Fórum dos Leitores

VIA DUTRA

O Estado de S.Paulo

03 Janeiro 2012 | 03h04

Congestionamento

Mais uma vez, um absurdo em cima de outro. Volta do feriado de fim de ano e uma igreja é inaugurada à beira da estrada, com milhares de ônibus. E mais uma vez a Polícia Rodoviária não fez nada, achou normal. Por que a polícia não trabalha nesses dias mais especificamente para fazer fluir o trânsito? Normalmente ela ajuda é a congestionar as estradas nessas épocas, em vez de estudar maneiras de aliviar o tráfego. A Rodovia dos Tamoios é a preferida pelos policiais para atrapalharem o tráfego. Não adianta ser a sexta economia do mundo se nada funciona. Principalmente as polícias, todas. Parece que elas só servem para registrar as tragédias que acontecem o tempo todo, justamente porque não fazem o seu serviço corretamente.

JOSÉ NELSON L. SANTOS

zenelson@uol.com.br

São Paulo

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Responsabilidades

Sou um dos muitos milhares prejudicados pela má gestão na inauguração do templo próximo à Dutra e, com certeza, um dentre as centenas que perderam voos e tiveram prejuízos morais, de compromissos e financeiros. Vi pessoalmente o absurdo de ônibus e carros estacionados na Via Dutra e na rodovia - também federal - que liga ao aeroporto internacional de Guarulhos. Por muito menos o cidadão comum é multado em dinheiro e pontos na carteira. Passageiros que moram relativamente perto do aeroporto e podiam tentar o acesso por bairros, e não pelas estradas, também encontraram todas as vias bloqueadas. Cabem algumas perguntas: 1) Quem autorizou um evento dessas proporções? Normalmente isso exige aprovação de autoridades da segurança pública, do trânsito local (prefeitura) e em estradas de acesso (Dutra, ligação aeroporto). 2) Com a agravante da volta do feriado, houve competência e responsabilidade das autoridades que o autorizaram? 3) Por que a Polícia Rodoviária Federal não ordenou a imediata saída dos veículos estacionados em locais inadequados? 4) Foram multados os ônibus e carros que estacionaram em locais inadequados? 5) O Ministério Público não deveria investigar esse caso e entrar com ações contra as autoridades irresponsáveis e os promotores do evento? 6) A sociedade deve aceitar que um grupo tome uma decisão que prejudica milhares de cidadãos, levianamente? 7) Deveria ter sido autorizada a construção de um local com a ambição de reunir até 150 mil pessoas "em qualquer lugar" sem as mínimas condições de acesso e dispersão? Um estádio para 60 mil pessoas exige muito mais estudos e contrapartidas antes de ser aprovado. Que tipo de incompetência - ou corrupção - está por trás de uma construção como essa?

DANIEL DRUWE ARAUJO

ddruwe@uol.com.br

São José dos Campos

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Gargalos

Esse episódio da Dutra que causou congestionamento enorme e implicou até a perda de voos de algumas pessoas mostra que os gargalos de infraestrutura no Brasil vão de novos terminais aeroportuários à falta de um simples plano B para uma eventual emergência como essa. Se na inauguração de uma igreja ocorreu todo esse transtorno, imaginem num evento como a Copa do Mundo ou os Jogos Olímpicos...

ROBERTO SARAIVA ROMERA

robertosaraivabr@gmail.com

São Bernardo do Campo

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ADMINISTRAÇÃO KASSAB

Balança, mas não cai

A piada deste início de 2012 foi, sem dúvida, a desculpa esfarrapada dada pelo engenheiro e prefeito da capital Gilberto Kassab acerca da implosão do antigo prédio na Favela do Moinho, no Bairro de Campos Elísios, danificado por um incêndio que matou duas pessoas, em 22/12. Mesmo tendo sido usados 800 kg de explosivo, o prédio continua de pé. A Prefeitura teve um gasto de R$ 3,5 milhões, feito às pressas e sem licitação, sob a alegação da liberação rápida das linhas da CPTM entre as Estações da Luz e da Barra Funda. Mesmo com o prédio resistindo, Kassab considerou "um sucesso" - ou quis dizer insucesso? Pior que isso só mesmo a inauguração de um megatemplo religioso que tumultuou a vida de quem voltava do réveillon, levando ao caos a região de Guarulhos e as três rodovias, impedindo o acesso ao aeroporto de Cumbica. As autoridades não previram esse transtorno para os passageiros? Este é o país da Copa? Aleluia!

