Fórum dos Leitores

LULOPETISMO EM AÇÃO

O Estado de S.Paulo

27 Abril 2015 | 02h04

Menos, presidente

A Petrobrás teve uma crise de gestão, porém "superou seus problemas" e "virou a página", disse Dilma Rousseff. Como assim, virou a página? Só porque entregou um balanço com muito atraso? E a dívida monumental de R$ 351 bilhões, que apareceu no período da administração do PT, com Dilma na presidência do conselho da Petrobrás e ministra da Casa Civil? Na verdade, virou o prefácio, muitas páginas ainda serão viradas à medida que as roubalheiras e os verdadeiros responsáveis forem aparecendo nessa história macabra. Menos, dona Dilma, menos!

LEILA E. LEITÃO

São Paulo

Página virada...

Então, a Petrobrás virou a página, superando seus problemas de gestão... E os prejuízos de bilhões, quem vai pagar? Os brasileiros otários, pra variar. Será que essa página infeliz da nossa História vai ser virada e vamos continuar vendo "a nossa pátria-mãe tão distraída sem perceber que era subtraída em tenebrosas transações"? Só no Brasil...

MARINA R. BLANCO

mmalufi@terra.com.br

Olímpia

Dilma e o gol de honra

A presidente Dilma comemorando a publicação do balanço da Petrobrás é como comemorar o gol de honra do Brasil diante da Alemanha no histórico 7 a 1. Essa publicação não resolve nada, não virou página nenhuma, apenas vai dar um pouco mais de tempo para os especuladores ganharem com o sobe e desce das ações da Petrobrás na bolsa.

MÁRIO BARILÁ FILHO

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

Desalavancar é preciso

Segundo lorde Keynes, é melhor estar vagamente certo do que rigorosamente errado. Não se sabe qual teria sido a apreciação de algo vagamente errado, que é o caso do balanço da Petrobrás. Salvo erro meu, a empresa preocupou-se em quantificar, ainda que de maneira tosca, quanto seus fornecedores usaram para abastecer o propinoduto que foi desembocar em bolsos de... deixa pra lá. Parece óbvio que os fornecedores não se contentaram com um sobrepreço de apenas 3%. O resto, sabe-se lá quanto foi, é difícil quantificar, entrou no bolo mensurado por meio do tal impairment, considerando a época, a cotação do dólar, do barril, os aditivos contratuais, etc. Ou seja, tem-se uma ideia vaga do que fizeram os fornecedores com os famosos 3%. Explicação encontrada para R$ 6 bilhões, o resto foi calculado de forma "rigorosamente vaga". Um último detalhe: ao inflar o valor dos ativos, contabilizados a partir de lançamentos contábeis, a empresa deve ter depreciado esses ativos. Depreciou valores inflados, logo, diminuiu artificialmente o que seria o lucro, e sonegou (involuntariamente) IR e CSLL. Espera-se que a Receita solte seus perdigueiros, dobermanns ou o que seja para calcular multas, juros de mora, etc. Lembremos Sergio Endrigo: "La festa è appena cominciata. È già finita". Resta concordar com a primeira frase. Diante de tudo isso, é compreensível que as ações da Petrobrás, em via de "privatização indireta", subam.

ALEXANDRU SOLOMON

alex101243@gmail.com

São Paulo

ARRUAÇA DA APEOESP

Vandalismo e educação

Sou professora da rede pública de São Paulo e estou envergonhada com os atos de vandalismo cometidos pelos professores em greve. Já há bastante tempo entendo a Apeoesp como sindicato pelego do PT. As greves sempre são propostas em períodos de campanha política ou para "camuflar" atos petistas. O que me deixa mais indignada é que pequena parte da categoria aderiu à greve, mas o público generaliza e crê que essa seria a atitude comum a todos os mestres. Li no sábado no Fórum dos Leitores a preocupação de deixar filhos em nossas mãos. Lamentável! Como há muito tempo percebi as manobras políticas do sindicato, nem mesmo filiada sou. Peço ao povo paulista desculpas pela atitude dos colegas e me uno a todos na indignação. Sinto hoje "vergonha alheia".

LUCIANE LUTZ

lucianelutz@gmail.com

Nova Europa

Com apoio da CUT "nóis quebra as porta dos prédio".

LUIZ RESS ERDEI

gzero@zipmail.com.br

Osasco

Reajuste federal

Parabéns ao Estadão pelo editorial A baderna da Apeoesp (25/4, A3). Até quando vamos tolerar a violência praticada por esses encapuzados? E quando é que o Poder Judiciário se vai manifestar sobre essa greve dos professores que já dura mais de um mês? Essa greve é legal ou ilegal? Sou funcionária pública federal e até agora não tive reajuste salarial; em 2013 e 2014 o meu salário foi reajustado em 5%. Segundo a Constituição federal de 88, todos são iguais perante a lei. Será?

MARIA CARMEN DEL BEL TUNES

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

Direito de greve

Após ver a foto de professores tentando arrombar a porta da Secretaria da Educação do Estado, seguem as minhas dúvidas: onde está a segurança jurídica para que os direitos da população, que paga altos impostos, sejam garantidos, em confronto com os interesses dos professores? E o projeto de lei que regulamenta o direito de greve do servidor público, que está engavetado há mais de 24 anos no Senado?

