Fórum dos Leitores

TRANSPOSIÇÃO

O Estado de S.Paulo

02 Janeiro 2012 | 03h03

São Francisco, olhai por nós!

A obra de transposição das águas do Rio São Francisco - com trechos parados, abandonados e/ou já destruídos -, para que haja nova tentativa de ser concluída, necessitará de mais duas licitações, incrementando o valor original com a bagatela de R$ 1,2 bilhão, 34% acima do valor licitado anteriormente. O governo admite que os consórcios vencedores não conseguiriam finalizar as obras com os R$ 5 bilhões orçados e licitados anteriormente. Ora, bolas! As empreiteiras participaram das licitações de livre e espontânea vontade, fizeram suas propostas com base nos estudos e projetos elaborados por suas competentes equipes de engenheiros, venceram, assinaram o contrato, e agora precisam de mais dinheiro do povo para concluir as obras? Na minha empresa, se alguém cometer um erro que implique um desvio de 34%, será sumariamente demitido por incompetência ou má-fé. Se o erro for de um fornecedor, ele será cobrado e responsabilizado judicialmente. Por que o governo, em respeito ao dinheiro do povo, não faz o mesmo?

JOÃO BATISTA PIOVAN

jb@reunidaspiovan.com.br

Osasco

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Estouro de custos

Admiro a modéstia de Fernando Bezerra, ministro da tal Integração Nacional, calculando que o custo inicial das obras de transposição do São Francisco ficará em R$ 6,9 bilhões. Até os peixes do rio sabem que custará muito mais! Alguém duvida que passará dos R$ 10 bilhões? Eu, não. Pior ainda é a incerteza de as obras terem qualidade suficiente ou se serão uma eterna fonte de desperdício do erário, na correção de erros de projeto e reparações.

LAÉRCIO ZANNINI

arsene@uol.com.br

Garça

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Regras diferenciadas?

Algumas questões merecem melhores explicações à opinião pública, mesmo porque ser constantemente tachado de idiota pela administração federal não é politicamente correto. Vir a público dizer que o orçamento da transposição do Rio São Francisco precisa ser revisto por meio de nova licitação, porque deixaram de considerar várias prospecções de solo, é algo que merece maior esclarecimento, uma vez que, traçado o percurso, o que primeiro se faz é exatamente o que o cidadão disse que não foi feito. É como construir um prédio desconsiderando a totalidade do alicerce. As grandes corporações privadas contratam empreiteiras que definem custos, data e até horário para a entrega do empreendimento, sem acrescentar um tostão sequer ao contrato assinado. E com cláusulas de multa por dia de atraso e de ganhos de produtividade se a obra for entregue antes do prazo estabelecido. Será que as nossas grandes empreiteiras, que esbanjam competência por esse mundo afora, têm regras diferenciadas para o Brasil? Nem passam pela minha cabeça outros interesses, tá?

MANOEL BRAGA

manoelbraga@mecpar.com

Matão

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Caso de polícia

A transposição do São Francisco, obra do lulopetismo, virou caso de polícia. Custos elevadíssimos tornarão o preço da água potável na região nordestina praticamente inviável. Obra eleitoreira, custará uma fortuna ao erário - possivelmente muitos desvios de verba e corrupção. E os futuros usuários deverão pagar por isso, o que agora estamos bancando. O PAC, cuja mãe é a presidente da República, não passa de pega trouxas, que somos nós, o povo brasileiro.

CARLOS E. BARROS RODRIGUES

carlosedleiloes@terra.com.br

São Paulo

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Conto do vigário

Que tal o consumidor do semiárido nordestino mandar a conta do alto custo da água - causado pelas "dificuldades" para concluir, se é que vão ser concluídas, as obras de transposição do Rio São Francisco - ao ex-presidente Lula? Pois foi com milhares de votos dessa região que ele foi eleito e reeleito e ainda fez a sua sucessora. Estamos cansados de pagar contas do governo, com promessas mentirosas de obras faraônicas, quase nunca acabadas, em troca de votos. E o povo nordestino continua a acreditar nessas fraudes recorrentes. As obras, já deterioradas, do São Francisco enxugaram dos nossos bolsos, só até o momento, R$ 2,8 bilhões. E mais R$ 1,2 bilhão que está prestes a rolar correnteza abaixo do Velho Chico vai irrigar, com certeza, terras de políticos e coronéis fincados naquele território. "90% dos políticos dão aos 10% restantes uma péssima reputação" - Henry Kissinger.

SÉRGIO DAFRÉ

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

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Obras faraônicas de Lula

Dez ginásios para a Copa e a Olimpíada, o Itaquerão, a transposição do São Francisco - R$ 500 milhões só em bombas.

JOÃO HENRIQUE RIEDER

rieder@uol.com.br

São Paulo

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Coisa de louco...

