Fórum dos Leitores

CONFRONTO NA USP

O Estado de S.Paulo

31 Outubro 2011 | 03h04

Bandeiras queimadas

Lamentável o confronto entre alunos e integrantes do sindicato de funcionários da USP versus PM. A corporação firmou convênio com a universidade em resposta às reclamações dos próprios alunos de falta de segurança, pois há tempos os casos de violência na USP são uma constante. O câmpus necessita de proteção contra assaltos, sequestros, furtos e estupros. O flagrante foi dado e nada justifica a violência com que a situação foi tratada. É impressionante ver esses alunos encapuzados, como fazem presidiários em rebeliões. Mas o mais triste é ver esses pseudoestudantes estudarem numa universidade pública e queimarem a Bandeira do Brasil e a do Estado de São Paulo.

FABIANA F. BOTTON

fabianafb@gmail.com

São Paulo

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Na rabeira

Preocupados com a presença de policiais militares no câmpus, universitários "distraídos" não se dão conta de que a USP caiu mais de 60 posições em ranking mundial de universidades.

SERGIO S. DE OLIVEIRA

ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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COMISSÃO DA VERDADE

Investigar é preciso?

Já que foi autorizada pelo Senado a criação da Comissão da Verdade, com a incumbência de investigar violações de direitos humanos de 1946 a 1988, sujeita ainda à sanção presidencial, gostaria de lembrar a todos que o maior de todos os direitos humanos é o direito à vida e que este foi desrespeitado por ambos os lados durante o regime militar. Que a investigação seja, então, ampla, geral e irrestrita.

HERMÍNIO SILVA JÚNIOR

hsilvajr@terra.com.br

São Paulo

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DOCUMENTOS SECRETOS

Sigilo eterno pra quê?

Curiosa a vida. Collor, o ex-caçador de marajás, sendo ele um destes, queria sigilo eterno para documentos do governo. Por que será que o primeiro presidente eleito e que sofreu impeachment desejava isso? O outro que também queria nem presidiu a sessão do Senado que, felizmente, decidiu não haver por que manter sigilo eterno para tais documentos. Entre os 9 votos a favor do famoso cala-boca, tenho certeza, apesar de a votação ter sido secreta, que está o voto do sr. (en)Calheiros. Que bom que o bom senso vingou e falou mais alto. Isso, sim, é que é espírito democrático!

RENATO CAMARGO

natuscamargo@yahoo.com.br

São Paulo

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CORRUPÇÃO

Ética na política

Os grandes culpados pela roubalheira que ocorre em todos os setores da administração pública somos nós, eleitores, pela pouca politização e memória curta.

HENRIQUE UNGER FILHO

ungerfilho@yahoo.com.br

São Paulo

TRÂNSITO

Multas e educação

O editorial Só multar não resolve (24/10, A3) realça meu antigo conceito da necessidade de mais autuações por infrações, o que é verdadeiro, mas o autor deu a meus ditos forma parcial. Esses conceitos podem ser vistos em artigo no Estadão de 20/8/2002 (A2), no qual saliento que as autuações devem ser praticadas tanto na ocupação urbana como no trânsito e me coloco contra o não respeito de posturas e as leis de anistia. Em todas as minhas falas afirmo que é preciso educar, e muito. Bem como rever as habilitações de condutores e profissionais da transformação urbana (engenheiros, urbanistas, arquitetos, advogado, imobiliários, etc.), dos setores público e privado. É vital a prática de engenharia competente. Acidentes e mortes no trânsito são previsíveis e evitáveis na prancheta do projetista, na fiscalização de obras e na operação viária. Educar é praticar a prevenção, multar é correr atrás do prejuízo. Mas educa. O bom ensino aplica multas, notas baixas e reprovações. As tragédias no trânsito são fruto de má formação de condutores, deficiências das pistas, certeza da impunidade e leis feitas por políticos que precisamos educar, não os reelegendo. Como ombudsman de Prevenção de Acidentes de Trânsito da CET, meus encargos se limitam a sugerir e cobrar, sem poder decidir. Fiz indicações de centenas de intervenções rápidas, de baixo custo, sem recursos públicos, patrocinadas pela iniciativa privada. Vejam as praças públicas. Na essência, precisamos intervir nos tempos dos semáforos e em entroncamentos, para que os veículos não demorem mais que dois ciclos para cruzá-los, sempre protegendo os pedestres, possível a curto e médio prazos. Cirurgias para ordenar, organizar e evitar que os veículos se juntem aos muitos num local e induzi-los a faixas adicionais, boa parte já existente, sempre evitando desapropriações. Assim se melhora o transporte público, redesenhando o tecido urbano. São intervenções sugeridas desde há 40 anos, parte em parceria com Luiz Antonio Pompeia (1941-2000). Exemplo: operações urbanas e as derivativas intervenções urbanísticas ao longo dos corredores de transporte, com 300 metros de cada lado, e no entorno das estações de embarque, num raio de 600 metros. Há leis para esses princípios pioneiros. Após o período atuando junto ao Executivo municipal, concluo que a função de ombudsman, originária da Suécia com o significado de agente da sociedade, não cabe ao setor publico, mas à sociedade civil organizada. Ao tema estou me dedicando e peço a ajuda de todos, pois é minha nova contribuição, visando à qualidade de vida da sociedade.

LUIZ CÉLIO BOTTURA, engenheiro

luizcelio@bottura.eng.br

São Paulo

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PRECATÓRIOS

Ainda às escuras

Decorridos 15 dias da publicação da minha carta sob o título que o Fórum dos Leitores lhe atribuiu (Sem ver a cor do dinheiro, 17/10), até hoje nem a Justiça nem a Prefeitura de São Paulo se dignaram a responder como funcionam as listas de precatórios, demonstrando assim qual é o interesse existente no atendimento dos cidadãos. A única manifestação que recebi foi do meu advogado, cujo nome apareceu na citação da publicação feita no Tribunal de Justiça - citação que eu deveria ter feito entre aspas, mas por lapso não o fiz. Entretanto, o advogado não tem por que protelar o pagamento, até porque depende de sua consecução para receber seus honorários. O conceito de publicidade não se deve ater apenas à publicação, mas à ampla e explícita divulgação dos fatos, incluindo as informações sobre prazos e andamentos a serem cumpridos, o que não ocorre neste caso, pois continuamos às escuras.

CORINTO LUIS RIBEIRO

corinto@corinto.arq.br

São Paulo

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JOGANDO PARA A PLATEIA

Brasileiro é mesmo "muito bonzinho", como dizia a Kate Lyra. Acredita em tudo. Leio diariamente na coluna dezenas de leitores cumprimentando e apoiando Dilma por, segundo eles, estar combatendo a corrupção. Calma aí! Onde estava Dilma nos últimos oito anos? No centro do poder: na chefia da Casa Civil. E não sabia de nada? Quem foi que escolheu Alfredo Nascimento para os Transportes? Eu? Os leitores do Estadão? Ou foi Dilma, mesmo, de livre vontade ou por "sugestão" de seu criador? E quem é que ela vai por no lugar desses cerca de 17 demitidos? Gente impoluta e comprometida com a honestidade, ou gente oriunda de outros partidos da base aliada? Nesse meio é que ela não vai mesmo encontrar ninguém. E pior: tudo vai continuar igual, até que se descubram novas falcatruas, o que é matéria rotineira do Jornal Nacional, como disse o João Ubaldo outro dia.

