Fórum dos Leitores

CORRUPÇÃO

O Estado de S.Paulo

11 Outubro 2011 | 03h07

No Amapá

O Estadão de domingo nos mostrou como funciona, há muito tempo, um grande esquema de corrupção no Amapá. Não podemos esquecer que o grande representante desse Estado no Senado é o maranhense José Sarney, que nada tem de amapaense, mas deve estar a par de toda essa maracutaia. R$ 1 bilhão bem aplicado no pobre Amapá, que praticamente nada tem, seria bem-vindo. Mas quanto mais pobre o Estado, mais a volúpia argentária dos governantes aumenta e esvazia celeremente os cofres públicos. Que crime hediondo! Até quando aguentaremos tanta corrupção? Vamos ver os resultados das passeatas de amanhã. Estão todos convocados, compareçam.

CARLOS E. BARROS RODRIGUES

carlosedleiloes@terra.com.br

São Paulo

Punição

Quando pensávamos que a faxineira do Planalto havia parado por falta de sujeira, eis que o Estadão nos oferece mais um espetáculo de horror que dá náuseas e aumenta nossa revolta. O Amapá está dominado. Até quando aceitaremos calados o descalabro? Por que não virar a mesa já? Não basta um não à corrupção, queremos punição. E se a Justiça já não funciona, vamos pôr nossas mãos em ação, saiamos às ruas para exigir um país decente, não um país doente. Amanhã temos de nos mobilizar. Basta de tolerância!

GILBERTO DIB

gilberto@dib.com.br

São Paulo

Volta das passeatas

Apesar da lentidão com que tratamos os processos de corrupção dos agentes públicos no País, a cassação de 274 prefeitos já é um bom sinal de mudanças. Se continuarmos a atual pressão contra atitudes ilícitas - via mídias tradicionais e virtuais, que levem, como no passado, multidões às ruas -, creio que podemos acelerar, e muito, um longo e bem-sucedido processo de saneamento moral, que tanto a Nação brasileira está a necessitar. Com a palavra, principalmente, as novas gerações, a liderarem esse movimento ético entre nós.

JOSÉ DE ANCHIETA N. DE ALMEIDA

josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

Operação Mãos Limpas

Sem dúvida, um grande serviço à Nação. Todavia, que enorme cara de pau chamar a operação de Mãos Limpas! Depois que o Brasil (por seu Executivo!) "reformou" a decisão do Poder Judiciário da Itália e "absolveu" Cesare Battisti, cometendo enorme ofensa não só à memória de Giovanni Falcone e Paolo Borsellino, mas aos juízes que, pondo sua vida em risco, participaram da Operazione Mani Pulite, dar esse nome a uma operação policial é acrescentar injúria ao insulto.

FRANCISCO JOSÉ GALVÃO BRUNO

fjgbruno@ajato.com.br

São Paulo

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VALORES MORAIS

Derrocada

José de Souza Martins conseguiu superar sua extraordinária sensibilidade ao denunciar a derrocada dos valores morais que assola a sociedade brasileira, no artigo A sociedade sem graça (Aliás, 9/10). A frase lapidar "a sociedade dos incalculáveis ganhos econômicos tornou-se a sociedade de incalculáveis perdas morais" diz tudo o que precisamos saber para começar a agir. Parabéns.

JOSÉ PASTORE, USP

jpjp@uninet.com.br

São Paulo

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CENSURA

Critica justa dói...

Dinho Ouro Preto, músico e intérprete do Capital Inicial, representou a vontade da maioria do povo brasileiro quando no último Rock in Rio criticou Sarney. Porque o senador usou a sua amizade com um juiz federal de Brasília para que seu filho Fernando, denunciado pela Polícia Federal por maracutaias, censurasse o Estado, como, infelizmente, conseguiu, impedindo assim a publicação detalhada de excrescentes fatos. Sarney, coitado, disse que considera injusta essa crítica do vocalista... Mas, ao mesmo tempo, não mediu esforços para cercear a liberdade de imprensa no País! E olhem que esse maranhense foi o primeiro presidente da República pós-ditadura de 64. Por essas e outras, ainda dizem, e sem se ruborizar, que a ditadura nas nossas instituições acabou...

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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ESCLARECIMENTO

Rossi Residencial

Em relação à reportagem Rio paga R$ 19,9 milhões por área de doador de Paes (5/10), lamentamos o fato de o texto ter mencionado que a empresa que presido vai se "beneficiar com a remoção da favela" por conta de "dois empreendimentos vizinhos à Vila Autódromo e que deverão se valorizar após a remoção dos barracos". Já que não fomos questionados sobre esse ponto antes da publicação da matéria, esclareço que as vendas dos dois empreendimentos citados estão praticamente finalizadas (um dos prédios já foi entregue e do outro só temos 13 apartamentos disponíveis, de um total de 246 unidades). O local em questão foi adquirido em 2006, em sociedade com a empresa PDG, por R$ 19 milhões. Esse terreno passou por um longo processo de loteamento, em que foram adquiridas todas as licenças necessárias e estávamos já em processo de aprovação das edificações. Já fizemos um investimento de cerca R$ 10 milhões no local, com movimento de terra e contenções, preparando o terreno para receber o futuro empreendimento imobiliário. Este empreendimento teria 932 unidades e valor de vendas de aproximadamente R$ 270 milhões. O valor de mercado do terreno hoje é de, no mínimo, R$ 35 milhões e está situado numa das áreas mais valorizadas do Rio, próxima dos locais que sediarão vários eventos da Olimpíada. Há aproximadamente dois anos fomos informados pela prefeitura de que o terreno fora escolhido para a remoção da favela. Não tivemos opção, fomos obrigados a ceder, pois sabemos que a prefeitura não aprovaria mais o projeto ali e, no limite, poderia futuramente desapropriá-lo. A negociação do valor com a prefeitura foi longa e levou muito tempo, até chegarmos a um consenso. Só estamos efetuando a venda do terreno para solucionar uma questão da prefeitura por causa da Olimpíada. Seria ótimo para nós se a prefeitura tivesse outro local em vista ou desistisse da compra, pois o potencial de vendas no local é muito bom. Para nós essa questão também gerou questionamentos sobre o motivo que nos levou a vender por tão pouco um terreno tão valioso. Todas as doações realizadas por nossa empresa são transparentes, registradas e realizadas na forma da lei.

LEONARDO DINIZ, CEO da Rossi

São Paulo

 

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ESCÂNDALO DO AMAPÁ

É tão absurda a notícia de que os deputados estaduais do Amapá aumentaram sua verba indenizatória para R$ 100 mil (!!!) mensais que se chega até a duvidar de que seja verdade! Em primeiro lugar, sabemos que o Estado do Amapá, como vários outros, nem deveriam existir, mas permanecer como territórios, porque não têm viabilidade econômica para sobreviver como entidade federativa autônoma, dependendo das transferências de verbas federais para sobreviver. Se é assim, por que então serem transformados em Estados? Só para aumentar a carga sobre a União com a criação de Assembleias Legislativas, Tribunais de Justiça e de Contas, Ministério Público e vários outros órgãos administrativos? Em segundo lugar, sabemos todos também que, a partir da Constituição de 1988, que operou uma injustificável centralização de poderes na União, as Assembleias Legislativas estaduais  perderam muito de sua razão de ser, deixando até de ser notícia, fato reconhecido pelo próprio presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, Barros Munhoz. Não há razão para seu funcionamento permanente onerando os cofres públicos, deveria ser não permanente para aprovação de matérias como orçamento anual no início do exercício e reunir-se trimestralmente para fiscalizar e avaliar o funcionamento do Executivo e extraordinariamente quando alguma matéria fora da rotina o justificasse. Os deputados deveriam ser remunerados na base de jeton por sessão de comparecimento. Eu estenderia a mesma medida às câmaras municipais. O Amapá, além de eleger José Sarney senador,  não gera receita suficiente para sustentar-se por ele mesmo e gasta o dinheiro que recebe provindo dos Estados superavitários como São Paulo ou alguns poucos outros para criar uma classe de políticos privilegiados com uma remuneração nababesca para não fazer nada de útil? Por que também o governo federal, que paga a conta, não usa dos seus poderes para pôr fim ao verdadeiro escândalo que constitui esta verba remuneratória que os deputados amapaenses votaram em benefício próprio? Como não nos indignarmos diante de um estado de coisas abusivo como esse que fica sem correção? Ler uma notícia como essa logo de manhã quase que estraga o nosso dia.

