Fórum dos Leitores

CARGA TRIBUTÁRIA

O Estado de S.Paulo

04 Outubro 2011 | 03h07

Realidade

A arrecadação cresce e a carga tributária deve bater recorde (2/10, A1). Mas com toda essa fartura nos cofres do erário, e que ocorre há quase nove anos de gestão petista, o caos na saúde, na educação e na infraestrutura continua - e os gastos improdutivos crescem! Assim como a corrupção...

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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Mais impostos?!

A presidente Dilma disse que o povo vai pedir novo imposto para resolver o problema da saúde. Será? Quem trabalha e produz já tem descontada uma carga tributária (38% do PIB) das mais altas do mundo e vê pouquíssimo retorno. Mais impostos vão resolver? Tivemos a CPMF, com desconto de 0,38% em cheques, recheando o Tesouro com muitos bilhões e a saúde em nada melhorou. Por que seria diferente agora? O que fazem os quase 40 ministérios e secretarias especiais, além de empregar muitos companheiros? Entram e saem ministros e se pergunta: o que fizeram senão muita política partidária e distribuição de verbas às suas bases? Qual a responsabilidade exigida de sindicatos e ONGs pelos bilhões liberados para projetos, muitos sem consistência ou viabilidade? O que se está fazendo para acabar com o funcionalismo fantasma e improdutivo, que tanto rouba e debilita a capacidade do governo de investir em obras necessárias? O Brasil tem de ser administrado com a eficiência de uma grande e complexa empresa. Temos de ter mais competência em todos os níveis do funcionalismo, uma contabilidade mais simples e transparente, mais incentivo para quem demonstra mérito e punição exemplar para quem faz mau uso do patrimônio público. É necessário que o governo administre melhor o dinheiro arrecadado, em vez de sobrecarregar ainda mais o trabalhador!

SILVANO CORRÊA

scorrea@uol.com.br

São Paulo

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Estão nos entendendo?

Parece que alguns políticos não querem entender o povo. Não queremos mais impostos, chega, já temos demais! O que queremos é a apuração de todos escândalos que envolvem dinheiro do povo. E, se devidamente comprovados, retorno do dinheiro aos cofres da união (venda de bens dos culpados). Em seguida, construção de milhares de hospitais e escolas para o povo carente. É só isso. Entenderam? Fomos claros?

CYNTHIA LIBUTTI MACIEL BRABO E NEY MACIEL BRABO

cynthia.brabo@ig.com.br

Santos

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Campeões

Como se sabe, quanto mais se arrecada, mais se propicia corrupção e menos é atendida a saúde. Basta de impostos, já somos campeões do mundo nesse particular. Precisamos aplicar e administrar melhor as nossas riquezas.

ANTÔNIO CARNIATO FILHO

antoniocarniato@gmail.com

Santa Rita do Passa Quatro

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ELEIÇÕES 2012

Paulinho da Força

Paulinho candidato a prefeito de São Paulo, com o apoio de Gilberto Kassab? Cadê a ficha limpa? Kassab está mostrando bem a dele com esse apoio. Limpeza já!

CARMINE MAGLIO NETO

carminemaglio@yahoo.com.br

São Paulo

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Campanha antecipada

Em Itanhaém, a campanha eleitoral de um dos pré-candidatos a prefeito começa um ano antes, com megashowmício. Pode? Quem paga a conta? Com a palavra a Justiça Eleitoral. Um detalhe: o tal pré-candidato tem a simpatia dos atuais mandatários...

ALMIR GARCIA

aladgr@msn.com

Itanhaém

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GOVERNO ALCKMIN

Valdemar Costa Neto

João Bosco Rabello, em sua coluna Direto de Brasília (2/10, A10), escreve que o governador Geraldo Alckmin (em quem votei) "arquivou temporariamente qualquer pudor cívico e ofereceu o comando de uma secretaria para o deputado Valdemar Costa Neto". Alckmin, na sua volúpia de ser presidente da República, aceita aquele réu do processo do mensalão. Isso mostra bem as razões do desprestígio da oposição e o caráter de nossos políticos. Parafraseando em parte a sra. ministra Eliana Calmon, digo que é mais fácil o Zorro prender o sargento Garcia do que Alckmin ser eleito presidente.

ROBERTO BANHARA D. CARDOSO

rbdc@terra.com.br

São Paulo

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GREVES

Patrocínios

O tenista Roger Federer pediu R$ 5 milhões para jogar uma partida de tênis com Gustavo Kuerten no Brasil em 2012 e já procuram patrocinadores. Por favor, que os Correios e o Banco do Brasil não inventem de patrocinar essa diversão. Aliás, que repensem suas políticas de patrocínio de todo e qualquer evento que surge até resolverem o grave problema das greves nos Correios e nas agências bancárias, que torturam milhões de brasileiros, empresários e trabalhadores.

EDUARDO BRITTO

britto@znnalinha.com.br

São Paulo

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ESCLARECIMENTO

ANP

Em relação ao editorial Alívio na regra do conteúdo local (3/10, A3), como responsável pela área, venho, em nome da diretoria da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), esclarecer o seguinte: 1) A ANP segue a política pública referente ao conteúdo local conforme as diretrizes do Ministério de Minas Energia e do Conselho Nacional de Política Energética. 2) Não consta de determinações da diretoria da agência nenhuma alteração no que se refere a redução de multas ou a simplificação das exigências atuais de conteúdo local. 3) A ANP tem cumprido a sua missão legal de fiscalizar as obrigações dos concessionários, conforme as cláusulas do contrato de concessão. 4) Diante do exposto, as considerações do sr. Marcelo Mafra, feitas aos jornalistas, não têm correspondência alguma com a posição da diretoria da ANP sobre o assunto.

FLORIVAL CARVALHO, diretor da ANP

lmanso@anp.gov.br

Rio de Janeiro

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O DINHEIRO PARA A SAÚDE EXISTE

Com a atual carga tributária nacional batendo recordes, é no mínimo estranha a conclusão da presidente Dilma Rousseff de que o povo ainda "pedirá novo imposto" (30/9, A7). Só faltava essa! Basta ela levar adiante a faxina que iniciou e pactuar com as principais lideranças do País um patriótico acordo que lhe dê respaldo para nomear livremente um time ministerial calcado em valores morais e técnicos que o dinheiro para a saúde aparecerá quase que por encanto. Ao acabar com a inescrupulosa politização das nossas instituições, ela verá que o dinheiro dos impostos deixará de sair pelo ladrão. Aí, sim, contará com o apoio unânime da sociedade brasileira para qualquer outra sua iniciativa.

Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br

São Paulo

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A POPULAÇÃO PEDIRÁ...

Se a população for "pedir", como disse a presidente, para que se crie um imposto para o que não funciona neste país, será preciso não só um para a saúde, como também um para a segurança, um para a infraestrutura aeroportuária, um para os transportes urbanos das grandes cidades, um para as rodovias, e assim por diante. Haja imposto. Com o constante aumento da arrecadação, é muita cara de pau insistir neste assunto só para deixar o Lula contente.    

 

Gustavo Guimarães da Veiga gjgveiga@hotmail.com

São Paulo

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INSISTÊNCIA DESMEDIDA

Em programa da TV Record, Dilma afirmou que a população irá pedir um novo imposto para a saúde. Só se for mais uma vez ludibriada pelo lullopetismo de araque para nos impor goela abaixo mais um imposto, apesar dos recordes de arrecadação de impostos por parte de todos os governos. Neste ponto Dilma nada fica a dever ao seu antecessor, na vontade arrecadatória para distribuir entre seus asseclas e ministérios que estão a todo momento envolvidos com desvios de verbas. A tal faxina já era, sem nunca ter sido. Acorda, Brasil!