Será que as pessoas não enxergam que ela está apenas jogando para a platéia? Se ela estivesse realmente comprometida com a luta contra a corrupção, Orlando Silva, Fernando Haddad, Pedro Novais (o inefável ministro do Turismo), Lobão, e outros menos visíveis já teriam ido embora. E o que dizer da nova legislação para "apressar" as obras da Copa? É para melhorar a lisura dos procedimentos ou para facilitar a roubalheira? Dilma é Lula, e a herança de Lula é o desmantelamento ético da sociedade brasileira. Estamos mais do que nunca no país do vale-tudo. Não há mais nenhuma preocupação de esconder a ladroagem. Agora é às claras, sem pudor. Todo mundo – e bota mundo nisso – rouba. Até em cidades pequenas, de pouquíssimos habitantes e onde, portanto, não há como esconder o que se faz, a corrupção se espalha. E se as pessoas que leem jornal – uma minoria dentro da minoria instruída do País – acredita em Papai Noel, como vamos fazer para ensinar às crianças e aos jovens a distinguirem o certo do errado?

Maria Cristina Godoy mcgodoy@terra.com.br

São Paulo

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ESPORTE

O que Aldo Rabelo tem que ver com "esportes"? Na atual situação, com a Copa do Mundo logo aí, Pelé seria uma ótima escolha. Porém, não se submeteria à máquina politiqueira que reina nestas terras tupiniquins. E lá vamos nós mais uma vez dar vexame. Que pena!

 

Ana Prudente ana_prudente@uol.com.br

São Paulo

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VOANDO NO GRAMADO

Jogador convocado para a seleção brasileira de futebol vai ter que “voar” na próxima Copa, depois que o novo ministro do Esporte, Aldo “código florestal” Rebelo, determinar: “Não pise na grama”.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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TROCA

Trocaram Orlando Silva  por Aldo  Rebelo, e daí?  Tiraram um roto para entrar um esfarrapado, que, segundo o Estadão de sexta-feira, 28/10, tem muitos vínculos com as empresas que estão construindo estádios para a Copa 2014. Ou seja, a fonte de renda do PCdoB continua a mesma, trocaram as peças, mas nenhum ainda foi para o "xadrez".

 

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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QUEM MANDA MAIS?

Como diria Conan Doyle, "elementar, cara" Dilma!  Pois um partido político que inflou seus "recursos não contabilizados"(sic Delúbio Soares-PT) com dinheiro sujo desviado do Tesouro (posto que oriundo de nossos impostos) pelo ex-titular do Ministério do Esporte, o dandi Orlando Silva (PCdoB), elementarmente não pode e não deve  sequer pretender que um filiado seu continue a gerir o mesmo ministério. Mais temeroso e dúbio, ainda, é que a presidente concorde com a pretensão! Principalmente porque por aquele ministério passarão, proximamente, dezenas de bilhões de Reais  para suprir todas as obras necessárias à realização da Copa da Fifa e da Olimpíada de 2016. E nem me venham com a falsa desculpa de que a cúpula do PCdoB "de nada sabia também". Basta já a fartura de dinheiro que apareceu sobre uma mesa do escritório de Roseana Sarney e seu marido em São Luís (MA), cuja "origem" ninguém sabe, sabia e tampouco até hoje explicou. Mas "o sombra" quer assim e assado e, assim e assado tem que ser.  E lá se vai, alegre e trigueiro, Aldo Rebelo, que já teve arranca rabos com a presidente, para o mesmíssimo Ministério do Esporte. Pode dar certo? Eu digo que não. Basta que aguardemos. Somos mesmo um país sui generis! O "Bresil" é o único país do mundo onde vige o "bipresidencialismo". Difícil saber quem manda um pouquinho mais: se elle ou... se ella. Em todo o caso, ainda temos, para os próximos dias, duas situações inóspitas que logo vão explodir: no Ministério do Trabalho e no das Cidades. E la nave và. Pobre Terra de Santa Cruz.

 

João Guilherme Ortolan guiortolan@gmail.com

Bauru

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E O MEU JARDIM COM A ESTRELA DO PT?

Na tarde de quarta-feira, a presidente Dilma Rousseff exonerou o ex-ministro do Esporte, Orlando Silva, envolvido pelo menos por enquanto, de forma indireta, nos desvios de recursos do ministério. Na casa de do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na mesma noite, deve ter ocorrido um diálogo entre ele e sua esposa Marisa Letícia, mais ou menos como narro abaixo.

Lula: Sabe companheira, eu tô chateado com a Dilma. Ela mandou embora o Orlandinho, um menino que eu toquei lá para ajudar meus “companheiros” do PCdoB. Só porque houve uns pequenos desvios. É esporte, vale tudo. Vale até ajudar meu Curintia. Pô!

Marisa: É verdade, companheiro!

Lula: Estou triste, companheira. Acho que a Dilma está perseguindo meus companheiros. Veja o caso do companheiro Palocci (Antonio Palocci, ministro-chefe da Casa Civil), só porque ele ganhou muito dinheiro rápido, criticaram, e ela mandou ele embora. Eu tô ganhando muito dinheiro Marisa, com esta palestrada toda. Eu ganho de R$ 200 mil a R$ 300 mil por hora. E o que tem isso?

Marisa: É verdade, companheiro!

Lula: Outro causo, companheira, ela mandou embora o Alfredinho (ex-ministro Alfredo Nascimento, dos Transportes), só porque saíram umas coisa errada lá no ministério dele. Errar todo mundo erra. Um dia eu errei e perdi um dedinho. Acho que agora só tenho nove.

Marisa: É verdade, companheiro!

Lula: E o Wagninho (Wagner Rossi, ex-ministro da Agricultura) então? Falaram que ele é suspeito de irregularidades: pagamento de propinas, essas coisa. É coisa dessa imprensa capitalista. Sabe companheira, o bom negócio é colocar a culpa na mídia. O Wagninho era bom mesmo. Quando eu chamava ele para uma reunião eu lembrava do Paolo Rossi, aquele italianinho que marcou 3 gols contra o Brasil no final da Copa de 1982. Mas, eu gostava muito dele mesmo assim.

Marisa: É verdade, companheiro!

Lula: O Nelsinho (Nelson Jobim, ex-ministro da Justiça) é outro que ela perseguiu só porque ele disse que não votou nela. É um homem entendido. Eu não sabia nada das leis, mas ele me explicava tudo. Eu continuava não entendendo nada. Ele explicava tudo de novo. Como eu não conseguia entender, eu dizia para ele fazer do seu jeito. E as leis saiam. Eu assinava tudo.

Marisa: É verdade, companheiro!

Lula: Ela perseguiu todos meus companheiros só porque eu coloquei eles lá. Mas ela não fala do Pedrinho (Pedro Novais, ex-ministro do Turismo). Falaram que ele também entrou nesse negócio de corrupção. Ela que colocou ele lá. Não fui eu não.

Marisa: É verdade, companheiro!

Lula: Mas, Marisa, eu falo, falo, e você só diz “é verdade, companheiro!”?

Marisa: Sabe companheiro, acho que ela quer ficar lá para sempre. Eu já estou preocupada. E o meu jardim com a estrela do PT? Eu quero voltar prá lá.

