Fórum dos Leitores

ROCK IN RIO

O Estado de S.Paulo

27 Setembro 2011 | 03h08

Capital Inicial

Parabéns aos meninos do Capital Inicial. Patriotas ao extremo, puxaram o coro de 200 mil pessoas em justa homenagem ao grande presidente do nosso Senado. Que beleza, 200 mil votos menos!

MAURICIO VILLELA

mauricio@dialdata.com.br

São Paulo

'Que País é Esse?'

Eu adoraria ter estado lá para aplaudir o Dinho da banda Capital Inicial, que fez uma "justa" homenagem ao "ilustre" Sarney. Parabéns, Dinho, só com atitudes como a sua a massa pode acordar e começar a exigir um país menos corrupto e mais justiça social.

M. CARMEN DEL BEL T. GOULART

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

CORRUPÇÃO

A ética no inferno

"Quero que a ética vá para o inferno", disse o ministro Paulo Bernardo a Ethevaldo Siqueira (TCU não assusta ninguém, 25/9, B14), quando perguntado sobre uma licitação viciada na pasta que dirige. Representa bem a atitude do governo que temos tido há mais de oito anos. É dito que a presidente tem feito faxina. Tem, mas somente tem pegado a vassoura após o lixo ter sido a ela mostrado em forma e em cores pela mídia. Será que um dia fará a faxina por iniciativa própria?

WILSON SCARPELLI

wiscar@estadao.com.br

Cotia

Merecemos...

Inacreditável a atitude do tipo "a opinião pública que se lixe" do ministro Paulo Bernardo, ao declarar a Ethevaldo Siqueira: "Quero que a ética vá para o inferno". Nós merecemos... Somos mesmo um bando de cordeirinhos que escuta caladinho impropérios dessa natureza! Perdemos totalmente nossa capacidade de nos indignarmos, haja vista o reduzido público presente ao ato contra corrupção no Rio na semana passada. Por outro lado, como bem salientou recentemente um jornalista espanhol, somos capazes de reunir multidões para o futebol, o carnaval, a parada gay, etc., etc...

FRANCISCO E. SOARES

f.e.soares@terra.com.br

Campinas

ESCLARECIMENTO

Medina e Carreira Alvim

É falsa, absolutamente falsa, a afirmação constante do editorial O Supremo e o futuro do CNJ (26/9, A3) de que, na "época do julgamento de Medina e Carreira Alvim", eu teria, como "presidente do órgão", defendido - "sem sucesso (sic) - que os processos ficassem sob responsabilidade das corregedorias do STJ e do TRF da 2.ª Região e que a sessão fosse sigilosa, para não constranger os acusados". No Conselho Nacional de Justiça (CNJ) não participei, de nenhum modo, do processo administrativo, nem do julgamento dos juízes Medina e Carreira Alvim, nem manifestei, a quem quer que seja, opinião a respeito de uma e de outra coisas. O julgamento foi presidido pelo vice-presidente, ministro Ayres Britto. E essa deliberada distância do caso foi adotada pela boa razão de que pretendi evitar que minha posição como supervisor do inquérito policial, que como relator acompanhei e fiscalizei no Supremo Tribunal Federal (STF), interferisse de alguma maneira na condução e no julgamento do processo administrativo perante o CNJ. E esclareço mais, como contribuição à verdade, a que todos devemos reverência, que, para aposentar compulsoriamente aqueles dois magistrados, o CNJ não produziu nenhuma prova decisiva, senão que se baseou no meu voto de relator e nos elementos coligidos no inquérito policial, que deu suporte ao recebimento da denúncia na ação penal ainda em curso no STF!

CEZAR PELUSO, presidente do STF e do CNJ

jbnmagalhaes@hotmail.com

Brasília

NOVA CPMF

Pesada carga tributária

Se a ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, observasse os números do Impostômetro, que já ultrapassaram a cifra de R$ 1,2 trilhão, verificaria que não seria necessário um novo imposto para a saúde (26/9, A4), até porque a sociedade brasileira não suporta mais pagar tantos tributos.

VIRGÍLIO MELHADO PASSONI

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

Mais um imposto?!

Haja cara de pau! O brasileiro merece isso? Alternativas para financiar a saúde há várias : diminuir o número de ministérios, dos cargos comissionados, reduzir os gastos no Senado e na Câmara e, principalmente, acabar com o mau uso do dinheiro público. O ministério que ocupa a entrevistada é realmente necessário?

RENATO INDIO DA COSTA LEMOS

reiclemos@uol.com.br

Florianópolis

Fórmula conhecida

Todo contribuinte que sente no bolso o peso dos impostos conhece a fórmula para melhorar a saúde e os demais serviços essenciais: basta tirar dos ladrões a chave do cofre e fazê-los trabalhar.

IZABEL AVALLONE

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

Ajuda à Grécia

Se a Grécia nos desse os títulos, ainda seriam presentes de grego. Imaginem comprá-los! E ainda dizem que precisam de mais impostos para socorrer a saúde...

SUELI CARAMELLO ULIANO

scaramellu@terra.com.br

São Paulo

CRIMINALIDADE JUVENIL

Maioridade penal

Excelente o artigo Órfãos do inexplicável, de Jorge Forbes (Aliás, 25/9, J7). O Estado não pode perder esta oportunidade de avançar na discussão sobre criminalidade juvenil. A cada novo latrocínio ou simples assassinato se volta à discussão da redução da idade penal. O texto mostra bem sobre que bases temos uma lei, ou uma loa, que estabelece que até certa idade - 16 ou 18 anos - a pessoa é inimputável e depois, como acordado de um coma, vira responsável por tudo. Como diz o artigo, é o iluminismo que nos obscurece. Acho que os conselhos de psicologia e psiquiatria poderiam provocar a discussão com a sociedade, pois, dentre outros aspectos, tem como finalidade "contribuir para o desenvolvimento da psicologia como ciência e profissão". Talvez estudar caso a caso seja melhor para a sociedade do que estabelecer parâmetros etários sem levar em conta que, independentemente da idade, se trata de pessoas.

ROBERTO NOLASCO

nolasco@uol.com.br

São Paulo

CLAREZA?