Boris Becker borisbecker@uol.com.br

São Paulo

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DISCURSO AFINADO

Interessante observar que Dilma Rousseff e Gilberto Kassab estão afinados no discurso sobre a saúde. Em entrevistas, ambos disseram que o problema da saúde é de gestão. Será que só agora descobriram isso? Até o mais ingênuo cidadão deste país sabe que a roubalheira não deixa os serviços essenciais melhores. A presidente deveria colocar os responsáveis pela fiscalização do dinheiro público em alerta e cobrar deles um trabalho idôneo e responsável. Não adianta apontar erros depois que o governo acaba, como tem acontecido.  Se a presidente exigir reuniões com os responsáveis e cobrar ações e punir maus funcionários, verá que dinheiro sempre existiu, o que atrapalha é a corrupção deslavada e imoral que corrói o Brasil em todas as instâncias.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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VELHO IMPOSTO

Ouvi uma entrevista de nosso prefeito, Gilberto Kassab, em que ele informa que aumentou de 15% para 21% a verba da saúde sem nenhum aumento de imposto. Será que os paulistanos que sofreram com o aumento de 30% no IPTU irão esquecer e se iludirem com informações enganosas?

Carlos Alberto Duarte carlosalberto@ibg.com.br

São Paulo

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REPETIÇÃO

No último trimestre de 2007, o País acompanhou a luta do governo para manter no papo os fundos gerados pela CPMF. Caiu o tributo, “universal”, logo substituído com folgas pelo “...aumento de tributos que podem subir sem nenhuma autorização legislativa.” (G. Mantega, Estadão, 2/12/2007). Muito se discutiu, muito se reclamou, muito se escreveu e a ameaça foi cumprida. Quase quatro anos depois, temos de volta a velha queda de braços. Afinal, “quem tem medo da CPMF é quem sonega impostos.” (Lula, Folha Online, 27/11/2007); ou “Na verdade, o dinheiro da CPMF é para a saúde, para a aposentadoria de trabalhador rural e para o Bolsa-Família. É pra isso que serve a CPMF”. (G. Mantega, idem acima). A presidente da República afirmou dias atrás que a população pedirá um novo imposto para financiar a saúde, onde existe um problema sério de gestão. É provável que mais recursos gerem mais problemas. Mas aquela tourada e sua presente continuação poderiam não existir, bastando para isso que fosse levada em conta uma afirmativa, que tem total correspondência com a realidade, está aí para quem quiser ver:  “Em discurso anteontem à noite em Porto Alegre, ao inaugurar novas instalações do Grupo Hospitalar Conceição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil “não está longe de atingir a perfeição no tratamento de saúde”” (Lula: país não está longe da perfeição na saúde; O Globo, 21/4/2006). Acho que a população, finalmente percebendo que não está longe da tal perfeição, pedirá a volta rápida (e rasteira) do saudoso tributo. Se, mesmo assim, o governo quiser fazer uma campanha publicitária para aumentar apoio à imprescindível medida, vai ser fácil achar o mote, calcado na “perfeição”.  O texto poderia se basear no último parágrafo da carta da leitora Deborah Marques Zoppi, no Fórum dos Leitores de domingo (2/10): “No momento estou satisfeita em pagar três vezes pela saúde: pública (via impostos), plano privado e atendimento particular quando médicos não atendem planos – no que fazem muito bem. Ah o Brasil”. Talvez a campanha não decole. Mas essa ideia tem de ser repetida à exaustão.

 

Paulo Valladares paulovalladares@hotmail.com

São Paulo

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COLAPSO NA SAÚDE

   

Só lamentar não resolve, tem que haver mais mobilização da sociedade para que os governantes parem com o caos que estamos vivendo. Não é de hoje que o sistema de saúde do Brasil está caótico, mesmo antes de ser extinta a cobrança do imposto do cheque que arrecadou dos contribuintes uma fortuna mas que o atendimento continuou á mesma porcaria de sempre. No entanto, nunca se viu tanta denúncia e reportagens da televisão brasileira sobre o assunto. As redes de comunicação parecem que formaram cartel para por no ar aquilo que os usuários já sabiam, ou seja: situação de abandono dos hospitais públicos por todo o país. Uma emissora quer ser mais dramática que a outra. Algumas se propõem a visitar as unidades de saúde em confortáveis jatinhos, como se isso resolvesse o problema que em muitas localidades já virou caso de polícia. Chegar voando aos locais mais distantes do país, para constatar o que todo mundo já sabe de cor e salteado há mais de décadas. Se a televisão fosse a cavalo, de ônibus ou trem encontraria o mesmo drama por que passam essas populações e comunidades. O intrigante de tudo isso é porque esse cartel foi formado repentinamente. Por que não se fez isso há um, dois ou três anos? Nos governos de Lula e FHC a coisa não era diferente. Certamente o leitor sabe que o único fato novo que se apresenta neste momento são as eleições do próximo ano e a discussão que está no congresso nacional sobre a criação de um novo imposto disfarçado de um nome genérico qualquer para custear a saúde brasileira. Já tivemos a famigerada CPMF, cujo objetivo era investir na saúde, o que não foi feito. Só que toda a grana arrecadada evaporou, entrou pelo ralo. Agora querem criar uma fonte de recursos "tirar dinheiro dos otários"? Sob a justificativa de melhorar as imagens apresentadas pela televisão. Oxalá não estejam nos dando alguma antibiótico via satélite para digerirmos mais uma garfada em nossos bolsos já saqueados pelos pesados impostos que pagamos. É estarrecedor pra dizer o mínimo...                   

                

 

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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SUGANDO O SANGUE

Há anos que o nosso sistema público de saúde está moribundo na UTI, sobrevivendo com auxílio de aparelhos. Nesses nove meses de governo Dilma, nenhuma providência foi tomada no sentido de melhorar a saúde desse paciente em estado quase terminal. O pior é que, sob a cômoda alegação que o único remédio que poderá curá-lo é uma injeção chamada “novas fontes de recursos”, já experimentada sem sucesso no passado, os incompetentes e cínicos “doutores do governo” pretendem desenterrar e ressuscitar o velho zumbi “CPMF”, para sugar ainda mais o sangue dos já combalidos contribuintes. Todos aqueles que forem favoráveis à ideia, a começar pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, seguida pela fraquinha Ideli Salvatti, das Relações Institucionais, merecem praticar o haraquiri. Se não quiserem cortar o próprio ventre, procurem então: cortar as toneladas de gorduras acumuladas nas pesadas e ineficientes estruturas; cortar os canais de desvios de dinheiro público; cortar os corruptos, os incompetentes, os pelegos e demais parasitas instalados na administração; cortar o mau uso de dinheiro público. Na certa, vai sobrar ainda muito dinheiro. Falta apenas vontade, patriotismo e muita vergonha na cara.

 

Yoshitomo Tsuji y.ts@hotmail.com

São Paulo

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VERGONHA NA CARA

Em entrevista a este jornal, a ministra Ideli Salvatti afirmou que haverá um novo imposto para financiar a saúde. Inacreditável a ousadia dos nossos governantes nunca saciados com os enormes e indevidos impostos que são cobrados da população de todas as classes sociais. Mais inacreditável ainda é constatar que a presidente Dilma, durante a campanha eleitoral, negou por três vezes quando perguntada se aumentaria impostos. Judas Iscariotes também negou Jesus por três vezes. Num país onde nem o nome do presidente do Senado é original, tudo é mesmo mistificação. A vergonha na cara, em português bem popular, parece que sumiu ou foi roubada. Não existe mais no mundo dos políticos, mas com certeza no seio da população ela ainda vive, fortalecida quando num show de rock mais de 100 mil pessoas bradam o que pensam de tudo isso. Será que ainda temos futuro?

