Fórum dos Leitores

DILMA NA EUROPA

O Estado de S.Paulo

05 Outubro 2011 | 03h08

A nova Keynes (sic)

Nossa presidente, que Deus me livre e guarde, deu conselhos sobre como resolver a crise da Grécia: aumentar o consumo, os empregos e financiamentos. Com isso mostra que nada entende de economia. Não dá mais para aumentar os empregos públicos na Grécia, há que reduzi-los. A previdência deles é pior que a nossa em termos de déficit. Quem sabe, se reduzisse a educação, a saúde, a segurança, a infraestrutura de transportes, o saneamento básico, etc., aos padrões brasileiros, talvez conseguisse equilibrar as finanças. Antes de criticar o que não sabe na Grécia, devia cuidar de nossa corrupção, do empreguismo público sem necessidade nem retorno, da impunidade na gestão das verbas públicas, do aparelhamento de ONGs, ministérios, sindicatos e tudo mais, como nunca antes visto neste país. Senão em breve seremos nós a nova Grécia.

CARLOS TULLIO SCHIBUOLA

cschibuola@gmail.com

São Paulo

Se conselho fosse bom...

Dá até arrepio quando vejo a presidente Dillma dando conselhos à União Europeia. Será que ao recomendar que não façam "ajuste fiscal recessivo" ela esqueceu que nossa dívida interna beira R$ 1,7 trilhão e a externa, US$ 300 bilhões? Se conselho fosse bom, ninguém daria de graça.

BEATRIZ CAMPOS

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

Improcedência

A fala de Dilma na Bélgica, dando fórmula para sair da crise, sem conhecimento de causa, não procede. Pois só depois do esforço do povo brasileiro para pôr o País nos trilhos é que foi proporcionado o crescimento constante da economia. Dessa fase o PT não participou, ao contrário, criava mais dificuldades ainda para nosso povo, com greves, piquetes, invasões e outras anarquias que só atrasavam nossas ações. Deve ser por isso que, para eles, nada disso não existiu: quando pegaram o caixa já estava tudo pronto!

NELSON PEREIRA BIZERRA

nepebizerra@hotmail.com

São Paulo

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POLÍTICA ECONÔMICA

Juros e impostos

Mil loas à presidente Dilma por ter sugerido (ou forçado?) a redução dos juros absurdos da Selic, determinados pelo Copom desde o governo FHC e mantidos no de seu antecessor. Mas não se esqueça S. Exa., com licença para a advertência, com os juros os impostos também precisam cair, pois ambos são os maiores causadores do tão falado, verdadeiro e danoso custo Brasil. Precisamos diminuir o custo dos bens no País para aumentar o consumo, de modo que a economia interna ganhe força e se torne um motor de aceleração do crescimento do Brasil, e para isso é necessário que ambos os vetores - juros e impostos - que deprimem nosso consumo interno sejam reduzidos.

PAULO A. DE SAMPAIO AMARAL

drpaulo@uol.com.br

São Paulo

Selic a 9%?

A intenção do governo Dilma de baixar a Selic está encontrando menos oposição - exceto das operadoras financeiras -, pois é cada vez mais evidente a ineficiência desse sistema para o controle da inflação. Com os juros mais altos do mundo, nossa inflação sempre foi maior que a registrada nos países com juros perto de zero. A Selic, com múltiplos e sérios efeitos adversos colaterais, motiva também a tendência inflacionária, pois não apenas integra o mal afamado custo Brasil, mas os exorbitantes juros nacionais inibem os investimentos industriais para ampliar a capacidade produtiva, provocando assim o desequilíbrio entre oferta e demanda.

PABLO L. MAINZER

plmainzer@hotmail.com

São Paulo

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COPA 2014

Gol contra

Não há nenhuma dúvida quanto à importância capital de o Brasil sediar a Copa do Mundo de Futebol de 2014, o que não quer dizer. no entanto, que deva ceder a toda e qualquer reivindicação da Fifa (4/10, E1). A Lei Geral da Copa fere o Código de Defesa do Consumidor e a soberania das leis nacionais. É um gol contra antes do início da partida!

J. S. DECOL

decoljs@globo.com

São Paulo

Soberania

No caso do terrorista italiano, o governo brasileiro não permitiu que ele fosse repatriado, alegando o poder soberano do Brasil. E agora a Fifa determina que se altere a legislação brasileira para permitir a venda de bebida alcoólica nos estádios e o governo se esquece da soberania do Brasil?

GILBERTO PRADO

boas@terra.com.br

São Paulo

A Fifa e o Catar

O ministro Orlando Silva e a presidente Dilma Rousseff dispõem-se a alterar as leis vigentes no Brasil para tornar a Copa viável e garantir os lucros de uma entidade privada (Fifa). Como no caso da compra da BRTelecom pela OI, muda-se a lei para permitir que se concretize uma empreitada privada. Resta saber se em 2022, no Catar, país muçulmano, a Fifa exigirá que se vá contra o preceito do Corão que proíbe o consumo de álcool. Essa Copa de 2014 está se mostrando a cada dia mais perniciosa para o País.

M. CRISTINA ROCHA AZEVEDO

crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

Absurdo

Uma das coisas mais sagradas do brasileiro é Copa do Mundo. Não importa onde se realize, antes e durante o torneio ruas, muros e casas são enfeitados com as cores da nossa Bandeira e alusões ao evento. Pelo que ando lendo, agora que a Copa vai ser no Brasil, esse tipo de manifestação popular vai ser proibido. Haja cadeia para tanto brasileiro! Ou alguém imagina que o povo vai respeitar essa absurda determinação da Fifa?

MAURÍCIO LIMA

mapeli@uol.com.br

São Paulo

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AINDA O ROCK IN RIO

Protesto

Xingar José Sarney só para responder a uma banda não vale. O que vale é os milhares que fizeram isso deixarem de lado Ipanema ou Copacabana, numa manhã ensolarada de domingo, para irem a uma passeata de protesto contra a politicanalha que rouba o País diariamente. Se aparecer uma centena, será muito...

LAÉRCIO ZANNINI

arsene@uol.com.br

Garça

 

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SUPREMO

O Estadão de ontem (4/10, A8) nos causa arrepios ao noticiar a possibilidade (quase que certa) de receberem os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) salário equivalente ao dos componentes da Suprema Corte Americana. Acho interessantes os dados comparativos entre Brasil e Estados Unidos. O presidente do STF no Brasil, por exemplo, já ganha praticamente o mesmo que o americano, sem nenhum reajuste futuro. Outra questãozinha: os americanos têm o mesmo salário mínimo dos brasileiros? As estradas de ferro e as rodovias americanas sofrem o mesmo abandono das nossas BRs? Bem, sem mais delongas, chego à conclusão de que o maior equívoco é esperar restaurar ética e moral – bem como eficiência em nossa Justiça que libera Sarneys e Malufs – com maiores salários, e não com maior isenção e princípios de justiça e direito. Pelo andar da carruagem, o partido que estiver dando apoio e complacência à tal demanda do Superior Tribunal de Justiça (STJ) poderá ser recompensado no futuro, ou até no presente, caso cometam deslizes e maracutaias, não? O dinheiro que tanto faz falta em todos os setores envolvidos com o real desenvolvimento deste país será "legalmente" desviado para maiores salários (ou seriam uma variável dos "mensalões"?). Não precisamos dizer uma vez mais que o povo desamparado e miserável deste país, bem como a classe social que sustenta "tudo isso que está aí", arcará com o ônus do despautério. Não existe almoço grátis!

José Jorge Ribeiro da Silva jjribeiros@yahoo.com.br

Campinas

 

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EMPENHO

O empenho que nós temos deparado com o Superior Tribunal Federal sob o comando do ministro Cezar Peluso. Investindo e empregando todo tempo disponível e do seu grupo em benefícios próprios, como utilizaram na ocasião em que resistiram na atuação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Agora empenhados e trabalhando para aumentarem seus próprios salários de R$ 26,7 mil para R$ 32 mil. Enquanto isso os processos vão se acumulando e empoeirando nas prateleiras, até o momento da prescrição.