A ministra Ideli Salvatti afirmou que "o governo tem clareza de que precisa de novas fontes para a saúde" (26/9, A1).  Nós, os pagadores dos atuais impostos, já vemos a questão com outra "clareza" e questionamos:  "o que ganhou a "saúde" com a montanha de dinheiro recolhida pela extinta CPMF de 0.38%"?   O que tem feito o governo pela saúde com uma das cargas fiscais mais altas do mundo, quase 40% do Produto Interno Bruto (PIB)? Quais as providências que estão tomando para que o dinheiro desviado pela corrupção volte para o Tesouro?  Por que tantos ministérios, tantas secretarias, se ninguém parece gerenciar bem a aplicação do que já pagamos com tanto sacrifício?   Diz a ministra que o governo "colocou o dedo na ferida".  Qual ferida, sra. ministra?  A ferida nas costas do cidadão que trabalha tanto para pagar uma absurda carga tributária e ainda sobreviver?  Ou será a ferida provocada pelo tumor cancerígeno da corrupção que se alastra em ministérios, politicamente loteados para agradar partidos da aliança e companheiros?  Temos muitas "feridas" a ser tratadas neste governo.  Aplicar mais impostos sobre o trabalhador não é uma solução, mas uma forma de esconder o mal sob bálsamo anestésico.  É achar que o povo deva continuar sofrendo as "feridas" que eles criam, e ainda tenha de pagar novos "bálsamos" inventados para encobrir a incompetência no gerenciamento da res pública.  Assim não dá!

 

Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br

São Paulo

*

SAÚDE!

Proibiram espirros no Palácio do Planalto para que dona Dilma não se assuste ao ouvir alguém dizer... Saúde!

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

*

IDELI E AS NOVAS FONTES

Às vezes penso que os políticos pensam que a gente não pensa! Quando Ideli Salvatti diz que a saúde vai ter um novo imposto e  que o governo precisa descobrir novas fontes para financiar o setor, ela conta com o fato de que a gente não perceba que a fonte é sempre e tão somente uma: nós. Só existe um bolso sempre acessível à mão-grande do governo, somos nós que sempre pagamos a conta de tudo, desde algum projeto megalomaníaco – que acaba inconcluso ou que assistimos nosso dinheiro ser jogado fora por má gestão ou, pior ainda, cair no bolso dos espertalhões que usam de um cargo político para "fazer dinheiro". A modalidade politicoalpinismo faz o maior sucesso no universo político. Quem a pratica com êxito galga muitos degraus financeiros e sociais. Palocci e Dirceu que o digam. Em vez de o governo tentar tirar os recursos que faltam para a saúde de seu próprio bolso trilhardário administrando bem os recursos advindos da maior carga tributária do planeta, e/ou simplesmente enxugando a portentosa máquina, ele vai novamente bater na porta do povo deixando um recado curto e grosso: você aí! A "saúde" está precisando de mais dinheiro. Tratem de pagar mais este imposto! Mas hoje a trator-Ideli ainda sorri na foto, pede ao entrevistador para mudar de assunto com risinhos e até cantarola o "A gente vai levando..." quando lhe perguntam o que faz quando o PMDB diverge do PT no quesito financiamento público... Ideli colocou uma máscara de cordialidade sobre o ruidoso trator. Sorrindo, ela diz que tudo será decidido no próximo ano, mas já avisa: "Hoje nós já colocamos o dedo na ferida". É, certamente, no próximo ano tentará "lancetar" nosso bolso". Você concorda com isso? Eu não. Vamos, então, às ruas no dia 12 de outubro?

 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

*

CONDIÇÃO

Ideli Salvatti afirma que será criado um novo imposto para a Saúde para arrecadar os R$ 40 bilhões perdidos da CPMF. Com a corrupção e os desvios que correm soltos e impunes por aí, concordo em contribuir com uma quota de R$ 200 anuais desde que eu possa depositá-los numa conta bancária específica do Ministério da Saúde, cuja movimentação seja auditada internacionalmente, e que todos os demais 200 milhões de cidadãos brasileiros façam exatamente o mesmo, sem distinção de renda, idade, cor e credo.

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

*

IDELI SALVATTI E A BASE ALIADA

Ao ser indagada sobre as divergências existentes entre o PT e o maior partido da base aliada, o PMDB, Ideli Salvatti disse que, diante de tais desencontros, o governo faz como diria aquela velha e boa música: "a gente vai levando...". A fala poderia ser uma bela demonstração de bom humor em meio às constantes tensões verificadas entre membros das duas siglas, não fosse Ideli "apenas" a ministra das Relações Institucionais! Esse é o governo Dilma: o governo "a gente vai levando...". As obras da Copa caminham a passos velozes como os de um dromedário? "A gente vai levando...". O Minha Casa, Minha Vida é um fiasco total? "A gente vai levando...". A inflação acaba de subir acima do teto da meta estabelecida pela equipe econômica? "A gente vai levando...". E assim caminha o País das maravilhas que só o PT enxerga...

Henrique Brigatte hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

*

A NOVA CPMF

Deixar de roubar, "não". Criar nova fontes para roubar, "sim". É o princípio e objetivo do : "PT", "PMDB" e "partidos aliados". Com a criação de uma nova versão da CPMF.

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

*

NOVO IMPOSTO

Defender um novo imposto para a saúde é muita cara de pau da ministra Ideli, que saiu do Ministério da Pesca por não entender de peixes. Antes de falar em novo imposto, deveria proporcionar a devolução da CPMF que foi desviada da saúde aos contribuintes lesados pelos governos do PSDB e do PT, um desvio de recursos públicos sem precedentes na História do Brasil.

Jose Mendes  josemendesca@ig.com.br

Votorantim

*

ÔNUS

Na saúde, o cidadão não pode __ e não deve! __ ressarcir que os políticos roubaram.

 

A. Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

*

CORRUPÇÃO

Impostos? O governo deve criar mais impostos e, assim, mais corrupção, mais sonegação por parte dos ricos, se é isso que o governo brasileiro almeja, eis aí uma grande oportunidade. Os corruptos agradecem!

Edson Rodrigues e.rodrigues1953@uol.com.br

Santo André

*

MUITO BARULHO POR NADA

Dilma Rousseff não é Lula, o que  é muito bom. Porém, para um país onde falta tudo e onde a inoperância impera há longos anos, ainda é muito pouco. Ademais, é difícil para o cidadão comum esquecer que Dilma foi a "gerente" de Lula e que grande parte dos nossos problemas foram alimentados por ela. É incrível que se alce Dilma Rousseff ao Olimpo só porque se mantém discreta, quase afastada dos problemas de governo, e não nos faz passar constrangimentos, como fazia o ex-presidente boquirroto. O que fez Dilma até agora, de fato? O que ela pensa sobre a reforma política? Por que seus ministros dizem que se criará uma nova CPMF, quando Dilma prometeu, em campanha, que não o faria?  Como ela explica a paralisia do PAC 1 e 2 e a baixa execução do orçamento? Deveríamos querer mais que uma presidente que não dá vexames e maltrata pouco a língua pátria. Todavia, contentamo-nos e felicitamo-nos cada vez mais com o pouco que nos é dado...