... a transposição do São Francisco. A água correrá a céu aberto por vários quilômetros. Não se veem estudos sobre a evaporação e a infiltração. Será que chega água após o quinto bombeamento? A imprensa só veicula as cifras gastas no empreendimento (vários bilhões de reais).

RUBENS Q. M. COSTA

rubensquintao@hotmail.com

Santos

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Efeitos colaterais

Mais um custo de R$ 1,2 bilhão não é de admirar. É uma obra do PT! Aliás, o PT é useiro e vezeiro em construir a casa começando pelo telhado. Qual é o objetivo dessa faraônica obra? Levar água às regiões castigadas pela seca no Nordeste. Então, o elemento fundamental é a água do Rio São Francisco. Foi feito algum estudo ou projeto para a regularização da bacia do rio, para que esse projeto seja viável sem consequências colaterais? O rio terá condições para isso, além de suas atuais funções - irrigação da região ribeirinha e acionamento das usinas hidrelétricas já instaladas durante o período das secas? Atualmente essas condições são sofrivelmente viáveis. Essa obra não é invenção do Lula. Existem estudos a respeito, feitos por gente que não é do PT. E só será viável para que funcione nos períodos de seca com a regularização da Bacia do São Francisco e reforço adicional do Rio Grande através de um canal no município de Piumhi (MG) e de um canal ligando o Rio Araguaia ao Velho Chico. Esses estudos foram feitos por gente que entende e não tem espírito demagógico algum.

RONALD MARTINS DA CUNHA

ronald.cunha@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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DANIEL PIZA

Lamento profundamente a notícia da morte precoce do jornalista e escritor Daniel Piza, um talento que tanto contribuiu para a qualidade do jornalismo cultural praticado no País.

Mauro Munhoz, diretor-geral da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) mauro@casaazul.org.br

Parati (RJ)

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PROFUNDOS SENTIMENTOS

Nós, da Editora Landmark, não poderíamos deixar de registrar os nossos mais profundos sentimentos pela passagem tão prematura de nosso colega Daniel Piza. Grande profissional, jornalista competente, cronista excepcional, escritor e tradutor, com certeza fará falta, com seus comentários inteligentes e dedicados.

Jorge Cyrino, jornalista/editor editora@editoralandmark.com.br

São Paulo

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AO APAGAR DAS LUZES DE 2011

Vai-se um grande jornalista ao apagar das luzes de 2011. Mais uma perda lamentável para todos nós... Meus sentimentos à família e a todos do Estado.

José Eduardo Zambon Elias zambonelias@estadao.com.br

Marília

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PENA AFIADA

2011 chegou ao fim trazendo tristeza e luto para nós, leitores do Estadão: estamos órfãos da pena afiada e sempre atuante do jornalista Daniel Piza, que tão jovem nos deixa. Nossa solidariedade à família Piza e à família Estadão.

Aparecida Dileide Gaziolla rubishara@uol.com.br

São Bernardo do Campo

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VOZ NECESSÁRIA

No último dia do ano, um dia de festa universal, não controlei minhas lágrimas ao saber que o jornalista e escritor Daniel Piza deixou esta vida tão cedo. Uma vida interrompida precocemente. Publicou muitos livros, dominou com maestria assuntos que iam do futebol a Machado de Assis, parecia não caber em si. Além de tudo, era um excelente crítico de política, arte e literatura, num pais onde os críticos andam em extinção. Se sofro como leitora, não consigo imaginar a dor de sua família. A pagina do Caderno2 do Estado nunca mais será a mesma. O jornal perde um dos seus maiores talentos. O País perde uma voz necessária. Daniel Piza fará muita falta

Maria Rita Drummond MariaRita.Drummond@cosan.com.br

São Paulo

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CADERNO2

O Estadão de domingo sem Daniel Piza jamais será o mesmo.

Conrado de Paulo conrado.paulo@uol.com.br

Bragança Paulista

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ÍCONE

O bom jornalismo, independente e comprometido com a verdade, está de luto, pois perdeu se um dos seus grandes ícones: Daniel Piza. 2012 já começa menos inteligente.

Roberto Saraiva Romera robertosaraivabr@gmail.com

São Bernardo do Campo

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CHOCANTE

A morte de Daniel Piza nos deixa, os leitores, tão cedo, sem entender nada. Para seus colegas e familiares deve estar sendo pior ainda. Pêsames sinceros.

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo

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TANTAS REALIZAÇÕES

Lamentamos muito a morte de Daniel Piza. Perdemos aquele que aos domingos nos falava de tudo o que acontecia de mais relevante nas mais variadas áreas do conhecimento. Em apenas 41 anos, tantas realizações!