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

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SALÁRIOS DA MAGISTRATURA

Como advogada e cidadã, sinto-me na obrigação de defender (sem procuração) o reajuste salarial dos ministros do STF, com todos os seus custosos derivativos, reconhecendo não apenas as enormes responsabilidades e vicissitudes do cargo (quando exercido pelos vocacionados, dedicados e desvinculados), como também pela evidência de vivermos num país onde políticos desonrados, corruptos e descarados ganham muito mais e sequer cumprem honestamente as funções para as quais foram eleitos, sem que ninguém se insurja contra isto. Os nossos ministros trabalham diariamente e sob nossas vistas. O STF ainda é o berço onde repousa a garantia de nossa democracia e não se pode esperar de seus componentes que se coloquem acima da tentação das malfeitorias se não lhes dignificarmos excepcionalmente a remuneração, reverenciando suas funções. Somente assim adquirimos o direito indiscutível de exigir deles a Justiça pela qual ansiamos e que inclui punir com mão de ferro aqueles que verdadeiramente lesam o erário, tanto quanto lhes cobrar desvinculação política e autonomia. Parece-me uma troca justa. Louvo o enfrentamento corajoso do ministro Cezar Peluso.

Renata Di Pierro re.dipi@hotmail.com

São Paulo

 

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EFICIÊNCIA DESEJADA

O presidente do STF, ministro Cezar Peluso, deveria preocupar-se mais em dar celeridade aos milhares de processos que aguardam julgamento na Suprema Corte do País e preocupar-se menos, a bem da moral, com aumentos de salários, que já são robustos. O preclaro ministro deveria ter em conta, juntamente com seus pares, que a prescrição de muitos crimes graves que não são julgados por decurso de prazo, causam um prejuízo enorme ao país, uma vez que consagram a impunidade. Menos mordomias e mais eficiência do STF, são os reclamos de toda sociedade brasileira.

 

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

 

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EQUIVALÊNCIA

O PIB dos EUA chega a passar de US$ 14 trilhões. O nosso não chega a US$ 1 trilhão e o Supremo Tribunal tem salário equivalente? Equivalente em salário e anos luz em atraso na eficiência. Alguma coisa anda errada no país tupiniquim. O povo brasileiro paga muito e está longe de receber em eficiência. Nossos magistrados deveriam receber correspondente ao PIB, isto é, menos de 10% do que recebe a alta corte americana. 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

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JUSTA PRETENSÃO

Que manchete mais colonialista! Quer dizer que ministros do Supremo Tribunal Federal, por serem brasileiros, não podem receber o mesmo que os da Suprema Corte Americana, só porque eles são americanos? Justamente um país que está numa situação econômica muito abaixo do Brasil? Que triste, infeliz e maldosa matéria. A pretensão dos ministros é justa e tem todo o nosso apoio.

Gladys Castanho glad-is@ig.com.br

São Paulo

 

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O CUSTO DO STF

Eu estava dirigindo quando ouvi conceituada cronista política comentar, impressionada, artigo que lera no jornal O Globo, do dia 27/9. Os dados poderão ser comprovados. Segundo a matéria, o Supremo Tribunal Federal tem 2.822 funcionários, o que resultaria – considerados os 15 ministros – em cerca de 256 funcionários por ministro! Apenas com função de seguranças, são 435, dos quais 9 destinam-se à segurança do presidente do Supremo, apenas quando vem a São Paulo. Alguém conhece algum profissional que necessite de 256 funcionários para desenvolver seu trabalho? Duvido! O orçamento anual desse impressionante império é de R$ 518 milhões, dos quais R$ 315 milhões destinam-se a salários, ou seja, 685.000 salários mínimos, o que corresponderia à remuneração de 125 trabalhadores brasileiros normais, durante 1 ano! Apesar desse “insignificante contingente de esforçados profissionais”, o ilustre STF tem 10 anos de processos acumulados e diversos juízes envolvidos em escândalos e processos! Qualquer micro-empresário que seja, há de ficar estarrecido com estes números, pois sabe o quanto lhe custa uma folha de pagamento, por menor que seja a quantidade de seus funcionários. Quero resumir meu inútil comentário, afirmando que somente a máquina pública pode se permitir (e sustentar) tamanho desperdício! Jamais este país terá solução econômica enquanto a máquina pública continuar a ser este sorvedouro de dinheiro, como acima demonstrado. E sem falar-se dos 35 ministérios e suas fantasmagóricas “entourage”, e nem nos bilhões desviados pela corrupção. As saídas serão, como sempre, a péssima qualidade dos serviços prestados à população e a desgastada criação de impostos, no que somos campões mundiais.

Em linguagem popular: o Brasil é um país cujo governo é como uma pessoa que gasta muitíssimo mais do que ganha e, por isto, vive pedindo (ou tirando?) dinheiro aos outros, para jamais devolver. Quem são os outros? Nós, os que pagamos todas as contas desse incompetente, demagogo, perdulário e desonesto sócio...

Celso Colonna Cretella cpropano@gmail.com

São Paulo

 

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SE TODOS FOSSEM IGUAIS A VOCÊ...

Meus caros estadonetes (que leem o Estadão), o que eu vou contar a vocês é uma coisa inédita que deve ser divulgada aos quatro cantos do País: o deputado José Antonio Reguffe resolveu fazer barulho na Câmara dos Deputados e abriu mão do seu salário, ganhando perto dos outros deputados, uma "merreca", abriu mão dos salários extras, reduziu sua verba de gabinete e também o número de assessores a que teria direito e etc., etc., etc. Sozinho, vai economizar aos cofres públicos R$ 2,3 milhões. Misericórdia! Isso é sonho! E ainda disse mais: que esses gastos excessivos são um desrespeito ao contribuinte. Agora só faltam 512 deputados seguirem este exemplo.

Sonia Maria Salzano Gentil soniasalzano@gmail.com

Descalvado

 

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AUXÍLIO-PALETÓ

Lendo o Estadão de 2/10, vi a matéria do jornalista Fausto Macedo sobre o auxílio-paletó pago aos parlamentares paulistas. É-me inacreditável, pois não sei se rio ou choro. Em nenhum país do mundo existe, ao que saiba, tal regalia. A que ponto, com raras exceções, chegou essa corja de políticos? Meus cumprimentos e apoio integral aos promotores Saad Mazloum e Silvio Antonio Marques.

Asciudeme Joubert asciudeme@ig.com.br

São Paulo

 

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VERGONHOSO

Auxílio-paletó tem. E auxílio-cueca?

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

 

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BENEFÍCIOS

Quando vão aprovar o auxilio-cueca?

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

 

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A FIFA NO BRASIL

Um elemento chamado Jérôme Valcke, secretário-geral da Federação Internacional de Futebol (Fifa), encontrou-se em Bruxelas com a presidente do Brasil, para tratar de assuntos referentes a Copa do Mundo de 2014. Dilma foi acompanhada pelo ministro do Esporte, Orlando Silva, que aparenta ser o auxiliar administrativo da Fifa no Brasil. Muito sorridente, Mr. Jerôme, sempre com aquela estranha leveza do agiota bem sucedido, falou em alto e bom som que se o Brasil não enquadrar as suas leis de acordo com as leis da Fifa, todos vão sair perdendo. Parece que a única coisa que a nossa presidente falou foi: "no estatuto do idoso ninguém toca". Obrigado, presidenta. No país das coisas inacreditáveis, a intromissão descarada da Fifa na legislação brasileira é algo que ninguém poderia imaginar que um dia poderia acontecer. Essa história toda me fez lembrar do ditado popular que diz: "há males que vem para bem". Por que não contratar a Fifa, na pessoa do Mr. Jérôme Valcke, para comandar a reforma política e a reforma tributária aqui no Brasil? Garanto que essa turma iria se dar muito bem no mundo da nossa politicagem. O escritório da Fifa no Brasil seria na CBF, e teriam todo o apoio logístico do inacreditável Ricardo Teixeira. Prá frente Brasiuuuuuu, salve a seleção.

Wilson Gordon Parker wgparker@oi.com.br

Nova Friburgo (RJ)

 

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DÁ TEMPO DE PREPARAR?

