedo Marques ammarques@uol.com.br

São Paulo

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CASAMENTO

 

No Brasil há um casamento insolúvel, com prazo de validade, em que um dos nubentes, embora insatisfeito, não pode se desfazer do enlace. Mesmo que o marido esteja claramente desapontado com a mulher, legalmente não pode pedir a separação. Por mais falsa, mentirosa e infiel que seja a esposa, o marido, por mais que queira, não pode se desfazer de tal vínculo. Em resumo: os eleitores têm de aturar tia Dilma até o fim de 2018, até as próximas eleições.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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A SUPERAÇÃO DO PT

 

Ultimamente, após ler jornais e revistas diariamente, bem como assistir a diversos noticiários na TV, cheguei à conclusão de que o fim do PT será bom para o Brasil. Nunca soube de tantas roubalheiras e corrupção por um partido quando esteve no poder. Ninguém foi honesto, todos foram corruptos, mas o PT conseguiu superar seus principais partidos adversários, como PSDB, PMDB e DEM, no que tange a falcatruas. Basta ver que os mais importantes quadros petistas estão ou estiveram na cadeia ou respondendo a processos. Os deputados e senadores desse partido, ainda livres, também estão na mira da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. O que segura um pouco a anarquia petista são os membros do Supremo Tribunal Federal (STF), apaniguados do PT e que passam as mãos na cabeça das ratazanas petistas. Joaquim Barbosa, o único que peitou e prendeu a maioria dos larápios, foi ameaçado de morte e teve de desaparecer da vista do País. O PT é comprovadamente uma quadrilha, por isso todos chamam seus componentes de "petralhas", numa alusão aos bandidos irmãos metralha das histórias em quadrinhos de Tio Patinhas. Falta levar à Justiça, processar e prender também o senhor Lula e a senhora Dilma, coniventes e sabedores de tudo, mas dizem não saber de nada. Só espero que nas próximas eleições o PT não exista mais, caso contrário, a volta dos militares será a única solução para reorganizar o País, acabando com a bagunça, a roubalheira e a anarquia que foram introduzidas no Brasil pelo PT e suas ratazanas comunistas.

Fernando Faruk Hamza botafogorio@bol.com.br

Rio de Janeiro

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COMO NÃO SER PESSIMISTA?

Em 8 de março, Dia Internacional da Mulher, dona Dilma usou, mais uma vez, a rede de rádio e de TV, sob o pretexto de cumprimentar as mulheres por nosso dia, para justificar as medidas econômicas que seriam tomadas, admitindo que o País passa por dificuldades resultantes da crise financeira mundial (?!) e da maior seca da história, pedindo paciência ao povo e explicando que, embora o governo houvesse absorvido os efeitos da crise até o ano anterior, a partir deste ano haveria necessidade de dividir parte do esforço com todos os setores da sociedade. Há alguns dias, dom Luiz Inácio, em discurso na inauguração de uma cervejaria em Pernambuco, disse (talvez já sob efeito de libação) que sua criatura voltará a fazer os brasileiros sorrirem e que os manifestantes que foram às ruas em 15/3 e em 12/4 irão se ajoelhar aos pés da sua pupila para agradecer. Como assim ter paciência e "voltar a sorrir" ou nos ajoelharmos aos pés da criatura, se a cada ida ao supermercado ou farmácia sentimos a corrosão de nosso salário? Se os serviços de obrigação do Estado continuam precários ou inexistentes? Se os preços da energia elétrica e dos combustíveis estão em alta? Como ficam os idosos, por não terem a correção decente em sua aposentadoria? E quanto aos estudantes com problemas com o Fies e o Pronatec? Por que temos de aceitar a socialização do prejuízo bilionário da Petrobrás (por enquanto), sem falar de BNDES ou dos fundos de pensão? E o que dizer das montadoras e de suas fornecedoras demitindo funcionários? Será que dá para sorrir sabendo que a criatura sancionou o Orçamento de 2015 com o valor do Fundo Partidário, que beneficia os "cumpanheros", triplicado, enquanto nós temos de apresentar até o dia 30/4 a nossa declaração de Imposto de Renda sem a devida correção?

