Fórum dos Leitores

LULOPETISMO

O Estado de S.Paulo

04 Maio 2015 | 02h03

Paciência de Jó

Em discurso inflamado no 1.º de Maio, Lula pediu à população que tenha paciência com Dilma Rousseff. A paciência é uma virtude, mas tem limite. Como podemos ter serenidade com alguém que mentiu descaradamente, tripudiou adversários e desrespeitou eleitores? Como ser complacente com uma presidente que não mediu esforços para pôr o Brasil na berlinda mundial como país corrupto, desgovernado e quase na falência? Como ser dócil com alguém que gastou o nosso dinheiro na campanha eleitoral e, em desespero de causa, nos manda a conta de volta em forma de aumento de impostos e tarifas? Como ser benevolente com quem corta verbas da educação, da saúde, dos transportes, etc., para tapar buracos orçamentários? Portanto, em vez de Lula suplicar paciência com sua pupila e devota, deveria, num ato de hombridade e honestidade, fazer mea culpa e pedir perdão por ter apadrinhado uma pessoa tão despreparada, sem o mínimo senso de administração pública, que nem vereadora foi, para comandar a Nação. Puro jogo de interesses, claro, mas o tiro saiu pela culatra.

SÉRGIO DAFRÉ

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

Chamando pra briga

De cara amarrada e atitude agressiva, no palanque da CUT, o ex-presidente Lula declarou, entre outras besteiras: "Mexeu com a Dilma, mexeu com muita gente deste país". Esqueceu que quem mexeu com muita gente neste país, principalmente com os trabalhadores, foi a própria Dilma? Por má administração ela quebrou o País, entre outros aspectos, ao permitir a dilapidação da Petrobrás. Como consequência, desempregou milhares de brasileiros. Em defesa da companheira Lula disse ainda ser "bom de briga". Então, o povo quer saber como ele vai enfrentar toda essa gente desempregada no segundo mandato do governo Dilma.

VALDY CALLADO

valdypinto@hotmail.com

São Paulo

Não tá bom

Uns pedem paciência, outros têm pressa. Mas não há de ter paciência com desemprego e inflação corroendo os salários. Como é que ficamos? Com pressa por mudanças!

JOSÉ PIACSEK NETO

bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava

O medo da 'zelite'

"O que me deixa inquieto é o medo da elite brasileira que eu volte para a Presidência", disse também o nosso loquaz ex-presidente. Ele que domine esse sentimento. Dois grandes pensadores suportam essa assertiva. De acordo com Einstein, tudo é relativo. E de acordo com o princípio da estabilidade na desgraça, do grande filósofo Tiririca, pior do que está não fica.

ALEXANDRU SOLOMON

alex101243@gmail.com

São Paulo

Vergonha na cara

O tagarela e boquirroto de sempre, com aquele seu discursinho raivoso, rancoroso, ressentido, surrado e malandro de incitar o ódio e a separação de classes entre a população brasileira, sempre visando a angariar o voto dos incautos e ingênuos, deveria ter algum decoro e vergonha na cara, recolher-se à sua condição de ex e deixar o País (ainda democrático) seguir o seu rumo.

PAULO RIBEIRO DE CARVALHO JR.

paulorcc@uol.com.br

São Paulo

De honestidade

Segundo Lula, as revistas brasileiras são um lixo e os jornalistas não têm nem 10% da sua honestidade. Podemos seguramente confirmar que Lula não lê, como ele mesmo disse anteriormente, nem sabe aritmética elementar.

ELY WEINSTEIN

elyw@terra.com.br

São Paulo

No popular

Se enfiar todos os jornalistas de duas revistas um dentro do outro - imaginem como - não dá 10% da honestidade dele, Lula... Então, se enfiarmos todos os envolvidos no mensalão e no petrolão, mais os chefões, um dentro do outro, resulta o quê? Um Al Capone mil vezes pior ou um monte do que o gato enterra?

LUIZ RESS ERDEI

gzero@zipmail.com.br

Osasco

Bravatas inúteis

Por que o ex-presidente Lula, em vez de fazer duras críticas à imprensa, não explica o desmedido crescimento do patrimônio dele próprio e de sua família nestes últimos dez anos? Esse inflamado discurso (feito no Anhangabaú em 1.º de maio) não passa de mais uma de suas costumeiras bravatas. Que não convencem mais ninguém.