Paulo Afonso de Sampaio Amaral drpaulo@uol.com

São Paulo

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VAMPIROS

Pobre Amapá, pois, como se já não bastasse o Maranhão (isso sem falar indiretamente no Brasil todo), agora é este pobre Estado que foi “vampirizado” em suas finanças pelo clã da famiglia Sarney, sempre blindada por seus compadres de ocasião, sem esquecer, é claro, de juízes por nomeação, mas que não passariam em um concurso público para esta mesma carreira. Mas há solução: muita água benta, alho e nada que uma estaca no coração não resolva... como nos filmes, claro. 

 

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

São Carlos

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BRASIL, MARANHÃO E AMAPÁ

Brasil decreta moratória em 1987 e a inflação mensal atinge 86% ao mês. Estado do Maranhão, segundo pior IDH do Brasil. Amapá com inimagináveis e inaceitáveis níveis de corrupção. O que há de comum nestas três situações? Um nome: José Sarney.

 

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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VETOR DA CORRUPÇÃO

Pobre Amapá, como pode um Estado tão pequeno suportar tão grande roubalheira? A doença do Maranhão é contagiosa, e o vetor responsável por ela todos nós sabemos quem é.

Leila E. Leitão

São Paulo

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NEM O BUTANTAN QUER...

Descobriram serpentes pré-históricas no Maranhão, pertencentes à família Madtsoiidae, já extinta. Mas a pior serpente, mais venenosa e dura de matar, também oriunda do Maranhão, são o oligarca José Sarney e sua família. Enquanto o Brasil não acabar com essa víbora, não sairemos do Terceiro Mundo.

José Francisco Peres França josefranciscof@uol.com.br

Espírito Santo do Pinhal

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COBRA

A manchete Estudo revela a cobra mais antiga do País, sobre a cobra encontrada no Maranhão, para mim não constituiu novidade. Eu já sabia até o nome dela: José Sarney.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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PODER JUDICIÁRIO SOB SUSPEITA

A respeito das declarações da corregedora nacional de Justiça Eliana Calmon, de que há bandidos escondidos atrás de togas de juízes, o ministro Cezar Peluso, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi muito infeliz ao afirmar que “de forma generalizada, ofendem a idoneidade e a dignidade de todos os magistrados de todo o Poder Judiciário".  O ministro deveria ter refletido um pouco mais, pois de tão apressado acabou nos transmitindo a certeza de que estava agindo de forma  totalmente corporativista, nada imparcial, o que é profundamente lamentável para uma figura  que ocupa a presidência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Nós  achamos que a corregedora se referia, apenas,  a um grupo de juízes, endossaríamos, sem qualquer objeção,  o que corajosamente Eliana Calmon afirmou e lamentamos que tenhamos um o ministro dando tão  reprovável exemplo a todas as instâncias do Judiciário do País. 

João Henrique Rieder rieder@uol.com.br

São Paulo

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FALTA DE COMPROMISSO

Aos poucos vamos tendo percepção  do total  descompromisso do Judiciário com o povo brasileiro... é uma justiça elitizada e  permeável aos poderosos. Isso é um perigo para a democracia, mas uma grande segurança para a oligarquia.

 

Carlos Jose Benatti cjbenatti@globo.com

São Paulo

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CONTROLE EXTERNO DAS INSTITUIÇÕES

Todo apoio à ministra corregedora que se mostra preocupada com as irregularidades no Judiciário, que tem, SIM, deixado muito a desejar. Estamos insatisfeitos e frustrados com os serviços prestados. Pessoalmente, chego a duvidar se meu país está mesmo institucionalizado, tantas as aberrações cometidas por nossas instituições, que são de sarapantar: asilo dado a Cesare Batistti, assassino julgado em seu país; demora incompreensível no julgamento da censura ao jornal O Estado de S. Paulo; absolvição de Jaqueline Roriz; Valdemar Costa Neto que se livra sem investigação. Tudo isso está engasgando o brasileiro. É normal e desejável que haja controle externo das instituições se queremos ser uma democracia.

Maria José Martins de A. Junqueira delued@hotmail.com

São José do Rio Pardo

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AINDA MINORIA

Quero parabenizar, aplaudir e prestar minha solidariedade à ministra Eliana Calmon, corregedora nacional de Justiça, pela sua fibra e coragem ao enfrentar o corporativismo do Judiciário, denunciando, apurando e colocando no banco dos réus a corrupção, o mal feito, o tráfico de influência e as decisões encomendadas de muitos juízes e desembargadores que não honram suas vestes, desmerecem a toga e a Justiça que juraram promover e defender, nos envergonha e nos causam repulsa. São pessoas com a força e altivez da ministra Eliana Calmon que nos fazem continuar perseverando, acreditando e confiando na Justiça brasileira. Infelizmente, a ministra Calmon ainda é uma voz minoritária em nosso Conselho Nacional de Justiça e em nossa Alta Corte (o STF), mas, certamente, é um avanço para a moralização e a gloria do nosso sofrido e sempre criticado Poder Judiciário.

José Eduardo Medrado jevmedrado@terra.com.br

São Paulo

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REDUNDÂNCIAS

Sei muito bem que a peleja entre os ministros Cezar Peluso e Eliana Calmon já foi muito comentada e desdobrada. Mesmo assim, acho importante pinçar um pequeno trecho da manifestação do ministro Peluso sobre a entrevista da ministra Eliana Calmon. Em dado momento, o ministro Peluso nos brinda com "Estado Democrático de Direito"! Fiquei preocupado. Uma vez que um Estado só pode ser "de direito" se for "democrático". Ou será que o Ministro entende que haja Estados Democráticos, que não sejam de Direito? O contrário é verdadeiro, pois há e já houve muitos Estados de Direito que não são e nunca foram "democráticos". O que essa preocupação em ser redundante, da forte reação do ministro Peluso às palavras da ministra Eliana Calmon, tem a ver com "bandidos escondidos atrás das togas"?

Carlos Antônio Barros de Moura carlos@barrosdemoura.com.br

São Paulo

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JUÍZES BANDIDOS

A nobríssima Eliana Calmon está certíssima em cobrar carta branca do CNJ para fiscalizar juízes bandidos, que na verdade existem, pois onde existe dinheiro, independentemente do cargo, a corrupção se faz presente, e isso faz parte também do corporativismo, que o eminente Peluso quer esconder debaixo da toga, para não falar do tapete. Inclusive uma prova disso são os aumentos indiscriminados de verbas para toda a cumpanheirada do STF. Ministro Peluso, por favor, vá devagar, pois o santo e de barro e a Dra. Calmon tem história a ser respeitada.

Mustafa Baruki mustafa-baruki@bol.com.br

Belo Horizonte

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STF & CNJ

Que Justiça é essa que, além de querer ser opaca, pune seu Judiciário corrupto com afastamento e aposentadoria integral antecipada? Creio que isso não seja uma punição, mas, sim, um prêmio!