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

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A GUERRA DO PT

Lendo o editorial do "Estadão" de 22/4, fui instado a concordar com as facções mais à esquerda do partido, pois estão em estado de beligerância. A primeira grande vitória foi com a posse de Lula, e seguiu com a eleição de sua indicada. Acredito, também, que estão vencendo a batalha contra a pobreza - basta para isso verificar o montante desviado no mensalão, da Petrobrás, no BNDES, nos ministérios, etc., etc. Só que apenas e tão somente venceram a pobreza "deles", haja vista o total financeiro das pilhagens, aliás, ato de guerra, e de vencedores. Tomara que o povo acorde para isso e os tribunais superiores também. Basta de bolsa esmola, de conluios com sindicatos e movimentos sociais marginalizados e outras modalidades de coronelismo e escravização. Justiça e cadeia não tardem nem falhem.

Iracema M. Oliveira mandarino-oliveira@uol.com.br

Praia Grande

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IMPEACHMENT E PASSIVIDADE

Se um dos princípios do Direito aponta que "todos somos inocentes até que se prove o contrário", um eventual processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff não é possível sem provas. Porém, se levarmos para a esfera política, o julgamento não deve ser estritamente jurídico, mas político. Apesar de não caber ao PSDB ou a qualquer partido de oposição ao governo buscar provas contra Dilma Rousseff - essa função cabe às CPIs e à Polícia -, como membro do PSDB, rechaço a passividade à espera de novos desdobramentos da investigação. Politicamente, as suspeitas sobre a presidente são tão evidentes que o ônus da prova passou a ser dela. Dilma é quem precisa provar sua inocência, como, por exemplo, explicar sua versão mentirosa sobre a demissão do ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa. Soma-se a isso a prisão do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, acusado de receber propinas destinadas, inclusive, para a campanha da então candidata à Presidência da República. Neste momento em que o governo federal ensaia uma rearticulação com o Congresso e tem membros do Supremo simpáticos à sua causa, é essencial que o PSDB deixe clara sua posição contrária aos desmandos e ao pouco-caso deste governo. Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Mario Covas Neto, vereador covas@camara.sp.gov.br

São Paulo

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REFORMA COMPLETA

Sugiro uma lavagem "a jato" com pressão máxima e muito sabão, cândida e desinfetante! Sugiro ficha limpíssima para todos os partidos e políticos! Sugiro uma Operação Reforma Completa: pisos, azulejos, paredes, janelas, portas, teto, pintura, jardins, móveis, utensílios domésticos, fogão, geladeira, máquinas de lavar, cortinas, tapetes, quadros, lustres, fiação elétrica, caixa d'água, esgoto, pias, chuveiros, torneiras, espelhos, ralos, canos, vasos... Mesmo assim, vamos ter de continuar de olho no mestre de obras...

Silvia Maria Pinheiro Rezende silviapr54@hotmail.com

São Paulo

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CAÇA ÀS BRUXAS

 

Existe terrorismo pior do que deixar o nosso povo morrer nas filas de hospitais ou ser morto nas favelas devido à guerra do tráfico, ou, ainda, deixá-lo morrer nas esquinas do crack? No Brasil há um genocídio aceito democraticamente, enquanto a esquerda retrógrada e a direita disfuncional balbuciam. A democracia, como um glutão, ostenta aquilo que deixou de ser há tempos: um baluarte das leis e dos direitos fundamentais. O que notamos é uma fanfarra dantesca e desoladora. Ser governado por homens tão vis é o pior castigo de um povo que se diz viver em liberdade. Temos a liberdade, mas não os direitos. Direitos que, se prevalecessem, os políticos que nos governam há tempos haviam sido apeados do poder. E o grande e último defensor da República, o Exército, assiste de forma covarde ao declínio de uma nação que nem sequer um dia se acendeu. Esperar até 2018 para mudanças nacionais? E se o contágio socialista vencer com os votos dos dependentes e dos menos inteligentes? Será o fim... E se a oposição levar, o que fará? Até agora, não apresentou sequer um projeto de nação. Um partido completamente novo ou uma terceira via mais radical se faz urgente. O Brasil não pode mais esperar. Temos tudo o que necessitamos, mas permanecemos tão pobres... Isso não é normal. O problema são eles, os homens de Brasília e seus análogos estaduais e municipais.

Luiz Fabiano Alves Rosa fabiano_agt@hotmail.com

Antonina (PR)

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DESFAÇATEZ E COVARDIA

Não precisa ser jurista, basta ser esclarecido para constatar que Dilma Rousseff já está impedida de permanecer no poder à luz da Constituição, mas lá permanece porque estamos diante de uma sociedade cartorária mergulhada na desfaçatez e na covardia.