EDGARD GOBBI

edgardgobbi@gmail.com

Campinas

Galardão

O governo mineiro reconheceu e gratificou liderança que invade e destrói. Liderança que serve a interesses próprios, nem sempre a serviço dos pretensos representados. Os membros da Apeoesp que tentaram invadir a Secretaria da Educação - prédio histórico que merece respeito e cuidados - talvez almejem honrarias similares, pois Fernando Pimentel e Fernando Hadad servem ao mesmo senhor. Ficamos na torcida para que a Medalha Anchieta não seja aviltada.

EDIMARA DE LIMA

lima.edimara@gmail.com

São Paulo

MENSALÃO

Extradição

Vejo no Estado de 25/4 que a Itália autorizou a extradição do mensaleiro Henrique Pizzolato e o fez com altivez e grandeza, sem dar o desconto pela negação do Brasil em extraditar o criminoso Cesare Battisti. Aliás, os petistas gostam desse tipo de gente. Lamento que somente o juiz de Minas Gerais tenha devolvido a Medalha da Inconfidência ao governo mineiro, para não se postar ao lado do cidadão Stédile, também autor de "malfeitos", como diz dona Dilma.

BENEDITO SILVÉRIO RIBEIRO

beneditosilverioribeiro@ig.com.br

São Paulo

NOVA PETROBRÁS, VELHA TRANSPETRO
 
A Petrobrás caminha para sua recuperação, conforme notícias publicadas na imprensa e conforme discurso do governo de que ela será uma nova empresa a partir das ações da Operação Lava Jato. Porém, na Transpetro, desde a saída do presidente Sérgio Machado, nada foi investigado. Suspeita-se do aumento patrimonial deste cidadão, e da diretoria financeira saiu o diretor Pastor Rubens Teixeira, suspeito de inúmeras irregularidades – mas seus gerentes regionais “obreiros” continuam intocáveis, o que pode levar a crer que o sucessor de Rubens Teixeira esteja mantendo o esquema criado pelo pastor. Presidente Dilma, se tem de limpar, que se limpe tudo!
 
Hosana Martins martinshosana2015@bol.com.br 
São Paulo
 
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SHOW DE MEDIOCRIDADE
 
O balanço finalmente auditado e divulgado do exercício de 2014 da Petrobrás, com os confessados R$ 6,194 bilhões de perdas com a corrupção, R$ 21,58 bilhões de prejuízo e R$ 44,55 bilhões de depreciação dos ativos, reflete bem o grau da “hiper herança maldita” que o PT deixa para o País. Infelizmente, estes 12 anos de poder petista entram para nossa história republicana como o maior “show de mediocridade” administrativa e de desprezo pela ética de que se tem notícia. Seu protagonista, Luiz Inácio Lula da Silva, ainda é idolatrado por alguns analistas que teimam em considerá-lo um gênio da política brasileira. A meu ver, ele está mais para um exímio camelô de produtos pirateados, cercado de camaradas e aliados picaretas para todos os lados. Conseguiu transformar em quadrilha esta gente de sua confiança, infiltrada nos altos cargos das nossas estatais e do Executivo, com o objetivo único de desviar recursos dos contribuintes. E, como apoteose deste “show de mediocridade”, o PT conseguiu a façanha de arruinar a nossa economia e quebrar a Petrobrás. Um escárnio! Pobre Brasil nas mãos do PT.
 
Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com
São Carlos
 
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BOA E MÁ NOTÍCIA
 
O balanço auditando apresentado pela Petrobras é uma boa notícia, mas o prejuízo nele apresentado é péssima notícia. A incrível e bilionária conta negativa mostra que, além da corrupção sistemática, a empresa sofreu brutal má gestão e danoso uso político. Apesar de a Petrobrás ter trocado toda a diretoria e o seu conselho deliberativo implementado novas práticas de governança, é preocupante saber que alguém que esteve à frente do seu conselho em 2006, foi ministra de Minas e Energia e chefe da Casa Civil durante os anos de irregularidades continua na Presidência da República e mandando muito por lá.
 
Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br                                     
Rio de Janeiro 
 
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A GRANDE RESPONSÁVEL POR TUDO
 
No Ministério de Minas e Energia, subordinando à Petrobras, Dilma Rousseff. Na Casa Civil, participando do Conselho Deliberativo da Petrobrás, Dilma Rousseff. Na Presidência da República, responsável tanto por um quanto pelo outro, Dilma Rousseff. 
 
Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br  
Monte Santo de Minas (MG)
 
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O VERDADEIRO PREJUÍZO
 
O maior prejuízo da Petrobrás não foram os bilhões roubados, mas, sim, a estarrecedora incompetência de sua gestão. Nem mesmo uma das maiores empresas do mundo poderia sobreviver a uma gestão criminosa, de má-fé, incompetente, de diretores e presidentes que colocam seus ternos e suas gravatas e passam o dia todo roubando, mentindo e fraudando. Se projetarem o que aconteceu com a Petrobrás para os 39 ministérios do governo Dilma, poderemos finalmente entender por que o Brasil nunca decolou como país e nunca vai decolar. 
 
Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br 
São Paulo
 
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PEGOU MAL
 
Pois é, além dos escândalos com a corrupção no País, embora o povo pareça não se incomodar muito com isso, temos ainda de ouvir do vice-presidente da República que “pegar bem não pegou”, numa referência aos desvios na Petrobrás. Por que não te calas, vice-presidente? Mas é isso aí, quando o povo não faz nada...
 
Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com 
Rio de Janeiro
 
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MIOPIA OU VISTA CANSADA
 
O sr. José Sérgio Gabrielli, ex-presidente da Petrobrás no governo Lula, tem hoje emprego público na Bahia. Foi premiado com o novo cargo por seus correligionários e vem tarde reconhecer e se desculpar por desvios ocorridos em licitações em sua época na presidência da empresa, para as quais alegou impossível constatação. O sr. Gabrielli usa óculos. Miopia ou vista cansada não justificam não ter visto o malfeito executado nas suas barbas. Nada mais adequado para esta argumentação do que o velho ditado: “O pior cego é aquele que não quer ver”. Com certeza, tem contas a pagar com o povo brasileiro que prejudicou com sua má conduta.
 
Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br 
Indaiatuba
 
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SEM GRAÇA
 
Onde está a “graça” nesta história toda da Petrobrás? Não tem “graça” nenhuma. Minar uma empresa em 12 anos só tem “graça” para os petistas. Para a população sobrará pagar a conta, sem “graça”. 
 
José Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com 
São Paulo
 
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BRASIL PIADA
 
Até há pouco, por represamento político de preços, o petróleo estava caro no exterior e barato no País. Agora, que o vento virou, está barato lá fora e mais caro aqui. O Brasil é ou não é piada para português rir?
 
J. S. Decol  decoljs@globo.com 
São Paulo
 
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SALVAR A PETROBRÁS (E O BRASIL) É PRECISO
 
Sou de uma geração que cresceu ouvindo que a Petrobras é nossa – do povo brasileiro – e que seria a grande alavanca para o desenvolvimento do País. Ao vê-la saqueada em R$ 6 bilhões pela corrupção e em outros R$ 15 bilhões pela incompetência, sinto-me diretamente roubado. O momento é de luto nacional. A Operação Lava Jato é apenas uma lanterna dentro da imensa escuridão moral que se abateu sobre os negócios públicos, políticos e a sociedade. Infelizmente, o Congresso Nacional, grande fórum que poderia atuar no deslinde do malfadado esquema de lesa-pátria, está combalido pelo envolvimento de parte de seus membros nos crimes e inconformidades a apurar. Oxalá, mesmo assim, ainda tenha condições de apurar os malfeitos, apontar os malfeitores e salvar o Brasil, sem que isso venha a causar a quebra da tão decantada e hoje vilipendiada democracia. Salvar a Petrobrás (e o Brasil) é preciso...
 
Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br
São Paulo
 
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MERA COINCIDÊNCIA 
 
Tem importância se foi a cunhada ou a irmã do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, quem estava sacando/depositando dinheiro de propina no caixa do banco? Os fatos gravíssimos são que ele é o segundo tesoureiro do PT acusado por montar esquema financeiro ilícito; que o petrolão começou praticamente durante o mensalão, o que caracteriza uma visão partidária que não vê nada de errado em propinas, lavagem de dinheiro e caixas dois. A pergunta: o aumento dos recursos do Fundo Partidário sem a implantação de reforma que coíbe tais crimes é solução ou apenas vai aumentar a farra com nosso suado dinheiro?
 
Omar El Seoud ElSeoud.USP@gmail.com
São Paulo
 
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PROFESSORES EM GREVE
 
No “Estadão” de sexta-feira vimos a foto de professores estaduais, há um mês em greve, usando máscaras e tentando derrubar a porta da Secretaria de Educação de São Paulo. Que professores são estes? Que conhecimento, educação, cidadania poderão transmitir a seus alunos? Triste país, formando um bando de alienados.
 
Sergio Cortez cortez@lavoremoveis.com.br 
São Paulo
 
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EXEMPLO DE QUÊ?
 
Os professores realmente merecem ganhar muito bem! Mas 75% de aumento? Francamente, sejamos realistas! O que se viu na quinta-feira na porta da Secretaria de Educação foi barbárie, inclusive por destruir patrimônio histórico. Que exemplo esses “professores” querem dar aos seus alunos? É assim, bem como fechar o trânsito com passeatas prejudicando quem trabalha, que pretendem granjear a simpatia da população? Será que não está na hora de deixarem de ser capachos da política do “quanto pior melhor”?
 
Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com 
São Caetano do Sul
 
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PROFESSORES, VÂNDALOS OU PELEGOS?
 
São de estarrecer a foto publicada pelo “Estadão” na primeira página do jornal de 24/5 e vídeos de noticiários sobre a forma como elementos queriam invadir a Secretaria da Educação. Não devem representar a classe, devem ser vândalos ou pelegos pagos pelo sindicato, pelo “modus operandi” e as bandeiras empunhadas. Pobres dos alunos que a este espetáculo assistem. Devem pensar que é dessa maneira que deverão se comportar na sala de aula. Por que os professores e alunos também não protestam contra a bagunça do Fies, que prejudica e desrespeita a todos? Onde está a UNE, por que não se manifesta? 
 
