Fórum dos Leitores

IMPOSTO PARA A SAÚDE

O Estado de S.Paulo

02 Outubro 2011 | 03h05

Gestão incompetente

A presidente da República, num programa de televisão, afirmou que existe um problema sério de gestão e que a própria população vai pedir um novo imposto para financiar a saúde. Como ela chegou a essa brilhante conclusão? Problema de gestão não significa falta de dinheiro, mas falta de administração competente. Quando ela compara o investimento em saúde da Argentina e do Chile, esquece que talvez nesses dois países não haja a corrupção que corre solta pelo Brasil. Da minha parte, presidente, fique tranquila, porque não vou pedir mais nenhum imposto. No momento estou satisfeita em pagar três vezes pela saúde: pública (via impostos), plano privado e atendimento particular quando médicos não atendem planos - no que fazem muito bem. Ah, o Brasil...

DEBORAH MARQUES ZOPPI

dmzoppi@uol.com.br

São Paulo

Mais ainda, presidenta?!

"A população pedirá novo imposto"? Presidenta Dilma, como cidadão deste país que há 70 anos vem pagando escorchantes impostos, faço o meu pedido já: mande a Copa de 2014 para as calendas; esqueça o trem-bala e outros projetos milionários inúteis, que só servem para superfaturamentos; use essas vassouras à sua disposição na frente do Congresso Nacional (outra Casa de fajutos) para continuar a faxina ética, mesmo, em toda a corrupção deslavada existente nesse governo, herança que V. Sa. recebeu do "quadrilheiro-mor" (o que nunca sabia de nada). Feito isso, V. Sa. terá, então, uma grata surpresa: porá a saúde do País em ordem e ainda sobrarão rios de dinheiro.

CELSO VICENTE FIORINI

celsofiorini@ig.com.br

São Paulo

Declaração Infeliz

Como a presidente pode declarar que o povo aprova a cobrança do imposto para a saúde? Viajou na maionese...

LAERT PINTO BARBOSA

laert_barbosa@ig.com.br

São Paulo

Alternativa mais justa

Já que o governo quer nova fonte de financiamento, apresento como sugestão transformar o famigerado imposto sindical em imposto para a saúde. Creio que todos poderiam ceder um dia de trabalho no ano para esse fim, em vez de dedicá-lo aos sindicatos. Mas todos mesmo: trabalhadores em geral, vereadores, deputados, senadores, prefeitos, governadores, ministros, juízes de todas as esferas e presidente da República. Essa solução não teria efeito inflacionário e seria muito mais justa, além da facilidade de controle, porque o imposto seria abatido do salário de cada um. Já os sindicatos viveriam das contribuições dos associados, o que também seria mais justo do que ocorre hoje.

SYLVIO LOESER

sylvio.loeser@ig.com.br

São Paulo

ESCLARECIMENTO

Afirmações inverídicas

Surpreendido e indignado com afirmações inverídicas a meu respeito feitas no artigo TCU não assusta ninguém (25/9), solicito a divulgação dos seguintes esclarecimentos: 1) Recebi o sr. Ethevaldo Siqueira no dia 20 de julho, atendendo a pedido de audiência que ele fez na condição de jornalista do Estadão. Ao solicitar o encontro, ele próprio assinalou que não pretendia escrever nada da conversa, mas tão somente "entender os pontos de vista do ministro". 2) Durante a audiência, acompanhada pela jornalista Eliana de Araújo, chefe de Comunicação Social do ministério, o jornalista/consultor não fez nenhuma anotação. Insistiu em um só assunto: as licitações da Telebrás para a compra de equipamentos de rede de fibras óticas. Na ocasião, deixei claro que seguiria rigorosamente as recomendações do Tribunal de Contas da União. 3) Depois da audiência, o sr. Ethevaldo Siqueira passou a publicar artigos com versões da conversa que não correspondem à verdade. Ao ler o segundo artigo dessa escalada, cujo objetivo é desmerecer meu trabalho à frente do ministério, mandei e-mail ao jornalista/consultor desmentindo as afirmações inverídicas. Não obtive resposta. Agora saiu outro texto com invenções ainda mais graves. O sr. Ethevaldo Siqueira foi longe demais ao colocar na minha boca uma frase que eu absolutamente não disse e jamais diria, uma vez que sempre considerei e considero a ética princípio fundamental de atuação política e pessoal.

PAULO BERNARDO SILVA, ministro das Comunicações

Brasília

PODER JUDICIÁRIO

Por um CNJ atuante

Excelente o editorial A crise da Justiça (30/9, A3) e muito oportuno o comentário de Dora Kramer Verdades ofendem (A6). Como bem disse a colunista, a ministra Eliana Calmon é a pessoa certa no lugar certo. Aliás, pelo visto nas manifestações na internet, a corregedora do CNJ está tendo o apoio quase unânime da sociedade. Até de membros da magistratura. Diz o ditado que quem não deve não teme. É evidente que cabe ao juiz que for denunciado ao CNJ amplo direito de defesa. Porém, havendo fundada prova de ato irregular ou ilegal, e após decisão do CNJ, deve ser exemplarmente punido. O CNJ foi criado justamente porque as Corregedorias dos Tribunais de Justiça nunca atuaram a contento - segundo o Estadão (A4), 18 de 29 corregedores de tribunais são alvo de ações, isso é inaceitável. Caso o STF decida por enfraquecer as competências do CNJ, resta ao Senado propor emenda constitucional ampliando os mais que necessários poderes do Conselho.

CARLOS RODRIGUES, advogado

berodriguess@yahoo.com.br

São Paulo

Juízes comprados

Se o Brasil fosse um país sério, Eliana Calmon não falaria nada, pois não teria o que denunciar.

RICARDO MARIN

s1estudio@ig.com.br

Osasco

Mazelas

Brilhante e corajosa a atitude da corregedora Eliana Calmon quanto às mazelas que dominam o Judiciário. Não sei se há bandidos de toga, mas uma coisa é evidente: há, sim, sob as togas muitos ministros, desembargadores e juízes comodistas e letárgicos nos julgamentos que a sociedade - que paga seus polpudos salários e benesses - espera. Cito dois exemplos grotescos: a lerdeza no julgamento do mensalão, que já se arrasta por mais de seis anos, e a canhestra e estranha censura imposta ao Estadão, que perdura há inacreditáveis 793 dias!

PAULO RIBEIRO DE CARVALHO JR.

paulorcc@uol.com.br

São Paulo

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