TURÍBIO LIBERATTO GASPARETTO

turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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É brincadeira!

Se a Prefeitura pagou R$ 3,5 milhões para derrubar um pedaço de dois andares do antigo moinho, quanto merecem receber os coitados que vão derrubar praticamente tudo na marreta? Quanta incompetência!

RENATA VELLUDO JUNQUEIRA

rvjun@hotmail.com

São Paulo

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O pior cego...

Essa de o prefeito Gilberto Kassab querer justificar o fracasso e o erro de cálculo de explosivos para demolição do prédio do antigo Moinho Central - dos seis andares só dois vieram abaixo -, dizendo que "tudo saiu como o previsto", é de uma infantilidade ou má-fé condenáveis. O pior cego é o que não quer ver...

ANTONIO BRANDILEONE

abrandileone@uol.com.br

Assis

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Gozação

O engenheiro Gilberto acompanhou a "implosão" do ex-moinho incendiado na semana passada. Após a nuvem de poeira baixar, constatou-se que a operação havia fracassado. E não é que Gilberto deu nota 10 para a "implosão"? Engenheiro Gilberto, implosão bem-sucedida é prédio no chão! Mas talvez os conceitos de engenharia tenham mudado... Se essa "implosão" foi um sucesso, imaginem as outras "implosões" que ocorrem no Executivo paulistano. Socorro!

RENATO CAMARGO

natuscamargo@yahoo.com.br

São Paulo

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Nosso dinheiro

Haja IPTU inflado na cidade de São Paulo! Queremos os nossos R$ 3,5 milhões, que foram pagos por um serviço que não deu certo. A implosão do que sobrou do moinho incendiado foi um enorme fiasco. Que a empresa contratada (Desmontec) termine o seu malfeito ou nos devolva os milhões que pagamos com o suor do nosso trabalho. Quem sabe Kassab pague o custo do fiasco com o gordo salário que lhe damos todos os meses? Essa não vai passar, como de costume, com explicações vexatórias. "Se liga", sr. prefeito, o dinheiro é nosso!

LEILA E. LEITÃO

São Paulo

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DEU CHABU

O Moinho Central, que deveria ser detonado, pois corria o risco de desabar após incêndio, teve uma implosão pífia. A decisão de implodir o prédio deu-se em razão de risco de desabamento, porém o prefeito Kassab disse estar satisfeito com o resultado do trabalho, que consumiu 800 quilos de explosivos e custou a bagatela de R$ 3,5 milhões, que será paga pelos contribuintes. Escondendo o fracasso, o prefeito disse que vai retirar as famílias da favela e transformar o local em parque, em um ano e meio. Como se pode notar, o prefeito está fazendo planos contando com a próxima gestão. O eleitor, que não é bobo, deve ficar atento a mais essa mentira contada pelo prefeito. Ainda bem que São Paulo vai se livrar dessa figura sem carisma e um tanto demagoga. O segundo mandato do prefeito Kassab frustrou ainda mais aqueles que esperavam por um espetáculo de engenharia e acabaram vendo que a explosão virou pó de traque, ou seja, deu chabu.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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NÃO CAIU POR QUÊ?

Pergunta que não quer calar: se não caiu, nem com 800 kg de dinamite, por que a implosão? Não caiu por quê? Existia mesmo risco de cair? Não poderia ser utilizado para outros fins? Veja a maravilha da Sala São Paulo."

Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@hotmail.com

São Paulo

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CONTRATAÇÃO SEM OBJETO PRIORITÁRIO

Um velho prédio de seis andares pegou fogo, o que abalou suas estruturas e acarretou a morte de duas pessoas. Perigo à vista, pois. Daí, para que não implodisse espontaneamente, a Prefeitura de São Paulo contratou a sua demolição com explosivos. Custo da implosão: R$ 3,5 milhões; empresa contratada: Desmontec. E contratou a empresa Fremix para transformar os detritos em brita (remoção, também?). O que hoje é normal para coisas e objetivos dessa natureza. Os 800 kg de explosivo foram colocados em 2,2 mil furos feitos em 260 pilares do térreo e do primeiro andar. Na hora aprazada os explosivos foram detonados. O que aconteceu e que se vê – está lá, presente no local – é que apenas um pouquinho do prédio ruiu. Em outras palavras, a construção de 20 mil metros quadrados praticamente continua de pé(!). As fotos tiradas antes e depois muito bem o demonstram. Uma enfermeira concluiu o óbvio: “Está quase tudo de pé ainda, acho que foi mal planejado” (Jornal da Tarde, 2/1). Não obstante, nosso prefeito, Gilberto Kassab, não dá o braço a torcer: o resultado, diz, foi o esperado(?!) e não houve falha alguma(!). E para justificar essas assertivas informou que “a prioridade não era a implosão do prédio” (Estadão, 2/1) e, consequentemente, a demolição do remanescente(!!!) será feita manualmente. Em outras palavras, à vista do quase tudo que sobrou intacto, a demolição será feita à marreta. Ora, então, para que contratar uma empresa especializada em implosão (mediante explosivos), se estava previsto que a demolição seria realizada manualmente? Se esse era o objetivo visado, como diz o prefeito, a despesa e a contratação da implosão – conclui-se – foram absolutamente desnecessárias. É óbvio, não lhe parece, senhor prefeito? Além disso, quando afirma (justifica o fracasso?) que “a prioridade não era a implosão do prédio”, deixa patente que uma coisa acontece e outra coisa era o objeto contratado. Ou seja, a cláusula contratual previu uma coisa (implosão da construção por explosivos é o que foi contratado) e aconteceu, por alguma razão não esclarecida, outra diferente da desejada. Como cidadão paulistano, pois, quero e exijo conhecer os exatos termos do objeto dos contratos celebrados com as empresas Desmontec e Fremix, pois o suor arrecadado pelos impostos não se prestam a contratações, no mínimo, fracassadas sem que se apure a responsabilidade. Aliás, se foi contratada a implosão, o contrato não deve prever a demolição manual de praticamente o prédio todo, como é o que vai acontecer. E o custo dessa demolição manual, está ela prevista no contrato? E como foi (se nele está) dimensionada essa demolição manual? E se pensarmos bem, a construção que estava de pé, comprometida pelo incêndio, não terá ficado mais comprometida ainda com a frustrada (ou mal planejada) implosão? O que ficou de pé não representará perigo para os trabalhos, para os trabalhadores da demolição manual? Comprometida a construção já estava; certamente mais comprometida (diga-se mais perigosa) está depois da tentativa de implosão do prédio. Então, e se acontecer algo (ferimentos e mortes) indesejável (não prioritário) durante a demolição manual? Diante das suas declarações, senhor prefeito Gilberto Kassab, a responsabilidade civil será sua, pessoalmente sua, e não da Municipalidade.

Pedro Luís de Campos Vergueiro pedrover@matrix.com.br

São Paulo

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CRITÉRIO

Deu para entender o critério do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab? Se para a explosão pela metade de um prédio abandonado ele deu nota 10, imagina, então, que nota dará para o governo de um prefeito que gastou quase metade do seu mandado apenas para abrir um partido político.

Roberto Saraiva Romera robertosaraivabr@gmail.com

São Bernardo do Campo

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INCOMPETÊNCIA

Nosso atual prefeito provou toda a sua incompetência: a detonação do prédio envolvido no incêndio foi grotesca (e como!) e custou uma fortuna. Ele ainda quer provar o contrário!

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@ig.com.br

São Paulo

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KNOW-HOW

Gilberto Kassab passa dos limites da imaginação quando afirma e quer nos mostrar mais uma vez algo que fez e não deu certo. Pois mediante a divulgação pelo Estadão da foto que mostra o fracasso na implosão da demolição do antigo moinho, onde quatro dos seis andares ficaram intactos, ele nega tal fracasso. Deve ser pelo fato dele ter pago R$ 3,5 milhões às empresas Desmontec, que efetuou a detonação, e Fremix, responsável pela remoção dos detritos. Se ele tivesse chamado a gangue que explode caixas eletrônicos, que não estava em férias, pois detonou mais um neste fim de semana, além de ficar infinitamente mais barato, teria tido êxito total.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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CIDADE ILUMINADA

A cidade de São Paulo nestas festas de fim de ano está muito bonita, toda iluminada à noite. Pena que é só nesta época, já que o atual prefeito proibiu até a colocação de luminosos de néon no alto dos edifícios. Espero que o novo prefeito, a ser eleito agora em 2012, reveja essa atitude radical e faça com que nossa cidade volte a ser bonita o ano inteiro.