Lula: Mas, companheira, e minhas palestras de R$ 200 mil, R$ 300 mil?

Mauro de Campos Adorno Filho mauro@cpimpacto.com

Mogi Mirim

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GOLEADA

A pouco menos de três anos da Copa 2014, já podemos dizer que estamos ganhando de goleada. É fato que o Brasil está investindo em infraestrutura: Aeroportuária, Aeroviária, Rodoviária, Obras de Mobilidade Urbana, sem falar nos Estádios (que não tem nada de privados), também nos investimentos Privados. Calcula-se que o Brasil está investindo R$ 20 bilhões para o evento Copa 2014, a previsão está no Portal da Copa e foi divulgada em 14/01/10. Considerando algumas atualizações e a “honestidade” de nossos gestores, este valor fica incalculável. Teremos sem dúvida muito que mostrar nesta copa: novos estádios, novas praças e obras públicas, salas vips para imprensa e convidados da Fifa que mais parecerão hotéis 5 estrelas. Mas teremos também a mostrar as condições deploráveis dos serviços públicos de saúde, com hospitais sucateados e transportes públicos insuficiente. Mostrar também a insegurança pública  e criancinhas de escolas públicas sem carteiras e/ou sem teto entrando em campo com seus ídolos.

Vocês já perceberam que no Brasil o juiz de futebol sai de campo escoltado no intervalo e no fim do jogo, quer mais insegurança do que isto?! Mas nem tudo está perdido, já que o Brasil é um a “terra abençoada por deus e bonito por natureza”. Com isto não teremos problemas com os hospitais já que não sofremos com catástrofes naturais – terremotos e tsunamis; não sofreremos com a insegurança pública, pois o Exército vai estar nas ruas, fecharemos dezenas de quadras próximas dos estádios, escoltaremos autoridades em carros blindados e faremos acordos com traficantes e milícias para evitar problemas. As criancinhas em suas escolas públicas só serão percebidas em campo: “olha como são lindas!”, dirá um locutor qualquer. Isso porque as escolas estarão de férias e ninguém vai querer visitá-las. O transporte público será o mais beneficiado com alguns m2 construídos e que este seja o menor dos males! Mas não se preocupem, o Brasil será campeão em 2014 e estaremos anestesiados por mais alguns anos!

 

Luiz Henrique de Freitas freitas_ss@hotmail.com

São Paulo

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ESPERANÇAS E PERIGOS DA COPA

A realização da Copa do Mundo no Brasil me parece uma coisa bastante temerária. As obras estão muito atrasadas e a relação com a Fifa apresenta nós difíceis de serem desatados. Mas pior que isso é a retumbante decepção dos brasileiros se perdermos a copa. Nossos craques, atraídos por nababescos salários, se espalharam pelo mundo ensinando para todos os nossos macetes e trejeitos. Não somos mais os melhores. Ainda há que se considerar o sentimentalismo de nossa gente que, na hora do corre, erra a bola e quando a acerta erra a mira. Ainda bem que vão-se as esperanças, mas ficam os estádios.

J. Treffis jotatreffis@hotmail.com

Rio de Janeiro

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FGTS PARA A COPA E OUTRAS COISINHAS

 

Lendo o editorial do Estado sobre o uso do dinheiro do FGTS do trabalhador para a COPA de 2014 e outros jogos, lendo a matéria publicada na sexta-feira sobre a Câmara dos Deputados terem liberados a propaganda de cigarros em eventos, chego à triste conclusão: estamos órfãos há muito tempo de pessoas honradas e virtuosas, na condução política desse país. A rapinagem é total, (e disso tenho medo!). Ninguém vem a tona dizer que o dinheiro empregado na Copa, poderia melhorar a Saúde, o dinheiro financiado por empresas de cigarro, poderia melhorar às condições de pessoas internadas com câncer, causadas pelo próprio uso do cigarro. Ao invés disso a maior emissora de televisão (menor nas virtudes) se cala, o Congresso, deixa de votar leis importantes, para liberar o uso de cigarro, e assim a população caminha, como um boi para o matadouro!

 

 

Maurício Avellar de Azevedo Marques mzlmauricio@yahoo.com.br

São Paulo

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NOVAS ENCHENTES EM SP

Eu já trabalhei com escoamento de canais e rios na Prefeitura de Jundiaí, dimensionando e dando soluções para muitos problemas que tínhamos. Conseguimos soluções porque havia espaço para alargamentos dos cursos d’água. Hoje não há mais mas, está funcionando. Não tenho dados precisos de vazão do Rio Tiete no trecho da cidade de S Paulo. Mas, pelo que tenho observado o comportamento nas ocasiões criticas,  posso afirmar que a calha desse rio não é suficiente nas ocorrências das chuvas mais intensas. Nem as dos seus afluentes. Os serviços de limpeza e dragagem que são feitos atenuam a coisa mas não resolvem. E, não adianta alargar mais, invadindo as marginais somente no trecho da cidade, Isso precisaria ser feito por pelo menos 15 a 20 quilômetros abaixo. A solução está em reter a água nas partes mais altas, como fazem os piscinões, mas sabe-se lá quanto vai custar executar um sistema efetivamente eficiente. Portanto, só teremos solução melhorada com a aplicação de muito dinheiro. Além disso, os dados mais recentes mostram que as intensidade das chuvas estão fora dos controles estatístico que tínhamos até aqui. Chuvas esperadas para ocorrer 1 vez cada 50 anos estão ocorrendo cada 20 ou menos. Portanto, muita água vai rolar ainda e, por muitos anos. Em resumo: a calha do Tiete na faixa urbana não comporta tanta água das chuvas intensas porque, com a urbanização, elas chegam cada vez mais depressa. Isso é determinante porque quanto mais tempo demorar a escoar as águas de toda a área que está recebendo chuva,  menor a vazão no trecho do canal que as recebe. Então, como não podemos aumentar a calha, só ha uma saída: reter as águas provenientes dos diversos pontos, inclusive de afluentes, aumentando o tempo para elas chegarem no canal. A analogia é muito simples: se todas as pessoas quiserem sair ao mesmo tempo de uma sala de espetáculo não vai dar. Vai haver tumulto. Uns acabarão subindo em cima de outros, É o que acontece nas enchentes, as águas transbordam. A necessária retenção pode ser através das obras dos piscinões ou de qualquer outra solução que represe e controle a vazão, retardando o escoamento. Isso pode ser até por desvios ou com bombeamento, mas sempre a partir de pontos a montante, ou seja, anteriores à calha existente nas marginais. Os Departamentos de Engenharia que estudam o problema devem ter encontrado opções  mais objetivas para solucionar isso mas, podem ter certeza, esbarram sempre nas decisões políticas. São obras caríssimas e que não aparecem. É sempre melhor fazer ponte estaiada, por exemplo. Essa é a grande verdade.

Miguel Pellicciari  emepe01@uol.com.br

Jundiaí

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‘O COMBATE ÀS ENCHENTES’

Noto que o editorial O combate às enchentes (22/10, A3) não menciona qualquer inovação de projeto que tenda a aliviar a vazão do Rio Tietê, já saturado mesmo sem chuvas fortes. Há meses enviei um trabalho técnico a vários órgãos estaduais (As inundações da região metropolitana de São Paulo e sua solução), inclusive ao gabinete do senhor Geraldo Alckmin e que, aparentemente,  sequer foi lido, quanto mais analisado. Lamentável. Pobres paulistanos.

