Fórum dos Leitores

CORRUPÇÃO

O Estado de S.Paulo

14 Outubro 2011 | 03h05

Esperança

Uma andorinha só não faz verão, mas de grão em grão a galinha enche o papo. Parabéns a todos os que saíram às ruas nesta quarta-feira para protestar contra a corrupção e a favor da ética. A esperança é a última que morre...

LUIZ NUSBAUM

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

Por um Brasil decente

Reunindo 5 mil pessoas aqui, 20 mil ali, mais 3 mil acolá, as marchas contra a corrupção são sucesso, se pensarmos que essas pessoas se mobilizaram para protestar sem ter uma liderança, um sindicato e sem sequer se conhecerem. Sem apoio de governos, prefeituras, sindicatos e ONGs, sem verba, sem condução gratuita, sem mídia para fazer divulgação e badalação do evento, os cidadãos sem uma causa que não seja a da sua consciência fizeram muito mais pelo Brasil do que muita "gente grande" por aí. Enquanto esse tipo de gente existir, haverá sempre a esperança de um Brasil decente.

M. CRISTINA ROCHA AZEVEDO

crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

Ideal comum

Jovens tomam a frente dessa importante manifestação, que deve interessar a todos. Assumem uma atitude louvável, não importa se foram 50, 100 ou 20 mil. Vale a atitude, a exposição contra aqueles que não respeitam o cidadão que elege e paga impostos neste país. Jovens de várias cidades ligados por um ideal comum. Parabéns! Estou certo de que, ao verem o sucesso da manifestação, outros mais se irmanarão nesta justa reivindicação popular.

SERGIO HOLL LARA

jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

Críticas às marchas

Brasileiros de vários Estados fizeram marchas clamando contra a corrupção, contra os desmandos dos políticos e dos juízes que se vendem. Muitos saíram às ruas, mas uma grande multidão que não participou apoia a iniciativa. São trabalhadores, chefes de família, pagadores de impostos que não aguentam mais ver tantos desmandos, tanta malversação dos recursos públicos e tanta impunidade. Há uma característica interessante nessas marchas: elas são apartidárias. Mas veem-se nas redes sociais muitos blogs fazendo xingamentos e dizendo até palavras violentas contra os manifestantes. Só podem ser dos que se sentem ameaçados ou pessoalmente atingidos por esse clamor das pessoas, talvez os que são beneficiados pela corrupção e pela malversação do dinheiro público. Muitos apostaram que essas marchas não dariam em nada. Mas desta vez quem está se rebelando é o homem comum, aquele que não tem partido, nem emprego público, nem projeto de poder, sem nenhuma ONG para defender, sem ideologia, sindicato ou cabresto. É quem paga as contas dos políticos e as ONGs fajutas, quem trabalha de verdade, quem é decente e ganha a vida honestamente. É a maioria dos brasileiros. Quem faz pouco desse movimento é quem o teme, quem não aceita a ideia de que o povo não precisa de uma ideologia ou partido que cobra um caríssimo pedágio. Quem critica esse movimento é porque está com medo.

MARIA TEREZA MURRAY

terezamurray@hotmail.com

São Paulo

Chega!

Grupos independentes de cidadãos honestos pediram um Brasil melhor. Por iniciativa própria, sem ajuda de políticos, sindicatos e de grande parte da mídia, lá foram eles protestando contra "tudo isso que está aí" em atos exemplares. A agressividade com que militantes petistas tratam essas manifestações mostra mais uma vez que qualquer coisa honesta perturba o sossego daqueles que plantam e defendem a corrupção e a impunidade em nosso país. Parabéns a todos os participantes!

LEILA E. LEITÃO

São Paulo

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EMENDODUTO

Bruno Covas

Inacreditável a explicação simplória do secretário estadual do Meio Ambiente, Bruno Covas, tentando justificar no Conselho de Ética declarações feitas ao repórter do Estadão. Ao apelar para desculpa esfarrapada, além de acreditar que somos beócios, demonstrou claramente a que veio. Pretenso candidato do PSDB a prefeito de São Paulo? Tô fora!

FREDERICO FONTOURA LEINZ

fleinz@terra.com.br

São Paulo

Político menor

Autor de declaração sobre um prefeito que lhe sugeriu propina de R$ 5 mil em troca de emenda destinada a seu município, Bruno foi, no mínimo, infeliz. No intuito, talvez, de parecer probo, mostrou-se politicamente incompetente e agiu infantilmente. Seu avô Mário Covas, que foi um político maior, deve estar envergonhado.

EDUARDO A. DE CAMPOS PIRES

eacpires@terra.com.br

São Paulo

Todo mundo calado

Se o deputado Barbiere, um peixe miúdo, tem tanta coisa a esconder, imaginem os graúdos...

JORGE ZAVEN KURKDJIAN

zavida@uol.com.br

São Paulo

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ESCLARECIMENTO

Obras federais

Ao contrário do que sugere o editorial Irregularidades persistentes (12/10. A3), a recomendação de paralisação de obras diminuiu substancialmente nos últimos anos, expressando a melhoria na gestão dos projetos e dos controles internos dos órgãos federais. Para 2011 nenhuma obra foi paralisada pelo Congresso Nacional na Lei Orçamentária. Dentre 39 medidas cautelares citadas, só 7 incidem em obras do PAC, de acordo com relatórios do Tribunal de Contas da União (TCU). Dessas, 3 já foram saneadas e em 2 o tribunal determina a adequação de preços, e não a paralisação de obras ou licitações, o que só ocorre em outras 2 cautelares. Dentre os empreendimentos citados como reprovados pelo TCU (4), somente 1 foi objeto de cautelar. Em relação aos outros 3, foi recomendada continuidade. Sobre a lista de projetos do PAC que sofreram restrições do TCU em auditorias de 2011, não se trata de obras com decisão cautelar, mas com recomendação de paralisação ao Congresso Nacional. Os achados destes projetos são ainda preliminares, não tendo sido objeto de decisão definitiva do TCU. Segundo o TCU, não são 8 obras da Valec com indícios de irregularidades, mas 3.

GIOCONDA BRETAS, Assessoria de Comunicação Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão

palova.brito@planejamento.gov.br

Brasília

 

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MARCHAS CONTRA A CORRUPÇÃO

Independência e Descobrimento da América, duas datas históricas e duas manifestações nacionais contra a corrupção, pacíficas e apartidárias, mostrando que tanto jovens como idosos começam a mudar a cultura nacional de que o Brasil não tem jeito... Tem jeito, sim, e começa com a vitória da cidadania sobre o ceticismo enraizado. Participei novamente na quarta-feira (12 de outubro) e pude ver o olhar lânguido dos céticos que de suas janelas observavam imóveis e impotentes o grupo de manifestantes que passava. Não venceremos os corruptos enquanto não vencermos essa letargia, e a palavra de ordem deve ser a fé com o grito que mais levantava os participantes: "O Povo, Unido, Jamais será Vencido!" Viva o Brasil!

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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GUERRA ANTICORRUPÇÃO

Por mais que os pessimistas de plantão não creiam, a verdade é que o movimento contra a corrupção entre nós ganha força. A postura do comando da Polícia Militar fluminense, em colocar no comando de seus batalhões oficiais após criteriosa avaliação de seus históricos disciplinares e judiciais, é a prova que o movimento ético está surtindo seus salutares efeitos. Urge, agora, que nós, opinião pública, continuemos a pressionar no sentido que tais posturas sejam implantadas em todos os setores da gestão pública e também do privado, para que possamos ter um longo e exitoso processo civilizatório que beneficiará a toda a Nação brasileira.                                                                                                                                                                                                                                                   

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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CORRUPÇÃO IMPUNE

Fiquei decepcionado com a baixa participação dos cidadãos paulistanos nas manifestações contra a corrupção – e São Paulo é a maior cidade do País – comparando com a massiva participação dos brasilienses.  Será que é por que eles estão perto dos maiores corruptos, os membros do Legislativo e do Executivo e do próprio Judiciário, segundo declarou a corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Eliana Calmon. Os cidadãos estão revoltados com a corrupção e a impunidade, como se verifica nas cartas dos leitores, publicadas pelos jornais.

Mário A. Dente dente28@gmail.com

São Paulo

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SEM MÁGICA

Passeata contra a corrupção somente atingirá o seu objetivo se o cidadão utilizar da única ferramenta efetiva que possui para combater esse câncer nacional: o voto.  Não votar em políticos com ficha suja ou sabidamente corruptos é a única solução. Esperar que o Judiciário e o Executivo façam a sua parte é o mesmo que acreditar que a “fadinha bondosa” está chegando...