 

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

*

COMPROVANTE DE RESIDÊNCIA

Os hospitais particulares podem ajudar a resolver definitivamente o grave problema da saúde pública no Brasil. Basta que se recusem a atender pacientes que não sejam moradores da cidade onde o hospital esteja localizado. Essa medida alcançará em cheio especialmente ministros, senadores, deputados federais, deputados estaduais e todos os seus assessores.   A comprovação será uma conta de luz, de água, gás ou telefone de onde residiam, antes de ocupar o cargo público mencionado e para onde deverão regressar após o término da sinecura (emprego rendoso e que não ocupa trabalho). Adoraria ler que o sr. Sarney terá que se tratar em Macapá, na sua indispensável  base. Para os hospitais basta informar que estão lotados e que não há vagas. Já pensaram no alcance dessa medida, sem necessidade de passar pelo Congresso ou por Assembleias? As emendas deles, em lugar de ir para seus bolsos, irão para melhorar os hospitais de suas cidades já que a vida deles passará a estar  em risco,  democraticamente,  como está a de todos nós.

Alberto Martinez alberto.martinez@terra.com.br

São Paulo

*

DESCASO NA SAÚDE

A matéria sobre a situação da saúde veiculada pelo Fantástico, da Rede Globo, mostra o descaso no emprego do dinheiro público. Com a maior cara de pau a presidente Dilma defende mais imposto para a saúde e, consequentemente, aumento de imposto. Ocorre que o povo brasileiro é manso e ordeiro, pois já passou da hora de dar um murro na mesa e mostrar quem é que manda no Brasil. Pelo estado deplorável da saúde pública fica cada vez mais evidente que o dinheiro arrecadado pela CPMF teve outro destino. Onde estão os órgãos fiscalizadores que não exigem justificativa de onde o dinheiro foi empregado e sua volta aos cofres públicos?  A ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti (PT), admite a criação de um novo imposto e diz que os governadores estão solidários à presidente nessa empreitada. Que vergonha! Gastaram todo dinheiro que deveria ir para a Saúde e ainda querem mais? Só no Brasil a picaretagem é deslavada e nunca punida.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

*

SAMU

A TV Globo apresentou no domingo, no Fantástico, uma fantástica e vergonhosa desorganização do serviço médico federal no que tange à saúde pública, cuja sigla SAMU ¬– Serviço de Atendimento Médico Unificado –, do governo federal, é uma ofensa, um desprezo ao socorro imediato, urgente, dos pobres brasileiros que morrem por falta de ambulâncias para transportá-los para serem atendidos em hospitais. Enquanto isso, a aludida reportagem mostrou fotograficamente milhares de ambulâncias novinhas, sem uso, guardadas em garagens de vários Estados da União, principalmente no Nordeste, compradas por milhões de reais com dinheiro do povo – e este morrendo por falta de assistência... Que inacreditável ironia! Com toda essa vergonhosa administração, a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais), em entrevista ao Estadão, cinicamente quer salvar o governo desse opróbrio, concordando com a criação de um imposto para a saúde, que nada mais é do que a volta da famigerada CPMF, com nova roupagem, para arrecadar mais R$ 45 bilhões por ano. Será que o Brasil é um país de brincadeirinhas e seu povo, controlado por cordéis criminosos? Realmente, ministra, isso tudo é uma ferida incurável!

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

*

O QUE É BOM PARA NÓS

A matéria de capa da revista Veja desta semana está imperdível. Merece ser lida e guardada, pois mostra com clareza a chuva de leis, decretos, portarias. Normas e ordenações que caem sem parar sobre  nós, "pessoas comuns" que financiamos a festa. Tudo porque o cidadão cumpridor de seus deveres, a empresa pagadora de impostos, são sempre vistos como malandros, desonestos, sonegadores, crianças precisando de tutela para não se perderem. E só eles, é claro – sabem o que é bom para nós.

Alberto Futuro carlos_futuro@viscondeitaborai.com.br

São Paulo

*

POUCAS IDEIAS E NOVO IMPOSTO PARA A SAÚDE

 

Periodicamente os jornais voltam a falar da possibilidade de um novo imposto destinado a fortalecer e melhorar o sistema de saúde. Este imposto que já existiu não cumpriu a sua missão e em grande parte evaporou. Qualquer melhora parece ser sempre dependente da disponibilidade de mais dinheiro. Às vezes o dinheiro entra ma as melhoras não aparecem. Poucas vezes ou nunca se houve falar de mudanças estruturais capazes de gerar economias para o Estado e vantagens para os usuários que continuam mal atendidos. Economias e  sistemáticas alternativas são entretanto possíveis e já utilizadas em sistemas de saúde de outros países. Uma das possibilidades é a introdução de uma assistência médica de base constituída pelas prestações dos médicos de família residentes no bairro, médicos admitidos por concurso capazes de desenvolver suas atividades num ambulatório habilitado a disponibilizar exames de caráter geral, prescrição de fármacos, prestações de primeiros socorros, encaminhamento para visitas a especialistas, para a rede hospitalar, emissão de certificados, colaboração a programas de assistência domiciliar (com uma pequena contribuição do assistido) além de solicitar exames clínicos de laboratório. A este propósito é valido lembrar que os exames de laboratório representam um rol importante no diagnostico e na gestão dos pacientes, mas o uso incorreto e o abuso dos mesmos, em contínuo crescimento, não é justificado pelas reais necessidades configurando-se como um aspecto de medicina defensiva utilizada para evitar possíveis contenciosos e não para atender a reais exigências diagnosticas.. O médico familiar teria um horário de trabalho e um salário determinados em função do numero de assistidos. A atividade do medico de família melhoraria as prestações dos prontos socorros que tratariam principalmente de casos graves e urgentes. Um exame médico cuidadoso, um diagnóstico a moda antiga, o uso de testes rápidos realizados no próprio ambulatório, poderiam gerar grandes economias, melhorando o funcionamento dos prontos socorros e dos hospitais. Lembro a importância dos testes rápidos (conhecidos no mundo inteiro como Point of-Care Testing ou testes de fluxo lateral (LF Lateral Flow) ou testes à beira do leito que estão em vertiginoso crescimento na Europa e nos Estados Unidos e que considerando seus baixos custos deveriam interessar aos entes governamentais de saúde). A implementação de um sistema baseado no medico de família ou medico de base permitiria monitorar o processo de cura de um paciente desde o primeiro contato até a conclusão do percurso terapêutico limitando o endereçamento a sistemas periféricos especializados. Os postos de saúde atuais assim como as Santas Casas além de muito burocratizados proporcionam ainda longos tempos de espera e atendimento pouco personalizado. Não sou medico, mas acredito que olhando um pouco mais em volta não é difícil encontrar soluções capazes de tornar mais eficiente o sistema de saúde e gerar economias sem apelar mais uma vez para o bolso do contribuinte.