 

Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com

São Paulo

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CORRUPTOS QUE PAGUEM

Dona Ideli, a senhora não precisa pedir a criação de um imposto. Resolva o assunto da seguinte maneira: peça a sua chefe, Dona Dilma, que emita uma portaria determinando que todo corrupto recolha aos cofres do governo 10% de toda "bolada" recebida ilegalmente para o "Mistério" da Saúde. Tenho certeza, sobrará dinheiro pra saúde.

Paulo Corrêa Leite paulocleite@bol.com.br

São Bernardo do Campo

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FONTES DE SOBRA PARA A SAÚDE

Segundo a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais), o governo tem clareza de que precisa de novas fontes para a Saúde. Que tal usar as mesmas, nas quais se locupletam os vermes que corroem nosso erário? De onde tiram até bilhões para distribuir, no exterior, para "fazer bonito" frente aos companheiros? 

Cléa M. G. Corrêa cleacorrea@uol.com.br

São Paulo

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SOLUÇÃO

Num país imerso em corrupção, onde à maioria da população não tem acesso decente a saúde, educação, habitação, saneamento básico e afins, quando é preciso uma solução para melhorar alguns destes itens básicos e resguardos a todos pela Constituição de nosso país, a solução é inexoravelmente a criação de um novo imposto.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

São Paulo

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A QUEM INTERESSA?

O governo, ao que tudo indica, vai mesmo insistir na criação de um novo imposto, a CSS, que nada mais é do que a extinta e famigerada CPMF. Num país onde a carga tributária é das mais pesadas do mundo, é inacreditável que o cidadão sofra mais esse ônus. Lembro-me bem, na época da CPMF, para se comprar um automóvel, o vendedor, particular ou não, concedia um desconto no preço, mediante pagamento em espécie. Se o dinheiro passasse pela conta corrente, já debitavam os 0,38%. Imagine, então, um apartamento. Com a falta de segurança cada vez maior, o cidadão ser obrigado a transportar dinheiro em espécie para economizar 0,38%... Existem outras fontes, mas o governo parece não querer enxergar. Diante disso algumas perguntas devem ser feitas: por que a exemplo de vários outros países, onde o modelo funciona e dá resultado, não regulamentam os jogos que existem na informalidade, movimentam valores muito consideráveis e não oferecem nenhuma contrapartida ao Estado? A quem interessa que este setor da economia, que é real, continue na informalidade? A regulamentação desta atividade geraria arrecadação de bilhões ao ano em impostos, daria fim a corrupção de policiais e gastos de recursos financeiros com a opressão inócua ao jogo clandestino. 

 

Sérgio de Pádua Pereira sergiodepadua@hotmail.com

Belo Horizonte

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INFAME IMPOSTO

Nada mais repulsiva que a ideia de recriação do infame imposto CPMF. Ainda que disfarçada em “nova versão” segundo a ministra Ideli, a imposição de mais um sangradouro à população confere um atestado de incompetência ao governo petista. É evidente que a feroz arrecadação estatal permitiria investir e muito na área de saúde. Os únicos problemas são os gastos. Cortando-os de forma responsável e inteligente, como, por exemplo, desmamar gradualmente certos programas incluindo a Bolsa-Família, enxugar radicalmente a máquina administrativa, extinguir alguns cargos de confiança, cobrar verbas desviadas pela corrupção, são medidas que, se levadas a sério, tornam totalmente desnecessário um novo imposto.

Marco Aurélio Agarie mark9dk@yahoo.com.br

São Paulo

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OITO ANOS PELA SAÚDE

Como indesejável por toda a população e até por alguns parlamentares, não é necessário criar um novo imposto para a saúde. A solução mais adequada e ansiada pelo povo é um corte de pelo menos 30%/50% na gastança que o lulopetismo instalou no País nos últimos oito anos e estou certo de que só isso bastaria para cobrir as necessidades da saúde e ainda sobraria muito dinheiro. Além disso, como medida coadjuvante e saneadora, providenciar o confisco dos bens de todos os ministros desonestos et caterva que meteram nos seus bolsos somas enormes dos Transportes, Turismo, Conab e outros como mensalão, cartão corporativo e somado tudo isso, serão bilhões que foram desviados dos cofres públicos. Como temos aí uma máfia instalada no poder neste pobre Brasil, resta esperar que o povo faça uma manifestação de protesto e exija imediata mudança no governo, como foi feito para as Diretas Já, para saída do sr. Collor (minúsculo mesmo), para assim eliminar esse câncer que envergonha a  todos nós que amamos nossa pátria. Vamos em frente, queridos compatriotas, antes que seja tarde demais!

Reynaldo Pereira da Silva reynaldopsilva@uol.com.br

São Paulo

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REFORMA LINGUÍSTICA

Seria cômica se não fosse trágica, a correta frase, ''é só acabar com a bandalheira'' para arranjar dinheiro para financiar a Saúde'', Acontece que a autor dessa pérola é o deputado Paulo Maluf (PP-SP). O deputado pela suas escaramuças nas barras da Justiça chegou a criar o verbo ''malufar'' que na época apontava alguém acusado de roubo. Mas, a língua do ''Bruxo do Cosme Velho'' (Machado de Assis) continua em plena evolução com a contribuição da nossa presidente que incluiu o termo ''malfeito'' em susbstituição a ''roubo''. Demissão ou afastamento por ''malfeito'' não dá inquérito nem processo, e o ''malfeitor'' segue ileso a sua trajetória de ''malfeitos' e sem nódoa na sua folha corrida, mesmo porque a memória do povo sofre de amnésia lacunar permanente. Pelo andar do cortejo um novo termo poderá assumir os comentários da mídia: ''juizar''. A língua machadiana é mesmo muito rica.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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BRASIL DESGOVERNADO

Greve nos bancos. Greve nos Correios. Corrupção alucinante. E a sra. presidente Dilma Rousseff viajando. Apenas um conselho à sra. presidente: fique de férias permanentes no país de origem de seus progenitores.

Anastacio Gabriel anastacioangola@terra.com.br

São Paulo

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PESQUISA

A pesquisa CNI/Ibope divulga que a nossa presidente atingiu 51% de aprovação, só não entendemos como. Nada melhorou após a sua posse, a inflação está fora do controle – já passou dos dois dígitos –, o etanol em falta e nas alturas, a gasolina mais cara e importada, a saúde, a educação, a segurança e os "malfeitos" nos ministérios continuam muito piores, sem dúvida! Como acreditar em pesquisas? O "esquema" é o de sempre, ou seja, divulgar "mentiras" muitas vezes, que alguns incautos até aceitam como verdade, por algum tempo... O que melhorou até agora? No momento estamos convivendo com novas greves, mas vai melhorar... É isso?

 

Maria Teresa Amaral mteresa0409@estadao.com.br

São Paulo

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HIGIENIZAÇÃO GOVERNAMENTAL

Dona Dilma não merece estar tão bem no quesito de aceitação popular revelado nas pesquisas. A autopropaganda focada em faxina é enganosa. Se tivesse higienizado seu ministério, antes de empossá-lo, teria evitado a infestação de corruptos.