Haroldo Lopes aluisantos@yahoo.com.br

São Paulo

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A POLÍTICA AMBIENTAL DO PREFEITO

O Estadão de 1.º/1/2012, para inaugurar o ano que se iniciava, publicou reportagem (C4) sobre a falácia que tem sido a política ambiental para a cidade na administração Kassab. Sob o título de “SP não sabe quantas árvores são plantadas”, inicia o texto noticiando que Prefeitura de São Paulo afirma em seu site que entre 2005 e 2010 foram plantadas 1.3 milhão de árvores, mas que não é possível que essa seja a quantidade real. A bem da verdade, essa afirmativa vem sendo feita há muito tempo, desde as administrações anteriores. Só que agora, quando a Prefeitura autoriza a derrubada de milhares de árvores tanto para as obras públicas como para as grandes construções, essa prática se reveste de muito mais cinismo. Quem conhece a cidade há muito tempo assiste às barbaridades perpetradas pelos nossos políticos travestidos de administradores temporários. Já nas décadas de 70 e 80, na reforma da Avenida Paulista, foram implantadas floreiras no seu canteiro central, cada uma delas com uma torneira com água da Sabesp para regar as plantinhas. Decorrido pouco tempo foram relegadas ao ostracismo, as plantas secaram e as torneiras serviam para abastecer os camelôs da área. Por tal histórico já sabíamos de antemão que as 600 árvores adultas tiradas da Marginal do Tietê para uma obra que, evidentemente, dará um alívio provisório ao trânsito, e os milhares de mudas plantadas nas marginais e arredores eram mais uma afirmativa esperta para anular os protestos que foram prenunciados. Passado pouco tempo, secaram por falta de manutenção, principalmente de água, como sempre aconteceu na administração municipal. Aliás, na reportagem encontramos uma declaração do atual chefe de gabinete da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, que já exerceu cargo no Conselho Municipal do Verde e do Meio Ambiente, de que o ganho ambiental desses plantios só será sentido daqui a 10 ou 15 anos, ou seja, os que foram privados dessa vegetação só a terão de volta daqui a 15 anos, se estirem vivos e se as mudas vingarem, claro. Esse pessoal não pode sair ileso dessa ação criminosa. O governo estadual usou a mesma tática no desmatamento criminoso da Serra da Cantareira para a construção do Rodoanel e do Ferroanel. Como consequência dessas políticas, as grandes construtoras também passaram a desmatar com um apetite insano, sempre com a prosaica desculpa das mudinhas. Até o reitor da USP fez o mesmo, derrubando um bosque na Cidade Universitária a troco de mudinhas. Também sabemos que 4 mil paulistanos morrem por ano devido à poluição. Eu não sou ligado a organização nenhuma, mas apenas um cidadão inconformado com o que estão fazendo com a cidade onde nasci e sempre morei.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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BLÁ, BLÁ, BLÁ...

Notícia: “PF flagra desvio recorde de recursos públicos em 2011, de R$ 3,2 bilhões de recursos públicos em 2011, dinheiro que teria alimentado, por exemplo, o pagamentos de propina a funcionários públicos, empresários e políticos”. Este país é uma mesmice sem igual. Diferente seria se houvesse alguma notícia honesta para ler. Até prédio implodido fica em pé e dão nota 10, imaginem...