Fernando Pastore Junior fernandopastorejr@gmail.com
São Paulo
 
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TERCEIRIZAÇÃO DO TRABALHO
 
Uma pena que um assunto tão pertinente ao País – especialmente num momento em que se torna evidente a falta de competitividade de nossa indústria – e ao mercado de trabalho brasileiro seja obscurecido com um debate tão baixo, tosco e mentiroso. É obscurecido porque os principais artífices contrários ao projeto da terceirização são justamente as principais forças sindicais do País, que tendem a perder fatia (pequena, provavelmente) do ridículo imposto sindical, já que devem ser criadas novos sindicatos na regularização dos terceirizados, como o projeto prevê. Baixo porque ignora que a nossa teimosia em manter um modelo que foi criado há mais de 70 anos, que o regime de Vargas importou da ditadura de Mussolini, pintando com cores populistas no que hoje é considerado “direito”, se à época foi avanço na proteção, com o tempo e sua falta de atualização só engessou o País, congelando possibilidades de relações mais flexíveis e modernas e de benefício mútuo ao empregado e empregador. Ou seja, obscurece que, na realidade, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) atrasou o País, num momento do mercado de trabalho totalmente distinto do que evoluiu na segunda metade do século, que viu a emergência de diversos países da Ásia que tiraram mais de 1 bilhão de pessoas da miséria via globalização e pela sua entrada nas cadeias de produção mundiais. Idealmente, outros projetos deveriam avançar ainda mais na flexibilização da CLT, que não é “direito”, é atraso.
 
Luiz Eduardo Peixoto luiz.peixoto@usp.br 
São Paulo
 
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ESTACA ZERO
 
O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, ditou regras na pautação, tramitação e aprovação de um projeto sobre terceirização, encostado na Casa desde 2004. Um confronto claro com o governo federal. Mas, pelo visto, tudo volta à estaca zero. O presidente do Senado, que é do mesmo partido de Cunha, já anunciou que não tem pressa para a votação do projeto. Que, por sinal, não é nada do que está sendo falado em termos de defesa de direitos dos trabalhadores. É por estas e outras que a política tem um conceito diminuído perante a opinião pública. 
 
Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br 
Santos
 
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AS ESTATAIS E SEUS RICOS FUNDOS
 
Por décadas imperaram os chamados fundos de pensão das empresas estatais, em que uma série de mordomias foram concedidas, além do alto complemento de aposentadorias e pensões. Tudo praticamente criado e mantido com verbas das estatais, que na realidade são recursos públicos que deveriam ir para o Tesouro Nacional, beneficiando toda a população. Agora, como esses fundos estão começando a “fazer água”, tem de efetuar mais descontos dos empregados, e estes ainda reclamam – ressaltando que também a estatal faz mais aportes. Nenhum trabalhador comum goza de tal mordomia. A maioria dos aposentados só recebe do INSS, cujos valores em maior parte ficam em torno de um salário mínimo. Os governos sempre alegam grande déficit no INSS; o que dizer, então, dos constantes aportes das estatais nestes ricos fundos de pensão?
  
Heitor Vianna P. Filho bob@intnet.com.br 
Araruama (RJ)
 
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EM TEMPO DE DECLARAÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA...
 
Falando de ajuste fiscal, gostaria de saber se José Dirceu recolheu, dentro do prazo legal (30 dias) os 4% do Imposto sobre Transmissão de Bens Causa Mortis e Doações (ITCDM) sobre os R$ 1.083.694,38, que os 3.972 militontos arrecadaram para pagar a multa devida pelo mensalão. No caso, cabe ao donatário pagar a quantia – R$ 43.433,47. Se não pagou, já está atrasado, sujeito a juros e multas. Ou será que irão aliviar para o Super Zé, “o consultor”?
 
Claudio Juchem cjuchem@gmail.com 
São Paulo
 
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CRISE AUTOMOBILÍSTICA
 
Não é segredo para ninguém a crise que a industria automobilística vive no País, com seus pátios abarrotados de veículos. Em qualquer segmento, quando há grande estoque de produtos, as empresas costumam fazer promoções para que ocorra uma rápida desova. No setor automobilístico, entretanto, essa não é a regra. As montadoras “fingem” que fazem promoções, mas seus preços continuam iguais ou ainda maiores que os praticados na pré-crise. O consumidor brasileiro está ficando cada dia mais “esperto” diante de todas essas armadilhas. As “promoções” das montadoras vêm recheadas de engodos e de jogos de palavras que tentam enganar o cliente. Já está mais do que na hora de os veículos no Brasil terem preços mais civilizados, a exemplo do que acontece em outros países. Nosso carro é, no mínimo, 30% mais caro do que em qualquer outro lugar do planeta.
 