ABDIAS FERREIRA FILHO

abmetall@terra.com.br

São Paulo

Despautério

Ouvindo o discurso do Lula tem-se a nítida impressão de que ele está à beira de um colapso nervoso. Foi inoportuno, desconexo e talvez etílico. Vamos aguardar os acontecimentos.

IVAN BERTAZZO

bertazzo@nusa.com.br

São Paulo

Lá e cá, a diferença

Enquanto o governo brasileiro criou 30 milhões de bolsas (mesadas) para famílias pobres, garantindo seu voto, o premiê britânico, David Cameron, promete 50 mil vagas em cursos e isenção do Imposto de Renda para ter o voto dos pobres, chamados "os feios, sujos e malvados". Já nossos pobres continuarão pobres, pois não lhes foram dados estudo, profissionalização, oportunidades. Agora, os ingleses... São coisas que Dilma não entende e Lula, propositalmente, também não. A diferença é de critérios, melhor dizendo, cultura e honestidade do governante.

FABIO FIGUEIREDO

fafig3@terra.com.br

São Paulo

PETROLÃO

Dallari e a Lava Jato

Desde que foi noticiado que a Petrobrás destruiu os registros originais (incluindo vídeos) das reuniões do conselho presidido por Dilma Rousseff espero uma manifestação de Pedro Dallari. Afinal, o grande homem da Comissão da Verdade ameaçou os militares que teriam destruído documentos comprometedores do governo militar, seguindo estritamente os regulamentos.

PAULO MELLO SANTOS

prsantos1952@bol.com.br

Niterói (RJ)

FUTEBOL

Ato institucional

O artigo do professor Miguel Reale Júnior (2/5, A2) é de leitura obrigatória para todos os dirigentes responsáveis pelo futebol brasileiro. Se aprovada a MP 671, editada por Dilma Rousseff, significará um AI-5 sobre a liberdade dos clubes e suas escolhas.

ADILSON MENCARINI

adilsonmencarini@uol.com.br

Guarulhos

MUITO ALÉM DA TERCEIRIZAÇÃO

A lei da terceirização da mão de obra não será suficiente para a diminuição do custo do trabalho nem do desemprego no Brasil. Ainda que a corveia e a peonagem (o barracão) e a escravidão sejam legalizadas, os trabalhadores brasileiros continuarão a ganhar salários baixos e os empregadores continuarão a gastar muito na tributação de salários e continuará a faltar recursos ao governo brasileiro. Os trabalhadores são obrigados a deixar 8% dos seus salários no FGTS, com rendimento abaixo da inflação. Os empregadores pagam ao governo a contribuição previdenciária de seus empregados, cuja alíquota é altíssima e o seu valor não é capitalizado. O valor da retribuição previdenciária (vulgo benefício) aos trabalhadores em sua velhice é pífio. E o INSS tem um déficit astronômico. Enquanto isso, o Estado brasileiro remunera vitaliciamente seus ex-funcionários. E os funcionários das empresas estatais receberão dois salários de aposentadoria. Um do INSS e outro, do fundo de pensão. Mas a baixa remuneração dos trabalhadores, a alta alíquota da previdência social e a sua não-capitalização, o déficit astronômico do INSS, a vitaliciedade dos salários dos funcionários públicos (e o seu consequente rombo astronomississímo no erário estatal) e a falência dos fundos de pensão das empresas estatais são cláusulas pétreas.

Ney José Pereira neyjosepereira@yahoo.com.br 
São Paulo

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A INGENUIDADE DA OPOSIÇÃO

A terceirização generalizada é suficiente para derruir os fundamentos básicos do direito do trabalho. Não se trata de conflito entre o projeto e nosso diploma legal regente predominantemente das relações capital-trabalho (CLT). Trata-se de arrostar, por via oblíqua, todo um sistema de direito, construído para permitir a convivência social e política após os horrores do capitalismo primativo, não só no Brasil, mas em todo o mundo ocidental. Uma bomba contra esse sistema secular foi lançada na Câmara dos Deputados. Causa espécie que o PSDB tenha fechado questão e abraçado a bomba, assim como políticos experientes, como Roberto Freire. A oposição míope não percebeu que deu à presidente Dilma, em baixa, oportunidade para emitir um veto histórico e superar seu divórcio da classe trabalhadora. 
 
Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br 
São Paulo

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A ATUAÇÃO DO PMDB

Num cenário de descrença total com o atual governo da presidente Dilma Rousseff, e da grave crise econômica que o País atravessa, a atuação do PMDB   no comando do Congresso Nacional e da articulação política, com o vice-presidente Michel Temer, é a tábua de salvação dos brasileiros. Só nos resta torcer para que o desacordo entre a Câmara e o Senado (27/04, A3) sobre o Projeto de Lei n.º 4.330, da terceirização de serviços, seja contornado o mais rápido possível, e o PT continue permanecendo como  um simples coadjuvante.      

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com 
Campinas 

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CHEGA DE TUTELA!

Enquanto o Brasil tem estagnada a produtividade de seus trabalhadores e as menores taxas entre os países industrializados, os políticos brasileiros continuam dando a ênfase eleitoreira à questão da terceirização e não discutem o seu objetivo maior. Somente veem a questão sob o lado do trabalhador tutelado, e não sobre a visão do trabalhador, que precisa ser desenvolvido. Querem que o trabalhador continue improdutivo e protegido pelo manto da Justiça do trabalho, que tem como matéria-prima súmulas e decisões paternalistas. Outros alertam sobre o risco de que os empresários aproveitadores possam burlar os direitos trabalhistas com base num pressuposto equivocado e até injusto, já que ao mesmo tempo desacredita a Justiça do Trabalho e as empresas médias e pequenas que são as que mais empregam no País. Nada disso contribui para o entendimento da questão, mas somente acirra disputas políticas ideológicas fora de época, que promovem a improdutividade, por meio da tutela ampla geral e irrestrita nas relações de trabalho. A terceirização por especialidade tem como objetivo melhorar a eficiência das atividades de uma empresa, liberando-a para cuidar melhor as suas atividades estratégicas e de controle. Com isso, pode criar e desenvolver melhor os seus produtos e processos, reinventado-os, pesquisando e criando empresas tecnologicamente mais avançadas e mais produtivas. Não é muito difícil de entender que  o compartilhamento de suas a atividades com outras empresas menores e especializadas descentraliza a responsabilidade do executar, transfere o desenvolvimento dos trabalhadores para muitos e, consequentemente, melhora o resultado da empresa e a produtividade do  trabalhador brasileiro. Isso significa gerar riquezas e profissionais mais desenvolvidos e preparados para o mercado. Em vez de ficar contra, o governo e seus aliados políticos deveriam incentivar a colaboração das pequenas e médias empresas, que podem cumprir o que o governo não consegue fazer. Desenvolver mão de obra especializada brasileira de forma sistêmica e continuada. Mas, se, mesmo assim, não entendem, somente nos resta pedir: deixem as empresas trabalharem. e chega de tutela!

Manoel Sebastião de Araújo Pedrosa link.pedrosa@gamil.com
São Paulo

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O EFEITO SOBRE O CONSUMIDOR

Tenho lido a respeito do tema terceirização do trabalho e noto grande preocupação, na discussão, sobre os problemas dos benefícios sociais e das leis trabalhistas, em relação aos trabalhadores. Mas não vejo nenhuma preocupação com os consumidores. A terceirização das atividades-fins quebra o vínculo direto entre o empregador e o empregado, com consequências diretas sobre a qualidade do serviço, que acabará afetando a ponta do processo, que é o consumidor. Acho que ninguém está pensando nisso.

Cláudio Ruggiero ruggiero@uol.com.br 
Barueri

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QUEM SE ARRISCA?

Ser empregado no Brasil é moleza, tendo a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) como mãe e a Justiça do Trabalho como pai (paternalista). Agora, quero ver quem tem coragem de deixar o emprego e abrir um negócio próprio, com a legislação vigente no País.