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

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EMBATE

Para defender a atual situação de Dilma, Lula precisa muito mais do que do "exército do Stédile".

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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ENTRELINHAS

Nas entrelinhas das declarações cautelosas de alguns políticos sobre a possibilidade de impeachment da presidente Dilma percebe-se um claro desejo de que ele ocorra. Se assumissem de vez essa posição, conquistariam mais credibilidade e respeito.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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ELO PERDIDO

Achar que FHC e cia., ao recomendarem cautela e cumprimento de intrincados rituais jurídicos para a abertura do processo de impedimento da presidente Dilma - ignorando a vontade da grande maioria da sociedade, ratificada por recentes pesquisas e expressa nas últimas manifestações -, não entenderam o recado é ingenuidade. Entenderam, sim, mas existem motivos ocultos para a postura exibida, que precisam ser esclarecidos. Há algum tipo de acordo de longo prazo entre PT e PSDB? Recrudesceram paixões antigas? Teriam as aves de bico longo sugerido cuidados semelhantes quando o Congresso invadiu veredas da lei, iniciou processo e "julgou" Collor? Há um elo perdido nessa história. Com a palavra, os tucanos reais de papo amarelo.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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MINHA HISTÓRIA

Sou branca, letrada, paulistana, pago meus impostos, privilegio a ética, em vez da moral. Respeito o outro, voto com a consciência que é minha. Jamais joguei um voto fora, apostando na quadrilha organizada que institucionalizou a corrupção no País. E tenho orgulho disso tudo. Meu percurso pessoal é só um mero percurso pessoal. Mas é a minha história, meu percurso, minha construção. A partir de meus valores eduquei meu filho. Ele não é dono de frigoríficos, terras sem fim ou empresas de comunicação, mas é honrado. Novamente, disso muito me orgulho. Esses mesmos valores são a base do que procuro transmitir aos meus alunos de Filosofia. Não detesto a classe média. Faço parte dela. O sentimento de pertencimento se faz de formas plurais. E uma delas é a comunidade de leitores do "Estadão". Em dias sombrios, de obscurantismo ideológico confortado pelo privilégio ao bolso, e não à Nação, dias que parecem se estender infinitamente, as cartas publicadas reconfortam e consolam. Sim, eu leio. E não sinto engulhos com isso. Entre as leituras, meu inestimável jornal. Por vezes as notícias empalidecem meu café da manhã. Mas não desisto. Recomendo-o a todos, a amigos desavisados e a cada aluno. Para quem conhece ou duvida da diferença, convido a ler o editorial principal, que tantas vezes digitalizo para distribuir. Por considerar que o exercício do pensamento crítico é o que mais nos define. E que, quando ele nos leva à rua, reivindicando o poder que é o nosso, ele nos enobrece. Resumindo, faço parte da "elite branca". Com muito orgulho.

Marly N. Peres marly.lexis@gmail.com

São Paulo

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ELA AINDA NÃO ENTENDEU

 

O governo nos pede para apertarmos os cintos, que dificuldades virão, etc., etc., etc., mas não nos explica o porquê do aumento do Fundo Partidário (R$ 867 milhões, três vezes maior do que em 2014). Será que este aumento é o pagamento pela governabilidade, ou será um adiantamento para os partidos não aceitarem o processo do impeachment da sra. Dilma (que logo virá)? O que sei é que é mais um tapa na cara da sociedade, e que a presidente Dilma ainda não entendeu o recado do povo nas ruas.

 

Jorge Eduardo Nudel jorgenudel@hotmail.com

São Paulo

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O PODER A QUALQUER CUSTO

Dona Dilma, que tristeza! Que vergonha! A senhora cortando verbas da educação e da saúde e liberando o triplo do valor para o Fundo Partidário? Já não basta toda a bandalheira dos partidos e a senhora vai alimentar ainda mais este bando de parasitas?