 

Franco Magrini framagr@ig.com.br

Cachoeira Paulista

*

LEGALIZAÇÃO DOS JOGOS

Com a saúde pública despencando desmoralizada nos hospitais de todos os níveis da administração pública do País, despreza-se uma fonte de recursos provenientes da legalização dos jogos, argumentando-se hipocritamente que o "jogo é proibido". Proibido é morrer nas filas dos hospitais por falta de atendimento em virtude da escassez de investimentos, os quais podem ser obtidos pela taxação oriunda dos impostos advindos de uma inteligente e futura legalização dos cassinos, bingos e vídeos-bingos, que atualmente vivem na clandestinidade sem recolher um mísero real de impostos. A quem interesse esse estado de coisa?

Carlos Mouta jcarlosvmouta@gmail.com

Rio de Janeiro

*

SAÚDE, SEGURANÇA, EDUCAÇÃO

Sr. governador Geraldo Alckmin, como figura mais importante do nosso Estado e como médico, o senhor, por certo, sabe que faltam remédios nos Hospital das Clínicas. Tenho uma amiga idosa e de poucos recursos que ali comparece diariamente há mais de uma semana (carta de 21/9) sem conseguir insulina. Ela é funcionária aposentada do Estado e recebe mais ou menos R$ 600, e a insulina custa R$ 100! Aproveito a oportunidade para questioná-lo sobre a segurança pública e a educação. Nossos policiais são heróis que arriscam a vida e nossos professores também, ameaçados que são por alunos e pais de alunos. Qual a solução que o senhor pretende dar a esses problemas?

Luisa Regina G. de Andrade luisszza@gmail.com

São Paulo

*

PACIENTES COM LEUCEMIA

Sobre matéria publicada em 15/9, na seção Vida, sobre pacientes com leucemia a quem foi negada a distribuição de remédio: Pergunta velha e gasta, para um caso sério e emergencial: Se esse rapaz de 25 anos com leucemia, citado na reportagem, fosse filho ou parente de algum político,  necessitasse do remédio, ser-lhe-ia vetado? Resposta: não, é claro, pois não faltam recursos a parentes de políticos. Sempre a falácia da falta de verbas! E as verbas desviadas de todos os lados? E os lobbies, a corrupção descarada, os aumentos dos deputados, a construção de estádios milionários? Só uma palavra: desolador! Minha solidariedade àqueles que necessitam do remédio  apenas para  "continuarem vivos". Afinal, quanto vale sua vida diante das necessidades orçamentárias da nação?

 

Mônica Abate Guglielmi nicabate@yahoo.com.br

São Paulo

*

FUMÓDROMO

 

O  governo  aumentou o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) do cigarro e, para  compensar  a  indústria do tabaco, estuda volta do fumo em bares. Ou seja, vai faturar  mais com o imposto e gastar bem mais com a saúde dos fumantes.

 

Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

*

POR QUÊ?

O Brasil é realmente um país inacreditável. Quando pensamos que já vimos de tudo, vem coisa nova pela frente. O governo está estudando medidas para incentivar o consumo de cigarro. E entre elas está a liberação do fumo em restaurantes. Eu fiquei pasmo me perguntando: por quê? Qual o sentido dessa medida? A quem ela interessa? Só se for para agradar as indústrias de cigarro. Nem os fumantes pensam mais em fumar em lugares fechados, muito menos em restaurantes. É uma medida extremamente indesejada e, além de tudo, burra. Aumentar o consumo de cigarro vai gerar maior custo com a famigerada saúde do povo brasileiro. Com certeza o aumento de imposto que isso poderia gerar não compensaria o prejuízo. Além disso, faria com que muita gente perdesse a vontade de ir para restaurante.

Silvio Schaefer excess@netpoint.com.br

São Paulo

*

DILMA, A ONU E O IPI

A presidente Dilma Rousseff, ao discursar na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), afirmou: “O protecionismo e todas as formas de manipulação comercial devem ser combatidos, pois conferem maior competitividade de maneira espúria e fraudulenta”. Sendo assim, por uma questão de coerência, urge que Dilma revogue o aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os automóveis importados, que beneficiou as gananciosas montadoras nacionais, que se preocupam tão somente em ter lucros escorchantes, colocando em segundo plano o conforto e a segurança do consumidor brasileiro. Isso porque esse espúrio e fraudulento aumento não passa de protecionismo e manipulação comercial prejudiciais aos automóveis importados, que têm valor mais em conta e trazem itens de série – como airbag e freios ABS – que geralmente não guarnecem os concorrentes nacionais. Presidente, seja coerente!

 

Túllio Marco Soares Carvalho

Belo Horizonte

*

O CONTRÁRIO

Se o governo estivesse mesmo preocupado com a população, o que não é o caso, bastava fazer o contrário, ou seja, diminuir na mesma proporção o imposto dos carros nacionais, assim considerados também os do Mercosul e México.

Otavio A G Zen ozen@tce.sp.gov.br

São Paulo

*

SOMOS PARVOS OU SOMOS TODOS CORRUPTOS?