Nada de crítica antecipadas. Sejamos ponderados. Que tal a presidente Dilma enviar um observador, sugiro que seja o Lula, usando um passaporte comum, desembarcar em Guarulhos de um voo internacional, encarar a fila dos passaportes (que olhe a vergonha que é a fila para os estrangeiros) – falta espaço e faltam guichês, depois o caos para pegar as malas – faltam esteiras, depois entrar na fila da alfândega – falta espaço, pegar a fila para tomar taxi – não há taxis suficientes e, por fim, enfrentar o transito para chegar a algum lugar -desnecessário comentários! Vejamos a que conclusão esse observador chega!

 

Carmine Maglio Neto carminemaglio@yahoo.com.br

São Paulo

 

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VIAGEM DISPENSÁVEL

A nossa presidente, o ministro do Esporte e comitiva foram à Bruxelas-Bélgica, para posteriormente uma breve "chegada" à Bulgária, para rever parentes, no país de origem da família da presidente. Em Bruxelas, estiveram na sede da Fifa, onde nem foram recebidos pelo seu presidente, atendendo em seu lugar o secretário geral, para confirmar a exigência da Fifa, para a Copa-2014, a aceitação quanto a suspensão do "direito" da meia entrada para estudantes, bem como e principalmente a liberação da cerveja para os jogos, cuja venda está autorizada, afinal, exigências são exigências! Só foi mantida, por enquanto, a "meia entrada" para idosos, por ser lei federal... Que bom, que bom! E para isso houve a necessidade da presença física da nossa presidente? Uma viagem dispensável – custo Brasil –, quanto o País gastou? Aqui não temos crise... O povo que o diga, estamos com muitas "reservas", pelo visto, sobrando: "Brasil, país rico é país sem pobreza", é ou não é?

 

Luiz Dias lfd.silva@uol.com.br

São Paulo

 

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VISITA SENTIMENTAL

Presidente Dilma inclui visita à terra de seus pais no seu tour pela Europa. Por nossa conta?

Luiz Barrichelo legbarri@gmail.com

Piracicaba

 

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FILA DE ESPERA

Durante séculos, por viverem em países de Primeiro Mundo, o povo europeu gozava de mordomias inimagináveis para a população de um país subdesenvolvido como o nosso. Bastou surgir uma "crise" por lá para que nossa "presidenta" Dilma Rousseff garantir nesta terça-feira à União Europeia (UE) que o bloco pode "contar com o Brasil". O que não consigo entender é como nossa "presidenta" se propõe a ajudar países onde o salário mínimo do seu povo é superior a R$ 2 mil, enquanto em nosso país temos mais de 14 milhões de pessoas vivendo com menos de R$ 100 mensais...! "Presidenta" Dilma, se for para ajudar, gostaria de lembrá-la de que em nossa pátria amada há muita gente na fila de espera...

 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

 

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ENTENDIMENTO GLOBAL

FHC pede um entendimento global para “aliviar” a situação de alguns países reconhecendo que as dívidas deles são impagáveis (2/10, A2). O que é isso companheiro? Aliviar alguns países à custa de quem? Melhor seria entender que a inclusão social em massa ultrapassou a geração de renda global e que um longo ajuste terá de ocorrer de qualquer forma. Quanto antes, melhor!

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

 

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BRASIL-BOLÍVIA

Governo do Brasil financia estrada de US$ 420 milhões na Bolívia, enquanto nossas rodovias federais e estaduais estão abandonadas. Não vou questionar o nosso Congresso Nacional por saber que lá ninguém fiscaliza nada e muito menos, os dois últimos governos do PT. O fato é gravíssimo, o contribuinte brasileiro está construído uma rodovia em território boliviano com um custo de US$ 420 milhões, sobre severos protestos das comunidades locais. Lá o caldo entornou e o governo de Evo Morales se justificou perante o seu povo, que a obra é dinheiro a fundo perdido do governo brasileiro. Só para maiores esclarecimentos dos nossos internautas, a tal obra paga por todos nós, vai ligar uma região inóspita da divisa do Brasil, com a capital da Bolívia (La Paz), cortando grandes reservas ambientais da parte da selva amazônica.  Os manifestantes e ambientalistas bolivianos afirmam que a obra vai estimular assentamentos ilegais, novos plantadores e produtores de cocaína e a devastação da floresta e que, o projeto só atende a interesses de empreiteiros brasileiros que tocam as obras. Ficam uma série de questionamentos as autoridades fiscalizadoras do erário federal. Quem e como foi autorizado o Brasil literalmente jogar uma fortuna dos impostos do povo em projetos faraônicos lá na Bolívia? Ficam ainda perguntas sem respostas. Os prefeitos dos pequenos municípios brasileiros lá da fronteira sofrem para abrir e manter as estradas locais, responsável pela escoação da safra da agricultura familiar e assistimos um absurdo desta magnitude, em que o governo do PT de Lula e Dilma, financia obra sem lastro social no país vizinho. Jogar US$ 420 milhões dos impostos dos brasileiros na Bolívia, região produtora e exportado de cocaína para o Brasil, mostra o atual nível de irresponsabilidade do trato do erário público no Brasil, enquanto o povo aqui padece literalmente nas portas dos hospitais por falta de médicos, leitos, exames e remédios, enquanto os agricultores brasileiros perdem as suas safras por falta de estradas para o escoamento de alimentos, o governo joga dinheiro público. É um “crime lesa-pátria” deixar o nosso povo morrer em nossas rodovias federais por falta de obras de conservações e ainda novos investimentos, para aplicar dinheiro brasileiro lá na Bolívia. O povo ficou com dó do Lula por ter sido o primeiro presidente analfabeto a chegar a presidência e agora, o fato de Dilma ser a primeira mulher ao cargo máximo do Brasil e aceita passivamente os escândalos de corrupção que, segundo a Associação dos juízes federais, os desvios alcançaram a ordem de R$ 40 bilhões em sete anos do PT no poder. Sem falar na denúncia crime formal de partes dos integrantes da "quadrilha do mensalão", tudo formalizado pelo procurador-geral da República, que, aliás, deve serias explicações ética de seu cargo, pelo fato de ter omitido os mandantes e beneficiários de tais crimes graves contra o erário federal, criando mais um péssimo exemplo de impunidade em favor dos crimes de colarinho branco no Brasil.  O nosso Congresso Nacional em sua grande maioria e as grandes Centrais Sindicais não reagem as atuais maracutaias e desmandos do erário federal por estarem envolvidos com emendas e convênios. Além do mais, a grande maioria dos representantes do povo aqui em Brasília está respondendo processos crimes, processos de improbidade administrativa quando foram prefeitos, ministros, secretários e governadores. Dos aproximadamente R$ 40 bilhões roubados dos cofres públicos nestes últimos sete anos, via PAC e convênios, alimentaram uma cadeia perigosa de corruptos e corruptores, que dominam os partidos políticos, sindicatos, jornais, rede de televisão, construtoras, prefeituras e agências de propagandas, e com isso, as forças éticas de luta para colocar um fim nestas ondas de corrupções, trombam na Suprema Corte do Brasil, cujos novos ministros da era PT, agem para defender os tais envolvidos, sempre usando as brechas constitucionais e as entre linhas das leis para legitimar a impunidade no Brasil. O pior é que pelos últimos resultados das eleições gerais do Brasil, a grande maioria dos eleitores não está nem um pouco preocupada com a qualidade ética dos candidatos em que votou. Aliado a tudo, estão os milhões de eleitores alienados economicamente aos programas paternalistas do governo federal, como bolsa família, auxilio educação e cursos profissionalizantes ligados as prefeituras, que aliciam jovens nas campanhas eleitorais em troca de favores de empregos e cursos oriundos dos recursos federais.  O ciclo do aliciamento de votos por benefícios sociais e serviços de qualificação educacional constitui uma arma poderosa para legitimar os grandes políticos usurpadores dos recursos federais.