Sergio S. de Oliveira marisanatali@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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SAÚDE E POLUIÇÃO

Relatório da Organização Mundial de Saúde, publicado em todos os jornais brasileiros, mostra que a poluição do ar está em níveis tão elevados que pode ameaçar a saúde de todos os que vivem nas grandes metrópoles. E mais: coloca a capital paulista entre as cidades mais poluídas do mundo. Esses dados sozinhos já deixam qualquer um que mora ou trabalha aqui preocupado. Mas uma reportagem do jornal O Estado de S. Paulo me deixou de cabelo em pé. Imaginem que a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente da prefeitura, sem ao menos discutir com a comunidade, autorizou que a Universidade de São Paulo corte de mais de mil e trezentas árvores no Campus Butantã. Sabem o que isso significa? Acabar com uma “pequena” mata do tamanho de um Parque como o Trianon ou da Aclimação. É quase o dobro do que foi desmatado para a obra inteira de duplicação da Marginal do Tietê. Um absurdo. A justificativa é a construção do chamado Parque dos Museus, que sediará os Museus de Arqueologia e de Zoologia. A USP deverá manter no local apenas 217 árvores e plantar outras 6 mil. A troca parece até boa. O problema é que as árvores que serão cortadas são adultas, robustas e ajudam muito o clima da região. As mudas que serão plantadas só conseguirão o mesmo efeito daqui a 20 ou 30 anos. Não dá para esperar. A nossa saúde não pode esperar. As árvores, todo mundo sabe, ajudam a umidificar o ar, a dispersão de poluentes e alivia os efeitos causados pelo tempo seco e quente.  Eu não tenho nada contra a construção dos Museus. Eu só defendo que o complexo seja feito em uma área da USP onde o corte de árvores necessário para as obras seja menor. Senhor Kassab, senhor reitor... as árvores ainda estão lá, não foram cortadas. Ainda dá tempo de tomar uma atitude, antes que seja tarde. Eu fiz a minha parte. Acabo de entrar com uma representação no Ministério Público Estadual contra essa destruição. Ponham a mão na consciência, leiam os jornais com as reportagens mostrando que essa cidade é uma das mais poluídas do mundo e que isso pode ter um efeito terrível na saúde das pessoas. E por favor, impeçam que todos nós sejamos vítimas de um ato irresponsável, por que cuidar de doenças respiratórias custa caro e manter essas árvores não custa nada, só é preciso boa vontade.

Ana do Carmo, deputada estadual (PT-SP) akbc67@hotmail.com

São Paulo

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DESMATAMENTO NA USP

Recebi por e-mail um texto que aparentemente é a resposta oficial da USP para a notícia sobre o desmatamento no campus do Butantã publicada pelo Estadão. Minha intenção era apenas fazer comentários sobre a posição da universidade, mas tenho de começar esta carta relatando que aqueles que são contra a derrubada de mais de mil árvores para construir prédios foram atropelados pelos fatos. Colegas meus que usam o Portão 3 me relataram hoje que a devastação já começou (sou professor da USP).  Dizer que 1592 árvores serão substituídas por 7 mil é uma falácia. Isto só será verdade daqui a 20 ou 30 anos, e isto se todas as mudas plantadas virarem árvores adultas. Enquanto as mudas não crescem, teremos de conviver com o prejuízo ambiental causado por este desmatamento. Dizer que tudo bem matar espécies exóticas é outra falácia. Deve haver meios de se manejar o problema sem botar tudo abaixo. Esta aí um belo projeto para a USP, que poderia virar referência nacional: mostrar como se pode defender as espécies nativas sem causar devastação. Não sei em que se baseou a reportagem do Estadão quando comparou a mata a ser devastada com o Parque Trianon. Se foi só em área plantada, concordo com o porta-voz da administração que a comparação foi indevida. Mesmo assim, essa matinha de árvores raquíticas e exóticas merece ser defendida. O mais irritante é ouvir como defesa do desmatamento a afirmação de que a legislação foi cumprida. O que se espera da USP é uma posição de liderança na defesa do meio-ambiente, e não apenas o manejo burocraticamente correto do seu imenso patrimônio natural.

Severino Toscano do Rego Melo toscanomelo@gmail.com

São Paulo

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CENTER NORTE, O RISCO E A OMISSÃO 

O caso do Shopping Center Norte demonstra de que o País ainda precisa evoluir muito para se considerar desenvolvido. No anos 80, quando autorizaram a edificação do shopping naquele terreno, as autoridades e órgãos técnicos deveriam ter levado em consideração os riscos do lixão no subsolo. Mas, só em 2004 foram identificadas as necessidades de obras que desviem dos prédios e joguem na atmosfera o gás metano.  Agora, sete anos depois, resolveu-se agir com severidade. Algumas perguntas insistem em não calar. Quais os órgãos que autorizaram a construção e funcionamento? Já conheciam os riscos do lixo? Por que demoraram 20 anos (de 1984 a 2004) para começar a exigir providências? O que fizeram desde 2004, quando o problema foi identificado? E agora, existe algum fato novo que coloque o lugar em risco e exija a medida extrema do fechamento? O problema é tão greve que justifique o encerramento de mais de 400 lojas e milhares de postos de trabalho?  O poder público tem deveres dos quais não pode fugir. Além de cobrar taxas e tributos, tem responsabilidades sobre aquilo que produzem. Quem autorizou a construção e operação do Center Norte tem tanta responsabilidade quanto seus empreendedores. Quem o fiscalizou durante essas quase três décadas é também responsável e não isso pode mudar de uma hora para outra. De repente, o empreendedor é transformado no demônio e os órgãos públicos omissos colocam-se como paladinos. É preciso que todos assumam suas responsabilidades e, juntos, busquem a solução.  E a favela – hoje Cingapura – igualmente ameaçada pelo gás do lixo? É preciso também resolver o problema dessa gente pobre. Além disso, pelo Brasil, há milhares de edificações sobre o lixo. O que fazer para protegê-las? Estariam todas ameaçadas? Poderão explodir? Onde estão as autoridades?

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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NAS PROXIMIDADES DO SHOPPING

 

Esta história do Shopping Center Norte está muito mal contada... gostaria de saber por que ninguém fala nada sobre o Terminal Rodoviário Tietê...

 

José Renato Nascimento jrnasc@gmail.com

São Paulo

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EXPLICAÇÕES

Causa estranheza que, após o shopping funcionar por cerca de 30 anos no local, somente agora a Cetesb e a Prefeitura do Município tenham descoberto o problema. E a rodoviária? Parte dela também estaria sobre o aterro. Aguardamos explicações...

Pedro Liguori pliguori@ibest.com.br

São Paulo

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METANO À SOLTA

Como o Cingapura, nas proximidades do Center Norte, também corre risco de explosão, pela própria quantidade de botijões de gás que deve haver por lá, será que a Prefeitura vai fechá-lo? Vai ter multa diária de R$ 17.450,00 para os moradores ratearem? Ou é só o shopping que gera din din?

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

São Paulo

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DESAFIANDO O BOM SENSO

Centenas de milhares de pessoas trabalham, passeiam, compram, se alimentam e se divertem sobre uma mina de gás metano prestes a explodir a qualquer instante por uma simples fagulha elétrica. Que prefeito autorizou a construção de um gigantesco centro de compras sobre um antigo lixão? A empresa que empreendeu o complexo, que inclui shopping center, supermercado, centro de exposições e hotel, deu conhecimento aos lojistas, hóspedes e expositores do perigo que havia sob seus pés? Esse é mais um absurdo a desafiar o bom senso! Se não houver a correta e permanente drenagem do gás comprimido nas entranhas do subsolo dos estabelecimentos,inocentes estarão sujeitos à morte no Center Norte.