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br 
Americana

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OS PONTOS DE MARTA SUPLICY

As críticas da senadora Marta Suplicy ao PT, sobre as quais fundamentou sua saída do partido, são absolutamente procedentes. No entanto, justiça seja feita, não se pode negar a altamente provável influência de dois fatores importantes na sua decisão: o fato de ter sido preterida na última eleição para prefeitura da capital em favor de Fernando Haddad e o aceite de filiação ao PSB com a condição de ser a candidata deste partido às próximas eleições municipais em São Paulo. É ingenuidade acreditar que Marta Suplicy seja capaz de dar ponto sem nó. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com 
São Paulo

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ADEUS AO PT

É no mínimo estranho que, após 33 anos de militância petista, incluindo a fase do mensalão, a senadora Marta Suplicy queira agora deixar o partido usando como álibi a corrupção. Ficam notórios o interesse da senadora, preterida em seu partido do coração e da alma, e a filiação a outra sigla para voltar à Prefeitura de São Paulo. Não sei se legalmente, mas moralmente o PT tem direito a sua cadeira no Senado.

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br                                     
Rio de Janeiro 

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MEMÓRIA PAULISTANA

Se a sra. Marta Suplicy acha que o povo paulistano se esqueceu das taxas impostas por ela e dos inúteis e superfaturados túneis que ela construiu, está muito enganada. Nós, paulistanos, temos memória – parece que esquecida quando da eleição do sr. Fernando “ciclovia” Haddad (PT), mas que não o será se a referida senhora tentar se candidatar à Prefeitura de São Paulo novamente. E não adianta nada simplesmente mudar de partido – ela não engana mais ninguém.

Roger Cahen rcahen@uol.com.br 
São Paulo

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DIFÍCIL CAMINHADA

Para que Marta Suplicy conquiste corações paulistanos, já que sonha se candidatar a prefeita em 2016, porque tem uma das maiores rejeições do Estado, terá de fazer um intensivão com psicopedagogos, psicocorporal, psiquiatras e tantos outros psicos, para melhorar em tudo. Fala, gestual, interpretação corporal, antipatia crônica e tantos outros trejeitos que fazem dela uma provável rejeitada. Ah! E justificar por que foi petralha até ontem, quando fez festa para apoiar mensaleiros. Difícil caminhada, Marta!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

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VELHO DITADO

Para Marta Suplicy, que abandonou o PT na última semana, bem que dizia meu sábio avô: “Antes tarde do que nunca”.

Celia H. Guercio Rodrigues celitar@hotmail.com 
Avaré

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A POLÊMICA DAS SACOLINHAS

Retornando ao polêmico assunto das sacolas biodegradáveis, que essa característica pouco ou nada têm, que os supermercados foram obrigados a utilizar, porém quem as paga é o consumidor, é bom que todos saibam que só existe uma empresa no Brasil que produz a película para fabricação das sacolas e está sediada em São Paulo: a Braskem, uma empresa química e maior petroquímica das Américas. Casualmente, foi a maior financiadora da campanha do nosso prefeito, Fernando Haddad, nas últimas eleições. Será coincidência ou mera casualidade? 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br 
São Paulo

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SACOLAS PLÁSTICAS

O “bode” de Haddad está fedendo nas gôndolas. Contra a fedentina,  o “aerosol” da Justiça...

A.Fernandes standyball@hotmail.com
São Paulo

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A COLETA CORRETA

A incomPeTência é a marca registrada de vários políticos, pois, vejamos: as tradicionais sacolinhas  do comércio em geral é por si só reciclável. O correto seria embalar exclusivamente o lixo orgânico, fraldas e papel higiênico usado a ser coletado tradicionalmente. Em pontos estratégicos, colocar caçambas exclusivamente para material não orgânico, a ser coletado pelas empresas de reciclagem. Aí, sim, a população teria de adquirir sacolas biodegradáveis nos próprios supermercados ao preço de custo. Creio que com esse procedimento a população iria colaborar para uma cidade menos poluída.

Wilson Lino  wiolino@yahoo.com.br 
São Paulo

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PROMOÇÃO

Em nosso país tudo é difícil, mesmo quando parece fácil. A discussão sobre as sacolinhas está em pauta novamente. Já tem supermercado colocando as ditas-cujas em promoção, apenas R$ 0,3. Isso que podemos chamar de promoção...