Geert J. Prange prange@sul.com.br

Paranaguá(PR)

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O AVANÇO DAS CONSTRUÇÕES

Por favor, eu quero dados de quanto se construiu só nesse ano na cidade de São Paulo, isto é o quanto se impermeabilizou de solo nesta cidade, sem preocupação alguma em reter água da chuva para uso ou para evitar mais enchentes. A cada edição do jornal tem várias propagandas de mais e mais prédios sendo construídos e apartamentos sendo vendidos. Hoje em São Paulo e em algumas cidades deve se pensar se é possível surgir um prédio ou vários prédios nesta cidade dependendo do lugar ,pois aumentará o numero de pessoas,  de carro s, de poluição, de  enchente. Pois de sustentabilidade é só fala para enganar trouxa. E assim vamos perdendo água muito rápido para o mar devido a impermeabilização do solo, impedindo a absorção da água pelo solo que iria  nutrir os lençóis de água subterrâneos  que abastecem rios que abastecerão a população de uma cidade. E ainda você acha que o problema de enchentes tem solução se não se parar de construir  de forma a não respeitar o que realmente deve ser feito e planejado e analisado?!

Vera Costa Fogaça veracostaf@terra.com.br

Sorocaba

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LEI SECA, CRIME E FIANÇA

A fiança, recém incluída na lei penal brasileira, escandaliza a população e torna ineficientes as ações de defesa da sociedade, como a “lei seca”, que leva para a cadeia motoristas alcoolizados. O bêbado ao volante é preso, mas paga fiança a volta pra casa. Esse favorecimento acaba com o temor à punição e chega a funcionar como um incentivo para os indivíduos continuarem bebendo, dirigindo, matando e morrendo. Perdeu-se o aspecto “pedagógico” da restrição ao álcool e, por extensão, até ao cometimento de crimes. A possibilidade de fiança tem de ser seletiva e para faltosos de baixo potencial e sem risco de novo cometimento da falta. Não é o que se verifica com bêbados ao volante e outros criminosos, que pagam a fiança legalmente arbitrada e podem sair rindo de suas vítimas. Há décadas, o Estado malicioso tem se aproveitado do interesse de estudiosos e legisladores que procuram humanizar e aperfeiçoar a pena e, em vez disso, usa suas teses para promover o perdão das penas e esvaziar as cadeias. Criou-se coisas como a “saidinha”, o regime semi-aberto e outros institutos que pouco ou nada beneficiam a população carcerária, mas evitam a construção de novos estabelecimentos. Em vez disso, se realmente estivesse interessado em resolver o problema, o Estado criaria condições efetivas de ressocialização do detento para, ao terminar sua pena, ter ele condições de viver sem voltar a delinquir.  Agora, com a fiança disponível em todas as delegacias, mais uma vez banaliza-se o crime e a sociedade resta, cada dia mais, desprotegida...

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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MOTORISTA, BODE EXPIATÓRIO

Muito se tem falado sobre a relação pedestres e motoristas, culpando estes últimos por todos os atropelamentos. Pertenço a ambos os grupos, portanto posso falar de cátedra sobre o assunto. Há motoristas que "miram" o pedestre e aceleram, os que nos ultrapassam e nos fecham para acabar aguardando a abertura do semáforo, ao seu lado, com sorriso amarelo,  há os pedestres que não têm noção de a qual sinal obedecer, o verde da rua onde estão ou o verde da rua que a cruza, e assim, esperam, esperam... e atravessam no momento errado, havendo também aqueles que atravessam em diagonal e de costas para o fluxo de automóveis e os que irrompem, de sopetão, na frente de um ônibus ou caminhão. Entretanto, omite-se um dos principais  propiciadores de atropelamentos: as faixas de travessia de pedestres junto às esquinas, quando não há semáforo específico para eles. Nestes casos, o sinal está aberto para os dois sujeitos da ação, para o pedestre que atravessa a rua e para o motorista que vira para nela entrar. Se ele vira e tem um pedestre atravessando, fica entre a cruz e a espada. Se segue e atropela, é criminoso, se para, ao ver o pedestre, os carros de trás vão se chocando.  Creio que a solução mais fácil seja a pintura das faixas a uns 20 ou 30 metros da esquina. Vamos solucionar o problema sem fazer o jogo de colocar uns contra os outros.

Cléa M. G. Correa cleacorrea@uol.com.br

São Paulo

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INJUSTIÇA

Adorei o comentário do leitor com relação  ao pagamento de fiança das pessoas que matam no trânsito às famílias das vítimas. Que pais é este, os pedestres, além de morrerem, arcam com as despesas de hospitais, fisioterapias, psicólogos, etc... Meu Deus! vamos acordar, não é mais possível tanta injustiça.

 

Sônia Aparecida Pirrongelli pirronn@hotmail.com

São Paulo

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NOVA LEI

Quantos inocentes ainda terão que morrer atropelados pelas carangas envenenadas de patricinhos bêbados, antes que os legisladores deste país percebam que a legislação que ai está tem que ser mudada e que o motorista que dirige bêbado, tem que ir para a cadeia sem qualquer tipo de apelação?

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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CHEGA DE MORTES INÚTEIS – TOLERÂNCIA ZERO

 

Precisa ser detida imediatamente essa onda de mortes inúteis causadas por motoristas irresponsáveis e alcoolizados que, impunemente, continuam ceifando vidas e deixando pessoas com sérias sequelas. Nesta manhã foram 3 garis que estavam trabalhando e foram mortos por um motorista alcoolizado. Qual o direito que essas pessoas que se alcoolizam e dirigem irresponsavelmente em alta velocidade pondo em risco milhares de inocentes que, em sua grande maioria, ao contrário daqueles que voltam de uma noitada de diversão, estão se dirigindo aos seus locais de trabalho para ganhar a vida. Por que não se fazem blitz em alguns pontos de concentração de bares e baladas, já interceptando os motoristas ao pegar seus carros, evitando que os mesmos sejam alertados por outros. Assim, com essas blitz aleatórias em lugares distintos vamos ter uma fiscalização mais efetiva. Por outro lado, penas mais severas e como está sendo feito com aqueles que se recusam a fazer o exame de DNA, assumindo o reconhecimento de estado de alcoolizado os que se recusarem ao exame pelo bafômetro. Por que os que causam acidentes têm direitos e as vítimas não? Por que parte significativa da população tem que sofrer os impactos de acidentes provocados por motoristas alcoolizados? O Estado deveria acionar os motoristas causadores de acidentes, civil e criminalmente, para reparo dos danos às vítimas. Além disso, cobrar o ressarcimento das despesas hospitalares e de impacto social causado pelos acidentes, como bloqueios parciais ou totais de vias. Os direitos (ou pretensos direitos) individuais jamais podem prevalecer sobre o direito coletivo.

 

Edison Roberto Morais ermorais@uol.com.br

São Paulo

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COMPORTAMENTO

 

Após  a  campanha  para respeitar a faixa, notei que os motoristas estão mais conscientes e dão a preferência aos pedestres que atravessam as ruas. Notei, também que estes, os pedestres, gesticulam e sorriem em agradecimento. Acho que nem tudo está perdido: sejamos gentis e seremos felizes para sempre.