Lilia Hoffmann liliahoffmann@yahoo.com.br

São Paulo

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LEMBRANÇA

Sou leitor de longo tempo do Estadão e aprecio todos os seus cronistas, porém um que me chamou a atenção há algum tempo foi o Daniel Piza. Suas crônicas navegam por diversas áreas, dentre elas, literatura, arte, política e esporte. Sempre com muita propriedade em suas colocações e seus comentários. Ao tomar conhecimento de sua prematura morte, entristecido, me tomou uma enorme curiosidade de ler aquela que teria sido sua última crônica que, esperava eu, seria publicada post mortem no Estadão de ontem. Porém havia um aviso de que Daniel Piza estava em férias e, assim, deixamos de ter essa lembrança para todo o sempre. Adeus, Daniel Piza, muito obrigado pelas suas crônicas e descanse em paz.

Edison Roberto Morais ermorais@uol.com.br

São Paulo

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MISSÃO CUMPRIDA

Com o coração embargado e sem entender o porquê da ida do grande Daniel Piza para outra plaga, lamento muito seu falecimento. Que Ele o tenha recebido com louvor e reservado um lugar de destaque para esse ser pensante extraordinário que com maestria cumpriu seu papel na Terra.

Antônio Almeida Costa zaltony@bol.com.br

São Miguel Arcanjo

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HOMENAGEM

Ainda chocado com a notícia da morte do escritor e jornalista Daniel Piza, escrevi este poema para homenageá-lo.

“DANIEL PIZA

A morte pegou o jornalista e escritor

Daniel Piza

de surpresa,

no contrapé,

sem defesa.

A morte não aceitou

conversar

negociar

adiar o seu trabalho

pelo menos por mais alguns anos.

Nas montanhas de Minas

com a família

Daniel Piza

não viu 2012 nascer.

Foi colhido antes

sem ter tempo

de argumentar

de dizer

que queria se alimentar

de mais vida

porque a sua fome de viver

e escrever

ainda era imensa.”

Jaime Luiz Leitão Rodrigues jaimeleitaoo@gmail.com

Rio Claro

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HONESTIDADE E INTELIGÊNCIA

Meus pêsames pela perda de Daniel Piza, jornalista honesto e inteligente. Fará falta.

Martim Afonso Palma de Haro martim.haro@terra.com.br

Florianópolis

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ESCRITA INIGUALÁVEL

A surpreendente notícia da morte do jornalista e escritor Daniel Piza nos priva, e aos leitores de todo o Brasil, de uma voz eloquente, inteligente, de um profundo conhecedor de várias modalidades de artes, esportes, literatura, política, etc. Tão jovem, pode-se imaginar quantos anos ainda o teríamos pela frente, deliciando-nos com sua inigualável escrita. Que sua alma descanse em paz. Obrigado.

Modesto Laruccia modesto.laruccia@hotmail.com

São Paulo

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ELOS FORTES

Amplamente chateado com a morte do jornalista e escritor Daniel Piza, do Estado, neste último 30/12. Li-o sempre no decorrer dos anos. Passeava sobre quase todos os temas: literatura, música, cinema, teatro, futebol, política, economia. Aprendemos a conviver com as pessoas por meio da escrita, que gera elos tão fortes quanto a presença física.

Alberto Calixto Mattar Filho mattaralberto@terra.com.br

Passos (MG)

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OUTRO PAULO FRANCIS

Nesta última semana tive duas experiências: um dos dias mais felizes de minha vida e um dos mais tristes. E as duas experiências por causa da mesma pessoa. O dia mais triste foi sábado: morreu Daniel Piza, jornalista, escritor, critico literário e musical, que dividia uma página inteira do Caderno 2 de domingo do jornal O Estado de S. Paulo com Luis Fernando Verissimo e João Ubaldo Ribeiro. Daniel, apesar da pouca idade, era uma das pessoas mais cultas deste país. Ano que vem ia morar em Nova York e se comentava-se que seria um novo Paulo Francis. Vejam a ironia do destino: escrevi um livro há pouco tempo e, como não sou escritor e me sentia inseguro nessa área, sempre cético em relação a elogios de amigos e familiares, resolvi tirar a limpo se tinha jeito pra coisa, fazendo uma “operação camicase”. Assim, tomei coragem e há cerca de 25 dias enviei um e-mail para Daniel, a quem jamais conheci e de quem era apenas um fã, como leitor do jornal. Anexei o calhamaço do livro ao e-mail, certo de não receber resposta, por duas razões: uma, que Daniel, pessoa famosa, era superocupado; duas, por ser um critico literário implacável, que quase só comentava obras clássicas e tinha uma cultura incrível, não iria dar importância a mais um desconhecido escrevendo míseras crônicas do dia a dia. Qual não foi minha surpresa ao receber a resposta, seis dias depois, com elogios às primeiras páginas do livro e me fornecendo o endereço de sua casa para que eu enviasse um exemplar impresso.

“Caro Percy,

Ainda li apenas algumas páginas de seu livro, mas fiquei bem impressionado. Gostei do tom irônico-ensaístico que mantém a narrativa, mas não consigo ler mais de 200 páginas no computador... Você não me enviaria um impresso?... Ah, o título é definitivo, viu?"