David Neto drdavidneto@hotmail.com

São Paulo

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RADICALIZANDO

A marcha anticorrupção deve representar o fim da imunidade parlamentar, da impunidade dos crimes políticos e de colarinho branco e, acima de tudo, a revisão do modelo fiscal e tributário, pois à medida que uma montanha de dinheiro é arrecadada, se facilita e muito a dispersão por meio de emendas e outros artifícios que somente prejudicam a vida em sociedade. Temos de radicalizar contra a corrupção que nos infesta há séculos e por uma questão sociocultural precisa ser erradicada do nosso convívio. A fome zero passa pelo fim da corrupção e o uso da máquina administrativa em prol de poucos.

Carlos Henrique abraoc@uol.com.br

São Paulo

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CAMINHO

Com certeza, no dia em que todas as cidades do País se unirem para num mesmo dia e hora fazer eclodir um movimento de protesto como o que aconteceu em Brasília no  dia 12/10, certamente, os corruptos que tomaram conta dos Três Poderes da República, se não fugirem de novo, vão tremer de medo. Precisamos usar mais os espaços que os jornais e a internet nos oferecem e mostrar a esses corruptos e corruptores que estamos unidos para o der e vier. Queiram ou não esse é o caminho. Acorda, povo brasileiro.

 

Leônidas Marques leo_vr@terra.com.br

Volta Redonda (RJ)

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DORA KRAMER E A MASSA MANSA

Dora Kramer em seu artigo no Estadão Massa mansa, de 13/10, fez alusão aos gatos pingados que reunidos pela internet fizeram seu protesto contra a corrupção. Vale lembrar que as passeatas do passado ficaram enterradas para sempre, porque ninguém levanta as massas como o PT, que hoje se alinhou aos corruptos do passado e como a oposição nesse contexto deve ter telhado de vidro, se sente impotente em levantar bandeiras contra a "corrupção"! Todos nós sabemos que para reunir massas que façam volume, precisa de dinheiro e faço aqui meu louvor aqueles que por iniciativa própria participaram dessas passeatas. Cada pessoa valeu por mil pelo simples motivo de estarem ali impelidas pela revolta, pagando do próprio bolso para protestar, sem receberem diária, condução gratuita e sem bandeira vermelha. Isso para mim não tem preço, nem avaliação por numero. Há seis anos atrás no estouro do mensalão, em São Paulo éramos apenas 300 pessoas. Dia 12/10 fomos 3 mil e, se continuar esse desgoverno que faz de conta que "faxina contra a corrupção", em breve serão milhões. É melhor os políticos tomarem jeito, porque o dia que a mansidão se transformar em revolta coletiva, correm risco de vida. Isso é atávico!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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ESTÁ COM ELES?

A coluna de Dora Kramer (Estadão, 13/10, A6) me deixou com dúvidas. Ao usar a estratégia petista de desmoralizar qualquer movimento opositor, a jornalista me faz pensar que está do lado dos corruptos; por minimizar um movimento de tamanha importância num cenário onde – para muitos – a corrupção já virou algo "normal".

 

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

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NÃO ENTENDI

Vale uma explicação a conotação que Dora Kramer deu em sua coluna aos manifestantes contra a corrupção de várias capitais do País de "massa mansa”. Talvez se as mídias menos chapa-branca dessem uma maior importância ao brado desses brasileiros teríamos maior numero de manifestantes, se esse é o significado que a importante jornalista deu com o seu "jargão”... "massa mansa". Queremos entender.

Leila E. Leitão

São Paulo

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DESMOTIVADOS?

Dora Kramer pondera em sua coluna (dia 13/10) que nenhum movimento surge do nada, por geração espontânea e que manifestações como as do dia 12/10  em várias cidades brasileiras estão fadadas à dispersão. De fato, isso fazia sentido até então. Mas não seria interessante arriscar um novo olhar sobre tais manifestações, aliás, ocorrendo no mundo todo, cada país por seus motivos? Aqui, não terá a corrupção atingido um nível além do tolerável, mesmo para aqueles que estão desmotivados? E desmotivados por quê? Uma das hipóteses é o sentimento de impotência que toma conta dos cidadãos, contidos em suas reações por uma sensação de que nada adianta, já que a impunidade repetida ad nauseam leva à descrença e ao desânimo e, por defesa, passam a ignorá-la já que a luta pela vida requer o resguardo de suas energias. O fato é que essas manifestações ocorridas em vários pontos do país não puderam ser ignoradas pela mídia, o que prova que tiveram um significado relevante e encorajador para os 'desmotivados' numa próxima ocasião. Talvez nos surpreendamos quanto ao poder dessa nova forma de organização pela Internet e suas redes sociais acontecendo também aqui no Brasil, cujo potencial pode, aí sim, estar passando desapercebido até mesmo pela sempre brilhante jornalista Dora Kramer. A conferir.

Eliana França Leme efleme@terra.com.br

São Paulo

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PASSEATA NA PAULISTA

O Estadão perdeu a maior oportunidade de dar o troco merecido na família Sarney. Participei da passeata contra a corrupção na Avenida Paulista, juntamente com milhares de brasileiros indignados com a situação atual de nosso Legislativo, Judiciário e Executivo. Ridícula a menção de Dora Kramer, em sua coluna, de que havia 2 mil pessoas.  Tanto ela como o Estadão, com certeza, não estavam presentes no local. Não sei quem organiza a passeata, mas em todas as outras que forem convocadas estarei presente. Foi maravilhoso, no percurso todo, ver jovens e idosos, entoando o Hino Nacional, empunhando faixas de protesto contra a bandalheira generalizada nos três poderes, principalmente contra o Sarney (minúscula mesmo). Recebemos o apoio de todos os motoristas que passavam com um grande buzinaço em vez de xingamento por estarmos paralisando o trânsito. Das janelas recebíamos o apoio de moradores com palmas, acenos e bandeiras. Com certeza os organizadores da passeata, por não terem acesso aos cofres públicos, não tem dinheiro para contratar cantores, carros de som, não recebem dízimos, apoio jornalístico para as convocações, enfim, não podem montar o circo que todo brasileiro gosta, e os políticos, sindicalistas e religiosos se exibem.  Os que ali compareceram estavam representando os brasileiros cansados de serem achacados com impostos altíssimos sem nenhum retorno, e a roubalheira generalizada de todos nossos políticos e governantes.

                                                                                                    Alfredo Marzenatti fredmarzen@uol.com.br

São Paulo

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MASSA MANSA, MAS MASSA FINA!

Não sei por que Dora Kramer ocupou sua coluna para qualificar os manifestantes que protestaram contra a corrupção de massa mansa. A alegada falta de capacidade dos brasileiros de reagir à falta de ética dos governantes inexiste. Somente não constituímos uma militância atrelada a um partido... porque o único partido que constituiu militância está no poder, com sua corte de governistas e aliados... repleta de corruptos.  Os demais partidos confessam sua incapacidade de formar militantes, e assim, a muito custo, sem treinamento "profissional" e sem uma legenda que nos dirija, vamos nos acostumando a este exercício cívico que é protestar nas ruas. Somos uma massa mansa, sim, e ainda bem... porém massa fina. Tivéssemos profissionais da mídia corajosos, que nos dessem apoio, certamente com este fermento teríamos crescido bem mais. Porém contamos só com a nossa coragem de dar a cara para bater; portanto, necessário se faz deixar patente que esta "massa mansa" tem um valor muito maior do que aquela formada pelos marionetes chamados caras-pintadas, que nem chegaram a perceber que estavam sendo usados como massa de manobra do PT para realizar o serviço que interessava ao partido... Aliás, se não fosse assim, hoje novos cara pintadas estariam nas ruas... e se não estão, é porque o PT é o último interessado a que jovens idealistas ocupem as ruas para se manifestar contra a corrupção... É ou não é?

 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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PROPAGANDA ENGANOSA

O baixo nível de adesão às manifestações anticorrupção desmentem o partidário ufanismo lullopetista que "o melhor do Brasil é o brasileiro".

 

A. Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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RETIFICAÇÃO

Lamento informar que alguns dados da reportagem sobre manifestações contra a corrupção em São Paulo estão errados. A legenda “violência em São Paulo” não foi justa. A passeata foi ordeira, alegre, cheia de gente fantasiada e/ou mascarada, com bandeiras, cartazes engraçados. O indivíduo preso por ter atacado uma lanchonete nem estava participando, como, aliás, informado pela polícia. Quanto a ter apenas mil pessoas, pelo amor de Deus! Ou o repórter não se deu ao trabalho de olhar direito ou chegou apenas no final, no Teatro Municipal. Lá, sim, deveriam estar apenas mil pessoas. Os mais velhos debandaram do meio do caminho. Eu – com 80 anos – e uma amiga da mesma idade fomos até o final e percebemos o esvaziamento no meio da rua da Consolação. No vão do MASP e na Avenida Paulista a passeata certamente contava com cerca de 5 mil a 6 mil pessoas. Foi muito bom! Carros e ônibus que passavam buzinavam em sinal de adesão, motoristas de ônibus abanavam a mão, passageiros se debruçavam para gritar apoio e gente nas janelas batia palmas. O brasileiro começa a acordar. Dentro em breve, em vez de rir de quem está saindo às ruas para protestar políticos corruptos vão começar a se preocupar...