 

Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

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MOTORISTAS ABANDONADOS NAS ESTRADAS

Em primeiro lugar, cumprimento-os pela reportagem publicada no Estadão de sexta-feira, 44,6 mil motoristas já ficaram a pé na estrada por causa de radares. Infelizmente, eu e minha família fomos violentados por essa atitude de desrespeito com o cidadão há 250 km de São Paulo, em Pirassununga. Como ocorreu com o professor Geraldo Cury de Souza Ávila, por absoluta distração, o licenciamento não havia sido pago. A documentação restante, incluindo IPVA e licenciamentos anteriores estavam em ordem. A mesma tecnologia utilizada para surpreender os faltosos, pelos radares de última geração, não pode ser usada para o pagamento da falta cometida. Não se discute a necessidade de punição aos faltosos, multa e completa quitação da dívida,  que poderiam ser cumpridos numa simples transação em um caixa eletrônico disponível no local. O que não foi comentado de modo enfático na reportagem, e isso me parece crítico, é que hoje o serviço de guincho é terceirizado. Quanto mais carros guinchados maior é o lucro, mas de quem? Quais os verdadeiros beneficiados? Quais os prejudicados se a dívida pudesse ser saldada no local? Eu, com a experiência adquirida neste País, tenho o direito de pensar que há interesses escusos atrás de tudo isso. Por isso, apelo veementemente às autoridades competentes, e não envolvidas neste processo, para pesquisarem em profundidade tudo que estiver atrás dessa nova indústria. Gostaria que a  Polícia Federal considerasse este apelo.

 

Pedro Renato Chocair pedrochocair@yahoo.com.br

São Paulo

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O RISCO DE CONVIVER COM VEÍCULOS NAS RUAS

Apenas leis não bastam – não discuto a necessidade de ter mais rigidez em relação a quem dirige embriagado – mas falta consciência aos nossos motoristas e em alguns casos dos empresários do ramo de transportes na busca desenfreada do lucro.  Além da fatídica velocidade, não mantêm distância, desrespeitam o sinal de PARE e nem mesmo dão sinal de seta. E as longas jornadas - exigência do empregador - onde os mesmos p ficarem acordados ingerem grande quantidades de drogas/rebites. Juntando-se a isso,  temos estradas precárias - falta de acostamento, buracos, etc,  zero de fiscalização e sinalização deficiente. E nem todas as vias estão em condições de "receber" as megacarretas,  verdadeiros "monstros" de 30 m de comprimento q deveriam trafegar sobre trilhos. E o governo ainda ilude o povo com Copa do Mundo e Olimpíadas. Nada contra, mas temos coisas mais importantes, prioritárias. Inversão de valores: primeiro o supérfluo e depois o essencial. Talvez a minha leitura esteja errada!

Emílio Carlos dos Santos kkrodeo@hotmail.com

Barretos

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CAMPANHA

Manchete e texto na campanha contra a venda de bebida alcoólica para menores. Transcrevo a manchete: Vender ou permitir o consumo de álcool por menores não é legal. mais que uma gíria é a lei. E o texto também foi muito vem elaborado: é bastante esclarecedor sobre as intenções governamentais. Campanha com fundamento em lei, pois. Não poderia ter sido apresentado melhor forma o alerta para todos a respeito do consumo de álcool por menores. Parabéns ao Governo do Estado.

Pedro Luís de Campos Vergueiro pedrover@matrix.com.br

São Paulo

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ÁLCOOL, DROGA SOCIAL

Ultimamente o tema "jovens e bebidas alcoólicas" tem sido massificada intensamente pela mídia em questão do número assustador de pessoas embriagadas envolvidas em acidente de trânsito em todo o país, em sua maioria  com vítimas fatais. De fato, a relevância dos números é inquestionável, que algo seja feito o mais urgente possível pelas autoridades, porém também não devemos subestimar os perigos do uso nocivo do álcool em outras faixas etárias e não só aos jovens. Tendo em vista a comemoração do dia internacional do idoso, no dia 1° de outubro, gostaria de opinar sobre alguns aspectos que diferenciam estas pessoas das demais, com relação aos efeitos do álcool e suas responsabilidades. Com as mudanças fisiológicas próprias do envelhecimento, há diminuição da tolerância do organismo e as substâncias e aumento de seus efeitos sobre o sistema nervoso central como também da visão. A demais, a redução da massa corporal  de duas enzimas metabolizadoras do álcool também contribuem para o aumento de tal sensibilidade. Assim, o uso abusivo do álcool na terceira idade pode promover déficits no funcionamento cognitivo e intelectual. No Brasil, em uma pesquisa nacional, cerca de 12% dos 400 entrevistados acima de 60 anos afirmaram beber mais de sete doses - o que equivale, aproximadamente, a 8 - 12 g de álcool puro por semana, sendo que 3% eram dependentes do álcool. A importância desses dados devem ser avaliada ante a estudos que mostram que o consumo nocivo de álcool nessa fase da vida está associado a maior risco de sofrer quedas e fraturas, de desenvolver problemas cardíacos e vasculares, desnutrição e alterações cognitivas. Há complicações clinicas que também merecem atenção, como o uso freqüente de medicamentos e de acompanhamento médico, uma vez que os idosos tendem a apresentar doenças crônicas. Alguns desses remédios podem ter seus efeitos alterados se consumidos concomitantemente com álcool, aumentando ainda mais o risco de conseqüências negativas. O que se descobriu na pesquisa é que os idosos estão mais propensos aos prejuízos decorrentes do uso nocivo dessa substância e os dados nacionais evidenciam a necessidade de conscientizarmos a população sobre o tema álcool e bem estar. Portanto, acredito ser essencial capacitar profissionais da saúde á identificar problemas do uso abusivo do álcool em seus pacientes, com idade mais avançada, além de orientar suas famílias e encaminhá-los a tratamento especializado, quando necessário. O álcool como qualquer outra droga mata um pouquinho todos os dias. Não pode vacilar...  

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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HOMICÍDIOS EM SP

É inaceitável que os homicídios dolosos tenham crescido pelo quarto mês seguido no Estado de São Paulo. Há um alto índice de letabilidade e de mortes violentas, trazendo medo e insegurança para a população. Como se isso não bastasse, São Paulo também ostenta o altíssimo índice de 8 roubos de veículos por hora. Por aí se vê o total fracasso e a falência da política pública de segurança adotada pelo governo estadual. Cabe ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) prestar esclarecimentos aos paulistas por tamanho malogro.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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LINHA 5

Promotor quer parar novamente as obras da linha 5 do metrô porque havia uma escolha mais barata (26/10, C5). Por acaso o promotor sabe quanto uma nova licitação custará à cidade, e ao País? Serão mais alguns anos de atrasos, congestionamentos, acidentes, deterioração dos entornos, etc.. No fim o barato sairá muito mais caro! Espero que o bom senso prevaleça...