A esperança vem novamente das grandes manifestações e protestos das ruas e praças da democracia (12 de Outubro), mas infelizmente tudo caminha para o Brasil que sai aos milhões para pular carnaval, aos milhões para assistir Rock In Rio e ir ao jogo de futebol, sempre ignorando os seus direitos, muito mais, só lembram das obrigações dos políticos, quando um parente é baleado por ladrões, quando um filho morrer pelas drogas ou vai parar num hospital ou posto de saúde e sofre como indigente para tentar receber alguma assistência médica. Já os nossos jovens, os estudantes, os poucos intelectuais, esses sim, são a última esperança de virar esse terrível jogo político das novas capitânias hereditárias dos partidos políticos corruptos, mandando e desmando sem dar qualquer satisfação ao povo brasileiro, inclusive, para mandar investir US$ 420 milhões lá na Bolívia.

 

João Cipriano Nascimento Filho ciprianoserra@yahoo.com.br

Brasília

 

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PERGUNTA AO PT

Um governo que apoia o boliviano tomar na mão grande um patrimônio brasileiro, a refinaria da Petrobrás; libera grandes recursos para Cuba reformar seu porto sucateado pela caótica política comunista cubana; usa os recursos econômicos brasileiros para financiar projetos venezuelanos; doa US$ 25 milhões aos terroristas do Hamas; e faz gentileza ao governo Paraguaio à custa dos trabalhadores brasileiros, abrindo mão de direitos contratuais sobre a hidrelétrica de Itaipu, obra inteiramente construída com recursos dos brasileiros. Somados apenas estes atos por mim citados (são muitos outros idênticos), somaria alguns bilhões de dólares... Pergunto ao governo petista, ao PT ou a quem possa responder com absoluta precisão e sinceridade: é justo deixar os brasileiros sem um bom atendimento médico (morrendo nas filas), sem um serviço de educação adequado aos jovens estudantes, deixar os cidadãos brasileiros sem a segurança pública, a mercê dos narcotraficantes ditando regras, não fazer uma manutenção adequada nas rodovias federais brasileiras, desrespeitar os direitos constitucionais adquiridos por trabalhadores aposentados, cortando injustamente parte dos seus benefícios, criar tantos ministérios inúteis só para acolher amigos em cargos públicos, ignorar o sofrimento dos professores e bombeiros, baluartes exemplares de qualquer classe social, com salários de miséria? Como poderemos considerar quem pratica esses atos contra o seu povo, patriota ou impatriota, responsável ou irresponsável? Se o governo petista julgar justas essas medidas, por que não vem a público e preste conta aos brasileiros? Espero ter uma explicação convincente e com justificativa que não deixe dúvidas a mim e aos demais brasileiros.

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@yahoo.com.br

São Paulo

 

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ESSA É A NOSSA DONA DILMA

A nossa dona Dilma, desde 2002, como ministra de Minas e Energia, como sucessora de José Dirceu na Casa Civil e como candidata a presidente da República, indicada, pessoalmente, pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, teve tempo de sobra para separar o joio do trigo e para decorar os nomes e os sobrenomes das “más companhias” que avoaçavam pelo jet set de Brasília. Descuidada, e péssima avaliadora de caráter, além de promover a sua “amiga”, Erenice Alves Guerra, ao cargo de secretária-executiva da Casa Civil da Presidência da República, ousou permitir que a mesma a substituísse como ministra da Casa Civil. Deu no que deu. Erenice ficou pouco menos do que um semestre no cargo, quando denúncias de corrupção a fizeram pedir demissão. Depois de eleita presidente, aparentemente sem personalidade própria, dona Dilma acabou aceitando passivamente indicações dos seus “patrocinadores políticos” para titulares de 37 ministérios. Novamente, deu no que deu. Já lá se foram quatro ministros, três acusados de corrupção.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

 

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‘BOM’ EM QUÊ?

A última pesquisa nacional CNI/Ibope indica uma ‘aprovação’ média do governo Dilma da ordem de 51%, melhorando em relação à de dois meses, que foi de 48%. Aparentemente, a propalada “faxina” (ou seria “espanada”?) contribuiu para a melhora da percepção do eleitor. Todavia, pergunto-me, em que se baseia a crença de que o atual governo é, de fato, “bom”? Vamos aos fatos: em oito meses caíram quatro ministros implicados em graves denúncias de malversação de dinheiros públicos. O sentimento geral é que a corrupção é generalizada e as ações para combatê-la seguem tímidas,  a reboque de denúncias na imprensa. A taxa básica de juros da economia segue sendo a maior do mundo (disparado) e, mesmo assim, não dá conta de frear a inflação que já avança acima da banda superior do regime de metas sem que o governo pareça disposto a dominá-la de vez. O crescimento do PIB, que foi medíocre no período “nunca antes”, agora já é revisado para baixo. O real foi a moeda que mais se desvalorizou em face do recente desdobramento da crise européia. O Mercosul parece uma quimera. Alíquotas de impostos federais sobem para tentar conter a inundação de importados e dar uma sobrevida à indústria nacional – severamente ameaçada,  e, por falar em tributação (que já é pesadíssima), o governo sonha com uma nova e impopular CPMF para financiar a Saúde, setor mal avaliado e que está, de fato,   péssimo como sempre. Educação, Segurança Pública e Saneamento básico, seguem na mesma toada sem novidades que justifiquem aplausos. Com esse desolador pano de fundo, estamos prestes a sediar dois mega-eventos globais (Copa e Olimpíada), ambos com atraso nos cronogramas tanto dos estádios quanto das obras de infra-estrutura e de mobilidade urbana que seguem a passo de tartaruga. Poderia continuar, mas paro por aqui. Dito isso, indago: o governo atual é “bom”... em quê?

 

Silvio Natal silvionatal49@yahoo.com.br

São Paulo

 

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POPULARIDADE

Segundo as recentes pesquisas a presidente Dilma (PT) está mais popular do que o seu criador, o ex-presidente Lula. Após nove meses de governo muitos escândalos envolvendo ministros e assessores da base aliada, que por sua vez tem o “poder” de indicar os nomes, o todo “poderoso” Sarney que o diga! O “nosso” Brasil é o maior produtor de álcool ou etanol do mundo e os preços estão absurdos (média de R$ 1,90 o litro). Somos também o maior produtor de carne bovina e os preços já subiram mais de 20% nos últimos 15 dias e 30% no ano. Os preços dos produtos em geral estão subindo e muito! Os índices de inflação é uma enganação! Enfim, a tal popularidade é baseada em que? Para que serve? Reflexão: lembrando que ser popular não significa que a pessoa seja boa ou ótima!

 

Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com

Sumaré

 

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AMIGA DA ONÇA

A Dilma foi eleita principalmente com votos de eleitores das classes mais desfavorecidas. Mas seu governo pouco ou nada tem feito para minorar o custo da cesta básica!  Porque em São Paulo, Estado da Federação, grande produtor de alimentos, e para tal têm as melhores ações logísticas para transportar a produção, a cesta básica aumentou em 12 meses 10,25%, contra uma inflação de 6,54%. Ou seja, nas outras regiões do País, a situação deve estar bem pior...  Isso posto, o reajuste do salário mínimo que o petismo sempre diz ser generoso com estes irmãos brasileiros já foi para o brejo! É bom lembrar que, quando da inserção do real na gestão FHC, e consequente controle da inflação, o nosso povo passou a ter acesso a alimentos, outrora ausentes na mesa das famílias carentes. A classe média que também foi também convidada pelo governo a consumir cada vez mais, como se tudo estivesse uma maravilha, sente seu bolso corroído pela velocidade impressionante da alta dos preços não somente de produtos básicos que se constata hoje no mercado. Antes da presidente se preocupar com o crescimento do PIB, que só há de acontecer com o nível de investimentos em infraestrutura (e redução de gastos públicos improdutivos), e no Brasil nestes últimos anos têm sido baixo, o foco deve ser diuturnamente o controle da inflação, que representa o maior veneno de uma economia. Só o PT que não sabe... 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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MEI

Está nas mãos da presidente Dilma, para sanção, desde 11/7/2011, projeto aprovado no Senado que corrige uma injustiça histórica contra os microempresários individuais (MEI). Por este projeto, cujo relator foi o sr. Francisco Dornelles (PP-RJ), o pequeno e heroico empreendedor não terá mais seus bens penhorados em caso de demandas tributária ou trabalhista, passando a usufruir dos mesmos benefícios que protegem os titulares das empresas limitadas. Incentivados pela grande e cara estrutura da Justiça Especializada do Trabalho, que cada vez mais necessita do recolhimento das custas dos processos, para alimentar seu voraz apetite, os trabalhadores brasileiros abarrotam os juizados com ações em busca do que não lhes pertencem, prejudicando justamente este pequeno segmento da economia. A falta de sensibilidade social nos tribunais conduz a sentenças que inviabilizam a sobrevivência da empresa, fechando portas e empregos. Esse microempresário individual é tão cidadão quanto os demais trabalhadores, e como tal deve ser tratado nas audiências.