A pergunta que está no ar é, somos parvos ou somos todos corruptos? Nesses últimos dias tenho visto muitas cartas de leitores em O Estado de S. Paulo defendendo uma nova e mais forte política para o etanol. Nessas cartas encontramos muitos políticos, alguns empresários ligados ao setor alcooleiro e gente do povo usada como inocentes úteis. Esta pergunta que está no ar é facilmente respondida: Qual o país do primeiro mundo que não tenha políticos corruptos e que tenham o álcool (etanol) como fonte energética? Nenhum. Isto porque o álcool nunca foi esta energia limpa que os picaretas querem vender como se fosse uma verdade. Se o etanol fosse essa maravilha tão apregoada, o mundo inteiro o usaria, pois basta ver que durante a segunda grande guerra, a Europa que não possui petróleo, usava o álcool como combustível. E, em todos os países desenvolvidos o teor máximo de álcool na gasolina é de 13%. Aqui no Brasil é que conseguiram a proeza de criar uma gasolina adulterada com 25% de álcool. Qualquer técnico sabe que acima de 13% de etanol na gasolina, o índice de octanas só aumenta se a gasolina for de péssima qualidade.  Pegue uma amostra do nosso etanol e mande para um “laboratório sério” analisar. Verão que nosso etanol tão propalado como energia limpa e renovável é um engodo. Nosso etanol é cancerígeno. Os que não são parvos e tem mais de dois neurônios vão se lembrar da época em que foi criado o Proálcool. Na propaganda do produto milagroso, pediam para não ligar o motor do carro a álcool em garagens fechadas. Isto tudo porque o tão inofensivo álcool continha um alto teor de aldeídos acéticos, produtos altamente cancerígenos. Naquela época, havia um regulamento técnico do antigo Conselho Nacional de Petróleo (CNP) que limitava a quantidade de aldeídos e de alcoóis superiores. Com o tempo e com a necessidade dos usineiros produzirem um álcool mais barato, portanto com menos controles, aboliram o regulamento técnico, o álcool anidro (99,9%) deixou de ser anidro e passou a ser um anidro (98,0%), ou seja, um “anidro hidratado”. Este álcool “anidro” não podia ser adicionado à gasolina porque a gasolina não mantém compatibilidade com a água. Os dois não se misturam. Então os nossos mágicos resolveram o problema e passaram a adicionar benzeno à nossa gasolina para aumentar a compatibilidade da água com o combustível. Neste momento passaram a adicionar um produto altamente cancerígeno a nossa gasolina. E o povo que se dane. Se consultarem a SAE (Society of Automobile Engineers), a mesma empresa que rotula todos os óleos vendidos no Brasil, verá que nosso etanol é muito mais prejudicial à saúde que a própria gasolina. Faz uns vinte anos que a Volkswagen realizou um estudo e verificou que a poluição em Congonhas era muito maior que na pista do aeroporto e isto devido aos aldeídos de nossos carros (e naquela época o número de veículos a álcool era ínfimo). Nessa hora aparece o político corrupto e faz declarações em defesa do álcool. Esse político está sendo pago para defender o sistema. Os usineiros defendem o seu negócio e o leigo acredita no que os outros dizem. O que nós já destruímos de terras para a plantação de cana é de assustar. Para os que não sabem, a maior bactéria existente está na cana, é a fagocitose. E esta bactéria tem uma peculiaridade, na terra que se planta cana não nasce mais nada. Não há estudos conclusivos, mas acredita-se que a seca do nordeste é proveniente da plantação de cana da época imperial. Num país como o nosso com um povo passando fome e tendo um custo alto de alimentos, alimento taxado com altos impostos não se entende porque criar um produto para alimentar motores em detrimento de alimentos para alimentar um povo miserável.

Antonio Antunes antonioantunes@uol.com.br

Rio de Janeiro

*

O BANCO CENTRAL E A CRISE

No Brasil tudo e feito de qualquer maneira. O Banco Central (BC) comprou dólares adoidado para subir a cotação do mesmo, agora vende adoidado para baixar a cotação. Será que não era mais fácil ter mantido a taxa Selic num patamar aceitável, para não dependermos tanto de uma moeda que e influenciada por tudo e por todos? Atrelar o dólar a nossa economia é algo com que já deveríamos ter acabado. Se o real e uma moeda forte e não temos mais inflação, vamos viver dentro do nosso cercado e fortalecer nosso mercado interno, até as coisa melhorarem, e não o contrário. Liberam-se importações, restringem-se importações, o correto seria investigar melhor certos importadores de produtos hidráulicos que importam materiais como se fossem para a indústria automotiva e são para revenda – e como esse exemplo temos muitos outros.

Antonio Jose G. Marques a.jose@uol.com.br

Rio de Janeiro

*

AFINAL, É BOM OU RUIM?

    

Não da para entender mais nada, uma hora se fala uma coisa, depois outra. Certo mesmo é que alguém ganha muito com tudo isso. Na última semana, o mercado financeiro foi pego de surpresa. O dólar, que até o primeiro semestre atingia R$ 1,59 saltou para R$ 1,84 e logo depois bateu R$ 1,91 na última quinta-feira deixando todos atordoados, principalmente quem estava de viagem marcada para o exterior. Como sempre, sobram respingos na Bovespa. Não há como evitar os desdobramentos. Não houve quem escapasse das turbulências que ainda confundem e desestabilizam a matemática dos especialistas e a esperança dos investidores. Mas a pergunta que mais vem sendo feita nos meios econômicos, é bom ou ruim essa subida do dólar? Se antes o dólar era o patinho meio doentio no circuito nacional, o que mais se via era empresário reclamando que não estavam conseguindo exportar seu produto pelo fato do real estar super valorizado, de repente a moeda norte-americana deu, em seguida, sinal de vida no barulhento corinto nacional. Culpa dos europeus, dizem, principalmente dos gregos, que não conseguiram se estruturar de maneira adequada. Idem os italianos, franceses e nossos irmãos portugueses, que se julgam imunes ás tempestades. Essa brusca movimentação da moeda americana, com certeza, não era esperada nem pelo setor privado mundial tão pouco pelos próprios brasileiros. O fato é que o período esta cada vez mais propício as compras, o fim do ano se aproxima. As festas que antecedem o natal e o ano novo, como o dia das crianças, por exemplo, são motivos para lá de justificáveis para irmos as lojas e mergulhar nas compras. No entanto, a hora é de parar e pensar duas vezes e estudar qual melhor negócio. O mercado está bem aquecido, mas o mar não está tão para peixe assim para nós mortais consumidores. Não sou economista, mas arrisco o conselho. Vamos nos segurar mais de frente as vitrines? O momento é de esperar e ver como isso vai terminar. No entanto, o ministro Guido Mantega (Fazenda) não perdeu o bom costume de acalmar os ânimos daqueles que pediam alguns mapas capazes de retirá-los dos vendavais.                 

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

*

PETRÓLEO NO NORDESTE

A Petrobrás acaba de descobrir petróleo no Nordeste. Será esta uma ótima notícia para que os Estados beneficiados se declarem independentes do dinheiro de São Paulo?

 

João Carlos Braga Junior cuquineto@gmail.com

São Paulo

*

DEPUTADOS DE SÃO PAULO SOB SUSPEITA

As declarações do deputado Roque Barbiere (PTB), de que deputados paulistas “vendem” suas emendas ao orçamento (Estado, 23/9), colocam sob suspeita a totalidade dos 94 detentores de mandatos na Assembleia Legislativa. Alguns parlamentares já se pronunciaram exigindo que Barbiere dê nome aos acusados. Essa também é a esperança da sociedade que, em última análise, é a grande vítima do esquema denunciado. O dinheiro das emendas parlamentares é proveniente dos impostos recolhidos da população e se destina ao custeio de obras e serviços públicos. Quando é desviado para o bolso dos políticos, empreiteiros ou atravessadores, a finalidade não se cumpre. A Assembleia Legislativa não pode perder essa oportunidade de executar a autofaxina. A denúncia constitui motivo suficiente para a imediata abertura de Comissão Especial de Inquérito e a conseqüente cassação dos vendilhões ou de Barbiere se, se não conseguir provar o denunciado. Aguarda-se que – diferente da prática cristalizada nesse pais de mensalões, dinheiro na cueca e outras falcatruas – o Legislativo paulista seja suficientemente maduro para apurar a questão com absoluta isenção e sem o menor viés de corporativismo. O povo vive enojado com a impunidade reinante no país. O palácio 9 de Julho ficou pequeno para abrigar denunciante e denunciados. É preciso levar o tema às ultimas conseqüências para, com isso, demonstrar à população que o conjunto dos parlamentares paulistas não compactua com a corrupção e que, quando ela é identificada, é prontamente punida. Se deixar de fazer as depurações, a instituição nivelará por baixo e todos os seus integrantes restarão com a imagem e a dignidade manchadas.