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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O SONHO DO SENADOR

Chegou a ser comovente o discurso do senador petista e baiano Walter Pinheiro sobre a importância do Pronatec, programa do governo para a formação de técnicos qualificados para suprir o imenso e pujante mercado brasileiro da tecnologia. Pena que, graças à importância da “governabilidade” para o petismo, tudo que se faz no Brasil atual tem o ignóbil do freio de mão acionado, impedindo maiores desenvolvimentos. Quando será que a presidente terá a coragem de realizar a desejável faxina, expurgando os maus elementos que saltitam em seu entorno, apertando cada vez mais esse freio com a corrupção deslavada que nos assola. Imaginem se o Brasil pudesse contar em seus postos capitais com pessoas gabaritadas e competentes o quanto estaríamos perto do Primeiro Mundo.

Geraldo Siffert Junior siffert18140@uol.com.br

Rio de Janeiro

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A RIQUEZA DAS NAÇÕES

"A riqueza de uma nação se mede pela riqueza do povo, e não pela riqueza dos príncipes” (Adam Smith). Segundo estudos do Credit Suisse, e informações dispostas pelo jornal O Estado de S. Paulo, a riqueza dos cidadãos brasileiros soma US$ 5 trilhões, o que corresponde às dos norte- americanos em 1925 - 86 anos atrás. Estima ainda a instituição que dentro de cinco anos a riqueza dos brasileiros poderá chegar US$ 9,2 trilhões, tal qual tinham os americanos em 1948. Ledo engano traçar qualquer analogia de que em cinco anos os brasileiros acumularão riqueza igual a que os americanos acumularam em 23 anos. Antes de tudo há de suprir tal raciocínio pela paridade da moeda, - quanto o dólar “comprava” naquela época e quanto compra hoje em termo de uma mesma cesta básica de produtos (Paridade do Poder de Compra ou Purchasing Power Parity ao longo do tempo). Em instância bem mais simples ao raciocínio, nesses 23 anos em questão a economia americana passou por um crítico período de seis anos - a crise de 1929 – que foi a pior recessão econômica que houve na história, e que indubitavelmente atingiu muito mais a eles do que ao Brasil que sequer era industrializado. Enfrentaram ainda a 2ª Grande Mundial, lutando em duas frentes – na Europa e no Pacífico. Mais sábio seria afirmar que a riqueza dos brasileiros corresponde hoje a menos de 5% da que os norte americanos possuem, que é de US$ 58 trilhões; e a expectativa é de que esse valor chegue a US$ 82 trilhões daqui a cinco anos. Assim, em 2016, a fortuna do país Olímpico, segundo estimativas do crescimento acumulado de ambas nações estará em 11,2% da equivalente à americana. Mas o que isso quer dizer de tão grandioso? Certamente para as instituições financeiras isso tem relevância, pois atuam sobre a massa expressa pela moeda circulante ou depositada sob a forma de patrimônio, poupança e renda. A renda no Brasil, expressa pelo incremento do PIB cresce, mas 64 % dela está concentrada nas mãos dos 20% mais ricos cidadãos do país (cerca de 35 milhões de brasileiros). No USA e Europa não chega a ser metade dessa proporção. Disse Adam Smith que:- “a riqueza de uma nação se mede pela riqueza do povo, e não de seus príncipes”; mal sabia ele que viria muito tempo depois o Credit Suisse para dizer muito e não explicar nada em termos da verdade que ele propalava 250 anos atrás. A riqueza medida conscientemente se faz pela:- (1º) renda per capita; (2º) pela distribuição de renda, (índice Gini/curva Lorenz), (3º) e do IDH (índice de desenvolvimento humano). A renda per capita versa pela divisão do PIB com o número de habitantes estimado num país ao fim de determinado exercício temporal. Sua efetiva comparação a outras economias depende em justapô-lo à paridade internacional do dólar, porém em critério que se contemple a valorização real dessa moeda (Purchasing Power Parity -PPP). Senão vejamos – o dólar de 1980 não vale tanto quanto o dólar de 1990 mesmo nos Estados Unidos; portanto, esse critério convencionado por entidades de estudos macroeconômicos internacionais é pouco aludido no Brasil, mas serve para exata comparação de indicadores macroeconômicos entre países ou numa mesma economia ao longo do tempo mantendo-se a paridade por uma moeda a valor constante em termos globais (US$). Porém a renda per capita é apenas uma média genérica, e a enriquecer a fundamentação agrega-se à análise o coeficiente Gini que mede a dispersão ou desigualdade da renda de uma nação. Versa por um número que varia entre zero e um, onde zero corresponde à completa igualdade de renda, e um; ou em se aproximando deste indica a desigualdade; quão mais próximo de um mais desigual é a distribuição. Em muitos casos é expresso em percentual, alterando a relação de zero a 100%. Completando a análise há de se considerar o IDH. Todos os anos, a ONU (Organização das Nações Unidas), publica o Relatório do Desenvolvimento Humano, nele consta o índice de desenvolvimento humano (IDH), que consiste em uma análise ponderada além-riqueza do PIB ou renda. Trata-se de uma visão mais ampla e voltada ao estado de bem-estar de uma nação. O IDH apresenta uma medida composta de três visões próprias no desenvolvimento socioeconômico: (a) expectativa de vida e saúde; (b) educação através da alfabetização e nível de escolarização da população (c) o padrão de vida em capacidade atuante da renda medido através do efetivo poder de compra da população (PPP), na qual a renda é medida diante da cesta básica de produtos dignos a sobrevivência de uma família. Fornece assim um indicador do progresso e bem estar humano e da complexa relação entre renda e bem-estar de uma nação, assim como traça em sua evolução um paralelo do desenvolvimento de ambas. Exatamente por isso é que se há de considerar as performances ao longo do tempo. Entre 1980 e 2010 o IDH do Brasil subiu 0,63% anualmente; menos que a média mundial em razão da chamada década perdida (anos 80); além de ter sido um mero coadjuvante no cenário econômico internacional no período 2002 a 2007 que foi o quinquênio de maior crescimento econômico global após os anos que sucederam a 2ª Guerra mundial, fruto de uma política externa própria de republiqueta de terceiro mundo, além de nenhuma política industrial e desenvolvimentista. O quinquênio supracitado foi de vital importância à alteração socioeconômica das nações em desenvolvimento ora atuantes no cenário global. De acordo com o ranking anual de IDH em 2010, o Brasil, obteve 0,699; ou seja, abaixo da média da América Latina, que foi de 0,704. A média brasileira, no entanto, ainda é superior à mundial, que alcançou 0,624, evidentemente rebaixada pelos países extremamente pobres. O Chile é o país latino-americano em melhor colocação no quadro mundial - 45º lugar com índice 0,783, seguido pela Argentina 46º, com índice 0,775. Na América Latina o Brasil é o 8º e no mundo o 73º, entre Maurícia e a República da Georgia. O IDH mais alto é da Noruega (1º) e o mais baixo (168º) do Congo -0,239.    Em 2002 o Brasil estava classificado em 63º, não que ele tenha caído em termos de índice (número), mas que no período em questão evoluiu menos que a média mundial, pelos motivos supracitados! Ainda com relação ao IDH: em Educação o Brasil é o 93º em 183 países; em Saúde 81º em 173 países. E pelo coeficiente Gini: a renda per capita é a 75ª em 183 países e a desigualdade ou dispersão (entre os mais ricos e mais pobres) a 110ª em 133 países.  No Brasil, 10% da população mais rica concentra quase 48% de toda riqueza e os 10% mais pobres possuem apenas 0,7% de toda riqueza nacional. Há um método em macroeconomia denominado “P90/P10”, que mede a concentração de renda na proporção em que a parcela da população correspondente a 10% dos mais ricos recebem (renda) em comparação ao grupo dos 10% mais pobres. No Brasil a concentração de renda é tão intensa que o índice P90/P10 é 68; ou seja, para cada unidade monetária que os 10% mais pobres recebem, os 10% mais ricos recebem 68. Não é por outra razão é a 110ª posição, ponderada no IDH - desigualdade na distribuição de renda, ficando nosso país apenas a frente de países como a Guatemala, Sudão, Arábia Saudita, Suazilândia, República Centro-Africana, Congo, Serra Leoa, Botsuana, Lesoto e Namíbia. No Brasil as classes dirigentes, especialmente a política, não demonstram sensibilidade à questão e se atem a parcos sucessos de programas notadamente politiqueiros sem contrapartida social à altura da necessidade que seja auto-sustentabilidade socioeconômica do atendido, e não o assistencialismo - como o Bolsa Família que em oito anos de aplicação, R$ 87 bilhões gastos, e propagandeado ao extremo, reduziu apenas dois pontos percentuais no analfabetismo e sequer causou significativa mutação na taxa de escolarização dos cidadãos entre 15 e 18 anos. Assim vivemos um “apagão educacional” e alimentamos o “apagão de produtividade” – a chave do sucesso no mundo globalizado. A classe gestora e incompetente que se apoderou dos cargos de confiança, não se tem capacidade a ver e os graves prejuízos que a excessiva desigualdade na distribuição da renda nacional causa ao próprio desenvolvimento econômico do país, em longo prazo. Temos o RGPS que é o maior sistema distribuidor de renda do mundo que está sendo desvirtuado pela pratica da banalíssima política neoliberal impondo a DRU. Penalizam os aposentados com reajustes aquém do concedido ao piso previdenciário, mas concede-se a excrecência de renúncias tributárias nomeadas de “previdenciárias” a débito do Orçamento da Seguridade Social. Distribuem assim seletivamente a renda; pois nunca ouviram falar no virtuoso “mercado da terceira idade” (aqui existem 8,4 milhões de prejudicados). Alguns tentam colocar a questão em termos ideológicos ou partidários, mas a situação não se resume a essa politicalha, mas sim pela falta de competência e excesso de mediocridade dos gestores do Brasil há mais de uma década. Vivemos sob o mesmo céu e no mesmo país, mas poucos têm em visão o mesmo horizonte.