Regina Helena de Paiva Ramos reginahpaiva@uol.com.br

São Paulo

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MILHÕES, NÃO MILHARES

Mais manifestações contra a corrupção foram realizadas nesse 12 de outubro, à semelhança do que já havia ocorrido no mês anterior, nas celebrações do Dia da Independência. Os brasileiros parecem estar se indignando cada vez mais diante dos desmandos, da roubalheira e da falta de moralidade e ética que emanam da atuação de grande parte da classe política. E ainda temos que aturar um certo Jean Wyllys, ex-BBB e eleito deputado a reboque dos votos do correligionário Chico Alencar, atacar, por meio de seu microblog, participantes dos movimentos e a atuação vigilante da imprensa contra os malfeitos. Parece que os abutres de Brasília estão se sentindo um tanto quanto intimidados pela atitude enérgica dos trabalhadores, estudantes e aposentados decentes que se cansaram de tanta cafajestagem. Fiquem com medo à vontade... enquanto praticarem ilícitos, sempre haverá milhões, e não milhares, cada vez mais dispostos a exporem sua contrariedade nas ruas, bem diante de vossos narizes!

Henrique Brigatte hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

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CHEGAREMOS LÁ

Não chega a desanimar a intenção declarada de muitos – seja da mídia comprada, seja de entidades pró-PT – de desqualificar as marchas contra a corrupção que ganharam as ruas no 7 de Setembro e quarta-feira, 12 de outubro. Só causa estranheza. Por acaso, essas pessoas não têm interesse em um Brasil melhor, pensam que a corrupção está de bom tamanho para nós, que a impunidade serve bem ao País?  Estão contra si próprios? Ou se beneficiam dela? A União Nacional dos Estudantes (UNE), essa entidade hoje representada por pessoas completamente satisfeitas com a atual conjuntura política como nunca antes tão corrupta, é incapaz de proferir uma única palavra de apoio a qualquer movimento a favor da sociedade, assim como Chico Buarque de Holanda, que disse nada dizer porque hoje tudo já é dito nos jornais. Estaria cansado de guerra? Ou realmente esta briga por um Brasil melhor nunca foi dele? Não, as manifestações  foram importantes, lindas! Elas mostraram a indignação de um povo que ainda vai se organizar melhor para alcançar o que pretende: decência, justiça e liberdade. Mas já vêm dando o recado e despertando atenções.

Myrian Macedo myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

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COPO MEIO CHEIO OU COPO MEIO VAZIO?

A reportagem do Estado viu as manifestações contra a corrupção como copo meio vazio. Pequenas e sem liderança. Em São Paulo a manifestação foi no mínimo o dobro da anterior. Estive nas duas. Parou-se o transito na Paulista e na Consolação. Houve manifestação em 15 cidades brasileiras. Se quiserem comparar com as manifestações das Diretas já, façam também a comparação com o apoio que a imprensa deu na divulgação prévia destes eventos. Não é a toa que a população se revele contra a Globo, que gasta seu nobre horário com reportagens inúteis como informar que o trânsito de uma cidade, centro de uma região metropolitana de 20 milhões de habitantes, tem congestionamento de 53 Km no horário de pico da manhã. Ela faz isto todos os dias da semana. Pra quê? O que agrega isso? Ontem eu vi na Paulista vários grupos que se organizam, crescem e apontam a corrupção nefasta em nosso país. Propõem aprovação da Ficha Limpa, Voto Aberto no Congresso e Corrupção como crime Hediondo. Preparem-se para o próximo dia 15 de Novembro. O copo está meio cheio e vai transbordar.

Carlos de Oliveira Avila c.avila@modusoperantis.com.br

São Paulo

          

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OBRIGADA

Nós, participantes das diversas marchas Contra a Corrupção pelo Brasil, agradecemos aos veículos que divulgaram e cobriram o movimento, em especial o site da revista Veja e o jornal O Globo. Muito obrigado! Quanto aos outros, que optaram por não noticiar antes e noticiar porcamente depois, mostraram a sua cara. Não merecem consideração nem respeito. Afinal, que tipo de gente pode ser contra a honestidade? Que fiquem nas suas redações, contando dinheiro público!

 

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

                                

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CONTRA CÍNICOS, DEBOCHADOS E CORRUPTOS

O povo brasileiro, ao escolher o regime democrático do voto, foi condenado a colocar, sem descanso, o seu voto nas urnas. Acontece que até hoje o eleitor está escolhendo muito mal os políticos que vão representá-lo no Legislativo e no Executivo. A maioria dos elementos que são eleitos com o nosso voto é de corruptos que só pensam no enriquecimento pessoal. O movimento popular contra a corrupção está começando a ganhar força. Todo movimento popular é assim mesmo. No inicio, vai devagar, quase parando, mas depois de um certo tempo, o povo vai se contaminando com o civismo iluminado que explode no coração de todos os cidadãos. É o que a ciência chama de ressonância mórfica, ou teoria do centésimo macaco. Esta é a hora em que o Brasil acorda. Nós custamos, mas acordamos. É a esperança. Nós ainda haveremos de ter uma compensação digna e reconfortante para todos os votos que colocamos nas urnas eleitorais ao longo de toda a nossa vida. Mesmo diante desta falta de vergonha total que assistimos diariamente pelos jornais e telejornais, não podemos desanimar do sistema democrático. Vamos buscar um meio de acabar com a corrupção avassaladora que tomou conta do Brasil. Vamos dar um basta na impunidade dos criminosos de colarinho branco. Vamos acabar com a roubalheira, não com a democracia. Vamos lutar e protestar. Vamos gritar. Vamos escrever. Vamos telefonar. Vamos às ruas. Vamos abrir espaços nas redes sociais para o nosso protesto. Vamos realizar passeatas. Vamos acabar com o corporativismo que tomou conta de todos os poderes no Brasil. Vamos lutar contra tudo isso, mas vamos continuar a votar, até acertar. Vamos colocar para fora do Legislativo e do Executivo todos os políticos cínicos, debochados e corruptos.

Wilson Gordon Parker wgparker@oi.com.br

Nova Friburgo (RJ)

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ESPERANÇA

São lastimáveis as consequências da corrupção no País. O desenvolvimento do Brasil fica muito comprometido. O resultado está patente nos hospitais públicos abandonados e sem infraestrutura; estradas que deveriam se constituir nas vias do progresso estão muitas vezes em péssimo estado; a qualidade da educação pública deixa muito a desejar; e a violência grassando em todo o território nacional. Tudo nasce na falta de educação formal adequada. É um círculo vicioso: a população, incauta e sem instrução, elege homens de semelhante naipe que passam a deter a responsabilidade de codirigir a Nação. Eles, por sua vez, sem noções de cultura, sem fundamentos de ética ou moral, seja porque não foram educados, seja porque não foram expurgados da vida pública pela população mal informada, cuidam do que é seu, abandonam o que é nosso. Se o povo não tem acesso à educação, cria-se o voto do analfabeto. Se a educação não tem qualidade, cria-se o regime de cotas. Se não temos professores para colocar na sala de aula, instituímos cursos de formação a distância. Se não temos presídios suficientes, criamos mecanismos para que os facínoras fiquem por pouco tempo atrás das grades. E assim por diante. Não se pretende generalizar. Contudo, a cada dia a esperança se esvai na voz dos homens de bem que ainda gritam. Semelhante chaga não cessará enquanto a educação for vista como um fardo e não como a luz de confiança no futuro que ainda nos anima.

Silvio dos Santos Martins assessoriajp@cpp.org.br

São Paulo

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DÚVIDA

Durante esta semana, não recebemos notícias sobre atos de corrupção! Será que foi devido ao ato público realizado em Brasília? Ou será que a maioria dos políticos resolveram enforcar a semana do feriado dessa quarta-feira, 12 de outubro?

José Carlos da Silva Carapeto jccarapeto@yahoo.com.br

Matão

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SAI UMA PIZZA ‘EMENDA’ PARA A MESA...

Desnecessário dizer que as afirmações do deputado Roque Barbiere (PTB/SP) a respeito do caso da venda de emendas da Assembleia Legislativa de São Paulo são verídicas. É desnecessário, também, afirmar que qualquer parlamentar em qualquer parte do mundo, quando se sente ameaçado por outras forças políticas em sua base eleitoral, reaja às investidas dos seus adversários de uma maneira ou outra, ainda mais quando se tratam de verbas vindas de adversários poderosos e endinheirados sabe se lá como, conforme noticiado nesse caso específico das emendas.Mas uma coisa é certa. A partir do momento em que o Deputado Roque Barbiere (PTB/SP) levar sua testemunha ao promotor de justiça que cuida do caso e o secretário do Meio Ambiente, Bruno Covas (PSDB/SP) ter o privilégio de apenas mandar uma carta sua, a quem de direito, informando apenas que a suposta propina, oferecida por um prefeito como sendo um caso hipotético,e tenha servido apenas como exemplificação,o caso será esvaziado, e aí sim teremos nas pizzarias de São Paulo uma nova pizza cujo nome será "emenda". Sai uma emenda para a mesa...