 

J.S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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JUSTIÇA VESGA

Como é possível que um dos maiores shoppings do País, o Center Norte, mesmo há anos esnobando as advertências da Prefeitura de São Paulo e da Cetesb, de que a área em que foi construído existia um grande lixão, e por esta razão está contaminado por gás metano, e com eminente perigo de explodir, o Juiz da 7ª Vara da fazenda Pública (SP) ainda dá aos infratores uma liminar que permite o funcionamento da empresa?! Será que a magistrada Elena Calmon, que corajosamente disse que “atrás das togas existem bandidos”, esqueceu de afirmar também que juízes com muitos amigos geram privilégios de indignar, e que mandam a população se lixar mesmo com a gravidade de um caso como este do Center Norte?! Que País é este?! Será que ficaremos também órfãos de um dos pilares da democracia e da ética, a justiça, por que não podemos mais confiar nela?! E como fica a segurança de mais de 6 mil funcionários?!  E os empresários que estão vendo minguar sua clientela, quem paga este prejuízo?!  Este juiz que despacha confortavelmente de sua sala, ainda tem motorista e carro do estado a sua disposição, certamente demonstra não ter sensibilidade para encarar a gravidade que ronda o local citado. É tudo muito estranho...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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A IMPORTÂNCIA DO CNJ PARA NÓS, CIDADÃOS

Infelizmente sou testemunha da importância desempenhada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) na busca pela efetiva prestação da jurisdição no país, pois tive de por mais de uma vez e em estados diferentes, solicitar a atuação das corregedorias. Há mais de quatro anos fui alvo de uma quadrilha capitaneada por meu ex-marido e por juíza de Mato Grosso do Sul que, mesmo antes da existência de processo, determinou sem qualquer motivo a quebra de todos os sigilos de minha família. Também deu andamento a mais de trezentas ações criminais intentadas por uma mesma pessoa contra advogados, outros magistrados e, sobretudo, familiares meus, com o único e óbvio intuito de nos constranger. Vítima das atrocidades cometidas por quem deveria zelar pela Justiça e, já conhecedora da história da “magistrada” – que estava na comarca cumprindo pena de remoção devido a irregularidades anteriores –, procurei o Conselho Nacional de Justiça. Sob supervisão do CNJ a corregedoria sul-matogrossense realizou exemplar trabalho de apuração da conduta daquela que utilizava a toga como ferramenta de delitos. Depois de concluída a investigação que culminou na aplicação de aposentadoria compulsória da magistrada, o trabalho do Conselho terminou. Hoje, no entanto, passados mais de dois anos da abertura da investigação, o inquérito criminal, já instruído com várias evidências que comprovam inúmeros crimes, está parado em algum escaninho ou gaveta, e a devida responsabilização criminal da quadrilha parece ainda distante. Aqui em São Paulo, também encontrei diversos problemas na prestação jurisdicional. Após o último volume dos autos de minha execução de alimentos – o qual continha pedido de prisão em virtude do não-pagamento – desaparecer do fórum, resolvi procurar a Corregedoria paulista.  A juíza responsável pelo processo, dentre outros absurdos,  recusa-se a determinar a abertura de investigação para apurar o sumiço de um processo de dentro de um cartório. Curioso notar que, sem investigar, a magistrada atribuiu o erro a um estagiário que não teria conferido a devolução dos autos efetuada pelo advogado de meu ex-marido e como não foi apurado, ninguém pôde ser punido. Causador de muita estranheza é o fato de o Tribunal Bandeirante, por duas vezes, considerar normal a não determinação de abertura de investigação pela juíza, isentando-a de responsabilidades. Afinal, segundo a magistrada, foi ato de estagiário que não mais trabalhava no Judiciário. Olvidou-se contudo, o órgão fiscalizador, que em um Estado de Direito até os juízes se submetem à lei e que supressão de autos é crime! Crime do qual a juíza teve notícias no exercício de sua função e que portanto, tem o dever de ofício de determinar a averiguação em todas as esferas cabíveis. Duplamente beneficiada pelos equívocos da Corregedoria Paulista, tratou a julgadora de continuar com suas diatribes. Primeiramente, sentenciou afirmando que não se poderia atribuir o desaparecimento dos autos a ninguém, e posteriormente determinou o pagamento de mais de cem mil reais, a título de honorários, àquele considerado pela própria como responsável pela não devolução do processo. O órgão julgador das infrações disciplinares e delitos praticados pelos juízes em São Paulo é composto pelos 25 desembargadores mais antigos em atividade e, portanto, seria absurdo pensar que aqueles que se dedicaram por suas vidas à Justiça iriam compactuar com a infringência a ela. No entanto, parece que, dentre seus muitos afazeres, têm se descuidado um pouco da investigação de seus próprios pares – algo que deve ser feito de forma eficaz, a bem da própria Justiça e da sociedade. Talvez, se houvesse uma maior transparência, a situação fosse distinta. Hoje, inexiste a possibilidade de consulta a processos disciplinares contra juízes, o máximo que há são julgamentos de exceções de suspeição, invariavelmente julgadas improcedentes. Também não há como saber quais atos o Tribunal Paulista entende merecedores de punição e, nesse limbo, quando lesados por aqueles que deveriam a nós e ao Estado de Direito proteger, é ao CNJ que nos cabe recorrer.

Patrícia Bueno Netto

São Paulo

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CNJ X OAB

Pobre ministra Eliana Calmon. Luta quase sozinha contra as mazelas do Judiciário. E o que diz a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) sobre isso? Qual a opinião do Dr. Ophir Cavalcante, e do Dr. D’Urso? Peço jeito, só lhes interessam as eleições... Coragem, ministra. Como dizia Chico Buarque, um dia ainda vamos cumprir o nosso ideal e nos tornar um imenso Portugal...

Vinicius Branco vbranco@terra.com.br

São Paulo

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JUSTIÇA EMPERRADA

À corja dos corruptos escondidos por togas e defendidos pelo doentio corporativismo que quer ver unção religiosa onde deveria existir somente obrigação funcional, devemos acrescentar o exército do cinismo que procura fazer de vítimas todo o conteúdo de categoria profissional, quando claramente só foram atacados os desgarrados. A corajosa ministra Eliana Calmon  nítida e certamente criticou a existência de bandidos impunes – e não toda a categoria –, em ambiente destinado a analisar e decidir ações de defesa das leis e da sociedade. Ao se fazerem de vítimas – quando não foram acusados – os magistrados que se julgam honestos, estarão agregando à categoria os desiguais, dando a eles o benefício da tolerância e da impunidade, e então a eles se igualando pelo menos na omissão. E não seria outra a causa da triste imagem de nossa justiça, emperrada e sem constrangimentos por sua ineficiência programada em alguns processos (como o da censura ao Estadão e mensalão) e celeridade espantosa como o da operação barrica. Há realmente ocorrências inexplicáveis em nossa justiça, e para que a vaidade e empáfia de alguns togados não seja arranhada, eles mesmos deveriam apoiar o CNJ na árdua tarefa de punir juízes desonestos com penas severas, pois são pretensamente pessoas com alto nível de formação, no conhecimento das leis. Isso para não lembrar que, no arrepio da constituição, a pena máxima para eles é a da aposentadoria, medida considerada como prêmio, após décadas de trabalho duro para qualquer outro cidadão não especial.

Gustavo A. S. Murgel gustavomurgel@hotmail.com

Campinas

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A ORIGEM DE TUDO

Alguém se lembra da origem da palavra “larápio”. Pois é, sr. Peluso...