Oswaldo Colombo Filho colomboconsult@gmail.com

São Paulo

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PREÇOS E INFLAÇÃO

De julho de1994 até setembro de 2011 o IPCA acumulou 291,33% (22/10-B2) já os transportes públicos acumularam 607,9%, os combustíveis domésticos 807,4%, os combustíveis veiculares 391,1%, a energia elétrica 438,9%, as comunicações 699,1%, os planos de saúde 451,4%, e os serviços pessoais 494,2%. Considere-se ainda que os justos aumentos reais dados ao salário mínimo ajudaram a empurrar para cima os preços da alimentação e outros bens básicos. Só faltou a informação de quanto foram os reajustes salariais dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário no mesmo período. O INPC que serve de base para os reajustes salariais acumulou 301,54% naquele período, diante desses números fica patente a perda do poder aquisitivo dos que são reajustados com base nesse índice, a saber, os aposentados e pensionistas. É um governo cuja máxima é, “corrigindo os nossos, o resto que de dane”. 

Gustavo Guimarães da Veiga gjgveiga@hotmail.com  

São Paulo

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SEM DÚVIDAS

Com objetivo de proteger a produção interna de veículos o governo no dia 15/9/11anunciou o aumento de 30 % sobre o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos importados. Para que não fossem atingidas pela taxação, o governo exigia das montadoras o índice de nacionalização de 65%. Eis que passado pouco mais de um mês o STF toma a decisão de adiar para dezembro/2011 ou seja 90 dias a mais para vigorar o aumento, obrigando muitos consumidores a entrar com uma ação contra o governo federal pedindo a devolução da quantia paga a mais o que pode demorar anos. O que causa perplexidade é o governo tomar uma decisão e não ter uma assessoria jurídica atenta para consultar o Artigo 150 da Constituição que não deixa dúvida alguma.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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DOIS PESOS

Interessante a atitude do Brasil por um lado aumenta o IPI de carros importados e não dá a mínima para regulamentações da OMC, depois vai à mesma OMC reclamar da falta de regulamentação do câmbio, mas na hora que é para ir à OEA esclarecer pontos sobre Belo Monte se acovarda e sequer dá explicações.

Roberto Saraiva Romera robertosaraivabr@gmail.com

São Bernardo do Campo

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AUTOMÓVEIS CAROS?

Frequentemente vejo expressarem a opinião de que os veículos nacionais são muito caros, comparados com os de outros países. A entrada de empresas chinesas para fabricar no Brasil é saudada como a salvação, e agora vai ser tudo barato. Sei... Quero ver quando a JAC, Effa e outras tiverem de lidar com impostos, semana inglesa, FGTS, 13º salário, PLR, férias de 30 dias com 1/3 a mais, relógio de ponto que emite papelzinho, Fiscais do Trabalho e outros "incentivos" brasileiros desconhecidos na China.

Alberto Futuro carlos_futuro@viscondeitaborai.com.br

São Paulo

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ZONA FRANCA DE MANAUS

Parabéns pelo editorial de 26/10, Uma zona risonha e franca. Quando li a notícia na semana passada de que a presidente iria enviar mensagem de emenda constitucional ao Congresso para prorrogar e expandir a área da zona franca de Manaus por mais meio século(!), minha reação foi de absoluto estupor pelo absurdo da medida. Se aprovado este desatino, o que provavelmente deve ocorrer, ela vai existir por 94 anos, isso se não continuar a vigorar a regra até aqui adotada de prorrogações de tempos em tempos, iniciada pelo inefável Sarney em 1986 e perpetuada desde então. Por definição uma área beneficiada com isenções e incentivos fiscais tem de existir por tempo limitado, o necessário para que ganhe força e crie raízes que lhe permitam subsistir daí por diante por conta própria, além de, como bem lembra o editorial, sua produção dever estar voltada para exportação como ocorria com as “maquiladoras” mexicanas, sob pena de gerar distorções no restante da economia do país. Se o Brasil fosse um país pequeno,vá lá, mas produzir em Manaus para vender no sudeste onerando o produto com o custo de um transporte caríssimo, é um despautério total. Mas política industrial para este governo é isso – medidas direcionadas a fins específicos para beneficiar certos e determinados setores ou áreas do País como o recente caso do aumento do IPI para automóveis importados, o que garante dividendos políticos certos dos beneficiários escolhidos (como foi o caso do Amazonas em que a presidente teve uma votação em torno de 70%), nada que se assemelhe a uma redução geral de impostos, o que beneficiaria a todos, mas exigiria maior eficiência de todos também.