 

José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

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LADRÕES OPERANDO

Entrando num restaurante outro dia, em Londres, me deparei com um aviso que dizia algo como: "cuidados com suas bolsas, ladrões operando nesta área". Fiquei a imaginar que tal aviso viria a calhar na sede de alguns partidos políticos brasileiros e mesmo em frente a diversos prédios públicos. Mas concluí que o brasileiro é alienado o suficiente para se esquecer do aviso antes da eleição seguinte. Haja fosfato pra melhorar esse país!

José Benedito Napoleone Silveira nenosilveira@aim.com

Londres

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PSEUDOLIDERANÇAS POLÍTICAS

Gostaria de interagir e questionar os leitores sobre caciques políticos que já começam se aglutinarem visando aos pleitos municipais de 2012, nada contra ninguém, afinal se vive num país democrático e todos têm igual direito de se candidatar quantas vezes quiser. Mas uma característica decisiva que “plasma” uma eleição vem me preocupando, é a grande estrutura financeira montada para se perpetuar no poder de quem pratica a linha do coronelismo. O povo precisa entender que não é vaca para viver neste redil opressor político. Temos que oxigenar a política com pessoas que tenha uma visão comprometida com o desenvolvimento social de uma região, Estado e País e nunca com uma visão materialista do enriquecimento ilícito se locupletando escandalosamente, onde estes só faltam ser sócios de carteirinha do Tribunal de Contas. Passou da hora de se eleger pessoas simples, mas que merecem ser eleitas seja por sua vida íntegra e pautada com críticas e denúncias verídicas, e outras que se engajam em entidades que presta belo serviço, ou empresário que queira usar de sua experiência bem sucedida e dar sua parcela de contribuição, enfim, todos que venha usar do poder para beneficiar restritamente o coletivo. Será que o mundo político não ficaria legitimamente mais bem representado por tais pessoas? São essas que devem nortear e ser referências para ser um representante do povo. Não podemos votar ou reeleger figuras que sua vida pública e pessoal além de divergir de uma vertical idoneidade, trata a coisa pública como dono, que empáfia! Mas de quem é a culpa de tão grave anomalia política? Antigamente os políticos eram eleitos pelo seu estilo eloqüente, popular e destemido, hoje muitos dessem de pára-quedas em cima do pleito, com uma mala cheia de reais fazendo as contas de quanto deve gastar para comprar um mandato. Seria este nosso final? Revoltar-nos e dar um voto de protesto em alguém que depois não é capaz de representar este mesmo povo, isso para me é burrice ao quadrado, ou se eleger múmias, fantoches e tiranos patrocinados e "algemados" por empresas e agiotas que querem depois barganhar licitações ou sungar os cofres públicos com a sua "generosa" ajuda respectivamente.

Fernando Arábia poeta_arabia@hotmail.com

Gravatá

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PACOTE DE INTENÇÃO

O jargão indigesto do Lula do “jamais em tempo algum foi anunciado por um governo federal, como o seu, mais e mais pacotes, ou, planos e programas”, continua na gestão Dilma! A cada crise gerada por denuncias que atingem seus camaradas e aliados, e por corrupção (lógico), automaticamente nasce um novo “pacote”... Recentemente, vários foram os ministérios que atordoaram a presidente Dilma, e o lulismo tentou vender a população que as demissões por sinal demoradas, faziam parte de uma grande faxina dentro do executivo. Ou seja, uma caça aos corruptos. Ledo engano! Nem o pó dessa excrescência tiraram. E neste momento que o atual governo se encontra paralisado, sem rumo, será anunciado pelo Palácio do Planalto, um... ”pacote” de R$ 14 bilhões, para favorecer pessoas com deficiência, construção de cadeias públicas, combate às drogas (em nove anos do petismo várias vezes anunciado...) etc., para que tudo seja concluído até 2014! Assim também foi e jamais se concluíram os projetos do, 1º Emprego, Fome Zero, Banco do Povo, PPPs, etc. E outros anunciados com toda pompa, que está a passo de tartaruga como o PAC, prometido ser finalizado em 2010, e até agora nem 50% entregue. E o Minha Casa, Minha Vida, que garantiram que concluiriam a construção de 1 milhão de casas, também até dezembro de 2010, e até aqui não passa de 360 mil. E a Dilma, não satisfeita já início de seu mandato prometeu sem se ruborizar mais 2 milhões de casas... Ou seja, como a corrupção tem sido uma praga nesta era petista, certamente vamos ter de apurar nossos ouvidos porque outros pacotes virão... Em vão!

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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QUÃO MODESTO, COMO HONESTO

Enquanto não banirmos da face do planeta Terra e principalmente do nosso país, pessoas que se acham o "supra-sumo" em tudo, devido o coro dos aduladores, bajuladores, sabujos e subservientes que tanto o enaltecem, em troca de vantagens, põe vantagem ni$$o. Como é possível, em sã consciência, o "cara" afirmar que mudou o Brasil a partir do século XXI, não é que mudou mesmo, para muito pior, sem nenhuma modéstia e honestidade, e se acha o melhor dos melhores, claro, que na sua própria avaliação. Felizmente aqui não é uma monarquia, caso contrário seria o "Rei" (estorvaria menos), é o "fenômeno" da mentira! Com que petulância e arrogância pode dizer que quando "pegou" este país – só tinha miseráveis –, e agora? Disse o que até todos nós sabemos – que foi um operário sem um dedo –, (dando a entender que com dez seria melhor?), mas fez mais que o "Bill Gates, Steve Jobs e esses aí..." Que modéstia? Nem é preciso ter boa memória, todos lembram, no sétimo ano do seu desgoverno em discurso aos pobres nordestinos, afirmou que os tirariam da "merda" e até agora continuam nessa condição. Que mentira que lorota boa! Tanto é que a sua sucessora, que recebeu a herança maldita, também prometeu acabar com a miséria, até mudou o slogan do seu (des)governo de "Brasil um país de todos (ou tolos)", para: "país rico, é país sem pobreza". Triste dizer que dentro de três anos, o próximo presidente, em razão da "roubalheira" institucionalizada, dos últimos dez anos, vai mudar para: "país de alguns ricos, e o restante na pobreza e miséria", é só esperar para confirmar.

 

Luiz Dias lfd.silva@uol.com.br

São Paulo

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ADEUS SERIEDADE

No Fórum dos Leitores (11/10/ on-line), li carta de Dalva Teodorescu com críticas ao artigo do professor Ricardo Vélez Rodríguez (Doutor Lula), publicado em 10/10 sobre a comenda concedida a Luiz Inácio Lula da Silva pelo Instituto de Ciências Políticas de Paris. Ela afirma que essa instituição francesa é uma das mais importantes da França, da Europa e, com certeza, do mundo. Eu também acredito que era, até antes do triste evento. Agora deixou de ser. Uma instituição séria não pode distribuir títulos para atender interesses comerciais. Aí tem sobrevoo de aviões Rafale. Parece que a Universidade de Coimbra está fazendo escola, deu o título de doutor honoris causa ao apedeuta para o MEC ampliar o intercâmbio cultural que abriga estudantes brasileiro de pós-graduação. Essa compra de comendas já era praticada internamente. Há algum tempo a Universidade Federal de Viçosa concedeu título de doutor honoris causa ao ex presidente em troca de repasse de verbas. A Unicamp resolveu "doutorar" o "cientista" Mercadante. Afinal ele estaria indicado para ministro da Ciência e Tecnologia. Valor do repasse? Não sei.

 

Humberto de Luna Freire Filho

São Paulo

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DESINTERESSANTE

A carta da leitora Sra. Dalva Teodorescu foi extremamente desinteressante, pois o que importa é o que a parcela de vida inteligente que há no Brasil pensa a respeito dos nove últimos anos do medíocre governo petista. O que menos nos importa é a opinião da "elite intelectual francesa" formada pelo referido instituto, que concedeu "a jato" um título qualquer a um nosso ex-presidente. O artigo do Sr. Ricardo Vélez Rodríguez (Doutor Lula) ilustra com clareza a opinião de quem trabalha e pensa e não vive no ócio, contando esmolas. Como dizia a sua mãe, para que tanto estudo? Então, para quê a "distância cultural" do SciencePo?   Já os franceses, e o mundo, têm na memória que a reputação de puta de suas mulheres é bem mais antiga e dificílima de ser revertida. Como apartidário que sou, desconfio que a carta da leitora, ao tentar inutilmente elogiar o governo e as péssimas relações exteriores, deixou transparecer, ela sim, todo seu cunho político-partidário.  Falar em eliminação da dívida externa e a explosão da dívida interna sem conhecimento dos números é outra falha lamentável, principalmente omitindo a altíssima arrecadação de impostos sempre sobrepujada pelo desaparecimento do dinheiro nos esgotos da corrupção. De fato, um dos maiores problemas do Brasil, não são apenas seus líderes políticos, mas os seus eleitores, e sem dúvida a Sra. Dalva é um deles.