 

Eduardo Marcondes Frutig eduardo.frutig@gmail.com

São Paulo

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TEORIA E PRÁTICA

Para avaliar "de fora" o Supremo Tribunal Federal (STF), basta assistir a uma sessão das poucas plenárias, onde corre solto o trololó de "tenho  grande admiração por V. Exa." e outros tantos pacotes de confete e serpentina trocado. Quantas plenárias por semana? Quantos dias trabalhados? Quantos auxiliares diretores cada um? Quantos apoiadores de cadeira? Quantos servidores de cafezinho e água? Quantos meses e dias? Cinco deles merecem meu respeito, mas os outros quatro, argh... Em tempo: a ministra Calmon deve permanecer corregedora por no mínimo mais 20 anos. Já o presidente do CNJ pode sair quando quiser.

José Luiz Tedesco tedescoporto@hotmail.com

Presidente Epitácio

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‘O CNJ NÃO PODE PARAR’

Irretocável o artigo do professor Modesto Carvalhosa publicado EM 5/10 (A2) no Estado, sobre a importância vital de não se limitar as atribuições do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), especialmente nas suas funções de Corregedoria Nacional, que vem desempenhando com grande eficiência. Fazê-lo seria um imenso desserviço não apenas ao País, senão ao próprio Judiciário.  Como foi mostrado com clareza ímpar e de forma absolutamente isenta e irrespondível no mencionado artigo, o CNJ vem atuando de modo a proteger a Justiça  e a população contra desvios funcionais e atos de corrupção que, embora praticados por uma minoria de seus Membros,  vem atingindo todo o Judiciário, que, à evidência, não está acima do bem e do mal e, por isso, é, também, vitimado por esse enorme malefício que se alastra no Brasil, em todos os segmentos, sem exceção.  Haja vista a inegável e triste queda de credibilidade da Justiça entre a população, manifestada às escancaras não só nas pesquisas de opinião, com em entrevistas que a mídia estampa diariamente. Só não vê quem não quer. E o CNJ inegavelmente tornou-se uma das últimas esperanças legais da sociedade civil no combate, incansável e sem corporativismo, à esse estado de coisas, como, de resto, se constata da reação vinda de todos os lados contra o apequenamento desse órgão. Por isso, tomara os Ministros do STF meditem e se sensibilizem com judiciosas ponderações como essas do professor Carvalhosa, e rejeitem o postulado da Associação Brasileira dos Magistrados, que, nesse particular, está em franco desacordo com a transparência que a nação brasileira espera e, mais que isso, tem direito a ter do seu último baluarte, que é o Poder Judiciário.

José Eduardo Dias Collaço

Santos

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JUSTIÇA

O CNJ pode e deve investigar juízes nos Estados, agora a qualidade do Judiciário vem de cima, comandada pelo STF, que é lenta demais, burocrática, principalmente nos julgamentos dos políticos corruptos, que sempre levam vantagens no final dos processos.

 

Antonio de Souza D Agrella antoniodagrella@yahoo.com.br

São Paulo

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PEGAR OU LARGAR

Cumprimento o senhor Eugênio Bucci (O Judiciário e sua imagem em transe, 6/10, A2), diante de tudo o que vem acontecendo no nosso país, perco totalmente a crença na Justiça e nas autoridades brasileiras, imaginando o que pode estar ocorrendo nos escalões inferiores, por exemplo, com os Processos Trabalhistas, que segundo uma advogada minha conhecida, em que maioria das causas eram decididas nos bastidores, como meu Processo Trabalhista, ou aceitava a proposta, ou o processo se desencadearia por mais 10 ou 15 anos. É pegar ou largar.

 

Alcyr Pereira consultor-ap@hotmail.com

Igarapava

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A CORREGEDORA E O CIRCO

Desde há muito, o povo, sempre espoliado, precisa de circo. Exemplo disso são os tristes espetáculos do Coliseu. Pois, agora, a Corregedora Nacional deu circo ao povo. E a mídia, lógico, vive desse circo. A verdade é que os juízes querem um direito que todo o réu, por mais sanguinário que seja, tem: direito a recurso.  Está lá no art. 5º, LV, da Constituição de 1988.  A corregedora sabe muito bem que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), última instância, não precisa dessa malfada resolução, a rivalizar com o A5. Basta cobrar serviço das corregedorias estaduais e regionais. E que se punam os omissos. A magistratura é muito maior do que toda essa sórdida campanha. São 16 mil e só puniram cerca de 50, nesses 5 anos de CNJ.  Continuemos trabalhando e que role o circo.

Ivan Ricardo Garisio Sartori, desembargador do TJ-SP irgsartori@gmail.com

São Paulo

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MUDEMOS TODOS

Sou favorável ao controle externo do Poder Judiciário. Na minha tese de doutorado O Direito Administrativo e o Poder Judiciário (Faculdade de Direito da UFMG, 2001), citei o jurista italiano Mauro Cappelletti, segundo quem os juízes exercitam poder e onde há poder deve haver responsabilidade. Um poder não sujeito a prestar contas representa uma patologia (Juízes irresponsáveis?, 1989, p. 18). Norberto Bobbio assinalava ser um dos princípios básicos do Estado Constitucional a adoção do caráter público como regra e do segredo como exceção: “Que todas as decisões e mais em geral os atos dos governantes devam ser conhecidos pelo povo soberano sempre foi considerado um dos eixos do regime democrático, definido como o governo direto do povo ou controlado pelo povo (e como poderia ser controlado se se mantivesse escondido?)” (O futuro da democracia: uma defesa das regras do jogo, 1989, p. 86-87). No texto de doutoramento também defendi a erradicação do nepotismo e a priorização da realização de concursos públicos para provimento dos cargos no âmbito do Poder Judiciário: “Opta-se por acolher, em afronta aos princípios constitucionais da isonomia e da impessoalidade, indicações pessoais de magistrados, em todos os graus de jurisdição”. Foi realmente enorme avanço a criação do Conselho Nacional de Justiça pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004. O CNJ adotou medidas positivas, com destaque para a proibição da prática do nepotismo na Justiça brasileira. A vedação repercutiu nos demais Poderes e em todos os níveis federativos. Contudo, o Conselho ainda deixa a desejar ao não pautar o debate nacional em torno das nomeações de magistrados integrantes dos tribunais superiores. Existe notória influência político-partidária nessas designações e conseqüente desgaste da imagem do Judiciário perante a opinião pública brasileira. Também se omite o CNJ – não obstante haver baixado ato normativo a respeito – na delicada questão das promoções por “merecimento” de magistrados. “Merece” ser promovido o magistrado que se submete ao ritual do “beija-mão” dos desembargadores, os quais indicam, em listas tríplices, os candidatos à ascensão, a ser provida pelo presidente do respectivo tribunal. Finalmente, a questão disciplinar. A ânsia pelos holofotes consagradores da mídia e a paixão corporativa interditaram o debate racional sobre o tema. Na verdade, o Supremo Tribunal Federal entende – e aqui cito um mandado de segurança relatado pelo culto e ponderado ministro Celso de Mello – que deve ser respeitado, na atuação do CNJ, o “postulado da subsidiariedade”. O órgão observará a autonomia político-jurídica do Poder Judiciário local antes de exercer suas atribuições constitucionais. Em outras palavras, o Conselho somente atuará no caso de se omitir o órgão disciplinar do tribunal local (Mandado de Segurança nº 29.465, min. Celso de Mello, Notícias do STF, 04.05.2011). Não se cuida, portanto, de “acabar” com o CNJ, mas de conformar sua atuação com os princípios federativo e da autonomia dos tribunais, consagrados pela Constituição Federal. Ademais, o CNJ e as associações de classe dos magistrados deveriam desenvolver campanhas educativas da população sobre o papel do Poder Judiciário. Para transformar a Justiça é preciso que se transforme também a conduta da sociedade brasileira. Mudemos todos ou não mude ninguém. De fato, todos nos indignamos com os muitos escândalos fartamente noticiados. Todavia, já pensamos que eles são a “cara” do Brasil? Sérgio Buarque de Holanda (in Raízes do Brasil) definiu o brasileiro como “homem cordial”. Possui sociabilidade aparente para obter vantagens pessoais e evitar cumprir a lei que o contrarie. É o famoso “jeitinho brasileiro”. Sou magistrado há 22 anos e sempre me pautei pelos bons exemplos recebidos de meus pais, familiares, professores e amigos. Por isso não me envergonho de revelar que juízes recebem pedidos a todo instante. Qualquer cidadão tem um parente, amigo ou “amigo do amigo” de um magistrado. Usando esses canais, pede “uma mãozinha” no julgamento do seu processo. Como a Justiça brasileira é muito lenta, admitem-se pedidos de mera agilização do andamento das causas. Porém – lamento dizer - na maioria das vezes o “jeitinho” almejado, explícita ou implicitamente, é a decisão a favor do postulante, ainda que contra a lei. Os juízes honestos suportamos recorrentemente o constrangimento de dizer não a esses assédios imorais. A ética? Ora a ética... O Poder Judiciário é um retrato da sociedade brasileira.