Elias Skaf eskaf@hotmail.com 
São Paulo
 
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NOSSA MÁFIA
 
Há 12 anos o PT compra votos por meio do Bolsa Família. Agora cria o Bolsa Congresso: o aumento triplicado da verba partidária. Em época de escassez, é um acinte ao povo brasileiro, que já está pagando a conta por um governo perdulário e incompetente. 44 entre cada 100 cidadãos brasileiros nem procuram emprego, tamanha a crise. O aumento do Fundo Partidário para mais de R$ 800 milhões parece dar certeza aos congressistas de que continuarão a enganar o povo com propagandas, enquanto aprovam tudo o que Dilma mandar. Ledo engano. Sugiro aos dirigentes dos movimentos pela internet que convoquem panelaços, mudança de canal e vaias toda vez que um partido invadir nossa casa com propagandas enganosas. Faremos a nossa propaganda: “Não reeleja ninguém”! Todo país tem sua máfia e a nossa está bem aí, no Congresso Nacional. Fora todos eles.
 
Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo
 
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FUNDO PARTIDÁRIO
 
Em 2006, o valor do salário mínimo era de R$ 350,00 e, em 2015, é de R$ 788,00. Variação nominal de 125%. Em 2006, o valor do Fundo Partidário era de R$ 118 milhões e, em 2015, será de R$ 868 milhões. Variação nominal de 636%. Enquanto o salário mínimo teve um aumento de 1,25 vez, o Fundo Partidário teve um aumento de 6,36 vezes no mesmo período de “ajuste”. “Ajuste fiscal” para os trabalhadores. E “ajuste imoral” para os políticos. E ainda falam que o salário mínimo é “inflacionário”! Essa discrepância ocorre num governo do “Partido dos Trabalhadores”, que abominava partidos políticos corrompidos e valorizava os “trabalhadores do Brasil”.
 
Ney José Pereira neyjosepereira@yahoo.com.br 
São Paulo
 
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NA FOGUEIRA DAS CAMPANHAS
 
Para a campanha eleitoral de 2010, os partidos políticos receberam doações da Construtora Camargo Correa, Andrade Gutierrez, JBS, Construtora Queiroz Galvão, OAS, BMG e Galvão Engenharia, totalizando R$ 200 milhões. As doações para a campanha de 2014 somaram R$ 1 bilhão, e R$ 430 milhões foram recebidos da JBS, Ambev, Bradesco, BTG Pactual, OAS, Andrade Gutierrez, UTC, Queiroz Galvão, Odebrecht e Vale, relacionando apenas as dez maiores. Dilma sancionou o aumento de verba do Fundo Partidário, que era de apenas R$ 289 milhões e agora é de R$ 867 milhões. Recursos que poderiam ser utilizados para a educação e a saúde do povo brasileiro, bilhões de reais são queimados na fogueira das campanhas eleitorais.
 
José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br
Rio de Janeiro
 
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AS PEDALADAS DE HADDAD
 
Segundo o prefeito Fernando Haddad, não existe nada de mais nas “pedaladas” fiscais da presidente Dilma no seu primeiro mandato, não existe crime algum. “Pedaladas mesmo vocês verão quando minhas ciclovias estiverem prontas”, ele deve pensar. Pedaladas quem não as dá, né não, presidente?
 
Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com
São Paulo
 
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TRISTE IMAGEM
 
A foto publicada à página B3 do “Estadão” de 20/4, de um emaranhado de postes e fios em rua do centro da capital paulista, é de envergonhar qualquer um. É uma imagem de nosso atraso econômico, técnico, urbanístico, político, social, cultural e o que de mais negativo e vexatório possa haver para simbolizar nossas tristes mazelas e nossas incompetências. A imagem é uma “metáfora visual” de nossa caótica e vergonhosa realidade.
 
Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br 
Campinas
 
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SACOLINHAS RECICLÁVEIS
 
Desde a época da vovó, nunca cobraram pela sacolinhas de supermercados no Brasil, até aparecer o atual prefeito de São Paulo, para exigir essa cobrança indevida da população   consumidora, mesmo sabendo do uso de propaganda estampada nessas sacolinhas.
 
Antonio de Souza D’Agrella antoniodagrella@yahoo.com.br
São Paulo
 
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COBRANÇA
 
O prefeito Fernando Haddad (PT) não atende à realidade. Sacolas de plástico são usadas em supermercados – que têm opção de sacolas reutilizáveis –, mas também em farmácias e drogarias, quitandas, no comércio em geral e por ambulantes, que estão fora da fiscalização prevista para as sacolinhas dos supermercados. Agora criou um custo extra: a Justiça, que por sinal se pronunciou permitindo sua cobrança (R$ 0,08, e não R$ 80, aventados pelo Procon) e o prefeito apoiou seus argumentos “bastante legítimos”. 
 