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

São Paulo

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LULA E OS RAFALE

Logo em seguida à concessão do título de doutor honoris causa pelo Instituto de Ciências Políticas de Paris ao ex-presidente Lula, os franceses publicam anúncios colossais nos jornais brasileiros, tentando nos convencer das vantagens dos Rafales sobre os seus concorrentes e nos preparando para a sua escolha. É o desconto da promissória sacada para a concessão do imerecido título.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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‘DOUTOR LULA’

Seria cômico se não fosse trágico esse título de doutor honoris causa concedido ao ex-presidente pela casa de estudos Sciense Po. Qual seria o motivo que o justificasse? O artigo de Ricardo Vélez Rodriguez desnuda o mito e mostra sua verdadeira face de líder populista. Algo que em outras circunstâncias seria motivo de orgulho para nós brasileiros, soa como uma piada sem graça.

 

Jayme Correa jayme.correa@yahoo.com

São Paulo

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FIM DA GREVE DOS CORREIOS

No julgamento da greve dos Correios, empresa estatal, soa estranha a declaração de presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), João Orestes Delazén. Sem embargo de a decisão da corte determinar o desconto de todos dias de greve (28), o presidente declarou vencedora uma ''proposta mediana'' que, na verdade puniu a população que enfrentou problemas de toda ordem com a paralisação de mais de 9 mil agências. Por que a arbitragem do TST só ocorreu depois de 28 dias? Pela qualificação de empresa estatal? O direito de greve é consagrado universalmente, mas há um direito na outra ponta, o do cidadão contribuinte com seus direitos constitucionais.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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SAIU BARATO

Finalmente o TST se tocou.   Acabou com a greve dos Correios, dando um ganho real de R$ 80 e descontando 7 dias de cada grevista.   Ainda saiu barato para quem aderiu à greve, mas, como sempre, a população foi a maior prejudicada, terá de pagar juros em muitas contas e cartões que não chegaram, planos de saúde, e o mais, enquanto Dilma visitava a terra de seu pai à nossa custa.   Esse é o Brasil lulopetista, o da bazófia.

 

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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TST X CORREIOS

Qual a sensibilidade dos ministros do TST, recebendo salários elevados e formidável estrutura de manutenção pessoal, para conceder aos funcionários dos Correios o mísero reajuste de 7,86% com desconto de parte dos dias parados. Os correios não dão informações nem para a sociedade, quanto mais para os funcionários, razão suficiente para justificar a greve, único meio de vindicarem um salário melhor. Até tu, TST!

Carlos José Marciéri carlosmarcieri@uol.com.br

Brasília

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SÓ?

O Superior Tribunal do Trabalho determinou que os funcionários dos Correios retornem ao trabalho. Após quatro semanas parados, o Tribunal mandou descontar apenas 7 dias dos 28 parados. Isso é um absurdo. Se os dias parados fossem descontados os trabalhadores iriam pensar duas vezes em fazer greve. Até o ex-presidente Lula já disse que os dias parados deveriam ser descontados.

Olympio F.A.Cintra Netto ofacnt@yahoo.com.br

São Paulo

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GREVES

Greve nos Correios, greve dos bancários, greve dos professores, etc. Só falta o governo declarar a sua "greve" oficialmente. Pois estão de braços cruzados sem fazer nem produzir absolutamente nada há muito tempo. Se nós cortássemos os salários dos mesmos pelos dias parados, não os estaríamos pagando há anos, não é?

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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GREVES SEM REGRAS

As greves dos Correios têm sido muito frequentes. Pior é que após cada uma a qualidade dos serviços prestados cai assustadoramente.  Após a penúltima então foi um desastre total.

Só existe uma maneira de resolver o gravíssimo problema: a Imediata Privatização, ainda que sem custos para quem assumir.  Está comprovado que governos não têm capacidade de dirigir uma empresa que necessita tanto de seriedade e responsabilidade como os Correios. Exemplos de privatizações, todas bem sucedidas, não faltam.

 

Plínio Zabeu pzabeu@uol.com.br

Americana

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PROVA DE FORÇA

Será que essa maldita greve ajudou a quem? Claro, a ninguém. Os grevistas, em geral mais perdidos do que cego em tiroteio e dirigidos em geral por um monte de sem-ter-o-que-fazer, apenas política, pois numa primeira oportunidade o oferecido superava o que foi julgado pelo TST? Claro para mostrar força e prejudicar o povão otário que sempre paga todas as contas, não aceitaram? E o TST ainda foi muito bonzinho pois na verdade deveriam ter sido descontados todos os dias parados e minutos. Só assim outro monte dos vagais não incentivariam mais nenhuma greve por nada.

Antonio Jose G. Marques a.jose@uol.com.br

Rio de Janeiro

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O DESEMBARGADOR  E  A  CORREGEDORA

O desembargador Ivan Ricardo Garisio Sartori (TJ–SP, in O Estado de S.Paulo, 11/10, Fórum dos Leitores – edição eletrônica) refere-se depreciativamente em sua missiva à Imprensa em geral e à Corregedora Nacional do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).  A ela – Dra. Eliana Calmon, como executora atual  do  “circo” de que há séculos se nutrem as populações;  à Imprensa, como  exploradora desse  “circo” em  “sórdida campanha”.  Sobranceiramente coloca a magistratura acima dos que a julgam e mesmo podem puni-la, e seu trabalho, único, inatacável, muito além do “circo”, que não a macula, a que está defesa..  Cabe entretanto lembrar ao Desembargador, que em seu mesmo TJ – SP,  quando em 13/12/1999 os subversivos José Rainha Jr., Diolinda Alves de Souza e mais seis emessetistas foram condenados pelo Judiciário  (3 votos a zero) e o processo entregue ao Desembargador David Haddad para redação do acórdão, até a data não havia sido ele ainda elaborado, com decorrente benefício dos delinqüentes, que respondiam a mais processos (O Estado de S. Paulo, 17/12/2000, p.A-21).  E, pouco depois, agora o mais grave (O Estado de S. Paulo, 9/2/2001, p.A-15): em janeiro desse último ano o Desembargador D.Haddad comunica  o sumiço de seu principal volume  (o 15º) dentro do próprio Tribunal de Justiça! Evidentemente, para a ocorrência havida, não pode S.Exa. o Desembargador Ivan R.G.Sartori também aconselhar :  “que role o circo”.  Ou me passaram despercebidas ou o jornal não voltou a dar notícia do triste sumiço do 15º volume.  Mas, aqui em Piracicaba, não com desembargadores do TJ – SP, e sim com juízes da Comarca, tivemos oportunidade de ver um deles vestindo publicamente camiseta com os dizeres  / “Boteco” 6:01 /  em frente ao bar em que se desenrolou  confraternização pública  restrita a poucos convidados , que por horas fechou o trânsito local parcialmente (Jornal de Piracicaba, 3/8/2008, Caderno Movimento,  p.10, “Em Cena”, jornalista Lúcia Cattai, página inteira de fotografias do evento).  Acredito, com permissão do desembargador Ivan R.G.Sartori – TJ  SP, que a esse acontecimento caiba  seu depreciativo  “que role o circo”;  circo restrito, naturalmente, circo dos freqüentadores da via conhecida significativamente na cidade de Piracicaba como  “BO”. A propósito de outros acontecimentos, mas finalizando com este acima referido, o jornal  O Estado de S. Paulo, 25/5/2011, Fórum dos Leitores – edição eletrônica, tornou  público, com  minha carta “Qual segurança falta ?” o aqui ocorrido :  desconhecimento, o TJ - SP não pode pois alegar. E agora, aos protestos dirigidos à Corregedora Eliana Calmon, posso responder com outro pedido meu de publicação atendido pel’O Estado de S. Paulo em 27/5/2011, edição eletrônica :  “Para a Ministra :  o difícil justificar”, em que, por culpa da editoração da coluna, cometeram-se erros  gráficos de supressão de sinais ortográficos e de palavras, que impossibilitam distinguir o fim de uma citação no texto enviado.  Dessa carta destaco o que já era repetição de textos meus anteriores:  “E se os senhores de todos os egrégios e colendos tribunais, como os meritíssimos de primeira instância (...)  (...) serão temidos, adulados, mas não respeitados ou mesmo louvados, e serão julgados pelo que não é o saber jurídico, mas o fazer moral :  agradando-lhes ou não, é o que realmente pesa, independentemente das presunções com que sempre são assediados ou mesmo alimentam.” S.Exa. o desembargador Ivan R.G.Sartori , confunde o que realmente está se patenteando aos poucos com parte do Judiciário com o que ingenuamente muitos brasileiros dele esperavam e esperam.  Confunde e deseja induzir  ao erro já no título de sua carta  (A Corregedora e o Circo), uma chacota inaplicável, que só pode qualificar o autor – que não há de representar todo o TJ–SP,  desde que, evidentemente, exposta pela Imprensa.