Rogério Medeiros Garcia de Lima, desembargador do TJ-MG rogeriom@tjmg.jus.br

Belo Horizonte

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GREVE DOS BANCÁRIOS

Da janela do meu escritório eu ouvia há 25 anos o seu Gushiken (ex-ministro), como presidente dos sindicatos dos bancários e um megafone nas mãos, “alertando” os bancários contra os banqueiros; depois foi eleito, virou ministro, recebeu patrocínio para campanhas eleitorais dos banqueiros – hoje é elite. Agora, durante a greve escuto novos sindicalistas “alertando” os bancários, são os futuros candidatos de 2012 e 2014 – o trabalhador que se lixe, é massa de manobra.

Celso de Carvalho Mello celsosaopauloadv@uol.com.br

São Paulo

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GREVE DOS CORREIOS

Recebi nesta semana inúmeras contas que pagarei atrasado pois me foram entregues após o vencimento. A empresa responsável pela entrega são os Correios, empresa que é amplamente admirada pela população, pelos seus inestimáveis serviços. Fato é que os meios de comunicação divulgaram amplamente as negociações entre a empresa e os sindicatos, que, como sempre, se aproveitam das necessidades da população para se pressionarem em busca dos seus objetivos. Infelizmente, os únicos prejudicados por todo o ocorrido foi a população que gastará mais do que o esperado no pagamento das inúmeras multas que pagará por culpa dos sindicalistas de plantão que não se importam nem com a empresa que os sustenta, seus trabalhadores, usados como massa de manobra, e muito menos a população. Todos os que se sentiram prejudicados por estes pelegos deveriam entrar na justiça contra o sindicato responsável para cobrar seus direitos. Assim estes inescrupulosos aprenderiam a pensar melhor nos seus atos.

 

Marcelo Prado marcelopprado@yahoo.com

São Paulo

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IMPRESCINDÍVEIS? TALVEZ NÃO

Quando eu comecei a trabalhar, faz muitos anos, lembro-me de que me aconselharam dizendo para eu não faltar muito, para que meu chefe não percebesse que eu não fazia falta. Este conselho me veio à cabeça pois estamos nos dando conta que bancários e funcionários dos correios não fazem falta nenhuma. Até hoje eu só tinha me lembrado desta frase quando ia votar.

Luiz Henrique Penchiari luiz_penchiari@hotmail.com

Vinhedo

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A DESCONSTRUÇÃO DO BRASIL

Triste a realidade apresentada por Ricardo Vélez Rodríguez em seu artigo Doutor Lula (10/10, A2):  o Brasil está sendo lentamente desconstruído em sua base ética, moral e cívica pela influência populista e demagógica de um líder sindical esperto atuando sobre um povo bom, porém ingênuo, que não foi educado para entender que só o trabalho produtivo e inteligente constrói, aumenta a riqueza e melhora a qualidade de vida.  Infelizmente, nosso povo sempre esperou tudo do governo e de um "salvador da pátria", não entendendo o que John Kennedy disse em discurso de posse:  "não pergunte o que o governo pode fazer por você, mas o que você pode fazer pelo governo"!  Sem essa compreensão, as classes menos favorecidas são carneirinhos, massa de manobra, prontos para ser envolvidos na ilusão de promessas sem fundamentos, e assertivas de que "nunca antes nesse país" (com um pouco de "esmola" distribuída) a vida melhorou tanto  (sic).  Quando resolveremos esse problema?  Creio que só depois de educar corretamente uma geração e garantir a mudança de mentalidade da maioria.  Quem vai fazer isso, e como?  Só Deus sabe!

 

Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br

São Paulo

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‘DOUTOR LULA’

O rei ficou nu. E com o bumbum de fora.

Ricardo Carvalho ricardo@rtv-pro.com.br

Recife

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‘MALFEITOS’

Precioso o artigo do Sr. Ricardo Vélez Rodríguez, com o sugestivo título Doutor Lula. Em pouco espaço o autor consegue, de forma magistral, resumir todos os “malfeitos” de 8 anos de desgoverno imoral e cínico. Um político que conseguiu o desmonte das instituições republicanas, seu mais criminoso legado, realmente merece o título concedido por acadêmicos que desconhecem tudo de “là bas”. Com certeza também não sabem sequer onde fica o próprio umbigo!