José Erlichman joserlichman@gmail.com
São Paulo
 
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AUTORIDADES QUE DESANIMAM 
 
Na semana que passou, duas autoridades deram exemplos que nos desanimam: a primeira, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que em resposta à Polícia Federal como que bateu no peito ao declarar que ele é o xerife que decide quem, onde e quando será ouvido o pessoal indiciado no “petrolão”. Uma reação que nos deixa a sensação de deixar uma brecha legal para os advogados dos envolvidos fazerem do “petrolão” uma  “pizzona”. Noutra ocasião, um juiz cassa a liminar que proibia a cobrança das “sacolinhas do Malddad” e diz que isso não acontecia antes porque era como “...uma praxe singela do comércio...”, o que nos dá a impressão de que ele vive noutro universo, porque o termo “singela”, usado por ele, é feminino e significa pureza, simplicidade, ingenuidade, o que decididamente não faz parte do dicionário dos empresários supermercadistas, que só não cobram o oxigênio respirado pelos consumidores em seus estabelecimentos porque ainda não conseguem medi-lo. 
 
Laércio Zanini spettro@uol.com.br 
Garça 
 
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SACOS E SACOLAS DE MALDADES
 
Coitada da sacola usada pelo comércio de modo geral e, em especial, nos supermercados para transporte dos produtos que vendem aos consumidores. Destes os legisladores não têm pena. Votam as leis onerando as populações nos mais diversos itens, livrando os “outros”. Não é de hoje que os supermercados querem vender mais um produto aos seus clientes, a sacola, que de maneira alguma é gratuita, como não são as demais embalagens plásticas do arroz, feijão, milho, açúcar, etc. Outros, nas bandejas de isopor mais o plástico que as envolve. Embutidos que são todos os custos de produção, transporte, impostos, encargos e taxas. Será que são biodegradáveis? Se forem, não se divulga nem se tenta incutir a diferença de uma para outra, como das tais sacolas dos supermercados que levam as logomarcas das próprias empresas. Assim, não se cogita nem se discute sobre as demais, até os sacos de lixo adquiridos para acondicionar o lixo residencial, comercial ou industrial. Muito produto não se degrada com facilidade. Lavoisier deixou uma lição: “Na natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma”. Para o bem ou para o mal. Cabe ao poder público providenciar com eficiência a coleta seletiva e ao povo se conscientizar da sua imperiosa colaboração. Na cidade de São Paulo o consumidor já paga R$ 0,10 por sacola. Outros municípios querem copiar o modelo, como em Campo Grande (MS), lançando esse custo no bolso de consumidor, já onerado com o aumento da energia elétrica em torno de 60% e outras cobranças recentemente criadas. A citar a inspeção veicular implantada no Estado a um custo de R$ 103,00, sacrifício pelo dispêndio financeiro e de tempo perdido nessa atividade improdutiva, pois que cabe ao poder de polícia retirar de circulação os veículos em mau estado. Cobrança, encargos e pouca eficácia, pois já pagamos IPVA e licenciamento. Os veículos sem condições continuarão circulando por desvios de conduta ou burla do condutor, como já flagrado em outras cidades onde alguém alugava pneus aos proprietários dos autos reprovados. Intervenções policiais com dez soldados da PM comandados por um oficial, reboque e instrumentos resolveriam, sem penalizar a sociedade como um todo. Administra-se pela exceção, a considerar que a maioria dos veículos transita em bom estado. A maldade/insensibilidade mais nova foi proporcionada pela Lei Estadual n.º 4.633, que fixa cobrança de 10% sobre todos os atos praticados pelos serviços notariais e de registros. Com essa medida os serviços dos cartórios, como reconhecimento de firma, escrituras e registro de imóveis, nascimento e casamento, ficam 10% mais caros. Receita que se destina ao Fundo Especial de Apoio e Desenvolvimento do Ministério Público. Ora, se cria mais uma cobrança, e de 10%, em momento tão difícil para o cidadão, com inflação fora de controle do governo central, sob crítica severa de renomados economistas e sentida pela sociedade a cada ida ao supermercado, onde repousa o meio de sobrevivência pelo alimento que consome.
  
Ernesto Caruso egcaruso@gmail.com 
Campo Grande
 
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‘SIMBÓLICO’?
 
Conforme informado pelo “Estadão” de 18/4, o juiz Rafael Bragagnolo Takejima permitiu a cobrança de sacolinha em São Paulo.  Segundo ele, o valor exigido é apenas “simbólico”. Alguns supermercados estão cobrando R$ 0,08 pela sacolinha plástica. “A procura é de 30 milhões de sacolas”, afirmou Roberto Brito, diretor da Extrusa-Pack Indústria e Comércio de Embalagens. Fazendo as contas, 30 milhões x R$ 0,08 dá R$ 2,4 milhões. Esse valor é “simbólico”?
 
Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net
São Paulo
 
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VENDA UNITÁRIA
 
Descobriu-se que as somas das contas d’água individuais em edifícios é bem menor que as contas quando coletivas. A mesma coisa se aplica às sacolas de supermercados. É uma enormidade de sacolas nos lares aumentando os custos da comercialização das mercadorias, o custo para a coletividade e contribuindo para a poluição da natureza. Se as sacolas forem cobradas por unidade, haverá uma brusca redução do consumo das mesmas, reduzindo os custos da comercialização e a agressão à natureza.
 