Claudio M. Chaves claudiochaves@brasilereformaagraria.com

Piracicaba

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O MST E A LEI

Como fez anos atrás, a governadora do PT no Pará, o atual governador do Rio Grande do Sul, claro, do PT também (partido dos trapalhões), aquele que deu casa e comida ao Battisti, permite que o Movimento dos Sem-Terra (MST) ocupe uma fazenda experimental onde testes e trabalhos agrícolas são executados, ou seja, nada de improdutiva, indo contra a legislação atual que não permite isso, mas como ele é do PT e a presidenta também, então tudo vale. Se fosse da oposição, já teriam feito CPI, passeata etc.

Nada como um dia atrás do outro e, no caso do PT, o slogan sempre foi e vai ser Façam o que eu digo e nunca o que eu faço. Por isso estamos tão bem na saúde, na insegurança, educação e com greves sem motivação alguma

Asdrubal Gobenati asdrubal.gobenati@bol.com.br

Rio de Janeiro

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PREFEITO VALENTE

O "corajoso" prefeito de São Paulo, que criou o grande projeto "cidade limpa" (só rindo) e escureceu a nossa metrópole, está dando com os burros n'água. Foi mexer com o Center Norte, para mostrar a sua valentia e coragem contra os "grandes", sem avaliar as consequências da sua atitude bisonha.  E agora o que fazer com Cingapura, sr. prefeito? E as demais áreas da região vão ser desocupadas? Que pepino, não é, prefeito? É o que dá agir de maneira inconsequente para aparecer como o "grande líder" (que não é), quando poderia ter agido em silêncio para não provocar prejuízos e sanar o problema existente. Incompetência dá nisso mesmo.

 

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

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CETESB E O GÁS METANO

Por que para Cetesb, Prefeitura de São Paulo, Promotoria Pública e o Judiciário Paulista  o gás metano do Center Norte era mortal e o do Cingapura não? Peço que as autoridades competentes, junto com as explicações técnicas que virão, mandem junto um nariz de palhaço para toda a população.

Roberto Aranha rcao@globo.com

São Paulo

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DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS

Por que a Prefeitura não instala no Cingapura os drenos exigidos do Center Norte? Por que a Prefeitura não fecha o Cingapura, e desloca a população para as habitações que ela diz existir aos desapropriados de outras áreas, mas fechou o Center Norte?

Suely Mandelbaum suely.m@terra.com.br

São Paulo

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RISCO NO CINGAPURA

Fica bem clara a diferença entre o gestor público e o privado. O shopping foi interditado e em dois dias cumpriu seus compromissos. A Prefeitura, mesmo sabendo do antecedente, esperou a Justiça pedir a desocupação do prédio. Gostaria agora que alguém viesse a público contar quanto custou cada dreno na iniciativa privada e quanto vai custar na pública! E vamos ver quanto tempo vai levar...

Carmine Maglio Neto carminemaglio@yahoo.com.br

São Paulo

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SACOLAS PLÁSTICAS

Impressionante a polêmica sobre sacolas plásticas nos supermercados do Rio, mercados  esses que se tornaram, da noite para o dia, os supostos (maiores) defensores do ambiente de todos os tempos. Independente de venderem uma quantidade surpreendente de produtos e embalagens poluidoras, alguns deles estão empurrando aos consumidores suas caras sacolas plásticas com esse discursos, no mínimo, discutíveis, na medida em que poderiam reciclar as sacolinhas plásticas ao invés de constrangerem aqueles que são a razão de suas existências. Eu duvido que qualquer desses supostos empreendedores ambientais seria capaz de fazer essa gentileza com seus clientes. Creio que não, porque são, reconhecidamente, os piores empresários do meio ambiente nacional e, sendo assim, com certeza absoluta, continuarão nesse cabo de guerra lamentável como se fôssemos seus inimigos. Eu duvido mesmo que sejam capazes de um projeto de reciclagem de verdade, porque está parecendo que estão querendo economizar com a história e não proteger coisa alguma, pois  as empresas – de fato – comprometidas com a causa jamais jogaram seus problemas sobre os ombros de seus clientes.

 

Solange Delocco Coutinho solangedelocco@hotmail.com

Rio de Janeiro

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A VIDA SEM AS SACOLINHAS

Sou a favor de que diminuam as sacolas plásticas, porque elas entopem bueiros e estão destruindo a natureza. Para mim, as sacolas retornáveis e as caixas de papelão serão melhores para o futuro, e para isso teremos de ter mudanças para que quando levarmos as sacolinhas plásticas ao mercado, nos devolvam os R$0,03 embutidos nas mercadorias.

Vinicius, 10 anos julianasfe@hotmail.com

Campinas

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MUDANÇA DE HÁBITO

 

Se todos não colaborarem, não haverá sucesso na redução das sacolinhas de plástico. Temos de mudar nossos hábitos e atitudes. Minha opinião é de que cada um deve usar suas sacolinhas de casa, e vocês não podem chegar em casa e descartar de qualquer maneira, tipo, embrulhar o excremento do cachorro, jogar nos rios,  pois matam peixes, e contamina a água. Então, devemos trocar a sacola de petróleo pela biodegradável.

Nicolas Leonam

Campinas

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NOSSO LIXO

Sou contra a proibição das sacolas plásticas porque como nós vamos jogar o lixo sem sacolinhas? Os mercados deveriam dar R$ 0,03 às pessoas que não usam as sacolinhas plásticas, assim poderiam incentivar os consumidores a usar menos sacolas.

Raphaela Karoline

Campinas

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PENSANDO NO FUTURO

Eu, no futuro, quero o bem pra meus filhos e para mim também. Nós podemos trazer as sacolas de casa para carregar as nossas compras, assim o mercado teria de nos dar o desconto por não estarmos usando as sacolas de lá, e, para descartar o lixo, poderíamos usar as embalagens de arroz, feijão, e até mesmo o sanito.

Samantha, 10 anos

Campinas

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CONSELHOS TUTELARES

 

Na quarta-feira se comemorou o Dia das Crianças. Em muitos locais foram distribuídos doces e sorrisos. Mas no próximo domingo, dia 16, acontece um outro evento, este revestido de grande importância e seriedade. Nesta data serão realizadas as eleições para os conselhos tutelares espalhados pela cidade de São Paulo. Para aquelas que ainda não sabem os conselhos tutelares foram criados no começo da década de 90 para zelar pela aplicação dos direitos estabelecidos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), assim como cobrar políticas públicas voltadas para este segmento dos governos municipal, estadual e federal. Trata-se de conquista da sociedade brasileira que assegura proteção integral às crianças com direitos básicos à educação, saúde, moradia etc. A Lei 8.069/90 definiu que o conselho tutelar tem caráter permanente, autônomo e a escolha de seus membros por voto direto são de responsabilidade das comunidades locais.

Além dos membros eleitos, os conselhos também têm integrantes da Prefeitura. Por isso, é de suma importância a participação de todos nessa eleição, escolhendo o seu candidato ou candidata. Aliás, votar em apenas um candidato, em vez de cinco nomes, se tornou questão polêmica. A alternativa do voto único havia sido adotada na última eleição de 2007, quando por decreto o prefeito Gilberto Kassab rompeu a tradição de votação em até cinco candidatos que vigorava desde os anos 90. A decisão foi mantida para esta eleição, contrariando entidades de direitos humanos e o próprio CMDCA (Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente) que recomendou o voto em bloco, pois considera o conselho tutelar órgão de decisões colegiadas e não individuais. De acordo com essas entidades, o voto em até cinco candidatos fortalece o conselho como órgão colegiado e não de atuações individualizadas. Polêmica à parte, é hora de os paulistanos exercerem a sua cidadania neste domingo. Por isso, leve um comprovante de residência e título de leitor e escolha o candidato com a melhor proposta e compromissado com a causa das crianças.

Ricardo L. Carmo ricardo@sindjorsp.org.br

São Paulo

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LOTERIAS CAIXA

Onde há fumaça há fogo. O senador Álvaro Dias, do Paraná, faz denúncia contra os sorteios lotéricos da Caixa. Em investigações feitas sobre os ganhadores, o resultado foi surpreendente. Alguns ganhadores agraciados centenas de vezes, inexplicavelmente. É visível a fumaça que sai desses globos quando girados eletronicamente para retirada das bolinhas. Esse sistema eletrônico não oferece nenhuma segurança de seriedade na execução dos sorteios. Isso poderá facilmente ser programado por um hacker e conseguir um resultado desejado e ninguém terá condições de provar ao contrário. Já que existe essa dúvida, porque não mudar para um sistema manual, facilmente fiscalizado?