Ricardo Marin s1estudio@ig.com.br

Osasco

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JUSTIÇA SECTÁRIA

Diante da reação corporativista, de primária e insustentável rebeldia de setores da Justiça contra as palavras da Corregedora Eliana Calmon, em apêndice ao posicionamento do ministro Cezar Peluso; elevaram-se vozes em vários segmentos da sociedade, e sem modulação de tom não só em apreço ao posicionamento da Corregedora, mas ainda em demonstrar a mais completa indignação, desilusão por nossos Tribunais com as Excelências togadas. Não é para menos, o desvario que se presencia na vida pública nada mais é do que a corrupção institucionalizada pela falta de justiça. No Brasil, a política foi substituída pela corrupção institucionalizada. A contrafação na administração pública agora é organizada e até partidarizada. A pior das formas de corrupção é aquela que se presta aquiescência às demais que proporcionam qualquer dano à nação, até mesmo quando o erário público é dilapidado. Isto nada mais é do que a prática da injustiça qualificada pela toga que a sociedade ora se insurge. O ministro Gilmar Mendes, durante o processo do Ficha Limpa declarou:- “que as vezes a sociedade deve ser protegida dela própria” (pelo Supremo Tribunal Federal – STF). E quem nos protege das Cortes e suas sentenças viciadas, lambuzadas pela politicalha, trabalhadas em seus estertores pelo favorecimento às oligarquias? Não temos verdugos a nossos préstimos; ou do affaire com o clã Sarney, quem está certa a Justiça nitidamente apadrinhada ou meses de investigação da Polícia Federal? Que exemplo deu-se a sociedade? - Uma justiça arbitrada e vergonhosamente serva do coronelismo. A garbosidade de caráter demonstrada pelo expresso corporativismo, deveria a bem da própria instituição – Justiça, ser substituída pela autocrítica e pela humildade; isto representaria muito mais apreço ao que emana do povo. Humildade é disso que estes senhores togados necessitam em substituição à galhardia rota de títulos sem glória alguma. A glória vem do que se presta a outrem; o que prestam, em geral não tem atendido sequer mínimos padrões de moralidade à nação e que deveriam proteger. Se houverem problemas, resolvam; se em suas hostes houver quem não mereça ali continuar, expulse-os com ira exemplar, pois a povo, em seu direito sagrado cabe justiça.  Isto não é um prenuncio nem opinião desqualificada, é a visão de milhões que não creem mais nos tribunais deste país pela injustiça a que nos predispõe. Afinal de que fileiras saíram Medina e Lalau? Este último dirigia a Comissão de Obras do imponente Fórum Trabalhista de São Paulo, e isto mesmo depois de regiamente aposentado. Era “um trabalho voluntário” e que “ninguém desconfiava”, certamente com o beneplácito silencioso de centenas de servidores muitíssimos bem remunerados pelos cidadãos que carecem do funcionamento isento das Cortes. Dispensável é elencar outros casos, porém nada passa sem lembrarmo-nos do mensalão. Mister citar ainda quando completa-se um ano que o Ministro do STF Antonio Toffoli pediu vistas para obstar o andamento do processo relativo ao expurgos dos planos econômicos e as perdas decorrentes nas cadernetas de poupanças. Milhões de pessoas aguardam a manifestação do STF – presidido pelo ministro Peluso. Toffoli, um ministro tardinheiro, que foi ex-assessor de José Dirceu na Casa Civil, tem nesse episódio uma marca indelével. Quando de sua passagem pela Advocacia Geral da União, manifestou-se a favor dos Bancos, e contrário aos poupadores - motivo este mais que suficiente para declarar-se impedido de ora manifestar-se no Supremo. Ele o fez? Não! O Ministro Peluso presidente da Corte interviu? Não? Estão fazendo justiça a quem? Portanto a Corregedora Eliana Calmon disse o mínimo, e o que disse está correto, provavelmente apenas errou na grandeza, pois se quisesse falaria muito mais. Que as vulgares teses corporativistas tenham ouvidos para ouvir e olhos para ver e semeiem a verdade em torno de si e de seus atos e palavras se desejarem praticar justiça e não a hipocrisia dos falsos pregadores de uma honestidade impoluta que nem ilude mais a incautos.

 

Oswaldo Colombo Filho colomboconsult@gmail.com

São Paulo

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APOIO A PELUSO

Companheiro Cezar Peluso, não deixe a elitista Eliana Calmon Robespierre destruir a nossa corporação que tem sido o sustentáculo do Estado Patrimonialista brasileiro desde a nossa independência. A gente sabe como estas coisas começam, mas não como terminam... No pasarán.

William Carvalho zazao989@terra.com.br

Brasília

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BLINDAGEM CONSTITUCIONAL DO CNJ

Parabéns ao senador Demóstenes Torres pela Emenda Constitucional que deixa induvidoso o poder do CNJ de investigar diretamente, independentemente do pronunciamento prévio das Corregedorias Internas dos tribunais locais, que se demonstraram, ao longo da história, uma confortável "sala vip" do mais acendrado corporativismo, em detrimento dos jurisdicionados que ousam reclamar contra atos praticados por seus colegas.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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QUE PAÍS É ESTE?

 

Esta mensagem foi enviada ao deputado Magno Bacelar, em virtude de sua defesa descabida ao senador José Sarney tentando com isso desqualificar aqueles que contra o senador se manifestaram democraticamente durante apresentação da Banda Capital Inicial no Rock in Rio: Prezado deputado, li sua declaração divulgada pela imprensa e na internet sob sua tentativa de defender José Ribamar Sarney das declarações feitas durante o evento Rock in Rio pelo cantor Dinho Ouro Preto da Banda Capital ao interpretar canção Que país é este, cuja letra composta por Renato Russo na década de oitenta se mantém atual por incrível que pareça. O senhor além de nobre parlamentar é médico, ou seja, estudou, teve acesso à boa educação e com certeza sabe que generalizar as críticas que foram feitas a Sarney como sendo de drogados quer seja no palco ou na plateia seria o mesmo que afirmarmos que todos os políticos brasileiros não prestam ou são vagabundos, algo impensável, certo? Ademais, a reação do público foi uníssona, quase 150 mil brasileiros, eleitores, em sua maioria trabalhadores ou estudantes de diversas regiões do país, incluindo o vosso Maranhão aplaudiram e ainda deram continuidade ao grito de desabafo do cantor. Sem contar que numa democracia, urge que o cidadão seja ele cantor ou telespectador, tenha o direito de expor sua opinião sobre os políticos, incluindo o eterno senador do Amapá José Sarney. Afinal que democracia seria a nossa se somente pudéssemos elogiar e não criticar e dizer verdades doam a quem doer? O senhor quer fazer uma moção contra o vocalista Dinho Ouro Preto, creio que já tenha feito outras moções contra alguns parlamentares que roubaram o erário, contra madeireiros que desmatam as nossas matas e florestas e com certeza por ser médico o senhor já fez inúmeras moções contra o nosso medíocre sistema de saúde pública? É normal que o senhor tome posição favorável ao Senador do Amapá, afinal dentro do seu Estado a marca "Sarney" é forte demais, muito maior que o Rock in Rio, maior que às 150 mil pessoas que lá estavam, maior que a esperança do nosso povo em ver seus políticos engajados na busca por saúde decente, educação de qualidade e segurança pública, por exemplo. Eu, deputado, sou nascido e criado em São Paulo, tenho 53 anos e nem sou roqueiro, nunca fumei sequer um cigarro, mas tenho a convicção que denegrir quem clama contra um senador ou um Congresso ou uma classe política que insiste em não dar exemplos de ética, cidadania e honradez não é o melhor a fazer.  Ouvir a voz do povo e através dela efetuar uma profunda reflexão seria na minha humilde opinião o melhor a se fazer hoje e sempre.

 

Rafael Moia Filho Twitter: @rafamfilho

Bauru

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A ILEGALIDADE NA APURAÇÃO DA ILEGALIDADE

Absurda a posição do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de anular todas as provas contra aos donos do Maranhão, que exerceram procedimentos ilegais com a operação Boi Barrica, ou seja é ilegal a maneira mas são Legais as atitudes com o dinheiro público.

Luiz Roberto M. Bonadia luizbonadia@terra.com.br

São Paulo

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PASTANDO

O STJ nos enviou a seguinte mensagem: Não acreditem na Justiça (será que o J se justifica ou deveria ser injustiça?) brasileira, pois dependendo do dia, do juiz, do nível as decisões serão diferentes.

E que se danem as gravações escabrosas porque uma simples nuance jurídica pode não ter sido cumprida. É a busca inconstante, pela nossa Justiça, do recibo de pagamento ou da confissão assinada para que um corrupto seja enjaulado. Lamentável. Mandem o Boi Barrica para o pasto!

Abel de Mattos Cabral Neto abelcabral@uol.com.br

Campinas

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JOSÉ SARNEY

Indiscutivelmente e vergonhosamente, a justiça (minúsculo) brasileira é cega mesmo... Ou melhor, só enxerga e pune quem furta um pacotinho de manteiga... Acorda,  Brasil!