 

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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RETROCESSO ESTARRECEDOR

O povo é heroico e seu brado, retumbante. As vozes ecoam principalmente contra a corrupção e os rumos nefastos do desgoverno Dilma Rousseff, do PT. O recado tem sido claro e direto. A insatisfação existe. O comando do Palácio do Planalto e seus seguidores não devem menosprezar o movimento favorável ao impeachment da presidente, a repulsa dos filhos deste solo Brasil persiste. Dia 21 de abril, nó na garganta é o que fica após a aprovação de R$ 867,5 milhões pela presidente da República, Dilma Rousseff, para o tal Fundo Partidário, ante proposta original da Lei Orçamentária que previa somente R$ 289,5 milhões para os partidos, justamente na hora em que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, apresenta um pacote de austeridade fiscal adotado pelo governo federal, de medidas de arrocho fiscal jogado nas costas dos trabalhadores, que é quem vai acabar pagando a conta, com perda de emprego, juros e aumento de tarifas estratosféricos, inflação ultrapassando o teto e sabe se lá mais o que ainda virá. Infelizmente, o primeiro ciclo da nova gestão do governo Dilma, após 100 dias, se exauriu sem apresentar nada digno de ser celebrado. O que visualizamos no horizonte é a perplexidade pelo fato de assistir à inoportuna condecoração e honraria que João Pedro Stédile, líder de facção chamada MST, com medalhas da Inconfidência, é de fazer Tiradentes se revirar no túmulo. Saibam que cada brasileiro honrado, cada trabalhador, pai ou mãe de família, estudante, médico, policial, professor, paciente que agora aguarda uma emergência imunda superlotada, motorista que carrega o Brasil num caminhão, enfim, todos pelo território nacional, na selva, montanha ou litoral, cada pessoa honesta que ajudou a construir 515 anos de história desta nação declara guerra a esta que é a mais trágica, corrupta e assassina de todas as forças da nossa sociedade: a organização criminosa que nos foi apresentada como partido político. E para todos os que exercem cargos políticos, desde vereador a presidente da Nação, uma frase de Santo Agostinho: "Prefiro que me criticam, porque me corrigem, do que os que me elogiam e me corrompem". A única medalha que vocês merecem é a de bom comportamento na carceragem em Curitiba. Vergonha, vergonha, acorda, Brasil! Para os petralhas, dirigir o País ou sindicatos pelegos é a mesma coisa. É o cúmulo da desfaçatez.

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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O POVO E A CRISE

O povo brasileiro é um povo de fé, de confiança e de empatia com as pessoas de todas as classes sociais, é um povo que respeita e admira as pessoas de sucesso, não tem inveja ou ciúme, se compraz com a verdade e se orgulha de ser brasileiro. Tem nas suas práticas sociais o serviço de voluntariado, é solidário, atende aos chamados daqueles que necessitam, tem comprometimento com a religiosidade. Vive hoje uma crise de confiança, respeito e verdade promovida por pessoas infiltradas na política que confundiram essa personalidade poltrona com pessoas ignorantes, pobres de espírito, vendáveis, cujo assistencialismo barato poderia manipulá-lo a seu bel prazer. Enganaram-se redondamente, este povo sofrido, trabalhador, dedicado arvorou-se contra os desmandos desse grupelho e, hoje, cabisbaixo, envergonha-se da forma como foi ludibriado por aqueles a quem dedicou sua confiança e apreço. Nossa crise, acima de ser econômica ou política, é de credibilidade, o povo foi enganado, passado para trás pela gentalha que se apropriou do seu bem mais precioso, a dignidade, despojando-se dela como se despoja de uma laranja chupada. Só há uma saída para esta crise de proporção incomensurável, que está apenas começando: antes que o País afunde de vez, necessário se faz, em caráter de urgência, destituir essa quadrilha do poder, começando pela chefona, que não se cansa de nos cansar e insiste em continuar nos ludibriando.

Manoel Braga manoelbraga@mecpar.com

Matão

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CONSUMO EM QUEDA

Uma pesquisa da "Latam confidencial" do "Financial Times", que entrevistou 6,5 mil pessoas entre fevereiro e março de 2015 no Brasil ("Valor", 22/4), mostrou grande queda no consumo brasileiro, seja em produtos de grife, produtos de primeira necessidade e até em alimentação. Uma das principais causas apontadas pela pesquisa foram desemprego e inflação alta. Isso mostra que o custo de vida pesou no bolso do brasileiro, provocando também alta na inadimplência. Enquanto o Congresso Nacional usa e abusa de aumentos a si próprio (triplicaram o Fundo Partidário, por exemplo), o povo aperta o cinto. Qualquer executivo na iniciativa privada nem pensaria em se dar aumento, mas o povo, infelizmente, só pode demitir congressistas a cada quatro anos. Temos o Congresso mais caro do mundo. Precisamos dizer mais? Quando essa farra irá parar?