Tânia Pinotti tkita@uol.com.br

Pompeia

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CONGESTIONAMENTO NA DUTRA

Uma igreja construída na Via Dutra, em Guarulhos (SP), fez várias pessoas perderem seus voos em Cumbica por causa do estacionamento das vans e ônibus na beira da estrada, o que provocou congestionamento. Não sabia que podiam estacionar na beira de estrada. Já é permitido? Batam palmas para o ex-presidente FHC, autor da lei que liberou a construção desses templos, e à prefeitura local, que autorizou a construção sem um estudo, ou, se foi feito, foi mal feito.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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CAOS

Estadão, 2 de janeiro: abertura de igreja para Dutra, isola Cumbica... Deu no que deu. Um cidadão astuto, pouco culto, bastante próspero, que se proclama, sem muito pudor, apóstolo de Deus através de televisão paga, numa campanha eivada do mais puro charlatanismo (“milagres” tais como cura de dor de cabeça, braços, pernas, abstenção do uso de drogas, álcool, reabilitação de casamentos, sucesso financeiro e outros), envolveu autoridades do município de Guarulhos, prefeito, vereadores, secretários, assessores, etc., justamente aqueles que deveriam, no mínimo, ter programado, disciplinado e orientado o acesso de ônibus e outros meios de transporte, por ocasião da inauguração de igreja de propriedade daquele senhor naquela cidade. O caos, infelizmente, acabou acontecendo, com sérios reflexos na Via Dutra e na Ayrton Senna, prejudicando muitos, inclusive aqueles que perderam voos no aeroporto de Cumbica, notadamente os que não tinham nada com o inusitado evento.

Carlos Laue Junior bibalaue@volny.cz

São Paulo

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DIREITO DE IR E VIR

Ter fé é, antes de tudo, respeitar o próximo. Na inauguração da Igreja Mundial do Poder de Deus, seus devotados fiéis se esqueceram deste princípio e nem perceberam que o poder de Deus não foi suficiente para que seus irmãos, do outro lado da rua, pudessem gozar a base dos seus direitos que é "ir e vir". Terão de orar muito para receber o perdão por terem prejudicado tanta gente.

Irene Sandke irene@frettes.com.br

Curitiba

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O GOVERNADOR E A INAUGURAÇÃO

Acho que ele não viu o que aconteceu, não leu jornal, nenhum assessor o alertou. Se tivesse sabido, não poderia compactuar com tamanha falta de respeito para com a população. Belo começo e belo exemplo de falta de respeito e falta de amor ao próximo nos dá essa igreja! Bela atitude politicalesca a do governador!

Carmine Maglio Neto carminemaglio@yahoo.com.br

São Paulo

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LAMENTÁVEL SÃO SILVESTRE 2011

Já ouvir falar que geralmente mudanças são traumáticas, sejam elas quais forem. Quando são para melhor, acho que tudo é válido e valem a pena adaptações. Tratando-se de corrida, fiquei extremamente decepcionada com o que vi nesta última edição de uma prova tão linda como a São Silvestre. Li que para os corredores não ouve muita diferença em relação ao trajeto, agora, para o público que se apertou, tomou a imensa chuva que castigou São Paulo e foi obrigado a meter o pé no barro durante toda a prova, foi realmente um horror. Segundo rumores, um dos motivos da mudança foi o Show da Virada na Avenida Paulista, para que o tráfego fosse normalizado sem maiores complicações. Creio que isso não seria problema, já que o show sempre foi realizado tendo o percurso da corrida não alterado. O grande problema para quem quer ver a chegada dos atletas no Ibirapuera é que ali as pessoas não têm onde se abrigar ou sentar para descansar, já que foi montada uma arquibancada muito pequena para tanta gente. Na Paulista, ou no final da Brigadeiro Luiz Antônio, onde a corrida estava na reta final para entrada da Paulista, tínhamos uma grande extensão de rua para poder acompanhar a reta final da chegada. A distância dos banheiros químicos e a falta de estrutura geral tornou a corrida um momento de estresse para quem foi acompanhar seus corredores. Cásper Líbero, idealizador dessa grande prova, deve ter-se revirado dentro do Obelisco ante tamanha falta de respeito. Presenciei corredores especiais (deficientes visuais) que se perderam da equipe e, claro, não tinham a menor noção de onde estavam, e a tenda de apoio onde estava sendo anunciado o nome das pessoas que aguardavam seus parentes atletas a uma certa altura do campeonato dizia que “eles tinham que se organizar melhor”. Francamente, fica difícil incentivar o esporte desta maneira. Espero que revejam para o próximo ano a organização e também o trajeto, pois se este ano foram recebidos 25 mil atletas, no ano que vem o número será maior, só que sem estrutura para tal fica complicado demais. Se um dos intuitos é incentivar o esporte no Brasil, que sejam colocadas pessoas competentes e que seja traçado um esquema decente para a corrida, ou a cada ano que se passar a corrida perderá, além de seu glamour, um público que apesar de toda confusão continuou até o fim incentivando os atletas na prova.