Paulo Afonso de Sampaio Amaral drpaulo@uol.com.br

São Paulo

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ZONA RISONHA E FRANCA

Lendo editorial do Estadão, mostrando que se o Congresso aprovar proposta de emenda à Constituição enviada pela presidente Dilma, que dará direito a Zona Franca de Manaus a funcionar por mais 50 anos, deu para entender por que "o cara" ganhou R$-250,0 mil numa palestra na LG de Manaus, para falar as amenidades de sempre. O Estado do Amazonas está enfrentando um saldo negativo em sua balança comercial de R$-9,18 bilhões por causa da diferença entre importação de peças e exportação de produtos manufaturados. Quando criaram em 1967 o incentivo da Zona Franca foi para desenvolver o estado, gerando emprego e "exportações". Como as empresas hoje miraram sua bússola ao "mercado interno" mais lucrativo, acabaram criando uma concorrência desleal com as empresas do resto do país, que pagam altíssimos impostos. Nessa bondade de 50 anos está mais do que na cara que existem os nove dedinhos do "cara" mais influente lobista da atualidade! Só isso para explicar essa proposta para que empresas atuem por meio século na Zona Franca de Manaus com direito a todos os incentivos fiscais. Vale fazer uma conta por cima do prejuízo aos cofres públicos nesses anos todos que justifiquem os R$-250,0 mil que "o cara" ganhou dando palestra na LG de Manaus! Até quando Brasil?

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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IMPOSTÔMETRO

Enquanto os números do impostômetro  ultrapassaram  R$ 3.2 trilhões o valor arrecadados   em tributos, se necessitamos de  uma consulta  médica, temos que pagar convênios ,se  desejamos ter  segurança pública, temos que contratar segurança particulares... Afinal,onde será que nossos governantes  colocam tanto dinheiro? É sabido que parte do dinheiro arrecadado em tributos são consumido em corrupção. Será que há outra parte e gasto com corrupção também?

 

Virgílio Melado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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SUS NA BERLINDA

Médicos do serviço público de saúde, na semana passada, em greve! Diagnóstico: péssima condição de trabalho, e baixa remuneração dos médicos! Não temos como criticar esses profissionais! Tudo tem limite! Só o governo petista que não se sensibiliza! Porque desperdiça a fundo perdido R$ 116 bilhões em 2011, em benefícios fiscais para alegria de megacorporações empresárias, e deixa o setor vital para saúde do brasileiro ao relento. E nas regiões mais pobres do País o caos é total. Se no Sul, Sudeste e centro/Oeste existe em média 1,5 leitos por 10 mil habitantes, no Norte/Nordeste esse número é de apenas 0,66 leitos, como demonstra o Estadão de 25/10/11. Não à toa que vemos nos telejornais até pacientes em esta grave lotando corredores dos hospitais, por falta de leitos e UTIs, e muitos destes jogados no chão como se fosse lixo! Essa é a justiça social perversa do PT...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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SISTEMA ÚNICO DO SOFRIMENTO

E pensar que já se afirmou “nechte” país: a saúde está à beira da perfeição e pena que nos EUA não haja o SUS.

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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PROBLEMAS NA SAÚDE

Os problemas na saúde brasileira não se resolvem só com mais dinheiro. Falta administração e planejamento dos recursos e verbas já destinadas a esse setor vital para o povo brasileiro. Esta é a opinião do Diretor do Centro de Relações Internacionais em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Paulo Buss, que participou da Conferência Mundial sobre Determinantes Sociais da Saúde, promovida no Rio pela Organização Mundial da Saúde, em 19/10. Como se deduz é o âmago da questão e o grande problema dos governos, nos últimos anos. O que precisamos é de uma gestão competente, eficiente e decente em todos os setores da saúde, medidas anticorrupção e ações de controle da utilização das verbas que lhe são destinadas, é o que importa para todas as áreas públicas. O aumento da arrecadação de tributos e novos impostos geram a facilidade de desvios e descontrole do dinheiro público. Para resolver os problemas estruturais serão necessários técnicos, profundos conhecedores e profissionais devidamente habilitados para esse fim, além de um perfeito sistema de controle especialmente criado para cada setor. Ainda nos falta muito para chegarmos a ter uma saúde em nível aceitável e confiável, que tanto a população precisa e merece. Será que há interesse político de resolver, ou fica como está, ou vai piorar?

 

Luiz Dias lfd.silva@uol.com.br

São Paulo

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QUASE FALIDA

Em 2006  o presidente Lula  disse  que a saúde  no  Brasil  estava quase perfeita. Estamos vendo pelo noticiário  que a saúde  no Brasil está quase falida. O que aconteceu, ele conseguiu estragar o que estava quase perfeito ou , era pura demagogia? Ou será que foi sua sucessora que estragou  o que estava quase perfeito? Dá para acreditar nestas pessoas? Pobre do Brasil. Enquanto   não tivermos  educação e consciência política  vamos continuar a eleger falsos “profetas”.

 

Everardo Miquelin everardo.miquelin@ig.com.br

São Paulo

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FALTA CORAGEM?

Com relação às condições lamentáveis em relação ao estado dos serviços públicos na área de saúde, no Brasil, observo o que segue. Assombra-me o fato dos responsáveis pela prestação dos serviços públicos de saúde deixarem de denunciar as condições precárias (ou inexistentes?) em que esses serviços são prestados, passando a ser, no mínimo, coniventes com essa situação, o que no caso deles, na qualidade de gestores dessa área e como delegados do povo, é inadmissível.É bom que não percam de vista que estão nos seus cargos por delegação da sociedade que elegeu seus mentores, devendo prestar contas constantemente a ela sobre tudo que ocorre em suas áreas de responsabilidade, ao invés de tentar enganar essa mesma sociedade com mentiras, sempre que fatos lamentáveis venham a público. Assim, o principal dever de tais indivíduos relaciona-se ao atendimento das necessidades dessa sociedade e não relativamente a interesses de seus mentores políticos ou de partidos que eventualmente os tenham indicado. Omitem-se eles por incompetência ou por serem coniventes com tal situação, ou então ser cúmplices em operações ilícitas ocorridas nessa área? Ou será que lhes falta caráter, hombridade ou vergonha para assumir uma tal atitude?

Antonio José Torreira de Matos torreiradematos@gmail.com

São Paulo

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SAÚDE NA UTI DO BRASIL

Estou em casa recuperando-me de uma cirurgia efetuada no Hospital das Clínicas em São Paulo, onde fui muito bem atendido e assistido   Assistindo jornais na televisão sobre a situação da saúde no Brasil: Piauí, Rio Grande do Sul, Manaus, Brasília, etc. faltam leitos, UTIs, médicos, funcionários para limpeza, falta investimentos e recursos para saúde. estão morrendo pacientes da população menos favorecida nos corredores dos hospitais. Recursos para a copa do mundo, olimpíadas, construção de estádio de futebol para mundial no país, verbas para o ministério do esporte, mensalões são liberados rapidamente. Como se não bastasse o Governo Federal resolveu usar o FGTS para a copa do mundo: arenas, centros esportivos de treinamentos e até "empreendimentos hoteleiros e comerciais", na verdade deveriam usar estes recursos, que são do trabalhador, na saúde: hospitais, UTIs, postos de saúde e na remuneração dos funcionários da saúde, com salários dignos e compatíveis com a atividade exercida.Este pais não é sério, estão de brincadeira.

 

Severino Neves Batista Filho bat.filho@hotmail.com

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