Oswaldo Abrão José oaj007@hotmail.com

São Paulo

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JUSTIÇA OU POLÍTICA?

 

A decisão do STJ de invalidar as investigações da Polícia Federal e beneficiar o "clã Sarney" colocam em dúvida se a função dessa instituição é aplicar a justiça a todo e qualquer cidadão brasileiro, ou, simplesmente, funcionar como um mero instrumento político para beneficiar àqueles que se utilizam de suas funções públicas para conquistar dinheiro e poder. Enquanto alguns se beneficiam da suposta "justiça", a Justiça brasileira perde sua credibilidade perante o povo.

 

Giovani Carmelo Hamada giocarmello@hotmail.com

Sorocaba

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OPERAÇÃO BOI BARRICA

Diante da decisão do STJ de anulação das provas da Operação Boi Barrica, é de perguntar: Para que precisamos do Judiciário no Brasil? Resposta:  basta obedecer às conveniências dos donos do poder que tudo será resolvido a contento. Já se imaginou que economia seria  feita, não tendo de arcar com tanta despesa a procura de justiça? Acorda, povo, vamos protestar contra este estado de coisas.

Adib Hanna adib.hanna@bol.com.br

São Paulo

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PLEBISCITO

Que tal o plebiscito : Devemos ou não aposentar o Sarney? Façamos pela internet que sai mais barato.

Mario Cobucci Junior maritocobucci@uol.com.br

São Paulo

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CONSTITUINTE DO PSD

Sr. Gilberto Kassab, prefeito de São Paulo, o seu recém-nascido PSD quer nova Constituição? Será que não é suficiente essa sucata que temos funcionando desde 88? Em primeiro lugar não temos políticos suficientemente confiáveis para tal trabalho que requer muita sabedoria, honestidade e acima de tudo competência. Ainda completando meu pensamento: para termos uma boa Constituição, precisaríamos escolher pessoas moral e culturalmente habilitadas. E, com total independência da influência político-partidário. Se assim não for, teremos nova sucata protetora de corruptos e bandidos. Atualmente não há nenhum partido confiável para propor tal trabalho!

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@yahoo.com.br

São Paulo

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CONSTITUINTE DE FACHADA

Com um partido formado de traidores de seus eleitores, o atual prefeito "facultativo" de São Paulo fala da proposta de seu PSD (sem localização ideológica) de que ele pretende criar uma nova "Constituinte fachada”. Convenhamos Kassab com essa casta de políticos que estão transformando nosso País no mais corrupto do mundo como nos garantir lisura e capacidade de isenção para tão grande responsabilidade. Parece que está a serviço do PT que de velho defende essa pretensão. Começa mal um partido com essa ameaça.

Leila E. Leitão

São Paulo

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O CÍRCULO SE FECHA... PARA O GOLPE!

Num país onde não temos confiança sequer de realizar um plebiscito pelo único motivo de que este governo tem combustível suficiente para abastecer a mídia televisiva com suas mensagens e assim acabar por influenciar o pensamento e a decisão da população , vem o prefeito Gilberto Kassab propor uma Constituinte fechada como a principal bandeira da nova legenda, o PSD. Ou seja, apenas "alguns" é que terão o privilégio de modificar a Constituição de 88 ...? Por que só alguns e não todo o Congresso? A ideia do PSD é o Congresso formar uma assembléia com 250 parlamentares exclusivos eleitos por voto em lista fechada. Bom, eu venho escrevendo há dias denunciando o golpe à democracia que representa esta reforma política que prevê a lista fechada no processo eleitoral, candidatos escolhidos entre seus pares e que serão reeleitos garantindo inclusive a permanência de corruptos sob o manto protetor da imunidade parlamentar. Agora completa-se o golpe com esta proposta de Kassab (que antes deixou bem claro que a nova sigla não faria oposição ao governo de Dilma mas não imaginei que fosse ser tão colaboracionista) : a Constituinte que dará uma nova feição à nossa Carta Magna será retalhada e vitimada por este colegiado formado por deputados eleitos em lista fechada. Com o nível de corrupção que grassa naquela casa...já para ter uma idéia do que vai sair. O que nos espera? Resta alguma dúvida do golpe que será dado e do porque Lula se empenha tanto pela aprovação desta proposta de reforma política? Para mim... isso fede!

 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

 

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KASSAB COM FORÇA

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab,  disse que ficará  muito feliz se o ano vindouro passar o bastão de prefeito para o "Paulinho da Força". Depois de ouvir as declarações de Kassab, lembrei das declarações do então candidato a deputado federal Tiririca que dizia  que pior que está não fica. Hoje eu  arriscaria outra frase: pior do que está com certeza ficará.

 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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PAULINHO

O Paulinho, aquele que dá força ao partido que lhe der algo em troca, o das ONGs da esposa de mais de 17 milhões em verbas enfornadas, agora quer ser prefeito de São Paulo. Só pode ser piada ou falta de candidato desse partido parasita que ele representa. Aviso aos eleitores menos desavisados: o Paulinho, aquele que não sai da força nem na força, é a favor dos bingos. Quem tem ou teve alguma parente já viciado nisso sabe como é fácil tirá-lo desse vício, e como temos um amparo das otoridades, que não estão nem aí e não existem serviços sociais ou psiquiátricos para nos ajudarem. Então, por favor, gravem bem esse nome para não o elegermos por falta de opção ou por engano. Afinal, ele vai concorrer com a Martaxa, aquela das taxas e dos “relaxa e goza”, que, claro, só interessam a ela.

Antonio Jose G. Marques a.jose@uol.com.br

Rio de Janeiro

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ASSASSINOS DA JUÍZA PATRÍCIA ACIOLI

Há anos a população brasileira fica estarrecida com assassinos confessos, respondendo em liberdade pelos assassinatos cometidos, esperando anos pelo termino do julgamento. Gostaríamos de ver como o judiciário irá julgar os matadores da juíza Patrícia Acioli, barbaramente assassinada. Será que ficarão soltos também aguardando julgamento como acontece com o brasileiro comum, ou eles irão se precaver mantendo presos assassinos e mandante? Gostaríamos de ver a mesma regra dada a população sendo seguida pelos magistrados e que mantenham em liberdade os assassinos. No nosso mundo é assim que funciona e enquanto respondem em liberdade cometem mais inúmeras monstruosidades e a população que se cuide. Que os juízes corram o mesmo risco pelas leis que eles mesmos ajudaram a construir, não é STF?

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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NÃO PODE SER ESQUECIDO

Após o assassinato da juíza Patricia Acioli, sugiro que se erija uma estátua em sua homenagem. Num bom lugar do Rio de Janeiro. É o mínimo que podemos fazer. Seu exemplo não pode ser esquecido. Intitulada, por exemplo, O cumprimento heroico do dever. Porque essa valente e corajosa mulher entregou a sua vida, derramou literalmente o seu sangue cumprindo o seu dever. Até quando isso vai acontecer no nosso país? Até onde irá a infiltração das organizações criminosas nas nossas estruturas e instituições de governo? Podemos criar também uma associação pela honestidade e moralidade no governo com o nome desta grande juíza. Enviar esta carta é o mínimo que eu posso fazer. Enquanto isso, centenas de brasileiros muito bem preparados e competentes emigram para o Canadá ou para a Austrália... Giovanni Falcone, Paolo Borsellino, Patricia Acioli. Nomes que não podem ser esquecidos.

Rogerio Vitale rvitale01@gmail.com

Sao Paulo

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BATTISTI, CIDADÃO PAULISTANO

O edil paulistano Juscelino Gadellha (PSB/SP) propôs uma moção para conceder o título de "cidadão paulistano" ao quadrúplo assassino Cesare Battisti, julgado e condenado à prisão perpétua na Itália. Que se encontrava foragido em nosso país, absolvido e liberado para se juntar aos políticos "ficha suja". Vereador é isso? É falta do que fazer e estar no lugar errado, pior representando alguns cidadãos paulistanos, que com certeza não apoiam o ultraje que está sendo cometido. Como muitos "bandidos" nacionais são condecorados, lembrou do estrangeiro? E o voto é obrigatório...Quem votou nesse espécime como fica? Como votarão os demais vereadores?