Lilian de Castro, Equipe Negev l.castro@negev.com.br

São Paulo

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MORTES NAS RODOVIAS

Inconformados com o resultado do referendo sobre a proibição da comercialização de armas de fogo e munições, ocorrido em 23 de outubro de 2005, os “teóricos” petistas sonham com um plebiscito sobre desarmamento, como se as armas de fogo estivessem no topo da lista das causas de óbito no País. Mal-intencionados, deixam de lado estatísticas que provam que, hoje em dia, carros nas mãos de motoristas alcoolizados matam muito mais.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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CINTO DE SEGURANÇA

O Estadão fechou 2011 com informações importantes para seus leitores, o acidente com a miss Brasil 2010 teve a morta da sogra dela porque não estava usando cinto de segurança e o fato de a miss continuar na UTI com risco de vida foi causado por isso. No primeiro grande acidente de 2012, não informa se a motorista grávida estava usando cinto de segurança, provavelmente não estava e isso tenha acarretado seu arremesso para fora do veículo e sua morte. Seu marido, sua filha e sua sobrinha não sofreram nada porque deveriam estar com cinto de segurança. O motorista bêbado e culpado, bem como seus amigos, não se feriram, o que pressupõe que estavam com cinto de segurança.

Ronaldo José Neves de Carvalho rone@roneadm.com.br

São Paulo

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TOM JOBIM, MAESTRO BRASILEIRO

Li no C2+Música do Estadão uma entrevista de Ana Lontra Jobim, viúva do maestro. É assustador o que acontece com o gênio, como ele, em termos de direitos autorais. Um tradutor – e não passa disso – tem todos os direitos sobre boa parte das obras do maestro brasileiro. Absurdo! Se fosse uma obra de autor americano, ela estaria salvaguardada por n leis + pressupostos + uma série de argumentos e tudo mais que os faria defender sua obra. Tem de haver uma mobilização no sentido de que os Jobins retomem os direitos da obra do maestro brasileiro.

Geraldo Roberto Banaskiwitz geraldo.banas@gmail.com

São Bento do Sapucaí

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DANIEL PIZA

Uma lágrima...

Francisco Martini fjfmartini@yahoo.com.br

São Paulo

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AFORISMO SEM JUÍZO

Morte de Daniel Piza: aforismo totalmente sem juízo!

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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POR QUE NÃO ME UFANO

O Brasil perdeu uma de suas melhores penas, e tão cedo.

Luiz Augusto Módolo de Paula luaump@yahoo.com.br

São Paulo

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CONDOLÊNCIAS

Rogo fique registrado o meu sentimento de pesar diante do repentino falecimento de Daniel Piza. É lamentável, mas 2012 começa mal. Perdeu-se um expoente da nova geração de homens da imprensa, quando se fazem indispensáveis jornalistas dispostos a desvendar a triste realidade das instituições. À esposa, filhos, parentes e companheiros de trabalho, sinceras condolências.

Almir Pazzianotto Pintopazzianottopinto@hotmail.com

São Paulo

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GRITO PARADO NO AR

Morreu Daniel Piza! Vida curta interrompe grito de mundo melhor.

Cesare Morosini cesare@listasinternet.com.br

Guarulhos

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GRANDE PERDA

As coincidências da passagem pelo Colégio Bandeirantes, da amizade com o professor Ubaldo, da Faculdade do Largo São Francisco, aumentaram minha tristeza. Devo ao Daniel excelentes indicações de leituras e meu amor por Guimarães Rosa. Só começava a leitura do Estadão aos domingos pela sua coluna.