Nelson Penteado de Castro pentecas@uol.com.br

São Paulo

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FOI DESELEGANTE

O artigo do Sr. Ricardo Vélez Rodríguez, com críticas ao título de doutor honoris causa concedido ao ex-presidente Lula pelo Instituto de Ciências Políticas de Paris, foi extremamente deselegante com uma das mais importantes instituições Francesas, da Europa e, com certeza, do mundo.  Pior, denota falta de cultura e ilustra inconsistência intelectual constrangedora. O artigo do Sr. Vélez Rodríguez  peca por total falta de compostura científica, quando chama o Instituto de Ciências Políticas de Paris, de “casa de estudos” e total falta de desrespeito ao diretor da Instituição e seus membros, que, por unanimidade, concederam o título ao ex-presidente, quando diz que o título “ou é uma boa piada ou fruto de tremenda ignorância”. Ignorância? Dos cientistas do Sciences Po?  De quem é a tremenda ignorância? Talvez seja necessário informar que Sciences Po forma a elite intelectual francesa, da qual saem muitos presidentes e ministros de Estado. A seleção para entrar no Science Po é das mais rigorosas e é preciso apresentar boletim escolar com as melhores notas, desde a maternal. O Sr. Velez Rodriguez assina como coordenador do Centro de Pesquisa Estratégica da Universidade de Juiz de Fora. Não disse sua formação ou especialidade em pesquisa. Mas a falta de rigor e o tom, francamente panfletário, do seu texto indicam a distância cultural do pesquisador de Juiz de Fora com a Instituição de Paris. Terminado o artigo, pensei comigo mesma. Este é um artigo de cunho político e não científico.  Sinceramente, o coordenador teria poupado, em muito, a imagem de sua Instituição se não tivesse associado seu nome a ela. Uma presepada da qual o Centro de Pesquisa Estratégica da Universidade de Juiz de Fora poderia ter se passado.  Como dizia minha mãe, para que tanto estudo?  Será que é tanto assim? O diretor do Sciences Po, Richard Descoings, já havia enfrentado o provincianismo de certa categoria de brasileiros, ao conceder entrevistas aos correspondentes da mídia nacional. A jovem correspondente do jornal O Globo chegou a questionar Descoings  do por que atribuir o premio ao Lula e não ao FHC. Um vexame! Elegante e culto FHC tem familiaridade com a Intelectualidade francesa e, com certeza, deve ter se sentido muito constrangido. Outras questões, igualmente fora de propósito, foram feitas pelos cultos e inteligentes jornalistas brasileiros, como, por exemplo, se o título fazia parte da política da instituição francesa de discriminação positiva. Imagine! Os franceses cultos e cheios de espírito se deliciaram com ironias. A descompostura da mídia brasileira foi muito comentada  na França e foi notícia nos jornais na Argentina. Não se iludam, Jamil Chade, Sílio Bocanera  e o saudoso Reale Júnior são raras exceções, entre os correspondentes nacionais, que conseguem entrevistar pessoas de alto nível cultural sem causar vexame e desconforto, pelo pouco aprofundamento ou mesmo conhecimento dos temas  tratados. Já os franceses, como muitos brasileiros vivendo na França, têm na memória o período antes de Lula, quando o Brasil só aparecia na imprensa francesa associado às crianças de rua e à reputação de puta de suas mulheres. Era uma imagem triste e difícil de ser revertida pelos expatriados brasileiros, por mais que lutassem por isso. Foi da noite para o dia, com a chegada do então ministro das relações exteriores Celso Amorim, que as telas dos cinemas e da televisão francesa foram inundadas com publicidade associando o Brasil ao desenvolvimento, focando na indústria, com a Embraer, e na agricultura, com nossos vastos campos cultivados. Da noite para o dia os franceses começaram a falar em celeiro do mundo, se referindo á agricultura do Brasil. Quem não tinha votado em Lula, logo reconheceu seu valor enorme na mudança da imagem do Brasil. Esse é um exemplo da política externa de Lula. Outra, de grande efeito, foi o pagamento da sua dívida com o FMI e o Clube de Paris. Sem falar no comércio que desenvolveu com os países do cone sul, muito útil nessa crise dos países ricos. O Francês também sabe que uma das causas profundas da desigualdade social no Brasil é o conservadorismo e o provincianismo de suas elites, tão bem representados pelo Sr. Velez Rodriguez.  De fato, um dos maiores problemas da oposição brasileira não são seus líderes políticos, mas os seus eleitores, e sem dúvida o ser Vélez Rodríguez é um deles.

Dalva Teodorescu  teosilvasp@gmail.com

São Paulo

    

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DESCONSTRUÇÃO DE UM MITO

O professor  Ricardo Vélez Rodríguez é colombiano, filósofo,  teólogo e  atua como coordenador do Centro de Pesquisas Estratégicas da  Universidade Federal de Juiz de Fora. Com coragem e ousadia o professor faz um diagnóstico do “ser” Lula e desconstrói o mito. Um demagogo cínico que conduz as massas através de apelos populistas. Com medo de contrariar o líder carismático, teólogos brasileiros se escondem e  ficam calados diante das barbaridades cometidas por seu ídolo.  Aos poucos as verdades vão aparecendo. O próprio professor deve ter dificuldade para convencer seus alunos da farsa que é Lula, pois quanto mais o tempo passa, mais o cidadão vai tendo consciência da forma como foi enganado. Jesus é o mestre dos mestres, Lula pensa que tomou o lugar de Jesus na terra, pois a maestria com que vem desconstruindo as instituições com a vergonhosa compra de votos ainda não é vista a olho nu pelo eleitor. Quem sabe um dia tudo venha à tona.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

    

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GIGANTE ADORMECIDO

Oportuno o artigo Doutor Lula, do professor Ricardo Veléz Rodríguez, que, ao lado do livro O Que Sei de Lula, de José Nêumanne Pinto, escancara o desserviço prestado ao desenvolvimento da nação brasileira pela era Lula, desconstruindo os principais valores da sociedade. As consequências podem ser diariamente constatadas nas condutas, tanto de agente públicos como privados, para os quais o lema é a "lei de Gerson", sem qualquer escrúpulo. Daí decorre também a corrupção, contra a qual estamos nos insurgindo com movimentos como o 7 de setembro e o de hoje. Incompreensível, pois,  a concessão de diplomas de Doutor Honoris Causa, a não ser que  as instituições estrangeiras  estejam empenhadas em manter o gigante adormecido "eternamente em berço esplêndido"  ou foram  iludidas por propaganda  enganosa, contínua e intensa, paga com nossos impostos.

Antonio Carlos Gomes da Silva, foi superintendente do Hospital da Clínicas da FMUSP acarlosgs@uol.com.br

São Paulo

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FRACESES IGNORANTES

Acredito piamente que os franceses ao concederem  o título de doutor  honoris causa ao Lula, agiram por absoluta ignorância. Não é possível que,com todas as informações disponíveis no mundo de hoje , não soubessem que o Lula foi o presidente mais bobalhão,anarquista e perdulário que a nação brasileira já conheceu. Escancarou, como nunca, as portas da gastança , roubalheira e à corrupção. Distribuiu à mancheias e fartamente, benesses(dinheiro) às causas inúteis e aos sem méritos.  Saiu pelo mundo afora, paparicando ditadores, ditaduras cruéis e patifes de todo naipe , não restando dúvidas de que estava agindo ou por imbecilidade ou por má-fé mesmo. O artigo de Ricardo Vélez Rodriguez (A2,10/11), esclarece e vem bem a propósito sobre todos esses fatos negativos , corroborado no caráter de um mercenário que chegou ao Palácio do Planalto, mentindo sobre si mesmo e seus verdadeiros propósitos. Agora dá pra entender porque os franceses  perderam a guerra para os ingleses na famosa batalha de Waterloo ...

Gilberto Motta da Silva gmottas@yahoo.com.br

Curitiba

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TOMOGRAFIA DO LULOPETISMO

O artigo do Dr. Ricardo Vélez Rodríguez mais parece uma tomografia do lulopetismo instalado no poder desde o primeiro mandato de Lula em 2002. Detecta o tumor... e as principais metástases  que estão sufocando o estado de direito e a democracia no Brasil : por meio da desconstrução sistemática  das instituições que norteiam e sempre nortearam o Estado brasileiro; através da destruição da confiança que cidadãos depositavam no Poder Judiciário, tendo em vista a atual subserviência do mesmo ao Executivo; do desmonte da diplomacia brasileira construída através de muitas décadas; da implantação de valores que subvertem todos os alicerces da sociedade  brasileira, buscando levá-la ao caos; da ideia de que para governar basta manter os aliados saciados; e o pior de tudo, a oficialização da impunidade como complemento à corrupção. Para curarmos o enfermo corpo da Nação temos que extirpar o câncer que o corrói!  Ao doutor Lula, na verdade, deveria ser outorgado o título de "doutor horroris causa"...

 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

 

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FRAUDE

Brilhante e corajoso o artigo do Sr. Ricardo Vélez Rodríguez. Quisera que outros milhares de  brasileiros tivessem a coragem e ousadia de desmascarar o "mito". O Doutor Lula não passa de uma fraude, em todos os sentidos e ângulos. O povo brasileiro precisa conhecer nos detalhes quem é, quem foi e o que trama esse "vigarista" e enganador da vida nacional.