Enviei o exemplar impresso e esperei por longos 15 dias a resposta. Nesse período, tive a certeza de que ele, ao ler com mais atenção, detestou a obra e resolveu se calar. Mais uma vez me enganei. Vejam o texto do segundo e-mail.

“Percy, finalmente li o livro inteiro e confirmei minha impressão inicial. Você criou uma espécie de Manual das Chatices Contemporâneas, na voz de um ranzinza engraçado, de um ensaísta moralista (“moraliste”) que sabe manter o leitor com narrativas, embora sem um enredo no sentido exato”. E arrematou: “Queria fazer um perfil seu, comentando o livro e também quem é você, etc. Topa???”

Esse foi um dos dias mais felizes de minha vida, vivido uma semana atrás. Receber um elogio de um crítico tão feroz e, ainda por cima, se oferecendo para escrever meu perfil, um cara desconhecido nas letras? Era simplesmente a realização, a glória. E agora Daniel morreu. Tão jovem, 41 anos, esposa e três filhos, boa praça. Posso dizer que nos tornamos amigos, trocando e-mails falando de futebol, música e informática. Quem, quando ainda desconhecido, enviou músicas e livros para cantores famosos e editoras sabe: ninguém dá a mínima pelota para você. Ninguém ouve nada, ninguém lê nada. Todos querem o sucesso pronto, o dinheiro fácil. Por isso senti tanto a perda de Daniel, a quem eu nada tinha a oferecer senão amizade. Um sujeito que, apesar de rico, culto e famoso, soube também ser generoso, simples e amigo. Fica o exemplo. Paz, Daniel.

Percy de Mello Castanho Junior percy@clubedoscompositores.com.br

Guarujá

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LER, LER E LER

Ao longo da vida vamos entrando em contanto pessoas que mudam nosso modo de ver as coisas, interpretar o mundo. São pessoas que por motivos diversos vão contribuindo para a formação de nossa personalidade. Isso acontece de tal modo que alguns acabam caindo na armadilha de se tornar não mais do que um pastiche da personalidade admirada. Paulo Francis e toda a sua influência na imprensa brasileira é o caso que me vem à cabeça com mais frequência quando vejo certos jornalistas/blogueiros que sem a sua erudição procuram fazer a polêmica pela polêmica. Vá lá que PF tinha suas idiossincrasias, flertou com a irresponsabilidade algumas vezes, mas era não um sujeito abjeto, definitivamente. Fez escola, pro bem e pro mal, cada qual que escolha o que vem a ser cada lado da moeda. Motivos por ora ocultados não me permitiram acompanhar e tornar-me um grande entusiasta do Francis. Na verdade, meus primeiros contatos com ele se deram através de alguns dos seus discípulos, foram mais de um, mas, neste momento, há um em particular a fazer referência. Neste sábado (31/11/2011) fiquei sabendo da precoce morte do jornalista Daniel Piza. O jornalista, que atualmente trabalhava no Estadão, foi meu contemporâneo, pouco mais do que dez anos separavam nossa idade, e me chocava, admirava e invejava como era ao mesmo tempo tão jovem e tão culto. Mas a regra básica ele sempre ensinara: ler, ler e ler. Meu primeiro contato com sua obra se deu através do extinto suplemento cultural da Gazeta Mercantil, onde era colunista e editor. Eu era estagiário numa empresa e o dono dela, assinante do jornal. Naquela época, apesar de ser economista hoje, não tinha interesse nos demais cadernos, o que me interessava era o Fim de Semana. Durante muito tempo guardei alguns dos ensaios, reportagens do jornal, é provável que ainda tenha alguns por aqui pra dar veracidade aos fatos. Da Gazeta fui pra Bravo, depois Estadão e finalmente a internet, onde foi possível acompanhar a produção atual, mas também tudo que já produzira antes. João Pereira Coutinho, outro polemista, definiu-o com um bom “personal trainer”, segundo ele, porque “prepara qualquer mortal para escrever ou pensar”. Sem dúvida, essa foi sua maior contribuição na minha vida. DP me apresentou Salinger, quando eu precisava lê-lo (junto com o Sérgio Augusto, é verdade), Gombrich e sua robusta "História da Arte" como um bom livro de iniciação, Clement Greenberg, Harold Bloom, ensinou-me, enfim, a importância e o papel da crítica, apesar de tantos ataques de quem é criticado. Isso faz tempo, tanto tempo que o e-mail que usava para trocar alguma ideia com ele foi perdido. Mas ele sempre foi atencioso, respondendo-os quando assim lhe permitia. Acho que, na medida em que a internet se foi tornando popular, muita gente passou a escrever-lhe e lhe faltou mais tempo para essa troca de correspondências. Mas sua erudição continuava a nos ensinar. Numa de suas colunas no Estadão, citou-me nominalmente. Para um fã foi motivo de orgulho, estava lá em 15 de julho de 2001:

“Jornalistas

Muitas cartas sobre o assunto da semana passada, inclusive de colegas. Nenhuma a favor dos jornalistas. Cristina Frias Monteiro diz que o jornalista brasileiro é ‘mal vivido e falso moralista’, com visão maniqueísta da sociedade (e dá exemplo: ‘O fato de FHC não estar dando certo não qualifica Lula para a presidência’). Ricardo Topalian reclama das matérias de esporte, que parecem feitas ‘por crianças recém-alfabetizadas’.