 

Sergio Villaça svillaca@terra.com.br

Recife

 

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‘DILMA NO COMANDO DO BC’

Apertem os cintos, pois estamos voltando para períodos anteriores ao Plano Real, quando gestores não tinham compromisso com o Brasil, e sim com as próximas eleições. Já temos mais impunidade, mais corrupção, mais gastos, menos investimentos em infraestrutura, retorno da inflação e as crises se aproximando, já assistimos este filme. Como já escrevi aqui, há algum tempo e publicado," jogaram todo o esforço do povo brasileiro na lata do lixo". Basta ver a declaração da presidente, dando fórmulas à economia na Europa, já taxada pelo NY Times como hipócrita.

 

Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@hotmail.com

São Paulo

 

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LOBOS

O Banco Central (BC) deixou de ser independente já no governo Lula. Todo mundo sabe que o Planalto mandou segurar a alta da Selic durante a campanha de Dilma Rousseff, o que acabou complicando o atual cenário econômico, de acordo com a maioria dos analistas. "Perdeu o timing", dizem eles. "Obedeceu Lula", dizemos nós, dispensando a sutileza. Resta saber se o fato servirá de lição àqueles que, ingenuamente, acreditam que lobos perdem os pelos, perdem também os vícios e se tornam cordeiros.

 

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

 

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INACREDITÁVEL

Na esteira das declarações da presidente e do ministro da Fazenda sobre o comportamento futuro dos juros, evidenciando a morte da independência do Banco Central, ainda fomos brindados com a pérola ministerial: “...temos a taxa de juros mais alta do mundo e podemos reduzi-la”. Inacreditável!

Nelson Penteado de Castro pentecas@uol.com.br

São Paulo

 

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OTIMISMO SAUDÁVEL

Significativo o resultado da pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), indicando um índice de medo de desemprego de 78,7 pontos. O maior medo de perder o emprego indicaria um índice 100. É o melhor resultado desde 1996. Foram ouvidas 2.002 pessoas em todo o país entre 16 e 20 de setembro. Outro dado novo foi a afirmação do ministro Mantega feita na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) de que a taxa real de juros para o Brasil é coisa de 2% a 3% ao ano para os Títulos do Tesouro. Ressaltou, no entanto, que caberia ao Banco Central (BC) a administração desse rumo. Mas minha dúvida vai permanecer até a data em que for colocada na mesa a alteração da remuneração da caderneta de poupança. Sem isso o tema é teórico. Aparentemente está-se criando um ambiente de serenidade ante as notícias alarmantes provindas da Europa. Mas os eventos da vida real continuam a formar uma nuvem de dúvidas no horizonte do tempo.  Como era esperado os trabalhadores estão fortemente decididos a recuperar e aumentar os seus níveis de remuneração, iniciando-se com o pessoal dos Correios e os bancários. Em seguida teremos os movimentos dos metalúrgicos e dos petroleiros. Novo patamar da taxa de câmbio deverá ocorrer até o final do ano, o que influirá no comércio exterior sujeito a alterações de preços e nos índices de inflação interna. Os dados do Tesouro Nacional continuam indicando que o governo está mantendo o crescimento dos gastos acima do crescimento da economia e que o superávit que está sendo conseguido provém do aumento da arrecadação.  Diante de tanta dúvida e variáveis, o negócio é ir tocando a administração das empresas com o caixa mais reforçado e aproveitando as oportunidades que normalmente surgem nesses tempos de maior incerteza. 

Hélio Mazzolli mazzolli@terra.com.br

Criciúma (SC)

 

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BRASIL E PRODUTIVIDADE

Pesquisa revela que o Brasil ocupa apenas o 68.º lugar em produtividade, no mundo. A falta de inovação nas empresas, o excesso de burocracia e a precariedade da infraestrutura fazem com que o trabalhador brasileiro tenha baixa produtividade, trazendo graves prejuízos para o país. É inaceitável que o trabalhador brasileiro produza, em média, 1/5 da riqueza gerada por um norte-americano, 1/3 de um sul-coreano e a metade do que produz um trabalhador argentino.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

 

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HAJA IMPOSTÔMETRO!

Se as arrecadações de impostos batam recordes sucessivos, é porque pagamos tudo em dobro. Imposto de Renda “supostamente” para saúde, educação e estradas e, novamente, impostos no seguro saúde, mensalidade escolar, e pedágios nas estradas. Mesmo assim, a presidente acha que a população ”pedirá” novo imposto para saúde. Até o Dr. Maluf acha que teremos tais recursos simplesmente combatendo a corrupção, caixa 2, etc. Vamos precisar de novo Impostômetro para ler quatrilhão (1.000 trilhão)?

 

Omar El Seoud elseoud@iq.usp.br

São Paulo

 

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RECURSOS PARA SAÚDE E EDUCAÇÃO

Qualquer pessoa que entenda um pouquinho de orçamento sabe: primeiro se reserva o necessário para o mais importante. Então, reserva-se para a Saúde e Educação o necessário e depois se divide, por prioridade, entre as outras áreas. Assim, se faltar, não vai ser para a Saúde. Simples e objetivo. Mas para os políticos é mais fácil aumentar impostos do que administrar. Impostos que eles não pagam, pois dinheiro desviado não paga Imposto de Renda.

João Carlos Macluf jcmacluf@delta.inf.br

São Paulo

 

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‘A REGULAMENTAÇÃO DE PROFISSÕES’

A ponta de um monstruoso iceberg do chamado custo Brasil foi exposto com clareza no editorial A regulamentação de profissões (4/10, A3). Enquanto nos países desenvolvidos as profissões regulamentadas não passam de uma dezena, por aqui já é uma centena, sem contar o festival de regulamentação em andamento no Senado e na Câmara. Dado o custo que a regulamentação profissional representa para a sociedade, é sabido que somente as profissões cujo exercício põe em risco a segurança e a saúde da população é que devem ser regulamentadas, como, por exemplo, profissões da área médica e da engenharia. Já está na hora de não só acabar com essa farra de regulamentações, mas de rever profundamente as inúmeras e inúteis regulamentações existentes.  

 

José Elias Laier joseeliaslaier@gmail.com

São Carlos

 

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PROFISSÃO: AVÓ

Meio folclórica a notícia de que tramitam no Congresso 45 projetos de regulamentação de profissões, muitos dos quais poderão ser aprovado por deputados gulosos de votos nas próximas eleições. Se bugreiros, guarda de guarita, lavador de carros e guardador autônomo de veículos (leia-se flanelinha) podem ter suas atividades regulamentadas em lei, acho muito justo aí incluir mais uma que pode privilegiar uma categoria esquecida: a das avós-canguru, que simultaneamente são vozinheiras, vofessoras, votoristas e até vães de seus netos, para que suas filhas possam trabalhar tranquilas e assim engrossar a renda familiar. Não se pode dizer que vovozinhar seja uma atividade mal paga, porque o prazer de cuidar de netos é impagável... mas já que... por que não?  Vovós do Brasil, vamos correr atrás de nossos "direitos! Unidas venceremos! Será que cola?

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

 

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ALEGRIA SINDICAL

A tramitação no Congresso de 45 projetos de regulamentação de profissões das mais inusitadas, publicadas no Estadão, nos leva a deduzir que se aprovadas irão fazer a alegria dos políticos nas próximas eleições e dos Sindicatos, pois serão mais pessoas para contribuir com os malfadados impostos sindicais. A conferir.