Haroldo Rocha Haroldo haroldoerocha@ig.com.br

São Paulo

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TRAPALHÃO

Desejo cumprimentar o Sr. Ricardo Vélez Rodríguez  pelo que escreveu no Estadão.   Definiu muito bem a figura do apedeuta, citando os porquês, como populista, demagogo cínico, citando até o sentido aristotélico do termo, suas vãs promessas, ou seja, um ilusionista nato (no pior sentido da palavra). Lula conseguiu começar a desconstruir a diplomacia  brasileira, unindo-se e apoiando os ditadores sangrentos e asquerosos que existem pelo mundo, querendo mostrar o que não somos, e é seguido pelo seu "poste", que ignorou o que se passa na Síria. Até a Lei da Responsabilidade Fiscal conseguiu derrubar.  Distribuiu dinheiro a rôdo pelaí, deu dinheiro à vontade para muitos que nem ao menos necessitavam, e estes pararam de trabalhar. Uma praga como Lula  é pior do que todas as pragas bíblicas juntas, e ainda é louvado por um monte de idiotas acéfalos. Não quero me estender muito, mas esse artigo deve mesmo ser lido mais de uma vez, para que alguns fixem o que foi e é esse bestial trapalhão.  Novamente, cumprimentos pelo artigo.

Carlos E. Barros Rodrigues carlosedleiloes@terra.com.br

São Paulo

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TÍTULO CARNAVALESCO

Oportuno, corajoso e consciente o artigo Doutor Lula, do articulista Ricardo Vélez Rodríguez. Na verdade só quem não conhece o plano de poder do Lula e seus asseclas, na administração político-econômica do Brasil, nesses anos de desgoverno é que poderia dar-lhe qualquer reconhecimento público. Esse título, meramente, carnavalesco, premia apenas o bufão da corte. Explico, sem saber da realidade vivida pelos desmandos, falcatruas, condutas aéticas e demais quejandos, muito bem destacadas no citado artigo, somente o lado "festivo" do desgoverno é que foi premiada, pois foi só isto que a imprensa francesa viu. É premiado bufão que iludiu e enganou os palhaços brasileiros, que somos nós que o elegemos. Agora o Brasil pode se gabar de ter um bufão "doutor" honoris causas (s é proposital).

Carlos Benedito Pereira da Silva advcpereira@ig.com.br

Rio Claro

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RETROCESSOS

Felizmente não estou sozinha no mundo. Foi isso que senti quando li o artigo de Ricardo Vélez Rodríguez no Estadão de segunda. Apenas para complementar, para que o sr. Ricardo guarde esse artigo e daqui a muitos anos possamos conferir suas consequências,  quero lembrar ainda da falência dos serviços dos Correios, que prestavam trabalho de qualidade e agora encontra-se a beira do caos e não só pelas greves, mas antes já não tinha a qualidade que o tornou conhecido. E também a queda no nível do ensino no País. Quando é desconsiderado o ensino de português, quando a literatura já não tem importância, quando a matemática é só para o necessário, quando os professores entendem que ensinar tudo isso é coisa de elite, quando funcionários e professores nomeados acreditam que ensinar teorias de esquerda é mais importante do que tudo isso, então é a falência do ensino que veremos daqui a alguns anos o resultado. De nada adianta a construção de escolas. É necessário pessoas capazes para ensinar e não professores e alunos engajados em governos de esquerda.

Adelaide de Oliveira Vieira Santos adelaidescs@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

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PARIS E O FILHO DE DONA LINDU

Ao preciso exame do Prof. Ricardo Vélez Rodrigues, poderíamos acrescentar que o título de doutor "honoris causa" concedido pelo renomado centro de estudos "Sciences Po", de Paris, ao ex-presidente, não é uma boa piada ou completo desconhecimento; faz parte do "ethos" parisiense, de um suposto "savoir faire", que dura somente enquanto ocorre. Em seguida, as coisas lá continuam modorrentas. Sem esses espasmos ocasionais, a vida em Paris fica insuportável, como disse Balzac,  implacável crítico dos costumes parisienses, em um trecho da "Condessa de Langeais".

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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FANTASIAS

Se tomarmos por base as sete indumentárias de posse de Lula ao título de Doutor Honoris Causa, será difícil escolher  dentre elas qual a melhor fantasia para o próximo Carnaval.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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OTÁRIOS COMPRADORES

As montadoras do Brasil choram e arrancam os cabelos sem razão. Por anos, lucraram muito, vendendo carros "básicos" a preço de carros completos em outros países. Tudo o que já vem de série em carros importados, é opcional nos carros das montadoras brasileiras. Até o simples tapetinho de borracha é cobrado a parte. Cansamos de ler  nas revistas especializadas a frase "a versão vendida no Brasil será diferente", indicando que, para os bobocas ao sul do Equador, tudo o que é "de série" viraria "opcional". Carros sem o tal tapete de borracha, sem limpador traseiro, sem protetor de cárter, sem ar condicionado, e até mesmo com a ridícula abertura manual de vidros, nos são empurrados a preços dos carros completos vendidos lá fora. Se a confusão toda em torno dos carros chineses, japoneses e coreanos serviu para alguma coisa, foi para o brasileiro enxergar que foi explorado e tratado pelas montadoras brasileiras como otário, por muito tempo.

 

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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CRISE OU ESPERANÇA?

Em que pese o risco do desemprego no setor automobilístico, a notícia da queda de 20% na produção de veículos (7/10, A1) tem seu lado positivo. Contrariando a lei da física – dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço –, o entusiasmo com que os setores interessados no crescimento da produção da frota nacional comemoram, principalmente o governo, com sua sanha arrecadatória, contraria o bom senso e a qualidade de vida do cidadão comum. A queda na produção nos traz um certo alívio pelo fato de que tem como consequência menos entupimento de veículos nas vias, principalmente urbanas, e menos 20% de monóxido de carbono despejado no ar que respiramos. Desconheço qualquer plano sério do Estado relacionado a esta preocupação com o espaço físico e a piora do meio ambiente. Só mesmo a crise para pôr as coisas no seu devido lugar. Aonde e quando vamos parar?

Lourival Geraldo Moreira logmoreira@yahoo.com.br

Botucatu

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ESTATÍSTICAS DO MINISTÉRIO DO TRABALHO

Além das estatísticas do seguro defeso que estão defasadas no site do Ministério do Trabalho, todas as demais se encontram na mesma situação. Parece-me que a falta de transparência é um processo para encobrir o mau uso político dos recursos comandados pelo ministro Lupi. Tentem obter dados de balanço do FGTS, por exemplo.

 

Hélio Mazzolli mazzolli@terra.com.br

Criciúma (SC)

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POLÍTICA E CRIATIVIDADE

Os políticos brasileiros são criativos? Não. Os políticos brasileiros do passado eram criativos? Sim. Na verdade, vou citar alguns casos em que os políticos brasileiros mostraram grande criatividade e muita inteligência. Final da 2ª Guerra. O mundo se viu às voltas com a falta de trigo e gasolina. O que fez o então presidente, general Eurico Gaspar Dutra? Racionou o pão e criou o gasogênio. No racionamento bem ordenado e melhor executado, comíamos pão de trigo misturado com fubá. Cada família tinha um cartão que indicava a quantidade de pães a que tinham direito, de acordo com o número de pessoas. Não se ouvia falar em famílias que fossem mais beneficiadas do que outras. Os automóveis tiveram de substituir a gasolina pelo gasogênio, em que o combustível substituto era o carvão. Todos os veículos – carros, caminhões e ônibus – eram movidos a carvão, até que a crise terminasse. Posteriormente, veio a ditadura militar e, com ela, os aumentos contínuos do petróleo. Então, nossos dirigentes passaram a pesquisar o álcool. Ideia brilhante. E eis que surgem os carros a álcool. Mais recentemente, o Itamar Franco criou o Plano Real para segurar a inflação e estabilizar a economia. Sucesso absoluto. Hoje, os governantes - que eles me desculpem! – querem aumentar impostos para melhorar a saúde do povo. Quanta criatividade desse PT e desse Ministério... Gente, cabeças foram feitas para pensar. Usem isso em favor do Brasil! O povo merece!