Herberth Lima toca no ponto crucial: ‘Os jornalistas não leem’. Fernando Dourado reclama da previsibilidade dos articulistas, divididos entre a frivolidade (‘um arrazoado de platitudes sem tempero’) e a afetação (‘a indignação que leva à verborragia’). E Maria Elisa Bittencourt diz que decidiu ler os jornais apenas aos domingos e a revista The Economist ‘que sempre trata de questões relevantes, sem fofocas, sem manchetes retumbantes, sem leviandades’.”

Um dia sonhei em me tornar milionário e reunir alguns bons jornalistas para fazer uma revista que seguisse uma regra citada por DP, mas ensinada por Décio de Almeida Prado: “Não exigiremos que ninguém desça até se pôr à altura do chamado leitor comum, eufemismo que esconde geralmente a pessoa sem interesse real pela arte e pelo pensamento. (...) Uma publicação que se intitula literária nunca poderia transigir com a preguiça mental, com a incapacidade de pensar, devendo partir do princípio de que não há vida intelectual sem um mínimo de esforço e disciplina.”

É preciso dizer quem seria o editor-chefe?

Muitas lágrimas.

Herberth Lima dos Santos herberthlima@gmail.com

Natal

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JOVEM E TALENTOSO

Daniel Piza transitava do esporte à literatura com raros lucidez e conhecimento. Mesmo num tema já bem debatido na imprensa, Daniel em seus textos sempre apresentava o novo, surpreendia! Assim como ficamos surpresos, tristes, e emocionados com sua despedida no encanto dos seus apenas 41 anos. Será um vazio incorrigível dentro da imprensa brasileira. Que Deus conforte sua família, preserve seu legado,e que vá em paz!

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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CONSTERNAÇÃO

Chocada e triste, li a notícia da partida precoce de Daniel Piza. Perdemos todos um grande jornalista e escritor. Diante do absurdo da ausência repentina e inesperada, faltam palavras e sobra consternação.

M. Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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UMA LÁGRIMA PARA ELE

Aforismo sem juízo: Deus parece ter prioridades que nossa razão nunca vai alcançar... (Daniel Piza, para sempre!)

Doca Ramos Mello ddramosmello@uol.com.br

São Sebastião

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‘ANJINHOS NAS NUVENS’

Neste domingo, logo de manhã, ao recolher em minha casa a edição do Estadão, tomei conhecimento da morte de Daniel Piza, que me abalou e me deixou frustrado por somente nesse momento tomar conhecimento de sua morte, que ocorrera na sexta-feira à noite. Não o conheci pessoalmente, porém a cada leitura de uma das suas colunas fixas no jornal sempre me perguntei: como pode um jornalista ter tamanha cultura, que lhe permite discorrer sobre os mais diferentes assuntos e com tamanha propriedade? Também, de imediato, lembrei-me do seu artigo publicado no último domingo, dia 25, que muito me tocou, pela singeleza ao abordar situações pessoais de sua infância e, deduzo, recentes, o que me fez recorrer à releitura desse artigo, onde constatei essa singeleza, e acentuou o meu sentimento de perda e consternação também pelo seus entes familiares. Infelizmente, como mencionou no seu artigo, não verá “... sorrisos de filhos e sobrinhos”, o que “é boa maneira de encerrar o ano...” Mas para todos nós fica o conselho dado em seu artigo, para "não deixar o desencanto tomar conta", e eu, pessoalmente, desejo aos seus familiares que haja de fato “anjinhos nas nuvens” e que estejam voltados para seus entes, dando-lhes consolo e forças para superar esta grande perda, apesar da ausência, que fica.

Silvestre Levi Sampaio silvestrelevi@ymail.com

São Paulo

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AMADO E ADMIRADO

Quando soube, soube também que o Caderno2 acabava de perder o seu ilustre jornalista. Quando soube, soube também que eu e todos leitores havíamos perdido um “amigo” que nos fazia pensar, nos levava pelos caminhos que ele tão bem conhecia. Perdemos um jovem que tinha muitos caminhos ainda a percorrer e nos levava junto. Para sua família, meus sinceros sentimentos. Saibam, porém, que ele era admirado e amado por todos.