Leila E. Leitão

São Paulo

 

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ELEIÇÃO NO TJ-SP

Muito lúcido o artigo do desembargador Aloísio Toledo Cesar, sobre a eleição para presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). São Paulo, a maior cidade do país, não serve de exemplo quando se trata de democracia na hora da escolha da sucessão do presidente do TJ, cuja votação  é feita apenas pelos 25 desembargadores, não permitindo que juízes votem. Fala-se tanto em modernizar a Justiça, mas como, se o sistema de escolha do presidente do TJ é uma disputa fechada e exclusivista? Segundo os desembargadores a extensão do direito aos juízes serviria para politizar partidariamente o tribunal. A Constituição federal de 1988 garantiu amplo exercício das liberdades políticas, com eleições, que são disputadas democrática e livremente. E nesse caso, não deveria ser atendido o que diz a Constituição federal? Pelo visto já passou da hora de uma reforma no Judiciário.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

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OS TRIBUNAIS E AS LEIS DA DITADURA

O ex-desembargador Aloísio de Toledo César, a partir de uma análise do modo de provimento dos cargos de direção do TJSP (presidente, vice-presidente e corregedor-geral), desenvolve uma crítica fundamentada da Lei Orgânica da Magistratura, do tempo de Geisel e Armando Falcão. Consagra a lei uma gerontocracia na direção dos Tribunais, que nada fica a dever aos tempos da extinta URSS e da China de Mao. Os mais antigos são escolhidos pelo órgão especial para serem candidatos e a maioria das centenas de desembargadores paulistas que compõem o Tribunal permanece apática frente a esse superado sistema de escolha. Como se vê, ilhas anacrônicas ainda estão incrustadas em nosso mar democrático. No caso, com o aval do Supremo, para todos os Tribunais. No caso de São Paulo, ainda temos de conviver com a obesidade e a lentidão do sargento Garcia.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

 

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JUIZ NÃO É DEUS

Realmente, é difícil de acreditar que o presidente do STF seja tão radicalmente contra uma vigilância externa do Poder Judiciário. Se as coisas funcionam direito não há o que temer, entretanto, se as coisas funcionam de maneira errada, existe uma enorme resistência por parte de seus membros. Aparentemente, existem muitos motivos para uma fiscalização mais profunda dos membros do Judiciário, pois todos os dias temos notícias de juízes que utilizam suas togas para tirar proveitos econômicos e, quando identificado o mau comportamento do juiz, existe todo um corporativismo para tentar proteger o juiz infrator. E o que dizer do caso recente de um membro do tribunal que tomou uma decisão inédita favorecendo membros da família Sarney? É bom lembrar que na iniciativa privada todos os profissionais estão sujeitos a fiscalização interna da empresa e a auditorias interna e externa. O presidente do Supremo pensa que juiz é Deus?

 

Marco Antonio Martignoni mmartignoni@ig.com.br

São Paulo

 

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ÉTICA E A OAB-RJ

A rápida adesão ao abaixo assinado de iniciativa da Ordem dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro (OAB-RJ) em defesa da manutenção das prerrogativas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em apreciar e julgar denúncias de posturas antiéticas contra membros do Judiciário, é emblemática. Prova como a opinião pública brasileira está uníssona no propósito de moralização de todos os seguimentos,  tanto dos poderes públicos como de setores do setor privado que infestam o atual momento que estamos vivendo. Não esmorecer nesse ético combate é que permite termos esperança de dias melhores para a nação brasileira como um todo.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

 

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QUANDO SE PERDE A NOÇÃO

O corporativismo que destrói a moral de toda uma categoria joga todos na vala comum. Assim tem sido em todos os setores profissionais. A degradação fica evidente, só para citar os hoje em maior evidência, que ocupam frequentemente os noticiários, são médicos, policiais, políticos, advogados e o Judiciário de uma maneira geral. Sabemos que não deveria, mas infelizmente, pela permissividade e excesso de tolerância aos desvios de conduta, bandidos existem em todos os lugares, assim como também há as exceções. O que não se compreende é porque essas exceções se calam, permitindo a própria degeneração. Seriam elas tão minoritárias e insignificantes que perderam a voz? O que espanta é que, ao invés de aplaudir e apoiar a coragem de quem tenta salvar a integridade e moral de toda uma categoria, alguns se insurgem contra. O que assusta é ver, membros da mais alta corte deste País, se manifestarem tão veementemente contra quem tem a lucidez, condições morais, imparcialidade, sensatez, senso de dever e o fundamental, coragem de dizer, com as palavras certas, sem rodeios e termos rebuscados, tão habituais na categoria, a mais pura verdade. Verdade esta que, mesmo leigos, com um mínimo de inteligência, apenas observando atentamente, como expectadores interessados, informados e não alienados, diante de tudo que temos visto acontecer, graças inclusive, a uma imprensa séria, por enquanto ainda livre, uma razoável parcela da população, já estava cansada de saber que: existem bandidos que se ocultam atrás das togas. O pior cego é aquele que não quer ver, e não querendo, ou é porque já perdeu a noção das coisas, ou então, melhor que se investigue. E assim caminha a humanidade, numa total perda de noção entre o certo e errado, gerando no cidadão a incredulidade e o sentimento de falta de proteção, sem saber em quem deve confiar. Só lamento que existam tão poucas, Eliana Calmon por aqui.

Heloisa A. Martinez heloisa_maartinez@hotmail.com

Mogi das Cruzes

 

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TOGA LÁ, DÁ CÁ

Enquanto os ordinários do congresso praticam o “toma lá, dá cá”,

os elitistas do Judiciário enriqueceram o vocabulário com o “toga lá, dá cá”.

Axel von Hulsen avonhulsen3@gmail.com

São Paulo

 

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ESTÁ VIRANDO ZONA!

Se antes alguns instrumentos de distribuição de Justiça, entre os quais os austeros Tribunais de Júri, eram alguns dos poucos refúgios de respeitabilidade nesse Brasil Tiririca, agora, com os últimos "furdunços" que estão sendo fartamente explorados pela imprensa, inclusive envolvendo o próprio Conselho Nacional de Justiça, estamos percebendo que a esculhambação geral e irrestrita, que já havia tomado conta de diversas outras instituições tupiniquins, também conseguiu "fixar bandeira" nos meios jurídicos. Para que se tenha uma idéia da podridão que tomou conta de cenários antes tão respeitosamente tratados, basta relembrar o recente episódio ocorrido em uma seção do Tribunal do Júri, na cidade de São Paulo (SP), durante o interrogatório de um homem acusado de homicídio, quando o advogado de defesa e o promotor público, após uma grotesca troca de impropérios, quando sequer as mães de ambos foram poupadas, resolveram "partir para a "porrada", deixando todos os presentes, inclusive a desmoralizada juíza, absolutamente perplexos com tamanha demonstração de descontrole e desrespeito para com as normas sociais (assista a cena no link http://youtu.be/-g3w3sV96iM). Os brasileiros, que já estavam acostumados com esse tipo de "nojeira" em relação ao Executivo e o Legislativo, estão pasmos diante da degradação moral e ética que parece estar tomando conta, também, do Judiciário. Estou errado?

 

Júlio Ferreira julioferreira.net@gmail.com

Recife

 