Alfredo M. Dapena alfredomdapena@gmail.com 
Rio de Janeiro
 
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O CARTEL DOS SUPERMERCADOS
 
Em função de uma legislação paulista desastrada, absurda e sem planejamento, os supermercados fizeram valer sua “força” para aumentarem suas margens, já elevadas, com a venda das sacolinhas plásticas. Antes da “nova lei”, agiam como qualquer outro negócio comercial, ou seja, as embalagens não eram cobradas adicionalmente do consumidor (o custo era embutido no preço das mercadorias). Agora, de forma ostensiva e até antipática (mesmo para clientes fidelizados), passaram a cobrá-las. Assim, os gastos com as antigas sacolas foram eliminados e o das “novas” vem sendo repassado através da venda. Por pouco dinheiro estão prejudicando a imagem do setor. Os demais ramos de negócio, como padarias, açougues, farmácias, sorveterias, etc. serão compelidos a seguir a regra dos supermercados e vender as embalagens separadamente das mercadorias. E por que os supermercados estão agindo dessa forma? Muito simples: eles têm o poder do cartel. Fizeram um “acordo”ou pacto na Associação Paulista de Supermercados (Apas) para que todas as redes cobrem as sacolinhas. Ninguém pode romper o “acordo” entre eles. Portanto, foi eliminada uma eventual concorrência (entre os que querem e os que não queriam cobrar). Lojas com comércio pequeno (uma única portinha) não estão cobrando as sacolas. Somente os “grandes”. Pior de tudo: estão estampando suas PROPAGANDAS nas sacolas. Você paga para receber uma publicidade indesejada e inútil. Por que não lançam o custo da sacola na verba de publicidade? Sem dúvida, o princípio (de cobrar pela embalagem) está equivocado.
 
Luiz Carlos Tripodo tripodo@uol.com.br 
São Paulo
 
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LIXO NAS RUAS
 
O sr. prefeito deveria sair do seu trono inventivo e verificar, antes de lançar as sacolinhas sustentáveis, a sujeira que a cidade está. Moro em Pinheiros, travessa da Rua Teodoro Sampaio, e me dá nojo, vergonha e tristeza topar com tanto lixo jogado pelas calçadas até perto das latas de lixo presas aos postes, a maioria, aliás arrancada. Se não houver uma campanha educativa e de civilidade pelas rádios e pela televisão, assim como nas escolas, isto é, uma campanha popular mostrando o que ocasiona a falta de respeito pela limpeza, como o entupimento bueiros, a criação de ratos e alagamentos, nada mudará. Primeiro Mundo? Falta muito. Sou pelo slogan “lugar de lixo é no lixo”, isto é, no recipiente devido, mas com a colaboração de todos os cidadãos.
 
Yeda Camargo Penteado 
São Paulo
 
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MAIORIDADE PENAL
 
A discussão em torno da maioridade penal vem trazendo à tona os mais diversos argumentos contra a sua redução. O mais infeliz, a meu ver, é o que usa a deteriorada situação de nossas penitenciárias para justificar que menores de idade (que podem votar...) continuem à solta cometendo os mais bárbaros crimes e acobertando aqueles praticados por bandidos maiores de idade. O famoso “sou de menor” já esgotou a paciência da população, virando tema de piadas. Ora, aqueles que se dizem “progressistas” argumentam que as prisões servirão de escolas do crime para os menores e que, para corrigi-los, bastam as medidas socioeducativas. Querem encobrir um problema com outro: nossas prisões são, de fato, depósitos de presos. É um problema a ser solucionado de forma independente do assunto “maioridade penal”. O que não se pode é utiliza-lo para deixar à solta estes delinquentes frios possuidores de longas fichas criminais.
 
Heleo Pohlmann Braga heleo.braga@hotmail.com 
Ribeirão Preto 
 
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DESEJO DA MAIORIA
 
O artigo do professor Denis Lerrer Rosenfield intitulado “A redução da maioridade penal”, publicado no “Estadão” em 20/4/2015, está em pleno acordo com o que exige a grande maioria dos brasileiros, 87%, conforme a última pesquisa da Datafolha. Como escreveu o autor do artigo, apesar de o eleitor com 16 anos pode votar para presidente da República e até mais, decidir, caso haja, com o seu voto, desempate para quem vai dirigir a Nação durante o próximo mandato (avalie-se bem esta real responsabilidade); mesmo se ele for emancipado, pode casar e constituir família, abrir conta em banco, abrir uma empresa, conforme legislação atual, só não pode responder pelo seu crime por estar protegido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O indivíduo com 16 anos é plenamente responsável pelos atos, não tem mais 6 anos. Os ainda contrários à redução da maioridade penal deveriam democraticamente se curvar e aceitar o desejo da imensa maioria do povo brasileiro, bem como a maioria dos nossos congressistas: que a idade penal seja reduzida para 16 anos. 
 
José Carlos de Castro Rios jc.rios@globo.com 
São Paulo 
 
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A ESQUERDA DESPREOCUPADA
 
Na expectativa de que ao menos uma parcela dos recalcitrantes esquerdistas possa mudar sua opinião, todos eles deveriam ler o recente e lúcido artigo “A redução da maioridade penal”, do professor Denis Lerrer Rosenfield (“Estado”, 20/4, A2). A respeito desse assunto, é curioso observar que a iracunda turma da esquerda não tem a menor preocupação em ocultar uma das piores características de seu DNA: democracia é somente aquilo que coincide com seus propósitos. O fato de a maioria absoluta da população ser favorável à redução da maioridade penal não vale, porque não é a sua opinião. Sobre ser também a OAB contrária à mencionada redução, trata-se apena da posição do comando da categoria, sem que seja esse o entendimento da maioria dos advogados.
 