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com 
Jandaia do Sul (PR)

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CONTINUO ESPERANDO

Para quem, como eu, nasceu durante a Grande Guerra, foi contemporâneo das duas únicas bombas atômicas detonadas contra a população civil, viveu situações emocionantes, como o desembarque do homem na Lua, um brasileiro em órbita, o pentacampeonato e outras situações inéditas, tem agora a alegria de estar prestes a participar de novo marco: o “Acordo das Sacolinhas”. Com certeza, isso será o início da retomada rumo ao país do futuro, que aguardo desde 1950, quando ingressei no curso básico. Como somos ridículos.
 
Carlos Gonçalves de Faria sherifffaria@hotmail.com
São Paulo

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REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL

Se não se deve reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos, conforme argumenta dr. Carlos Ayres Britto em seu artigo “Maioridade penal – a marcha à ré proibida” (26/4, A2), por que não incluir cláusula  na Constituição vinculando crimes cometidos por menores a um maior comprovadamente envolvido ou incentivador do ato: pai, irmão ou comparsa de gangue? Sempre há um ou mais. Assim, com a punição correspondente garantida em quem está por trás, acabariam ou diminuiriam os crimes blindados com a desculpa “sou di menor”. Algo tem de ser feito para impedir essa brecha na Justiça que permite a impunidade e tanto aflige o povo honesto. Não podemos continuar tendo bandidos “di maior” se safando ao se esconder atrás dos “di menor”!
 
Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br
São Paulo

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CONSIDERAÇÕES

Com todo o respeito que dedico ao sr. Carlos Ayres Britto, pelo seu enorme saber, permito-me tecer umas pequenas críticas ao seu artigo “Maioridade penal – a marcha à ré proibida”. 1) O fato de nossa constituição determinar a idade de 18 anos como o limite para a maioridade não implica que isso tenha algum valor fisiológico ou sociológico. É puramente arbitrário. 2) Não existe explicação racional do por que se trata “do princípio fundamental da dignidade da pessoa humana”. 3) No Brasil, o menor que mata comete “ato infracional”, análogo a um assassinato. Gera, portanto, um corpo análogo a um defunto. 4) Com tanto raciocínio circular, o sr. Ayres Britto deveria propor a maioridade penal em 25 anos,  idade em que, diz a fisiologia humana, as áreas pré-frontais (responsáveis pela capacidade de julgamento, etc.) estão maduras. Assim, acabaríamos com quaisquer discussões, todos poderiam matar e roubar até essa idade e esvaziaríamos nossas prisões, não arriscando, assim, a aprovar alguma medida “tendente a abolir” alguma cláusula pétrea.

Antonio Sergio Ferreira Baptista asbaptista@terra.com.br 
Joinville (SC)

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CLÁUSULA PÉTREA

Dizer que a maioridade penal é uma das cláusulas pétreas da Constituição é declarar que a evolução não faz parte do ser humano. Um país que mantém cláusulas pétreas na sua Constituição está fadado ao subdesenvolvimento.

Toshio Icizuca toshioicizuca@terra.com.br 
Piracicaba

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IDADE PENAL

Vai minha pergunta ao Exmo. sr. Carlos Ayres Britto, o que faremos, ou melhor, o que os srs. podem fazer pelo nosso país? Ou devemos amargar a própria justiça lavando as mãos? 

Sergio Felipe Ferreira de Lima sergiofelipe@icloud.com 
São Paulo 

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SEM UTOPIAS

Creio que a maioridade penal, com os cuidados pertinentes, deve ser reduzida, e já, até para preservar as possibilidades de futuro aos jovens, pelos conhecidos fatos inerentes. Temos de pensar, prioritariamente, na preservação da vida, das famílias e pessoas de bem, e, em paralelo, criar programas socioeducativos que construam horizontes promissores aos mesmos. Sem utopias.

André C. Frohnknecht caxumba888@gmail.com 
São Paulo

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INGENUIDADE

Falar que, se nossos “di menor” tivessem recebido uma instrução escolar adequada, num ambiente de qualidade de vida que possibilitasse maior participação dos pais em sua educação, livres de influência do tráfico e da mídia de apologia criminosa (novelas) é falar o óbvio. Neste mundo moderno, chamar estes “di menor” de crianças é pura ingenuidade, é no mínimo um atraso de um século.