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

*

APURAÇÃO

O deputado estadual cujo partido apoia o governador do Estado em São Paulo faz uma denúncia muito grave. Ele afirma que cerca de 30% dos deputados estaduais paulistas "vendem" emendas do Orçamento público. Por coincidência, ele é do mesmo partido do deputado federal que deu origem ao "mensalão", com suas denúncias que levaram inclusive à cassação do seu mandato. O fato em São Paulo deve ser apurado nos mínimos detalhes. E que o caso não seja deixado de lado, como aconteceu, por exemplo  na denúncia de que empresas estatais paulistas contratam mão de obra sem concurso. E o presidente de uma delas considera o fato como normal. Como se pode ver, problemas em termos de administração pública não se limitam ao governo federal. É preciso acompanhar as investigações.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos             

*

O TSE E A CRIAÇÃO DO PSD

Acompanhei pela TV Justiça o julgamento do caso de registro de partido político e acredito ter havido uma completa inversão de valores. O presidente do TSE, Ricardo Lewandowski, defendeu o registro do PSD, de uma forma até meio agressiva, comportando-se, a meu ver, não como um magistrado, que deveria ter isenção, mas como um verdadeiro advogado de defesa do PSD. A verdade é que foi uma vergonha nacional o que minha família e eu assistimos, na noite de ontem. Eu deveria ter assistido a um filme e nunca ter visto este, um verdadeiro "thriller psicológico" protagonizado pelo presidente da Corte, intimidando os demais ministros. Parece que não tem jeito mesmo. Nem na Justiça dá mais para acreditar.

 

Enio Rocha da Silveira enio14@gmail.com

São Paulo

*

MERENDA EM SÃO PAULO

No Brasil, onde se mexe, fede. E como. Agora, o prefeito NUNKassab, que está apenas preocupado com seu novo partido, que irá lhe render muitas coisas, vai mudar a direção da merenda escolar que tomou um tombo de mais de R$ 100 milhões em 10 anos algo que não da para aceitar pois com tantos problemas isso e um assalto. Se o Ministério Público não estiver vigilante, a coisa vai mesmo por água abaixo, ou seja, ninguém controla nada. E ainda falam que pena de morte não deve se instalar? O que merece gente desse naipe? Como diz o filme brasileiro, não se preocupem, nada vai dar certo. Sem dúvida, eu asseguro, já vi tanto que não precisava ver mais este engodo.

Jani Baruki janibaruki@bol.com.br

Belo Horizonte

*

ANDANDO PARA TRÁS

A cidade de São Paulo continua dando um passo à frente e dois atrás. Depois de conseguir a retirada de outdoors e outros tipos de propaganda que literalmente emporcalhavam o visual da cidade, o paulistano volta a ser ameaçado com nova liberação do mesmo tipo de "publicidade". Seria muito mais útil por parte dos senhores vereadores, se criassem mecanismos que impedissem a vergonhosa e inescrupulosa prática publicitária de venda adotada nas esquinas da capital nos finais de semana, pelas construtoras e imobiliárias. Essas empresas pagam "cachê" aos jovens para que pendurem no pescoço, placas de propaganda de imóveis à venda e as chacoalhem o dia inteiro, à semelhança das utilizadas na China na época da Revolução Cultural, e destinada a expor os dissidentes ao ridículo.  Apesar de ganharem bilhões com a venda de imóveis, recorrem a tal artifício rastaquera e, por lembrar a canga utilizada no tempo da escravatura para "conter" escravos, deve com certeza humilhar profundamente ao jovem que, certamente por extrema necessidade, se submete a tão infame artifício.

Frederico Fontoura Leinz fleinz@terra.com.br

São Paulo

*

CÂMARA DOS DEPUTADOS NA CONTRAMÃO

Foi noticiado na noite de sexta-feira, pela imprensa, é claro, que nossa despreocupada Câmara dos Deputados em Brasília dá mau exemplo novamente, e desta vez pela, a nosso ver, comissão mais importante daquela Casa, de Constituição e Justiça, aprovando numa reunião fajuta, onde 35 deputados assinaram a lista de presença, deram no pé para seus redutos eleitorais e com a presença de apenas um deputado, a mesa diretora aprovou mais de cem projetos, muitos deles de extrema importância para o desenvolvimento de nosso país, sem discussões, sem tiragem de dúvidas. Tá tudo legal na visão destes irresponsáveis representantes, como vemos novamente nos vimos nas mãos de quem decide, do grau de responsabilidade a quem colocamos nosso destino, brincam com coisa séria e nada, absolutamente nada acontecerá, deveremos ter as mais espetaculares respostas, pelos tiriricas e romários ali existentes, é isso ai, o povo que se dane.

Julio Jose de Melo julinho1952@hotmail.com

Sete Lagoas (MG)

*

MALFEITOS

Os malfeitos continuam... Quando vai chegar a vez da educação, da saúde e do trabalho? A "coisa" está pior do que se imaginava. "O socialismo dura até acabar o dinheiro dos outros", Margaret Thatcher. Querem acabar com a pobreza ou nivelar o povo na miséria?

 

Maria Teresa Amaral mteresa0409@estadao.com.br

São Paulo

*

LULA RECEBIDO POR SARKOZY

Finalmente "o cara" faz abertamente o que fez as escondidas durante oito anos: lobby! Alguém já viu um ex-presidente da República de qualquer país subdesenvolvido ser recebido com pompas pelo presidente em exercício de país primeiro mundista? Nunca, mas na banãnia isso acontece. Lulla deve estar finalmente fazendo os acertos finais da compra dos aviões franceses que custarão aos cofres públicos, a bagatela de R$-32,0 bilhões. Resta saber de quanto será a comissão do lobista, que saiu mas não saiu do governo e se o fruto desse lobby descarado será depositado no Brasil para pagar imposto de renda como qualquer mortal. Quer queira ou não o dinheiro sairá do bolso de todos os brasileiros, ricos ou pobres. É muita cara de pau!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

*

AEROLULA

Mesmo na condição de ex-presidente, Lula continua fazendo reuniões ao redor do mundo. Esta semana ele esteve em Paris reunido com o presidente Sarkozy. Creio que Lula esteja sentindo  muita falta do seu  avião particular. Pressuponho que em 2014 ele  fará de tudo para ser o  único passageiro.