Dorival Moura Fonterrada marisatrench@uol.com.br

Carapicuíba

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NOVO IMPOSTO

Diante do inexorável mais uma vez lembrado retorno da famigerada CPMF, pergunto: para que serviram os bilhões de reais surrupiados do bolso do povo? Com absoluta certeza, para

engordar ainda mais o patrimônio dos políticos deste país e para compra de votos de incautos brasileiros. Dizer que seria destinado para a saúde, pois sim esta não viu nem um centavo, basta se constatar as condições dramáticas em que encontram os hospitais públicos, atendimentos de urgência, distribuição de medicamentos, amparo aos asilos de idosos, etc. etc. E diante desta catástrofe se arvoram em dizer claro e bom som que o povo aceitaria novamente a extorsão de seu dinheiro para aquela finalidade. Francamente este desgoverno é de um cinismo inominável e uma patifaria jamais vista. Está claro e evidente que isto faz parte de uma, esta sim, herança maldita, melhor dizendo amaldiçoada de 8 anos de escândalos, ladroagem, safadeza, enriquecimentos ilícitos e toda sorte de canalhice associada a falta total de vergonha.

 

Carmo A. Palmieri palmiericarmo@gmail.com

São Paulo

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OCUPAR WALL STREET

Vocês conhecem o mercado? Não? Pois este é o nome que um bando de especuladores deu ao lugar onde acontece toda a especulação financeira mundial. O mercado é o bode expiatório que representa os especuladores que dominam o planeta Terra, onde muitos trilhões de dólares ficam girando pelo mundo. Os homens que manipulam o mercado não dão o mínimo valor a vida humana. Não é possível que a humanidade aceite como normal e correto, um sistema econômico que ignora o ser humano e que só pense no lucro desvairado, colocando o homem como um simples consumidor de bens e serviços, cujo fim único é sustentar a voracidade incontrolável do mercado. Diante dos últimos acontecimentos, quando começaram a pipocar nos Estados Unidos escândalos financeiros jamais imaginados pelos seguidores da religião monetária do Tio Sam, podemos dizer que o capitalismo começou a se envenenar com a própria lei da ganância que o faz ficar vivo até hoje. A falta de escrúpulos que está no sangue dos grandes chefões da economia mundial contaminou os seus subalternos, que começaram a manipular em causa própria, e não apenas para os seus "big boss". Uma ambição suicida tomou conta dos chamados "executivos’ das grandes corporações. O capitalismo neoliberal começou a se atolar na própria lama, e está virando o sistema financeiro mundial de cabeça para baixo. Nos últimos anos o setor financeiro no Brasil obteve um crescimento de 50%, que foi três vezes maior do que o setor industrial. Podemos dizer que 99% da população mundial depende da boa vontade do Mercado para sobreviver. Diante disto tudo, a coisa de um mês, umas mil pessoas resolveram lançar em Nova York um movimento chamado "Ocupar Wall Street". Pouco a pouco ele está crescendo e começa a se espalhar pelo mundo ocidental. Vamos ver quando vai chegar ao Brasil.

Wilson Gordon Parker wgparker@oi.com.br

Nova Friburgo (RJ)

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STEVE JOBS

Do jeito que estão endeusando o saudoso Steve Jobs, a Apple certamente não conseguirá subsistir sem a sua insubstituível presença. Como ele foi tudo na Apple, agora sem ele a Apple tende com o tempo a regredir ao invés de continuar progredindo. Como o big Steve, mesmo tendo sido o “cara”  da informática, era um pobre mortal como qualquer outra pessoa da face da terra, os milhões e milhões de pessoas que apostavam na sua capacidade de influir de forma inigualável neste sofisticado meio tecnológico, agora precisa repensar as suas apostas. E ao mesmo tempo torcer para que surja outra pessoa semelhante ao Steve. Com todo o respeito, ressuscitar ele não vai, então com relação a ele só nos cabe rezar pela sua alma, para que lá do céu ele possa interceder pelos seus asseclas aqui da Terra. 

Luiz Antonio da Silva lastucchi@yahoo.com.br

Ribeirão Preto

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A MAÇÃ DA APPLE

 

Sempre soube que a maçã da Apple era uma homenagem a Alan Turing, um dos maiores matemáticos ingleses e considerado um dos precursores dos computadores. Alan Turing foi encontrado morto tendo ao seu lado uma maçã mordida envenenada. Quem introduziu a maçã envenenada nos aposentos de Turing, sabendo que ele era um voraz comedor de maçãs, teria sido o MI6, serviço secreto inglês. Mas abafaram o caso dizendo que ele se suicidou com a mação envenenada. Por que teria o MI6 assassinado ele? Logo ele que era um herói da Inglaterra, por ter decifrado o código secreto alemão para o serviço secreto inglês? Acontece que ele era homossexual e tinha havido uma grande deserção de espiões ingleses para a URSS, os cinco de Cambridge, intelectuais e um deles pelo menos, o Guy Burgess, homossexual quase assumido. Há um filme muito bom sobre o Guy Burgess, Memórias de um espião (Another Country) abordando esse tema.   O MI6 tinha receio que Alan Turing também desertasse para os russos. Depois de humilhá-lo obrigando-o a um tratamento forçado para deixar de ser homossexual, deram a solução final: eliminaram-no. Agora eu vejo sair na mídia que a maçã da Apple é uma homenagem a Adão e Eva. Não acredito. Querem falsificar a história mais uma vez.

 

Francisco J. D. Santana franssuzer@gmail.com

Salvador

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STEVE JOBS E A HISTÓRIA DA MAÇÃ

Quando eu era meninote, meninote de calças curtas, olhar e mente curiosos, enquanto roía as unhas, me ensinaram o catecismo! Naquilo que o ambiente católico me ensinava e estimulava a crer, foi que apareceu a primeira história da maçã em minha vida! Mas era uma maçã pecaminosa, um fruto proibido e desejado – até hoje –, naquilo que Eva, que Deus fizera "nascer" de uma própria costela de Adão, sedutora e envolvente, fizera pecar ao lhe oferecer a maçã cheirosa, vermelha e suculenta para saborear. E Adão – como o primeiro homem a ser seduzido por uma maçã – deu a primeira dentada na fruta do pecado, e foi expulso do Paraíso. Os anos se passaram... a erudição e a experiência se somaram... e eu, já no estudo de línguas estrangeiras, lembro-me, como se fora hoje, de meu circunspecto professor de inglês, casado com uma americana, convivente com o "american way of life", mas de índole britânica, que nos brindou com a frase que jamais esqueci: "An apple a day keeps the doctor away!". A partir dessa lapidar frase de saúde pela boa alimentação, me tornei um comedor de maçãs e, hoje, de fato, mesmo que não todo dia, aprecio a maçã, pela boa saúde que traz! Ainda que relacionando a fruta saborosa e saudável com a lembrança pecaminosa que representou em minha infância na tragédia bíblica do primeiro caso amoroso da humanidade: o romance entre Adão e Eva. Mas o tempo continuou passando... a tecnologia avançando... o cinema chegando... a TV entrando... e, "suddenly, last summer!", apareceu a mais moderna, envolvente, marcante e consagradora história da maçã! História incrível, criada por um Adão da Ciência da Informática, personalista, marqueteiro, mas cientista e visionário: Steve Jobs! Entre sucessos e fracassos, mas sempre presente no ato exemplar de, acima de tudo, o  verdadeiro intérprete daquilo que hoje chamamos de ciência do empreendedorismo! E não se chamou Jobs por acaso! E porque não?! Simplesmente porque, fazendo jus ao próprio nome, criou, com suas bilionárias empresas, milhões de "jobs" por todo o mundo, traduzindo por "empregos" seu próprio nome, de modo democrático e humanista! Daí eu lhes afirmar que a maravilhosa empresa "Apple", que criou, exemplo para todas as outras similares – e sucedâneas no futuro da Informática –, representa muito para mim, por tudo que lhes  contei, e, tenho certeza, para todos aqueles que confiam ser o homem, pela  Inteligência e pela Alma, que Deus nos concedeu,  o ser capaz de estabelecer o Elo Existencial entre o Criador e a criatura! No sentido mais amplo do que representa a Vida pela participação do homem como ser presente dentro da Natureza Divina! Descanse em Paz, Steve Jobs, e não se esqueça de que "an "Apple" a day keeps the doctor away!