José Domingos Batista jbd.13@hotmail.com 
São Paulo

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MANIQUEÍSMO

Um clima maniqueísta tomou conta da discussão a respeito da escalada da criminalidade infanto-juvenil. Alguns dominados por compreensível revolta desejam a imediata redução da maioridade penal. Apostam na repressão como arma de defesa social. Entendendo que seria uma ação positiva e imediata para reduzir a criminalidade praticada por menores. Porém alguns criminalistas renomados entendem que a mudança não pode ser feita simplesmente através de uma PEC ou Projeto de Lei, não será possível, seria inconstitucional por se tratar de uma cláusula pétrea contida na Constituição de 1988. A PEC está sendo discutida é de 1993. São 22 anos em que o Congresso se omite covardemente em tomar decisão. A discussão é polêmica e envolve opiniões de peso como as dos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso “FHC”, Luiz Inácio da Silva e da presidente Dilma Rousseff entre outros que dizem ser uma medida inconstitucional. Ninguém suporta mais tanta violência, porém será que reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos vai mesmo reduzir a violência? Outros países já o fizeram e tiveram de voltar atrás tempos depois pelo fato da medida não ter surtido o efeito esperado, então por que aqui seria diferente? Por que tratar da redução da maioridade penal quando sabemos que temos outros problemas mais urgentes a serem debatidos e aprovados no Congresso Nacional como a reforma política e até mesmo o ajuste fiscal para tirar o país do atoleiro que se encontra, entre dezenas de outras que estão engavetadas há anos. A redução de 18 para 16 anos  é inútil para reduzir a violência, pois a taxa de reincidência nas penitenciárias (70%) é muito maior que no sistema socioeducativo (abaixo de 20%). E os adolescente são muito mais vítimas do que autores da violência (0,02% dos jovens). Mas não é isso que vem ao caso aqui. O que considero importante  para a classe trabalhadora é que ela é a única destinatária da redução da maioridade penal. Sabemos que nosso sistema prisional é feito sob medida para punir prioritariamente os setores mais vulneráveis da sociedade: “pobres, negros e prostitutas”?

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com 
São Caetano do Sul

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COLÔNIA DE PORTUGAL

Difícil dizer o que é pior: a impunidade absoluta ou uma pessoa ficar seis meses na cadeia sem julgamento nem condenação. O sistema judiciário brasileiro tem se mostrado incapaz de acompanhar o ritmo dos criminosos ou dos agentes da polícia. O ladrão rouba em instantes, a polícia tem prendido com admirável rapidez e o Judiciário continua demorando demais, não resolve nada, nunca, pede vistas eternas dos processos, que se tornam intermináveis. Como ninguém quer a volta dos militares, talvez fosse o caso de o Brasil voltar a ser colônia de Portugal, pois com as próprias pernas este país não anda. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br 
São Paulo

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PUNIR ‘MENOS E MELHOR’

Na notícia do “Estadão” de 29/4 que diz que “lei severa não muda a realidade, diz professor de Direito Penal”, o dr. Alexis Couto de Brito, doutor pela USP e professor do Mackenzie, afirma que a Justiça deveria punir “menos e melhor” e inclusive dá dicas de estudo da área para o exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Respeita-se a sua opinião, mas, na atual conjuntura, já atingimos níveis muito além do normal no que tange à criminalidade, com leis como a n.º 12.403, que privilegia a todos que cometem qualquer tipo de crime, até em “flagrante” delito... O que significa punir “menos e melhor”, quando ninguém é punido, já punimos bem menos, então só fica faltando o “melhor”. O que significa “melhor”, como entender? É preciso esclarecer “melhor”.
 