Maria Cecilia de A. Gomes cilhagomes@hotmail.com

Curitiba

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A PERDA

O talento polígrafo de Daniel Piza colocava-o na plêiade do jornalismo cultural brasileiro, tendo como antecessores nomes do porte de Plínio Barreto, Antonio Candido, Agripino Greco e, mais recentemente, Sérgio Augusto. Sua capacidade de convergir premissas de diferentes áreas do conhecimento humanístico para uma análise integral de algum ponto sob sua cogitação sempre nos deixava boquiabertos, num misto de deleite pelo sólido ensinamento transmitido e de certa inveja pela extraordinária lucidez, digna de poucos. Possuía uma cultura enciclopédica, renascentista, verbalizada em linguagem direta, objetiva, como os novos tempos impõem. A morte normalmente nos torna, ante a sua inevitabilidade, resignados, mas, no caso da perda de Daniel, nos deixa perplexos. Agora ficamos todos órfãos de sua intelectualidade vibrante.

José D’Amico Bauab josedb02@gmail.com

São Paulo

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LUTO

A literatura brasileira está de luto. Daniel Piza, grande jornalista, literato, tradutor e dono de uma prosa límpida, deixa uma lacuna imensa nos meios jornalístico, artístico e esportivo. É uma perda muito sentida da cultura brasileira, seus textos eram sempre esperados, fazia parte de nosso cotidiano, sua opinião sincera será sempre lembrada e não esquecidos sua capacidade e o seu grande valor. Abriu-se uma “fenda” difícil de ser preenchida.

Antonio Carniato Filho antoniocarniato@gmail.com

Santa Rita do Passa Quatro

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Junto-me ao Estadão no luto pela perda do grande jornalista e articulista Daniel Piza, muito triste.

Sandra Zolko sandrazolko@hotmail.com

São Paulo

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Infelizmente, perdemos precocemente um homem e um profissional altamente gabaritado, que escrevia maravilhosamente bem. Sentiremos falta das suas edições e dos comentários sempre criativos e muito interessantes. Temos certeza absoluta de que ele foi recebido no Reino do Céu e amparado por Deus. Ficam aqui registradas nossas condolências à família

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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TRISTEZA

É isso que sinto ao saber da morte dele. Uma pessoa que tanto me ensinou. Envio meu pesar à família e saibam que levarei para sempre o que me ensinou.

Dirceu Aguero aguero@estadao.com.br

São Paulo

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PÊSAMES

Quero expressar meus sentimentos à família do Daniel Piza e também ao jornal O Estado de S. Paulo pela morte prematura desse jornalista que tantos ensinamentos trouxe à nossa sociedade.

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

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Meus sinceros sentimentos aos familiares do Daniel.

Renato Delmanto Renato.delmanto@vpar.com.br

São Paulo

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LUZ DIVINA

Além da lamentável perda humana, o falecimento de Daniel Piza, ainda jovem, representa, para seus leitores, a interrupção súbita de produção intelectual de altíssimo nível, toda estruturada em ideais autênticas, cultura sólida e estilo próprio. Luz divina para Daniel e familiares.

Paulo Camassa paulocamassa@yahoo.com.br

São Paulo

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TALENTO

Um jovem e talentoso jornalista e escritor. Quantos sonhos a realizar, quantos anos novos a vivenciar. Minhas condolências aos familiares e ao Estadão.

Hornsto Krull hornstokrull@uol.com.br

São Paulo

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PROFUNDO VAZIO

Nós, privilegiados, que desfrutamos por alguns anos a cultura, a inteligência e a primorosa escrita de Daniel Piza, as suas indicações de ótimos livros e discos e sua capacidade de dissertar acerca dos mais variados assuntos, da filosofia ao futebol, estamos sentindo um profundo vazio em nossos corações ao saber que este foi o último domingo em que fomos brindados com sua coluna. Lamento profundamente a perda tão precoce desse “amigo” de todos domingos, um dos maiores intelectuais do Brasil atual, e só posso deixar os votos de bênçãos e força para a família Piza. Desejo que seus filhos tenham carreira tão brilhante como a do pai, acrescidas da bênção da longevidade que esse moço genial não recebeu.

Christian Adolpho Diniz do Nascimento cinizdonascimento@gmail.com

Ribeirão Preto

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GRATIDÃO

Em nossa vida, algumas vezes nos deparamos com fatos e situações que nos pedem para repousar a memória com profunda gratidão sobre pessoas que caminharam conosco e, mesmo sem o saber, nos incutiram confiança e esperança, sentimentos sem os quais é impossível viver. Daniel Piza está entre essas pessoas e é com tristeza que expresso ao Estadão os meus pêsames pela perda de tão brilhante jornalista e pessoa muito especial, extensivos a seus familiares.

Themístocles Barbosa Ferreira Neto bfneto@terra.com.br

São Carlos

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INJUSTIÇA DOS DEUSES

Quase sempre discordava, mas sempre lia Daniel Piza. Creio que é uma prova do ótimo jornalista que ele era. Deixou-nos, ainda jovem. Parece uma injustiça dos deuses.