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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CONTAMINAÇÃO

Joaquim Levy, a contaminação está lhe alcançando. Se continuar assim, até o final do ano nem a agência Standard and Poor's vai lhe receber, sequer atender ao seu telefonema em Nova York... Lá, nos EUA, ninguém perdoa - e o ministro sabe disso. Já mostrou do que é capaz. Ou o governo aceita 100% ou caia fora, caro ministro! Tenho certeza de que será bem-vindo em outras bancadas...

Antonio Carlos Queiroz Cardoso acardoso@acardoso.com

São Paulo

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'UM PAÍS TRANSPARENTE'

Este tal de Joaquim Levy é uma piada. O Brasil é tão transparente como o ladrão pego no flagra pela polícia, e o idiota pensa que está falando no Brasil...

Ariovaldo Batista arion06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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GUIDO MANTEGA

Trajetória das mais infelizes a do sr. Guido Mantega: no governo, como acadêmico, "falando grosso", criticava a política econômica de FHC, que ele, Mantega, jogou no fundo do poço, com sua contabilidade criativa, burlando a Lei de Responsabilidade Fiscal. Na Petrobrás, como "presidente" do conselho, outro desastre, só recebia salários. Deveria ser extraditado para a Itália (cometeu crime), pois no Brasil quebrou a economia com incompetência e até má-fé. Por maior que seja o esforço da sra. Dilma Rousseff e do ministro. Joaquim Levy de não o responsabilizar.

Celso de Carvalho Mello celsosaopauloadv@uol.com.br

São Paulo

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JUDAS E O PT

Senhor Joaquim Levy, Judas foi comprado por 30 dinheiros. E o senhor, se vendeu por quantos?

Celia Henriques Guercio Rodrigues celitar@hotmail.com

Avaré

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O PARLAMENTO E OS TRABALHADORES

Muito se tem comentado que a classe trabalhadora vem sofrendo uma série de derrotas, como a medida provisória que alterou regras para a concessão de benefícios trabalhistas e a recente aprovação pela Câmara dos Deputados do Projeto de Lei 4.330, que autoriza a terceirização de serviços. Para compensar essa suposta frustração trabalhista, e aproveitando o atual dinamismo da Câmara sob o comando do atual presidente, Eduardo Cunha, segue uma sugestão: projeto de lei que exclui o Imposto Sindical compulsório, originário da era de Getúlio Vargas, equivalente a um dia de trabalho descontado "na marra" do trabalhador e que contraria as normas atuais da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Nos países desenvolvidos, é o trabalhador quem decide se afiliar ou não a uma entidade sindical. E mais, o ex-presidente Lula, quando líder sindical no ABC paulista, já era a favor de acabar com o tal Imposto Sindical compulsório, porém mudou de ideia assim que assumiu a Presidência.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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CONDECORAÇÕES NO 21 DE ABRIL

A Medalha da Inconfidência é concedida a pessoas e entidades que, na avaliação do governo mineiro, contribuíram para o desenvolvimento de Minas Gerais e do Brasil. Trata-se da maior homenagem oferecida pelo Estado mineiro. Vários petistas do governo do Estado e da equipe de Dilma foram agraciados com esta medalha no dia 21 de abril, bem como o presidente do STF. Mas a figura que mais chamou a atenção dos brasileiros, em geral, e causou certo espanto, foi a do presidente do MST, João Pedro Stédile, que pelo seu histórico até então nunca contribuiu para o desenvolvimento do País. O número reduzido de medalhas entregues, de 200 para 141, talvez se deva ao fato de os petistas mais "ilustres" estarem cumprindo pena pelos seus delitos. Mesmo assim, o nobre Joaquim José da Silva Xavier, o mártir Tiradentes, deve ter se revirado em sua tumba diante da desvalorização dada as medalhas instituídas em sua homenagem.

 

Leila E. Leitão

São Paulo

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HONRA AO MÉRITO

Dilma Rousseff deveria ter sido também condecorada. A História lhe fará justiça: com seu exemplo, nunca mais o povo elegerá a esquerda no Brasil. Não deu certo em lugar nenhum e só se conserta o estrago com profissionais do mercado.

Luiz Henrique Penchiari luiz_penchiari@hotmail.com

Vinhedo

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A EXTRADIÇÃO DE HENRIQUE PIZZOLATO

Cumprimento a Justiça italiana pela decisão de extradição do criminoso Henrique Pizzolato, condenado a mais de 12 anos por corrupção e outros crimes no julgamento do mensalão, pelo STF. Lugar de corruptos é na cadeia, independentemente do partido ou da vertente política. E que o dinheiro desviado por Pizzolato seja devolvido aos cofres públicos brasileiros. Foi um gol da Itália contra a corrupção e a impunidade.