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@yahoo.com.br

São Paulo

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POLITICALHA ECONÔMICA COM O CHAPÉU ALHEIO

O Senado em ato contínuo ao da Câmara aprovou sem emendas, e com extrema rapidez, o projeto de lei complementar que eleva o limite de faturamento das microempresas que optaram pelo Simples Nacional de R$ 240 mil para R$ 360 mil/ano e, para as empresas de pequeno porte, de R$ 360 mil para R$ 3,6 milhões/ano, antes consideradas até 2,4 milhões/ano.  Ou seja, ampliaram-se em 50% os parâmetros até então vigentes. O projeto segue para aprovação da presidente Rousseff e assim vigorará a partir de 2012. Estima-se que existam 5,4 milhões de empresas em funcionamento no país, das quais 99% são micro e pequenas, responsáveis por aproximadamente 50% dos empregos formais. Diz o Governo, e o Congresso, que a redução da carga tributária a estas empresas possibilita a maior formalização, e assim a fundo, uma maior inserção contributiva. Esta inserção é o que lhes interessa, pois uma vez na formalidade mais fácil será fiscalizar se praticarem informalidade. “Mais vale um contribuinte na mão do que dois voando”. A lei complementar 123/2006 (vigente desde 2007) e que tanto dá substância a prosa da base parlamentar de apoio às MEs, composta por nada menos que metade do Congresso, em especial através do seu líder – Dep. Pepe Vargas – PT/RS, exalta que a introdução do Simples Nacional, como façanha pródiga do seu partido; visto que antes de assumirem o Poder nada havia, o Brasil era terra arrasada como lula prega em suas palestras. O Simples Nacional versa por uma coordenação tributária que permite às MEs, de vários setores, recolherem ao fisco através de única guia mensal oito tributos das três esferas de Poder. A contribuição previdenciária é recolhida a parte; é reduzida, goza de renúncia concedida pelo governo a despeito disto prejudicar o Orçamento da Seguridade que concorre aos direitos de outrem. Em suma, a politicalha fazendo a felicidade de uns com os direitos de outros. A incompetentemente administração da economia brasileira seguiu enquanto pode no “piloto automático”, mas é impossível perpetrar tal situação, e a cada decisão própria investe contra a cidadania. O aumento da carga tributária, que o atual Poder emanante prometia reduzir, fomenta uma política que em melhor definição é uma politicalha econômica que diz ser desenvolvimentista e apenas se fundamentada em notáveis programas de “bolsas – doação”, caraterísticas por de fazer cortesia com chapéu alheio, o nosso – os contribuintes, e sem que nos leguem justa contrapartida. Explica-se: O bolsa-empresário custará aos cofres públicos este ano cerca de R$ 30 bilhões. O bolsa-banqueiro, entre R$ 60 bilhões e R$ 70 bilhões. O bolsa-mutuário, estimado pela Caixa Econômica Federal em R$ 32 bilhões. Bolsa-mutuário, ou programa Minha Casa, Minha Vida, que evidentemente ficará muito aquém da fanfarronice publicitária das eleições, merece louvor no sentido de buscar resolver um dos graves problemas sociais do país. Porém, vale notar que aquilo que é estimado como “custo social” (subsídio) para tal programa, e que no máximo resolverá 1/3 do déficit habitacional do país, também significa 1/3 do que está previsto com realização da Copa da FIFA. Este poderia ser um dilema para um país e nação séria: - promover a Copa e seus estádios, ou acabar com o déficit habitacional do país? Certamente o povo e seus supostos representantes no Congresso ficariam com a opção da “bola correr”, uns pela paixão ao esporte; outros pela locupletação nas falcatruas que certamente adviriam. Vale lembrar que no programa de governo do PT e de sua base aliada, rotulado de: - “13 compromissos programáticos de Dilma Rousseff com a sociedade brasileira” - no 10º cita, - prover as cidades de habitação, saneamento, transporte e vida digna e segura para os brasileiros # propõe a construção de mais de dois milhões de casas no programa Minha Casa Minha Vida; - ou seja, quase 42 mil/mês em quatro anos de mandato, ou ainda 1.400/dia; ou ainda 23/ hora, mais rápido que o transito de São Paulo.   No 7º cita # O Governo Federal assumirá a responsabilidade da criação de 6 mil creches e pré-escolas e de 10 mil quadras esportivas cobertas –ou seja 125 creches/mês, ou pouco mais de 4/dia; e ainda 210 quadras/mês, ou 7/dia. Somos um país de números fantásticos e de uma crendice bárbara! O bolsa-empresário é a definição do ex-diretor do Banco Central Alexandre Schwartsman, e consiste no custo dos recursos transferidos do Tesouro para o BNDES. Findo o primeiro semestre desse ano foram pouco mais de R$ 270 milhões, e o cálculo se precipita entre a diferença da taxa de juros que o Tesouro repassa ao BNDES, que é TJLP – 6% a.a., para quanto o próprio Tesouro paga aos rentistas para se financiar – em média (2011) -11,2%. Inclui-se aqui o subsídio implícito nas transferências do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), cuja fonte de financiamento é o PIS. Ao todo isso equivalerá, segundo o economista, cerca de R$ 30 bilhões em 2011. Já o chamado bolsa-banqueiro, é mais conhecido e adulado pelo governo que utiliza na cantilena de que a dívida externa do país foi paga no governo lula. Trata-se de US$ 346,1 bilhões (o7/11) em reservas e que vai aumentando a medida que o BC compra dólares, e nisto implica um custo exorbitante e desnecessário, posto que em 2008 o país possuía pouco mais de US$ 210 bilhões e foi o suficiente para atravessar os momentos difíceis de 2008. O custo atual é pouco superior a US$ 50 bilhões/ano para manter essa “poupança” a juros reais negativos, dos quais quase 50% são completamente desnecessários em qualquer sentido face ao custo gerado. Talvez disto venham os títulos honoríficos ao ex-presidente lula; e o mundo assim se curva aos sólidos fundamentos econômicos brasileiros - Em 2010 o custo médio de carregamento da dívida interna da União foi de 0,8499% ao mês (10,69% ao ano), com ganho real positivo para os investidores de 0,9915% ao mês (12,57% ao ano), depois de incluída a deflação média/mês do IGPM de 0,1416% ao mês (1,7125% ao ano). No mesmo ano as reservas de US$ 238,1 bilhões foram remuneradas com juros reais negativos de 3,8% ao ano (juro zero e inflação americana de 3,8% ao ano). Prêmio “Honoris Causa” pelos grandes especuladores internacionais; - o Brasil pagou juros reais positivos de 12,57% ao ano e recebeu nas aplicações das reservas juros reais negativos de 3,8% ao ano. Um ganho real para o mercado financeiro internacional de 16,37% ao ano (Fonte MF).  Olhos para quem quer enxergar e ouvidos para quem queira ouvir, ensina-nos o Evangelho. Voltando ao tema original do “chapéu alheio”, há de se afirmar que o empreendedorismo é marca indelével de uma economia pujante, e assim considerado junto com os mecanismos de proteção social, como os fundamentos necessários a impulsionar a prosperidade e estabilidade socioeconômica de uma nação. Torna-se indispensável ao Estado incentivar o empreendedorismo e reduzir a burocracia tributária; assim como atuar na proteção social. Neste sentido, o Estado, no papel de gestor e ente imparcial, vigilante aos interesses da nação, haveria de fazer concessões de ordem fiscal, porém sem desdobramentos em que os benefícios de uns fossem prejuízos de outrem. Então vejamos quais argumentos não utilizados pela gloriosa Frente Parlamentar que defende as MEs. As empresas de caráter empreendedor, ou de alto crescimento (EAC), conforme critérios da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), devem possuir 10 ou mais pessoas ocupadas no período inicial de observação e devem apresentar crescimento médio do pessoal ocupado-assalariado maior de 20% a.a., e por um período consecutivo de três anos (iniciais). As EAC’s que por cinco anos desde o início de suas atividades mantenham esse padrão de alto crescimento, são denominadas gazelas (gazelle) e constituem um subgrupo especifico desse contingente, reflete-se aqui o grande sucesso das franchisings no Brasil que “queimam” muitas etapas desde o planejamento, configuração e constituição de marca, mercado, confiabilidade etc.; pois trazem de imediato ou em curtíssimo prazo maior apelo à fidelização e consequentemente a resultados. Em 2008, últimos dados disponíveis, as EAC’s tiveram um crescimento médio no pessoal ocupado de 172,4%; ou seja, entre 2005 e 2008; cresceram 99,6% mais que o estabelecido pelos critérios da OCDE. Elas ainda foram responsáveis por 18,0% do total do valor adicionado e 18,3% das receitas nos setores de indústria, comércio, serviços e construção ao PIB do período, e foram responsáveis por 57,4% do total de ocupações criadas entre 2005 e 2008. A maior parte das empresas de alto crescimento são micros ou de pequeno porte. Em 2008 - 51,6% das EAC’s eram empresas de pequeno porte (com 10 a 49 pessoas ocupadas), 39,0% eram de médio porte (de 50 a 249 pessoas) e 9,3% eram grandes (250 ou mais pessoas). No caso das “gazelas”, a participação das pequenas era ainda maior, 55,2%, enquanto a participação destas nas médias e das grandes se reduzia para 38,4% e 6,4%, respectivamente. Acima estão alguns poucos e técnicos argumentos que poderiam muito bem embasar uma política e não politicalha econômica de incentivo fiscal às ME’s e até buscar dar maior mérito às vocacionadas que registrem alto crescimento, como demostrado. Quem de fato estuda economia, depara com inúmeros exemplos de estímulos fiscais ao empreendedorismo inovador e socialmente responsável mundo afora. Aqui somos fustigados até na ONU com um discurso presidencial, meramente populista, sobre a necessidade de quebras de patentes sobre medicamentos, ou seja, punir quem inova e investe em pesquisas, mas “esquece-se de dizer” que somos campeões disparados na taxação mundial de medicamentos – 34% a 36%. Isto tudo ocorre pelo imprescindível, objetivo da politicalha esquizofrênica em custear uma gestão pública arcaica, medíocre, míope e caríssima. Vale dizer que o governo federal em sua folha de pagamentos representa o maior peso dentro dos custos aberrantes, e disto compreende-se o financiamento da dívida pública a sustentar um sem números de supersalários, hiperaposentadorias, e tantas mazelas mais, e tão somente até agosto do corrente ano, considerando os últimos doze meses, quebraram-se todos os recordes anteriores, de tal forma que “nunca antes na história deste país” pagamos tanto em juros (serviço da dívida) – R$ 224,8 bilhões, e isto com a cotação média do dólar e euro em baixa. A façanha em estimular as ME’s vem em parte do Orçamento Fiscal, como dali sai ao BNDES até para financiar a Transcocaleira na Bolívia; mas em maior parte do Orçamento da Seguridade Social (Previdência/ Saúde/ Assistência Social), sob excrescente rubrica - “renúncias previdenciárias”; o que pode levar algum leitor desatento a imaginar que as ME’s são entidades filantrópicas. Em 2012, serão R$ 18,9 bilhões subtraídos do Orçamento da Seguridade, talvez seja por isso que a presidente Rousseff tenha vetado o aumento aos aposentados, e o Ministro Garibaldi ensaia e nada apresenta sobre o escorchante fator previdenciário. Como sempre, o merecido incentivo ao empreendedorismo não foi através de cortes nos gastos da incompetente e mal fadada gestão pública; mas sim de direitos dos segurados e contribuintes do RGPS-mera transferência de direitos, versa pelo que clamam de política econômica, e que sequer obedece a quesitos mínimos de política orçamentária, misturando o orçamento da Seguridade com o Fiscal. Uma zona propositada a serviço da politicalha! No Brasil, o Poder Público esta a premiar a incompetência, e com primor, caso contrário não teria a mediocridade a apoiá-lo nos vários segmentos da sociedade. Na OCDE denominam “gazelas” as empresas de alto rendimento, sob a mesma ótica o nosso setor público seria um burro empacado alimentado a pão de ló pelos contribuintes que precisam deixar de ser inertes.