Fernando Silva lfd.dasilva@2me.com.br 
São Paulo

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A EXECUÇÃO NA INDONÉSIA

O caso da execução do brasileiro na Indonésia precisa ser analisado sem demagogia e sem hipocrisia. As leis da Indonésia são claras e rigorosas. Não há a menor possibilidade de perdão para quem entrar no país com drogas. Não é correto nem inteligente sustentar discussão criticando e  insultando a soberania da Indonésia simplesmente porque aquele país tem leis duras e exemplares e não abre mão delas. Quem entra na Indonésia fica logo sabendo que lá traficante não se cria. O governo brasileiro erra ao insinuar que pretende estudar retaliações econômicas à Indonésia. O Brasil agiria bem, teria o apoio da coletividade, se também agisse com rigor e precisão cirúrgica contra bandidos, assassinos, traficantes, sequestradores e pedófilos. Corja imunda de ordinários que destroem famílias.  Não demora estão soltos e impunes. Com um porém: se as leis brasileiras fossem enérgicas e fuzilassem traficantes, sem demora acabaria o estoque de balas no País.  

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com 
Brasília

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BRASIL CÍNICO

Antes de condenar a execução de um traficante, seja ele brasileiro ou não, dever-se-ia raciocinar melhor: afinal de contas, não é o dito traficante um executor, um assassino no médio e no longo prazos? Quantos milhares de viciados e pessoas com ele envolvidos não foram “executados” pela droga traficada? Esta mania de acobertar certos crimes em nome de um “coração bonzinho” é que nos torna, de certa forma, cúmplices de tal barbaridade. A pena capital, em casos de tráfico, estupro, sequestro e latrocínio deveria ser aplicada sem perdão. No caso do recém fuzilado brasileiro (entre outros, note-se), nosso traficante também concorreu para que inúmeras pessoas jogassem suas vidas pela janela. Mas irritante mesmo é ver a gerentona a querer meter-se com a legislação de um país onde se aplica a pena de morte para o criminoso do tráfico. Bem, considerando que no Brasil “educador” o criminoso preso recebe salário superior ao mínimo pago a quem realmente trabalha, só há que concluir: Brasil, capital Cinismo.

Floriano S. Pacheco fpacheco3@gmail.com 
Águas de Sta. Bárbara

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PENA CAPITAL

Que providência  o governo brasileiro deveria adotar depois da execução de Rodrigo Gularte, condenado na Indonésia? Na minha opinião, adaptar o nosso Código Penal para aplicar a mesma pena capital aos traficantes de drogas presos em flagrante em território brasileiro.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 
Monte Santo de Minas (MG)

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TRAFICANTE CONDENADO

Alguém poderia me dizer se na Indonésia a droga corre solta, se existe político corrupto e muitos menores infratores? Com essas informações eu saberia lhes dizer quem é que está certo, se nós ou se eles.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com
São Paulo

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A INDONÉSIA E AS DROGAS
 
Os que são contra a pena de morte para traficantes deveriam passar uma semana na cracolândia de São Paulo, convivendo com os mortos-vivos, resultado das nossas fronteiras escancaradas pela falta de verba para o Exército, a Marinha e a Aeronáutica. É a política da boa vizinhança com os países produtores de cocaína e maconha que engorda o seu PIB e cria milhares de empregos graças à desgraça da juventude brasileira e do resto do mundo. Pena de morte, sim, e abate dos aviões que transportam drogas. Falar é fácil, mas será que o Sivam ainda funciona? Será que os supertucanos têm combustível e munição? Será que a “presidenta” autorizaria o abate de um monomotor boliviano, colombiano, venezuelano? Ou o afundamento de barcos suspeitos pela Marinha? Nunca! A política da boa vizinhança entre os bolivarianos ou comunistas de m... não permite que a presidente eleita proteja seu povo, mais uma razão para a sua saída do poder.
 
Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br 
Osasco

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DO DINHEIRO FÁCIL ÀS CRACOLÂNDIAS

Todos se revoltam contra a execução dos traficantes de drogas pegos pela Indonésia e, no momento crucial em que são executados (diga-se de passagem, “justamente”), todos ficam com pena dos mesmos, condoem-se pelo seu fim e, numa demonstração da fragilidade  da consciência humana, perdoam-nos por todos os males que estes verdadeiros “mercadores” do vicio, do monstruoso efeito e, por fim, da morte que essa verdadeira maldição em forma de pó causa em nossos filhos, netos, amigos e milhares de pessoas que por infelicidade e por fraqueza são levadas a ela. Se essa mesma pena fosse aplicada no Brasil, acredito que teríamos muito menos problemas com drogados, nossos filhos não seriam obrigados a viver sitiados por “cracolândias” e cercados por traficantes querendo encaminhá-los ao vício para ganhar dinheiro fácil. Quanta infelicidade e morte houve por trás de 6 kg ou 13 kg de cocaína? Só Deus sabe e Ele que se apiede também da alma daqueles que renunciam a uma vida de trabalho, estudo e sacrifício, como a maioria dos homens de bem, em troca do comércio fácil do “pó maldito”. Eu não tenho pena deles...