Fausto Rodrigues Chaves faustochaves@uol.com.br
São Paulo
 
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TEORIA DA RELATIVIDADE
 
17 anos: menor infrator; 18 anos: criminoso. Na física nós aprendemos a teoria da relatividade. Eis aí a sua aplicabilidade fática. Como pode, num interregno tão exímio de tempo, um mesmo crime ser visto de maneira tão diferente? Isso é tão difícil de entender quanto a teoria da relatividade. Culpa do professor que está doutrinado a ensinar em Física 1 que, para verificar a massa de um corpo, usam-se duas medidas, a depender do bom humor.
 
Werly da Gama dos Santos gama_eamsc@yahoo.com.br 
Rio de Janeiro
 
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CIÊNCIA E SOCIEDADE
 
Apesar de haver assessores parlamentares especializados em questões científicas, as decisões políticas que se baseiam no conhecimento organizado e nas tecnologias existentes se pautam quase que exclusivamente pelos interesses partidários e até pessoais. Não bastam todos os estudos mostrarem ser baixa a participação de jovens em crimes mais graves, o índice de reincidência alto de quem está nas prisões em comparação com os jovens recolhidos às instituições, para criar a falta sensação que a diminuição da idade penal resolverá todos os problemas de segurança no País. É discutível, sim, porque o jovem pode votar e não ser preso, talvez mostrando que deva ser revogado o direito eleitoral ao invés de criar uma maioridade questionável. Se a ciência fosse mais ouvida – e compreendida –, teríamos decisões mais justas e realistas. E o mundo do faz de conta poderia ficar restrito à bela literatura que temos. 
 
Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com 
Lorena
 
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CHACINA EM SP
 
A ocorrência das chamadas “chacinas” se tornou, infelizmente, algo normal para a sociedade e os órgãos de segurança do Estado onde elas ocorrem. Em qualquer país civilizado do mundo, seria motivo de preocupação e intensa investigação das autoridades policiais. Aqui, justifica-se com a frase “foi acerto de contas do tráfico de drogas”. Quer dizer que a mensagem das autoridades é: os traficantes têm liberdade para matarem quem e quantos quiserem, e nós daremos a este ato abominável o nome de “chacina”. E eles ficaram livres, sejam traficantes, justiceiros ou qualquer outro nome que lhes seja dado.
 
Rafael Moia Filho rmoiaf@uol.com.br 
Bauru 
 
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PENA DE MORTE
 
Como o nosso antigo e desatualizado Código Penal não pune e não contempla a “pena de morte”, quando na realidade está mais do que viva no nosso “mundo” urbano do Brasil. Mata-se ou executa-se mais gente do que numa guerra civil. Saiba a principal causa: a impunidade! Isso por causa dos maus exemplos que recebemos das chamadas “autoridades”, que estão se tornando um dos maiores flagelos do povo brasileiro. Estamos nos aproximando do “caos” por causa do uso excessivo das drogas, quase liberadas em nosso país, e da falta absoluta de controle e facilidade da entrada de armas com poder de fogo enorme, que só deveriam estar em mãos de forças militares. Mas também, com um Legislativo inútil para os problemas dos cidadãos, como podemos imaginar o que nos espera?
 
Fernando Silva lfd.dasilva@2me.com.br 
São Paulo
 
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MINISTÉRIO PÚBLICO E O GLIFOSATO
 
Em matéria do “Estadão” da semana passada, li que o Ministério Público Federal (MPF) recomendou para que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprove o banimento do Glifosato (herbicida básico da agricultura mundial). Às populações urbanas, que não sabem do que se trata, o Glifosato é o herbicida básico do Sistema de Plantio Direto (SPD), que revolucionou a agricultura mundial e, principalmente, que permitiu a conservação dos solos tropicais, por não mais utilizar as técnicas de aração e revolvimento do solo – inerentes aos países de clima temperado. O produtor rural brasileiro, que já tem como inimigo o governo incompetente e locupletador do PT, ainda tem de se haver com as ameaças do MST, a milícia oficial do ex-presidente Lula, a Funai e todas as ONGs ecoterroristas que são apoiadas por atores famosos e que demonizam diuturnamente o agricultor brasileiro. Não bastando isso, o produtor agora tem de se preocupar com o Ministério Público, que se arvorou em versar sobre os ditames das pesquisas de herbologia que desenvolvem as indústrias de agroquímicos. Quando o alimento cessar, espero que os digníssimos membros do MPF empenhados nessa tarefa ofereçam à população receitas de Código Civil ao molho de clorofila, salada de folhas de Processo Civil ao molho de larvas selvagens e um steak de almofada de carimbo ao molho de tonner de impressora, com um leve toque de emolumentos.
 
Frederico d’Avila fredericobdavila@hotmail.com 
Capão Bonito

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