 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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AULA DE JUSTIÇA

A Itália deu ao Brasil uma aula de Justiça: devolveu-nos Pizzolato, corrupto com dupla nacionalidade. E o ex-presidente Lula concedeu refúgio a um assassino italiano condenado naquele país à prisão perpétua. Viva o PT!

Reinaldo Cammarosano tatocammarosano@hotmail.com

Santos

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'PIZZAOLATO'

O ex-presidente Lula e, infelizmente, por tabela, o Brasil receberam uma lição de educação, respeito e democracia da Itália, que decidiu pela extradição de um condenado e foragido da Justiça brasileira, nas circunstâncias conhecidas. Que ele passe bons anos na cadeia, se não for o caso de agravamento, e devolva o fruto do roubo. E que a "republiqueta lulista e pizzaria" aprenda a respeitar o direito da justiça de outros países, sem os desnecessários arroubos de soberania e autocracia.

Luiz A. Bernardi luizbernardi@uol.com.br

São Paulo

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DOIS EXTREMOS

A Itália acaba de dar uma lição ao Brasil. Aqui, um condenado por homicídio ganha liberdade e cidadania apenas por se declarar comunista. A decisão foi do então presidente Lula. Já o governo italiano respeita a condenação do mensaleiro e despacha o condenado para cumprir a pena aqui.

Plínio Zabeu pzabeu@uol.com.br

Americana

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RECIPROCIDADE

O governo italiano, ao decidir extraditar o criminoso petista Pizzolato, dá uma lição ao governo federal brasileiro, do que é Justiça de verdade. A negação da extradição do assassino julgado e condenado Cesare Battisti, pelo "camarada" Lula, não implicou o uso da Política de Reciprocidade, o que mostra que leis internacionais estão acima de ideologias, sobretudo as de cor vermelha, que a Nação brasileira repudia de forma veemente nas ruas.

Sergio Bialski serbial@bol.com.br

São Paulo

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NÃO APRENDEM...

Esta extradição é uma boa lição para a petralhada aprender o que se faz com um criminoso condenado estrangeiro em nosso país. Mas eles não aprendem...

 

Guto Pacheco jam.pacheco@uol.com.br

São Paulo

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QUESTÃO DE HONRA

Prazerosamente fiquei sabendo da extradição do bandido Henrique Pizzolato. Então, o governo brasileiro tem a obrigação de extraditar o assassino comum Cesare Battisti. É uma questão de honra, respeito, amizade com a Itália e de reciprocidade. O Brasil tem a oportunidade de melhorar a sua imagem manchada pela nódoa comunista da parcialidade de pseudorepresentante das nossas tradições históricas democráticas.

 

Henrique Gândara clineurohenrique@uol.com.br

Ribeirão Preto

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TAPAS NA CARA

Espero ver o dia em que os brasileiros reagirão contra os tapas na cara que o PT lhes desfecha impunemente. Com nítido propósito de provocação, de tempos em tempos aquele partido dito dos trabalhadores esfrega na nossa cara algum tipo de injúria: foi o caso da condecoração de Marisa Letícia, então primeira-dama, pelos "relevantes serviços prestados" (no uso do cartão de crédito e na decoração dos jardins do Palácio com uma irritante estrela vermelha); foi o caso, também, da concessão de asilo a Cesare Battisti, criminoso condenado pela Justiça italiana que aqui aportou munido de documentos falsos; foi, agora, somando o insulto à injúria, a condecoração com a Medalha da Inconfidência, pelo governo de Minas Gerais, do arruaceiro Stédile, que, entre outros feitos relevantes, comandou a invasão da Câmara dos Deputados. Até quando?

Augusto M. Dias Netto diasnetto@terra.com.br

São Paulo

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ONDE ESTÁ LULA?

O homem que mais gosta de aparecer desapareceu. Dizem que está em Cuba, muito perto dos amigos e de alguns paraísos fiscais. Alguns acham que está incógnito em Miami, mas não creio, mal fala português, que dirá inglês. É mais provável que, com o seu sotaque do Nordeste da "bota" e o seu passaporte italiano, certo de que o seu "país" não deporta seus nacionais, esteja passeando em Roma, pertinho da Suíça, não por acaso também paraíso fiscal.

Roberto Maciel rvms@oi.com.br

Salvador

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