Oswaldo Colombo Filho colomboconsult@gmail.com

São Paulo

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VERGONHA E DESUMANIDADE

Meu irmão faleceu no dia 23 de setembro de 2011, na emergência do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Ao mesmo tempo em que se lida com a dor e a perda, é preciso manifestar a indignação em relação à saúde nesse país. Todo mundo sabe disso. Todo mundo ouve e lê nos jornais e na TV. E tem tanta gente se mobilizando pelos animais. Não, não é que eu não goste deles. Mas quem já tiver passado pela experiência que passei poderá entender. A emergência do Hospital de Clínicas de Porto Alegre não é um hospital. É um depósito. Pessoas com doenças em seus mais variados graus, dos mais leves, aqueles que não precisariam de uma emergência mas sim de uma consulta normal, até casos gravíssimos, se acumulam. A maioria em cadeiras. Dormem em cadeiras. Uma do ladinho da outra. Recebem remédios e alimentação ali mesmo. Tomam banho se tiverem a sorte de conseguir uma vaga no chuveiro. Os mais graves ficam em leitos, na chamada “uti” da emergência, no caminho do banheiro. Atendentes, enfermeiras, médicos, pessoas que fazem a limpeza, todos andam ali pelo meio. E também os familiares dos enfermos, quando a entrada é permitida. Não é fácil se movimentar lá dentro. Há que se desviar de um pé de algum doente, cuidar para que a cabeça não bata em algum soro pendurado. Há pessoas pelo corredor – não, não há mais corredor, já não se identificam os espaços no meio daquele amontoado de gente. E tem alguns que ali morrem. No meio dessa confusão. Por cima do leito de morte de meu irmão, uma pobre velhinha, na maca ao lado, estica o braço com um copo de plástico na mão pedindo água – uma cama praticamente grudada na outra. Só era possível caminhar entre as macas se esgueirando, de lado, devagarinho, e cuidando para não bater em uma bacia com água e sabão que estava sobre um outro leito esperando para fazer a higiene de um paciente. Em um determinando momento, uma atendente se sensibiliza e “isola” o leito de meu irmão com aquelas cortinas que contornam as macas. Eu estava ali, ao lado dele. Seguidamente era esbarrada por pessoas que se dirigiam ao banheiro.  Não sei mais o que precisa ser visto, não sei mais o que precisa acontecer, não sei mais qual o limite de  tamanha desumanidade para que as pessoas façam alguma coisa para mudar a vergonha que é esse país. É preciso deixar claro que em nenhum momento me refiro ao atendimento médico em si, pois foi feito tudo que era possível. Ele estava sendo tratado, mas já não havia mais chances. Falo da situação que mais se assemelha a um quadro de Salvador Dali de tão inimaginável, principalmente quando diz respeito ao atendimento de saúde. O que mais se aproxima de um esboço de consolo, para mim, é que ele não estava presenciando aquilo, pois estava sedado e medicado com morfina, para não sentir dor. Dor. Talvez não devesse me manifestar assim, dessa forma. Não sei. Eu queria mesmo é que as pessoas que governam esse país sentissem essa dor.

Amarílis Barcelos amarilisb@gmail.com

Porto Alegre

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DOM ODILO SCHERER

"A religião é caminho para o encontro do homem com o bem, o amor e a verdade - com o mistério de Deus. Se ela cumprir esse papel, também ajudará a edificar a paz. Mas se, ao contrário, a religião não leva ao encontro com Deus, ou faz de Deus um objeto de manipulação dos desejos e dos projetos humanos, ela se desvia de sua finalidade e pode pôr em risco a paz" (D. Odilio P. Scherer, Estado, 8/10, Espaço Aberto). Palavras sábias! O cristianismo já foi chamado de "o Caminho", no início de sua história (o referencial é bíblico), antes de ser considerada religião. Religiosos sempre existiram em todas as civilizações, e as castas clericais tinham o domínio do povo e, ainda hoje, de governos. Mas "o Caminho", também chamado por Jesus de "estreito" e por poucos trilhado, se opõe à mera religiosidade, à carolice e ao misticismo, quando não, cheio de superstições que escravizam o homem pelo próprio homem, submetendo-o a sacrifícios e penitências vãs. Portanto, o encontro com Deus, liberta-nos da religiosidade instituída por quaisquer cleros, sejam eles islâmicos, judaizantes, cristãos ou outros das mais remotas origens de África, Jamaica, Oriente, etc. E só libertos pela "Verdade" que todo o mundo ousa contradizer, poderemos nos tornar "pacificadores" e não pacifistas. O bem, o amor e a verdade portanto, não é buscado pelo homem, mas emana do próprio Deus que não titubeou em enviar seu Filho, morto pelos nossos pecados e ressurreto. E a partir daí, no "Caminho", exercemos aquela que deve ser a única religião, que nos religa com o Deus sempre ligado à humanidade.

José Jorge Ribeiro da Silva jjribeiros@yahoo.com.br

Campinas

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‘JESUS’

Valho-me da coluna de leitores do Estado, de cujo jornal sou leitor desde há muito... pois, enfim, já aos 85 anos, para sugerir adquiram e leiam o livro Jesus, através do qual pastor protestante e de origem judaica aborda, de forma esplendorosa, a história do "Mestre" e mostrando, enfim, que Ele, embora sendo judeu e, sem dúvida, cumprindo-se o previsto nas escrituras judaicas, foi, enfim, crucificado graças seguramente às preocupações dos rabinos da época, alertados, quem sabe, com a perda da sua importância. Um grande livro!

Paulo Planet Buarque  pplanet@uol.com.br

São Paulo

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