Corrado Vallo cvallo@omel.com.br 
São Paulo

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CRACOLÂNDIA

Parabéns, prefeito Fernando Haddad, por ter feito da cracolândia um campo de refugiados de drogados. Contei três viaturas da Polícia Civil metropolitana cuidando para que as pessoas possam se autodestruir em paz. Só falta ser atração turística da cidade para mostrar o exemplo de degradação do ser humano.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com   
São Paulo

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A FRONTEIRA COM A VENEZUELA

A Polícia Militar do Rio de Janeiro disse que o pesado armamento dos marginais está entrando pela Venezuela. Por sua vez, a Polícia Federal, a quem cabe combater isso, disse que não rastreia o que vem daquele país. Deveria. Será ordem do PT e do Palácio do Planalto para não incomodar o “cumpanhero” Maduro? Muito estranho isso.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com 
Rio de Janeiro

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MICHEL FOUCAULT

Inadmissível a decisão do conselho superior da Fundação São Paulo de rejeitar a criação da cátedra Foucault na Pontifícia Universidade Católica (PUC). Um dos maiores pensadores do século 20, Foucault traz importantes contribuições para a rediscussão do elo entre religião-ciência, tema este objeto do colóquio Deus e a Ciência ocorrido na França em abril, voltado para as ressonâncias entre o sagrado, o nascimento do universo e a criação do mundo.

Edgard de Assis Carvalho, professor titular de Antropologia, representante brasileiro da cátedra itinerante Unesco Edgar Morin edgardcarvalho@terra.com.br 
São Paulo

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A IMAGEM DO EXÉRCITO 

Poucos dias atrás foi noticiado que 50 militares do Exército auxiliariam as equipes da Prefeitura de São Paulo no combate à epidemia de dengue. Intrigado com o efetivo relativamente pequeno, constatei que, em realidade, os militares acompanhariam as equipes de modo que as pessoas reticentes à entrada das mesmas em suas residências, ao perceberam a presença do militar, dariam tal permissão. Agora leio que a Prefeitura de Salvador requisitou o auxílio do Exército para ajudar a convencer as pessoas que moram nas áreas de risco da cidade a abandonarem as suas casas. A justificativa é, basicamente, a mesma: a população confia nos homens e nas mulheres das Forças Armadas. As pesquisas comprovam tal assertiva há algum tempo, colocando-as em primeiro lugar, mesmo com a quase permanente campanha negativa conduzida pelos adversários de ontem e de sempre.
 
Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com 
Rio de Janeiro

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EPIDEMIAS

São Paulo agora tem duas epidemias: dengue e implantação de ciclovias.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br 
São Paulo

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SEM PLANEJAMENTO

A implantação de ciclovias em São Paulo está muito mal planejada, pois sufoca a cada dia o caótico trânsito, uma vez que a maioria se concentra no leito carroçável de ruas, reduzindo espaço para a circulação de veículos. O correto deste projeto deveria ser com vista aos canteiros centrais das grandes avenidas, bem como ao redor ou interior de algumas praças e parques, locais mais apropriados e  que também evitariam constantes acidentes a usuários. Onde está a visão desta trôpega administração petista?

João Rochael jrochael@ibest.com.br
São Paulo

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HOSPITAL SÃO PAULO

Mais uma obra do governo bravateiro petralha (“Preservar o Hospital São Paulo, 1/5, A3). Todos devem se lembrar de há alguns anos, quando certo bravateiro ex-presidente andou dizendo que o governo federal iria montar em São Paulo uma estrutura de atendimento de saúde em torno do Hospital São Paulo para mostrar aos paulistanos como se trata a saúde, em competição com o serviço estadual prestado. Pois é, os paulistas nunca acreditaram. Está explicado ou querem que desenhe? 
 
Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@Hotmail.com 
São Paulo

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