 

Luiz Dias lfd.silva@uol.com.br

São Paulo

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AINDA CESARE BATTISTI

Conceder o  título de Cidadão Paulistano a Cesare Battisti só pode ser ideia de um perfeito imbecil.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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‘O ÔNIBUS NOSSO DO DIA A DIA’

  

Li com saudades e emoção a carta do Sr. Mario Lopomo (3/9) com  seu relato sobre o cotidiano de São Paulo  na metade da década de 50, porque vivi parte dessa. Assim como ele, em 1959 eu vivia na então "terra da garoa" morando  na Rua Darzan, travessa da Voluntários da Pátria em Santana e  trabalhava como office-boy numa imobiliária situada no começo da Avenida Gal. Ataliba Leonel.  O cotidiano relatado pelo Sr. Lopomo eu também vivi usando  ônibus elétrico ou  bonde aberto no qual o cobrador andava pelo mesmo recolhendo uns tíquetes amarelinhos com a sigla CMTC e ao receber de alguém puxava uma cordinha tocando um sininho registrando o passageiro, mas que diziam os maldoso na verdade ele só fazia isso a cada  3 recebidos e o barulhinho significava ".... din din, um prá Light dois prá mim..".  Nos bondes abertos,  muitos espertos não pagavam usando seu estribo como meio de fuga do cobrador,  algo impossível no fechado (camarão) onde tinha que passar pela catraca. As vezes eu usava o chamado o trenzinho da Cantareira para fazer serviços para a  imobiliária. A noite, quantas vezes fui a cinemas no centro da cidade e  principalmente dois na Praça Clóvis Bevilacqua, que muitos só conhecem pelo apelido de Praça da Sé. Chegava  assistir até duas sessões noturnas e mesmo depois das 23 horas eu descia tranquilamente a praça com direção ao Largo de São Bento para apanhar o ultimo bonde para Santana, sem quaisquer preocupações, porque o máximo de violência que ali podia ver, era alguma briga de bêbados, uma tranqüilidade hoje impossível basta prestar atenção na cambada de pilantras que ali amoitam, esperando tomar grana de algum passante distraído. Saudades de numa juventude que foi embora de há muito, de uma cidade calma, da sua garoa, do seu Pacaembu com sua concha acústica que enfearam trocando por um estúpido tobogã, o local onde assisti ao vivo e em cores meu Corinthians sagrar-se campeão do IV Centenário derrotando o Palmeiras. Hoje, quando comento esse cenário de outrora com meus filhos,  eles parecem nem acreditar que um dia São Paulo foi assim, uma cidade mais  civilizada, com  tendência a parecer alguma capital européia.

 

Laércio Zannini arsene@uol.com.br

São Paulo

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GUARDA CIVIL NO TRÂNSITO

Este jornal publicou em 30/9/2011 (C4) que S.P quer por GCM como Marronzinho para atuar no transito e aplicar multas. Atitude tardia já que na maioria das cidades do Primeiro Mundo e em muitas cidades do País as atividades do trânsito e do trafego são afetas aos municípios. É uma opção de modernidade! Aqui, em São Paulo, o município mantém uma Guarda Civil Metropolitana (GCM) com efetivo aproximado de 5.000 elementos bem treinados e equipados atuando como repressão a marreteiros ao mesmo tempo em que retira 1.500 policiais militares especializados no policiamento ostensivo de segurança pública recriando o CPTran,  proporciona-lhes todo o apoio logístico, paga-lhes uma gratificação de aproximadamente R$ 1.300,00 e contrata agentes marronzinhos para atuar no trânsito. Não seria mais racional a GCM absorver os marronzinhos e cuidar dessa atividade da Urbe sem duplicidade de ações retornando os policiais do Estado para a lides de segurança pública tão carente?

José Ávila A. Rocha peseguranca@yahoo.com.br

São Paulo

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FECHAMENTO DE RUAS

Congratulo-me com o Estadão pelo brilhante editorial Golpe no fechamento de ruas (29/9/2011), que certamente acelerará o fim da odiosa prática no País, também presente na então pacata Piracicaba assim considerada antes da Lei Municipal nº 207/07. Deverá o prefeito Barjas Negri decidir sobre a vigência e fim da Lei em Piracicaba. Como velho assinante do Estadão, é motivo de alegria e de esperança vê-lo sempre combativo e vanguardeiro na defesa dos cidadãos, principalmente quando atingidos em seus direitos constitucionais fundamentais como de livre associação, de habitação e direito de ir e vir, vítimas de legislações propagadoras da desarmonia sociais urbanas e criadas para atender interesses de minorias retrógadas quão arbitrárias.

 

Pedro Caldari ihgp@ig.com.br

Piracicaba

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INJUSTIFICADAS AGRESSÕES A GAYS

 

Mais um casal gay foi submetido a pancadas e agressões, no centro nobre da capital paulista. Não será com esse tipo de expediente violento que se determinará a ocorrência diuturna da moralidade em público. Os costumes precisam ser salvaguardados, mas não se pode erigir a violência como o remédio ideal para coibir opções sexuais anômalas. A violência é inaceitável, mesmo que se não aceite a escolha dos anômalos sexuais. Na verdade, já sofrem uma punição tremenda com o desprezo e críticas veladas da sociedade.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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CRISE

A China está pendurada nos EUA e na Europa, e o Brasil, pendurado na China. A China gastou seu dinheiro fazendo infraestrutura, o Brasil gastou seu dinheiro em cabides de emprego e mensalões políticos. Dá para ver o desfecho da crise que se aproxima do crash.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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IRÃ IRÁ VOTAR CONTRA PALESTINA NA ONU

Triste companhia: Israel, Alemanha e EUA. E agora também Irã. Se Israel está absolutamente enseguecido, os EUA não tem o direito de deixar acontecer. Os EUA tem responsabilidade histórica passada, presente e futura frente ao mundo. Como nação líder por tanto tempo. Pode ser a última oportunidade mesmo. A autoridade religiosa de Irã já se manifestou. O Irã deverá se opor à admissão de Palestina no ONU. Porque isso implicaria reconhecer a existência de dois estados. Mas Israel não deve ser reconhecido nunca. Será que os EUA não percebem que o buraco está mais em baixo?

 

Milan Trsic cra61@iqsc.usp.br

São Carlos

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ISRAEL

O premiê de Israel, Binyamin Netanyahu, rejeitou a criação de um Estado Palestino baseado nas fronteiras pré 1967com a alegação de que ocorreram mudanças demográficas importantes naquela região nos últimos 40 anos... Mas Bibi se esqueceu de nos dizer como aconteceram tais mudanças.Não foi expulsando palestinos de suas casas para a expansão unilateral dos assentamentos? Essa tal "mudança demográfica" que inviabiliza, segundo Bibi,a proposta de Obama, só ocorreu, portanto, devido às constantes violações dos direitos humanos dos palestinos. Um povo que sofreu o que sofreu na 2o. guerra mundial deveria entender que não são apenas campos de concentração e de extermínio, os extremos da violação dos direitos humanos,é que os violam. Ações como aquelas também. Se países ocidentais cobram de autocracias  respeito aos tais direitos, mais ainda deveriam cobrá-las de Israel. Afinal de contas, de que adianta uma nação democrática, de alto nível intelectual e civilizatório, se demonstra crueldade e discriminação em suas ações contra  um povo irmão?

José Eduardo Zambon Elias zambonelias@estadao.com.br

Marília 

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