Fausto Ferraz Filho faustoferrazfilho@hotmail.com

São Paulo

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PESAR

Estou muito triste com o falecimento tão súbito e precoce do Daniel Piza. Certamente, muitos domingos a fio irei me lembrar dele e de sua coluna. Inteligente, culto, eclético, o Daniel Piza nos fará muita falta. Muitas vezes, em seus comentários e críticas ele externava opiniões muito semelhantes às minhas, e era como se ele estivesse também falando em meu nome ao fazê-los. Uma vez, escrevi a ele para cumprimentá-lo e contar-lhe o que acabara de comentar. A fotografia do Daniel que acompanha a notícia de seu falecimento no site Estadão.com é magnífica e é essa a imagem que guardarei dele: um rapaz alegre, inteligente e perspicaz. Envio os meus sentimentos de pesar pelo falecimento do Daniel Piza ao Estadão e peço o favor de encaminharem esta mensagem à sua família, à qual envio um grande abraço.

Henrique Lindenberg Neto henrique.lindenberg@poli.usp.br

São Paulo

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CONDOLÊNCIAS

À família do Daniel Piza, todo o carinho de quem apreciou durante todo este tempo o desenvolvimento de um raro intelecto. Fará falta a todos e me sinto órfão, pois, mesmo nem sempre concordando, sempre respeitei suas opiniões, expostas sempre com uma prosa elegante e incisiva e raciocínio indiscutível. Poucos da sua geração têm a qualidade do “pensar” do Daniel. Meu pesar e condolências neste triste momento.

Jackie Kirk da Fonseca jackie@fonseca.arq.br

São Paulo

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À GUISA DE NECROLÓGIO

Com base no que li do excelente Daniel Piza, fiquei pensando o que ele escreveria sobre sua precoce morte e acho que seria: “Ela não me pegou por assédio, e sim por emboscada”. Meus pêsames aos familiares.

Sérgio Barbosa sergiobarbosa@megasinal.com.br

Batatais

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MAIS UMA ESTRELA...

A partida de um jornalista íntegro e independente, como Piza, deixa no jornalismo brasileiro um buraco do tamanho de um planeta... A cidadania, a cultura e a inteligência brasileiras tornam-se viúvas... Luto permanente!

Renato Consolmagno consolmagno@terra.com.br

Belo Horizonte

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OBRA INVULGAR

Nós, brasileiros, não demoramos a reverenciar a memória dos homens de gênio. Daí a imprescindibilidade destas palavras sobre o jovem Daniel Piza, que se foi no meio da jornada, como diria Dante, já dono de uma obra invulgar. Lemos que um amigo do jornal disse que ele não apreciava os necrológios. Mas, como admirador de Machado, que, por sua vez, era o mesmo de Balzac, não poderíamos deixar de registrar as palavras de Victor Hugo, no féretro que levou Paris inteira à comoção, em sua conclusão: “São justamente esses féretros que nos demonstram a imortalidade, é na presença de certas mortes ilustres que sentimos mais distintamente os destinos divinos dessas inteligências que atravessam a terra para sofrer e para se purificar e que o homem para e pensa e então diz a si mesmo que é impossível que aqueles que foram gênios durante a vida não se transformem em almas depois da morte”.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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RODA DE PROSA

Com muita tristeza o Estadão e todos nós perdemos o intelectual eclético, Daniel Piza. Com certeza vai pegar de prosa com o Ivan Lessa, esperando o Diogo Mainardi chegar para completar a roda.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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LINHAS TORTAS

Dizem que Deus escreve direito por linhas tortas. Que linhas tortas serão essas que ceifam a vida de jovens, como aconteceu com o jornalista Daniel Piza, que tinha como princípio levar à população o bom jornalismo independente de ideologias baratas, cumprindo seu papel com maestria em todos os sentidos? Excelente escritor, pai e filho exemplar. No entanto, Deus deixa aqui velhos caquéticos do cenário político nacional, já incorporando inclusive suas crias, e que há anos se locupletam do dinheiro público, impedindo com isso que grande parte da população brasileira possa alcançar o mínimo de desenvolvimento possível numa sociedade digna. Vá entender essas ditas “linhas tortas” de Deus!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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MENOS UM...

Já sei por que Deus chamou Daniel Piza tão cedo: para poupá-lo (...). Menos um aqui para nos ajudar. Ele fará muita falta. Que Deus, então, nos ajude.

Evy Klein Messas evyklein@evyklein.com.br

São Paulo

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ENTRE OS JUSTOS

Meus pêsames à família do jornalista Daniel Piza, por seu desaparecimento, assim como ao Estadão, que durante muito tempo publicou seus comentários sobre futebol, artes, literatura e política. Uma perda sensível a todos nós que admiramos um jornalismo imparcial, do qual ele era um exemplo. Que Deus o receba e o coloque entre os justos.

Laércio Zanini arsene@uol.com.br

Garça

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É DE CHORAR

Não dá para acreditar que não vou ler mais o porquê de ele não se ufanar. Depois dessa notícia, nada mais ufana. Este novo ano tem tudo para ser sem graça.