 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

*

‘CASCO DURO’

O Sr. Luiz Inácio, (ex presidente da República)  tem muito por que ser louvado, mas não podemos deixar de admitir que deve ter algum problema com probidade ou a falta dela. Ou será que os ministros demitidos ou que se demitiram, o fizeram por vontade própria. Pesava sim, muito  contra eles, pois se algum jornalista inventar coisas perde crédito e seu emprego. No que me diz minha consciência, o Sr. Antonio Palocci, não deveria nem ter assumido o novo governo pois estava seriamente maculado no governo anterior.

Manuel José Falcão Pires manuel-falcao@ig.com.br

São Paulo

*

UM SOPRO DE ESPERANÇA

Quando alguém como Shimon Peres declara que admira e confia na liderança de Mahmoud Abbas para trabalhar pelo processo de paz  entre israelenses e palestinos é para se ficar otimista. Esta postura do presidente israelense traz um sopro de esperança para os que tanto desejam ver essa paz sendo realizada. O mundo será um lugar muitíssimo melhor e mais seguro de se viver se os dois estados, Israel e Palestina, puderem conviver em harmonia sabendo dividir honestamente e compartilhar seus territórios. Vamos esperar que isto aconteça mais breve do que sempre imaginamos. Talvez nós, seres  humanos, tenhamos de entender de uma vez por todas (pelo amor ou pela dor) que somos todos uma só raça, um só povo, uma só humanidade, circusntancialmente separados por territórios, apenas territórios - limites físicos com seus costumes variados mas todos belos - cheios de significados para cada grupo, pois os identifca e traz um sentido de pertinência a seus membros, sentimento este tão vital . Entretanto, a nossa essência é exatamente a mesma. Seria tão bom se os habitantes deste pequeno planeta desejasse a união, a solidariedade, a beleza do espírito de irmandade. Quem sabe este sonho não esteja tão longínquo assim. Deveríamos ter olhos de Teilhard de Chardin que antevia um ponto Omega para o qual convergiríamos um dia, quando o homem conseguisse ser mais altruísta e capaz de olhar o outro como a si mesmo.  

 

Eliana França Leme efleme@terra.com.br

São Paulo

*

ISRAEL, SHALAM E PALESTINA, SHALOM

Não tenho nenhuma dúvida quanto à justeza do estabelecimento de um estado para o povo palestino, o que espero seja o mais breve possível. Bem como da necessidade do reconhecimento do Estado de Israel e a garantia de fronteiras seguras para ambos, levando finalmente à paz duradoura. Porém que sirva de exemplo para a humanidade,  por mais trágica que possa ser, pelas mortes, sofrimento e perdas materiais, esta triste ironia pelo fato dos palestinos estarem brigando hoje, pelo que já tinham à mão desde 1947, em especial antes da Guerra dos Seis Dias, de 1967.

 

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

*

DEMOCRACIA

Os judeus lutaram por um país seu até conseguirem, porém agora não querem que os palestinos tenham seu país. Para que serve esta tal de ONU, que fica submissa ao presidente de todas as liberdades, o xerife presidente Barack Obama que assim como todos os presidentes que passaram pela casa branca apenas mandam no mundo, como se o mundo fosse uma bola e eles os campeões. Acorda mundo, vamos respeitar as liberdades em nome desta democracia tão apregoadas pelos líderes mundiais. E ainda o Brasil quer um acento no Conselho de Segurança desta tal de ONU (Organização Não Unida), porque se fosse Nações Unidas logo veriam que os EUA estão mais quebrados que arroz de terceira. Viva a Palestina, em nome do maior Judeu que já viveu neste mundo.

 

Manoel José Rodrigues criticasdomanoel.blogspot.com

Alvorada do Sul (PR)

*

EMPERRADOS

O que virá primeiro, a condenação de Sarney pela Justiça brasileira ou o Estado palestino?

José Eduardo Zambon Elias zambonelias@estadao.com.br

Marília

*

REFORMA DO JUDICIÁRIO

Os Poderes Executivo e Legislativo, em todos os níveis, estão em descrédito em nosso  país. Se não isto  bastasse, agora é o Poder Judiciário que trilha tal caminho. Os dois primeiros  podem ter seus membros substituídos via eleições; já os membros do  judiciário gozam das garantias constitucionais de inamovibildade, irredutibilidade de vencimentos e estabilidade. Tendo em vista a sequência de acontecimentos e comportamentos inaceitáveis que vem sendo denunciados pela imprensa, o momento é de se pensar em remoção daquelas garantias constitucionais e adoção de outras formas de provimento dos cargos e atuação do judiciário, que contemplem  produtividade, limite de julgamentos para cada juiz, prazos improrrogáveis para decisões enfim, uma série de medidas que possam acabar com essa postura de rei, sentado no trono, adotada por alguns julgadores que não se acanham em proferir decisões beneficiando amigos, detentores de poder ou mantendo indefinidamente  paralisados os processos.

José Roberto Cicolim jrobcicolim@uol.com.br

Cordeiróplis

*

FIANÇAS E O FIM DA PRISÃO PREVENTIVA

É o fim da nova lei sobre prisão preventiva? Por todo o País, a decretação de fianças exorbitantes está se tornando comum. O objetivo da nova lei de prisão preventiva de provocar mudança de mentalidade quanto à prisão processual não foi atingido. E pior: para manter a ideologia do encarceramento, alguns juízes, aproveitando da maior liberdade da lei, decretam fianças de valor abusivo e totalmente contrárias à realidade das circunstâncias do caso e do acusado. É uma vergonha tal conduta e ela deveria ser frontalmente combatida pelos tribunais, pelo STF e pelo CNJ. Nossa justiça não irá melhorar com tal postura. E nem tampouco se combaterá mais adequadamente a criminalidade.

João Ibaixe Jr. vilmateixeirag@uol.com.br

São Paulo

*

PLANOS ECONÔMICOS

Nada mais foi informado sobre o andamento dos processos relativos aos planos econômicos Cruzado, Bresser, Collor I e Collor II, tais processos se encontram parados nos tribunais sem julgamento. Morosidade do judiciário ou interesse político? E não se fala mais nisso.