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DUAS AMAZONAS BRASILEIRAS

"A situação está ficando preta por debaixo das togas!", comentário de um popular. Não é à toa que o maior Estado brasileiro chama-se Amazonas! Foi uma homenagem antecipada à coragem e à fortaleza das mulheres brasileiras nesse país onde os homens não assumem a coragem de responsáveis pela saúde, pela educação e pela segurança dos cidadãos brasileiros! É claro que essas nossas amazonas atuais, corajosas e patrióticas, eivadas de pura democracia, cidadania e soberania nacionais, não precisarão ir ao cúmulo – como suas representantes da famosa tribo – de até impedirem o nascimento de novos homens para impedirem sua hierarquia feminina! Longe disso! O que se vê é o aparecimento, a cada dia, de mulheres cultas, determinadas, disciplinadas, e, acima de tudo, corajosas, para dizerem e fazerem publicamente tudo aquilo que muitos homens não têm feito (entre eles, algumas mulheres...), para preservar aquela qualidade que Aristóteles disse ser a primeira entre todas: a Coragem! E quero citar dois nomes que merecem respeito de todos os cidadãos brasileiros, nesse momento crucial em que o Congresso recusa aplicar a Lei Ficha Limpa: a juíza Patricia Acioli, assassinada cruelmente, com numerosos tiros, a mando do poder policial, que ela acusava de corrupção! E as manobras legais de prisão de culpados não garantem que, de fato, pagarão pelo nefando crime cometido, visto que "abrigados" em suas áreas de combate! E, pelas notícias, seu enterro foi realizado dentro da maior e justa intimidade familiar, mas demonstrando a ausência de autoridades que pudessem expor o lado saudável da Lei e da Justiça, pois "comprometendo" a segurança de seus "empregos" perante a elite corporativa que controla a própria lei, e, mais que tudo, a própria Justiça... Por falar em amazonas, aí está a presença de Eliana Calmon, corregedora nacional de Justiça, a expor a sujeira escondida debaixo das togas pretas – e protetoras de nossas maiores autoridade judiciárias, muitas já comprometidas em acusações verdadeiras, mas sempre inexpugnáveis em suas vestimentas inatacáveis! Inatacáveis, disse-o eu?! Inatacáveis até o momento que assassinaram – por falta de proteção policial pedida – a corajosa Patrícia Acioli! E inatacáveis até o momento que Eliana Calmon acusou o que existe por debaixo das togas pretas! Enfim, para terminar, independentemente da cor das togas, posso lhes afirmar que a situação para o Judiciário está ficando preta! É só esperar para ver...

Sagrado Lamir David david@powerline.com.br

Juiz de Fora (MG)

 

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CORPORATIVISMO

Suely Caldas (2/10, B2), como sempre, lava nossa alma colocando o dedo na ferida sem rodeios: expõe de maneira muito didática o corporativismo que permeia os Três Poderes da República e porque o Brasil virou o país da corrupção impune: companheiros protegem os companheiros, todos com o rabo preso.  Daí a importância da pressão da opinião pública.  É só o que fará mudar este país, com a ajuda de gente corajosa e íntegra como Eliana Calmon e Suely Caldas. Bravo! Obrigada, Suely.

 

Tereza Sayeg

São Paulo

 

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QUEM NOS SOCORRERÁ?

Lendo o Estadão de domingo, em especial o artigo de Suely Caldas, muito claro a respeito do chamado corporativismo. O que mais preocupa é que ele vem crescendo cada vez mais. É como uma guerra em que indivíduos desprovidos de moral e avessos à ética vão conquistando posições e poder na hierarquia das instituições que comandam a nação. Todos sabemos disso de longa data, mas o que fazer? Mostrar as mazelas, criticar, denunciar já não adianta mais. Parece que eles adquiriram o que pode ser chamado de "cara de pau", não estão "nem aí" para a opinião pública. A corrupção acobertada pelo corporativismo chegou a todos os bastiões da república. Certa ocasião observei uma porca gorda amamentando seus leitões. Como eram muitos, aqueles que conseguiam uma "boquinha" ficavam quietinhos enquanto os que sobravam gritavam deseperadamente. De vez em quando havia uma troca de posições, quem conseguia desalojar o outro e grudava na "teta" e o outro que perdia a posição assumia o outro papel da gritaria. Assim é que vejo o Brasil, grande parte das pessoas gritam enquanto não conseguem uma boquinha, assim que conseguem ficam quietinhas e aderem ao "status quo". E agora? Quem irá nos socorrer? Quem sabe o Chapolim Vermelho.

Carlos Custódio

São Paulo

 

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DIREITO DOS ANIMAIS

Acabei de ler o artigo de Xico Graziano tratando dos animais (4/10, A2). Alguém (e não é pouco!) se preocupa. Nossa presunção de estarmos acima de tudo, nos fez tratar o próximo como coisas. O animal é o próximo do humano, não o outro humano. A própria palavra animal já nos diz que é uma alma, uma vida, tantas vezes maltratada pelos desalmados humanos. Nossa capacidade civilizacional aparece nas atitudes de proibir a crueldade contra os que não tem quem os defenda: enfim a proibição de touradas, as regras rígidas nos rodeios (o próximo passo deverá ser a total proibição), "humanização" dos zoológicos, etc. Além do livro citado por Xico Graziano, O Homem e o Mundo Natural de Keith Thomas, há outros livros importantes para compreendermos esta relação animal "racional" x animal irracional, isto é, o que premedita e o que reage: O Filósofo e o Lobo de Mark Rowlands, que comprei indicado pelo caderno Sabático que tem sempre boas sugestões de leitura. Neste livro, o autor cita outro de sua autoria, Animal Rights, ainda não traduzido. Entre outras coisas, ele chama à responsabilidade o humano que tirou o animal da natureza através dos séculos e o abandonou sem cuidados, caso dos cães e gatos, ou domesticou para poder matar mais facilmente, caso dos bovinos e outros rebanhos. Somos responsáveis pelos animais; hoje mais do que nunca, seu bem estar depende de nós. Pergunto-me porque é tão difícil superar a crueldade que fez parte da vida humana (O imperador Trajano comemorou uma vitória sacrificando mais de 11 mil animais, entre eles leões, leopardos, avestruzes, antílopes, elefantes, rinocerontes, etc.). Também é crueldade privar um animal doméstico de um pouco de natureza. Por que sapatinhos? Por que festas que eles não entendem? Quem ama os animais, dá carinho, não festa, e usa este dinheiro para contribuir com as associações de proteção, para financiar castrações, para estimular a adoção, e muitas outras coisas que podem ser sugeridas e criadas. Dinheiro para nos tornar mais humanos, não simulacros de animais racionais. Quem ama animais não os compra, recolhe. Minha sugestão para nossos legisladores é a proibição da venda de animais em petshops: as pessoas compram por impulso e depois abandonam por não entenderem as necessidades do animal. Eles deveriam ser vendidos apenas por criadores com responsabilidade documentada do comprador. Usar uma cadela parideira como maquininha de fazer dinheiro é crueldade dissimulada. Por fim, eduquemos as crianças: os animais são ótimos companheiros para brincadeiras, mas não são brinquedos.

Lucília Simões lulu.simoes@hotmail.com

São Paulo

 

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RESPEITO ANIMAL

Oportuno o artigo de Graziano, por vários motivos. Primeiro, ressalta o "dever" dos homens para com os animais (o equívoco "ongueiro" de lutar por "direitos" dos animais nas leis humanas), depois pela evidência do sistema de "cacique e pajé" que sempre dominou o Mundo. Antes, os pajés eram os religiosos que ditavam os "dogmas" de fé que divinizavam os caciques, agora são os "economeses" que divinizam o "deus dinheiro" e por tabela, os "caciques do dinheiro". Os animais, tanto agora como antes, ainda são meros "irracionais", bem como o "povão" que elege os caciques e pajés. Debate-se os "direitos" como se direito não pressuponha deveres, e assim ainda caminha a humanidade na moral e ética da pajelança de mentir para governar. Tudo como antes na terra de Abrantes, apenas com o melhor sistema de produção que a humanidade jamais teve, o sistema capitalista, que longe de ser apenas uma ferramenta, é também grande arma nas mãos de elites imorais e antiéticas, exatinho como na época dos faraós, só não tinham banheiros de luxo, jatinhos, carros luxuosos etc.!

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

 

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‘ONDE A SOCIEDADE QUER MAIS SAÚDE?’