Rosiane Pecora ropecora@uol.com.br

São Paulo

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PALAVRA CLARA E ELEGANTE

Ao ler o Estadão no primeiro dia de janeiro. dei-me conta de que, naquele exato momento, acabara a minha alegre busca dominical pela página de Daniel Piza no Caderno2. Ele sabia, de maneira agradável, informar-nos sobre música, literatura, cinema, política, arte, etc. Inventivo, criou pequenos títulos, que ficarão para sempre na linguagem jornalística. Em Porque não me ufano, Aforismo sem juízo, Rodapé, De la musique e Cadernos de cinema, ensinava-nos e encantava-nos através da palavra clara e elegante. Foi-se embora cedo demais quem ainda poderia transmitir-nos um oceano de sabedoria e ideias originais. Parafraseando-o, “uma lágrima” para você, Daniel Piza, que soube como ninguém representar uma era em que o entretenimento não se vê mais como distinto da cultura, como um passatempo logo esquecível.

Maria da Glória De Rosa mg-de-rosa@hotmail.com

Agudos

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SENTIMENTOS

Uma lágrima pelo passamento de Daniel Piza. Deparei com a triste noticia na noite de domingo, ao acessar o Estadão.com logo após ter chegado de uma viagem. O susto foi grande. Aprendi a gostar de suas crônicas, suas ideais, seus comentários. Perdemos um grande escritor, uma grande inteligência. Meus sentimentos sinceros para seus familiares.

José Carlos de Oliveira jcdoliveira1950@hotmail.com

Votuporanga

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REFERÊNCIA

Já não lembro quem foi que escreveu a crônica “A falta que ela me faz” – se foi Sabino, Rubem ou Paulinho. Ontem senti que alguém me fará falta, grande falta, e supostamente insubstituível por enquanto: Daniel Piza, garoto brilhante, apaixonado por literatura, música, cinema e artes. Em comum tínhamos a mesma paixão por Machado de Assis, pela música e pelo cinema. Nas artes sou leigo e ignorante, mas gostava de ler sobre suas preferências. Aprendi tanto com o que ele escrevia e até discordei pelo meu pouco saber. Mas naquilo que gostávamos em comum era irmão, apesar dos 30 anos que nos distanciava, a mais para mim. Perdi uma referência, perdi um jovem em quem acreditei.

Raul Pinto rpnt62@hotmail.com

São Paulo

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ERUDIÇÃO

Foi um choque ler sobre sua morte! Comecei no domingo a ler o jornal pela última página do Caderno2, onde estava a informação de que ele se encontrava em férias. Depois li as notícias sobre seu falecimento prematuro. Era dos bons, melhores cronistas do Estadão. Sua erudição e cultura nos enriquecia. Não será esquecido, pois seus escritos permanecerão junto com a sua memória. Condolências aos seus amigos do Estado e à sua família.

Nazareth Lemos Maldonado Peres nazarethperes2003@yahoo.com.br

São Paulo

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PÊSAMES

Transmitimos nossos profundos sentimentos aos familiares e colegas de Daniel Piza, jornalista de excepcional talento.

João Rodarte joao@cdn.com.br

São Paulo

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ABALO

Sou leitor e assinante do Estadão e sempre lia os artigos do Daniel Pizza, tanto no caderno de Esportes como no Caderno2. Não o conhecia pessoalmente, mas senti muito a sua morte, não só pela sua idade – 41 anos –, como pela sua bagagem literária. E pensei o ele seria quando chegasse ao dobro da sua idade. Li seu último trabalho, publicado ontem na página A12, texto escrito no dia 25 de dezembro, no seu blog no portal Estadão.com. Terminei a leitura, chamei a minha mulher para ler e chegamos à conclusão de que o derrame (AVC) que o levou à morte prematura foi provocado pela grande decepção pessoal que o abalou em 2011 e ele pensou ter superado. Mas, infelizmente, havia se enganado...

Olympio F.A. Cintra Netto ofacnt@yahoo.com.br

São Paulo

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O PROFETA

Triste e chateado com Deus, li ontem a coluna de Daniel Piza no Caderno2 de 18 de dezembro, que devido às atribulações de fim de ano não pude ler antes. Não sei se foi o último texto que ele escreveu, mas as últimas linhas continham frases proféticas. Citando escritos de Otto Lara Resende, Daniel escreveu: “Como numa dessas mágicas de circo, sumi, desapareci”. E complementou na última linha: “Não, não desapareceu; está vivíssimo em todos os seus textos”.