Marcio Freddi Rossi mfrossi@aasp.org.br

São Paulo

*

PROJETO TIETÊ

Sonhamos muito com a recuperação ambiental do Tietê, Pinheiros, Tamanduateí , etc., através do tratamento dos esgotos, controle dos resíduos sólidos, da água de chuva e da erosão, mas não temos Planejamento, Implementação e  o monitoramento do planejado comparado com realizado discutido com a sociedade: Resumindo não há transparência! Para que haja transparência é necessário competência que exige estrutura, profissionalismo e continuidade nas atividades das organizações públicas responsáveis. Empreendimentos de Saneamento, Transporte, etc., na região metropolitana  envolvem estudos e implementação no longuíssimo prazo (40, 50 anos?), o que exige continuidade que o loteamento político das organizações do estado (federais, estaduais e municipais) não permite. Para que nossos sonhos se tornem realidade, nós da sociedade civil ( sindicatos, associações de profissionais e empresariais, organizações religiosas, etc.) precisamos, a exemplo do que acontece nos países desenvolvidos, pressionar para a eliminação do loteamento político das organizações do estado! Isto não acontecendo, continuaremos indefinidamente... sonhando!

Darcy Andrade de Almeida dalmeida1@uol.com.br

São Paulo

*

TRANSPORTE COLETIVO

Por que não utilizar o Rio Tietê para transporte coletivo? Os Catamarans utilizados na travessia entre Niterói e Rio de Janeiro seriam um modelo muito bom para descongestionar um pouco o transito da capital paulista.

Irene Sandke irene@frettes.com.br

Curitiba

*

PINHEIROS

No Estadão,  tenho  ouvido  muitos comentários sobre a despoluição do Rio Tietê,  mas  nenhum sobre a do Rio Pinheiros, ou temos de viver  toda nossa vida  com esta fedentina permanente? Faço este apelo, pois o Rio Pinheiros é tão  importante  como é o Tiete.

Miguel  Rizzo miguel.rizzo@terra.com.br

São Paulo

*

ZERO PARA A REITORIA

Não tenho mais dúvidas de que nossas autoridades resolveram se unir para transformar nossa cidade em uma nova Serra Pelada. Praticamente todos os dias somos “presenteados” com a noticia de algum projeto que vai provocar mais um desmatamento na cidade. Mas a de hoje é de corar um monge de pedra. A Reitoria da USP resolveu abater 1328 árvores adultas da Cidade Universitária, para construir ali o denominado Parque dos Museus. Vão substituir a natureza viva pela natureza morta. E mais uma vez a barbárie conta com o aval do Secretário Municipal do Verde e do Meio Ambiente, que vem se mostrando um “desmatador emérito”, apesar de pertencer ao PV. E é este senhor que o prefeito quer nos impingir como seu substituto. A reportagem do Estadão nos oferece uma verdadeira dimensão do estrago, ao compará-la com o estrago perpetrado nas marginais do Rio Tietê. E novamente somos insultados em noss a inteligência de que no local a USP deverá plantar seis mil mudas, aquelas que costumeiramente morrem bem antes de atingir a fase adulta. Aliás, se a Cidade Universitária possui um espaço para plantar 6000 mudas, que supõe-se, ainda que teoricamente, atinjam a fase adulta, então já possuem atualmente áreas suficientes para construir seus tão preciosos prédios, sem abater as árvores atuais. Cabe ressaltar que praticamente nenhuma dessas tais mudinhas de compensação costuma prosperar, pois morrem por absoluta falta de irrigação ou a ação de vândalos e ainda levaram de 20 a 30 anos para se equipararem as que serão abatidas. Nasci aqui e nunca morei em outra cidade e durante todos esses anos eu assisti inerte a destruição do nosso meio ambiente pela invasão criminosa pelo Poder Público das várzeas dos nossos rios, para as construções de avenidas e aterros, sanitários ou não, para os quais nunca houve uma contrapartida honesta e atingimos o atual estado de calamidade urbana. Mas agora não podemos admitir mais tanta devastação das áreas verdes da cidade que ainda restam. O que ficou já se tornou insuficiente para o nosso microclima e atingimos um estado tal de devastação e mau uso das nossas vias que 4.000 paulistanos morrem por ano devido à poluição provocada pelo trânsito e outros empreendimentos. O Ministério Público precisa intervir pesado contra tais iniciativas, pois caso em contrário a cidade se transformará em uma equivalente àquelas existentes em áreas desérticas.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

*

ROCK IN RIO

Cartão de visita do Rock in Rio: furto coletivo de 200 pessoas que estava na fila para entrar. Perderam carteiras, celulares e ingressos. Por falar em ingressos, apareceram alguns falsos. Aliado a isto problemas na entrega dos cartões para o transporte. Alegaram a greve dos Correios. Só eles que não sabiam dessa greve. Os Correios estão parados há duas semanas, e eles não sabiam? Esta é a organização para a Copa de 2014 e a Olimpíada?

Panayotis Poulis ppoulis@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

*

TUDO TEM UM FIM

Até no Rock in Rio o tetra foi lembrado por mais de cem mil pessoas em coro, com certeza vai ter que ir... Afinal, somos tetra ou penta – que país é este? Demorou mas o povo brasileiro abriu os olhos, ninguém pode ou vai ficar impune. Tudo tem um fim, que está bem próximo.  

 

Luiz Dias lfd.silva@uol.com.br

São Paulo

*

´’PÔNEIS  MALDITOS...’

Somente no Brasil, uma propaganda perversa e maléfica para as crianças, seria aprovada,  pois transforma a alegria das crianças em pôneis malditos. Não vi qualquer órgão de defesa, seja das crianças ou de propaganda intervir de imediato na contenção de tamanha barbárie transformando o sonho das criançinhas em pesadelo. Além de chipar um motor de 2.5 l, de 144 cv para 172 cv, iludindo também todo consumidor, com potência apenas eletrônica como o mais potente da categoria. Desafio o presidente mundial da montadora a veicular no Japão esta aberração, por apenas 24 horas, veremos então um brasileiro destituído, processado e preso lá no país das cerejeiras, pela maldade colocada na mente das crianças e deslealdade para com os correntes. Pessoas como estas, fazem isto para vender alguns veículos a mais, fui inquirido por um neto, porque os pôneis são malditos? Eu respondi, malditos são  os que produziram, aprovaram e veicularam esta maldade.  O Brasil tem problemas de corrupção, falta de ética, falta de moral, mas trabalhar a mente de crianças com informações distorcidas  de que aquele bichinho bonitinho e inocente e “maldito” é provocar uma confusão nas mentes dos pequenos. Salvemos nossos inocentes destas maldades.

Eugênio Iwankiw Junior iwankiwjr@hotmail.com

Curitiba

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.