Rozina Rodrigues rozina@uol.com.br

São Paulo

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ADEUS

Por que não me ufano: porque no melhor da festa somos retirados de cena. Descanse em paz, Daniel Piza.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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POR QUE NÃO ME UFANO

Não lia Daniel Piza, mas tenho excerto de reportagem sua (Estadão, 29/11/2000, A8) quando enviado a Havana, da Cuba comunista, da Cuba muito humana, generosa e comunicativa de Fidel Castro. Em conversa com estudantes brasileiros de Medicina, lá na Escola Latino-Americana de Ciências Médicas, que tinha então 120 alunos brasileiros enviados principalmente pelo PT e MST, assim pontificou: “Finalmente vamos ter médico no Brasil que vai pensar primeiro nas pessoas e depois em ganhar dinheiro”. Os resultados todos desse idealismo aqui tão bem aceito por nossas autoridades irresponsáveis todas, irresponsáveis e incompetentes, vão-nos ajudando a nos afogar progressivamente em problemas de todos os gêneros para o País, para nossa prática médica. Não li o necrológio da página A12 inteira de 1.º de janeiro de 2012, a ele dedicada. Pena que, quando faleceu, Roque Spencer Maciel de Barros não tivesse tido no jornal quem lhe fizesse um, e tiveram de se valer de Benedicto Ferri de Barros, já de fora, pois não mais colaborava com o Estadão. Pensando bem, quem foram Roque Spencer e Benedicto Ferri de Barros diante de Daniel Piza, Luiz Verissimo?

Claudio M. Chaves, médico aposentado (FMUSP, 1954) claudiochaves@brasilereformaagraria.com

Piracicaba

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EDUCAÇÃO

Excelentes as opiniões de Fábio Ulhoa Coelho e Joca Levy (31/12/2011, A2) referentes ao custo Brasil e à educação dos filhos. Ambos os textos nos levam a refletir de fato, e não no embalo daquelas famigeradas promessas do ano-novo, sobre o contexto brasileiro em que nossos filhos estão crescendo. E meus sentimentos a todos os familiares e amigos do jornalista Daniel Piza, que em tantos momentos me fez pensar com textos de aguçada inteligência.

Marcelo Kenji Miki marcelomiki@gmail.com

São Paulo

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VESTIBULAR

Conquanto bem ponderadas as preocupações do dr. Joca Levy, não se pode tomá-las sem considerações outras. Vivemos todos em sociedade, destarte a comparação entre os indivíduos é critério imanente para identificações. A questão, contudo, é outra. Traça as linhas de seu pensamento como se uma coisa fosse excludente de outra, só que não o é. O fato de o indivíduo competir em sociedade, e para tanto ter de adquirir conceitos e conhecimentos básicos, não impede que se dedique a outros conhecimentos, ampliando seu campo de ação intelectual para áreas e temas não requeridos no vestibular ou em outros exames similares.

Claudia Rinaldi Fernandes claudia.rinaldi@uol.com.br

São Paulo

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PARABÉNS À MÍDIA

Mais um ano se inicia com uma avaliação altamente positiva de nossa mídia. Com a visibilidade das falcatruas dos integrantes da cúpula dos nossos três Poderes, as autoridades constituídas ficarão sujeitas à execração popular. Os desmandos sempre foram cometidos, mas com a exposição pública todos os corruptos estarão, cada vez mais, com receio de praticá-las. O que lhes importa são sempre os votos nas próximas eleições. Somos um dos países onde mais se pagam impostos no mundo e não podemos ficar inertes ante esses descalabros de nossos governantes. Agradecemos, então, a todos os profissionais desse setor que colaboraram com esta maior sensação de limpeza em nossos organismos políticos e em nossa alma. Mas, como nem tudo é alegria, Continuo tendo vergonha da maioria dos políticos de meu país!

João Coelho Vítola jvitola@globo.com

Brasília

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RUPTURA

Será que em 2012 teremos um ano mais promissor? Já está passando da hora de haver uma ruptura contra a ditadura da corrupção imposta aos brasileiros nos últimos nove anos. Democracia não é sinônimo de impunidade ou imunidade, mas sim uma forma de distribuir com honestidade as riquezas geradas por uma nação. Feliz ano-novo, Brasil!

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

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SÃO SILVESTRE

O motor está no corpo. No comprimento das pernas, a relação de marchas. Com um mesmo número de passadas, pernas compridas levam vantagem na descida (5.ª marcha). O inverso acontece com as pernas mais curtas e a modificação do circuito prejudicou os brasileiros. De outro lado, não se pode falar em quebra de recordes quando muda o grau de dificuldade, mesmo que a distância permaneça a mesma. Novo circuito, novo recorde. Concordam?

Decio Ary Barci Decio@Barci.org

São Paulo

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2012

Feliz Brasil novo!

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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