Luiz Henrique Penchiari Jr. luiz_penchiari@hotmail.com

Vinhedo

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A ÚLTIMA CRÔNICA

A derradeira crônica de Daniel Piza, publicada em 25 de dezembro e ontem reproduzida no Estadão (Yung sustentou que algumas pessoas pressentiam a última viajem uma semana antes), impõe reflexão, no passo em que o jovem, culto e admirável articulista, depois de revelar que transpusera um ano dolorido, afirma que pôde constatar como nossos melhores esforços podem ser os mais injustiçados. Irônico, paradoxal, certíssimo. E quando se reporta ao melhor presente de Natal: não deixar o desencanto tomar conta. Ocorre que o desencanto rebate nos vasos ruins e estilhaça os bons. É o que diz o povo. É o que parece ter acontecido.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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UFANIA

Daniel deixou-me sós no café das manhãs de domingo nas padarias; deixou de me acompanhar nas filas, onde há sempre uma razão para eu aguardar; virou a esquina sem conseguir que sua plenitude o alcançasse. Não deixou o legado escrito tradicional: tergiversou encantando. De forma ímpar, despontou e despertou polêmicas neste saara de iguais. No último artigo, generosamente compartilhou sua visão de Natal, provocando, indagando, questionando: por que não somos assim o ano todo? Estilo incomum e versátil, relatou-nos a frustração infantil do presente que não pediu, para, em seguida, levar-nos à rampa do abacateiro de sua infância. Em tom corajoso, aberto, também desabafou: teve uma decepção. Justificando não ser o desencanto o melhor presente, termina nos chamando ao encanto. Por este Daniel eu me ufano, e assim continuarei até chegar a minha vez de virar a esquina.

Honyldo Roberto Pereira Pinto honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

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INSPIRAÇÃO

Não tenho qualquer receio em dizer que a grande perda do jornalismo brasileiro em 2011 se deu com a morte do Daniel Piza, colunista do Estadão. E acredito não estar desmerecendo outras figuras da imprensa nacional. Toda a arte e promessa de Piza foram muito bem demonstradas nos 41 anos que de vida e nos pouco mais de 20 anos de intensa produção. Sabe quando você adota um jornalista, faz do cara uma espécie de inspiração? Daniel era um desses jornalistas “adotáveis”, aqueles que possuem uma personalidade e uma maneira de escrever que cativam leitores, de maneira particular e direta. Todo o legado cultural deixado por Daniel Piza, com suas inúmeras colunas e livros, me faz pensar o que poderia vir no futuro. Afinal, as palavras e os conhecimentos vão se apurando com a idade, crescendo de maneira geométrica, em contrapartida à derrocada física que a velhice traz. Mas 41 anos não são idade de morrer. Até na Idade Média morrer com 41 anos era morrer jovem. 41 anos é como é a real meia-idade! Tem motivo pra morrer justo na meia-idade? Independentemente do que nós – leitores, admiradores, amigos – perdemos com essa morte, quem perdeu mesmo foi a família do Daniel. Não concordo quando o destino simplesmente tira de casa um pai de três filhos e faz uma viúva chorar no réveillon, quando devia estar sorrindo e dando um beijo de “feliz 2012!”. Ou tira um filho que devia dar um superorgulho à família e, notadamente, se preocupava, sentia e publicamente demonstrava todo o carinho que sentia pelos pais. Final de ano é isso: expectativas de como se dará a busca incessante de conquistas pequenas e grandes, que todo novo ano promove. E foi justo nesse momento que Daniel Piza partiu. Vai fazer falta. Para todos.

Fabio Chusyd chusyd@bradescobbi.com.br

São Paulo

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COMBINAÇÃO RARA

Lamentamos muito o desaparecimento do escritor e jornalista Daniel Piza, ocorrido no final de 2011. Ele era um profissional que conseguia aliar em seus trabalhos inteligência, elegância e apurado senso crítico; uma combinação um tanto rara nos dias de hoje. Vale a frase meio batida, mas neste caso verdadeira: o Brasil fica mais pobre com sua morte prematura. Daniel vai fazer muita falta.

Alfredo dos Santos Junior www.alyar.com.br

São Paulo

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