Sagrado Lamir David  david@powerline.com.br

Juiz de Fora (MG)

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DECISÃO HISTÓRICA – CONVOCAÇÃO DA SOCIEDADE

O governador Geraldo Alckmin iniciou o seu mandato anunciando uma decisão histórica: “meu governo vai assumir as suas responsabilidades com relação a região metropolitana de São Paulo” e foi além incluindo a implantação e desenvolvimento de uma política metropolitana envolvendo as outras regiões metropolitanas já existentes, Baixada Santista, Campinas e alguns aglomerados urbanos num raio de 200 Km da capital. Nada mais necessário e oportuno. Se trata de uma decisão histórica porque essa região do Estado já praticamente toda urbanizada, envolve 153 cidades que respondem por 80% de toda a riqueza produzida e abriga 30 milhões de habitantes, 72% da população do estado, e estava há mais de 20 anos completamente ignorada pelos diversos governos que se sucederam e pela própria sociedade embora os enormes e graves problemas que vieram se acumulando. Se não é a maior metrópole do mundo certamente é a que encerra os maiores e mais complexos problemas urbanos, sanitários e ambientais. Até agora os atores que interagem nessa área, sejam públicos ou privados, tem tido liberdade  para fazer o que quiserem e quando quiserem, buscando os seus próprios objetivos sem ninguém que se preocupasse com os objetivos da mega cidade. A sociedade precisa se organizar rapidamente para conseguir entender e avaliar a grandeza e profundidade desse desafio e possa assumir a parte de suas responsabilidades nesse processo que o governo não conseguirá enfrentar sozinho embora seja insubstituível no seu comando. O governador já deu a partida: - criou a Secretaria de Desenvolvimento Metropolitano e está criando uma série de órgãos complementares que julga necessários ao desenvolvimento da política metropolitana; - já declarou que esse desafio exige no mínimo a retomada do planejamento, a articulação entre os diversos atores que interagem na região para que consiga promover a necessária integração das diversas políticas públicas envolvidas. Não há dúvida que se trata de tarefa árdua, difícil e de alta complexidade. Exige seriedade, competência e coragem. Planos setoriais não faltam. O que falta é a implantação de um competente e dinâmico processo de planejamento permanente e responsável. Estão umbilicalmente envolvidos aguardando a necessária integração as políticas de uso e ocupação do solo, emprego, habitação, transportes, recursos hídricos, abastecimento de água e esgotamento sanitário e industrial, enchentes e drenagem urbana, resíduos sólidos (lixo), proteção de mananciais, controle da poluição do ar, da água e do solo e das áreas de risco. O governador deflagrou o processo e disse que aceitou o desafio. Não esperemos ser convidados para dar a nossa contribuição.

Julio Cerqueira Cesar Neto julioccesar@uol.com.br

São Paulo

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O FLANELINHA E A EXTORSÃO

O “guardador de veículos” se transformou numa verdadeira praga. Perambulam pelas ruas e extorquindo os motoristas que, pelo simples pagamento dos tributos, já têm o direito de estacionar, mas são coagidos a dar gorjeta. Há casos em que essas quadrilhas se apossam de vastas áreas e coagem até os moradores. Não há justificativa plausível para tolerância a essa atividade. Só o poder público tem o direito de criar normas e até cobrar pela utilização da via e de locais públicos. E, mesmo assim, tem de elaborar projeto e ter lei que regulamente a prestação do serviço e a destinação dos recursos arrecadados.  Agora que o governo festeja o bom momento da economia e canta aos quatro ventos a existência de empregos em grande quantidade, está na hora de acabar com a tolerância à contravenção e ao crime. Em vez de permitir que camelôs, flanelinhas e outros errantes continuem a prejudicar a população e os negócios regularmente estabelecidos, há que se encaminhá-los para uma solução sustentável e legal de suas vidas.  Quanto aos “valets”, ou manobristas que atuam junto aos bares e restaurantes da moda, basta que sejam fiscalizados e atuem de alguma forma vinculados aos estabelecimentos. Dessa forma se garantirá que os veículos sejam realmente guardados em estacionamento e, principalmente, se evitará que ladrões se façam passar por manobristas e roubem o automóvel. O governo, que arrecada nossos impostos, tem o dever de garantir o direito de ir, vir e estacionar. A ação de dias atrás, na Vila Madalena, é um bom começo. Mas não pode ficar só ali...

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo                                                                                                   

                              

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AMADOR

Gilberto Kassab comprou briga com o Center Norte e com o Carrefour e ganhou. Instalaram o maquinário necessário para a retirada do gás explosivo com seus próprios recursos, reabriram as lojas e acabou a história. Acabaria, senhor Kassab, se a Justiça não determinasse que os moradores do conjunto Cingapura sejam retirados de suas casas até a instalação dos mesmos equipamentos que a Prefeitura exigiu. Sr prefeito, o senhor já tem ideia de como e para qual local  serão levados  os moradores? Qual é o prazo para instalação dos equipamentos? Vai haver licitação ou será contratação emergencial? Senhor prefeito, como aprendiz dono de partido, suas atitudes são pequenas, decepcionantes, previsíveis e amadoras. Leia a biografia de Janio Quadros, talvez ajude...

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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JUSTIN BIEBER

Escrevo para comentar o texto de Roberto Nascimento (Morumbieber, publicado em 10/10/2011). Como um dos poucos meninos de 17 anos que foi ao show por livre e espontânea vontade, é claro que também preferi os 15 minutos acústicos de Bieber aos passos de dança acompanhados de muita luz e playback. Por isso, também queria destacar a sequência de apresentação da banda do cantor com as músicas de Michael Jackson e Aerosmith (com direito a solo de bateria do Justin Bieber!) e a performance de Down to Earth, em que ele sentou ao piano. Realmente, o menino se destaca em meio às figuras desafinadas e autotunadas do pop como Katy Perry e Black Eyed Peas, embora se assemelhe a eles em alguns aspectos. Outra boa surpresa foi a banda The Wanted, que eu não conhecia, e que também deu um show de afinação a três vozes, com músicas de qualidade principalmente se comparadas às do Cine ou do Cobra Starship. Queria agradecer pela resenha do show que me rendeu algumas risadas pela inteligente escolha de palavras, e que fez jus à apresentação do artista.

Bruno Reis brunopontoreis@gmail.com

São Paulo

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PM-RJ MAL EQUIPADA

Desde 2009 que uma lei obriga as viaturas da Polícia Militar do Rio de Janeiro (PM-RJ) a terem uma câmera, com áudio e vídeo. Sempre há uma desculpa para protelar, óbvio, se não, como sobreviveriam os autos de resistência, não é mesmo? Estas câmeras, provavelmente, esclareceriam ou ajudariam a esclarecer muitos crimes. A morte do menor Juan, por exemplo. A PM acaba de receber uma nova frota de viaturas, modernas, mas as câmeras não estão instaladas. O governador Sergio Cabral, no seu habitual enrolation, deu uma desculpa(mais uma) e disse que o processo licitatório para compra e colocação das câmeras estava em andamento e que até o início de 2012 as viaturas estariam com este equipamento. Alguém compra uma bicicleta usada dele?

Panayotis Poulis ppoulis@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

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