"Mais saúde" para os dependentes químicos da "epidemia de crack" (George Felipe de Lima Dantas, em 2 de outubro de 2011). Outra face do problema “onde a sociedade quer mais saúde” (como diz o artigo de Washington Novaes, 30/9, A2) deve ser também considerada...   Necessário que os brasileiros atentem para a falta de assistência médica para os milhares, talvez milhões de dependentes químicos (especificamente de "drogas ilícitas", caso do "crack", forma de apresentação do cloridrato de cocaína) existentes hoje no país. Uma devastadora "epidemia de crack" está em curso... De alguma forma, os "dependentes químicos do crack" são doentes crônicos (tanto no sentido fisiológico quanto comportamental/psicossocial) cuja patologia é contraída pelo "contágio" por um "agente etiológico" que caberia ao Estado controlar/impedir a entrada e comercialização no território nacional. É importante ter em conta que o cloridrato de cocaína é um derivado do arbusto Erythroxylum Coca, espécie vegetal encontrada apenas em países vizinhos do Brasil, caso da Bolívia, Peru e Colômbia. Esses países são considerados "nações amigas" com as quais o Brasil mantém relações bilaterais normais. Ainda assim, o governo federal não parece exigir deles, como deveria ser o caso, um "controle responsável" da "importação" para o Brasil do veneno que é o cloridrato de cocaína e que vem destruindo a saúde/vida de milhares/milhões de brasileiros. O dano produzido pelo "crack" é comparável, em mortes e incapacitações, ao de uma verdadeira guerra. Paradoxalmente, no caso da Bolívia, o governo brasileiro faz para ela até mesmo concessões econômicas extremas e descabidas juridicamente (como no rompimento pela Bolívia de obrigações contratuais em empreendimentos petroquímicos conjuntos com o Brasil), como se existisse um clima de contrapartida fraterna e colaborativa em algo tão fundamental como a contenção do "narcotráfico unilateral boliviano para o Brasil" de cloridrato de cocaína. O governo brasileiro, em relação aos derivados de cloridrato de cocaína -- caso do "crack", é incapaz não apenas de impedir a entrada dessa substância no país. As autoridades públicas do Brasil também não impedem, efetivamente, a comercialização local dessa e de outras drogas derivadas do "Erythroxylum Coca". Isso vem gerando uma verdadeira epidemia, materializada escandalosamente nas "cracolandias", locais pelo Brasil afora onde hoje é possível verificar, diuturnamente, brasileiros sendo literalmente destruídos física e moralmente e, junto com eles, famílias e comunidades inteiras. Pari passu com tudo isso, a população afetada pelas drogas derivadas do cloridrato de cocaína não tem como recorrer aos recursos médicos necessários, em função da inexistência de um mínimo de "doutrina de saúde pública" para tanto. E a epidemia "está aí", nos termos em que referem as próprias autoridades dos governos estaduais e federal.

Tal epidemia segue sem um mínimo de contenção efetiva, afetando gravemente, em sua esteira destruidora, também a segurança pública. Como se a polícia sozinha pudesse conter um fenômeno que começa nas fronteiras e termina em uma verdadeira tragédia de saúde pública... A "retórica oficial atual" sugere a existência de "centros de atendimento" para dependentes químicos, centros esses reais ou ainda por serem estabelecidos. Eles estariam baseados em um Sistema Único de Saúde (SUS), sabidamente falimentar, e que por isso mesmo não tem condições sequer de atuar eficientemente em áreas tradicionais de demanda por serviços médicos de rotina, que dizer da complexa terapia para o fenômeno da dependência química de "crack" e outras drogas de uso ilícito. Diante do quadro grotesco da falta de efetividade dos governos (federal e estaduais) e da impotência da saúde pública no contexto da "epidemia de crack", famílias de todas as classes sociais convivem hoje, em condições trágicas de desamparo, com seus parentes afetados e sem tratamento, indivíduos que inexoravelmente terminam mortos e/ou envolvidos com a criminalidade. Isso acontece basicamente pelo cometimento de diversos delitos pelos dependentes químicos, no sentido de obter ilicitamente os recursos necessários (sempre extremos e inalcançáveis...) para sustentar a dependência. Entendido em seu extremo de abrangência, o problema da dependência química do "crack", em sua articulação com o "narcotráfico andino" (com origem na Bolívia, Peru e Colômbia) vai muito além da agressão à soberania nacional, na medida em que disso resultam "baixas" de milhares/milhões de brasileiros, passando pelo impacto na segurança e saúde pública, e culminando com o esfacelamento do próprio Estado. A exemplo, é essa a situação que vive hoje o Rio de Janeiro, em uma conflagração cuja corrupção do narcotráfico já alcança até mesmo autoridades públicas e a integridade do Estado. Evidentemente que a sociedade não só quer, como precisa desesperadamente de “mais saúde” para a contenção do fenômeno também sanitário da dependência química resultante das drogas de uso ilícito e do narcotráfico correspondente. Pelo menos, mais saúde...

George Felipe de Lima Dantas http://blogandoseguranca.blogspot.com/

Brasília

 

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EMAGRECEDORES

Mais uma vez o Estadão sai na frente ao publicar a decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre a liberação da sibutramina e proibição de outros emagrecedores. Contudo é triste pensar que ao invés de discutirem medidas que promovam a saúde a Anvisa preocupe-se com questões tão contrárias à mesma.

Rosemary Trabold Nicacio rosenicacio@gmail.com

Assis

 

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NUVENS NEGRAS PAIRAM SOB O CÉU DE BRASÍLIA

O Planalto quer mais 4.500 vagas para cursos de medicina divididos entre os que já existem e os que serão criados. Parece não importar a inafastável garantia de qualidade e sim a localização dos mesmos. Das 181 escolas existentes, vinte e nove vão começar a formar suas primeiras turmas num total, para os próximos cinco anos, de 2.233 novos médicos. Isso precisa ser considerado para fechar tal projeto. O restante deverá ser completado com a criação de novos cursos - Barretos, Franca, Lagarto e várias outras cidades já estão aprovadas, apenas aguardando a publicação em Diário Oficial nos próximos dias.

Os ministros da Educação e o da Saúde receberam determinação expressa da presidenta Dilma para a formalização imediata. Frase dita por ministro do governo militar encaixa integralmente para o caso em questão. "Vamos formar tantos médicos no Brasil que, logo, eles virão de joelhos pedir emprego a qualquer preço".

Que Deus proteja o ensino médico brasileiro!

Antonio Celso N. Nassif acnnassif@netpar.com.br

Curitiba

 

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DIAGNÓSTICO

O problema da saúde no Brasil é de "digestão". Engolir a incompetência desse governo na área é azia na certa. Tem de ser ministrado urgentemente um remédio eficaz, e não qualquer droga.

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

São Paulo

 

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ÓDIO AO COMÉRCIO

O problema da contaminação do Center Norte dá a essa Prefeitura mais uma oportunidade de expressar seu ódio ao comércio; se a Prefeitura se preocupasse com as pessoas, já teria evacuado o enorme Cingapura vizinho o qual está igualmente afetado pela contaminação. Certamente é sua obrigação exigir que o Center Norte e o Lar Center tomem as medidas preconizadas pela engenharia ambiental, mas, para isso não há necessidade de destruí-los, como a Prefeitura parece estar tentando. A famigerada lei da Cidade Limpa veio para acabar com um setor inteiro especializado em outdoors; e nós deixamos. A seguir, inventaram as Concessões Urbanísticas da Nova Luz, que destruirá enorme área comercial, e da Pompeia; e nós estamos deixando. Agora, inventaram a longa espada da contaminação que servirá de pretexto para maximizar as arbitrariedades que é a marca registrada da atual administração; nós deixaremos? O mascate, que tanto colaborou no desenvolvimento do Brasil e foi antepassado de inúmeros membros do executivo, deu origem ao comércio atual do qual, parece, se envergonham; o comércio será totalmente alijado de São Paulo para propiciar terrenos faltantes na cidade aos agentes imobiliários? O transporte público continua péssimo; as políticas públicas paulistanas demonstram que o sonho dessa administração é ter um agente imobiliário em cada esquina rodeado por espigões sufocantes – e a população que saia de São Paulo de bicicleta para comprar seu pão. Eles, o alto Executivo paulistano e os agentes imobiliários, andam de helicóptero e não se incomodam.

Suely Mandelbaum suely.m@terra.com.br

São Paulo

 

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TOMBAMENTO DO BELAS ARTES

Na Inglaterra, cidade de Liverpool duas casas sem qualquer apelo arquitetônico foram tombadas pelo patrimônio público e hoje pertencem ao National Trust (permitindo visitas guiadas nos meses de verão). Motivo: moraram lá em uma dada época de suas vidas dois compositores e músicos de uma banda de rock dos anos 60. Ou seja, não só o valor do prédio é levado em conta, mas também o simbolismo a ele associado. Como é o caso do Cine Belas Artes. Esclarecimento óbvio:  as casas pertenceram aos pais de Paul McCartney e à Tia Mimi de John Lennon.

Wanderley Moutinho de Jesus wanderleymj@fazenda.sp.gov.br

São Paulo

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